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SAE DIGITAL S/A

LIVRO DO PROFESSOR
SAE DIGITAL S/A MATEMÁTICA
Curitiba 9.° ANO - LIVRO 2
2021 ENSINO FUNDAMENTAL

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 1 09/12/2020 18:13:36


© 2021 – SAE DIGITAL S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor
dos direitos autorais.

Catalogação na Publicação (CIP)


Ensino Fundamental : Matemática : 9.o ano: livro 2 : professor – 1. ed. –
Curitiba, PR : SAE Digital S/A, 2021.
88 p.
ISBN: 978-65-5593-620-9
1. Ensino Fundamental. 2. Matemática. 3. Educação.
I. Título.
CDD: 510
  CDU: 501:371.1

Direção editorial Lucélia Secco


Gerência editorial Tassiane Aparecida Sauerbier
Coordenação editorial Ednei Leite de Araújo
Coordenação pedagógica Cristiane Sliva, Jardiel Loretto Filho
Edição Anna Chiarello Marcon, Eliane Peixoto de Lima, Janayna Goulart, Janile Oliveira, Rodrigo Zeni Stocco,
Vanessa Almeida da Silveira
Revisão Everson de Lara Caetano, Gabriele Varão, Juliana Basichetti Martins, Priscila Sousa, Thainara Gabardo,
Victor Truccolo
Cotejo Anna Karolina de Souza, Ludmilla Borinelli, Rafaella Ravedutti, Wagner Revoredo
Qualidade Brunno Freire, Igor Spisila, Mariana Chaves
Projeto gráfico Evandro Pissaia, Fernanda Angeli Andreazzi, Gustavo Ribeiro Vieira
Arte da capa Carlos Morevi, Deny Machado, Guilherme Reginato, Scarllet Anderson
Iconografia Jhennyfer Pertille
Ilustrações Carlos Morevi, Deny Machado, Scarllet Anderson
Diagramação André Lima, Bruna Aparecida de Andrade, Gustavo Ribeiro Vieira, Jéssica Xavier de Carvalho, Leôncio
Santana, Luana Santos, Luciana Nesello Kunsel, Luisa Piechnik Souza, Mariana Oliveira, Mateus Bonn,
Ralph Glauber Barbosa, Raphaela Candido, Silvia Santos, Thaísa Werner, Thiago Figueiredo Venâncio
Coordenação de processos Janaina Alves
Processos Janio Lima, Raul Jungles, Vitor Ribeiro
Colaboração externa Flavia Cristina Jardim Amaral (Revisão)
Autoria Ednei Leite de Araujo, José Wilson Cardoso, Márcia Martins Romeira Sakai, Rosenilda de Souza Nagata,
Sandra Saldanha Franchin

Todos os direitos reservados.

SAE DIGITAL S/A.


R. João Domachoski, 5. CEP: 81200-150
Mossunguê – Curitiba – PR
0800 725 9797 | Site: sae.digital

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Programação anual de conteúdos – Matemática – 9.º ano
Unidades Capítulos Conteúdos Habilidades Aulas
EF09MA02
• Conceito de potência
EF09MA03
1. Potências • Propriedades da potenciação EF09MA04
5
• Notação científica EF09MA18

• Raiz de número real


1. Potenciação • Potência com expoente fracionário EF09MA02
e radiciação 2. Raízes 5
• Propriedades das raízes EF09MA03
• Simplificação de radicais

• Adição, subtração, multiplicação e divisão


EF09MA02
3. Operações com radicais • Potenciação e radiciação EF09MA03
6
• Racionalização de denominadores

• Classificação de equações do 2.º grau


• Conjunto solução de uma equação do 2.º grau
Livro 1

1. Equações do 2.º grau • Resolução de equações incompletas e completas EF09MA09 11


completas e incompletas • Relações entre os coeficientes e as raízes
em uma equação do 2.º grau
2. Equações do • Fatoração de trinômios do 2.º grau
2.º grau

2. Equações fracionárias, • Equações redutíveis a uma equação do 2.º grau:


biquadradas, irracionais equações fracionárias, biquadradas e irracionais EF09MA09 11
e sistemas • Sistemas de equação do 2.º grau

• Coordenadas na reta numérica


• Distância de um número em relação ao zero
1. Coordenadas cartesianas
• Intervalos EF09MA16 4
na reta e no plano
• Par ordenado
• Coordenadas cartesianas no plano
3. Sistema de
coordenadas
cartesianas
• Representação gráfica do produto cartesiano
2. Relações e representações • Representação por diagramas do produto cartesiano EF09MA06 4
do produto cartesiano • Relações
• Domínio e imagem de uma relação

• Relação de dependência
1. Noção de função • Funções EF09MA06 4
• Domínio, imagem e contradomínio

• Função afim e linear


• Zero ou raiz da função afim
4. Funções 2. Funções polinomiais
• Gráficos de funções afins no plano cartesiano EF09MA06 7
do 1.º grau
e interpretação geométrica
• Estudo do sinal da função afim
• Gráfico da função quadrática
3. Funções polinomiais • Raízes da função quadrática EF09MA06 7
do 2.º grau • Coordenadas do vértice, máximos e mínimos
• Sinais das funções quadráticas e a concavidade da parábola
• Razão entre grandezas de mesma espécie
• Razão entre grandezas de espécies diferentes
Livro 2

EF09MA07
1. Razão e proporção • Grandezas proporcionais EF09MA08
7
• Propriedades das proporções
5. Proporções • Razão de segmentos e segmentos proporcionais
geométricas • Ângulos formados por retas paralelas
cortadas por uma transversal
EF09MA10
2. Teorema de proporção • Teorema de Tales EF09MA14
12
• Teorema das bissetrizes
• Teorema de Pitágoras

• Polígonos inscritos e circunscritos a uma circunferência


1. Definições • Definições e elementos de um polígono regular EF09MA15 7
• Propriedades dos polígonos regulares
6. Polígonos
regulares
• Relações métricas do quadrado, do hexágono regular e do
triângulo equilátero inscritos
2. Relações métricas EF09MA15 11
• Cálculo do lado e do apótema do quadrado, do hexágono
regular e do triângulo equilátero inscritos

MATEMÁTICA III

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Unidades Capítulos Conteúdos Habilidades Aulas

• Organização de dados em tabelas


• Tipos de gráficos e qual o ideal para cada pesquisa EF09MA21
1. Organização, leitura
• Análise de veracidade de dados EF09MA22 4
e interpretação
• Leitura e interpretação EF09MA23
• Resolução de problemas

7. Estatística e
Probabilidade 2. Medidas de tendência • Média aritmética, média geométrica, moda e mediana EF09MA22
4
central e de dispersão • Amplitude total, desvio médio, variância, desvio padrão EF09MA23

3. Princípio multiplicativo • Princípio multiplicativo e árvore de possibilidades


• Probabilidade de dois eventos independentes EF09MA20 6
e probabilidade ocorrerem simultaneamente
Livro 3

• Semelhança de formas geométricas


1. Semelhança de triângulos • Semelhança de triângulos e propriedades EF09MA12 7
• Propriedades dos triângulos semelhantes

• Elementos de um triângulo retângulo


2. Relações métricas no EF09MA13
• Teorema de Pitágoras 7
triângulo retângulo EF09MA14
• Relações métricas
8. Triângulos

• Razões trigonométricas no triângulo


retângulo (seno, cosseno e tangente)
• Valores notáveis
3. Razões trigonométricas
• Relações métricas em um triângulo qualquer
e relações métricas em EF09MA01 11
• Relação do lado oposto a um ângulo agudo
um triângulo qualquer
• Relação do lado oposto ao ângulo obtuso
• Natureza de um triângulo quanto aos ângulos
• Lei dos senos e dos cossenos
• Elementos da circunferência e ângulo inscrito
• Relações entre cordas, entre secantes
e entre secante e tangente
• Potência de um ponto em relação a uma circunferência
1. Circunferência EF09MA11 7
• Comprimento de uma circunferência
• Medida de um arco de circunferência
• O radiano e a transformação de graus em
radianos e de radianos em graus

• Área da superfície de um polígono e polígonos equivalentes


9. Superfícies • Área do retângulo, do quadrado, do paralelogramo, do
planas e 2. Áreas de polígonos triângulo, do losango e do trapézio
espaciais EF09MA16 7
e de círculo • Fórmula de Herão
• Distância entre pontos no plano cartesiano
• Área do setor circular
Livro 4

• Volume do paralelepípedo e do cubo


EF09MA17
3. Figuras espaciais • Volume do cilindro reto EF09MA19
9
• Perspectiva e vistas ortogonais

• Grandezas diretamente proporcionais e


grandezas inversamente proporcionais
1. Grandezas proporcionais, EF09MA05
• Porcentagem 9
aumentos e descontos EF09MA08
• Aumentos e descontos simples
• Aumentos e descontos sucessivos
10. Matemática
financeira

• Juros simples, sua fórmula e seu gráfico


EF09MA05
2. Juros simples e compostos • Juros compostos e sua fórmula EF09MA06
9
• Situações-problema

IV MATEMÁTICA

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Conheça as seções, os boxes e os ícones do seu livro

ATIVIDADES PARA SABER MAIS


Geralmente esta seção está no final de cada Indica o momento de aprofundar ou ampliar
capítulo. Seu objetivo é levá-lo a rever os con- algum aspecto do conteúdo que você está
teúdos estudados. estudando no capítulo.

INTERAÇÃO CONEXÃO
Quando aparecer esta seção, será proposto um Este é um espaço que apresenta texto e
trabalho em grupo, como debate, pesquisa e atividades que fazem a articulação entre
elaboração de painel. diversos conteúdos.

PARA IR ALÉM COLOCANDO EM PRÁTICA


Aqui você encontra dicas de leituras, músicas É um espaço que apresenta exercícios resolvidos
ou vídeos para aprofundar seu conhecimento. para você compreender a sua sistematização.

TER ATITUDE DESENVOLVER E APLICAR


Esta seção apresenta uma proposta para um Esta seção propõe atividades investigativas e
trabalho prático. motivadoras para você resolver individualmente.

DE OLHO NA PROVA EM TEMPO

É uma seção exclusiva para o 9.º ano e apre- É o momento de recordar uma ideia ou uma
senta questões de provas para auxiliar você a fórmula já estudada. Pode apresentar, também,
ingressar no Ensino Médio. a explicação ou o significado de um termo ou
de um conteúdo apresentado no texto.

Quando aparecer este ícone, será a hora Este ícone indica que há uma Realidade
de exercitar a oralidade com os colegas aumentada que pode ser acessada com
de turma. o celular ou tablet.

VAMOS PRATICAR MAIS?


Esta seção aparece quando há necessi-
ER
AZ

F dade de explicar os procedimentos para Esta seção apresenta exercícios mais


COMO
realização de uma atividade. desafiadores e de fixação que devem ser
resolvidos no caderno.

MATEMÁTICA E TECNOLOGIA Este ícone indica o


desenvolvimento
É um espaço que apresenta relações entre o conteúdo que você da educação para o
está estudando e as tecnologias referentes a ele. consumo consciente.

MATEMÁTICA V

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Anotações

VI MATEMÁTICA

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s
ustwo game
Matemática
Unidade 4 | Funções
Capítulo 1 | Noção de função ................................................................................... 70
Capítulo 2 | Funções polinomiais do 1.º grau .................................................. 79
Capítulo 3 | Funções polinomiais do 2.º grau .................................................. 91
Unidade 5 | Proporções geométricas
Capítulo 1 | Razão e proporção............................................................................. 106
Capítulo 2 | Teoremas de proporção ................................................................ 118
Unidade 6 | Polígonos regulares
Capítulo 1 | Definições............................................................................................... 131
Capítulo 2 | Relações métricas.............................................................................. 141

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Objetivos do capítulo • Relação de dependência
• Lei da função
• Domínio, imagem e contradomínio
• Entender o conceito de de uma função
função.
• Reconhecer quando uma
relação é uma função.
• Reconhecer domínio,
contradomínio e conjunto
imagem de uma função.
• Resolver situações-problema
que envolvam a noção de
função.

Realidade aumentada
• Jogo da função

Encaminhamento
metodológico
Neste capítulo será
trabalhada a habilidade
EF09MA06, indicada na
Escola Digital
BNCC. Essa é a habilidade
de compreender as funções
como relações de dependência
unívoca entre duas variáveis e as
suas representações numérica, idade

4
un

algébrica e gráfica e, além


disso, utilizar esse conceito para
analisar situações que envolvam
relações funcionais entre duas
variáveis. Funç
Este capítulo tem foco na õ es
conceituação de função. No
rstock
texto inicial, o tema videogame FastMotion
/Shutte

pode ser usado para incentivar


a pesquisa sobre linguagem
1. Noção de função
de programação e as relações Os jogos de videogame apareceram em torno de 1950. Surgiram da evolução da linguagem utilizada
em computadores para uma linguagem que favorecia as interações entre usuário e máquina. Hoje, os jogos
com o conteúdo de funções. são diversos e podem ser jogados tanto em videogames conectados a telas quanto em computadores. A
Esse conteúdo é uma das bases linguagem de programação obedece a uma lógica utilizada em funções: tem-se um comando, baseado em
uma regra, que gera um resultado.
para a criação de algoritmos e Você sabe como é feito um jogo de videogame ou de computador? Você já ouviu falar de linguagem
linguagens de programação de programação?
utilizadas na área de computa-
ção. Outra possível abordagem 70

para a linguagem de progra-


mação é o uso do software
Scratch, criado em 2007, com
interações e comandos simples
a fim de introduzir o conceito
de algoritmo de programação.
O Scratch está disponível no link
a seguir.
• https://scratch.mit.edu/.

70 MATEMÁTICA

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Relação de dependência Resposta
No cotidiano, diversas situações dependem de fatores externos para acontecer. Por exemplo, A resposta para o segundo
para ir à praia, geralmente dependemos do clima: um dia ensolarado é ideal para aproveitar a praia, ícone Oralidade é pessoal.
ao contrário de um dia chuvoso. Desse modo, a ida à praia depende da variável clima. Podemos dizer Estimule os alunos a discutir
também que a ida à praia está em função do clima. Esse é um conceito que será visto ao longo deste
sobre tarifas, pagamentos de
capítulo e que está presente em situações nas quais relacionamos grandezas variáveis.
salários e outras situações em
Observe a sequência a seguir.
que o resultado depende de
uma variável.
Dica para ampliar
o trabalho
No link a seguir, você pode
Figura 1. Figura 2. Figura 3.
conferir, por meio de exemplos,
o que é uma função.
Agora, considere esta tabela com a quantidade de bolinhas das figuras em relação à posição que • https://pt.khanacademy.
elas se encontram: org/math/algebra/
algebra-functions/
Posição da figura (F) Quantidade de bolinhas
Observação: Em uma sequência, a
evaluating-functions/v/
1 3 what-is-a-function.
disposição de números, figuras etc. é cha-
2 5 mada de ordem ou posição.
3 7

Quantas bolinhas haverá na figura de posição 4? E na figura de posição 10?

Se observarmos a sequência das figuras, podemos perceber que há uma relação entre a grandeza
posição da figura e a grandeza quantidade de bolinhas. Considere Q como a quantidade de bolinhas em
determinada posição (1, 2, 3 etc.). Observe:

Q1 = 1 + 1 + 1

A posição da figura se repete e uma unidade é somada.


Q2 = 2 + 2 + 1 Se substituirmos quantidade de bolinhas por y e posição da
figura por x, tem-se y = x + x + 1 ou y = 2x + 1.

Q3 = 3 + 3 + 1

Dessa forma, a quantidade y de bolinhas da figura dependerá da posição x em que ela se encontra.
Para responder às perguntas anteriores, podemos fazer substituições. Observe a seguir.
F4 ⇒ y = 2x + 1 ⇒ y = 2 · 4 + 1 = 9
F10 ⇒ y = 2x + 1 ⇒ y = 2 · 10 + 1 = 21

Em quais outras situações você encontra uma relação de dependência?

MATEMÁTICA 71

Encaminhamento metodológico
Questione os alunos sobre o que é uma função em Matemática. Explique a eles
que é uma correspondência entre dois conjuntos. Se possível, reescreva a sequência e a
tabela com os alunos completando-a com números maiores. Ajude-os a compreender a
relação entre a sequência e a posição em que se encontra a imagem, conforme resolu-
ção indicada no Livro do aluno. Aborde todas as notações possíveis para funções e
reforce que, independentemente da letra que representa a variável, o que importa é
identificar o termo dependente e o termo independente.
Retome com os alunos o conceito de relações entre 1· ·3
conjuntos e represente na forma de diagrama os dados
2· ·5
apresentados na tabela, conforme o exemplo a seguir.
3· ·7

MATEMÁTICA 71

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Encaminhamento Funções
metodológico Considerando os valores da tabela do exemplo anterior, podemos notar que, quando variamos
a posição da figura, a quantidade de bolinhas que compõem a figura também varia. Dizemos que a
Nesta página, apresenta-
quantidade de bolinhas da figura é dada em função da posição em que ela se encontra. Cada posição
mos aos alunos o significado de dada para a figura corresponde a um único valor para a quantidade de bolinhas.
Lei de formação de uma função.
A equação que fornece a quantidade de bolinhas y em função da posição x da figura é dada por
O exemplo apresentado é uma y = 2x + 1, também denominada lei da função ou lei de formação da função.
função afim, mas é importante
y = 2x + 1
ressaltar que função é qualquer
relação de dependência entre Variável independente.
variáveis e que existem outros Variável dependente.
tipos de lei de formação, como
eles poderão acompanhar em
conteúdos futuros. Comente Em funções, f(x) tem o mesmo significado de y e indica que a lei de formação da função de-
com os alunos a notação de pende da variável que está entre parênteses.
função f(x). Os alunos podem
ter dificuldade em abstrair esse
ATIVIDADES
conceito.
Resposta 1. Considere a sequência –3, 0, 3, 6, 9, 12.
a) Esta sequência aumenta de quanto em quanto?
1. b) Com a informação do item a, é possível escrever uma lei de formação para esta sequência?
a) Aumenta de 3 em 3. Se sim, escreva-a.

b) Sim, se a sequência aumenta Agora observe a situação a seguir. Dada a função f(x) = x + 2 (ou y = x + 2), vamos elaborar uma
de 3 em 3, significa que é tabela para facilitar os cálculos e determinar o valor da função quando a variável independente x assume
um número acrescido de 3 valores arbitrários. Isso significa que estamos indicando valores quaisquer de x que sejam convenientes
unidades, ou seja, y = x + 3. para estudar a função.

x y = f(x) = x + 2 y
Podemos relacionar os valores de x e y
0 f(0) = 0 + 2 2 em dois conjuntos (A e B) que chamamos de
5 f(5) = 5 + 2 7 diagrama.
6 f(6) = 6 + 2 8

Estabelecemos, desse modo, a relação A em B a seguir:


A B
Características desta relação:
2
0 • Todos os elementos de A estão asso-
7
5 ciados a elementos de B.
8
6 • Cada elemento de A está associado a
4
somente um elemento de B.

EF21_9_MAT_L2_U4_01
3

72 MATEMÁTICA

72 MATEMÁTICA

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Nessas condições, dizemos que a relação de A em B é uma função de A em B e escrevemos:
1
f: A ⇒ B (lê-se: f é uma função de A em B). c) , com x ≠ 0
Portanto: x
x
d) y = + 5
A relação em que cada elemento de A relaciona-se a um único elemento de B é chamada 2
função de A em B.

Retomando a situação dada anteriormente, considere as seguintes informações:


• Chama-se domínio o conjunto de todos os elementos do conjunto A, ou seja, D = {0, 5, 6}.
• Chama-se imagem o conjunto de todos os valores em B correspondentes ao conjunto A, neste
caso Im = {2, 7 e 8}.
• O conjunto B é chamado de contradomínio, neste caso CD = {2, 3, 4, 7, 8}.
Portanto:

Domínio é o conjunto de valores que a variável pode assumir, dada uma função. Imagem é o
conjunto de valores de y que correspondem ao valor x, atribuído em uma função. Contradomínio
é o conjunto de todos os elementos onde se encontram os elementos do conjunto imagem.

 Exemplo
1. Determine se as relações a seguir são funções ou não. Justifique.
a) A B b) A B c) A B

4 4
–1 –1 –1 2
3 5
0 0 0 5
5 8
3 3 3 6
6 9

Solução:
Para resolver estes exercícios, devemos observar a) Não é função porque um dos elementos tem
o diagrama de partida das flechas e o diagrama mais de um valor correspondente em B.
de chegada das flechas. Uma relação só é con- b) É função, pois para cada elemento em A
siderada uma função quando cada elemento existe apenas um elemento em B. D = { –1, 0, 3},
de A tem apenas um elemento correspondente Im = {4, 5, 8} e CD = {4, 5, 8, 9}.
em B. Além disso, todo elemento de A precisa ter
elemento correspondente em B. c) Não é função, pois sobra um elemento no
conjunto A.

ATIVIDADES

1. Em seu caderno, escreva a equação mate- b) A cada número real x associar um número
mática que define cada uma das seguintes real y que representa o dobro de x menos
funções e, em seguida, represente cada uma 10.
EF21_9_MAT_L2_U4_01

EF21_9_MAT_L2_U4_01

dessas relações na forma de diagrama. c) A cada número real x, com x ≠ 0, associar


a) A cada número real x associar um número um número real y que representa o in-
real y que representa o triplo do número. verso de x.

MATEMÁTICA 73

Encaminhamento metodológico
Para o conteúdo desta página, é importante reforçar os conceitos apresentando
mais exemplos no quadro, visto que os alunos tendem a confundir os conceitos de
contradomínio e imagem. Além disso, ressalte que é convencional utilizar o conjunto
dos números reais quando o domínio não tem restrições.
Reforce que nem toda relação é considerada função. Ofereça aos alunos mais
exemplos semelhantes aos que foram apresentados no Livro do aluno para que esse
conceito seja fixado.
Resposta
1. A forma como o aluno vai construir os diagramas depende do valor que eles vão
atribuir a cada variável.
a) y = 3x
b) y = 2x – 10

MATEMÁTICA 73

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Resposta 2. Quando a um número real associamos o seu dobro diminuído de 5 unidades, temos uma função
As respostas para a seção definida pela equação matemática y = 2x – 5. Determine em seu caderno:
Atividades são: a) o domínio dessa função.
5
2. b) a imagem do número pela função.
2
a) D =  c) o número real x cuja imagem pela função é igual a –1.
d) o número real x cuja imagem pela função é igual a 0,5.
b) y = 0
3. Uma função f tem como domínio D = {–1, 0, 1, 2} e é definida por y = 2x + 1. Determine em seu
c) x = 2 caderno o conjunto imagem de f.
11
d) x =
4
3. Im(f ) = {–1, 1, 3, 5} INTERAÇÃO
As respostas para a seção Reúnam-se em duplas para resolver a situação a seguir.
Interação são: Você já ouviu falar de consumo consciente? Existem várias iniciativas que se relacionam com o
1. consumo consciente: reciclagem, reutilização de produtos, compra de produtos com embalagens
retornáveis etc. Além dessas, uma forma de consumo consciente que está se tornando mais fre-
a) As respostas estão no Livro quente atualmente é o aluguel de roupas comuns do cotidiano. Essa prática ajuda na manutenção
do aluno. do meio ambiente e na economia dos próprios usuários.
b) y = 10 + 5x 1. Observem como cobram as lojas a seguir:
c) y = 2 + 7x Loja Moda do bem: uma taxa fixa no valor de dez reais mais cinco reais por cada dia que o cliente
d) Depende da quantidade de ficar com a peça emprestada.
dias durante os quais o cliente Loja O bem da moda: Uma taxa fixa no valor de dois reais mais sete reais por cada dia que o cliente
ficar com a peça emprestada.
ficará com a roupa alugada.
No caso da loja Moda do bem, a) Preencham a tabela a seguir comparando o valor das duas lojas:
ela é mais vantajosa a partir do Dias
quarto dia, enquanto a loja O 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Loja
bem da moda é mais vantajosa Moda do bem 15 20 25 30 35 40 45 50 55
até o quarto dia.
O bem da moda 9 16 23 30 37 44 51 58 65

b) Qual a lei de formação da loja Moda do bem?

c) Qual a lei de formação da loja O bem da moda?

d) Qual das duas é mais vantajosa?

EF21_9_MAT_L2_U4_01
74 MATEMÁTICA

74 MATEMÁTICA

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DESENVOLVER E APLICAR 2. Resposta pessoal.

Leia o texto a seguir.


3. Resposta pessoal.
As respostas para a seção
Qual é o peso ideal das mochilas escolares?
Atividades são:
[...] Pesquisadores do Cincinnati Children’s
Hospital, nos Estados Unidos, avaliaram crian- 1.
ças que deram entrada no pronto-socorro do
hospital com dores nos ombros e constata-
a) O número seguinte é o

k
número anterior multiplicado

ages / S h u t t e r s t o c
ram que 23% delas tinham lesões causadas
pelo uso impróprio da mochila, segundo por 7.
o Hospital do Coração. De acordo com a b) 16 807

n es s I m
Organização Mundial da Saúde (OMS), o
uso inadequado de mochilas é um dos c) y = 7x

B u si
motivos que levam 85% da população a 2. y = x2

key
on
sofrer de dores nas costas. [...] A Sociedade

M
Brasileira de Ortopedia e Traumatologia diz que o ideal é que a
criança ou adolescente carregue até 10% do peso corporal. Orientação para RA
QUAL é o peso ideal das mochilas escolares? Portal Unimed. Viver bem. 13 fev. 2013. Disponível em: https://www.unimed. Esta Realidade aumentada
coop.br/web/nortedeminas/viver-bem/saude-em-pauta/qual-e-o-peso-ideal-das-mochilas-escolare-1. Acesso em: 2 out. 2019. propõe ao aluno que resolva
1. Com base no texto sobre o peso ideal da mochila, determine a lei de formação que calcula o situações utilizando o pensa-
peso ideal da mochila de um estudante em função do peso corporal dele. mento lógico.
Dica para ampliar
o trabalho
2. Considerando o seu peso, qual é o peso ideal da sua mochila? Para um direcionamento
sobre investigação matemática
e modelagem, acesse o artigo
Modelagem matemática no
3. Partindo do texto, foi possível obter uma informação e propor uma função para calcular o Ensino Fundamental, de Carla
problema. Essa foi uma proposta de investigação matemática. Observe as situações do seu Roque, disponível no link a
cotidiano e dos seus colegas e proponha uma investigação matemática por meio da qual se seguir.
obtenha uma função.
• http://www.gestaoescolar.
diaadia.pr.gov.br/arquivos/
File/producoes_pde/artigo_
ATIVIDADES carla_cristina_escorsin_roque.
1. Observe a tabela a seguir e responda às a) Qual é a lógica dessa tabela? pdf.
questões em seu caderno. b) Qual seria o valor correspondente a 5 na
primeira linha?
1 2 3 4 c) Qual é a lei de formação?
2. A área de um quadrado é dada em função do
seu lado. Sendo y a área e sendo x a medida
EF21_9_MAT_L2_U4_01

EF21_9_MAT_L2_U4_01

7 49 343 2 401
do lado, qual é a equação matemática dessa
função? Registre em seu caderno.

MATEMÁTICA 75

Encaminhamento metodológico
Na seção Desenvolver e aplicar o aluno deve ler o texto e concluir que a variável
independente é o peso do indivíduo e a variável dependente é o peso da mochila. Na
questão 3 dessa seção, propõe-se aos alunos que façam uma investigação matemática.
Auxilie-os na pesquisa e, se possível, dê sugestões de situações-problema. Pode ser um
problema de área, um problema financeiro de custos ou juros simples e até mesmo
a relação entre o pé e o tamanho do sapato. Essa atividade dá subsídios para que se
desenvolva a habilidade EF09MA06, proposta na BNCC.
Resposta
As respostas para a seção Desenvolver e aplicar são:
1. Podemos considerar y = 0,1x, com x sendo o peso corporal. O aluno ainda pode
escolher usar f(x) = 0,1x. Se possível, sugira aos alunos que usem variáveis que
representem essa situação, por exemplo: M(p) = 0,1p. Outra possibilidade é que usem:
10
y= x e demais variações.
100

MATEMÁTICA 75

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Resposta 3. Considere a figura a seguir. c) o número real x cuja imagem pela função
é igual a –1.
As respostas para a seção d) o número real x cuja imagem pela função
x
Atividades são: 3
é igual a 0,5.
3. 7. Dados os conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 3,
4x
3x 4, 5, 6, 7, 8, 9}, determine o conjunto imagem
a) y = 4x2 – a) Representando por y a área da parte pin- da função f : A → B definida pelas equações
2 tada de laranja, determine a equação que matemáticas:
b) y = 58 cm2 expressa y em função de x. a) y = x
b) Por essa função, qual é o valor de y corres- b) y = 2x
4. D = A = {2, 4, 7} pondente a x = 4 cm?
c) y = x2
Im = {–1, 0, 6} 4. Dada a função f: A → B representada pelo
d) y = 2x + 3
CD = {–1, 1, 0, 2, 3, 6} diagrama a seguir, determine o domínio, a
imagem e o contradomínio. 8. O diagrama a seguir representa uma função
5. Im = {–3, –1, 1, 3} A B de A em B.
–1
A B
6. 2 1
4 0
–1 1
a) D =  7 2
0
0
b) y = 10 3
6
1
2 4
c) x = –3 5. Uma função f tem como domínio D = {–1, 0,
9 1, 2} e é definida por y = 2x – 1. Determine o
d) x = −
4 conjunto imagem de f. Com base no diagrama, determine:
7. 6. Quando a um número real associamos o seu a) a imagem de –1.
dobro aumentado de 5 unidades, temos uma b) a imagem de 2.
a) Im = {1, 2, 3} função definida pela equação matemática
c) o domínio da função.
b) Im = {2, 4, 6} y = 2x + 5. Determine:
d) o contradomínio da função.
c) Im = {1, 4, 9} a) o domínio dessa função. e) a imagem da função.
5
d) Im = {5, 7, 9} b) a imagem do número pela função.
2
8.
a) 1
DE OLHO NA PROVA
b) 4
c) {–1, 0, 1, 2} 1. (EPCAR-2017) João, ao perceber que seu carro apresentara um defeito, optou por alugar um veículo
para cumprir seus compromissos de trabalho. A locadora, então, lhe apresentou duas propostas:
d) {1, 0, 4}
e) {1, 0, 4} • plano A, no qual é cobrado um valor fixo de R$50,00 mais R$1,60 por quilômetro rodado.
• plano B, no qual é cobrado um valor fixo de R$64,00 mais R$1,20 por quilômetro rodado.
A resposta para a seção De
olho na prova é: João observou que, para certo deslocamento que totalizava k quilômetros, era indiferente
1. D optar pelo plano A ou pelo plano B, pois o valor final a ser pago seria o mesmo.
É correto afirmar que k é um número racional entre

EF21_9_MAT_L2_U4_01
a) 14, 5 e 20. b) 20 e 25,5. c) 25,5 e 31. d) 31 e 36,5.

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VAMOS PRATICAR MAIS? 3.
6. (UCS) O salário mensal de um vendedor é de
R$750,00 fixos mais 2,5% sobre o valor total, a) Im = {3, 4, 5}
1. Uma função é definida pela equação ma-
temática y = 1 + 2x, com o domínio D = . em reais, das vendas que ele efetuar durante b) Im = {5}
o mês. Em um mês em que suas vendas to-
Nessas condições: c) Im = {1, 8}
talizarem x reais, o salário do vendedor será
a) Qual é a imagem do número real 1 pela
função?
dado pela expressão: d) Im = {2, 5}
b) Qual é a imagem do número 2 pela a) 750 + 2,5x 4.
função? b) 750 + 0,25x
c) Qual é a imagem do número –2 pela a) D = 
c) 750,25x
função? b) y = 21
d) 750 · (0,25x)
d) Qual é o número real x cuja imagem pela
função é igual a 0? e) 750 + 0,025x c) x = ±2
2. Dada a função f: A → B representada pelo 7. (FGV) Uma fábrica de panelas opera com um d) y = 3
custo fixo mensal de R$9.800,00 e um custo
diagrama a seguir, determine seu domínio,
variável por panela de R$45,00. Cada panela
e) x = ±2 2
sua imagem e seu contradomínio.
A B é vendida por R$65,00. Seja x a quantidade f) y = 5
que deve ser produzida e vendida mensal- g) x = ±4
1
1 mente para que o lucro mensal seja igual a
3
2
6 20% da receita. A soma dos algarismos de h) y = 5
6 7 x é: i) x = ±7
9
a) 2 b) 3 5. B
12
c) 4 d) 5
3. Dados os conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 3, e) 6 6. E
4, 5, 6, 7, 8, 9}, determine o conjunto imagem
da função f: A → B definida pelas equações
8. (Enem) Os sistemas de cobrança dos serviços 7. D
de táxi nas cidades A e B são distintos. Uma
matemáticas: 8. E
corrida de táxi na cidade A é calculada pelo
a) y = x + 2 b) y = 5x valor fixo da bandeirada, que é de R$3,45,
c) y = x3 d) y = x2 + 1 9. E
mais R$2,05 por quilômetro rodado. Na ci-
4. Uma função f tem como domínio os núme- dade B, a corrida é calculada pelo valor fixo
ros reais e é dada por f(x) = 2x2 + 3. da bandeirada, que é de R$3,60, mais R$1,90
Determine: por quilômetro rodado. Uma pessoa utili-
a) domínio de f. zou o serviço de táxi nas duas cidades para
b) o valor de y quando x = 3. percorrer a mesma distância de 6 km. Qual
c) o valor de x quando f(x) = 11. o valor que mais se aproxima da diferença,
d) o valor de y quando x = 0. em reais, entre as médias do custo por qui-
e) o valor de x quando f(x) = 19. lômetro rodado ao final das duas corridas?
f) o valor de y quando x = –1. a) 0,75 b) 0,45
g) o valor de x quando y = 35. c) 0,38 d) 0,33
h) o valor de y quando x = 1.
e) 0,13
i) o valor de x quando y = 101.
5. (Fuvest) A função que representa o valor a 9. (PUC-RIO-2017) Considere a função real da
ser pago após um desconto de 3% sobre o forma f(x) = ax + b. Sabendo que f(1) = –1 e
valor x de uma mercadoria é: f(0) = 2, qual é o valor do produto a . b?
EF21_9_MAT_L2_U4_01

EF21_9_MAT_L2_U4_01

a) f(x) = x – 3 b) f(x) = 0,97x a) 1 b) 6


c) f(x) = 1,3x d) f(x) = – 3x c) – 3 d) – 4
e) f(x) = 1,03x e) – 6

MATEMÁTICA 77

Resposta
1.
a) 3
b) 5
c) –3
1
d) −
2
2.
D = A = {1, 3, 6}
Im = {1, 6, 12}
CD = {1, 2, 6, 7, 9, 12}

MATEMÁTICA 77

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Noção de função – Relacionando conceitos

FUNÇÃO é uma relação dada por lei da função


variável
em forma de
independente
entre
equação com

variável
duas grandezas variáveis
dependente

tendo
domínio contradomínio
imagem
sendo sendo
sendo

conjunto conjunto os valores

de de que o

valores segundo
valores
elemento
que a
resultantes do
pode
variável
primeiro assumir
pode elemento

aplicado na
assumir

equação

78 MATEMÁTICA

78 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 78 09/12/2020 18:14:34


• Função do 1.° grau
• Gráficos de funções afins
Realidade aumentada
no plano cartesiano
• Zero ou raiz da função afim
• Domínio e imagem de uma
• Estudo do sinal da função afim relação

Encaminhamento
metodológico
Neste capítulo será traba-
lhada a habilidade EF09MA06,
indicada na BNCC. Essa é a
habilidade de compreender
as funções como relações de
dependência unívoca entre
duas variáveis e as suas repre-
sentações numérica, algébrica e
gráfica e, além disso, utilizar esse
conceito para analisar situações
que envolvam relações funcio-
nais entre duas variáveis.
Este capítulo tem foco no
estudo da função afim. No texto
inicial, converse com os alunos
sobre as taxas em vários serviços
Escola Digital
de mobilidade, que podem
ser calculadas por uma função
afim. Além disso, comente que
o patinete elétrico, se usado
idade corretamente, na velocidade
4
un

adequada e com o uso de


equipamentos de proteção,
ajuda muito no trânsito das
grandes cidades.
Funç
õ es
stock
Shutter
FXQuadro/

2. Funções polinomiais do 1.° grau


Atualmente, em muitas cidades do Brasil e do mundo, é comum o aluguel de patinetes elétricos para
mobilidade urbana. Para usá-los, basta baixar um aplicativo de celular e criar uma conta. Os créditos podem
ser pagos com cartão (crédito ou débito) ou boleto. Os valores variam de acordo com a empresa que loca o
patinete, mas sempre há uma taxa fixa para desbloqueio e uma taxa que varia por minuto utilizando o patinete.
Você já viu esses patinetes? Será que existe uma função que expresse o valor a ser pago na locação do
patinete?

79

Objetivos do capítulo
• Reconhecer uma função afim.
• Reconhecer uma função linear.
• Identificar o gráfico de uma função afim.
• Construir gráficos de funções afins.
• Identificar o zero de uma função afim.
• Determinar algebricamente o zero de uma função afim.
• Determinar os valores para os quais uma função afim é negativa, nula ou positiva.
• Resolver situações-problema que envolvam o conceito de função afim.

MATEMÁTICA 79

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 79 09/12/2020 18:15:13


Encaminhamento
Função do 1.º grau
metodológico Considere este exemplo da situação apresentada na abertura:
Uma empresa cobra uma taxa fixa de R$3,00 para desbloquear o patinete e R$0,50 por minuto de
Enfatize a mudança de locação. Nessas condições, a função utilizada para calcular o valor a ser pago pode ser definida por:
variável, apresentada nos y = 0,5x + 3 ou f(x) = 0,5x + 3
exemplos. Os alunos costumam Essa é uma função afim em que o valor final a ser pago depende do tempo que o usuário ficou
ter dificuldades de compreen- com o patinete locado.
der que, independentemente De forma geral, podemos dizer que:
da letra utilizada na função, ela
• Uma função é denominada afim quando é definida pela equação do 1.º grau y = ax + b ou
continua sendo uma função e f(x) = ax + b, com a e b reais e a ≠ 0.
o procedimento de resolução
• Uma função f denomina-se linear quando é definida pela equação do 1.º grau y = ax + b ou
continua sendo o mesmo. f(x) = ax + b, com a e b ∈ , a ≠ 0 e b = 0.
Faça o resgate das funções
do 1.° grau reforçando o que  Exemplos:
é função linear e função não
linear. Se julgar necessário, Função afim Classificação
apresente aos alunos mais x
f(x) = linear
exemplos, como: 2
x
• y  5 y = –2x + 3 não linear
3 f(t) = 5t + 1 não linear
• y = 3 – 5x y=x linear
• y = –3x + 8
Para encontrar o valor da função para determinado número, devemos substituir o valor dado na
• y=x variável da função.
• y = –x  Exemplo:
Encontre o valor de y para x = 3 em y = 3x – 1 e f(x) = –2x.
Resposta
Solução:
1. x = 11 y = 3 · 3 – 1 = 8 e f(3) = –2 · 3 = –6
2. a = 2 ATIVIDADES

Sugestão de atividade 1. Qual é o valor de x tal que f(x) = 50, sendo a função f(x)= −5 + 5x?

1. Verifique quais das funções


afins abaixo são lineares.
a) y = 5x + 1
b) y=x–3 2. Se uma função do primeiro grau é da forma f(x) = ax + b, tal que b = 7 e f(2) = 11, obtenha o
valor da constante a.
c) y = 3x

EF21_9_MAT_L2_U4_02
d) y=x+1
e) y=–x
 Solução:
Funções lineares: C, E. 80 MATEMÁTICA

2. Calcule o valor da função da


atividade 1 quando x = 0, x = 3
e x = 2.

 Solução:
– 5; 10; 5

80 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 80 09/12/2020 18:15:18


Gráficos de funções afins no plano cartesiano
No plano cartesiano, podemos construir o gráfico de uma função afim. Para isso:
• atribuímos valores arbitrários para x (esses valores devem pertencer ao domínio da função);
• obtemos os valores correspondentes para y (são imagens dos valores de x pela função dada);
• a cada par ordenado (x, y) associamos um ponto do plano cartesiano.
 Exemplo:
Construa o gráfico da função definida pela equação y = 2x. Assim:
y
y = 2x
6
D

x y = F(x) = 2x (x, y) Ponto


2 –2 y = 2 · (–2) (– 2, – 4) A
C

–2 B 0 y = 2 · (0) (0, 0) B
0 1 3 x
1 y = 2 · (1) (1, 2) C
3 y = 2 · (3) (3, 6) D
A –4
Pares ordenados
Valores arbitrários de x. obtidos.

Considerando que o gráfico da função afim é uma reta, precisamos de quantos pontos para
determiná-lo?

COLOCANDO EM PRÁTICA

1. Construa no plano cartesiano o gráfico da função definida pela equação y = –3x + 2.


 Solução:
y
y = –3x + 2

5
D
x y = –3x + 2 (x, y) Ponto
1 –1 (1, –1) A 2
C
2 –4 (2, –4) B
0 2 (0, 2) C –1 0 1 2 x
–1
–1 5 (–1, 5) D A

–4
B
EF21_9_MAT_L2_U4_02

EF21_9_MAT_L2_U4_02

O conjunto dos infinitos pontos colineares aos pontos A, B, C, D denomina-se gráfico da função
definida pela equação y = – 3x + 2.

MATEMÁTICA 81

Encaminhamento metodológico
A análise de gráficos dará suporte a todos os estudos futuros do conteúdo de
funções. Enfatize esses conceitos trabalhando com os alunos a importância de identifi-
car os coeficientes, pois eles influenciam o comportamento de uma função.
Resposta
A resposta para o ícone Oralidade é:
Precisamos de apenas dois pontos.

MATEMÁTICA 81

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 81 09/12/2020 18:15:19


Encaminhamento ATIVIDADES
metodológico 1. Em seu caderno, construa no plano cartesiano o gráfico das funções afins a seguir:
Na seção Interação, os a) y = –4x b) y = 3x + 2 c) y = 3x + 2
alunos farão a construção do
gráfico de uma função. Proponha d) y = x + 5 e) y = 2x + 5 f) f(x) = –5x – 3
a discussão entre eles para que
cheguem a um consenso na Zero ou raiz da função afim
resposta. Explique que, no gráfico,
não foram representados todos Denomina-se zero ou raiz de uma função afim, definida pela equação y = ax + b ou f(x) = ax + b,
os possíveis valores nem para as o valor de x que anula a equação, ou seja, quando y = 0 ou f(x) = 0.
idades nem para as frequências  Exemplos:
e, por isso, o eixo y tem uma 2) Determine a raiz da função f(x)= –2x + 1.
1) Determine o zero ou a raiz da função definida
pequena inclinação. Se desejar, pela equação y = 2x – 3.
após a construção do gráfico, Solução:
você poderá explorá-lo, pergun- Solução: Vamos resolver a equação –2x + 1 = 0, pois, como
tando aos alunos, por exemplo: Para determinar, algebricamente, o zero ou a queremos encontrar a raiz dessa função, preci-
À medida que a pessoa vai ficando raiz da função definida pela equação y = 2x – 3, samos igualá-la a zero. Resolvendo-a, temos:
mais velha, a frequência cardíaca é necessário resolver a equação 2x – 3 = 0. – 2x +1 = 0 ⇒ – 2x = – 1 ⇒ x =
1
máxima aumenta ou diminui? 3 2
2x – 3 = 0 ⇒ 2x = 3 ⇒ x =
Para a resolução da 2 1 
3 Logo, f   = 0.
atividade proposta na seção Portanto, quando x = , a função y = 2x – 3 é 2
Atividades, é possível solicitar 2
igual a zero.
aos alunos que construam os
gráficos no GeoGebra para que INTERAÇÃO
eles possam manipulá-los e
explorá-los. Reúnam-se em grupos e respondam às atividades a seguir.
Resposta A equação de Karvonen (Fmáx = 220 – idade) é utilizada para calcular a frequência cardíaca
máxima, em batimentos por minuto, de um adulto de forma rápida. Sabendo disso, respondam
As respostas para a seção em seus cadernos:
Atividades são: a) Qual é a frequência cardíaca máxima de uma pessoa de 40 anos?
b) Quantos anos tem uma pessoa cuja frequência cardíaca máxima é 198 batimentos cardíacos
a) x y por minuto?
0 0 c) Preencha a tabela a seguir com a frequência cardíaca máxima de indivíduos que tenham
de 20 a 25 anos.
–1 4
y
Idade 20 21 22 23 24 25
4
Frequência 200 199 198 197 196 195
3

2
d) Com os dados da tabela do item c, é possível construir um gráfico que represente essa função.
1 Para isso, determinem três pares ordenados considerando os valores da idade para x e da
–1 0 1 x
frequência para y. y (fcm)
A( , ) B( , ) C( , )
Agora, localizem os pares ordenados no plano cartesiano. 200
199
Verifiquem se os pontos ficaram alinhados. Usando uma 198
b) x y régua, tracem uma reta unindo os pontos representados. 197

EF21_9_MAT_L2_U4_02
196
Quantos pontos, no mínimo, você precisa representar
0 6 195
para conseguir traçar o gráfico de uma função como essa? 194
3 0 Justifique sua resposta.
193
18 19 20 21 22 23 24 25 x (idade)
y

6
82 MATEMÁTICA

d) x y e) x y f) x y As respostas para a seção


Interação são:
0 3 x
0 5 0 5 0 –3
a) 180 batimentos por minuto.
–5 0 –3 –1 –1 2
c) x y y y
b) 22 anos.
6 y
6
0 2 5
5
3 c) A resposta está no Livro do
–1 –1
4
3
4 2 aluno.
3
2
1 2
1
d) A (20, 200), B (21, 199),
y –6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 x
1 –2 –1 0 1 2 3 x C (22, 198)
–1
x –1
4 –2
–3
–4 –3 –2 –1 0 1
–1
–2
e) Sim, os pontos ficaram
3
2
–2
–3 –3
alinhados. Precisa-se de, no
1
mínimo, dois pontos para
–2 –1
0
0 1
esboçar o gráfico de uma reta.
x
–1
–2
–3

82 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 82 09/12/2020 18:15:29


Interpretação geométrica
No plano cartesiano, o zero ou a raiz da função afim é a abscissa do ponto em que a reta que re-
presenta o gráfico da função corta o eixo x.
 Exemplo: y
y = 2x – 3
x y = 2x – 3 (x, y)
1 2 (1) – 3 = –1 (1, –1)
2 2 (2) – 3 = 1 (2, 1)
1
Pelo gráfico, observamos que y = 0 está no ponto associado 2
0 1 x
ao par ordenado  3 ,0 . –1
 3 , 0
2  3 2

Logo, o zero ou a raiz da função é x = .
2
Estudo do sinal da função afim
Consideremos os seguintes exemplos.
1. Dada a função afim definida pela equação y = x – 3, determine os valores de x para os quais:
• a função se anula (y = 0);
• a função é positiva (y > 0);
• a função é negativa (y < 0).
 Solução:
Inicialmente, construímos o gráfico da função no plano cartesiano.

x y=x–3 (x, y) y

0 0 – 3 = –3 (0, –3)
y = x –3
1 1 – 3 = –2 (1, –2)

Observando o gráfico, concluímos que: y>0


• a função se anula (y = 0) para x = 3;
0 1 2 3 x
• a função é positiva (y > 0) para valores de x situados –1
à direita de 3; –2 y=0
• a função é negativa (y < 0) para valores de x situados y < 0 –3
à esquerda de 3.
De forma prática, estabelecemos o seguinte esquema:
Conclusões:
y > 0 para x > 3 • y = 0 para x = 3;
y < 0 para x < 3 3 • y > 0 para x > 3;
EF21_9_MAT_L2_U4_02

EF21_9_MAT_L2_U4_02

Zero ou raiz da função. • y < 0 para x < 3.

MATEMÁTICA 83

Encaminhamento metodológico
Na interpretação geométrica do gráfico das funções, solicite aos alunos que
observem os gráficos já expostos nas páginas anteriores. Posteriormente, solicite o
mesmo para o estudo de sinais, destacando sempre quando y = 0, y < 0 e y > 0.
Orientação para RA
Esta Realidade aumentada propõe ao aluno que relacione as funções afins com
suas raízes (o valor de x para o qual a função é igual a zero) em um jogo da memória.
Sugestão de atividade
Para as funções que já apareceram no Livro do aluno como atividade e/ou exemplo
e no Livro do professor como sugestão de atividade, solicite aos alunos que construam os
gráficos e façam a interpretação geométrica e o estudo de sinais das funções.

MATEMÁTICA 83

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2. Dada a função afim definida pela equação y = –x – 3, determine os valores de x para os quais:
Encaminhamento • a função se anula (y = 0);
metodológico • a função é positiva (y > 0);
No ícone Oralidade, • a função é negativa (y < 0).
oriente os alunos na construção
 Solução:
dos gráficos sugeridos ou então
construa com eles no Geogebra. Vamos proceder de uma maneira similar à que fizemos no exemplo anterior:
Em sequência, questione-os
sobre as convergências desses
gráficos. É esperado que eles x y = –x – 3 (x, y)
percebam que todos os gráficos y
cruzam a origem do plano 0 –0 – 3 = –3 (0, –3)
cartesiano. 1 –1 – 3 = –4 (1, –4)

Dica para ampliar


o trabalho y = –x – 3
Função crescente e
Observando o gráfico, concluímos que:
decrescente y>0
• a função se anula (y = 0) para x = –3;
Como o gráfico de uma –3 0 1 x
função afim é uma reta, ela é • a função é positiva (y > 0) para valo-
res de x situados à esquerda de –3;
crescente ou decrescente para
qualquer elemento do seu • a função é negativa (y < 0) para
–3
domínio, mas, como isso não valores de x situados à direita de –3.
acontece para todas as funções, y=0 –4 y<0
o conceito de função crescente
e de função decrescente é
aplicado a intervalos do domí-
nio da função.
De forma prática, estabelecemos o seguinte esquema:
Função crescente
Uma função é crescente
em um dado intervalo [x1, x2] do Conclusões:
seu domínio quando tivermos a y > 0 para x < –3 • y = 0 para x = –3;
seguinte implicação: –3 y < 0 para x > –3 • y > 0 para x < –3;
y • y < 0 para x > –3.
y2 Zero ou raiz da função.

y1

Você sabe como é o gráfico de uma função linear?


x

EF21_9_MAT_L2_U4_02
x1 x2 x
Construa o gráfico das funções y = 2x, y = –3x e y = .
2
O que elas têm em comum?
x2 > x1 ⇒ f(x2) > f(x1)
ou:
x2 > x1 ⇒ y2 > y1 84 MATEMÁTICA

Podemos ver no gráfico


acima que, quando aumen-
tamos o valor de x, o valor de y
y1
f(x), isto é, o valor de y também
aumenta.
O ponto (x1, y1) está abaixo y2

do ponto (x2, y2), o que indica


que a função está crescendo. x1 x2 x
Função decrescente
[...]
Uma função é decrescente
em um dado intervalo [x1, x2] do Como percebemos no gráfico, quando aumentamos o valor de x, o valor de f(x),
seu domínio quando tivermos a ou seja, o valor de y pelo contrário diminui.
implicação a seguir: Neste caso, o ponto (x1, y1) está acima do ponto (x2, y2), indicando que a função
está decrescendo.
[...]
VARIAÇÃO de sinal da função polinomial do 1° grau. Matemática Didática. Disponível em: www.
matematicadidatica.com.br/FuncaoAfimVariacaoSinal.aspx. Acesso em: 5 out. 2019.

84 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 84 09/12/2020 18:15:37


ATIVIDADES
1.
1. Em seu caderno, determine algebricamente 3. Em seu caderno, faça o estudo de sinal de 1
a) –2 c) 0 xe)=
o zero das seguintes funções: cada uma das funções da atividade 1, ou seja, 3
indique em que momentos a função é igual, b) 0 d) –10
a) y = 3x + 6
maior e menor que zero.
b) y = 4x
4. Verifique, em cada situação, se o valor dado
2.
2
c) y = x corresponde à raiz da função. a) y
3 6
5
1 a) função: y = 5x + 3; raiz: –0,6.
d) y = x + 2 4
5 3
1 4
e) y = x − b) função: –3x + 4; raiz: . 2
3 3 1
0
2. Interprete geometricamente as raízes da 1 1
c) função: −2x + ; raiz: – . –4 –3 –2 –1 0 1 x
atividade 1, ou seja, construa o gráfico de 4 2 –1

cada função em seu caderno.


y
b) 2

DESENVOLVER E APLICAR
1

0
Temperatura média do planeta –2 –2 0 1 x

Vasily Smirnov/Shutterstock
pode subir 3,4 °C até 2100
–1
Um novo relatório da Organização das Nações Unidas
(ONU) aponta que a média da temperatura do planeta
poderá aumentar em até 3,4 °C até o final deste século. [...] c) y
o relatório alerta que a temperatura média global poderá 1
aumentar 3,4 °C até 2100 mesmo se governos conseguirem 0
cortar suas emissões como prometido. Segundo o docu- –3 –2 –1 0 1 2 3 4 x
mento, países precisam se esforçar ainda mais para limitar –1
o aumento em 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

TEMPERATURA média do planeta pode subir 3,4 °C até 2100. Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/
internacional/noticia/2019-09/temperatura-media-do-planeta-pode-subir-34-graus-celsius-ate-2100. Acesso em: 1° nov. 2019.
d) y
2

A unidade de medida de temperatura utilizada no Brasil é a escala Celsius, adotada na maior parte 0
do mundo. No entanto, alguns países, como os Estados Unidos da América, utilizam a escala Fahrenheit. –10 5 0 5 x

Para ler a matéria acima, alguém que não está habituado com a escala Celsius teria de converter e) y
a temperatura para a escala Fahrenheit. Esta conversão pode ser feita com uma função afim definida 2
9C
por: F = + 32.
5 1
1. Com base nas informações do texto, qual o aumento previsto da temperatura até 2 100? Escreva
em Fahrenheit. 0
–2 –2 0 1 1 x
x=
3
2. Com a ajuda do professor, pesquise as temperaturas máximas e mínimas previstas para os pró- –1
ximos 3 dias na sua cidade. Escreva, na tabela a seguir, as máximas e as mínimas encontradas
em Celsius e Fahrenheit. –2

Cidade: ____________ Dia 1 Dia 2 Dia 3 3.


EF21_9_MAT_L2_U4_02

EF21_9_MAT_L2_U4_02

Temperatura máxima ____°C ____°F ____°C ____°F ____°C ____°F a) y = 0 para x = –2; y < 0 para
Temperatura mínima ____°C ____°F ____°C ____°F ____°C ____°F x < –2; y > 0 para x > –2.
b) y = 0 para x = 0; y < 0 para
x < 0; y > 0 para x > 0.
MATEMÁTICA 85
c) y = 0 para x = 0; y < 0 para
x < 0; y > 0 para x > 0.
d) y = 0 para x = –10; y < 0 para
Encaminhamento metodológico x < –10; y > 0 para x > –10.
Na seção Desenvolver e aplicar, é importante retomar o conteúdo de medidas 1
e) y = 0 para x = ; y < 0 para
de temperatura e como se faz a conversão. Convém fazer a manipulação algébrica 3
juntamente com os alunos durante a leitura da seção. Na atividade 2 dessa seção, a 1 1
x < ; e y > 0 para x > .
intenção é de que os alunos pesquisem e façam suas conjecturas. Eles podem comparar 3 3
os resultados com os colegas e propor ampliar a pesquisa para outras regiões do Brasil 4.
e do mundo. O assunto da questão ambiental pode ser trabalhado de forma interdisci-
plinar com Geografia. a) Sim.
Essa seção dá subsídio aos alunos para desenvolver a habilidade EF09MA06, b) Sim.
proposta na BNCC, no que tange a utilização de funções para analisar situações que c) Não.
envolvam relações funcionais entre duas variáveis.
As respostas para a seção
Resposta Desenvolver e aplicar são:
1. 6,12 °F.
As respostas para a seção Atividades são:
2. Resposta pessoal.

MATEMÁTICA 85

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Resposta ATIVIDADES

1. 1. Verifique quais das funções afins a seguir são 5. Um carro se movimenta em velocidade cons-
funções lineares. tante segundo a função y = 2x + 1, em que
a) Não linear. y representa a posição do carro no instante
a) f(x)= 3x + 1
b) Não linear. x. Construa no plano cartesiano o gráfico
da posição do carro em função do tempo
c) Linear. (lembre-se de que, nesse caso, a variável x
d) Linear. assume apenas valores reais não negativos).
b) y = 4x + 2
2.
a) 4; –11
b) 6; –14
c) y = 5x
c) 5; –20
d) –8; 32
3.
d) f(x) = –9x + x
a) 6. Determine, algebricamente, em seu caderno,
y o zero ou a raiz das seguintes funções afins
2 definidas pelas equações:
1 2. Determine f(1) e f(–4) nas funções da ativi- a) y = 4x – 3
x dade anterior. b) y = –2x + 6
–3 –2 –1 0 1 2
–1 c) y = 5x – 3
–2 d) y = 3x
–3 7. Encontre o zero da função:
–4
y = 5(–3 + 6x)
b)
y
2

1
x 3. Construa, em seu caderno, o plano cartesiano
–3 –2 –1 0 1 2
–1 com o gráfico das funções:
–2 a) y = 5x – 3
–3 b) y = 3x
–4 8. Dadas as funções, encontre f(0) e sua raiz.
4. Construa, em seu caderno, no mesmo plano
cartesiano, os gráficos das funções y = 3x – 2 e a) y = 4x + 3
4. y = 2x – 1. Em seguida, observando o gráfico, b) y = –3x + 3
y responda: c) Nas situações acima, quando x = 0, temos
y = 3x –2
a) As retas que você traçou são concorrentes y = 0? Por que isso ocorre?
ou paralelas?

EF21_9_MAT_L2_U4_02
y = 2x –1
1
b) Se são concorrentes, quais são as coor-
–1 1
x denadas do ponto de encontro das duas
–1
retas?
–2

86 MATEMÁTICA
a) Concorrentes.
b) (1, 1)
5. d) x = 0
y
5
y = 2x + 1 1
7.
4
x y 2
3
8.
2 1 3 3
1
a) 3;
x =–
2 5 4
0 1 2
x b) 3; 1
c) Não, pois 0, nesses casos, não é raiz.
6.
3
a) x =
4
b) x = 3
3
c) x =
5

86 MATEMÁTICA

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9. Determine, em seu caderno, as coordenadas 13. O custo de produção de determinado pro- c)
do ponto de intersecção do eixo x com as duto para uma indústria é estipulado por y
seguintes retas, sem construir o gráfico: um valor fixo de R$150,00 mensais e outro 2

a) y = x + 4 valor que depende da quantidade produzida. 1


Sabendo que, para cada unidade produzida 0
b) y = –2x + 5 –1 0 1 2 3 x
do produto, a indústria gasta R$10,00, apre- –1
c) y = x + 6 sente uma função do 1.º grau que represente
d) y = –5x – 10 o custo total C da indústria na produção de
n unidades do produto e, além disso, deter-
y = 0 para x = 2; y < 0 para x > 2;
10. Dada a função y = x – 7, calcule os valores
mine em seu caderno: y > 0 para x < 2.
reais de x para obter:
a) y = 0 a) o custo da produção de 20 unidades do d)
y
b) y > 0 produto. 3

c) y < 0 b) o número de unidades produzidas no 2


mês, considerando um custo mensal de 1
R$4.500,00. 0
–1 0 1 2 x
14. Um fabricante vende a unidade de certo –1

produto por R$110,00. O custo total consiste


y = 0 para x = 0,75; y < 0 para
em uma taxa fixa de R$7.500,00 somada ao
custo de produção de R$60,00 por unidade. x > 0,75; y > 0 para x < 0,75.
a) Determine as funções custo, receita e e)
lucro. y
2

11. Dada a função definida por y = –2x – 8, para 1


0
quais valores reais de x tem-se y > 0? –3 –2 –1 0 1 2 x
–1

y = 0 para x = –2,25; y < 0 para


x < –2,25; y > 0 para x > –2,25.
b) Se forem vendidas 100 unidades, qual será f)
o lucro ou prejuízo do fabricante? y
10

1
A 0
0 x
12. Em seu caderno, faça a interpretação geomé- –10 –5
–5
trica e o estudo de sinais das funções a seguir.
a) y = 4x – 3 22
b) y = 2x + 2 y = 0 para x = – ; y < 0 para
c) Quantas unidades o fabricante necessita 3
x vender para obter um lucro de R$1.250,00? 22 22
c) y = − +1
2 x > – ; y > 0 para x < – .
3
3 3
d) y = −2x +
2 13. A função é C = 150 + 10n.
2 3
e) y = x + a) C = 150 + 10 (20) = 350
EF21_9_MAT_L2_U4_02

EF21_9_MAT_L2_U4_02

3 2
f) y = –3x – 22
b) 4 500 = 150 + 10n
n = 435
14.
MATEMÁTICA 87 a) Sendo x o número de
unidades:
Custo: C = 7 500 + 60x
Receita: R = 110x
Resposta
Lucro = Receita – Custo. Logo:
9. 12. L = 50x – 7 500
a) (–4, 0) c) (–6, 0) a) b) b) Para x = 100, L = –2 500.
5
b)  , 0  d) (–2, 0) y y
2
3
Logo, o fabricante terá um
2  1 2 prejuízo de R$2.500,00.
10. 0
–2 –1 0 1 2 x 1
c) 1 250 = 50x – 7 500
–1 0
a) x = 7 b) x > 7 c) x < 7 –2 –2 –1 0 1 x x = 175 unidades
–1
11. x < –4 –3
–2

y = 0 para x = 0,75; y = 0 para x = –1;


y < 0 para x < 0,75; y < 0 para x < –1;
y > 0 para x > 0,75. y > 0 para x > –1.

MATEMÁTICA 87

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Resposta 15. Uma fábrica de móveis vende mesas por 16. Os produtos farmacêuticos devem especi-
R$700,00 cada uma. O custo total de produ- ficar as dosagens recomendadas para uso
As respostas para a seção ção do fabricante consiste em uma sobretaxa de adultos e crianças. As funções a seguir
Atividades são: de R$80.000,00 somada ao custo de produ- são utilizadas para modificar a dosagem de
ção de R$300,00 por mesa. uso por adultos para a dosagem de uso por
15. crianças (y).
a) Determine uma função que represente o 1
a) L = 700x – (80 000 + 300x) lucro do fabricante. A : y = ( t +1)⋅ a
24
L = 400x – 80 000 b) Determine o número de mesas que o 1
fabricante precisa vender para obter um B : y = t⋅a
b) 60 000 = 400x – 80 000 lucro de R$60.000,00.
21
x = 350 mesas Sabendo que a denota a dosagem para
c) Calcule o lucro/prejuízo do fabricante ao adulto em miligramas e t a idade da criança
c) 100 mesas: L = 400 (100) – produzir 100 e 250 mesas. em anos, assinale a alternativa que apresenta
– 80 000 = –40 000 (prejuízo) d) Determine o número de mesas que o a idade da criança na qual as duas funções
fabricante deve produzir para atingir o especificam a mesma dosagem.
250 mesas: L = 400 (250) – ponto de equilíbrio, ou seja, não ter pre-
80 000 = 20 000 (lucro) a) 2 anos.
juízo nem lucro.
b) 6 anos.
d) 0 = 400x – 80 000
c) 7 anos.
x = 200 mesas d) 8 anos.
16. C e) 10 anos.
A resposta para a seção De
olho na prova é: DE OLHO NA PROVA
1. D
1. (FMP-2017) Considere as seguintes cinco retas do plano cartesiano, definidas pelas equações:
As respostas para a seção 1
r1: 2x + 3y = 5 r2: – x + y= 2;
Vamos praticar mais? são: 3
r3: y = x; r4: 2x = 5;
1
1. x = r5: x – y = 0;
2
2. Apenas uma das retas definidas acima NÃO é gráfico de uma função polinomial de grau 1,
y = f ( x ). Essa reta é a
a) y = 44 cm
a) r1 b) r2 c) r3
b) Área = 120 cm2
d) r4 e) r5
c) x = 8 cm

VAMOS PRATICAR MAIS?

1. D a d a a f u n ç ã o a f i m d e f i n i d a p o r Determine:
y = – 8x + 4, determine o número real x cuja a) o perímetro, se o comprimento mede
imagem pela função é igual a 0. 10 cm.
2. Em um retângulo, a largura mede 12 cm, e o b) a área, se o comprimento mede 10 cm.
comprimento mede x cm. Se você indicar o

EF21_9_MAT_L2_U4_02
c) o comprimento desse retângulo quando
perímetro desse retângulo por y, esse perí- o perímetro for 40 cm.
metro será definido pela função y = 2x + 24.

88 MATEMÁTICA

88 MATEMÁTICA

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3. Determine, algebricamente, o zero ou a raiz b) Qual será sua comissão se ele vender c) (12, 0)
das seguintes funções afins definidas pelas R$500,00 em produtos?
d) (–12, 0)
equações a seguir. 9. (CEFET-MG) Os preços dos ingressos de um
teatro nos setores 1, 2 e 3 seguem uma fun- 6.
a) y = 4x – 3 + 2 b) y = 6x – 3 ção polinomial do primeiro grau crescente a) y = 0 para x = 2
c) y = –3x + 6 d) y = 5x com a numeração dos setores. Se o preço do
4. Dada a função definida por y = –x – 8, para ingresso no setor 1 é de R$120,00 e no setor b) {x ∈  / x < 2}
quais valores reais de x tem-se y > 0? 3 é de R$400,00, então o ingresso no setor c) {x ∈  / x > 2}
2, em reais, custa
5. Determine as coordenadas do ponto de in- 7.
tersecção do eixo x com as seguintes retas, a) 140 b) 180 c) 220 d) 260
sem construir o gráfico. 10. (UPF) João resolveu fazer um grande passeio a) y = 348 cm
a) y = x + 10 b) y = – 2x + 1 de bicicleta. Saiu de casa e andou calma- b) x = 129 cm
mente, a uma velocidade (constante) de
c) y = x – 12 d) y = x + 12
20 quilômetros por hora. Meia hora depois 8.
6. A figura a seguir mostra o gráfico da fun- de ele partir, a mãe percebeu que ele havia a) y = 0,12x
ção y = –x + 2. Nessas condições, responda: esquecido o lanche. Como sabia por qual
y estrada o filho tinha ido, pegou o carro e foi b) R$60,00
à procura dele a uma velocidade (constante) 9. D
de 60 quilômetros por hora. A distância que
a mãe percorreu até encontrar João e o tem- 10. B
po que ela levou para encontrá-lo foram de:
0 2 x 11. D
a) 10 km e 30min. b) 15 km e 15min.
c) 20 km e 15min. d) 20 km e 30min. 12. D
a) Para qual valor real de x temos y = 0? e) 20 km e 1h.
b) Para quais valores reais de x temos y > 0? 11. (UECE) Em uma corrida de táxi, é cobrado
um valor inicial fixo, chamado de bandei-
c) Para quais valores reais de x temos y < 0?
rada, mais uma quantia proporcional aos
7. Em um retângulo, a largura mede 72 cm, quilômetros percorridos. Se por uma corrida
e o comprimento mede x cm. Se você in- de 8 km paga-se R$28,50 e por uma corrida
dicar o perímetro desse retângulo por y, de 5 km paga-se R$19,50, então o valor da
esse perímetro será definido pela função bandeirada é
y = 2x + 144. Sabendo disso, determine:
a) R$7,50 b) R$6,50
a) o perímetro, se o comprimento mede
c) R$5,50 d) R$4,50
102 cm.
12. (IFSP) Andando de bicicleta a 10,8 km/h,
b) o comprimento desse retângulo quando
Aldo desloca-se da livraria até a padaria, en-
o perímetro for 402 cm.
quanto Beto faz esse mesmo trajeto, a pé, a
8. Um vendedor trabalha à base de comissão. 3,6 km/h. Se ambos partiram no mesmo ins-
Logo, seu ganho mensal y é dado em função tante, andando em velocidades constantes,
do total x de vendas que ele realiza durante e Beto chegou 10 minutos mais tarde que
o mês. Sabendo que esse vendedor recebe Aldo, a distância, em metros, do percurso é
0,12 do total de vendas:
a) 720 b) 780
a) Qual é a equação matemática que repre-
senta a comissão desse vendedor? c) 840 d) 900
EF21_9_MAT_L2_U4_02

EF21_9_MAT_L2_U4_02

e) 960

MATEMÁTICA 89

Resposta
3.
1
a) x =
4
1
b)
2
c) x = 2
d) x = 0
4. x < –8
5.
a) (–10, 0)
1 
b)  , 0 
2 

MATEMÁTICA 89

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Funções polinomiais do 1.° grau – Relacionando conceitos

zero da
FUNÇÃO função

do y = ax + b possui

estudo
do podendo
do sinal
primeiro grau
tipo ser

é definida por uma


linear afim
equação
quando quando

a e b ∈ , aeb∈
b=0ea≠0 ea≠0

sendo
representada no

plano cartesiano

por uma

reta

90 MATEMÁTICA

90 MATEMÁTICA

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• Função quadrática
• Gráfico no plano cartesiano
Realidade aumentada
• Zeros ou raízes da função quadrática • Construção de gráficos de
• Resolução de funções
quadráticas por fatoração funções do 2.º grau
• Valor máximo ou valor mínimo
• Sinais das funções quadráticas • Sinais das funções
quadráticas

Encaminhamento
metodológico
Neste capítulo será traba-
lhada a habilidade EF09MA06,
indicada na BNCC. Essa é a
habilidade de compreender
as funções como relações de
dependência unívoca entre
duas variáveis e as suas repre-
sentações numérica, algébrica e
gráfica e, além disso, utilizar esse
conceito para analisar situações
que envolvam relações funcio-
nais entre duas variáveis.
Este capítulo tem foco no
Escola Digital estudo das funções polinomiais
do 2.º grau. O texto inicial
apresenta brevemente algumas
características dos golfinhos
idade com o intuito de levar os alunos
a refletir sobre o salto desse
un

4 animal e o gráfico da função


quadrática. Caso eles tenham
dificuldades na visualização,
pode-se “completar” a parábola
Funç que o golfinho está fazendo.
õ es
k
erstoc
/S h u t t
ad b e r r y
Willyam Br

3. Funções polinomiais do 2.º grau


Os golfinhos são mamíferos que têm como hábitat os oceanos e os mares de todo o mundo. Eles vivem
bem tanto em águas costeiras como em oceânicas. Com mais de 250 dentes, alimentam-se basicamente
de peixes e lulas. Seu peso chega a 110 kg. Vivem em grupos e são considerados ágeis, velozes e acrobatas.
Você já observou o movimento que eles fazem ao saltar? Parece com o gráfico de qual função?

91

Objetivos do capítulo
• Identificar e representar graficamente uma função quadrática.
• Estabelecer relações entre os coeficientes de uma função quadrática e as suas raízes.
• Determinar o vértice de uma parábola.
• Identificar pontos de máximo e de mínimo de uma função quadrática.
• Analisar o gráfico de uma função quadrática.
• Encontrar as raízes de uma função quadrática por fatoração.
• Resolver situações-problema envolvendo o conceito de função quadrática.

MATEMÁTICA 91

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Encaminhamento
Função quadrática
metodológico A montanha-russa é um dos brinquedos mais populares em parques de diversão. Nesse brinquedo, os
carrinhos descrevem uma trajetória em uma pista com subidas e descidas, além dos conhecidos loopings.
Converse com os alunos Em determinados trechos, a trajetória é chamada de parabólica, pois lembra uma importante
sobre a trajetória dos carrinhos curva chamada parábola.
na montanha-russa. É possível Que função matemática apresenta como gráfico uma parábola?
questioná-los sobre onde se
localiza o ponto mais alto ou Uma função é denominada função quadrática quando é definida por y = ax2 + bx + c ou
mais baixo da montanha-russa, f(x) = ax2 + bx + c, com a, b e c reais, a ≠ 0.
preparando-os para o estudo do
vértice da parábola. Além disso,  Exemplos:
proponha a eles que identifi- • y = x2 – 3x + 2 • y = –x2 +12
quem essa forma em outras
• y = x2 • y = –x2
situações. Eles podem citar, por
exemplo, o salto dos golfinhos • y = –2x – 8
2
• y = 4x2 + 2x – 3
ou, ainda, a água saindo de uma
mangueira apontada para cima.
Gráfico no plano cartesiano
No plano cartesiano, podemos construir o gráfico de uma função quadrática procedendo da mesma
Dica para ampliar maneira como fizemos para a função afim:

o trabalho • atribuímos valores arbitrários para x (esses valores devem pertencer ao domínio da função);
• obtemos valores correspondentes para y (são as imagens dos valores de x pela função dada);
A função quadrática • a cada par ordenado (x, y) associamos um ponto do plano cartesiano.
(parábola)  Exemplos:
A função quadrática 1) Função y = x2 + 2x – 3.
f :  →  é definida por:
f(x) = ax2 + bx + c, em que a, b x y = x2 + 2x – 3 (x, y) ponto y
e c são constantes reais, sendo 6
y = x2 + 2x –3
o domínio de f denotado por –4 (–4)2 + 2 (–4) – 3 = 5 (–4, 5) A A F

jeep5d/Shutterstock
5
Dom(f) =  e a imagem de f –3 (–3)2 + 2 (–3) – 3 = 0 (–3, 0) B 4
denotada por Im(f) = . Essa 3
–2 (–2) + 2 (–2) – 3 = –3
2
(–2, –3) C 2
função também recebe o nome 1
de função trinômia do segundo –1 (–1) + 2 (–1) – 3 = –4
2
(–1, –4) V B E
–4 –3 –2 –1 01 2 3 4 x
grau, uma vez que a expressão –1
0 (0) + 2 (0) – 3 = –3
2
(0, –3) D
ax2 + bx + c = 0 representa uma D
–2
equação trinômia do segundo 1 (1)2 + 2 (1) – 3 = 0 (1, 0) E C
–3
–4
grau ou simplesmente uma V
2 (2) + 2 (2) – 3 = 5
2
(2, 5) F
equação do segundo grau. O
gráfico cartesiano dessa função A curva aberta construída pelos infinitos pontos A, B, C, V, D, E, F etc. é denominada gráfico da função
polinomial do segundo grau é quadrática definida por y = x2 + 2x – 3.
uma curva plana denominada

EF21_9_MAT_L2_U4_03
parábola.
Aplicações práticas das
parábolas
Dentre as dezenas de
aplicações da parábola a 92 MATEMÁTICA
situações da vida, as mais
importantes são:
• faróis de carros [...].
• antenas parabólicas [...].
• radares [...].
• lançamentos de projéteis [...].
SODRÉ, Ulysses. Matemática
essencial: funções quadráticas.
Disponível em: www.uel.br/
projetos/matessencial/superior/
matzoo/quadratica.pdf. Acesso
em: 14 out. 2019.

92 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 92 09/12/2020 18:17:10


2) Função y = –x2 – 2x + 3.
Resposta
y
x y = –x2 – 2x + 3 (x, y) ponto 1.
V
–4 –(–4)2 – 2 (–4) + 3 = –5 (–4, –5) A C 4 y

D 3 2
–3 –(–3)2 – 2 (–3) + 3 = 0 (–3, 0) B 2 0
x
4 –2 0 2 4 6 8
B 1 E
–2 –(–2) – 2 (–2) + 3 = 3
2
(–2, 3) C –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4
–2
x
–1 –4
–1 –(–1) – 2 (–1) +3 = 4
2
(–1, 4) V
–2 –6

0 –(0)2 – 2 (0) + 3 = 3 (0, 3) D –3 –8


y
–4
A F
1 –(1) – 2 (1) + 3 = 0
2
(1, 0) E –5 –5
–16

y = –x2 –2x + 3
2 –(2)2 – 2 (2) + 3 = –5 (2, –5) F –4

–3

Compare os dois gráficos construídos. Quais são as diferenças e as semelhanças entre eles? –2

–1
Observando os gráficos, concluímos que no plano cartesiano o gráfico de uma função qua- 0
drática é uma curva aberta denominada parábola. 0 1 2 3 4 5 6 x
Características da curva:
• quando o coeficiente a é positivo (a > 0), a parábola tem a concavidade voltada para cima
(exemplo 1);
a) A função da letra a não
intersecta o eixo x, e o gráfico
• quando o coeficiente a é negativo (a < 0), a parábola tem a concavidade voltada para baixo
(exemplo 2); da letra b intersecta somente
uma vez o eixo x.
• a parábola pode intersectar o eixo x em dois pontos, em um ponto ou em nenhum ponto.
2.
ATIVIDADES a) São funções quadráticas;
não.
1. Represente, em seu caderno, graficamente a) Por que todas as representações resulta-
ram em uma parábola? Todas as parábolas
b) Não.
as seguintes funções:
y = –x2 + 2x – 5 intersectaram o eixo x? c) Quando a > 0, a concavidade
y = x2 – 4x + 4 b) Todas as parábolas ficaram com a conca- da parábola fica voltada
vidade voltada para cima? para cima. Quando a < 0, a
a) O que acontece com as parábolas? Elas
intersectam o eixo x? Se sim, em quantos
c) O que podemos concluir sobre a conca- concavidade da parábola fica
pontos?
vidade da parábola e o coeficiente a da voltada para baixo.
função quadrática?
2. Compare a representação gráfica destas 3.
3. Determine se as concavidades dos gráficos
quatro funções e responda às perguntas em
seu caderno.
das funções a seguir estão voltadas para cima a) Para cima.
ou para baixo. b) Para baixo.
2
y = x + 2x – 3 a) x2 – 3
c) Para baixo.
2
y = –x – 2x + 3 b) –x2 + x + 2
d) Para cima.
c) –x2 – 2x – 4
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

e) Para cima.
2
y = –x + 2x – 5
d) x2 + 3
2
y = x – 4x + 4 e) x2 – 2x – 4 f) Para cima.
f) x2 + x + 1
Orientação para RA
MATEMÁTICA 93 Esta Realidade aumentada
apresenta o passo a passo da
construção de um gráfico de
uma função do 2.° grau.
Encaminhamento metodológico
No ícone Oralidade, espera-se que os alunos respondam que o formato é uma
semelhança, pois foram desenhadas duas parábolas, enquanto a diferença está na
concavidade. Comente que, além dessa diferença, há casos em que a parábola não
intersecta o eixo x, e outros em que ela tangencia o eixo x.
Na atividade 2 da seção Atividades, proponha aos alunos que comparem as
funções a fim de descobrir quando a concavidade fica voltada para cima e quando fica
para baixo. Aproveite essa comparação para indicar os zeros, reforçando que nesses
pontos o valor de y é igual a zero.

MATEMÁTICA 93

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 93 09/12/2020 18:17:21


Encaminhamento Raízes da função quadrática
metodológico Os valores de x para os quais a função y = ax2 + bx + c se anula (y = 0) são denominados zeros ou
raízes da função.
Retome com os alunos a Algebricamente, os zeros ou as raízes da função quadrática são determinados por meio da reso-
fórmula resolutiva do 2.ο grau lução da equação do 2.° grau ax2 + bx + c = 0, lembrando que o discriminante Δ da equação é também
e a regra da soma e produto o discriminante da função.
(relações de Girard para equa- Dessa forma:
ções do 2.ο grau), pois elas serão • se Δ > 0, a função tem duas raízes reais;
usadas diversas vezes. • se Δ = 0, a função tem uma raíz real;
Sugestão de atividade • se Δ < 0, a função não tem raízes reais.
Geometricamente, as raízes da função são as abscissas dos pontos de intersecção da parábola com
1. Determine os zeros das
o eixo x, pois nesses pontos a função se anula (y = 0). Desse modo, teremos:
funções reais a seguir:
• se Δ > 0, a parábola intersecta o eixo x em dois pontos;
a) x2 – 3x + 2 = 0 • se Δ = 0, a parábola intersecta o eixo x em um ponto;
 Solução: • se Δ < 0, a parábola não intersecta o eixo x.
∆ =1 Pela análise feita até agora, podemos resumir as funções quadráticas em 6 tipos de parábola, todas
representadas no quadro a seguir.
3 1
x
2 ∆>0 ∆=0 ∆<0
x’ = 2 ou x’’ = 1
b) f(x) = x2 + 3x + 5
a>0
x
 Solução: x
x
∆ = 9 – 20 ⇒ ∆ = – 11, a função
não tem raiz real. x x
x
a<0

 Exemplo:
Determine os zeros da função definida pela equação y = x2 – 2x – 8 e faça o esboço do gráfico.
Solução:
x2 – 2x – 8 = 0 Há duas raízes reais.
∆ = b2 – 4 · a · c ( 2 )  36 26
x x
∆ = (–2) – 4 · (1) · (–8) = 4 + 32
2 2(1) 2

∆ = 36 Dessa forma,
26 26
x’   4 ou x"   2
2 2
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03
Esboço:
a = 1 > 0 → a parábola tem a concavidade voltada para cima.
∆ > 0 → a parábola intersecta o eixo x em dois pontos. x
–2 4

94 MATEMÁTICA

94 MATEMÁTICA

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COLOCANDO EM PRÁTICA Resposta
1. Dada a função definida pela equação y = x – x – 12, determine:
2
As respostas para a seção
a) os zeros da função. Atividades são:
b) o ponto em que a parábola corta o eixo y. 1.
 Solução: Há duas raízes reais.
a) x = 5 ou x = –5
a) Utilizando a fórmula resolutiva, temos: Logo, os zeros da função são 4 e –3.
∆ =(–1)2 – 4 · (1) · (–12) = 49
b) x = 5
b) O ponto em que a parábola corta o eixo y é 1
( 1)  49 1  7 em x = 0, então: c) x =
x  2
2 1 2 y = (0)2 – (0) – 12 ⇒ y = –12 d) Não há raízes reais.
1 7 1 7
x’   4 ou x"   3 Logo, o ponto tem coordenadas (0, –12). 1
2 2 e) x  ou x  2
2
ATIVIDADES f) x = –2
g) Não há raízes reais.
1. Determine algebricamente os zeros de cada 2. Uma bola é chutada, e sua trajetória é des-
uma das funções quadráticas a seguir. crita pelo gráfico da função y = –x2 + 10x, no h) x = 0 ou x = 4
2
a) y = x – 25 qual, em metros, y representa a altura alcan- 2. A distância percorrida pela
çada pela bola e x, a distância percorrida por
2
b) y = x – 10x + 25 bola até atingir o solo foi 10
ela. Qual foi a distância percorrida pela bola
2
c) y = –4x + 4x – 1 até atingir o solo?
metros.
d) y = x2 + 4x + 8 As respostas para a seção
e) y = 2x2+ 3x – 2 Interação são:
f) y = –x2 – 4x – 4
1. 45 metros.
g) y = x2 + 3x + 4
h) y = x2 – 4x 2. Resposta pessoal. Diga
ao aluno que diferenças
podem surgir por causa dos
INTERAÇÃO arredondamentos.
A Matemática é aplicável em diversas áreas do
Stu Collier/Shutterstock
conhecimento. O conceito de função quadrática pode
ser aplicado em Física, Engenharia, Arquitetura etc. Um
exemplo conhecido dessa aplicação é a construção
de pontes. Muitas possuem formato parabólico, por
questões de estrutura.
A ponte Millennium de Gateshead, localizada em
Newcastle, norte da Inglaterra, possui duas parábolas
que se movem em uma abertura de até 40° para que
os barcos possam passar embaixo dela. A função que
descreve essa parábola é: y = – 0,016(x – 52,5)2 + 45.
Reúnam-se em grupos e resolvam as questões a seguir em seus cadernos.
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

1. Com base nas informações do texto, encontre a altura máxima da ponte Millennium de Gateshead.
2. No software GeoGebra, com a ajuda do seu professor, insira a função que descreve a parábola
para esboçar o gráfico da ponte. Confira se o ponto de máximo é o mesmo que você encontrou
na questão 1.

MATEMÁTICA 95

Encaminhamento metodológico
Na seção Interação, apresente aos alunos outras aplicações de parábolas na
construção civil. Além disso, existe a possibilidade de indicar outras pontes que tenham
o mesmo formato. Sugira aos alunos que pesquisem os motivos que tornam esse
tipo de construção bem comum. A função a ser explorada propositalmente não está
no formato convencional y = ax² + bx + c; desse modo, os alunos precisam efetuar
as operações necessárias para encontrar o ponto máximo dessa função. Para essa
atividade, se possível, leve os alunos ao laboratório de informática ou utilize equipa-
mentos que possam projetar o software GeoGebra para que todos possam analisar o
comportamento dessa função quadrática.

MATEMÁTICA 95

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 95 09/12/2020 18:17:38


Encaminhamento
Valor máximo ou valor mínimo
metodológico Ao observar os gráficos já apresentados de uma função do 2.º grau, é possível perceber que eles
possuem um ponto mais alto ou um ponto mais baixo. Esses pontos possuem um valor máximo e um
Quando estiver abordando valor mínimo que são determinados por pontos coordenados no plano cartesiano.
os valores de máximo ou de No eixo das abscissas (em x) chamamos a coordenada de xv (lê-se: x vértice) e no eixo das ordena-
mínimo de uma função, apre- das (em y) chamamos de yv (lê-se: y vértice). Nas funções quadráticas, do tipo f(x) = ax² + bx + c, este
sente os exemplos a seguir. vértice obedece à seguinte regra:
• se a < 0, ou seja, a concavidade da parábola é voltada para baixo, a função tem um valor máximo.
1. Calcule as coordenadas do
vértice da função • se a > 0, ou seja, a concavidade da parábola é voltada para cima, a função tem um valor mínimo.
f(x) = x2 – 3x + 2 e seu valor de A fórmula para determinar os vértices é:
máximo ou de mínimo.
 b 
V(x, y) =   ,   .
 Solução:  2a 4 a 
b 3  1
xv       9  8 1  y v   Exemplos:

2a 2 4a 4
1) A função y = x2 – 3x – 18 tem ponto de mínimo 2) A função y = –x2 – 2x + 24 tem ponto de
b 3  1 ou de máximo? Determine as coordenadas do mínimo ou ponto de máximo? Determine as
x v       9  8 1  y v    
2a 2 4a 4 vértice e o valor mínimo ou o valor máximo. coordenadas do vértice e o valor mínimo ou o
Solução: valor máximo.
As coordenadas do vértice
Pela função dada, temos a = 1 > 0. Logo, essa Solução:
3 1 função tem um ponto de mínimo, cujas coorde- Pela função dada, temos a = –1 < 0. Logo, essa
são  ,  , e o valor de mínimo
 2 4 nadas são: função tem um ponto de máximo, cujas coor-
denadas são:
b ( 3 ) 3
1 xv    
é− . 2a 2(1) 2
xv  
b

( 2 )
 1
4   ( 3 )  4 (1) ( 18 )  9  72  81
2
2a 2( 1)
2. Calcule as coordenadas do  81 81   ( 2 )2  4 ( 1) ( 24 )  4  96 100
vértice da função yv     
4a 4(1) 4  100
y = –x2 + 10x – 14 e seu valor de yv    
4a 4( 1)
 25
Portanto, as coordenadas do ponto de mínimo
máximo ou de mínimo.
 3 81  −81
são  , , e o valor mínimo da função é . Logo, a função tem um ponto de máximo de
 Solução: 2 4  4 coordenadas (–1, 25), e o valor máximo da fun-
ção é 25.
b 10
xv    5
2a 2  1 DESENVOLVER E APLICAR

 100  56  44  Um jardim retangular tem uma calçada ao seu redor com 0,5 m de largura, como mostra a
 44 figura a seguir.
yv     11
4a 4  1 0,5 m
A área do jardim (y) depende da medida dos lados do
retângulo. Desse modo, podemos escrever:
As coordenadas do vértice

EF21_9_MAT_L2_U4_03
20 – x y = x(20 – x) ou ainda y = 20x – x2
são (5, 11), e o valor de máximo
é 11. x

96 MATEMÁTICA

96 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 96 09/12/2020 18:17:50


Essa é uma função quadrática, portanto a sua representação gráfica é uma parábola. Vamos
representá-la graficamente seguindo três passos.
Resposta
a) Determinação do vértice.
As respostas para a seção
As coordenadas do vértice de uma parábola, sendo ∆ = b2 – 4ac, são:
Desenvolver e aplicar são:
 b ∆ a) V(10, 100)
V( x v , y v ) = − ,− 
 2a 4 a  b) As raízes são 0 e 20.
Determine o vértice da parábola que representa essa função. c) A resposta está no Livro do
aluno.
• Máximo, 100.
• Não é possível.

b) Determinação dos zeros das raízes da função.


A parábola intersecta o eixo x em um ponto, dois pontos ou em nenhum ponto? Determine-os.

c) Represente graficamente essa função.


x y
100
10 100
0 0 80
20 0
60
• Essa função apresenta um valor
máximo ou mínimo? Qual é esse
40
valor?

• Nessa função, x representa a medi- 20


da de um dos lados do retângulo
e y a sua área. Converse com seu
professor e seus colegas sobre a 40 20 0 20 40
possibilidade de x e y assumirem
valores negativos. Isso é possível? 20
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

MATEMÁTICA 97

Encaminhamento metodológico
No item c da seção Desenvolver e aplicar, oriente os alunos na escolha dos valores
para x e proponha a eles que analisem o gráfico construído. É possível perguntar,
por exemplo, qual é o valor de y para x igual a 4, se o valor de y aumenta conforme
aumenta o valor de x e assim por diante. Além disso, os alunos devem perceber que,
por serem medidas de comprimento, esses valores não podem ser negativos, mas
isso não significa que x possa assumir qualquer valor, uma vez que o lado menor do
retângulo mede 20 – x, ou seja, se x for igual a 20, a área do jardim será 0, de modo que
não existirá jardim.
Destaque ainda que, para determinar yv, pode-se fazer f(xv), ou seja, substituir xv
no lugar de x na função.

MATEMÁTICA 97

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 97 09/12/2020 18:17:51


Encaminhamento ATIVIDADES
metodológico 1. Determine, em seu caderno, as coordenadas do vértice de cada uma das parábolas que repre-
Quando estiver sentam graficamente as seguintes funções:
trabalhando o conteúdo Sinais a) x2 + 6x + 8 b) x2 – 2x – 8
das funções quadráticas, ao c) –x2 + 8x – 15 d) –4x2 + 6x
analisar os esboços com os e) 3x2 + 6x + 2 f) –2x2 + 4x – 1
alunos, explique que existem g) x2 – 1 h) 4 – x2
6 possibilidades, pois, para
cada uma delas, a concavidade
pode ser voltada para cima ou
para baixo. Ao apresentar aos
Sinais das funções quadráticas
alunos o primeiro esboço, você Você já reparou que, ao escolher valores para x e calcular os valores de y em uma função, às vezes,
pode perguntar a eles para qual os valores ficam positivos, às vezes, negativos ou até mesmo ficam iguais a zero?
valor de x o y é igual a zero. Observe:
Na sequência, explique que,
Função 1 Função 2 Função 3
para valores menores que –2, y
2 2 2
assume valores positivos, assim y=x –4 y = –x + 6x – 9 y = 2x + x + 1
como para valores maiores que –1 –3 –1 –16 –3 16
2. Ainda na função 1, acrescente –2 0 0 –9 –2 7
a informação de que no inter-
0 –4 1 –4 –1 2
valo aberto –2 < x < 2, y assume
valores negativos. Proceda 1 –3 2 –1 0 1
dessa forma para os demais 3 5 3 0 2 11
esboços. É possível retomar que,
na função 1, Δ > 0; na função Fazendo um esboço do gráfico dessas funções, temos, para cada função, as seguintes considerações.
2, temos Δ = 0; e na função 3,
temos Δ < 0. • No esboço do gráfico da Função 1:
Resposta y > 0 para valores reais de x, em que x < –2 e para x > 2; + +
y = 0 para x = –2 e x = 2; –2 – 2 x
1. y < 0 para valores reais de x, em que –2 < x < 2. Função 1
a) V(– 3, –1)
3
b) V(1, –9)
• No esboço do gráfico da Função 2: – – – x
c) V(4, 1)
y = 0 para x = 3;
3 9
d) V  ,  y < 0 para valores reais de x, em que x ≠ 3.
4 4 Função 2
e) V(– 1, –1)
f ) V(1, 1) • No esboço do gráfico da Função 3:

EF21_9_MAT_L2_U4_03
g) V(0, –1) y > 0 para todo x real.
+
+
+

h) V(0, 4)
x
Função 3
Sugestão de atividade
Construa os gráficos das 98 MATEMÁTICA
funções da seção Atividades.
Orientação para RA
Esta Realidade aumentada
solicita aos alunos que classifi-
quem as funções quadráticas de
acordo com o número de raízes
que possuem. Explique aos
alunos que, para descobrirem
quantas raízes possui cada
função, é necessário calcular o
discriminante (Δ) da função.

98 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 98 09/12/2020 18:18:01


COLOCANDO EM PRÁTICA c) y = 0 para x = 0,5 ou x = 1;
y > 0 para x < 0,5 ou x > 1;
1. Estude o sinal da função quadrática definida pela equação y = x2 – 5x + 4. y < 0 para 0,5 < x < 1.
 Solução: d) y = 0 para x = – 8,09 ou
x = 3,09; y > 0 para x < – 8,09 ou
Zeros da função: Esboço: x > 3,09; y < 0 para
2
x −5x +4 =0  8 a = 1 > 0 → a parábola tem a concavi- – 8,09 <x < 3,09.
 x’  2  x’  4 dade voltada para cima.
∆ = ( −5 )2 − 4(1)( 4 ) x  5  3   e) y = 0 para x = –2 ou x = 5;
 ou ∆ > 0 → a parábola intersecta o eixo x y > 0 para x < –2 ou x > 5;
∆ = 25 −16 2  2
 x ’’   x ’’ 1
em dois pontos. y < 0 para –2 < x < 5.
∆ =9  2 f ) y = 0 para x = 0 ou x = 2;
y > 0 para 0 < x < 2; y < 0 para
y = 0 para x = 1 ou x = 4; x < 0 ou x > 2.
1 4
y > 0 para x < 1 ou x > 4;
+ – +
g) y = 0 para x = 0,5; y < 0 para
y < 0 para 1 < x < 4. todo x ≠ 0,5.
1 4
h) y = 0 para x = –3; y > 0 para
todo x ≠ –3.
i) y = 0 para x = –1,3 ou x = 2,3;
ATIVIDADES y > 0 para x < –1,3 ou x > 2,3;
Em seu caderno, estude o sinal das funções quadráticas a seguir e faça os esboços dos gráficos.
y < 0 para –1,3 < x < 2,3.
a) y = x2 + x – 1 b) y = –x2 + 2x + 2 c) y = 2x2 – 3x + 1 j) y = 0 para x = – 0,91 ou x = 1,66;
2
d) y = x + 5x – 25 2
e) x – 3x – 10 f) –x2 + 2x y > 0 para – 0,91 < x < 1,66;
2 2 y < 0 para x < –0,91 ou x > 1,66.
g) –4x + 4x – 1 h) x + 6x + 9 i) x2 – x – 3
2
j) –4x + 3x + 6 2
k) x – 18 l) x2 + 4x k) y = 0 para x = –4,24 ou x = 4,24;
y > 0 para x < – 4,24 ou x > 4,24;
y < 0 para –4,24 < x < 4,24;
PARA SABER MAIS l) y = 0 para x = –4 ou x = 0;
y > 0 para x < –4 ou x > 0;
Dizemos que um projétil é um corpo lan- Observe: y < 0 para – 4 < x < 0.
çado por impulsão com o propósito de atingir
A resposta para a seção
Nicescene, Crishanu/Shutterstock

um alvo específico. O lançamento de um projétil V


descreve um movimento parabólico. Por muitas Para saber mais é pessoal.
vezes, fazemos uso desse conceito sem termos
noção disso. Por exemplo, no jogo Pokémon Go, o
1 Dica para ampliar
movimento utilizado para lançar a pokébola até o o trabalho
pokémon pode ser uma parábola. Esse movimen- 0,5
to pode caracterizar uma função quadrática em
A parábola aparece como
que a variável independente se refere ao tempo padrão de comportamento de
que o objeto leva do lançamento até o alvo. As f muitos fenômenos, tais como: a
demais variáveis dependem das condições dadas, -1 0 1 2 3 T trajetória de uma pedra lançada
como: velocidade inicial, aceleração da gravidade obliquamente; a trajetória de
e altura y0 inicial do lançamento. Uma dessas um projétil a ser lançado; a traje-
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

Em que outras situações você acha possível o


equações usadas para identificar a altura em uso de parábolas? Pesquise sobre esse assunto e tória da bola num chute a gol; a
1 2
relação ao tempo é y  y 0  V0 t  gt . elabore uma apresentação sobre essas aplicações. linha descrita pela água numa
2
fonte; parte da estrutura metá-
lica de uma montanha-russa; na
MATEMÁTICA 99 estrutura que sustenta os faróis
de um automóvel; nas antenas
parabólicas; fogão solar; radares;
espelhos dos telescópios e
Encaminhamento metodológico outros mais.
RIBEIRO, Dayse Maria Alves de Andrade.
A seção Para saber mais apresenta a relação do conteúdo deste capítulo com al- Uma abordagem didática para
guns conceitos de física. É possível aprofundar os conceitos de aceleração e velocidade a função quadrática. 2013. 70f.
e posteriormente fazer mais exemplos de lançamentos de projéteis. Além da pesquisa, Dissertação de Mestrado, Universidade
sugira aos alunos que encontrem a equação da parábola indicada na seção. Federal do Norte Fluminense – Darcy
Ribeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Disponível
Resposta em: http://uenf.br/posgraduacao/
matematica/wp-content/uploads/
As respostas para a seção Atividades são: sites/14/2017/08/22032013Dayse-Maria-
1. Alves-de-Andrade-Ribeiro.pdf. Acesso
em: 4 out. 2019.
a) y = 0 para x = –1,62 ou x = 0,62; y > 0 para x < –1,62 ou x > 0,62; y < 0 para
–1,62 < x < 0,62.
b) y = 0 para x = –0,73 ou
x = 2,73; y > 0 para –0,73 < x < 2,73; y < 0 para x < –0,73 ou x > 2,73.

MATEMÁTICA 99

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 99 09/12/2020 18:18:02


ATIVIDADES
Resposta
1. Dada a função y = x2 + 2x – 13, determine em 6. Uma pedra é lançada do solo verticalmente
As respostas para a seção
seu caderno: para cima e, ao fim de t segundos, atinge a
Atividades são: altura h em metros, dada por h = 40t – 5t2.
a) a imagem do número real x = –4.
1. a) Qual a posição da pedra no instante 2s?
b) o número real x cuja imagem pela função
a) y = –5 é igual a 2. b) Qual o instante em que a pedra passa pela
2. Verifique se a parábola que representa gra- posição 75 m durante a subida?
b) x’ = 3 ou x’’ = –5
ficamente cada uma das seguintes funções c) Qual a altura máxima que a pedra atinge?
2. intersecta o eixo x. Em caso afirmativo, de-
a) Sim, (9, 0) e (–1, 0). termine as coordenadas (x, y) desses pontos
em seu caderno.
b) Não intersecta o eixo x.
a) y = x2 – 8x – 9
c) Não intersecta o eixo x. b) y = x2 – 7x + 20
d)   
2  11, 0 e 2  11, 0 . c) y = –x2 + 3x – 9
3. d) y = –x2 – 4x + 7
3. Dada a função y = –x2 + 2x + 3, determine
a) A concavidade está voltada em seu caderno:
para baixo.
a)a concavidade da parábola.
b) x = 3 ou x = –1 b)os zeros da função, se existirem. 7. Para quais valores reais de x a função
c) V (1, 4) c)as coordenadas do vértice. y = –x2 + x + 6 é:
d) Valor máximo = 4 d)o valor máximo ou o valor mínimo. a) nula (y = 0)?
e) y = 3 e)a ordenada em que o gráfico intersecta b) positiva (y > 0)?
o eixo y.
4. V (2,4) c) negativa (y < 0)?
4. Um projétil é lançado da origem, segundo
5. 10 litros. R$50,00. um referencial dado, e percorre a trajetória
de uma parábola. A função que representa
6. essa parábola é y = –x2 + 4x. Quais são as
coordenadas do ponto em que o projétil
a) h = 60 m atinge sua altura máxima?
b) t = 3s
c) yv = 80 m
8. Dada a função y = 9x2 – 8x – 1, determine os
7.
valores reais de x para os quais se tem:
a) x’ = 3 ou x’’= –2 a) y = 0.
b) –2 < x < 3 b) y > 0.
c) x < –2 ou x > 3 c) y < 0.
5. Em uma indústria de óleo combustível, o
8. custo de produção y em reais, em função
1 do número x de litros de óleo fabricados,
a) x  1 ou x  
9 por minuto, é dado por y = 2x2 – 40x + 250.

EF21_9_MAT_L2_U4_03
Quantos litros de óleo devem ser fabricados
1
b) x   ou x  1 por minuto para que o custo de produção,
9 por minuto, seja mínimo? Qual é esse custo?
1 Registre as respostas em seu caderno.
c)   x  1
9 100 MATEMÁTICA

100 MATEMÁTICA

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9. A trajetória de um projétil lançado é uma 12. O lucro diário (L) de uma fábrica consiste
curva de equação s = –40t2 + 200t, em que na receita (R) menos o gasto de produção
s é o espaço percorrido, em metros, em t (C). Nessa fábrica, a receita gerada e o custo
segundos. Qual é a altura máxima atingida (dados em reais) são dados pelas funções
por esse projétil? R(x) = 60x – x2 e C(x) = 10(x + 40), em que x é
o número de itens produzidos naquele dia.
Como a fábrica tem capacidade de produzir
até 50 itens por dia, calcule:
a) o número mínimo de itens que devem ser
produzidos para que a fábrica não tenha
prejuízo.
b) a quantidade de itens que devem ser
produzidos para que o lucro da fábrica
10. Uma criança chutou uma bola que atingiu
seja máximo.
altura máxima de 12 m e voltou ao solo de-
pois de 8 segundos após o chute. Sabendo c) o valor do lucro máximo em reais.
que uma função quadrática expressa a altura
y da bola em função do tempo t de percurso,
qual é essa função? Registre em seu caderno.
11. A imagem a seguir mostra a trajetória des-
crita por um mergulhador para resgatar a
caixa-preta de um avião. 13. A função receita e a função custo para um
certo produto estão representadas a seguir,
y (m) em um mesmo sistema de eixos, no qual q
indica a quantidade desse produto.
R$
Mergulhador 125.000
custo
5 x (m) 105.000
Resgate

receita

Sabe-se que a distância no eixo x do bote 45.000


35.000
de resgate até o local onde estava a caixa
é de 5 m e que a trajetória do mergulhador
1 q
é descrita pela função f(x) = −x2 + x+ 3. 0 50 250 350 500
2
Considerando essas informações, registre a
profundidade necessária que o mergulhador Com base nessas informações e consideran-
precisa alcançar. do que a função lucro pode ser obtida por
L(q) = R(q) – C(q), assinale a alternativa que
indica essa função lucro.
a) L(q) = –2q2 + 800q – 35 000
b) L(q) = –2q2 + 1 000q + 35 000
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

c) L(q) = 200q + 35 000


d) L(q) = 200q – 35 000

MATEMÁTICA 101

Resposta
9. 250 m
3
10. y   t 2  6 t
4
11. 19,5 m
12.
a) A fábrica terá lucro se vender entre 10 e 40 unidades.
b) Deve produzir 25 unidades.
c) R$225,00.
13. A

MATEMÁTICA 101

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 101 09/12/2020 18:18:16


Resposta DE OLHO NA PROVA

A resposta para a seção De 1. (CFTMG-2019) Os gráficos das funções reais f e g definidas por f(x) = x2 – 5x + 6 e g(x) = –x2 + 2x + 1
olho na prova é: estão representados na figura a seguir.
1. C
As respostas para a seção
Vamos praticar mais? são:
1. Imagem é 59.
2.
a) y = x2 + x
b) 6
3.
a) 20 diagonais.
b) 6 lados.
4. Sobre essas funções, é correto afirmar que, se

a) x = 5 ou x = –5. a) 2 ≤ x ≤ 3, então f(x) ≤ g(x).


b) x > 0, então f(x) ≤ 0.
b) x = 7 ou x = 3.
c) x < 1, então f(x) > g(x).
1
c) x = d) –2 < x < 2, então f(x) ≠ g(x).
2
d) Não existem zeros reais.
VAMOS PRATICAR MAIS?
5.
1. Dada a função definida por y = 3x2 – 1, de- Determine:
a) Sim x = –0,36 e x = 8,36.
termine a imagem do número real x = 2 5 . a) o número y de diagonais quando o polí-
b) Sim x = –8,36 e x = 0,36. 2. O volume y do paralelepípedo a seguir é gono tem x = 8 lados.
c) Não intersecta o eixo x. dado em função da medida x, indicada na b) o número x de lados quando o polígono
d) Não intersecta o eixo x. figura. tem 9 diagonais.
4. Determine algebricamente os zeros de cada
x uma das seguintes funções quadráticas:
a) y = x2 – 25 b) y = x2 – 10x + 21
1
x+1 c) y = –4x2 + 4x – 1 d) y = x2 + 4x + 8
a) Qual é a equação que define essa função? 5. Verifique se a parábola que representa gra-
ficamente cada uma das seguintes funções
b) Qual é o volume do paralelepípedo quan-
do x = 2? intersecta o eixo x. Em caso afirmativo, indi-
que os valores de x desses pontos.
3. O número y de diagonais de um polígono
é dado em função do número x de lados a) y = x2 – 8x – 3

EF21_9_MAT_L2_U4_03
do polígono. Essa função é definida pela c) y = –x2 + 8x – 30
equação matemática: b) y = x2 + 8x – 3
x  3x
2

y d) y = –x2 – 8x – 30
2

102 MATEMÁTICA

102 MATEMÁTICA

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6. (IfSul-2015) Os zeros de uma função qua- 11. (FATEC) A distância do vértice da parábola 15. A
drática f(x) = ax2 + bx + c, com a, b, c ∈  e y = –x2 + 8x – 17 ao eixo das abscissas é:
16. A
a ≠ 0, são os valores de x quando f(x) = 0. a) 1 b) 4 c) 8
Para a = 3, b = −9, c = −30, a soma dos zeros
d) 17 e) 34
desta função é:
12. (IMED-2015) O gráfico da função de 2.º grau
a) 3 b) 7
f(x) = –x2 + 8x – 12 é uma parábola, cujo vérti-
c) –3 d) –7 ce é seu ponto máximo, de ordenada igual a:
7. (Cesesp – PE) Um fabricante vende men- a) 2 b) 3 c) 4
salmente c unidades de um determinado
d) 5 e) 6
artigo por V(x) = x2 – x, sendo o custo da pro-
dução dado por C(x) = 2x2 – 7x + 8. Quantas 13. (UTFPR) O valor da maior das raízes da equa-
unidades devem ser vendidas mensalmente, ção 2x2 + 3x + 1 = 0 é:
de modo que se obtenha o lucro máximo? a) 2 b) 1 c) –1
8. (PUC – SP) Uma bola é largada do alto de 1 1
d) – e)
um edifício e cai em direção ao solo. Sua 2 2
altura h em relação ao solo, t segundos 14. (UFG) Uma loja vende Q caixas de um certo
após o lançamento, é dada pela expressão tipo de buchas plásticas por R$480,00. Para
h = –25t2 + 625. Após quantos segundos do acabar com o estoque dessas buchas, a loja
lançamento a bola atingirá o solo? anuncia um desconto de R$8,00 no preço
9. (ENEM) Para evitar uma epidemia, a Secreta- de cada caixa, de modo que o preço de
ria de Saúde de uma cidade dedetizou todos Q + 2 caixas dessas buchas ainda é R$480,00.
os bairros, de modo a evitar a proliferação Diante do exposto, calcule o valor de Q.
do mosquito da dengue. Sabe-se que o 15. (Unifor) Uma indústria de cimento contrata
número f de infectados é dado pela função uma transportadora de caminhões para
f(t) = –2t2 + 120t (em que t é expresso em fazer a entrega de 60 toneladas de cimento
dia e t = 0 é o dia anterior à primeira infec- por dia em Fortaleza. Devido a problemas
ção) e que tal expressão é válida para os 60 operacionais diversos, em certo dia, cada
primeiros dias da epidemia. A Secretaria caminhão foi carregado com 500 kg a menos
de Saúde decidiu que uma segunda dede- que o usual, fazendo com que a transporta-
tização deveria ser feita no dia em que o dora nesse dia contratasse mais 4 caminhões
número de infectados chegasse à marca de para cumprir o contrato. Baseado nos dados
1 600 pessoas, e uma segunda dedetização acima se pode afirmar que o número de
precisou acontecer. A segunda dedetização caminhões usados naquele dia foi:
começou no
a) 24 b) 25 c) 26
a) 19o dia. b) 20º dia. d) 27 e) 28
c) 29º dia. d) 30º dia. 16. (UERJ-2016) Observe a função f, definida por:
e) 60º dia. f(x) = x2 –2kx + 29, para x ∈ .
10. (UEL) A função real f, de variável real, dada Se f(x) ≥ 4, para todo número real x, o valor
por f(x) = –x2 + 12x + 20, tem um valor mínimo da função f é 4. Assim, o valor posi-
a) mínimo, igual a –16, para x = 6. tivo do parâmetro k é:
b) mínimo, igual a 16, para x = –12. a) 5 b) 6
EF21_9_MAT_L2_U4_03

EF21_9_MAT_L2_U4_03

c) máximo, igual a 56, para x = 6. c) 10 d) 15


d) máximo, igual a 72, para x = 12.

MATEMÁTICA 103

Resposta
6. A
7. Deverá vender 3 unidades.
8. Demorará 5 segundos para atingir o solo.
9. B
10. C
11. A
12. C
13. D
14. Q = 10

MATEMÁTICA 103

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 103 09/12/2020 18:18:21


Resposta 17. (OBMEP-2018) A figura mostra o gráfico da 19. (IFBA-2016) Jorge planta tomates em uma
área de sua fazenda e resolveu diminuir a
função definida por y = x2. O ponto A tem
17. C coordenadas (0, p). Qual é o valor de p? quantidade Q (em mil litros) de agrotóxicos
em suas plantações, usando a lei Q(t) = 7 +
18. y + t2 – 5t onde t representa o tempo, em me-
ses, contado a partir de t = 0. Deste modo, é
a) Às 21h da segunda-feira. correto afirmar que a quantidade mínima de
y = x2
b) Às 7 horas da terça-feira. agrotóxicos usada foi atingida em:
19. D a) 15 dias.
A
b) 1 mês e 15 dias.
20. A c) 2 meses e 10 dias.
21. B d) 2 meses e 15 dias.
e) 3 meses e 12 dias.

20. (CMRJ-2019) A companhia de turismo


Vivitour freta um ônibus de 40 lugares de
–2 3 x
acordo com as seguintes condições descri-
tas no contrato de afretamento:
a) 5
I. Cada passageiro pagará R$160,00 se to-
b) 5,5
dos os 40 lugares forem ocupados.
c) 6
II. Cada passageiro pagará um adicional de
d) 6,25 R$8,00 por lugar não ocupado.
e) 6,5
Quantos lugares a companhia de turismo
deverá vender para garantir lucro máximo?
18. (Unifesp-2015) A concentração C, em partes
por milhão (ppm), de certo medicamento a) 30
na corrente sanguínea após t horas da sua b) 32
ingestão é dada pela função polinomial: c) 35
C(t) = –0,05t2 + 2t + 25 d) 38
Nessa função, considera-se t = 0 o instante e) 40
em que o paciente ingere a primeira dose
do medicamento. 21. (IFPE-2018) Quando estudamos Cinemática,
Álvaro é um paciente que está sendo tra- em Física, aprendemos que podemos calcu-
tado com esse medicamento e tomou a lar a altura de uma bala atirada para cima
primeira dose às 11 horas da manhã de uma pela fórmula h = 200t – 5t2, onde h é a altura,
segunda-feira. em metros, atingida após t segundos do lan-
çamento. Qual o menor intervalo de tempo
a) A que horas a concentração do medica-
para a bala atingir 1 875 metros de altura?
mento na corrente sanguínea de Álvaro
atingirá 40 ppm pela primeira vez? a) 20 s.
b) Se o médico deseja prescrever a segunda b) 15 s.
dose quando a concentração do medica- c) 5 s.
mento na corrente sanguínea de Álvaro d) 11 s.
atingir seu máximo valor, para que dia da
e) 17 s.

EF21_9_MAT_L2_U4_03
semana e horário ele deverá prescrever a
segunda dose?

104 MATEMÁTICA

104 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 104 09/12/2020 18:18:22


Funções polinomiais do 2.° grau – Relacionando conceitos

FUNÇÃO do segundo grau ou quadrática

é definida por

equação
∆>0 tem duas raízes reais
do tipo

representada
y = ax2 + bx + c se ∆=0 tem uma raiz real
por

∆<0 não tem raiz real


parábola com

concavidade

para

cima baixo

se se

a>0 a<0

e possui e possui

valor valor
mínimo máximo
EF21_9_MAT_L2_U4_03

MATEMÁTICA 105

MATEMÁTICA 105

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 105 09/12/2020 18:18:23


Objetivos do capítulo • Razão e proporção
• Propriedades das proporções
• Reconhecer e fazer • Razão de segmentos
• Segmentos proporcionais
operações com razões
entre grandezas de
espécies diferentes.
• Determinar a razão entre
dois segmentos.
• Reconhecer segmentos
proporcionais.
• Aplicar os conceitos de
segmentos proporcionais
na resolução de
situações-problema.

Realidade aumentada
• Segmentos proporcionais

Encaminhamento
metodológico
Este capítulo dá subsídios
para que o professor ajude os Escola Digital
alunos a desenvolver as habili-
dades EF09MA07 e EF09MA08,
propostas na BNCC. A primeira,
EF09MA07, é a habilidade de idade

5
un

resolver problemas que envol-


vam a razão entre duas gran-
dezas de espécies diferentes,
como velocidade e densidade
demográfica. Já a segunda, Pro ricas
EF09MA08, é a habilidade de porções geomét
resolver e elaborar problemas
que envolvam relações de hutters
tock
dotshock/S
proporcionalidade direta e
inversa entre duas ou mais 1. Razão e proporção
grandezas, inclusive escalas, Você já viu a maquete de um prédio? Em termos de aparência, ela tem tantos detalhes quanto tem
divisão em partes proporcionais o prédio e, dependendo desses detalhes, pode demorar meses para ficar pronta, mesmo se houver uma
e taxa de variação, em contextos grande equipe se dedicando ao projeto.
socioculturais, ambientais e de Para você, como deve ser a maquete de um prédio? Como é calculado o tamanho de algo na maquete
outras áreas. para que seja proporcional ao original?

Este capítulo tem foco no


estudo de razões entre gran- 106
dezas de espécies diferentes,
e posteriormente há o foco no
estudo de razões entre segmen-
tos e segmentos proporcionais. interessados conseguem ter uma ideia bem próxima de como será a sacada ou como
A intenção é que o aluno ficarão as garagens, por exemplo. Na construção da maquete, usa-se a escala com
relembre esses conceitos, o objetivo de manter proporcionalidade. No momento apropriado retome essa fala
trabalhados no livro do sétimo fazendo uma conexão com o conteúdo específico aplicado nas maquetes.
ano desta coleção, para que
desenvolva os aspectos relativos
a proporções geométricas.
No texto inicial, explique
aos alunos que as maquetes
utilizadas na arquitetura servem
para projetar o empreendi-
mento imobiliário. Muitas vezes,
os imóveis são comercializados
antes do início das obras, e é
por meio da maquete que os

106 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 106 09/12/2020 18:19:04


Razão
No cotidiano, é comum nos referirmos ao tempo que levamos para realizar determinada atividade
ou então à distância entre um percurso e outro. Além disso, falamos sobre quantos litros cabe em um
recipiente ou até mesmo o peso de determinado objeto. A distância, o tempo, a massa, a capacidade,
entre outros, chamamos de grandezas. De modo geral, grandeza é tudo aquilo que pode ser medido.
Ao dividirmos essas grandezas, obtemos uma razão.
Podemos dizer que:

Razão é o resultado da divisão entre duas grandezas.

Razão entre grandezas de mesma espécie


Observe a seguinte situação.
Carolina é arquiteta e precisa fazer uma maquete de um terreno com
40 m de comprimento, onde ela deverá projetar um prédio. Sabendo que
o comprimento do terreno na maquete será 80 cm, qual a razão entre
essas medidas?
Antes de calcular essa razão, é preciso verificar se a unidade
é a mesma nas medidas. Nesse caso, como as unidades de
medida são diferentes, não podemos calcular a razão entre

ck
dia / S h u t te r s t o
40 m e 80 cm. Para que seja possível calcular essa razão,
então, é necessário fazer uma conversão de medidas em
uma delas para que ambas fiquem na mesma unidade

re a k m e
de medida. Depois dessa conversão, é possível calcular

ve b
a razão.

wa
:80
Comprimento da maquete 80 cm 80 cm 80 1
   
Comprimento do terreno 40 m100 4 000 cm 4000 :80 50
1
Nesse caso, a razão significa que cada centímetro da maquete
50
representará 50 centímetros da medida real do terreno.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Duas fitas medem 3 m e 1 200 cm, respectivamente. Qual a razão entre a primeira e a segunda
fita?
 Solução:
Representando as fitas por F1 e F2 , em que F1 = 3 m e F2 = 1 200 cm, a razão será:
100 : 300
F1 3m 300 cm 300 1
   
F2 1200 cm 1200 cm 1200 :300 4
1
EF21_9_MAT_L2_U5_01

Portanto, a razão entre as fitas é .


4

MATEMÁTICA 107

Encaminhamento metodológico
Para iniciar o conteúdo, utilize exemplos que sejam próximos da realidade dos
alunos e que abranjam diversas grandezas como massa, tempo, distância e capacidade.
O tema razão já foi estudado anteriormente, reforce com os alunos o que já foi visto.
O conteúdo desta página corrobora o desenvolvimento da habilidade EF09MA07,
indicada na BNCC.

MATEMÁTICA 107

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 107 09/12/2020 18:19:10


Razão entre grandezas de espécies diferentes
Encaminhamento
metodológico Já vimos que razão é o quociente entre duas grandezas. Quando o numerador da razão repre-
senta uma grandeza enquanto o denominador representa outra, essa é uma razão entre grandezas de
No exercício 3 da espécies diferentes. Atribuímos a ela, então, novos significados e devemos usar notações específicas.
seção Atividades, o aluno De forma geral, podemos dizer que:
poderá acessar o site do IBGE,
disponível no link https://ibge. As razões entre grandezas de espécies diferentes devem ser
gov.br/, para recolher dados acompanhadas de notações que relacionam as grandezas envolvidas.
que possam auxiliar na criação
de uma situação-problema. São exemplos de razão entre grandezas de espécies diferentes a velocidade média, a densidade
demográfica e o consumo médio de combustível. Sobre isso, podemos dizer:
É necessário dar suporte aos
alunos nessa atividade, suge- • a velocidade média (Vm) é calculada dividindo a distância (d) percorrida pelo tempo (t), obten-
rindo temáticas que direcionem d
do-se a fórmula: Vm =
para uma situação-problema t
de densidade demográfica. • a densidade demográfica (Dd) é a razão entre a população (P) de um determinado local pela
Essa atividade dá subsídios para área (A) ocupada: Dd =
P
que os alunos desenvolvam a A
habilidade EF09MA07, proposta • o consumo médio (Cm) é utilizado para verificar a razão entre a distância (d) percorrida por um
pela BNCC. d
veículo e o quanto (k) de combustível foi gasto neste percurso. Calcula-se por: Cm =
k
Resposta
ATIVIDADES
1. 57 km/h
2. 13,55 km/L 1. A distância entre Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) é 514 km. Determine a velocidade média
aproximada de um veículo que faz esse percurso em 9 horas.
3. Resposta pessoal.

2. Em uma viagem de Belém (PA) para São Luís (MA) foram percorridos aproximadamente 813 km
de carro e foram consumidos 60 litros de combustível nessa viagem. Qual o consumo médio
de combustível desse carro?

3. No site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é possível encontrar dados sobre
a população brasileira, bem como os dados territoriais de cidades, estados etc. Considerando
esses dados, desenvolva uma situação-problema de densidade demográfica e proponha-a
para um colega.

EF21_9_MAT_L2_U5_01
108 MATEMÁTICA

108 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 108 09/12/2020 18:19:17


Proporção 2. (Vunesp) Segundo uma
reportagem, a razão entre
Observe a seguinte situação. o número total de alunos
Karina demorou 1h30min para percorrer 1 350 km em uma viagem de avião. Já sua amiga Cláudia matriculados em um curso
fez, de avião, um percurso de 2 250 km em 2h30 min. e o número de alunos não
Qual a velocidade média do avião de Karina? E a do avião de Cláudia? concluintes desse curso,
nessa ordem, é de 9 para 7. A
Para encontrar a velocidade média dos aviões, precisamos calcular a razão entre a distância per-
corrida e o tempo do deslocamento em cada caso.
reportagem ainda indica que
são 140 os alunos concluintes
1350 km 1350 km
=
Karina = = 900 km/h desse curso. Com base na
1h30 min 1, 5h reportagem, pode-se afirmar,
2250 km 2250 km corretamente, que o número
= =
Cláudia = 900 km/h
2h30 min 2 , 5h total de alunos matriculados
A que conclusão podemos chegar comparando os resultados obtidos anteriormente? nesse curso é
É possível perceber que tanto o avião de Karina quanto o de Cláudia tiveram a velocidade média
de 900 km/h. Podemos dizer, então, que as velocidades médias das viagens são proporcionais. a) 180
Pode-se afirmar, de maneira geral, que: b) 260
c) 490
Quando duas razões têm o mesmo resultado, elas são proporcionais. d) 520
e) 630
 Exemplo:
No Colégio Imaginárium há 400 alunos no período da manhã, sendo que desses alunos 250 são meninas.  Solução: E
Marcelo estuda em uma turma de 24 alunos do 9.º ano e, contando com ele, são apenas 9 meninos na
turma. Verifique se as razões entre a quantidade de meninos e de meninas formam uma proporção do
período da manhã do Colégio Imaginárium com a turma do 9.º ano.
Solução:
50
meninos 400  250 150 3
Período da manhã:   
meninas 250 250 50 5
3
meninos 9 9 3
Turma do 9.º ano:   
meninas 24  9 153 5
Como as razões são iguais, elas formam uma proporção.
Jag_cz/Shutterstock
EF21_9_MAT_L2_U5_01

MATEMÁTICA 109

Encaminhamento metodológico
Retome com os alunos o texto do início do capítulo e ajude-os a compreender
a situação-problema proposta no começo do conteúdo. Faça uma comparação das
dimensões dos objetos reais e da maquete a ser produzida, de modo que eles com-
preendam a aplicação de razões e proporções nessa profissão.
Sugestão de atividade
1. (Vunesp) Em um concurso participaram 3 000 pessoas e foram aprovadas 1 800. A razão
do número de candidatos aprovados para o total de candidatos participantes do concurso é:
2 5 6
a) c) e)
3 10 7
3 2
b) d)
5 7
 Solução: B

MATEMÁTICA 109

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 109 09/12/2020 18:19:27


De forma geral, é possível afirmar que:
Encaminhamento
metodológico • proporção é a igualdade entre duas razões;
Quando estiver abordando • quatro números a, b, c e d são, nessa ordem, proporcionais quando a razão entre os dois
as propriedades das proporções, a c
primeiros é igual à razão entre os dois últimos: = .
faça a demonstração das b d
propriedades da soma e da
diferença. Propriedades das proporções
• Demonstração da Observe algumas propriedades válidas para as proporções:
propriedade da soma: a c
• em toda proporção = , temos: a e d extremos e b e c meios;
b d
a c a c
   1   1 a c
• propriedade fundamental: = ⇒ a ⋅ d = b
⋅ c;
b d b d b d
a b c d ab c d Produto dos meios.
      Produto dos extremos.
b b d d b d
• Demonstração da • propriedade da soma: a = c ⇒ a + b = c + d ou a + b = c + d ;
b d a c b d
propriedade da diferença:
a c a −b c − d a −b c − d
• propriedade da diferença: = ⇒ = ou = .
a c a c b d a c b d
   1   1
b d b d
a b c d ab c d
     
b b d d b d ATIVIDADES

Resposta 1. A receita de um prato para 2 pessoas precisa de, entre os ingredientes, 3 ovos, 5 colheres de
sal e 1 lata de creme de leite. Qual é a quantidade necessária desses mesmos ingredientes
para fazer o mesmo prato para 3 pessoas? O que isso tem a ver com o conceito de proporção?
1. 4,5 ovos, 7,5 colheres de sal
e 1,5 lata de creme de leite. A
3
proporção se mantém para
2
todos os ingredientes.
2. 50 homens.
2. Em uma sala com 100 pessoas, sabe-se que 99% são homens. Quantos homens devem sair
para que a porcentagem de homens na sala passe a ser de 98%?

EF21_9_MAT_L2_U5_01
110 MATEMÁTICA

110 MATEMÁTICA

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DESENVOLVER E APLICAR

A cidade do Rio de Janeiro recebe mais de 5 milhões de visitantes por ano, que gostam
de levar lembrancinhas para amigos e familiares. Muitas dessas lembranças são miniaturas de
pontos turísticos.
Entre esses pontos turísticos está o Cristo Redentor: uma estátua de art déco localizada no
bairro de Santa Teresa. Em 2007, foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo. Ela mede
38 metros e fica sobre um pedestal de 8 metros de altura.
Com base nessas informações, responda:
a) Quanto deverá medir, aproximadamente, o pedestal de uma miniatura da estátua que tenha
10 cm de altura?
b) Em uma folha, esboce um desenho do Cristo Redentor cujo pedestal meça 4 cm. Qual deverá
ser o tamanho da estátua no seu desenho?

Razão de segmentos
Denomina-se razão de dois segmentos a razão dos números que expri-
mem as medidas desses segmentos, tomados na mesma unidade.
 Exemplos:
1. Determine a razão entre os segmentos AB e CD, sendo AB = 6 cm e CD = 12 cm.
Solução:

Razão
procur
procurada.
1
Se a razão entre AB e CD é , isso significa que AB é a metade de CD.
2
2. Dados os segmentos MN e PQ , cujas medidas são, respectivamente, 3 cm
e 5 cm, determine a razão entre eles.
marchello74/Shutterstock

Solução:

Razão
procur
procurada.

3. Qual é a razão entre os segmentos AB e DE


DE, sabendo que AB = 2 m e DE = 60 cm?
Solução:
AB = 2 m = 200 cm e DE = 60 cm
EF21_9_MAT_L2_U5_01

EF21_9_MAT_L2_U5_01

Razão
procur
procurada.

A razão entre dois segmentos é sempre um número real positivo.

MATEMÁTICA 111

Encaminhamento metodológico
Na seção Desenvolver e aplicar, usamos como exemplo um ponto turístico loca-
lizado no Rio de Janeiro e conhecido mundialmente. Além de determinar as medidas
da miniatura dessa estátua, é possível propor uma atividade complementar na qual
os alunos devem estabelecer as medidas da miniatura de qualquer monumento da
cidade onde moram. Essa seção auxilia no desenvolvimento da habilidade EF09MA08,
proposta na BNCC.
Resposta
a) 2,1 cm
b) 19 cm

MATEMÁTICA 111

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 111 09/12/2020 18:19:41


Encaminhamento Segmentos proporcionais
metodológico Pelas definições de proporção e razão de segmentos, é possível afirmar que quatro segmentos
AB, CD, EF e GH são, nessa ordem, proporcionais quando a razão entre os dois primeiros é igual à razão
Podemos utilizar o
entre os dois últimos, ou seja:
desenho geométrico para a
construção de segmentos AB EF
proporcionais. Posteriormente, Se = , então AB, CD, EF e GH são, nessa ordem, proporcionais.
CD GH
esse conceito será trabalhado
por meio do Teorema de Tales.
EM TEMPO
Se possível, faça a construção
sugerida na seção Dica para Lembre-se de que as medidas dos segmentos devem estar na mesma unidade para formar a proporção.
ampliar o trabalho.
 Exemplo:
Orientação para RA Os segmentos AB = 4 cm, CD = 6 cm, EF = 8 cm e GH = 12 cm formam, nessa ordem, uma proporção, pois:

Esta Realidade aumentada AB 4 2 


  
tem como proposta principal CD 6 3  AB EF
 
que os alunos verifiquem quais EF 8 2  CD GH
 
das possíveis respostas são GH 12 3 
segmentos proporcionais.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Dica para ampliar 4.
o trabalho 1. Os segmentos AB, CD, EF e GH são, nessa ordem, proporcionais. Sabendo que AB = 27 cm,
Divisão de um número CD = 6 cm e EF = 18 cm, quanto mede o segmento GH?
(ou segmento) em partes  Solução:
diretamente proporcionais: AB EF
Como os segmentos são proporcionais, podemos escrever: =
Exemplo: Dado o CD GH
Substituindo os valores conhecidos e utilizando x para representar a medida do segmento GH,
segmento a, de medida 10,0 cm, temos:
divida-o em segmentos direta- 27 18
mente proporcionais a 3, 4 e 5. =
6 x
Roteiro: Aplicando a definição, temos:
1.°: traçamos uma 27 · x = 18 · 6
semirreta auxiliar com origem 27x = 108
em uma das extremidades do x = 4 cm
segmento dado a; Portanto, GH = 4 cm.
2.°: adotamos um 2. Simone desenhou um segmento PR de 15 cm. Em seguida, determinou um ponto Q, de modo
segmento unitário (por exemplo que PQ = 2 . Quanto mede o segmento QR?
u = 1 cm) e determinamos, com QR 3
o compasso, segmentos de 3, 4  Solução:
e 5 cm sobre a semirreta auxiliar; Fazendo um esboço, observamos que o segmento PR foi dividido em 5 partes:
P Q R
3.°: ligamos, com uma

EF21_9_MAT_L2_U5_01
reta, as extremidades de a e 15 cm
do último segmento divisor (o Como o segmento PR mede 15 cm, cada parte mede 3 cm.
segmento de 5 cm) e traçamos Assim, QR mede 9 cm.
retas paralelas passando pelas
extremidades dos segmentos 112 MATEMÁTICA
divisores intermediários, deter-
minando, em a, os segmentos
proporcionais.
A C a D B
(3
m)

(4
m)

(5
m)

AC CD DB AB
R: = = =
3 4 5 12
VÁRHIDY, Charles Georges J. L.
Desenho geométrico: uma ponte
entre a álgebra e a geometria.
Disponível em: www.ppgedmat.
ufop.br/arquivos/produtos_2010/
Produto_Charles.pdf. Acesso em:
15 out. 2019.

112 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 112 09/12/2020 18:19:51


ATIVIDADES Resposta
1. Considere o segmento AB a seguir. Depois, determine: As respostas para a
A u u u u C u u D u u B primeira seção Atividades são:
1.
a) a razão entre AC e AB:
1
b) a razão entre AC e CD: a)
c) a razão entre AD e DB: 2
d) a razão entre AD e AC: b) 2
2. Na figura a seguir, temos XM = 2 cm e
XM 1
= . Determine a medida do segmento MY.
c) 3
MY 4 3
X M Y d)
2
3. Determine a razão dos segmentos AB e CD quando eles medem, respectivamente: 2. MY= 8 cm
a) 15 cm e 45 cm. b) 0,2 cm e 0,4 cm. 3.
c) 4 cm e 2 cm. d) 5 2 cm e 1 m.
1
a)
3
INTERAÇÃO
1
b)
As razões e as proporções, como visto anteriormente, são conceitos essenciais no desenvolvi- 2
mento de trabalhos em arquitetura, construção civil, engenharia, desenho técnico etc. São muitas c) 2 2
as aplicações que envolvem proporções, razões e aspectos geométricos.
Conforme vimos na abertura deste capítulo, as escalas são utilizadas para construir maquetes, d) 5 2
de modo a manter a proporção do que está sendo representado. Para esta atividade, vocês preci-
As respostas para a
sarão se reunir em grupos. Em seguida, escolham um local ou um espaço que seja fácil de medir
(sala de aula, pátio da escola, sua casa etc.). Elaborem uma planta desse local considerando suas
segunda seção Atividades são:
dimensões. Com a ajuda do professor, façam a maquete desse espaço/local e apresentem-na à turma. 1.
Lembrem-se de apresentar a escala da sua planta para que seja respeitada a proporção na
a) d = 6
construção da maquete.
b) b = 2
c) a = 6
ATIVIDADES
2. Em um segmento PM, cuja medida é 20 cm, d) c = 8
PT 2
1. Utilizando a propriedade fundamental das deve-se marcar um ponto T, tal que = . 2. 8 cm
proporções, encontre, para cada caso, o va- TM 3 16
lor não dado e registre-o em seu caderno.
A que distância de P deve ser marcado o 3. x =
a c
ponto T? Responda em seu caderno. 3
Lembrando que = . 2
b d 3. A razão entre dois segmentos é . Sabendo
3
a) a = 2, b = 3 e c = 4; que o maior segmento mede 8 cm, qual é a
b) a = 4, c = 4 e d = 2; medida do menor?
EF21_9_MAT_L2_U5_01

EF21_9_MAT_L2_U5_01

c) b = 10, c = 3 e d = 5;
d) a = 3, b = 5 e d = 25.

MATEMÁTICA 113

Encaminhamento metodológico
A seção Interação retoma os conceitos de razões e proporções em escalas por
meio de maquetes. Essa atividade é importante para o desenvolvimento do conteúdo e
da habilidade proposta neste capítulo, visto que, partindo da situação, os alunos terão
de lidar com diversas problemáticas durante o projeto, desde a escolha de um local que
eles conseguem dimensionar até o cálculo das proporções. Solicite aos alunos que, em
grupos, façam a pesquisa, desenvolvam o projeto, façam um protótipo e apresentem-
-no à turma.
Dica para ampliar o trabalho
Como atividade complementar, o objeto de estudo, disponível no link a seguir, é
a razão áurea. Se possível, compartilhe com os alunos os vídeos, as obras de arte e as
atividades desse site.
• http://clubes.obmep.org.br/blog/atividade-a-razao-aurea/#O7.

MATEMÁTICA 113

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 113 09/12/2020 18:20:03


4. Verifique se os segmentos AB = 25 cm, 7. A razão entre a base e a altura de um re-
Resposta MN = 15 cm, PQ = 10 cm e RS = 6 cm são, 5
tângulo é . Considerando que a base
nessa ordem, proporcionais. 2
As respostas para a seção mede 15 cm, determine o perímetro desse
Atividades são: retângulo.
4. Os segmentos são
proporcionais. 5. Verifique se os segmentos AB = 20 cm,
8. Quatro segmentos, AB, CD, EF e GH, são,
MN = 10 cm, PQ = 10 cm e RS = 3 cm são,
nessa ordem, proporcionais. Sabendo que
5. Não são proporcionais. nessa ordem, proporcionais.
AB = 15 cm, CD = 12 cm e EF = 8 cm, qual é
a medida de GH?
6. O menor segmento mede
3,2 cm.
7. 42 cm. 2 9. Os segmentos AB, CD, EF e GH, nessa ordem,
6. A razão entre dois segmentos é . Sabendo são proporcionais. Sabendo que AB = x + 2,
32 5 CD = 2x – 2, EF = 20 cm e GH = 32 cm, cal-
8. GH = que o maior mede 8 cm, qual a medida do
cule, em cm, o valor de x e as medidas dos
5 segmento menor?
segmentos AB e CD.
9. x = 13; AB = 15, CD = 24
As respostas para a seção
De olho na prova são:
1. C DE OLHO NA PROVA

2. B 1. (IFSP) Em uma maquete de um condomínio, um de seus prédios de 80 metros de altura está


As respostas para a seção com apenas 48 centímetros. A altura de um outro prédio de 110 metros nessa maquete, man-
tidas as devidas proporções em centímetros, será de:
Vamos praticar mais? são:
a) 56 b) 60 c) 66
1
1.
5 d) 72 e) 78

2. C 2. (Vunesp) Ao passar pelo marco “km 200” de uma rodovia, um motorista vê um anúncio com a
inscrição: “ABASTECIMENTO E RESTAURANTE A 30 MINUTOS”. Considerando que esse posto de
3. B serviço se encontra junto ao marco “km 245” dessa rodovia, pode-se concluir que o anunciante
prevê, para os carros que trafegam nesse trecho, uma velocidade média, em km/h, de:
a) 80 b) 90 c) 100

d) 110 e) 120

VAMOS PRATICAR MAIS?


3. Os segmentos AB, CD, MN e PQ, nessa
1. Dois segmentos medem 3 cm e 15 cm, res- ordem, são proporcionais. Se AB = 10 cm,
pectivamente. A razão entre o primeiro e o CD = 15 cm, PQ = 9 cm, então MN é igual a:
segundo é? a) 13,5 cm
2. Qual é a razão dos segmentos AB e CD, sa- b) 6 cm
bendo que medem, respectivamente, 10 cm c) 9 cm
e 30 cm? d) 5 cm

EF21_9_MAT_L2_U5_01
a) 3 b) 3 e) 10 cm
10
c) 1 d) 10,3
3

114 MATEMÁTICA

114 MATEMÁTICA

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4. Na figura a seguir, temos XM = 5 cm. A razão o percurso mencionado será cumprido pelas 4
d)
dos segmentos XM e MY é 1 . Determine a águas da chuva em aproximadamente:
7
5 a) 30 dias. b) 10 dias.
medida do segmento MY.
c) 25 dias. d) 2 dias. 8. C
X M Y
1
e) 4 dias. 9.
5. A razão entre a base e a altura de um retân- 12. (UERJ-2015) Na imagem da etiqueta, infor- 2
5
gulo é . Se a base mede 15 m, determine a ma-se o valor a ser pago por 0,256 kg de 1
2 peito de peru. 10.
área desse retângulo. 2
6. Os segmentos AB, CD, EF e GH são propor- 11. B
cionais. Sabendo que AB =10 cm, CD = 5 cm
e EF = 8 cm, qual é a medida de GH? 12. D
7. Em uma turma de 9.º ano há 15 meninos e 13. E
20 meninas.
a) Qual a razão entre o número de meninos
e o número de meninas?  
O valor, em reais, de um quilograma desse
b) Qual a razão entre o número de meninas
produto é igual a:
e o número de meninos?
c) Qual a razão entre o número de meninos a) 25,60
e o número de alunos na sala? b) 32,76
d) Qual a razão entre o número de meninas c) 40,00
e o número de alunos na sala? d) 50,00
8. (UECE-2015) Se um pacote de biscoito 13. (Enem) O condomínio de um edifício per-
contém 10 biscoitos e pesa 95 gramas, e se mite que cada proprietário de apartamen-
15 gramas de biscoito correspondem a 90 to construa um armário em sua vaga de
calorias, quantas calorias tem cada biscoito? garagem. O projeto da garagem, na escala
a) 53 calorias. b) 55 calorias. 1:100, foi disponibilizado aos interessados
já com as especificações das dimensões do
c) 57 calorias. d) 59 calorias.
armário, que deveria ter o formato de um
9. Dados os segmentos AB e CD, determine a paralelepípedo retângulo reto, com dimen-
razão entre as suas medidas. sões, no projeto, iguais a 3 cm, 1 cm e 2 cm.
O volume real do armário, em centímetros
A B cúbicos, será
4 cm
C D a) 6
8 cm b) 600
c) 6 000
10. Qual é a razão entre os segmentos AB e BC ? d) 60 000
B e) 6 000 000
A C
3 cm 6 cm 14. (Enem) Um carpinteiro fabrica portas re-
tangulares maciças, feitas de um mesmo
11. (Fuvest) Após chover na cidade de São Paulo, material. Por ter recebido de seus clientes
as águas da chuva descerão o rio Tietê até o
EF21_9_MAT_L2_U5_01

EF21_9_MAT_L2_U5_01

pedidos de portas mais altas, aumentou sua


rio Paraná, percorrendo cerca de 1 000 km. 1
Sendo 4km/h a velocidade média das águas, altura em preservando suas espessuras.
8

MATEMÁTICA 115

Resposta
4. MY = 25 cm
5. 90 cm²
6. GH = 4
7.
3
a)
4
4
b)
3
3
c)
7

MATEMÁTICA 115

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Resposta A fim de manter o custo com o material de litros de óleo nos carros de passeio dessa
cada porta, precisou reduzir a largura. A ra- oficina dos clientes com fidelidade, em um
14. D zão entre a largura da nova porta e a largura semestre, é igual a:
da porta anterior é a) 250,0
15. C
1 7 b) 225,0
a) b)
16. B 8 8 c) 222,5
17. E 8 8 d) 205,0
c) d)
7 9 e) 202,5
18.
9 18. Lauana é professora e estava fazendo um
a) 6m e)
8
trabalho com seus alunos. Para esta ativida-
de, os alunos deveriam criar maquetes que
b) 12 m 15. (Unesp) Semanalmente, o apresentador de fossem proporcionais às suas residências.
c) 0,6 m um programa televisivo reparte uma mesma Primeiro, deveriam medir os cômodos para,
quantia em dinheiro igualmente entre os em seguida, fazer a planta. Observe a seguir
d) 2,4 m vencedores de um concurso. Na semana a planta da casa de Gustavo feita por ele.
e) 3m passada, cada um dos 15 vencedores re-
cebeu R$720,00. Nesta semana, houve 24 36 cm
vencedores; portanto, a quantia recebida
por cada um deles, em reais, foi de:
a) 675,00 b) 600,00 c) 450,00

d) 540,00 e) 400,00
Cozinha Sala
16. (ENEM) Cerca de 20 milhões de brasileiros
vivem na região coberta pela caatinga, em

72 cm
quase 800 mil km2 de área. Quando não
chove, o homem do sertão e sua família pre-

3,6cm
cisam caminhar quilômetros em busca da
água dos açudes. A irregularidade climática

18 cm
é um dos fatores que mais interferem na vida
Quarto Escritório

Banheiro
do sertanejo. Segundo esse levantamento,
a densidade demográfica da região coberta
pela caatinga, em habitantes por km2, é de:
a) 250 b) 25 c) 2,5 1
Gustavo usou a escala , porém não in-
d) 0,25 e) 0,025 6
formou para Lauana quais as medidas da
17. (UEMA-2015) O proprietário de uma oficina
sua casa. Para descobrir, Lauana aplicou as
mecânica presta serviços de manutenção e
regras de proporção. Determine os valores
de recuperação de carros de passeio, além
que Lauana encontrou, em metros, para:
de troca e de reposição de óleos em geral. Ao
analisar por um ano a troca regular de óleo a) a medida da parede da sala e da
do motor em 45 carros de passeio de seus cozinha juntas.
clientes com fidelidade, verificou que ela é b) a medida da parede do quarto e da co-
efetuada em um período médio de quatro zinha juntas.
meses e que são utilizados 3 litros de óleo

EF21_9_MAT_L2_U5_01
c) a medida da porta.
em cada troca. Com base nessas informa- d) a medida da parede menor do escritório.
ções, pode-se concluir que o consumo de
e) a medida da parede maior do escritório.

116 MATEMÁTICA

116 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 116 09/12/2020 18:20:27


Razão e proporção – Relacionando conceitos

PROPORÇÃO
propriedade fundamental
é a c
= Þ ad = bc
b d
b¹0 e d¹0
igualdade

entre

duas razões têm segmentos


segmentos proporcionais
proporcionais

em que a

razão
razão
propriedade da soma
entre e da diferença

2 segmentos

é um

número real
positivo
EF21_9_MAT_L2_U5_01

MATEMÁTICA 117

MATEMÁTICA 117

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 117 09/12/2020 18:20:28


Objetivos do capítulo • Ângulos formados por retas paralelas
cortadas por uma transversal
• Teorema de Tales
• Reconhecer um feixe de • Teorema fundamental: Teorema
retas paralelas como um de Tales nos triângulos
conjunto de duas ou mais retas • Teorema das bissetrizes
de um triângulo
paralelas entre si. • Teorema de Pitágoras

• Classificar os pares de
ângulos formados por retas
paralelas cortadas pela
reta transversal.
• Compreender e realizar
demonstrações simples
relacionadas às propriedades
de ângulos.
• Aplicar o Teorema de Tales
na resolução de problemas.
• Aplicar o Teorema de Tales
nos triângulos.
• Aplicar o Teorema das
bissetrizes interna e externa
em problemas.
Escola Digital
• Resolver problemas
utilizando o Teorema
de Pitágoras.

Realidade aumentada idade

5
un

• Tales
• Teorema de Tales nos
triângulos
Pro ricas
porções geomét
Encaminhamento
metodológico ttersto
ck
hidi/Shu
Jaggat Ras
Este capítulo dá subsídios
para o desenvolvimento das 2. Teoremas de proporção
habilidades EF09MA10 e Em alguns eventos a Esquadrilha da Fumaça aparece para fazer demonstrações ao público. A Esquadrilha
EF09MA14, propostas na BNCC. da Fumaça, ou Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), teve origem no início da década de 1940, no Rio
A primeira, EF09MA10, é a de Janeiro. Suas acrobacias são conhecidas no mundo inteiro e exigem muita técnica e bastante controle.
habilidade de demonstrar rela- Os pilotos formam desenhos com suas trajetórias que, em diversos momentos, devem ser paralelas umas
às outras, o que torna esse trabalho bastante desafiador.
ções simples entre os ângulos Com os aviões se movimentando paralelamente, existe chance de eles se chocarem?
formados por retas paralelas
cortadas por uma transversal. 118
A segunda, EF09MA14, é a de
resolver e elaborar problemas
de aplicação do Teorema de
Pitágoras ou das relações de com eles essas demonstrações. Posteriormente, aborde a temática das proporções
proporcionalidade envolvendo formadas e introduza os teoremas.
retas paralelas cortadas
por secantes.
No texto inicial, converse
com os alunos sobre a imagem
dos aviões, enfatizando que os
aviões, quando estão alinhados
(ou seja, não fazendo curvas),
podem nos dar a ideia de que
as retas paralelas se intersectam
em algum ponto. Questione-os
de forma que percebam a ne-
cessidade dessas propriedades
serem demonstradas e construa

118 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 118 09/12/2020 18:21:02


Ângulos formados por retas paralelas cortadas
por uma transversal N
As manobras que os aviões fazem no céu são bem executadas, e a distância entre os aviões preci-
sa ser respeitada para que não ocorram acidentes. Na abertura, os aviões deixam rastros que formam
retas paralelas. V M
Você acha possível que esses aviões formem rastros em diferentes formatos de retas?
Para nos aprofundarmos neste assunto, vamos estudar retas paralelas cortadas por uma transversal.
Observe a figura a seguir: • Ângulo reto (ou retas
perpendiculares): mede 90°
B (retas que formam 90° entre si).

r
C

F D

s • Ângulos suplementares:
G são ângulos cujas medidas
somam 180° (A + B = 180°).
H

t
B
Duas retas paralelas r e s, quando são cortadas por uma reta t, transversal a elas, formam oito ân-
gulos com propriedades específicas entre eles. A
Na figura, os ângulos que estão representados com a mesma cor são congruentes, ou seja, pos-
suem mesma medida. Já dois ângulos representados com cores diferentes são suplementares, ou seja, • Ângulos opostos pelo
somam 180°.
vértice (OPV): são ângulos
Os pares de ângulos são classificados de acordo com a posição que os ângulos ocupam em relação
formados por semirretas
às retas paralelas e à reta transversal. Segue a classificação:
opostas que pertencem às
• Correspondentes: ocupam a mesma posição nas retas paralelas e o mesmo lado em relação à
mesmas retas e, com isso,
transversal e são congruentes. Pares: A e E; B e F; C e G; D e H.
formam ângulos congruentes
• Alternos internos: os pares ocupam lados opostos em relação à transversal, estão entre as (mesma medida, E = G e F = H).
paralelas e são congruentes. Pares: C e E; D e F.
• Alternos externos: os pares ocupam lados opostos em relação à transversal, estão externos às
F
paralelas e são congruentes. Pares: A e G; B e H.
• Colaterais internos: os pares ocupam o mesmo lado em relação à transversal, estão entre as
E
paralelas e são suplementares (somam 180°). Pares: D e E; C e F.
EF21_9_MAT_L2_U5_02

G
• Colaterais externos: os pares ocupam o mesmo lado em relação à transversal, estão externos
às paralelas e são suplementares (somam 180°). Pares: A e H; B e G.
H

MATEMÁTICA 119

Encaminhamento metodológico
Relembre com os alunos cada uma das propriedades dos ângulos. Caso seja
necessário, realize mais exemplos para reforçar o conceito, fazendo representações
separadas de cada uma. Nesta página, há uma retomada de termos e conceitos
importantes, que serão utilizados nas demonstrações apresentadas na continuidade
do conteúdo.
Dica para ampliar o trabalho
Para trabalhar o conteúdo deste capítulo, pode ser necessário relembrar alguns
conceitos vistos em anos anteriores, tais como:  
Ângulo: região do plano localizada entre duas semirretas (VN e VM) de mesma
origem (V), chamada vértice do ângulo.

MATEMÁTICA 119

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 119 09/12/2020 18:21:07


Encaminhamento
metodológico Como podemos garantir que os ângulos alternos internos são congruentes? E os alternos externos?
Observe a seguir a demonstração da congruência desses ângulos.
Neste momento é neces- 1.º) Na figura apresentada anterior-
sário que os alunos coloquem mente, traçamos uma reta perpendicular p
B
suas opiniões sobre as questões às retas paralelas, formando dois triângulos
p

propostas no ícone Oralidade e, retângulos. A

na sequência, sejam apresenta- 2.º) Com base na soma de ângulos inter- C


r

dos à demonstração proposta. nos do triângulo (180°), temos:


I D
Nesta página, os alunos terão E + J + 90° = 180° e C + I + 90° = 180°
o primeiro contato com essas 3.º) Igualando as expressões, pois as so- V
demonstrações, o que exige mas resultam na mesma medida, temos: F
J
acompanhamento de todos E + J + 90° = C + I + 90° E
os passos. Essas etapas são 4.º) Com base na propriedade dos ân- s
importantes porque está sendo gulos opostos pelo vértice (OPV), podemos G

desenvolvida a habilidade afirmar que os ângulos I e J, com vértice em H

EF09MA10, proposta na BNCC, V, são iguais. Dessa forma, podemos substituir t

um pelo outro em um dos lados e simplificar


que é a de demonstrar relações
a expressão.
simples entre os ângulos
E + J + 90° = C + J + 90°
formados por retas paralelas
cortadas por uma transversal. Logo, E = C.
5.º) Os ângulos E e H são suplementares, assim como os ângulos C e D. Com base nisso, temos:
Na seção Desenvolver e
E + H = 180° e C + D = 180°
aplicar desta página, os alunos
Dessa forma: E + H = C + D
precisarão fazer demonstrações
baseadas no que foi apresen- Como vimos no passo anterior, E = C, então, voltando à expressão, tem-se H = D.
tado até o momento. É indicado 6.º) Descobrimos que os ângulos H e D são congruentes. Com base na propriedade dos ângulos
que essa atividade seja feita na OPV, podemos deduzir que D = B e H = F. Dessa forma, D = B = H = F.
sala de aula com o auxílio do Provamos, portanto, que os ângulos citados são congruentes entre si.
professor. As demonstrações em Observação: Sempre que uma propriedade é demonstrada, podemos utilizá-la como afirmação
matemática são, comumente, em uma outra demonstração que precise ser realizada. Desse modo, as demonstrações vão se tornando
menos trabalhosas. Sempre que terminamos uma demonstração, podemos usar c.q.d., que significa
vistas como difíceis e abstratas,
como queríamos demonstrar.
porém é interessante que
os alunos tenham contato
DESENVOLVER E APLICAR
com este tipo de atividade,
pois isto facilitará momentos
1. Demonstre em seu caderno que os ângulos alternos externos A e G, formados por duas retas
futuros. Incentive-os a usar a paralelas cortadas por uma transversal, são congruentes.
notação c.q.d. (como queríamos
2. Demonstre, em seu caderno, que os ângulos colaterais internos formados por duas retas
demonstrar), presente em
paralelas cortadas por uma transversal são suplementares (somam 180º) em todos os casos.
demonstrações matemáticas.
3. Elabore um exercício com três itens para o qual seja necessária a utilização das propriedades
Resposta dos ângulos formados por duas retas paralelas cortadas por uma transversal. Troque-o com

EF21_9_MAT_L2_U5_02
um colega e depois corrija a resolução dele.
1.
1.ο) Pela demonstração já
realizada, temos que os ângulos
alternos internos são iguais, ou 120 MATEMÁTICA
seja, C = E.
2.ο) Por outro lado, pela
propriedade de ângulos opostos 2.
pelo vértice (OPV), temos: C = A
e E = G. 1.°) Com base na propriedade de ângulos suplementares, obtemos: C + D = 180°.
2.°) Ângulos alternos internos são iguais, então C = E.
B
3.°) Com base nos itens anteriores, obtemos E + D = 180°, ou seja,
A
são suplementares.
C
D 4.°) Da mesma forma, podemos obter C + F = 180°. Consequentemente, para os
colaterais externos.
F 3. Resposta pessoal.
E
G
H

3.°) Pelas afirmações


anteriores, obtemos A = G.

120 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 120 09/12/2020 18:21:13


Teorema de Tales Egito, e assim entrar em contato
com a Matemática mais avan-
Tales de Mileto foi um grande matemático do século VI a.C., na Grécia. Ele ficou conhecido por çada da época que o definiu.
medir a altura de uma pirâmide com base no comprimento da sua sombra. Observando os raios solares,
notou que eles chegam à Terra inclinados. Assim, com o auxílio de uma estaca, ele concluiu que, no Sugestão de atividade
momento em que o comprimento da sombra da estaca fosse igual ao comprimento da estaca, a altura
da pirâmide seria igual ao comprimento da sombra da pirâmide. Desse modo, ele conseguiu medir a 1. Sabendo que r//s, determine
altura da pirâmide e, por consequência, enunciou o seu teorema. a medida dos ângulos indicados.
t1 t2 a)
A M
a
t
Sejam as retas a, b e c, que determinam, sobre a trans- B N
b
versal t1, os segmentos AB e BC e, sobre a transversal t2, os c 25° r
segmentos MN e NP.
C P
c
b a
s
t1 t2

Se considerarmos a unidade de medida u, tal que A M


a
u
AB = 2u e BC = 3u, então, desse modo, estamos dividindo os
B u
segmentos AB e BC em duas e três partes iguais, respectiva-
N
b b)
u
mente, de modo que os cinco segmentos sejam congruentes. u t
Pelos pontos de divisão, traçamos retas paralelas às retas C u P
a, b e c, obtendo um feixe de retas paralelas. c a
b r
Como o feixe de paralelas determina segmentos con- t1 t2
A M
gruentes sobre uma transversal, esse também determina a
u v 140°
segmentos congruentes sobre qualquer outra transversal;
assim, os segmentos determinados em t1 são congruentes e
B u v N
b
s
u v
os segmentos determinados em t2 também são congruentes.
u v
Denominamos essas medidas de v. Então:
C u v P
AB 2u 2 
  
c
c)
BC 3u 3  AB MN
 
t
MN 2v 2  BC NP
  134°
NP 3v 3  a r
Desse modo, é possível afirmar que os segmentos AB, BC, MN e NP são proporcionais.
Podemos, então, escrever que:
c b
s
Um feixe de paralelas determina, em duas transversais, segmentos proporcionais.

AB MN
Teorema de Tales: Se a // b // c, então =
BC NP
Solução:
EF21_9_MAT_L2_U5_02

EF21_9_MAT_L2_U5_02

Podemos considerar ainda outras proporções com base no Teorema de Tales, tais como:
a)

AB MN
= •
BC NP
= •
AB BC
= a = 25°
BC NP AC MP MN NP
b = 155°
MATEMÁTICA 121
c = 155°
b)
a = 140°
b = 40°
Encaminhamento metodológico
c)
Neste momento é apresentado ao aluno o Teorema de Tales. Se possível, realize
a = 46°
diferentes exemplos.
b = 46°
Dica para ampliar o trabalho c = 134°
No link a seguir você pode ler mais sobre Tales de Mileto.
• https://www.ebiografia.com/tales_de_mileto/.

Orientação para RA
Explique aos alunos que há poucas informações sobre a vida e a obra de Tales
(624 – 558 a.C.). Frequentemente, ele é considerado o primeiro matemático “verda-
deiro”, por ter se preocupado em provar alguns teoremas. O teorema que leva seu
nome não foi definido por Tales, mas foi observado por ele na Babilônia. Pitágoras, que
viveu um pouco depois teve, provavelmente, a oportunidade de viajar à Babilônia e ao

MATEMÁTICA 121

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 121 09/12/2020 18:21:14


Resposta COLOCANDO EM PRÁTICA

As respostas para a seção 1. Um feixe de três retas paralelas (r, s e t) determina sobre uma transversal (p) dois segmentos
Atividades são: consecutivos, que medem 11 cm e 9 cm. Calcule o comprimento dos segmentos determinados
1. DF = 22 cm pelo feixe em outra transversal (q), sabendo que o segmento compreendido entre a primeira
e a terceira paralela dessa transversal mede 30 cm.
2.  Solução:
Iniciamos com a representação geométrica do problema, chamando os segmentos procurados
A D r de x e y. Na sequência, aplicamos o Teorema de Tales na razão da parte para soma, encontrando
cada valor desconhecido.
x+1 5x + 2
p
B E s
q

r
2 9 11 cm x x + y = 30 cm
s
C F t 9 cm y
t

p q
Aplicando-se o Teorema de Tales, temos:

x  1 5x  2
 11 x
=
9
=
y
2 9 20 30 20 30
9 · (x + 1) = 2 · (5x + 2)
x = 5 cm Com base na propriedade de proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Logo:

DF = 36 cm 20 · x = 330 20 · y = 270
330 270
Dica para ampliar x=
20
y=
20
o trabalho x = 16,5 y = 13,5
O link a seguir apresenta a
Obtemos, portanto, que os segmentos formados medem 16,5 cm e 13,5 cm.
construção do Teorema de Tales
no GeoGebra. Nele é possível
fazer movimentações nas retas
paralelas e nos pontos, bem
como mostrar aos alunos que o ATIVIDADES
teorema continua válido.
1. Na figura, as retas r, s e t são paralelas e suas 2. Três retas paralelas r, s e t intersectam duas
• www.geogebra.org/ medidas estão indicadas em centímetros. transversais p e q. A transversal p encontra
material/simple/id/395027 Determine a medida do segmento DF. as paralelas r, s e t, nessa ordem, nos pontos
A, B e C. A transversal q encontra as para-
A D r lelas r, s e t, nessa ordem, nos pontos D, E
6 x+2 e F. Sabendo que AB = x + 1, BC = 2 cm,
B E s
5 x
DE = 5x + 2 e EF = 9 cm, quanto mede DF?

EF21_9_MAT_L2_U5_02
C F t
u v

122 MATEMÁTICA

122 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 122 09/12/2020 18:21:22


Teorema de Tales nos triângulos
Podemos aplicar o Teorema de Tales nos triângulos quando traçamos uma paralela a um dos lados.
Toda paralela a um lado de um triângulo que encontra os outros dois lados em pontos distintos
determina, sobre esses dois lados, segmentos proporcionais.
A
t

AM AN
r / /BC  
M N
r
MB NC

s
B C

 Exemplo: C
Sabendo que t é paralela ao lado AB do triângulo representado a seguir,
determine a medida, em cm, dos lados AC e BC. 6x
2x + 12
t

2x + 2
A 2x + 4
Solução:
B
Aplicando o Teorema de Tales, obtemos:
2x  2 2x 4

6x 2 x 12
(2x + 2) (2x + 12) = 6x (2x + 4)
4x2 + 24x + 4 x + 24 = 12x2 + 24x Reduzindo os termos semelhantes para
obter uma equação do segundo grau.
4x2 – 12x2 + 24x + 4x – 24x + 24 = 0
–8x2 + 4x + 24 = 0 ÷(–4)
2x2 – x – 6 = 0
Utilizando a fórmula resolutiva da equação do 2.° grau, podemos obter os possíveis valores para x:
∆ = (– 1)2 – 4 · 2 · (– 6)
∆ = 1 + 48 = 49
  1  49
x
22
1 7 8
x’   2
1 7 4 4
x 
4 1  7 6 3
x ’’   
4 4 2
3
Como x"  não convém como medida, o único valor possível é x = 2.
2
Fazendo a substituição de x por 2 nas expressões que representam as medidas, obtemos AC = 18 cm
EF21_9_MAT_L2_U5_02

EF21_9_MAT_L2_U5_02

e BC = 24 cm.

MATEMÁTICA 123

Encaminhamento metodológico
Para cada um dos teoremas apresentados, faça mais exemplos com os alunos,
destacando sempre os lados proporcionais.
Orientação para RA
Esta atividade digital solicita aos alunos que relacionem os triângulos com as
relações proporcionais dadas entre seus segmentos.

MATEMÁTICA 123

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 123 09/12/2020 18:21:22


Encaminhamento Teorema das bissetrizes
metodológico Outra importante aplicação do Teorema de Tales é o Teorema das bissetrizes. Observe a seguir.
Teorema da bissetriz interna de um triângulo: A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo
Nesta página, realize o
determina, sobre o lado oposto, segmentos proporcionais aos lados adjacentes.
passo a passo dos teoremas
com os alunos. Reforce o A
Teorema da bissetriz externa,
pois os alunos costumam ter 
AD é bissetriz de A  AB AC DB DC
dificuldades nessa relação.   ou 

AB e AC são lados adjacentes de A  BD CD AB AC

B D C

Teorema da bissetriz externa de um triângulo: Se a bissetriz de um ângulo externo de um


triângulo intersecta a reta que contém o lado oposto, então ela divide esse lado oposto em segmentos
proporcionais aos lados adjacentes.
A

AD é bissetriz de A  DB AB AB AC
  ou 

AB e AC são lados adjacentes de A  DC AC BD CD

B C D

 Exemplos
 determina no lado NP os segmentos NC
1) Em um triângulo MNP, a bissetriz interna MC do ângulo M
NC 2
e CP, cuja razão é = . Sabendo que MN = 12 cm, determine a medida do lado MP.
CP 3
Solução: M
Pelo enunciado, temos a figura a seguir, em que x é a medida do x
12
lado MP.
Pelo teorema da bissetriz interna: N C P
36
12 NC x=
= 2
x CP
x = 18
Como NC  2  12  2 Logo, MP = 18 cm.
CP 3 x 3
2 · x = 36 D
2) Na figura a seguir, que representa um jardim, cada letra indica C
o local onde deverão ser plantadas algumas flores. Para o jardi-
neiro foram dadas as seguintes medidas: AI = 18 cm, AC = 60 cm, 60 40
BC = 40 cm. Em relação ao ponto I, foi informado que ele está lo- I y E
calizado na bissetriz interna do triângulo ABC, e o ponto E está na A 18 x B

EF21_9_MAT_L2_U5_02
bissetriz externa desse triângulo. Determine a distância entre I e E.

124 MATEMÁTICA

124 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 124 09/12/2020 18:21:32


Solução:
Denominamos BI = x e BE = y e aplicamos o teorema das bissetrizes interna e externa:
9
60 40
=
18 12  y 60

c) x= ou x = 4,5
18 x y 40 2
60 · x = 720 60 · y = 40 · (30 + y)
d) x = 6
x = 12 60 · y = 1 200 + 40 · y 2.
18  x  y 60 20 · y = 1 200
 a) x=5
y 40 y = 60
b) x = 12
Por último 60 + 12 = 72 cm. Com isso, a distância entre I e E é 72 cm.
c) x = 120
ATIVIDADES d) x=6

1. Em seu caderno, calcule o valor de x nos triângulos a seguir: Dica para ampliar
a) c) C o trabalho
3 2
x+3 10 Mostre aos alunos uma
x 6 r das formas de demonstração
6 geométrica do Teorema de
x B Pitágoras e solicite a eles que
b) A pesquisem se há outras formas
A
6 3
x–1 e apresentem suas descobertas
d)
x 3 x+4 aos colegas na aula seguinte.
x+2 B
Seguem dois exemplos de
x
demonstrações:
C b c
2. Em seu caderno, calcule o valor de x nas imagens a seguir utilizando o Teorema da bissetriz.
c
a) A b) C a a b
18 15 8
5
11–x x
B C x+3 2x
D
A M B

d) A b a a c
A
c)
28
24 10 c b
5
B 20 C x D
B 6 C x D

Teorema de Pitágoras B
Este é um teorema específico para o triângulo retângulo, em que um dos ângulos mede 90° (ângulo
reto, por isso sua denominação é triângulo retângulo).
EF21_9_MAT_L2_U5_02

EF21_9_MAT_L2_U5_02

a c
Você já ouviu falar em Pitágoras? b
C A

MATEMÁTICA 125

Encaminhamento metodológico
Inicie o conteúdo apresentando aos alunos a classificação dos triângulos em
relação aos ângulos e especifique que o teorema apresentado diz respeito apenas aos
triângulos retângulos.
No ícone Oralidade, comente com os alunos que esse assunto foi encontrado em
materiais babilônicos de mais de mil anos a.C. e é provável que tenha sido atribuído a a=5
Pitágoras, que viveu nos anos 500 a.C., por ter sido elaborada uma demonstração do
Teorema em sua escola, intitulada Escola Pitagórica.
Resposta
1.
c=3
a) x = 9 b=4
b) x = 2

MATEMÁTICA 125

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 125 09/12/2020 18:21:34


Observe a figura do triângulo retângulo a seguir:
Encaminhamento C
metodológico Os lados que formam o ângulo reto são chamados de
catetos (AB e AC).
a
Por meio da resolução b O maior lado, que é oposto ao ângulo reto, é chamado
das atividades desta página os de hipotenusa (BC).
alunos poderão desenvolver a A c B O Teorema de Pitágoras é enunciado da seguinte forma:
habilidade EF09MA14, proposta
na BNCC, que é a de resolver e O quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma do quadrado das medidas dos catetos.
elaborar problemas de aplicação Podemos escrever em linguagem matemática: a² = b² + c²
do Teorema de Pitágoras ou das
relações de proporcionalidade Observando a figura acima, podemos resumir esse enunciado, matematicamente, da seguinte
envolvendo retas paralelas maneira:
cortadas por secantes. 2 2
CB  AB  AC
2

Resposta  Exemplos:
1) Encontre o lado x desconhecido no triângulo a seguir.
As respostas para a seção C
Desenvolver e aplicar são: Solução:
x x2 = 62 +82
1. Serão utilizados 6 cm
x2 = 36 + 64
aproximadamente 660 m de x2 = 100
cabo para a rede de fibra óptica. A 8 cm B
x = 10 cm
A resposta para a seção A hipotenusa desse triângulo mede 10 cm.
Interação é:
DESENVOLVER E APLICAR
A área do terreno é 2 720 m2.
Assim, a área de cada lote deve O Teorema de Pitágoras é bastante utilizado em diversas áreas profissionais, na engenharia,
ser aproximadamente 906 m2. arquitetura, entre outros. Leia a situação a seguir e resolva-a em seu caderno.
Essa proposta resulta em terrenos A
com aproximadamente 685,40 m2, 1. Entre o topo de dois prédios de uma mesma empresa será
instalada uma rede de cabo óptico. As distâncias e as alturas
958,50 m2 e 1 083,45 m2, o que podem ser observadas no esquema a seguir. B
não satisfaz aos critérios. Determine a quantidade aproximada, em m, de cabo que 25 m

será utilizada somente entre os extremos A e B dos prédios, 15 m


sabendo que serão passados 16 cabos entre os prédios para
formar essa rede. (Utilize: 17  4 ,123.)
40 m

INTERAÇÃO
80 m
Arlete tem um terreno e deseja dividi-lo entre seus três Rua Firmino de Freitas
filhos, oferecendo um lote de áreas aproximadas a cada
Rua B

um. Uma pessoa sugeriu que a divisão seja feita conforme 16 m


30 m
41 m
mostra a figura. Forme dupla com um colega e respondam 32 m

EF21_9_MAT_L2_U5_02
52 m
em seu caderno: Rua
29
de
29 m
Ma
rço
Vocês acham que a divisão feita desta forma atende aos 25 m

critérios de Arlete? Justifiquem.

126 MATEMÁTICA

126 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 126 09/12/2020 18:21:39


ATIVIDADES 25
f) x =
1. Nas figuras a seguir, as retas r, s e t são paralelas. Determine o valor de x em cada uma das situações. 6
a) b) g) x = 5
r r
4 x 4 x
s
s h) x = 2 3
8 6 2 8
t
t 2. x = 4 2, ou seja, x = 5,656 m.
A altura da parede é
aproximadamente 5,65 m.
c) d)
r r 3. B
2 10 x
s s

10 8 2 3
t t

e) f) r
r
4 x 4 s
s
6 5 7
2x + 3
t t

5x –1

g) r h)
x+2 r
x s x 3
s
5 7
t 2x 8
t

2. Uma escada de 6 metros de comprimento está apoiada na emenda entre a parede e o beiral
de uma casa. A escada está sobre a calçada distante da parede cerca de 2 metros. Determine
a altura da parede. (Utilize: 2  1, 414.)
3. (OBMEP) O topo de uma escada de 25 m de comprimento está encostado
na parede vertical de um edifício. O pé da escada está a 7 m de distância
da base do edifício, como na figura. Se o topo da escada escorregar 4 m
para baixo ao longo da parede, qual será o deslocamento do pé da escada?
a
escad

a) 4 m b) 8 m
EF21_9_MAT_L2_U5_02

EF21_9_MAT_L2_U5_02

c) 9 m d) 13 m
7

e) 15 m

MATEMÁTICA 127

Resposta
As respostas para a seção Atividades são:
1.
a) x = 3

b) x = 16
8
c) x =
5
d) x = 15
10
e) x =
3

MATEMÁTICA 127

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 127 09/12/2020 18:21:47


Resposta DE OLHO NA PROVA
r s t
A resposta para a seção De 1. (CEFET-MG) Considere a figura em que r // s // t . O valor x x+2 a
olho na prova é: de x é: b
1. B a) 3
b) 4 2x + 7
As respostas para a seção
Vamos praticar mais são: c) 5 x+6
d) 6
1.
a) x = 45, AB = 56, AC = 63. VAMOS PRATICAR MAIS?
15 2. Na figura a seguir, AD é bissetriz externa no
b) x = 7,5 ou x = , AB = 25, 1. No triângulo da figura a seguir, BC//DE. triângulo ABC. Determine o valor de x.
AC = 12,5. 2 Determine o valor de x e dos lados AB e AC A

nos triângulos ABC.


c) x = 12,5, AB = 22,5, AC = 27. A 3

d) x = 5, AB = 15, AC = 10. 2

2. x = 12 40 x B
6 C x D

3. D 3. (ENEM) Na figura abaixo, que representa


D E o projeto de uma escada de 5 degraus de
4. QR = 20 cm 16 18 mesma altura, o comprimento total do cor-
a) B C rimão é igual a:
5. x = 48 cm e y = 32 cm 30 cm
A

corrimão

90 cm
10
5 30 cm
24 cm
24 cm
24 cm
D E

90 cm
24 cm
15 x
24 cm
b) B C

a) 1,8 m. b) 1,9 m.
C
15 c) 2,0 m. d) 2,1 m.
E e) 2,2 m.
12 4. Um feixe de três retas paralelas encontra
A
duas transversais r e s, determinando em
c) 10 D x B r os pontos A, B e C e em s os pontos P, Q
e R. Sabendo que AB = 6 cm, BC = 15 cm e
A PQ = 8 cm, qual é a medida de QR?

x+4 6
5. Num triângulo ABC, uma reta r, paralela
ao lado BC, dividirá o lado AB em dois seg-
mentos, cujas medidas são 20 cm e 30 cm.

EF21_9_MAT_L2_U5_02
D E
Sabendo que o lado AC mede 80 cm, deter-
x+1 x–1
d) mine as medidas dos segmentos determina-
B C dos nesse lado AC pela reta r.

128 MATEMÁTICA

128 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 128 09/12/2020 18:21:57


6. Duas avenidas partem de um mesmo ponto cordas possui 25 cm de comprimento da
A e cortam duas retas paralelas, como mos- primeira à última corda, se todas as cordas
tra a figura a seguir. Na primeira avenida, os são equidistantes, a distância entre duas
quarteirões determinados pelas ruas para- cordas seguidas, em centímetros, é
lelas medem 50 m e 80 m, respectivamente.
Na segunda avenida, um dos quarteirões
mede 60 m. Qual é a medida x do outro
quarteirão?

a) 1
m
80

b) 1,5
c) 2
m
50

A d) 2,5
60 m x
e) 3
7. Duas transversais partem de um mesmo 11. (UEG-2019) Três ruas paralelas são cortadas
ponto A e encontram duas paralelas. A pri- por duas avenidas transversais nos pontos
meira transversal corta as paralelas em B e A, B, e C da Avenida 1 e nos pontos D, E e F
C, enquanto a segunda corta em D e E. Se da Avenida 2, de tal forma que AB = 90 m,
AB = 6 cm, BC = 9 cm e AD = 4 cm, qual é a BC = 100 m, DE = x e EF = 80 m. Nessas con-
medida de AE? dições, o valor de x é:

8. Na figura a seguir, a // b // c. Quais são os a) 62 m


valores de x e y? Dica: Refaça o desenho b) 60 m
deslocando as transversais. c) 72 m
d) 74 m
18 e) 68 m
a
15 12. (CFMG-2015) O perímetro do triângulo ABC
x  divide
vale 120 cm, e a bissetriz do ângulo A
10 5 b
y o lado oposto em dois segmentos de 18 cm
c
e 22 cm, conforme a figura.

9. No triângulo EBC a seguir, AD // BC e EF é A


bissetriz do ângulo Ê. Calcule o valor de x e y.
E c b
6 x

A D
2 3
B 4 F y C
18 22
B C
10. (IFSP) Um instrumento musical é formado A medida do maior lado desse triângulo,
por 6 cordas paralelas de comprimentos di- em cm, é
ferentes, as quais estão fixadas em duas has-
a) 22
tes retas, sendo que uma delas está perpen-
EF21_9_MAT_L2_U5_02

EF21_9_MAT_L2_U5_02

dicular às cordas. O comprimento da maior b) 36


corda é de 50 cm, e o da menor é de 30 cm. c) 44
Sabendo que a haste não perpendicular às d) 52

MATEMÁTICA 129

Resposta
6. 96 m
7. 10 cm
8. x = 6 e y = 12
9. x = 9 e y = 6
10. E
11. C
12. C

MATEMÁTICA 129

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 129 09/12/2020 18:21:58


Teoremas de proporção – Relacionando conceitos

TEOREMA DE TALES

é definido por

um feixe

de

retas
retas paralelas
paralelas

sobre

transversais

determinando

segmentos
proporcionais

quando aplicado em

triângulos

temos o

teorema

de da

Tales nos bissetriz


bissetriz
triângulos
de um
interna
podendo
triângulo ser
externa

130 MATEMÁTICA

130 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 130 09/12/2020 18:21:59


• Polígonos inscritos em uma
circunferência e polígonos regulares
Realidade aumentada
• Medida do ângulo central e do
ângulo inscrito do triângulo, • Polígonos
do quadrado e do hexágono
• Polígonos semelhantes e • Semelhança entre polígonos
algumas propriedades
Encaminhamento
metodológico
Neste capítulo será
desenvolvida a habilidade
EF09MA15, proposta pela BNCC,
que é a de descrever, por escrito
e por meio de um fluxograma,
um algoritmo para a construção
de um polígono regular cuja
medida do lado é conhecida,
utilizando régua, compasso e
softwares.
Este capítulo tem foco no
estudo de polígonos regulares e
de polígonos inscritos e circuns-
critos. No texto inicial, incentive
os alunos a desenharem uma
Escola Digital roda-gigante de modo que as
cadeiras fiquem equidistantes.
Depois, verifique se consegui-
ram e quais recursos utilizaram
idade para garantir que as cadeiras
estivessem dispostas de forma
6
un

a manter a mesma distância


entre si.

Po
lígon res
os regula
k
erstoc
a n/Shutt
Kobby Dag

1. Definições
Você conhece a roda-gigante? Esse brinquedo, tradicional em parques de diversões, é composto de
algumas cadeiras nas quais as pessoas se sentam e, depois de acionado, executa um movimento circular. À
noite, algumas rodas-gigantes costumam ficar iluminadas, o que desperta encanto nas pessoas. No entanto,
não são só as cores e o brilho que as encantam: as rodas-gigantes estão cada vez maiores. Em março de 2014
foi inaugurada a High Roller, considerada a maior roda-gigante do mundo até então. Ela tem 165 metros de
altura e 28 gôndolas, com capacidade para levar até 40 pessoas.
Como é possível calcular uma distância entre as gôndolas que seja suficiente para que elas não batam
uma na outra? 131

Objetivos do capítulo
• Reconhecer polígonos inscritos em uma circunferência.
• Reconhecer polígonos regulares.
• Construir polígonos inscritos em uma circunferência.
• Identificar os elementos de um polígono.
• Determinar a medida do ângulo central e do ângulo inscrito do triângulo, quadrado
e hexágono.
• Compreender que dois polígonos regulares com a mesma quantidade de lados são
semelhantes.
• Reconhecer que polígonos semelhantes têm perímetros proporcionais às medidas
dos lados, do raio da circunferência circunscrita e do apótema.

MATEMÁTICA 131

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 131 09/12/2020 18:22:29


Encaminhamento Polígonos inscritos em uma circunferência
metodológico Em uma roda-gigante, existem 6 cadeiras dispostas de modo a ficarem a uma distância igual entre
si. Sabe-se que a distância do centro da roda até uma das cadeiras é de 3 m. Nessas condições, qual é
Faça a retomada do
a distância entre uma cadeira e outra?
conceito de polígonos regulares
A figura que representa o problema nos mostra:
com os alunos. Vale ressaltar
que as relações aqui estudadas d d
não anulam o que eles já conhe-

3m
cem sobre polígonos regulares,
3m
como área, perímetro, estudo de 3m
diagonais etc. Os alunos tendem d 3m d
a acreditar que são conteúdos
3m

3m
diferentes. Posteriormente,
inicie o estudo de polígonos
d d
inscritos e circunscritos a uma
circunferência.

• um polígono (hexágono) com todos os seus vértices passando por uma circunferência (no caso,
a roda-gigante);
• que a distância d procurada representa a medida do lado desse hexágono.
Quando consideramos 3, 4, 5, 6 etc. pontos distintos sobre uma circunferência, as cordas conse-
cutivas formam polígonos inscritos nessa mesma circunferência.
A A
A D
B F

C
B C E

B C
D

ABC é um triângulo inscrito na ABCD é um quadrilátero inscrito ABCDEF é um hexágono inscrito na


circunferência. na circunferência. circunferência.

Assim:
• um polígono é inscritível quando existe uma circunferência que passa por todos os seus vértices;
• um triângulo é sempre inscritível em uma circunferência;
• um polígono de 4 ou mais lados pode não ser inscritível em uma circunferência.
Vectorpocket/Shutterstock

EF21_9_MAT_L2_U6_01
132 MATEMÁTICA

132 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 132 09/12/2020 18:22:40


INTERAÇÃO Resposta
Para esta atividade reúnam-se em duplas. Vocês vão precisar de folha sulfite, compasso e régua. Para obter um triângulo
Agora, sigam este passo a passo para construir um hexágono regular inscrito em uma circun- equilátero inscrito em uma
ferência de raio 5 cm. circunferência de raio 5 cm
partindo da construção já
• Marquem no meio da folha um ponto O.
realizada, basta unir com a régua
A
os vértices alternados (pulando
• Ajustem o compasso para uma abertura de 5 cm. O r
um), como mostra a figura:

• Com centro em O desenhem a circunferência.


B

• Mantenham essa abertura de 5 cm no compasso até a conclusão do


A
desenho.
O r
F
• Marquem um ponto A sobre a circunferência.

C B
• Com centro em A, tracem um arco que intersecte a circunferência no
ponto B, à direita de A, e outro que intersecte a circunferência no ponto A
F, à esquerda de A. r
O
E F
• Com centro em B, tracem um arco que intersecte a circunferência no
ponto C, à sua direita; e, com centro em F, tracem um arco que intersecte
a circunferência no ponto E, à sua esquerda. C B

A
• Para obter o ponto D, tracem um arco com centro em C ou em E que
O r
intersecte a circunferência nesse ponto. D
E F

• Utilizem a régua para unir consecutivamente os pontos A, B, C, D, E,


F e A, obtendo um hexágono regular inscrito em uma circunferência.

Agora, sobre esse hexágono inscrito, desenhem um triângulo equilátero inscrito nessa cir-
cunferência de raio 5 cm.
EF21_9_MAT_L2_U6_01

EF21_9_MAT_L2_U6_01

MATEMÁTICA 133

Encaminhamento metodológico
Na atividade da seção Interação, deixe os alunos interpretarem cada passo da
construção. Caso sejam necessárias intervenções, aja de forma breve para que eles
tenham autonomia durante a execução da atividade. Após a maior parte da turma ter
concluído a atividade com êxito, é recomendada a representação no quadro para que
todos visualizem.
Dica para ampliar o trabalho
Como ampliação da atividade proposta na seção Interação, sugira aos alunos a
construção do hexágono no software online.
Utilizando a mesma sequência da construção por régua e compasso, a execução
dos passos no GeoGebra ampliará as possibilidades de manipulação de propriedades
durante a atividade.

MATEMÁTICA 133

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 133 09/12/2020 18:22:42


Encaminhamento Polígonos circunscritos a uma circunferência
metodológico Quando tomamos 3, 4, 5, 6 etc. pontos distintos sobre uma circunferência, as tangentes traçadas
por esses pontos podem formar polígonos denominados polígonos circunscritos à circunferência. No
Na seção Desenvolver caso de polígonos formados por 3 pontos distintos, não há tangentes paralelas.
e aplicar os alunos são A
incentivados a usar o software M
B A
GeoGebra, que possibilita uma M
D
aprendizagem com autonomia N
e significado. Na sequência,
N P
proponha aos alunos que sigam Q
B
os passos individualmente para P
construir outros polígonos C
C

circunscritos a circunferências ABC é um triângulo ABCD é um quadrilátero


utilizando o software GeoGebra. circunscrito. circunscrito.

Orientação para RA Assim, dizemos que:


• um polígono é circunscritível quando existe uma circunferência que tangencia todos os seus
Apresente aos alunos o lados;
vídeo desta realidade aumen- • um triângulo é sempre circunscritível a uma circunferência;
tada para retomar o conceito
• nem sempre um polígono de 4 ou mais lados é circunscritível a uma circunferência.
de polígonos convexos,
não convexos, regulares e
irregulares. DESENVOLVER E APLICAR

O software online GeoGebra ajuda a visualizar algumas propriedades da geometria. Você pode
acessá-lo em: https://www.geogebra.org/geometry.
Na construção de um triângulo circunscrito a uma circunferência, é possível visualizar no
GeoGebra que as tangentes nunca podem ser paralelas entre si. Observe a seguir como representar
um triângulo circunscrito usando esse software.
• Passo 1: Marque um ponto utilizando a ferramenta Ponto.

• Passo 2: Construa um círculo de centro em A com raio de 5 cm.

• Passo 3: Marque os pontos B, C e D sobre a circunferência (usando a mesma ferramenta


do Passo 1).

• Passo 4: Com a ferramenta Reta tangente, selecione o ponto B e a circunferência; aparecerá


na tela a reta tangente à circunferência nesse ponto. Repita este passo para criar as retas
tangentes à circunferência nos pontos C e D.

• Passo 5: Marque os pontos E, F e G nas interseções das tangentes (usando a mesma ferra-
menta do Passo 1).

• Passo 6: Obtenha o triângulo EFG utilizando a ferramenta Polígono, clicando nesses pontos.

EF21_9_MAT_L2_U6_01
• Passo 7: Para verificar a propriedade citada, basta mover o ponto B de modo que duas
tangentes fiquem paralelas, observando o que ocorre.

134 MATEMÁTICA

134 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 134 09/12/2020 18:22:50


1. O que acontece com a figura quando realizamos o passo 7? O que se pode concluir?

2
3
ι
h

Polígonos regulares
1
3

1
Observe os polígonos convexos a seguir. 2
A
D
D C D C
a) Número de lados.
A C
b) Ângulo central.
B C A B
Triângulo equilátero Quadrado
B
Losango
A
Retângulo
B c) Cada ângulo interno.
 Solução:
• Um polígono convexo é equilátero quando todos os seus lados são congruentes entre si. a) 3 lados iguais (l).
• Um polígono é equiângulo quando todos os seus ângulos são congruentes entre si. b) O ângulo central
• Quando um polígono é equilátero e equiângulo, é denominado polígono regular. 360
Ac =  120
Portanto: 3
c) Um ângulo interno do
Um polígono é regular quando tem todos os lados congruentes entre si e todos os ângulos triângulo equilátero é
internos congruentes entre si. 180 3  2  1801
Ai=   60
A 3 3
Elementos de um polígono regular
Observe, na figura, um polígono regular inscrito em uma circunfe- F B
rência e seus elementos. r 1
• O centro da circunferência denomina-se centro do polígono (O). O 2

• O segmento que une dois vértices consecutivos do polígono l a


M

denomina-se lado do polígono regular (l). r


• O raio da circunferência circunscrita denomina-se raio do polí- C
gono regular (r). E
• O comprimento do segmento que vai do ponto O até o lado,
formando o ângulo reto, denomina-se apótema do polígono D
regular (a).
A
• O ângulo que tem o vértice no centro, e cujos lados contêm dois
raios consecutivos, denomina-se ângulo central (Ac). Sua medida
B 360
F é Ac =  que n é o número de lados do polígono.
, em
n
• O ângulo cujos lados são dois lados consecutivos de polígono de-
O
l Ac 180°(n − 2)
nomina-se ângulo interno (Ai). Sua medida é Ai= .
n
EF21_9_MAT_L2_U6_01

EF21_9_MAT_L2_U6_01

• O número de diagonais de um polígono regular convexo é dado


E C n(n− 3)
Ai pela fórmula: d = .
2
D

MATEMÁTICA 135

Resposta
1. Resposta pessoal, mas é esperado que o aluno perceba que, quando a reta tangente
ao círculo em B ficou paralela à reta tangente ao círculo em D, não foi possível formar
um triângulo. Essa verificação poderá ser feita movendo qualquer um dos três pontos.

Encaminhamento metodológico
Explique cada um dos elementos de um polígono regular no quadro e, se possível,
realize mais exemplos no quadro, como o exercício disponível na seção Sugestão de
atividade.
Sugestão de atividade
1. Obtenha os elementos de um triângulo equilátero de lado l sabendo que o centro
1 2
está a do lado e a do vértice do triângulo.
3 3

MATEMÁTICA 135

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 135 09/12/2020 18:23:04


Resposta ATIVIDADES
1. As respostas estão no Livro 1. Nomeie corretamente os elementos do polígono abaixo.
do aluno. A Lado
2.
F B
a) 150° Apótema
b) 9 Raio
O

Orientação para RA E C
Ângulo inscrito
Esta Realidade aumentada Ângulo central
traz um jogo educacional que D
desafia o aluno a reconhecer
polígonos semelhantes. 2. Considere um polígono regular de 12 lados. Calcule:
a) o ângulo central desse polígono.
Encaminhamento
metodológico b) a quantidade de diagonais desse polígono.
Comente com os alunos
que, no caso dos triângulos,
observamos que é suficiente
a congruência dos ângulos
correspondentes para que Propriedades dos polígonos regulares
sejam semelhantes. Com Polígonos são semelhantes se, e somente se, os ângulos respectivos são congruentes e os lados
outros polígonos, o mesmo correspondentes (homólogos) são proporcionais.
não acontece. Por exemplo, Propriedade: as medidas dos perímetros (2p e 2p') de dois polígonos semelhantes são propor-
dois retângulos têm os ângulos cionais às medidas de dois lados correspondentes quaisquer.
congruentes, mas podem não E D
ter a mesma semelhança:
E’ D’
D C
F C
F’ C’
30
A B A’ B’
A 40 B
2p AB BC
P O ABCDEF  A ’B’C ’D’E ’F’   
2p’ A ’B’ B’C ’

Com isso, podemos afirmar que dois polígonos regulares, com o mesmo número de lados,
M 60 N são semelhantes.

EF21_9_MAT_L2_U6_01
Observamos, também, Propriedade: o mesmo elemento (lado, raio e apótema) de dois polígonos regulares, com o mesmo
que triângulos que têm lados número de lados, são proporcionais aos seus perímetros.
respectivamente proporcionais
são semelhantes.
Com outros polígonos, 136 MATEMÁTICA
essa condição não é suficiente.
Por exemplo, o quadrado e
o losango das figuras abaixo têm
os lados proporcionais, mas não
apresentam a mesma “forma”.
25

25 25

25

30 30

30 30

136 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 136 09/12/2020 18:23:08


COLOCANDO EM PRÁTICA

Considere dois hexágonos regulares inscritos em circunferências de raios 14 cm e 21 cm. Sendo


o perímetro do hexágono inscrito na menor delas 84 cm, determine o perímetro do outro hexágono.
 Solução:
Indicando por x o perímetro desconhecido e aplicando a propriedade, temos:

14 84 1764
  14 x  1764  x   x  126
21 x 14

Portanto, o perímetro do outro hexágono é 126 cm.

ATIVIDADES

1. Verifique, justificando sua resposta, se são semelhantes os pares de figuras a seguir.


a) b)
D C P O
D C
P O
18 6
12 5

A 24 B M 16 N A 20 B M 15 N

2. Dois pentágonos regulares P1 e P2 são semelhantes. Cada lado do pentágono P1 mede 8 cm.
2
Qual é a medida do lado do pentágono P2, se a razão de semelhança de P1 para P2 é ?
3

INTERAÇÃO

Reúnam-se em grupos para fazermos a representação geométrica, com régua e compasso,


de um triângulo equilátero cuja medida de lado é conhecida. Siga as orientações a seguir e repre-
sente um triângulo equilátero onde l = 4 cm.
1) Marquem a medida do lado do triângulo no caderno, medindo C
4 cm. Nomeie uma das extremidades de A e a outra de B.
2) Com centro em A tracem uma circunferência.
3) Com centro em B tracem outra circunferência.
4) Nomeiem a intersecção entre as duas circunferências de C,
que será o terceiro vértice do triângulo equilátero.
EF21_9_MAT_L2_U6_01

EF21_9_MAT_L2_U6_01

A B
5) Unam os vértices A, B e C e obtenha o triângulo equilátero
de lado 4 cm.

MATEMÁTICA 137

Encaminhamento metodológico
Represente com os alunos os polígonos seguindo as descrições colocadas na
seção Interação e retome com eles as propriedades que estão sendo utilizadas, caso
seja necessário. Embora essa representação do triângulo equilátero inscrito na circunfe-
rência seja bastante complexa, isso possibilitará aos alunos a retomada de propriedades
e o desenvolvimento da habilidade EF09MA15 da BNCC, que é a de descrever, por
escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um polígono
regular cuja medida do lado é conhecida, utilizando régua, compasso e softwares.
Resposta
1.
a) São semelhantes porque seus lados são proporcionais.
b) Não são semelhantes porque seus lados não são proporcionais.
2. Lado = 12 cm

MATEMÁTICA 137

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 137 09/12/2020 18:23:09


Resposta ATIVIDADES

1. 1. Determine a medida do ângulo central e a de cada ângulo interno dos polígonos a seguir.

a) Ac = 120° e Ai = 60° a) Triângulo equilátero:

b) Ac = 90° e Ai = 90°
c) Ac = 60° e Ai = 120° b) Quadrado:

2. r = 10 cm
c) Hexágono regular:
3. a = 5 3 cm
4. I = 8 2 2. O perímetro de um polígono regular inscrito em uma circunferência cujo raio mede x é 60 cm.
5. A Sabendo que o outro polígono regular com o mesmo número de lados está inscrito em uma
circunferência de raio 25 cm e tem 150 cm de perímetro, quanto mede o comprimento x do
raio da primeira circunferência?

3. Os perímetros de dois polígonos regulares, com o mesmo número de lados, medem 48 cm e


60 cm. Quanto mede o apótema do segundo, se o apótema do primeiro mede 4 3 cm?

4. Os perímetros de dois polígonos regulares, com o mesmo número de lados, estão um para o
outro como 2 está para 5. Sabendo que a medida do lado do segundo polígono é 20 2 cm,
calcule a medida do lado do primeiro polígono.

5. (UECE) Se, em um polígono convexo, o número de lados n é um terço do número de diagonais,


então o valor de n é
a) 9.
b) 11.

EF21_9_MAT_L2_U6_01
c) 13.
d) 15.

138 MATEMÁTICA

138 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 138 09/12/2020 18:23:14


DE OLHO NA PROVA

1. (CP2-2018) O mosaico a seguir é formado por pentágonos


regulares e losangos.
A soma das medidas dos ângulos x, y e z é igual a:
a) 252°.
b) 288°.
c) 324°.
d) 360°.

VAMOS PRATICAR MAIS?


4. (IFSP-2016) Ana estava participando de uma
1. (CEFET-RJ) Manuela desenha os seis vértices gincana na escola em que estuda, e uma das
de um hexágono regular (figura a seguir) e questões que ela tinha de responder era
une alguns dos seis pontos com segmentos “quanto vale a soma das medidas dos ângu-
de reta para obter uma figura geométrica. los internos do polígono regular da figura?”
Essa figura não é seguramente um:

a) retângulo. c) quadrado.
b) trapézio. d) triângulo
equilátero. Para responder a essa pergunta, ela lem-
2. (ESPM) Na figura a seguir, ABCD é um qua- brou que seu professor ensinou que a soma das
drado, BDE é um triângulo equilátero e BDF medidas dos ângulos internos de um triângulo
é um triângulo isósceles, onde AF = AB. A é igual a 180° e que todo polígono pode ser de-
medida do ângulo α é: composto em um número mínimo de triângulos.
F
Sendo assim, Ana respondeu corretamente à
pergunta dizendo:
A
B a) 720° d) 1 080°
α
b) 900° e) 630°
D
c) 540°
C
E 5. (IFAL-2016) Um pai possui um terreno no
formato de um hexágono regular com lado
a) 120° d) 122,5°
12 m. Ele pretende construir um muro divi-
b) 135° e) 110,5° dindo o terreno em dois trapézios de mesma
c) 127,5° área, um com frente para a uma rua e outro
3. (PUC-Rio) Os ângulos internos de um qua- para a outra, que serão dados para seus dois
drilátero medem 3x – 45, 2x + 10, 2x + 15 e filhos. Qual o comprimento do muro?
x + 20 graus. a) 12 m.
O menor ângulo mede: b) 18 m.
EF21_9_MAT_L2_U6_01

EF21_9_MAT_L2_U6_01

a) 90° d) 105° c) 24 m.
b) 65° e) 80° d) 30 m.
c) 45° e) 36 m.

MATEMÁTICA 139

Resposta
A resposta para a seção De olho na prova é:
1. B
As respostas para a seção Vamos praticar mais? são:
1. C
2. C
3. B
4. B
5. C

MATEMÁTICA 139

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 139 09/12/2020 18:23:15


Definições – Relacionando conceitos

POLÍGONOS

podem estar
quando

inscritos circunscritos
regulares
inscritos
têm são possuem quando
quando

lados e ângulo semelhantes existe uma


lados e sângulos todos os seus circunferência
vértices estão em que tangencia
se possuem uma circunferência todos os
que são
seus lados

congruentes os ângulos
entre si respectivamente
congruentes

apótema raio
e se centro
o
quando
os lados homólogos
são proporcionais inscrito em uma
circunferência

140 MATEMÁTICA

140 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 140 09/12/2020 18:23:16


• Razões métricas nos
polígonos regulares
construção de um polígono
• Apótema e lado de um regular cuja medida do lado é
polígono regular inscrito
em uma circunferência
conhecida, utilizando régua,
• Raio de uma circunferência compasso e softwares.
que circunscreve
polígonos regulares Este capítulo tem foco no
estudo das relações métricas
nos polígonos regulares
inscritos em uma circunferência.
Utilize o texto da abertura para
expor aos alunos o conceito de
regularidade entre polígonos
e justaposição de polígonos
regulares. Aborde também os
ângulos centrais.

Escola Digital

idade

6
un

Po
lígon res
os regula
k
erstoc
r t /S h u t t
StudioSma

2. Relações métricas
Os alvéolos das abelhas despertam a curiosidade de matemáticos desde a Antiguidade. A forma com
que as abelhas os constroem tem o objetivo de otimizar a economia de cera. Os alvéolos têm o formato de
um prisma hexagonal, pois as faces desses prismas se justapõem.
Se, em vez da forma hexagonal, esses alvéolos tivessem uma forma circular, haveria perda de espaço?
As abelhas poderiam, com esse formato, armazenar mais ou menos mel?

141

Objetivos do capítulo
• Aplicar as razões métricas para determinar a medida do apótema de um polígono
regular inscrito em uma circunferência.
• Aplicar as razões métricas para determinar a medida do lado de um polígono
regular inscrito em uma circunferência.

Realidade aumentada
• Relações métricas em polígonos regulares
• Calculando a medida do lado e do apótema do polígono regular inscrito

Encaminhamento metodológico
Neste capítulo será desenvolvida a habilidade EF09MA15, indicada na BNCC,
que é a de descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a

MATEMÁTICA 141

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 141 09/12/2020 18:23:40


Encaminhamento Relações métricas
metodológico Quando consideramos um polígono regular de lado L, inscrito em uma circunferência de raio r,
podemos estabelecer relações entre as medidas do lado, do apótema e do raio.
Quando abordar as Essas relações são conhecidas como relações métricas nos polígonos regulares e podem ser de-
relações métricas, destaque monstradas a partir de elementos já estudados anteriormente.
para os alunos os elementos dos A seguir, observe como se obtêm essas relações. Considere que o número subscrito (ln, an etc.) em
polígonos inscritos: cada medida significa o número de lados do polígono.
• Relações métricas no quadrado inscrito em uma circunferência
• l = medida do lado do
polígono; D C
AB = l4 = medida do lado do quadrado.
• a = medida do apótema do O l4
polígono; MB = = metade do lado do quadrado.
2
• r = medida do raio da OM = a4 = medida do apótema do quadrado.
circunferência circunscrita. A M B BO = r = medida do raio.
Cálculo da medida do apótema (a4)
Caso julgue necessário,
Observe que o segmento OM é paralelo ao lado do quadrado e há um apótema de mesma medida
realize exemplos definindo oposto a ele iniciando no ponto O.
valores para o raio das circunfe-
rências circunscritas. l4
Com isso podemos afirmar que o apótema mede a4 = .
2

Cálculo da medida do lado (l4)


Como o apótema (OM = a4) une perpendicularmente o centro com o lado em seu ponto médio,
l
temos que o triângulo OMB é retângulo, com catetos iguais medindo 4 e hipotenusa igual a r.
2
Aplicando o Teorema de Pitágoras, temos:
2l2
2 2
l l l2 l2
r   4r  2l  2r  l
2 2 2 2 2
r2        r2   ⇒ ⇒ 2r 2  l  r 2  l
2 2 4 4 4

Obtemos, então, que o lado do quadrado inscrito em uma circunferência é l = r 2 .

• Relações métricas no hexágono regular inscrito em uma circunferência


E D
AB = l6 = medida do lado do hexágono.
l6
F O C MB = = metade do lado do hexágono.
2
OM = a6 = medida do apótema do hexágono.
BO = r = medida do raio.
A M B
Cálculo da medida do lado (l6)

EF21_9_MAT_L2_U6_02
Com base na medida do ângulo central e na de cada ângulo interno, pode-se perceber que o
hexágono regular é formado por 6 triângulos equiláteros.

Com isso, concluímos que r = l6.

142 MATEMÁTICA

142 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 142 09/12/2020 18:23:50


Cálculo da medida do apótema (a6)
Observe que o segmento OM é a altura de um desses triângulos equiláteros. Aplicando o Teorema
r l r
de Pitágoras no triângulo retângulo OMB de catetos a e (sendo r = l6, temos 6 = ) e hipotenusa r,
2 2 2
temos:
2
4 r 2 4  a6 r 2
2 2
r r
r 2  (a6 )2     r 2  (a6 )2  ⇒    4 r  4  a6 2  r 2
2

2 4 4 4 4
2
3r 3r r 3
4(a6 )  4r  r  4(a6 )2  3r 2 ⇒
= = =
2 2 2
a6
4 2 2

r 3
O apótema do hexágono regular é .
2

• Relações métricas no triângulo equilátero


C
AC = l3 = medida do lado do triângulo equilátero.
l3
O MB = = metade do lado do triângulo equilátero.
B 2
OM= a3 = medida do apótema do triângulo equilátero.
M
BO = r = medida do raio.
A P
Cálculo da medida do lado (l3)
Para obter a medida do l3, utilizaremos o hexágono regular inscrito em uma circunferência como
facilitador. Como no hexágono regular temos r = l6, podemos afirmar que AP = r; como PO é raio da cir-
cunferência, temos: PC = 2r e AC é lado do triângulo, ou seja, AC = l3. Aplicando o Teorema de Pitágoras:
(2r)2 = r2 + (l3)2 ⇒ 4r2 = r2 + l32
4r2 – r2 = l32 ⇒ 3r2 = l32
3r 2  l3  3r  l3  l3  r 3

O lado do triângulo equilátero é l3 = r 3 .

Cálculo da medida do apótema (a3)


No caso do apótema, utilizaremos o triângulo retângulo OMB, com hipotenusa r, um cateto l3 e
o outro a3. 2

4  a3  (l3 )2
2 2
l  l2 4r
2

r 2   a3    3   r 2  a23  3  4r  4  a3   (l3 )
2 2
 
2 2

2 4 4 4 4

Acabamos de calcular o lado do triângulo, l3 = r 3 , então:


2 2
r r r
  a3 
2 2
4r 2  4 a32  r 3 ⇒ 4r
2
 4 a3  3r
2 2
⇒ 4r
2
 3r  4 a3 ⇒
2 2
⇒ a3   a3 
4 4 2
EF21_9_MAT_L2_U6_02

EF21_9_MAT_L2_U6_02

r
O apótema do triângulo é a3 = , ou seja, exatamente metade do raio.
2

MATEMÁTICA 143

Orientação para RA
Nesta Realidade aumentada o aluno encontrará um jogo da memória que rela-
ciona, com o apótema, as medidas do lado de um triângulo inscrito na circunferência.
Para fixar melhor os conceitos, observe a orientação metodológica da Realidade
aumentada, que propõe uma continuação da atividade.

MATEMÁTICA 143

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 143 09/12/2020 18:23:51


Encaminhamento INTERAÇÃO

metodológico Em dupla, construa um mosaico de polígonos regulares. Para isso, você e seu colega precisa-
Na atividade 3 da seção rão de: folhas coloridas, folha sulfite e cola. Observe a seguir as instruções para essa composição.
Atividades, solicite aos alunos que, Mosaico de polígonos regulares
antes da resolução das atividades Para formar esse tipo de mosaico, devemos utilizar somente polígonos cujas medidas de
propostas, construam o hexágono, lado sejam todas iguais. Nesta atividade, utilizaremos apenas triângulos equiláteros, quadrados e
seguindo os passos abaixo. hexágonos regulares, todos com lados medindo 3 cm.
a) Desenhe uma circunferência Primeiro, desenhem no papel colorido a quantidade que desejarem dessas figuras de modo
de raio 2,5 cm de centro O. que cada tipo de polígono seja de uma cor (a quantidade de polígonos varia conforme o mosaico
que vocês desejem representar). Em seguida, recortem as figuras.
b) Marque um ponto A sobre a O objetivo do mosaico é preencher o plano sem que sobrem brechas, formando uma com-
circunferência. posição que se repete. Para que isso ocorra, uma propriedade deve ser respeitada: a soma dos
c) Com a abertura do ângulos internos dos polígonos que se encontram em um mesmo vértice deve sempre ser 360°.
compasso igual a OA e com a Dessa forma, colem, na folha de papel sulfite, os polígonos regulares recortados compondo
ponta seca em A, trace um arco um mosaico de forma que os polígonos cubram perfeitamente o plano. Podem ser utilizados juntos
que intersecte a circunferência os triângulos equiláteros, os quadrados e os hexágonos regulares ou apenas dois desses polígonos
no ponto B. regulares (3 cm de lado).
d) Com a mesma abertura do Dica: iniciem no centro da folha e depois recortem as partes que sobrarem ao redor da folha.
compasso, coloque a ponta Por fim, façam uma exposição dos mosaicos para a turma.
seca em B e trace novo arco
que intersecte a circunferência,
determinando o ponto C. ATIVIDADES
e) Com a mesma abertura do
compasso, coloque a ponta 1. Determine em seu caderno as medidas do lado e do apótema de um hexágono regular inscrito
seca em C e trace novo arco em uma circunferência de raio:
que intersecte a circunferência, a) 30 cm;
determinando o ponto D. b) 45 cm;
f ) Com a mesma abertura do c) 52 cm;
compasso, coloque a ponta d) 56 cm.
seca em D e trace novo arco 2. O apótema de um triângulo equilátero inscrito em uma circunferência de raio r mede 6,25 cm.
que intersecte a circunferência, Determine em seu caderno o valor de r.
determinando o ponto E.
3. Considere um hexágono regular de lado l inscrito em uma circunfe- B
Na seção Interação, solicite rência de raio r. Em seu caderno, faça o que se pede. 
aos alunos que desenhem e B
A
a) Determine a medida do segmento BO.
recortem no mínimo 10 unida- B O
des de cada tipo de polígono b) Determine a medida do ângulo central. A

para iniciar a atividade. Ajude-os  e B ?


c) O que se pode afirmar sobre a medida dos ângulos A
durante o desenvolvimento da d) Quanto mede o ângulo A ?
atividade, conforme forem sur- e) Está correto afirmar que o triângulo AOB é equilátero?
gindo dificuldades na visualiza-
4. Quatro circunferências, C1, C2, C3 e C4, têm, respectivamente, 20 cm, 25 cm, 30 cm e 40 cm
ção de combinações possíveis. de raio. Determine, em seu caderno, a medida do lado de um quadrado e de um hexágono
Existem outras possibilidades regular inscritos nessas circunferências.
que poderão surgir durante o
desenvolvimento da atividade.
Resposta 144 MATEMÁTICA
As respostas para a seção
Atividades são:
1.
a) a6 = 15 3 cm, l6 = 30 cm c) São congruentes, pois o triângulo é d) 60°
equilátero. e) Sim.
45 3
b) a6 = , l6 = 45 cm 4.
2
Quadrado inscrito:
c) a6 = 26 3 cm, l6 = 52 cm
C1: l = 20 2 cm; C2: l = 25 2 cm; C3: l = 30 2 cm; C4: l = 40 2 cm.
d) a6 = 28 3 cm, l6 = 56 cm Hexágono regular inscrito:
2. r = 12,5 cm C1: l6 = 20 cm; C2: l6 = 25 cm; C3: l6 = 30 cm; C4: l6 = 40 cm.
3. A resposta para a seção Interação é pessoal.

a) O segmento é um raio da Orientação para RA


circunferência, portanto r. A Realidade aumentada desta página é uma atividade em que o aluno deve
b) É um ângulo central de um fazer as relações de medidas em duas colunas dado um trapézio inscrito em uma
hexágono, portanto 60°. circunferência. Observe as orientações metodológicas com a solução da atividade para
a ampliação do conhecimento.

144 MATEMÁTICA

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 144 09/12/2020 18:24:10


DESENVOLVER E APLICAR

Representação de um fractal geométrico no GeoGebra


O termo fractal foi introduzido em 1975 por Benoit Mandelbrot, matemático polonês que
difundiu amplamente a Geometria Fractal. O termo fractal vem do latim, do adjetivo fractus, deri-
vado do verbo frangere, que significa quebrar, fracionar. Dessa forma, é possível entender as suas
características. Seguindo estes passos, é possível construir um fractal, conhecido como Triângulo
de Sierpinski.
1.° passo: Represente um segmento AB. Ferramentas Básicas
2.° passo: Represente duas circunferências de raio AB, uma com A
centro em A e outra com centro em B. Mover Ponto Segmento Reta

3.° passo: Marque o ponto C na interseção. Círculos


4.° passo: Represente os segmentos BC e AC com a ferramenta
utilizada no 1.° passo. Círculo dados Círculo dados Compasso Semicírculo
5.° passo: Com a ferramenta Ponto Médio, encontre D, E e F, pon- Centro e Um Centro e Raio

tos médios de AB, BC e AC, respectivamente. Para isso, clique em cada Ferramentas Básicas
ponto após selecionar a ferramenta. A
6.° passo: Represente os segmentos DE, EF e FD com a ferramenta Mover Ponto Segmento Reta
utilizada no 1.° passo.
Construções
7.° passo: Repita o 5.° e o 6.° passo nos triângulos ADF, BDE e CEF
(não faça no triângulo central).
Ponto Médio Reta Mediatriz Reta Paralela
8.° passo: Repita o 7.° passo em cada um dos 9 triângulos for- ou Centro Perpendicular

mados. E, na sequência, nos triângulos que forem surgindo após cada Bissetriz Reta Tangente
repetição.
Com base na construção realizada, preencha as propriedades do Triângulo de Sierpinski na
tabela a seguir (utilize o triângulo inicial com l = 1).
Número de Perímetro de
Nível Perímetro total
triângulos um triângulo

0 1 3 3

3 9
1 3
2 2
3 27
2 9
4 4
3 81
3 27
8 8

   

n
n 3 3
n 3 n  
2 2
EF21_9_MAT_L2_U6_02

Observe que os triângulos ficam cada vez menores, mas, a cada nível, o perímetro total está
aumentando. Dessa forma, é possível observar como ele é fracionado ou fragmentado.

MATEMÁTICA 145

Encaminhamento metodológico
Na seção Desenvolver e aplicar aproveitamos o conteúdo de polígonos regulares para
apresentar aos alunos um fractal geométrico representado a partir de um triângulo equilátero.
Além de reforçar conceitos referentes a essa figura geométrica, a interação dos alunos com o
software proposto pode trazer várias possibilidades para o estudo de conteúdos posteriores.
Estimule-os a pesquisar mais sobre o tema fractais e suas propriedades. O software é uma
importante ferramenta para dar subsídios aos alunos para que desenvolvam a habilidade
EF09MA15, indicada na BNCC.
Resposta
As respostas para a seção Desenvolver e aplicar estão no Livro do aluno.

MATEMÁTICA 145

PG21LP292SDM0_MIOLO_EF21_9_MAT_L2_LP.indb 145 09/12/2020 18:24:12


ATIVIDADES
Resposta
1. Em seu caderno, determine em cada caso o comprimento r do raio da circunferência na qual
1. há um quadrado inscrito de lado medindo:

a) r = 8 2 cm a) 16 cm.
b) 25 cm.
c) 49 cm.
25 2
b) cm 2. Um quadrado de 16 cm de perímetro está inscrito em uma circunferência. Determine em seu
2 caderno o raio dessa circunferência.

49 2 3. Um hexágono regular está inscrito em uma circunferência. Determine em seu caderno o raio da
c) cm circunferência circunscrita ao hexágono, sabendo que a medida do apótema do hexágono é:
2 a) 3 cm.
2. r = 2 2 cm b) 7 cm.
c) 9 cm.
3.
4. Um quadrado e um hexágono regular estão inscritos em uma circunferência. Calcule em seu
a) r = 2 3 cm caderno a medida do lado do quadrado, sabendo que o perímetro do hexágono mede 15 cm.
14 3 Utilize 2 = 1,4.
b) r = cm 5. A figura a seguir mostra um vitral circular, no qual se destaca um hexágono regular inscrito
3
em seu contorno. Sabendo que o diâmetro do vitral é de 42 cm, qual será o perímetro desse
c) r = 6 3 cm hexágono regular? Registre a resposta em seu caderno.
4. l4 = 3,5 cm
5. p = 126 cm
6. l3 = 8 3 cm
a3 = 4 cm
7. r = 2 2 cm
8. 5 13 cm
6. O raio de uma circunferência corresponde, em cm, à raiz positiva da equação: x2 – 3x – 40 = 0.
9. r = 5 cm; a = 2,5 cm Nessas condições, determine em seu caderno a medida do lado e do apótema do triângulo
equilátero inscrito nessa circunferência.
10. Ap = 2 2 cm
7. A medida do lado de um quadrado inscrito em uma circunferência corresponde à medida da
hipotenusa de um triângulo retângulo, cujos catetos medem 2 3 cm e 2 cm. Determine em
seu caderno o raio da circunferência onde está inscrito o quadrado.
8. Em um triângulo retângulo, as medidas dos catetos correspondem às medidas do lado e do
apótema de um triângulo equilátero inscrito em uma circunferência de raio 10 cm. Determine
em seu caderno a medida da hipotenusa desse triângulo retângulo.
9. Os perímetros de dois polígonos regulares, com o mesmo número de lados, são, respectiva-
mente, 28,28 cm e 39,592 cm. Quanto medem o raio e o apótema do primeiro, se o raio e o

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apótema do segundo medem, respectivamente, 7 cm e 3,5 cm?
10. O lado de um hexágono regular inscrito em uma circunferência mede 8 cm. Determine em seu
caderno o apótema do quadrado inscrito na mesma circunferência.

146 MATEMÁTICA

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DE OLHO NA PROVA
b) Incorreta. O raio de um
1. (PUC-Rio) A medida da área, em cm2, de um quadrado que pode ser inscrito em um círculo de polígono inscrito em uma
raio igual a 5 cm, é: circunferência de raio r também
a) 20 b) 20 2 mede r, entretanto o raio de
c) 25 um polígono é o segmento de
d) 50 2
reta que vai de seu centro até a
e) 50
circunferência na qual ele está
2. (UEPB) A área de um triângulo equilátero cujo apótema mede 2 cm é igual a: inscrito. Os únicos segmentos
a) 3 cm2 b) 9 3 cm2 que tornam isso possível são os
c) 4 3 cm 2
d) 12 3 cm2 que vão do centro do polígono
e) 4 3 cm2
até os seus vértices.
c) Correta.
d) Incorreta. O centro de
VAMOS PRATICAR MAIS? um polígono regular inscrito
sempre coincide com o centro
1. Determine o lado do triângulo sabendo que o apótema de um triângulo equilátero mede: da circunferência em que ele
a) 3 cm. b) 5 cm. está inscrito.
c) 9 cm. d) 15 cm. e) Incorreta. Os lados de
B C
2. (FGV) Na figura, ABCDEF é um hexágono regular de lado 1 dm, e Q é o um polígono convexo são
centro da circunferência inscrita a ele. necessariamente congruentes.
O perímetro do polígono AQCEF, em dm, é igual a A Q
D
a) 4 + 2 b) 4 + 3
c) 6 d) 4 + 5
e) 2(2 2) F E
3. (EEWB) Um ciclista deu 100 voltas em uma pista que tinha a forma de um hexágono regular.
Cada lado do hexágono media 15 m. Quantos quilômetros ele percorreu?
a) 9 b) 90
c) 900 d) 9 000
4. Dado o polígono regular MNOPQ, inscrito em uma circunferência de raio r, analise as alterna-
tivas a seguir e assinale aquela que for correta.
a) Podemos afirmar que somente quatro vértices desse polígono também pertencem a essa
circunferência.
b) O raio desse polígono também mede r e equivale a todo segmento de reta que parte do
centro do polígono e vai até a sua borda.
c) Esse polígono pode ser dividido em cinco triângulos isósceles, caso a divisão seja feita por
meio de seus raios.
d) O centro desse polígono não coincide com o centro da circunferência na qual ele está inscrito.
e) Os lados desse polígono podem assumir valores distintos.
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MATEMÁTICA 147

Resposta
As respostas para a seção De olho na prova são:
1. E
2. D
As respostas para a seção Vamos praticar mais? são:
1.
a) 6 2 cm b) 10 2 cm c) 18 2 cm d) 30 2 cm
2. B
3. A
4.
a) Incorreta. Todos os vértices de um polígono pertencem à circunferência na qual ele
está inscrito.

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Relações métricas – Relacionando conceitos

RELAÇÕES MÉTRICAS

em

polígonos regulares inscritos

na

circunferência

são usadas para o

cálculo de medidas

no

quadrad hexágono triângulo polígono


quadrado equilátero de n lados
o

para encontrarmos

lado
lado apótema

148 MATEMÁTICA

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Referências
ABDALA, Vitor. Pesquisa do IBGE diz que 46% dos brasileiros são sedentários. EBC. 10 dez. 2014. Disponível em: www.
ebc.com.br/noticias/brasil/2014/12/pesquisa-do-ibge-diz-que-46-dos-brasileiros-sao-sedentarios. Acesso em: 28 nov. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC: educação é a base. Brasília, 2017. Disponível
em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20 dez-site.pdf. Acesso em: 28 nov. 2019.
CALDEIRA, Ademir Donizeti; MALHEIROS, Ana Paula dos Santos; MEYER, João Frederico da Costa de Azevedo. Modelagem
em educação matemática. São Paulo: Autêntica, 2011.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Educação matemática: da teoria à prática. Recife: Papirus, 2008.
HOGBEN, Lancelot. Maravilhas da matemática. Porto Alegre: Globo, 1970.
IMENES, Luiz Marcio Pereira; JAKUBOVIC, José; LELLIS, Marcelo Cestari. Pra que serve a matemática? São Paulo: Atual, 2004.
IZAR, Soraya. Divisão gráfica de segmentos. Disponível em: www.felizemdesenho.com/wp-content/uploads/2011/12/
divsegm-expalg4.pdf. Acesso em: 28 nov. 2019.
O QUE é uma função? Khan Academy. Disponível em: https://pt.khanacademy.org/math/algebra2/alg-2-old-content/function-
introduction/v/what-is-a-function. Acesso em: 28 nov. 2019.
RELAÇÕES e funções. Puc Minas. Disponível em: www.matematica.pucminas.br/profs/web_walter/oficinas/Oficina022005.
pdf. Acesso em: 21 nov. 2019.
SODRÉ, Ulysses. Matemática essencial: funções quadráticas. Londrina: UEL, 2010. Disponível em: www.uel.br/projetos/
matessencial/superior/matzoo/quadratica.pdf. Acesso em: 21 nov. 2019.
TALES de Mileto. eBiografias. Disponível em: www.e-biografias.net/tales_de_mileto/. Acesso em: 21 nov. 2019.
TEOREMA de Tales. Geogebra. Disponível em: https://www.geogebra.org/m/CxUWJuHv. Acesso em: 28 nov. 2011.
VARIAÇÃO de sinal da função polinomial do 1.° grau. Matemática Didática. Disponível em: www.matematicadidatica. com.
br/FuncaoAfimVariacaoSinal.aspx. Acesso em: 28 nov. 2019.
VÁRHIDY, Charles Georges J. L. Desenho geométrico: uma ponte entre a álgebra e a geometria. Ouro Preto: UFOP, 2010.
Disponível em: www.ppgedmat.ufop.br/arquivos/produtos_2010/Produto_Charles.pdf. Acesso em: 21 nov. 2019.

MATEMÁTICA VII

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VIII MATEMÁTICA

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