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Biologia 10ºAno

Tema 4: Regulação nos Seres Vivos


4.1. Regulação Nervosa e hormonal em Animais

Chamamos de sistema a toda a matéria e energia que existe dentro de uma região
bem definida. Podem ser considerados:

• Abertos: quando há trocas de matéria e energia;

• Fechados: quando só há troca de energia;

• Isolados: quando não há qualquer tipo de troca.

Todos os sistemas biológicos são abertos: as trocas que os organismos


estabelecem com o meio conduzem a mudanças constantes nos seus componentes.

No entanto, os seres vivos possuem mecanismos que


equilibram as alterações induzidas pelo meio externo, de
modo a manter a constância do meio interno. Esta
constância designa-se de homeostasia, que traduz um
equilíbrio dinâmico em todos os sistemas biológicos.

Quando a homeostasia é corrompida, o sistema


biológico entra num estado de desagregação denominado doença:

• A capacidade de os organismos recuperarem da doença advém da


capacidade do organismo restaurar o equilíbrio.

• Se por alguma razão o organismo não conseguir recuperar, o sistema


encontra um fim, advindo a sua morte.

No sentido de evitar a perda de homeostasia a atividade dos órgãos é controlada e


regulada, respondendo às alterações do meio interno e externo por mecanismo de
feedback:

• Feedback negativo: contraria a alteração da


variável;

• Feedback positivo: amplifica a variável a alterar.

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Nos sistemas biológicos a regulação faz-se essencialmente por feedback negativo


e é assegurado pelo sistema nervoso e pelo sistema hormonal ou endócrino.

4.1.1. Sistema Nervoso e Regulação Nervosa

A Unidade básica do sistema nervoso é o neurónio. Os neurónios apresentam a


seguinte constituição:

• Corpo celular;

• Dendrites;

• Axónios;

• Terminação dos Axónios

• Mielina: bainha proteica isolante. Ao conjunto do


axónio e das bainhas de mielina designa-se por
fibra nervosa.

As fibras nervosas reunidas em feixes, envolvidos por uma capa de tecido,


conjuntivo constitui os nervos.

Existem 3 tipos de neurónios: Os neurónios sensitivos que transmitem informa-


ções dos recetores sensoriais para os centros nervosos; os neurónios motores que
transmitem as ordens dos centros nervosos para os órgãos efetores e os interneuró-
nios que recebem a mensagem dos sensitivos e enviam a mensagem para os motores
(localizam-se no encéfalo e na espinal medula).

Impulso Nervoso
Todas as células e de forma particular os neurónios, apresentam diferenças de
concentração de iões entre a face interna e a face externa da membrana plasmática.

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• O fluido extracelular apresenta elevadas concentrações de Na+ , mas baixa


de K+,

• O meio intracelular apresenta elevadas concentrações de K+, mas baixas de


Na+.

• Verifica-se que o citoplasma dos neurónios


apresenta no total menor quantidade de iões
positivos do que o meio extracelular, assim a
superfície interna do neurónio apresenta carga
negativa e superfície externa carga positiva.

A diferença de cargas entre as duas superfícies gera uma diferença de potencial


elétrico entre as duas faces da membrana – potencial de membrana.

Em situação de repouso – potencial de repouso – é da ordem dos -70mV (o sinal


negativo indica que o interior da célula tem carga global negativa).O potencial de
repouso deve-se essencialmente à diferença de
concentração de Na+ e K+.

• Por sua vez este mantém-se devido ao


funcionamento de bombas de sódio e potássio
que bombeiam sódio para o exterior e potássio
para o interior, contrariando o movimento de
difusão passiva destes iões.

• Como estas bombas transportam 3Na+ por


cada K+ que saem da célula supera a
quantidade de Na+ que entra. Desta forma a
célula perde três cargas positivas, mas só recebe duas, logo gera-se um
excesso de cargas negativas no interior da célula.

Quando um neurónio é atingido por um determinado estímulo, os canais de Na+


abrem-se levando a uma rápida entrada de sódio para o interior da célula.

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• Esta entrada brusca de cargas positivas faz com que o potencial de


membrana passa de -70mV para + 35mV, a esta situação dá-se o nome de
despolarização.

• A rápida alteração do potencial elétrico que ocorre durante a


despolarização designa-se de potencial de ação (e que se encontra na
ordem dos 105mV).

• A despolarização de determinada região da membrana decorre durante


cerca de 1,5ms, pois quando o potencial de ação atinge o seu pico,
aumenta a permeabilidade da membrana ao K + (há uma maior saída de
potássio), enquanto a permeabilidade dos Na+ volta ao normal. Verifica-se
uma queda do potencial da membrana até atingir o seu valor de repouso –
repolarização.

A estimulação de um neurónio obedece à lei do tudo ou nada, ou seja, para que


o neurónio seja estimulado é necessário um estímulo de intensidade mínimo. O
estímulo necessário para desencadear um potencial de ação denomina-se: estímulo
limiar:

• Se o estímulo tiver intensidade menor que o limiar, não se gera potencial


de ação.

• Se o estímulo tiver intensidade igual ou superior ao limiar gera-se um


potencial de ação de intensidade máxima.

Assim, o potencial de ação gerado na área da membrana estimulada, propaga-se


à área vizinha, conduzindo a sua despolarização e repolarização ao longo da
membrana do neurónio constituído assim o impulso nervoso.

Transmissão do impulso nervoso ao longo dos neurónios


A velocidade de propagação do impulso nervoso vai dos 0,1m/s aos 120 m/s,
sendo mais baixa para seres invertebrados e mais alta para seres vertebrados.

Os neurónios dos vertebrados apresentam uma estrutura ligeiramente diferente


dos restantes seres vivos.

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A rápida propagação do impulso nervoso nos vertebrados é garantida pela


presença da bainha de mielina que recobre os
axónios. Esta é formada por camadas concêntricas de
membranas das células de Shwann.

Nem todo o axónio se apresenta recoberto pela


bainha de mielina, os espaços entre duas células de
Shwann denominam-se de nódulos de Ranvier.

A passagem do impulso nervoso de um neurónio para outro ou outra célula, faz-


se através de sinapses. Conhecem-se dois tipos: químicas e elétricas.

Sinapse química
Quando o impulso nervoso atinge as
extremidades do axónio pré-sináptico, libertam-se
para a fenda sináptica substâncias químicas
desigandas neurotransmissores. Estes ligam-se a
recetores da membrana do neurónio que os irá
receber (pós-sináptico).

Sinapse elétrica
Embora menos comuns, as sinapses elétricas permitem uma transmissão do
impulso nervoso mais rápido. Isto acontece pois o potencial de ação é transmitido
diretamente do neurónio pré-sináptico para o neurónio pós-sináptico. Sendo assim,
permite a propagação de forma quase continua do impulso.

4.1.2. Sistema Endócrino – Regulação hormonal

Nos animais existe outro sistema de comunicação que permite a manutenção da


homeostasia: Sistema Endócrino. Constituído por: glândulas secretoras e hormonas.
As hormonas são produzidas nas glândulas.

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4.1.3. Interação sistema endócrino-sistema nervoso

Os dois sistemas interagem um com o outro. Grande parte do sistema endócrino


é controlado direta ou indiretamente pelo sistema nervoso ao nível do hipotálamo. Este
recebe diversos estímulos, quer de hormonas, quer de outras partes do cérebro. Em
resposta a estes estímulos os neurónios do hipotálamo produzem neuro-hormonas que
atingem a hipófise.

A hipófise é uma glândula que se encontra logo abaixo do


hipotálamo e que se divide em duas regiões:

• Lóbulo anterior (natureza endócrina);

• Lóbulo posterior (natureza nervosa).

Algumas neuro-hormonas são encaminhadas até ao lóbulo posterior da hipófise


e daí são enviadas para todo o corpo via corrente sanguínea. Já outras são levadas ao
lóbulo anterior e aí estimulam a hipófise a produzir hormonas que depois vão controlar
tecidos. Por esta razão a hipófise é denominada de glândula mestre.

4.1.4. Termorregulação – um exemplo de regulação nervosa


Conforme a sua capacidade de regular a sua temperatura os animais podem
ser classificados em:

• Homeotérmicos: animais que conseguem manter a sua temperatura


corporal constante, aumentando ou diminuindo a sua taxa metabólica. Estes
animais são também endotérmicos pois a fonte de calor provem do próprio corpo.

• Poiquilotérmicos: são animais que não conseguem manter a sua


temperatura corporal contante, pois a sua taxa metabólica não consegue variar a
temperatura do corpo. Estes animais precisam de fontes externas de calor para
aquecer o seu corpo pelo que são conhecidos como ectotérmicos.

Temperatura como Fator Limitante


A temperatura é um factor regulável dentro de alguns limites. Se os limites forem
ultrapassados a homeostasia é quebrada e a sobrevivência do animal comprometida.
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Por esta razão, é um fator limitante, pois condiciona a vida dos animais, sendo apenas
possível dentro de determinados intervalos.

Controlo da Temperatura
Os mecanismos de termoregulação são regulados pelo hipotálamo, funcionando
como um temóstato. Na pele existem células termo-sensoriais, que funcionam como
recetores de calor e de frio. Quando estimuladas estas células geram um impulso
nervoso que é conduzido pelos nervos sensitivos ate ao hipotálamo. Este, por sua vez,
controla a vasodilatação (dilatação dos vasos sanguíneos da pele – permite o aumento
da perda de calor) e a vasoconstrição (permite a diminuição das perdas de calor, pois
as trocas de calor são menores) dos vasos sanguíneos.

Aumento da Temperatura Corporal:

• Vasodilatação: permite aumentar o ritmo de transferência de calor, até


8 vezes superior no caso do ser humano;

• Sudorese: as glândulas sudoríparas são estimuladas a libertar suor, e


assim arrefecem a temperatura corporal;

• Redução da produção de calor: tremores e reações geradoras de calor


são fortemente diminuídas.

Diminuição da Temperatura Corporal:

• Vasoconstrição: ocorre constrição dos vasos sanguíneos,


essencialmente na zona da pele;

• Ereção dos pelos: os músculos eretores dos pelos são estimulados a


colocarem-nos na vertical o que leva à diminuição do calor para o meio.

• Aumento da produção de calor: aumenta a taxa metabólica, que se


traduz em tremores e aumento das reações catabólicas.

Todo o mecanimo de controlo de temperatura é feito por feedback negativo.

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4.1.5. Osmorregulação – um exemplo de regulação hormonal


Durante o metabolismo das células são consumidas substâncias como o
oxigénio. Nos animais, o equilíbrio dinâmico do meio interno é mantido devido às
atividades coordenadas do sistema circulatório, nervoso e hormonal. O processo que
permite a manutenção do equilíbrio da água e sais minerais denomina-se de
osmorregulação.

Os processos e orgãos envolvidos na osmorregulação dependem de animal para


animal e do ambiente onde se encontram. Assim, podemos considerar:

• Animais Osmoconformantes: a maioria dos invertebrados marinhos não regula a


concentração de sais dos seus fluidos corporais, logo a sua concentração varia de
acordo com a concentração da água do mar que os rodeia. A salinidade funciona
como um fator limitante:

• Nenhum ser vivo é capaz de sobreviver com concentração interna idêntica a


água doce ou da água do mar, lavando a desnaturação de proteínas e
consequentemente à morte.

• Animais Osmorreguladores: por outro lado existem seres vivos que apresentam
concentrações internas e externas diferentes. Desta forma, os seres vivos
apresentam mecanismos que permitem a manutenção das concentrações internas
face a variações externas – osmorreguladores. Controlam assim a entrada e saída
de água por osmose e sobrevivem em meios com grande salinidade.

Osmorregulação em meio aquático


Meio aquático marinho: nestes ambientes os peixes são hipotónicos em
relação ao ambiente.

Sendo hipotónicos em relação ao meio,


estes peixes tendem a perder água por
osmose. Para compensar estas perdas:

• Absorção de água salgada;

• Ocorre transporte ativo de sais em


excesso ao nível das brânquias;
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• Produção de urina muito concentrada, pouca perda de água e secreção


ativa de sais ao nível do sistema excretor.

Meio aquático doce: nestes ambientes são hipertónicos. Em meios doces os


peixes apresentam um meio interno hipertónico, pelo que há tendência à entrada de
água por osmose e os sais são perdidos por osmose. De modo a manter a homeostasia:

• Ocorre transporte ativo de sais ao nível das brânquias;

• Produção de urina muito diluída e absorção de sais minerais ao nível do


sistema excretor;

• Absorção de sais dos alimentos ingeridos.

Osmorregulação em meio terrestre


Os animais terrestres perdem muita água na transpiração urina e fezes. A
manutenção da quantidade é possível graças ao sistema excretor eficiente.

Nos anelídeos:

As minhocas apresentam um sistem excretor constituido por unidades filtradoras


chamadas de nefrídeos.

A urina produzida é bastante fluída, pelo que


as minhocas apresentam grandes perdas de água.
No entanto, essas perdas são facilmente
compensas pela entrada de água através da pele,
por osmose

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Nos insetos:

Insetos e aranhas apresentam um sistema excretor constituído por túbulos de


Malpighi. Estes operam conjuntamente com glândulas especializadas existentes na
zona do reto.

Os tubos de malpighi encontram-se projetados para o hemocélio. Aí absorvem


substância da hemolinfa, lançando-as no intestino onde se misturam com as fezes. A
água e outros sais minerais são reabsorvidos pelas glândulas do reto.

Nos vertebrados:

Nos vertebrados os órgãos excretores são os rins. Cada rim é formado por
milhares de unidades filtradoras, que para além de eliminarem substâncias tóxicas dos
organismos ainda são responsáveis pela regulação do volume e composição do meio
líquido e interno dos animais terrestres.

Aves: apresentam elevadas taxas metabólicas devido à quantidade de energia


despendida no voo. Assim, elevadas taxas metabólicas resultam em grandes
perdas de água que são compensadas com produção de urina muito
concentrada.

As aves marinhas ingerem água


do mar, juntamente com o
alimento. Isto significa que
ingerem muito sal, o qual não
consegue ser excretado pelos

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rins. Assim estes seres vivos desenvolveram um mecanismo excretor para


excretar o excesso de sal através das glândulas nasais.

Mamíferos: os mamíferos apresentam um sistema excretor constituído por dois


rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra.

Processo de excreção

1. Filtração

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2. Reabsorção:

3. Secreção

Ao mesmo tempo que ocorre absorção, ocorre também secreção. É um fenómeno


idêntico à absorção, mas em sentido em inverso: as células dos tubos transportam,
seletivamente e de forma ativa, substâncias dos capilares para o filtrado (urina).

Produção de Urina

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Controlo da produção de Urina


A quantidade de água reabsorvida e a concentração final da urina dependem
da permeabilidade das paredes do tubo contornado distal e essencialmente do tubo
coletor. Por sua vez, a permeabilidade destes tubos é controlada pela hormona
antidiurética (ADH).

4.2. Hormonas Vegetais

Todos os seres vivos apresentam uma série de respostas aos estímulos exteriores
tais como: temperatura, gravidade, fotoperíodo,

Algumas dessas respostas manifestam-se sobre a forma de movimentos (como


poe exemplo a abertura ou fecho de folhas e flores).

Os movimentos que as plantas


desenvolvem, e que resultam em
crescimento, denominam-se de tropismos.
Os que não envolvam crescimento
denominam-se movimentos násticos ou
nastias.
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4.2.1. Ação das hormonas no desenvolvimento das plantas

Desde cedo que os investigadores se interrogam qual o processo que leva as


plantas a reagir aos estímulos uma vez que não apresentam sistema nervoso. Entre
esses investigadores encontra-se Charles Darwin e Francis Darwin, os quais
desenvolveram uma série de experiências.

Experiência de Charles e Francis Darwin (1881)


Descobriram que no
coleóptilo se desenvolve
uma mensagem que é
passada para as partes
inferiores da planta,
fazendo-a curvar.

Frits Went estudou mais


a fundo a questão.

Experiência Frits Went (1926)

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Resultados: as auxinas sintetizadas sobre o estímulo da


luz, deslocam-se pelo caule abaixo e para o lado oposto
ao que está exposto à luz. Isto, leva a que as células do
lado oposto ao da luz alonguem e resulta na curvatura da
planta em direção à fonte luminosa.

Após a descoberta das auxinas, descobriram-se mais hormonas vegetais tais


como giberelinas, citoquininas, ácido abscísico e etileno formando assim as cinco
hormonas mais importantes.

Auxinas
• Conhecem-se três auxinas naturais, responsáveis pelo crescimento, sendo a mais
ativa o ácido indolacético (IAA).

• O efeito das auxinas depende do local onde são produzidas.

• Se uma planta for colocada na horizontal, os lados voltados para baixo recebem
maior quantidade de auxinas:

• No caule, estimula o crescimento (fototropismo positivo)

• Na raiz, inibe o crescimento (fototropismo negativo)

• O crescimento das plantas faz-se a partir de células com grande capacidade de


divisão e diferenciação (totipotência), formando um tecido denominado de
meristema. os meristemas podem ser classificados de acordo com a sua
posição no corpo da planta:

• Apicais: na ponta do caule e na raiz.

• Laterais: gomos dos ramos laterais.

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• Evitam a queda das folhas e frutas, estimulam a formação de frutos e aumento


da propagação vegetativa.

Giberelinas
• Existem cerca de 80 e são responsáveis pelo alongamento dos caules;

• Intervenientes também na germinação de sementes e no processe de floração e


maturação dos frutos;

• Atuam muitas vezes em conjunto como a IAA, mas têm uma ação mais lenta que
a auxina.

Citoquininas
• Estimula a divisão celular em tecidos meristemáticos;

• Em certas situações tem ação contrária à das auxinas, estimulando o


desenvolvimento de gomos laterais ou inibindo a ramificação das raízes;

• Retardam o envelhecimento de células vegetais, impedindo a abscissão das


folhas.

Etilenos
• As plantas produzem etileno, um gás que provoca a maturação dos frutos.

• O etileno é também essencial na proteção de plantas feridas ou infetadas, pois


acelera o envelhecimento das partes afetadas.

Ácido Abscísico
• Inibe a ação de hormonas de crescimento, germinação de sementes e o
desenvolvimento de gomos;

• Promove o fecho dos estomas, protegendo a planta em situações de seca;

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