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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA


CURSO: ENGENHARIA ELÉTRICA
DISCIPLINA: ELETRÔNICA DE POTÊNCIA

RETIFICADOR MONOFÁSICO SEMICONTROLADO EM PONTE

EQUIPE:

Aluno: José Ailton de Oliveira Júnior


Aluno: Kassio Henrique Oliveira Pinto

Caraúbas, julho de 2019


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO....................................................................................................................................................1

2. SELEÇÃO DA TOPOLOGIA DO RETIFICADOR.......................................................................................2

3. ETAPAS DE FUNCIONAMENTO DO RETIFICADOR MONOFÁSICO SEMICONTROLADO EM


PONTE ........................................................................................................................................................................ 4

4. EQUACIONAMENTO DO RETIFICADOR MONOFÁSICO SEMICONTROLADO EM PONTE.........4

5. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO...................................................................................................................5

6. RESULTADOS EXPERIMENTAIS...............................................................................................................10

7. CONCLUSÃO..................................................................................................................................................14

8. REFERÊNCIAS...............................................................................................................................................15

9. APÊNDICES.....................................................................................................................................................16

APÊNDICE A – CÁLCULO DAS TENSÕES, CORRENTES E CARGA.................................................................16

APÊNDICE B – CÁLCULO DE PERDAS, CORRENTES E FILTRO CAPACITIVO................................................17

APÊNDICE C – VISTA SUPERIOR DA PLACA DO CIRCUITO DE POTÊNCIA ................................................18

APÊNDICE D – VISTA INFERIOR DA PLACA DO CIRCUITO DE POTÊNCIA..................................................19

APÊNDICE E – Tabelas comparativas entre os valores simulados, calculados e medidos....................20


RETIFICADOR MONOFÁSICO SEMICONTROLADO EM PONTE

RESUMO
Será apresentado, passo a passo, a execução e etapas do funcionamento de uma ponte
monofásica controlada, utilizando um circuito integrado (no caso em questão será o
TCA 785) para controle do ângulo de disparo dos tiristores. Definições acerca dos
componentes serão apresentadas e os sinais obtidos serão apresentados de forma à
explicar como foram conseguidos os parâmetros e formas de onda.
1. INTRODUÇÃO
O dispositivo mais significante da família dos semicondutores controlados de
potência é o tiristor (SCR). Os circuitos retificadores controlados constituem a principal
aplicação dos tiristores em conversores estáticos. Esses circuitos possuem uma vasta
aplicação industrial, com grandes diversas de especificações na alimentação de dispositivos
de baixa até médio-alta potência, como por exemplo, no acionamento de motores CC, em
estações retificadoras para alimentação de redes de transmissão CC, etc.
Retificadores montados com tiristores permitem a manipulação da tensão em sua
saída em função do ângulo de disparo, modificado a partir de um potenciômetro. Varia-se o
ângulo de disparo de tiristores, deslocando no tempo o pulso de disparo enviado ao gate.
Analisaremos brevemente uma ponte retificadora monofásica, na qual o
funcionamento da retificação controlada é mais facilmente explicado, com representações
mais simples e mais visíveis do que em retificadores controlados trifásicos ou polifásicos,
embora o estudo das pontes trifásicas não seja tão diferente. Entretanto esses últimos são os
que ocorrem em um maior número de aplicações da eletrônica industrial de maior potência.
Os retificadores monofásicos controlados podem ser compostos de 4 tiristores
(cujo nome é dado de “totalmente controlado”) ou de um arranjo com 2 diodos e 2 tiristores
(“Semi-Controlado”), que será o caso a ser avaliado no presente trabalho. A motivação para
seu uso, na maioria dos casos, é puramente de custos, uma vez que reduz o número de
tiristores pela metade (um tiristor possui um custo mais elevado que um diodo), sendo
indicadas quando o fluxo de energia será apenas da fonte para a carga.
2. SELEÇÃO DA TOPOLOGIA DO RETIFICADOR
O Retificador Controlado em questão, pode ser dividido em duas partes: controle
e potência. A parte de potência é obtida através de uma estrutura semelhante em retificadores
não controlados, com a diferença de substituirmos diodos da estrutura por tiristores. Os
tiristores só permitem a condução quando recebem um pulso vindo de um circuito de disparo.
Já a parte de controle (que é a responsável pelo disparo dos tiristores), é feita com o circuito
integrado TCA 785. Esse CI (circuito integrado), tem a finalidade de produzir um pulso de
corrente no gatilho do tiristor para que ocorra o acionamento deles.
Como já foi dito, o retificador a ser estudado e produzido utiliza o CI TCA 785
para realizar as funções de controle e disparo dos tiristores cujo, diagrama de blocos com as
funções essenciais é mostrado na figura 1.

Figura 1: Diagrama de blocos do CI.

FONTE: DATASHEET.

Entre várias aplicações gerais desse CI, é dedicado à aplicação de controle de


ângulo de disparo de tiristores continuamente de 0° a 180°. Sua configuração interna
possibilita uma simplificada seleção de componentes externos para chaveamento, sem tornar
muito volumoso o circuito final. O CI possui 16 pinos aos quais cada um possui uma função
diferente. Os blocos enumerados de 1 a 6 do diagrama de blocos, também possuem funções
específicas, as quais podem ser explicadas de forma simples:

 BLOCO 1 → Detector de zero.


 BLOCO 2 → Memória de Sincronismo.
 BLOCO 3 → Unidade Lógica.
 BLOCO 4 → Monitor de descarga de C10.
 BLOCO 5 → Regulador de tensão.
 BLOCO 6 → Comparador de Controle.
As Funções resumidas pino a pino são:
 PINO 01 → Terra.
 PINO 02 → Saída complementar do pino 15, em coletor aberto.
 PINO 03 → Saída de pulso positivo, em coletor aberto.
 PINO 04 → Saída complementar do pino 14, em coletor aberto.
 PINO 05 → Entrada de Sincronismo (diodos em antiparalelo).
 PINO 06 → Inibe todas as saídas (quando aterrado).
 PINO 07 → Saída em coletor aberto para acionar Triacs.
 PINO 08 → Fornece 3.1V estabilizado.
 PINO 09 → Potenciômetro de ajuste de rampa (20<R9>100K).
 PINO 10 → Capacitor de formação de rampa (C10 ≤ 0.5μF).
 PINO 11 → Entrada de Tensão de controle (nível/CC).
 PINO 12 → Controla a largura dos pulsos de saídas 14 e 15.
 PINO 13 → Controla a largura dos pulsos de saídas 14 e 15.
 PINO 14 → Saída de pulso positivo no semiciclo positivo.
 PINO 15 → Saída de pulso positivo no semiciclo negativo.
 PINO 16 → Alimentação CC, não necessariamente estabilizada.
Por se tratar de um circuito integrado, dedicado à construção de circuitos de
disparo para acionamento de tiristores em geral, a preocupação maior é a de fornecer os
disparos nos instantes desejados, e posteriormente ligar os circuitos de disparo e o de
potência, evitando curtos-circuitos fatais e acontecimentos indesejáveis. Na figura 3, podemos
ver todo o drive de controle do retificador com todos os componentes ocupando seus
respectivos espaços e conectados aos pinos especificados. Vale ressaltar que a alimentação do
optoaclopador (componente HCPL 3120 da figura 3) foi de 15 volts e não de 5, como
representado na imagem.
Outra facilidade que o circuito integrado oferece é como respeitar à polarização,
pois esta é obtida a partir das características do integrado, fornecidas pelo fabricante e uma
vez polarizados, os componentes auxiliares se manterão em quaisquer circuitos de disparo,
modificando apenas o sincronismo e o número de integrados necessários para obtenção do
número de pulsos desejados. A figura 4 mostra as formas de onda obtidas em alguns pinos do
TCA.
Os retificadores controlados com tiristores, são amplamente utilizados no
desenvolvimento de reguladores de tensão contínua. Os tiristores são semicondutores
controlados pelo gatilho, que é a corrente de porta. Cada tiristor é disparado no instante α rad
após o instante referencial de início (momento em que seu anodo se torna positivo em relação
ao seu catodo). O conceito de semicontrolados pode ser aplicado tanto a retificadores
monofásicos como trifásicos, seja como for, estes retificadores serão em ponte. Nos
retificadores monofásicos semicontrolados a sua ponte pode ser montada em dois diferentes
arranjos: Balanceada; Desbalanceada.
Na ponte monofásica semicontrolada balanceada (a que está em estudo) tem-se
tiristores apenas do lado positivo do retificador, pode ser vista na figura 2. Na ponte
monofásica semicontrolada desbalanceada tem-se, num ramo, um tiristor do lado positivo do
retificador e no outro ramo, um outro tiristor do lado negativo do retificador, sendo que cada
tiristor participa da condução de semiciclos da CA distintos.

Figura 2: Retificador monofásico semicontrolado em ponte.

FONTE: (LENZ, 2006).


Figura 3: Circuito de Comando com Optoacoplador.

FONTE: DESCONHECIDO.

Figura 4: Formas de ondas de alguns pinos do TCA.

FONTE: DATASHEET.
A topologia do circuito de potência do retificador, foi optada por uma que
acoplasse todos componentes em um menor espaço físico, de forma a não prejudicar o
funcionamento de nenhum deles e não oferecer risco de um curto-circuito.
Nas figuras a seguir, podemos observar as partes superior e inferior do circuito,
identificando facilmente onde cada componente se encontra. A topologia do circuito de
comando foi utilizada de forma padrão, conforme disponibilizada pelo professor e
reproduzida pelos alunos.

Figura 5: Vista superior da placa do circuito de potência.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.


Figura 6: vista inferior da placa do circuito de potência.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

3. ETAPAS DE FUNCIONAMENTO DO RETIFICADOR MONOFÁSICO


SEMICONTROLADO EM PONTE
Independente da topologia, as etapas de funcionamentos são invariantes do ponto
de vista de entrada e da carga. Para entendermos melhor, podemos considerar que todos os
semicondutores (diodos e tiristores) são ideais e que os acontece um disparo em cada um dos
tiristores em instantes diferentes. Analisando no intervalo de 0 ao primeiro instante de tempo
(antes de ocorrer o disparo do primeiro tiristor), onde a tensão de entrada é positiva e os
semicondutores D2 e T1 (conforme a figura 7) estão polarizados diretamente. Como não há
pulso de corrente de gatilho em T1, automaticamente não existe para circulação de corrente e
D2 se mantém bloqueado.
Figura 7: Retificador monofásico semicontrolado em ponte.

FONTE: GOOGLE IMAGENS.


Quando ocorre o disparo de T1, como T1 e D2 estão polarizados diretamente, eles
entrarão em condução e entrando em uma outra etapa de funcionamento. Nessa etapa, os
semicondutores T2 e D1 são polarizados reversamente e assim, os outros 2 semicondutores
conduzem e a tensão de entrada é aplicada na saída. Nessa operação, que se encontra entre o
primeiro instante (que aqui podemos chamar de α) e π, temos então um sinal de saída.
No terceiro estágio, entre π e o segundo instante (α + π), teremos a mesma
condição de funcionamento do primeiro estágio. Após o segundo instante (α + π) irá ocorrer a
polarização direta de T2 e D1 e entrarão em condução, dando início a a quarta etapa de
operação. Na figura 8, podemos ver as formas de onda da tensão e corrente, nas cores azul e
vermelho respectivamente. Podemos observar os momentos de condução, conforme
apresentado anteriormente.
Figura 8: Forma de onda da tensão e corrente na carga em paralelo com o pulso de gatilho.

FONTE: GOOGLE IMAGENS.

4. EQUACIONAMENTO DO RETIFICADOR MONOFÁSICO


SEMICONTROLADO EM PONTE
Para cargas puramente resistivas, o valor da tensão contínua média para qualquer
valor de ângulo de disparo α entre 0 e π radianos podem ser determinado pela fórmula:

Variando-se o ângulo de disparo α variaremos a tensão contínua média na saída


do retificador, e, como α pode variar de 0 até π radianos, então, num retificador monofásico
semicontrolado temos que:

(Valor Máximo)

(Valor Mínimo)

Se fizermos, por exemplo, α = 90º, ou seja, α = 2 π radianos, faremos com que os


tiristores deixem de conduzir durante a primeira metade de seus respectivos semiciclos e
passem ao estado de condução exatamente a partir da metade daqueles semiciclos.
A base para o equacionamento de todo o retificador foi tomada pelo livro:
Eletrônica de potência de Ahmed. A partir da tensão de alimentação e de potência, foi
possível descobrir os valores da resistência de carga e definições adequadas para trabalhar
com os SCRs. Podemos encontrar as equações e cálculos de uma forma detalhada nos
Apêndices A e B.

5. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO
A simulação do circuito retificador monofásico semicontrolado em ponte foi feita
no PSIM que é um software que permite integrar vários dispositivos e controlá-los em uma
única interface de usuário, garantindo assim a redução nos gastos operacionais e na
infraestrutura da segurança. Além disso, oferece como vantagem a otimização do tempo,
agilidade nas respostas e maior eficiência dos operadores. Esse circuito opera igual o
retificador completamente controlado em ponte com carga puramente resistiva, porém são
usados apenas dois SCRs e os outros dois são substituídos por diodos. Veja também que o
circuito de gatilho dos SCRs, estão representados por uma fonte de tensão linear que na
simulação é feita para disparar com ângulo 30° no semiciclo positivos da fase e 210° no
semiciclo negativo. A tensão eficaz de entrada é 110V trabalhando com uma frequência de
60hz como mostrado na figura abaixo.

Figura 9: Simulação do circuito retificador monofásico semicontrolado em ponte feita no PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.


A figura abaixo, mostra os valores de tensão de entrada da fase que vão
proporcionar que o circuito retificador faça o controle de acordo com sua forma de onda. O
objetivo principal é mostrar a forma de onda detalhada da fonte de alimentação para tomar
como base de comparação para as outras formas de ondas obtidas pelo circuito retificador.
Observe que a tensão média de entrada é muito baixa e pode-se dizer que é nula. Veja
também que a tensão eficaz que deve ser aplicado na entrada do circuito é de 109,6V,
consequentemente a tensão de pico vai ser aproximadamente 155V para o circuito retificador
semicontrolado.

Figura 10: Forma de onda da fonte de alimentação do retificador gerada pelo PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

Através da simulação podemos ver os dados que vão para carga de 200 ohms que
foi atribuída de acordo com o valor calculado. Os valores de tensão coletados pelo software
são de 107,4V tensão eficaz, 154,3V para tensão de pico e 91,5V de tensão média. A forma de
onda vista logo abaixo mostra de maneira detalhada que o sinal de entrada foi retificado tanto
no semiciclo positivo, quanto no semiciclo negativo da fonte de alimentação na entrada do
circuito. É possível observar também, que o disparo acontece com um ângulo de 30° no
semiciclo positivo e 210° no semiciclo negativo, o sinal retificado é mostrado um corte da
fase, é onde nenhum SCR vai funcionar e a tensão na carga nesse instante de tempo é de 0V.
Figura 11: Forma de onda da tensão e corrente na carga gerada pelo PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

A forma de onda coletada pelo PSIM logo abaixo mostra de uma forma mais
simplificada o corte de funcionamento citado na forma de onda anteriormente. Veja que a
tensão de alimentação representada em azul durante o semiciclo positivo é totalmente cortada
na carga que está representada em vermelha para o ângulo de 0° até 30° e no semiciclo
negativo é cortado com ângulo de 180° até 210° que é o princípio do retificador
semicontrolado, ou seja, esse retificador faz o controle do disparo dos SRCs que
consequentemente comandam a tensão na carga através da fase escolhida.

Figura 12: Forma de onda da tensão na carga em paralelo com a tensão da fonte geradas pelo PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.


Na forma de onda coletada pelo PSIM mostrada logo mais, podemos visualizar a
tensão e a corrente do SCR1. Quando existe uma tensão no SCR1 no semiciclo positivo é
porque o SCR1 está em corte e não conduz corrente, porém deve-se saber que o SCR2
também está em corte e não existe tensão na carga. Tomando como base o SCR1 no semiciclo
negativo a tensão reversa no SCR1 é de -155V e quando não existir tensão no SCR1 é por
causa que ele está em condução em paralelo com diodo D4 e vai haver tensão na carga igual a
tensão da fase de alimentação da entrada. Pode-se ver a perda do SCR1 que é de 0,385W,
tensão eficaz de 77,1V, tensão de pico 76,6V, tensão média de -42,1V, corrente eficaz
0,380A, corrente de pico 0,766A e corrente média de 0,229A.

Figura 13: Forma de onda da tensão e corrente no SCR geradas pelo PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

Foi atribuído logo mais a forma de onda de tensão na carga em paralelo com a
onda do SCR1 para que de maneira detalhada possamos verificar onde o SCR1 vai parar de
funcionar e quando vai vir tensão reversa para ele como dito anteriormente.
Figura 14: Forma de onda da tensão na carga em paralelo com a tensão no SCR geradas pelo PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

Para finalizar as formas de ondas coletadas através da simulação do software,


temos os pulsos gerados pelo circuito de controle para acionamento do gatilho dos SCR1 e
SCR2 que são responsáveis pelo controle direto da tensão na carga de acordo com a
angulação que foi escolhida. É importante salientar que ambos não podem mandar sinal ao
mesmo tempo, pois isso pode ocasionar em um curto-circuito danificando o retificador como
um todo. Veja que a tensão no gatilho é de 1V para ambos os SCRs, é o bastante para acionar
através da corrente o gatilho do SCR.
Figura 15: Forma de onda dos pulsos gerado pelo circuito de comando no PSIM.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.


6. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Com o circuito retificador semicontrolado em ponte com carga puramente
resistiva concluído, foi realizado uma serie testes para verificar as formas de ondas obtidas
através do osciloscópio na prática e comparar com as formas de ondas obtidas na simulação.
Com posse do driver do tiristor pronto e feito na protoboard, foi possível alterar o ângulo de
disparo para iniciar em 0° e ver a forma de onda na carga quando o SCR1 conduz em 0° e o
SCR2 em 180°. Desta forma não existe corte na fase e tanto o semiciclo positivo quanto o
negativo é retificado como um todo dando forma onda na caga da figura abaixo.

Figura 16: Forma de onda na carga para um alfa de 0° obtida pelo osclocópio na prática feita em laboratório.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

O ângulo de disparo dos SCRs é controlado e pode ser alterado pelo


potenciômetro no circuito de controle do tiristor. Esse potenciômetro foi ajustado para uma
variação de tempo que faça os SCRs dispararem com 30° e 210°. Através da forma de onda da
figura abaixo, pode-se verificar que existe com corte da fase assim como feito na simulação e
perceber que, na carga não vai a tensão da rede como um todo, pois o SCR quando está em
corte não polariza e impede a condução de corrente para carga.
Figura 17: Forma de onda na carga com alfa de 30° obtida pelo osciloscópio na prática feita em laboratório.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

A forma de onda logo mais obtida pelo osciloscópio mostra a tensão de


alimentação trabalhando em paralelo com a tensão da carga. É possível notar a parte da tensão
que está sendo cortado pelo SCR no ciclo positivo e negativo. Perceba também que é bem
semelhante com a forma de onda obtida na simulação do retificador. A tensão eficaz da
entrada da fonte de alimentação é de 116V, a tensão média é 0V e o pico de tensão é de 164V.
Já na carga com disparo de 30° pode-se observar uma tensão eficaz de 114V, tensão média de
98V e tensão de pico de 162V.

Figura 18: Forma de onda na carga em paralelo com a onda da fonte de alimentação obtidas pelo osciloscópio
na prática feita em laboratório.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.


A forma de onda da figura abaixo é dada pela tensão na carga com disparo de 30°
e 210° junto a tensão no tiristor. O intuito de juntar ambos é visualizar de uma maneira mais
fácil o corte da fase no SCR1 que pega o semiciclo positivo da fonte de alimentação. É
também bastante semelhante com as coletadas via simulação. Os valores coletados no SCR1 é
a tensão eficaz de 74V e a tensão média de -42V. É importante frisar que quando o SCR não
possui valor de tensão é porque está em condução e vai tensão para carga.

Figura 19: Forma de onda da carga em paralelo com a onda do SCR obtidas pelo osciloscópio na prática feita
em laboratório.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

Após montado o circuito de controle do gatilho na protoboard, é gerado dois


pulsos que são o T1 e T2. Esses pulsos são responsáveis por fazer com que o SCR funcione
em um tempo muito curto. As tensões nos pulsos são aproximadamente 2,3V que é o bastante
para acionar o tiristor para conduzir corrente e mandar tensão para carga. O valor de 2,3 VV
foi escolhido conforme um divisor de tensão, pois o datasheet do SCR utilizado na prática
informa que a tensão máxima que pode chegar no gatilho é de 5V, portanto 2,3V é uma tensão
aceitável nem muito próxima de 5V e nem muito próxima de 0V. Veja que os pulsos da
simulação são bem parecidos com os pulsos obtidos na prática o que é bastante satisfatório.
Figura 20: Formas de ondas dos pulsos de gatilho do driver de tiristor feito na protoboard obtidas pelo
osciloscópio na prática feita em laboratório.

FONTE: AUTORIA PRÓPRIA.

7. CONCLUSÃO
Diante da comparação entre valores calculados, simulados e medidos podemos
concluir que o retificador se comportou de maneira satisfatória, pois tanto o semiciclo
positivo quanto o negativo da fonte de alimentação está sendo retificado e o papel dos SCRs
que é de controlar o disparo do tiristor é realizado da maneira correta, de modo que, existe de
fato um controle no disparo dos SCRs com intuito de definir em qual ângulo irá começar a
retificar a tensão da fonte de alimentação. Foi possível também, visualizar o comportamento
das formas de ondas tanto na simulação, como na prática feita em laboratório, isso permitiu
entender o funcionamento do retificado mais detalhadamente diante dos valores de tensão e
correntes obtidos diante dos testes.
É importante salientar que, como o processo para fazer o circuito de controle e o
circuito de potência foi feito todo manualmente, foi adquirido conhecimentos práticos e
teóricos como por exemplo: corrosão da placa de circuito, dimensionamento das trilas para o
desenho da placa de potência, desenho da placa do retificador no software ISIS Proteus,
soldagem dos componentes elétricos na placa, ou seja, são conhecimentos que só se fazem
presentes quando colocados em prática.
8. REFERÊNCIAS

RASHID. Eletrônica de Potência. Editora Pearson Education do Brasil LTDA. 1998.

AHMED. Eletrônica de Potência. Editora: Pearson / prentice hall. 2000.

HART. Eletrônica de Potência Análise e Projeto de Circuitos. Editora Mcgraw Hill. 2012

LENZ, André Luis. Retificadores Controlados Monofásicos. In: -. São Paulo: -, 2006. p. 11.
Disponível em: <https://www.ebah.com.br/content/ABAAAAdugAC/retificadores-
controlados-monofasicos>. Acesso em: 02 jul. 2019.
9. APÊNDICES
APÊNDICE A – Cálculo das tensões, correntes e carga
APÊNDICE B – Cálculo de perdas, correntes e filtro capacitivo
APÊNDICE C – Vista superior da placa do circuito de potência
APÊNDICE D – Vista inferior da placa do circuito de potência
APÊNDICE E – Tabelas comparativas entre os valores simulados, calculados e medidos.

Tabela 1: Valores encontrados na simulação.

Tensão de pico Tensão eficaz Tensão média Perdas(W) Tensão


(V) (V) (V) Reversa
Carga 154,3 107,4 91,5 - -
Tiristor 77,5 77,1 -42,1 0,385 -155,5
Entrada 155 109,6 0 - -
Gatilho 1 1 - - - -
Gatilho 2 1 - - - -

Tabela 2: Valores encontrados na medição.

Tensão de pico (V) Tensão eficaz (V) Tensão média (V) Tensão
Reversa
Carga 152 108 98 -
Tiristor 74 74 -42 -148
Entrada 160 108 2 -
Gatilho 1 2,4 - - -
Gatilho 2 2,3 - - -

Tabela 3: Valores Calculados.

Tensão de pico (V) Tensão eficaz (V) Tensão média (V) Perdas (W) Tensão
Reversa
Carga 155,5 108,4 92,4 - -
Tiristor - - - 0,393 -155,5
Entrada 155,5 110 0 - -

Tabela 4: Valores encontrados na simulação.

Corrente de pico (A) Corrente eficaz (A) Corrente média (A)


Carga 0,771 0,537 0,457
Tiristor 0,766 0,378 0,229
Entrada 0,766 0,533 0

Tabela 5: Valores Calculados.

Corrente de pico (A) Corrente eficaz (A) Corrente média (A)


Carga 0,778 0,542 0,462
Tiristor 0,778 0,383 0,231
Entrada 0,778 0,542 0,462