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Princípios fundamentais

da tecnologia das
bombas centrífugas
ÍNDICE

Princípios fundamentais da tecnologia das bombas centrífugas 5

História da tecnologia das bombas centrífugas 7

Abastecimento de água 7
Eliminação de águas residuais 8
Tecnologia de aquecimento 9

Sistemas de bombagem 12

Sistema aberto de bombagem de água 12


Sistema fechado de aquecimento 13

A água – o nosso meio de transporte 15

Capacidade específica de aquecimento 15


Aumento e redução do volume 16
Características de ebulição da água 17
Expansão da água de aquecimento e protecção contra o excesso de pressão 18
Pressão 19
Cavitação 19

Design das bombas centrífugas 21

Bombas auto-ferrantes e bombas com aspiração normal 21


Função das bombas centrífugas 22
Impulsores 22
Rendimento 23
Potência de entrada das bombas 24
Bombas de rotor húmido 25
Bombas de rotor seco 27
Bombas centrífugas de alta pressão 29

Curvas 31

Curvas características das bombas 31


Curvas características das instalações 32
Ponto de funcionamento 33

Adaptação das bombas às necessidades de aquecimento 35

Flutuações meteorológicas 35
Comutação da velocidade das bombas 36
Regulação contínua da velocidade 37
Tipos de regulação 38

2 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


ÍNDICE

Funcionamento aproximado das bombas de aquecimento padrão 41

Caudal da bomba 41
Altura manométrica da bomba 41
Exemplo de aplicação 42
Efeitos do funcionamento aproximado das bombas 43
Software de planeamento de bombas 43
Fundamentos hidráulicos 45
Ajuste de circuladores com regulação electrónica 45
Ligação de várias bombas 46

Conclusões 50

Sabia que? 51

História da tecnologia das bombas centrífugas 51


A água – o nosso meio de transporte 52
Características de design 53
Curvas 54
Adaptação das bombas às necessidades de aquecimento 55
Funcionamento aproximado das bombas 56
Ligação de várias bombas 57

Unidades legais de medida, listagem parcial para bombas centrífugas 58

Impressão 59

Wilo Principios fundamentais das bombas 3


Princípios fundamentais da tecnologia
das bombas centrífugas
As bombas são essenciais para tornar a nossa vida mais cómoda.
As bombas transportam líquidos frios ou quentes, limpos ou residuais. Cumprem a sua
função do modo mais eficiente e amigo do ambiente.

As bombas têm um papel importante no âmbito


da construção. São utilizadas para diversas fun-
ções. As bombas mais conhecidas são os circula-
dores para sistemas de aquecimento, sendo por
esse motivo o centro da nossa atenção nas pági-
nas seguintes.

Para além disso, as bombas são utilizadas nos


campos de abastecimento de água e de trata-
mento de águas residuais:
• Em sistemas de pressurização, utilizados
quando a pressão da rede de abastecimento
urbana não é suficiente para a distribuição de
água a um edifício;
• Circuladores de água quente sanitária que
garantem que haja sempre água quente em
todas as torneiras;
• Estações elevatórias de águas residuais quando
estas estão abaixo do nível de refluxo;
• Bombas em fontes ou aquários;
• Bombas de extinção de incêndios;
• Bombas de água fria e de água de refrigeração;
• Instalações de aproveitamento de águas plu-
viais para utilização em lavabos, máquinas de O objectivo desta brochura é fornecer os conhe-
lavar, trabalhos de limpeza, rega, etc.; cimentos básicos desta tecnologia a pessoas que
• Muitas outras aplicações. se encontrem presentemente em formação. A
intenção é a transmissão dos conhecimentos
Deve igualmente ter-se em consideração que básicos para a prática através de frases explicati-
diferentes fluidos representam viscosidades dis- vas simples, desenhos e exemplos. A escolha e
tintas (por exemplo misturas de água que con- aplicação correcta das bombas irão tornar-se
tenham glicol ou misturas com materiais fecais). deste modo uma rotina habitual.
Determinados países estão sujeitos ao cumpri-
mento de normas e leis vigentes, o que pode O capítulo intitulado Sabia que? permite ao leitor
implicar a utilização de tecnologia e bombas testar se assimilou correctamente a matéria
específicas (por exemplo protecção antidefla- explicada através das perguntas apresentadas
grante e regulamento de água potável). com possíveis respostas correctas e falsas.

Wilo Principios fundamentais das bombas 5


História da tecnologia das bombas
centrífugas
Representação do mecanismo de bombagem
Abastecimento de água com tubos de Jacob Leupold
Tendo em consideração as bombas e a sua histó-
ria, percebemos que as pessoas procuravam já
em tempos remotos meios técnicos para elevar
os líquidos, em particular a água, para niveis mais
altos. A água servia tanto para rega dos campos
como para encher os fossos de protecção em
redor das cidades fortificadas e dos castelos.

A ferramenta mais simples é a mão humana, e


duas mãos são sempre melhor do que só uma!

Os nossos antepassados pré-históricos tiveram


muito cedo a ideia de moldar vasilhas em argila.
Este foi o primeiro passo para a invenção do cân-
taro. Vários destes cântaros foram então sus- Arquimedes (287 - 212 a.C.), talvez o matemá-
pensos numa cadeia ou numa roda. Homens e tico e cientista mais importante da antiguidade,
animais aplicaram as suas forças para accionar descreveu por volta do ano 250 a.C. uma espiral
estes mecanismos de elevação da água. As esca- que posteriormente ficaria com o seu nome.
vações arqueológicas mostram a existência de A água é elevada num tubo através de uma espi-
mecanismos “hidráulicos” tanto no Egipto como ral. No entanto, parte da água acabava por
na China por volta de 1.000 a.C. A ilustração refluir, pois ainda se desconhecia um meio eficaz
seguinte é uma reconstrução de uma roda de pás de vedação. Como resultado, observou-se a rela-
chinesa. Trata-se de uma roda com recipientes ção entre a inclinação da espiral e o caudal de
em argila fixos, os quais vertiam a água quando água bombeado. Era então possível escolher no
atingiam o ponto mais alto da roda. funcionamento entre um maior caudal ou uma
maior altura manométrica.
Quanto mais inclinada for a posição da espiral,
Representação de uma roda de pás chinesa quanto maior era a altura a que se podia elevar a
água à medida que o caudal diminuía.

Representação da espiral de Arquimedes

Accionamento

Espiral

Eleva-se a água

Direcção do fluxo

Em 1724, Jacob Leupold (1674 - 1727) conce-


beu uma engenhosa melhoria, ao montar tubos
arqueados numa roda.

Ao girar a roda, a água era elevada forçosamente Somos novamente surpreendidos com a semel-
através do eixo da mesma. A corrente do rio ser- hança do funcionamento deste mecanismo com
via ao mesmo tempo para accionar o mecanismo o das bombas centrífugas actuais. A curva Consultar o capítulo
de elevação. O que mais chama a atenção é a característica da bomba que, obviamente, era um "Impulsores", página 22
forma curva dos tubos. Tem uma semelhança conceito desconhecido há época, demonstra a
surpreendente com a forma dos impulsores das mesma dependência entre a altura manométrica
bombas centrífugas actuais. e o caudal. Os dados recolhidos de várias fontes
históricas revelaram que estas bombas de espiral
eram utilizadas com inclinações entre 37º e 45º.
Através destas inclinações, conseguiam-se altu-
ras de elevação entre 2 m e 6 m e caudais máxi-
mos de aproximadamente 10 m3/h.
Wilo Principios fundamentais das bombas 7
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Eliminação de águas residuais

Apesar do abastecimento de água ter sido sem- O primeiro sistema de canalização e limpeza sur-
pre um ponto essencial para a sobrevivência do giu em 1856, em Hamburgo. Até tão tarde como
Homem, a eliminação de águas residuais veio os anos noventa, a maior parte esgotos na Ale-
mais tarde, quase demasiado tarde. manha consistiam em fossas sépticas. Apenas
com a introdução de disposições legais e regula-
Em todos os lugares onde surgia a fixação de mentos regionais se conseguiu a ligação obriga-
pessoas, quer aldeias ou cidades, surgiam tam- tória às redes públicas de saneamento básico.
bém nas ruas e caminhos os excrementos e suji-
dade que ensopavam os campos circundantes Actualmente, quase todas as casas estão ligadas
com águas residuais. à rede pública. Nos locais onde não é possível
efectuar uma ligação directa à rede pública, são
A consequência era os maus odores, as doenças utilizadas estações elevatórias de tratamento de
e pragas. As águas ficavam contaminadas e os águas residuais.
lençóis freáticos tornavam-se insalubres.
As águas residuais industriais e domésticas são
As primeiras condutas de águas residuais surgi- conduzidas por redes amplamente bifurcadas a
ram por volta de 3.000 a 2.000 a.C. Por baixo do depósitos colectores, estações de tratamento
Palácio de Minos em Cnossos (Creta) foram onde se dá uma purificação química ou biológica
encontrados restos de condutas de alvenaria e dessas águas. A água tratada deste modo é
tubos de terracota que recolhiam e canalizavam depois novamente introduzida no ciclo hidroló-
a água da chuva e as águas residuais. Os romanos gico natural.
construíram nas suas cidades condutas de águas
residuais por baixo das ruas, sendo a conduta Nestes processos são utilizadas variadíssimas
maior e mais conhecida a Cloaca Máxima de bombas e sistemas de bombagem. Por exemplo:
Roma, em parte ainda muito bem conservada. • Estações elevatórias
Através dela as águas residuais eram conduzidas • Bombas submersíveis
ao Tibre (também em Colónia se encontram res- • Bombas de depósito (com e sem mecanismo de
tos transitáveis de condutas subterrâneas da corte)
época dos romanos). • Bombas de drenagem
• Circuladores, etc.
Uma vez que durante milénios não houve pro-
gressos na eliminação de águas residuais, estas
chegaram de forma não purificada a riachos, rios,
lagos e mares até ao século XIX. Com o progresso
da industrialização e o crescimento das cidades
tornou-se imprescindível o tratamento contínuo
das águas residuais.

8 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


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Tecnologia de aquecimento

Sistemas de aquecimento com hipocausto


Na Alemanha foram encontrados restos dos Representação de um sistema de aquecimento com hipocausto da era
denominados sistemas de aquecimento com romana
hipocaustos da época romana. Tratava-se de
uma forma arcaica de pisos radiantes. O fumo e
ar quente produzido pela fogueira eram canali- Conduta de aquecimento na parede
zados através de compartimentos especiais por Parede exterior Parede interior
baixo do chão, provocando o seu aquecimento. Chão
Os gases saíam então para o exterior por uma
conduta semelhante a uma chaminé instalada
numa parede. Cave de
Câmara de
combustão
aquecimento
Nos séculos posteriores, especialmente em caste-
los e fortalezas, as chaminés, que cobriam as
Pilares
lareiras não eram construídas de forma completa- Canal para evacuação
mente vertical. Os gases quentes eram conduzi- das cinzas
dos em redor dos quartos, o que representava a
primeira forma dos sistemas de aquecimento cen-
tral. Também se encontraram sistemas com sepa-
ração mediante câmaras de alvenaria nas caves. O
fogo aquecia o ar fresco e este era conduzido
directamente para os quartos. Sistema de aquecimento gravitacional
A seguinte etapa de desenvolvimento foi o
Sistema de aquecimento a vapor aquecimento gravitacional. A experiência
Com a propagação da máquina a vapor na demonstrou que uma temperatura de água de
segunda metade do século XVIII surgiu o aqueci- aproximadamente 90° C era suficiente para con-
mento a vapor. O vapor não totalmente conden- seguir uma temperatura ambiente de 20° C, ou
sado, procedente da máquina a vapor, era con- seja, era suficiente com um aquecimento da água
duzido por recuperadores de calor nas fábricas e pouco antes do ponto de ebulição. A água
casas domésticas. Outra ideia consistiu em utili- quente subia por tubos de grande diâmetro.
zar a energia residual do vapor para accionar uma Após ter perdido parte do seu calor, regressava à
turbina. caldeira através do efeito da gravidade.

Aquecimento gravitacional
com caldeira, recipiente de
expansão e radiador

Wilo Principios fundamentais das bombas 9


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Esquema de um sistema de aquecimento gravitacional O primeiro circulador de aquecimento


Foi só com a invenção do primeiro motor eléct-
rico encamisado, pelo engenheiro alemão Gott-
lieb Bauknecht, que se tornou possível a sua uti-
lização como um acelerador de circulação.
Alimentação Tv= 90 °C
O seu amigo, o engenheiro Wilhelm Opländer,
Corresponde a G = 9,46 N
veio a desenvolver um tipo de construção
patenteado em 1929.

Retorno TR = 70 °C
Corresponde a G = 9,58 N

As diferentes forças gravitacionais originam


movimentos ascendentes e descendestes da
água.

No início do século passado já se estudavam as


hipóteses de montar aceleradores de circulação
em tubagens de aquecimento para evitar o
arranque lento do sistema.
Num cotovelo foi incorporado um impulsor em
Nessa época, os motores eléctricos não eram forma de hélice. Este era accionado através do
adequados para serem utilizados como conduto- empanque que, por sua vez, era accionado por
res, uma vez que funcionavam com rotores desli- um motor eléctrico. No entanto, ninguém pen-
zantes abertos. A sua utilização num sistema de sava utilizar o termo bomba para este acelerador.
aquecimento com água isto poderia ter causado Estes termos apenas foram introduzidos muito
acidentes graves. mais tarde. Isto aconteceu porque, tal como
mencionámos mais atrás, o conceito de bomba
estava associado à elevação de água.

Estes aceleradores de circulação apenas come-


çaram a ser construídos por volta de 1955, per-
mitindo reduzir ainda mais a temperatura da
água de aquecimento.

Actualmente existe uma enorme variedade de


sistemas de aquecimento, em que os mais
modernos trabalham com temperaturas de água
muito baixas. Esta técnica de aquecimento seria
impensável sem o seu elemento principal, o cir-
culador.

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Evolução dos sistemas de aquecimento

2009 Wilo-Geniax – O sistema de bombagem descentralizado


Século XXI A revolução na tecnologia do aquecimento
2001 Wilo-Stratos
A bomba de alto rendimento

1988 Wilo Star-E


A primeira bomba de aquecimento
central totalmente eletrónica
1956 O primeiro circulador de
motor de rotor seco (patente
Perfecta)
Piso radiante

Aquecimeento por tubagens


Aquecimento com circulação
de água quente Paredes/tectos radiantes
Era moderna, séc. XX Aquecimento por Sistema
duas tubagens Tichelmann

1929 Acelerador de velocidade


de Wilhelm Opländer

Aquecimento gravítico

Aquecimento a vapor
Revolução Industrial, séc. XIX
Aquecimento por furnalha

Aquecimento por lareira


Idade média até ao séc. XV
Aquecimento por ar quente
das casas senhoriais

Império Romano até ao séc. V Hipocausto romano

No princípio era o fogo

Wilo Principios fundamentais das bombas 11


Sistemas de bombagem
Sistema aberto de bombagem de
água
Sistema aberto de bombagem de água
A figura à esquerda mostra os componentes de
um sistema de bombagem que deve transportar
um líquido de um reservatório de entrada inferior
Válvula de flutuador
para um reservatório mais elevado.
Altura manométrica A bomba transporta a água do reservatório infe-
geométrica
rior para a altura requerida
Reservatório mais elevado

No entanto, não é suficiente dimensionar a


capacidade da bomba apenas de acordo com a
altura geodésica. Isto acontece, porque tem de
Entrada haver pressão suficiente na última torneira, por
exemplo um chuveiro no piso mais alto de um
Bomba hotel. Têm igualmente que ser tidas em conta as
Válvula de flutuador perdas de pressão por fricção nas condutas
ascendentes.
Reservatório de entrada
Altura manométrica da bomba = altura geomé-
trica + pressão necessária no consumidor + perdas
Instalação de bombas para o na tubagem
transporte de água para um
nível mais alto
Para a realização dos necessários trabalhos de
manutenção deve ser possível fechar as distintas
secções da tubagem através de válvulas. Isto é
útil, particularmente para as bombas, pois caso
contrário seria necessário evacuar grandes quan-
tidades de água das tubagens ascendentes para
se poder proceder à substituição ou reparação de
uma bomba.

Adicionalmente, quer no reservatório de entrada


inferior, quer no reservatório superior devem
estar previstas válvulas de flutuador ou outras
unidades de controlo para evitar quaisquer
extravasamentos.

Pode igualmente instalar-se um pressóstato


num local adequado da tubagem ascendente
para desligar a bomba quando todas as torneiras
estiverem fechadas e não estiver a haver con-
sumo de água

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SISTEMAS DE BOMBAGEN

Sistema fechado de aquecimento

A figura da direita ilustra as diferenças de funcio- Sistema fechado de aquecimento


namento entre um sistema de aquecimento e um
sistema de bombagem de água. Purgador
Dispositivo
Enquanto que um sistema de bombagem de água de regulação
é um sistema aberto com saída livre de água (por Alimentação
exemplo um ponto de ligação como uma tor- Válvula de Pontos de consumo de calor
neira), uma instalação de aquecimento é um sis- segurança
tema fechado.
Bomba
Retorno
O princípio de funcionamento compreende-se
mais facilmente imaginando que toda a água do
sistema de aquecimento se mantém em circula-
ção nas tubagens

Um sistema de aquecimento é formado pelos


Vaso de expansão com membrana
seguintes componentes:
• Gerador térmico
• Sistema de transporte e distribuição do calor
• Vaso de expansão com membrana para manter
e regular a pressão Os pontos de consumo de calor são as superfícies Sistema de circulação tendo
• Pontos de consumo de calor de aquecimento nas divisões a aquecer (radiado- como exemplo um sistema de
• Dispositivo de regulação res, convectores, painéis radiantes, etc.). A ener- aquecimento

• Válvula de segurança gia térmica flui dos pontos de temperatura mais


baixa para os pontos de temperatura mais ele-
Como geradores térmicos entendem-se por vada, sendo o fluxo mais rápido quando maior for
definição as caldeiras a gás, gasóleo ou combus- a diferença de temperaturas. Esta transferência
tíveis sólidos, assim como os aquecedores a água tem lugar mediante de três processos físicos dis-
por circulação. Aqui incluem-se também os tintos:
aquecedores eléctricos com acumulação de calor • Condução térmica Nota:
e aquecimentos centrais a água, aquecimentos • Convecção A altura do edifício não é tida
centrais e bombas de aquecimento. • Irradiação em consideração, uma vez que
a água que é impulsionada
pela tubagem ascendente pela
O sistema de transporte e distribuição térmica é Actualmente, nenhum problema técnico pode bomba empurra a água na
formado por todas as tubagens, estações distri- ser resolvido sem um bom sistema de controlo. tubagem de retorno de volta
buidoras e colectoras e, naturalmente, pelo cir- Assim, é absolutamente natural que as unidades para a caldeira.
culador. A potência da bomba tem de ser dimen- de controlo sejam parte integrante dos sistemas
sionada apenas para contrariar a resistência geral de aquecimento. Os dispositivos mais simples
do sistema. A altura do edifício não é tida em são as válvulas termostáticas que mantêm a
consideração, uma vez que a água que é impul- temperatura constante, por exemplo numa divi- Consultar o capítulo "
sionada pela tubagem ascendente, pela bomba, são. Hoje em dia, existem ainda controlos mecâ- Funcionamento aproximado
empurra a água na tubagem de retorno de volta nicos, eléctricos e electrónicos muito sofistica- das bombas de aquecimento
padrão", página 41
para a caldeira. dos em caldeiras de aquecimento, válvulas
misturadoras e, claro, nas bombas.
O vaso de expansão com membrana tem a fun-
ção de compensar as variações do volume de
água no sistema de aquecimento, dependendo
das temperaturas de funcionamento, ao mesmo
tempo que mantém a pressão estável.

Wilo Principios fundamentais das bombas 13


A água – o nosso meio de transporte
Nos sistemas de aquecimento central a água quente, esta é utilizada para transportar
o calor desde o gerador até ao ponto de consumo.

As características mais importantes da água são:


• Capacidade térmica específica
• Aumento do volume, quer durante o aqueci-
mento ou arrefecimento
• Diminuição da densidade durante o aumento e
diminuição do volume
• Características de ebulição sob pressão externa
• Impulsão hidrostática gravítica

Estas propriedades físicas são descritas seguida-


mente.

Capacidade específica de aquecimento

Uma característica importante de um meio por- Esta diferença é, no nosso caso, a diferença de
tador de calor é a sua capacidade de acumulação temperatura entre a saída e o retorno de um sis-
térmica. Quando esta capacidade se relaciona tema de aquecimento. A equação é a seguinte:
com a massa da substância e a diferença de tem-
peratura, a grandeza resultante é a capacidade Q=m•c•∆ϑ
térmica específica. m= V • ρ

Esta grandeza é representada por c e a unidade V = volume de água em m3


de medida é ρ = Densidade kg/m3∆
kJ/ (kg • K)
A massa m é o volume V de água em m3 multipli- Nota:
A capacidade térmica específica do líquido é a cado com a densidade da água medida em kg/m3. A capacidade térmica
quantidade de calor necessária para aquecer 1kg A equação pode também elaborar-se do específica do líquido é a
quantidade de calor necessá-
de uma substância (por exemplo água) em 1° C. seguinte modo:
ria para aquecer 1kg de uma
De forma inversa, a substância emite durante o substância (por exemplo água)
seu arrefecimento a mesma quantidade de ener- Q = V • ρ • c (ϑV - ϑR) em 1° C. De forma inversa, a
gia. substância emite durante o
A densidade da água varia com a temperatura. O seu arrefecimento a mesma
A média da capacidade térmica específica da cálculo da energia pode supor-se de modo sim- quantidade de energia
água entre 0° C e 100° C é: plificado = 1 kg/dm3 para temperaturas entre 4
°C e 90 °C.
c = 4,19 kJ/(kg • K) ou c = 1,16 Wh/(kg • K)
Os conceitos físicos de energia, trabalho e quan-
A quantidade de calor Q, fornecida ou emitida é tidade de calor têm a mesma dimensão e são ∆ = Delta
medida em J ou kJ e é o produto da massa m, equivalentes ϑ = Theta
medida em kg, a capacidade térmica específica c ρ = Rho
e a diferença da temperatura medida em K. Para conversão do Joule noutras unidades físicas:

1 J = 1 Nm = 1 Ws ou 1 MJ = 0,278 kWh

Wilo Principios fundamentais das bombas 15


A ÁGUA – O NOSSO MEIO DE TRANSPORTE

Aumento e redução do volume

Todas as substâncias se dilatam durante o aque- A água também se expande ao ser arrefecida a
cimento e se contraem durante o arrefecimento. uma temperatura inferior a 4° C. Esta anomalia
A única substância com um comportamento dis- da água é o motivo porque os rios e lagos gelam
tinto é a água. A esta característica particular durante o inverno. Este é também o motivo por-
denomina-se anomalia da água. que o gelo flutua na superfície da água e se
funde com o sol de primavera. Isto não aconte-
A água tem maior densidade a uma temperatura ceria se o gelo tivesse um peso específico maior
de +4° C: 1 dm3 = 1 l = 1 kg e se afundasse.

No entanto este comportamento de expansão


Alteração no volume de água abarca também perigos. Por exemplo, os motores
dos automóveis ou as tubagens de água explo-
dem quando gelam. Para evitar que isto suceda
Volume de 1 g de água

são adicionados líquidos anticongelantes, como


por exemplo glicol, habitualmente utilizado nos
sistemas de aquecimento; consultar as instru-
ções dos fabricantes relativamente às percenta-
gens.

Quando a água aquece ou arrefece acima ou


abaixo deste ponto, o seu volume aumenta, ou
seja, a sua densidade ou peso diminuem.

Isto é facilmente observável num reservatório


graduado.

No recipiente encontram-se exactamente 1.000


cm3 de água a uma temperatura de +4° C.
Quando a água é aquecida, uma parte da mesma
sai através do tubo de descarga de emergência
para o recipiente graduado. Quando a água
atinge os 90° C, no recipiente graduado encon-
tram-se exactamente 35,95 cm3 ou 34,7 g de
água.

Um cubo de água de 1.000 cm3 Um cubo de água de 1000 cm3


pesa a 4ºC 1.000 g pesa a 90°C 965,3 g

4 °C 90 °C
10 cm

Quantidade transbordada
1.000 cm3 = 1 l 1.000 cm3 = 1 l 35,95 cm3 = 34,7 g

10 cm

Durante o aquecimento ou
arrefecimento a água diminui
a sua densidade, ou seja, o seu
volume aumenta

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A ÁGUA – O NOSSO MEIO DE TRANSPORTE

As características de ebulição da água

Quando a água aquece acima dos 90° C, começa Alteração do estado físico da água durante o
a ferver aos 100° C num recipiente aberto. aumento da temperatura
Quando a temperatura da água é medida durante
o processo de ebulição, a temperatura mantém-
Transição térmica (calor latente)
se constante a 100° C até que a água se evapore
completamente. O abastecimento contínuo de
calor é portanto utilizado para a evaporação
completa da água, ou seja, para alterar o seu
estado físico.

Esta energia, é igualmente denominada calor


sólido e líquido vapor
latente (oculto). Quando o aquecimento continua,
sólido líquido líquido e vapor
a temperatura aumenta de novo.
Volume de calor
O requisito para a sequência explicada anterior-
mente é uma pressão atmosférica normal (NN) de
1,013 hPa acima do nível da água. Outra pressão
atmosférica diferente deste valor origina altera-
ções no ponto de ebulição de 100° C.

A repetição da experiência anterior a uma altitude


de 2.000 m, por exemplo no topo da Serra da
Estrela, o ponto mais alto de Portugal continental,
demonstra que a água ferve a uma temperatura de
93° C. A causa deste comportamento é a diminui-
ção da pressão atmosférica com o aumento da alti-
tude.

Quanto mais baixa é a pressão do ar na superfície


da água, mais baixa é a temperatura de ebulição.
Em contrapartida, o aumento da pressão sobre o
nível da água origina um aumento da tempera- Ponto de ebulição da água em função da pressão
tura de ebulição. Este princípio é utilizado por
exemplo nas panelas de pressão que utilizamos
nas nossas cozinhas.

Na figura à direita, podemos ver como a tempe-


ratura de ebulição da água varia em função da
pressão. Os sistemas de aquecimento são propo-
sitadamente pressurizados. Por este motivo não
se formam bolhas de vapor nos estados de fun-
cionamento crítico. Assim, evita-se igualmente a
entrada de ar a partir do exterior para dentro do
sistema de aquecimento.
Pressão

Wilo Principios fundamentais das bombas 17


A ÁGUA – O NOSSO MEIO DE TRANSPORTE

Expansão da água de aquecimento e protecção contra o excesso de pressão

Os aquecimentos a água quente funcionam com Nas condições anteriores não foi tido em conta
temperaturas de saída até 90° C. A água está que o circulador aumenta ainda mais a pressão.
normalmente a uma temperatura de 15° C
durante o enchimento, expandindo-se durante o No planeamento de uma instalação, há que ter
aquecimento. Este aumento de volume não deve em conta a interacção da temperatura máxima
provocar sobrepressão ou uma perda de água. da água de aquecimento, o tipo de bomba utili-
zado, a dimensão do vaso de expansão com
membrana e o ponto de activação da válvula de
Representação de um sistema de aquecimento com válvula de segurança integrada segurança. A opção dos componentes da instala-
ção em função do preço comercial dos mesmos é
Purgador completamente inaceitável.
Dispositivo de
regulação O vaso de expansão é fornecido de fábrica com
azoto. A pressão neste vaso de expansão deve
Ponto de consumo de calor adaptar-se às particularidades da instalação. A
água de expansão do sistema de aquecimento
90 °C
Alimentação entra no vaso de expansão e comprime o volume
de gás que se encontra acima da membrana. É
Válvula de possível comprimir os gases, mas não os líquidos.
segurança 34,7 g
1.000 cm3
=1l Compensação da variação do volume de água
Bomba
numa instalação de um sistema de aquecimento:

Retorno

(1) Estado de montagem do vaso de expansão com membrana

Vaso de expansão com membrana

KV KV

Azoto
Quando o sistema de aquecimento é desligado
durante o verão, a água regressa ao seu volume
Pressão previa no vaso de expansão com membrana 1,0 / 1,5 bar
anterior. Por este motivo é necessário prever um
vaso de expansão com o volume suficiente. Nas
instalações de aquecimento mais antigas foram (2) Instalação cheia, água fria
montados depósitos de expansão abertos.
Os depósitos de expansão abertos localizam-se
sempre acima das tubagens mais altas. Com o KV KV
aumento da temperatura do sistema de aqueci-
Azoto
mento, ou seja, durante a expansão da água, o
nível desta sobe no vaso de expansão. O nível
Reserva de água
baixa novamente quando a água arrefece. Pressão prévia no vaso de expansão com membrana 0,5 bar

Nas instalações de sistemas de aquecimento


modernos são utilizados vasos de expansão com ((3) Instalação com a temperatura
membrana.

Com uma pressão mais elevada na instalação


KV KV
deve estar garantido que não se dão cargas inad-
Azoto
missíveis de pressão nas tubagens e nos outros
componentes da instalação. Esta é a razão por-
que é obrigatório equipar o sistema de aqueci- Quantidade de água = reserva de água+ expansão
mento com uma válvula de segurança.

A válvula de segurança deve abrir-se quando há


uma sobrepressão para expulsar a água exce-
Nota: dente que não cabe no vaso de expansão com
A válvula de segurança deve membrana. No entanto, numa instalação cuida-
abrir-se quando à uma dosamente planeada não deveria surgir este
sobrepressão para expulsar a estado de funcionamento.
água de expansão excedente

18 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


A ÁGUA – O NOSSO MEIO DE TRANSPORTE

Pressão

Definição de pressão Pressão na instalação, acumulação de pressão


A pressão é a pressão estática medida dos líqui-
Numa instalação de um
dos e gases em recipientes ou tubagens de pres- Na atmosfera
sistema de aquecimento
são em relação à atmosfera (Pa, mbar, bar).
Erosão,
Pressão de funcionamento
Pressão em repouso ruídos,
positiva
roturas
Pressão estática com caudal a zero. Pressão em
repouso = altura de enchimento acima do ponto Pressão de caudal (+) Sobrepressão
de medição + pressão prévia no vaso de expan- Pressão diferencial
(pressão dinâmica
positiva
são com membrana.
Pressão em repouso Pressão 1013 hPa
Pressão de caudal (pressão estática (normal
Pressão dinâmica quando um líquido está em cir-
culação. Pressão de caudal = pressão dinâmica – Pressão diferencial Pressão de caudal (-) pressão negativa
queda da pressão. negativa (pressão dinâmica (pressão de aspiração

Ponto de zero
Pressão da bomba Cavitação, ruídos,
Pressão de funcionamento
funcionamento absoluto
Pressão gerada em funcionamento no lado de negativa
dificultado
impulsão da bomba centrífuga. Em função das
características de uma instalação, este valor
pode ser distinto da pressão diferencial.

Pressão diferencial Pressão de funcionamento


Pressão gerada pela bomba centrífuga para ven- Pressão que existe ou pode formar-se quando
cer a soma de todas as resistências numa instala- uma instalação está em funcionamento de forma
ção. É medida entre os lados de aspiração e completa ou parcial
impulsão de uma bomba centrífuga. Devido à
quebra na pressão por causa da resistência na Pressão de funcionamento admissível
tubagem, nas válvulas da caldeira e nos pontos Valor máximo da pressão em funcionamento
de consumo, em cada ponto da instalação existe estabelecido por razões de segurança.
uma pressão distinta quando está em funciona-
mento.

Cavitação

Cavitação é definida como a formação e implo- Os factores da bomba que afectam o NPSH são o
são de bolhas de vapor (cavidades) resultantes tipo de impulsor e a velocidade da bomba. Os
da formação de pressão negativa local sob a factores ambientais que afectam o NPSH são a
pressão de vaporização do líquido bombeado na temperatura do líquido, a altura da coluna de
entrada do impulsor. A cavitação origina perdas água e a pressão atmosférica.
de potência (altura manométrica), ruídos, redu-
ção do rendimento e danos materiais (no interior Como evitar a cavitação
da bomba). Para se evitar a cavitação é necessário permitir que
o líquido tenha uma altura mínima de entrada na
Através da expansão e colapso (implosão) de bomba. Esta altura mínima depende da tempera-
bolhas de ar minúsculas em zonas de elevada tura e da pressão do líquido.
pressão (por exemplo, num estado avançado, na
saída do impulsor) explosões microscópicas ori- Outras maneiras de evitar a cavitação incluem:
ginam impacto na pressão que danificam ou • Aumento da pressão estática
destroem o equipamento hidráulico. Os primei- • Diminuição da temperatura do líquido (redução
ros sinais são ruídos ou danos na entrada do da pressão de vapor)
impulsor. • Escolha de uma bomba com uma altura de
pressão estável (altura mínima de entrada,
Um valor importante para uma bomba centrífuga NPSH)
é o NPSH (Net Positive Suction Head). Este indica
a pressão mínima necessária na entrada para que
um determinado tipo de bomba possa funcionar
sem cavitação, o que corresponde à pressão adi-
cional requerida para evitar uma evaporação do
líquido.

Wilo Principios fundamentais das bombas 19


Design das bombas centrífugas
No âmbito dos sistemas de aquecimento e climatização são utilizadas
bombas centrífugas para diversas aplicações. Estas diferenciam-se
essencialmente de acordo com o design e o modo de conversão da energia.

Bombas auto-ferrantes e bombas com aspiração normal

Uma bomba auto-ferrante tem uma capacidade Altura de entrada hs de uma bomba
limitada de purga de ar da linha de aspiração. Pode
ser necessário ferrar a bomba várias vezes durante
o arranque. A altura de entrada máxima teórica é
10,33 m e depende da pressão atmosférica (1,013
hPa = pressão normal) a uma temperatura da água
de 4 °C e 0 m acima do nível do mar NN-depen-
dente.
Nível mínimo de água
Por motivos técnicos só se consegue uma altura
de entrada máxima de 7 a 8 m. Este valor inclui
não apenas a diferença da altura entre o nível de
água mais baixo até à entrada da bomba, mas
também as perdas por resistência na tubagem de Instalação da linha de aspiração
ligação, na bomba e nas válvulas.
correcto incorrecto
A concepção da bomba tem que ter em conta que
a altura de entrada hs tem de ser incluída na altura
de pressão precedida do sinal de menos (-).

A linha de aspiração deve instalar-se, pelo


menos, com o diâmetro nominal da entrada da
bomba e, sempre que possível, com um diâmetro
nominal maior. Adicionalmente, a linha de aspi-
ração deve ser a mais curta possível.

Numa linha de aspiração comprida aumenta a Funcionamento por aspiração


resistência por fricção que influencia de um
modo muito desfavorável a altura de aspiração. Válvula de retenção
esférica/de borboleta
A linha de aspiração deve ser posicionada de
modo a ter uma subida constante até à bomba.
Quando se utilizam mangueiras flexíveis como
linha de aspiração, estas devem ser preferencial-
mente mangueiras de aspiração com reforço
espiral devido à sua resistência e estanquicidade. Válvula Instalação com válvula de
de pesca
É imperativo evitarem-se fugas, que poderiam pesca ou válvula de retenção
danificar a bomba ou causar falhas de funciona- esférica/de borboleta
mento nesta.

Para o funcionamento de aspiração, recomenda- Uma bomba não auto-ferrante é incapaz de pur-
se sempre uma válvula de pesca para evitar o gar o ar da linha de aspiração.
vácuo na tubagem ou bomba. Uma válvula de
pesca com filtro protege a bomba nos sistemas a Quando são utilizadas bombas não auto-ferran-
montante contra a entrada de corpos estranhos tes, a bomba na linha de aspiração tem que estar
como folhas, galhos, pedras e insectos. Quando sempre ferrada. Se entrar ar para a bomba atra-
não é possível utilizar uma válvula de pesca, vés da caixa de empanque, da válvula de seccio-
recomenda-se a instalação de uma válvula de namento ou através de uma válvula de pesca na
retenção esférica/de borboleta na linha de aspi- linha de aspiração quando esta não fecha, a
ração antes da bomba (boca de aspiração). bomba e a linha de aspiração têm que ser nova-
mente ferradas.

Wilo Principios fundamentais das bombas 21


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Função das bombas centrífugas

Vista em corte de uma bomba de rotor húmido As bombas são necessárias para transportar
líquidos e vencer as perdas de carga no sistema
de tubagens.
Em sistemas de bombas com diferentes níveis
dos líquidos é necessário superar a diferença na
altura geodésica.

Devido ao seu design e modo como convertem


energia, as bombas centrífugas são motores
hidráulicos. Apesar de existirem variadíssimos
tipos, todas as bombas centrífugas têm em
comum a entrada axial do líquido no impulsor da
O líquido entra axialmente no
bomba.
impulsor e é deflectido
radialmente
Um motor eléctrico acciona o veio da bomba no
qual está montado o impulsor. A água que entra
axialmente no impulsor através da boca de aspi-
ração é deflectida pelas alhetas do impulsor num
movimento radial. As forças centrífugas, que
actuam em cada partícula de líquido, originam o
aumento da velocidade e pressão quando a água
flui através das alhetas.

Após a saída do impulsor, o líquido acumula-se


na voluta. Devido ao tipo de construção da
voluta, a velocidade do fluxo é reduzida. A pres-
Voluta da bomba
são é adicionalmente aumentada pela conversão
de energia.

Uma bomba é composta pelos seguintes compo-


Impulsor 3D nentes principais:
• Voluta da bomba
• Motor
• Impulsor

Impulsores

Tipos de impulsor Existem vários tipos de impulsores, podendo ser


abertos ou fechados

Actualmente, os impulsores da maioria das bom-


bas são do tipo 3D que combinam a vantagem de
um impulsor axial e de um impulsor radial.

Impulsor radial Impulsor radial 3D Impulsor semi-axial Impulsor axial

22 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Rendimento das bombas

O rendimento de qualquer máquina está na rela- Por este motivo, quando se procede à instalação η = eta
ção entre a potência de entrada e a potência de de um sistema de aquecimento, é necessário
saída. Esta relação é representada pela letra garantir que o ponto de funcionamento está no
grega η (eta). meio do terço central da curva característica da
bomba. Isto garante que a bomba trabalhará com
Uma vez que não existem accionamentos sem o rendimento ideal.
perdas, o valor de η é sempre inferior a 1 (100%).
Num circulador de aquecimento, o rendimento O rendimento de uma bomba é determinado de
total é composto pelo rendimento do motor ηM acordo com a seguinte equação:
(eléctrico e mecânico) e pelo rendimento hidráu- .
lico ηρ. Da multiplicação destes valores é obtido Q•H•ρ
o rendimento total ηtot. ηP = ------------
367 • P2
ηtot = ηM • ηP

O rendimento varia consideravelmente em fun- η. P = Rendimento da bomba


ção dos distintos tipos de construção e do Q [m3/h] = Caudal
tamanho das bombas. Para bombas de rotor H [m] = Altura manométrica
húmido obtém-se um rendimento ηtot entre 5% P2 [kW] = Potência no veio da bomba
e 54% (bombas muito eficientes), para bombas 367 = Constante de conversão
de rotor seco consegue-se um rendimento ηtot ρ [kg/m3] = Densidade do líquido a bombear
entre 30% e 80%.
O rendimento (ou potência) da bomba depende
Para além disso, o rendimento actual de uma do seu design.
bomba varia no campo das curvas características
entre zero e um valor máximo. As tabelas que se seguem permitem obter uma
visão geral do rendimento em função da potên-
Quando a bomba trabalha contra uma válvula cia de motor seleccionada e do design da bomba
fechada, obtém-se uma pressão elevada. Mas o (bombas de rotor húmido ou seco).
efeito da bomba é zero, já que não há um caudal
de água. O mesmo acontece num tubo aberto.
Apesar do caudal elevado, não se estabelece Rendimento de bombas padrão de rotor
nenhuma pressão e o rendimento é novamente húmido (valores orientadores)
zero.
Bombas com uma potência
de motor P2 ηtot
Rendimento e curva característica de uma bomba até 100 W aprox. 5 % – aprox. 30 %
de 100 a 500 W aprox. 20 % – aprox. 50 %
de 500 a 2500 W aprox. 30 % – aprox. 60 %
Altura manométrica H [m]

Rendimento de bombas de rotor seco


(valores orientadores)
Bombas com uma potência
de motor P2 ηtot
até 1,5 kW aprox. 30 % – aprox. 65 %
de 1,5 a 7,5 kW aprox. 35 % – aprox. 75 %
de 7,5 a 45,0 kW aprox. 40 % – aprox. 80 %

Caudal [m3/h]

O melhor rendimento total de um circulador de


aquecimento é obtido no centro do campo da
curva característica. Estes pontos de funciona-
mento ideais estão devidamente assinalados nos
catálogos dos fabricantes das bombas.
Uma bomba nunca trabalha num único ponto
definido.

Wilo Principios fundamentais das bombas 23


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Potência de entrada das bombas centrífugas

Um motor eléctrico acciona o veio da bomba no A curva de saída mostra as seguintes relações:
qual está montado o impulsor. O aumento da O consumo de potência do motor é mais baixo
pressão gerada na bomba e o caudal transpor- quando o caudal é também mais baixo. A potên-
tado pela bomba são o resultado hidráulico da cia de entrada aumenta em função do caudal da
energia eléctrica de accionamento. À potência bomba. A potência de entrada aumenta mais que
requerida pelo motor denomina-se potência de o caudal.
entrada P1 da bomba.
Influência da velocidade do motor
Curvas características das bombas Quando se altera a velocidade da bomba sob as
Consultar o capítulo As curvas características das bombas são apre- mesmas condições na instalação, a potência de
"Curvas características", sentadas num gráfico. No veio vertical, a orde- entrada P da bomba varia aproximadamente de
página 31 nada, mostra a potência de entrada P1 da bomba forma proporcional à terceira potência da veloci-
em watts [W]. dade n.

O veio horizontal ou abcissa, mostra o caudal Q


da bomba em metros cúbicos por hora [m3/h]. (O
mesmo se sucede com a curva característica da
bomba que explicaremos mais à frente). A divi-
são das escalas em ambos os gráficos é idêntica. Este conhecimento permite regular eficazmente
Nos catálogos, estas duas curvas estão habitual- a bomba e adaptar a energia de aquecimento às
mente seguidas uma pela outra para mostrar cla- necessidades. Quando a velocidade duplica, o
ramente as relações. caudal duplica também. A altura manométrica
quadruplica em comparação ao seu valor inicial.
A energia de arranque é portanto oito vezes
maior. Com a redução da velocidade diminuem
Curva da Wilo-TOP-S também o caudal, a altura manométrica na tuba-
gem e a potência de entrada, de acordo com as
relações anteriormente mencionadas.

Velocidades constantes relacionadas com o


design
Uma característica distinta das bombas centrífu-
gas é a altura manométrica determinada pelo
motor usado e velocidade constante definida. Às
bombas com velocidade n > 1.500 rpm denomi-
nam-se bombas de marcha rápida, enquanto que
as bombas com n < 1.500 rpm são bombas de
marcha lenta.

No entanto, o design dos motores de marcha


lenta é algo mais complicado, razão pela qual o
preço destas bombas pode ser mais elevado.

O uso de uma bomba de marcha rápida em insta-


lações que não o requeiram provoca um consumo
Relação entre a curva
de energia desnecessariamente elevado.
característica da bomba e a
curva de rendimento
Os custos adicionais de aquisição de uma bomba
com velocidade mais baixa compensam pela
economia considerável no consumo de energia.
Isto permite amortizar rapidamente os custos
iniciais mais dispendiosos.
Consultar o capítulo "Regula-
ção contínua da velocidade", A regulação contínua da velocidade mediante o
página 36
equipamento electrónico da bomba de acordo
com as necessidades energéticas de aqueci-
mento oferece um claro potencial de economia
nos gastos.

24 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Bombas de rotor húmido

A instalação de uma bomba de rotor húmido, Sistema de aquecimento com bomba


opcionalmente na tubagem de impulsão ou de
retorno, proporciona a movimentação mais Purgador
rápida e intensa da água. Como resultado podem Dispositivo
de regulação
ser utilizadas tubagens com secção transversal
mais reduzida. Isto permite ainda reduzir os cus- Alimentação
Válvula de
tos do sistema de aquecimento. Nas tubagens do segurança
Pontos de consumo de calor
sistema de aquecimento está presente uma
quantidade consideravelmente inferior de água.
O sistema de aquecimento pode reagir mais rapi- Bomba Retorno
damente perante variações de temperatura com
uma melhor regulação.

Características
O impulsor de uma bomba centrífuga caracte-
riza-se por uma aceleração radial da água. O veio
Vaso de expansão com membrana
que acciona o impulsor é de aço inoxidável,
enquanto que e as chumaceiras são de carvão
sintetizado ou de material cerâmico. O rotor do
motor, que se encontra no veio, trabalha imerso
no líquido a transportar. A água lubrifica as chu-
maceiras e arrefece o motor. Por este motivo, os motores de bombas de rotor Vantagens: Secções transver-
húmido permitem uma comutação da velocidade sais da tubagem mais
O estator portador de corrente eléctrica é enca- em várias etapas. A velocidade pode também ser pequenas, menor quantidade
de água no sistema, capaci-
misado. Este tubo é fabricado em aço inoxidável comutada manualmente através de interruptores
dade de reacção rápida a
não magnetizável ou em fibra de carbono com ou fichas. A automatização pode ser proporcio- variações da temperatura e
uma grossura de 0,1 mm a 0,3 mm. nada através da instalação de sistemas de comu- gastos de instalação mais
tação e controlo que funcionam em função do baixos
Em aplicações especiais, por exemplo em siste- tempo, pressão diferencial ou da temperatura.
mas de abastecimento de água, são utilizados
motores de velocidade constante. Desde 1988 que existem designs com equipa-
mento electrónico integrado que regulam a velo-
Quando a bomba de rotor húmido é utilizada por cidade de forma contínua.
exemplo num sistema de aquecimento, ou seja
fornecer energia térmica aos radiadores, esta As bombas de rotor húmido ligam-se em função 1988: Primeira bomba de rotor
energia tem que se ajustar ao consumo térmico do tamanho e da potência da bomba à rede húmido e regulação electró-
variável de uma casa. A quantidade de água de monofásica de 230 V ou à rede trifásica de 400 V. nica contínua e integrada da
velocidade
aquecimento requerida depende da temperatura
externa. As válvulas termostáticas montadas nas As bombas de rotor húmido caracterizam-se por
entradas dos radiadores determinam o caudal um funcionamento muito silencioso, porque não
necessário. têm empanque de transmissão e o arrefecimento
do motor é feito pela água.

Uma característica importante deste design é a


capacidade de purga de ar automática durante o
arranque. 2001: Bomba de alto rendi-
Voluta da bomba mento Wilo-Stratos.
Primeira bomba de rotor
Camisa húmido para sistemas de
Impulsor 3D refrigeração/ar condicionado
Rotor
Enrolamento

2009: Bomba de alto rendi-


mento Wilo-Stratos PICO.
Até 90 % de redução dos
custos de electricidade
comparativamente às bombas
de aquecimento não reguladas

Wilo Principios fundamentais das bombas 25


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Posições de montagem Posições de montagem de bombas de rotor


As bombas de rotor húmido com um diâmetro húmido (listagem parcial)
nominal de ligação de R 1 1/4 são fornecidas
como bombas com rosca de ligação. As bombas Posições de montagem não permitidas
de maiores dimensões são fabricadas com flan-
ges de ligação. Estas bombas podem ser instala-
das na tubagem tanto na horizontal como na
vertical sem necessitarem de fixações.

Como mencionado anteriormente, as chumacei- Permitido sem restrições para bombas com
ras do circulador são lubrificadas pelo líquido a regulação contínua
bombear. O líquido serve igualmente para refri-
gerar o motor. Por este motivo é necessário
garantir uma circulação contínua do líquido.

O veio da bomba tem que estar sempre na posi-


ção horizontal (bombas de rotor húmido, aqueci- Permitido sem restrições para bombas com 1, 3
mento). A montagem do veio numa posição ver- ou 4 níveis velocidade
tical ou pendente provoca um funcionamento
instável, o que origina a avaria precoce da
bomba.

Para conhecer as posições de montagem é


necessário consultar as instruções de montagem
e funcionamento.

As bombas de rotor húmido anteriormente des-


critas destacam-se pelas suas excelentes
características de funcionamento. O seu fabrico
é relativamente económico.

26 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Bombas de rotor seco

Características Estrutura de uma bomba de rotor seco


As bombas de rotor seco são utilizadas para a
bombagem de grandes caudais volumétricos.
Estas bombas são igualmente mais adequadas Tampa do ventilador
para a bombagem de água de refrigeração e de
meios agressivos. Ao contrário das bombas de
rotor húmido, o líquido bombeado não entra em Motor normalizado
contacto com o motor.

Outra diferença comparativamente à bomba de


rotor húmido está no facto da voluta e veio da
bomba estarem selados. Esta selagem é criada
por uma caixa de empanque ou empanque
mecânico.

Os motores das bombas de rotor seco normaliza-


das são motores trifásicos normais com uma Grelha de ventilação
velocidade base constante. A sua velocidade é
normalmente alterada através de um sistema
externo de regulação electrónica de velocidade. Empaquemecânico

Actualmente existem bombas de rotor seco com Impulsor


Porca
regulação electrónica de velocidade integrada.
Estes dispositivos de regulação electrónica estão Voluta da bomba
disponíveis para potências cada vez maiores,
graças ao progresso tecnológico.

As bombas de rotor seco classificam-se em três


grupos de acordo com o design:

Bombas “In-Line”
Bombas cujas bocas de aspiração e de descarga Bombas normalizadas
estão num único eixo e têm o mesmo diâmetro Neste tipo de bombas centrífugas com entrada
nominal, denominadas bombas “In-Line”. As axial, a bomba, o acoplamento e o motor estão
bombas “In-Line” têm um motor padrão susten- montados na mesma base de assentamento,
tado e refrigerado a ar. pelo que apenas são adequadas para instalações
com maciço.
Este tipo de bomba tem demonstrado ser extre- Consultar o capítulo
mamente útil quando são necessárias saídas Dependendo do líquido e das condições de fun- "Empanques" na página 28
maiores. Estas bombas podem ser montadas cionamento estão equipadas com caixa de
directamente na tubagem. A tubagem é susten- empanque ou empanque mecânico. A boca de
tada por suportes ou a bomba é montada num descarga vertical determina o diâmetro nominal
maciço ou num suporte separado. destas bombas. O diâmetro nominal da boca de
aspiração horizontal é normalmente maior.
Bombas monobloco
São bombas centrífugas de velocidade única e de
baixa pressão com um design em bloco e com
motor refrigerado a ar. A voluta da bomba tem
uma boca de aspiração axial e uma boca de des-
carga radial. As bombas são equipadas de série
com apoios angulares ou apoios de motor.

Wilo Principios fundamentais das bombas 27


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Nota: Empanques Empanques mecânicos


Os empanques mecânicos são Como mencionado na secção anterior, o veio O design básico dos empanques mecânicos são
peças de desgaste. O arranque pode ser selado do ambiente através de um dois anéis com superfícies de selagem extrema-
a seco não é permitido e irá
empanque mecânico ou uma caixa de empanque mente polidas. Estes são empurrados por uma
originar a destruição das faces
do empanque
(especialmente e opcionalmente no caso das mola e comprimem-se um contra o outro
bombas normalizadas). Em baixo encontra-se a durante o funcionamento. Os empanques mecâ-
descrição destas duas opções de empanque. nicos são empanques dinâmicos e são utilizados
para selar os veios giratórios a pressões médias
ou elevadas.
Empanque mecânico numa bomba de rotor seco
A área de vedação do empanque mecânico é
Anel de união Anel deslizante Fole de borracha composta por duas superfícies polidas e de
(empanque (empanque (empanque Mola pouco desgaste (por ex. anéis de silício ou car-
primário) primário) secundário) vão) que são pressionadas uma contra a outra
por forças axiais. O anel de empanque (dinâmico)
roda com o veio enquanto que o anel de união
(estático) se mantém fixo na voluta.

Entre as superfícies deslizantes forma-se uma


fina camada de água que actua como líquido de
lubrificação e refrigeração.

Em funcionamento podem surgir vários tipos de


fricção entre as superfícies deslizantes: Fricção
combinada, fricção limiar e fricção a seco, das
quais a última (que ocorre quando não existe
qualquer camada de lubrificação) origina a
destruição imediata das superfícies. O tempo útil
de vida depende das condições de funciona-
mento como por exemplo a composição e a tem-
peratura do líquido bombeado.

Caixa de empanque
Os materiais para caixas de empanque incluem
cordões sintéticos de elevada qualidade como
Kevlar® ou Twaron®, PTFE, cordões de grafite
expandida, cordões sintéticos de fibras minerais
como cânhamo, algodão ou ráfia. O material para
os empanques está disponível ao metro ou em
anéis prensados, quer seco, quer impregnado
com substâncias de acordo com a aplicação.
Quando o material é adquirido ao metro, primeiro
é moldado e cortado um anel. De seguida, o anel
da caixa de empanque é instalado em volta do
veio da bomba e comprimido até vedar, através
do bucim de caixa de empanque.

28 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


DESIGN DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Posições de montagem
Posições de montagem permitidas Particularidades das bombas monobloco
• As bombas “In-Line” são concebidas para uma • As bombas monobloco têm de ser instaladas
instalação directa horizontal ou vertical na em maciços ou apoios adequados.
tubagem. • Não é permitida a montagem com o motor e a
• Deve estar previsto espaço livre suficiente para caixa de bornes virados para baixo. Qualquer
a desmontagem do motor, grelhas de ventila- outra posição de montagem é possível.
ção ou do impulsor.
• Quando se instala a bomba, a tubagem não Para informações detalhadas sobre as posições
pode estar pressionada e a bomba deve estar de montagem, consultar o manual de instalação
colocada nos seus apoios. e operação.

Posições de montagem não permitidas


• Não é permitida a montagem com o motor e a
caixa de bornes virados para baixo.
• Se a potência da bomba exceder um determi-
nado nível, o fabricante deve ser consultado
antes do veio da bomba ser instalado numa
posição horizontal.

Bombas centrífugas de alta


pressão Vista em corte de uma bomba centrífuga de alta
pressão

Estas bombas caracterizam-se habitualmente


por um design multi-componente com impulso-
res e caixas individuais.

A capacidade de uma bomba depende, entre


outros factores, do tamanho dos impulsores. A
altura manométrica das bombas centrífugas de
alta pressão é gerada por vários impulsores/difu-
sores colocados em série. A energia cinética é
convertida em pressão, parte no impulsor e parte
no difusor a jusante. Impulsores

O facto de ter vários estágios, permite às bombas


centrífugas de alta pressão obter níveis de pres- Wilo-Multivert MVIS
são mais elevados do que as bombas centrífugas Exemplo de uma bomba
de estágio único e baixa pressão. centrífuga de alta pressão com
motor de rotor húmido
Algumas bombas muito grandes deste tipo têm
até 20 estágios. Deste modo conseguem-se Curva característica de una bomba centrífuga de
alturas manométricas até 250 m. As bombas alta pressão
centrífugas de alta pressão anteriormente des-
critas pertencem quase todas à família de bom-
bas de rotor de seco. No entanto, os fabricantes
têm conseguido recentemente equipá-las com
motores de rotor húmido.

Wilo Principios fundamentais das bombas 29


Curvas
Curvas características das bombas

Ao aumento da pressão na bomba denomina-se Curva característica de uma bomba


altura manométrica.

Altura manométrica H [m]


Definição de altura manométrica Altura manométrica zero H0
A altura manométrica de uma bomba H é o tra-
balho mecânico útil transferido pela bomba ao
líquido bombeado, dividido pela força originada
pelo peso do líquido bombeado sob o efeito da
aceleração local da gravidade. Curva da bomba

Percurso teórico

Caudal Q [m3/h]
E = Energia mecânica útil [N • m]
G = Força gravítica [N] Formas das curvas características
Na figura seguinte ilustram-se as diferentes
Aqui, o aumento da pressão gerado pela bomba e inclinações da curva característica de uma
o caudal impulsionado pela bomba são inter- bomba por exemplo em função da velocidade do
dependentes. Esta dependência é demonstrada motor.
num gráfico como a curva característica da
bomba.

O eixo vertical, a ordenada, mostra a altura


Altura manométrica H [m]

manométrica H da bomba em metros [m]. É pos-


sível empregar outras unidades nos eixos. muito pronunciada
Aplica-se a seguinte conversão de valores: por ex. 2.900 1/min)

10 m = 1 bar = 100.000 Pa = 100 kPa

O eixo horizontal, a abcissa, mostra a percenta-


gem do caudal Q da bomba em metros cúbicos
Inclinações distintas, por
por hora [m3/h]. Outras unidades para o eixo pouco pronunciada (por ex. 1.450 1/min)
exemplo em função da
como litros por segundo (l/s), são também possí- velocidade do motor com a
veis. Caudal Q [m3/h] mesma voluta e o mesmo
impulsor
A curva mostra as seguintes relações:
A energia eléctrica do accionamento (tendo em Em função da inclinação e da variação no ponto
conta o rendimento total) é convertida na bomba de funcionamento, obtêm-se distintas variações
em energia hidráulica nas formas de aumento de do caudal e da pressão:
pressão e fluxo. Se a bomba trabalhar contra uma • Curva característica pouco pronunciada
válvula fechada, resulta na pressão máxima da – Maior alteração no caudal, mas menor altera-
bomba. A isto denomina-se a altura manomé- ção na pressão.
trica zero da bomba, quando Q = 0 ou “H0”. Se a • Curva característica muito pronunciada
válvula for aberta lentamente, o líquido começa – Menor alteração no caudal, mas maior altera-
a fluir. Uma parte da energia do arranque trans- ção na pressão.
forma-se em energia cinética. Neste momento já
não é possível manter a pressão inicial. A curva
característica da bomba começa a descer. Teori-
Altura manométrica H [m]

camente, a curva característica irá intersectar o


eixo do caudal quando apenas energia cinética
for transmitida à água não se produzindo mais
pressão. No entanto, uma vez que na tubagem
há sempre resistência interna, as curvas caracte-
rísticas reais das bombas terminam antes de
atingirem o eixo do caudal.

Diferenças distintas do caudal


e da pressão
Caudal Q [m3/h]
Wilo Principios fundamentais das bombas 31
C U R VA S

Curva característica da instalação

A resistência interna por fricção nas tubagens A curva mostra as seguintes relações:
origina uma quebra na pressão do líquido bom-
beado correspondente ao comprimento da tuba- A resistência por fricção na tubagem é causada
gem. A quebra da pressão depende também da pelo atrito da água contra as paredes internas da
temperatura do líquido e da sua viscosidade, da tubagem, a fricção das gotas de água uma contra
velocidade do caudal, das válvulas, dos vários a outra e as alterações de direcção nas zonas
equipamentos e a resistência por fricção nas curvas da instalação. Quando há uma variação no
tubagens em função do diâmetro, do compri- caudal, como o causado pelo fecho e abertura
mento e da rugosidade interna da tubagem. Esta das válvulas termostáticas, a velocidade da água
quebra da pressão é representada na curva também varia e consequentemente a resistência
característica da instalação. É utilizado o mesmo por fricção na tubagem. Como a secção trans-
gráfico da curva característica da bomba. versal constante da tubagem tem de ser consi-
derada como uma zona única de caudal, as varia-
ções da resistência quadruplicam. Por
Curva característica da instalação conseguinte, o gráfico terá a forma de uma pará-
bola.

Em termos matemáticos obtém-se a seguinte


equação:

Conclusão
Com a duplicação do caudal a Se o caudal na tubagem foi reduzido para
altura manométrica é 4 vezes metade, a altura manométrica diminui para um
maior que o valor inicial. quarto do seu nível anterior. Se o caudal duplicar,
a altura manométrica é multiplicada por quatro.

Por exemplo, consideremos a descarga de água


numa torneira. A uma pressão de entrada de 2
Proporcionalidade: Alteração da velocidade bar, o que corresponde a uma altura manomé-
A duplicação da velocidade:: trica da bomba de aproximadamente 20 metros,
Caudal máximo Q = duplicação do valor a água sai da torneira DN1/2 a um caudal de 2
Altura manométrica H = quadruplicação do valor m3/h. Para duplicar o caudal a pressão de entrada
Potência P = oito vezes o valor tem de ser aumentada de 2 para 8 bar.

• O caudal é proporcional à velocidade Saída de água de uma torneira com diferentes


• A pressão é proporcional ao quadrado da velo- pressões de entrada
cidade
• A potência é proporcional ao cubo da veloci-
Pressão de entrada 2 bar Pressão de entrada 8 bar
dade Caudal de saída 2 m3/h Caudal de saída 4 m3/h

32 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


C U R VA S C A R A C T E R Í S T I C A S

Ponto de funcionamento

O ponto de intersecção da curva característica da Ponto de funcionamento de regulação automática


bomba e da curva característica da instalação é o
ponto de funcionamento actual do sistema de
aquecimento ou de abastecimento de água. Ambas as válvulas

Altura manométrica H [m]


Curva característica bomba termostáticas aberta

Isto significa que neste ponto há um equilíbrio


entre a potência de entrada da bomba e o con-
sumo de potência requerido para ultrapassar a
resistência na tubagem. A altura manométrica é
Ponto de
sempre igual à resistência do caudal na instala-
intersecção = ponto
ção. Isto representa o ponto de funcionamento de funcionamento
Curva característica
que a bomba pode fornecer.
da instalação

Tem de ser tido em consideração que o caudal


não pode descer abaixo de um determinado valor Caudal Q [m3/h]
mínimo. Caso contrário, o compartimento da
bomba pode sobreaquecer, danificando a
bomba. As especificações do fabricante têm que
ser respeitadas. Um ponto de funcionamento Apenas uma válvula
Altura manométrica H [m]

Curva característica bomba termostática aberta


que esteja fora da curva característica danifica a
bomba.

O ponto de funcionamento também varia con- Ponto de


stantemente devido às alterações do caudal intersecção= Novo
ponto de funcionamento
durante a operação. O projectista tem que encon-
trar um ponto de funcionamento padrão que Nova curva característica
respeite os requisitos máximos. Para circuladores da instalação

em sistemas de aquecimento, esta é a carga de


aquecimento necessária do edifício; para sistemas
de pressurização e distribuição, este é o caudal Caudal Q [m3/h]
máximo para todas as torneiras.

Todos os outros pontos de funcionamento que


possam surgir durante a operação encontram-se
à esquerda deste ponto de funcionamento
padrão no gráfico da curva.

As duas figuras à direita mostram que a variação


no ponto de funcionamento resulta da alteração
na resistência do caudal.

Se o ponto de funcionamento se deslocar para a


esquerda do ponto padrão, a altura manométrica
da bomba aumentará necessariamente. Este
aumento da pressão origina ruído nas válvulas.

A adaptação da altura manométrica e do caudal


bombeado às necessidades é feita através da
montagem de bombas reguladas. Isto permite ao
mesmo tempo reduzir significativamente os cus-
tos de funcionamento.

Wilo Principios fundamentais das bombas 33


34 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE
Adaptação das bombas às necessidades
de aquecimento
Devido ao facto do nosso clima ter quatro estações meteorológicas mais ou menos dis-
tintas, existe uma variação considerável das temperaturas exteriores. As temperaturas
no verão oscilam entre os 20 °C e os 40 °C, enquanto que as temperaturas no inverno
variam entre os -5 e os 20 °C. Obviamente que estas variações de temperatura não são
aceitáveis no interior das nossas casas. Nos primórdios da humanidade, as cavernas
eram aquecidas por fogueiras. Muito mais tarde desenvolveram-se sistemas de aqueci-
mento como os que foram descritos na primeira parte deste documento.

Variações meteorológicas

Na figura à direita, a área sombreada demonstra Temperatura exterior em função da estação


que a variação da temperatura exterior durante
as distintas estações requer também uma consi-
derável oscilação das necessidades de energia
Temperatura exterior [C°]

térmica.

Quando os tipos de energia usados para o aque-


cimento eram baratos (madeira, carvão e no
princípio também gasóleo), não era significativo
a quantidade de energia dispendida. No pior dos
casos abria-se uma janela ou duas. Este método
é um mau exemplo de uma regulação de duas
posições: janela aberta e janela fechada.
A área sombreada corresponde
Com a primeira crise petrolífera em 1973 surgiu a às necessidades de energia
necessidade de poupança de energia. Hoje em térmicA
dia, os edifícios, regra geral, possuem um bom
isolamento térmico. As normas legais têm-se Mês
adaptado continuamente aos progressos da
tecnologia da construção civil. A restrição da quantidade de água quente provo-
cada por estas válvulas aumentava a pressão das
Naturalmente, o progresso e desenvolvimento bombas de velocidade constante (ao longo da
dos sistemas de aquecimento tiveram o mesmo curva característica da bomba) originando ruído
percurso. Em primeiro lugar foram introduzidas nas válvulas. Para resolver este problema foi Consultar o capítulo "Ponto de
as válvulas termostáticas para poder adaptar a inventada e instalada a válvula de descarga de funcionamento" na página 33
temperatura interior às necessidades das pes- emergência para reduzir a sobrepressão.
soas.

Wilo Principios fundamentais das bombas 35


A D A P TA Ç Ã O D A S B O M B A S À S N E C E S S I D A D E S D E A Q U E C I M E N T O

Comutação da velocidade das bombas

Os fabricantes de bombas têm disponíveis bom- Para que a velocidade dos motores possa ser
bas de rotor húmido com comutação manual da alterada, estes são concebidos por vários con-
velocidade. Como mencionado nas secções juntos de bobinas. Se uma menor quantidade de
anteriores, o caudal bombeado diminui em fun- água estiver a fluir na tubagem de aquecimento,
ção da velocidade para adaptação à quantidade também há menos perda da carga, e a bomba
de líquido permitido nas válvulas termostáticas e pode trabalhar com uma menor altura manomé-
válvulas de controlo. Isto permite ao circulador trica. Ao mesmo tempo há uma redução sub-
adaptar-se de forma directa à regulação da tem- stancial do consumo de energia pelo motor.
peratura ambiente.
Actualmente existem várias unidades de regula-
ção para comutar a velocidade nos circuladores
Curva característica do Wilo-TOP-S de aquecimento. Isto permite ao circulador
adaptar-se de forma directa à regulação da tem-
peratura ambiente, o que torna a válvula de des-
carga de emergência desnecessária. As unidades
de regulação variam automaticamente a veloci-
dade em função:

• do tempo
• da temperatura da água
• da pressão diferencial
• e de outras variáveis específicas da instalação

Bomba de rotor húmido Wilo-


TOP-S de três velocidades

36 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


A D A P TA Ç Ã O D A S B O M B A S À S N E C E S S I D A D E S D E A Q U E C I M E N T O

Regulação contínua da
velocidade
Campo de curvas características de uma Wilo-Stratos

No anos 80 conseguiu-se a adaptação contínua


das bombas de rotor seco de elevada potência às
necessidades de calor. Para a regulação foram
utilizados conversores de frequência electróni-
cos.

Para explicar esta tecnologia referimo-nos à fre-


quência conhecida da rede eléctrica de 50 Hz.
Isto significa que a corrente muda 50 vezes por
segundo entre a polaridade positiva e a polari-
dade negativa. O rotor do motor da bomba tra-
balha com a velocidade correspondente a esta
frequência. Regulação contínua da
velocidade de uma bomba
Podem ser utilizados componentes electrónicos Wilo-Stratos de elevado
rendimento
para tornar a frequência da corrente mais rápida
ou mais lenta, ou seja, ajustar continuamente a
frequência, por exemplo entre 100 Hz e 0 Hz. Consultar o capítulo " Bombas
de rotor húmido" na página 25
No entanto, por motivos práticos não se reduz a
frequência em sistemas de aquecimento para
valores inferiores a 20 Hz ou para menos de 40%
da velocidade máxima. Uma vez que a potência
máxima de aquecimento está dimensionada para
os dias mais frios, apenas em casos raros será
necessário usar os motores na frequência
máxima.

Enquanto que há 20 anos ainda eram necessários


variadores muito grandes, encontrou-se desde
então um modo de reduzir os variadores ao ponto
de trabalharem em caixas de bornes ligadas di-
rectamente às bombas, como por exemplo na
Wilo-Stratos.

Uma regulação integrada contínua da velocidade


em função da pressão diferencial garante que a
altura manométrica seleccionada se mantém con-
stante, independentemente do caudal bombeado
em função das condições meteorológicas e do
funcionamento.

Em 1988 foi conseguida a regulação contínua dos


circuladores de rotor seco, mas com uma tecnolo-
gia electrócida diferente, como a regulação do
tipo PWM (Pulse With Modulation).

A partir 2001 foram sendo introduzidas novida-


des na tecnologia dos motores de rotor húmido.
Esta geração mais moderna de bombas, denomi-
nada também de bombas de elevado rendimento,
tem a vantagem de conseguir uma economia con-
siderável de energia eléctrica e um excelente ren-
dimento graças à tecnologia ECM (motores com
comutação electrónica, também denominados
motores de rotor de magneto permanente). Isto
possibilita uma economia até 90% relativamente
às bombas de regulação convencional.

Wilo Principios fundamentais das bombas 37


A D A P TA Ç Ã O D A S B O M B A S À S N E C E S S I D A D E S D E A Q U E C I M E N T O

Tipos de regulação

As bombas com regulação electrónica actual- Faz-se a diferenciação entre tipos de regulação
mente disponíveis no mercado permitem a con- efectuados pela própria bomba e os modos de
figuração de distintos modos de funcionamento funcionamento através dos quais a bomba é
e regulação. controlada por comandos externos, ajustando-
se a um determinado ponto de funcionamento.

De seguida são apresentados os modos de regu-


lação e de funcionamento mais frequentes.
Pode-se processar e transmitir muitos outros
dados através de equipamentos de controlo e
regulação adicionais.

Kennlinien Regelungsarten Os tipos de regulação possíveis são:

∆p-c – Pressão diferencial constante


Altura manométrica H [m]

O equipamento electrónico mantém constante a


pressão diferencial em toda a gama de caudais
admissíveis até à curva característica máxima
Control N
gerada pela bomba no valor nominal H.

Val. nominal H

∆p-v – Pressão diferencial variável


Val. nominal H mín. O equipamento electrónico varia o valor nominal
da pressão diferencial que deve conseguir-se
com a bomba por exemplo entre H e 1/2 H.
Pressão diferencial
Caudal Q [m3/h] O valor nominal H da pressão diferencial varia em
constante: ∆p-c função do caudal bombeado Q

∆p-T – Regulação da pressão diferencial contro-


lada pela temperatura
O equipamento electrónico varia neste tipo de
Altura manométrica H [m]

regulação o valor nominal da pressão diferencial


em função da temperatura medida no líquido.

Control N Esta função de regulação permite dois tipos de


controlo:
Val. nominal H
• Regulação com direcção positiva (aumento).
1/2 val. nom. H Com o aumento da temperatura do líquido
Val. nominal H mín. transportado aumenta o valor nominal da pres-
são diferencial de forma linear entre Hmin e
Pressão diferencial variável: Hmax. Este tipo de controlo é aplicado por
∆p-v Caudal Q [m3/h] exemplo nas caldeiras padrão com temperatura
variável na tubagem de saída.
• Regulação com direcção negativa (redução).
Com o aumento da temperatura do líquido
transportado reduz o valor nominal da pressão
Altura manométrica H [m]

diferencial de forma linear entre Hmax e Hmin.


Este tipo de regulação é aplicado por exemplo
direcção positiva
em caldeiras de condensação em que deve ser
mantida uma determinada temperatura mínima
na tubagem de retorno para se conseguir um
direcção negativa aproveitamento máximo do calor gerado pelo
líquido de aquecimento. Isto implica a monta-
gem da bomba na tubagem de retorno do sis-
tema.

Caudal Q [m3/h]
Temperatura dependente da
regulação de pressão diferencial:
∆p-T, dependendo das alterações
no caudal
38 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE
A D A P TA Ç Ã O D A S B O M B A S À S N E C E S S I D A D E S D E A Q U E C I M E N T O

Os modos de funcionamento possíveis são: Curvas características para os diferentes modos


de funcionamento
Modo de redução automático (auto-piloto)
As novas bombas de rotor húmido e regulação

Altura manométrica H [m]


electrónica dispõem de um modo de redução
automático (auto-piloto). Através da redução da
temperatura de saída, a velocidade de bomba
desce para uma velocidade constante (modo de
funcionamento de baixa carga mediante regula-
H valor nominal
ção "Fuzzy"). Este modo garante que o consumo
de energia da bomba é reduzido ao mínimo,
sendo esta a definição ideal para a maioria dos
H valor nominal min
casos. Modo de redução automático
(auto-piloto)
O modo de redução com auto-piloto só pode ser Caudal Q [m3/h]
activado após a calibragem hidráulica da instala-
ção. Se isto não for respeitado, determinadas
partes da instalação que recebem pouco calor
Altura manométrica H [m]

poderiam congelar no caso de temperaturas bai-


xas extremas.

Modo manual
Este modo de funcionamento está disponível
para bombas com regulação electrónica a partir
de determinada potência do motor. A velocidade
da bomba é definida para um valor constante
entre nmin e nmax no módulo electrónico da Modo de funcionamento
bomba. O modo de regulação manual desactiva a manual
Caudal Q [m /h]
3

regulação da pressão diferencial.


n [1/min]

DDC (controlo digital directo) e ligação BA (ligação


ao equipamento de automatização de um edifício)
Nestes modos de funcionamento, os equipa-
mentos electrónicos das bombas recebem os
seus valores nominais a partir da central de con-
trolo do edifício. O valor nominal é recebido da
central de controlo do edifício após uma compa-
ração entre o valor nominal e o valor real,
podendo ser transmitido em forma de sinal ana- Modo de funcionamento DDC
lógico 0 - 10 V / 0 - 20 mA ou de sinal digital out controlo analógico
(interface PLR ou LAN da bomba).

Wilo Principios fundamentais das bombas 39


Funcionamento aproximado das
bombas de aquecimento padrão
O caudal requerido para uma bomba de aquecimento depende do consumo térmico do
edifício. A altura manométrica, por outro lado, é determinada pela resistência por fric-
ção presente nas tubagens. Quando um novo sistema de aquecimento é instalado, é
fácil calcular estas variáveis através de uma das aplicações informáticas hoje disponí-
veis. Estas aplicações têm presentemente uma elevada qualidade. No entanto, os cál-
culos são mais difíceis quando se trata da renovação de um sistema de aquecimento.
Para determinar a capacidade necessária para as bombas podem ser utilizados vários
métodos de cálculo aproximado.

Caudal das bombas Altura manométrica da bomba

Quando é preciso montar um novo circulador no Para transportar o líquido a todos os pontos do
sistema de aquecimento, o seu tamanho é deter- sistema de aquecimento, a bomba tem que
minado com base no caudal bombeado de ultrapassar a soma de todas as resistências.
acordo com a seguinte equação Como é muito difícil determinar o traçado da
tubagem e o diâmetro nominal das tubagens uti-
lizadas, é utilizada a equação seguinte para o
cálculo aproximado da altura manométrica:

.
QPU = Caudal da bomba no ponto de funciona-
. mento padrão em [m3/h]
QN = Necessidade de energia térmica da super-
fície a aquecer em [kW] R = Perda por fricção na tubagem recta
1,163 = Capacidade térmica específica em [Pa/m].
[Wh/kgK] Pode assumir-se um valor entre 50
∆ ϑ = Diferença da temperatura padrão entre a Pa/m e 150 Pa/m em sistemas padrão
entrada e o retorno do sistema de aqueci- (dependendo do ano de construção do
mento em [K]; aqui, pode assumir-se uma edifício; casas mais antigas têm valores
diferença de 10 - 20 K para sistemas inferiores na quebra da pressão de 50
padrão Pa/m devido ao maior diâmetro nominal
das tubagens instaladas)..
L = comprimento da linha de aquecimento
[m] menos favorável para as tubagens
de saída e retorno ou (comprimento da
casa + profundidade + altura ) x 2
ZF = Factor de correcção para válvulas e
Juntas na tubagem ≈ 1,3
Válvula termostática ≈ 1,7
Se estes componentes estão presentes,
pode usar-se um valor de ZF = 2,2
Válvulas e juntas na tubagem ≈ 1,3
Válvulas termostáticas ≈ 1,7
Válvula de mistura, travão
gravítico ≈ 1,2
Se estes componentes estão presentes,
pode usar-se um valor de ZF = 2,6
10.000= Factor de conversão de m em Pa

Wilo Principios fundamentais das bombas 41


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Exemplo de aplicação

O gerador térmico de um edifício de vários anda-


res com um tipo de construção mais antigo tem
de acordo com a documentação uma potência de
50 kW.

Com uma temperatura diferencial de ∆ ϑ 20 K


(ϑida = 70 °C /ϑretorno = 50 °C), obtém-se::

Se se pretende aquecer o mesmo edifício com


uma diferença de temperatura de por exemplo
10 K, o circulador deve debitar o dobro do caudal,
ou seja 4,3 m3/h para transportar aos pontos de
consumo de calor a energia térmica produzida No capítulo "Características de design", vimos
pelo gerador de calor. como a curva de rendimento depende da curva
característica da bomba. Se esta curva de rendi-
Por exemplo a perda de pressão por fricção nas mento for considerada quando se escolhe a
tubagens é de 50 Pa/m, o comprimento das bomba, é evidente que em termos de energia, o
tubagens de saída e de retorno é de 150 m e o terço do meio da curva é o mais favorável. Por
factor de correcção é de 2,2, pois não foi insta- conseguinte, para sistemas com caudal volumé-
lada uma válvula de mistura nem um travão gra- trico variável, o ponto padrão deve estar no pri-
vítico. Obtém-se a seguinte equação: meiro terço da direita, uma vez que o ponto de
funcionamento do circulador de aquecimento se
encontra 98% do tempo de funcionamento no
terço do meio.

A curva característica da instalação torna-se


mais inclinada à medida que a resistência
aumenta, por exemplo por causa do fecho das
Ponto de funcionamento no campo das curvas características da bomba válvulas termostáticas.
com caudal volumétrico variável
Por último, as curvas características são obtidas
• Área I (terço esquerdo) O ponto de dos dados calculados para a altura manométrica
Altura manométrica H [m]

Seleccione uma bomba mais funcionamento H e para o caudal, de acordo com o catálogo para
pequena quando o pronto de muda para a área II o design aproximado da bomba.
funcionamento se encontra (terço central).
nesta zona
Curvas características da Wilo-Stratos PICO
• Área II (terço central)
A bomba funciona durante
98% do seu tempo de
funcionamento na área ideal

• Área III (terço direito


A bomba funciona na área
mais desfavorável apenas no
seu ponto padrão (dias mais Caudal Q [m3/h]
frios/quentes do ano), ou
seja, durante 2% do seu
tempo de funcionamento
total
1,65

2,15

42 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Efeitos do funcionamento aproximado das bombas

Quando a necessidade de calor de um edifício Gráfico de funcionamento de um radiador


pode determinar-se apenas mediante cálculos
aproximados de um sistema de tubagens des-
conhecido, podemos questionarmo-nos sobre

Saída de calor [%]


qual o efeito do método. O gráfico da direita
mostra uma curva de rendimento típica de um
radiador.

Desta figura depreende-se o seguinte: uma


diminuição do caudal Q em 10% tem como con-
sequência uma diminuição da potência de aque-
cimento dos radiadores de apenas 2%. O mesmo
acontece com um aumento do caudal Q em cerca
de 10%. Neste caso, os radiadores emitem ape-
nas mais 2% de calor. Mesmo a duplicação do
caudal resulta no aumento da potência de aque- Caudal Q [%]
cimento de apenas cerca de 12%.
Por conseguinte, a prática de dimensionar uma Exemplo de um gráfico de
A causa disto está no facto da velocidade da bomba para um tamanho maior do que o real- funcionamento de um
água nos radiadores depender directamente do mente necessário para permitir “margem de radiador 90/70ºC, tempera-
tura ambiente 20 °C
caudal. Uma maior velocidade do caudal significa erro” é totalmente errada.
um menor tempo de permanência da água no
radiador. Com uma menor velocidade de caudal, Mesmo o sub-dimensionamento significativo de
o líquido tem mais tempo para transmitir o calor uma bomba tem apenas consequências relativa-
para aquecer a divisão. mente menores: com um caudal de 50%, os
radiadores podem transmitir ainda 83% de ener-
gia térmica à divisão.

Software de planeamento de bombas

O software de planeamento de bombas como o


Wilo-Select, permite um planeamento completo
e eficiente. Este software fornece todos os
dados necessários desde o cálculo até ao dimen-
sionamento das bombas e a elaboração da docu-
mentação necessária.

Wilo-Select-Classic é um software de planea-


mento para bombas, sistemas e componentes.
Este software permite realizar as seguintes tare-
fas de forma adequada e prática:

• Cálculo
• Pesquisa de catálogos e publicações
• Substituição de bombas
• Documentação
• Cálculo dos custos energéticos e da amortiza- Planeamento em CAD
ção
• Custos durante o ciclo de vida
• Exportação de dados para os formatos Acrobat Planeamento com o catálogo Wilo CAD na Inter-
PDF, DXF, GAEB, Datanorm, VDMA, VDI, CEF net. Rápido e fácil de usar. Modelos 2-D ou 3-D
• Actualização automática através da Internet dos nossos produtos.

Wilo Principios fundamentais das bombas 43


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Representação esquemática de um sistema de aquecimento com possibilidade de calibragem hidráulica

Reservatório/Purgador de
ar na posição mais alta
dos circuitos

Válvula KFE

Válvula termostática (TV)


Terceiro andar
Bloqueio de retorno Possível sub-abastecimento

Válvula de seccionamento

Accionador eléctrico

Bloqueio de retorno

Controlador de pressão
diferencial (DV)

Circulador com regulação


R/C
Possível sobre-abastecimento
Travão gravítico (SB)

Válvula de 3 vias

Filtro

Vaso de expansão
(DET) peça de ligação KV
válvula KFE Circuito

Válvula de segurança

Drenagem

Alimentação

Retorno

É necessária uma calibragem


hidráulica para o funciona-
mento eficiente de uma
bomba.

44 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Fundamentos hidráulicos

É necessário proceder a uma calibragem hidráu- Nas válvulas e reguladores os valores podem ser
lica para se conseguir uma distribuição ideal de calibrados para os pontos de consumo de acordo
calor com o ruído mínimo. com os dados do fabricante (pressão diferencial
padrão entre 40 e 140 mbar). No entanto, é
A calibragem hidráulica irá igualmente evitar que necessário proteger os pontos de consumo de
os pontos de consumo tenham falta ou excesso uma pressão excessiva. A altura manométrica
de abastecimento. máxima da bomba, por exemplo na entrada de
válvulas termostáticas, não deve exceder os 2 m.
O caudal nominal para o abastecimento das lin- Se o sistema necessitar, esta pressão pode ser Consultar o capítulo "Exem-
has é proporcionado pela bomba no sistema de excedida, sendo necessário prever reguladores plos de aplicação" na
tubagens. O ponto de consumo (como os radia- da pressão diferencial nas distintas tubagens página 42

dores) apenas necessita de uma parte da potên- para respeitar este valor limite.
cia em função do tamanho do radiador e calibra-
gem da válvula de regulação termostática.

Para que cada ponto de consumo seja abastecido


com os valores correctos de caudal e pressão, é
possível montar reguladores de pressão diferen-
cial nas tubagens, válvulas de regulação termo-
stática com pré-calibragem ou válvulas de
retorno ajustáveis.

Ajuste de circuladores com regulação electrónica

Os circuladores actuais com regulação electró- • Depois da primeira mensagem de que não está
nica da velocidade permitem uma opção muito a chegar água quente, aumente lentamente a
simples para calibragem da altura manométrica altura manométrica rodando o botão. Ao fazer
necessária para um sistema desconhecido: isto tem que ter em consideração a inércia do
sistema de aquecimento.
• Um pré-requisito é que as tubagens tenham
sido cuidadosamente calibradas e que o sis- • A calibragem está concluída quando o radiador
tema tenha sido purgado. Abrir todas as válvu- mais distante receber água quente.
las de regulação.

• As bombas possuem botões de calibragem no


painel electrónico para definir a altura mano-
métrica. Dependendo do fabricante, estes
botões podem ter, ou não, uma escala gra-
duada. Inicia-se com a altura manométrica
mínima. No local onde se encontra o radiador
mais distante de todo o sistema de aqueci-
mento, deve estar um colega munido de tele-
móvel ou "walkie-talkie”.

Wilo Principios fundamentais das bombas 45


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Ligação de várias bombas

Todas as explicações anteriores referiram-se Exemplo de aplicação: vários circuitos de bombas


sempre apenas a uma bomba centrífuga. Mas na (bombas ligadas em série)
prática existem situações de funcionamento
para as quais uma bomba individual não pode Em sistemas de aquecimento muito grandes são
satisfazer todos os requisitos. montados por motivos de regulação vários cir-
cuitos de aquecimento. Por vezes são igual-
Nestes casos procede-se à instalação de duas ou mente instaladas caldeiras.
mais bombas. Dependendo do sistema, as bom-
bas são instaladas em série ou em paralelo.
Exemplo de um sistema com vários circuitos de
Antes de iniciarmos a discussão das funções aquecimento
específicas de funcionamento, devemos salien-
tar-se um erro muito frequente: Não é verdade,
falando em termos gerais, que duas bombas
idênticas ligadas em série conseguem o dobro da
altura manométrica e que bombas idênticas liga-
das em paralelo duplicam o caudal bombeado.

Apesar de ser teoricamente possível, isto não é


possível devido às características do tipo de Caldeira
design das bombas e dos sistemas.

Ligação de bombas em série


Se bombas forem ligadas em série, as curvas
características das bombas são somadas, ou seja, As considerações teóricas anteriores foram feitas
se estas trabalharem contra uma válvula fechada com base em bombas do mesmo tamanho. Como
a pressão gerada é cumulativa. Portanto, a altura se mostra no esquema representado, as potên-
manométrica a caudal zero de duas bombas cias de cada bomba podem ser diferentes.
manométricas é duplicada.
Por conseguinte, neste tipo de instalação existe
Por outro lado, isto é, durante a bombagem sem um grande risco se os caudais não estiverem
pressão, duas bombas não podem transportar devidamente ajustados entre si. Quando a bomba
uma maior quantidade de líquido do que uma do circuito da caldeira gera uma pressão dema-
bomba só. siado alta, uma ou todas as bombas distribuido-
ras podem receber uma pressão de entrada resi-
dual demasiado alta na entrada de aspiração.

Curva característica da ligação em série de bombas Isto significa que já não estão a trabalhar como
bombas, mas como turbinas (modo de funciona-
mento gerador). Estão a ser impulsionadas. Tal
Altura manométrica H [m]

problema irá rapidamente originar falhas de fun-


cionamento e avarias nas bombas.

(A solução para o desacoplamento hidráulico


está fora do âmbito desta discussão).

Caudal Q [m3/h]

Na prática isto significa que se obtêm aumentos


proporcionais de ambas as partes do funciona-
mento hidráulico:
• No eixo vertical do gráfico de curvas caracterís-
ticas (altura manométrica H) constata-se que o
aumento será maior quanto mais para a
esquerda estiver a curva característica da insta-
lação.
• No eixo horizontal, constata-se que o aumento
é mínimo.

46 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Ligação de bombas em paralelo Curva característica da ligação em paralelo


Se forem montadas duas bombas em paralelo,
somam-se as suas curvas características, ou seja,

Altura manométrica H [m]


os caudais gerados quando trabalham sem pres-
são, por exemplo contra uma tubagem aberta,
são cumulativos. Deste modo, o caudal máximo
de duas bombas idênticas é duplicado.

Como mencionado anteriormente este ponto da


curva característica é apenas um valor limite teó-
rico. Ambas as bombas em
funcionamento
Por outro lado, isto é, durante a bombagem com
caudal zero, duas bombas em conjunto não Caudal Q [m3/h] Ligação em paralelo de duas
podem conseguir uma altura manométrica mais bombas com a mesma
alta do que uma bomba só. potência

Na prática isto significa que também neste caso Exemplo de aplicação: Funcionamento em paralelo
se obtêm aumentos proporcionais de ambas as
partes do funcionamento hidráulico: Quando as necessidades térmicas atingem o
• No eixo horizontal do gráfico de curvas ponto máximo, as bombas I e II trabalham con-
características observa-se que o aumento do juntamente em paralelo.
caudal Q é tanto maior quanto mais para a
direita a curva característica da instalação esti- Nas bombas modernas, as unidades de regulação
ver. necessárias para este modo estão em módulos de
• No eixo vertical observa-se que o aumento da encaixe ou no módulo electrónico com os
altura manométrica H é maior na zona central respectivos acessórios.
das curvas características.
Como a velocidade de cada uma das bombas de
cabeça simples montadas na bomba de cabeça
dupla pode ser regulada em várias etapas, há um
espectro muito mais largo de possibilidades de
regulação da bomba às necessidades de calor.

Isto é demonstrado pela curva característica


seguinte. A linha tracejada corresponde à curva
característica no modo individual de uma das
duas bombas. A linha cheia é a curva caracterís-
tica da bomba no modo de funcionamento con-
junto.

Curva característica da Wilo-Stratos D

Ligação em paralelo de duas


bombas com a mesma
potência aumento real do
caudal bombeado

Consultar o capítulo "Efeitos


Se uma das bombas falhar, 50% do caudal continua do funcionamento aproximado
a ser bombeado. Isto significa segundo o gráfico de das bombas", página 43

funcionamento que o radiador pode emitir uma


potência de aquecimento de mais de 83%.
Wilo Principios fundamentais das bombas 47
F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Exemplo de aplicação: Bomba principal e bomba Modo de funcionamento em carga máxima com
de reserva várias bombas
Em instalações com um elevado caudal bom-
O objectivo de um sistema de aquecimento é beado, são por vezes também montadas várias
aquecer as divisões durante a estação fria. Por bombas individuais de carga parcial, por exemplo
conseguinte, recomenda-se a instalação de uma num hospital com 20 edifícios e uma casa das
bomba de reserva em cada circuito de aqueci- caldeiras central.
mento, para precaver qualquer avaria. Isto é
especialmente importante, por exemplo, em edi- No exemplo que se segue estão ligadas em para-
fícios de vários andares, hospitais e edifícios lelo bombas de rotor seco de grandes dimensões
públicos. com o respectivo equipamento electrónico inte-
grado. Dependendo das necessidades, é possível
Por outro lado, a instalação de uma segunda que este tipo de sistemas de carga máxima seja
bomba e respectivos acessórios, aumenta signi- composto por duas ou mais bombas do mesmo
ficativamente os custos de instalação. Os fabri- tamanho.
cantes disponibilizam um bom compromisso
através do fornecimento de bombas de cabeça Em combinação com um transmissor de sinais, o
dupla. Na mesma voluta estão incorporados 2 sistema de regulação mantém a pressão total das
impulsores e os respectivos motores. bombas constante (∆ p-c).

No modo de funcionamento de reserva trabalha Não é significativo quais os caudais que são per-
a bomba I ou a bomba II, ou ambas as bombas mitidos passar pelas válvulas termostáticas em
funcionam alternadamente (por exemplo uma a todos os radiadores e quantas das quatro bom-
cada 24 horas). Enquanto uma bomba está a tra- bas se encontram em funcionamento em dado
balhar a outra bomba está em standby. A válvula momento.
de retenção, que vem incluída de série no equi-
Bomba I ou bomba II pamento, evita que o líquido reflua pela bomba Se um sistema deste tipo estiver calibrado em
em funcionamento quando esta está em standby. termos hidráulicos, estes circuitos são igual-
mente utilizados para realizar uma avaliação
Como descrito no início desta secção, a falha de remota dos pontos de funcionamento e garantir
uma das bombas desencadeia a comutação o abastecimento adequado. Para esta avaliação,
automática para a outra bomba pronta a funcio- o transmissor de sinais é montado no ponto do
nar. sistema que tem mais dificuldade de abasteci-
mento (ponto distante ou remoto). O sinal de
regulação procedente do transmissor de sinais é
transmitido à unidade de regulação, onde é feito
o ajuste relativo à inércia e outras características
do sistema. O dispositivo electrónico integrado
controla as bombas de forma adequada relativa-
mente aos sinais procedentes do equipamento
de regulação.

48 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


F U N C I O N A M E N TO A P ROX I M A D O DA S B O M B A S

Instalação com várias bombas e regulação con- Sistema com várias bombas com regulação variável infinita
tínua
O sistema completo representado neste exemplo Indicador de pressão diferencial
é regulado do seguinte modo: Controlador
Controlador

A bomba principal PH ou bomba base de carga


com dispositivo electrónico integrado é regulada
de forma contínua entre a sua velocidade
máxima n = 100% e uma velocidade mínima
n = 40%, desencadeada pelo transmissor de
sinais de pressão diferencial. Deste modo, o cau-
dal de carga parcial varia de forma contínua no
intervalo QT1 < = 25 %. Se for necessário um
Altura manométrica H [m]
Legenda
caudal nominal QT > 25 %, é ligada a primeira PH = Bomba principal
bomba de carga máxima com a sua velocidade PS = bombas 1 a 3 de carga
máxima, estando esta equipada também com máxima
.
dispositivo electrónico PS1. A regulação da VV = Caudal bombeado a carga
bomba principal PH continua a ser infinitamente .
máxima
variável, pelo que o caudal total é regulado de VT = Caudal bombeado a carga
parcial
acordo com as necessidades no intervalo entre
PV = Consumo de potência a
25% e 50%. carga máxima
PT = Consumo de potência a
Este processo repete-se quando as bombas de carga parcial
carga parcial, com dispositivos electrónicos PS2 y
PS3, integrados, são ligadas na sua velocidade
máxima. As necessidades totais de calor do hos-
Consumo de energia P [%]

pital são cobertas quando as quatro bombas tra-


balham na sua potência máxima e bombeiam o
caudal VV. Quando as necessidades térmicas
decrescem, as bombas de carga máxima com
dispositivos electrónicos PS3 a PS1são desliga-
das.
.
Caudal V [%]

Para manter o tempo de funcionamento o mais


uniforme possível em todas as bombas, a função
de bomba principal regulada é atribuído diaria-
mente a diferentes bombas de forma cíclica.

O gráfico inferior mostra uma maior economia,


incluindo no consumo de energia, que é depen-
dente do tipo de cada bomba.

Em sistemas grandes, a vantagem de baixos cus-


tos de funcionamento ao longo de vários anos
assume uma maior importância relativamente
aos custos iniciais. Quatro bombas com disposi-
tivos electrónicos de regulação integrados
podem ser mais dispendiosas do que uma bomba
de maiores dimensões sem unidades de regula-
ção. Mas quando se tem em consideração um
período de funcionamento de 10 anos, os custos
do investimento inicial num sistema de regulação
com bombas com dispositivos electrónicos inte-
grados é amplamente justificado com uma pou-
pança energética muito significativa. Além disso,
obtém-se a vantagem de se adquirir um melhor
abastecimento a todos os pontos de consumo e,
ao mesmo tempo, um nível de ruído mais baixo e
uma maior rentabilidade. Todos estes factores
podem resultar numa evidente economia ener-
gética primária.
Wilo Principios fundamentais das bombas 49
Conclusões
Os presentes "Princípios fundamentais da tecnologia das bombas"
têm por objectivo fornecer uma visão geral dos campos de aplicação
das bombas, desde os seus primórdios, com explicações de contexto
mais básico até aos exemplos mais exigentes.

Aqui são ilustradas as complexas relações e interligações do funcio-


namento das bombas, assim como as melhorias no seu funciona-
mento tornadas possíveis pelos actuais sistemas de regulação
electrónica.

Quando comparado com um sistema de aquecimento num edifício,


o circulador é um dos componentes mais pequenos de todo o sis-
tema quer em termos de tamanho, quer de preço. No entanto, é a
bomba, que permite que todos os outros componentes funcionem
correctamente. Se compararmos a bomba com o corpo humano,
podemos dizer que a bomba é o coração do sistema!

O design ecológico dos circuladores, irá certamente dar o seu con-


tributo num futuro próximo. As normas da UE irão reflectir os requi-
sitos mínimos para o consumo energético tendo em consideração a
desejada redução das emissões de CO2. Consequentemente, prevê-
se que a partir de 2013, todas as bombas circuladoras de rotor
húmido sem variação de velocidade, deixem de estar disponíveis no
mercado.

Em 2011 entrarão em vigor novas directivas para a eficiência ener-


gética, no âmbito da tecnologia dos motores, que é utilizada nas
bombas de rotor seco.

50 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


Sabia que?
Caso esteja interessado, poderá testar os seus conhecimentos sobre os "Princípios
fundamentais da tecnologia de bombas" com a ajuda das seguintes perguntas.

História da tecnologia das bombas centrífugas

Perguntas sobre os temas


• Abastecimento de água
• Eliminação de águas residuais
• Tecnologia de aquecimento

Pergunta 1: Pergunta 6 :
• As bombas estavam presentes na Bombas já se usavam há séculos:
antiguidade (1) • para bombear água (1)
• As bombas foram inventadas para o • em sistemas de aquecimento a vapor (2)
aquecimento (2) • em sistemas de aquecimento gravíticos (3)
• As bombas servem apenas para bombear
água (3) Pergunta 7:
• O acelerador de circulação patenteado em
Pergunta 2: 1929 era o aperfeiçoamento de uma bomba
• Arquimedes inventou a roda de pás (1) de aquecimento frequentemente usada (1)
• Os chineses inventaram a bomba centrífuga (2) • Era a primeira bomba para instalação em
• A inclinação da espiral de Arquimedes deter- sistemas de aquecimento (2)
mina o caudal bombeado (3)
Pergunta 8:
Pergunta 3: A que parte do corpo humano podem
• Os primeiros esgotos foram construídos em as bombas se comparadas
1856 (1) • os braços (1)
• A Cloaca Máxima foi construída em Roma (2) • o coração (2)
• Devem ser montadas instalações elevatórias • a cabeça (3)
em todas as saídas de água (3)
Pergunta 9:
Pergunta 4: As vantagens do circulador de aquecimento são:
• Os alemães construíram aquecimentos • custos de instalação mais reduzidos (1)
centrais (1) • custos de funcionamento controlados (2)
• Os romanos construíram aquecimentos • uma regulação bem adaptada (3)
do solo (2) • todos os pontos anteriores (4) Pergunta 9: Nr. 4

• Máquinas a vapor aqueceram as casas


Pergunta 8: Nr. 2

no século XVII (3)


Pergunta 7: Nr. 2
Pergunta 6: Nr. 1
Pergunta 5: Nr. 3
Pergunta 5: Pergunta 4: Nr. 2
• Nos sistemas de aquecimento gravítico mon- Pergunta 3: Nr. 2
tam-se bombas de aquecimento potentes e Pergunta 2: Nr. 3
pesadas (1) Pergunta 1: Nr. 1

• Os sistemas de aquecimento a vapor trabalham


Respostas:

a temperaturas entre os 90 °C e 100 °C (2)


• Só com circuladores é possível construir siste-
mas de aquecimento a baixas temperaturas (3)

Wilo Principios fundamentais das bombas 51


SABIA QUE?

A água – o nosso meio de transporte

Perguntas sobre os temas:


• Capacidade de armazenamento de calor
• Aumento e redução do volume
• Pressão

Pergunta 1: Pergunta 6:
Quando se expande a água? A energia térmica disponível na água depende
• durante o aquecimento acima de 0 °C (1) • da capacidade de armazenamento da água (1)
• durante o arrefecimento abaixo de 0 °C (2) • da massa de água em movimento (2)
• durante arrefecimento ou aquecimento • da diferença entre as temperaturas na saída
a partir de +4 °C (3) e no retorno (3)
• das três variáveis acima mencionadas (4)
Pergunta 2:
Qual dos seguintes são 3 termos equivalentes: Pergunta 7:
• trabalho, potência e rendimento (1) Os sistemas de aquecimento gravítico funcionam
• trabalho, energia e quantidade de calor (2) melhor
• trabalho, vontade e alegria (3) • com resistência mais baixa nas tubagens (1)
• com resistência mais elevada nas tubagens (2)
Pergunta 3:
A densidade da água durante o seu aquecimento Pergunta 8:
• diminui (1) A válvula de segurança
• aumenta (2) • serve para ventilar e purgar o sistema (1)
• não varia (3) • protege o sistema contra o excesso de
pressão (2)
Pergunta 4: • não é necessária quando são instaladas bombas
Ao alcançar a temperatura de ebulição electrónicas (3)
• a temperatura da água continua a aumentar (1)
• a temperatura da água mantém-se no ponto
de ebulição (2)
• a temperatura da água desce novamente (3)

Pergunta 5:
A cavitação pode evitar-se através
• da escolha de uma bomba com baixa altura
manométrica de entrada (1)
• da diminuição da pressão estática (2)
• do aumento da pressão de vapor VD (3)
Pergunta 8: Nr. 2
Pergunta 7: Nr. 1
Pergunta 6: Nr. 4
Pergunta 5: Nr. 1
Pergunta 4: Nr. 2
Pergunta 3: Nr. 1
Pergunta 2: Nr. 2
Pergunta 1: Nr. 3
Respostas:

52 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


SABIA QUE?

Características de design

Perguntas sobre os temas:


• Bombas auto-ferrantes e bombas com
aspiração normal
• Bombas de rotor húmido
• Bombas de rotor seco

Pergunta 1: Pergunta 6:
A altura de entrada As bombas de rotor seco são utilizadas
• depende da pressão atmosférica (1) • para caudais baixos (1)
• é teoricamente de 10,33 m (2) • para caudais elevados (2)
• tem influencia na altura manométrica (3) • sem lubrificação do motor (3)
• as respostas 1 a 3 são correctas (4)
Pergunta 7:
Pergunta 2: O rendimento de uma bomba é a relação
Para bombas auto-ferrantes é correcto: • entre a tubagem de impulsão e a tubagem
• são capazes de purgar o ar da tubagem de de aspiração (1)
aspiração (1) • entre a potência de accionamento e a
• a tubagem de aspiração deve ser a mais potência de saída (2)
curta possível (2) • entre a potência absorvida e a potência
• devem ser cheias antes do arranque (3) de saída (3)
• todos os pontos anteriores são correctos (4)
Pergunta 8:
Pergunta 3: O melhor rendimento de uma bomba centrífuga
A água de aquecimento na voluta das bombas está
de rotor húmido • no terço esquerdo da curva característica (1)
• serve para a lubrificação e refrigeração (1) • no terço central da curva característica (2)
• favorece a altura manométrica (2) • no terço direito da curva característica (3)
• em princípio não é necessária (3)
Pergunta 9:
Pergunta 4: Os empanques mecânicos
As vantagens de uma bomba de rotor húmido • são compostos por fibras sintéticas ou de
são: cânhamo (1)
• bom rendimento (1) • são chumaceiras (2)
• altas temperaturas no circuito de • são utilizados em bombas de rotor seco (3)
quecimento (2)
• funcionamento silencioso e sem
manutenção (3)
Pergunta 9: Nr. 3

Pergunta 5:
Pergunta 8: Nr. 2

A posição de montagem recomendada de uma


Pergunta 7: Nr. 3
Pergunta 6: Nr. 2
bomba “In-Line” de rotor seco Pergunta 5: Nr. 3
• com uma disposição vertical do veio (1) Pergunta 4: Nr. 3
• com uma disposição horizontal do veio (2) Pergunta 3: Nr. 1
• com posição de montagem arbitrária, excepto Pergunta 2: Nr. 4
com o motor virado para baixo (3) Pergunta 1: Nr. 4
Respostas:

Wilo Principios fundamentais das bombas 53


SABIA QUE?

Curvas

Perguntas sobre os temas:


• Curva característica da bomba
• Curva característica da instalação/da rede de
tubagens
• Ponto de funcionamento

Pergunta 1: Pergunta 5:
A energia eléctrica de accionamento A altura manométrica de bombas de
• converte-se em alta pressão 1) aquecimento deve dimensionar de acordo com:
• converte-se num aumento da pressão e em • a altura do edifício (1)
movimento (2) • a resistência nas tubagens (2)
• é gerada da energia hidráulica (3) • ambas as variáveis mencionadas (3)

Pergunta 2: Pergunta 6:
Nos eixos de um gráfico de curvas características O caudal da bomba de aquecimento deve
são indicadas dimensionar-se de acordo com:
• no eixo vertical a altura manométrica e no • uma temperatura exterior média (1)
eixo horizontal o caudal bombeado (1) · a temperatura interior desejada (2)
• no eixo vertical o caudal bombeado e no · a necessidade de calor calculada (3)
eixo horizontal a altura manométrica (2)
• no eixo vertical a energia e no eixo
horizontal o meio (3)

Pergunta 3:
A curva característica da instalação mostra
• o aumento da resistência em função do
caudal bombeado (1)
• o aumento do caudal bombeado em função
da pressão (2)
• a variação do caudal bombeado em função
da velocidade da água (3)

Pergunta 4:
A resistência por fricção nas tubagens varia
• de forma linear com o caudal bombeado (1)
• com o quadrado do caudal bombeado (2)
• com o cubo do caudal bombeado (3)

Pergunta 6: Nr. 3
Pergunta 5: Nr. 2
Pergunta 4: Nr. 2
Pergunta 3: Nr. 1
Pergunta 2: Nr. 1
Pergunta 1: Nr. 2
Antworten

54 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


SABIA QUE?

Adaptação das bombas às necessidades de

Perguntas sobre os temas:


• Variações meteorológicas
• Regulação da velocidade das bombas
• Regulação contínua da velocidade
• Tipos de regulação

Pergunta 1: Pergunta 7:
As necessidades de calor de um edifício Tipo de regulação ∆ p-c = pressão diferencial
• são sempre constantes (1) constante
• variam em função das estações (2) • O caudal bombeado aumenta com uma
• aumentam todos os anos (3) velocidade constante (1)
• A velocidade adapta-se às necessidades do
Pergunta 2: caudal bombeado (2)
Com a variação das necessidades de calor • A pressão anterior do vaso de expansão com
• regulam-se a válvulas termostáticas (1) membrana mantém-se sempre
• regulam-se as janelas = abrir / fechar (2) constante num sistema fechado (3)
• regula-se a pressão do sistema (3)
Pergunta 8:
Pergunta 3: O modo automático de redução (auto-piloto)
A variação da velocidade das bombas serve para • controla-se mediante um temporizador (1)
• adaptar o caudal bombeado requerido (1) • depende da temperatura ambiente no
• abrir a válvula de descarga de emergência (2) interior (2)
• corrigir um funcionamento erróneo da • apenas deve ser utilizado em sistemas de
bomba (3) aquecimento com calibragem hidráulica (3)

Pergunta 4: Pergunta 9:
A variação da velocidade de uma bomba é A tecnologia ECM mais moderna de bombas
efectuada (alto rendimento)
• sempre de forma manual 1) • usa rotores de magneto permanente (1)
• sempre de forma automática (2) • poupa até 80% dos custos de
• de forma manual ou automática em função funcionamento em comparação com
do equipamento do sistema (3) as bombas convencionais (2)
• a rotação do rotor é controlada através de
Pergunta 5: comutação electrónica (3)
A regulação contínua da velocidade • os pontos 1 a 3 significam que é a bomba de
• é melhor que a comutação escalonada (1) rotor húmido a solução mais económica (4)
• é pior que a comutação escalonada (2)
• consegue os mesmos resultados que Pergunta 9: Nr. 4

a comutação escalonada (3)


Pergunta 8: Nr. 3
Pergunta 7: Nr. 2
Pergunta 6: Nr. 3
Pergunta 6: Pergunta 5: Nr. 1
Em circuladores com regulação electrónica Pergunta 4: Nr. 3
• é possível regular as necessidades de calor (1) Pergunta 3: Nr. 1
• é possível regular a duração da vida útil (2) Pergunta 2: Nr. 1
• é possível regular a altura manométrica (3) Pergunta 1: Nr. 2
Respostas:

Wilo Principios fundamentais das bombas 55


SABIA QUE?

Funcionamento aproximado das bombas

Perguntas sobre os temas:


• Caudal das bombas
• Altura manométrica gerada pelas bombas
• Rendimento das bombas
• Calibragem hidráulica

Pergunta 1: Pergunta 6:
A escolha de um circulador de aquecimento Porque se calibram os sistemas de aquecimento?
rege-se • Para conseguir uma distribuição ideal do
• de acordo com o diâmetro nominal calor (1)
especificado (1) • O sistema deve funcionar com pouco ruído (2)
• de acordo com aspectos económicos (2) • Os pontos de consumo devem proteger-se
• de acordo com os dados do sistema (3) contra excessos e falhas de caudal (3)
• Os três pontos anteriores são importantes e
Pergunta 2: correctos (4)
Como um aumento do caudal em 100%
• reduz-se a potência de aquecimento em Pergunta 7:
cerca de 2% (1) Como se regula correctamente uma bomba
• aumenta-se a potência de aquecimento electrónica com uma altura manométrica
em cerca de 12% (2) nominal desconhecida?
• a potência de aquecimento mantém-se • Com a ajuda de outra pessoa (1)
constante (3) • Após a purga de ar e a calibragem
hidráulica (2)
Pergunta 3: • é efectuado com o valor de regulação mínimo
No caso de dúvida na escolha de um circulador da bomba (3)
• opta-se pela bomba mais pequena (1) • De modo a que o radiador no ponto mais
• opta-se pela bomba maior (2) longínquo receba energia de aquecimento
• opta-se pela bomba mais barata (3) suficiente (4)
• A regulação está concluída quando se
Pergunta 4: cumprem os pontos 1 a 4 (5)
Num sistema de abastecimento de água é
preciso dimensionar a altura manométrica de
uma bomba
• de acordo com a altura geodésica (1)
• de acordo com a pressão dinâmica mínima (2)
• a resistência nas tubagens (3)
• de acordo com os pontos 1 a 3 (4)

Pergunta 5:
Em sistemas de aquecimento é preciso
Pergunta 7: Nr. 5
Pergunta 6: Nr. 4
Pergunta 5: Nr. 3 dimensionar a altura manométrica
Pergunta 4: Nr. 4 • de acordo com a altura geodésica (1)
Pergunta 3: Nr. 1 • de acordo com a pressão dinâmica mínima (2)
Pergunta 2: Nr. 2 • a resistência nas tubagens (3)
Pergunta 1: Nr. 3
• de acordo com os pontos 1 a 3 (4)
Respostas:

56 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


SABIA QUE?

Ligação de várias bombas

Perguntas sobre os temas: Indicador de pressão diferencial


• Ligação de bombas em série
• Ligação de bombas em paralelo Controlador
• Modo de funcionamento em carga máxima com
várias bombas

Pergunta 1: Pergunta 6:
Quando duas bombas se ligam em série Como se denomina o modo de regulação no qual
• duplica a altura manométrica (1) o transmissor de sinais está montado a grande
• duplica e caudal bombeado (2) distância do equipamento de comutação?
• as variações dependem da posição das curvas • Regulação do centro gravítico (1)
características do sistema (3) • Regulação difícil (2)
• Regulação de acordo com o ponto mais
Pergunta 2: desfavorável (3)
No caso de uma ligação em série de bombas
existe o perigo Pergunta 7:
• de funcionar como gerador, ou seja a bomba O que deve considerar-se na ligação de bombas
é "empurrada" (1) em paralelo num equipamento de comutação?
• as potências das bombas auto anulam-se (2) • As bombas devem ter o mesmo tamanho (1)
• gerar um caudal insuficiente no sistema (3) • Devem ser bombas de baixa velocidade (2)
• Devem ser bombas de alta velocidade (3)
Pergunta 3:
Quando duas bombas se ligam em paralelo
• duplica a altura manométrica (1)
• duplica e caudal bombeado (2)
• as variações dependem das curvas
características do sistema (3)

Pergunta 4:
As bombas de cabeça dupla podem ser
utilizadas:
• principalmente no modo de
funcionamento/standby (1)
• principalmente no modo de funcionamento
/reforço (2)
• opcionalmente em ambos os modos
de funcionamento (3)

Pergunta 5:
A distribuição da potência requerida entre várias
Pergunta 7: Nr. 1
Pergunta 6: Nr. 3
bombas em sistemas grandes Pergunta 5: Nr. 3
• reduz os custos de funcionamento (1) Pergunta 4: Nr. 3
• aumenta a vida útil das bombas (2) Pergunta 3: Nr. 3
• as respostas 1 a 2 são correctas (3) Pergunta 2: Nr. 1
Pergunta 1: Nr. 3
Respostas:

Wilo Principios fundamentais das bombas 57


Unidades legais de medida, listagem
parcial para bombas centrífugas
Variável Símbolo Unidades legais de medida Unidades Unidades Observações
física Unidades SI Outras unidades caídas em recomendadas
legais de medida desuso
(lista incompleta)

Comprimento l m Metro km, dm, cm, m Unidade básica


mm, µm
Volume V m3 dm3, cm3, mm3, cbm, cdm, … m3
. Litro (1 l = 1 dm3)
Caudal, Q. m3/s m3/h, l/s l/s, m3/h e
Caudal V m3/s
volumétrico
Tempo t s Segundo s, ms, µs, ns, … s Unidade básica
min, h, d
Velocidade n rps rpm rpm
Massa m kg Quilograma g, mg, µg, Libra, kg Unidade básica
Ton quintal À massa de um
(1 t = 1.000 kg) produto comercial
denomina-se peso
Densidade ρ kg/m3 kg/dm3 kg/dm3 A designação “peso
e kg/m3 específico” não deve
ser utilizada porque é
ambígua (ver DIN 1305)
Força F N Newton kN, mN, µN, … kp, Mp, … N 1 kp = 9,81 N.
(= kg m/s2) A força gravítica é o
produto da massa e da
aceleração local da
gravidade
Pressão P Pa Pascal Bar kp/cm2, at, bar 1 at = 0,981 bar
(= N/m2) (1 bar = 105 Pa) m de alt.água, = 9,81 • 104 Pa
Torr, … 1 mm Hg = 1,333 mbar
1 mm alt. Água = 0,098
mbar
Energia, W, J Joule kJ, Ws, kWh, … kp m, J e kJ 1 kp m = 9,81 J
Trabalho Q (= Nm 1 kW h = 3.600 kJ kcal, cal 1 kcal = 4,1868 kJ
Quantidade de = Ws) WE
calor
Altura H m Metro M Fl. S. m A altura manométrica
manométrica é o trabalho J = N m,
exercido na unidade de
massa do líquido a
bombear dividido pelo
peso N
Potência P W Watt MW, kW kp m/s, kW 1 kp m/s = 9,81 W
(= J/s cavalo-vapor 1 CV = 736 W
= N m/s) (CV)
Diferença de T K Kelvin °C °K, deg. K Unidade básica
temperatura

58 Reservado o direito a alterações 06/2011 WILO SE


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possíveis erros. O editor está isento de qualquer responsabilidade nessa matéria, independente-
mente do modelo legal aplicado.

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5ª edição revista e actualizada 06/2011


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