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A Regeneração e o Desenvolvimento de Infraestruturas

O ano de 1851 ficou marcado na história pelo golpe militar do marechal duque de Saldanha, que
consequentemente deu início à Regeneração, período da vida política portuguesa, que decorreu
entre 1851 e o fim do século XIX, e que teve como objetivos o estabelecimento da concórdia social e
política e o desenvolvimento económico do país.

Com a Regeneração pretendia-se conciliar as diversas fações do Liberalismo português, o que de


facto foi possível pela aprovação do Ato Adicional de 1852, um documento que prometia a revisão
da Carta Constitucional de 1826, o alargamento do sufrágio, o estabelecimento de eleições diretas
para a Câmara dos Deputados, e o asseguramento do rotativismo partidário (alternância no poder
dos principais partidos políticos).

A partir da Regeneração passou-se também a aplicar o sistema político do Fontismo, dinamizado por
Fontes Pereira de Melo, a política era destinada ao desenvolvimento dos transportes e meios de
comunicação, considerados como as infraestruturas fundamentais do progresso económico e da
modernização.

Foi devido à aplicação do Fontismo que se conseguiu a abertura de estradas macadamizadas, a


introdução dos caminhos de ferro, em 1856, a edificação de pontes (D. Maria e D. Luís, no Porto; Vila
Real; Valença; etc..); a construção e modernização de portos; e a instalação do telégrafo, em 1857, e
do telefone, em 1882, e as reformas nos correios.

Nos finais do século XIX surgiram ainda mais inovações tais como a eletricidade, o automóvel e o
elétrico.

Das inovações consequentes da aplicação do Fontismo criou-se um mercado nacional único, que
procurava assegurar o abastecimento uniforme de todas as zonas do país, facilitar a ligação entre as
várias áreas do interior e destas com o litoral, e estimular o consumo de massas; e não só, foi
também possível alargar as relações internacionais.

Inês Filipa Dias Costa 12ºLH