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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

NOTAS DE
AULA:
INSTALAÇÕES
HIDRÁULICAS
PREDIAIS

Prof. Marconi Fonseca de Moraes

Atualizada em: 16-09-2013

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 1


ÍNDICE

Capítulo 1 – Conceitos Básicos 4


1.1 – Força, pressão e perda de carga 4
1.2 – A água 12

Capítulo 2 – Instalações prediais de água fria 15


2.1 – Introdução 15
2.2 – Instalações prediais de água fria 42

Capítulo 3 – Esgoto 63
3.1 – Efluentes de esgotos 63
3.2 – Esgotos pluviais 63
3.3 – O caminho percorrido pelos esgotos 63
3.4 – Como funciona uma ETE? 67
3.5 – Instalações prediais de esgotos sanitários 67
3.6 – Aparelhos sanitários, desconectores e ralos 67
3.7 – Instalação primária e secundária de esgotos 68
3.8 – Ramal de descarga, ramal de esgoto, tubo de queda e subcoletor 69
3.9 – Tubo ventilador, coluna de ventilação e ramal de ventilação 70
3.10 – Caixas de distribuição e caixas de inspeção 70
3.11 – Fossa séptica 71
3.12 – Dimensionamento das canalizações de esgoto 77
3.13 – Coletores prediais e subcoletores 79
3.14 – Tubos de queda 80
3.15 – Ramais de esgoto e de descarga 81

Capítulo 4 – Águas Pluviais 82


4.1 – Por que coletar as águas pluviais 82
4.2 – Telhado, água, beiral e platibanda 82
4.3 – Caixas de areia, calhas e condutores 83
4.4 – Fenômenos que ocorrem nos tubos verticais de águas pluviais 84

Capítulo 5 – Água Quente 86


5.1 – Generalidades 86
5.2 – Modalidades de instalação de aquecimento de água 86
5.3 – Consumo de água quente 87
5.4 – Vazão das peças de utilização 87
5.5 – Funcionamento das peças de utilização 87
5.6 – Pressões mínimas de serviço 88
5.7 – Pressão estática máxima 88
5.8 – Velocidade máxima de escoamento da água 88
5.9 – Perdas de carga 89
5.10 – Diâmetros mínimos dos sub-ramais 89
5.11 – Produção de água quente 89
5.12 – Tipos de aquecedores elétricos 91
5.13 – Aquecimento com gás 96
5.14 – Instalação central de água quente 97
5.15 – Aquecedores com energia solar 98

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Capítulo 6 - Instalações de Proteção e Combate a Incêndio 102
6.1 – Generalidades 103
6.2 – Classes de incêndio 103
6.3 – Natureza da instalação de combate a incêndio relativamente ao material incendiado
103
6.4 – Classificação das edificações 107
6.5 – Instalações de combate a incêndio com água – caracterização dos sistemas empregados
108
6.6 – Instalação no sistema sob comando com hidrantes 114
6.7 – Escolha da mangueira 120
6.8 – Canalização preventiva e rede preventiva 120
6.9 – Casos especiais de instalação 120
6.10 – Especificações dos materiais da rede de incêndio 126
6.11 – Sistemas de chuveiros automáticos 126

Referências Bibliográficas 135

Anexos 136
Tabela 1. Tabela de multiplicações 137
Tabela 2. Perdas localizadas expressas em diâmetros de canalização retilínea
Comprimentos equivalentes 144

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CAPÍTULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS

1.1 – FORÇA, PRESSÃO E PERDA DE CARGA:

1.1.1 – Força
Muitas pessoas confundem peso e pressão. Veremos agora que peso e pressão são duas
coisas bem diferentes.
Para que possamos levantar uma caixa, ou mesmo, empurrar um carro emperrado, temos que
realizar um determinado esforço. A este esforço muscular aplicado, nós denominamos “força”.
Essa força poderá ser maior ou menor, dependendo do “tamanho” do esforço que teremos
que fazer como, por exemplo, para empurrar um carro ou uma motocicleta.
Dessa forma, entendemos que as forças, dependendo de cada caso, variam de intensidade,
isto é, podem ser pequenas ou grandes.

Figura 1.1

1.1.1.1 - Como medir uma força


Assim como expressamos as medidas de comprimento em metros, a de tempo em horas ou a
de volume em m³, dizemos que as forças podem ser medidas em quilograma-força ou kgf.
Popularmente é muito comum dizermos “quilo” para as coisas que queremos pesar.
Os pesos dos objetos também são forças com que a terra os atrai para si. Sua unidade de
medida, portanto, é também o quilograma-força.

Figura 1.2

1.1.2 – Pressão
Definido o que é uma força, passemos a conceituar o que vem a ser Pressão.
Você já imaginou se lhe pedissem para deitar sobre uma cama cheia de pregos como se fosse
um faquir?

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Figura 1.3

Evidentemente você, caso tentasse, não poderia suportar a dor em seu corpo e pularia
rapidamente para fora.
No entanto, ao deitar-se em seu colchão, isto não ocorre.

Figura 1.4

Podemos explicar este fato, dizendo que: “O efeito que uma força produz depende sempre
da superfície de contato sobre a qual ela é aplicada”.
A este efeito, nós denominamos de pressão.
Neste caso, o que ocorre, é que seu peso se distribui entre as pequenas superfícies dos
pregos, resultando em uma grande pressão sobre o seu corpo.
Na cama, as superfícies de contato com seu corpo são grandes. Como conseqüência, a
pressão torna-se pequena.

1.1.2.1 - A pressão em hidráulica

Figura 1.5

A água contida em tubo contém peso, o qual exerce uma determinada pressão nas paredes
desse tubo. Qual é essa pressão?
Olhando para o desenho acima, nos perguntamos:
Em qual dos dois tubos, A ou B, é exercida a maior pressão sobre o fundo dos mesmos?
A primeira idéia que nos vem à cabeça é a de responder que no tubo A, a água exerce a
maior pressão sobre o fundo.
No entanto, se ligarmos os dois tubos por outro menor, observaremos que os níveis
permanecem exatamente os mesmos. Isto significa: se as pressões dos tubos fossem diferentes, a
água contida no tubo A empurraria a água do tubo B transbordando-o.

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Figura 1.6

As pressões, portanto, são iguais em ambos os tubos!


Absurdo? Não! É isto mesmo o que ocorre na prática. Essa experiência é chamada de
Princípio dos vasos comunicantes.
Agora, se adicionarmos água no tubo A, inicialmente ocorre um pequeno aumento da altura
hA.

Figura 1.7

O nível do tubo A, então, vai baixando aos poucos. Com a adição de água, houve um
aumento de pressão no fundo do mesmo, a qual tenderá a se igualar com a pressão exercida pela
água do tubo B.
Por estas experiências concluímos:
1. A pressão que a água exerce sobre uma superfície qualquer (no nosso caso, o fundo e as
paredes dos tubos), só depende da altura do nível da água até essa superfície.

Figura 1.8

2. Níveis iguais originam pressões iguais. A pressão não depende da forma do recipiente. Nos
prédios, o que ocorre com a pressão exercida pela água nos diversos pontos das
canalizações, é o mesmo que nos dos exemplos anteriores. Isto é: A pressão só depende da
altura do nível da água desde um ponto qualquer da tubulação, até o nível d’água do
reservatório.

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Figura 1.9

Se altura for grande, a pressão é grande. Se diminuirmos altura, a pressão diminui.

Figura 1.10

1.1.2.2 - Como podemos medir a pressão


As forças são expressas em kgf (quilograma-força). As pressões são medidas em kgf/cm²
(quilograma-força por centímetro quadrado).
Há outras formas, no entanto, de expressarmos as medidas de pressão: Uma delas, também
bastante usual, é o m.c.a. (metro de coluna d’água).
Atualmente no Brasil, por decreto, a unidade de pressão deve ser de acordo com o sistema
internacional de medidas (SI). Neste sistema, a unidade de pressão é o Pascal, cujo símbolo é o Pa.

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Figura 1.11

Equivalência: 1kgf/cm² é a pressão exercida por uma coluna de água de 10 metros de altura.
Podemos, então, afirmar que: 1kgf/cm² = 10 m.c.a. = 98.100 Pa.

Figura 1.12

Se você mora em um edifício de 10 andares e alguém lhe pede para medir a pressão na
torneira do seu lavatório. Como você poderia realizar a medição?
Simples! Bastaria substituir a torneira do lavatório por um manômetro e efetuar a leitura.
Você poderia saber qual é exatamente a diferença existente entre o nível da torneira e o da
caixa d’água?
Sim. Procedendo a leitura do manômetro. Se este manômetro indicar, por exemplo,
2kgf/cm², isto vai significar que esta altura é de 2kfg/cm² x 10. Ou seja, 20 metros de coluna
d’água, isto é, 20 metros de desnível.

1.1.3 - Perda de carga


Até agora falamos e, inclusive demonstramos, que a pressão só varia se variamos a altura da
coluna de água.
Como se explica, então, o fato de que podemos aumentar a pressão, em um chuveiro, por
exemplo, simplesmente aumentando o diâmetro da tubulação que abastece este chuveiro?
Vejamos:
Vamos imaginar que a água que escoa em um tubo seja composta de minúsculas bolinhas.

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Figura 1.13

Verificações práticas, mostram que o escoamento dos líquidos nas tubulações pode ser
turbulento. Isto é, com o aumento da velocidade, o líquido passa a se comportar de forma agitada
causando grandes choques entre as suas partículas.
Além desses choques, verifica-se que ocorrem também atritos entre cada uma dessas
partículas e suas vizinhas, durante o escoamento.
Esses atritos, assim como os choques, causam uma resistência ao movimento, fazendo com
que o líquido perca parte da sua energia. É o mesmo que dizer: “o líquido perde pressão”.
Isto ocorre, em grande parte, devido à rugosidade das paredes da tubulação, ou seja:
“Quanto mais rugoso for o material do tubo maior será o atrito interno, assim como maiores serão
os choques das partículas entre si.

Figura 1.14 - Tubo Rugoso = Grandes atritos e choques

“Consequentemente, a perda de energia do líquido será maior”.

Esta perda de energia, que se traduz em forma de perda de pressão é o que nós denominamos
de “perda de carga”. Daí, a grande vantagem em se utilizar materiais mais lisos em tubulações,
como é o caso do PVC.

Figura 1.15 - Tubo Liso = Pequenos atritos e choques

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1.1.3.1 - Perda de carga localizada
Nos casos em que a água sofre mudanças de direção, como por exemplo, em joelhos,
reduções, tês, ou seja, em que ela passa por conexões ou registros, ocorre ali uma perda de carga
chamada de localizada.
Isto é fácil de entender, se pensarmos que nesses pontos há uma grande turbulência
concentrada, a qual aumenta os choques entre as partículas da água.
É por isto que, quanto maior for o número de conexões de um trecho de tubulação, maior
será a perda de pressão ou perda de carga nesse trecho, diminuindo a pressão ao longo da rede.

Figura 1.16

Exemplo:

Observe a figura abaixo e responda.

1. Supondo-se que o registro esteja fechado, em qual nível que estará à água no tubo (1)?
A.( )
B.( )
C.( )

Resposta: Pelo princípio dos vasos comunicantes o nível da água do tubo (1) estando o registro fechado,
estará no mesmo nível da água do reservatório, ou seja, na letra B.

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2. Abrindo-se o registro, o nível da água irá para:
A.( )
B.( )
C.( )

Resposta: Se o registro for aberto, ocorrerá um movimento da água pelo tubo e, conseqüentemente
haverá choques e atritos entre as partículas da água entre si e com as paredes da tubulação. Em outras palavras,
haverá uma perda de carga na rede. Isto ocorrendo a pressão tenderá a diminuir no ponto D, reduzindo-se
então o nível da água do B para o ponto C. Ou seja, o nível da água, baixará para o ponto C.

Resumindo Temos Maiores comprimentos de tubos

Maior número de conexões + + -

Perda
Tubos mais rugosos de carga
Atritos e Pressão

Choques
Menores diâmetros

Isto significa que se diminuirmos o diâmetro do tubo ED do exemplo anterior haverá uma
diminuição da pressão no ponto D.
Sim, haverá porque a perda de carga será maior.
Acreditamos agora, que esteja respondida a pergunta feita no início.

Isto é, podemos fazer com que a pressão existente em um chuveiro seja aumentada, se
aumentarmos o diâmetro dos tubos que o alimentam.

1.1.3.2 - Pressão estática, pressão dinâmica e pressão de serviço


Você deve ter observado que existe uma grande diferença entre as pressões nos tubos, se as
medirmos com a água parada (estática) ou com a água em movimento (dinâmica).
No primeiro caso, dizemos que a pressão chama-se pressão estática.
No segundo caso, com a água em movimento, a pressão é denominada de pressão
dinâmica.
A pressão de serviço é a pressão máxima a que podemos submeter um tubo, conexão,
válvula, registro ou outro dispositivo, quando em uso normal.

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1.2 - A ÁGUA

1.2.1 – Histórico

Figura 1.17
A história nos mostra que os primeiros homens
procuravam viver próximo as fontes de água e já estudavam meios de
trazê-la as povoações, cada vez maiores.
Os povos antigos, como os romanos, levavam água em
aquedutos à cidade. No tempo dos Césares, Roma possuía mais de 900
piscinas particulares, algumas para até 3000 pessoas.
Um dos mais famosos aquedutos é o de Segóvia, na
Espanha, com mais de 2000 anos de idade, feito de 177 arcos de
quadras de granito. As pedras foram trazidas prontas e montadas sem
argamassa e, até hoje, não apresentam um só vazamento. A sua extensão
é de 13 km atravessando um rio a 32m de altura.
Os antigos chineses, egípcios e árabes já conheciam
encanamentos de manilhas enterradas. Os árabes até filtravam a água
por meio de filtros da pedra.

Figura 1.18 a - Após a guerra dos 30 anos, o hábito de tomar banho caiu de moda, voltando somente
na Idade Média, com Carlos, o Grande. A figura mostra um banheiro da época.

Figura 1.18 b - A figura mostra um banheiro, com fogão, para água quente, de Roma, do ano 75
depois de Cristo

1.2.2 - Importância da água


A água sempre teve um papel de grande importância na sobrevivência e na evolução do
homem.
Na sobrevivência, porque sem ela não existiria vida animal ou vegetal sobre a Terra. Basta
dizer que o corpo do homem é constituído 70% de água.
Na evolução, porque ela é elemento fundamental para o desenvolvimento da qualidade de
vida do homem.

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Figura 1.19 a Figura 1.19 b

Ela é responsável pela higiene e limpeza de cada um; tem larga aplicação na indústria; é
utilizada para irrigação dos campos; é usada em barragens para geração de energia elétrica; é o
principal meio para o combate a incêndios. Enfim, é parte vital, em todos os sentidos, no nosso
meio de vida.
A qualidade de vida resulta das condições de alimentação, transporte, moradia, assim como
do abastecimento de água da população, e implica em melhores ou piores níveis de saúde. Daí a
grande importância do abastecimento de água, bem como das condições em que são eliminados os
esgotos.

1.2.3 - A importância sanitária da água


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde do seguinte modo:
“É um estado de completo bem estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de
doença ou enfermidade.”
Ocorre uma enorme relação entre a água e a saúde, pois, ainda segundo a OMS, cerca de 81
casos de doenças, em um total de 100, têm como origem a água.
Uma instalação mal projetada ou mal executada poderá ocasionar riscos à saúde, através da
contaminação ou introdução de materiais indesejáveis na água.
Sendo assim, a existência de água em quantidade e qualidade suficiente para as atividades
humanas, é condição básica para o melhoramento e/ou manutenção da saúde.

1.2.4 - O caminho percorrido pelas águas


A maioria das pessoas desconhece o longo caminho percorrido pela água até chegar as suas
torneiras.
A água, antes de chegar aos reservatórios das nossas casas, é captada na superfície
(barragens, rios ou lagos). Passa, então, por uma série de etapas de tratamento, com o objetivo de
purificá-la para o consumo. Existem também outras formas de captação de águas, como por
exemplo, poços artesianos ou fontes. Essas águas subterrâneas, normalmente, por não estarem
poluídas em seu estado natural, dispensam maiores tratamentos.
As águas retiradas das superfícies são tratadas nas chamadas ETAs (Estações de Tratamento
de Água). Podemos dizer que essas etapas de tratamento consistem em quatro fases básicas:
coagulação, decantação, filtração e desinfecção, como mostra o desenho.

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Figura 1.20

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CAPÍTULO 2 – INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA FRIA

2.1 – INTRODUÇÃO:

2.1.1 - INTERAÇÃO ENTRE OS DIVERSOS SISTEMAS EM EDIFICAÇÕES:


Edificações ou “construções consideráveis”, seja qual for o “edifício” (casa, templo, escola,
hospital, shopping center, teatro, monumento, e outros), é constituída de formas, espaços e materiais
que compõem os diversos sistemas (arquitetônicos, estruturais, vedação, instalações de água e
esgotos, instalações de prevenção, detecção, alarme e combate à incêndio, impermeabilização,
instalações elétricas, instalações de ar condicionado, instalações mecânicas, intercomunicações,
telecomunicações, sinalizações, entre outros);
Cada um deles constitui uma unidade individual, independente, interdependente, dinâmica,
complexa e harmônica. Os sistemas existentes em uma edificação devem operar perfeitamente e até
mesmo funcionar simultaneamente.
Em resumo, tem que existir harmonia a fim de que um sistema não interfira negativamente
no outro, e sim o complemente.
O Engenheiro e o Arquiteto ao conceber, criar e projetar, tem que prever a harmonização e
viabilidade de todos os sistemas que existirão na edificação, não esquecendo os parâmetros de
economia, funcionalidade, higiene, conforto e segurança.
Deve visualizar no espaço a “máquina de morar” e ou produzir, não só na fase de projeto, mas
também, nas seguintes de construção, operação e manutenção.
A ABNT elaborou a NBR 5674/AGO/2012 – Manutenção de edificações – Procedimento, bem
como a NBR 14037/AGO/2011 - Manual de operação, uso e manutenção das edificações –
Conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação.

2.1.2 - ESQUEMA DE CITAÇÃO DAS FONTES:


F 0l – MACINTYRE, Archilbald Joseph. Manual de Instalações Hidráulicas e Sanitárias, 1a
ed., Guanabara, 1990.
F 02 – MACINTYRE, Archilbald Joseph. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais, 3 a
ed., Livros Técnicos e Científicos, 1996.
F 03 – CREDER, Hélio. Instalações Hidráulicas e Sanitárias, 5a ed., Livros Técnicos e
Científicos, 1991.
F 04 - NBR-5626/SET/1998 – Instalação Predial de Água Fria.
F 05 - NBR-7198/SET/1993 – Projeto e Execução de Instalações Prediais de Água Quente –
Procedimento.
F 06 - NBR-13.714/JAN/2000 – Instalações Hidráulicas contra Incêndio, sob comando, por
hidrantes e mangotinhos – Procedimento.
F 07 - NBR-5626/1982 – Instalação Predial de Água Fria. DESATUALIZADA.
F 08 - NBR 15099/SET/2004 – Aparelhos sanitários de material cerâmico – Dimensões
Padronizadas. CANCELADA EM 03/01/2011. SUBSTITUÍDA POR ABNT 15097-1:2011
ABNT 15097-2:2011.
F 09 – NBR 14037/JUL/2011 – Manual de operação, uso e manutenção das edificações –
Conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação.
F 10 - NBR 5648/JAN/2010 – Sistemas prediais de água fria – Tubos e conexões de PVC
6,3, PN 750 kPa, com junta soldável – Requisitos.
F 11- NBR 5688/JUN/2010 – Sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e
ventilação – Tubos e conexões de PVC, tipo DN – Requisitos.
F 12 - NBR 5580/JAN/2007 - Tubos de Aço Carbono para usos comuns na condução de
fluidos – Requisitos, ensaios e Ementa n.º 1º de Dezembro 2002.
F 13 - NBR 13206/MAI/2010 – Tubo de Cobre leve, médio e pesado sem costura, para

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condução de água e outros fluidos - Especificação.
F 14 - NBR 5645/FEV/1990 - Tubo Cerâmico para canalizações. VERSÃO CORRIGIDA
1991.
F 15 - NBR 8889/JUN/1985 – Tubo de Concreto Simples, de seção circular para esgoto
sanitário. ESTÁ CANCELADA E NÃO POSSUI SUBSTITUÍDA.
F 16 - NBR 9794/ABR/1987 – Tubo de Concreto Armado de Seção circular para água
pluviais. CANCELADA EM 01/05/2003. SUBSTITUÍDA POR ABNT 8890:2003.
F 17 – NBR 14724/MAR/2011 – Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos –
Apresentação.
F 18 – NBR 14645/2005 – Elaboração do “como construído” (as built) para edificações.
Parte 1: Levantamento panialtimétrico e cadastral de imóvel urbanizado com área até
25.000m², para fins de estudos, projetos e edificações.
F 19 – NETTO, Azevedo. Manual de Hidráulica, 8ª ed., Edgard Blücher, 1998.
F 20 -TANAKA, Takudy. Instalações Prediais Hidráulicas e Sanitárias,1ª ed., Livros
Técnicos e Científico - 1986.
F 21 -GONÇALVES, Orestes M. “et alli”, Execução e Manutenção de Sistemas Hidráulicos
Prediais, 1ª ed., Pini, 2000.
F 22 - BOTELHO, Manuel “et alli”. Instalações Hidráulicas Prediais Feitas Para Durar -
Usando Tubos de PVC, 1ª ed., Pro Editores, 1998.
F 23 - GOMES, Ary. Sistemas de Prevenção Contra Incêndio, 1ª ed., Interciência, 1998.
F 24 - SILVA TELLES, P.C. Tubulações Industriais – Materiais, Projeto, Montagem, 10ª
ed., Livros Técnicos e Científicos, 2001.
F 25 - _______________ Materiais para Equipamentos de Processo, 5ª ed., Interciência,
1994.
F 26 - COOLEY, David; SACCHETTO, Luiz P. M. Válvulas Industriais, Interciência,
1986.
F 27- Lei nº 8666 de 21de junho de 1993 – Regulamenta o Art. 37, Inciso XXI, da
Constituição Federal, institui normas para Licitações e Contratos da Administração Pública
e dá outras providências.
F 28 - NBR 5674/AGO/2012 – Manutenção de Edificações – Procedimento.
F 29 – TOMAZ, Plínio. Previsão de Consumo de Água – Interface das Instalações Prediais
de Água e Esgoto com os Serviços Públicos, Navegar Editora, 2000.
F 30 – CARVALHO JUNIOR, Roberto de. Instalações hidráulicas e o projeto de
arquitetura, Blücher, 2007.
F 31 – NBR 13523/2008 – Central predial de gás liquefeito de petróleo
F 32 – NBR 13932/1997 – Instalações internas de gás liquefeito de petróleo (GLP) – Projeto
e execução. CANCELADA EM 29/10/2007. SUBSTITUÍDA POR ABNT 15526:2007.
F 33 – Pr 02:136.01.001/06 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos - Partes.

2.1.3 - ABREVIATURAS:
Art. = Artigo da Lei
C. = Coluna da Tabela de Multiaplicações
D. = Desenvolvimento
D.B. = Dados Básicos para o Dimensionamento.
E. = Exemplo de Aplicação.
F. = Fonte de Consulta
F.C. = Fonte Conceitual.
Fig. = Figura.
F.T. = Fonte de Tabela.
H. = Hipótese mais Desfavorável de Funcionamento.

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I. = Item.
N. = Nota Conceitual.
P. = Página.
S. = Seção de Norma Técnica Brasileira.
T. = Tabela.
T.M.A.= Tabela de Multiaplicações.
V. = Verificação.

2.1.4 - TUBOS:
F.C.:1: PVC Rígido - P 275 a 276. I 10.2.4.
- P 292 a 301. I 10.3.5.
Aço - P 267 a 270. I 10.2.1.
- P 279 a 280. I 10.3.1.
Cobre - P 276 a 277. I 10.2.5.
- P 280 a 283. I 10.3.2.
Ferro Fundido - P 270 a 275. I 10.2.2.
- P 283 a 292. I 10.3.3.
Cimento Amianto- P 277. I 10.2.6.
2: Aço Carbono - P 673 a 676. I 15.2.1.
- P 683 a 684. I 15.3.1.
Ferro Fundido - P 677 a 681. I 15.2.2. e 15.2.3.
PVC Rígido - P 681 a 682. I 15.2.4.
- P 692 à 693. I 15.3.4.
Cobre - P 682 I 15.2.5.
- P 684 a 692. I 15.3.2.
Cimento Amianto- P 683. I 15.2.6.
Polipropileno - P 692. I 15.3.4.
3: Plástico - P 299 a 321. I 4.1.
Aço galvanizado - P 346 a 36l. I 4.3
Cobre - P 362 a 369. I 4.5.
Ferro fundido - P 334 a 346. I 4.2.
Chumbo - P 362. I 4.4.
Cimento amianto - P 369 a 374. I 4.6.

2.1.4.1 - TUBOS:
2.1.4.1.1 - Definição: Condutos fechados, destinados principalmente ao transporte de fluidos a
maioria apresenta-se com seção circular e como cilindros ocos.
2.1.4.1.2 - Tubulação: um conjunto de tubos e de seus acessórios.
2.1.4.1.3 - Necessidade da existência dos tubos: decorre principalmente do fato do ponto de
geração ou de armazenamento dos fluidos estar, em geral, distante do ponto de utilização.
2.1.4.1.4 - Importância: Representa em valor 50 a 70% de todos os equipamentos de uma indústria
de processamento. 15 a 20% do custo total da instalação.
2.1.4.1.5 – Terminologia:
a- Na prática: Tubos ou canos = Condutos Rígidos
Tubos flexíveis = Mangueira e mangotes
b- Copant: "Tubos para condução" = destinados ao transporte de fluídos = "Pipe"

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 17


"Tubos" = Qualquer outra finalidade = "Tubing"
2.1.4.1.6 - Principais Materiais Para a Fabricação de Tubos:
N: Os nomes dos materiais escritos em MAIÚSCULA e NEGRITO são os mais utilizados, no
Brasil, para Instalações Hidráulicas Prediais.

Preto
AÇO CARBONO – “Carbon Stell” GALVANIZADO

FERRO FUNDIDO – “Gray Cast Iron” CINZENTO


Ferrosos Nodular ou Dúctil
Ferro Forjado – “Wrought Iron”
Aços Liga – “Low Alloy Steel”
Aços Inoxidáveis – “Stainless Steel”
Tubos Metálicos

COBRE
Chumbo
Alumínio
Latão - Brass
Não Ferrosos Bronze
Metal Monel
Cupro Níquel
Níquel
Titânio, Zirconio, etc.

Chumbo, estanho
Materiais Plásticos
Tubos Metálicos com revestimento contra Corrosão Tubos de aço com Borracha
revestimento de Vidro, Porcelana
Concreto, etc.

CLORETO DE POLIVINIL – PVC


POLICLORETO DE VINILA CLORADO – CPVC
Materiais Plásticos POLIPROPILENO – PP
Acetato de Celulose, Teflon
Polietileno, Poliestireno
Epoxi, Poliesteres, etc.
Tubos Não Metálicos CERÂMICO
CERÂMICO VITRIFICADO
CONCRETO SIMPLES
CONCRETO ARMADO
CIMENTO AMIANTO
Borracha
Vidro
Porcelana
2.1.4.1.7 - Processos de fabricação de tubos:

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 18


Laminação (Rolling) – Aço Carbono, aços liga, aços inoxidável
Tubos sem costura Extrusão (Extrusion) – Plástico, Chumbo, Alumínio, Cobre, Latão,
Bronze
(Seamless Pipe) Fundição (Casting) – Ferro Fundido, Vidro, Porcelana, Barro Vitrificado,
Concreto.
Forjagem (Forging) Raro – Alta Pressão

Welded pipe – Fabricação por solda – Welding: Maior importância 2/3


Tubos com costura Aços carbono, aço liga, aço inox.
Qualidade inferior ao sem costura. Rebitados

2.1.4.1.8 - Meios de Ligação dos Tubos:

Ponta e Bolsa
Rosca
Flange
Solda
Outros.

F 24. 3.1; 3.2; 3.3; 3.4; 3.8: a) e b); 3.9; 3.10.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 19


Figura 2.1

ROSCA
PONTA E BOLSA

FLANGE

SOLDA

F 24. 3.1; 3.2; 3.3; 3.4; 3.8: a) e b); 3.9; 3.10.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 20


2.1.4.1.9 - Seleção do material adequado depende:

Pressão de trabalho
Temperatura de Trabalho
Natureza do fluido conduzido - corrosão e contaminação
Custo
Grau de segurança da instalação
Sobrecargas externas
Resistência ao escoamento - Perda de carga
Possibilidade de desmontagem
Manutenção da tubulação
Códigos locais

2.1.4.1.10 - Tubos de Ferro Fundido - Ferro Fundido Nodular ou Ferro Dúctil.


a- Constituição: Teor mínimo de 2% de C + 0,05% de Mg.
b- Fabricação: Normalização:
NBR 7560(com flanges roscados)
NBR 7675 (para canalizações sob pressão, Classe K-6, K-7 e K-9)
NBR 8318 (para pressão de 1 Mpa = 10 Kgf/cm2)
NBR 9651 (para esgoto)
DN (K7-K9 e flangeados) = 50, 75, 100, 150, 200, 250, 300, 350, 400, 450, 500, 600, 700, 800,
900, 1000, 1100 e 1200mm.
1 Mpa = 100, 150, 200, 250 e 300mm.
Sem costura – Centrifugados
D nominal  interno
Apresentação: extremidades lisas, ponta e bolsa, rosqueados e flangeados (3 a 7m)
c- Utilização:
ESGOTO E COMBATE A INCÊNDIO
Água
Gás
Água salgada
Pressão máxima de serviço: K-7 = de 3,2 (50) a 1,8 (1200) MPa.
K-9 = de 4,0 (50) a 2,6 (1200) MPa.
Esforços mecânicos reduzidos
d- Vantagens:
Boa resistência à corrosão
Alta durabilidade
e- Desvantagens:
Incrustações - Tubérculos
Resistência ao escoamento
Baixa resistência mecânica

f- Home Page: <http://www.saint-gobain-canalizacao.com.br/home/> Acesso em 08/2012

2.1.4.1.11 - Tubos de aço carbono (preto ou galvanizado).


a- Constituição: Teor máximo de 0.35% C
b- Fabricação: Normalização: NBR 5580/JAN/2007 - Antiga PEB-182. Anexo 1.8.9
De = 10,2; 13,5; 17,2; 21,3; 26,9; 33,7; 42,4; 48,3; 60,3; 76,1; 88,9; 101,6; 114,3; 139,7; 165,1mm.
Classe L - Leve
Classe M – Médio – Indicado para tubulações de instalações hidráulicas prediais

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 21


Classe P – Pesado
Com e sem costura
D nominal = D externo
Apresentação: Extremidades lisas, chanfradas ou rosqueadas (4 a 8 metros)
c- Utilização:
ÁGUA DOCE, FRIA, QUENTE E COMBATE A INCÊNDIO
Vapor condensado
Ar comprimido
Óleos
Gás
Fluidos pouco corrosivos
Temperatura - 45oC a +200oC
Ensaio de pressão hidrostática = 50,0 Kgf/cm2 = 5MPa
Pressão de serviço = Ph 1,5=33,33 Kg/cm2

d- Vantagens:
Excelente qualidade mecânica
Facilidade de ser trabalhado e soldado
Resiste ao vapor
e- Desvantagens:
Sofre corrosão devido ao ar, umidade e poluição
Atacados por solos úmidos ou ácidos
Atacados violentamente pelos ácidos
f- Home Page: <http://www.tenaris.com> Acesso em 08/2012
<http://www.vmtubes.com.br> Acesso em 08/2012
<http://www.tupy.com.br> Acesso em 08/2012

2.1.4.1.12 - Tubos de Cobre:


a- Constituição: Comercialmente puro (99.8%) ou em ligas com bronze e latão.
b- Fabricação: Normalização:
NBR 13206/MAI/2006.
DN = 15, 22, 28,35, 42, 54, 66, 79 e 104mm (Classe E).
Classe E – Indicado para tubulações de instalações hidráulicas prediais, espessura da parede fina
(baixa pressão)
Classe A – Utilizados nas instalações de gás, espessura da parede intermediária.
Classe I – Aplicados em instalações industriais, paredes grossas (alta pressão)
Sem costura - extrudados e trefilados D nominal = D externo
Apresentação: Extremidades lisas em barras (5m) ou rolos
c- Utilização:
ÁGUA DOCE, FRIA, QUENTE E COMBATE A INCÊNDIO
Ar comprimido
Óleos
Vapores de baixa pressão
Tubos de aquecimento ou refrigeração
Temperatura -180o C a +200o C
Pressão Mínima = 14 Kgf/cm2, para DN = 104mm.
Pressão Máxima = 41 Kgf/cm2, para De = 15mm.
d - Vantagens:
Grande resistência à oxidação
Grande resistência ao ataque da atmosfera
Grande resistência ao ataque da água doce ou salgada
Substitui os tubos de aço inoxidável e metais Não ferrosos
Temperatura: - 180oC a + 200oC.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 22


Pressão mínima de serviço = 14 Kgf/cm2, para De = 104mm.
Resiste aos álcalis
Alto coeficiente de transmissão de calor
Peso baixo
Fácil instalação
Baixa tendência à incrustação
e- Desvantagens:
Alto custo?
Deixam resíduos tóxicos pela corrosão
f- Home Page: <http://www.eluma.com.br> Acesso em 08/2012

2.1.4.1.13 -Tubos de PVC: Patente de 1912 - Alemanha


a- Constituição: Resina sintética em forma de pó branco, fino, obtido do cloreto de vinila.

b- Fabricação: Normalização:
NBR 5648/JAN/2010 (água fria)
NBR 5688/JUN/2010 (esgotos sanitário, pluvial, ventilação – Série Normal e Série R)
Os Tubos Leves não estão ainda normalizados pela ABNT.
Água Fria (Soldável): DN = De = 20, 25, 32, 40, 50, 60, 75, 85 e 110mm.
Água Fria (Roscável): DN = De = 21, 26, 33, 42, 48, 60, 75, 88 e 113mm.
Série Normal - Esgoto Sanitário e Pluvial: De  DN = 40, 50, 75, 100 e 150mm. Durante a
montagem recomenda-se utilizar junta elástica (anel de borracha) na ligação e não soldar os
tubos com DN igual ou maior que 50mm, devido à dilatação. Idem para série R.
Série R – Esgoto sanitário e pluvial: De  DN = 40, 50, 75, 100, 150 e 200 mm
Tubos Leves: DN = De = 125, 150, 200, 250, 300, 350, 400 e 450mm.
Marrom – água fria soldável
Branco – água fria roscável
Branco – esgoto sanitário e pluvial, Série Normal
Branco – coletor de drenagem industrial, tubo de exaustão de gases, Tubos Leves.
Cinza – esgoto sanitário (águas servidas aquecidas e tubulação aparente) e pluvial, Série R.
Extrudado - sem costura
D nominal = D externo (para água) e DN=Di (para esgoto).
Apresentação: Barras lisas (soldáveis e roscáveis - 6m), barra lisa com ponta e bolsa (Série Normal
e Série R - 6 e 3m, Tubos Leves 6m)
C- Utilização:
ÁGUA FRIA DOCE E SALGADA
ESGOTOS
Ácidos
Álcalis
Produtos corrosivos
Substitui os tubos de aço inoxidável e metais Não ferrosos
Temperatura água fria: –40º C a +60º C
Temperatura Série Normal:  45ºC
Temperatura Série R: 75º C
Temperatura Tubos Leves: 50º C, se enterradas 40º C
Pressão máxima de serviço a 20o C = 7,5 Kgf/cm2 (Série 15 – Ponta e bolsa soldável, para
instalações soldáveis de água fria)
Pressão máxima de serviço a 20o C = 10 Kgf/cm2 (Série 20 – Ponta e bolsa com anel de borracha
(PBA) para redes públicas de distribuição de água)

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 23


d- Vantagens:
Baixo custo de aquisição e montagem
Pouco peso - baixo custo de transporte
Alta resistência à corrosão
Baixa resistência ao escoamento (perda de carga)
Facilidade de manuseio e ligação
Baixa condutividade térmica e elétrica
Boa aparência - dispensa pintura
Não enferruja
Não permite a formação de incrustações e tubérculos
Podem ser usados em contato com o solo
Não produzem resíduos tóxicos
Alta durabilidade
Permite maior vazão
Possibilidade mínima de entupimento
Grande resistência química
Alta flexibilidade - elimina certos acessórios
Inodoro
Auto-extinguente = Não propagam as chamas

e- Desvantagens:
Baixa resistência ao calor
Baixa resistência mecânica (choque)
Pouca estabilidade dimensional
Alto coeficiente de dilatação
Baixa resistência pressão 10 Kg/cm2 a 20o C e 1,5 Kg/cm2 a 60oC.

f- Home Page: <http://www.tigre.com.br> Acesso em 08/2012


<http://www.amanco.com.br> (Akros e Fortilit) Acesso em 08/2012
2.1.4.1.14 -Tubos de Policloreto de Vinila Clorado – CPVC – “AQUATHERM” e “TIGRE
FIRE”

a- Constituição: Policloreto de Vinila Clorado.

b- Fabricação: Normalização:
ASTM - D – 2846/82.
De =15, 22, 28, 35, 42, 54, 73, 89 e 114 mm
Dn para TigreFire = ¾”, 1”, 1 ¼”, 1 ½”, 2”, 2 ½” e 3”. (ASTM 442/F442M:2005). Pressão de
serviço 120 m.c.a.
D nominal = D externo
Extrudado - sem costura.
Apresentação: barras lisas com pontas, varas com 3 metros.

c-Utilização:
ÁGUA QUENTE até 80°C.
Pressão de serviço a 20°C = 24 Kgf/cm2
Pressão de serviço a 80°C = 6 Kgf/cm2
COMBATE A INCÊNDIO (para risco leve)

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 24


d- Vantagens:
Junta soldável a frio.
Facilidade de instalação (mão-de-obra)
Isolamento - baixa condutividade térmica.
Superfície interna lisa.

e- Desvantagens:
Baixa resistência mecânica (choque).
Pouca estabilidade dimensional.
Baixa resistência a pressão.
f- Home Page: <http://www.tigre.com.br> Atualizado em 08/2012

2.1.4.1.15 - Tubos de Polipropileno “TUBELLI”


a- Constituição: Resina de Polipropileno.

b- Fabricação: Normalização: DIN - 8077.


De = 20, 25, 32, 40, 50, 60, 75, 85, 110, 140, 160, 200, 250 e 300mm.
D nominal = D externo
Extrudado - sem costura.
Apresentação: barras lisas com pontas, varas com 6 metros, cor cinza.
Linha TS-01-A - Pressão nominal de 6Kgf/cm² a 100ºC.
Linha TS-02-B - Pressão nominal de 10Kgf/cm² a 100ºC.
c- Utilização: ÁGUA QUENTE até 100ºC.

d- Vantagens:
Atóxico.
Dispensa pintura.
Flexível.
Resiste à impactos.
Isolante térmico e elétrico.
Superfície interna lisa.
e- Desvantagens:
Termo soldável.
Pouca estabilidade dimensional.
Baixa resistência a pressão.
f- Home Page: <http://www.belfano.com.br> Acesso em 08/2012

2.1.4.1.16 - Tubos de Polipropileno “AMANCO PPR” , “ACQUA SISTEM” ou “UNIKAP”.


a- Constituição: Polipropileno Copolímero Random Tipo 3.
b- Fabricação: Normalização: Normalização europeia ISO 15874 (2003).
De = 20, 25, 32, 40, 50, 63, 75 e 90 mm
D nominal = D externo
Extrudado - sem costura.
Apresentação: barras lisas com pontas, varas com 4 metros, cor verde.
Linhas de pressão: PN.10 (Pressão nominal de 10Kgf7cm2).
Identificação: quatro linhas longitudinais cor azul.
PN. 20 (Pressão nominal de 20Kgf7cm2). Identificação: quatro linhas longitudinais cor vermelha.
Pressão máxima de serviço: 25,9 Kgf/cm2 a 20º C (tempo de serviço de 50 anos); 6 Kgf/cm2 a 80º C
(tempo de serviço de 50 anos).
c- Utilização: ÁGUA QUENTE, até 80º C
d- Vantagens:

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 25


Atóxico.
Dispensa pintura.
Livre de corrosão.
Baixa condutividade térmica (dispensa isolante térmico).
Superfície interna lisa (livre de incrustações e menor perda de carga).
e- Desvantagens:
Termo soldável.
Pouca estabilidade dimensional.
Baixa resistência a pressão.

f- Home Page: http://www.amanco.com.br Acesso em 08/2012


http://www.unikap.com.br Acesso em 08/2012

2.1.4.1.17 - Tubos de PEX


a- Constituição: Polietileno Reticulado (PEX).
b- Fabricação: Normalização: UNE 53.381-89. DIN 16893 (consultar fabricantes).
De = 16, 20, 25, 32 mm (consultar fabricantes).
D nominal = D externo
Extrudado - sem costura.
Apresentação: rolos (consultar fabricantes).
Pressão máxima de serviço: Série 5 - 12,5 Kgf/cm2 a 20º C; 4,0 Kgf/cm2 a 95º C (consultar
fabricantes e normas).

c- Utilização:
ÁGUA QUENTE, até 95º C, ÁGUA FRIA,
Piso radiante, ligação de radiadores, tubulação de gás.
d- Vantagens:
Atóxico.
Inerte.
Livre de corrosão.
Flexível.
Superfície interna lisa (livre de incrustações e menor perda de carga).
Número reduzido de conexões (menor perda de carga e possibilidade de vazamentos).
Facilidade de manuseio e ligação.
Alta durabilidade.
Absorção de impactos (golpe de aríete), vibrações e choques mecânicos e térmicos.
Versatilidade (várias aplicações).

e- Desvantagens:
Condutividade térmica (requer isolamento).
Custo.

f- Home Page: http://www.astra-sa.com.br Acesso em 08/2012


http://www.epexind.com.br Acesso em 08/2012
http://www.pexdobrasil.com.br Acesso em 08/2012

2.1.4.1.18 - Tubos Cerâmicos para Canalizações (Manilhas)


a- Constituição: material cerâmico de estrutura argilosa, compacta, obtida pela queima de
compostos minerais.
b- Fabricação: Normalização: NBR 5645/FEV/1990 Anexo 1.8.11
Sem costura, pelo processo de extrusão a frio e posterior aquecimento.
D nominal: 75, 100, 150, 200, 250, 300, 350, 375, 400, 450, 600 mm

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 26


Comprimento nominal: 600, 800, 1000, 1250, 1500 e 200 mm
Extremidades: Os tubos são do tipo ponta e bolsa (PB) ou tipo ponta e ponta (PP).
Classes: A – vitrificado interna e externamente
B – vitrificado só internamente
C – sem vitrificação
Não deve ser vitrificado na parte interna da bolsa e na parte externa da ponta do tubo.
Juntas: rígidas, com argamassa de cimento e areia; elásticas, preparadas com piche e compostos
betuminosos ou com emprego de anel de borracha.
c- Utilização:
Os vitrificados são utilizados no subcoletores e coletores de ESGOTO SANITÁRIO.
Os não vitrificados são utilizados nos coletores de ESGOTO PLUVIAL e DRENAGEM (com
furos simetricamente espaçados em meia seção).
Seu emprego será vedado nas tubulações:
- acima do solo;
- sujeitas a choques ou perfurações;
- cujo recobrimento seja inferior a 0,50m;
- sob construções;
- quando a tubulação distar menos de 2,00m de um reservatório subterrâneo de água potável e nos
terrenos constituídos de aterro ou onde possa ocorrer recalque.
d- Vantagens:
Atóxico.
Inerte em relação ao solo, à atmosfera e à maioria dos fluídos corrosivos
Excelente resistência à corrosão (não é atacado pelo esgoto).
Superfície interna lisa (livre de incrustações, quando vitrificada).
Facilidade de manuseio e ligação.
Alta durabilidade.
Execução rápida, sem necessidade de mão de obra especializada.

e- Desvantagens:
Baixa resistência mecânica;
Frágil, não resistente a impacto ou sobrecargas externas.

f- Home Page: http://www.ceramicasantamaria.com.br Acesso em 08/2012


http://www.inctam.com.br Acesso em 08/2012
http://www.parapuan.com.br Acesso em 08/2012
http://www.portaldaconstrucao.com.br Acesso em 08/2012

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 27


- RESUMO -
- PRINCIPAIS PROPRIEDADES DOS TUBOS FABRICADOS NO BRASIL -
- CONDUTOS FORÇADOS PARA ÁGUA FRIA E/OU QUENTE -
Temperaturas Pressão Máxima de
Materiais
Marca Comercial Norma Técnica Limites (ºC) Serviço
Constituintes
Mínima Máxima (kgf/cm²)
Aço Carbono Mannesmann
NBR
Galvanizado Apollo -45º 200º 33,33
5.580/MAR/2002
Confab
 15mm = 41,0
 22mm = 34,0
 28mm = 26,0
 35mm = 25,0
NBR
Cobre Eluma -180º 200º  42mm = 24,0
13.206/OUT/1994
 54mm = 21,0
 66mm = 20,0
 79mm = 19,0
 104mm = 14,0
PVC 20º 7,5
Tigre NBR
Cloreto de Vinila -
Série 15 Amanco 5.648/JAN/1999 60º 1,5
PVC
Tigre NBR
Cloreto de Vinila - 20º 10,0
Amanco 5.647/JAN/1999
Série 20 (PBA)
TS-01-A
Tubelli 6,0
(100ºC)
Polipropileno TS-01-A DIN 8.077 -
TS-02-B
TS-02-B 10,0
(100ºC)
CPVC 20º 24,0
Policloreto de Vinila ASTM-D -
Aquatherm -
2.846/1982 80º 6,0
Clorado
PPR - 20º 25,9
Polipropileno Amanco
ISO 15874 (1998)
Copolímero Random Acqua System - 80º 6,0
Tipo 3
PEX Hidro-Pex NBR 8417 20º 12,5
Polietileno Astra UNE 53.381-89 - 100º
Reticulado Pex do Brasil DIN 16893 95º 4,0
Atualizado em 12 de Setembro de 2008.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 28


2.1.5 - ACESSÓRIOS DE TUBULAÇÃO (CONEXÕES):
Meios de Ligação
FINALIDA
TIPOS UTILIZAÇÃO Soldável*1 Roscável*2
DE PB* M+
PB BB BM BF M F
F
- Curva de Raio
PB
Longo - X - - X X X
BB
(45º e 90º)
- Curva de raio
curto
PB
(Cotovelo ou - X - - - X X
BB
joelhos)
a- Mudança
45º e 90º
de
- Executar serpentinas em
Direção - Curva de Retorno - - - - - - X -
fornalhas de fogão.
- Permite que duas
- Curva de tubulações em um mesmo
- - X - - - X -
Transposição plano se cruzem sem se
ligar.
- Cotovelo com - Execução de duchas
- - - - - - X -
saída lateral espaciais
Normal PB - X - - - X -
Com Rosca Fêmea na
Bolsa
Central (Quando em PVC,
- Tês normais 90º com ou sem bucha de latão)
(Linha Água e Gás) - ligação de ramal a um - - - - X - X -
ponto de utilização:
lavatórios, bidês, pias,
tanques, máquinas de lavar
roupas, louças e outros.
- Tê Sanitário
b- Derivações PB
(Linha Esgoto - - - - - - -
B
Primário)
Têe 45º (Água e
- - - - - - X -
Gás)
- É o tê 45º na Linha PB
- X - - - - -
Esgoto B
- Junção (Linha - Simples – com ou sem
Esgoto) redução PB
- - - - - - -
(Linha Esgoto Primário e BB
Secundário)

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 29


Meios de Ligação
FINALIDA
TIPOS UTILIZAÇÃO Soldável*1 Roscável*2
DE PB* M+
PB BB BM BF M F
F
Redução Central (quando
em PVC, com ou
sem bucha de
latão)
- Derivar à 90º, de um
ramal reto de mesmo
diâmetro, um ramal ou
PB - X - X - X -
sub-ramal de diâmetro
- Têe de redução menor. Neste último caso
(Água e Gás) permitindo a ligação de
um ponto de utilização:
lavatórios, bidês, pias,
tanques, máquinas de lavar
roupa, louças e outros.
Redução Lateral (Cobre)
- Derivar à 90º tubulação de
- - X - - - - -
mesmo  e reduzir em linha
reta.

Meios de Ligação
FINALIDA
TIPOS UTILIZAÇÃO Soldável*1 Roscável*2
DE PB* M+
PB BB BM BF M F
F
- É usado como misturador
- Têe curva dupla para chuveiro e banheira. - - - - X - X -
Continuação (Não existe em PVC)
B- - Têe para hidrante - - - - - - - X
Derivações - Permite três derivações à
- Cruzetas 90º, com redução, de uma - - X - - - X -
tubulação principal.
- geratrizes inferiores
- Reduções
coincidentes – Linha PB - - - - - - -
excêntricas
Esgoto
Bucha Soldável (Curta e
- Bucha de redução - X - - - - - -
Longa)
concêntricas, eixos
C- Mudança Bucha Roscável:
coincidentes
de Diâmetro - O  maior (rosca macho)
(envolvida pelo
é envolvida pela rosca
meio de ligação de
fêmea de acessório, e o  - - - - - - - X
maior , e envolve a
menor (rosca fêmea)
tubulação de maior
envolve a rosca macho de
diâmetro)
tubo ou acessório.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 30


Luva de Redução Soldável
- Luva de Redução - - X - - - - -
(Só em PVC)
(envolve tanto os
Luva de Redução roscável:
meios de ligação
- Suas roscas fêmeas
tanto os de maior  - - - - - X -
envolvem as macho de
como os de menor.)
tubos ou acessórios
- Unir dois tubos,
- Luvas acessórios ou válvulas de BB - X - - - X -
rosca macho entre si
- Permite a recomposição
- Luva de Correr ou
de tubulações existentes, BB - X - - - - -
Passante
nos pontos de vazamento.
- Permitem desmontagem
das tubulações ligadas à
máquinas, aquecedores ou
- Uniões válvulas, sem precisar - - X - - - X -
serrar os tubos. Envolvem
as tubulações, acessórios ou
válvulas com roscas macho.
d- Ligações - Permitem desmontagem
de de tubulações ligadas entre
Tubos si ou estas à máquinas,
- Flanges - - - - - - X -
entre reservatórios ou válvulas,
Si sem precisar serrar os
tubos.
- Permitem a ligação de
acessórios ou válvulas de
roscas fêmeas entre si.
- Niples São envolvidos por - - - - - X - -
válvulas ou
Acessórios de rosca
fêmea.
- Permite a ligação da saída
da válvula de descarga de
- Virolas (em bronze
rosca macho ao tubo de - - - - - - - -
ou latão)
descarga VDE, por meio de
porca de união.
Meios de Ligação
FINALIDA Soldável*1 Roscável*2
TIPOS UTILIZAÇÃO
DE PB* M+
PB BB BM BF M F
F
- Só utilizados na linha PB
- Curva com Visita - - - - - - -
esgoto, permitem inspeção B
e introdução de PB
e- Visita, - Joelho com Visita - - - - - - -
desobstrutores na B
inspeção ou
tubulação.
desobstrução.
Empregar só mangueiras PB
- Têe de Inspeção - - - - - - -
desobstrutoras em sistemas M
de esgoto.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 31


- Esgoto Primário,
- Tubo Operculado fabricado somente em FºFº. PB - - - - - - -

- Permite ligação de tubos,


válvulas, acessórios de
materiais diferentes,
BF
- Adaptador bolsa e possuindo em uma
PB - - - X - - -
rosca extremidade bolsa ou ponta
A
e na outra rosca macho ou
fêmea.
PVC Água e FºFº
f- Adaptação - Permite a transposição e
entre meios - Adaptador para consequente vedação nas
- - - X X - X -
de ligação Caixa d’Água paredes e fundos dos
diversos reservatórios.
Conector Fêmea
- Permite a ligação de
tubulação soldável à - - - - X - - -
tubulação, acessório ou
válvula de rosca macho.
- Conector (Cobre)
Conector Macho
- Permite a ligação de
tubulação soldável à - - - X - - - -
acessório ou válvula de
rosca fêmea.
- Veda ponta de tubos,
g- Fazer o
- Tampões (Caps) acessórios ou válvulas de B - B - - - X -
fechamento
rosca macho.
de
- Veda acessórios ou
extremidade - Bujões (plugs) P - B - - X - -
válvula de rosca fêmea.
de um tubo,
- Veda tubos, acessórios,
acessório ou - Flange cego
válvulas ou máquinas com - - - - - - - -
válvulas.
flange integral.
h- Absorver - Junta de Expansão - Tubulação de água
- PP - - - - - -
dilatações. (Cobre) quente.
NOTA: Neste quadro foram utilizadas as seguintes legendas e abreviaturas:
* Linha Esgoto em PVC, FºFº e Tubo Cerâmico. X – Existente
*1 Linha Água Soldável em PVC, CPVC, Polipropileno e Cobre - – Não fabricado
*2 Linha Água Roscável em PVC, Ferro Maleável e Aço Carbono (ambos preto ou BB – Bolsa Bolsa
galvanizado) BF – Bolsa com Rosca Fêmea
B – Bolsa BM – Bolsa com Rosca Macho
F – Rosca Fêmea PB – Ponta e Bolsa
P – Ponta PBA – Ponta, Bolsa e Anel de Borracha
M – Rosca Macho PP – Ponta Ponta

2.1.6 - VÁLVULAS OU REGISTROS (DISPOSITIVOS CONTROLADORES DE FLUXO):


F.C.: l: P 301 à 309. I 10.4.
2: P 693 à 701. I l5.4.
3: P 374 à 382. I 4.7.
30: P 27 e 28, 44 e 45.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 32


2.1.6.1 - Finalidade:
Modificar o curso dos fluidos em seus trajetos, estabelecer, controlar e interromper as
Vazões dos mesmos, bem como controlar suas pressões.

2.1.6.2 - Funcionamento:
Estabelecer – abrir;
Controlar – posições intermediárias;
Interromper – fechar.

2.1.6.3 - Componentes Principais:


- Corpo;
- Castelo;
- Haste;
- Volante;
- Cunha (gaveta, comporta), disco, tampão, portinhola (esfera), disco, agulha;
- Sede;
- “Trim” compreende haste, peça de fechamento e sede.

2.1.6.4 - Tipos:
Doravante todos os nomes de válvulas escritos em MAIÚSCULO e NEGRITO destacam
válvulas utilizadas em instalações hidráulicas prediais.

2.1.6.4.1 - Controlam o fluxo em qualquer direção:

a - Válvulas de bloqueio ou de fechamento:


Servem ou só para estabelecer ou só para interromper o fluxo. Não servem para controlar.
Foram concebidas para funcionar ou totalmente abertas ou totalmente fechadas, nunca em posições
intermediárias.
De operação manual.
Favor não confundir válvulas comandadas por instrumentos automáticos com válvulas
operação automática. Em “edifícios inteligentes” são comandadas por instrumentos automáticos:
eletrônico, elétrico e mecânico. Funcionam automaticamente sob comando de atuadores eletro-
eletrônico-mecânico (solenóide).
- GAVETA (NBR 15705/MAI/2009);
-ESFERA (de fechamento rápido, operar lentamente para evitar golpe de aríete) NBR
15704/MAR/2011;
- MACHO (de fechamento rápido, operar lentamente para evitar golpe de aríete);
- FLUXO (de descarga de bacia sanitária) NBR 15857/SET/2011;
- Comporta.

-F.: 26, P26

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 33


Figura 2.2 - VÁLVULA DE GAVETA

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 34


Figura 2.3 - VÁLVULA DE ESFERA

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 35


b- Válvulas de regulagem: (Controlar o fluxo):
Servem principalmente para regular/controlar a vazão do fluido, bem como, ou só para
estabelecer, ou só para interromper o fluxo. Foram concebidas para funcionar totalmente abertas,
em qualquer posição intermediária ou totalmente fechadas.
De operação manual.
- GLOBO
- REGISTRO PRESSÃO OU DE EMBUTIR (NBR 15704/MAI/2011)
- TORNEIRA (NBR 10281/AGO/2003)
- MISTURADORES (NBR 11535/ABR/1991 e NBR 11815/FEV/1991)
- VÁLVULA DE FLUTUADOR (BÓIA) (NBR 14534/JUN/2000)
- Agulha
- Controle
- Borboleta
- Diafragma

Figura 2.4 - MISTURADORES

a - Misturador para Chuveiro b - Misturador para Chuveiro e Banheira

c - Misturador para Lavatório de Parede e/ou Ducha Higiênica

d - Misturador Lavatório e - Misturador para Bidê

F.: Disponível em: <http://www.docol.com.br> e <http://www.fabrimar.com.br>


Acesso em 08/2012

Figura 2.5 - REGISTRO DE PRESSÃO

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 36


F.: Disponível em: <http://www.docol.com.br> Acesso em 08/2012

Figura 2.6 - Válvula de Pistão tipo Portinhola

Figura 2.7

F.: 26, P18


2.1.6.4.2- Permitem o fluxo em uma só direção (operação automática):

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 37


- RETENÇÃO: - tipo pesado: funciona na vertical;
- tipo leve: funciona na horizontal (de portinhola, de portinhola dupla, de pistão ou
tampão, de esfera);

- PÉ;
- Retenção e fechamento;

Figura 2.7- RETENÇÃO HORIZONTAL

Figura 2.8 - RETENÇÃO VERTICAL

Figura 2.9 - PÉ COM CRIVO

F.: Disponível em: <http://www.docol.com.br> Acesso em 08/2012

2.1.6.4.3- Válvulas que controlam a pressão de jusante (operação automáticas):


F.C.: F 30 P4 44 e 45

Figura 2.10 - AUTOMÁTICA REDUTORA E REGULADORA DE PRESSÃO

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 38


1- Parafuso de ajuste................ Ferro trefilado, galvanizado
2- Contraporca......................... Ferro trefilado
3- Mola................................... Aço carbono temperado
4- Tampa................................. Ferro fundido ASTM-A.126
5- Diafragma........................... Neoprene reforçado com náilon
6- Corpo.................................. Ferro fundido ASTM-A.126 ou bronze
7- Disco................................... Composição especial de borracha
8- Porta-disco.......................... Bronze
9- Mola auxiliar (1) ................. Aço carbono temperado, galvanizada
10- Tampão-guia...................... Ferro fundido com guia de bronze
11- Garfo................................. Bronze ASTM-B.62

F.: Disponível em: <http://www.niagara.com.br> Acesso em 08/2012

2.1.6.4.4 -Válvulas que controlam a pressão de montante (operação automáticas):


Válvulas de SEGURANÇA ou de alívio

Figura 2.11 - Válvulas de contra pressão

1- Capuz..................................... Bronze
2- Paraf. Regulação..................... Latão laminado
3-Contraporca............................. Bronze
4- Haste...................................... Latão laminado
5- Mola....................................... Válvula de 1/2": Aço inoxidável AISI-302,
Restantes: Aço SAE-5160 (temperado)
6- Tampa.................................... Bronze ASTM-B.62
7- Junta...................................... Amianto Grafitado
8- Disco..................................... Bronze ASTM-B.62
9- Corpo..................................... Bronze ASTM-B.62

F.: Disponível em: <http://www.niagara.com.br> Acesso em 08/2012


2.1.6.5 - Home Pages – Válvulas, Metais e Louças Sanitárias:

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 39


http://www.ascoval.com.br Acesso em 08/2012
http://www.banheirosincepa.com.br Acesso em 08/2012
http://www.celite.com.br Acesso em 08/2012
http://www.deca.com.br Acesso em 08/2012
http://www.docol.com.br Acesso em 08/2012
http://www.fabrimar.com.br Acesso em 08/2012
http://www.idealstandard.com.br Acesso em 08/2012
http://www.niagara.com.br Acesso em 08/2012
http://www.rocabrasil.com.br/ Acesso em 08/2012
http://www.spiraxsarco.com/br/ Acesso em 08/2012
http://www.saint-gobain-canalizacao.com.br Acesso em 08/2012

2.2 - INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA FRIA

2.2.1 – Introdução
A elaboração do presente texto sobre instalações prediais de água fria tem como
preocupação imediata a necessidade de mostrar ao aluno a existência de uma Norma Brasileira
sobre o assunto, ou seja, NBR 5626 Instalações Prediais de Água Fria ABNT (1). O conhecimento
da terminologia e das especificações desta Norma constitui-se do objetivo essencial destas notas,
motivo pelo qual muito de seus trechos encontra-se integralmente transcritos.

2.2.2 - Objetivos de uma instalação predial de água fria


Os principais objetivos de um projeto desse tipo de instalação são:
 Fornecimento contínuo de água aos usuários e em quantidade suficiente, amenizando ao
máximo os problemas decorrentes da interrupção do funcionamento do sistema público de
abastecimento;
 Limitação de certos valores de pressões e velocidades, impostos pela Norma, assegurando-se
desta forma o bom funcionamento da instalação e, evitando-se assim, consequentes
vazamentos e ruídos nas canalizações e aparelhos;
 Preservação da qualidade da água através de técnicas de distribuição e reservas coerentes e
adequadas propiciando aos usuários boas condições de higiene, saúde e conforto.

2.2.3 - Etapas de projeto


Basicamente, podem-se considerar três etapas na realização de um projeto de instalações
prediais de água fria: concepção do projeto, determinação de vazões e dimensionamento.
A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase que se definem: O tipo do
prédio e sua utilização, sua capacidade atual e futura, o tipo de sistema de abastecimento, os pontos
de utilização, o sistema de distribuição, a localização dos reservatórios, canalizações e aparelhos.
A etapa seguinte consiste na determinação das vazões das canalizações constituintes do
sistema, que é feita através de dados e tabelas de Norma.
O dimensionamento das canalizações é realizado utilizando-se dos fundamentos básicos da
Hidráulica.
Segundo a NBR 5626 (1) o projeto das instalações prediais de água fria compreende
memorial descritivo e justificativo, cálculos, norma de execução, especificações dos materiais e
equipamentos a serem utilizados, e a todas as plantas, esquemas hidráulicos, desenho isométricos e
outros além dos detalhes que se fizerem necessários ao perfeito entendimento dos elementos
projetados; deve compreender também todos os detalhes construtivos importantes tendo em vista
garantir o cumprimento na execução de todas as suas prescrições. Poderão ou não constar,
dependendo de acordo prévio entre os interessados, as relações de materiais e equipamentos

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 40


necessários à instalação.

2.2.4 - Sistemas de distribuição

2.2.4.1 - Sistema de Distribuição Direta


Através deste sistema a alimentação dos aparelhos, torneiras e peças da instalação predial é
feita diretamente através da rede de distribuição, conforme mostra a figura abaixo.

Figura 2.12

Vantagens
 Água de melhor qualidade devido a presença de cloro residual na rede de distribuição.
 Maior pressão disponível devido a pressão mínima de projeto em redes de distribuição
pública ser da ordem de 15 m.c. a.
 Menor custo da instalação, não havendo necessidade de reservatórios, bombas, registros de
bóia, e etc.
Desvantagens
 Falta de água no caso de interrupção do sistema de abastecimento ou de distribuição.
 Grandes variações de pressão ao longo do dia devido aos picos de maior ou de menor
consumo na rede pública.
 Pressões elevadas em prédios situados nos pontos baixos da cidade.
 Limitação de vazão, não havendo a possibilidade de instalação de válvulas de descarga
devido ao pequeno diâmetro das ligações domiciliares empregadas pelos serviços de
abastecimento público.
 Possíveis golpes de aríete.
 Maior consumo (menor pressão)

2.2.4.2. - Sistema de Distribuição Indireta


A alimentação dos aparelhos, torneiras e peças de instalação é feita por meio de
reservatórios. Há duas possibilidades: por gravidade e hidropneumático.

2.2.4.2.1 - Distribuição por Gravidade


A distribuição é feita através de um reservatório superior que por sua vez é alimentado,
diretamente pela rede pública ou por um reservatório inferior, conforme mostra a figura 2.13.

Figura 2.13 – Abastecimento indireto por gravidade

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 41


2.2.4.2.2. - Distribuição Hidropneumática
A escolha por um sistema hidropneumático para distribuição de água depende de inúmeros
fatores, destacando-se os aspectos arquitetônicos e estruturais, facilidade de execução e instalação
das canalizações e localização do reservatório inferior. Muitas vezes, torna-se mais conveniente a
distribuição de água por meio de um sistema hidropneumático, dispensando-se o uso do reservatório
superior. Além dos fatores anteriormente mencionados, uma análise econômica, que leve em conta
todos os custos das partes envolvidas, fornecerá os elementos necessários para a escolha definitiva
do sistema predial de distribuição de água.

Figura 2.14 - Abastecimento indireto hidropneumática

Considerações Sobre o sistema Hidropneumático


O sistema hidropneumático é constituído por uma bomba centrífuga, um injetor de ar e um
tanque de pressão. Além desses componentes principais, o sistema é automatizado por meio do uso
de um pressostato. Os aparelhos existentes na prática variam de acordo com o fabricante porém, o
funcionamento difere muito pouco. A bomba com características apropriadas recalca água
(geralmente de um reservatório inferior) para o tanque de pressão. Entre a bomba e o tanque de
pressão localiza-se o injetor de ar (normalmente um Venturi) que aspira ar durante o funcionamento
da bomba e o arrasta para o interior do tanque de pressão. O ar é comprimido na parte superior do

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 42


tanque até atingir a pressão máxima, quando a bomba é desligada, automaticamente pela ação do
pressostato. Tem se, como resultado, um colchão de ar na parte superior do tanque, cujo volume
varia com a pressão existente. Quando a água é utilizada em qualquer ponto de consumo, a pressão
diminui, com conseqüente expansão do colchão de ar, até que a pressão mínima seja atingida,
quando pela ação do pressostato, a bomba é ligada.
O ciclo do funcionamento do sistema compreende o intervalo de tempo decorrido entre dois
acionamentos de “liga” da bomba. Conhecendo-se o ciclo de funcionamento, é possível calcular o
número médio de partidas da bomba por hora. De acordo com a NBR 5626, a instalação elevatória
deve operar, no máximo, seis vezes por hora.

Figura 2.15 - Esquema de instalação de um sistema hidropneumático

A operação de um sistema hidropneumático depende da pressão no interior do tanque de


pressão. Nota-se uma variação da pressão de 280 para 140 KPa quando o volume de água é
reduzido de 73,2 para 57,7% (15,5%). Assim que o volume de água diminui, o ar expande,
ocupando o espaço adicional, caso a pressão de acionamento da bomba seja inferior a 140 KPa (1,4
atm.).

Vantagens dos Sistemas de Distribuição Indireta


 Fornecimento de água de forma contínua, pois em caso de interrupções no fornecimento,
tem-se um volume de água assegurado no reservatório.
 Pequenas variações de pressão nos aparelhos ao longo do dia.
 Permite a instalação de válvula de descarga.
 Golpe de aríete desprezível.
 Menor consumo que no sistema de abastecimento direto.

Desvantagens

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 43


 Possível contaminação da água reservada devido à deposição de lodo no fundo dos
reservatórios e à introdução de materiais indesejáveis nos mesmos.
 Menores pressões, no caso da impossibilidade da elevação do reservatório.
 Maior custo de instalação devido à necessidade de reservatórios, registros de bóia e outros
acessórios.

2.2.4.3 - Sistema Misto


Parte da instalação é alimentada diretamente pela rede de distribuição e parte indiretamente.

Vantagens
 Água de melhor qualidade devido ao abastecimento direto em torneiras para filtros, pias,
cozinhas e bebedouros.
 Fornecimento de água de forma contínua no caso de interrupções no sistema de
abastecimento ou de distribuição.
 Permite a instalação de válvula de descarga.

OBSERVAÇÃO:
Geralmente em residências, sobrados, as pias de cozinha, lavatórios, chuveiros, tem duas
torneiras: uma delas abastecida pela rede pública e a outra, pelo reservatório.

2.2.5 - Partes constituintes de uma instalação predial de água fria


Antes de se enumerar as diversas partes constituintes de uma instalação de água fria, apresenta-
se a seguir algumas definições, extraídas da NBR 5626 (1), que são necessárias à compreensão dos
textos que se segue.

ALIMENTADOR PREDIAL - tubulação compreendida entre o ramal predial a primeira


derivação ou válvula de flutuador do reservatório.

AUTOMÁTICO DE BÓIA - dispositivo instalado no interior de um reservatório para permitir o


funcionamento automático da instalação elevatória entre seus níveis operacionais extremos.

BARRILETE - conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual se deriva as


colunas de distribuição.

COLUNA DE DISTRIBUIÇÃO - tubulação derivada do barrilete é destinada a alimentar ramais.

EXTRAVASOR - tubulação destinada a escoar os eventuais excessos de água dos reservatórios e


das caixas de descarga.

INSTALAÇÃO ELEVATÓRIA - conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados


a elevar a água para o reservatório de distribuição.

LIGAÇÃO DE APARELHO SANITÁRIO - tubulação compreendida entre o ponto de utilização e


o dispositivo de entrada no aparelho sanitário.

PEÇA DE UTILIZAÇÃO - dispositivo ligado a um sub-ramal para permitir a utilização da água.

PONTO DE UTILIZAÇÃO - extremidade de jusante do sub-ramal.

RAMAL - tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 44


RAMAL PREDIAL - tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a
instalação predial.

REDE PREDIAL DE DISTRIBUIÇÃO - conjunto de tubulações constituído de barriletes,


colunas de distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos.

RESERVATÓRIO HIDROPNEUMÁTICO - reservatório para ar e água destinado manter sob


pressão a rede de distribuição predial.

RESERVATÓRIO INFERIOR - reservatório intercalado entre o alimentador predial e a


instalação elevatória, destinado a reservar água e a funcionar como poço de sucção da instalação
elevatória.

RESERVATÓRIO SUPERIOR - reservatório ligado ao alimentador predial ou a tubulação de


recalque, destinado a alimentar a rede predial de distribuição.

SUB-RAMAL - tubulação que liga o ramal peça de utilização ou à ligação do aparelho sanitário.

TRECHO - comprimento de tubulação entre duas derivações ou entre uma derivação e a última
conexão da coluna de distribuição.

TUBULAÇÃO DE RECALQUE - tubulação compreendida entre o orifício de saída da bomba e


o ponto de descarga no reservatório de distribuição.

TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO - tubulação compreendida entre o ponto de tomada no reservatório


inferior e o orifício de entrada da bomba.

VÁLVULA DE DESCARGA - válvula de acionamento manual ou automático, instalada no sub-


ramal de alimentação de bacias sanitárias ou de mictórios, destinada a permitir a utilização da água
para suas limpezas.

A figura abaixo mostra as principais partes constituintes de uma instalação predial de água fria
e apresenta também a nomenclatura e terminologia correspondentes.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 45


Figura 2.16

As figuras seguintes mostram, respectivamente, a planta baixa e isométrica de uma instalação


de água fria no interior de um compartimento sanitário.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 46


Figura 2.17

A título de ilustração foi inserido junto à figura 2.17, um quadro (ver quadro 2.1) relacionando
as peças e suas quantidades, o qual deve fazer parte integrante desses isométricos num projeto deste
tipo.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 47


Quadro 2.1 - Lista de peças:

Nº DESCRIÇÃO QUANTIDADE

1 Tê de redução 90º soldável 50x32mm 1


2 Adaptador soldável curto com bolsa e rosca para registro 32 mm x 1” 2
3 Joelho 90º soldável 32 mm 1
4 Tê 90º soldável 32 mm 1
5 Tê de redução 90º soldável 32 x 25 mm 1
6 Bucha de redução soldável curta 32 x 25 mm 2
7 Tê 90º soldável 25 mm 1
8 Adaptador soldável curto com bolsa e rosca para registro 25 mm x ¾ 1
9 Luva soldável e com rosca 25 mm x ¾” 1
10 Joelho 90º soldável 25 mm 1
11 Joelho 90º soldável e com bucha de latão e reforço com anel de ferro 2
zincado 25 mm x ¾” 2
12 Joelho de redução 90º soldável e com bucha de latão 25 mm x ½”
13 Registro de gaveta 1” 1
14 Registro de pressão para chuveiro ¾” 1

2.2.6 - ESPECIFICAÇÕES E CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DOS TUBOS EMPREGADOS

2.2.6.1 - Materiais, diâmetros e pressões


De acordo com a NBR 5626 (1), tanto os tubos como as conexões, constituintes de uma
instalação predial de água fria, podem ser de aço galvanizado, cobre, ferro fundido, PVC rígido ou
de outros materiais, de tal modo que satisfaçam a condição de que a pressão de serviço não deva ser
superior a pressão estática, no ponto considerado, somada à sobre-pressão devido a golpes de aríete.
Esses materiais devem ser próprios para a condução de água potável e devem ter especificação para
recebimento, relativo a cada um deles, inclusive métodos de ensaio.
Segundo a mesma norma, o fechamento de qualquer peça de utilização não pode provocar
sobre-pressão, em qualquer ponto de instalação, que supere mais de 200 KPa (20 m.c.a.) a pressão
estática neste ponto. A máxima pressão estática permitida é de 40 m.c.a. e a mínima pressão de
serviço é de 0,5 m.c.a.
Os tubos e conexões mais empregados nas instalações prediais de água fria são os de aço
galvanizado e os de PVC rígido.
Os tubos de aço galvanizado suportam pressões elevadas sendo por isso muito empregados. O
valor de referência que estabelece o diâmetro comercial desses tubos é a medida do diâmetro
interno dos mesmos.
Os tubos de PVC rígido são agrupados em três classes, indicadas pelas pressões de serviço:
 Classe 12 (6 Kgf/cm² ou 60 m.c.a.).
 Classe 15 (7,5 Kgf/cm² ou 75 m.c.a.).
 Classe 20 (10 Kgf/cm² ou 100 m.c.a.).
Para se conhecer a pressão de serviço (em Kgf/cm²) de cada classe, basta dividir o número da
classe por 2.
As normas brasileiras dividem os tubos de PVC em duas áreas de aplicação:
- Tubos de PVC rígido para adutoras e redes de água (EB-183).
- Tubos de PVC rígido para instalações prediais de água fria (EB-892).
Os tubos de EB-183 são comercializados como PBA (tubo de ponta, bolsa e anel de borracha),
PBS (tubo em ponta e bolsa para soldar) e F (tubo flangeado) e só são usados em adutoras, redes de

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 48


água, redes enterradas de prevenção contra incêndios e em instalações industriais. As classes destes
tubos são: 12, 15 e 20.
Os tubos referidos na EB-892 são destinados as instalações prediais de água fria e são de classe
15. Estes tubos podem ser com juntas soldáveis ou com juntas de rosca, e o quadro 2.2 mostra as
suas referências e dimensões.
Os tubos de PVC rígido podem ser utilizados em instalações prediais de água fria desde que
não sejam ultrapassados, em nenhum ponto da instalação, os valores estabelecidos pela Norma,
desde que não hajam válvulas de descarga interligadas a esses tubos, e em prédios que não possuam
grandes alturas.
A válvula de descarga é um dispositivo que produz valores elevados de sobre-pressão (golpe de
aríete) na rede em que estiver interligada. Tal fato ocorre porque esta peça, que possui uma grande
abertura ocasionando velocidades elevadas nas canalizações que a alimenta, causa golpes de aríete
nas tubulações, devido ao fechamento rápido da mesma. Esses golpes podem romper ou causar
vazamentos nas canalizações, devendo-se por isso tomar cuidados especiais ao instalar tais válvulas.

Quadro 2.2:

Tubos com juntas soldáveis Tubos com juntas roscáveis

Referência Ø Externo Espessura Ø Externo Espessura mínima


médio (mm) mínima das médio (mm) das paredes (mm)
paredes (mm)
½ 20 1,5 21 2,5
¾ 25 1,7 26 2,6
1 32 2,1 33 3,2
1¼ 40 2,4 42 3,6
1½ 50 3,0 48 4,0
2 60 3,3 60 4,6
2½ 75 4,2 75 5,5
3 85 4,7 88 6,2
4 110 6,1 113 7,6

Atualmente são fabricados dois tipos de válvulas de descarga que permitem minimizar o
problema do golpe de aríete por elas produzido:
1. Com fechamento gradativo: modifica-se a manobra de fechamento, fazendo-se com que o
fluxo de água ocorra paulatinamente durante o tempo de funcionamento da válvula.
2. Fechamento lento: aumenta-se o tempo de funcionamento da válvula, havendo um
acréscimo no consumo.
As caixas de descargas, principalmente as acopladas aos vasos, tem sido muito empregadas
devido à utilização de diâmetros menores, inexistência de problemas de pressões (golpes) e
economia de construção.

2.2.6.2 - Velocidades
As canalizações que conduzem água fria não poderão ter velocidades superiores nem a 14√D (v
em m/s e D em m) e nem a 2,5 m/s afim de não se produzirem ruídos excessivos.

2.2.6.3 - Estimativa do consumo diário (CD)


A tabela 2.1 fornece dados que possibilitam a estimativa do consumo diário de qualquer tipo de
edificação.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 49


Por exemplo, o CD de um prédio residência constituído de 10 pavimentos tipo, contendo 3
apartamento por pavimento e 5 pessoas por pavimento, é:
CD = 10 pav. x 3 apto/pav. x 5 pes./apto x 200 1/dia pes.
CD = 30000 1/dia ou simplesmente,
CD = 30000 1 ou CD = 30 m³
O valor de 200 l/dia pessoa é obtido na tabela 2.1.

Tabela 2.1 – Consumo Predial Diário (*)

Prédio Consumo litros/dia


Alojamentos Provisórios 80 per capita
Ambulatórios 25 per capita
Apartamentos 200 per capita
Casas populares ou rurais 120 per capita
Cavalariças 100 por cavalo
Cinemas e Teatros 2 por lugar
Creches 50 per capita
Edifícios públicos ou comerciais 50 per capita
Escolas - externatos 50 per capita
Escolas - internatos 150 per capita
Escolas - semi-internatos 100 per capita
Escritórios 50 per capita
Garagens 50 por automóvel
Hotéis (sem cozinha e sem lavanderia) 120 por hóspede
Jardins 1,5 por m²
Lavanderias 30 por kg de roupa seca
Matadouros-animais de grande porte 300 por cabeça abatida
Matadouros-animais de pequeno porte 150 por cabeça abatida
Mercados 5 por metro de área
Oficina de costura 50 per capita
Orfanatos, asilos, berçários 150 per capita
Postos de serviço para automóveis 150 por veículo
Quartéis 150 per capita
Residenciais 150 per capita
Restaurantes e similares 25 por refeição
Templos 2 por lugar
(*) Os valores citados são estimativos, devendo ser definido o valor adequado a cada projeto.

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2.2.6.4 - Ramal predial
De um modo geral, o diâmetro do ramal predial é fixado pelo serviço de água. A norma prevê
dois casos para que se possa determinar a vazão do ramal predial:
 Quando se tem distribuição direta, a vazão do ramal é dada por:
Q = C √∑P
Onde:
Q é em 1/ s
C é o coeficiente de descarga = 0,30 1/s
∑P é a soma dos pesos correspondentes a todas as peças de utilização alimentadas através do
trecho considerado (ver tabela 2.2).
 Quando se tem distribuição indireta à norma admite que a alimentação seja feita
continuamente, durante 24h do dia e a vazão é dada pela expressão:
Q= CD/86400
Onde:
Q é em 1/s
CD é em 1 /s
Uma vez conhecida a vazão do ramal predial, tanto no caso de distribuição direta ou
indireta, o serviço de água deverá ser consultado para a fixação do diâmetro. Geralmente, na
prática, adota-se, para o ramal predial, uma velocidade igual a 0,6 m/s, de tal modo a resultar um
diâmetro que possa garantir o abastecimento do reservatório mesmo nas horas de maior consumo.

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Tabela 2.2 – Vazões de projeto e pesos relativos nos pontos de utilização

Aparelho Sanitário Peça de utilização Vazão de projeto l/s Peso relativo


Bacia Sanitária Caixa de descarga 0,15 0,30
Válvula de descarga 1,70 32,00
Banheira Misturador (água fria) 0,30 1,00
Bebedouro Registro de pressão 0,10 0,10
Bidê Misturador (água fria) 0,10 0,10
Chuveiro ou ducha Misturador (água fria) 0,20 0,40
Chuveiro elétrico Registro de pressão 0,10 0,10
Lavadora de pratos ou Registro de pressão 0,30 1,00
de roupas
Lavatório Torneira ou Misturador 0,15 0,30
(água fria)
Com sifão Válvula de descarga 0,50 2,80
integrado
Mictório Caixa de descarga,
Cerâmico Sem sifão registro de pressão ou 0,15 0,30
integrado válvula de descarga
para mictório
Mictório tipo calha Caixa de descarga ou 0,15 por metro de calha 0,30
registro de pressão
Torneira ou Misturador 0,25 0,70
Pia (água fria)
Torneira elétrica 0,10 0,10
Tanque Torneira 0,25 0,70
Torneira de jardim ou Torneira 0,20 0,40
lavagem em geral

2.2.6.4.1 - Ligação do Ramal Predial


As ligações do ramal predial e medidores (hidrômetros) são estudados com bastante
propriedade por NOGAMI (5) e apresentam-se aqui muitas de suas observações e ilustrações.
A ligação do ramal predial à rede pública de abastecimento pode ser efetuada através de três
tipos de tomadas:
 Direta
 Com colar
 Com ferrule
No sistema com tomada direta, o ramal predial é ligado diretamente na tubulação
distribuidora através de uma conexão (curva) que é rosqueado na mesma. Este tipo de tomada só é
utilizado em canalizações distribuidoras de ferro fundido com paredes relativamente espessas e
desde que as mesmas se encontrem vazias.
A ligação do ramal predial através de um colar de tomada é realizada com a rede em carga e em

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 52


tubos de ferro fundido com paredes finas, ou tubos de cimento amianto ou em tubos de plásticos.
Esta ligação é constituída por um conjunto de peças que são presas à tubulação da rede de
abastecimento conforme mostra abaixo.

Figura 2.18 - Colar de tomada e peças

A broca que aparece na figura 2.19, atravessa o registro (que se encontra aberto) e perfura a
canalização em carga. Em seguida, a broca é recuada, o registro é fechado e peça que contem a
broca é retirada e deste modo, a ligação encontra-se pronta para ser conectada ao cavalete,
conforme mostra a figura 2.20.
A tomada com ferrule permite a ligação do ramal com a tubulação em carga e esse
dispositivo é muito empregado para canalizações de ferro fundido. O ferrule é constituído por: base,
corpo, vedador e tampa.
Um aparelho especial (catraca) faz o furo e a rosca na tubulação distribuidora, em carga,
permitindo a conexão da peça base que contém o vedador no seu interior conforme mostra a figura
2.20.

Figura 2.19 – Perfuração da canalização em carga

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 53


Figura 2.20 – Ligação ao cavalete

Retirando-se o aparelho que perfurou o tubo, o corpo é rosqueado sobre a base e a ligação
do ramal predial é feita através de uma derivação lateral existente neste corpo. Com auxílio de uma
chave de seção quadrada, coloca-se o vedador numa posição superior da peça, fazendo dessa
maneira, com que a água passe da tubulação para o ramal. As figuras 11 e 12 mostram detalhes das
peças que fazem parte desta ligação.

2.2.6.5 - Cavalete
O cavalete é constituído, geralmente, por um hidrômetro e um registro de gaveta interligados
entre o ramal predial e o alimentador predial.

2.2.6.5.1 - Hidrômetros
Os medidores ou hidrômetro são aparelhos destinados à medida e indicação do volume de
água escoado da rede de abastecimento ao ramal predial de uma instalação. Os hidrômetros contém
uma câmara de medição, um dispositivo redutor (trem de engrenagem e um mecanismo de
relojoaria ligado a um indicador que registra o volume escoado).
Os hidrômetros são classificados em hidrômetros de volume e hidrômetros de velocidade.
Os hidrômetros de volume têm duas câmaras de capacidade conhecidas que se enchem e se
esvaziam sucessivamente, medindo dessa maneira, o volume de água que se escoa pelo hidrômetro.
Este volume é medido através do deslocamento de uma peça móvel existente no interior desses
hidrômetros, que transmite o movimento a um sistema medidor. São indicados para medições de
vazões relativamente baixas e apresentam erros pequenos para essas medidas. Devem trabalhar com
água bastante límpida, isenta de impurezas em suspensão para que não haja a paralisação da peça
móvel da câmara destes aparelhos.
Os hidrômetros de velocidade medem o volume escoado através do número de rotações
fornecidos por uma hélice ou turbina existentes no seu interior. Essas rotações são transmitidas a um
sistema de relojoaria (seca, molhada ou selada) que registram um marcador (de ponteiros ou de
cifras) o volume de água escoado.

2.2.6.5.2 - Grandezas e Valores Característicos de um Hidrômetro

Vazão característica - é a vazão, em m³/h, para a qual o hidrômetro apresenta uma perda de
carga total de 10 m.c.a. Para os hidrômetros de fabricação brasileira, as vazões características são
normalmente de 2, 3, 5, 7, 10, 20 e 30m³/h.

Tamanho nominal do hidrômetro - indica a dimensão relacionada à vazão característica. Tem

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 54


o mesmo valor numérico representativo desta. Por exemplo, um hidrômetro de 5m³/h de vazão
característica tem tamanho nominal de 5m³.

Limite inferior de exatidão - é a vazão, em 1/h, a partir da qual o hidrômetro começa a


fornecer indicações de consumo com erros menores ou iguais aos convencionalmente estabelecidos
(3,5% de vazão efetivamente escoada nos hidrômetros de volume e 5% nos de velocidade). A P-EB-
147-1963 fornece um quadro com os valores do limite inferior de exatidão para cada vazão
característica.

Campo de medição - é o intervalo de vazões compreendido entre o limite inferior de


exatidão e vazão característica.

Vazão separadora - é a vazão expressão em 1/h que define a subdivisão do campo de


medição. Corresponde a 5% da vazão característica.

Campo inferior de medição - é o intervalo compreendido entre o limite inferior de exatidão e


a vazão separadora. Nesse campo, os erros de indicação tolerados são maiores (+/- 3,5% para os
hidrômetros de volume e +/- 5% para os de velocidade).

Campo superior de medição - é o intervalo compreendido entre a vazão separadora e a


vazão característica. Os erros tolerantes nesse intervalo são de +/– 2%.

Erro absoluto - é a diferença entre o volume deduzido pelas indicações de um hidrômetro e


o volume do líquido efetivamente escoado num certo período de tempo.

Erro relativo - é a representação percentual do erro absoluto em relação ao volume escoado.


Solicitações máximas admissíveis- são situações nas quais os hidrômetros trabalham em regime de
elevada solicitação (vazão característica). Ocasionam rápidos desgastes das partes móveis dos
hidrômetros.

Pressão de ensaio e de serviço - os hidrômetros devem resistir (sem deformações e sem


vazamentos) as pressões de 20 kgf/cm² nos ensaios de fabricação é de 10 kgf/cm² em condições
normais de funcionamento.

Curvas características - são curvas que representam os erros relativos e as perdas de carga
de um hidrômetro em relação à vazão efetivamente escoada.

2.2.6.6 - Reservação
Influência dos reservatórios domiciliares na qualidade da água.
Os reservatórios domiciliares têm sido comumente utilizados para compensar a falta da água
na rede pública, resultante as falhas no funcionamento do sistema de abastecimento ou de
programação da distribuição. É evidente que se o fornecimento de água fosse constante e adequado,
não haveria a necessidade do uso desses dispositivos.
Os principais inconvenientes do uso dos reservatórios domiciliares são de ordem higiênica,
por facilidade de contaminação, do custo adicional e complicações na rede predial e devido ao
possível desperdício de água durante a ausência do usuário. As consequências da existência dos
reservatórios são mais graves para os usuários que se localizam próximos de locais específicos da
rede de distribuição, como pontas de rede, onde, em geral, a concentração de cloro residual é as
vezes inexistente.
Em trabalhos realizados com o fim específico de verificar a influência dos reservatórios

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 55


domiciliares na qualidade das águas de abastecimento, Lima Filho e Murgel Branco (3) concluíram
que as condições sanitárias em que encontram os mesmos são normalmente responsáveis pela
deterioração da qualidade da água. Em geral, a localização imprópria do reservatório, a ignorância
do usuário em relação a conservação do reservatório, a falta de cobertura adequada e a ausência de
limpezas periódicas são os principais fatores que contribuem para a alteração da qualidade da água.
A existência de uma camada de matéria orgânica e inorgânica no fundo do reservatório
provoca um aumento da turbidez e cor, é responsável pelo consumo da maior parte do cloro residual
da água afluente e acarreta a diminuição do oxigênio dissolvido.

2.2.6.7 - Capacidade e recomendações


A NBR 5626 (1) recomenda que a reservação total a ser acumulada nos reservatórios
inferiores e superiores não deve ser inferior ao consumo diário e não deve ultrapassar a três vezes o
mesmo.
Os reservatórios com capacidade superiores a 1000l devem ser compartimentados afim de
que o sistema de distribuição não seja interrompido durante uma operação de limpeza, pois se levar
um compartimento, o outro garantirá o funcionamento da instalação.
Geralmente é recomendada a seguinte divisão de volume entre os reservatórios superior e
inferior:
 Volume útil do R.S. = 40% do volume total
 Volume útil do R.I. = 60% do volume total
Essa divisão é válida quando o volume total a ser armazenado for igual ao CD. Quando se
pretender armazenar um volume maior que um CD, ele deve ser feito no R.I.
Seja, por exemplo, um edifício de apartamentos em que o CD é de 100m³ e o volume total a ser
armazenado é de 1,5 CD.
a) Volume do R.I.
VRI = 0,6 x 100 + 50 = 110 m³
b) Volume do R.S.
VRS = 0,4 x 100 = 40 m³
Quando for instalado um reservatório hidropneumático não se deve considerar no cálculo da
reservação total o volume desse reservatório, devendo o reservatório inferior ter capacidade mínima
igual ao CD.
A reserva para combate a incêndios pode ser feita nos mesmos reservatórios da instalação
predial de água fria, porém, a capacidade para esta finalidade devem ser acrescidas o volume
referente ao consumo.
A função do reservatório inferior é armazenar uma parte da água destinada ao abastecimento
e deve existir quando:
 O reservatório superior não puder ser abastecido diretamente pelo ramal alimentador.
 O volume total a ser armazenado no reservatório superior for muito grande (principalmente
em prédios de apartamentos).
O reservatório superior deve ter capacidade adequada para atuar como regulador de
distribuição e é alimentado por uma instalação elevatória ou diretamente pelo alimentador predial.
A vazão de dimensionamento da instalação elevatória e a vazão de dimensionamento do barrilete e
colunas de distribuição são aquelas que devem ser consideradas no dimensionamento do
reservatório superior.
Os reservatórios devem ser construídos com matérias de qualidade comprovada e estanque.
Os materiais empregados na sua construção e impermeabilização não devem transmitir a água,
substâncias que possam poluí-la. Devem ser construídos de tal forma que não possam servir de
pontos de drenagem de águas residuárias ou estagnadas em sua volta. A superfície superior externa
deve ser impermeabilizada e dotada de declividade mínima de 1:100 no sentido das bordas. Devem
ser providos de abertura conveniente localizada que permita o fácil acesso ao seu interior para

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 56


inspeção e limpeza e dotados de rebordos com altura mínima de 0,05 m. Essa abertura deverá ser
fechada com tampa que evita a entrada de insetos e outros animais e/ou de água externa.

Detalhes dos reservatórios.


As figuras que se seguem mostram detalhes dos reservatórios inferiores e superiores.

Figura 2.21 – Corte de um reservatório superior

Figura 2.22 – Detalhes de um reservatório superior

2.2.6.8 - Canalização de descarga dos reservatórios


O diâmetro da canalização de descarga dos reservatórios é determinado através da
expressão:

A - Área em planta de um compartimento (m²)


t - tempo de esvaziamento (≤ 2h)
h - Altura inicial de água (m)
S - Seção de conduto de descarga (m²)

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2.2.7 - Dimensionamento da instalação elevatória da água para abastecimento

2.2.7.1 - Vazão horária de recalque (Qr)


a) A vazão de recalque deverá ser, no mínimo, igual a 15% de CD, expressa em m³/h. Por
exemplo, para CD, igual a 100m³, Qr será no mínimo, igual a 15m³/h.
b) Período de funcionamento da bomba (t): O período de funcionamento durante o dia será
função da vazão horária. No caso em que Qr é igual a 15% CD, t resulta aproximadamente igual a
6,7 horas.
c) Diâmetro de canalização de recalque (Dr): De acordo com a NBR 5626 (1), emprega-se a
seguinte expressão:
Dr= 1,3∗ Qr 1/ 2∗ x 1/4
Dr - Diâmetro de recalque (m)
Qr - vazão de recalque (m³/s)

Por exemplo, se:


X = 6,7/24= 0,279 Qr= 15 m³ /h= 4,17∗ 10− ³ m³ /s
Logo, Dr é igual a 61 mm Deverá ser adotado Dr = 60 mm que é o comercial existente.
d) Diâmetro de canalização de sucção (Ds)
O diâmetro de canalização de sucção será, no mínimo, igual ao nominal superior a Dr.
Para o caso anterior, onde Dr = 60 mm tem se:
Ds = 75 mm

2.2.7.2 - Escolha da bomba


Para a escolha da bomba, deve se ter: Qr, Dr e Ds. Os desenho (em planta e corte)
fornecerão os comprimentos totais (real + equivalente) das canalizações de recalque e sucção. Se
Hg for o desnível entre o nível mínimo no R.I. e a saída de água R.S., a altura manométrica (Hm)
será:

Hr - Perda de carga total do recalque


Hs - Perda de carga total na sucção
Conhecendo-se Hm, pode-se determinar a potência da bomba através da expressão:

N – Potência (C.V.)

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2.2.7.3 - Acréscimo de potência sobre o calculado

Potência calculada Acréscimo


(CV) (%)
Até 2 50
2–5 30
5 – 10 20
10 – 20 15
20 10

2.2.7.4 - Barrilete
O traçado do barrilete depende exclusivamente da localização das colunas de distribuição.
Estas por sua vez, devem ser localizadas de comum acordo com a equipe envolvida no projeto
global do edifício (arquiteto, engenheiro do cálculo estrutural, etc.).
Apresenta-se, a seguir, um roteiro simplificado para o dimensionamento do barrilete:
a) Determinar, para cada trecho da coluna, a ∑P
b) Calcular a vazão nos trechos da coluna

Essa é a máxima vazão provável, pois nem todos os aparelhos estão em uso simultâneo. Nos
casos em que realmente todos os aparelhos funcionaram simultaneamente, deve se dimensionar as
canalizações através da soma de vazões.
c) Uso da tabela de multiaplicações (Anexos no final do capítulo)
d) Localizar, registros no início de cada coluna.
e) Determinar, a pressão dinâmica mínima no início de cada coluna. Deve se levar em conta
a alimentação do aparelho que apresenta a condição mais desfavorável.
f) Determinar a ∑P para cada trecho do barrilete e em seguida, as vazões nos respectivos
trechos.
g) Após estimativa dos diâmetros e verificação de que o caso mais desfavorável é atendido,
determinar a altura mínima da água no reservatório. (Determinar pressões em todas as derivações
do barrilete).
h) Diâmetro mínimo do barrilete: 25 mm

REFERÊNCIAS DO CAPÍTULO:
1. ABNT – NBR 5626 – Instalações Prediais de Água Fria 1998.
2. GUARDIA, A. C. Utilização de Válvulas de Descarga em Instalações Prediais de Água Fria.
Revista Engenharia Sanitária vol.16 nº2, 181-183, Rio de Janeiro, abril/junho, 1977.
3. LIMA Fº, R.A. Reservatório Domiciliar – Aspectos de sua Influência na Qualidade da Água
– Dissertação de Mestrado – EESC-USP, 1978.
4. MARTINS, H. C. Algumas Considerações sobre Poluição em Rede Predial de Água Fria. VI
Congresso de Engenharia Sanitária. Tema 2 – São Paulo, janeiro de 1971.
5. NOGAMI, P. S. et alii Técnicas de Abastecimento e Tratamento de Água Vol.1 – Cetesb –
São Paulo, 1978.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 59


CAPÍTULO 3 – ESGOTO

Antes de abordamos os aspectos técnicos que envolvem o assunto que, aliás é o objetivo a
que nos propomos neste trabalho, vamos mostrar aqui, resumidamente, alguns tópicos históricos
que bem mostram sobre a importância dessa área do saneamento.
Os povos mais antigos, como os babilônicos, já construíam sistema de esgoto, as privadas já
eram conhecidas, pelos egípcios; os gregos desenvolveram as duchas e mais tarde, banhos públicos.
Nessa época, a higiene e o saneamento já eram bem desenvolvidos.
Durante certa época, na Idade Média, porém, conta-se que ocorreu uma grande epidemia,
atribuída pelos sábios ao hábito de tomar banho. Assim através de uma lei, foi proibido o banho. Na
realidade, o que ocorria é que, devido às precárias condições de saneamento de então, as doenças se
multiplicavam gerando as epidemias.
Há uma íntima relação entre a saúde e as condições de saneamento. O conceito de
saneamento entre tanto ganha a sua expressão maior, quando ampliamos a visão e entendemos a
atenção a outros aspectos que estão envolvidos, que não o de propiciar saúde e melhoria dos
padrões de vida do homem. Assim, temos de pensar também em melhoria de produtividade,
valorização das terras, possibilidade de uso dos cursos d’água para recreação e inúmeros outros.

3.1 - EFLUENTES DE ESGOTOS


Os esgotos, ou águas residuárias, são os despejos líquidos de casas, edifícios,
estabelecimentos comercias, instituições e indústrias. Podemos classificá-los conforme o tipo de
efluente.

Figura 3.1

3.2 - ESGOTOS PLUVIAIS


Os esgotos pluviais são os provenientes das águas de chuva, não estando incluídos na
classificação anterior, sendo o assunto tratado em um capítulo à parte.

3.3 - O CAMINHO PERCORRIDO PELOS ESGOTOS


Como podemos ver no quadro anterior, os esgotos podem ser domésticos ou indústrias.
Vimos também sobre a importância que há em se dar um destino final adequado a esses
efluentes, com o propósito principal de se evitar a poluição ambiental.
Os tipos de instalações que compõem um sistema de esgotos (tubulações, caixas, aparelhos
sanitários, fossas, estações de tratamento), são definidos em funções de fatores locais, isto é tipo de
solo, quantidade de líquido escoado, número de pessoas, custos, tipo de efluentes e outros.
Neste trabalho daremos maior atenção aos efluentes de esgotos domésticos, por ter uma
maior relação com a nossa linha de produtos para instalações prediais de esgotos sanitários. No que

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 60


diz respeito aos dejetos industriais acreditamos ser um assunto a parte e por demais extensos para
poder aqui ser abordado de forma resumida. O fluxograma abaixo resume de forma simples e clara
as possibilidades existentes quanto ao caminhamento de esgotos domésticos (águas imundas e
servidas):

Figura 3.2

Como percebemos no quadro, os esgotos podem ser levados ao seu destino final com ou sem
transporte hídrico (água como veículo de transporte dos dejetos).
Sistemas sem transporte hídrico é utilizado normalmente como solução em zonas sem ou
com pouca água de abastecimento, ou ainda por razões de economia do usuário. Exemplos: zonas
rurais (fossa seca ou negra).
Sistemas com transporte hídrico são adotados em locais onde a abastecimento de água em
quantidade suficiente para tal.
Nesse caso, podemos ter como solução para coleta o afastamento dos esgotos duas
possibilidades: os sistemas individuais e coletivos como veremos agora.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 61


Figura 3.3

3.3.1 - Sistemas individuais


O sistema individual é aquele onde cada um dos prédios ou casas das cidades ou vilas possui
os seus próprios sistemas de coleta, afastamento e tratamento dos esgotos domésticos. Assim, os
esgotos são encaminhados a uma fossa séptica, que tem por finalidade a transformação das fezes em
iodo que se deposita no fundo da fossa, e em gases, os quais são expelidos para a atmosfera pela
tubulação de ventilação.

Figura 3.4

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 62


Figura 3.5

OBSERVAÇÕES:
1. Em alguns municípios, os departamentos de saúde locais admitem que os efluentes líquidos
que saem da fossa séptica sejam conduzidos a rede coletora pluvial pública o que dispensa o
uso de outros recursos anteriormente apresentados.
2. Outro aspecto, também bastante discutido, é com relação aos esgotos que devem ou não ser
escoada a fossa séptica. Isto é, apesar da norma admitir alguns técnicos defendem a opinião
de que somente devem ser conduzidas a fossa séptica as águas imundas ou com
excrementos. As águas servidas, nesse caso, devem ser desviadas da fossa por um a rede
independente, pois os detergentes e sabões contidos nessas águas eliminam as bactérias que
trabalham no processo de digestão que ocorre no interior das fossas.

Figura 3.6

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 63


3.3.2 - Sistemas coletivos
A outra solução adotada para coleta, afastamento e tratamento dos esgotos com transporte
hídrico é o sistema coletivo.
Esses sistemas consistem numa rede de tubos (linha VINILFORT-TIGRE), assentada nas
ruas da cidade, a qual realiza a coleta das águas residuárias doméstica, encaminhando-as a um local
onde é feito o seu tratamento e posterior lançamento final a um curso d’água (rio ou mar).
Vejamos, resumidamente, como isto se processa:
Os esgotos, ou água residuárias doméstica, são encaminhados pelo coletor predial até uma
rede coletora denominada de coletor público que passa pelas ruas da cidade. Essas redes coletoras
convergem, por meio dos interceptores (tubos de maiores dimensões) até um local onde se efetua o
tratamento dos esgotos: A Estação de Tratamento de Esgoto- ETE.

Figura 3.7

3.4 - COMO FUNCIONA UMA ETE?


Basicamente, uma estação de tratamento convencional, tem a finalidade de promover um
tratamento dos esgotos domésticos, tornando-os em condições de serem lançados aos rios, riachos,
lagos ou ao mar.
Os esgotos são encaminhados à ETE onde, inicialmente, são retiradas as impurezas mais
grosseiras (sólidos, gorduras e areia), para após, ser removida a matéria orgânica, complementando-
se o tratamento, eventualmente, com adição de cloro como forma de desinfecção. Os efluentes são
lançados, então por um emissário, ao seu destino final, com um elevado índice de purificação.
A formação de lodo proveniente desse tratamento proporciona a sua utilização eventual
como adubo, após ter sido tratado convenientemente.

3.5 - INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTOS SANITÁRIOS


Para que possamos tratar sobre as instalações de esgoto, é de fundamental importância que
antes de prosseguirmos nesse assunto, tenhamos um melhor conhecimento dos conceitos utilizados
para os diversos componentes das instalações prediais.
A Norma Brasileira NB-19/80 (NBR-8160), define os seguintes termos:

3.6 - APARELHOS SANITÁRIOS, DESCONECTORES E RALOS

3.6.1 - Aparelhos sanitários


São aparelhos que, ligados a instalação predial, destinam-se ao uso da água para fins
higiênicos.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 64


Figura 3.8

3.6.2 - Desconectores ou sifões


São dispositivos que contém uma camada líquida chamada de fecho hídrico, destinada a
vedar a passagem dos gases contidos nos esgotos. Exemplos: caixa sifonada, vaso sanitário.

Figura 3.9

OBS: A NB-19 recomenda um mínimo de 5 cm para a altura dos fechos hídricos dos
desconectores. É importante ressaltar que as caixas sifonadas monobloco TIGRE atendem a esta
exigência de norma, o que não ocorre com alguns modelos existentes no mercado.

3.6.3 - Ralos
São caixas dotadas de grelha na parte superior destinadas a receber as águas de chuveiros ou
de lavagem de piso.
Quando contem sifão, denominam-se ralos sifonados.
Figura 3.10

3.7 - INSTALAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA DE ESGOTOS

3.7.1 - Instalação primária de esgotos


É o conjunto de tubulações e dispositivos que contem gases provenientes de coletor público
ou de fossa séptica.

3.7.2 - Instalação secundária de esgotos


É o conjunto de tubulações e dispositivos onde não tem acesso os gases referidos

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 65


anteriormente. Nesse caso a passagem dos gases é bloqueada pelos fechos hídricos dos sifões ou
desconectores.
Figura 3.11

3.8 - RAMAL DE DESCARGA, RAMAL DE ESGOTO, TUBO DE QUEDA E SUBCOLETOR

3.8.1 - Ramal de descarga


É a tubulação que recebe diretamente os efluentes dos aparelhos sanitários.

3.8.2 - Ramal de esgoto


Recebe os efluentes dos ramais de descarga.

3.8.3 - Tubo de queda


É a tubulação vertical, existente nos prédios de dois ou mais andares, e que recebe os
efluentes dos ramais de esgoto e dos ramais de descarga.

Figura 3.12

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 66


Figura 3.13

3.8.4 – Subcoletor
É a tubulação horizontal que recebe os efluentes de um ou mais tubos de queda ou de ramais
de esgoto.

3.9 - TUBO VENTILADOR, COLUNA DE VENTILAÇÃO E RAMAL DE VENTILAÇÃO


Tubo ventilador é o tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o
interior da instalação de esgotos e vice-versa, com a finalidade de protegê-la contra possíveis
rupturas dos fechos hídricos dos desconectores (caixas sifonadas, vasos sanitários, mictórios).
O tubo ventilador, quando desenvolve-se por um ou mais andares, denomina-se coluna de
ventilação. A sua extremidade superior, nesse caso, deve ser aberta a atmosfera e ultrapassar o
telhado, em no mínimo 30 cm.
O trecho de um tubo ventilador que interliga o desconector ou o ramal de esgoto a uma
coluna de ventilação chama-se ramal de ventilação.

3.10 - CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO E CAIXAS DE INSPEÇÃO

3.10.1 - Caixas de distribuição:


São as caixas destinadas a receber o esgoto, por exemplo, da fossa, e distribuí-lo
proporcionalmente as valas de filtração (irrigação sub-superficial).

3.10.2 - Caixas de inspeção:


São caixas destinadas a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução das tubulações.

Figura 3.14 a Figura 3.14 b

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 67


OBSERVAÇÃO: Nos casos de colunas (trechos verticais) ou linhas horizontais suspensas
(subsolos), ou mesmo junto aos pés-de-coluna, pode-se utilizar, para inspeção e limpeza, o tê de
inspeção.
Observe também, na mesma figura a curva 87º30’ branca, com bolsas, para pé-de-coluna.
Esta peça é dimensionada com uma maior espessura de parede, para resistir a eventuais golpes de
objetos que possam cair e chocar-se com as curvas pé-de-coluna.

3.10.3 - Subcoletores
Os subcoletores deverão possuir um diâmetro de DN 100 mm, para uma declividade mínima
de 1%, intercalados por caixas de inspeção ou conexões que possuam dispositivos para tal
finalidade. Exemplo: tubo radial operculado com inspeção. Esses elementos de inspeção devem ser
previstos sempre que houver mudança de direção do subcoletor, ou quando houver a interligação de
outras tubulações a ele.
Figura 3.15

3.10.4 - Caixas de inspeção

Figura 3.16

OBS: A análise dos aspectos técnicos que envolvem as diversas etapas de dimensionamento
das instalações de esgotos, assim como os critérios adotados para tal, compete aos projetistas.
Assim, os exemplos aqui apresentados servem para auxiliar nos casos de instalações mais simples.

3.11 - FOSSA SÉPTICA


Nessas fossas as águas servidas sofrem a ação de bactérias chamadas de “anaeróbicas”
(micro-organismo que só atuam onde não circula o ar).
Sob a ação dessas bactérias uma parte da matéria orgânica sólida é convertida em gases os
quais são expelidos pelas tubulações de ventilação. Durante o processo depositam-se no fundo da
fossa as partículas minerais sólidas, formando o lodo. Forma-se também, na superfície do líquido,

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 68


uma camada de espuma ou crosta, que contribui para evitar a circulação do ar, facilitando a ação das
bactérias.
As substâncias solúveis ficam diluídas no próprio líquido do esgoto, o qual, posteriormente é
distribuído no terreno por um dos seguintes sistemas:
 Poço absorvente sumidouro
 Irrigação sub-superficial
 Trincheiras filtrantes

Verifica-se, pois, que o tanque séptico permite exclusivamente a separação entre os materiais
sólidos (excrementos) e os líquidos, tornando-os menos poluídos, diminuindo em muito seus
inconvenientes quanto a problemas de contaminação.

Figura 3.17

3.11.1 - Como dimensionar uma fossa séptica


A prática tem demonstrado que é aconselhado admitir se a capacidade útil de 1500 litros,
mesmo que a necessidade estimada não justifique essa capacidade.
Com um pequeno acréscimo de custo consegue-se garantir o perfeito funcionamento da
instalação mesmo quando, por quaisquer circunstâncias, houver aumento do número de usuários, ou
quando o prazo previsto para limpeza for ultrapassado.
Uma fossa séptica com 1500 litros de capacidade está apta a servir a uma habitação com no
máximo sete pessoas, prevendo-se uma limpeza (retirada do lodo) a cada dois anos ou pouco mais.
Não é recomendável a instalação de um tanque séptico com capacidade inferior a 1250
litros.
Os efluentes que saem da fossa séptica podem ter as seguintes destinações.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 69


Figura 3.18

3.11.1.1 - Poço absorvente ou sumidoro


Muito difundido no Brasil, o poço absorvente consiste em buraco aberto no solo, cujas
dimensões devem variar de acordo com a quantidade de líquido contribuinte e com o tipo de solo,
isto é, de acordo com a sua porosidade.
O fundo do poço deverá estar a uma profundidade de 1,5 metros acima do lençol de água,
para evitar a poluição da água subterrânea.
O destino final do líquido efluente da fossa se dá por infiltração do terreno através das
paredes dos poços.
Para evitar desmoronamentos, as paredes laterais são feitas em alvenaria utilizando-se de
tijolos em crivo (juntas abertas para permitir a infiltração do terreno).

Figura 3.19

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 70


3.11.1.2 - Irrigação sub-superficial
Para que possa ser aumentada a vida útil dos poços absorventes ou, nos casos em que o
lençol subterrâneo de água esteja próximo a superfície do solo, é aconselhável a adoção do sistema
de irrigação sub-superficial como dispositivo auxiliar para infiltração dos efluentes no solo.
É o processo mais conveniente para a disposição dos efluentes do tanque séptico, por
diminuir o risco de contaminação das águas subterrâneas.

Figura 3.20

Para a construção de um sistema de irrigação sub-superficial podem ser usados tubos de


PVC rígido, corrugados e perfurados para drenagem, da marca TIGRE. A bitola usual dos tubos é
de 100 mm
As valas são abertas com largura de 0,50 m e profundidade de 50 a 60 cm. A declividade é a
partir de 0,25%, e não maior que 0,5%.

Figura 3.21

O afastamento mínimo recomendável entre as valas é de 1,0 m e o comprimento máximo


das mesmas não deverá ser maior do que 30 m.
Os tubos-dreno corrugados deverão ser instalados no fundo das valas envolvidos por uma
camada de cascalho, pedregulho ou pedra britada, de diâmetros de 0,5 a 5 cm. Esse material deverá
se estender, no mínimo, 10 cm abaixo dos tubos e 5 cm acima dos mesmos. Esse feito tem por
finalidade facilitar a absorção, tornando-a mais rápida.
Sobre a camada de pedra deve ser colocado papelão alcatroado (asfáltico) ou similar, antes
de ser efetuado o enchimento do restante da vala com terra.
Um critério aproximado para dimensionar um sistema de irrigação sub-superficial quando
não se dispõe de ensaio de infiltração, é o de estimar a extensão das linhas em função dos número
de pessoas usuárias.
Nesse caso, procedemos do seguinte modo: com base no tipo de solo do local a ser instalado

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 71


o sistema, e do número total de pessoas a utilizarem habitação considerada, determinamos o
comprimento total L das linhas.
Nesse caso consultamos a tabela 3.1:

Tabela 3.1

Tipo de solo C
1 Argilas compactas de cor branca 20
2 Argilas de cor vermelha ou marrom medianamente compacta 30
3 Argila com areia ou silte 50
4 Areia ou silte com pouca argila ou areia com húmus ou turfa 75
5 Areia selecionada e limpa 80

Com o valor de C, tirado da tabela 3.1, podemos calcular L:


L= 300N/C (metros)
Sendo N um número de pessoas contribuintes.

Exemplo: para o solo tipo 2, temos C = 30. Se N = 5 pessoas, teremos:


300*5/30 = 50 m

Figura 3.22

Nesse caso, poderemos construir o sistema com 4 linhas de 12,5 m (= 50 m)

Figura 3.23

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 72


3.11.1.3 - Trincheiras filtrantes
Esse sistema consiste em duas linhas sobrepostas de tubos de drenagem, entre meadas por
uma camada de areia.
A linha superior faz a irrigação e a inferior coleta. Na passagem das águas pela camada de
areia, praticamente eliminam-se as bactérias existente, permitindo o lançamento posterior em curso
d’água ou sarjeta, a juízo da autoridade sanitária local.
Quanto maior a camada de areia e mais fina a granulometria (tamanho dos grãos de areia),
melhor é a filtragem.
Esse sistema é indicado quando a absorção do solo é muito pequena para absorver as águas
residuais da população usuária ou quando é impraticável a aplicação de qualquer outro sistema
individual.

Figura 3.24

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 73


As valas deverão ter uma profundidade de 1,20 a 1,50 m e uma largura de 0,50 m. A
tubulação de coleta (inferior) e de irrigação (superior) deverão ser executadas com tubos perfurados
ou ranhurados para drenagem de DN 100 e com declividade de 0,2 a 0,3%.
A extensão mínima das valas deverá ser de 6 m por pessoa, não sendo recomendadas menos
de duas valas para o atendimento de uma fossa séptica.

Figura 3.25

Figura 3.26

3.12 - DIMENSIONAMENTO DAS CANALIZAÇÕES DE ESGOTO


As canalizações de esgoto são dimensionadas em função do número total de unidades
Hunter de contribuição associadas os aparelhos aqui serviram. A figura abaixo, retirada da NB-19,
mostra de forma esquemática um tipo usual de instalação de esgoto indicando a nomenclatura das
partes constituintes e especificamente a tabela correspondente ao dimensionamento das mesmas.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 74


Figura 3.27

A tabela 3.2, transcrita da NB-19, fornece o número de unidades Hunter de contribuição


correspondente a cada aparelho bem como, o diâmetro nominal do ramal de descarga
correspondente.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 75


Tabela 3.2 – Unidades Hunter de contribuição dos aparelhos sanitários e diâmetro nominal dos
ramais de descarga

Nº DE DIÂMETRO
APARELHO UNIDADES NOMINAL DO
HUNTER DE RAMAL DE
CONTRIBUIÇÃ DESCARGA-DN
O
Banheira de residência 2 40
Banheira de uso geral 4 40
Banheira hidroterapêutica – fluxo continuo 6 75
Banheira de emergência (hospital) 4 40
Banheira infantil (hospital) 2 40
Bacia de assento (hidroterápica) 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 1 40
Chuveiro de residência 2 40
Chuveiro coletivo 4 40
Chuveiro hidroterápico 4 75
Chuveiro hidroterápico tipo tubular 4 75
Ducha escocesa 6 75
Ducha perineal 2 30
Lavador de comadre 6 100
Lavatório de residência 1 40
Lavatório geral 2 40
Lavatório quarto de enfermeira 1 30
Lavabo cirúrgico 3 40
Lava pernas (hidroterápico) 3 50
Lava braços (hidroterápico) 3 50
Lava pés (hidroterápico) 2 50
Mictório - válvula de descarga 6 75
Mictório - caixa de descarga 5 50
Mictório – descarga automática 2 40
Mictório de calha por metro 2 50
Mesa de autópsia 2 40
Pia de residência 3 50
Pia de serviço (despejo) 5 75
Pia de lavatório 2 40
Pia de lavagem de instrumentos (hospital) 2 40
Pia de cozinha industrial - preparação 3 50
Pia de cozinha industrial – lavagem de panelas 4 50
Tanque de lavar roupa 3 40
Máquinas de lavar pratos 2 50
Máquina de lavar roupa até 30 Kg 3 50
Máquina de lavar roupa de 30 Kg até 60 Kg 12 100
Máquina de lavar roupa acima de 60 Kg 14 150
Vaso sanitário 6 100

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 76


Nota: O diâmetro nominal indicado nesta tabela é relacionado com número de unidades
Hunter de contribuição é considerado como mínimo.
A tabela 3.3 apresenta o número de unidade Hunter de contribuição, em função do diâmetro
nominal do ramal de descarga, correspondente aos aparelhos que não estão relacionados na tabela
3.2.

Tabela 3.3 – Unidade Hunter de contribuição para aparelhos não relacionados na tabela 1

Diâmetro nominal do ramal de descarga DN Nº de unidades Hunter de contribuição


30 ou menor 1
40 2
50 3
75 5
100 6

As tubulações horizontais com diâmetros nominais iguais ou menores que DN 75 devem ser
instaladas com declividade mínima de 2% e aquelas que apresentarem diâmetros nominais maiores
ou iguais a DN 100 devem ter declividade mínima de 1%, exceto no caso de coletores ou
subcoletores, que obedecem aos valores especificados pela tabela 3.2.

3.13 - COLETORES PREDIAIS E SUBCOLETORES


Os coletores e subcoletores devem ser dimensionados de acordo com a tabela 3.4, também
da NB – 19, e o coletor predial não deve ter DN inferior a 100.

Tabela 3.4
Diâmetro nominal Nº Máximo de unidades Hunter de contribuição
do tubo Declividades mínimas (%)
DN 0,5 1 2 4
100 - 180 216 250
150 - 700 840 1.000
200 1.400 1.600 1.920 2.300
250 2.500 2.900 3.500 4.200
300 3.900 4.600 5.600 6.700
400 7.000 8.300 10.000 12.000

O coletor predial e os subcoletores devem ser construídos, sempre que possível, na parte não
edificada do terreno. Caso contrário devem ser protegidos e de fácil inspeção.
O coletor deve ser de preferência retilíneo, possuindo caixas de inspeção ou peças de
inspeção para a limpeza e desobstrução dos trechos adjacentes nas deflexões impostas pela
configuração do prédio ou do terreno.
Nas mudanças de direção de coletores em que não for possível intercalar caixas de inspeção,
devem ser usadas curvas de ângulo central máximo igual a 90º de raio longo, desde de que se usem
peças de inspeção.
No dimensionamento dos coletores e subcoletores, deve ser considerado apenas aparelho de
maior descarga de cada banheiro de prédio residencial, para o computo do número de unidades
Hunter de contribuição. Nos demais casos todos os aparelhos devem ser computados com suas
respectivas unidades de contribuição.
As ligações de ramais de descarga, ramais de esgoto, ou subcoletores aos coletores devem
ser executadas através de uma caixa de inspeção ou poço de visita, e quando não for possível tal
exigência devem ser ligadas através de junções de 45º com peças de inspeção não sendo permitido o

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 77


uso de peça “T” ou duplo “T”. Nas mudanças de diâmetros dos coletores e subcoletores devem ser
inseridas peças de ampliação ou redução especiais ou caixas de inspeção.
Nos traçados dos coletores ou subcoletores não devem existir dispositivos tais como sifões,
fundo de caixas de inspeção com cota inferior ao perfil do coletor predial ou subcoletor, bolsa de
tubulações dentro da caixa de inspeção, etc., que impedem o escoamento natural do esgoto.

3.14 - TUBOS DE QUEDA


Os tubos de queda devem ter diâmetro uniforme devendo ser instalados, sempre que
possível, mantendo-se o alinhamento vertical. Nos casos em que se faz necessário o desvio do tubo
de queda, essa mudança deverá ser efetuada mediante a utilização de peças com ângulo central não
superior a 90º, munidas de dispositivos de inspeção. Os tubos de queda são dimensionados através
da tabela 3.5.

Tabela 3.5 - Dimensionamentos de tubos de queda


NÚMERO MÁXIMO DE UNIDADES HUNTER DE
DIÂMETRO CONTRIBUIÇÃO
NOMINAL DO PRÊDIO DE ATÉ 3 PRÉDIO COM MAIS DE 3
TUDO DN PAVIMENTOS PAVEMENTOS
EM 1 EM TODO O TUBO
PAVIMENTO
30 2 1 2
40 4 2 8
50 10 6 24
75 30 16 70
100 240 90 500
150 960 350 1900
200 2200 600 3600
250 3800 1000 5600
300 6000 1500 8400

Nem um vaso sanitário deve descarregar em tubo de queda de diâmetro nominal inferior a
DN 100 e não deve ter diâmetro inferior ao da maior tubulação e ele ligada. O diâmetro nominal
mínimo do tubo de queda que recebe efluentes de pias de copa, cozinha ou de despejo é igual a DN
75, com exceção aos tubos de queda que recebem até 6 unidades Hunter de contribuição em prédios
de até dois pavimentos, podendo neste caso ser usado DN 50.
Os tubos de queda devem ser prolongados com o mesmo diâmetro até acima da cobertura do
prédio, com exceção dos prédios cuja a instalação de esgoto já possua pelo menos um tubo
ventilador primário de DN 100 e desde que o comprimento do tubo não exceda a ¼ da altura total
do prédio, medida na vertical do referido tubo, que não receba mais de 36 unidades Hunter de
contribuição e que tenha a coluna de ventilação prolongada até acima da cobertura ou conexão com
outra existente.
As interligações de tubos de queda com tubulações horizontais devem ser efetuadas através
de junções a 45º simples ou duplas, Tês sanitários sendo vedado o uso de cruzeta sanitária.
Os esgotos de aparelhos de aparelhos sanitários (exceto de vasos sanitários e pias de
cozinha) de um ou mais pavimentos podem ser conduzidos a tubos de queda secundários ligados a
caixas sifonadas.
Um tubo de queda pode ser comum aos ramais de esgoto de dois banheiros adjacentes.
Quando um tubo de queda apresentar desvios da vertical a NB-19 recomenda o seguinte
dimensionamento:

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 78


a) Quando o desvio formar ângulo não maior que 45º com a vertical, o tubo é
dimensionado pela tabela 3.5;

b) Quando o desvio formar ângulo maior que 45º com a vertical:


 A parte do tubo de queda acima do desvio como tubo de queda independente
com base no número de unidades Hunter de contribuição dos aparelhos acima do
desvio de acordo com a tabela 3.5.
 A parte horizontal do desvio de acordo com a tabela 3.4.
 A parte do tubo de queda abaixo do desvio com base no número de unidades
Hunter de contribuição de todos os aparelhos que descarregam no tubo de queda,
de acordo com a tabela 3.5, não podendo o diâmetro adotado ser menor que o da
parte horizontal.
OBS: Deve ser usado o diâmetro nominal mínimo DN 100 para as tubulações que recebam
despejos de vasos sanitários.

3.15 - RAMAIS DE ESGOTO E DE DESCARGA


Os ramais de descarga, exceto os vasos sanitários, devem ser ligados individualmente ou
através de uma caixa de passagem à caixas sifonadas ou a um sifão. Os conjuntos de lavatórios ou
mictórios instalados em banheiros, em sanitários coletivos podem ser ligados em um único ramal de
esgoto desde que ele seja inspecionado. Os ramais de lavatórios e de pias de cozinha com cuba
dupla também podem ser interligados entre si. O diâmetro mínimo das caixas de passagem é DN 50.
O afluente de mictórios devem ser coletados em caixas sifonadas hermeticamente fechadas
executadas com material apropriado e devidamente ventilados.
Os ramais de descarga de pias de cozinha devem ser ligados a caixa de gordura ou em tubos
de queda que nelas descarreguem.
Os ramais de descarga de vasos sanitários, caixas ou ralos sifonados, caixas retentoras e
sifões, devem ser ligados a caixas de inspeção ou a uma tubulação primária inspecionável.
Os desvios horizontais de tubos de queda que apresentam declividade inferior a 1% não
podem receber, em tais trechos, contribuição de esgoto de mais de quatro pavimentos superposto.
Em tais casos as ligações devem ser executadas nos trechos verticais abaixo dos desvios.
Os vasos sanitários instalados em série devem ser interligados através de junções a 45º e
curvas ou joelhos.
Os diâmetros mínimos dos ramais de descarga dos aparelhos encontram-se na tabela 1 e
nenhum aparelho sanitário pode descarregar seu efluente em tubos de diâmetro nominal inferior a
DN 30.
As ligações de ramais de esgoto ou de descarga aos coletores ou aos subcoletores devem ser
executados mediante junções de 45º (inspesionáveis) ou através de caixas de inspeção.
Os ramais de esgoto são dimensionados através da tabela 3.6.

Tabela 3.6 - Dimensionamento de ramais de esgoto

DIÂMETRO NOMINAL DO TUBO NÚMERO MÁXIMO DE UNIDADES


DN HUNTER DE CONTRIBUIÇÃO
30 1
40 3
50 6
75 20
100 160
150 620

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 79


CAPÍTULO 4 – ÁGUAS PLUVIAIS

Muitas vezes ouvimos ou encontramos a palavra PLUVIAL escrita em livros, trabalhos e


revistas, e talvez muitos desconheçam a origem desse nome. A palavra PLUVIAL vem do latim
“Pluvium” que significa chuva. Por isso se diz que as águas pluviais são aquelas águas que se
originam a partir das precipitações ou chuvas. Os homens, na busca de abrigos que os mantivessem
protegidos das chuvas, inventaram e fabricaram uma serie de objetos e produtos que mais tarde
vieram a compor os mais diversos tipos de proteção.

Figura 4.1

4.1 - POR QUE COLETAR AS ÁGUAS PLUVIAIS


A utilização de sistemas para coleta das águas de chuva permite ao homem diversas
vantagens:
 Em uma residência, o sistema de coleta das águas de chuva permitirá um melhor
escoamento dessas águas, evitando alagamento, erosão do solo e outros problemas.
 Em regiões de seca, pode-se utilizar a água da chuva para o consumo doméstico, coletando-
se e armazenando-se a mesma em cisternas ou em açudes.

Figura 4.2 a Figura 4.2 b

4.2 - TELHADO, ÁGUA, BEIRAL E PLATIBANDA

O telhado é a parte de uma construção que tem por finalidade proteger as áreas construídas
contra a ação do tempo (chuva, neve, calor e frio).

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 80


Figura 4.3

Água é a área do telhado composta de uma superfície plana e que conduz para uma mesma
direção as águas das chuvas.

Figura 4.4

O Beiral é a beirada do telhado ou prolongamento deste telhado além das prumadas das
paredes.

Figura 4.5

A Platibanda é uma pequena murada utilizada para esconder o telhado das construções.

Figura 4.6

4.3 - CAIXA DE AREIA, CALHAS E CONDUTORES


A caixa de areia é uma caixa, normalmente enterrada, utilizada para recolher detritos
contidos nas tubulações de águas pluviais, além de permitir a inspeção e limpeza do sistema.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 81


Esses detritos depositam-se no fundo da caixa, que permite a sua retirada periódica.
As calhas são canais que recolhem as águas dos telhados, terraços e outros, encaminhando-
as a um condutor tubo de descida.
Essas calhas, quando instaladas nos beirais de telhados, denominam-se calhas de beiral.

4.4 - FENÔMENOS QUE OCORREM NOS TUBOS VERTICAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS


A experiência demonstra que, nos casos de tubos verticais para águas pluviais com maiores
alturas, podem ocorrer pressões negativas (vácuo) no interior destas tubulações, nas seguintes
situações:

Figura 4.7

Mau dimensionamento dos tubos de queda pluviais, com diâmetros menores do que os
necessários. Isto pode provocar nos casos de chuvas mais intensas, o acúmulo excessivo de água no
interior das calhas.
Em conseqüência, a entrada do tubo de queda (bocal) permanece afogada, evitando a entrada
de ar juntamente com a água para dentro do tubo.
Nestes casos, ocorre uma pressão negativa tanto maior, quanto maior for à altura do prédio.
Nota-se, portanto, que essas situações de “afogamento” do bocal devem ser evitadas, a fim
de reduzir as pressões negativas no interior dos tubos.

Figura 4.8 a Figura 4.8 b

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 82


Há, no entanto, outras situações que podem ocorrer acidentalmente e que também podem
provocar o escoamento afogado. Como, por exemplo, o acúmulo de folhas e sujeiras na entrada do
bocal.
Como essas situações acidentais são praticamente impossíveis de se prever e para se evitar
que ocorram danos à tubulação, é que recomendamos a utilização de tubos especiais capazes de
suportarem condições de sub-pressões mais intensas, sem qualquer dano.
Principalmente, nos prédios com mais de três pavimentos. É o caso dos tubos Série R
(reforçado) produzidos pela TIGRE.

Figura 4.9

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 83


CAPÍTULO 5– ÁGUA QUENTE

5.1 - GENERALIDADES
O fornecimento de água quente representa uma necessidade nas instalações de determinados
aparelhos e equipamentos ou uma conveniência para melhorar as condições de conforto e de higiene
em aparelhos sanitários de uso comum. Assim, não se pode prescindir de água quente em
instalações hospitalares e em hotéis com restaurantes e lavanderias, e não seria aceitável um prédio
residencial que não fosse dotado de instalações para produção de água quente.
Em instalações industriais, em laboratórios ou onde se realizam processamentos de produtos
químicos e industriais de imensa variedade também se recorre a água quente.
A temperatura com que a água deve ser fornecida depende do uso a que se destina. Quando
uma mesma instalação deve fornecer água em temperaturas diferentes nos diversos pontos de
consumo, faz-se o resfriamento para as temperaturas desejadas com um aparelho misturador de
água fria no local da utilização. Assim, por exemplo, a água numa lavanderia deve ser fornecida
entre 75º e 80ºC. Já nas cozinhas para boa lavagem da louça com restos de gordura, a água deve
achar-se entre 55º e 75ºC. Para banhos, lavagem de mãos e limpeza, é suficiente prever-se na
torneira, ou misturados, a água entre 40º e 50ºC.
Podemos dividir as instalações de água quente em:
 Instalações industriais: nestas, a água quente atende a exigências das operadoras inerentes
aos processos empregados na indústria. Os dados referentes ao consumo da água quente,
pressão e temperatura são estabelecidos em função da natureza, finalidade e produção dos
equipamentos que dela irão necessitar.
 Instalações prediais: sob essa designação acham-se compreendidas as instalações que
servem a peças de utilização, aparelhos sanitários ou equipamentos, visando à higiene e
conforto dos usuários. As exigências técnicas mínimas a serem atendidas nessas instalações
acham-se estabelecidas na NBR 7198:1993- Projeto e Execução de Instalações Prediais de
Água Quente. A norma abrange o aquecimento de água onde forem utilizados como fonte
de calor a eletricidade, o gás ou o óleo. Aplicam-se também as indústrias naquilo que se
referir à higiene e ao conforto das pessoas, como é o caso dos aparelhos sanitários, peças de
utilização, cozinhas e lavanderias.

5.2 - MODALIDADES DE INSTALAÇÃO DE AQUECIMENTO DE ÁGUA


O aquecimento da água pode ser realizado por um dos seguintes sistemas:
 Individual: quando o sistema alimenta um só aparelho. É o caso do aquecedor a gás
localizado no banheiro ou na cozinha, embora em rigor alimente mais de um aparelho.
 Central privada: quando o sistema alimenta vários aparelhos de uma só unidade. É o caso
de uma residência (casa ou apartamento) onde existe um equipamento para produção de
água quente, do qual partem os alimentadores para as peças de utilização nos banheiros,
cozinha e áreas de serviço.
 Central coletiva: quando o sistema alimenta conjuntos de aparelhos de várias unidades
(prédios de apartamentos, hospitais, hotéis, escolas, quartéis e outros).

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 84


Tabela 5.1 - Estimativa de consumo de água quente

Prédio Consumo litros/dia


Alojamento provisório de abra 24 por pessoa
Casa popular ou rural 36 por pessoa
Residência 45 por pessoa
Apartamento 60 por pessoa
Quartel 45 por pessoa
Escola (internato) 45 por pessoa
Hotel (sem incluir cozinha e lavanderia) 36 por hospede
Hospital 125 por leito
Restaurantes e similares 12 por refeição
Lavanderia 15 por Kgf de roupa seca

5.3 - CONSUMO DE ÁGUA QUENTE


Em países de clima muito frio, o consumo de água quente chega a ser igual a 1/3 do
consumo total de água dos aparelhos. As previsões atingem, portanto, valores muito grandes. Para
hotéis e apartamentos, por exemplo, chegam a ser previstos 150 litros por pessoa/dia. Nas nossas
condições de clima e hábitos, seguimos as prescrições contidas na Norma Brasileira NBR
7198:1982, de Instalações Prediais de Água Quente, relacionados na tabela acima.
Estimativa de consumo. Como base para o dimensionamento do aquecedor e do reservatório
de acumulação de água quente, pode-se usar a tabela 5.1.
Veremos mais adiante como dimensionar o aquecedor e o reservatório de água quente, o que
irá depender do tipo de aquecimento empregado.

5.4 - VAZÃO DAS PEÇAS DE UTILIZAÇÃO


É necessário o conhecimento da vazão das peças de utilização para dimensionar os
encanamentos, tal como vimos para a água fria, no Capítulo 1. Para água quente, podemos usar a
tabela 5.2, que fornece a descarga de cada peça e o peso correspondente.

5.5 - FUNCIONAMENTO DAS PEÇAS DE UTILIZAÇÃO


A NBR 7198:1993 admite que, salvo em casos especiais, deve-se considerar o
funcionamento máximo provável da peças de utilização, e não máximo possível. Recomenda que,
para a estimativa das vazões a considerar no dimensionamento dos encanamentos, se utilize a
fórmula:
Q = C·
Onde:
Q= vazão em l/s
C= coeficiente de descarga = 0,30 l/s
∑P= soma dos pesos correspondentes a todas as peças suscetíveis de utilização simultânea
ligadas ao encanamento.
Para determinação rápida e direta das vazões e do diâmetro do encanamento é recomendado

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 85


o mesmo procedimento visto no capítulo 2; são válidas as observações quanto ao dimensionamento
dos alimentadores principais, ramais e sub-ramais.

Tabela 5.2 - Vazão das peças de utilização

Peças de utilização Vazão l/s Peso


Banheira 0,30 1,0
Bidê 0,10 0,1
Chuveiro 0,20 0,5
Lavatório 0,20 0,5
Pia de cozinha 0,25 0,7
Pia de despejo 0,30 1,0
Lavadora de roupa 0,30 1,0

5.6 - PRESSÕES MÍNIMAS DE SERVIÇO


As pressões mínimas de serviço nas torneiras e nos chuveiros são, respectivamente, de 1,00
e 0,50 metros de coluna d’água, ou seja, 0,1 Kgf/cm² e 0,05 Kgf/cm², respectivamente (1Kgf/cm² =
10 m.c.a. =100 KPa; 1m.c.a. = 10 KPa).

5.7 - PRESSÃO ESTÁTICA MÁXIMA


A pressão estática máxima nas peças de utilização, assim como nos aquecedores, é de 40,0
metros de coluna d’água, ou seja, 4,00 Kgf/cm², devendo-se recorrer aos meios apontados no
Capitulo 1 para que esse limite não seja ultrapassado.

5.8 - VELOCIDADE MÁXIMA DE ESCOAMENTO DA ÁGUA


A tabela 5.3 apresenta para os diâmetros comerciais de encanamentos os valores máximos
para a velocidade, calculados pela expressão:
V = 14
Onde:
V = velocidade em metros por segundo
D = diâmetro, em metros

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 86


Tabela 5.3 - Velocidades e vazões máximas para água quente

Diâmetro Velocidades máximas Vazões máximas


(mm) (pol.) m/s l/s
15 ½ 1,60 0,20
20 ¾ 1,95 0,55
25 1 2,25 1,15
32 1¼ 2,50 2,00
40 1½ 2,75 3,10
50 2 3,15 6,40
65 2½ 3,75 11,20
80 3 3,85 17,60
100 4 4,00 32,50

5.9 - PERDAS DE CARGA


O cálculo das perdas de carga é feito do mesmo modo que o indicado no Capítulo 1 para a
instalação de água fria.
Recomenda-se para os tubos de aço galvanizado e cobre o emprego das fórmulas de Fair-
Whipple-Hsião. Para o cálculo das perdas de carga localizadas, recomenda-se o mesmo descrito no
Capítulo 1.

5.10 - DIÂMETRO MÍNIMO DOS SUB-RAMAIS


Os sub-ramais não devem ter diâmetros inferiores aos indicados na Tabela 5.4.

Tabela 5.4 - Diâmetro mínimo dos sub-ramais


Peças de utilização Diâmetro (mm)
Banheira 15
Bidê 15
Chuveiro 15
Lavatório 15
Pia de cozinha 15
Pia de despejo 20
Lavadora de roupa 20

5.11 - PRODUÇÃO DE ÁGUA QUENTE


Produzir água quente significa transferir de uma fonte de calor as calorias necessárias para
que a água adquira temperatura desejada. Essa transferência de calor pode-se realizar diretamente,
pelo contato do agente aquecedor com água, como ocorre nos aquecedores elétricos, ou com vapor
saturado, nos sistemas de mistura vapor-água; ou indiretamente, por efeito de condução térmica
mediante o aquecimento de elementos que ficarão em contato com água (por exemplo, vapor no

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 87


interior de serpentinas imersas na água) ou pela ação do ar quente sobre a água contida em
serpentinas ou recipientes apropriados.
Pode-se conseguir a quantidade de calor necessária ao aquecimento da água de diversas
fontes de energia térmica, que caracterizarão as diversas modalidades de equipamentos a instalar.
Entre essas fontes de energia térmica ou capazes de produzi-la, tem-se:
1. Combustíveis sólidos: (carvão vegetal, mineral e lenha); líquidos (óleo combustível, óleo
diesel, querosene, álcool); gasosos (gás de rua obtido a partir da hulha ou do craqueamento
de óleos e de nafta de petróleo, gás liquefeito de petróleo - GLP-, conhecido como gás
engarrafado, e gás natural de poços de gás de biodigestores).
2. Energia elétrica: no aquecimento de resistência elétrica, com a passagem da corrente, pelo
efeito Joule.
3. Energia solar: com o emprego dos aquecedores solares.
4. Vapor: pelo aproveitamento do vapor de caldeira, conduzindo-o a uma serpentina imersa na
água ou misturando-o com a água.
5. Ar quente: junto a paredes de fornos industriais e pelo aquecimento da água em serpentinas
próximas ao forno.
6. Aproveitamento de água de resfriamento de certos equipamentos industriais (compressores,
motores diesel etc.).

Termossifão
O termossifão, basicamente, é um circuito fechado em que a água aquecida escoa por
convecções, devido à diferença de densidade entre a água fria e a quente.
Designa-se também com esse nome o aquecedor representado na fig. 5.1, empregado no
aquecimento de água utilizando o fogão das cozinhas. As setas indicam o sentido de circulação da
água por convecção.
A fig. 5.1 mostra um termossifão colocado no interior de um fogão ligado a duas tubulações
que levam a água aquecida a um storage, onde o calor da água é transferido à água vinda de um
reservatório elevado. Realiza-se, assim, uma mistura de água quente proveniente do termossifão
com a água fria vinda do reservatório elevado.

Figura 5.1 – Aquecedor de termossifão

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 88


Figura 5.2 – Instalação de água quente com circulação sob pressão

Figura 5.3 – Instalação de água quente com circulação sob pressão com serpentina no storage

5.12 - TIPOS DE AQUECEDORES ELÉTRICOS


A NBR 12483:1992 trata de Chuveiros Elétricos – Padronização.
Os aquecedores elétricos podem ser de dois tipos:
 De aquecimento instantâneo da água em sua passagem pelo aparelho
 De acumulação, chamados de boilers elétricos.
No primeiro tipo encontram-se os chuveiros elétricos e os aquecedores automáticos de água
quente instantânea.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 89


Aquecedores elétricos de acumulação (boilers)
Constituídos das seguintes partes:
a) Um tambor interno, que deve ser de chapa de cobre submetida a um processo especial de
desoxidação, que irá conter a água;
b) Um tambor externo, de chapa de aço soldada, esmaltada ou pintada externamente;
c) Uma camada de material isolante, como lã de vidro, colocada entre os dois tambores.
No interior dos tambores são dispostas uma ou mais resistências elétricas. As resistências
que são de fios de Ni.Cr (Nicro-me), trabalham a seco, colocadas em um tubo de cobre, do qual são
isoladas por separadores e buchas de porcelana.
Embora existam boilers de baixa pressão com a superfície de água submetida à pressão
atmosférica, quase sempre se empregam os aquecedores de pressão, que podem funcionar sob
pressão de até seis atmosferas. Os de baixa pressão são indicados para residências, sendo colocados
em geral sobre o forro ou laje de cobertura. Os de alta pressão possibilitam o funcionamento de
aparelhos de utilização acima dos mesmos, desde que a pressão do reservatório de água fria seja
suficiente.
Os aquecedores de acumulação possuem um termostato ou termorregulador, que mantém
automaticamente a água a uma temperatura dentro dos limites estabelecidos.
Os aquecedores, quando instalados em prédios de vários pavimentos, são alimentados por
colunas independentes das que servem os aparelhos sanitários. O ramal de alimentação que liga a
coluna ao boiler deve derivar da coluna em cota superior ao aquecedor, entrando nos mesmos pela
parte inferior (fig. 5.4); esta canalização deve ser provida de registro de gaveta e válvula de
segurança, sendo proibido a instalação de válvula de retenção. A canalização que alimenta os
aparelhos de água quente sai pela parte superior oposta, sendo desaconselhada a sua ligação a um
respiro conjugado para todos os pavimentos.

Capacidade dos boilers ou aquecedores


São comercializados boilers de 50, 80, 100, 130, 150, 180, 200, 250, 300, 400 e 500 litros.
Sob encomendas são fabricados unidades com até 4.000 litros.
As colunas AF4 e AF5 destinam-se exclusivamente à alimentação desses aquecedores.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 90


Figura 5.4 – Aquecedor de pressão

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Figura 5.5 – Instalação hidráulica para uso de aquecedor elétrico kent

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 92


Figura 5.6 a – Esquema de instalação de aquecedores elétricos de acumulação nos apartamentos

Figura 5.6 b – Termossifão antes da entrada no boiler para dificultar a saída de água quente
pela rede de água fria

c – Dados para o balanço térmico

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5.13- AQUECIMENTO COM GÁS
Consideram-se os casos da instalação individual e da central, detendo-se a apreciar os
aparelhos nos quais se realiza o aquecimento da água, isto é, os aquecedores.

5.13.1 - Aquecedores a gás individual


Os aquecedores a gás permitem o aquecimento imediato da água que neles passa através de
uma serpentina de cobre, graças ao calor desenvolvido com a combustão do gás que sai de grande
número de orifícios de um tubo queimador.
A fig. 5.7 representa esquematicamente um aquecedor a gás: a água penetra na serpentina
(S) pelo tubo A e vai aos aparelhos pelo tubo B.
O gás penetra em C, dando uma derivação F para uma lamparina que pode ficar acesa
durante longos períodos. Uma válvula D contida por uma mola G controla a entrada de gás no
queimador Q. A válvula possui uma haste em cuja extremidade há um diagrama de lâmina H, que
separa as duas seções em m e n de uma pequena câmara. Os tubos l e J mantêm as seções m e n
cheias de água.
Quando todos os aparelhos estão fechados, não a circulação de água e pressão nas duas faces
do diafragma é a mesma, de modo que a válvula D não permite a entrada do gás no queimador.
Apenas a lamparina ou bico piloto pode ser aceso, por ter alimentação independente pelo tubo F.
Quando se abre uma torneira, estabelece-se em virtude do escoamento uma diferença de
pressão entre as duas faces do diafragma, pois m e n estarão sujeitas a pressões diferentes.
O diafragma então deforma-se, atuando sobre a válvula D que da passagem ao gás, pelo tubo
E, até os queimadores. A chama dom piloto se propaga aos queimadores.
Fechada a torneira, cessa o escoamento, restabelece a igualdade de pressões m e n e o
diafragma e a válvula voltam posição primitiva, fechando a passagem do gás.
A regulagem da mola da válvula é importante para evitar que o fechamento muito rápido
provoque sobrepressões no encanamento, com ruído incômodo característico.
Para evitar o risco do escapamento de gás pelo piloto, se a chama for apagada pelo vento,
existe nos modernos aquecedores uma lâmina bimetálica próxima do piloto que, dilatando-se, abre
passagem para o gás. Apagando-se a chama do piloto, o elemento bimetálico se resfria, contrai-se e
veda a passagem do gás.

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Figura 5.7 – Aquecedor a gás

Figura 5.8 – Instalação de aquecedor Cosmopolita em residência

Indicações para a instalação de aquecedores a gás


Os aquecedores geralmente são localizados no compartimento onde se localizam as peças
que vão receber água quente. Pode-se instalar um aquecedor em cada banheiro, um na cozinha e um
na área de serviço, para fornecer água quente a máquina de lavar roupa ou ao tanque e banheiro de
empregada.
Quando o consumo de água quente é grande, como acontece em cozinhas de restaurantes,
lanchonetes etc., têm sido instalado em paralelo dois aquecedores a gás de 10 litros de água por
minuto cada um.
Os aquecedores são fabricados para funcionar com gás de rua ou gás engarrafado.
A fig. 5.8 apresenta indicação para instalação dos aquecedores Cosmopolita.

5.14 - INSTALAÇÃO CENTRAL DE ÁGUA QUENTE


No sistema central de produção de água quente, a água é aquecida em um local do edifício e
daí distribuída às diversas serventias do mesmo.
Dois são os sistemas empregados para distribuir a água quente nos edifícios:
a) Distribuição simples, isto é, sem circulação;

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b) Distribuição com circulação.

Distribuição sem circulação: a instalação consiste simplesmente em uma tubulação que sai
da parte superior do storage e da qual, em cada pavimento, parte uma derivação alimentando os
aparelhos (fig. 5.9).
Inconveniente: ao abrir uma torneira, é preciso esperar que se esvazie a tubulação do ramal
até se obter água quente, o que resulta em desperdício de água. Isto porque o ramal não costuma ser
isolado termicamente, havendo, portanto, certa dissipação de calor durante o período em que se
deixou de consumir a água quente.
Distribuição com circulação: na distribuição com circulação a água quente circula
constantemente na tubulação pelo princípio do termossifão (a água quente, sendo menos densa
tende a elevar-se), auxiliado quando necessário por bombas de circulação. Se gasta de 10 a 15%
mais de combustível para provocar circulação da água quando não se faz o bombeamento, uma vez
que a água nesse caso deve ser aquecida a uma temperatura mais elevada.

Figura 5.9 – Distribuição de água quente.

5.15 - AQUECEDORES COM ENERGIA SOLAR


A utilização de energia solar no aquecimento de água vem sendo realizada a várias décadas e
em muitos países do mundo. O elevado custo das formas de energia convencionais despertou
especial interesse no aproveitamento dessa forma de energia, que exige um investimento inicial em
equipamentos que é compensado pelo fornecimento energético sem problemas e gratuito pelo sol.
A energia solar aproveitável é função do tempo de insolação, em média de 6,5 a 7 horas
diárias Região Centro-Sul do Brasil, alcançando valores mais elevados na Região Nordeste. Pode-se

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 96


dizer, pois, que o aquecimento solar útil se realiza durante cerca de 2.372 a 2.555 horas anualmente.
Tem-se, portanto, necessidade de aproveitar bem essas horas de insolação captando a energia solar,
transferindo o calor para a água e armazenando-a para sua utilização, a qualquer hora. Para a
situação decorrente de vários dias sem insolação ou com insolação insuficiente, recorre-se a
reservatórios bastante grandes, com isolamento térmico de boa qualidade. Pode ser necessário um
aquecedor auxiliar que utilize energia convencional, para suprir situações de falta de insolação por
períodos excepcionalmente grandes. O equacionamento do problema deveria ser o de utilizar a
energia solar como aquecimento normal da água onde for possível, e sempre que possível, e o
aquecimento elétrico ou com combustível como auxiliar, e não o inverso.
As limitações de espaço nas coberturas de residências e edifícios multirresidenciais e
comerciais, além das aplicações do ponto de vista arquitetônico, podem, entretanto, dificultar ou
mesmo impossibilitar a instalação do aquecedor nas dimensões que estes devem ter para se
construir no elemento essencial do sistema principal de aquecimento.

Circuito Básico
Uma instalação de aquecimento de água com energia solar consta essencialmente de (fig.
5.6):
a) Um aquecedor, chamado também de captor, captador ou coletor solar, que absorve a energia
radiante dos raios solares aquecendo-se e transferindo o calor para a água contida em um conjunto
de tubos que constituem uma espécie de serpentina;
b) Reservatório de acumulação de água aquecida, isto é, um storage;
c) Tubos e acessórios para estabelecer a vinculação entre o aquecedor e o reservatório;
d) Bomba de circulação, quando a circulação por convecção for insuficiente para alcançar o nível de
temperatura desejada.
Existem sistemas em que, com adequada circulação e, naturalmente, com boa insolação, um
aquecedor de boa qualidade consegue elevara temperatura da água acima de 80ºC.
A água do reservatório de água quente alimenta um sistema de distribuição de um dos tipos
que foram descritos. Para a realização da circulação adequada pode ser necessário, como vimos,
uma bomba de pequena potência.
Em instalações de pequeno porte, pode-se dispensar o aquecedor auxiliar que mencionamos
desde que uma eventual falta de água quente seja suportável.
Existem instalações residenciais que possuem, além de instalações de água quente com
aquecedor a gás de rua ou GLP, uma instalação de aquecedor por energia solar cuja utilização
redunda em economia de gasto de combustível e cujo desligamento, portanto, não provoca
interrupção no fornecimento de água quente.
Alguns projetistas sugerem que no reservatório de água quente, obtida pela energia solar,
sejam introduzidas resistências elétricas que possam melhorar as condições de temperatura da água
em períodos longos sem insolação ou até mesmo substituir o aquecimento solar nas emergências. É
o que mostra a fig. 5.7, e que se costuma denominar instalação mista.
Na fig. 5.8 além do reservatório de água quente (2), temos um aquecedor auxiliar (7) a
eletricidade ou a gás. Esse aquecedor auxiliar, que é também um storage, operará eventualmente
numa situação de ocorrência de vários dias sem adequada insolação e deverá aquecer a água, que
ficará acumulada em capacidade suficiente para o atendimento nesses períodos.
A fig. 5.9 representa um esquema de uma instalação de água quente com aquecedores de
acumulação elétricos ou a gás localizados em cada apartamento, podendo ser utilizada água quente
obtida com coletor solar na cobertura. A água do reservatório de água quente da cobertura poderá
dispensar o aquecimento das unidades nos apartamentos ou permitir a redução de consumo de

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eletricidade ou combustível, conforme a capacidade do coletor solar.

Figura 5.6 – Sistema Solar. Instalação em telhado para funcionamento em termossifão

Figura 5.7 – Instalação mista: aquecedor solar e aquecedor elétrico sem retorno

Figura 5.8 - 1.Captor ou coletor. 2. Reservatório de água quente. 3. Reservatório de água fria do
prédio. 4. Bomba de circulação de água quente, sistema descendente. 5. Bomba eventualmente
empregada na circulação de água entre coletor (1) e o reservatório (2). 6. Válvula de segurança.
7. Aquecedor auxiliar a eletricidade ou a gás.

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Figura 5.9

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CAPÍTULO 6 – INSTALAÇÕES DE PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

6.1 – GENERALIDADES:
As instalações de água potável, de esgotos sanitários e de águas pluviais, quando projetadas
ou executadas inadequadamente, podem acarretar prejuízos de ordem material considerável, infligir
danos à saúde das pessoas e comprometer até mesmo suas vidas. Uma instalação de proteção e
combate a incêndio, entretanto, apresenta-se de uma forma mais direta e evidente como a
salvaguarda de bens e de vidas humanas, que, na catástrofe de um incêndio, lamentavelmente
podem ser destruídos. Enquanto os efeitos negativos de instalações inadequadas se processam
geralmente de forma lenta, as consequências de um incêndio não debelado prontamente são
imediatas e sinistras. O valor de uma vida humana justifica por si as despesas, mesmo elevadas, que
se façam, visando a resguardá-la das consequências da irrupção de um incêndio, as quais vão desde
o pânico, asfixia por fumaça e queimaduras, numa escalada que pode terminar com a carbonização
do corpo. Tratando-se de uma instalação à qual se espera nunca ser necessário recorrer e que,
felizmente, quase sempre fica apenas aguardando a eventualidade de um temível evento, existe uma
tendência a se desprezar a possibilidade do sinistro, o que, conscientemente ou não, tem por efeito
procurar justificar a economia com a execução de instalações inadequadas e o não atendimento a
exigências de ordem arquitetônica e construtiva, cuja importância é primordial. A Engenharia de
Prevenção contra Acidentes consagra especial importância ao estudo da chamada proteção contra
fogo. Esta proteção visa a salvaguardar vidas e bens, prevenindo contra a possibilidade de um
incêndio, e a proporcionar meios de debelá-lo, caso ocorra. Para conseguir esses objetivos devem
ser adotadas:

6.1.1 - Medidas de Prevenção de Incêndios:


Devem ser consideradas desde o momento em que se inicia um projeto arquitetônico e se
elaboram as especificações dos materiais de construção. O confinamento do incêndio pelo
isolamento das áreas com portas corta-fogo; o uso sempre que possível, de materiais
incombustíveis; a previsão de saídas de emergência; instalações elétricas que venham a funcionar
sem excesso de carga e com os dispositivos de segurança necessários são alguns dos pontos a
merecer consideração.

6.1.2 - Instalações Contra Incêndio:


Compreendem as que objetivam detectar, informar onde se iniciou o incêndio e debelá-lo
com presteza tão logo irrompa, evitando que se propague e, portanto, restringindo o montante dos
prejuízos e impedindo que as pessoas venham a sofrer algum dano.
Cuidaremos nesta parte, apenas das instalações contra incêndio, ficando as medidas de
prevenção para serem consultadas em obras de legislação sobre higiene e segurança do trabalho,
códigos de obras e em livros de arquitetura.
As instalações contra incêndio no Brasil obedecem à norma da Associação Brasileira de
Normas Técnicas - ABNT (NBR 13714:2000) Instalações hidráulicas contra incêndio.
Ao se iniciar um projeto de instalação contra incêndio, deve-se ter sempre em vista que a
principal condição para o êxito na extinção do fogo é a rapidez com que a instalação entra em
funcionamento. Isso pressupõe, evidentemente, que a instalação tenha sido bem projetada e
executada, permitindo fácil e efetivo funcionamento. Os primeiros minutos são decisivos no
controle do fogo.
Não sendo combatido prontamente, é pouco provável que o socorro dom Corpo de
Bombeiros evite danos consideráveis, apesar da presteza com que atende. A instalação deve ser feita
de tal modo que possa também auxiliar a ação dos bombeiros, logo que estes intervenham.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 100


6.2 CLASSES DE INCÊNDIO:
O código de segurança contra Incêndio e Pânico do Rio de Janeiro (COSCIP), em seu artigo
82, e a NR-23 da portaria nº 3214 do Ministério do Trabalho dão a seguinte classificação para os
incêndios, conforme a natureza do material proteger:
Classe A - Fogo em materiais comuns de fácil combustão com a propriedade de queimarem
em sua superfície e profundidade, deixando resíduos. É o caso da madeira, tecidos, lixo comum,
papel, fibras, ferragem etc. a estes poderíamos acrescentar alguns outros mencionados no Federal
Fire Council, tais como o carvão, coque, filmes e material fotográfico.
Classe B - Fogo em inflamáveis que queimam somente em sua superfície, não deixando
resíduos, como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, querosene, solventes, borracha, óleos
vegetais e animais.
Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados (motores, geradores,
transformadores, reatores, aparelhos de ar condicionado televisores, rádios, quadros de distribuição
etc.).
Classe D - Fogo em materiais piróforos e suas ligas (magnésio, sódio, potássio, alumínio,
zircônio, titânio e outros). Inflamam-se em contato com o ar ou produzem centelhas e até explosões,
quando pulverizados e atritados.

6.3 - NATUREZA DA INSTALAÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO RELATIVAMENTE AO


MATERIAL INCENDIADO
A escolha da substância com a qual irá se apagar o incêndio, o tipo de instalação e o modo
de executá-la dependem da natureza do material cujo incêndio se cogita debelar.
Há materiais combustíveis cujo incêndio pode ser apagado com diversas substâncias, como é
o caso da madeira, papel, e tecidos, mas há outros cujo incêndio só pode ser contido e apagado com
produtos especiais, como ocorre com o álcool, solventes, gás liquefeito e muitos outros.
No caso de óleos, querosenes e solventes minerais a escolha do produto extintor e do
sistema depende do ponto de fulgor dos mesmos. O ponto de fulgor ou flash-point, indicador da
presença de elementos voláteis no produto, e a temperatura em que, ao se passar uma chama com
formato especial sobre a superfície do óleo no rebordo do recipiente que é o contém, se observa um
fulgor na chama. Os pontos de fulgor e de combustão dos derivados de petróleo são importantes
para um projeto de combate a incêndio nas instalações que os armazenam.
A tabela 6.1, apresentada em catálogo da Bucka, Spiero comércio, Indústria e Importação
SA, fornece elementos para a escolha dos meios de combate a incêndio em função dos produtos
cujo incêndio deve ser extinto.
Vejamos algumas indicações sobre os sistemas e materiais utilizados no combate a incêndio
que serão esclarecidas com maiores detalhes no desenvolvimento do assunto ao longo deste
capítulo.

6.3.1 - Água
Por ser abundante, de baixo custo e por sua grande capacidade de absorver calor, o que a
torna uma substância muito eficaz para resfriar os materiais e apagar o incêndio, a água é a
substância que mais se emprega no combate ao fogo. É utilizada sob as seguintes formas:
Jato (chamado geralmente de jato sólido ou jato denso). Usam-se bocais, com ponteiras
chamadas de requintes, ligados a mangueiras que, por sua vez, recebem a água escoada em
encanamentos que constituem as redes de incêndio. As mangueiras são ligadas a hidrantes
adaptados às redes. Em instalações ao ar livre, usa-se também um dispositivo denominado canhão,
para lançamento de consideráveis descargas de água a grandes distâncias.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 101


Aspersão. Empregam-se aspersores especiais, de funcionamento automático, chamados de
sprinklers. A água pulverizada forma um chuveiro sobre o local onde irrompeu o incêndio e o vapor
d’água formado com água espargida constitui, por si, uma barreira à penetração do oxigênio,
elemento que, por ser comburente alimenta a combustão. Existem também aspersores para operação
não automática.
Emulsificação com água. Os óleos combustíveis, lubrificantes e de transformadores; as
tintas, vernizes e alguns líquidos inflamáveis tornam-se incombustíveis por meio da formação de
uma emulsão temporária com água sobre sua superfície.

Tabela 6.1 - Métodos de combate a incêndio em função dos produtos cujo incêndio deve ser extinto

Pó carbônico (Dry
Água em jato Gás carbônico chemical Powder).
Meios de combate a
denso. Extintora (co2). Extintores Extintores e instalações
incêndio e sua
com carga soda - Neblina e instalações fixas.
classificação Espuma
ácida ou líquida de água fixas.

A- Materiais
sólidos, fibras,
têxteis, madeira,
Sim Sim Sim Sim* Sim*
papel e etc.

B - Líquidos
inflamáveis,
derivados de
Não Sim Sim** Sim Sim
petróleo.

C - Maquinaria
elétrica, motores,
geradores,
transformadores.
Não Não Sim** Sim Sim

D - Gases
inflamáveis sobre Não Não Não*** Não*** Sim
pressão

* indicado somente para princípios de incêndios e incêndios de pequena extensão.


** indicado somente após estudo prévio.
*** embora não indicado, existem possibilidades de emprego, após prévio estudo e consulta ao corpo de bombeiros e ao
departamento nacional de segurança e higiene do trabalho do ministério do trabalho.

Pulverização ou nebulização. É recomendando para proteção contra incêndio em gases


liquefeitos derivados do petróleo, como os empregados em indústrias e de uso doméstico, tais como
o propano, o propileno e o butano.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 102


A pulverização deve ocorrer ao iniciar-se um vazamento de gás liquefeito, para evitar que se
incendeie. Caso ocorra a ignição de gases que estejam escapando, a aplicação de água pulverizada
sobre a superfície do tanque pode evitar um perigoso aumento da temperatura e pressão dentro do
tanque, reduzindo o risco de ruptura do mesmo.
A nebulização, ou pulverização com neblina, também é usada para extinção de incêndios em
bancos de transformadores e de incêndios de combustíveis e óleos. Pode-se usar o canhão com
esguicho de formato especial para lançamento de neblina (ver figura seguinte).
A ação da pulverização com neblina ocorre por ação de:
- resfriamento, pela facilidade de as partículas multiplicarem a eficácia da água na troca de
calor;

Figura 6.1 - Extinção de fogo em um transformador, com nebulização (water-spray flooding-


system, da Buckau-walther e Cie. Aktiengesells-chaft. Delta incêndio Eng. Ltda.). Vê-se a gaiola,
que é uma armação de tubulações envolvendo o transformador e onde são colocados os difusores
de modo a espargir a neblina sobre as superfícies externas dos transformadores.
Abafamento, pela diminuição da taxa de oxigênio pelo vapor d’água que se produz;
Emulsificação, pela ação das partículas da água com alta velocidade sobre o combustível,
reduzindo sua inflamabilidade.

6.3.2 - Espuma
O sistema denominado espuma mecânica é aconselhado para líquidos inflamáveis, derivados
de petróleo e solventes, e consiste no lançamento, sobre o local do incêndio, de considerável
quantidade de espuma.
A espuma é obtida pela mistura com água de um agente formador de espuma, o extrato ou
concentrado, que um produto de base proteínica, fazendo-se incidir sobre a mistura um jato de ar
com o auxílio de um ejetor especial conhecido como formador de espuma. O lançamento da espuma
é realizado com dispositivos especiais de que trataremos mais a diante, e também por canhões ou
esguichos dotados de produtor de espuma.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 103


6.3.3 - Fréon 1301 - Sistema Sphreonix
O Fréon 1301 (bromo-trifluormetano) é usado com excelentes resultados no combate a
incêndio de madeira, papel, algodão, tecidos, líquidos inflamáveis, gasolina, gases inflamáveis,
centrais telefônicas, computadores e etc.
Esse gás, inibidor da reação de combustão, é armazenado em recipiente de forma esférica,
de dimensões reduzidas, o qual é colocado no teto sobre o local a proteger. Um dispositivo com
fusível, semelhante ao adotado no sistema de sphreonix, permite, pela ruptura do fusível, a
inundação do local com gás, que não é venenoso. Pode ser empregado também em unidades
portáteis manuais, em unidades portáteis automáticas e em sistemas fixos para saturação total,
manuais ou automáticos.

6.3.4 - Hallon 1301


Gás com as mesmas propriedades que o freon 1301, sendo utilizado das mesmas formas,
pois se trata do bromo-trifluormetano.

6.3.5 - Gás Carbônico (Bióxido de Carbono)


O gás carbônico (CO2) é um gás inodoro e incolor, 1,5 vezes mais pesado do que o ar, mal
condutor de eletricidade que não é tóxico nem corrosivo. Entretanto, pode causar a morte por
asfixia, cegar (se lançado nos olhos) e produzir queimaduras na pele pelo frio.
O efeito produzido pelo CO2 na extinção dos incêndios decorre do fato de que ele substitui
rapidamente o oxigênio do ar, fazendo com que o teor de oxigênio baixe a um valor com o qual a
combustão não pode prosseguir. Ao ser liberado no ar seu volume pode expandir-se 450 vezes.
É armazenado em garrafões cilíndricos de aço sob alta pressão que podem ser agrupados em
baterias em instalações centralizadas. A atuação dos dispositivos automáticos de lançamento de CO 2
pode ser feita por sistemas elétricos, mecânicos ou pneumáticos acionados por detectores de fumaça
ou calor. O CO2 é lançado sob as formas de gás, neve ou de neblina, conforme o tipo de espargidor
empregado.
Recomenda-se seu emprego em:
 Centros de processamento de dados, instalação de computadores.
 Transformadores a óleo – geradores elétricos – equipamentos elétricos energizados.
 Indústrias químicas.
 Cabines de pintura.
 Centrais térmicas; geradores diesel elétricos.
 Turbo geradores.
 Tipografias, filmotecas, arquivos.
 Bibliotecas, museus e caixas fortes.
 Navios, nas centrais de controle.

A instalação de CO2 emprega boquilhas de aspersão que se assemelha às usadas nos


sprinklers de água. Em recintos com portas e/ou janelas, para que a concentração de CO 2 atinja
níveis com os quais o incêndio possa ser apagado, é necessário que, ao se iniciar o lançamento do
gás, as aberturas sejam fechadas. O chamado método de inundação total consiste no lançamento de
CO2 em recinto fechado, reduzindo o teor de oxigênio, abafando e extinguindo o fogo.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 104


O CO2 pode ser usado em aplicação local sobre o material em combustão ou em descarga
prolongada, como ocorre no caso de motores e geradores elétricos em combustão.
A tubulação usada em instalações centralizadas de CO2 é que conduz o gás em estado
líquido até os difusores deve ser de tubos ASTM A-53 ou ASTM-120, galvanizados, e as conexões
deverão ser forjadas, galvanizadas e para pressão de trabalho de 14 Kgf · cm -².
O lançamento do CO2 deve funcionar automaticamente. Para isso, existem detectores que
atuam sob a ação do calor ou da fumaça e que fecham um circuito elétrico, o qual aciona as cabeças
de comando. Estas peças são colocadas lateralmente na válvula de pelo menos dois dos cilindros de
CO2 de cada instalação, os quais são designados por cilindros pilotos. Abrem a passagem auxiliar da
válvula do respectivo cilindro por meio de um êmbolo que nela penetra ao ser acionado. Quando a
concentração de CO2 atinge 40%, o teor de oxigênio no ar pode ficar reduzido a 12,5%, sendo
impossível a vida.

6.3.6 - Pó químico seco


O pó químico é fornecido em extintores portáteis com mangueiras de até 10 m, os quais
nos tipos de maior capacidade podem ser colocados em carrinhos com rodas de borracha. É
empregado no combate a incêndio em indústrias, refinarias, fábricas de produtos químicas,
aeroportos e etc.
O produto químico básico é o bicarbonato de sódio micro pulverizado, tratado de modo a
não absorver umidade, ou o sulfato de potássio, substâncias não tóxica que podem ser armazenadas
por tempo indeterminado.
Alguns tipos empregam um cilindro com o pó e outro com CO2 ou mesmo ar, que funciona
como propelente de pó. Quando se abre a válvula, o CO2 passa para o compartimento contendo o pó
químico, que, assim pressurizado, é lançado sob a forma de uma nuvem, quando se aciona um
gatilho na pistola de lançamento.
Existem outros tipos, nos quais o pó fica numa câmara com nitrogênio pressurizado e
pronto para uso imediato.
Com essa operação, a pressão do gás se transmite a uma peça chamada cabeça de
descarga, ou de comando, que força a abertura da passagem principal da válvula, dando início à
descarga e transmitindo a pressão aos demais cilindros do sistema.

6.4 - CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES


Segundo o código de segurança contra incêndio e pânico para o Rio de Janeiro (decreto nº
897, de 21/9/76). Para efeito de determinação de medidas de segurança contra incêndio e pânico, as
edificações são assim classificadas:
a) Residencial.
 Privativa (unifamiliar e multifamiliar), ver fig. 6.2.
 Coletiva (pensionatos, asilos, internatos e congêneres).
 Transitória (hotéis, motéis e congêneres).
b) Comercial (Mercantil e escritório).
c) Industrial
d) Mista (residencial e comercial)
e) Pública (quartéis, ministérios, embaixadas, tribunais, consulados e congêneres).

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 105


f) Escolas.
g) Hospitalar e laboratorial.
h) Garagem (edifícios, galpões e terminais rodoviários).
i) De reunião do público (cinemas, teatros, igrejas, auditórios, salões de exposição, estádios,
boates, clubes, circos, centros de convenções, restaurantes e congêneres).
j) De usos especiais diversos (depósitos de explosivos).
k) De munições, inflamáveis, arquivos, museus e similares.

6.5 - INSTALAÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO COM ÁGUA - CARACTERIZAÇÃO DOS


SISTEMAS EMPREGADOS
A instalação de combate a incêndio com emprego de água pode ser realizada por um dos
seguintes sistemas de funcionamento:

6.5.1 - Sistema sob comando


É assim chamado o sistema em que o afluxo de água ao local do incêndio é obtido
mediante manobra de registros localizados em abrigos e caixas de incêndio. Os registros abrem e
fecham os hidrantes, também chamados tomadas de incêndio, e permitem a utilização das
mangueiras com seus respectivos esguichos e requintes. Em estabelecimentos fabris com
armamentos e em conjuntos habitacionais, a rede de abastecimento de água deve alimentar
hidrantes de coluna nos passeios, distanciados de 90 em 90 m, de modo a permitir o combate direto
ao incêndio com a adaptação de mangueiras (se a pressão for suficiente), ou a ligação à bomba do
carro-pipa do Corpo de Bombeiros (CB).

6.5.1.1 - Hidrante ou tomada de incêndio


É o ponto de tomada de d’água provido de registro de manobra e união tipo engate rápido.
No interior dos prédios é colocado na caixa de incêndio, juntamente com a mangueira e o esguicho.
As caixas de incêndios são colocadas na prumada da tubulação de incêndio em quantidade
e locais tais que assegurem a possibilidade de combater o incêndio em qualquer ponto do pavimento
onde se encontram, usando mangueiras de até 30 m de comprimento, isto é, usando dois lances de
15 m engatados (Fig. 6.3).
Na determinação da faixa coberta pela ação do jato de uma mangueira, pode se considerar
ainda mais 7 m, correspondente ao alcance do jato. Cada hidrante em instalação de risco médio
consta de:
 Um registro de gaveta de 2 ½”
 Uma junta Stroz de 2 ½” que permite a adaptação da mangueira de CB (Fig. 6.4).
 Uma redução de 2 ½” para 1 ½” para permitir a adaptação da mangueira colocada na caixa
de incêndio, e que é operada pelos moradores.
 Mangueira de 1 ½”, com junta, esguicho (Fig. 6.5) e requinte (bico) de ½”.

6.5.1.2 - Hidrante de passeio (hidrante de recalque) (Fig. 6.6)


Em um dispositivo instalado na canalização preventiva de incêndio, destinado à ligação da
mangueira da bomba do carro do CB, que permitirá o recalque da água da canalização pública para
dentro do prédio, de modo que os soldados do CB possam ligar suas mangueiras nos hidrantes das
caixas de incêndios. O registro é protegido por um tampão stroz (Fig. 6.7).

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 106


6.5.1.3 Hidrante urbano ou de coluna (Fig. 6.8)
É um hidrante de coluna, ligado à rede de abastecimento da municipalidade. Permite a
ligação direta das mangueiras do CB ou do mangote de aspiração da bomba do carro do CB. Sua
instalação é atribuição do órgão competente do município encarregado do abastecimento de água.

Figura 6.2 - Corte esquemático simplificado de uma edificação,


representando a canalização preventiva e o abastecimento de água

Figura 6.3 – Caixa de incêndio com hidrante

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 107


Figura 6.4 – Conexão para mangueira de incêndio

Figura 6.5 – Esguicho cônico com adaptação Storz. Material: tubo de latão de alta resistência, da
N.L.F. Hidroválvula Ltda.

Fig. 6.6 - Hidrante de passeio

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 108


Deverá haver um hidrante de coluna no máximo a 90 m de distância útil do eixo da fachada de cada
edificação ou do eixo do lote.
É exigido o hidrante de coluna nos casos de loteamentos, agrupamentos de edificações
unifamiliares com mais de seis casas ou lotes, agrupamentos residenciais multifamiliares e de
grandes estabelecimentos.
Os hidrantes de coluna são localizados no passeio junto ao meio-fio.
Nos arruamentos de instruções industriais são colocados hidrantes de coluna com duas, três
ou quatro bocas para adaptação de mangueiras de “21/2”. Adapta-se uma válvula em esquadro (90º
ou 45º) em cada bica, conjunta Storz para ligação da mangueira (Fig. 4.10) ou derivantes simples
(Fig. 4.11). Os hidrantes são colocados lado esquerdo dos abrigos das mangueiras.

Figura 6.7 - Tampão com corrente

Figura 6.8 – Hidrante de coluna

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 109


Fig. 6.9 - Instalação de hidrante de coluna

Figura 6.10 - Válvula em esquadro 90º para montagem. Material: latão de alta resistência.
Entrada rosca de 2 ½”, rosca gás, e saída 2 ½”, rosca macho ou adaptável com Storz testado a 400
libras.

Figura 6.11 - Derivante simples. Material: alumínio Silumin ou latão de alta resistência. Entrada
fêmea de 2 ½”, 2 ou 3 saídas machos de 1 ½”, 2” ou 2 ½”, rosca ou adaptável com agente rápido
Storz.

6.5.1.4 - Mangueiras de incêndio


O comprimento das linhas de mangueira e o diâmetro dos requintes podem ser
determinados de acordo com a seguinte tabela:

Tabela 6.2
Linhas de mangueira Requintes
Comprimento máximo Diâmetro Diâmetro
30 m 28 mm (1 ½”) 13 mm (1/2”)
30 m 63 mm 2 ½”) 19 mm (3/4”)

As linhas de mangueira, a critério do Corpo de Bombeiros, podem ser dotadas de esguicho


de jato regulável para jato denso ou produção de neblina em substituição ao esguicho troncônico

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 110


(Fig. 6.5) com requinte comum. O requinte adaptado a extremidade do esguicho destina-se a dar
forma cilíndrica ao jato d’água.
Existem esguichos que possuem uma alavanca que, convenientemente manobrada, provoca
a produção de neblina de baixa velocidade, lançada por um orifício localizado na parte interior do
mesmo.
As mangueiras e outros apetrechos devem ser guardados em abrigos, junto ao respectivo
hidrante, de modo a facilitar o seu uso imediato. Em cada abrigo são colocados dois lances de
mangueira de 15 m de comprimento, conjuntas Storz, enroladas como mostra a Fig. 6.3.
Em instalações de conjuntos de edificações fabris, em bases de transferências de
combustível e em instalações industriais com arruamentos, as mangueiras podem ficar guardadas
em armários geralmente de chapa de aço, junto dos hidrantes de coluna.
As mangueiras de combate ao incêndio são de 38 mm (1 ½”) ou de 63 mm (2 ½”) de
diâmetro interno, flexíveis de fibra resistente a umidade, revestidas internamente de borracha,
capazes de suportar a pressão mínima de teste de 20 Kgf · cm-², dotadas de juntas Storz e em lances
de 15 m comprimento.
Para pressões maiores, os fabricantes produzem outros tipos, como fibra de rami, fibra
sintética pura (poliéster) e revestimento de borracha ou plástico.

6.5.2 - Sistema Automático


O sistema é dito automático quando o afluxo de água, ao ponto de combate ao incêndio, se
faz independentemente de qualquer intervenção de um operador, pelas simples entrada em ação de
dispositivos especiais. Conforme o tipo a que pertencem, os dispositivos atuam ao ser atingido
determinado nível de temperatura ou de comprimento de onda de radiações térmicas ou luminosas,
ou pela presença de fumaça no ambiente. Os sprinklers ou aspersores automáticos de água, também
conhecidos como chuveiros automáticos; os pulverizadores, emulsionadores-nebulizadores e os
sistemas de inundação são acionados por dispositivos automáticos próprios a cada tipo.
Simultaneamente com lançamento da água sobre o local onde se iniciou o incêndio, deve
ocorrer automaticamente o acionamento de um alarme sonoro e luminoso, indicando em certos
casos, num painel, o ponto onde o mesmo está se verificando. Veremos mais adiante alguns dados
sobre este sistema de alarme e localização do ponto de incêndio.

6.6 - INSTALAÇÃO NO SISTEMA SOB COMANDO COM HIDRANTES

6.6.1 - Características Gerais


Consideramos primeiramente o caso de um edifício cuja instalação de combate a incêndio
prevê caixas com hidrantes nos pavimentos (Fig. 6.12).
Observamos primeiramente, como vimos no Capítulo anterior, e nos edifícios existentes
dois reservatórios: um inferior de acumulação de água vinda da rede pública; outro na cobertura,
para alimentação das colunas de distribuição dos aparelhos sanitários dos andares. Esses
reservatórios são geralmente divididos em duas seções.
Um sistema de bombas A e D recalca a água do reservatório inferior para o superior. Neste,
segundo alguns códigos, devem ser mantidos, uma reserva de água para um primeiro combate a
incêndio, capaz de garantir o suprimento de água no mínimo durante meia hora, alimentando dois
hidrantes que trabalhem simultaneamente em locais onde a pressão for mínima.
Essa reserva para incêndio é fixada pela legislação estadual e depende do tipo de prédio, do

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 111


número de pavimentos e do sistema segundo o qual são alimentadas as caixas de incêndios com
hidrantes.
O barrilete de distribuição com a extremidade do tubo acima do fundo do reservatório
assegura a citada reserva de água para incêndio e alimenta as colunas de decida da água, das quais
derivam os ramais e sub-ramais que vão ter as peças de consumo (lavatórios, vasos sanitários etc.).
Uma tubulação, saindo do fundo de cada seção do reservatório superior, alimenta as
colunas de incêndio que, em cada pavimento servem as caixas de incêndio. Estas colunas, ao
atingirem o teto do subsolo ou pavimento térreo, se não existir subsolo, se ligam a uma tubulação de
hidrante de passeio ou de recalque, ao qual nos referimos.
Na extremidade superior da coluna de incêndio existe uma válvula de retenção que impede
a entrada da água no reservatório superior quando o Corpo de Bombeiros liga a mangueira da
bomba de carro-tanque ao hidrante de passeio, recalcando a água até as caixas de incêndio nos
andares. Abaixo da válvula de retenção, o código de segurança contra incêndio no estado do Rio de
Janeiro manda que seja colocado um registro de gaveta, o que em outros códigos não é permitido.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 112


Fig. 6.12 - Diagrama de instalação de controle a incêndio

O emprego de uma bomba de incêndio de funcionamento automático decorre da


conveniência e mesmo da necessidade de:
a) Construir-se um reservatório superior de menor capacidade, cuja reserva para incêndio seja
de apenas 50% do total de água necessária ao funcionamento de dois hidrantes
simultaneamente. Este reservatório deve ter no mínimo 10, 000 litros de reserva para
incêndio. Mesmo usando a bomba o reservatório inferior deverá ter capacidade total de no
mínimo 120, 000 litros. O Código de Segurança contra Incêndio no Estado do Rio de
Janeiro estabelece reservas técnicas para atender aos hidrantes em função da natureza,
finalidade e características do prédio, isto é, conforme a classe de risco, como pode ser visto
na tabela 4.3, que, para certos casos, conduz a uma previsão de reserva de água inferior ao
valor citado (tabelas 4,7 e 4.8).

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 113


Fig. 6.13 a - Fluxograma de combate a incêndio (exemplo).

b) Obter-se pressão mínima de um Kgf·cm -² e máxima de 4 Kgf·cm -² nos hidrantes.


Dependendo do caso, a pressão mínima poderá ser fixada 4 Kgf·cm -² (instalações
industriais, pátios de armazenamento etc.).
A pressão efetiva de 1 Kgf·cm -² (10 m.c.a.) não será possível de se obter nos três últimos
pavimentos superiores com o desnível existente entre o reservatório superior e as caixas de
incêndio. Portanto, torna-se necessária uma a bomba de incêndio (B) recalcando a água do
reservatório inferior na própria tubulação de incêndio a que estamos nos referindo (figura 6.12), de
modo a se obter a pressão necessária ao jato, inclusive nos três pavimentos superiores. Uma válvula
de retenção (R) impede que a água bombeada alcance o hidrante de passeio. A bomba atendera as
caixas desde o último pavimento até o subsolo, se este existir. Uma solução permitida consiste em
instalar-se, na cobertura, uma bomba para pressurizar a água, de modo, nos três últimos pavimentos
servidos por uma tubulação independente, seja possível contar com a pressão exigida. É preciso que
a alimentação de energia elétrica das bombas se faça por derivação antes da caixa seccionadora.
Quando na irrupção de um incêndio for possível o uso das caixas de incêndio abaixo do
antepenúltimo pavimento, pode se contar com a pressão proporcionada pela reserva de água na
caixa superior. Esgotada esta, ligar-se- á a bomba de incêndio. Costuma-se, entretanto, quando
existe bomba, executar a instalação de acionamento de modo que a mesma, pela atuação de uma
válvula automática de controle, entre em ação logo que ocorra a abertura de um hidrante em
qualquer dos andares e então a água para o combate ao incêndio será proporcionada pelo
reservatório inferior. A reserva superior praticamente servira para manter a escorva da bomba e o
lançamento durante oi pequeno espaço de tempo que a bomba leva para entrar em regime após a
ligação automática do motor.
As bombas a serem empregadas nas instalações para combate a incêndio são centrifugas
com um, dois ou mais estágios, havendo certa preferência para as bombas de caraça bipartida
horizontalmente para descargas consideráveis. São acionadas por motores elétricos trifásicos a
alimentação de energia para esses motores não devera assar pela caixa seccionadora, onde ano a
fusíveis ou pelo disjuntor automático geral do prédio, mas derivar do alimentador do prédio, antes
desses elementos de proteção, de modo que o corte da energia elétrica, na ocorrência do incêndio,
não impeça as bombas de funcionarem.
A partida das bombas deve se fazer automaticamente, com relé e disjuntor acionado por

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 114


pressostato, sensor ou válvula automática de controle que, por sua ação, seja capaz de ligar a chave
do motor elétrico ao ser aberto qualquer hidrante em virtude da queda de pressão pelo escoamento
que se estabelece. Para maior segurança, nos casos que serão mencionados na tabela 6.7, deve-se
instalar outra bomba movida por motor de combustão interna, geralmente diesel, ou empregar um
grupo diesel-elétrico de emergência, capaz de suprir de energia os motores das bombas no caso de
falha no fornecimento de energia da rede pública. A partida do motor diesel devera efetuar-se
automaticamente. Convém notar que se instala apenas uma bomba acionada por motor elétrico e
outra pelo motor diesel. Não se instala bomba de reserva neste caso. Quando a instalação for de
grande porte, usa-se uma bomba de pequena capacidade e apenas para pressurizar a rede de
combate a incêndio.

Fig. 6.13b - Instalação de combate a incêndio com equipamentos na cobertura, usando o


reservatório superior para suprimento de água as bombas.

A fig. 6.13a representa um fluxograma típico de instalação contra incêndio, em uma casa
de bombas. A fig. 6.13b mostra uma solução permitida no Rio de Janeiro desde que a alimentação
dos motores das bombas se faça antes da caixa seccionadora.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro admite, dependendo de consulta, a dispensa do
grupo bomba - motor - diesel, desde que a alimentação dos motores das bombas de incêndio fique
assegurada, mesmo após o desligamento da energia para o uso do prédio.
Na fig. 6.14 temos uma bomba de incêndio acionada diretamente por, um motor elétrico, o
qual pode também ser alimentado pela energia fornecida por um grupo motor – gerador (diesel-
elétrico).
A segunda hipótese fig. 6.15, supõe dois grupos independentes recalcando numa mesma
linha. Um é construído por grupo bomba motor-elétrico, e outro, por grupo bomba-motor de
combustão interna, não funcionando simultaneamente.
Recomenda-se que as bombas sejam instaladas, sempre que possível afogadas. Quando isto
não for possível, é necessário adotar dispositivos de escorva rápida e segura.
A escorva, na realidade, está sendo permanentemente feita pela água do reservatório
superior, que, graças à reserva prevista no código, manterá a bomba sempre cheia de água.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 115


No início da tubulação de recalque deve ser instalado um by-pass, ligado ao reservatório
inferior, para permitir que as bombas possam ser testadas periodicamente. O funcionamento desse
by-pass pode ser acusado por um sinal de alarme, se desejado.
Estimativa da descarga no sistema de hidrantes
Para a determinação da descarga da bomba, que alimenta de água os hidrantes é preciso
considerara a natureza da ocupação do prédio e o risco de incêndio que deve ser previsto de acordo
com a seguinte classificação:
 Classe A: Prédios cuja ocupação na tarifas de seguros de incêndio do Brasil sejam 1 e 2
(escolas, residências, escritórios).
 Classe B: Prédios cuja classe de ocupação sejam 3, 4, 5 e 6, bem como os depósitos de
classe de ocupação 1 e 2 (oficinas, fábricas, armazéns, depósitos etc.).
 Classe C: Prédios cuja classe de ocupação na tarifa sejam 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 (depósitos
de combustíveis inflamáveis, refinarias, estações subterrâneas de metro, paióis de munição
etc.).

Figura 6.14 - Bomba para incêndio com motor alimentado pela rede de energia e gerador acionado
por motor de Combustão interna.

Figura 6.15 - Bomba acionada por energia da rede e bomba de emergência acionada por motor de
combustão interna.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 116


A descarga em litros por minuto em cada ponto de tomada d’água, ou seja, em cada
hidrante, é determinado pela tabela 6.3.
A descarga em cada hidrante para se obter a proteção desejável depende da natureza da
ocupação do prédio do risco que lhe é atribuído.
Algumas municipalidades adotam a tabela 6.4 para indicação da descarga.

Tabela 6.3
Classes de risco Descarga (1/min.)
A (resid, escritórios) 250
B 500
C 900

Tabela 6.4
Ocupação 1 2 Casas 3 Armazéns 4 5
Apartament comerciais e e depósitos Indústrias Diversos
Risco os e hotéis escritórios
Pequeno (a) 250 120 360 250 Considerar
Médio (b) 250 250 500 500 cada caso em
separado
Grande (c) 250 500 900 900
Valores de descarga em litros por minuto.

Tabela 6.5
Diâmetro da mangueira Grupos de ocupação e riscos
38 mm (1 ½”) 1a - 1b - 1c - 2a - 2b - 4a
63 mm (2 ½”) 2c - 3a - 3b - 4b - 4c - 3c

Tabela 6.6
Ocupação nominal da mangueira 1 ½” 2 ½”
L (m)

30 1a - 2a - 4a 3a - 4b
20 1b - 1c - 2b 2c - 3b - 3c - 4c
Classes de prédios e riscos

6.7 - Escolha da Mangueira


A Norma brasileira de Proteção contra incêndio recomenda a escolha das mangueiras
conforme as tabela 6.5 e 6.6.
Observação: No estado do Rio de Janeiro, o comprimento único previsto é de 30 m para as
mangueiras, podendo ser constituídas de duas seções de 15 m, ligados por juntas Storz.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 117


6.8 - Canalização Preventiva e Rede Preventiva
No sistema sob comando som hidrantes, é necessário observar a distinção entre canalização
preventiva e rede preventiva contra incêndio.
 Canalização preventiva é a que corresponde à instalação hidráulica predial de combate a
incêndio, para ser operada pelos ocupantes das edificações, até a chegada do Corpo de
Bombeiros. É empregada em prédios de apartamentos, hotéis, hospitais e conjuntos
habitacionais.
 Rede Preventiva é o sistema de canalizações destinadas a atender às descargas e pressões
exigidas pelo Corpo de Bombeiros em edificações sujeitas a riscos consideráveis e maiores
dificuldades na extinção do fogo, como ocorre nas fábricas, edificações mistas, públicas,
comerciais, industriais, escolares, galpões grandes, edifícios-garagem e outros mais.
As tabelas 6.7 e 6.8 resumem o que o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico do Rio
de Janeiro prescreve relativamente aos itens ligados aos sistemas e às questões de armazenamento,
bombeamento da água e equipamentos.
Vejamos alguns casos especiais, cuja importância justifica alguns esclarecimentos.

6.9 - CASOS ESPECIAIS DE INSTALAÇÃO


6.9.1 - Agrupamentos de Edificações Residenciais Multifamiliares
(Conjuntos habitacionais de prédios de apartamentos)
Conforme se pode observar na fig. 6.16, onde temos um conjunto de seis edifícios de
apartamentos:
Usa-se canalização preventiva.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 118


Tabela 6.7
Sistema preventivo fixo com hidrantes
Item Descrição Com canalização preventiva Com rede preventiva
1 Reservatórios Sim (ambos) Sim, mais de modo que as bombas
Superior e inferior Até 4 hidrantes: 6.000L do CB possam usar a água do
reservatório inferior facilmente, em
Reserva para incêndio no reservatório 6.000L, acrescidos de 500L por substituição à do reservatório
superior hidrante excedente a 4 superior (art. 33)
Mínimo 30.000L no reserv. Superior
ou inferior.
Quando não houver reservatório 6.000L, acrescidos de 500L por Deve atender ao funcionamento
superior, por se usar sistema hidrante excedente de 4 simultâneo de 2 hidrantes, com
hidropneumático ou bombeamento vazão total de 1.000L/min durante
direto, o reservatório inferior terá 30 minutos, à pressão de 4 Kgf · cm-
reserva técnica de: ²
2 Canalização
1.1 Pressão mínima 18 Kgf · cm-² 18 Kgf · cm-²
1.2 Diâmetro mínimo 63 mm (2 ½”) 75 mm (3”)
1.3 Pressão mínima em qualquer 1 Kgf · cm-² (10 m · cal · água) 4 Kgf · cm-² obtido com bombas
hidrante 4 Kgf · cm-² (art. 39)
1.4 Pressão máxima Ferro galvanizado Ferro fundido ou aço galvanizado
1.5 Material

3 Bombas de funcionamentos Duas com motor elétrico para Uma com motor elétrico e outra com
automáticos atender a 2 hidrantes diesel para atender a 2 hidrantes
simultaneamente, cada uma simultaneamente.
(COSCIP exige uma) Dotados de dispositivo de alarme
4 Mangueiras
4.1 Diâmetro 38 mm (1 ½”) fibra revest. 63 mm (2 ½”) ou 38 (1 ½”)
Internamente de borracha conforme exigido.
4.2 Comprimentos máximo Seções de 15 m ligados por juntas Seções de 15 m ligadas por juntas
“Storz” Storz de 2 ½” ou l ½”
20 Kgf · cm-² 20 Kgf · cm-²
4.3 Pressão mínima de teste
5 Requinte (ponto de esguicho) 13 mm (1/2”) ou esguicho de jato 19 mm (3/4”), ou esguicho de jato
regulável regulável conforme exigido do CB
6 Distância de cada hidrante ao ponto 30 m 30 m. qualquer ponto do risco
mais afastado a proteger deverá ser simultaneamente
alcançado por duas linhas de
mangueira de hidrantes distintos.
7 Abrigos para hidrante 70 x 50 x 25 cm. Vidro de 3 mm
junta Storz de 2 ½” com redução
para 1 ½” para ligação da
mangueira
8 Número de hidrantes Tal que a distância sem obstáculos
entre cada caixa e os respectivos
pontos mais distantes a proteger
seja no Máximo igual a 30 m
Pode-se eliminar os reservatórios em cada prédio, substituindo-os por um castelo de água
que alimentara a canalização preventiva. Capacidade do castelo de água: a reserva técnica de
incêndio é de 6.000 l acrescido de 200 l por hidrante exigido para todo o conjunto, além,
naturalmente, do volume para a água de uso geral calculado conforme indicado anteriormente.
O reservatório inferior deve possuir uma reserva que permita o funcionamento simultâneo
de dois hidrantes durante meia hora.
O distribuidor das canalizações preventivas têm um diâmetro mínimo de 3” (75 mm). Sai do
fundo do castelo de água e é dotado de válvula de retenção e registro geral.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 119


Material das canalizações preventivas: tubo de ferro fundido ou aço galvanizado.
Na frente de cada bloco de apartamentos o distribuidor ramifica uma canalização de 2 ½”
(63 mm) de diâmetro mínimo, dotada de hidrante de passeio, que atravessa todos os pavimentos
alimentando as caixas de incêndio.
Tabela 6.8
Item Finalidade das edificações Sistema de instalação preventivo fixo
Com canalização Com rede preventiva (RP)
preventiva (CP)
1 Apartamentos
Até 3 pav. e 900 m² de área construída até 3 Dispensados -
pav. e mais de 900m² 4 pav. ou mais com Prever CP -
mais de 30 m de altura
Prever CP e portas -
corta fogo
Prever CP: usar
também sprinklers
nas partes de uso
comum, subsolos e
áreas de
estacionamento, e
portas corta-fogo
2 Hotéis hospitais
Até 2 Pav. 900 m² Dispensada -
Até 2 pav. e mais 900 m² mais de 2 pav., Prever CP -
altura até 12 m Prever CP e portas -
Mais de 12 m de altura corta-fogo
Prever CP: usar
também sprinklers,
sistema elétrico de
emergência e portas
corta-fogo
3 Conjuntos habitacionais Prever CP conforme
item l além de
hidrantes nas ruas
4 Edificações mistas, publicas, comerciais,
industriais e escolares até 2 pav. e 900 m² - -
de área construída 4 pav. e até a altura de 30
m mais de 30 m de altura até 2 pav. Mais de Prever CP Prever RP. Consultar o CB
900 m² e os de 3 pav. - Prever RP: usar também
Prever CP sprinklers consultar CB

5 Galpões com área igual ou superior a 1500 - Prever RP



6 Edificação industrial ou grande - Prever RP: consultar CB
estabelecimento comercial sobre instalação de
Sprinklers
7 Galpão-garagem e terminais rodoviários até - Prever RP: e sistema de
1500 m² - sprinklers e detecção
Mais de 1500 m²
8 Terminal rodoviário com 2 ou mais - Ver casos especiais em
pavimentos “edifício-garagem”

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 120


Nessa canalização é instalado uma válvula de retenção (VR) com a finalidade de impedir,
em caso de recalque do hidrante de passeio para as caixas de incêndio, que a água vá para o castelo
de água.

6.9.2 - Depósitos de Inflamáveis


Não é permitida a instalação de deposito de inflamáveis a menos de 100 m de escolas, asilos,
templos, hospitais, casas de saúde, quartéis, presídios, residências, clubes, cinemas, teatros, prédios
tombados, bocas de túnel, pontes, viadutos e outros locais julgados impróprios pelo Corpo de
Bombeiros.
As exigências quanto ao armazenamento de petróleo e seus derivados constam de legislação
específica.
Os derivados líquidos de petróleo são classificados, conforme seu ponto de fulgor, em três
classes:
Classe I: líquidos que possuem ponto de fulgor inferior a 37,8ºC são os produtos muito inflamáveis.
Classe II: líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 37,8ºC, mas inferior a 60ºC.
São os líquidos inflamáveis. A tensão de vapor é inferior a 2,8 Kgf/cm².
Classe III: líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 60ºC. São os combustíveis
líquidos cujo ponto de fulgor é inferior a 93,3ºC.
O Corpo de Bombeiros local especificará o sistema de combate a incêndio, conforme a
classe de combustível ou inflamável.

6.9.3 - Postos de Abastecimento, de Serviços e Garagem


É permitida a construção de postos de abastecimentos de altos nos logradouros permitidos
pelo regulamento de zoneamento do município, desde que as bombas e depósitos de inflamáveis
sejam instalados a mais de 5 m das divisas do lote.

Figura 6.16 - Instalação preventiva nos conjuntos habitacionais cujo abastecimento seja do tipo
castelo de água.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 121


Castelo:
Reservatório incêndio = 6.000 L
30 hidrantes x 200 l = 6.000 L
Total = 12.000 L
Reservatório inferior:
2 Hidrantes x 250 l / min x 30 min = 15.000 l

Os tanques de inflamáveis e combustíveis terão cada um, capacidade máxima de 30.000l,


não podendo a capacidade total ser superior a 120.000l. Devem estar afastado no mínimo 4 m do
alinhamento da via pública e de qualquer edificação ou instalação do projeto.
O tanque metálico subterrâneo, destinado exclusivamente à armazenagem de óleo
lubrificante usado, não é computado no cálculo de armazenagem máxima de 120.000 l.
Os postos ou os estabelecimentos com depósitos de inflamáveis ou de combustíveis são
obrigados a possuir extintores e outros equipamentos de segurança contra incêndio, em quantidade
suficiente e convenientemente localizados.
No caso de galpão-garagem até 1.500 m² não é necessário sistema preventivo fixo. Para
1.500 m² ou mais é necessário prever uma rede preventiva.

6.9.4 - Edifício Garagem


Todo edifício-garagem, qualquer que seja o número de pavimentos, deverá ser provido de
canalização preventiva contra incêndio. Com mais de 10 pavimentos deverá ser dotado de
instalação de rede de chuveiros automáticos de tipo sprinkler em todos os pavimentos, com painel
de controle e alarme na portaria. Todo edifício-garagem até 10 pavimentos, inclusive, será dotado
de sistema de alarme automático de incêndio, com detectores em todos os pavimentos, bem como
painel de controle e alarme na portaria.
Esse sistema poderá ser substituído pela instalação de chuveiros automáticos do tipo
sprinkler, quando o Corpo de Bombeiros julgar necessário, em face do risco apresentado.
Todo edifício-garagem deve ser equipado com extintores portáteis ou sobre-rodas, em
número variável, segundo o risco a proteger.
Cada elevador deve ser equipado com extintor de dióxido de carbono (CO2) de 6 Kgf.

6.9.5 - Depósitos de Líquidos, Gases e Outros Inflamáveis


Os depósitos classificam-se quando a capacidade de armazenagem em:
 Depósito pequeno: até 5.616 1 de líquido inflamável.
 Depósito médio: 22.464 l.
 Depósito grande: até 44.928 l.

Natureza do Depósito Afastamento da pilha de recipientes da divisa do terreno do vizinho


Pequeno 1m
Médio 1,5 m
Grande 3,5 m

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 122


Quando for ultrapassado o limite para depósito grande, vigorará o que será dito para
“Instalações Industriais e Recipientes Estacionários”, executando-se dessas exigências dos “postos
de abastecimento, de serviços de garagem.
 Os locais de armazenamento de recipientes de líquidos inflamáveis deverão ser em andar
térreo, em prédios destinados exclusivamente a esse fim; nunca em subsolo.
 Os depósitos médios só podem ser construídos ou instalados em zona industrial.
 Os depósitos grandes só podem ser localizados em ilhas destinadas exclusivamente ao
armazenamento de combustível ou em zonas com características rurais ou agrícolas com as
áreas de periculosidade distantes, no mínimo, 500 m de qualquer ocupação estranha as
próprias atividades dos depósitos de rodovias de trafego intenso e de outras edificações ou
estabelecimentos, a critério do Corpo de Bombeiros.
Convém notar que dificilmente haverá condições de se armazenar em depósitos grandes,
dadas as enormes dimensões exigidas para o terreno.
 Nos depósitos existirão áreas distintas para recipientes vazios, separadas das áreas
destinadas aos recipientes cheios, mediante a fixação de letreiros indicativos. Os recipientes
vazios não são computados para efeito de cálculo do limite do armazenamento.
 Os depósitos de recipientes deverão possuir cobertura e estrutura de material incombustível
e poderão ser abertas ou fechadas, de acordo com a natureza do risco.
 Se o armazenamento for, em deposito fechado, deverão ser obedecidas as seguintes
exigências:
- Pé direito mínimo do deposito: 3 metros.
- Aberturas que permitiam ventilação adequada.
 Os depósitos terão muros de alvenaria de 3 m de altura, isolando-os do terreno vizinho e do
logradouro.
 O afastamento mínimo entre as pilhas de recipiente é de no mínimo 1 metro.
 Os depósitos deverão possuir extintores e demais equipamentos de segurança contra
incêndio, 4 em quantidade suficiente e convenientemente localizados observados as
exigências, para cada caso, determinadas no respectivo laudo de exigências do Corpo de
Bombeiros.
No caso de parques de armazenamento de grandes volumes de petróleo e seus derivados
líquidos, deve ser consultado legislação especifica.

6.9.6 - Instalações Industriais e Recipientes Estacionários


As medidas de segurança contra incêndio deverão ser estudadas e elaboradas especialmente
para cada caso. Nos estabelecimentos industriais de 50 ou mais empregos. Deve haver um
aprisionamento conveniente de água sob pressão, afim de qualquer momento extinguir os começos
de fogo de classe A.
Quanto ao local do estabelecimento, o Regulamento de Incêndio para o Rio de Janeiro
estabelece que as instalações industriais e recipientes estacionados somente poderão existir em
zonas com características rurais ou agrícolas, com as áreas de periculosidades distantes, no mínimo
1000 m de qualquer ocupação estranha a essas atividades, de rodovias e de outras edificações ou
estabelecimentos a critérios do Corpo de Bombeiros.

OBSERVAÇÕES: a exigência de observância desse afastamento mínimo de 1000 m tornaria


impraticável a implantação de qualquer indústria.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 123


Sistema de Contenção
Os tanques serão circundados por diques ou por outro meio de contenção para evitar que, na
eventualidade de vazamento de liquido, este venha a alcançar outros tanques, instalações
adjacentes, curso d’água, mares ou lagos.
Os diques ou muros de contenção terão a capacidade volumétrica no mínimo, igual à do
tanque que contiverem.

6.10 - ESPECIFICAÇÕES DOS MATERIAIS DA REDE DE INCÊNDIO


De acordo com a norma NBR 13714:1996 da ABNT

6.11 - SISTEMAS DE CHUVEIROS AUTOMÁTICOS


6.11.1 - Descrição Geral do Sistema
Conhecido como o sistema de sprinklers, isto é de aspersores, este sistema consiste
basicamente numa rede de encanamentos ligada ao reservatório ou a uma bomba, possuindo
boquilhas ou aspersores dispostos ao longo da rede.
O sprinkler contém um obturador ou sensor térmico que impede a saída da água quando a
situação for normal. Esse obturador pode ser constituído por uma empola de quartzoid, contendo
um líquido apropriado, que, sob a ação do calor ao irromper o incêndio, se expande graças ao seu
elevado coeficiente de expansão, rompendo a empola e permitindo a aspersão da água sobre o local,
após incidir sobre um defletor ou roseta de formato especial. A incidência da água sobre o defletor
pode ser de cima para baixo (sprinkler pendente-ver fig. 6.20) ou de baixo para cima, e deve
proporcionar uma área no mínimo 32 m². Usa-se também, como elemento sensível de vedação, uma
peça fusível de liga metálica eutética de fusão muito baixo, que pode ser uma pastilha ou uma
pequena lamina (fig. 6.21).
Classifica-se a posição de instalação do sprinkler segundo o formato de defletor em:
a) Pendente (para baixo) – letra código H (pendent)
b) Em pé (para cima) – letra código F (upright)
c) Lateral (de parede) – letra código L, M ou N (sidewall)
A água ao sair se esparge sobre o local onde irrompeu o incêndio, sob a forma de chuveiro,
debelando fogo logo no seu início por ação de resfriamento, impedindo que se propague e alastre.
Existem sistemas de sprinklers especiais como o CO2, Hallon e Fréon 1301, empregados
quando a substância ou material cujo incêndio deve ser debelado desaconselharem o emprego da
água.
Qualquer que seja o tipo substância usada para apagar o incêndio, duas exigências são
fundamentais: a rápida ação do aspersor e a circunscrição do incêndio a uma área bastante reduzida.
A norma brasileira estabelece cores para o elemento sensível tipo fusível ou tipo químico,
conforme a temperatura nominal do elemento sensível.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 124


Figura 6.20 - Sprinkler pendente

Figura 6.21 - Sprinkler do tipo solda

Tabela 6.9 - Elemento sensível tipo fusível ou químico

Temperatura Ambiente Normal (0ºC) Temperatura nominal (ºC) de Coloração do líquido na


ABNT FOC disparo do sprinkler que o classifica ampola
57 Laranja
49 38 68 Vermelho
60 49 79 Amarelo
74 63 93 Verde
121 111 141 Azul
160 152 182 Roxo (Malva)
204 a 238 227 a 260 Preto

6.11.2 - Classificação
Existem diversos tipos de sistemas sprinklers:
a) Sistemas com tubulações molhadas
Como o nome indica, as tubulações permanecem sempre com água e ligadas a um
reservatório, de modo que a atuação da água se faz prontamente pelo sprinkler localizado
onde irrompeu o fogo. É o sistema mais usado e sobre o qual iremos fazer quase todas as
considerações que se seguem.

b) Sistemas com tubulações secas


As tubulações do sistema que contêm os sprinklers possuem ar comprimido que, ao
ser liberado pela ruptura de uma ampola, permite à água, também sob pressão, abrir uma
válvula conhecida como válvula de tubo seco. A água escoa nas tubulações do sistema até o
sprinkler acionado. Este sistema é aplicado geralmente em locais de clima que possa
determinar o congelamento da água nos encanamentos, principalmente em instalações
exteriores.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 125


c) Sistema de pré-ação
É o sistema que emprega sprinklers colocados em tubulações contendo ar
(comprimido ou não) é um sistema suplementar de detectores mais sensíveis que o bulbo do
sprinkler, colocados no mesmo local que os sprinklers. A pronta ação dos detectores ao
início de um incêndio abre uma válvula que permite o escoamento da água pelo sistema, de
modo que, ao romper o bulbo do sprinkler, ela se escoe imediatamente. É usado quando
existem as mesmas razoes que aconselham o dry-pipe system.
d) Sistema de inundação
Nesse sistema, os sprinklers estão sempre abertos, isto é, sem ampola, e conectados a
tubulações secas. Detectores de chama ou fumaça, uma vez acionados pelo agente
especifico, fazem operar uma válvula de inundação ou dilúvio, que permite o escoamento da
água até os sprinklers, os quais atuarão simultaneamente. A válvula deve também poder
abrir e fechar manualmente. É preciso notar que somente em casos especiais deve-se usar
este sistema, pelas consequências que advêm da inundação de uma área considerável.
O sistema de sprinklers, por, sua elevada eficiência, é exigido em certos casos pelos
códigos de segurança contra fogo. Sua instalação proporciona considerável redução no valor
dos prêmios de seguro contra fogo, cobrados pelas companhias de seguro.

6.11.3 - Exigências Quanto ao Emprego de Sprinklers


Vejamos primeiramente onde devem ser usados os sistemas de sprinklers (ver fig. 6.22).
O Código de Segurança contra Incêndio e Pânico do estado do Rio de Janeiro estabelece em
seu Art. 80, Cap. 10: “O Corpo de Bombeiros exigirá a instalação de rede de chuveiros automáticos
do tipo sprinkler, obedecendo aos requisitos seguintes:
I. Em edificação residencial primitiva multifamiliar (prédio de apartamentos), cuja altura
exceda a 30 metros do nível do logradouro público ou da via interior, será exigida a
instalação da rede de chuveiros automáticos, do tipo sprinkler com bicos de saída nas
partes de uso comum a todos os pavimentos nos subsolos e nas áreas de
estacionamentos, exceto nas áreas abertas de uso comum.
II. Em edificação residencial coletiva e transitória (hotéis), hospitalar ou laboratorial, cuja
altura exceda a 12 metros do nível do logradouro público ou da via interior, será exigida
a instalação da rede de chuveiros automáticos do tipo sprinkler com bicos de saída em
todos os compartimentos das áreas localizadas acima da altura prevista, bem como em
todas as circulações, subsolos, áreas de estacionamentos e em outras dependências que, a
juízo do Corpo de Bombeiros, exijam essa instalação, mesmo abaixo da citada altura.
III. Em edificação mista (apartamentos e lojas), pública ou escolar, cuja altura exceda 30 m
(trinta metros) do nível do logradouro público ou da via interior, será exigida a
instalação de rede de chuveiros automáticos do tipo sprinkler, com bicos de saída em
todas as partes de uso comum e as áreas não residenciais, mesmo abaixo da citada
altura.
IV. Em edificação comercial ou industrial, cuja altura exceda a 30 m, no nível do logradouro
público ou da via interior, será exigida a instalação de rede de chuveiros automáticos, do
tipo sprinkler, com bicos de saída em todas as partes de uso comum e as áreas
comercias, industriais e de estacionamento, mesmo abaixo da citada atura.
V. A critério do Corpo de Bombeiros, em edificação ou galpão industrial, comercial de usos
especiais diversos, de acordo com a periculosidade, será exigida a instalação de rede de
chuveiros automáticos, do tipo sprinkler.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 126


VI. Em edificação com altura superior a 12 m, situada em terreno onde não seja possível o
acesso e o estabelecimento de uma autoescada, será exigida a instalação de rede de
chuveiros automáticos, do tipo sprinkler, com bicos de saída nos locais determinados
nos incisos I, II, III, IV e V deste artigo.
VII. Nos prédios cuja arquitetura, pela forma ou disposição dos pavimentos, impeça o
alcance máximo de uma autoescada mecânica, a altura, a partir da qual deverá ser
exigida a instalação de rede de chuveiros automáticos, do tipo sprinkler, será
determinada pelo Corpo de Bombeiros.

Figura 6.22

No caso do edifício garagem o cap. VIII estabelece o seguinte:


Art. 64 “Todo edifício garagem, qualquer que seja o número de pavimentos, será provido de
canalização preventiva contra incêndio”.
Art. 65 “Todo edifício garagem, com mais de 10 pavimentos, será dotado de instalação de
rede de chuveiros automáticos do tipo sprinkler em todos os pavimentos, com painel de controle e
alarme na portaria”.
Art. 66 “Todo edifício garagem até 10 pavimentos, inclusive, será dotado de sistema de
alarme automático de incêndio, com detectores em todos os pavimentos, bem como painel de
controle e alarme na portaria”.
Parágrafo único “Esse sistema poderá ser substituído pela instalação de rede de chuveiros
automáticos do tipo sprinkler quando o Corpo de Bombeiros julgar necessário, face ao risco
apresentado”.
Para edificação industrial ou destinada à grande estabelecimento comercial, é exigida a rede
preventiva contra incêndio, mas, a critério Corpo de Bombeiros, segundo o grau de periculosidade,
pode ser exigida a instalação de rede de chuveiros automáticos do tipo sprinkler (Parágrafo único-
incisivo VI - art. 13- Cap. IV).

6.11.4 - Rede de Sprinklers

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 127


No projeto da rede sprinklers, é necessário considerar a classe de risco do local a ser
protegido, pois o número de sprinklers será tanto maior quanto maior o risco e as características de
combustibilidade dos materiais ou produtos cujo incêndio é de recear.
A NBR 6135:1992 classifica os riscos em pequenos médios e grandes.

Riscos Pequenos ou Baixos


Inclui locais onde os materiais são de baixa combustibilidade e onde não a obstruções a ação
dos sprinklers.
Compreendem:
 Apartamentos;
 Igrejas;
 Clubes;
 Escolas e universidades;
 Dormitórios;
 Quartéis;
 Prédios de escritórios;
 Hospitais;
 Hotéis;
 Museus;
 Bibliotecas, exceto locais muito grandes com estantes de livros;
 Prédios públicos;
 Acampamentos de obra.
Aplica-se também a lojas individuais com área inferior a 300 m² e em andar térreo.

Riscos Médios
 Grupo 1: Compreende locais onde os materiais são de baixa combustibilidade, a altura das
mercadorias não excede a 2,4 m, e a outros fatores favoráveis. Não deve haver líquidos
inflamáveis no local.
Compreendem:
1. Garagem de automóveis;
2. Padarias;
3. Casas de caldeiras;
4. Fabricas de cimento;
5. Centrais elétricas;
6. Restaurantes;
7. Lavanderias;
8. Teatros e auditórios;
9. Estações de bombeamento de água;
10. Fundições.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 128


 Grupo 2: Compreende locais onde a combustibilidade dos materiais e a altura do teto são
menos favoráveis que os do grupo 1. A quantidade de líquidos inflamáveis é pequena e não
há obstrução à ação dos aspersores.
Compreende, entre outros:
1. Fábricas de tecidos e de roupas;
2. Fábricas de produtos químicos e comuns;
3. Teatros e auditórios;
4. Oficinas mecânicas;
5. Tipografias e impressoras;
6. Livrarias com grandes áreas de estantes.

 Grupos 3: inclui locais cuja combustibilidade dos materiais nele existentes, altura do teto
(pé-direito) e obstrução são desfavoráveis separadamente, ou em conjunto.
Compreende:
1. Depósitos e trapiches de papel, tintas, móveis de madeira, mercadorias de lojas;
2. Fábricas de papel;
3. Fábricas de pneumáticos;
4. Moinhos de trigo.

Riscos Grandes
Incluem apenas os edifícios ou partes de edifícios cuja ocupação implica risco elevado e,
como tal, definido pela autoridade com jurisdição.
Temos:
 Hangares de aviões;
 Fábricas de produtos químicos de risco elevado;
 Explosivos e fogos de artifício;
 Armazenagem com pilhas acima de 3 m;
 Refinarias de petróleo;
 Extração de solventes;
 Trabalhos com vernizes;
 Outras ocupações envolvendo processamento, mistura, armazenamento e distribuição de
líquidos inflamáveis voláteis.

6.11.5 - Tubulações
O sistema de sprinkler contém um conjunto de tubulações que podem ser assim
classificadas:
a) Linhas verticais ou colunas (risers). São as tubulações que abastecem o sistema.
b) Linhas alimentadoras ou troncos (feed mains). Abastecem as colunas ou os ramais.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 129


c) Ramais (cross-mains). Tubos que alimentam diretamente as linhas nas quais sprinklers são
colocados.
d) Sub-ramais (branch-lines). Tubos ligados aos ramais e nos quais são adaptados os
sprinkers.

Áreas abrangidas
As normas de segurança recomendam compartimentação de riscos em áreas ou seções de
fogo.
A tabela 6.10 seguir relaciona o número de sprinklers e a reserva técnica, de acordo com
tipo de risco.
É conveniente, a cada seção de fogo, corresponda um sensor de fluxo de água acionando
alarme de incêndio num painel de controle.
Emprega-se simultaneamente com sistema sprinkler um sistema de detectores
termovelocimétricos e de fumaça, os quais detectam e dão o alarme cerca de 3 minutos antes do
disparo do primeiro sprinkler. O alarme possibilita em certos casos a extinção com emprego do
extintor portátil de CO 2, por exemplo, que não danifica os materiais nem prejudica a atuação do
pessoal treinado no combate a incêndio, em quanto é avisado o Corpo de Bombeiro, que, ao chegar,
apenas anotará a ocorrência, se o sistema tiver funcionado acontento.

Temperatura de Disparo do Sprinkler


A ampola é fabricada para uma determinada temperatura de disparo. Para evitar que o
sprinkler dispare acidentalmente num dia de forte calor, ou que atue somente após o incêndio haver
assumido proporções inaceitáveis, determina-se a temperatura de disparo em função da temperatura
máxima permitida. Assim, a tabela 6.11 relaciona as temperaturas de funcionamento do sprinkler e
a ambiente.

Tabela 6.10 - Número de sprinklers e reserva técnica

Risco Área por Espaçamento Densidade Vazão Reserva técnica


sprinkler (m²) entre media (l/min)
sprinkler (m) (mm/min)
Pequeno 21,0 4,5 2,25 47 9,0 a 11,0
Médio 12,0 4,0 5,00 60 55,0 a 185,0
Grande 9,0 3,5 7,50 67,5 225,0 a 500,0

Tabela 6.11 - Temperatura dos sprinklers

Temperatura de funcionamento (ºC) Temperatura ambiente


68 38
93 63
141 108
182 149
227 191

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 130


Tabela 6.12 - Dimensionamento dos ramais e sub-ramais

Diâmetro dos Número de sprinklers


ramais e sub- Risco pequeno Risco médio Risco grande
ramais
25 mm (1”) 2 2 1
33 mm (1 ¼”) 3 3 2
40 mm (1 ½”) 5 5 5
50 mm (2”) 10 10 8
60 mm (2 ½”) 40 20 15
75 mm (3”) - 40 25
100 mm (4”) - 100 35
125 mm (5”) - 160 90
150 mm (6”) - 250 150

Tabela 6.13 - Dimensionamento das colunas de alimentação

Diâmetros das Número de sprinklers


colunas Risco pequeno Risco médio Risco grande
40 mm (1 ½”) 5 5 4
50 mm (2”) 9 9 8
60 mm (2 ½”) 13 13 13
75 mm (3”) 80 22 18
100 mm (4”) - 72 55
125 mm (5”) - 130 80
150 mm (6”) - 250 110

Capacidade dos Reservatórios Subterrâneos


Numa instalação com sprinklers, a capacidade mínima para a reserva de água é de 120.000 l
nos reservatórios subterrâneos.

6.11.6 - Número de sprinklers


Cada sub-ramal (branch line) conterá no máximo seis sprinklers de um outro lado de um
ramal (cross main).
O dimensionamento dos ramais e sub-ramais é realizado de acordo com a tabela 6.12.
A coluna de alimentação deriva do barrilete de incêndio e seu dimensionamento segue a
tabela 6.13.

Caso de Riscos Elevados

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 131


Só é permitida a instalação de até seis sprinklers em cada lado de um ramal. Apenas como
indicação, pois é conveniente neste caso fazer o cálculo hidráulico dos encanamentos, podem-se
usar as tubulações.

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 132


Referências Bibliográficas:

ABNT – NBR 5626 – Instalações Prediais de Água Fria 1998.

GUARDIA, A. C. Utilização de Válvulas de Descarga em Instalações Prediais de Água Fria.

Revista Engenharia Sanitária vol.16 nº2, 181-183, Rio de Janeiro, abril/junho, 1977.

LIMA Fº, R.A. Reservatório Domiciliar – Aspectos de sua Influência na Qualidade da Água
– Dissertação de Mestrado – EESC-USP, 1978.

MARTINS, H. C. Algumas Considerações sobre Poluição em Rede Predial de Água Fria. VI


Congresso de Engenharia Sanitária. Tema 2 – São Paulo, janeiro de 1971.

NOGAMI, P. S. et alii Técnicas de Abastecimento e Tratamento de Água Vol.1 – Cetesb –


São Paulo, 1978.

MACINTYRE, A. J. Instalações hidráulicas: prediais e industriais. 4º edição Rio de Janeiro:


LTC, 2010

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 133


ANEXOS

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 134


Tabela 1 -Tabelas de Multiplicações

Tabela 1.1 – PVC Roscável


TABELA DE MULTIAPLICAÇÕES TUBO PVC RÍGIDO ROSCÁVEL - PAV's INFERIORES SEGUNDO NBR 5648/1977 E NBR 5626/1998
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
ESPESSURA VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À EM RELAÇÃO À consumo diário ΣPESOS
PAREDE mm MÁXIMA m/s
POLEGADA MM MM mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" 1/2" l/dia
1/2" 15 21,00 2.50 16,00 201,06 1,77 0,36 0,26 1,00 1,00 6543,91 1,41
3/4" 20 26,00 2,60 20,80 339,79 2,02 0,69 0,23 1,69 1,93 11059,20 5,23
1" 25 33,00 3,20 26,60 555,72 2,28 1,27 0,21 2,76 3,56 18086,74 17,89
1.1/4" 32 42,00 3,60 34,80 951,72 2,61 2,48 0,19 4,73 6,98 30956,76 68,56
1.1/2" 40 48,00 4,00 40,00 1256,64 2,80 3,52 0,18 6,25 9,88 40899,41 137,56
2" 50 60,00 4,60 50,80 2026,83 3,00 6,08 0,15 10,08 17,08 65966,66 410,80
2.1/2" 60 75,00 5,50 64,00 3216,99 3,00 9,65 0,11 16,00 27,11 104702,48 1034,90
3" 75 88,00 6,20 75,60 4488,83 3,00 13,47 0,09 22,33 37,82 146096,78 2014,97
4' 100 113,00 7,60 97,80 7512,21 3,00 22,54 0,07 37,36 63,30 244497,68 5643,34

BARRILETE 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS - TUBO PVC ROSCÁVEL


1 2 A B C D E
DIÂMETRO PERDA
VAZÃO
NOMINAL/Ref. EXTERNO VELOCIDADE VAZÃO DE
EQUIV. ΣPESOS 3
CARGA
MÁXIMA MÁXIMA EM ÚLTIMOS
UNIT.
mm mm m/s l/s RELAÇÃO PAVIMENTOS
MÁX
À 1/2"
POLEGADA Ju(m/m)
1/2" 15 21,00 0,91 0,18 0,08 1,00 0,37
3/4" 20 26,00 1,09 0,37 0,08 2,04 1,54
1" 25 33,00 1,30 0,72 0,08 3,97 5,84
1.1/4" 32 42,00 1,58 1,50 0,08 8,24 25,10
1.1/2" 40 48,00 1,75 2,19 0,08 12,03 53,45
2" 50 60,00 2,07 4,20 0,08 23,01 195,62
2.1/2" 60 75,00 2,20 7,08 1,05 38,81 556,55
3" 75 88,00 2,20 9,88 0,69 54,15 1083,60
4' 100 113,00 2,20 16,53 0,36 90,62 3034,86

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 135


Tabela 1.2 – PVC Soldável

TABELA DE MULTIAPLICAÇÕES TUBO PVC RÍGIDO SOLDÁVEL - PAV's INFERIORES SEGUNDO NBR 5648/1999 E NBR 5626/1998
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
ESPESSURA VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À EM RELAÇÃO À consumo diário ΣPESOS
PAREDE mm MÁXIMA m/s
POLEGADA MM MM mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" 1/2" l/dia
1/2" 15 20,00 1,50 17,00 226,98 1,83 0,41 0,25 1,00 1,00 7387,56 1,91
3/4" 20 25,00 1,70 21,60 366,44 2,06 0,75 0,23 1,61 1,82 11926,27 6,32
1" 25 32,00 2,10 27,80 606,99 2,33 1,42 0,21 2,67 3,42 19755,44 22,31
1.1/4" 32 40,00 2,40 35,20 973,14 2,63 2,56 0,19 4,29 6,17 31672,50 72,60
1.1/2" 40 50,00 3,00 44,00 1520,53 2,94 4,47 0,18 6,70 10,78 49488,28 221,54
2" 50 60,00 3,30 53,40 2239,61 3,00 6,72 0,14 9,87 16,22 72891,95 501.59
2.1/2" 60 75,00 4,20 66,60 3483,68 3,00 10,45 0,11 15,35 25,22 113382,36 1213,61
3" 75 85,00 4,70 75,60 4488,83 3,00 13,47 0,09 19,78 32,50 146096,78 2014,97
4' 100 110,00 6,10 97,80 7512,21 3,00 22,54 0,07 33,10 54,39 244497,68 5643,34

BARRILETE 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS - TUBO PVC ROSCÁVEL


1 2 A B C D E
DIÂMETRO PERDA DE
VAZÃO VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE CARGA UNIT.
NOMINAL/Ref. EXTERNO MÁXIMA EM RELAÇÃO ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s MÁX
mm mm l/s À 1/2" PAVIMENTOS
POLEGADA Ju(m/m)
1/2" 15 20,00 0,95 0,21 0,08 1,00 0,51
3/4" 20 25,00 1,12 0,41 0,08 1,92 1,88
1" 25 32,00 1,35 0,82 0,08 3,80 7,42
1.1/4" 32 40,00 1,59 1,55 0,08 7,21 26,70
1.1/2" 40 50,00 1,87 2,84 0,08 13,21 89,66
2" 50 60,00 2,15 4,80 0,08 22,35 256,51
2.1/2" 60 75,00 2,20 7,66 0,06 35,65 652,65
3" 75 85,00 2,20 9,88 0,05 45,93 1083,60
4' 100 110,00 2,20 16,53 0,04 76,87 3034,86

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 136


Tabela 1.3 – Aquatherm

TUBOS AQUATHERM - PAVIMENTOS INFERIORES - SEGUNDO ASTM D-2846/1982, NBR 5626/1998 e NBR 7198/1993
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO ESPESSURA DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO PAREDE INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO EM RELAÇÃO À consumo ΣPESOS
MÁXIMA m/s
POLEGADAMM MM mm mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) À 1/2" 1/2" diário l/dia
1/2" 15 15,00 1,60 11,80 109,36 1,52 0,17 0,29 1,00 1,00 3559,27 0,31
3/4" 22 22,00 2,00 18,00 254,47 1,88 0,48 0,25 2,33 2,87 8282,13 2,54
1" 28 28,00 2,50 23,00 415,48 2,12 0,88 0,23 3,80 5,30 13522,37 8,65
1.1/4" 35 35,00 3,20 28,60 642,42 2,37 1,52 0,21 5,87 9,15 20908,80 25,71
1.1/2" 42 42,00 3,80 34,40 929,41 2,60 2,41 0,19 8,50 14,51 30249,20 64,71
2" 54 54,00 4,90 44,20 1534,39 2,94 4,52 0,18 14,03 27,16 49939,20 226,62

BARRILETE 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS - TUBO PVC ROSCÁVEL


1 2 A B C D E
DIÂMETRO VAZÃO PERDA DE VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s
POLEGADA mm mm l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" PAVIMENTOS
1/2" 15 15,00 0,73 0,08 0,08 1,00 0,07
3/4" 22 22,00 0,99 0,25 0,08 3,15 0,70
1" 28 28,00 1,18 0,49 0,08 6,12 2,85
1.1/4" 35 35,00 1,37 0,88 0,08 11,06 8,65
1.1/2" 42 42,00 1,57 1,46 0,08 18,25 23,57
2" 54 54,00 1,87 2,88 0,08 36,04 91,90

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 137


Tabela 1.4 – Tubelli

TUBELLI TS-01-A 6Kg/cm² à 100ºC - PAVIMENTOS INFERIORES -SEGUNDO: DIN 8077 , NBR 7198/1993 e NBR 5626/1998
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO ESPESSURA DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO PAREDE INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO EM RELAÇÃO À consumo ΣPESOS
MÁXIMA m/s
POLEGADAMM MM mm mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) À 1/2" 1/2" diário l/dia
1/2" 15 20,00 3,00 14,00 153,94 1,66 0,25 0,27 1,00 1,00 5010,18 0,72
3/4" 20 25,00 3,00 19,00 283,53 1,93 0,55 0,24 1,84 2,15 9227,93 3,33
1" 25 32,00 3,20 25,60 514,72 2,24 1,15 0,22 3,34 4,52 16752,40 14,77
1.1/4" 32 40,00 3,70 32,60 834,69 2,53 2,11 0,20 5,42 8,27 27166,41 49,46
1.1/2" 40 50,00 4,00 42,00 1385,44 2,87 3,98 0,18 9,00 15,59 45091,60 175,57
2" 50 60,00 4,60 50,80 2026,83 3,00 6,08 0,15 13,17 23,85 65966,66 410,80
2.1/2" 60 75,00 4,80 65,40 3359,27 3,00 10,08 0,11 21,82 39,52 109333,32 1128,47
3" 75 85,00 5,10 74,80 4394,33 3,00 13,18 0,09 28,55 51,70 143021,14 1931,02
4" 100 110,00 6,30 97,40 7450,88 3,00 22,35 0,07 48,40 87,66 242501,79 5551,58
140,00 8,00 124,00 12076,28 3,00 36,23 0,05 42,59 66,21 393043,31 14583,69
160,00 9,10 141,80 15792,19 3,00 47,38 0,04 30,68 41,09 513983,89 24939,37
200,00 11,40 177,20 24661,38 3,00 73,98 0,03 29,55 35,07 802646,8 60818,46
250,00 14,20 221,60 38568,20 3,00 115,70 0,02 27,84 29,11 1255268,28 148750,9
300,00 15,00 270,00 57255,53 3,00 171,77 0,02 28,25 28,25 1863479,29 327820,1
315,00 17,90 279,20 61223,86 3,00 183,67 0,02 18,23 18,23 1992635,53 374836,8
355,00 20,10 314,80 77832,20 3,00 233,50 0,02 17,71 17,71 2533182,56 605786,3
400,00 22,70 354,60 98756,87 3,00 296,27 0,01 13,25 13,25 3214211,89 975293,9

TUBELLI TS-01-A 6Kg/cm2 à 100ºC BARRILETE E 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS


1 2 A B C D E
DIÂMETRO VAZÃO PERDA DE VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s
POLEGADA mm mm l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" PAVIMENTOS
1/2" 15 20,00 0,87 0,15 0,08 1,00 4444,44
3/4" 20 25,00 1,06 0,33 0,08 1,23 6944,44
1" 25 32,00 1,25 0,61 0,08 1,44 11377,78
1.1/4" 32 40,00 1,49 1,20 0,08 1,72 17777,78
1.1/2" 40 50,00 1,75 2,19 0,08 2,01 27777,78
2" 50 60,00 2,05 4,02 0,08 2,36 40000,00
2.1/2" 60 75,00 2,20 6,22 0,07 2,54 62500,00
3" 75 85,00 2,20 9,72 0,05 2,54 80277,78
4" 100 110,00 2,20 17,28 0,04 2,54 134444,44
140,00 2,20 0,00 #DIV/0! 2,07 217777,78
160,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,76 284444,44
200,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,48 444444,44
250,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,26 694444,44
300,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,07 1000000,00
315,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,00 1102500,00
355,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,00 1400277,78
400,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,00 1777777,78

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 138


TUBELLI TS-02 - B - PAVIMENTOS INFERIORES - SEGUNDO: DIN 8077 , (NBR 7189/1993) e (NBR 5626/1998)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO ESPESSURA DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO PAREDE INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO EM RELAÇÃO À consumo ΣPESOS
MÁXIMA m/s
POLEGADAMM MM mm mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) À 1/2" 1/2" diário l/dia
1/2" 15 20,00 3,00 14,00 153,94 1,66 0,25 0,27 1,00 1,00 5010,18 0,72
3/4" 20 25,00 3,00 19,00 283,53 1,93 0,55 0,24 1,84 2,15 9227,93 3,33
1" 25 32,00 3,20 25,60 514,72 2,24 1,15 0,22 3,34 4,52 16752,40 14,77
1.1/4" 32 40,00 3,70 32,60 834,69 2,53 2,11 0,20 5,42 8,27 27166,41 49,46
1.1/2" 40 50,00 4,60 40,80 1307,41 2,83 3,70 0,18 8,49 14,50 42551,74 151,88
2" 50 60,00 5,80 48,40 1839,84 3,00 5,52 0,16 11,95 21,65 59880,82 338,50
2.1/2" 60 75,00 6,90 61,20 2941,66 3,00 8,82 0,12 19,11 34,61 95741,42 865,34
3" 75 85,00 8,20 68,60 3696,05 3,00 11,09 0,11 24,01 43,48 120294,36 1366,08
4" 100 110,00 10,00 90,00 6361,73 3,00 19,09 0,07 41,33 74,84 207053,25 4047,16
140,00 12,80 114,40 10278,79 3,00 30,84 0,06 36,25 56,36 334540,80 10565,37
160,00 14,60 130,80 13437,09 3,00 40,31 0,05 26,11 34,96 437333,28 18055,58

BARRILETE E 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS


1 2 A B C D E
DIÂMETRO VAZÃO PERDA DE VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s
POLEGADA mm mm l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" PAVIMENTOS
1/2" 15 20,00 0,87 0,15 0,08 1,00 4444,44
3/4" 20 25,00 1,06 0,33 0,08 1,23 6944,44
1" 25 32,00 1,25 0,61 0,08 1,44 11377,78
1.1/4" 32 40,00 1,49 1,20 0,08 1,72 17777,78
1.1/2" 40 50,00 1,75 2,19 0,08 2,01 27777,78
2" 50 60,00 2,05 4,02 0,08 2,36 40000,00
2.1/2" 60 75,00 2,20 6,22 0,07 2,54 62500,00
3" 75 85,00 2,20 9,72 0,05 2,54 80277,78
4" 100 110,00 2,20 17,28 0,04 2,54 134444,44
140,00 2,20 0,00 #DIV/0! 2,07 217777,78
160,00 2,20 0,00 #DIV/0! 1,76 284444,44

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 139


Tabela 1.5 – Cobre

TUBOS DE COBRE CLASSE "E" - PAVIMENTOS INFERIORES - SEGUNDO NBR 13206/1994, NBR 5626/1998 e NBR 7198/1993
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO ESPESSURA DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO PAREDE INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO EM RELAÇÃO À consumo ΣPESOS
MÁXIMA m/s
POLEGADAMM MM mm mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) À 1/2" 1/2" diário l/dia
1/2" 15 15,00 0,50 14,00 153,94 1,66 0,255 0,3 1,00 1,00 5010,18 0,72
3/4" 22 22,00 0,60 20,80 339,79 2,02 0,69 0,26 2,21 2,69 11059,20 5,23
1" 28 28,00 0,60 26,80 564,10 2,29 1,29 0,23 3,66 5,07 18359,74 18,57
1.1/4" 35 35,00 0,70 33,60 886,68 2,57 2,28 0,22 5,76 8,92 28858,62 57,53
1.1/2" 42 42,00 0,80 40,40 1281,90 2,81 3,61 0,20 8,33 14,15 41721,49 144,58
2" 54 54,00 0,90 52,20 2140,08 3,00 6,42 0,16 13,90 25,18 69652,71 458,00
2.1/2" 66 66,60 1,00 64,60 3277,59 3,00 9,83 0,13 21,29 38,56 106674,86 1074,26
3" 79 79,30 1,20 76,90 4644,54 3,00 13,93 0,10 30,17 54,64 151164,47 2157,18
4" 104 104,70 1,20 102,30 8219,42 3,00 24,66 0,07 53,39 96,70 267515,10 6755,90

BARRILETE E 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS


1 2 A B C D E
DIÂMETRO VAZÃO PERDA DE VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s
POLEGADA mm mm l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" PAVIMENTOS
1/2" 15 15,00 0,8 0,12 0,08 1,00 0,17
3/4" 22 22,00 1,06 0,36 0,08 2,93 1,44
1" 28 28,00 1,27 0,72 0,08 5,83 5,71
1.1/4" 35 35,00 1,49 1,32 0,08 10,76 19,47
1.1/2" 42 42,00 1,70 2,18 0,08 17,75 52,95
2" 54 54,00 2,04 4,38 0,08 35,58 212,79
2.1/2" 66 66,60 2,20 7,21 0,07 58,62 577,71
3" 79 79,30 2,20 10,22 0,06 83,07 1160,08
4" 104 104,70 2,20 18,08 0,04 147,00 3633,17

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 140


Tabela 1.6 - Galvanizado
TUBO AÇO CARBONO GALVANIZADO CLASSE M - PAVIMENTOS INFERIORES - SEGUNDO NBR 5580/2002, NBR 5626/1998 e NBR 7198/1993
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
DIÂMETRO ESPESSURA DIÂMETRO ÁREA VAZÃO PERDA DE ÁREA EQUIV. VAZÃO EQUIV. ᶲ RECALQUE
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO PAREDE INTERNO SEÇÃO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO EM RELAÇÃO À consumo ΣPESOS
MÁXIMA m/s
POLEGADAMM MM mm mm mm² l/s MÁX Ju(m/m) À 1/2" 1/2" diário l/dia
1/2" 15 21,30 2,65 16,00 201,06 1,77 0,36 0,27 1,00 1,00 6543,91 1,41
3/4" 20 26,90 2,65 21,60 366,44 2,06 0,75 0,24 1,82 2,12 11926,27 6,32
1" 25 33,70 3,35 27,00 572,56 2,30 1,32 0,22 2,85 3,70 18634,79 19,28
1.1/4" 32 42,40 3,35 35,70 1000,98 2,65 2,65 0,20 4,98 7,44 32578,68 77,90
1.1/2" 40 48,30 3,35 41,60 1359,18 2,86 3,88 0,19 6,76 10,90 44236,80 167,36
2" 50 60,30 3,75 52,80 2189,56 3,00 6,57 0,15 10,89 18,45 71263,13 479,42
2.1/2" 65 76,10 3,75 68,60 3696,05 3,00 11,09 0,11 18,38 31,14 120294,36 1366,08
3" 80 88,90 4,00 80,90 5140,28 3,00 15,42 0,09 25,57 43,31 167299,28 2642,25
4" 100 114,30 4,50 105,30 8708,57 3,00 26,13 0,06 43,31 73,38 283435,20 7583,93
5" 125 139,70 4,75 130,20 13314,10 3,00 39,94 0,05 36,33 52,98 433330,25 17726,56
6" 150 165,10 5,00 155,10 18893,55 3,00 56,68 0,04 33,00 43,03 614922,86 35696,68

BARRILETE E 3 ÚLTIMOS PAVIMENTOS


1 2 A B C D E
DIÂMETRO VAZÃO PERDA DE VAZÃO EQUIV. ΣPESOS 3
VELOCIDADE
NOMINAL/Ref EXTERNO MÁXIMA CARGA UNIT. EM RELAÇÃO À ÚLTIMOS
MÁXIMA m/s
POLEGADA mm mm l/s MÁX Ju(m/m) 1/2" PAVIMENTOS
1/2" 15 21,30 0,88 0,18 0,08 1,00 0,35
3/4" 20 26,90 1,09 0,40 0,08 2,22 1,76
1" 25 33,70 1,28 0,73 0,08 4,06 5,92
1.1/4" 32 42,40 1,56 1,56 0,08 8,67 26,97
1.1/2" 40 48,30 1,74 2,36 0,08 13,11 61,85
2" 50 60,30 2,06 4,51 0,08 25,06 225,57
2.1/2" 65 76,10 2,20 8,12 0,08 45,11 731,97
3" 80 88,90 2,20 11,29 0,08 62,72 1415,88
4" 100 114,30 2,20 19,13 0,08 106,28 4064,47
5" 125 139,70 2,20 29,24 0,08 162,44 9501,24
6" 150 165,10 2,20 41,50 0,08 230,56 19134,70

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 141


Tabela 2 – Perdas localizadas expressas em diâmetros de canalização retilínea
Comprimentos equivalentes

Peça Comprimentos expressos em diâmetros (números


de diâmetros)
Ampliação 12
Cotovelo de 90º 45
Cotovelo de 45º 20
Curva de 90º 30
Curva de 45º 15
Entrada normal 17
Entrada de borda 35
Junção 30
Redução 6
Registro de gaveta, aberto 8
Registro de globo, aberto 350
Registro de ângulo, aberto 170
Saída de canalização 35
Tê, passagem direta 20
Tê, saída de lado 50
Tê, saída bilateral 65
Válvula de pé e crivo 250
Válvula de retenção 100

Curvas de aço em segmentos


30º – 2 segmentos – 7
45º – 2 segmentos – 15
45º – 3 segmentos – 10
60º – 2 segmentos – 25
60º – 3 segmentos – 15
90º – 2 segmentos – 65
90º – 3 segmentos – 25
90º – 4 segmentos – 15
Tabela 3 - Comprimentos equivalentes em metros de canalização de PVC rígido ou cobre

Instalações Hidráulicas Prediais – UFJF 142

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