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CLIMA

 O estado do tempo condiciona a maioria das atividades humanas.

Estado do tempo: condições meteorológicas momentâneas num certo lugar.

Clima: sucessão dos estados de tempo, numa determinada região, durante um período
longo.

 Os balões-sonda, as boias oceânicas e os satélites permitem a recolha de dados


meteorológicos antes inacessíveis.

 Os satélites meteorológicos funcionam ligados a computadores instalados em terra e


desempenham uma função muito importante na previsão meteorológica pois
conseguem dar sucessivamente e com pequenos intervalos informações sobre o
estado do tempo.

Elementos do clima: são fenómenos atmosféricos que caracterizam o clima de uma região.
Os mais importantes são a temperatura, a humidade, a precipitação, a pressão atmosférica
e o vento.
Fatores climáticos: são as circunstâncias que condicionam o clima de uma região pela
influência que exercem sobre os seus elementos.
Precipitação: queda de água atmosférica que resulta da condensação do vapor de água.
Pode ter forma líquida ou solida.
Pressão atmosférica: é a força exercida pela atmosfera em cada unidade da superfície.
Vento: é o ar em movimento, resulta da diferença de pressão e temperatura entre
diferentes áreas.
Sinópticas: cartas que permitem fazer a previsão do tempo.

 A partir dos dados que recebem os meteorologistas elaboram cartas sinópticas que
permitem fazer a previsão do estado do tempo nas próximas horas e dias em várias
regiões.

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 Apesar dos grandes avanços previsões exatas para longos períodos são quase
impossíveis. A maior parte dos fenómenos observados ocorrem na TROPOSFERA.

 A previsão do tempo é de grande utilidade para as atividades humanas sendo assim


possível programa-las com antecedência, tais como a atividade agrícola, pesca, rotas
marítimas e da aviação comercial, produção de energia eólica, hidroelétrica. A
previsão do tempo também é importante para a ocorrência de determinadas
catástrofes naturais (inundações, cheias, secas, furacões vagas e calor e de frio)

Insolação: número de horas de sol descoberto acima do horizonte.

Humidade atmosférica: vapor de água que existe na atmosfera que resulta da evaporação
da água dos oceanos, mares, lagos e da evaporação da transpiração dos seres vivos.

Nebulosidade: quantidade de céu coberto por nuvens num determinado momento.

Elementos Humidade Pressão


Temperatura Precipitação Vento
do clima atmosférica atmosférica

Instrumento Termómetro Pluviómetro Higrómetro Barómetro Anemómetro


s de medição

A distribuição da temperatura e os fatores condicionantes

A temperatura é um dos elementos mais importantes na caracterização do clima de uma região

Variação diária da temperatura:


A temperatura varia ao longo do dia sendo que:
 As temperaturas mínimas registram-se de madrugada, um pouco antes do nascer do sol
 As temperaturas máximas registam-se durante o dia até as 14 – 16 horas

Em cada dia verifica-se uma temperatura máxima e uma temperatura mínima.


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Amplitude térmica diária: Diferença entre a temperatura máxima e a temperatura
mínima registrada durante o dia.

Temperatura media diária: é a média aritmética dos valores de temperatura registrados


a diferentes horas do dia.

O movimento de rotação da terra é responsável pela sucessão dos dias e das noites e
pela variação do angulo de incidência ao logo do dia, refletindo-se então na variação da
temperatura registrada ao longo do dia.

Movimento da rotação da terra: movimento que e terra executa em sentido direto


(contrário do ponteiro do relógio) em torno do seu eixo com uma duração de 24 horas.
Este movimento é responsável pela sucessão dos dias e das noites, e pelo movimento
aparente do sol.

O movimento da rotação da terra provoca a variação da inclinação dos raios solares e da


espessura da atmosfera. Assim sendo a intensidade de energia solar que incide sobre a
superfície terrestre varia ao longo do dia diminuindo a medida que a inclinação dos raios
solares aumentam.

Assim sendo:

 Quanto maior for o angulo de inclinação maior é a espessura da atmosfera


atravessada pelos raios solares e maior é a superfície de incidência.

 Quanto menor for o angulo de inclinação menor é a espessura da atmosfera


atravessada pelos raios solares e menor é a superfície de incidência.

A inclinação dos raios solares influencia a intensidade de energia solar que atinge um
determinado lugar.

Variação anual da temperatura


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Com a exceção das regiões equatoriais o movimento de translação da terra (deslocação da
terra em torno do sol) é responsável pela variação anual da temperatura.

Equinócio: dias do ano em que o sol se encontra sobre o equador. Acontece no dia 21 de
março e 22 ou23 de Setembro

Solstícios: dias do ano em que sol se encontra sobre os trópicos. Acontece no dia 21 de junho
e no dia 21 ou 22 de dezembro.

Movimento de translação: movimento de um planeta em torno do sol.

No solstício de Junho em qualquer lugar do hemisfério é maior a área iluminada do que a não
iluminada, logo os dias são maiores do que as noites, atingindo no dia 21 de junho a sua maior
duração.

No solstício de dezembro o hemisfério sul recebe maior incidência de raios solares. Os dias
são maiores do que as noites no hemisfério sul.

Isotérmicas: linha que une pontos com a mesma temperatura


Temperatura media mensal: media aritmética dos valores de temperatura médias diárias
durante um mês.

Temperatura media anual: media aritméticos dos valores de temperatura média mensal ao
longo do ano.

Amplitude térmica anual: É a diferença entre a temperatura média do mês mais quente e a
temperatura medi do mês mais frio.

De regra geral a temperatura diminui do equador para os polos. Quanto maior é a latitude
maior é a inclinação dos raios solares e maior é a atmosfera que os raios solares tem de
atravessar.

A distribuição das isotérmicas de janeiro e julho mostram que as temperaturas acompanham o


movimento do sol ao longo do ano. Em janeiro quando o sol “passa” junto ao tropico de
Capricórnio, o hemisfério norte registra as temperaturas mais baixasse em julho quando o sol
passa sobre o tropico de câncer, é o hemisfério Sul que registra temperaturas mais baixas.

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O angulo de incidência dos raios solares que atingem a superfície terrestre varia com a
latitude

Como a inclinação dos raios solares aumenta do equador para os polos, a radiação solar
diminui quando aumenta a latitude.

A duração do dia vária com a latitude e com as estações do ano. Assim quanto menor for a
duração do dia, menor será a insolação e por consequência menor será a temperatura.

A variação da temperatura com a proximidade de oceano/continentalidade

Litoral – Menor continentalidade Interior - Maior continentalidade



Temperaturas mais amenas ao longo do ano Maiores variações de temperatura ao
longo do ano

 

Temperaturas não são muito: Temperaturas são mais


 Elevadas no verão  Elevadas no verão
 Baixas no inverno  Baixas no inverno
 

Menor amplitude térmica anual 5


Maior amplitude térmica anual

Variação das temperaturas com as correntes marítimas.

Corrente marítima: deslocamentos de grandes extensões de águas oceânicas. A sua formação


provem da conjugação do movimento de rotação da terra e dos ventos dominantes, das
diferenças de temperatura e da salinidade. A temperatura e a salinidade são fatores que fazem
variar a densidade da agua, provocando o seu movimento. As correntes marítimas podem ser
horizontais ou verticais de acordo com a orientação dos movimentos, e frias ou quentes
conforme a temperatura da água.

Assim: As correntes frias contribuem para uma maior variação das temperaturas:
Nos lugares localizados junto a costa há:
 Um maior arrefecimento do ar no inverno
 Um maior aquecimento no verão
 Uma amplitude térmica anual mais elevada.

As correntes quentes contribuem para moderar as temperaturas:


No inverno os lugares localizados junto á costa tem ao longo do ano:

 Temperaturas mais amenas


 Uma menos amplitude térmica anual.

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A variação da temperatura com o relevo/ altitude

 As temperaturas mais baixas verificam-se nas áreas de grandes conjuntos montanhosos


(com exceção das latitudes elevadas).

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Fatores que influenciam a distribuição da precipitação:

A distribuição geográfica da precipitação anula é influenciada pela:

 A proximidade do mar/continentalidade. As precipitações são geralmente mais


abundantes na faixa litoral porque a influencia dos ventos húmidos é mais acentuada. Para
o interior as precipitações vão diminuindo porque o ar torna-se mais seco.

 O relevo: Para além das áreas equatoriais, é nas montanhas que se regista maior
precipitação. O ar que contem humidade ao subir devido ao relevo, arrefece atingindo
mais facilmente a saturação. ma vez saturado, o vapor de água condensa-se dando origem

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as nuvens que podem provocar precipitações abundantes. A vertente por onde sobe o ar é
normalmente mais húmida e fria: A outra vertente tem o ar mais seco e quente.

 Correntes marítimas: As correntes marítimas, ao transportarem grandes massa de água


fria ou quente, influencia a precipitação nas regiões litorais. Uma corrente quente provoca
uma grande evaporação da água do mar aumentando a humidade do ar o que contribui
para a ocorrência de precipitações mas intensas nas regiões vizinhas.

Ver documento nº 36 pág. 121

Centros de baixas e elevadas pressões:

Os centros de baixas pressões ou depressões estão associados a céu muito nebulado e a


precipitação abundantes.
Os centros de altas pressões ou anticiclones estão associados a céu limpo e ausência de
precipitação.
Por causa da força de Coriolis, o vento sofre um desvio quando se desloca das altas para as
baixas pressões, para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul.

Ver documento nº 37 pág. 122

O clima de Portugal, devido a sua localização nas latitudes médias do hemisfério Norte, é
influenciado pelo anticiclone subtropical dos açores e pelas baixas pressões subpolares.
No verão o anticiclone dos Açores encontra-se localizado no Atlântico Norte sendo
responsável pelo tempo quente e seco. No inverno acompanhando o movimento anual
aparente do sol em latitude o anticiclone dos Açores desloca-se para sul do arquipélago
açoriano deixando Portugal sobre a influencia das baixas pressões subpolares e das superfícies
frontais associadas, responsáveis pela ocorrência de precipitação.

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