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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS – CESC


DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA
CURSO DE QUÍMICA LICENCIATURA
DISCIPLINA: ESTUDOS DOS GASES E TERMODINÂMICA
PROFESSOR: ALENCAR MIRANDA

INFLUÊNCIA DA SUPERFÍCIE DE CONTATO NO AQUECIMENTO


CAXIAS-MA
JUNHO DE 2009
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.......................................................................................................................02

MATERIAIS E REAGENTES..............................................................................................03

PROCEDIMENTO.................................................................................................................04

RESULTADOS E DISCUSSÕES..........................................................................................05

ANEXOS..................................................................................................................................06

CONCLUSÕES.......................................................................................................................09

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................10

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INTRODUÇÃO

Cada mudança de estado físico da matéria recebe nomes que são: solido, liquido e
gasoso. Quando a pressão é constante, as mudanças de estado ocorrem quando o material é
submetido a variações de temperatura. (SILVA; HASHIMOTO, 1996)
Sendo assim, liberação ou absorção de calor, são fenômenos que, quase sempre
evidenciam transformações físicas e químicas.
Usamos a palavra calor ou energia calorífica para indicar a forma em que a energia está
sendo transferida diretamente de um sistema a outro ou entre um sistema e o meio ambiente.
(REIS, 2001)
Ao fornecer calor a uma substância líquida, suas moléculas vão aos pouco se separando,
mesmo agindo contra forças intermoleculares, até chegarem ao seu ponto de evaporação, na
qual a separação se dá gradualmente de forma definitiva.
Se as condições forem favoráveis uma mesma substância pode evaporar mais
rapidamente em uma amostra do que em outra por diferentes: pressões, temperaturas, volumes
e até mesmo superfície de contato.
Superfície é toda a área de um sólido, lugar onde ele possa ser tocado externamente. A
superfície de contato é exatamente a definição geométrica de área do objeto.
Ao fornecer-se a mesma quantidade de calor a massas iguais de substâncias diferentes,
nota-se que uma das duas substâncias aquecerá mais rapidamente do que a outra. Isso se deve
ao fato de uma substância necessitar de menos calor do que a outra para uma determinada
variação de temperatura. A grandeza chamada calor específico foi criada para caracterizar
este fenômeno.
Calor específico é a quantidade de calor (em cal) necessária para elevar em 1ºC a massa
de 1g de certa substância. Para entendimento de calor específico, deve-se entender primeiro o
que é caloria. Caloria é a quantidade de calor necessária para elevar em 1ºC (de 14,5ºC para
15,5ºC) a temperatura de 1g de água, sob pressão normal.
Pela definição de caloria, o calor específico da água é de 1cal/g.ºC. Com isso pode-se
saber qual a quantidade necessária de calor para elevar a temperatura de um corpo. Esta
quantidade de calor é denominada Calor Sensível. Para calculá-la utiliza-se a fórmula:
Q = m . c . ∆T,

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Na qual Q, corresponde à quantidade de calor necessária para elevar a temperatura do
corpo; m, corresponde a massa do corpo; c, ao calor específico da substância e ∆T, a
variação de temperatura.
MATERIAIS E REAGENTES

• Chapa de aquecimento (3)

• Termômetros (3)

• Béquer (150 mL; 250 mL; 600 mL)

• Cronômetro(3)

• Água-(300 mL)

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PROCEDIMENTOS

1 – Colocou-se 100 mL de água em cada um dos beques de 150 mL, 250 mL e 600mL e
levou-se cada recipiente para a chapa de aquecimento.

2 – Mediu-se, em seguida, a temperatura inicial de cada sistema, com o uso do termômetro.

3 - Após o primeiro minuto mergulhou-se o termômetro em cada um dos recipientes e fez-se,


em seguida, a leitura da temperatura em cada um. Anotou-se o resultado e repetiu-se esta
operação de um em um minuto até cada sistema atingir 100ºC e começar a ebulição.

4 – Logo após a obtenção de todos os resultados fez-se, por fim, a relação entre os dados dos
três sistemas.

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RESULTADOS E DISCUSSÕES

Depois de medirmos a temperatura inicial dos três sistemas, que se apresentava a


24°C, colocarmos cada um dos mesmos para aquecimento.
Após um minuto, conferimos nos béquer 1 e 2, 150 mL e 250 mL, respectivamente, a
temperatura de 35°C. Contudo no béquer 3, de 600 mL já registramos o valor de 40ºC,
diferença essa, bastante considerável para os demais.
No minuto seguinte a água dos recipientes de 150 mL e 250 mL estava a 40ºC,
permanecendo assim, com mesmo aquecimento, em compensação no recipiente de 600 mL a
temperatura já estava em 59ºC, se distanciando cada vez mais dos outros sistemas, em função
de estar com maior superfície de contato em relação aos outros sistemas.
Ao atingirmos o terceiro minuto não se obteve mais valores iguais de temperatura no
líquido dos três recipientes. Esse fato comprova que quanto maior a superfície de contato do
líquido com o corpo de aquecimento, mais rápido este líquido irá se aquecer, pelo motivo de
estar recebendo mais calorias naquele dado intervalo de tempo, atingindo assim uma
temperatura mais elevada.
Pelo fato dos três Becker possuírem áreas de contato diferentes (Béquer 1 (150 mL)
com 4,9cm de diâmetro; Becker 2 (250 mL) com 7,2cm de diâmetro; béquer 3 (600 mL) com
8,9cm de diâmetro, e todos os outros fatores: pressão, massa do líquido, calor fornecido, em
todos os casos são iguais, diferenciando-se apenas a superfície de contato de cada um, só
poderíamos esperar que nos recipientes de maior diâmetro a água atingisse mais rapidamente
o ponto de ebulição.
A teoria, de que quanto maior a superfície de contato do líquido no recipiente com o
corpo de aquecimento, mais rápido será o aquecimento do material, foi comprovada no
desenvolver de toda a prática.
Empregando a equação Q = m.c. ΔT. Podemos calcular o consumo de caloria em cada
intervalo de temperatura de cada um dos sistemas, de modo que a quantidade total de caloria
necessária para elevar a temperatura de 24ºC (temperatura inicial) para 100ºC (temperatura
final) é a mesma para todos, já que as condições foram as mesmas para todos os sistemas,
mudando apenas a superfície de contato que não altera este valor final, apenas o tempo no
qual isto irá ocorrer.

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Q = m.c. ∆T ⇒ Q = 100g. 1. (100-24) ⇒ Q = 7.600cal/g. ºC
Pelos resultados encontrados, podemos analisá-los de forma melhor com o gráfico de
cada um dos sistemas separadamente.
ANEXOS

* Figura mostrando os três sistemas em aquecimento.

*tabela dos resultados obtidos para cada sistema

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*Gráfico mostrando a variação de tempo em função da temperatura.

*Gráfico dois mostrando uma variação pequena em relação ao primeiro sistema.

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*Gráfico que teve a menor variação de tempo devido à área do béquer ser bem maior em relação aos outros.

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CONCLUSÕES

Partindo do fato de que a diferença entre os três sistemas da experiência era só o fato da
área dos copos de Becker, pois tínhamos a mesma temperatura, o mesmo material (nesse caso
a água) nos três casos, chegou-se a conclusão de que o fator determinante para a diferença na
velocidade da mudança de estado nesta pratica, se deu pela superfície de contato.
Mostrou-se assim que quanto maior a superfície de contato com a chama do bico de
Bunsen, mais rápido chega-se a ebulição.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTELLAN, Gilberto. Fundamentos de Físico-Quimica. 8 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995.

FELTRE, Ricardo. Química Geral, 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004.

MOORE, Walter John. Físico-Química. 4 ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1976. V. 1,2.

REIS, Martha. Completamente Química. São Paulo: FTD, 2001.

SILVA, Eduardo Roberto da; HASHIMOTO Ruth R. Novo manual de Química. São Paulo:
Nova cultural, 1996

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