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1.

Imaginação histórica e sentimento nacional


Na sua ficção histórica, Herculano procurou […] realizar precisamente essa simbiose de
imaginação e «verdade» que lhe parecia inerente a tal prática literária, tornando-a capaz de responder
ao «ideal» do criador e ao escrúpulo do estudioso do passado, juntos num só artista. […]
O historiador desenha o pano de fundo da ação, explicando as questões políticas, as tensões
sociais, os cenários onde ocorrem os eventos; sobre esse painel em que se enquadram as personagens
que têm referentes reais, o ficcionista faz evoluir «heróis» saídos da sua imaginação, a que atribui
conflitos íntimos que traduzem a perene tragédia de «almas» torturadas pelo mundo, mas sob
modalidades prováveis no circunstancialismo da época em que a diegese é colocada.
História da Literatura Portuguesa, o Romantismo, vol.4,
Publicações Alfa, 2007, pp. 160 e 172.

Mais simples é a ação de «A Abóbada» (Panorama, 1839), colocada em 1401, que propicia a
exaltação do amor à Pátria e o delineio de vultos «exemplares» – o de um rei,
D. João I, e, sobretudo, o de um artista, Afonso Domingues, autor da traça do Mosteiro da Batalha, que
o Monarca mandara erigir em ação de graças pela vitória de Aljubarrota.
História da Literatura Portuguesa, o Romantismo, vol.4.
Publicações Alfa, 2007, pp. 182 e 183.

2. Características do herói romântico


Os heróis de Lendas e Narrativas são seres superiores, de exceção, que se situam um pouco como
marginais a uma sociedade em crise e nela se destacam pelo voluntarismo, pela insubmissão às
normas – heróis em luta, em oposição às normas sociais e que, não se deixando submeter pela
sociedade, contribuem para a modificar, para a transformar positivamente. Tais personagens, quase
sempre planas e lineares, funcionam assim como típicos heróis românticos que projetam no tempo a
eternidade dos valores éticos e cívicos positivos que representam […].
Amélia Pinto Pais, in História da Literatura em Portugal, vol. 2,
Lisboa, Areal Editores, 2006.

Através da personagem do arquiteto português, diz-nos Herculano a sua conceção romântica do


artista-criador: um «génio» que, de modo original, enche com a sua substância íntima, e por
consequência com a memória da nação que o criou e à qual se sente pertencer, a obra que produz.
História da Literatura Portuguesa, o Romantismo, vol.4,
Publicações Alfa, 2007, p. 184.

3. Linguagem, estilo e estrutura


[D]as obras ficcionais históricas de Herculano, são, todavia, as que recriam o tempo de
D. Fernando e de D. João I que se recobrem de mais «pitoresco»; explicá-lo-ão a leitura das crónicas
de Fernão Lopes, tão palpitantes de vida, e as características, caras ao Escritor, da época representada
– um período de afirmação nacionalista levada a efeito num polimorfo contexto de crise social que
podia fornecer oportunas lições à modernidade.
História da Literatura Portuguesa, o Romantismo, vol.4
Publicações Alfa, 2007, p. 187.

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CONSOLIDA
Após a leitura dos textos, responde a cada um dos itens que se seguem:

1. Classifica as afirmações que se seguem como verdadeiras (V) ou falsas (F). Corrige as afirmações
falsas.
a) Alexandre Herculano, de origem nobre, foi um miguelista ferrenho.
b) Desempenhou cargos de reconhecido mérito quer em instituições, como as Bibliotecas Reais,
quer na vida política.
c) Assistiu a importantes alterações, em Portugal, a nível das mentalidades e da cultura.
d) Herculano dividiu os seus interesses entre a Geografia e a Literatura.
e) No final da vida, retirou-se definitivamente para o Porto, onde acabou por falecer em 1887.

2. Completa o texto, integrando as seguintes palavras.

afirmação épocas exceção ficcionista heróis historiador

moderna nacional Pátria produção

Alexandre Herculano conseguiu, na sua prática literária, um equilíbrio magnífico entre o


________________ e o ________________.
Na sua obra, os ________________ são sempre seres de ________________ que contribuem, de
forma inquestionável, para a manutenção dos valores éticos e cívicos tão necessários a uma
sociedade ________________.
Toda a sua ________________ se orienta claramente para a defesa do sentimento
________________ e daí a recriação preferencial de ________________ históricas como a de D. João I,
de nítida ________________ da nossa ________________.

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Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas: «A Abóbada»
Conto – «[…] género do modo narrativo, o conto é normalmente definido […] na sua configuração de
relato pouco extenso. […] As categorias da narrativa que de modo mais notório são atingidas pela
reduzida extensão do conto são a ação, a personagem e o tempo.»
Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes, Dicionário de Narratologia,
7.a Edição, Edições Almedina, 2011, pp. 76-77.

PONTO DE PARTIDA
1. Faz uma breve pesquisa sobre o Mosteiro da Batalha e a Lenda da Abóbada para ficares a
conhecer a relação que se estabelece com obra de Alexandre Herculano que vais estudar.
Apresenta, oralmente, as tuas conclusões à turma.

EDUCAÇÃO LITERÁRIA

CAPÍTULO I
O CEGO

1. Faz o levantamento dos elementos que, no texto, situam a ação no tempo e no espaço.

2. Aponta a razão para o facto da afluência ao mosteiro ser grande, incluindo de habitantes de todos
os lugares vizinhos.

3. Enquanto, no interior, o povo tudo ocupava ruidosamente, no exterior, imperavam o silêncio e a


solidão.
3.1 Descreve o espaço exterior do mosteiro.
3.2 Refere três recursos expressivos utilizados nessa descrição, explicitando o seu valor
expressivo.

4. Rompendo a solidão do terreiro, estava um velho. Caracteriza-o e explica a sua importância para a
ação.

5. Ao encontro deste velho virão dois frades. Identifica-os e refere o motivo que os trouxe à porta do
mosteiro.

6. Na conversa que entabula com os dois frades, o mestre Afonso Domingues acaba por se mostrar
revoltado com o seu estado.
6.1 Indica as razões da sua revolta.
6.2 Refere a imagem que utiliza para explicar a sua relação com o mosteiro e explica o seu valor
expressivo.

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GRAMÁTICA

1. Seleciona a única opção correta.


1.1 Em «A concorrência era grande, porque os habitantes da Canoeira, de Aljubarrota, de Porto
de Mós e dos mais lugares vizinhos, desejosos de ver tão curioso espetáculo, tinham deixado
desertas as povoações» (ll. 30-32), as palavras sublinhadas desempenham, respetivamente,
as seguintes funções sintáticas:
(A) Complemento direto + modificador restritivo do nome + modificador restritivo do nome.
(B) Predicativo do sujeito + modificador restritivo do nome + predicativo do complemento
direto.
(C) Predicativo do sujeito + modificador apositivo do nome + complemento direto.
(D) Complemento direto + modificador restritivo do nome + predicativo do complemento
direto.

1.2 Em «o mui sabedor arquiteto e imaginador Afonso Domingues, o criador da oitava maravilha
do Mundo, o que traçou este edifício, doado pelo virtuoso de grandes virtudes rei D. João à
nossa Ordem» (ll. 120-122), as expressões sublinhadas desempenham, respetivamente, as
seguintes funções sintáticas:
(A) Modificador apositivo do nome + complemento direto + complemento agente da
passiva.
(B) Sujeito + complemento direto + complemento agente da passiva.
(C) Modificador apositivo do nome + sujeito + complemento oblíquo.
(D) Sujeito + complemento indireto + complemento agente da passiva.

1.3 Em «Já disse a vossa reverência que el-rei me escreveu, do seu próprio punho, que viria
assistir ao auto da adoração dos reis» (ll. 81-82) as palavras sublinhadas desempenham,
respetivamente, as seguintes funções sintáticas:
(A) Complemento indireto + complemento direto + modificador.
(B) Complemento direto + complemento indireto + complemento oblíquo.
(C) Complemento indireto + complemento indireto + modificador.
(D) Complemento direto + complemento indireto + modificador.

ESCRITA

Texto de opinião

Sabendo que o Mosteiro da Batalha faz parte do Património Mundial da UNESCO e a Lenda da
Abóbada parte do nosso património imaterial, elabora um texto de opinião sobre a importância da
defesa do que é nacional, apresentando argumentos e exemplos que sustentem a tua posição.
No final, revê e aperfeiçoa o teu texto. Verifica a construção das frases, a clareza do discurso, as
repetições desnecessárias e a utilização dos conectores.

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EDUCAÇÃO LITERÁRIA

CAPÍTULO II
MESTRE OUGUET

1. A chegada de el-rei é presenciada por todos quantos se encontram na igreja.


1.1 Faz a caracterização de D. João I.
1.2 Refere em que medida a sua caracterização contribuiu para que seja «o mais popular, o mais
amado e o mais acatado de todos os reis da Europa».

2. A conversa inicial entre el-rei e o seu antigo confessor é reveladora das práticas sociais na corte.
Justifica.

3. Identifica o elemento referido no texto que atesta a veracidade da história de David Ouguet.

4. No diálogo que mantém com el-rei antes de entrar na sala do Capítulo, Ouguet vai alterando
progressivamente o seu comportamento. Justifica esta afirmação com elementos textuais.

5. Explicita a crítica que Ouguet faz a Portugal antes de sair a correr da sala da afamada abóbada e a
sua funcionalidade.

GRAMÁTICA

1. Lê atentamente o excerto que se segue.

«Desde muito novo que começara a produzir grande impressão no seu espírito a invetiva do
apóstolo contra os escravos do próprio ventre, e, para evitar essa condenável fraqueza, resolvera
trazê-lo sempre sopeado. Não lhe dava tréguas; se em Inglaterra o fizera muitos anos vergar sob o
peso de dez atmosferas de cerveja, em Portugal submetia-o ao mais fadigoso trabalho de canjirão
permanente. Mortificava-o assim, para que não lhe acudissem soberbas e veleidades de senhorio e
dominação.»

1.1 Procede ao levantamento dos elementos que asseguram a coesão referencial.


1.2 Identifica o que é retomado.
1.3 Transcreve dois mecanismos de construção interfrásica.

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ORALIDADE

Texto de opinião

Nacionalismo de exclusão

A rede Justiça e Paz Europa propõe que, em resposta ao «nacionalismo de exclusão», se reforce a
consciência de valores europeus comuns.
O tema escolhido para a ação comum deste ano da rede de comissões Justiça e Paz europeias – os
perigos do «nacionalismo de exclusão» – poderá ser considerado algo desfasado da realidade
portuguesa. Na verdade, não surgiram até agora entre nós partidos com expressão eleitoral
significativa que se enquadrem nessa tendência política.
Mas não é assim, e cada vez mais, noutros países, como se notou nas últimas eleições para o
Parlamento Europeu e nas recentes eleições departamentais francesas. Nesta perspetiva, o tema torna-
se particularmente atual e oportuno.
O documento relativo a essa ação comum dessa rede de organismos da Igreja católica não
condena o natural, são e legítimo amor pela Nação, como extensão do natural amor pela família e pela
comunidade local. Aquilo a que esse documento chama «nacionalismo de exclusão» e que condena é a
visão que sobrepõe interesses nacionais a valores comuns universais e que chega a assumir (em graus
diferentes em cada um dos partidos em causa – há que reconhecê-lo) laivos de racismo e xenofobia. É
comum a essas correntes a adoção de um discurso e de programas simplistas, baseados na ideia de que
a prosperidade e a segurança se alcançam em detrimento dos outros povos. Nuns casos mais a
imigração, noutros mais a União Europeia, são apresentadas como origem de quase todos os males do
país, como autênticos «bode expiatórios».
Em resposta a esse discurso e a esses programas que se baseiam em solução únicas e simples, e
que exploram medos irracionais das populações, afirma esse documento: «Não há respostas rápidas e
fáceis para os desafios profundos decorrentes da complexidade das sociedades e de uma economia
globalizada».

Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz

Pedro Vaz Patto, Público, 30/03/2015


(disponível em www.publico.pt, consultado em fevereiro 2016)

Depois da leitura do texto de Pedro Vaz Patto, prepara um texto de opinião, entre quatro e seis
minutos, no qual explicites em que medida pode ser prejudicial o sentimento nacional exacerbado.

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EDUCAÇÃO LITERÁRIA
CAPÍTULO III
O AUTO

1. Esta é uma obra onde está patente a imaginação histórica, traço do Romantismo. No entanto, há
a preocupação, por parte do narrador, de garantir a veracidade da mesma.
1.1 Comprova essa preocupação, transcrevendo um exemplo textual deste capítulo.

2. No decorrer do auto, enquanto o rei Belchior se dirige ao Menino, o povo começa a agitar-se.
2.1 Indica o que provoca essa reação.

3. O arquiteto Ouguet dirige-se ao público a partir do palco.


3.1 Caracteriza o seu estado de espírito, relacionando-o com a pontuação utilizada.

4. Refere qual a justificação encontrada por todos para o comportamento/discurso do arquiteto e


quais as consequências do mesmo.

5. Relaciona a queda de Ouguet, no final do ritual conduzido por Frei Lourenço, com o que acontece
quase em simultâneo na casa do Capítulo.

GRAMÁTICA

1. Faz o levantamento dos deíticos pessoais presentes no excerto que se segue, atendendo à
coordenada referencial EU/TU.

«Em nome do Criador e senhor de todas as coisas, te mando que repitas o credo ou saias deste
miserável corpo.
Mestre Ouguet ficou imóvel e calado.
– Não cedes?! – prosseguiu o prior. – Recorrerei ao sétimo, ao mais terrível exorcismo.
Veremos se poderás ao teu salvo escarnecer das criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus.»

1.1 Identifica as classes e subclasses de palavras a que pertencem.

2. Transforma o seguinte excerto do discurso indireto para o discurso direto, procedendo às devidas
alterações.

«Feitas as vénias a el-rei, a Idolatria começou seu arrazoado contra a Fé, queixando-se de que ela a
pretendia esbulhar da antiga posse em que estava de receber cultos de todo o género humano, ao
que a Fé acudia com dizer que, ab initio, estava apontado o dia em que o império dos ídolos devia
acabar, e que ela, a Fé, não era culpada de ter chegado tão asinha esse dia. Então o Diabo vinha,
lamentando-se de que a Esperança começasse de entrar nos corações dos homens; que ele, o Diabo,
tinha jus antiquíssimo de desesperar toda a gente; […]»

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EDUCAÇÃO LITERÁRIA

CAPÍTULO IV
UM REI CAVALEIRO

1. Quando analisa o desenho do mosteiro da autoria de mestre Domingues, el-rei encontra-se


rodeado de conselheiros cujos nomes reconhecemos facilmente das páginas da nossa História.
1.1 Explicita o objetivo da introdução destes nomes na narrativa

2. O mestre Afonso Domingues encarna perfeitamente o ideal do herói romântico, não só física, mas
também psicologicamente. Justifica.

3. Indica o tipo de relação que se estabelece entre o rei e o mestre arquiteto, comprovando-o com
elementos textuais.

4. Após ouvir o mestre, el-rei toma uma decisão sobre a reconstrução da abóbada.
4.1 Identifica essa decisão.
4.2 Explicita a característica romântica que fica evidente na última fala do mestre.

5. Caracteriza o padre prior a partir do diálogo que mantém com João das Regras no final do
capítulo.

GRAMÁTICA

1. Faz corresponder às orações destacadas a classificação correta das mesmas.

A. Orações B. Classificação
a) «[…] da mercê que lhe fiz.» (l. 17) 1. Oração subordinada substantiva completiva
b) «Dormiu bom espaço e acordou em seu 2. Oração subordinada adverbial temporal
juízo.» (I. 21) 3. Oração subordinada adjetiva relativa
c) «Depois disso, diz que perdera o tino.» restritiva
(ll. 25-26) 4. Orações coordenadas copulativas
d) «[…] mas subindo-lhe ao rosto a vermelhidão 5. Oração coordenada adversativa
da cólera.» (ll. 29-30)
e) «[…] quando el-rei acenou ao pajem […]»
(ll. 33-34)

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EDUCAÇÃO LITERÁRIA

CAPÍTULO V
O VOTO FATAL

1. Faz o levantamento dos elementos textuais que remetem para o espaço de tempo decorrido
desde o final do capítulo anterior.

2. Identifica a figura que é referida como sendo a fonte fidedigna do episódio da queda da abóboda,
justificando o porquê dessa referência.

3. Explicita o tipo de relação existente entre a tia Brites de Almeida e el-rei D. João I, justificando
com citações textuais.

4. Atendendo ao desfecho da obra, justifica o título dado ao último capítulo.

5. Para a cerimónia de inauguração da abóboda do mestre Afonso Domingues, el-rei toma medidas
que deixam todos pasmados.
5.1 Identifica essas medidas, explicitando os motivos por que foram tomadas.

GRAMÁTICA

1. Identifica as funções sintáticas desempenhadas pelos constituintes sublinhados nas seguintes


frases.
a) «Não vos incomodeis, reverendíssimo.» (l. 64)
b) «Não vos esperava tão de salto.» (l. 66)
c) «[…] o vosso confessor Frei Lourenço era um pobre frade […]» (l. 78)
d) «Avisarei, pois, mestre Afonso de vossa vinda […]» (l. 91)
e) «[…] vendo entrar o cego.» (l. 95)

ESCRITA

Exposição sobre um tema


O mestre Afonso Domingues é um acérrimo defensor do que é português e a verdade é que
muito do nosso património, histórico e até imaterial, é hoje reconhecido, internacionalmente, como
de grande valor para a Humanidade.
Faz uma exposição escrita, com um mínimo de cento e trinta e um máximo de cento e setenta
palavras, em que apresentes o nosso importante contributo para o Património Cultural da
Humanidade.
No final, revê e aperfeiçoa o teu texto. Verifica a construção das frases, a clareza do discurso, as
repetições desnecessárias e a utilização correta dos conectores.

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