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ANÁLISE POR ÁRVORE DE

FALHAS – AAF (FTA)

Manutenção & Confiabilidade


Prof. Eng. Marco Antônio Sabará, M. Sc.
CONCEITO

A AAF é uma técnica de identificação de perigos e análise de


riscos que parte de um evento topo escolhido para estudo e
estabelece combinações de falhas e condições que poderiam
causar a ocorrência desse evento. A técnica é dedutiva e
pode ser qualitativa e quantitativa. O objeto da AAF são
os sistemas.
MÉTODO

Selecionar um evento topo identificado por qualquer técnica de identificação de


perigos. Construir os níveis subsequentes ou ramos, identificando falhas que
podem causar a ocorrência do evento topo. Podem ser falhas aleatórias de
componentes, falhas de modo comum, falhas humanas ou indisponibilidade de
equipamentos. A AAF possibilita o cálculo da frequência e de probabilidade de
ocorrência de eventos básicos (evento cuja frequência é conhecida e geralmente
obtida de banco de dados ou outro registro).
TÉCNICAS AUXILIARES

APR, Hazop ou What IF são utilizadas para identificar eventos que serão objeto de AAF.

A análise por árvore de falhas trabalha com cenários hipotéticos de causas acidentárias (falhas
humanas, falhas de equipamentos, falhas de organização) que deverão ser comprovados ao
longo da análise, partindo de evento topo (acidente ou eventos perigosos) e retornando até
alcançar as causas raízes comprovadas. É apropriada para análise de sistemas, onde a
complexidade de variáveis da operação poderá ser melhor visualizada na forma de cenários de
interações (ex.: temperatura x pressão x viscosidade x vazão), que inicialmente serão simples
hipóteses.
DEFINIÇÕES

EVENTO: Desvio, indesejado ou esperado, do estado


normal de um componente do sistema;

EVENTO-TOPO: Evento indesejado ou hipótese acidental.


Localizado no topo da árvore de falhas, é desenvolvido até
que as falhas mais básicas do sistema sejam identificadas, por
meio de relações lógicas que estabelecem as relações entre
as falhas;
DEFINIÇÕES

EVENTO INTERMEDIÁRIO: Evento que propaga ou


mitiga um evento iniciador (básico) durante a sequência do
acidente ou falha;

EVENTO BÁSICO: Um evento é considerado básico,


quando nenhum desenvolvimento a mais é julgado
necessário;
DEFINIÇÕES

EVENTO NÃO DESENVOLVIDO: Evento que não pode


ser desenvolvido porque não há informações disponíveis.

PORTA LÓGICA: Forma de relacionamento lógico entre


os eventos de entrada (“input ou lower”) e o evento de
saída (“output ou higher”). Esses relacionamentos lógicos
são normalmente representados como portas “E” (“AND”)
ou “OU” (“OR”).
SIMBOLOGIA
CORRELAÇÃO COM ANÁLISE DA
CONFIABILIDADE DE SISTEMAS

Sistema Paralelo
CORRELAÇÃO COM ANÁLISE DA
CONFIABILIDADE DE SISTEMAS

Sistema Série
EXEMPLO
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DA AAF
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE BLOCOS
DE CONFIABILIDADE A PARTIR DA AAF

A DRENAGEM
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE BLOCOS
DE CONFIABILIDADE A PARTIR DA AAF

A DRENAGEM

DRENAGEM MANUAL

B
A
DRENAGEM MANUAL
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE BLOCOS
DE CONFIABILIDADE A PARTIR DA AAF

B
A
DRENAGEM MANUAL

C D

B
A
C D
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE BLOCOS
DE CONFIABILIDADE A PARTIR DA AAF

B
A
C D
EXEMPLO NUMÉRICO

MTBF = 20 h MTBF = 50 h

MTBF = 10 h

MTBF = 100 h
EXEMPLO NUMÉRICO

MTBF = 50 h
MTBF = 20 h
l = 0,02
l = 0,05
R = 0,98
R = 0,95
l = 1 / MTBF

R(x) = 1 – l(x) MTBF = 10 h


l = 0,10
R = 0,90

MTBF = 100 h
l = 0,01
R = 0,99
EXEMPLO NUMÉRICO

B
A
C D

R(C e D) = R(C) * R(D) = 0,99 * 0,98 = 0,9702

R(B, C e D) = 1 – (1-R(B)) * (1 - R(C e D))


= 1 – (0,05*0,0298) = 0,99851

R(x) = R(A) * R(B, C e D) = 0,9 * 0,99851

l(x) = 10,13%
R(x) = 0,8987 = 89,87%
MTBF = 9,87 h
INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Resolução de AAF através de probabilidades condicionais:

Prof. Leandro Mol Barbosa

• Parte 1 - https://youtu.be/GeDKsqDv3E8
• Parte 2 - https://youtu.be/9kM-mYbwIAw