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Hermione e Petulante

Licenciatura de Enfermagem – 1º Ano

Ano Letivo 2016/2017 – 2º Semestre

Bioquímica e Biofísica
Professora Ana Cristina Santos

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Revisões
Química Orgânica
➢ Ramo da química que estuda praticamente todos os componente do Carbono
(C)

ORBITAIS

• Indicam a distribuição espacial em turno do núcleo onde há maior


probabilidade de encontrar o eletrão.
• São função matemática que resultam do modelo quântico do átomo.

Em cada nível de energia existem 𝑵𝟐 Orbitrais.

• No nível 1 existem 1 orbital – 2 eletrões com formato esférico


• No nível 2 existem 4 orbitais – 8 eletrões
• No nível 3 existem 9 orbitais – 18 eletrões
• No nível 4 existem 16 orbitais – 32 eletrões

NOTA: Cada orbital só pode conter, no máximo, 2 eletrões de spins contrários.

TIPOS DE ORBITAIS

• Tipo s – Forma esférica – 1 orbital Orientado segundo o eixo X – px


• Tipo p - Forma lobular – 3 orbitais Orientado segundo o eixo do Y – py
• Tipo d - 5 orbitais
Orientado segundo o eixo Z - pz
• Tipo f - 7 orbitais
• Tipo g - 9 orbitais
• Tipo h - 11

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• No nível 1, n=1, existe 1 orbital tipo s: 1s

No nível 2, n=2, existem 4 orbitais (22=4 orbitais)

• 1 tipo s: 2s
• 3 tipo p: 2px; 2py; 2pz

No nível 3, n=3, existem 9 orbitais

• 1 tipo s: 3s
• 3 tipo p: 3px, 3py, 3pz
• 5 tipo d: 3d

No nível 4, n=4, existem 16 orbitais

• 1 tipo s: 4s
• 3 tipo p: 4px, 4py, 4pz
• 5 tipo d: 4d
• 7 tipo f: 4f

• A energia das orbitais depende do nível de energia e do tipo de orbital.

Quanto maior for o nível de energia, maior é a energia da orbital


1s < 2s 2p < 3d 2p < 3s

Para o mesmo nível (n) de energia, s < p < d < f


2p > 2s 3s > 3p > 3d

Para o mesmo nível e para o mesmo tipo a energia das orbitais é igual, elas apenas
diferem na orientação da orbital
2px = 2pz

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DIAGRAMA DE PAULING e SPINS

Os eletrões são distribuídos, no diafragma, de


forma crescente:

✓ Camada de valência: é a última camada


na distribuição eletrónica, ou seja, o
maior número é sempre a última camada.
✓ Subnível mais energético: o último na
ordem crescente de Pauling

REGRAS OU PRINCIPIOS PARA


FAZER A DISTRIBUIÇÃO ELETRÓNICA
1. Principio da Construção ou Principio da Energia

Os eletrões devem começar por ocupar as orbitais de menor energia e só quando


estas estiveram totalmente preenchidas é que se preenchem os seguintes.
No estado fundamental: C - 1s², 2s², 2p²
No excitado:

2. Principio da Exclusao de Pauli

Cada orbital só pode conter, no máximo 2 eletrões com spins contrários.

3. Regra de Hund

No preenchimento de orbitais com a mesma energia deve-se semipreencher cada


uma das orbitais, com o esmo spin e é só depois que se procede ao preenchimento
total das orbitais

Quando uma partícula obedece ao Principio da Exclusão de Pauli e à Regras de Hund,


mas não obedece ao Principio da Construção, diz-se que está no Estado Excitado.

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Magnésio, Mg
Cerne é a parte central do átomo. É
Nº atômico: 12 constituída pelo núcleo e pelos
Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 Valencia níveis internos dos eletrões
(excetuando o último nível de
energia)
Cerne

Ferro, F

Nº atômico: 12
Distribuição eletrônica: 1s2 2s2 2p5 2+5=7

TABELA PERIODICA

Os elementos estão ordenados por ordem crescente ao número atómico (Z) –


nº de eletrões e localizam-se em colunas (Grupos), linhas (Períodos) e Blocos.

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Grupos: relacionados com o nº de eletrões de valência no estado fundamental

• 1 e- de valência – grupo 1
• 2 e- de valência – grupo 2
• 3 e- de valência – grupo 13
• 8 e- de valência – grupo 18

Períodos: estão relacionados com o nº de níveis ocupados pelos eletrões.

Blocos: (s, p, d, f) estão relacionados com o tipo de orbital mais energética ocupado
pelos eletrões.

LIGAÇÕES QUIMICAS

Ligação iónica: eletrões são transferidos

Ligações covalentes
Consiste na partilha de eletrões de valência (desemparelhados)
• Simples – partilha de 2 eletrões (1 par)
• Dupla – partilha de 4 eletrões (2 pares)
• Triplas – partilha de 6 eletrões (3 pares)
A ligação covalente pode ainda ser polar ou apolar. Ligação Polar é feita entre átomos
diferentes (heteronucleares), já o tipo de ligação Apolar é entre átomos iguais
(homonucleares).

H-H

ESTRUTURA/NOTAÇÃO DE LEWIS

Camada de valência: a última camada de um átomo


Eletrões de valência: eletrões na camada de valência de um átomo. Estes eletrões são
usados para formar as ligações químicas.
Um átomo que
• Ganha eletrões: Anião (não metais e gases nobres)
• Perde eletrões: Catião (metais)

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Ex:. F2 – Molécula formada por dois átomos de F.
2 2 5
9F – 1s 2s 2p F2 – 18 eletrões (9+9) e 14 eletrões de valência
(7+7)

• 2 eletrões ligantes (1 par)


• 12 eletrões não ligantes (6 pares)

Ex:. NH3 _ Amónio


• Contem C, H, N, O e é um halogénio.
• O hidrogénio permite uma liação
• O Carbono tem 4 ligações não partilhados.

Ex:. C _ Carbono
• Capaz de formar longas
cadeias.
• Ligação simples, dupla e
tripla.
• Realiza 4 ligações: tetravalente
ELETRONEGATIVIDADE E POLARIDADE DA LIGAÇÃO

Medida de força de atração pelos eletrões partilhados na ligação química com


outro átomo.
Aumenta da esquerda para a direita e também de baixo para cima no grupo.

GEOMETRIA MOLECULAR (apenas aplicado a moléculas)

Está relacionado com a disposição dos átomos numa molécula.


Quando os átomos se ligam para formar moléculas eles não se dispõem ao
acaso. Devido às repulsas eletrónicas, os átomos vão dispor-se de forma a que as

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repulsões eletrónicas sejam minimizadas e a molécula adquira a sua máxima
estabilidade (menos energia).
A geometria depende do numero do átomo e da existência ou não de eletrões
não ligantes no átomo central.

2 Átomos
• GEOMETRIA LINEAR (não tem átomo central)
3 Átomos
• GEOMETRIA LINEAR (o átomo central não tem pares
de eletrões não ligantes) - 1

• GEOMETRIA ANGULAR (o átomo central, tem pares de


eletrões não ligantes) - 2

4 Átomos

• GEOMETRIA PIRAMIDAL TRIGONAL (o átomo central


tem pares de eletrões não ligantes e encontra-se no
vértice da pirâmide)
• GEOMETRIA TRIANGULAR PLANA (o átomo central
não tem pares de eletrões não ligantes) - 3

5 Átomos
• GEOMETRIA TETRAÉDICA (átomo central não tem
pares de eletrões não ligantes e encontra-se no centro)
-4

CLASSIFICAÇÃO DAS CADEIAS

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COMPOSTOS ORGÂNICOS

HIDROCARBONETOS (C, H)

Podem ser Alifáticos ou Aromáticos (contêm benzeno).

O Hidrogénio tem 1 eletrão de valência (estabelece uma ligação covalente simples). O


Carbono tem 4 eletrões de valência (como já foi dito a trás, pode formar ligações simples,
duplas ou triplas).

Podem ser de Cadeia Aberta (ou Acíclicas) ou Cadeia Fechada (Ciclicas). Na cadeia
aberta os átomos de carbono não formam ciclo, enquanto que na outra
formam um ciclo ou anel:
C1 Met
C2 Et
C3 Prop
C4 But
C5 Pent
C6 Hex

ALCANOS (hidrocarbonetos saturados)


Fórmula geral
• Cadeia aberta – CnH2n+2 n≥1
• Cíclicos – CnH2n
Estrutura – todas as ligações são simples.
Os seus carbonos podem ser: primárias (se ligados a 1 carbono), secundários (quando
ligados a 2 carbonos), terciários (ligado a 3 carbonos) ou quaternários (se ligados a 4
carbonos).

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Nomenclatura
• Sufixo: -ano
• Nos compostos cíclicos o nome deve ser precedido do prefixo “ciclo”

ALCENOS (hidrocarbonetos insaturados)

Fórmula geral n≥2


• Cadeia aberta – CnH2n
• Cíclicos – CnH2n-2
Estrutura – uma ou mais ligações duplas
Nomenclatura
• Sufixo: -eno
• Nos compostos cíclicos o nome deve ser precedido do prefixo “ciclo”

ETENO PROPENO BUT-1-ENO BUT-2-ENO

ALCINOS
Fórmula geral
• Cadeia aberta – CnH2n-2
• Cíclicos – CnH2n-4
Estrutura – uma ou mais ligações triplas
Nomenclatura
• Sufixo: -ino
• Nos compostos cíclicos o nome deve ser precedido do prefixo “ciclo”
PROPINO

ETINO

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AROMÁTICOS

COMPOSTOS AROMÁTICOS

Necessário saber a fórmula


química do colestano para
poder fazer as fórmulas
químicas de outros compostos a
partir dele.

Muito importante saber pois é a


fórmula química do colesterol.

Δ5 – Significa que há uma


ligação dupla no carbono 5 até
ao seguinte, carbono 6.
Δ5-10 – Significa que se verifica
a ligação dupla do carbono 5
para o carbono 10.

GRUPOS FUNCIONAIS

1. Álcoois 6. Aminas
2. Éteres 7. Amidas
3. Aldeídos 8. Ésteres
4. Cetonas 9. Aminoácidos
11
5. Ácidos 10. Ácidos nucleicos
carboxílicos
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ÁLCOOIS
Estrutura: possuem um ou mais grupos hidroxilo (R – OH) ligados há cadeia
carbonada
Nomenclatura: substitui-se o O (de etano por ex.) por OL como etanol ou
ÁLCOOL mais o alcano terminado em ÍLICO como álcool etílico

ÉTERES
Estrutura: R – O – R’
Nomenclatura: éter acompanhado pelo nome dos 2 radicais ligados ao O, por
ordem alfabética.
ALDEÍDOS
Estrutura:

Nomenclatura: substitui-se o O (de etano por ex.) por al como etanal.

CETONAS
Estrutura:

Nomenclatura: substitui-se o O (de etano por ex.) por ona como propanona
(acetona)

ÁCIDOS CARBOXÍLICOS
Estrutura:

Nomenclatura: adiciona-se anteriormente a palavra ácido e substitui-se o O (de


etano por ex.) por óico como ácido butanoico.

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ÉSTERES
Estrutura:

Nomenclatura: substitui-se o sufixo ico (dos correspondentes ácidos


carboxílicos) por ato de alquilo ou arilo

AMIDAS
Estrutura:

Nomenclatura: acrescenta-se ao nome do hidrocarboneto correspondente o


sufixo amida.

AMINAS
Estrutura:

Nomenclatura: indica-se o nome dos radicais ligados ao átomo de azoto, por


ordem alfabética, seguido do termo Amina

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ÁCIDOS CARBOXILICOS _ Lípidos


LIPIDOS

• A partir de 4 Carbonos são considerados gorduras e são o principal constituinte


da membrana celular.
• Substancias caracterizadas pela sua baixa solubilidade em água e alta
solubilidade em solventes orgânicos.
• As suas propriedades físicas refletem a natureza hidrofóbica das suas
estruturas químicas.
• São substancias que, por hidrolise, fornecem ácidos gordos e outros
compostos.
• São classificadas em dois grandes grupos quanto ao seu ponto de fusão
1. Gorduras: glicerídeos de ácidos saturados; são sólidos à temperatura
ambiente; são produzidos por animais.
2. Óleos: glicerídeos de ácidos insaturados; são líquidos à temperatura
ambiente; produzidas por plantas.

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CLASSIFICAÇÃO DE LEWHNIGER

ÁCIDOS CARBOXILICOS

Fórmula geral: H₃C(CH₂)c COOH


C1 – ácido metanóico ou fórmico

C2 – ácido etanóico ou acético

C3 – ácido propamóico

C4 – ácido butirico

ÁCIDOS GORDOS SATURADOS COM Nº PAR DE CARBONOS (+ comuns)

A partir de 4 carbonos têm propriedades de ácidos gordos

C5 – ácido valérico

C6 – ácido capróico

C8 – ácido caprilico

C10 – ácido cáprico

C12 – ácido láurico

C14 – ácido mirístico

C16 – ácido palmitico

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C18 – ácido esteárico

C20 – ácido araquidico

C22 – ácido beémico

C24 – ácido liguocirico

C26 – ácido ceródico

C28 – ácido montâmico

ÁCIDOS GORDOS

Ácidos gordos derivados dos hidrocarbonetos Uma LIGAÇÃO SIMPLES permite


movimento ao átomo (rodam).
• Saturação – sem ligações duplas
Uma LIGAÇÃO DUPLA forma uma
estrutura mais estável (criam
Ligações duplas entre carbonos
• Monoinsaturados – 1 ligação dupla pares na membrana o que facilita
• Poli-insaturados – mais do que 1 ligação dupla a passagem de iões.)

Hidrogenação: dá origem a um produto mais saturado, mais longo e mais


resistente à oxigenação.
As ligações duplas são portadoras de uma pequena carga negativa, o que faz com
que estas aceitem facilmente átomos de hidrogénio carregados positivamente, dando
assim origem a ácidos gordos saturado.

(ligações duplas c/ carga negativa + H c/ carga negativa = ác. Gordos saturados)

As ligações duplas na cadeia de hidrocarbonetos podem ser de dois tipos:

1. Cis – os átomos de hidrogénio encontram-se do mesmo lado da ligação dupla


(mais comum)

2. Trans – átomos de hidrogénio em lados opostos da ligação dupla (é referido no


nome)

NOMENCLATURA

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ACIDOS GORDOS ESSENCIAIS

Tanto os ácidos gordos ómega 3, como os ómega 6, são importantes


componentes das membranas celulares, constituindo em simultâneo percursores para
variadas substancias do nosso organismo, tais como as envolvidas na manutenção da
pressão arterial e na resposta inflamatória.

Estes são chamados de essenciais pois o organismo humano não é capaz de os


produzir, tendo por isso de os ir buscar à alimentação.

1. ÓMEGA 3
Encontrados em peixes (como salmão e atum), frutos do mar e em óleo de canola.

2. ÓMEGA 6
São encontrados nos óleos de girassol e soja e ainda em sementes oleaginosas.

LÍPIDOS DERIVADOS DE ÁCIDOS GORDOS

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TRIACILGLICERÓIS

São sintetizados no fígado;


Na formação de um triglicérido, 3 ácidos gordos ligam-se a um glicerol (palmítico;
oleico e cáprico) numa reação de condensação-
• Simples: composta por 3 ácidos gordos iguais e são denominados segundo o
ácido gordo pelo qual são compostos
o Triestearina (3 * 18:0)
o Tripalmitina (3 * 16:0)
o Trioleína (3 * 18:1)

• Mistos: composta por pelo menos 2 ácidos gordos diferentes. Na sa


nomenclatura deve especificar-se a posição e o nome de cada ácido gordo que
os constitui.

Função:
• Reserva energética (adipócitos – animais; cloroplastos – plantas)
• Isolamento térmico (como em mamíferos terrestres e marinhos)
• Flutuação (ex: cachalotes)

Monoglicerídeo = éster de glicerol + 1 ácido gordo


= ácido oleico 18:1 (∆9)

Diglicerídeo = diéster de glicerol + 2 ácidos gordos


= ácido caprílico 18:1

Triglicerídeo = triester de glicerol + 3 ácido gordo


= ácido motânico 18:0

GLICEROFOSFOLIPÍDEOS = fosfoglicéricos

Derivados do ácido fosfatídico


• Lípidos estruturais da membrana plasmática.
• Anfipáticos (cauda hidrofóbica e cabeça hidrofílica)
Ácidos gordos (apolar) Grupo fosfato
• A cabeça polar liga-se a uma parte hidrofóbica por ligação fosfodiéster
formando os fosfolípidos.

Função
Componentes estruturais da membrana

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GLICEROGLICOLIPIDOS
São componentes membranares de plantas.
Contêm glicerol.

ESFINGOLÍPIDOS

Derivam da esfingosina (amina alcoólica)


Três componentes fundamentais:
• Um grupo polar
• Ácido gordo
• Uma estrutura esfingóide

- ver estrutura no ppt

CERAS
Álcool oleoil e ácido esteárico
Função
• Reserva energética;
• Impermeabilização (tanto no organismo como na vida quotidiana)
• Lubrificação;
• Flutuação.

EICOSANÓIDES

Substancias com mais de 20 átomos de carbono derivados de ácidos gordos


essenciais;
Hormonas parácrinas que atuam apenas nas células perto do local da sua síntese.
São produzidos pela maioria das células, excepto hemácias, a partir de ácidos
gordos essenciais
São medidores da resposta inflamatória.

Função – Moléculas sinalizadoras


• Sistema cardiovascular
• Dor e inflamação (asma)
• Sistema respiratório
(broncodilatadores)
• Sistema digestivo
• Sistema reprodutivo

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Os EICOSANÓIDES subdividem-se em 3 classes:

• Prostaglandinas:
➢ Controlo da Pressão Arterial;
➢ Estimulação contração da musculatura lisa (diafragma e útero)
➢ Indução da resposta inflamatória;
➢ Inibição da agregação de plaquetas.
➢ Fluxo sanguíneo em alguns órgãos.
➢ Ciclo de sono (insónias são resultado de níveis alterados de
prostaglandina)

• Tromboxanos:
➢ Participam na coagulação sanguínea e reduzem o fluxo de sangue no
sitio do coagulo.

• Leucotrienos:
➢ Estimulação contração da musculatura lisa (ductos do pulmão).
➢ Poderosos sinalizadores biológicos segregados por leucócitos.
➢ Uma superprodução de leucotrienos pode causar ataques asmáticos e
alergias contra fármacos como penicilina e venenos como o da picada
de abelha.

ESTERÓIS E ESTERÓIDES

Funções:

• Componentes membranares (esteróis)


• Sinalização hormonal (esteróides)
• Precursores de ácidos biliares e vitamina D3 (esteróis)
• Tratamento de Doenças inflamatórias (Ex: asma, arterite e reumatismo)

Esteróis
Percursores de uma variedade de produtos da maioria das células eucarióticas.
Lípidos estruturais presentes nas membranas da maioria das células eucariotas.
Estrutura básica comum (ciclopentanoperidrofenantreno).
4 Anéis
• 3 com 6 Carbonos (A, B, C)
• 1 com 5 Carbonos (D)
Exemplos de Esteróis
1. Colesterol (Reino animalia)
2. Testosterona
3. Progesterona
4. Estradiol
5. Aldosterona
6. Cortisol

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1. COLESTEROL
Maior esterol no tecido animal;
Molécula anfipática;
Precursor de hormonas esteroides (como a testosterona e a progesterona)

Funções do COLESTEROL
Constituinte das membranas celulares;
Regula a fluidez da membrana em diversas faixas da temperatura;
Reduz a permeabilidade da membrana plasmática aos iões de Hidrogénio e sódio;
Ajuda na produção da bílis;
Importante para o metabolismo das vitaminas A, D, E e K.

2. TESTOSTERONA

Funções da TESTOSTERONA
Hormona sexual masculino que controla o crescimento e
desenvolvimento dos órgãos reprodutores masculinos e das
características sexuais secundaria

3. PROGESTERONA
Hormona sexual feminina que atua na preparação do endométrio do útero para a
implantação do óvulo fecundado.

4. ESTRADIOL
Estimula a ovulação e afeta proteínas no fígado.

Estradiol

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Ácidos biliares

Derivados polares do colesterol que actuam como detergentes no intestino


promovendo a emulsificação dos lípidos para os tornarem mais acessíveis às lípases
digestivas.

Ex: ácido taurocólico e ácido


glicocólico

Colesterol (3-hidroxi-Δ5 colesterol)

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OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GORDOS (TEORICO-PRÁTICA 1)

1º PASSO
Neste passo, ocorre uma
desidrogenação da acetil-CoA (ou ácido
gordo-CoA), que vai levar a uma à
formação de uma dupla ligação entre os
carbonos α e β (C-2 e C3), formando-se
assim → trans-∆2-enoil-CoA.

Há formação de FADH2.

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2º PASSO

À dupla ligação formada no 1º passo, é


agora adicionada uma molécula de H2O por ação
da enzima enoil-CoA- hidratase.

3º PASSO

A molécula de β-hidroxiacil-CoA sofre uma


desidrogenação e, por ação da enzima β-
hidroxiacil-CoA desidrogenase, transforma-se
numa molécula de β-cetoacil-CoA.

Esta molécula apresenta agora dois grupos


carbonilo, um no carbono C-1, e outro no carbono
C-3 (carbono β).

É formado NADH durante esta


desidrogenação. Este NADH vai dar os eletrões a
outra enzima chamada NADH desidrogenase.

4º PASSO
Neste passo, é promovida a reação da
molécula de Β-cetil-CoA com uma molécula de CoA
ocorrendo a saída de dois carbonos do lado terminal
carboxílico juntamente com o CoA, e a formação de
uma nova ponte de tiol entre o carbono do grupo
carbonilo (anterior C-3) e a nova molécula de CoA.

Esta reação é catalisada pela enzima tiolase, e


o resultado é a formação de uma acido gordo com 2
carbonos a menos. e ma molécula de acetil-CoA.

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RESUMINDO

✓ β-Oxidação

✓ Ciclo de Krebs

𝑛 𝑛
L= [( 2 − 1) ×5 + (2 ×12)] - 2

NOTA:
• 1 cal = 4,18J
• 1 mol ATP = 7300 cal

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VITAMINAS

Nutrientes reguladores de funções fisiológicas.


Vitamina é, na realidade, qualquer substância orgânica que não consegue ser
produzida por uma determinada espécie e que é necessária ao organismo.
São necessárias em pequeníssimas quantidades para manter o bom funcionamento
do organismo – são cofatores enzimáticos.
Ligam-se as enzimas inativas (apoenzimas), transformando-as em enzimas ativas
(holoenzimas)

Avitaminose = deficiência de vitaminas


Ex: ácido fólico
• Essencial à formação do tubo neural (mesoderme, ectoderme, endoderme).
• Se não existir em quantidade suficiente no organismo podem vir a ser
desenvolvidas diversas patologias (e até mesmo o aborto espontâneo)
• Pode, então, haver a necessidade de prescrição médica.

≠ Hipervitaminose (excesso de vitaminas)

Fontes de vitaminas
As fontes naturais das vitaminas são os alimentos.
Podem também ser utilizados na forma de medicamentos prescritos pelo
médico para eliminar deficiências vitamínicas, geralmente causadas por uma dieta
pobre ou desequilibrada.

Cuidados a ter com os alimentos (para que não percam o seu valor vitamínico)
Algumas vitaminas são facilmente destruídas pelo calor ou pela exposição ao
oxigénio.
Alimentos crus ou levemente cozidos em água ou a vapor preservam o
conteúdo vitamínico.
Frutas, verduras e vegetais para saladas só devem ser cortadas no momento de
serem servidos, para evitar a oxigenação das suas vitaminas pelo ar.

CLASSIFICAÇÃO DAS VITAMINAS

Vitaminas hidrossolúveis:

• B1; B2; B5; B12; C; H; N e PP – Vitamina C e vitaminas do complexo B;


• Solúveis em água;
• Normalmente de origem vegetal (exceto B12);
• Ingestão diária é necessária;
• São pouco armazenadas no organismo e o seu excesso é excretado através da
urina;

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Vitaminas Lipossolúveis:

• A, D, E, K.
• Normalmente, de origem animal.
• Solúveis em gorduras (dissolvem-se nos lípidos).
• O seu excesso é armazenado no tecido adiposo e no fígado – pode provocar
problemas se em excesso (hipervitaminose).
• Organismo humano tem mais capacidade para armazenar as Lipossolúveis do
que as Hidrossolúveis, logo, estas não tem uma necessidade consumo diário
(visto terem a capacidade de serem acumuladas).

Nota:
A e D  Armazenadas no fígado
E  Tecidos gordos e órgãos reprodutores
A capacidade de armazenamento da K é reduzida

Vitamina A ou Retinol

Vitamina Lipossolúvel.
É sensível à oxidação pelo ar. A perda de atividade é acelerada pelo calor e pela
exposição à luz. A presença de antioxidantes, como a VITE contribui para a proteção da
vitamina A.
Funções no organismo:
• Mantem saudáveis a pele e as mucosas – proteção contra infeções.
• Desenvolvimento da retina – bom funcionamento da visão.
• Desenvolvimento dos ossos e dentes.
Avitaminoses: Nota: Xeroftalmia = Olhos
• Infeções recorrentes. secos; Deficiência grave de
• Cegueira noturna e xeroftalmia (pode levar à cegueira definitiva). vitamina A, que produz
cegueira parcial ou total
Principais fontes:
• Vegetais ricos em ß-caroteno (cenouras, espinafres, brócolos, aboboras…) que
será convertido em vitamina A no fígado.
• Fígado, manteiga, gema de ovo, leite e sardinha.

Vitamina B1 ou Tiamina

Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Ajuda na respiração celular – conversão de glicose em energia.
• Mantem o tónus muscular.
• Bom funcionamento do sistema nervoso e cardiovascular.

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Avitaminoses:
• Beribéri
• Perda de apetite
• Fadiga muscular
Principais fontes:
• Cereais integrais, pinhão
• Feijão, leite
• Fígado, peixe
• Carnes magras, pão

Vitamina B2 ou Riboflavina
Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Ajuda na respiração celular.
• Mantem a tonalidade saudável da pele.
• Atua na coordenação nervosa e na produção de células sanguíneas.
Avitaminoses:
• Rutura da mucosa da boca, lábios, língua e bochecha.
• Inflamação da conjuntiva ocular.
Principais fontes:
• Carnes magras
• Ovos, leite
• Fígado
• Vegetais em folha

Vitamina B3 ou Niacina ou Ácido Nicotínico


Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Ajuda na coordenação nervosa.
• Mantem o tónus muscular e o bom funcionamento do sistema digestivo.
Avitaminoses:
• Fraqueza.
• Nervosismo extremo.
• Distúrbios digestivos (ex: diarreia).
• Feridas na pele.
Principais fontes:
• Carnes magras
• Ovos, leite
• Fígado

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Vitamina B5 ou Ácido Pantoténico Muito importante pois é como que a
fábrica da Coenzima A. Sem esta não
Vitamina hidrossolúvel. há ciclo de krebs → a pessoa morre.
Funções no organismo:
• Como constituinte da coenzima A, tem um papel chave no metabolismo dos
hidratos de carbono, proteínas e gorduras.
• Envolvida as reações que fornecem energia, na síntese de compostos com
esteróis (como colesterol), hormonas (como a de crescimento, stress e
hormonas sexuais) e neurotransmissores (acetilcolina).
Avitaminoses:
• Lesões no sistema nervoso e digestivo.
Principais Fontes:
• Vegetais e legumes
• Cereais
• Ovos

Vitamina B6 ou Piridoxina
Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Atua na respiração celular.
• Mantem as funções nervosas.
• Ajuda na formação das hemácias.
• Digestão de proteínas.
• Síntese de anticorpos.
Avitaminoses:
• Doenças de pele.
• Extrema apatia.
• Distúrbios nervosos.
Principais Fontes:
• Cereais integrais, pão
• Figado
• Leite, ovos
• Carnes magras, peixe

Biotina
Funções no organismo:
• Importante para o metabolismo dos glúcidos e proteínas (transferência de
grupos carboxílicos). Age diretamente a formação da pele e indiretamente na
utilização dos glúcidos (açucares e amido) e das proteínas.

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Hermione e Petulante
Avitaminoses:
• Fadiga.
• Depressão.
• Náuseas.
• Lesões cutâneas.
Principais Fontes:
• Leite
• Levedura
• Arroz integral
• Frutas

Vitamina B9 ou Ácido Fólico


Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Síntese das bases de DNA.
• Aumenta a produção de hemácias.
• Multiplicação celular – importante na gravidez.
Avitaminoses:
• Esterilidade masculina.
• Malformação fetal – espinha bífida ou mielomeningocele.
• Obrigatória adição na farinha de trigo.
Principais Fontes:
• Frutos do mar
• Produção de bactérias da flora intestinal
• Cereais integral
• Frutas e vegetais em folha

Vitamina B12 ou Cianocobalamina


Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Renovação celular.
• Maturação das hemácias.
• Síntese de nucleótidos.
• Bom funcionamento do sistema nervoso central.
Avitaminoses:
• Anemia perniciosa – poucas hemácias.
• Distúrbios nervosos.
Principais Fontes:
• Frutos do mar

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Hermione e Petulante
• Carne
• Ovo
• Leite e derivados

Vitamina C ou Ácido Ascórbico


Vitamina hidrossolúvel.
Funções no organismo:
• Mantem a integridade dos vasos sanguíneos e ajuda na formação de colagénio
– manutenção da pele e gengivas.
• Previne infeções (discutível) .
• Auxilia no sistema imunológico e na absorção de ferro.
Avitaminoses:
• Escorbuto.
• Insónia e nervosismo em crianças; cansaço e apatia em adultos.
• Alterações gengivais e dentárias (dentes “moles”)
• Dores nas articulações.
Principais Fontes:
• Laranja, limão, goiaba, acerola, kiwi, tomate, caju, morango…
• Couve e repolho.

Vitamina D ou Calciferol
Vitamina lipossolúvel.
Não é encontrada pronta nos alimentos. A pré- vitamina D é convertida em vitamina D
por ação da radiação solar → Importância de apanhar sol.
Funções no organismo:
• Facilita a absorção de cálcio e fosforo no intestino – formação correta de ossos
e dentes.
Avitaminoses: Raquitismo = deficiência de
• Raquitismo – ossos fracos e malformados vitamina D. A falta de calciferol
Principais Fontes da pré-vitamina D: ou a falta de exposição ao sol
• Óleo de figado em bacalhau leva à pouca absorção de
cálcio – malformação dos
• Fígado, leite
ossos
• Gema de ovo, cereais

Vitamina E ou Tocoferol
Vitamina lipoossolúvel.
Funções no organismo:
• Promove a fertilidade e previne o aborto – importância na gravidez.

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Hermione e Petulante
• Antioxidante: atua na remoção de radicais livres de oxigénio, que causam o
envelhecimento precoce, doenças do coração e outros problemas.
Avitaminoses:
• Esterilidade masculina
• Aborto
Principais Fontes da pré-vitamina D:
• Milho, nozes, abacate
• Leite
• Alface e outras folhas, azeitona
• Óleos de amendoim

Vitamina K ou Filoquinona
Vitamina lipossolúvel.
Funções no organismo:
• Coagulação do sanguínea, evitando assim as hemorragias.
Avitaminoses:
• Hemorragias recorrentes.
Principais Fontes da pré-vitamina D:
• Vegetais em folha
• Tomate
• Amêndoas e castanhas

Vitamina E ou Tocoferol
Funções no organismo:
• Promove a fertilidade e previne o aborto – importância na gravidez.
• Antioxidante: atua na remoção de radicais livres de oxigénio, que causam o
envelhecimento precoce, doenças do coração e outros problemas.
Avitaminoses:
• Cirrose.
• Aumento da incidência de cancro no fígado.
• Lesões hemorrágicas os rins e falta de coordenação motora.
Principais Fontes da pré-vitamina D:
• Fígado
• Amendoim
• Gema de ovo

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Hermione e Petulante

Proteínas – metabolismo
Proteína: macromolécula construída por unidades (aminoácido)

Aminoácido: monómero. Advém das proteínas da dieta ou de proteínas endógenas (já


estão no corpo).

• Estrutura química:

• Ligação peptídica
o Grupo amino + grupo carboxilo
o Reação de desidratação (libertação de
1 molécula de água)

As proteínas são formadas por 20 aminoácidos.


Todas contêm carbono, hidrogénio, azoto e oxigénio e quase todas contêm enxofre.
Algumas contêm elementos adicionais, particularmente fósforo, ferro, zinco e cobre. O
seu peso molecular é extremamente elevado.

TIPOS BÁSICOS:
• Naturais – o organismo é capaz de os sintetizar (ex: insulina e hemoglobina)
• Essencial – o organismo não é capaz de os sintetizar, mas são obtidos através
da alimentação (ex: lisina e isoleucina (feijão) e leucina e valina (arroz))

É necessário saber escrever


a glicina, serina e alanina

Glicina: substituir o
radical por hidrogénio

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Hermione e Petulante

Serina: substituir o radical


por um grupo 𝐶𝐻2 𝑂𝐻

Alanina: substituir o
radical por um grupo 𝐶𝐻3

As proteínas diferem umas das outras por:


• Ordem dos aminoácidos;
• Tipo de aminoácidos;
• Número de aminoácidos
Uma cadeia de aminoácidos denomina-se “peptídeo”:
• 2 Aminoácidos: dipeptídeo,
• 3 Aminoácidos: tripeptídeo,
• 4 Aminoácidos: tretapeptídio,
• Muitos aminoácidos: polipeptídeo

FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS:


1. Estrutural ou plástica: são aquelas que participam na constituição dos tecidos
dando-lhes rigidez, consistência e elasticidade. São proteínas estruturais:
❖ Colagénio (constituinte das cartilagens);
❖ Actina e miosina (presentes na formação das fibras musculares);
❖ Queratina (principal proteína do cabelo);
❖ Albumina (ovo), entre outras.

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Hermione e Petulante
2. Hormonal – exercem alguma função específica sobre algum órgão ou estrutura
de um organismo como, por exemplo, a insulina (embora tecnicamente a insulina seja
considerada apenas um polipeptídeo, devido a seu pequeno tamanho).

3. Defesa – os anticorpos são proteínas que realizam a defesa do organismo,


sendo especializados no reconhecimento e neutralização de vírus, bactérias e outras
substâncias estranhas.
❖ O fibrinogénio e a trombina são outras proteínas responsáveis pela coagulação
do sangue e prevenção de perda sanguínea em casos de feridas ou traumatismos.

4. Enzimática – as enzimas são proteínas capazes de catalisar, ou seja, aumentar a


velocidade de uma reação bioquímica, seja esta reação dentro do organismo ou um
processo externo. (ex: lipases - reduzem os triglicéridos e consequentemente a
gordura armazenada). As enzimas não reagem, são reutilizadas (sempre respeitando o
local ativo) e são específicas.

5. Transportadoras de gases – o transporte de gases (principalmente de O2 e um


pouco do CO2) é realizado por proteínas como a hemoglobina.

NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO
• Estrutura primária: longa cadeia de aminoácidos (mais simples e mais
importante)
• Estrutura secundária: em hélice alfa α (rotação das ligações entre carbono α dos
aminoácidos e seus grupos amina e carboxilo)
• Estrutura terciária: peptídeos enrolados; cadeias Polipeptídicas muito longas,
ocorre em proteínas globulares;
• Estrutura quarternária: surge das proteínas oligoméricas (2 ou mais peptídeos)

ATIVIDADE BIOLÓGICA
• Anticorpos
• Estrutural
• Hormonal
• Enzimática  Catalisador biológico (fatores que interferem com a atividade
enzimática (PH, a Temperatura; concentração do substrato)

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Hermione e Petulante
CATABOLISMO DO AZOTO PROVENIENTE DE AMINOÁCIDOS
Amónia (tóxica para organismos)
O organismo excreta-a transformando-a num composto não tóxico a ureia.

O ciclo da ureia é essencial para a saúde.

Balanço N = N total ingerido – perda total de N

Excreção de N > ingestão N  Balanço (-)


Ingestão de N > excreção N  Balanço (+)

OXIDAÇÃO DOS AMINOÁCIDOS NOS ANIMAIS


Pode ocorrer em 3 circunstâncias:

1. Durante a síntese e degradação de proteínas celulares, alguns aminoácidos


libertados podem sofrer oxidação;
2. Quando a dieta alimentar é rica em proteínas, os aminoácidos excedentes são
catabolizados;
3. Durante jejum severo ou no caso de diabetes melitus, as proteínas corporais
são hidrolisadas e os seus aminoácidos servem como combustível.

CATABOLISMO DOS AMINOÁCIDOS


Os aminoácidos em excesso não são armazenados nem excretados sob esta forma.
Quando existem em excesso podem ser utilizados para:

1. Compostos nitrogenados não proteicos (nucleótidos, glicose, glicogénio e


ácidos gordos)
2. Oxidação para gerar ATP

Nos 2 casos, é necessário retirar o grupo amina.

Os grupos amina são removidos por transaminação ou desaminação oxidativa e os


“esqueletos carbonatados são convertidos em intermediários.

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Hermione e Petulante
A amónia (presente no grupo amina do aminoácido) é tóxica para o sistema nervoso
e é solúvel em água (ao urinar amónia íamos perder muita água pela urina). Os
homens e os mamíferos convertem a amónia a excretar em ureia, um composto
altamente solúvel e não tóxico.

Através da transaminase, o grupo amina é retirada do aminoácido ficando um α-


cetoácido (aa sem grupo amina) e é transferido para o α- cetoglutarato. A junção do
grupo amina com o α-cetoglutarato forma o glutamato. O glutamato através de uma
desaminase livra-se do grupo amina e volta a ser α-cetoglutarato, este entra num
novo ciclo e o grupo amina removido entra no ciclo da ureia.

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Hermione e Petulante

Pode entrar
nas outras
vias
metabólicas

Transaminação (envolve
retirar grupo amina de uma Desaminação (grupo amina
molécula e passa a outra) fica livre na forma de amónia)

Glutamato dá o grupo amina e


Oxaloacetato + grupo amina (do
forma o α-cetoglutarato.
glutamato) = Aspartato
O 𝑁𝐴𝐷/𝑁𝐴𝐷𝑃+ + 𝐻2 𝑂 + o grupo
(depois de perder o grupo amina,
amina que veio do glutamato
o glutamato volta a ser 𝛼-
formam a amónia e outros
cetoglutarato)
compostos.

Entram no ciclo da ureia

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Hermione e Petulante
TRANSAMINAÇÕES CATALISADAS POR ENZIMAS

PLP piridoxal fosfato é o cofator de todas as aminotransferases.

REAÇÃO CATALISADA PELA GLUTAMATO DESIDROGENASE

A glutamato desidrogenase dos mamíferos pode usar tanto o 𝑁𝐴𝐷 + como o 𝑁𝐴𝐷𝑃+
como cofator, sendo regulada por ADP ou GTP.

PRODUTO FINAL DO CATABOLISMO DOS AMINOÁCIDOS:

• Amónia – Animais amoniotélicos (maioria dos vertebrados aquáticos, peixes


ósseos e larvas de anfíbios)
• Ureia – Animais ureotélicos (muitos vertebrados terrestres e tubarões)
• Ácido úrico – Animais uricotélicos (aves e répteis)

DEGRADAÇÃO DE PROTEÍNAS

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Hermione e Petulante
A ubiquitização é uma das maneiras de marcar proteínas para degradação.

O lisossoma pode degradar proteínas integradas por endocitose ou mesmo


fragmentos da célula (autofagia).

A degradação proteica pode produzir aminoácidos.

METABOLISMO DOS AMINOÁCIDOS


Todos os aminoácidos, após perda do grupo amino (e mais alguns passos
metabólicos) podem entrar no ciclo de Krebs.

Quando em excesso na dieta, todos os aminoácidos podem ser transformados em


ácidos gordos.

CICLO DA UREIA

Origem no 𝐶𝑂2 , gás carbónico ou bicarbonato

Do grupo amina, vindo da desaminação

Grupo amina, vindo da transaminação do aspartato

1ª reação: 𝐶𝑂2 + 𝑁𝐻3 = carbamoil fosfato (com carbono do 𝐶𝑂2 e azoto da


Amónia.
Vinda da desaminação

Gasta 2 ATP

(1 é hidrolisado em ADP + Pi e dá energia e o outro é


hidrolisado em ADP, porque o seu fosfato inorgânico
foi para a formação do Carbamoil Fosfato)

Esta reação ocorre dentro da mitocôndria

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Hermione e Petulante
2ª reação: Carbamoil Fosfato + Ornitina = Citrulina

Para a reação acontecer, a


energia veio do Fosfato que
sobrou do Carbamoil, o grupo Pi.

Esta reação ocorre dentro da mitocôndria

Veio da transaminação
3ª reação: Citrulina + Aspartato = Argininosuccinato

Gasta um ATP (mas vale por 2)

Perde os 2 fosfatos: ATP -> AMP + PPi

C- 𝐶𝑂2

N- Grupo amina da desaminação

N- Transaminação do aspartato

Para formar a ureia

Esta reação ocorre no citoplasma

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Hermione e Petulante

RESUMO:

Custo do ciclo da ureia: 4 ATP

Requer: Produz:

3 ATP, Amónia, Aspartato, Ureia, Fumarato, 2 ADP +


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Bicarbonato 2Pi, AMP + PPi
Hermione e Petulante
CICLO DA UREIA E CICLO DE KREBS

REGULAÇÃO DO CICLO
Curto prazo:

• Todas as enzimas aumentam sua atividade a partir do aumento da


concentração de substrato
• Carbamoil-fosfato sintetase é ativada por N-acetil-glutamato (acetil-CoA +
glutamato), cuja síntese é ativada por arginina.

Longo prazo:

• A concentração das enzimas regula a velocidade do ciclo


• Aumento da ingestão de proteína e/ou jejum prolongado aumentam a síntese
de todas as enzimas

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Hermione e Petulante
CICLO DA ALANINA - GLICOSE

Fígado capta 𝑁𝐻3 do excesso de


proteínas da dieta, da glutamina que
vem dos tecidos, da alanina que vem
dos músculos.

DEFEITO GENÉTICOS NO CICLO DA UREIA


Uma pessoa com defeitos genéticos em qualquer uma das enzimas do ciclo da
ureia é intolerante a uma dieta rica em proteínas.

Os aminoácidos desaminados no fígado geram amónia, mas esta não pode ser
convertida em ureia, resultando na acumulação de amónia.

Por outro lado, o Homem precisa de aminoácidos, pois não sintetiza metade
dos aminoácidos padrão e os aminoácidos essenciais tem de ser fornecidos pela dieta
alimentar!

Terapêutica: Administração de ácidos aromáticos, tais como benzoato e


fenilacetato, podem ajudar a baixar o nível de amónia no sangue.

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Hermione e Petulante
DOENÇAS METABÓLICAS DO CICLO DA UREIA
Hiperamonémia I - deficiência na carbamoil fosfato sintetase (reação1).

Hiperamonémia II – deficiência na ornitina transcarboilase (reação2), doença ligada


ao cromossoma X.

Citrulinémia – grandes quantidades (1-2 g/dia) de citrulina são excretadas na urina e


os seus níveis no plasma e fluído cerebroespinhal elevados (reação 3 –
argininosuccinato sintetase).

Argininosuccinúria – caracterizada por níveis elevados de argininosuccinato no


sangue, fluído cerebroespinhal e urina (doença manifestada cerca dos 2 anos de idade)
(ausência de argininosuccinase – reação 4).

Hiperargininémia – níveis elevados de arginina no sangue e fluído cerebroespinhal e


baixa de arginase nos eritrócitos (reação 5) e um padrão de aminoácidos na urina
semelhante à lisina-cistinúria.

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