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PEDAGOGIA - LICENCIATURA

LUCIANA VIEIRA DA COSTA RIBEIRO

DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA IGUALDADE DE


GÊNERO NO ESPAÇO ESCOLAR

São José dos Campos


2019
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LUCIANA VIEIRA DA COSTA RIBEIRO

DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA IGUALDADE DE


GÊNERO NO ESPAÇO ESCOLAR

Trabalho de Produção Textual Interdisciplinar Individual


apresentado como requisito parcial para a obtenção de
média semestral em todas as disciplinas.

Orientador: Profa. Cinthia Gonçalves Maziero

São José dos Campos


2019
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................4

2 DESENVOLVIMENTO...............................................................................................5

3 CONCLUSÃO............................................................................................................9

REFERÊNCIAS...........................................................................................................10
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1 INTRODUÇÃO

A produção textual abaixo trás como temática os desafios e


possibilidades d a igualdade de gênero do espaço escolar. A igualdade de gênero é
um tema que vem cada vez mais debatido, ainda assim na prática caminha
lentamente, ainda hoje é comum se ver pais moldando as crianças com simbolismo
de cor, brinquedos, roupas, esportes entre outros. Uma mudança de cenário é
diretamente ligada a como educar o jovem de forma que ele entenda a importância
do assunto. Apesar de lentamente, algumas questões desse tema já vem sendo
debatidas em escolas, entende-se que na fase de criança o gênero ainda não está
formado e desenvolver no adolescente a cultura de igualdade pode ser um dos
caminhos para criar uma sociedade mais justa e igualitária onde a mulher perca o
rótulo de servidão/submissão e o homem também deixe de ser visto como o macho
alfa, mantenedor das melhores oportunidades e também passe a respeitar as
mulheres como seres igualmente capazes e merecedores.
Observando a oportunidade de levantar o assunto na escola, a
professora Alessandra elaborou um roteiro de estudos para os professores sobre o
tema, Desafios e possibilidades da igualdade de gênero no espaço escolar. A
professora Alessandra ficou responsável por conduzir a conversa com os
professores, a partir da leitura e estudos dos materiais sugeridos pela equipe
pedagógica. O esforço educativo, as práticas, as influências, agressões são
discutidos nos espaços escolares em busca da transformação do espaço escolar e
da mudança de paradigmas, a proposta da escola é abordar a temática de forma
sociológica e não patológica como muitas escolas insiste em continuar na mesmice.
De mãos dadas em busca da qualidade e igualdade social entre alunos e alunas que
buscam confiança na escola.
Mudar mentalidades, superar o preconceito e combater a
discriminação são finalidades da campanha na escola onde vai realizar um trabalho
voltado para a questão dos direitos humanos e a valorização das diferenças. Neste
sentido, o referido trabalho busca apresentar os desafios e possibilidades da
igualdade de gênero no espaço escolar.
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2 DESENVOLVIMENTO

A história dos gêneros começa lá atrás quando os pais descobrem o


sexo do bebê, a partir desse momento uma série de rótulos já são empregados na
vida daquela criança sem ao menos ela ter nascido. E daí pra frente a coisa vai
criando proporções, de uma forma visível a sociedade impõe para a criança alguns
rótulos que ela vai carregar para o resto da vida. De uma forma clara, porém as
vezes imperceptíveis (por inobservância) os brinquedos das meninas são bonecas,
fogãozinho, miniaturas de objetos de limpeza doméstica, já os meninos por outro
lado, estão rodeados por bolas, carrinhos, arco e flecha. Mas porque os brinquedos
das crianças são separados por gêneros? Porque a sociedade assim o faz! Sem
perceber a criança vai enraizando aquela cultura e carregando aqueles
ensinamentos durante a sua trajetória.
Desde os primórdios da humanidade mulheres e homens são
tratados de forma diferentes, na fase adulta, a mulher recebe a atribuição de cuidar
do lar, filhos e marido, já o homem tem a obrigação de custear o lar, alimentar
esposa e filhos. A igualdade gênero no Brasil ainda está distante de ter um universo
de igualdade, falta homens e mulheres entenderem que ambos têm acesso aos
mesmos direitos, desfazer a cultura machista e patriarcal.
A desigualdade de gênero é ainda mais visível em mulheres de
baixa renda, existe muito preconceito, principalmente em regiões de mais dificuldade
econômica e social. O trabalho de empoderamento feminino tem como base a
educação, é um trabalho que renderá frutos na próxima geração, mas para que isso
ocorra é primordial lutar por políticas públicas que abrace essas mulheres de baixa
renda para que sejam relativas tanto ao empoderamento econômico quanto ao
social, é possível sim que a mulher tenha mais espaço em relação a igualdade de
gênero. Nessa seara a educação realmente é a base, se essas mudanças forem
aplicadas desde a primeira infância a sociedade terá homens melhores que
entenderão melhor como funciona essa igualdade.
Pesquisas mostram que atingir o patamar da igualdade de gêneros
pode demorar até cem anos, mas existe o caminho das políticas afirmativas, cotas,
pois elas são absolutamente fundamentais, elas são o processo transitório para
corrigir desigualdades, cotas não são definitivas, elas veem para ajudar e
proporcionar as mesmas oportunidades para as pessoas. Além disso, tanto empresa
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como instituições públicas, como instituições de apoio a mulher devem trabalhar


todas juntas para buscar que as mulheres tenham as mesmas oportunidades. Não
esta se falando sobre supremacia feminina e sim igualdade de direitos, direitos
humanos. É preciso mesmo em 2019 pedir e clamar para que as mulheres tenham
os mesmos direitos que os homens, ainda são poucos os casos de liderança
feminina, poucas mulheres na política. Pesquisas mostram que se tem poucas
mulheres em ambientes de poder, o que é preciso fazer é um movimento colocando
o tema em evidência, estimular o desenvolvimento de políticas afirmativas e acima
de tudo que cada um faça seu papel para que essa situação não leve mais de cem
anos para ser mudada.
A igualdade de gêneros não pode ser encarada como uma batalha,
mas sim como uma jornada que deve ser vista com serenidade, sem brigas, mas
mostrando o que cada gênero tem a portar de positivo pro prol comum. Tem se visto
muito mais as mulheres lutando e ajudando outras mulheres sem que haja um
excesso do universo que pode gerar uma aversão maior. Cada um tem a
responsabilidade de promover um ambiente com mais equidade e igualdade para
todos. Para isso é preciso de cinco características, são elas: Consciência, intenção,
vontade, compromisso e coragem. Tem que ter muita coragem para mudar
comportamentos, principalmente aqueles cheios de preconceito e vieses, é preciso
combater o preconceito o tempo inteiro, só assim é possível promover uma mudança
de dentro pra fora e posteriormente mudar o que está em sua volta. Não existe uma
mudança de fora pra dentro, e só existe mudança quando se vive uma experiência
diferente. Não é possível ter empatia se não viver a experiência do próximo.
Quando se fala na questão de gênero e diversidade sexual na
escola, é necessário também elaborar reflexões sobre conceitos e pré-conceitos.
Não há um padrão de comportamento sexual considerado ideal ou melhor, segundo
o caderno de sexualidade, a educação deve garantir o acesso e a permanência dos
sujeitos da diversidade da escola pública, refletir sobre questões como preconceito e
desigualdade em relação a orientação sexual e discutir os conhecimentos sobre
saúde, prevenção e direitos sexuais e reprodutivos da juventude.
O Plano Nacional de Educação (PNE) é o documento que segundo
Azevedo, Costa e Paiva (2015) serve de base para as diretrizes da educação
brasileira. Determinando diretrizes, metas e estratégias para a política educacional,
elencando valores como a promoção humana e buscando a erradicação do
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analfabetismo.
Sabe-se, que muitos professores ainda não estão preparados para
lidar com o assunto, porque não receberam formação adequada ou informação
sobre a desigualdade de gêneros. Na sala de aula, no pátio da escola, existem
muitos casos de agressões contra garotos e garotas. Nesse sentido, seria ideal fazer
uma campanha com a parceria da escola com a comunidade, diretores,
supervisores, técnicos, orientadores, alunos, professores, funcionários para a
discussão e planejamento das ações que serão importantes para o sucesso do
projeto de igualdade de gêneros. Em seguida, todo o grupo deve realizar um estudo
relacionando conteúdos sobre o assunto. Mesmo a igualdade de gênero ser uma
questão discutida pela sociedade contemporânea, as medidas técnicas inda são
pouco praticadas, principalmente no ambiente escolar.
Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela agência Énóis
Inteligência Jovem, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog e o Instituto Patrícia
Galvão, revelou que 39% das jovens mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de
preconceito na escola ou faculdade relacionado ao seu gênero.
A educação se constitui de suma importância no processo de
socialização e formação humana, podendo ser determinante na construção de
consciências críticas ou podendo também reproduzir ideologias dominantes, que
tem como fator preponderante as relações de exploração e opressão. Desta
forma, a escola, assim como, outras instituições como família e a igreja, contribuem
para o desenvolvimento do processo de consciência e devem contribuir para a
formação de cidadãos mais éticos. Cabendo a escola não apenas o processo de
ensinar a ler ou escrever, mais também auxiliar no desenvolvimento crítico do ser
humano, contribuindo para eliminação de todas as formas de preconceito.
A Constituição Federal Brasileira estabelece no seu artigo 5°:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer


natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Isso é o que a legislação prega, porém sabe-se que na realidade é bem diferente. O
enrijecimento cultural trás consigo a dificuldade em aceitar a igualdade de gêneros e
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também sexual. Sabe-se que o gênero de alguém não está diretamente relacionado
ao seu sexo, após anos de luta para atendimento da Constituição foi conquistado o
direito de casamento entre pessoas do mesmo sexo, elas por direito podem constituir
família através do processo legal de adoção, em determinadas lojas em shoppings já
não existe mais provadores masculinos e femininos. Isso mostra que a evolução está
caminhando. O processo de evolução faz parte do ciclo natural da vida, existe sim
muito trabalho a se fazer pela frente e o papel de cada um é participar e apoiar a
mudança.
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3 CONCLUSÃO

O compromisso com a solidariedade e a afirmação de valores são


itens fundamentais para o sucesso dos objetivos, visando o compromisso da família,
da escola e da sociedade. Vimos que ao longo do trabalho a escola deve e precisa
desenvolver um trabalho de ampla amplitude relacionada a Desigualdade de
Gênero. É chegada a hora de superar fronteiras na construção de relações de
confiança na humanidade.
A singularidade que permite essa construção é dada por sua
constituição histórica peculiar no campo cultural. O que se almeja, portanto, ao tratar
sobre a desigualdade de gêneros na escola, foi justamente despertar para acentuar
atitudes positivas e humanamente dignas de manifestação. Com o passar o tempo,
esses estudos e ensinamentos aprimoraram-se. Hoje sabe-se que a parceria e
sinergia entre a família e as escolas nos quais as crianças passam grande parte do
tempo são essenciais. Essas foram entendendo e interligando o lazer à cultura e
aprendizado intelectual, percebendo a importância desses componentes à formação
dos mesmos.
A divulgação de políticas igualitárias faz-se muito útil e necessário,
uma vez que implica nos fundamentos de aprendizado e desenvolvimento infanto-
juvenil, e que acarretará em consequências muito positivas caso todas as escolas o
implantem e o sigam de forma responsável e coerente. É um avanço para o Brasil o
levante desse tema em escolas, uma vez que torna como um direito e dever de toda
criança se sentir bem na escola (que é onde ela passa parte do seu tempo) sem
sofrer julgamentos ou represálias.
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REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Aline P; COSTA, Ana M. M; PAIVA, Pedro H. A. da S. GÊNERO E


SEXUALIDADE NO P.N.E. (2014-2024): discursos e sujeitos no contexto
mossoroense. II Congresso Nacional de Educação. Mossoró, 2015.

BRANQUINHO, Livia Alves. A Prática da Pedagogia da Educação Atual. 2012.


Acessado em: 24 de outubro de 2019. Disponível em:
http://meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/a-pratica-pedagogica-educacao-
atual.htm

BRASIL. Emenda constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. Diário


Oficial da União, Brasília, 24 de outubro de 2019, Seção 1, p. 8. Disponível
em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>.Ac
esso em 22/10/2018

CISNE, Mirla. Gênero, divisão sexual do trabalho e Serviço Social. 2ª ed. São
Paulo: Outras expressões, 2015.

GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas,


2000

GUIMARÃES,I. Educação sexual na escola. Mito e realidade. Campinas: Mercado


de Letras,1995.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS.2. Pluralidade cultural.3. Educação


sexual-

PILETTI, N. Sociologia da educação. 18ª ed. São Paulo: Ática, 2001.

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TUCCI CARNEIRO,M.L.O anti-semitismo na era Vargas:fantasmas de uma


geração(1930-1945).São Paulo:Brasiliense, 1988.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para


apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 2012.

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