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0622 - AUDITORIA E

CONTROLO INTERNO
CICLO DE VIDA DA AUDITORIA
Gerência Auditor

Agir corretivamente Preparar e


e Preventivamente Planear a
no Sistema Auditoria

Fazer Análise Conduzir a


Crítica sobre Auditoria e
o Resultado Relatar as
da Auditoria Constatações
Ciclo da Auditoria
PLANEAR A AUDITORIA

CONDUZIR A AUDITORIA

RELATAR A AUDITORIA

ACOMPANHAR A AUDITORIA
Ciclo da Auditoria
PLANEAR A AUDITORIA

CONDUZIR A AUDITORIA

RELATAR A AUDITORIA

ACOMPANHAR A AUDITORIA
Planeamento da Auditoria

Definir o Programa Agendar a data


de Auditoria
Definir a abrangência e
analisar documentos

Preparar e entrar em consenso


o Plano de Auditoria

Preparar Lista de Verificação


Recolha de Informações
Auditor-líder deve coletar informações sobre:

 Tamanho, complexidade e escopo da


organização a ser auditada;

 Norma utilizada para implantação do sistema da


qualidade na organização;

 Normas técnicas dos ensaios.


Plano de Auditoria

Detalhar: QUEM olha O QUE e QUANDO.


Permite ao Auditado saber o que está planejado.
Torna o uso do tempo mais eficiente.
Deve ser flexível.
Não deve restringir a Auditoria.
Plano de Auditoria

Definir claramente o 5W1H da Auditoria:

O QUE será auditado (e qual item da


Norma)?

ONDE será admitido (que áreas,


processos)?

QUEM auditará (e quem será o


acompanhante)?

QUANDO ocorrerá (data e tempo alvos)?


COMO auditar (que perguntas, amostragem,
trilhas utilizar)?
Conteúdo do Plano de Auditoria
 Objetivo e escopo da auditoria

 Identificação das pessoas que tem responsabilidade pelas


áreas auditadas

 Identificação dos documentos de referência

 Identificação da equipe auditora


Conteúdo do Plano de Auditoria

 Data e local da auditoria


 Identificação das unidades organizacionais a serem
auditadas
 Tempo e duração de cada item auditado
 Informação sobre o ensaio a ser auditado
 Data da reunião final de auditoria
Plano de Auditoria

Deve ser:

 Aprovado pelo cliente;


 Informado aos auditados;
 Elaborado com flexibilidade para permitir mudanças.
Lista de Verificação

Vantagem:
Força o Auditor a pesquisar a área ou macroprocesso.
Possibilita que o Auditor pense com “os pés no chão”.
Ajudam a controlar o transcorrer da Auditoria.

Características:
Auxílio à memória - Concisas (úteis para novos Auditores)
Permite assegurar a profundidade e a continuidade da
Auditoria.
Auxílio se emperrar - permite estruturar a entrevista.
Específicas (área/processo) e/ou corporativas.
Podem evoluir com o tempo.
Mais profissional.
LISTA DE VERIFICAÇÃO
Verificar a criticidade dos itens

Lista típica Selecionar Pedidos de Compras


de uma
Auditoria: Analisar dados para aquisição
área de
materiais Verificar avaliação de fornecedores

Verificar o recebimento pelo responsavel


do material

Verificar armazenamento

Verificar a entrega dos itens


CICLO DA AUDITORIA
PLANEAR A AUDITORIA

CONDUZIR A AUDITORIA

RELATAR A AUDITORIA

ACOMPANHAR A AUDITORIA
CONDUÇÃO DA AUDITORIA
Reunião de Abertura

Local opcional

Seguir as linhas definidas no Plano

Entrevista / Verificações / Registros

Confirmação das Observações

Consenso dos Auditores

Reunião de Encerramento
Objetivos da Reunião de Abertura
 Apresentação da equipa auditora e da organização;
 Assegurar que os auditados conheçam bem os objetivos
da auditoria, o que vai ocorrer e como;
 Assegurar que a organização auditada forneça as
facilidades necessárias à condução das auditorias;
 Designar os acompanhantes junto aos auditores

Característica desejada da reunião


 Objetividade;
 Brevidade; Nas Auditorias Internas,
as reuniões não
 Esclarecedora necessitam ser tão
formais
Condução da Auditoria

Formato típico da entrevista:


Saudação
Explicação pelo Auditor
1a. Pergunta: “Por favor, você poderia me explicar
como é este processo?”
Questionamento
Verificação de fatos e registro dos levantamentos
Agradecimento
Próximo estágio
Condução da Auditoria

 Técnicas de Entrevista:
 Encontre o melhor lugar para conversar
 Evite barreiras (ex.: outro lado da mesa, prancheta)
 Mantenha-se no mesmo nível físico do Auditado
 Não force o “espaço pessoal”
 Sorria e use de humor quando adequado
 Seja aberto no discurso e nos modos
 Seja calmo, tranquilo e objetivo
 Dê retorno ao Auditado
CONDUÇÃO DA AUDITORIA
TRIÂNGULO DA AUDITORIA

Pergunte

Observe Verifique

ANOTE
Condução da Auditoria
Técnicas de Perguntas:

Há 3 tipos de perguntas:
ABERTAS - exigem uma explicação: 5W1H
INVESTIGATIVAS - servem para formar opinião
FECHADAS - exigem respostas sim/não

Há também
As perguntas traiçoeiras
As perguntas não perguntadas
O silêncio constrangedor
Condução da Auditoria
Comportamento Interpessoal

Passivo - prevalecem os interesses do Auditado -


capitulação

Firme/Afirmativo - equilíbrio de interesses

Agressivo - prevalecem os interesses do Auditor -


guerra é guerra
Condução da Auditoria
Gerenciamento do tempo
Atenção: o tempo é o inimigo do Auditor. Por ser um recurso não
renovável, é necessário saber aproveitá-lo bem.

Algumas dicas:
 Lista de verificação - ajuda a monitorizar o andamento
 Refeições/café/cigarro - evite excessos
 Conversas amigáveis - empatia sim, mas cuidado
 Pistas falsas/amostragem - cuidado com a obsessão por detalhes
 Caminho mais demorado - planeie com antecedência
 Amnésia/absenteísmo - cuidado!
A Recola das Informações

1. Não confie na memória. Anote;


2. Seja sistemático ao anotar;
3. Não tenha pressa de escrever, faz parte do seu trabalho
tomar notas;
4. Ordene as anotações de forma lógica.

5. Nunca esqueça de registrar :


 A identificação completa dos documentos que verificou;
 Com quem falou;
 Qual o equipamento e sua identificação;
 Ensaios verificados;
 Local visitado.
Reunião de Fechamento

O que deve ser tratado:


1. Apresentação do sumário dos resultados da auditoria;
2. Evidenciar aspectos positivos, agradecendo o apoio
recebido;
3. Apresentação das não-conformidades;
4. Esclarecer que a auditoria é um retrato do laboratório
naquele momento;
5. Leitura do parecer final a ser apresentado ao cliente.
CICLO DA AUDITORIA
PLANEAR A AUDITORIA

CONDUZIR A AUDITORIA

RELATAR A AUDITORIA

ACOMPANHAR A AUDITORIA
RELATAR A AUDITORIA

Compensar fatos
Análise crítica da equipa
Registrar Não-conformidade
Consensar Não-conformidade
Preparar Relatório da Auditoria
Anexar os registros de não-conformidades
Apresentar Relatório e definir acompanhamento
Relatar a Auditoria

Análise Crítica da equipe:

Monitorar / revisar o Plano de Auditoria (todas as


áreas cobertas e todos os aspectos da Norma
tratados)
Trocar informações

Destacar problemas (áreas, pessoas, dificuldades de


abordagem ou de investigação)
Relatar a Auditoria

Condensar Não-conformidades
Deve ocorrer em 2 estágios:
Concordar com o Acompanhante a existência dos
fatos (após terem sido detectados ou ao final daquele
ciclo da Auditoria) - Atenção: evitar mencionar o termo
não-conformidade
Concordar com o Responsável designado que tais
fatos constituem não-conformidades (em pontos de
análise crítica)
Relatar a Auditoria

Registro das Não-conformidades


Composto de 3 partes:
A descrição da não-conformidade.

A ação corretiva definida pelo Auditado (e outros


envolvidos, se necessário).
A verificação da implementação e da eficácia da
ação.
Relatar a Auditoria

Registro da Não-conformidade
Descrição da Não-conformidade:

A atribuição ou especificação (aquilo que a norma


e/ou procedimento interno especificam);
A observação ou evidência objetiva (aquilo que está
ou não está sendo feito);
Uma explicação, se necessário.
Relatar a Auditoria
Registro da Não-conformidade
A Não-conformidade deve:
Ser real/ objetiva
Ser clara e concisa
Citar o item da Norma (e o documento da Organização, se
existente) ao qual se refere
Definir a circunstância exacta, sendo facilmente localizável por
outros Auditores e pelo próprio Auditado
Ter indexação exclusiva
Ser aceita pela área/Organização auditada
Relatar a Auditoria
Relatório de Auditoria
Preparado sob a orientação do Auditor Líder, deve conter:
 O escopo da auditoria
 A identificação dos documentos de referência
 Detalhes relevantes do Plano de auditoria
 Observações e comentários, mesmo não associados às não-
conformidades (são pontos para a possível deflagração de ações
preventivas)
 Registro de não-conformidades (em anexo)
 Conclusão: como está o SQ do auditado? É capaz de atingir os objetivos
da qualidade definidos?
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº
Folha / Folha /
Organização Auditada: Pessoas Contatadas
Nome Função

Endereço:

Data da Auditoria:

Tipo de Auditoria:
Ensasios /Exames Auditados
Documentos de Referência: Título Norma/POP

Objetivos da Auditoria

Equipe Auditora:
Auditor Função Assinatura

Assinatura do Auditor_Líder Local/Data Assinatura do Auditor_Líder Local/Data


RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº
Folha / Folha /
Norma de Referência: Norma de Referência:
Elemento da Norma Evidência de Conformidade Item Não-Conformidade SAC

Rubrica Aud.-Líder Rubrica do Auditado Data Rubrica do Auditor Rubrica do Auditado Data
RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº RELATÓRIO DE AUDITORIA Nº
Folha / Folha /
Observações/Comentários Reunião Data
Inicial
Final
Lista de Presença
Nome Organização Função Rubrica

Conclusões

Anexos

Assinatura do Auditor-Líder Local/Data


CICLO DA AUDITORIA
PLANEAR A AUDITORIA

CONDUZIR A AUDITORIA

RELATAR A AUDITORIA

ACOMPANHAR A AUDITORIA
ACOMPANHAR A AUDITORIA
Não-conformidade consensada e registrada
Definir ações “imediatas” (correção)
Definir causa(s) principal(ais)
Definir Plano de Ação Corretiva
Implementar Ações Corretivas
Verificar a implementação das ações
Registrar (casusa, correção, plano de ação, evolução)
SOLICITAÇÃO DE AÇÃO CORRETIVA
SAC
Relatório de Auditoria Nº SAC Nº
Norma: Item:
Evidência da não-conformidade

Nome/Rubrica do Auditor
Nome/Rubrica do Auditado Data:
Ação Corretiva a ser Tomada Prazo:
Descrição:

Prazo: Responsável:
Data de Conclusão: Assinatura:
Acompanhamento
Parecer:

Gerente da Qualidade Local/Data


Nome Rubrica
Definição do Controle interno

O controle interno é o plano de


organização e o conjunto coordenado
dos métodos e medidas, adoptados pela
empresa, para proteger seu património,
verificar a exatidão e a fidedignidade de
seus dados contábeis, promover a
eficiência operacional e encorajar a
adesão à política traçada pela
administração.
Objetivos do controle interno

O conceito, a interpretação e a importância do controle


interno envolvem imensa gama de procedimentos e
práticas que, em conjunto, possibilitam a consecução de
determinado fim, ou seja, controlar.
Regra geral, o controle interno tem quatro
objetivos básicos:

A salvaguarda dos interesses da empresa;


 A precisão e a confiabilidade dos participantes e
relatórios quantificaveis, financeiros e
operacionais;
 O estímulo à eficiência operacional;
 A aderência às políticas existentes.
O objectivo do controle interno é relativo à
salvaguarda dos interesses refere-se à proteção
do patrimônio contra quaisquer perdas e riscos
devidos a erros ou irregularidades.
Uma empresa dispõe de bens, direitos e
obrigações que se encontram divididos por
diversos departamentos e setores que cuidam
individualmente da parte que lhes cabe.
Os principais meios que podem dar o
suporte necessário
a) Segregação de funções: estabelece a independência
para as funções de execução operacional, custódia física
e contabilização. Ninguém deve ter sob sua inteira
responsabilidade todas as fases inerentes a uma
operação. Cada uma dessas fases deve,
preferencialmente, ser executada por pessoas e setores
independentes entre si.
b) Sistema de autorização e aprovação: compreende o
controle das operações através de métodos de
aprovações, de acordo com as responsabilidades e os
riscos envolvidos. Na medida do possível, a pessoa que
autoriza i não deve ser a que aprova para não expor a
risco os interesses da empresa.
c) Determinação de funções e responsabilidades:
determina para cada funcionário a noção exata de
suas funções, incluindo as responsabilidades que
compõem o cargo. A existência de, organogramas
claros, determinam linhas de responsabilidades e
autoridades definidas por toda a linha hierárquica.
Estrutura e componentes do controlo
interno
Estrutura de controle interno compreende:
 Ambiente de controle;
O ambiente de controle deve demonstrar o grau de
comprometimento em todos os níveis da
administração com a qualidade do controle interno em
seu conjunto.
Mapeamento e avaliação de riscos;
Mapeamento de riscos é a identificação dos eventos ou das
condições que podem afetar a qualidade da informação
contábil.
Avaliação de riscos corresponde à análise da relevância dos
riscos identificados, incluindo:
a) a avaliação da probabilidade de sua ocorrência;
b) a forma como serão gerenciados;
c) a definição das ações a serem implementadas para
prevenir a sua ocorrência ou minimizar seu potencial;
(d) a resposta ao risco, indicando a decisão gerencial
para mitigar os riscos, a partir de uma abordagem geral e
estratégica, considerando as hipóteses de eliminação,
redução, aceitação ou compartilhamento.
Procedimentos de controle;
Procedimentos de controle são medidas e ações
estabelecidas para prevenir ou detectar os riscos
inerentes ou potenciais à tempestividade, à
fidedignidade e à precisão da informação contábil,
classificando-se em:
a) procedimentos de prevenção – medidas que
antecedem o processamento de um ato ou um fato, para
prevenir a ocorrência de omissões, inadequações e
intempestividade da informação contábil;
b) procedimentos de detecção – medidas que
visem à identificação, concomitante ou a posteriori, de
erros, omissões, inadequações e intempestividade da
informação contábil.
Monitoramento

Monitoramento compreende o acompanhamento dos


pressupostos do controlo interno, visando assegurar a sua
adequação aos objetivos, ao ambiente, aos recursos e aos
riscos a fim de permitir a realização dos procedimentos
estabelecidos e outras responsabilidades, orientar a tomada de
decisão, permitir o monitoramento de ações e contribuir para a
realização de todos os objetivos de controle interno.
Informação e Comunicação

Informação pertinente é
identificada, compreendida e
comunicada num período de tempo
adequado, para permitir às
pessoas efectuar em tempo útil
todas as suas responsabilidades;
Fluxos de informação que
permitam um controlo efectivos
(instruções sobre funções e
responsabilidades, relatórios de
deficiências identificadas).
A importância do controlo interno
O sistema de controlo interno é
de fundamental importância para a
gestão de empresas, tendo em vista
que suas diversas atribuições
demonstram não apenas sua
relevância de responsabilidades globais
como também a preocupação em zelar,
avaliar, comprovar e exercer um
controle interno adequado sobre os
actos praticados pela administração, e
não se limita em evitar práticas
fraudulentas.
Para o exercício do controle interno dentro
das instituições funcionar, seus responsáveis
utilizam se de um conjunto de instrumentos que
viabilizem a consecução de seus objectivos,
destacando-se a missão, visão, política e
supervisão dos colaboradores que estão
subordinados os controles, com a vantagem de
possibilitar acções que visem corrigir eventuais
práticas, dando novos rumos aos controles,
evitando assim as repetições ou a continuidade de
falhas indesejáveis.
O monitoramento assegura que o controle interno
esteja operando efectivamente, esse monitoramento é
papel do auditor interno que possa efectuar os estudos
de avaliação do sistema contábil e do controle interno, é
necessário que ele tenha a oportunidade de aplicação
dos procedimentos de auditoria, que servirão como
base de realização dos estudos e avaliações.
Os controlos internos são de natureza
preventiva ou correctiva, os controles preventivos
são os projectados para prevenir contra erros e
fraudes e os controles correctivos são os
projectados para apontar erros e fraudes depois
de cometidos permitindo a adopção de acções
correctivas.
Portanto, o controle interno permite que os
dados gerados através de relatórios contábeis e
as informações passadas aos administradores da
empresa merecem confiança, dando segurança
quanto à tomada de decisões.
Limitações e distorções de controlo
interno
Por muito bem que esteja implementado,
estruturado, desenvolvido e mantido o processo de
controlo interno não significa que o mesmo permita
oferecer uma razoável certeza acerca do cumprimento
dos objectivos acima enunciados, nomeadamente no que
respeita a eficiência e eficácia (rendimento) das
operações, confiança nas demonstrações financeiras e
conformidade com as leis e regulamentos.
Isto porque o risco de ocorrência de
irregularidades, fraudes e distorções não deixa de existir
apenas porque foi estabelecido um sistema de controlo
interno, na medida em que existem diversos factores que
podem distorcer e limitar todo o processo; tais como:
O concluiu de diversas pessoas (internas ou
externas à empresa), nomeadamente aquelas
com cargos de maior responsabilidade na gestão,
na prática de actos fraudulentos podem ser
difíceis de detectar, principalmente quanto maior
for o nível hierárquico dos intervenientes.
A falta de integridade moral e idoneidade
não pode ser suprimida por nenhum sistema de
controlo.
A existência de erros humanos;
A falta de competência, compreensão e
capacidade dos colaboradores para desenvolver a
actividade controlo interno torná-lo-á falível,
independentemente da sua robustez e sofisticada
tecnologia.
Falta de cultura de gestão relativamente à
necessidade de controlo interno;
Por vezes a gestão, mais preocupada com a
contenção de custos e na ausência de uma cultura
de gestão de controlo, não encontra motivação
para a implementação de um bom sistema de
controlo interno e nem promove acções nesse
sentido, outras vezes é porque a própria gestão
não esta interessada em garantir que a
informação prestada aos accionistas e restantes
(stakeholder) não seja integra, verdadeira e
apropriada de forma a que eles não possam fazer
um juízo fundamentado sobre o valor da entidade.
Rácio custo e benefício
A implementação de um sistema de gestão
representa, necessariamente, um custo, que é
preciso balancear com o benefício que pode
trazer. Por vezes pode-se correr o risco de
implementar um sistema em que o custo seja
muito maior que o benefício ou vice-versa.
É importante pensar que é preferível correr certos
riscos pela não implementação de determinados
processos de controlo interno, quando estes se
traduzem num custo maior que o benefício que
podem trazer, do que incorrer em faltas de
eficiência financeira por esta razão.
Transacções pouco comuns à entidade;

Nas transacções pouco comuns à entidade,


por não serem usuais, podem fugir ao crivo de um
sistema de controlo interno que pode não estar
preparado para lidar com as mesmas, uma vez
que está pensado para outro tipo de transacções.
Risco informático

O acesso indevido ou falhas nos meios de


informática pode constituir uma falha no sistema
de controlo interno.
Formas registar os sistemas
contabilísticos e de sistemas de controlo
interno
O sistema contabilístico representa a forma
e procedimentos utilizados para efectuar o registo
das transações e operações financeiras na
contabilidade, bem como as contas contabilísticas
e os documentos utilizados para armazenar a
informação necessária à elaboração das
demonstrações financeiras, apuramento dos
impostos a pagar e relatórios para o controlo de
gestão.
A salvaguarda dos activos, a prevenção e
detecção de fraudes e erros, a precisão e
plenitude dos registos contabilísticos e a
atempada preparação de informação financeira
fidedigna.
Objectivos de implementar um sistema de
controlo interno:
A confiança e integridade da informação;
A conformidade com as políticas, planos, procedimentos,
leis e regulamentos;
A salvaguarda dos activos;
A utilização económica e eficiente dos recursos;
 A realização dos objectivos estabelecidos para as
operações ou programas.
A norma de auditoria referente ao trabalho no campo
geralmente aceita estabelece que o auditor deva avaliar o
sistema de controlo interno da empresa auditada com o
intuito de determinar a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos de auditoria.
Conforme Almeida (1996), o auditor executa os
seguintes passos em sua avaliação de controlo
interno;

 Levanta o sistema de controlo interno;


 Verifica se o sistema levantado é o que está
sendo seguido na prática;
 Avalia a possibilidade de o sistema revelar de
imediatos erros e irregularidades;
 Determina tipo, data e volume dos
procedimentos de auditoria.
A administração da empresa é responsável pelo
estabelecimento do sistema de controlo interno,
pela verificação de que está sendo seguido pelos
funcionários e por suas possíveis modificações no
sentido de adaptá-lo às novas circunstâncias e as
principais razões para se definirem as atribuições,
são:
 Assegurar que todos os procedimentos de
controlos sejam executados;
 Detectar erros e irregularidades;
Apurar as responsabilidades por eventuais
omissões na realização das transacções da
empresa.
Erros e Fraudes
O trabalho de Auditoria visa dar um certo grau de
segurança ao usuário das informações apresentadas.
No entanto, há o risco de que erros e fraudes possam
ocorrer.
O auditor precisa adoptar algumas práticas em seu trabalho
para minimizar o risco de que erros e fraudes não sejam
detectados, como cepticismo profissional; promover
indagações constantes sobre existência de fraudes, suspeitas
ou indicadores de fraude, sobre a administração e outros;
designação da equipa de auditoria, com a alocação de
profissionais experientes com conhecimento e aptidão para
avaliar os riscos e capacidade de detectar fraudes;
treinamento; natureza, época e extensão dos procedimentos
de auditoria,
Segundo as Normas de
Auditoria, define erro como o
termo referente ao acto não
intencional na elaboração de
registos e demonstrações
contábeis, que resulte em
incorrecções deles,
consistente em:
a) Erros aritméticos na
escrituração contábil ou nas
demonstrações contábeis; Dessas definições, podemos
concluir que o erro é o que foi
b) Aplicação incorrecta das detectado pela Auditoria,
normas contábeis; porém por engano da pessoa
c) Interpretação errada das que o fez (ou deixou de
variações patrimoniais. fazer).
Segundo as normas de auditoria,
fraude é o acto intencional de omissão
ou manipulação de transacções,
adulteração de documentos, registos e
demonstrações contábeis. A fraude
pode ser caracterizada por:
a) Manipulação, falsificação ou alteração de registos ou
documentos, de modo a modificar os
registos de activos, passivos e resultados;
b) Apropriação indébita de activos;
c) Supressão ou omissão de transacções nos registos
contábeis;
d) Registo de transacções sem comprovação; e
e) Aplicação de práticas contábeis indevidas.
Melhoria dos sistemas contabilísticos e de
controlo interno
Sistema Contabilístico é um conjunto de
tarefas de uma entidade pelas quais as
transacções é tratado como meio de assegurar a
manutenção de registos financeiros.
Sistema em questão deve ser capaz de:
 Reconhecer
 Calcular
 Classificar
Lançar
 Resumir Relatar.
Princípios legais de
fiscalização de empresas
Definição de Direito Financeiro

Direito Financeiro é todo o conjunto de normas jurídicas


que disciplinam a actividade financeira do Estado.

Actividade financeira é aquela que o Estado desenvolve


ao efectuar as despesas públicas e a obter as receitas
públicas necessárias à cobertura dessas despesas.
O Direito Fiscal é um ramo específico do Direito Financeiro
e este é um dos ramos do Direito Público.

Quanto à sua natureza, o Direito Fiscal é um ramo


de Direito Público

Este enquadramento não levanta qualquer dúvida


se pensarmos que o Direito Fiscal visa interesses
colectivos através da captação de impostos para posterior
satisfação das necessidades públicas.
O Direito Financeiro compreende três
ramos:
O Direito das Receitas
O Direito das Despesas
O Direito da Administração Financeira
Direito Tributário e Direito Fiscal

DIREITO TRIBUTÁRIO como o conjunto de normas que


regulam a actividade do Estado no que respeita à
captação das receitas coactivas em geral

DIREITO FISCAL é o ramo do Direito Financeiro que


integra as normas que regulam as relações do imposto,
ou seja, a cobrança das receitas através dos impostos
A RETER…
Interesse Público
Sujeito Passivo
Direito Fiscal é um ramo específico do Direito
Financeiro e este é um dos ramos do Direito
Público
Princípios da lei Fiscal
Aplicação da Lei Fiscal no Tempo
Aplicação da Lei Fiscal no Espaço – Princípio da
Territorialidade
Comparativo Auditoria Interna X Externa
Verificações parciais das principais contas
do balanço
• A auditoria contábil é um conjunto de atividades técnicas
e procedimentos, exercidas de forma sistematizada numa
• entidade, compreendendo a avaliação e exame dos
procedimentos e das operações praticadas, com vistas a
apurar a exatidão dos registros contábeis e a realidade
das operações, e sobre estes emitir uma opinião.
• O principal objetivo da Auditoria Contábil consiste em
verificar se as demonstrações contábeis refletem
adequadamente a situação patrimonial, financeira e
econômica das empresas.
REVISÃO ANALÍTICA
A revisão analítica se constitui num conjunto de testes a
serem aplicados nas contas do balanço patrimonial e nas
da demonstração do resultado do exercício com o objetivo
de detectar e analisar situações ou tendências atípicas e
significativas.
Essa revisão auxilia o auditor a determinar a natureza,
extensão e datas dos procedimentos de auditoria a serem
aplicados.
CONTABILIDADE
CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÔNIO
PLANO DE CONTAS