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Como utilizar o Acorde de Empréstimo Modal?

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Por: Ramon Tessmann December 26, 2017

Fala tecladista! Aqui quem fala é o Augusto Canarin, do Aprenda Piano, e no artigo de
hoje nós vamos estudar o acorde de empréstimo modal.
É comum nós encontrarmos, em diversas músicas, acordes que teoricamente não
combinam com a sequência e tonalidade utilizada.
Porém, nem tudo deve ficar apenas no ambiente da teoria e das regras.
Quando se trata de música, o principal será sempre a sonoridade.
Então, se um acorde que não pertence a estrutura de um campo harmônico soou bem com
outros acordes, não tem porque não utiliza-lo.
Essa é a ideia quando tratamos de “acordes emprestados.”

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Nós utilizados acordes originados de outros grupos que possuem uma boa combinação de
sons.
Você vai aprender como fazer isso, agora!

ACORDE DE EMPRÉSTIMO MODAL


Se fizermos uma análise pelo próprio nome em si, Acorde de Empréstimo Modal
significa:

Acorde emprestado de outro modo; Acorde emprestado de outro grupo

Esse acordes de empréstimo podem vir de vários outros grupos.


Veja alguns lugares que podem servir como armazenamento de acordes de empréstimo
modal:

Na maioria das vezes, esses acordes são provenientes dos chamados acordes homônimos.
Caso você não saiba, acordes homônimos são aqueles pertencentes a mesma tonalidade,
porém localizados no campo harmônico menor.
É como se nós estivéssemos analisando acordes do campo harmônico de dó (C) e dó
menor (Cm).
Mesma tonalidade porém com características (maior / menor) diferentes.
Muitos músicos mais estudiosos, classificam acorde de empréstimo modal apenas
como sendo acordes homônimos.
Mas na verdade, esses acordes podem ser explorados em outras categorias.

ACORDES NA PRÁTICA
Vamos analisar agora, um exemplo com acordes na tonalidade de Sol maior.
Imaginamos então que você está tocando acordes dentro da escala e campo harmônico de
sol e em meio a progressão, aparece um acorde um pouco diferente.
Esse acorde é o acorde de Si bemol com sétima maior (Bb7M):

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Se você prestar atenção no campo harmônico de sol, esse acorde não existe:

G – Am – Bm – C – D – Em – F#m7(b5)

Então, se esse acorde não existe na família de sol, porque ele foi utilizado com essa
tonalidade?
É aí que entram os famosos acordes de empréstimo modal.
No campo harmônico de sol esse acorde não está presente mas, no campo harmônico de
sol menor, sim!
Nós temos, nesse caso, acordes homônimos sendo emprestados em outras progressões de
acordes.
Esse empréstimo é feito através da ligação que eles possuem através da mesma
tonalidade.

COMO FUNCIONAM ESSES ACORDES?


Acima você teve uma pequena demonstração de como esses acordes são utilizados, por
meio de um exemplo com o modo homônimo.
O acorde de empréstimo modal, foi utilizado com dois campos harmônicos, um maior
e o outro menor, onde temos acordes muito semelhantes.
Em uma música, esses acordes são utilizados apenas como acordes de passagem,
retornando após ele, a harmonia original da música.
Você dificilmente terá esse tipo de acorde sendo utilizado em algumas ocasiões, como
uma cadência por exemplo.
Isso acontece porque as cadências necessitam que os acordes estejam dentro do
padrão, por uma questão de sensações em cada cadência.
Então, esses acordes são mais utilizados para enfeitar as músicas e diferenciar um pouco a
harmonia daquilo que sempre é feito.

COMPARAÇÃO: TONALIDADE DE SOL


Se nós analisarmos, o campo harmônico de caráter maior menor, vamos observar uma
grande semelhança entre os acordes.
Como já utilizamos acima, o exemplo com a tonalidade de sol, vamos manter a mesma,
e analisar também as duas famílias da mesma tonalidade:

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Entre esses acordes, visualmente parecem ser bem diferentes, mas lembra o que
falamos no início do artigo?
O que vale, em primeiro lugar, é a sonoridade de cada acorde.
Nesse caso, a sonoridade de cada um deles, quando tocados em conjunto, não possuem
uma grande diferença.
São diferentes sim e cada um pertence a uma determinada regra, porém quando se trata
de um acorde de empréstimo modal, é de famílias assim semelhantes que eles são
extraídos.
Cada acorde com essas características precisa, além de pertencer a mesma tonalidade
(obrigatório), soar bem com o seu grupo.
Não adianta apenas utilizar, por exemplo, o 4º grau menor com acordes do campo
harmônico maior e pensar que vai ficar perfeito.
Mantenha isso sempre com você: o que importa, antes de tudo, é o som que será
formado.

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Tendo uma boa sonoridade e estando dentro, pelo menos, da regra básica de tonalidades
iguais, está ótimo.
Esses então, são os acordes de empréstimo modal!
Você utiliza da mesma tonalidade fundamental, e varia com acordes de outra famílias.
Tudo isso é muito comum em solos e improvisações, ou até mesmo em uma própria
construção harmônica de uma música.

FINALIZANDO
E então tecladista, o que você achou desses acordes e de sua utilização?
Talvez de você ficar apenas na teoria, não entenda como eles se comportam na prática.
Nesse caso, eu desafio você a utilizar o acorde de empréstimo modal em alguma
música que você tenha maior facilidade.
Por fim, recomendo que conheça nossos cursos online e nossos materiais de ensino.
Foi um prazer poder compartilhar com você um pouco do nosso conhecimento!
Um forte abraço e bons estudos,
Augusto Canarin

VAMOS APRENDER TECLADO DE FORMA EMPOLGANTE?

Destrave o seu talento musical com este guia completo!

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