Você está na página 1de 5

Leito fixo:

Determinação da Constante de permeabilidade, K, para baixas vazões.

Obtida a curva de variação de pressão por velocidade superficial do fluído, mostrada na


figura 1, pode-se lineariza-la gerando a equação x indicada na mesma figura.
Igualando-se a equação 1, equação de Dercy, à equação x. Rearranjando a equação
obteve-se o valor de K.

6000
∆p/L (P a/m )

4000

2000
y = 198093x
R 2 = 0,9418
0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025
q (m /s)

Figura..: Gráfico de variação de pressão versus velocidade superficial

y = 198093x
[x]

ΔP μ
= . q=198093. q
L K
[x.3]
K=5,05E-09 m²
[x.4]

Obteve-se a mesma constante a partir da correlação, dada pela equação 2, Carman-


Kozeny.

0 ,42³ .(4,0.10−3 .0 ,86 )²


K= =1,52 .10−8 m²
36 .5 .(1−0 ,42)²
[x]
Ambas as constantes são validas a baixas vazões. O valor de K para Dercy foi
aproximadamente três vezes menor que para Carman-Kozeny. A diferença entre os
valores podem ser explicadas por erros cometidos no experimento e também pela
natureza das equações, pois a constante K gerada pela equação de Dercy é experimental,
e a constante K gerado por Carman-Kozeny é fornecida pelas propriedades das
partículas e do tubo.
Determinação das constantes K e C para vazões mais elevadas.

Para vazões mais altas temos uma correlação empírica, equação 6 e a equação 7, dada
pela equação de Ergun, ambas quadráticas.

6000
∆p/L (P a/m )

4000

y = 6E + 06x 2 + 83823x
2000
R 2 = 0,9993

0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025
q (m /s)

A linha de tendência, polinomial, do gráfico acima, figura..., gera a equação ... Esta
pode ser igualada à correlação dada pela equação 6 obtendo assim valores experimentais
de K e C.

6
y = 6,0 .10 x² + 83823x
ΔP
= 6,0 .10 6 q² + 83823q
L

μ
83823 . q= .q
K
−8
K=1,18.10 m²
C.ρ
6,0 .10 6 . q ²= 1
.q²
2
K

4
C=0 ,65 m
Para obter os valores de K e C pela equação de Ergun, iguala-se esta à equação x
obtendo-se as constantes desejadas.
C .ρ . ρ .(1-ε )
μ 150 . μ .(1- ε)² 1
.q ²= 1,75 . q²
. q= .q 2
dp . ε ³
K dp². ε ³ K

−8 4
K=2,46.10 m ² C=0,52m

Analisando os valores de K obtidos: Kexp para baixas vazões 5,05E-09 m², Kexp para
altas vazões 1,193E-08 m² e o K pela correlação de Ergun 1,517E-08 m² observa-se que
o K calculado através de Ergun é maior que os outros dois calculados, ou seja,
apresenta uma maior permeabilidade.

A análise dos valores de C calculados (Cexp = 0,66 e Cergun = 0,52 ) demonstra uma
diferença nos valores obtidos, uma vez que, para o cálculo do Cergum usa-se o K
calculado anteriormente pela correlação de Ergun.

Grafico log log 5.6


100

fex p
fE rgun

10
f

1
10 Re 100 1000

Grafico x: fator de atrito por numero de Reynolds


A análise do gráfico permite compreender que o fator de atrito experimental é maior
que o valor calculado pela correlação e que para valores baixos de Re o comportamento
da curva mostra-se semelhante aos valores calculados pela correlação de Ergum, no
entanto, para numero de Reynolds maiores observa-se uma disparidade.

5.7
6000
∆p/L
∆p/L E rgun
4000
∆p/L (P a/m)

2000

0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025
q (m /s)

A análise dos dados informa com clareza que a queda de pressão calculada pela
correlação de Ergun é menor que a queda de pressão obtida experimentalmente.
Observa-se ainda, que para vazões menores (número de Reynold menor), maior é a
proximidade entre dos valores calculados.

Delta de pressão por velocidade superficial

LEITO FLUIDIZADO:

8000

6000
∆p (P a)/L

4000

2000 A umentando a vaz ão


Diminuindo a vaz ão
0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025 0,03 0,035 0,04
q(m /s)

Fig 2x

De acordo com a figura 2x (olhar o numero que esta no referencial), o ponto de mínima
fluidização é observado quando DeltaP/L atinge o ponto máximo, isto é, maior pico de
perda de carga.

Comparando com o gráfico obtido na literatura, Fig 4., observa-se que a tendência é
seguida até o ponto D. A partir deste ponto não é observado a permanência, isto é, o
ponto E não foi alcançado como esperado devido os limites do sistema e / ou por erros
aleatórios e experimentais.

5.2) Observa-se que a relação de H calculada mostrou-se linear, atingindo Hmax = 0,55
m. Os valores obtidos experimentalmente mostraram uma linearidade inicial, próxima
ao esperado pela relação, porém, a partir de determinada vazão, apresentou uma
discrepância.
5.3
A velocidade de mínima fluidização experimental pode ser obtida pelo gráfico x, no
ponto de mínima fluidização, com q= 5,89E-2 m/s. Utilizando a correlação de Ergun e
a equação 10, pode-se obter q= 1,13E-2 m/s.

Você também pode gostar