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ANÁLISE DA OBRA: O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA

*Janete da Costa Becker

**Maria Alice Braga

RESUMO

A leitura da obra O conto da ilha desconhecida de José Saramago,


possui texto curto, mas é suficiente para transportar o leitor para terras dis-
tantes e mundos de simplicidade mágica, onde transforma palavras em ima-
gens que suscitam diversas visões e associações à vivência do leitor, fazen-
do-o questionar as relações entre ficção e realidade. A busca de uma ilha
que não consta em nenhum mapa, tem por trás de seu relato a maneira de
como lidamos com o desconhecido, mostrando o retrato do ser humano, su-
as condições, pensamentos e buscas.

Palavras-Chave: Sujeito ;Descobertas; Transformação; Sociedade

*
Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas da Universidade Luterana do Brasil – Campus Guaíba.
**
Professora e orientadora deste trabalho – ULBRA /Guaíba.
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INTRODUÇÃO

Neste conto percebemos o percurso de um personagem em busca


do conhecimento e da compreensão de si próprio através da sua luta num
determinado espaço social, onde existem regras que entram em contradição
com seus sonhos e aspirações mais profundas, que poderão se concretizar
pela possibilidade de ação do personagem, que é o agente da sua transfor-
mação.
A literatura engajada de José Saramago é ativa e radicada como ins-
trumento de transformação social, é também um espaço que permite a cons-
trução da identidade do sujeito, valorizando os anônimos, pois são eles que
navegam em busca de conhecimento de si e de sua própria história.

1. BIOGRAFIA DO AUTOR JOSÉ SARAMAGO

José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho


de Golegã, ao sul de Portugal, no dia 16 de novembro de 1922 no seio de
uma família de lavradores e artesãos. Seus pais emigraram para Lisboa
quando ele tinha dois anos de idade. Fez estudos secundários que não pode
terminar por dificuldades econômicas. Trabalhou em diversas áreas, foi ser-
ralheiro mecânico, editor, tradutor e jornalista. Foi membro do partido Comu-
nista Português e sofreu censura e perseguição durante os anos da ditadura
de Salazar. ¹

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¹ Ditador militar que após golpe de Estado (1926), assume como primeiro-ministro em 1932.
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Em 1947, publicou seu primeiro livro, um romance: A Terra do Pecado,


depois ficou sem publicar até 1966. Durante doze anos trabalhou numa edito-
ra, onde exerceu funções de direção literária e de produção, também colabo-
rou como crítico literário na revista Seara Nova. Foi comentador político do jor-
nal Diário de Lisboa e pertenceu a primeira direção da Associação Portuguesa
de Escritores. Desde 1976 vive exclusivamente de seu trabalho literário. Da
poesia ao romance, passando pelo conto, crônica e teatro, é um dos autores
portugueses contemporâneos mais conhecidos internacionalmente e já ganhou
diversos prêmios.
Na história da literatura, poucos os autores que conseguem criar um
estilo próprio e diferenciado, transgredindo a linguagem de maneira que seu
texto seja identificado em qualquer contexto, José Saramago é um deles. Sua
literatura tem o poder de nos confrontar com nossa própria língua, de nos mos-
trar que apesar de tudo o que aprendemos formalmente sobre nosso idioma,
suas possibilidades continua ilimitado nas mãos e mente de quem o sabe pen-
sar. Ele usa a pontuação de uma maneira aparentemente incorreta aos olhos
da maioria. Não utiliza travessões na marcação das falas dos personagens, os
diálogos são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem e usa as
vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. A sua marca passa
a ser um estilo metafórico com coragem para o fantástico, uma arte de inventar
histórias sem nunca esquecer a responsabilidade social do escritor, compro-
metido com a política de seu tempo não vacila em abordar questões críticas
sobre a sociedade dominante. Sua visão de mundo propõe uma reflexão a
seus leitores, tendo sempre a intenção de aproximá-los ao máximo de sua o-
bra.

1.2 CONTEXTO HISTÓRICO DE PORTUGAL NA DÉCADA DE

NOVENTA

Nos anos noventa, a estabilidade econômica e política, alicerçada nos


sucessivos planos de convergência apoiados pelos Fundos Estruturais da Co-
munidade Européia, propiciam um constante aumento dos indicadores de
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bem-estar, econômicos e sociais dos portugueses, mudando seu estilo de vida


e valores inerentes à modernização e a reivindicação de liberdades públicas.
Algumas tendências se tornam mais evidentes - como a democratização da
política e da sociedade e outros processos sociais em curso, nomeadamente
as alterações da concepção do papel da mulher e da família, a secularização
da vida pública e privada, a terceirização da economia e da sociedade, a imi-
gração e os novos fenômenos de exclusão. Ao mesmo tempo, a década de
noventa assiste a um aumento progressivo, e constante, do bem-estar coletivo
e individual, possível de detectar através de indicadores de consumo, de equi-
pamento doméstico, de conforto, de acesso à educação e à cobertura sanitá-
ria. Bens como o telefone, a televisão a cores (mais de um aparelho por lar), o
frigorífico, as máquinas e eletrodomésticos e o automóvel tornam-se acessí-
veis, através do crédito, à generalidade dos indivíduos das classes médias.
Os finais da década de noventa, início do milênio, acentuam algumas
tendências que já se vinham sentindo, sobretudo no começo da segunda me-
tade dessa década. A partir de 1998, torna-se perceptível o esgotamento do
modelo centrado na expansão econômica suportada, com base nos Fundos da
Comunidade Européia, pelas grandes obras públicas. No mesmo período, fe-
nômenos econômicos e sociais adquirem grande visibilidade, imprimindo uma
nova dinâmica ao quotidiano dos portugueses. Dentro dos fenômenos econô-
micos com maiores repercussões sociais poderão ser referidas, a abertura da
Banca portuguesa ao estrangeiro, com a conseqüente luta por quotas de mer-
cado através da concessão de crédito fácil; a inauguração de grande número
de shopping-centers e a internacionalização do comércio. Ao mesmo tempo,
assiste-se à expansão das classes médias - de que fazem parte muitos imi-
grantes - com escolaridade média e média baixa, detentoras de um déficit crô-
nico de bens de consumo e aspirando a um sucesso rápido, parecem estar a
afirmar-se socialmente por meio de outros comportamentos, gostos e valores.
Com efeito, tendo como base indicadores de tendências pode-se avançar que
a emergência destas novas classes médias - com valores e estéticas próprias,
com características próximas ao que alguns autores denominaram cultura de
urgência irão provocar, nos finais da década de 90 e início do milênio, em con-
junção com indícios econômicos recessivos.
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A partir de 1998, as crescentes dificuldades econômicas de Portugal


em cumprir prazos e metas, financeiros e econômicos, exigidos pela União Eu-
ropéia, vieram demonstrar que este caminho de sucesso individual e coletivo é
sinuoso: grande número de portugueses ficaram de fora das benesses da
prosperidade anunciada, muitos não têm, nem terão, acesso rápido ao bem-
estar. Entretanto, a sociedade mudou, bem como os valores, os estilos de vida
e os quotidianos de grande parte dos portugueses. Os sinais desta convergên-
cia de interesses, presentes durante toda a década de noventa, devem-se pro-
vavelmente, ao vertiginoso processo de abertura da sociedade portuguesa à
sociedade européia e aos modelos de quotidiano globalizados, e que podem
ser identificados nas referências públicas.

1.3 RESUMO DA OBRA: O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA

O conto inicia com um homem do povo que foi bater à porta do rei e
fazer-lhe um pedido inusitado que movimenta todas as esferas burocráticas vi-
gentes no palácio, queria um barco, e não um qualquer, o seu tinha que ser
capaz de navegar mar afora para achar ilhas desconhecidas. O rei a princípio
não atendeu a solicitação (primeiro dava ordem ao primeiro-secretário para ir
saber o que queria o impetrante, este chamava o segundo-secretário, que
chamava o terceiro, que mandava o primeiro ajudante, que por sua vez man-
dava o segundo, e assim até chegar à mulher da limpeza, a qual não tinha
ninguém para mandar), mas dessa vez foi diferente, o autor do pedido insistiu
em permanecer na soleira da porta das petições por três dias seguidos, então
o rei achou melhor sair da porta dos obséquios e ir pessoalmente resolver o
assunto.
O homem que queria um barco estava determinado am alcançar seu
objetivo e foi firme em responder ao rei o que queria. Aspirantes à liberalidade
do trono que por ali andavam e a mulher da limpeza do palácio, espiavam este
corajoso homem que deixara o rei desconcertado fazendo-o sentar-se na ca-
deira de palhinha da mulher da limpeza. Ninguém acreditava que havia alguma
ilha desconhecida, pois todas já estavam nos mapas e pertenciam ao rei,
mesmo assim, resolveram intervir a favor do homem, mais para se verem livres
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dele do que por solidariedade. O rei preocupado com o tempo que estava
perdendo, concordou em dar-lhe o barco, mas sem a tripulação.
Assim que o homem partiu, a mulher da limpeza resolveu sair pela porta das
decisões, que é raro ser usada, e seguir o homem até o porto. Ele nem des-
confiava que já levava atrás de si uma tripulante. Chegando ao porto pediu
que o capitão lhe desse um barco que ele respeitasse e pudesse respeitá-lo
para levá-lo em busca de sua ilha desconhecida, onde nunca ninguém já tenha
desembarcado e que ele reconhecerá e saberá qual é quando lá chegar. O
capitão deu-lhe um barco com experiência, ainda do tempo em que toda a
gente andava a procura de ilhas desconhecidas. O homem saiu para recrutar a
tripulação enquanto a mulher da limpeza cuidava da faxina do barco. O sol ha-
via acabado de sumir no oceano quando o homem que tinha um barco voltou
para o cais sozinho e cabisbaixo, pois não encontrou quem quisesse sair do
sossego dos seus lares e da boa vida para se meterem em aventuras oceâni-
cas, à procura de um impossível. Mas o homem insistia em alcançar seu obje-
tivo, desejava encontrar esta ilha, sabia que ela existia, assim como sabe que
o mar é tenebroso, apenas não a conhecia, e quando nela estivesse sairia de
si e saberia quem realmente era, porque às vezes, é necessário sair da ilha
para ver a ilha, que não nos vemos se não sairmos de nós mesmos.
Os dois conversavam enquanto comiam a comida que o homem havia
trazido, depois acharam melhor irem dormir. O homem reparou na beleza da
mulher da limpeza que pensava que este só tinha olhos para o barco. Naquela
noite o homem ficou a imaginar se ela já dormia, depois imaginou que estava à
procura dela e não a encontrava e que estavam perdidos num barco enorme.
O sonho muda às proporções das coisas e a sua distância, separa as pessoas,
e elas estão juntas, reúne-as, e quase não se vêem uma à outra, a mulher
dormia a poucos metros e ele não sabia como alcançá-la, quando é tão fácil ir
de bombordo a estibordo.
Tinha-lhe desejado felizes sonhos, mas foi ele quem levou toda a noite
a sonhar. Sonhou que a sua caravela ia ao mar alto, abrindo caminho sobre as
ondas, enquanto ele manejava a roda do leme e a tripulação descansava à
sombra. Buscou com os olhos a mulher da limpeza e não a viu, e ele bem sa-
bia, embora não entendesse como, que ela a última hora não quis embarcar,
porque pensava que ele só tinha olhos para a ilha desconhecida, e não era
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verdade, agora mesmo os olhos dele estavam a procurá-la e não a encontra-


vam. Os marinheiros resolveram descer na primeira terra povoada que lhes
apareceu, o homem do leme assistiu a debanda em silêncio, não fez nada pa-
ra reter os que o abandonavam.
Acordou abraçado à mulher da limpeza, e ela a ele, confundidos os
corpos, e ao nascer do sol o homem e a mulher foram pintar na proa do barco,
em letras brancas, o nome que ainda faltava dar a caravela. Pela hora do
meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de
si mesma.

1.4 CRÍTICA SOCIOLÓGICA

Neste conto da Ilha Desconhecida há momentos de profundidade que


aparentam superficialidade. Os personagens são muito mais um retrato de su-
as funções sociais do que de suas características físicas. Assim, o persona-
gem principal, o desbravador de ilhas, é caracterizado apenas como o homem
que queria um barco, o homem que tinha um barco ou o homem do leme, e a
sua companheira como a mulher da limpeza, mas no decorrer da história, a
aparente simplicidade dos personagens se contrasta com a profundidade de
seus pensamentos. Talvez a iniciativa de recorrer às funções dos persona-
gens, marcando sua posição hierárquica, transpareça no enredo como uma ar-
ticulação necessária para retratar a sociedade resultante de um sistema mar-
cado pelas desigualdades.
Logo no início do conto aparece a questão da hierarquia social, que vai
do rei (topo do poder) que estava sempre ocupado na porta dos obséquios
porque estes eram bem vindos, enquanto as petições não eram resolvidas,
passa por vários outros subordinados até chegar à mulher da limpeza, (essa
burocracia nos serviços mostra um governo distante de seu maior objetivo:
promover o bem estar do povo), e no momento em que o homem “manda”
chamar o rei, e este atende (mais por curiosidade), começa um desmantela-
mento desta hierarquia. Quando o rei desconcertado por causa do “atrevimen-
to” do homem, senta na cadeira de palhinha usada pela mulher da limpeza,
que era muito mais baixa e desconfortável que o trono, passa a haver uma i-
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gualação do rei com um homem do povo, representado aí pelo homem do bar-


co. O homem estava diante de uma ordem social pronta para dizer não, mas
ele apresentou bons argumentos e no momento em que o rei disse que não
daria o barco, ele com firmeza e convicção falou: “Darás”. O rei percebeu que
aquele homem era como um instrumento que poderia causar transformações
sociais, ainda que primeiro ao plano pessoal, mas, posteriormente, com uma
inclinação perceptível ao coletivo, por isso, diante da pressão popular e para
evitar maiores aborrecimentos, consentiu com o pedido, assim continuou com
a coroa na cabeça, sendo O Rei. O poder de convencimento do homem em re-
lação à autoridade real foi tão contundente quanto sua certeza da existência
da ilha. Percebemos que para iniciar o processo de descoberta e transforma-
ção é necessário que o homem derrube algumas barreiras, até mesmo aque-
las que parecem estar muito acima dele.
Após a quebra do obstáculo da posição social vem a parte mais difí-
cil de sua jornada: a busca da ilha desconhecida. Saramago, através desse
conto faz uma metáfora da necessidade de fazermos a nossa própria viagem
em direção a nós mesmos, traz o passado até nós, lembrando o período das
grandes navegações ² para representar o sentido das descobertas humanas,
a busca de si mesmo, de seu mundo interior, ir onde nenhum outro jamais
esteve e descobrir verdades profundas escondidas na alma. E seja lá onde
se consegue ir, mesmo se a viajem for bruscamente interrompida pela mor-
te, a algum lugar se chegou.
“Sim, às vezes naufraga-se pelo caminho, mas, se tal me viesse a a-
contecer, deverias escrever nos anais do porto que o ponto a que cheguei foi
esse, Queres dizer que chegar sempre se chega,...” (SARAMAGO, 1998,
p.27).
O homem do barco procurou ajuda de marinheiros, mas ninguém quis
ajudá-lo, porque sair de suas vidas tranqüilas e se meter à procura do “impos-
sível”, enfrentar o mar tenebroso, é tarefa difícil, é necessária muita coragem e
obstinação para ser um aventureiro que desbrava novas terras. Mas ele conta
com a ajuda de uma mulher (a mulher da limpeza), que resolve sair do palácio

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² Portugal é pioneiro na expansão marítima européia. No século XV têm início os descobrimentos que
formariam o império colonial Lusitano.
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pela porta das decisões e passa a acompanhá-lo nesta busca. “Pensou ela
que já bastava de uma vida a limpar e a lavar palácios, que tinha chegado à
hora de mudar de ofício, que lavar e limpar barcos é que era sua vocação ver-
dadeira, no mar, ao menos a água nunca lhe faltaria” (SARAMAGO, 1998,
p.24).
Já sabia ela que precisamos estar longe de nós mesmos para
podermos enxergar melhor nossa natureza, e que só assim venceremos os
obstáculos do caminho humano, por isso troca sua rotina enfadonha por uma
viagem poética em busca de seus sonhos A obsessão do homem contagia de
forma simplista a sensibilidade feminina.
Também é apresentado no texto um processo de recomeço e de reno-
vação, no qual aparece o sonho não como um sonho qualquer, mas nos mos-
trando que é preciso navegar para além do real, resistindo às adversidades pa-
ra que nos tornemos aptos para obter a concretização deste sonho e possa-
mos ancorar em porto seguro.
Todos estes fatores que vão das adversidades até o “navegar para o
além do real” permite a aproximação entre o “homem do barco” e a “mulher da
limpeza”, “Acordou abraçado à mulher da limpeza, e ela a ele, confundidos os
corpos” (SARAMAGO, 1998, p.62), pois do sonho surge o amor, e do amor à
força para enfrentar os pesadelos. A partir daí os dois passaram não somente
a fazer descobertas exteriores, mas foi o começo da descoberta de si mesmo.
Sabiam eles, agora, que um completaria o outro, que a compreensão das ver-
dades mais profundas, escondidas na alma (como uma ilha) seria possíveis.
Tanto assim é, que eles nomearam o barco que o rei havia
lhes dado de “Ilha Desconhecida”, e esta se lançou enfim ao mar, a procura de
si mesma, mostrando que ainda havia muitas descobertas a serem feitas.

CONCLUSÃO

O homem vive uma eterna busca por melhores condições de sobrevi-


vência, e muitas vezes criamos necessidades artificiais, mudando o foco e o
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sentido de nossas vidas. Este texto nos oportuniza refletir sobre nossa conduta
e a dos outros frente a necessidades e adversidades, dando-nos condições de
nortear nossa vida em sociedade, pois percebemos que não há tempo deter-
minado para encontrarmos o lugar desejado, só precisamos da resolução de
que podemos ir ou ficar e, às vezes, precisamos sair de nós mesmos para en-
contrarmos o tão almejado.
O lançar-se ao mar para navegar é o avançar para vida buscando al-
cançar seus objetivos e metas, às vezes tão próximas, contudo, não enxerga-
mos por nossa incapacidade pessoal de percepção do desconhecido.
O texto sugere a formação de uma identidade aberta que é percebida
como possibilidade de criação de novas identidades, produzindo sujeitos ca-
pazes de articular um processo coletivo, que reclama por transformações soci-
ais num futuro indefinido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IMBERT, Enrique Anderson. Métodos de Crítica Literária. Traduzido


de Eugenia Maria M. Madeira de Aguiar e Silva. Coimbra: Almedina, 1971.

SARAMAGO, José. O conto da ilha desconhecida. S.l.: Editora Sch-


warcz LTDA, 1998.

Disponível em:
http://www.inventario.ufba.br/04/pdf/rsilva.pdf. Acessado em
02/07/2006
http://www.caleida.pt/saramago/biografia.html. Acessado em
02/07/2006
http://divirta-se.correioweb.com.br/livros.htm?=184. Acessado em
05/07/2006
http://www.instituto-camoes.pt/revista/impalemanha.htm. Acessado em
05/07/2006
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