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EE218

Redes de Telecomunicações III

03 – Roteamento IP

Prof. Edson J. C. Gimenez


soned@inatel.br
2020/Sem1
TL-016 / 2016

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. FARREL, Adrian. A Internet e seus Protocolos: uma análise comparativa. Rio


de Janeiro: Elsevier, 2005.
2. COMER, Douglas E. Interligação de Redes com TCP/IP, vol. 1: princípios,
protocolos e arquitetura, 5a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
3. KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet:
uma abordagem top-down, 5a ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.
4. FALL, Kevin R.; STEVENS, W. Richard. TCP/IP Illustrated, Volume 1: The
Protocols, 2nd Edition. Addison-Wesley Professional, 2011.
5. FOROUZAN, Behrouz A.; MOSHARRAF, Firouz. Redes de Computadores:
uma abordagem top-down. Porto Alegre: AMGH Ed. (McGraw-Hill/Bookman),
2013.
6. TANENBAUM, Andrey S.; WETHERALL, David J. Redes de Computadores, 5a
ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
7. FOROUZAN, Behrouz A. Comunicação de Dados e Redes de Computadores,
4a ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2008.

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Protocolo
• Conjunto de regras que determina como dois ou mais
dispositivos comunicam-se uns com os outros de maneira
adequada.
Um protocolo descreve:
• O formato que deve ser adotado por uma mensagem.
• O modo como devem ser trocadas as mensagens no contexto de
uma atividade em particular.

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Protocolos Roteados (roteáveis)


• Fornecem suporte (informações de controle) à camada 3.
• Permitem endereçar logicamente (endereço de camada 3) um nó
específico de uma rede específica.
• Permitem que o roteador encaminhe pacotes entre nós de
diferentes redes.
• Exemplos:
– IP;
– IPX (Novell);
– AppleTalk (Apple);
– DECnet (Digital);
– XNS (Xerox).

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IP como protocolo roteável
• O endereço de rede é obtido pela operação AND entre o
endereço IP destino e a máscara de rede.
• A utilização de uma máscara de rede permite que grupos de
endereços IP sequenciais sejam tratados como uma única
unidade.

Cisco/CCNA
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Descoberta do caminho para encaminhamento do pacote


• A máscara é aplicada ao endereço IP de destino do pacote
recebido (IP destino AND máscara).
• O resultado, endereço da rede destino, é comparado à tabela de
roteamento.
• Havendo correspondência, o pacote é encaminhado à porta
associada a essa entrada na tabela.
• Se o endereço não corresponde a nenhuma entrada da tabela, o
roteador verifica se há uma rota padrão.
• Em caso afirmativo, o pacote é encaminhado à porta associada a
essa rota padrão.
• Não havendo rota padrão, o pacote é descartado e uma
mensagem icmp é enviada ao dispositivo de origem, indicando
que o destino não pôde ser alcançado.

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Fluxo de dados na internetwork
• O roteamento, portanto, é uma função da camada 3, tendo o
objetivo de localizar o caminho mais eficiente entre dois
dispositivos finais (entre duas redes: origem e destino).
• Quem executa esse processo é o roteador, sendo duas as suas
funções-chave:
– Manter tabelas de roteamento atualizadas e verificar se os
outros roteadores conhecem as alterações na topologia da
rede.
– Processar os pacotes recebidos, e usando as informações da
tabela de roteamento, determinar para onde enviá-los,
comutando os pacotes para a interface apropriada.

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Comutação x Roteamento
• Comutação (camada 2): encaminhamento do quadro de uma
interface para outra.
• Roteamento (camada 3): seleção do melhor caminho para enviar
o pacote.

Tabela de comutação
switch

Tabela de roteamento
roteador

Pergunta: roteador faz comutação? TL-016 / 2016


Tabelas de Roteamento
• Dentre as informações contidas nas tabelas de roteamento,
encontra-se:
– Tipo de protocolo: indica o protocolo de roteamento que
criou a entrada da tabela de roteamento.
– Associações rede destino – próximo salto: informam ao
roteador se um destino específico está diretamente conectado
ao roteador ou se pode ser alcançado com o uso de um outro
roteador (denominado próximo salto).
– Métrica de roteamento: indica o custo associado à rota.
– Interface de saída: interface na qual o pacote deve ser
comutado, para ser enviado a uma rota correspondente.

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Tabelas de Roteamento

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O roteador aprende as rotas disponíveis através de
roteamento estático ou dinâmico.
Roteamento estático
• As rotas são configuradas manualmente pelo administrador da
rede.

Roteamento dinâmico
• As rotas são aprendidas dinamicamente, através dos protocolos
de roteamento.

Rota padrão
• Quando utilizada, permite ao roteador enviar um pacote cuja rota
para rede destino não é conhecida. Mesma configuração de
roteamento estático usando-se rede 0.0.0.0 e máscara 0.0.0.0.

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Roteamento estático

• Configurando uma rota para a rede 192.168.20.0/24 no roteador A:


RouterA(config)# ip route 192.168.20.0 255.255.255.0 192.168.100.2
rede destino máscara próximo salto

• Configurando uma rota para a rede 192.168.10.0/24 no roteador B:


RouterB(config)# ip route 192.168.10.0 255.255.255.0 192.168.100.1
rede destino máscara próximo salto

Obs.: ao invés do endereço do próximo salto, pode-se colocar o nome da


interface de saída do roteador (exemplo roteador A):
RouterA(config)# ip route 192.168.20.0 255.255.255.0 s0/0/0
rede destino máscara interface
de saída
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Protocolos de Roteamento
• Permitem que os roteadores troquem informações de roteamento,
permitindo descobrir melhores rotas para redes remotas,
atualizando assim suas tabelas de roteamento.
• Exemplos:
– RIP - Routing Information Protocol
– IGRP - Interior Gateway Routing Protocol
– EIGRP - Enhanced IGRP
– OSPF - Open Shortest Path First
– IS-IS - Intermediate System-to-Intermediate System
– BGP - Border Gateway Protocol
– etc.

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Métricas de Roteamento
• O cálculo do custo (valor de métrica) de um caminho pode se
basear em um único parâmetro ou em vários parâmetros,
definidos como métricas.
• As principais métricas usadas pelos protocolos de
roteamento são:
– Largura de banda
– Atraso
– Carga
– Confiabilidade
– Contagem de saltos (nº de hops)

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Protocolos de Roteamento Internos e Externos
• Sistema Autônomo (Autonomous System – AS)
– Conjunto de redes sob uma mesma administração e
compartilhando uma estratégia de roteamento comum.
– Identificado por um número exclusivo de 16 bits.

Adaptado: Cisco/CCNA
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Protocolos de Roteamento Internos e Externos


• Interior Gateway Protocols (IGPs)
– Protocolos de roteamento que roteiam dados em um mesmo
AS, internamente.
– Exemplos: RIP. IGRP, EIGRP, OSPF, IS-IS, etc.
• Exterior Gateway Protocols (EGPs)
– Protocolos de roteamento que roteiam dados entre dois ASs
– Exemplos: EGP e BGP.

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Protocolos de Roteamento Link State (Estado de Enlace)
• Inicialmente, cada roteador anuncia o estado de seus enlaces
(LSA – link-state advertisement) a todos os roteadores que
compartilham um mesmo domínio de roteamento.
• Cada roteador, de posse dessas informações, atualiza seu banco
de dados de estados de enlace.
– Isso garante que todos os roteadores conheçam toda a topologia da rede.
• Com base nessa topologia, executando o algoritmos SPF
(Shortest Path First) – algoritmo de Dijkstra, calcula a árvore de
caminho mais curto, e esta fornecerá o caminho de menor custo
para todos os nós da topologia.
• Com base nessa árvore de caminho mais curto, atualiza então sua
tabela de roteamento.
• Exemplos: OSPF e IS-IS.

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Roteamento pelo caminho mais curto


• Baseado em informações de custo de cada enlace.
• Tentam encontrar o caminho de menor custo, ou seja, um
caminho que minimize a soma dos custos de cada enlace.
• Exemplos de parâmetros de custo:
• Comprimento do enlace
• Atraso estimado
• Confiabilidade
• Taxa de transmissão
• Dentre os principais algoritmos de roteamento pelo caminho
mais curto estão:
• Algoritmo de Dijkstra
• Algoritmo de Bellman-Ford

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Algoritmo de Dijkstra
• Desenvolvido por Edsger Wybe Dijkstra em 1959.

Variáveis:
• D(v) = distância do nó fonte (1) para o nó (v).
• l(i,j) = custo entre o nó (i) e o nó (j).
• N = conjuntos de nós com distância definida.

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Algoritmo de Dijkstra
Inicialização:
• Faça N = {1}.
• Para cada nó (v) fora de N, faça D(v) = l(1,v). Se (v) não está
conectado a N, faça D(v) = infinito.
Passo Principal:
• Encontre um nó (w) fora de N tal que D(w) seja mínimo.
• Adicione este nó (w) a N.
• Atualize D(v) para todos os nós restantes que ainda não estão em
N, fazendo:
D(v) = Min [D(v), D(w)+l(w,v)]

• O algoritmo para quando todos os nós fizerem parte de N.

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Algoritmo de Dijkstra
Exemplo:
• Encontre a árvore de menor caminho resultante, a partir do nó 1:

3
2 3
2
5
3
2 1
1 6
1 2
1
4 5

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Algoritmo de Dijkstra
Árvore de menor caminho resultante, a partir do nó 1:

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Algoritmo de Dijkstra
Exercício:
Utilizando o algoritmo de Dijkstra, encontre a árvore de caminho
mais curto para o nó 2.

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Protocolos de Roteamento Distance Vector (Vetor de Distância)


Características:
• Os roteadores enviam periodicamente suas entradas na tabela de
roteamento para os roteadores adjacentes (vizinhos).
• Recebendo essa informações (rotas e custos), o roteador pode
comparar com as rotas já conhecidas e, se necessário (nova rota
ou melhor caminho para uma rota já conhecida) alterar sua tabela
de roteamento.
• A visão que o roteador tem da rede tem como base a perspectiva
de seus roteadores adjacentes (confia em seus vizinhos).
• Exemplos:
– RIP – atualizações a cada 30 seg.
– IGRP – atualizações a cada 90 seg.

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Roteamento Vetor de Distância
Exemplo: protocolo RIP
• Mostre as redes e custos indicadas nas tabelas de
roteamento dos roteadores após a convergência do
protocolo de roteamento.

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Routing Information Protocol - RIP


• Protocolo de roteamento vetor de distância.
• Usa a contagem de saltos como única métrica para determinar o
melhor caminho (aquele com menor número de saltos)
• Número máximo de saltos: 15 saltos
• Atualizações a cada 30 s
RIP versão 1 - RIPv1
• Não inclui informações sobre máscaras de rede nas atualizações
de roteamento (roteamento classful)
RIP versão 2 - RIPv2
• Envia informações sobre máscaras de sub-rede nas atualizações
(roteamento classless)

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Interior Gateway Routing Protocol - IGRP
• Protocolo de roteamento vetor de distância, proprietário da
Cisco.
• Seleção do melhor caminho leva em consideração diferentes
métricas: atraso, carga, confiabilidade e tráfego, podendo-se
alterar os pesos de cada uma.
• Limite máximo para a contagem de saltos: 255.
• Atualizações a cada 90s.
• Atualização: EIGRP (RFC 7868 – Maio/2016).

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Open Shortest Path First - OSPF (RFC 1131 – Outubro/1989)

• Protocolo de roteamento link-state que se baseia em padrões


abertos, descrito em diversos padrões do IETF (ietf.org).
• É considerado um protocolo de roteamento robusto e escalável,
adequado às redes atuais.
• Uma desvantagem é que ele só suporta somente protocolos
baseados na pilha TCP/IP.
• O custo de cada link (interface) está relacionado à sua largura de
banda: custo = 10^8/taxa.
– Quanto maior a taxa, menor é o custo OSPF do link.
• Seleciona a melhor rota a partir do algoritmo SPF (árvore de
caminho mais curto – algoritmo de Dijkstra), garantindo assim
um roteamento sem loops.

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Intermediate System-to-Intermediate System (IS-IS)
• Protocolo de roteamento de estado de enlace usado para
protocolos roteados diferentes do IP
• Desenvolvido pelo ISSO e padronizado pelo IETF em
fevereiro/1990 (RFC 1142)

Border Gateway Protocol – BGP


• Permite a troca de informações de roteamento entre roteadores
de borda em sistemas autônomos vizinhos, desenhando um
grafo de conectividade entre os ASs.
• É o principal protocolo de anúncio de rotas usado pelas grandes
operadoras e ISPs na Internet.
• Versão atual – BGP4 (RFC 4271 e RFC 4760).

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Lista de exercícios 03:

TL-016 / 2016

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