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SPECTRUM CONSULTORIA E RADIOPROTEÇÃO LTDA.

PLANO DE RADIOPROTEÇÃO

OPUS MEDICAL
Av. das Flores, 320
Osasco – SP

OBJETIVO:
Baixar diretrizes para a proteção da população dos possíveis efeitos indevidos inerentes à
utilização dos raios X diagnósticos, visando minimizar os riscos e maximizar os benefícios desta
prática.
Estabelecer parâmetros e regulamentar ação para o controle das exposições médicas, das
exposições ocupacionais e das exposições do público, decorrentes das práticas com raios X diag-
nósticos.
Estabelecer requisitos para o licenciamento e a fiscalização dos serviços que realizam pro-
cedimentos radiológicos médicos e odontológicos.

CAMPO DE APLICAÇÃO:
Este Plano de Radioproteção aplica-se às atividades relativas ao uso de radiação-X para
fins de diagnóstico médico.

IDENTIFICAÇÃO DO SERVIÇO: Anexo 01


IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO: Anexo 02
IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAL OCUPACIONAL: Anexo 03
DESCRIÇÃO DAS CÂMARAS ESCURAS E SISTEMA DE PROCESSAMENTO: Anexo 04
IDENTIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS RADIOLÓGICOS: Anexo 05

PROTOCOLO DE TÉCNICAS
As técnicas radiológicas devem ser descritas para "nortear" a necessidade de kV e mAs
para os diferentes exames e equipamentos . Portanto, as mesmas podem ser alteradas à critério
médico ou do próprio técnico que está realizando o exame de acordo com a anatomia de cada
cliente e necessidades / patologias encontradas em cada exame. Uma cópia do Protocolo de
técnicas deverá ser anexada ao plano de radioproteção.

IDENTIFICAÇÃO DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS:


As plantas das salas em escala 1:50 dos respectivos equipamentos instalados estão ane-
xadas aos Laudos de Levantamentos Radiométricos, onde estão descritos: localização das portas,
janelas, equipamentos radiológicos, identificação das vizinhanças; tipo de ocupação, natureza dos
materiais usados no revestimento das divisórias de vizinhanças, bem como descrição técnica dos
equipamentos de raios X tais como marca, modelo, número de série do equipamento e tubo de
raios-X além da sua tensão e corrente elétrica máximas.

IDENTIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL:


Anexar a relação dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) plumbíferos e suas respectivas
integridades.

IDENTIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE IMAGEM E PROCESSAMENTO:


Sistema de Registro de Imagem: DIGITAL
Sistema de Processamento: DIGITAL

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PLANO DE RADIOPROTEÇÃO
INSPEÇÕES SANITÁRIAS: Os responsáveis do Serviço devem assegurar à autoridade sanitária
livre acesso a todas as dependências do serviço e manter a disposição todos os assentamentos e
documentos especificados neste Regulamento.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO:
Justificação da prática e das exposições médicas individuais
• nenhuma prática deve ser autorizada a menos que produza suficiente benefício para o
indivíduo exposto ou para a sociedade, de modo a compensar o detrimento que possa
ser causado.
Otimização da proteção radiológica
• as instalações e as práticas devem ser planejadas, implantadas e executadas de modo
que as doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposi-
ções acidentais sejam tão baixos quanto razoavelmente exeqüíveis, levando-se em
conta fatores sociais e econômicos, além das restrições de dose aplicáveis.
Limitação de doses individuais
• os limites de doses individuais são valores de dose efetiva, ou de dose equivalente, es-
tabelecido para exposição ocupacional e do público decorrentes de práticas controla-
das, cujas magnitudes não devem ser excedidas.
• o controle das exposições ocupacionais deve ser realizado da seguinte forma:
 dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5
anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano.
 dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para extremidades e 150
mSv para o cristalino.
 a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja constatada.
 as condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na super-
fície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período restante da gravi-
dez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda
cerca de 1 mSv neste período.
 menores de 18 anos não podem trabalhar com raios X diagnósticos, exceto em
treinamentos.
 exposições normais de indivíduos do público decorrentes de todas as práticas
devem ser restringidas de modo que a dose efetiva anual não exceda 1 mSv.
Prevenção de Acidentes
• no projeto e operação de equipamentos e de instalações deve-se minimizar a probabili-
dade de ocorrência de acidentes (exposições potenciais).
• deve-se desenvolver os meios e implementar as ações necessárias para minimizar a
contribuição de erros humanos que levem à ocorrência de exposições acidentais.
.PROCEDIMENTOS PARA OS CASOS DE EXPOSIÇÃO ACIDENTAL
Emergências resultantes de exposição acidental em clinicas de radiodiagnóstico variam
desde a ao mal funcionamento do equipamento, a provocados por erros graves operacio
nais, ou falha no sistema de blindagem da radiação. No serviço de radiodiagnóstico que
somente utiliza radiação X, não é possível haver contaminação.

Medidas a serem tomadas pelo Supervisor de Proteção Radiológica


• Em casos de emergência, a providência mais importante é a verificação das doses recebi-
das pelas pessoas envolvidas.
• Registrar o acidente na ficha de levantamento radiométrico.
• A exposição sofrida por fontes de radiação podem ser avaliadas por medições diretas, nas
mesmas condições da ocorrência. Por este motivo todos os objetos (aparelhos, equipa-
mentos, etc.) assim como as posições das pessoas, deverão ser assinaladas.
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• O responsável pela radioproteção deve reconstruir o acidente, estimar as taxas de exposi-
ção para cada funcionário envolvido e, se possível, medi-las diretamente.
• É sua função, também, procurar as causas do acidente e tomar as medidas corretivas ca-
bíveis, no sentido de evitar outras ocorrências.
• Elaborar um relatório descrevendo as características aplicadas durante a operação ( kV e
mAs ) e relatando as doses recebidas pelos funcionários envolvidos no acidente. As princi-
pais informações contidas nesse relatório, serão transcritas para a ficha dosimétrica de ca-
da funcionário envolvido, com observações sobre as ocorrências marcantes, levando em
consideração o grau de participação de cada um deles.

PROCEDIMENTOS DE RADIOPROTEÇÃO :
Os procedimentos de radioproteção devem ser considerados como regras adotadas pelos
trabalhadores, pacientes e acompanhantes.
REFERENTE À INSTALAÇÃO
Os ambientes dos estabelecimentos de saúde que empregam os raios X diagnósticos de-
vem estar em conformidade com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para Projetos
Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, de acordo com as Portarias vigentes, ou a
que vier a substituí-la.
As salas de raios X devem dispor de blindagens adequadas nas paredes, piso, teto, por-
tas, cabines de comando, visor e “bucky mural” quando houver. As blindagens devem ser contí-
nuas e sem falhas. Toda superfície de chumbo deve estar coberta com revestimento protetor co-
mo lambris, pintura ou outro material adequado.
Devem ser observados ainda os seguintes requisitos:
• a cabine de comando deve permitir ao operador, na posição de disparo, eficaz comunica-
ção e observação visual do paciente.
• biombos móveis devem ser fixados no piso.
• sinalização visível na face exterior das portas de acesso, contendo o símbolo internacional
da radiação ionizante acompanhado das inscrições: "raios X, entrada restrita" ou "raios X,
entrada proibida a pessoas não autorizadas".
• sinalização luminosa vermelha acima da face externa da porta de acesso, acompanhada do
seguinte aviso de advertência: "Quando a luz vermelha estiver acesa, a entrada é proibida".
• Sinalização visual com as seguintes orientações de proteção radiológica, em lugar visível:
 "Não é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante o exame radio-
lógico, salvo quando estritamente necessário e autorizado"
 “Acompanhante, quando houver necessidade de contenção de paciente, exija e use
corretamente vestimenta plumbífera para sua proteção”
 "Nesta sala somente pode permanecer um paciente de cada vez"

As salas radiológicas devem possuir:


• vestimentas de proteção individual para pacientes, equipes de trabalho e acompanhante,
bem como todos os acessórios necessários aos procedimentos previstos na sala radiológi-
ca devem estar em conformidade com a norma vigente.
• suportes apropriados para sustentar os aventais plumbíferos de modo a preservar a sua in-
tegridade.
• junto ao painel de controle de cada equipamento de raios X deve ser mantido um protocolo
de técnicas radiográficas (tabela de exposição) especificando, para cada exame realizado
no equipamento, as seguintes informações do tipo de exame (partes anatômicas do paci-
ente) e respectivos fatores técnicos. Quando aplicável, parâmetro para o controle automá-
tico de exposição.

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Observações:
• a sala de raios X deve dispor somente do equipamento de raios X e acessórios indispen-
sáveis para os procedimentos radiológicos a que destina.
• não é permitida a instalação de mais de um equipamento de raios X por sala.
• o serviço de radiodiagnóstico deve implantar um sistema de controle de exposição médica
de modo a evitar exposição inadvertida de pacientes grávidas, incluindo avisos de adver-
tência como: "Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez: favor informarem ao médico
ou ao técnico antes do exame".
• as instalações móveis devem ser projetadas e utilizadas observando-se os níveis de restri-
ção de dose estabelecidos neste Regulamento.
• a iluminação da sala de interpretação e laudos deve ser planejada de modo a não causar
reflexos nos negatoscópios que possam prejudicar a avaliação da imagem.
REFERENTE AOS EQUIPAMENTOS:
Todo equipamento de radiodiagnóstico médico deve possuir:
• condições técnicas em conformidade com os padrões de desempenho
• blindagem no cabeçote de modo a garantir um nível mínimo de radiação de fuga, restringi-
da a uma taxa de kerma no ar de 1 mGy/h a um metro do ponto focal, quando operado em
condições de ensaio de fuga. Este mesmo requisito se aplica à radiação de fuga através
do sistema de colimação.
• filtração total permanente do feixe útil de radiação de, no mínimo o equivalente a 2,5 mm
de alumínio, ou 0,03 mm de molibdênio para equipamentos de mamografia.
• diafragma regulável com localização luminosa para limitar o campo de radiação à região
de interesse clínico. Equipamentos que operam com distância foco-filme fixa podem pos-
suir colimador regulável sem localização luminosa ou colimadores cônicos convencionais,
desde que seja possível variar e identificar os tamanhos de campo de radiação.
• sistema para identificar quando o eixo do feixe de radiação está perpendicular ao plano do
receptor de imagem e para ajustar o centro do feixe de radiação em relação ao centro do
receptor de imagem, nos equipamentos fixos.
• indicação visual do tubo selecionado no painel de controle, para equipamentos com mais
de um tubo.
• cabo disparador com comprimento mínimo de 2 m, nos equipamentos móveis.
• suporte do cabeçote ajustável, de modo a manter o tubo estável durante uma exposição, a
menos que o movimento do cabeçote seja uma função projetada do equipamento.

Todo equipamento de fluoroscopia deve possuir, além dos requisitos aplicáveis:


• sistema de intensificação de imagem.
• dispositivo para selecionar um tempo acumulado de fluoroscopia.
• diafragma regulável para definir o feixe útil.
• cortina ou saiote plumbífero para a proteção do operador contra a radiação espalhada pelo
paciente.
• sinal sonoro contínuo quando o controle de "alto nível" estiver acionado.

Todo equipamento de mamografia deve possuir, além dos requisitos aplicáveis:


• dispositivo para manter compressão firme na mama de forma a assegurar uma espessura
uniforme na porção radiografada.
• tubo especificamente projetado para mamografia, com janela de berílio.
• gerador trifásico ou de alta freqüência.
• escala de tensão em incrementos de 1 kV.
• tamanho nominal do ponto focal não superior a 0,4 mm.

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Todo equipamento de tomografia computadorizada, CT, deve possuir:
• meios que permitam a determinação visual do plano de referência.
• dispositivo que permita ao operador interromper, a qualquer instante, qualquer varredura
de duração maior que 0,5 s.
• indicação visual, no painel de controle, dos parâmetros de técnica, incluindo espessura de
corte e incremento de varredura, antes do inicio de uma série.

REFERENTE A PROCEDIMENTOS DE TRABALHO


A fim de produzir uma dose mínima para o paciente, consistente com a qualidade aceitável
da imagem e o propósito clínico do procedimento radiológico, os médicos, os técnicos e demais
membros da equipe de radiodiagnóstico devem considerar a tabela padrão.
Durante a realização de procedimentos radiológicos, somente o paciente a ser examinado
e a equipe necessária ao procedimento médico pode permanecer na sala de raios X.
Todos, os profissionais necessários na sala devem:
• posicionar-se de tal forma que nenhuma parte do corpo incluindo extremidades seja atingi-
da pelo feixe primário sem estar protegida por 0,5 mm equivalente de chumbo;
• proteger-se da radiação espalhada por vestimenta ou barreiras protetoras com atenuação
não inferior a 0,25 mm equivalentes de chumbo.
• havendo necessidade da permanência de acompanhante do paciente na sala durante a
realização do exame, isto somente será possível com a permissão do RT e após tomadas
todas as providências de proteção radiológica devidas.
• o técnico operador deve manter-se dentro da cabine de comando e observar o paciente
durante o exame radiográfico, em instalações fixas.
• as portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas fechadas durante as exposi-
ções
• a realização de exames radiológicos com equipamentos móveis em leitos hospitalares ou
ambientes coletivos de internação, tais como unidades de tratamento intensivo e berçários,
somente será permitida quando for inexeqüível ou clinicamente inaceitável transferir o pa-
ciente para uma instalação com equipamento fixo. Neste caso, além dos requisitos previs-
tos, deve ser adotada uma das seguintes medidas:
 os demais pacientes que não puderem ser removidos do ambiente devem ser pro-
tegidos da radiação espalhada por uma barreira protetora (proteção de corpo intei-
ro) com, no mínimo, 0,5 mm equivalentes de chumbo
 os demais pacientes que não puderem ser removidos do ambiente devem ser posi-
cionados de modo que nenhuma parte do corpo esteja a menos de 2 metros do ca-
beçote ou do receptor de imagem.
• o técnico deve realizar apenas exposições que tenham sido autorizadas por um médico do
serviço
• deve ser evitada a realização de exames radiológicos com exposição do abdômen ou pél-
vis de mulheres grávidas ou que possam estar grávidas, a menos que existam fortes indi-
cações clínicas.
 informação sobre possível gravidez deve ser obtida da própria paciente.
• o feixe de raios X deve ser cuidadosamente posicionado no paciente e alinhado em rela-
ção ao receptor de imagem.
• o feixe útil deve ser limitado à menor área possível e consistente com os objetivos do exa-
me radiológico. O campo deve ser no máximo do tamanho do receptor de imagem. O ta-
manho do filme/cassete deve ser o menor possível, consistente com o tamanho do objeto
de estudo.
• deve-se colocar blindagem adequada , nos órgãos radiossensíveis tal como gônadas
quando, por necessidade, estiver diretamente no feixe primário de radiação.

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• os procedimentos radiológicos devem ser realizados apenas com equipamentos que pos-
suam potência suficiente para realizá-los.
• para realização de exames contrastados do aparelho digestivo, o equipamento deve pos-
suir seriógrafo.
• equipamentos móveis com potência inferiores a 4 kW e instalados como fixos só podem
ser usados para exames de extremidades.
• chassis nunca devem ser segurados com as mãos durante a exposição.
• exceto em mamografia, a tensão do tubo, a filtração (adicional) e a distância foco-pele de-
vem ser as maiores possíveis, consistentes com o objetivo do estudo, de modo a reduzir a
dose no paciente.
• é proibida a realização de radiografia de pulmão com distância fonte receptor menor que
120 cm, exceto em radiografias realizadas em leito hospitalar.

Em exames de mamografia, devem ser utilizados apenas:


• equipamentos projetados especificamente para este tipo de procedimento radiológico,
sendo vedada a utilização de equipamentos de raios X diagnósticos convencionais ou mo-
dificados.
• receptores de imagem específicos para mamografia.
• negatoscópios com luminância entre 3000 e 3500 nit.

Em fluoroscopia:
• a duração do exame deve ser o mais breve possível, com a menor taxa de dose e menor
tamanho de campo.
• em nenhuma circunstância o tubo deve ser energizado quando o executor do exame não
estiver olhando para o monitor.
• as vestimentas plumbíferas não devem ser dobradas. Quando não estiverem em uso, de-
vem ser mantidas de forma a preservar sua integridade, em suporte apropriado.

PROCEDIMENTOS DE ROTINA:
EQUIPAMENTO FIXO DE RADIOGRAFIA
• antes de iniciar a exposição, feche a porta da sala de raios X.
• nunca dirija o feixe primário a não ser para a mesa de exames e estativa.
• durante o exame radiográfico o pessoal do "staff" deve se posicionar atrás de barreiras
protetoras (biombo ou cabine) e observar por meio de visores plumbíferos.
• o campo de irradiação deve ser reduzido ao máximo possível e exeqüível ao diagnostico
radiológico.
• protetores de gônadas devem ser utilizados sempre que possível.
• quando os pacientes precisarem ser imobilizados, utilize os acessórios adequados.
• somente o paciente e pessoal ligado ao exame deverá permanecer na sala de exames.
• nenhum acompanhante devera aguardar ou permanecer na sala de exames enquanto es-
tiver sendo realizada a radiografia. Somente em caso excepcional poderá ser permitida a
presença de acompanhante na sala de exames devidamente paramentado com avental e
protetor de tireóide plumbíferos.

EQUIPAMENTO DE FLUOROSCOPIA:
• antes de iniciar a exposição, feche a porta da sala de raios X.
• nunca dirija o feixe primário a não ser para o intensificador de imagem.
• durante o exame fluoroscópico o pessoal do "staff" deve se posicionar atrás de barreiras
protetoras (biombo ou cabine) e observar por meio de visores plumbíferos. Os profissionais
que participam diretamente do exame devem utilizar avental e protetores de tireóide plum-
bíferos.
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• o campo de irradiação deve ser reduzido ao máximo possível e exeqüível ao diagnostico
fluoroscópico.
• protetores de gônadas devem ser utilizados sempre que possível.
• Somente o paciente e pessoal ligado ao exame deverá permanecer na sala de exames .
• nenhum acompanhante devera aguardar na sala de exames enquanto estiver sendo rea-
lizada a fluoroscopia.

EQUIPAMENTO MÓVEL DE RADIOGRAFIA:


• nenhuma pessoa além do paciente de estar exposto ao feixe direto.
• quando o exame estiver sendo realizado, deve-se estar a uma distancia mínima de 2,0
metros do paciente e portando avental plumbífero.
• reduzir o tamanho do campo ao mínimo exeqüível para o diagnóstico.
• protetores de gônadas devem ser utilizados sempre que possível.
• peça para que as pessoas, que estejam na sala, se afastem do paciente o máximo possí-
vel.
• se for preciso imobilizar o paciente ou o chassi, utilize-se de dispositivos próprios.

CONCEITOS MÉDICOS DE RADIOPROTEÇÃO:


Os conceitos médicos de radioproteção, visam:
• minimizar ao máximo o número de radiografias, tanto pela indicação como pela repetição
ou freqüência dos exames radiológicos.
• minimizar ao máximo possível as radiografias da pélvis e/ou abdômen, em pacientes den-
tro da faixa de reprodução ou fertilidade.
• reduzir ao máximo possível e exeqüível o volume de estruturas irradiadas
• evite fazer radiografias em gestantes, principalmente se estiverem até no terceiro mês de
gestação. Verificar a possibilidade de diagnóstico por outro meio, evitando assim a expo-
sição desnecessária da paciente.

OTIMIZAÇÃO DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA:


• o princípio de otimização estabelece que as instalações e as práticas devem ser planeja-
das, implantadas e executadas de modo que a magnitude das doses individuais, o número
de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais sejam tão baixos quanto
razoavelmente exeqüíveis, levando-se em conta fatores sociais e econômicos, além das
restrições de dose aplicáveis.
• a otimização da proteção deve ser aplicada em dois níveis, nos projetos e construções de
equipamentos e instalações, e nos procedimentos de trabalho.
• no emprego das radiações em medicina, deve-se dar ênfase à otimização da proteção nos
procedimentos de trabalho, por possuir uma influência direta na qualidade e segurança da
assistência aos pacientes.
• as exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário pa-
ra obtenção do objetivo radiológico diagnóstico, compatível com os padrões aceitáveis de
qualidade de imagem. Para tanto, no processo de otimização de exposições médicas de-
ve-se considerar:
 a seleção adequada do equipamento e acessórios.
 os procedimentos de trabalho.
 a garantia da qualidade.
 os níveis de referência de radiodiagnóstico para pacientes.
 as restrições de dose para indivíduo que colabore, conscientemente e de livre von-
tade, fora do contexto de sua atividade profissional, no apoio e conforto de um pa-
ciente, durante a realização do procedimento radiológico.

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• as exposições ocupacionais e do público decorrentes das práticas de radiodiagnóstico de-
vem ser otimizadas a um valor tão baixo quanto exeqüível , observando-se as restrições
de dose estabelecidas e o coeficiente monetário por unidade de dose coletiva estabelecido
quando se tratar de processos quantitativos de otimização.
Observações: - Os limites de dose individuais não devem:
• ser considerados como uma fronteira entre "seguro" e "perigoso".
• ser utilizados como objetivo nos projetos de blindagem ou para avaliação de conformidade
em levantamentos radiométricos.
SALA DE EXAMES:
• seu uso é específico para exames radiológicos.
• ter sinalização visual e luz de acionamento dos raios X
• suas paredes devem oferecer proteção radiológica para atenuar a radiação aos limites es-
tabelecidos.
• as áreas vizinhas devem ser classificadas por área: - Controlada
- Supervisionada.
- Livre.
• salas de escopia devem ter intensificador de imagem com TV.
• o equipamento instalado, não deve ter o seu feixe primário de radiação dirigido para áreas
freqüentemente ocupadas por pessoas.
• nas salas de exame só devem permanecer os móveis e equipamentos indispensáveis ao
exame. O mobiliário deve ser, preferencialmente, de material com baixo número atômico.
(madeira, plástico, etc.)
EQUIPAMENTO:
• a blindagem da ampola não deve exceder um vazamento superior a 1 R / h a 1 metro
do cabeçote em condições de operação máxima do tubo.
• a filtração total inerente do cabeçote mais ampola deve ser :
- 0,5 mm de Al para Energia Nominal inferior a 51 keV.
- 1,5 mm de Al para Energia Nominal entre 51 e 69 keV.
- 2,5 mm de Al para Energia Nominal superior a 69 keV.
• a colimação do campo de irradiação deve ser feita por dispositivos tais como diafragma
regulável .
• o comando do equipamento deve ser protegido por meio de biombo fixo ou cabine caso
a tensão nominal seja respectivamente inferior ou superior a 125 kV.
• todo biombo e cabine devem possuir visor que permita visualizar o paciente durante a rea-
lização do exame radiográfico. Este visor deve possuir blindagem adequada.
• nos equipamentos portáteis de raios X médico, o disparador manual deve estar na extre-
midade de um cordão que possibilite ao operador se distanciar de no mínimo 2 metros do
paciente.
• os equipamentos fluoroscópicos, devem ser providos de um dispositivo que impeça o con-
tínuo funcionamento do aparelho, em caso de ligação acidental.
DISPOSITIVOS DE RADIOPROTEÇÃO : todo Serviço Radiológico deverá possuir dispositivos
de radioproteção, tais como avental plumbífero, biombos de proteção, protetor de tireóide
e etc.
INSTALAÇÕES : As (ou nas) instalações:
• somente podem estar em funcionamento, com sua especialidade definida e depois de li-
cenciadas pelo órgão fiscalizador.
• somente podem estar funcionando com a presença e sob a supervisão de profissional cre-
denciado ou com profissional substituto que satisfaça os mesmos requisitos do titular.
• devem ter alvará de funcionamento.
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• somente podem ter mudança de local, modificações ou alterações de equipamentos se
comunicadas e autorizadas pela autoridade sanitária competente.
• é vedada à presença na sala de exames, de qualquer pessoa que não esteja participan-
do do exame ou não seja autorizada.
• toda pessoa ocupacionalmente exposta deve portar dosímetro pessoal de leitura indireta
na região torácica e quando necessário sob o avental plumbífero.

Todo Serviço de Radiologia devera possuir Levantamento Radiométrico, Plano de Radio-


proteção, Controle de Qualidade, Controle de Procedimentos que garantam o Programa de
Garantia de Qualidade do Serviço com renovação anual e aprovada pela Autoridade Sanitária
competente.

PLANO DE RADIOPROTEÇÃO:
O Plano de Radioproteção tem a finalidade de estabelecer os requisitos de radioproteção e
segurança para o Serviço de Radiodiagnostico, a fim de garantir um nível adequado de con-
trole da exposição de pessoas as radiações ionizantes.
O Plano de Radioproteção de um serviço deve conter:
• Descrição do serviço por meio de projeto onde é especificado:
 a natureza das barreiras da sala de exames.
 espessura das barreiras da sala de exames.
 tipo de vizinhança das barreiras da sala de exames.
 posição das portas e janelas da sala de exames.
• Descrição técnica dos equipamentos emissores de radiação especificando :
 marca, modelo e número de série do equipamento.
 número de série da ampola do equipamento.
 realização do controle de qualidade dos equipamentos.
• Indicação dos equipamentos de radioproteção tais como :
 avental plumbífero.
 dosímetro pessoal de leitura indireta.
 sinalização de portas por meio de selos e luz indicativa.
• Levantamento Radiométrico
O Levantamento Radiométrico de uma instalação tem por finalidade promover as reais condi-
ções de radioproteção em que se encontra a instalação do equipamento emissor de radiação.
Para tanto, este levantamento deve determinar e atestar os parâmetros que estiverem de a-
cordo e em desacordo com os limites de tolerância estabelecidos:
O Levantamento Radiométrico da instalação deve informar :
• Valores da taxa de dose sobre as barreiras da sala de exames.
• Valores da taxa de dose nos pontos de ocupação.
Observações- Um novo relatório de levantamento radiométrico deve ser providenciado:
 após a realização de modificações, tais como troca de equipamento
 quando ocorrer mudança na carga de trabalho semanal ou na característica
ou ocupação das áreas circunvizinhas.
 quando decorrer 4 anos desde a realização do último levantamento.
• Instruções fornecidas aos trabalhadores ocupacionalmente expostos tais como :
 alterações do feixe de radiação.
 alterações da qualidade da imagem.
 princípios de Radioproteção.
 procedimentos de Radioproteção.
 legislação básica.
• Ciência das responsabilidades profissionais do medico e trabalhadores.

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CONTROLE DE QUALIDADE DOS EQUIPAMENTOS:
O Controle de Qualidade de um equipamento tem por finalidade promover as reais condi-
ções de operação em que se encontra o aparelho. Para tanto, este controle deve determinar e
atestar os parâmetros que estiverem de acordo e em desacordo com os limites de tolerância para:
 ponto focal
 tensão de pico do feixe de radiação - kV pico
 corrente anódica mAs
 exatidão e reprodutibilidade do tempo de exposição
 constância da taxa de exposição
 coincidência do campo luminoso com o radioativo
 alinhamento vertical do feixe
 camada semi-redutora do feixe de raios X
 resolução de alto contraste em fluoroscopia
 resolução de baixo contraste em fluoroscopia
 padrão de taxa de dose dada ao paciente em fluoroscopia
 padrão de dose dada ao paciente nos exames realizados no serviço

Observações: Um novo relatório de controle de qualidade do equipamento deve ser providencia-


do:
• Após a realização de ajustes técnicos do equipamento
• Quando ocorrer troca da ampola
• Quando ocorrer manutenção corretiva.

Freqüência Mínima de Testes para Radiologia Médica:


Testes bianuais:
 valores representativos de dose dada aos pacientes em radiografia e CT realizadas no
serviço.
 valores representativos de taxa de dose dada ao paciente em fluoroscopia.
Testes anuais:
 exatidão do indicador de tensão do tubo (kVp).
 exatidão do tempo de exposição, quando aplicável.
 camada semi-redutora.
 alinhamento do eixo central do feixe de raios X.
 rendimento do tubo (mGy / mA min m2).
 linearidade da taxa de kerma no ar com o mAs.
 reprodutibilidade da taxa de kerma no ar.
 reprodutibilidade do sistema automático de exposição.
 tamanho do ponto focal.
 integridade dos acessórios e vestimentas de proteção individual.
 vedação da câmara escura.
 exatidão do sistema de colimação.
 resolução de baixo e alto contraste em fluoroscopia.
 alinhamento de grade.
 condições dos negatoscópios.
 índice de rejeição de radiografias.

Testes semanais:
 calibração e uniformidade dos números de CT.
Testes mensais:
 verificação da qualidade de imagem dos equipamentos de mamografia.

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PLANO DE RADIOPROTEÇÃO
Observações:
Testes relevantes devem ser realizados sempre que houver indícios de problemas ou
quando houver mudanças, reparos ou ajustes no equipamento de raios X.
Em cada equipamento de mamografia, deve ser realizada, mensalmente, uma avaliação
da qualidade de imagem com um fantoma mamográfico equivalente ao adotado pela ACR. Não
devem ser realizadas mamografias em pacientes se o critério mínimo de qualidade de imagem
não for alcançado. As imagens devem ser arquivadas e mantidas à disposição da autoridade sani-
tária local.

PROGRAMA DE GARANTIA DE QUALIDADE – IMPLEMENTAÇÃO:


O Programa de Garantia de Qualidade, visa a obtenção de imagens radiográficas com
qualidade garantida que permitam o diagnóstico com precisão adequada com redução da dose
recebida pelo paciente e diminuição dos custos decorrentes da repetição de exames.

Para implementar o PGQ deve-se:


 realizar Controle de Qualidade dos Equipamentos de Raios X .
 realizar Calibração dos Equipamentos de Raios X .
 refazer Controle de Qualidade dos Equipamentos Pós Calibração.
 elaborar Tabelas de Técnicas Utilizadas para cada Equipamento.
 verificar Conformidade das Técnicas com os Níveis de Referência
 adequar as Tabelas Técnicas aos Níveis de Referência.
 otimizar Procedimentos Técnicos.

EXAMES MÉDICOS PERIÓDICOS :Todo Serviço Radiológico devera realizar em seus funcioná-
rios ocupacionalmente exposto :
 exames pré-admissional.
 exames periódicos.
 exames pré-demissional
• estes exames devem ser:
 clinico completo.
 hemograma completo e contagem de plaquetas.

LIMITAÇÃO DE DOSES POR EXPOSIÇÃO :


A- INDIVIDUAIS EQUIVALENTE :
• Dose efetiva de corpo inteiro: 20 mSv/ano não devendo ultrapassar 100 mSv em qualquer
período de 5 anos.
• Cristalino : 150 mSv/ano para pessoa ocupacionalmente expostas.
• Pele ou Extremidades: 500 mSv/ano para pessoa ocupacionalmente expostas.
• Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos adicionais, de modo
a proteger o embrião ou feto:
 a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja consta-
tada;
 as condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na
superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período res-
tante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no em-
brião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período.

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B- MÉDICA EM PACIENTES: Os exames de radiodiagnóstico devem ser realizados de modo
a considerar os níveis de referência de radiodiagnóstico:

NÍVEIS DE REFERÊNCIA DE RADIODIAGNÓSTICO

TABELA A1. Níveis de referência de radiodiagnóstico por radiografia para paciente adulto típico:

EXAME DEP (mGy)*

Coluna Lombar AP 10
LT 30
JLS 40
Pélvis AP 10
Bacia AP 10
Tórax PA 0,4
LT 1,5
Coluna Torácica AP 7
LT 20
Crânio AP 5
LT 3
Mama** CC com Grade 10
sem Grade 4
Abdômen,
Urografia e
Colecistografia AP 10

Notas:
PA: projeção póstero anterior
AP: projeção antero posterior / LAT projeção lateral-perfil / PER periapical /JLS junção lombo-
sacro.
(*) DEP dose de entrada da pele. Estes valores são para receptor de imagem de sensibilidade
média. Velocidade relativa de 200. Para combinações filme tela mais rápidas (400 a 600) estes
valores devem ser reduzidos por um fator de 2 a 3
(**) determinada em mama comprimida de 4,5 cm para sistema tela filme e uma unidade com a-
nodo e filtro de molibidênio

TABELA A2. Níveis de referência de radiodiagnóstico em CT para paciente adulto típico

EXAME DMCM (mGy)*


Cabeça 50
Coluna Lombar 35
Abdômen 25

Notas:
DMCM dose média em cortes múltiplos
(*) determinada no eixo de rotação em fantoma de água. Comprimento de 15 cm e diâmetro de
16 cm para cabeça e 30 cm para coluna e Abdômen

Os níveis de referência de radiodiagnóstico devem ser utilizados de modo a permitir a revisão e


adequação dos procedimentos e técnicas quando as doses excederem os valores especificados
(como parte do programa de otimização)

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C- ACOMPANHANTES:
• a presença de acompanhantes durante os procedimentos radiológicos somente é permitida
quando sua participação for imprescindível para conter, confortar ou ajudar pacientes.
 esta atividade deve ser exercida apenas em caráter voluntário e fora do contexto da
atividade profissional do acompanhante;
 é proibido a um mesmo indivíduo desenvolver regularmente esta atividade;
 durante as exposições, é obrigatória, aos acompanhantes, a utilização de vestimen-
ta de proteção individual compatível com o tipo de procedimento radiológico e que possua,
pelo menos, o equivalente a 0,25 mm de chumbo;
• o conceito de limite de dose não se aplica para estes acompanhantes; entretanto, as expo-
sições a que forem submetidos devem ser otimizadas com a condição de que a dose efeti-
va não exceda 5 mSv durante o procedimento.

REQUISITOS OPERACIONAIS:
OBRIGAÇÕES BÁSICAS: Nenhuma instalação pode ser construída, modificada, operada ou
desativada, nenhum equipamento de radiodiagnóstico pode ser vendido, operado, transferido de
local, modificado e nenhuma prática com raios X diagnósticos pode ser executada sem que este-
jam de acordo com os requisitos estabelecidos pela norma vigente.

REGISTRO: Todo equipamento de diagnóstico e componentes deve possuir registro no Minis-


tério da Saúde.

LICENCIAMENTO: Nenhum serviço de radiodiagnóstico pode funcionar sem estar


devidamente licenciado pela autoridade sanitária local.

REQUISITOS DE ORGANIZAÇÃO:
SUPERVISOR DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA (SPR): Em cada serviço de radiodiagnós-
tico deve ser nomeado um membro da equipe para responder pelas ações relativas ao programa
de proteção radiológica, denominado supervisor de proteção radiológica de radiodiagnóstico
(SPR).

o SPR deve estar adequadamente capacitado para cumprir as responsabilidades que lhe
competem e possuir certificação de qualificação

• o SPR pode assessorar-se de consultores externos, conforme a necessidade e o porte do


serviço. As atividades exercidas pelos assessores externos devem estar discriminadas no
memorial descritivo de proteção radiológica.

RESPONSÁVEL TÉCNICO (RT): Para cada setor de radiologia diagnóstica ou interven-


cionista desenvolvida no estabelecimento, o titular deve designar um médico, para responder pe-
los procedimentos radiológicos no âmbito do serviço, denominado responsável técnico (RT).
• o RT deve estar adequadamente capacitado para as responsabilidades que lhe competem
e possuir certificação de qualificação.
• o RT pode responsabilizar-se por, no máximo, dois serviços, desde que haja compatibili-
dade operacional de horários.
• é permitido ao RT assumir também as funções de SPR desde que seja possível a compa-
tibilidade entre as funções e não haja prejuízo em seu desempenho.

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COMITÊ DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA : Em estabelecimentos hospitalares deve haver
um comitê de proteção radiológica integrando por, no mínimo, o SPR, um representante da dire-
ção do hospital e um médico especialista de cada um das unidades que fazem uso das radiações
ionizantes, de modo a:
• revisar sistematicamente o programa de proteção radiológica para garantir que os equipa-
mentos sejam utilizados e os procedimentos executados observando-se os regulamentos
vigentes de proteção radiológica.
• recomendar as medidas cabíveis para garantir o uso seguro dos equipamentos emissores
de radiação existentes na instituição.

RESPONSABILIDADES BÁSICAS
EMPREGADORES E TITULARES DOS SERVIÇOS :
• são os responsáveis principais pela aplicação da legislação vigente
• constitui obrigação dos responsáveis principais tomar todas as providências necessárias
relativas ao licenciamento dos seus serviços.
• compete aos titulares e empregadores, no âmbito do seu estabelecimento, a responsabili-
dade principal pela segurança e proteção dos pacientes, da equipe e do público em geral,
devendo assegurar os recursos materiais e humanos e a implementação das medidas neces-
sárias para garantir o cumprimento dos requisitos previstos em lei. Para tanto, os titulares e
empregadores devem:
 assegurar que estejam disponíveis os profissionais necessários em número e com
qualificação para conduzir os procedimentos radiológicos, bem como a necessária
competência em matéria de proteção radiológica.
 incumbir aos médicos do estabelecimento a tarefa e obrigação primária de garantir a
proteção global do paciente na requisição e na realização do procedimento radioló-
gico.
 nomear um membro qualificado da equipe para responder pelas ações relativas ao
programa de proteção radiológica do serviço, com autoridade e responsabilidades
definidas (SPR).
 nomear um médico da equipe para responder pelos procedimentos radiológicos, le-
vando em conta os princípios e requisitos de proteção radiológica estabelecidos em
Regulamento, com autoridade e responsabilidades definidas (RT).
 tomar todas as medidas necessárias para evitar falhas e erros, incluindo a imple-
mentação de procedimentos adequados de calibração, controle de qualidade e ope-
ração dos equipamentos de raios X.
 garantir os recursos necessários para o treinamento apropriado e atualização perió-
dica da equipe sobre técnicas e procedimentos radiológicos, incluindo aspectos de
proteção radiológica.
 assessorar-se de um especialista de física de radiodiagnóstico na execução das
medidas de proteção radiológica do serviço, incluindo controle de qualidade.
 zelar para que as exposições médicas de pacientes sejam as mínimas necessárias
para atingir o objetivo radiológico pretendido e que sejam consideradas as informa –
ções relevantes de exames prévios que possam evitar exames adicionais desneces-
sários.
 prover monitoração individual e o controle de saúde do pessoal ocupacionalmente
exposto, conforme descrito em Regulamento.
 prover as vestimentas de proteção individual para a proteção dos pacientes, da e-
quipe e de eventuais acompanhantes.
 manter as instalações e seus equipamentos de raios X nas condições exigidas em
lei, devendo prover serviço adequado de manutenção periódica.
 assegurar que todos os procedimentos operacionais estejam escritos, atualizados e
disponíveis à equipe.
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 garantir que seja fornecida à equipe, por escrito, informação adequada sobre os ris-
cos decorrentes das exposições médicas e das exposições ocupacionais.
 manter um exemplar da portaria # 453 do Ministério da Saúde / SVS, em cada servi-
ço de radiodiagnóstico sob sua responsabilidade e assegurar que cada membro da
equipe tenha acesso ao mesmo.
 estabelecer, e assegurar que sejam entendidas, as funções e responsabilidades de
cada profissional, assim como linhas claras de autoridade para tomada de decisão
no âmbito do estabelecimento.

SUPERVISOR DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA: Compete ao SPR assessorar o ti-


tular nos assuntos relativos à proteção radiológica, com autoridade para interromper operações
inseguras, devendo:
• elaborar e manter atualizado o memorial descritivo de proteção radiológica.
• verificar se as instalações estão de acordo com todos os requisitos previstos em lei.
• realizar monitoração de área, periodicamente, e manter os assentamentos dos dados obti-
dos, incluindo informações sobre ações corretivas.
• implementar o programa de garantia da qualidade e manter os assentamentos dos dados
obtidos, incluindo informações sobre ações corretivas.
• manter os assentamentos de monitoração individual e informar mensalmente, ao pessoal
monitorado, os valores das doses registradas.
• revisar e atualizar periodicamente os procedimentos operacionais de modo a garantir a o-
timização da proteção radiológica.
• investigar cada caso conhecido ou suspeito de exposição elevada para determinar suas
causas e para que sejam tomadas as medidas necessárias para prevenir a ocorrência de
eventos similares.
• coordenar o programa de treinamento periódico da equipe sobre os aspectos de proteção
radiológica e garantia de qualidade.
• informar ao titular todos os dados relevantes obtidos nos programas de proteção radiológi-
ca e garantia de qualidade, para subsidiar o mesmo no exercício de suas responsabilida-
des.
• redigir e distribuir instruções e avisos sobre proteção radiológica aos pacientes e profissio-
nais envolvidos, visando à execução das atividades de acordo com os princípios e requisi-
tos estabelecidos em lei.

RESPONSÁVEL TÉCNICO : Compete ao RT responsabilizar-se pelos procedimentos ra-


diológicos a que são submetidos os pacientes, levando em conta os princípios e requisitos de
proteção radiológica estabelecidos em lei, devendo:
• assegurar que nos procedimentos radiológicos sejam utilizados as técnicas e os equipa-
mentos adequados.
• zelar para que as exposições de pacientes sejam as mínimas necessárias para atingir o
objetivo do procedimento radiológico requisitado, levando em conta os padrões aceitáveis
de qualidade de imagem e as restrições conferidas pelos níveis de referência de radiodi-
agnóstico estabelecidos em Regulamento.
• elaborar e revisar as tabelas de exposição (técnicas de exames) para cada equipamento
de raios X do serviço, com o apoio do SPR.
• orientar e supervisionar as atividades da equipe no que se refere às técnicas e procedi-
mentos radiológicos.
• assegurar que sejam feitos os assentamentos dos procedimentos radiológicos, requeridos
em lei.
• apoiar o SPR nos programas de garantia de qualidade da imagem e otimização da prote-
ção radiológica.
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TÉCNICOS E AUXILIARES: Compete aos técnicos e auxiliares:
• executar suas atividades em conformidade com as exigências em Regulamento e com as
instruções do RT e do SPR.
• realizar apenas exposições médicas autorizadas por um médico do serviço.
• atuar no programa de garantia de qualidade, nas avaliações de doses em pacientes e nas
avaliações do índice de rejeição de radiografias, segundo instruções do SPR.
• assentar os procedimentos radiográficos realizados.
• manter assentamento, de qualquer ocorrência relevante sobre condições de operação e de
segurança de equipamentos, das manutenções e dos reparos.
Observações- Compete a cada membro da equipe:
• estar ciente do conteúdo da portaria # 453 MS/CVS, dos riscos associados ao seu traba-
lho, dos procedimentos operacionais e de emergência relacionados ao seu trabalho, e de
suas responsabilidades na proteção dos pacientes, de si mesmo e de outros.
• submeter-se aos treinamentos de atualização regularmente oferecidos.
• utilizar o dosímetro individual e vestimentas de proteção individual, conforme os requisitos
e as instruções do SPR.
• notificar à autoridade sanitária condições inseguras de trabalho.
• evitar a realização de exposições médicas desnecessárias.

SERVIÇO DE MANUTENÇÃO E/OU ASSISTÊNCIA TÉCNICA: Os responsáveis legais


das empresas prestadoras de serviço de manutenção e/ou assistência técnica de equipamentos
de raios X diagnósticos devem:
• providenciar o licenciamento de sua empresa junto à autoridade sanitária local.

• assegurar que sua equipe técnica esteja treinada e ciente dos requisitos de desempenho e
de segurança dos equipamentos, especificados neste Regulamento.

• emitir relatório de seus serviços especificando valores nominais e efetivos após ajustes
técnicos dos equipamentos.

• atender aos requisitos de controle ocupacional estabelecidos.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL:
• nenhum indivíduo pode administrar, intencionalmente, radiações ionizantes em seres hu-
manos a menos que:
 tal indivíduo seja um médico qualificado para a prática, ou que seja um técnico, en-
fermeiro ou outro profissional de saúde treinado e que esteja sob a supervisão de
um médico.
 possua certificação de qualificação que inclua os aspectos proteção radiológica,
exceto para indivíduos que estejam realizando treinamentos autorizados.

• para responder pela solicitação ou prescrição de um procedimento radiológico é necessá-


rio possuir formação em medicina.

• para responder pela função de RT é necessário possuir:


 formação em medicina.
 certificação de qualificação para a prática, emitida por órgão de reconhecida com-
petência ou colegiados profissionais, cujo sistema de certificação avalie também o
conhecimento necessário em física de radiodiagnóstico, incluindo proteção radioló-
gica, e esteja homologado no Ministério da Saúde para tal fim.

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• para desempenhar as funções de SPR no serviço é necessário atender a um dos seguin-
tes requisitos:
 possuir certificação de especialista de física de radiodiagnóstico, emitida por órgão
de reconhecida competência ou colegiados profissionais cujo sistema de certifica-
ção avalie o conhecimento necessário em física de radiodiagnóstico, incluindo me-
trologia das radiações ionizantes e proteção radiológica, e esteja homologado no
Ministério da Saúde para tal fim, ou possuir a mesma certificação de qualificação
exigida para o RT do serviço.

• para desempenhar as atividades de técnico de raios X diagnósticos é necessário:


 possuir formação de técnico em radiologia na área específica de radiodiagnóstico.
 comprovar conhecimento e experiência em técnicas radiográficas em medicina,
considerando os princípios e requisitos de proteção radiológica estabelecidos em
Regulamento.

DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE ASSENTAMENTOS


O responsável legal pelo serviço deve manter um sistema de assentamento de dados so-
bre os procedimentos radiológicos realizados, sistema de garantia da qualidade, controle ocupa-
cional implantado e treinamentos realizados.

SISTEMA DE ASSENTAMENTO
OBJETIVO GARANTIR A SEGURANÇA DOS REGISTROS DE RADIOPROTEÇÃO
ARMAZENAMENTO Arquivo do Serviço de Radioproteção conforme relação abaixo.
RESPONSABILIDADE Supervisor de Radioproteção.
REGISTRO Registro próprio do procedimento a ser efetuado e registro de Auditoria.
RELAÇÃO DE DOCUMENTOS CONTROLADOS PELO SERVIÇO DE RADIOPROTEÇÃO
Memorial de Radioproteção
Solicitações e Processos requisitados pela Agência de Vigilância Sanitária ou órgão competente
Registro de treinamentos
Auditorias
Monitoração Individual
Monitoração de Área

BIBLIOGRAFIA : Este Plano de Radioproteção foi elaborado com recursos de informações obti-
das em Publicações e Leis dos seguintes órgãos:
- Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnótico Médico e Odontológico MS-#453
- Comissão Nacional de Energia Nuclear. (CNEN).
- Código Sanitário do Estado de São Paulo. (CVS).
- World Health Organisation. (OMS).
- Organização Panamericana de Saúde. (OPAM).
- American Association of Physicists in Medicine. (AAPM).
- NCRP Reports. (NCRP).
- ICRU Publications. (ICRU).
- Nordic Association of Clinical Physics. (NACP).
- British Standards Institution. (BSI).

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VALIDADE E USO DESTE PLANO DE RADIOPROTEÇÃO: Este plano foi elaborado por profis-
sional legalmente credenciado para tanto e somente terá validade se devidamente assinado por
seu idealizador. Seu uso não poderá ser feito por qualquer entidade que dele faça cópia parcial ou
total de seu conteúdo, sem prévia autorização de seu idealizador. O uso deste Plano, somente é
válido enquanto a Spectrum Radioproteção e Consultoria Ltda. prestar os Serviços de Controle de
Qualidade e Levantamento Radiométrico, perdendo sua Validade no caso de outra Empresa estar
prestando os serviços de Controle de Qualidade e Levantamento Radiométrico.

São Paulo, 30 de Abril de 2020.

Eric Alexandre Brito da Silva


Mestre em Física Aplicada à Medicina
Reg. USP: 05915

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