UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA – UNOESC

ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

São Miguel do Oeste – Santa Catarina 2010

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ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

Trabalho de Conclusão de Curso Apresentada a banca examinadora do Curso de Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESCCampus de São Miguel do Oeste, como requisito parcial à obtenção do Grau licenciado em Educação Física

Orientador(a): Prof. MSc. Valdeci Luiz Dassoler

São Miguel do Oeste – Santa Catarina 2010

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ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

Trabalho de Conclusão de Curso Apresentada à Banca Examinadora do Curso de Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESCCampus de São Miguel do Oeste, como requisito parcial à obtenção do Grau Licenciado em Educação Física.

Aprovado em: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________ Prof. Msc Sandra Fachineto – Professora do componente curricular de Estágio Supervisionado IV Universidade do Oeste de Santa Catarina-UNOESC

_________________________________________ Prof.ª Msc.Valdeci Dassoler – Orientador Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESC

_________________________________________ Prof. Msc. Sandro Pedroso – Professor Convidado Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESC

. minha irmã e meu sobrinho.. Muito Obrigado por tudo. .3 Dedico este trabalho especialmente a minha família. minha mãe.

meus colegas. Enfim. pela amizade. agradeço a todos os meus amigos. Agradeço a todos os meus professores pela troca de conhecimento recebida. pela generosidade. enfim por todo legado de conhecimentos conquistados juntos. pelo apoio e momentos de alegria. a todos que de alguma maneira contribuíram para a realização desse sonho. seja pela ajuda constante ou por uma palavra de amizade. a minha irmã Elsiane que foi a precursora da minha carreira acadêmica. Agradeço também a minha família. agradeço a compreensão dessas pessoas em meus momentos de fúrias. sempre me iluminando para que eu consiga os objetivos em minha vida.pelos meus momentos de desesperos. Agradeço imensamente ao meu professor orientador Valdeci Dassoler. principalmente a minha mãe dona Zelia que é o meu alicerce nesta caminhada. e ao meu sobrinho Enzo que é a luz que me faz seguir em frente pelo meu caminho. Que Deus na sua infinita bondade ilumine e proteja a todos. Muito Obrigada! .4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus. pela paciência. e agradeço por sempre acreditarem em min. por sempre me ajudar nesta minha dura jornada.

Tem um mundo que só está esperando você dizer sim!” Tony Meledez ...5 “Não me digam que não podem.

A amostra foi constituída por 23 alunos do segundo ano do ensino médio. basquetebol e voleibol. mostrando o que era cooperação na realidade dos mesmos. pois foi uma intervenção. procura perceber como os fenômenos acontecem e descrevê-los. Os Jogos Cooperativos aparecem como uma alternativa ao mundo competitivo e um meio de ensino que prioriza a solidariedade e o trabalho de equipe. através da utilização dos Planos de aula. gerando a inclusão de meninas e meninos nas atividades propostas. as quais foram relatadas em diário de campo. motivação e socialização. Notou-se que no primeiro momento os alunos não mostraram motivação com a proposta. anotações do diário de campo. cooperação. porém de uma forma mais lúdica. que são: participação. e após houve a descrição da participação dos mesmos. Isso ocorreu trabalhando os desportos. Evidenciou-se que muitas vezes trabalha-se a cooperação nas aulas de Educação Física.6 RESUMO O Objetivo deste trabalho é a construção de jogos cooperativos através de jogos competitivos com o auxilio dos alunos em uma turma do segundo ano do Ensino Médio. com faixa etária entre 15 e 18 anos de uma Escola estadual de Palma Sola .Santa Catarina. nas suas especificidades. de uma escola estadual da cidade de Palma Sola. e assim notou-se uma melhora significativa na proposta. voltando a proposta para a realidade dos alunos. a partir do momento em que eles entenderam o que era cooperação. pois os alunos participaram efetivamente da transformação dos jogos.Santa Catarina. handebol. As coletas de dados foram feitas através de observações das práticas de ensino. porém buscou-se outras estratégias. através disso a proposta de transformar os jogos cooperativos em jogos competitivos com o auxilio dos alunos. Os dados foram analisados através das categorias descritas no diário de campo. pois os mesmos não conseguiam transformar os jogos competitivos em jogos cooperativos. nos seus afazeres no dia a dia. interesse. Ela é de cunho descritivo pois busca compreender os fenômenos nas suas origens. não trabalha-se a cooperação no seu sentido efetivo. Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa do tipo participante descritiva. sendo 11 do sexo feminino e 12 do sexo masculino. sempre trabalhando primeiramente atividades de . futsal. As informações foram interpretadas através da análise dos conteúdos. com participação.

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forma competitiva e depois com o auxilio dos alunos essas atividades eram transformadas para a forma cooperativa. Constatou-se que para os alunos

entenderem o sentido efetivo da cooperação, o trabalho deve ser voltado a realidade dos mesmos. Conclui-se este trabalho com a proposta de novas estratégias para trabalhar os jogos cooperativos como forma de diversificar as aulas, motivando os alunos para participarem mais das aulas e assim promovendo a socialização e cooperação entre os mesmos.

Palavras chaves: jogos cooperativos, socialização, Educação Física escolar.

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ABSTRACT

The goal of this work is the construction of cooperative games through competitive games with the help of students in a class of second year of high school, a public school in the town of Palma Sola-Santa Catarina.A sample consisted of 23 students second year of high school, 11 females and 12 males, aged between 15 and 18 years of a statewide School Palma Sola - Santa Catarina. This work is characterized as a qualitative study participant descriptive, because it was an intervention, participation, and after there was a description of participation. It is a descriptive search for understanding the phenomena in their origins and their specific needs, seeks to understand how phenomena occur and to describe them. The data collections were made through observations of teaching practices, which were reported in a field diary. The data were interpreted by analyzing the content through the use of lesson plans, field journal notes. Data were analyzed using the categories described in the diary, which are: participation, interest, cooperation, motivation and socialization. Cooperative Games appear as an alternative to the competitive world and a means of teaching that emphasizes solidarity and teamwork, leading to inclusion of girls and boys in the proposed activities. It became evident that often works is cooperation in physical education classes, but in a more playful, does not work is the cooperation in their true sense, through that the proposal to transform the cooperative games in competitive games with the help students. It was noted that at first the students showed no motivation with the proposal because they could not transform the competitive games in cooperative game, but we sought other strategies, the proposal back to the reality of the students, showing that cooperation was in fact the same in their day to day affairs, and so we noticed a significant improvement in the proposal, because the students actively participated in the transformation of games, from the moment they understood what it was cooperation. It was working the sports, futsal, handball, basketball and volleyball, always working first in a competitive activity and then with the help of students to these activities were converted to a cooperative manner. It was found that the students understand the true sense of cooperation, the work should be returned to the same reality. We conclude this work with the proposed new strategies for working on cooperative games as a way to diversify the classes, motivating students to participate more in

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class

and

thus

promoting

socialization

and

cooperation

between

them.

Keywords: cooperative games, socialization, physical education.

..............10 LISTA DE APÊNDICES APÊNDICE A Diário de Campo......................................... 59 ....................

.........61 ANEXO B APROVAÇÃO FINAL – ORIENTADOR..............................62 ....11 LISTA DE ANEXOS ANEXO A DECLARAÇÃO DE ORIENTAÇÃO PELO ACADÊMICO.........................

.. Quanto à distância............... DESPORTO ESCOLAR.......................................12 SUMÁRIO 1 2 2......6.................................................6............1 2...................................6...............1...........................2 3 3...... Arremesso.........8 3.............................................................2......................... A EDUCAÇÃO FISICA NO ENSINO MÉDIO........... Fundamentos específicos do basquetebol............ OBJETIVO GERAL....1...............1....................... O passe poderá ser classificado quanto...............3 3....2 3........7 3...................................................2 3.....2 3..................................5.......................................... VOLEIBOL........2 3........................................ HANDEBOL............................2..............1.......1 3.................................... O Jogo de Futsal......................................... COMPETIÇÃO E COOPERAÇÃO............................ BASQUETEBOL..............6................................................................................................ Princípio da inclusão........................ O passe........................... REFERENCIAL TEÓRICO...................................................................................................3 3.6 3...............................................1.......................................................6......6.1............1................................4 3.2.....1..............6...........6............9 Quanto à localização........1.........................................................................................................1 3............ Categorias de conteúdos..................................3 3.......1 3....................................... Princípio da diversidade...............................6...................................... Pode ser classificado em........5 3...... ..........................................................1......1 INTRODUÇÃO/ JUSTIFICATIVA.................1.......................... OBJETIVOS ESPECIFICOS................1......................2...................................................................................... 3................................................................................................ OBJETIVOS.............. EDUCAÇÃO FISÍCA ESCOLAR........1 3............. 24 Quanto à execução..................................................................................2 3....... 25 25 25 25 25 26 27 27 27 28 3.......................................... FUTSAL............. JOGOS ESPORTIVOS....... 12 14 14 14 15 15 16 16 16 18 19 20 21 22 23 24 24 24 Quanto à trajetória....................3 3.......................... Quanto à mecânica corporal..........1 3...7..1..6......... Quanto à distância.................1.............................................1 3......................................1 3.........

. CRONOGRAMA.................................................................................13 3...........1 4...................................6 4.......................11 5 5............................................................................................................................................................................................................................................. ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS JOGOS COOPERATIVOS................................................................................................................... POPULAÇÃO.................2 TRANSFORMANDO JOGOS COMPETITIVOS EM JOGOS 45 COOPERATIVOS................... AULA DE VOLEIBOL...... CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA................................9 4...... 29 31 34 34 34 34 35 35 35 36 36 37 40 41 41 42 43 4.....8 4........ AULA DE HANDEBOL.......................................................... REFERÊNCIAS .......... MOTIVAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO....................................5 4.... 5....... APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS ...............10 4........... METODOLOGIA..................................................................................3 ASPECTOS DE PARTICIPAÇÃO............................. COOPERAÇÃO........................................................ 6 CONCLUSÃO .......................................10 4 4..... PROCEDIMENTOS PARA COLETAS DE DADOS...........................................7 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS................................3 Na situação competitiva os alunos..2 4...1 3...... 4.. 47 50 52 ...... ESTIMULANDO A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA......................................................... AMOSTRA................... AULA DE BASQUETEBOL......... 43 5...................... INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA....................................................................................... INTERESSE...........................................4 4......................................... PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.................... TÉCNICA DE ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS..............................9.....................1 AULA DE FUTSAL........................

contribuição essa baseada em fundamentos técnicos. notou-se que se trabalha prioritariamente a questão dos esportes. A cooperação. Brotto (1998. visando os jogos cooperativos. 68). trabalhando principalmente suas valências físicas. a preocupação central é com a prática pedagógica que caracteriza a Educação Física na Educação Básica. p. “Compreende-se que a Educação Física é uma prática pedagógica que trata da cultura corporal de movimento. Nesse sentido. nas aulas de Educação Física. p. p. e não é dado a devida importância para aspectos sociais e afetivos dos alunos.RANGEL. o esporte. do homem. “É importante que o Professor de Educação Física traga na sua formação experiências que venham a ser importantes para trabalhar com os alunos tantos nas questões físicas. 1989 apud BARATA et al. reduzindo as consequências negativas de que o jogo é só competitividade. 2009. é um valor cultural (ORLICK. Pensa-se que o objetivo principal da Educação Física na escola é integrar os alunos na cultura corporal de movimento. da sociedade e da corporeidade. desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. como o jogo. fala que os jogos cooperativos aplicados pelos professores de educação física nas aulas.” GUERRA. relacionado aos movimentos.14 1 INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA Essa pesquisa é corresponde ao componente curricular de Estágio Supervisionado IV. assim como a competição. p. a dança. filosóficos.1998. quanto psíquicas.33). dando aos alunos pontos positivos trabalhados no jogo. a ginástica e as lutas.2005. 48. teóricos. e que os jogos cooperativos podem ser classificados como uma das melhores maneiras de mudar este quadro. 34 Nos estágios realizados nas escolas. e será voltado á um projeto de intervenção em uma turma do ensino médio.” DARIDO. que assim irão transformar as manifestações que caracterizam essa área. trazem um grande valor pedagógico desenvolvendo grandes aspectos afetivos e comunicativos para as crianças na .

No mundo em que se vive a capacidade de destacar-se individualmente como o melhor. principalmente com alunos do Ensino Médio. e principalmente no esporte. trabalha-se a competição. onde é dado ênfase ao trabalho com os esportes coletivos. p. e não trabalha-se questões importantes como a cooperação. 2001. dando lugar a jogos competitivos que excluem. as crianças e criam sentimentos de medo.” (SOLER. e assim não ensina o aluno a amar o aprendizado e sim tirar notas cada vez mais altas. p. 2001. o mais eficiente. e a própria escola valoriza só os vencedores.09. torna-se muito importante dentro de empresas. surge a seguinte situação-problema: “Como construir jogos cooperativos através de jogos competitivos em uma turma do 2º ano do Ensino Médio?” . p. apesar de serem extremamente importantes na construção do caráter e dos valores dos alunos. os jogos retratam a estrutura social. instituições. para poder ser o numero um na sua modalidade. “Na escola se tem mais contato com jogos competitivos do que jogos cooperativos.10 Evidencia-se que nas aulas de Educação Física.15) Os jogos trabalhados com crianças representam os valores e os anseios da sociedade. A vivência em escolas e o contato com os professores de Educação Física inspiram muitos profissionais a trabalhar com os jogos cooperativos que. O individualismo torna-se mais importante que a cooperação. Diante disso.15 escola. GONÇALVES. onde o importante é ultrapassar seus limites. são pouco trabalhados nas aulas. angústia e decepção.2003. GONÇALVES.

trabalhando os desportos (handebol. .16 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Desenvolver uma proposta de intervenção no 2º ano do ensino médio construindo jogos cooperativos através de jogos competitivos. socialização e interesse durante a prática das aulas de Educação Física do Ensino Médio. Analisar e descrever como os jogos cooperativos podem influenciar na participação. futsal. cooperação. 2. atividades que visem transformar os desportos da forma competitiva para a forma cooperativa.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Construir a partir de sugestões dos alunos. motivação. basquetebol e voleibol).

sem fundamentação teórica. visando à consecução do bem estar. tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde. p. Segundo Negrine (1983. da criatividade.p. contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários. nas suas mais diversas manifestações. em benefício da qualidade de vida. A mesma autora aponta que as proposta educacionais da Educação Física se modificaram ao longo dos anos e as mesmas tendências influenciam até hoje a formação de profissionais e as práticas pedagógicas. p. ela deverá necessariamente ser de caráter recreativo. 2005. a Educação Física escolar. o despertar do espírito comunitário. da cidadania. da compensação de distúrbios funcionais.CONFEF. formando cidadão que irá produzir reproduzir e transformála. p. nas atividades que serão desenvolvidas. Vale dizer.17 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3. da integração. do senso moral e cívico.05). das relações pessoais. auto-estima. o objetivo da Educação Física é o estudo do próprio corpo. social. da expressão e estética do movimento.14). p. 5). da solidariedade. da consciência. além de outras que ocorrem para completar . de problemas posturais. A Educação Física tem como objetivos e tarefas introduzir e integrar o aluno na cultura de movimento. pois inicialmente era visto uma área de atuação prática. é a integração de sua personalidade” (BETTI. 1992. da prevenção de doenças. cognitiva e motora. teve grande desenvolvimento nos últimos anos. de preferência que favoreçam a consolidação de hábitos higiênicos. da preservação do meio ambiente.1 EDUCAÇÃO FISÍCA ESCOLAR Segundo Darido (2005. “A integração que possibilitará o usufruto da cultura corporal de movimento há de ser plena – é afetiva. o desenvolvimento corporal e mental harmônico. contribuindo ainda para a consecução da autonomia. 2002. (DARIDO. 3). O profissional de Educação Física é um especialista em atividades físicas. visando enfim a consecução da qualidade de vida (CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. a melhoria da aptidão física.10) .

19).3 Categorias de conteúdos Os conteúdos são apresentados segundo sua categoria conceitual (fatos. 3. resultante da valorização exacerbada do desempenho e da eficiência. conteúdos. Busca-se reverter o quadro histórico da área de seleção entre indivíduos aptos e inaptos para as práticas corporais.1.1 Princípio da inclusão A sistematização de objetivos. p.1.2 Princípio da diversidade O princípio da diversidade aplica-se na construção dos processos de ensino e aprendizagem e orienta a escolha de objetivos e conteúdos. procedimental (ligados ao fazer) e atitudinal (normas. motoras e socioculturais dos alunos. Segundo PCNs (1999. valores e atitudes).1. visando a ampliar as relações entre os conhecimentos da cultura corporal de movimento e os sujeitos da aprendizagem. por meio da participação e reflexão concretas e efetivas. os princípios que norteiam como deve ser desenvolvida a Educação Física Escolar e seu ensino são: 3. Busca-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas. cognitivas. 3. Os conteúdos conceituais e procedimentais mantêm uma grande .18 a formação integral da personalidade. conceitos e princípios). processos de ensino e aprendizagem e avaliação tem como meta a inclusão do aluno na cultura corporal de movimento.

Os conteúdos atitudinais apresentam-se como objetos de ensino e aprendizagem. O surgimento de importante estudo que tratam da necessidade de uma atuação consciente critica que torne o educando como um ser no seu todo – com características psicomotoras. que tem côo objeto a reflexão sobre a cultura corporal. Sem se tornar uma disciplina auxiliar de outras. que se integre nos avanços alcançados nos estudos da Psicomotricidade. 81). e apontam para a necessidade de o aluno vivenciá-los de modo concreto no cotidiano escolar. p. 1992. mas devem estar claro quais serão as conseqüências disso do ponto de vista cognitivo. do compreender e do sentir com o corpo.44 e 45). p. cooperação confrontando a disputa. a Educação Física deve atuar como qualquer outra disciplina da escola. 1999. A Educação Física nos dias de hoje deve ser caracterizada pela busca constante de uma pratica transformadora. Segundo Medina (1995.matemáticas que a criança usará nas atividades escolares e fora da escola possam se estruturar adequadamente (FREIRE. sobretudo enfatizando a liberdade de expressão dos movimentos – a emancipação . sem dúvida. distribuição em confronto com apropriação. na medida em que se desenvolve uma reflexão pedagógica sobre valores como solidariedade substituindo o individualismo. em suas implicações sociais. têm contribuído para a veiculação de um novo pensar que repercute ao nível prático na Educação Física Escolar e na Educação Física de forma geral. de fato. Em relação ao seu papel pedagógico.24). a atividade da Educação Física precisa garantir que. a arte e a ciência do movimento humano que.negando a dominação e submissão do homem pelo homem para (SOARES E OUTROS. e que. p. as ações físicas e as noções lógicas .19 proximidade. na medida em que o objeto central da cultura corporal de movimento gira em torno do fazer. considere os aspectos culturais no processo de aprendizagem (MELLO. organização e avaliação. através de atividades especificas. A expectativa da Educação Física escolar. buscando minimizar a construção de valores e atitudes por meio do currículo oculto. p. contribuí para a afirmação dos interesses de classe das camadas populares. 1989. . Incluem-se nessas categorias os próprios processos de aprendizagem. especialmente. afetivas e sociais próprias e que se interligam-.40) . Os trabalhos de Educação Física não devem ser isolados do contexto histórico e cultural. e não desintegrada dela. renovando-os e transformando-os no sentido de sua auto-realização e em conformidade com a própria realização de uma sociedade mais justa e livre. políticas e econômicas. auxiliam o desenvolvimento integral dos seres humanos. social e afetivo. As habilidades motoras precisam ser desenvolvidas.

O Ensino Médio é representado dentro da escola como sendo uma preparação para uma seqüência de estudos. SOARES et al. nesse nível de ensino caracterizam-se dois grupos de alunos: os que vão identificar-se com o esforço metódico e intenso da prática esportiva formal. Por isso.20 “O ensino da Educação Física tem também um sentido lúdico que busca instigar a criatividade humana à adoção de uma postura produtiva e criadora de cultura. não apenas sobre o desenvolvimento do corpo. mas. Segundo ele. 2002 p. por isso a sua relação no processo ensino aprendizagem. sobretudo sobre o desenvolvimento integral do aluno. cede espaço para outros núcleos de interesse como a sexualidade. e já não atribuem à Educação Física tanto crédito. trabalho. e os que vão perceber na Educação Física no sentido vinculado ao lazer e bemestar (BETTI. existe uma evasão muito grande por parte dos alunos nas aulas de Educação Física. 2004. por isso o baixo prestígio desta disciplina . Neste sentido diz que “a maioria dos professores não se encontra preparados para trabalhar com esse nível de ensino”. De acordo com o mesmo autor. 1992 p. como condição de sua competência na formação do aluno em todos os seus aspectos (CAUDURO. vestibular. A atividade física que antes era central em suas vidas.01). 40. a importância das atividades físicas educativas. os adolescentes adquirem uma visão mais crítica. com opiniões formadas para o mercado de trabalho.76). mas também onde se prepara o indivíduo para fazer parte do contexto social. tanto no mundo do trabalho como no do lazer”. estudos demonstram uma progressiva desmotivação em relação à Educação Física já desde o final do Ensino Fundamental.2 A EDUCAÇÃO FISICA NO ENSINO MÉDIO O Ensino Médio merece atenção especial. 3. devendo ser assumida pela escola. p. há um desinteresse muito grande pelas práticas nas aulas de Educação Física principalmente no Ensino Médio. para justificar essa evasão argumenta dizendo que “os alunos são desinteressados e não valorizam as aulas como deveriam”.

que considerem a nova fase cognitiva e afetivo-social atingida pelos adolescentes.3 JOGOS ESPORTIVOS Segundo Ferreira (2003. 37). p. 1997. p. como trabalhar sentado. As habilidades motoras precisam ser desenvolvidas. e é realizado obedecendo e um sistema de regras. e não reproduzir simplesmente o modelo anterior. O mesmo autor coloca que a Educação Física no Ensino Médio deve propiciar o atendimento de novos interesses. e não desintegrada dela. os conteúdos do programa de Educação Física dos últimos quatro anos do Ensino Fundamental. No entanto ao autor argumenta que esta fase relacionada ao ensino médio. Normalmente os alunos que estão cursando o Ensino Médio. A Educação Física na escola vem sendo vista muitas vezes apenas como um período que os alunos possam sair da sala de aula para se desestressar ou gastar um pouco de energia perdendo seu caráter pedagógico. deve apresentar características próprias e inovadoras. ou seja. a pratica de exercícios físicos segundo (FREY. para que seja criada uma consciência sobre a importância da Educação Física na escola.1). visando um determinado objetivo” . 2000. p.21 passando assim a ideia de que a educação física escolar não seja um componente curricular tão importante quanto os outros. a Educação Física deve atuar como qualquer outra disciplina da escola. (CAUDURO. 02). sendo assim. sem dúvida. social e afetivo. um período parcial ou integral. é extremamente importante na formação da personalidade do aluno. 3. Percebe-se a necessidade de se estar informando e orientando esse nível da educação. na maioria das vezes esse trabalho é realizado um trabalho sedentário. p. através da definição de valores. Sem se tornar uma disciplina auxiliar de outras (FREIRE. mas devem estar claro quais serão as conseqüências disso do ponto de vista cognitivo. “jogo é uma atividade física e/ou mental que favorece a socialização. 2004. às vezes apenas de modo um pouco mais aprofundado. repetir. já estão inseridos no mercado de trabalho.24). sobretudo em relação ao seu papel pedagógico.

seja quando utilizada como forma de lazer que ela mais preste serviço ao bem estar das pessoas.22 Para Claparéde (1958. a pratica esportiva visa proporcionar um bem-estar físico. num exercício das ações individuais já aprendidas gerando.88) o lúdico influencia muito no desenvolvimento da criança. a sua curiosidade é estimulada. Mas. adquire iniciativa e autoconfiança. “O jogo é um processo de derivação por ficção [. p. 48). seguir momentaneamente a trilha de seu maior interesse nos casos em que possa consegui-lo recorrendo ás atividades sérias”. Segundo Vygotsky.159). embora deve ser tomado alguns cuidados. proporciona o desenvolvimento da linguagem. 11). e um condicionamento físico que permita ás pessoas sentirem-se mais aptas e dispostas para suas atividades normais do cotidiano. È cada vez maior a procura do esporte como forma das pessoas livrarem-se de suas tensões e ansiedades causadas pela vida moderna BOKIJIAN...4 DESPORTO ESCOLAR Bojikian (1999. os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar prazer ou equilíbrio emocional à criança. (2001. Coloca que é criado um falso pressuposto que jogos e brincadeira só é trabalhado no ensino infantil. o que a autora enfatiza não ser verdadeiro. 1999. Portanto. p. 3. ainda.] e tem por função permitir ao indivíduo realizar seu eu. p. . que o desporto escolar representa para as crianças e jovens a única oportunidade de assimilarem de forma divertida as regras base. um sentimento de prazer pela ação lúdica em si e pelo domínio sobre as ações. É precisamente nos anos iniciais. Quando utilizada na busca ou manutenção da saúde. para não ser usado brincadeiras muito infantis com alunos maiores. p. através do crescimento harmonioso de crianças e adolescentes. Darido (2005. É através do jogo que a criança aprende a agir. p. talvez. 9) coloca que o desporto escolar desempenha um papel central nos primeiros anos de educação e em especial. Piaget (1971. p.133) diz que os jogos consistem numa simples assimilação funcional. na formação de capacidades sociais. ostentar sua personalidade. do pensamento e da concentração.

3. ambos devem interagir durante a prática pedagógica da Educação Física estabelecendo um nível de equilíbrio e harmonia entre si”. 42). GIUSTI. 2002. dissertam que os alunos do Ensino Médio encontram – se num estágio mais avançado de conhecimento. onde foi criado nos anos 30.5 FUTSAL Segundo Voser e Giusti (2002. antes chamado de futebol de salão. Contudo. 42) existem muitas dúvidas quanto à origem do futebol de salão. Autores como Costa (1987) e Bojikian (1999). começou a ser praticado em 1932. fundamentadas no futebol. assim o desporto vem sendo uma das alternativas mais usadas nas aulas de Educação Física nos dias de hoje. em Montevidéu. no handebol e no pólo aquático. sendo que a essência vem do futebol. o desporto traz. jogos e desporto são importantes. no Uruguai.35) afirma. a solução encontrada foi improvisar locais menores. O mesmo autor cita que a presença do desporto na escola é fundamental para usufruir os benefícios que. p. como espaço era muito menor do que os campos de futebol foram necessários algumas modificações no seu modo de jogar. um grupo de professores . No Brasil o hábito de jogar futsal teve seu início depois que alguns brasileiros visitaram a Associação Cristã de Moços (ACM) de Montevidéu. p. a trave e a área do handebol e do pólo aquático bem a regulamentação do goleiro. p. 42) nessa época. no basquete. que não pode sair do limite da área de meta (VOSER. como quadras de basquete e salões de baile. o tamanho da quadra do basquete. podendo assim com ele proporcionar uma socialização entre os alunos e propiciar uma aula atraente aos mesmos. Devido à falta de espaços e campos para a prática. e aperfeiçoado ganhando regras e adaptações mais reais com as regras atuais. As primeiras regras foram redigidas por volta de 1933. O futsal. “Tanto os exercícios educativos como as atividades práticas. p. Conforme Voser e Giusti (2002.23 A respeito disso Costa (1987.

Em função disso os profissionais. Uma vez que as crianças ao . e pela profissionalização dos atletas. mas ele apresenta uma síntese dos principais enfoques projetados sobre o jogo infantil. p. danças. 43). os temas que inspiram os jogos lúdicos na antiguidade eram a caça. principalmente os professores de educação física devem buscar a atualização e a troca de conhecimentos e experiências. dotado de um fim em si mesmo. p. psicológico. O jogo. Os jogos de futsal sempre representam o caráter dos processos de produção. segundo regras livremente consentidas. 33) define o jogo assim como uma atividade ou ocupação voluntária. Para Friedmann (1996). a vida. Paraguai. educacional. em especial. Espanha. acompanhado de tensão e de alegrias e de uma consciência de ser diferente na vida cotidiana. considerando este a grande categoria do conjunto das produções lúdicas humanas”. 3. as lutas. Ucrânia. Hoje o futsal é o esporte que tem o maior número de adeptos no Brasil e é praticado em todos os cantos do planeta. pela evolução da preparação física dos atletas. imposta pelas modificações das regras. não existe uma teoria completa dos jogos.5. no Uruguai. sociológico. Itália e Austrália. e folclórico. 06) no que essas atividades: “é possível incluí-las todas no universo do jogo. 2002. entre outros. a fim de realizarem seu trabalho (VOSER. p. mas absolutamente obrigatórias.1 O jogo de futsal Huizinga (1999. a guerra. sendo mais popular em países como Rússia. entrando em contato com as regras do futebol de salão. de um curso patrocinado pelo Instituto Técnico da Federação Sul Americana das ACMs. mostra que o esporte evoluiu. ginástica. Por exemplo. O futsal tem sofrido inúmeras alterações na sua forma de jogo. Os esportes como o jogo.24 brasileiros participou. e tantos outros nos permitem concordar com Freire (1998. Portugal. a passagem de lúdicas para as atividades competitivas chamado nos dias de hoje de esportes. GIUSTI. exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço. o trabalho. os hábitos dos animais.

diz que serve para explorar o mundo que rodeia o jogador. desenvolvendo seu ensino aprendizagem. Mas como profissionais na área da Educação Física.17). O jogo tem funções importantes na formação do ser humano. É uma modalidade de base que permite desenvolver nos praticantes qualidades físicas. sem o mesmo deixaria de existir. 3. O jogo bem como a modalidade de Handebol tem como fundamentos primordiais as habilidades naturais que são: correr. por esse motivo. reforçando o convívio social. é uma das modalidades mais ricas como meio de educação. agilidade e inteligência. Para Santos (1998. 2007. tendo uma bola. sendo jogado em quadras cobertas e jogado por sete jogadores em cada equipe. o objetivo do jogo é a marcação do maior número de gols possíveis. o jogo não pode ser definido apenas como uma competição e nem ser considerado somente como fruto da imaginação. Conforme diz Carmo (2005). saltar e arremessar. 2004.6 HANDEBOL O Handebol é um esporte dinâmico. segundo Brotto (2001). (TENROLER. 34). que o esporte é um componente essencial e motivador do jogo. psíquicas. É também um esporte que tem como destrezas: velocidade.91) O Handebol é um esporte coletivo. (DARIDO. possibilitando a melhor compreensão das suas emoções e personalidade. permitindo que as relações fiquem mais saudáveis. p. força. sociais e morais. SOUZA. . recreação. pode-se mudar isto. p. lazer ou como prática de alto nível. e jogadores.25 fazerem o futsal sofrem influência do contexto social. Mesmo com várias diferenças os esportes modernos nos dias atuais e os jogos utilizados nas cerimônias religiosas e festas na antiguidade não mudaram o seu caráter combativo e competitivo. sendo obrigatoriamente jogado com as mãos e ter um goleiro em cada equipe para iniciar a partida. p. resistência aeróbica e anaeróbica. pois quando a pessoa esta jogando se tem um alto grau de liberdade. fazendo jogos de formas lúdicas nas aulas de Educação Física nas escolas. bem como explorar as suas próprias atividades.

sendo um dos fundamentos que precede o arremesso. 3.1 Quanto à distância Curtos.1 O passe O passe é a ação de entregar a bola ao companheiro de equipe.1. acima de quinze metros. Preparação do ataque ou do contra-ataque. até quinze metros. .6. argumenta ainda que é ele quem possibilita a dinâmica do jogo. Progressão. Médios. p. quando realizados até dez metros.6.1. Tem como objetivos: Dar seqüência ao jogo. Longos. 2004.1 O passe poderá ser classificado quanto 3.1.6.1.1.26 Dentre os fundamentos a serem trabalhados na iniciação a modalidade do Handebol.65-69) define que: 3.2 Quanto à trajetória Direto.6. Parabólico. Quicado. 3. (TENROLER.

1.2 Arremesso Outro fundamento essencial no ensino do handebol é o arremesso. da cabeça ou das costas.1 Quanto à distância Arremessos de seis metros. por trás do quadril. Com salto. que tem como finalidade impulsionar a bola em direção do gol. feito em distâncias menores.6.27 3.6.2 Quanto à localização Arremessos de frente para a goleira.2.3 Quanto à execução Com o uso das mãos acima da cabeça ou na altura do peito. que equivale ao pênalti no futebol. próximo da área. . quicado pela frente ou por trás.6.1.2.1. Arremesso de nove metros ou maior distância.6. sem apoio dos pés no solo.2. Arremesso de sete metros. Quicado entre as pernas. 3. Tem como objetivo: Fazer o gol 3.1. Lateral. 3.1 Pode ser classificado em 3.6.

Arremesso com queda. E sua técnica pode ser descrita como sendo a maneira de dominar a bola usando as mãos. por fim.2. da jogada individual ou coletiva. Sua prática se dá a partir do controle da bola com sucessivos quiques da bola ao solo. passar ou dar seqüência à jogada. . Arremesso com giro. se tem o fundamento drible que é definido como sendo a ação de ludibriar o adversário com ou sem a posse da bola. sempre realizada de modo seguro e olhando para a bola.28 Arremessos de apoio ou sem apoio. passe. Arremesso pelas pontas ou também chamadas extremidades 3.1. Arremesso com salto e inclinação. Seu objetivo ludibriar o adversário com o propósito de conseguir espaço para arremessar. Arremesso de quadril. Tem ainda como fundamento a recepção que tem como objetivo dar continuidade ao jogo.6. E. para conseguir um melhor posicionamento ou reduzir a distancia do arremesso. Ainda tem como fundamento o drible que nada mais é que o ato de superar o adversário com a posse da bola tanto no ataque como na defesa.3 Quanto à mecânica corporal Arremessos de ombro. para iniciar um contra ataque. Pode ser praticado para superar o adversário em velocidade. no centro ou nas extremidades da quadra. Arremesso de cobertura.

p. SOUZA.59) 3. o trabalho em equipe. foi criado na Associação cristã de Moços nos Estados Unidos e as primeiras regras oficiais foram propostas em 1897. dribles.53). fazendo cestas. (DARIDO.Que são maneiras de ludibriar o adversário. não precisando sair para o rigoroso inverno. saltos. muito todos os que jogam. Rebotes .2007. O número de . Fintas . mas também em outros espaços ao ar livre. 2007. O vôlei apareceu como um novo esporte para ser praticado em ginásios. (DARIDO. SOUZA. e a bola não ultrapassa o aro.p.1 Fundamentos específicos do basquetebol Jump .61-62) No basquetebol não é somente a habilidade individual que vale. coletivamente. outra regra era que os alunos só poderiam andar com a bola batendo no chão.8 VOLEIBOL O jogo do voleibol. com isso tem-se fundamentos no basquete que também é usado em outros esportes coletivos.p. que elaborou um jogo onde os alunos praticassem em um local fechado. O professor dividiu os alunos em dois times e combinou que o vencedor seria aquele que acertasse a bola no cesto do adversário mais vezes. James Naismith. Bandeja . ou quadras.7 BASQUETEBOL A invenção do basquetebol aconteceu através do professor americano de Educação Física.7.2007. SOUZA.porém no jogo do basquetebol é incorporado fundamentos específicos da modalidade. o objetivo principal é marcar pontos. passe e outros. como: condução de bola. 3.Que é o arremesso com dois saltos ou passos firmes.” (DARIDO. pode beneficiar.Que são bolas que sobram quando são arremessadas.29 3. No basquetebol.Que é o arremesso com salto.

(MELLO. Levantamento: É a preparação do ataque. Segundo Soler (2003. torneio. o Vôlei é considerado o mais difícil de aprender. de um lado para outro. e . atuar simultaneamente para o mesmo fim. de seis jogadores cada uma. (DARIDO.9 COMPETIÇÃO E COOPERAÇÃO O jogo é uma oportunidade para que pratica-se ações e relações.168). p.77) Colocam que o jogo do voleibol é dividida em ações. Existem dois tipos de jogos básico: pode-se jogar com o outro na cooperação. JUNIOR. Bloqueio: É quando os jogadores saltam perto da rede. p. lutar. por cima da rede. defendendo um saque. já o significado de cooperar quer dizer trabalhar. p. 3. ou pode-se jogar contra o outro na competição.72) O voleibol é considerado um jogo de quadra entre duas equipes.78). Ataque: É quando um time tenta pôr a bola no chão da quadra do adversário.p. que consiste em bater uma bola com as mãos para o lado contrário. (DARIDO.30 jogadores eram indefinidos. e seu objetivo era manter a bola em movimento sobre uma rede. 2001. no esporte. disputa. competição significa competir. 2005. SOUZA. Recepção: É quando o jogador toca na bola. (2007. 2007.71) “Dentre os esportes de quadra. p. São processos e valores sociais presentes no jogo. portanto seus fundamentos devem ser executados com o máximo de interesse”. SOUZA. (DARIDO. formando uma parede humana para impedir que a bola passe. 2007. misturando os jogos de tênis e o basquetebol. Darido. A jogada mais utilizada é a cortada.RANGEL.34). Defesa: É quando a bola passa pela rede e os jogadores se organizam para recepcioná-la antes que ela caia no chão. p. que são definidas assim : Saque: O lance que põe a bola em jogo. O levantador passa a bola para um colega que está numa boa posição para o ataque.

. e se alcance melhores resultados.apresentam menor homogeneidade na quantidade de contribuição e participações. Brotto (2001.percebem que ao atingir de seus objetivos é em parte.1 Na situação competitiva os alunos . ocorrendo o individualismo por parte dos participantes.43) mostra várias situações para os alunos tanto competitivas quanto cooperativa. mas a cooperação é um processo melhor para que se alcance os objetivos de união. cabendo ao profissional de Educação Física oferecer atividades para dosar competição e cooperação entre os alunos. Cooperação e competição são processos sociais do mesmo jogo.31 também na vida. . . 3. .ajudam-se mutuamente com freqüência. .ajudam se mutuamente com menor freqüência. cooperação e uma melhor socialização entre todos.são mais sensíveis às solicitações dos outros. . 2003.tem mais produtividade. (GONÇALVES.são mais homogêneos nas participações e contribuições.percebem que o atingir de seus objetivos é incompatível com o alcance dos objetivos dos demais. . p. conseqüência das ações dos outros colegas. Enquanto a competição os objetivos que se alcança.p.26).tem menos produtividade em termos qualitativos. .são menos sensíveis as solicitações dos outros. fazendo assim que apenas alguns participantes obtenham ganhos com os resultados. Na situação cooperativa os alunos: . Brotto explica muito bem essa relação entre aspectos trabalhados nos jogos em grupo diferenciando jogo cooperativos e jogos competitivos no quadro abaixo: .9. são exclusivos.

Do outro Adversário. elas obedecem às regras. não há rivalidade nem necessidade de uma aproximação brusca. muito importantes na formação do ser humano. induz a novas experiências. comunhão Ponte Competição Parece possível só para um Ganhar.168) Para Soler (2003 p. 51). rivalidade Jogar. (DARIDO RANGEL. inimigo Dependência. Quadro 1 Jogos cooperativos x jogos competiti Fonte: BROTTO (2000.. quanto no jogo competitivo.. porém no jogo cooperativo. Compreende-se que ao participar-se do jogo o principal valor está na oportunidade de conhecer um pouco melhor as próprias habilidades e potenciais e. simultaneamente. 2005. parceria Jogar. stress Ilusão de vitória individual Acabar logo com o jogo Medo Raiva. e sobre isto Brotto (1999). Juntos Parceiro. Nos jogos competitivos existem regras que não podem ser modificadas. reforça a convivência. amigo Interdependência. Já no jogo competitivo. O mesmo autor coloca que jogo cooperativo possui funções essenciais. p.. jogando cooperativamente.. Contra Tensão. torna a pessoa mais livre. há uma proximidade dos jogadores. faz com que as relações fiquem mais saudáveis... a proximidade dos jogadores pode causar atitudes que podem gerar conflitos. solidão Obstáculo vos.. Amor Alegria.32 Cooperação Visão de jogo Objetivo O outro Relação Ação Clima de jogo Resultado Conseqüência Motivação Sentimentos Símbolo Possível para todos Ganhar. . fala que as crianças não jogam jogos competitivos.. p. produz valores e atitudes. pois serve para explorar do mundo que rodeia quem joga.. sente prazer e divertimento. equilibra corpo e alma. 54) Tanto no jogo cooperativo. cooperar para que os outros realizem o mesmo. pode-se reconhecer que a verdadeira vitória não depende da derrota de outros. Com Ativação. atenção Sucesso compartilhado Vontade de continuar jogando..

RANGEL. mais amizades. voleibol. e entre outros esportes. para celebrar a vida. ou seja. 2005.24). ou seja. os tasadays. mantêm rituais e jogos que refletem um tipo de vida cooperativa. pesquisador e estudioso do desenvolvimento da personalidade no ser humano (SOLER. e na diversão. p. quanto mais houver contribuição do grupo. 2003. através de um trabalho realizado pelo professor Americano em Psicologia chamado de Ted Lentz. os Chineses dão importância à participação. mais colaboração do que em outros jogos. na aceitação. melhor. à cooperação e à ajuda ativa na sociedade Chinesa (CORREIA.32). Vários povos. de que os jogos cooperativos podem exigir de seus participantes. 2008). (DARIDO. Mas sistematicamente só foi acontecer no ano de 1950. Têm como . tem o objetivo de trabalhar a auto-estima entre os participantes. 3. Os jogos cooperativos são atividade física essencialmente baseada na cooperação. quanto mais se modifica o jogo. 2003. uns se ajudam ao outro. futebol. antes de se tornarem problemas reais. sendo dirigidos para a prevenção de problemas sociais. no envolvimento. p. basquetebol. vai haver mais união entre o grupo. Os jogos cooperativos existem em diversas sociedades e comunidades primitivas que se consolidaram e sobreviveram fundadas na cooperação. como os aborigenes. O que se percebe é que os professores de educação física ao trabalhar os jogos cooperativos seja eles no futsal. os jogos cooperativos eram praticados pelas tribos de índios.164). acatar o que está pronto e determinado. Alem dos povos primitivos. pois os jogos cooperativos foram criados com o objetivo de promover a auto-estima. os arapeshes.33 Soler (2003) disserta que a orientação que é passada as crianças é sempre não mexer nas regras. Defende-se que na escola os alunos tenham conhecimento. (GONÇALVES. Já nos jogos cooperativos acontece exatamente ao contrário. e a convivência.10 ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS JOGOS COOPERATIVOS Há milhares de anos atrás.p.

mostrar os diferentes caminhos para uma melhor qualidade de vida para todos (BROTTO. agressividade e exacerbação da competitividade. publicou. não precisa ser jogado como se estivéssemos numa guerra. 123). e Brotto ainda nos fala que as crianças não jogam jogos competitivos. 1999. e. pois um jogo seja ele qualquer modalidade. mas as ensinamos a se esforçarem para conseguir notas altas. publicações. . estes raramente oferecem uma atividade focada para cooperação (BROTO. etc. Segundo Soler (2003. Voleibol. e que competição é sinônimo de jogo. Nos tempos atuais sabemos que isso é apenas um mito. os jogos cooperativos foram introduzidos pelo professor Fábio Otuzi Brotto. o livro´´ Jogos cooperativos: se o importante é competir o fundamental e cooperar``. segundo o autor. de promover a autoestima e o desenvolvimento de habilidades interpessoais positivas. predominantes na sociedade e nos jogos tradicionais. pois recebem a orientação dos pais. os jogos cooperativos surgiram da necessidade que os seres humanos têm em viver juntos. este dedicou à difusão deste projeto através de oficinas. Da mesma forma não as ensinamos a gostar dos esportes ou do jogo. eventos. e também por partes de alguns professores direcionados a competição. ter uma sociedade altamente competente e não competitiva. em 1995. p. para que possamos vitalizar os valores éticos. sim. para ser interessante e desafiador. 2001. É preciso empenho por partes dos profissionais de educação física de recriar e divulgar os jogos cooperativos. O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazerosa (ORLICK. Os jogos cooperativos possuem como maior objetivo. ensinamos a vencer o jogo. Nós não ensinamos nossas crianças a terem prazer em buscar o conhecimento.15) No Brasil. Enfim tem esta grande alternativa que é os jogos cooperativos.12). p.34 propósito mudar as características de exclusão. meios de comunicação. visando o desenvolvimento da humanidade como um todo.35) Ainda. morais e atitudes positivas. palestras. Basquetebol.p. Futsal. pois é desde cedo que aprender que o jogo é sinônimo de competição. e materiais didáticos. 1989 p. elas obedecem. que após desenvolver trabalhos e projetos de cooperações.

caracterizada por uma tripla harmonia do ser humano consigo mesmo. tende a desenvolver um novo tipo de cultura. a cultura da paz. partindo da concepção positiva da paz e do tratamento criativo do conflito. um processo continuo de conscientização do individuo e da sociedade que.35 Atualmente na Espanha. que inclui os jogos cooperativos: “educação física pela paz“. com os outros e com o meio ambiente onde se desenvolve (CORREIA.56) . 2008. p. está surgindo uma nova concepção para a educação física.

3 AMOSTRA A amostra foi constituída por 23 alunos do segundo ano do ensino médio. sexo. Uma de suas características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. com participação.e descritiva. sendo 11 do sexo feminino e 12 do sexo masculino. 2003. procura perceber como os fenômenos acontecem e descrevê-los. pois foi uma intervenção.] visam descrever características de grupos (idade. A pesquisa descritiva é caracteriza como objetivo primordial a descrição das características de determinadas populações ou fenômenos. como também a descrição de um processo numa organização. 4. e após foi a descrito sobre a participação dos mesmos. p. Ela é de cunho descritivo pois busca compreender os fenômenos nas suas origens.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa do tipo participante. tais como o questionário e a observação sistemática.Santa Catarina. atitudes e crenças de uma população (HEERDT..2 POPULAÇÃO Fizeram parte da população os alunos do segundo ano do ensino médio de uma Escola Estadual. levantamento de opiniões. 4.Santa Catarina.). da cidade de Palma Sola . [. com faixa etária entre 15 e 18 anos da Escola de Educação Estadual da cidade de Palma Sola. o estudo do nível de atendimento de entidades.36 4 METODOLOGIA 4.5). nas suas especificidades. . procedência etc..

4. onde foi informado sobre os objetivos da pesquisa e a eles entregue do Termo de Consentimento Livre Esclarecido – TCLE. a cada aula ocorria uma observação das atividades e do comportamento dos alunos que era transcrito para o diário de campo. através . Foi feito um contato com a direção da Escola sendo apresentada a proposta de trabalho e juntamente foi solicitado a autorização por parte da direção da escola. A partir da autorização por parte da escola foi feito um contato com os pais e alunos. Estadual da cidade de Palma Sola.37 4.6 TÉCNICA DE ANÁLISE DADOS COLETADOS As informações foram interpretadas através da análise dos conteúdos. para a concretização da proposta de intervenção da referente pesquisa.5 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS No primeiro semestre de 2010 foi realizado um contato prévio com a escola e com a turma a ser desenvolvido o trabalho proposto para o segundo semestre. as quais foram relatadas em diário de campo (apêndice A). 4. na Escola de.4 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS A coleta de dados foi feita através de observações das práticas de ensino. buscando a autorização por parte dos mesmos para que seus filhos fizessem parte da pesquisa em questão Após isso deu-se inicio as aulas centrada na proposta de construção dos jogos cooperativos através de jogos competitivos. A proposta previu um total de 15h aulas para trabalhar intervir os jogos cooperativos nas aulas de Educação Física com a turma do segundo ano do ensino médio.

38 da utilização dos Planos de aula.7 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA A intervenção pedagógica foi pautada na abordagem dos jogos cooperativos. sua mensagem e suas possibilidades de ser uma oportunidade de comunicação e um espaço importante para novos valores serem incorporados na estrutura social da criança e assim construir uma base da sociedade fixada na solidariedade. cooperação. desta perspectiva é o jogo. 2003. predominantes na sociedade e nos jogos tradicionais. que são: participação. 4.23) Segue abaixo o planejamento da proposta de intervenção que foi realizada com uma turma de alunos do Ensino Médio no decorrer dos meses de setembro e outubro do corrente. . motivação e socialização. Têm como propósito mudar as características de exclusão.p. anotações do diário de campo. sendo realizadas 15h aula. interesse. e na diversão. O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazerosa. na aceitação. 2002. Esta abordagem esta pautada na valorização da cooperação em detrimento da competição. frisa na cooperação. é a estrutura social que determina se os membros irão competir ou cooperar o ponto de partida. p. Os dados foram analisados através das categorias descritas no diário de campo. agressividade e exacerbação da competitividade.(SOLER.” (DARIDO.17) A abordagem dos jogos cooperativos. no envolvimento.

e sobre Participação alunos novos. com os Avaliação Participação. cooperativos. com o desporto do handebol. e Participação alunos novas possibilidades de dos sugerindo jogos cooperativos.39 4.onde os alunos. conhecer turma 2ª Jogos cooperativos de futsal Estabelecer forma cooperativa relações sociais de afetividade. interesse e o agir participativo dos desenvolver alunos. Jogos cooperativos. para as de Atividades de competição/co operação com o jogo futsal. dos sugerindo jogos respeito. na mudança . 3ª Jogos cooperativos de handebol Estabelecer forma cooperativa relações sociais de afetividade. interpessoais as formas diferentes do cooperativismo.9 PLANEJAMENTO DA PROPOSTA Planejamento proposta de intervenção setembro de 2010 Aula 1ª Tema Jogos cooperativos Objetivos Apresentar proposta intervenção. e interesse respeito. para as de Atividades de competição/co operação jogo handebol. utilização de estratégias pedindo ajuda para os alunos . para cooperativos de desafios a Participação. utilização de estratégias onde os alunos auxiliem na transformação da competição para a cooperação. melhorar relações dos mesmos. o que os alunos entendem cooperação. melhorar relações interpessoais as formas diferentes do cooperativismo. a a de Conteúdos Atividades de cooperação Metodologia Jogos conversa cooperativos. com o desporto do futsal. auxiliem na montagem de novas temáticas de cooperação. Planejamento proposta de intervenção outubro de 2010 4ª Jogos cooperativos de basquetebol Oportunizar momentos cooperação para melhorar de Jogos competitivos/jo gos cooperativos Jogos Utilização estratégias. interesse alunos dos alunos. do de Jogos cooperativos. com o desporto do handebol. conversa sobre a aula.

possibilidades movimento crítica. pensamento reflexivo por parte dos alunos. o Abordagem do jogos cooperativos. desafios para desenvvolver a dos da Participação. com desporto futsal. cooperação e o melhor entrosamento entre a turma. apartir competição 6ª Jogos cooperativos de handebol Proporcionar vivencia diferentes formas trabalhar de se a a das Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem dos jogos cooperativos Utilização de estratégias onde os alunos auxiliem na Participação. o Utilização estratégias pensamento de para crítico Participação. Utilização de estratégias para crítico Participação. concepção competitivo para o jogo cooperativo. interesse e o agir comunicativo alunos dos pensamento reflexivo por parte dos alunos. Abordagem do jogos cooperativos. Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas com desporto basquetebol. dos descontração e a cooperação. interesse e o agir comunicativo alunos concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes reflexivo por parte dos alunos. 8ª Jogos cooperativos de futsal Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas.40 as relações com o jogo de basquetebol. com o desporto basquetebol basquetebol cooperação alunos. 5ª Jogos cooperativos de voleibol Promover a Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem dos jogos cooperativos. competitivo cooperativo. e novas de ação jogos cooperativos 9ª Jogos cooperativos de basquetebol. novas . Utilização de estratégias para Participação. auxilio do alunos para a mudar do a jogo do jogo de para interpessoais. Utilização de estratégias. concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. interesse e o agir comunicativo alunos dos handebol construção da aula cooperação com o desporto do handebol. interesse e o agir comunicativo alunos. discussão sobre como a cooperação ocorre na realidade dos mesmos. interesse e o agir cooperativo alunos. 7ª Jogos competitivos X Jogos cooperativos Desencadear o pensamento cooperativo durante atividades as Atividades de competição e cooperação.

com desportos os Abordagem dos jogos cooperativos. cooperativo. competitivo. possibilidades movimento crítica. o Utilização estratégias pensamento de para crítico Participação. com desportos futsal handebol e os Abordagem dos jogos cooperativos. possibilidades movimento crítica. utilização de estratégias que Participação. com desporto voleibol. dos relações sociais pensamento . 12ª Jogos cooperativos Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas com todos os desportos trabalhados Abordagem dos jogos cooperativos. interesse e o agir comunicativo alunos concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. coloquem o aluno de frente com o jogo comportamento perante o jogo após os cooperativo. interesse e o agir comunicativo alunos ver dos seu coloquem o aluno de frente com o jogo relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. Utilização de estratégias para crítico Participação. Utilização de estratégias para crítico Participação. dos relações sociais e as diferentes formas de ação crítica.41 formas de ação crítica. reflexivo por parte dos alunos. interesse e o agir comunicativo alunos . possibilidades movimento crítica. Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. comportamento perante o jogo após 10 competitivo. ter trabalhado e aulas jogos cooperativos. interesse e o agir comunicativo alunos ver dos seu relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. ter trabalhado jogos de um modo competitivo 13ª Jogos cooperativos de futsal handebol e Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. e de ação jogos cooperativos 10ª Jogos cooperativos de voleibol. pensamento reflexivo por parte dos alunos. interesse e o agir comunicativo alunos . e novas de ação 14ª Jogos cooperativos de basquetebol voleibol. e Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. e novas de ação jogos cooperativos 11ª Jogos competitivos Proporcionar de forma competitiva as Atividades competitivas com todos os desportos trabalhados Utilização estratégias de que Participação.

. criando cooperativo dos jogo através jogos comportamento dos alunos perante os dois tipos de jogos. como o pega correntão. 4. a primeira opinião dada foi para que o professor chamasse dois números ao mesmo tempo e esses . e novas de ação 15ª Jogos competitivos X Jogos cooperativos Desencadear o pensamento autônomo durante atividades as Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem do jogos cooperativos. voleibol futsal e reflexivo por parte dos alunos. Utilização de estratégias para Participação. A partir deste momento os alunos davam opinião de como o jogo seria jogado cooperativamente. auxilio do professor. foi dividido a turma em duas equipes e dado um numero a cada aluno e então foi feito o jogo da bandeirinha. interesse e o agir comunicativo alunos.10 AULA DE FUTSAL Primeiramente foi feito um aquecimento usando um jogo cooperativo. poderia ser jogado de uma maneira cooperativa. Fonte: o autor Exemplos da forma como foi realizada a intervenção nas aulas partindo da forma competitiva para a forma cooperativa. transformar competitivo cooperativo. após 15 minutos da forma competitiva. foi parado o jogo e pedido a opinião aos alunos de como o jogo que estava sendo jogado competitivo. sempre primeiramente de uma forma competitiva. após 14 aulas cooperativos. após isso. alguns alunos se sobressaíam neste momento davam mais opiniões que os outros. onde os alunos terão um para de jogo o sem trabalhadas.42 e as diferentes formas de ação crítica. possibilidades movimento crítica. Ver dos o pensamento reflexivo handebol por parte dos alunos.

E após isso foi feito um alongamento final e encerrado a aula. O jogo ocorreu de maneira satisfatória.11 AULA DE BASQUETEBOL.43 alunos deveriam tocar a bola entre eles. 4. após 15 minutos de atividade competitiva. após isso foi dividido a turma em 2 equipes e começou-se a jogar o jogo do basquetebol normal.12 AULA DE VOLEIBOL.e deveria haver um revezamento para marcar cestas ou seja. depois foi parado a atividade e questionado aos . após a atividade de aquecimento então foi dividida a turma em duas equipes e jogado o jogo de vôlei de forma competitiva. foi pedido para que todos do grupo ficassem no centro para ser o João bobo. então a outra equipe poderia pegar a bola da onde ele estava parada e também com 3 toques deveriam tentar marcar o gol. Primeiramente foi feito pequenos grupos e feita a brincadeira do João bobo.para tentar a fazer o gol. e se não conseguisse marcar o gol. foi informado para a turma que esse jogo não era totalmente cooperativo era semi cooperativo. A partir das idéias dadas começou-se a trabalhar os jogos de maneira cooperativa. outro aluno deu a idéia que o professor poderia chamar dois números ou mais. e após o término da atividade foi feito um alongamento e encerrada a aula. foi parado o jogo e questionado aos alunos formas de como se jogar cooperativamente aquele jogo. todos os alunos deveriam tentar fazer a sexta sempre um de cada vez sem repetir nenhum aluno até que todos tentassem marcar o ponto. 4. Primeiramente foi feito uma brincadeira cooperativa.e a primeira equipe que chegasse na bola poderia dar 3 toques para tentar marcar um gol. e a junção de varias idéias constituiu um jogo onde para valer as cestas todos os alunos da equipe deveriam tocar na bola.o jogo da cadeira cooperativa. muitas idéias foram dadas. e os integrantes da outra equipe deveriam tentar bloquear a bola e fazer o gol.

A partir da opinião dos alunos estruturou-se o jogo da seguinte forma: O jogo seria chamado de jogo da equipe toda. e depois de muitas sugestões. . Após o aquecimento foi feito a brincadeira dos 10 passes. e deveriam formar uma cadeira com os braços e um dos companheiros sentavam na cadeira e eles deveriam transportar seu colega de um lado para outro da quadra. e todos da equipe deveriam ser transportados.13 AULA DE HANDEBOL. No primeiro momento da aula foi trabalhado o jogo da cadeirinha humana. pois para valer ponto todos da equipe deveriam tocar na bola para valer o ponto. depois de 15 minutos da forma competitiva. 4. Após isso foi feito um alongamento e encerrado a aula. onde todos ficavam em trios. foi decidido que não poderia repetir os alunos que deram os três primeiros passes até que todos tivessem tocado na bola. foi parada a atividade para que os alunos dessem opinião sobre como poderia ser transformado para a forma cooperativa aquele jogo. Após isso foi feito um alongamento e dado a aula por encerrada.44 alunos de como a atividade poderia ficar cooperativa. foi dada a idéia também que o aluno que tocasse na bola deveria tocar na parede e voltar correndo para a quadra para ficar mais dinâmico o jogo.

e ele sempre estaria junto e cobrou empenho dos mesmos nas aulas pois ele estaria avaliando os mesmos para média bimestral nas aulas realizadas.1 ESTIMULANDO A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Primeiramente foi feito uma conversa com o professor titular da turma sobre os jogos cooperativos nas aulas de Educação Física e o mesmo relatou que se trabalhava a cooperação. pois alguns alunos achavam a forma cooperativa de um . compartilhamento.45 5 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 5. os alunos sentaram em círculo no centro da quadra quando foi realizada uma conversa sobre a cooperação. mas não de uma maneira efetiva muitas vezes o professor trabalhava atividades cooperativas com a turma. facilitando a obtenção de resultados em beneficio de todos. Campos (2005). porém foi enfatizado que seria trabalhado os 4 desportos inclusive o futsal. com isso surgiu algumas objeções já que a turma estava trabalhando o conteúdo de futsal.de competitivo para cooperativo. coloca que cooperação. o que em muitos casos ocasionava discussões dos alunos. ajuda. Há interesse especial quando a cooperação envolve grande número de cooperantes. Após essa conversa deu-se inicio as aulas e no decorrer das mesmas notouse que os alunos já tinham trabalhado os jogos cooperativos pois em algumas atividades que eram desenvolvidas os mesmos já tinham conhecimento porém os alunos sempre faziam as atividades com muito empenho. e o número de aulas que seriam aplicadas. trabalhar em conjunto visando um objetivo em comum. foi percebido que os alunos tinham a compreensão de que cooperação era somente ajudar os outros. se eles sabiam o que era cooperação e como a mesma ocorre no dia a dia e na sociedade. No decorrer das aulas notou-se uma certa dificuldade dos alunos no momento em que se parava os jogos para que os mesmos auxiliassem na mudança da concepção . porém de uma maneira mais lúdica. Na primeira aula. após isso foi exposto para a turma o projeto e seu objetivo. foi questionado aos mesmos. significa colaboração. O professor deixou claro para a turma que eles deveriam respeitar o professor estagiário como eles respeitavam todos os professores.

1999). pois encontrava-se muita resistência ou até uma certa dificuldade no momento de transformar o jogo competitivo para o cooperativo. que esteve. consciente ou inconscientemente. sempre presente ao longo da história de nossa civilização (BROTTO. Na sétima aula os alunos sentaram em círculo no ginásio e teve-se uma fala sobre a cooperação onde foi destacados pontos da realidade dos mesmos. Sobre esse aspecto também Brotto (2001) coloca que há um condicionamento que já está enraizado nas crianças mais velhas e adolescentes sendo necessário um recondicionamento desde cedo sobre alternativas cooperativas. coloca que a sociedade moderna é baseada no resultado. A partir da sétima aula buscou-se enfatizar a cooperação com a realidade em que vivem os estudantes. notou-se que naquele momento a maioria dos alunos entendeu o sentido da cooperação nos jogos e por fim acabou-se a fala com uma frase de Soler 2002 “A gente joga com e não contra os outros”. . como as cooperativas que a maioria dos pais dos alunos participavam e quando os vizinhos se reuniam para realizar alguma atividade no campo se ajudando. e ele mesmo ir mostrando e transformando. As aulas transcorreram de uma maneira não tão satisfatória até a sexta aula . tentando fazer do mundo um lugar melhor. buscando fazer uma relação da cooperação com o seu dia a dia no campo. pois quando se parava uma atividade competitiva para transformar em cooperativa. comunitário e planetário. o processo de integração da Cooperação no cotidiano pessoal. Marques (2007). diante disso Maia. no consumo e orientada a para a competição diante disso. e o professor tinha que na maioria das vezes dar sequencia aos jogos. Como coloca Soler (2002) Se conseguirmos mostrar aos alunos que as pessoas são mais importantes que o jogo. e mostrando que as pessoas são mais importante que os jogos. pois quando era pedido aos alunos que os mesmos ajudassem eles ficavam pensando e as vezes não falavam nada. pois a maioria reside no interior do município. Após a realização da conversa notou-se uma melhora significativa nas aulas. reconhecendo-a como um “estilo de vida”. estaremos fazendo nossa parte. É preciso nutrir e sustentar permanentemente.46 certo jogo muito chato. uma conduta ética vital. num movimento de transformação real.muitas vezes o único caminho é somente a competição.

Outra possibilidade [. Segundo Mendes.2 TRANSFORMANDO JOGOS COMPETITIVOS EM JOGOS COOPERATIVOS Foram trabalhadas os 4 desportos futsal. Outro aspecto importante a ressaltar foi o entusiasmo da turma a partir do momento em que os mesmos conseguiam ajudar na aula. 5.. bandeirinhas.] fica evidente a diferença de sentimentos e emoções que os participantes adquirem ao participar de jogos cooperativos e competitivos. pois para valer um ponto.o professor poderia chamar mais de um aluno para ir tentar pegar a bola e só valeria o gol. voleibol e basquetebol nas aulas. Paiano e Filgueiras (2009): [. pebolim humano e assim por diante.47 os alunos participavam de maneira efetiva e davam idéias muito boas. teve-se uma fala de uma aluna onde ela colocou que as aulas estavam legais pois eles estavam se divertindo pois eles pareciam professores. como no jogo de bandeirinha.. todos da equipe deveriam tocar na bola. se todos da equipe tocassem na bola. todas as atividades eram feitas deste modo. Enquanto nos jogos competitivos apenas alguns se divertem comemoram uma vitória ou são bem sucedidos. que os alunos deram a idéia que não seria jogo dos 10 passes e sim jogo da equipe toda. handebol. no jogo cooperativo esta possibilidade existe para todos. pois a maioria dos alunos nunca tiveram uma experiência onde eles poderiam interferir na sua própria aula. no jogo do futsal normal os alunos sugeriram que os alunos deveriam jogar em duplas de mãos dadas e até em trios. como um exemplo no jogo dos 10 passes. ou então que todos deveriam tocar na bola até fazerem o gol. as atividades eram interrompidas e os alunos foram questionados sobre formas de como esses jogos poderiam ser transformados em cooperativos.. .] é a de que o jogo cooperativo é mais propicio para a integração e união dos participantes do que no jogo competitivo. diante desses questionamentos surgiam idéias. e após essas atividades serem feitas de uma forma competitiva. No futsal foram feitas atividades primeiramente competitivas como jogos com traves invertidas. e sempre era usada a frase “joga com e não contra”..

todas as atividades do voleibol foram sempre dirigidas.e com isso foram trabalhados brincadeiras mais voltadas ao futsal. e aconselhou a trabalhar os outros 3 desportos. foram desenvolvidas atividades como cesta no bambolê. os mesmos ajudaram muito na transformação dos jogos. Com isso notou-se que os alunos mostraram maior motivação quando era trabalhado o futsal. onde os alunos sugeriram que todos deveriam jogar em duplas. o professor comentou que os mesmo sempre mostram essas desmotivação quando trabalha-se o voleibol. em que foi transformados em jogo do time inteiro. foi tentando fazer a transformação do jogo sem obter sucesso. foram feitas atividades como jogo dos 10 passes. e depois foi alterado. . ou seja as duplas deveriam tocar a bola entre eles primeiro para depois passar para os outros colegas. o mais interessante é que eles sugeriram que os alunos deveriam ficar divididos na quadra não tão perto um do outro. pois todos da equipe deveriam tocar na bola para validar o ponto. como voleibol com toalhas. alem de ser um desporto que os mesmos gostam de participar. e também foram feitos atividades do jogo do basquetebol. dando idéias muito importantes para o andamento da proposta. encontrou-se uma grande dificuldade. os alunos mostraram uma boa desenvoltura com as atividades propostas. com inúmeras variações. outro jogo que chamou a atenção foi o jogo de handebol normal. e outros. No voleibol. então foram feitas atividades sempre dirigidas. para voleibol com lençol. para tornar o jogo mais dinâmico. Primeiramente foi feita atividades competitivas do jogo com algumas modificações. handebol e basquetebol e mostravam desmotivação quando era trabalhado o voleibol. o professor titular da turma já havia alertado sobre as dificuldades de se trabalhar o voleibol com a turma.48 No handebol foi trabalhado da mesma forma do futsal. e após isso. No basquetebol. boliche humano. handebol e basquetebol. porém foi trabalhado mesmo assim o voleibol.

se ele continuaria trabalhando com os jogos cooperativos. COOPERAÇÃO. prender. INTERESSE. os mesmos ainda falam essa frase com freqüência nas aulas. dando idéias de como mudar do competitivo para o cooperativo. tendo em vista que eles trabalhavam principalmente a competição. virou um lema. associar-se pelo sentimento.3 ASPECTOS DE PARTICIPAÇÃO. . as ações são compartilhadas e os benefícios são distribuídos para todos. podemos constatar na questão da participação de uma maneira positiva. o ato de tomar parte de alguma coisa. e na ultima aula do estágio. compartilhar. até a sexta aula os alunos não trabalhavam a cooperação no seu contexto real. e o mesmo perguntou se eles gostaram da proposta e como a resposta foi positiva ele falou que continuaria desenvolvendo a mesma. principalmente quando toda a turma começou a ajudar a transformas os jogos. Vendo por esse princípio. pois os 23 alunos quando presentes em aulas participaram de todas as atividades propostas e a partir do momento em que os mesmos entenderam o objetivo proposto do projeto. os mesmos indagaram ao professor titular.49 5. a partir do momento em que eles entenderam o sentido da cooperação os alunos começaram a cooperar nas aulas principalmente nos jogos. participaram efetivamente da transformação dos jogos. tanto que o professor titular disse que mesmo depois do fim das aulas do estágio. o ato de participar pode ser dito como. Notou-se que na questão do interesse os alunos no primeiro momento não se mostraram tão interessados. em que os objetivos são comuns. e a frase: “ jogar com e não contra”. que excita a atenção ou a curiosidade sobre algo. Na questão da cooperação. porém ao longo das aulas os mesmos entenderam o principio da cooperação e se interessaram pelas aulas. Cooperação: Segundo SOLER (2002). cativar. Com base nas observações realizadas pelo Diário de Campo pode-se constatar o seguinte: Participação: segundo KURY (2001). MOTIVAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO. cooperação pode ser entendida como um processo de interação social. Interesse: Kury (2001) coloca que interesse pode ser dito como algo a ser proveitoso. solidarizarmento de algo.

parecem desaparecer. A partir do momento em que foi observada a turma notou-se que a turma . eles perceberam que também seria trabalhado o conteúdo de futsal e com isso mostraram-se motivados. porém com o passar das aulas. diante disso Deutsch apud Brotto 1999 afirma: A intercomunicação de idéias. espontaneidade demonstrado por algo. quando seus membros se vêem na situação de competir para a obtenção de objetivos mutuamente exclusivos. 1972 p. Ademais. sempre foi melhorando com o andamento dos jogos. pode-se dizer que os alunos se mostraram motivados com a proposta de jogos cooperativos. há alguma indicação de que competição produz maior insegurança pessoal (expectativas de hostilidade por parte de outros) do que cooperação. a turma no geral demonstrou estar mais motivada. pois foram muitas falas dos alunos a favor disso. a coordenação de esforços. conviver coletivamente para um propósito maior para todos.” (SOLER 2002) Vendo por esses conceitos que os autores colocam. “O desempenho de uma pessoa na realização de uma atividade será a resultante do somatório da aptidão deste individuo com a motivação para alcançar um objetivo. e essa não era uma prática dos mesmos. O relacionamento interpessoal da turma. (apud RODRIGUES. porém no começo alguns alunos mostraram resistência para a prática dos jogos cooperativos pois eles estavam trabalhando o conteúdo do futsal. a amizade e o orgulho por pertencer ao grupo que são fundamentais para a harmonia e a eficácia do grupo. meninos e meninas juntos. porém com o tempo os alunos se acostumaram a trabalhar em conjunto e com isso os níveis de relacionamento interpessoal chegaram a níveis máximos. a partir do momento em que começaram a participar da construção dos jogos cooperativos. juntar em uma sociedade para um bem comum. Socialização: KURY (2001) coloca que o ato de socializar pode ser encarado como tornar propriedade coletiva.50 Motivação: Segundo KURY (2001) motivação pode ser entendido como o interesse. isso porque a turma sempre trabalhou junto ou seja. 151). pois falavam que pareciam professores e nunca haviam tido uma experiência como aquela em toda a sua vida escolar.

pode se constatar que a questão da socialização seria um fator positivo nas aulas. e isso foi demonstrado no decorrer das aulas. e isso com certeza foi um aspecto primordial para um bom andamento do projeto. sem distinção de sexo.51 sempre teve uma boa socialização. . pois os alunos demonstraram uma boa socialização em todas as aulas. quando começou as aulas do estágio.

porém com o decorrer das aulas eles mostraram um maior entrosamento entre os mesmos e com isso uma maior socialização.52 6 CONCLUSÃO A partir da intervenção realizada com os estudantes do ensino médio. pois se podia observar certa frustração quando os alunos não conseguiam auxiliar na transformação. quanto lúdico pode-se retirar um pouco da agressividade da competição nas aulas . pois a construção foi acontecendo de forma gradativa e muitas vezes essa proposta ficava nula nas aulas. porém no momento em que os alunos começaram a dar sugestões para atividades as aulas começaram a fluir de uma maneira melhor e a satisfação dos alunos ficou evidente em todas as aulas e com isso os mesmos conseguiram entender o significado da cooperação. Na questão da participação. Na questão de como as atividades melhoraram no relacionamento da turma. Na questão da transformação dos jogos com auxilio dos alunos pode-se concluir que este foi o ponto alto do projeto. Pode-se citar também que na questão da motivação estava ligada a capacidade dos mesmos conseguirem desenvolver as atividade e conseguirem participar de forma efetiva nas aulas. pode-se concluir que a cooperação sendo trabalhada tanto em âmbito esportivo. ou seja a partir de um maior conhecimento da questão da cooperação e seu desenvolvimento no meio onde os mesmos vivem. e certa euforia quando eles conseguiam transformar os jogos e desenvolver as atividades. visando desenvolver uma proposta baseada na construção de jogos cooperativos através de jogos competitivos chegamos as seguintes conclusões: Na questão da socialização conclui-se que ocorreu uma melhora significativa nesse ponto. e assim melhorou a compreensão dos alunos em relação as atividades propostas. motivação e no relacionamento interpessoal pode-se concluir que com base nas observações realizadas pelo Diário de campo. desperta-se nos alunos um maior interesse. o envolvimento com a proposta da transformação dos jogos ocorreu de forma gradativa. pode-se constar que ao utilizarmos destas aulas. e partir deste interesse uma maior motivação. pois a socialização dos mesmos sempre foi de uma forma positiva.

Constatou-se que quando se trabalha os jogos cooperativos de uma maneira interessante nas aulas. pág23) diz que utilizando os jogos cooperativos diminuiremos os problemas. pois é muito difícil o professor conseguir mudar a competição para a cooperação sem ter uma estratégia inteligente. da socialização e da motivação. mas também da cooperação na sociedade. pois na questão da cooperação a partir do momento em que lhes foi mostrando questões de cooperação que acontecem em seu cotidiano eles conseguiram entender a importância da cooperação não somente nas aulas de Educação Física. . que é de utilizar os jogos cooperativos como um exercício de sobrevivência. os jogos cooperativos são melhores aceitos. pois as intrigas diminuem e as amizades aumentam.53 de Educação Física e com isso notou-se um melhor relacionamento nas aulas de Educação Física. Outro ponto a ressaltar é a questão de trazer para a realidade dos alunos alguns pontos a ser trabalhados nas aulas. SOLER (2002. e com uma total harmonia. realizaremos o objetivo do trabalho. e notou-se também que os alunos gostam muito de ter autonomia nas aulas. Através das analises feitas pode-se constatar que a turma melhorou na questão da cooperação.

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58 APÊNDICES .

59 APÊNDICE A DIÁRIO DE CAMPO AULAS COOPERATIVAS Aula 1: Atividade a ser desenvolvida: Participação: Os alunos procuram participar de todas as atividades propostas? Existe uma participação efetiva dos alunos. na construção dos jogos cooperativos através dos jogos competitivos? Interesse: Percebe-se interesse pelas atividades propostas? Existe o questionamento sobre. as atividades propostas? Cooperação: Os alunos compreendem o sentido efetivo dos jogos cooperativos? Existe a cooperação efetiva na transformação dos jogos para cooperativos (participação e proposta)? Percebe-se o envolvimento cooperativo de ambos os sexos nas atividades? Motivação: Os alunos se sentem motivados para a realização das atividades? As atividades desenvolvidas se relacionam ao Nula Total Parcial Total Parcial Nula Total Parcial Nula Total parcial Nula desenvolvimento dos estudantes proporcionando-lhes prazer e satisfação? Socialização Os alunos mostram uma melhor socialização após a transformação dos jogos competitivos para cooperativos? Existe socialização efetiva entre ambos os sexos? Fonte: O autor Total Parcial Nula Total Parcial Nula .

60 ANEXOS .

________________________________________ Assinatura do Acadêmico Estagiário . 05/ 11 / 2010.61 ANEXO A UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA CAMPUS DE SÃO MIGUEL DO OESTE CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV DECLARAÇÃO DE ORIENTAÇÃO PELO ACADÊMICO DECLARAÇÃO Eu acadêmico estagiário Alex Junior Machado do componente de Estágio Curricular Supervisionado IV do curso de Educação Física da Unoesc. São Miguel do Oeste. campus de São Miguel do Oeste. DECLARO ter recebido orientação suficiente do meu professor orientador Valdeci Luiz Dassoler para as atividades de elaboração. execução e entrega final do projeto de TCC para avaliação em banca de qualificação.

São Miguel do Oeste. verifiquei e avaliei o projeto de Estágio Supervisionado IV e libero o(a) acadêmico(a) para entregar definitivamente o seu projeto de trabalho de conclusão de curso ao professor do componente curricular. ________________________________________ Assinatura do(a) Professor(a) Orientador(a) . professor(a) orientador(a) do trabalho acima citado.05 / 11/ 2010.62 ANEXO B UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA CAMPUS DE SÃO MIGUEL DO OESTE CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV APROVAÇÃO DO PROJETO PELO PROFESSOR ORIENTADOR Acadêmico(a) Estagiário(a):Alex Junior Machado Título do Trabalho: Construindo jogos cooperativos através de jogos competitivos Eu Valdeci Luiz Dassoler.

63 .

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