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07/02/2021 16 autores para entender o conservadorismo | Gazeta do Povo

16 autores para entender


o conservadorismo
Um guia nada básico para conhecer os principais nomes
do pensamento conservador mundial

Por Murilo Basso, especial para a Gazeta do Povo 18/05/2017 19:01 0

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O francês Raymond Aron: combate ao marxismo| Foto:

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Existe no Brasil uma tentativa de desqualificação quase sistemática


de valores conservadores — muitos progressistas consideram uma
ofensa alguém se identificar com alguns elementos dessa corrente
ideológica.

De qualquer forma, ainda que se discorde das ideias propostas, não se


pode negar que elas trazem à tona debates fundamentais para a
sociedade contemporânea — sobretudo sobre o papel do Estado, seja
no plano teórico ou mesmo em questões práticas.

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Pensando nisso, a Gazeta do Povo lista 16 autores para compreender


melhor o conservadorismo. Confira:

1. Edmund Burke (1729-1797)


Irlandês de nascimento, mas tendo passado a maior parte da vida em
Londres como um membro da Câmara dos
Comuns, Edmund Burke teve sua obra profundamente marcada
pela oposição à Revolução Francesa. Embora tivesse apoiado a
Independência dos Estados Unidos e a liberdade religiosa dos
católicos no Reino Unido (após séculos de perseguição por parte dos
anglicanos), Burke entendia que a violência revolucionária na França
estava destruindo os valores da sociedade civilizada.

A obra de Burke, particularmente suas Reflections on the Revolution


in France (Reflexões sobre a Revolução na França), de 1790, é
considerada por muitos a fundadora do pensamento conservador
moderno, e teria enorme influência nos séculos seguintes.

2. G. K. Chesterton (1874-1936)
O britânico Gilbert Keith Chesterton não era exatamente o que
poderia ser chamado de conservador — pelo menos, não dentro da
definição teórica. De fato, sua crítica era tanto à esquerda quanto à
direita, algo que fica claro em um de seus famosos aforismos: “O
mundo moderno se dividiu em conservadores e progressistas. O
negócio dos progressistas é cometer erros. O trabalho dos
conservadores é impedir que os erros sejam corrigidos”.

Católico em um país de maioria protestante, Chesterton teve seu


trabalho marcado por uma defesa do cristianismo em um momento
que grande parte dos intelectuais defendia um afastamento da
religião, pendendo para o ateísmo. Escrevendo em uma época em que
as ideias de Nietzsche, Freud e Charles Darwin estavam em alta e
questionavam os velhos valores, Chesterton dedicou seus principais
romances a ironizar o pensamento moderno. Em The Everlasting
Man (O Homem Eterno), de 1925, narra com sarcasmo a história do
mundo através da ação de Deus, e afirma “o ateísmo é
anormalidade”.

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3. Whittaker Chambers (1901-1961)


A curiosa história de Whittaker Chambers começa como um
improvável militante do Partido Comunista dos Estados Unidos e é
concluída com ele se tornando um dos primeiros editores da National
Review, uma das principais revistas conservadoras do país.

Após trabalhar como espião para a União Soviética, Chambers


mudou de lado e se tornou uma voz proeminente no anticomunismo
americano. Ganhou fama ao testemunhar contra Alger Hiss, um alto
funcionário do Departamento de Estado, a quem acusou de também
espionar para os russos — Hiss, que negou qualquer envolvimento,
acabaria condenado por perjúrio, mas não por espionagem, pois o
crime já havia prescrito no momento do julgamento.

Witness (Testemunha), a principal obra de Chambers, é uma crítica


ao comunismo desde dentro, e influenciou uma geração de
conservadores no mundo inteiro — em 1984, Ronald Reagan
concedeu postumamente a Medalha da Liberdade (a mais alta
honraria civil dos EUA) a Chambers, creditando o livro por ter
ajudado a mudar sua visão de mundo.

4. Raymond Aron (1905-1983)


Se Marx dizia que a religião era o “ópio do povo”, o francês
Raymond Aron argumentava que o próprio marxismo havia se
tornado o “ópio dos intelectuais” – expressão que dá título à sua obra
mais famosa, de 1955, publicada originalmente no Brasil como Mitos
e Homense relançada em 2016, após mais de trinta anos esgotada,
com o título original.

O Ópio dos Intelectuais é uma crítica à difusão do pensamento


marxista no Ocidente, e na insistência dos intelectuais em seguir
almejando um sistema comunista quando as evidências de
prosperidade apontavam em outra direção.

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Aron argumentava que a União Soviética havia apenas substituído


uma cultura despótica por outra — o czarismo pela alta burocracia
estatal —, e que o marxismo havia simplesmente trocado o culto
religioso por uma fé cega na caminhada histórica prevista por Marx,
que deveria levar à Revolução Socialista. Para ele, o comunismo
sacrificava as mais diferentes liberdades humanas e os valores
cristãos que as garantiriam.

5. Barry Goldwater (1909-1998)


Seis vezes senador republicano pelo estado do Arizona, Barry
Goldwater foi um dos mais influentes pensadores conservadores da
década de 60. Sua obra The Conscience of a Conservative (A
Consciência de um Conservador) é considerada a grande responsável
por uma espécie de renascimento conservador nos EUA,
permanecendo influente mesmo mais de meio século após sua
publicação.

O livro discutia uma ampla gama de questões políticas e econômicas,


abordando sindicatos, direitos civis, subsídios agrícolas, programas
de bem-estar social e taxação, e advogando contra o coletivismo e o
Estado grande.

Crítico do “New Deal” de Franklin Roosevelt, Goldwater chegou a


concorrer à presidência dos EUA em 1964, mas acabou derrotado por
Lyndon Johnson. No entanto, grande parte de suas ideias
influenciaria, na década de 80, as políticas do governo Reagan.

6. Richard Weaver (1910-1963)


Professor na Universidade de Chicago e um dos filósofos políticos
mais influentes da metade do século XX, Richard Weaver alcançou
grande notoriedade pela sua obra Ideas Have Consequences (As
Ideias Têm Consequências), publicada originalmente em 1948.

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Em seu texto, Weaver criticava o sistema de pensamento de sua


época, e enfatizava a tradição, os valores e defendendo a
manutenção da propriedade privada — que considerava “o último
direito metafísico” do indivíduo — como maneiras de salvar o
Ocidente do declínio que julgava estar testemunhando. Sua obra
inspirou os conservadores que vieram depois e serviu de base teórica
para muitos trabalhos que criticariam os movimentos reformistas que
ganhariam força, sobretudo, a partir dos anos 60.

7. Russell Kirk (1918-1994)


Em sua obra-prima de 1953, The Conservative Mind (A Mente
Conservadora), Kirk traçou uma genealogia do pensamento
conservador desde Edmund Burke, a quem considerava o pai-
fundador da doutrina. Originalmente elaborado como uma tese de
doutorado, a obra é considerada seminal para o pensamento
conservador no pós-Segunda Guerra Mundial, e também ajudou a
renovar o interesse na obra de Burke.

Para Kirk, o conservadorismo não podia ser resumido como uma


ideologia: era um modo de vida e uma visão de mundo. Seu trabalho
também faz uma análise das diferenças entre os conservadores e os
libertários.

8. Thomas Sowell (1930-)


Membro sênior da Hoover Institution, na Universidade de Stanford,
o economista Thomas Sowell é conhecido não apenas por suas
análises de mercado, mas também pelos comentários em temas sobre
raça, grupos étnicos e educação. Crítico de ações afirmativas, dizendo
que levam a mais fracassos do que exemplos bem-sucedidos,
Sowell defende uma mínima intervenção do Estado em temas
como controle de armas e auxílio às minorias, entendendo que ele
apenas aprofunda as dificuldades dessas comunidades. Também
advoga em prol do livre-mercado e da extinção do Federal Reserve (o

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Banco Central americano), que considera incapaz de corrigir o rumo


da economia do país e evitar crises.

Em A Conflict of Visions (Conflito de Visões), Sowell defende que os


mesmos grupos se opõem sucessivamente nas mais variadas questões
sociais, políticas e econômicas em função de suas “visões”, que
podem oscilar entre a crença de que a natureza humana é
essencialmente boa e uma solução ideal é sempre possível e entre o
entendimento de que o homem sempre age em interesse próprio — e,
portanto, não é possível esperar soluções ideais, sendo preciso apelar
para meios-termos, tradição e leis.

Principal obra: Conflito de Visões (Editora É Realizações, R$ 69,90)

9. Roger Scruton (1944-2019)


Uma das maiores perdas recentes para o mundo conservador,
o filósofo britânico Roger Scruton, morto no ano passado, foi um
dos grandes intelectuais contemporâneos dedicados a difundir as
visões do conservadorismo tradicional. Seguidor dos preceitos de
Edmund Burke, Scruton apropriou-se das reflexões daquele sobre a
Revolução Francesa para fazer críticas às visões socialistas,
argumentando que a tentativa de organizar a sociedade de uma
maneira totalizante (como os regimes marxistas buscaram) é
impossível sem um inimigo real ou imaginário — só funcionando em
tempos de crise e guerra, gerando a eterna necessidade da literatura
socialista em estabelecer inimigos externos para manter a população
coesa.

Para Scruton, a maneira de manter a sociedade unida é através


das leis e da obediência — a verdadeira liberdade não estaria oposta
a esta obediência: as duas seriam faces da mesma moeda. Seus
trabalhos atuam como guias elaborados para defender o pensamento
conservador em tempos de clamores por mudanças, oferecendo
argumentos para conter investidas em prol de ideias reformistas desse
sistema legal, como nas campanhas por eutanásia e aborto.

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10. Gustavo Corção (1896 - 1978)


Muito antes de as ideias conservadoras desaparecerem do debate
público por cerca de três décadas, o carioca Gustavo Corção foi um
de seus principais divulgadores em terras tupiniquins, embora nunca
tenha se declarado como tal. Mais do que conservador, Corção - o
Olavo de Carvalho sem os palavrões - era profundamente católico, e
foi um proeminente crítico do Concílio Vaticano II, que modernizou a
Igreja Católica e praticamente aboliu a missa em latim.

Antes da morte de sua mulher, Diva, em 1936, chegou a flertar com


ideias comunistas, para depois se dedicar completamente a analisar os
acontecimentos políticos e culturais do país pelas lentes do
catolicismo. Desde 1964 até sua morte, em 1978, Corção foi um
ferrenho apoiador da ditadura militar no Brasil, a ponto de chegar a
considerá-la "tolerante demais" com a esquerda. Esta seja, talvez, a
razão pela qual seus escritos tenham caído no esquecimento. Suas
controversas opiniões políticas não impediram, entretanto, que o
escritor mantivesse amizade com figuras como Ariano Suassuna,
Nelson Rodrigues e Manuel Bandeira, que considerava sua obra O
Desencanto do Mundo (1965) como "um dos livros mais belos e mais
fortes de nossas letras".

11. José Guilherme Merquior (1941 -


1991)
Mais um carioca a criticar a esquerda - mas, desta vez, em plena
ascensão do socialismo na arena pública -, José Guilherme
Merquior nasceu no Rio de Janeiro em 1941 e foi um verdadeiro
prodígio intelectual. Formado em filosofia e direito, tornou-se doutor
em Letras pela Universidade de Paris e em Sociologia pela London
School of Economics, na Inglaterra. Como diplomata, atuou como
representante do Brasil na Unesco e embaixador no México. Aos 40
anos, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Embora fosse um raro expoente do pensamento liberal no Brasil dos


anos 1960 a 1980, Merquior criticava os que defendiam uma versão

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doutrinária e idealizada do liberalismo. Sua crença era no que


chamava de "liberalismo social": um sistema que equilibraria um
Estado enxuto e a redução das desigualdades. Morto antes de
completar 50 anos, em decorrência de um câncer, Merquior escreveu
22 livros, sendo o mais conhecido deles a obra Liberalismo Moderno
e Antigo, no qual traça um panorama da origem e do
desenvolvimento das ideias liberais e mostra como essa tradição
intelectual abarca conceitos diferentes de liberdade.

12. Alexis de Tocqueville (1805-1859)


Alexis-Charles-Henri Clérel, mais conhecido como Alexis de
Tocqueville, ou visconde de Tocqueville, nasceu em 1805, em uma
família aristocrática com forte teor intelectual e patriótico em relação
à França de Luís XVI. Na infância, assistiu às guerras napoleônicas
(1803-1815) e, depois, à restauração da monarquia de Luís XVII, que
durou até 1824, sendo esse último sucedido por Carlos X e logo
derrubado, em 1830, por Luís Felipe.

A experiência o levou a desenvolver grande interesse pelo


movimento democratizante que emergia na França iluminista e na
América, para onde viajou em 1830. A empreitada lhe renderia uma
profunda imersão filosófica na democracia real, afastada dos ideais
iluministas franceses. A obra escrita por ele, após retornar da viagem
em 1832: A democracia na América, lhe rendeu um lugar na
Academia Francesa e em demais representações políticas e
intelectuais do país, além do título de historiador da democracia.
Paradoxalmente, sua maior contribuição intelectual, após anos de
estudo do regime democrático, foi retirar deste sistema o caráter
religioso.

13. Eric Voegelin (1901-1985)


Embora seja disputado à unha pelos intelectuais da "nova direita" - a
safra de pensadores liberais e conservadores que apareceram no
espaço público depois dos anos 1990 - Eric Hermann Wilhelm
Voegelin, nascido em Colônia, Alemanha, nunca se autodenominou
conservador. Com passagens pelas universidades de Columbia,
Harvard e Wisconsin, Voegelin voltou para a Europa nos anos 1930

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para lecionar Sociologia e Ciência Política na Universidade de Viena,


em plena ascensão no nacional-socialismo na vizinhança. Sua obra
"As religiões políticas", lançada em 1938, na qual critica a
sacralização do Estado como meio de irrupção revolucionária, faça
com que sua cabeça se torne um alvo para os novos líderes. Quando a
Áustria é invadida pelos nazistas, Voegelin perde o emprego e foge
para a Suíça, após ser visitado duas vezes pela Gestapo. De lá, foi
para os Estados Unidos, de onde escreveu a maior parte de sua
principal obra, História das ideias políticas.

Eric Voegelin com certeza não foi o primeiro intelectual a falar do


fenômeno da sacralização mundana dos componentes político-
ideológicos da sociedade. A diferença de Voegelin é que ele dá uma
explicação completa, ao identificar no gnosticismo a chave para
entender a questão política atual: a heresia cristã que prega que,
através do conhecimento, é possível alcançar a salvação final no
tempo presente, além de consertar os problemas que a própria
existência naturalmente comporta.

14. Adam Smith (1723 - 1790)


Roger Scruton, já citado nesta lista como um ícone do pensamento
conservador contemporâneo, atribuía a um pensador do Iluminismo
escocês o "insigth filosófico que realmente deu início ao
conservadorismo intelectual". Este homem é Adam Smith,
considerado o pai do liberalismo econômico moderno. Em seu
trabalho popularmente conhecido como "A riqueza das nações",
Smith alguns sustentáculos que uniriam liberais e conservadores sob
um consenso mais ou menos pacífico referente aos adequados tratos
políticos nos séculos XIX, XX e XXI. Liberais e conservadores
concordariam com a necessidade de um governo limitado que desse
conta de administrar as relações humanas sem, todavia, determiná-las
ao ponto de suas diretrizes se tornarem tiranas.

No entanto, foi a partir de uma obra pouco louvada ― "Teoria dos


sentimentos morais" ― que Adam Smith se sagrou o fundador

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moderno do pensamento conservador, ao se opor à ideia de “contrato


social”. E é justamente nessa posição que está o nascimento da teoria
social do conservadorismo: a sociedade existe por causa dos
indivíduos, das famílias e instituições, e não o contrário. Smith
comunga da percepção de que não somos bons e nem maus
selvagens, mas indivíduos capazes de bondades e maldades caso
observemos - ou não - as condutas e regras que a experiência social
nos legou.

15. Karl Popper (1902 - 1994)


"Não tolerar a intolerância". Eis a principal lição legada por Karl
Popper, o austríaco judeu radicado em Viena que assistiu de camarote
a ascensão do nazifascismo na Europa e contribuiu para a elaboração
do método científico, ao desenvolver o critério da falseabilidade. As
consequências da crítica de Popper seriam o abandono da pretensão
positivista de que a ciência inevitavelmente chegaria a um conjunto
de verdades permanentes e irrefutáveis.

No campo da filosofia política, entretanto, a principal obra de Popper


é A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, lançado em 1944. Neste
tratado, o filósofo o que entende por Historicismo — a crença de que
a História humana se move indubitavelmente em uma direção
específica. É também nesta obra que ele explica - unindo suas ideias
políticas à ciência - que uma sociedade aberta precisa ser baseada não
na adoção de uma fórmula ideológica hermética, mas tolerância,
justamente para que a liberdade de expressão resguarde a capacidade
de errar e de corrigir erros.

16. Michael Oakeshott (1901 - 1990)


Pouca gente sabe, mas um dos grandes nomes do pensamento
conservador perdeu o título de lorde ao ser flagrado em pleno ato
sexual com uma dama na praia. Michael Oakeshott, definitivamente,
não se enquadra no estereótipo de elegância inglessa associado ao
conservadorismo.

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Não por acaso, é justamente quem defendia, literalmente, que ser


conservador é antes de tudo uma disposição de caráter, que prefere "o
familiar ao estranho, (…) o que já foi tentado a experimentar, o fato
ao mistério, o concreto ao possível, o limitado ao infinito, o que está
perto ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao
perfeito, a risada momentânea à felicidade eterna".

A sua postura de ceticismo com relação à política era o resultado da


certeza de que todos nós somos falhos e que, por isso, é ilusão esperar
que a vida humana caiba em uma planilha de Excel. Apesar das
controvérsias, Oakeshott foi, portanto, a crítica indispensável ao
pensamento que está se transformando na via da sanidade

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