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Historia do Povo Hebreu -1-

NOME – Aluno (a): ______________________________________________data: ____/___/______


Historia do Povo Hebreu -2-

1. ANTIGA MESOPOTÂMIA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

A Mesopotâmia
Nome grego que significa "entre rios" (meso - pótamos) - é uma região de interesse histórico
e geográfico mundial. Trata-se de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio,
delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e
terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos.
Inserida na área do Crescente Fértil - de Lua crescente, exatamente por ela ter o formato de
uma Lua crescente e de ter um solo fértil -, uma região do Oriente Médio excelente para a
agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para
qualquer cultivo, a Mesopotâmia tem duas regiões geográficas distintas: ao Norte a Alta
Mesopotâmia ou Assíria, uma região bastante montanhosa, desértica, desolada, com escassas
pastagens, e ao Sul a Baixa Mesopotâmia ou Caldéia, muito fértil em função do regime dos rios,
que nascem nas montanhas da Armênia e desaguam separadamente no Golfo Pérsico.

História

A Mesopotâmia é considerada o berço da civilização, já que foi na Baixa Mesopotâmia onde


surgiram as primeiras civilizações por volta do VI milênio a.C. As primeiras cidades foram o
resultado culminante de uma sedentarização da população e de uma revolução agrícola, que se
originou durante a Revolução Neolítica. O homem deixava de ser um coletor que dependia da
caça e dos recursos naturais oferecidos,

um a nova forma de domínio do ambiente é uma das causas possíveis da eclosão urbana na
Mesopotâmia.

A partir do III milênio cidades como Lagash, Uma, Kish, Ur, Uruk, Gatium e a região do Elam
se desenvolvem e a atividade comercial entre eles se torna mais intensa. Os templos passam a
gerir a economia e muitos zigurates são construídos.
Porém, Richard Leakey, em seu livro A evolução da Humanidade, relata como Jack Harlan
demonstrou que coletores poderiam ter um armazenamento de alimentos significativo: sua
experiência se deu utilizando uma foice de sílex colhendo trigo e cevada selvagens. Portanto, as
primeiras comunidades que abandonam o nomadismo poderiam ser de caçadores-coletores não
restringindo o sedentarismo unicamente à agricultura ou a domesticação de animais, o que
também se fez importante nesse processo de urbanização.
O surgimento dos primeiros núcleos urbanos na região foi acompanhado do
desenvolvimento de um complexo sistema hidráulico que favorecia a utilização dos pântanos,
evitava inundações e garantia o armazenamento de água para as estações mais secas. Fazia-se
necessária a construção dessas estruturas para manter algum tipo de controle sobre o regime
dos rios Tigre e Eufrates. Esses rios gêmeos, em função do relevo que os envolve, correm de
noroeste para sudeste, num sentido oposto ao rio Nilo, sendo as enchentes na Mesopotâmia
muito mais violentas e sem uniformidade e a regularidade apresentada pelo Nilo. " A recompensa
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- terra para lavrar, água para irrigar, tâmaras para colher e pastos para a criação - fixou o homem
à terra" (PINSKY, 1994) Somente o trabalho coletivo permitiu que se pudesse dominar os rios, o
homem que se afastava das cidades se afastava das áreas irrigadas, pondo-se à margem desse
processo.
Os mesopotâmicos não se caracterizavam pela construção de uma unidade política. Entre
eles, sempre predominaram os pequenos Estados, que tinham nas cidades seu centro político,
formando as chamadas cidades-Estados. Cada uma delas controlava seu próprio território rural e
pastoril e a própria rede de irrigação. Tinham governo e burocracia próprios e eram
independentes. Mas, em algumas ocasiões, em função das guerras ou alianças entre as cidades,
surgiram os Estados maiores, sempre monárquicos, sendo o poder real caracterizado de origem
divina. Porém, essas alianças eram temporárias. Apesar de independentes politicamente, esses
pequenos Estados mesopotâmicos eram interdependentes na economia, o que gerava um
dinâmico processo de trocas. Segundo Pierre Lévêque "o Estado mesopotâmico é, primeiro que
tudo, uma cidade, à qual o príncipe está ligado por estreitos laços; é igualmente uma dinastia,
legitimação do seu poder".
Os vestígios arqueológicos são limitados e por isso não se pode definir como a organização
política e social se dava exatamente dentro de algumas dessas primeiras cidades. Uma das
fontes de referência para o estudo da Mesopotâmia, que não um dos documentos encontrados
nas escavações na região, é a bíblia. Nela se fazem referências as cidades de Ur, Nínive e
Babilônia . Muitas das histórias presentes no Antigo Testamento são possivelmente derivadas de
tradições dessa região, por exemplo o dilúvio. Os autores da Antigüidade como Heródoto,
Beroso, Estrabão e Eusébio também fazem referências à Mesopotâmia. Por isso ao estudar a
Mesopotâmia deve-se atentar para a construção de uma proto-história baseada em evidências
fragmentadas e esparsas, já que as escavações só se iniciam a partir do século XIX, e ainda
hoje muitas lacunas estão expostas.

Povos da Mesopotâmia

A Mesopotâmia foi uma região por onde passavam muitos povos nômades oriundos de
diversas regiões. A terra fértil fez com que alguns desses povos aí se estabelecessem. Do
convívio entre muitas dessas culturas floresceram as sociedades mesopotâmicas. Os povos que
ocuparam a mesopotâmia foram os sumérios, os acádios, os amoritas ou antigos babilônios,
os assírios, os elamitas e os caldeus ou novos babilônios. Como raramente esses Estados
atingiam grandes dimensões territoriais, conclui-se que apesar da identificação econômica, social
e cultural entre essas civilizações, nunca houve um Estado mesopotâmico, mas Estados
Mesopotâmicos.

Sumérios e Acadianos (antes de 2000 a.C.)


Ver artigos principais: Sumérios; Acadianos.

Venerador mesopotâmico de 2.750-2.600 a.C.


Os sumérios foram provavelmente os primeiros a habitar o sul da Mesopotâmia. A região foi
ocupada em 5000 a.C. pelo povo sumério, que ali construiu as primeiras cidades de que a
humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk e Lagash. As cidades foram erigidas sobre
colinas e fortificadas para que pudessem ser defendidas da invasão de outros povos que
buscavam um melhor lugar para viver. Sua organização política era semelhante a uma
confederação de cidades-Estado, governadas por um chefe religioso e militar que eram
denominados patesi.
Como a maioria dos povos antigos, os sumérios eram politeístas. Porém os deuses serviam
mais para resolver problemas terrenos do que solucionar os problemas que fazem parte após a
morte. Na visão dos sumérios, os deuses tinham comportamentos parecidos com o das pessoas,
praticavam o bem e o mal, e eram muito mais temidos do que amados.
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Desde o quarto milênio a.C., os sumérios realizavam obras de irrigação e utilizavam técnicas
de metalurgia do bronze e utilizavam uma escrita cuneiforme. Sua organização social influenciou
muitos povos que os sucederam na região.
Após um período de domínio dos reis elamitas (viviam no sudoeste do atual Irã), os
sumerianos voltaram a gozar de independência.
Grupos de nômades, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao
norte das regiões sumerianas. Conhecidos como acadianos, dominaram as cidades-estados da
Suméria por volta de 2550 a.C.

Amoritas (2000 a.C.-1750 a.C.)

Ver artigo principal: Amoritas


No início do segundo milênio a.C., a região da Mesopotâmia constitui-se em um grande e
unificado império que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas
margens do rio Eufrates. Os amoritas, povos semitas proveniente da Arábia, edificaram o
Primeiro Império Babilônico. Este povo é conhecido também como "antigos babilônicos", o que
os diferencia dos caldeus, fundadores do Segundo Império Babilônico,denominados
NEOBABILÔNICOS.
O soberano que mais se destacou foi Hamurabi 1728 a 1686, elaborando leis que ficaram
conhecidas como Código de Hamurabi, que tinha como base um código sumeriano " Ur-nammu".
O " Código de Hamurabi". O caratér das leis que constituíam o Código de Hamurabiera bastante
severo - a pena era equivalente à falta cometida.
Se um filho agredisse um pai, teria as mãos decepadas. Caso um médico perdesse seu paciente,
responderia pelos seus erros, tendo também as mãos decepadas. Dessa forma,pode-se dizer
que as leis deste governantes se baseavam no príncipio do olho por olho, dente por dente.
Apresenta uma série de penas para delitos domésticos, comerciais, ligados à propriedade, à
herança, à escravidão e a falsas acusações, sempre baseadas na Lei de Talião. Após sua morte,
a Mesopotâmia foi abalada por sucessivas invasões, até a chegada dos assírios.

Assírios (1300 a.C.-612 a.C.)


Ver artigo principal: Assírios
De origem semita, os assírios viviam do pastoreio e habitavam as margens do rio Tigre. A
partir do final do segundo milênio a.C., passaram a se organizar como sociedade altamente
militar e expansionista. Realizaram diversas conquistas e expandiram seu domínio para além da
própria Mesopotâmia, chegando ao Egito. O centro administrativo do império assírio era Nínive.
O exército assírio era um dos mais notáveis da Antigüidade, fato que proporcionou aos
assírios o poder de conquistar diversos territórios. A cada território o exército aumentava ainda
mais por causa do alistamento obrigatório que esses implementaram. Alguns historiadores
acreditam que os assírios pudessem colocar ate 100 mil soldados em campo.
Mesmo com o exército, o império nao conseguiu se sustentar em grande parte pelo fato de
que a maioria da população do império nao gostava do regime ao qual estavam submissas. Um
dos reis que mais se destacou foi Assurbanípal.

Curiosidade

Certa vez, os Assírios iriam destruir completamente um povoado para extrair suas riquezas e
exterminar aquele povo. Sabendo disso, o chefe daquele povoado teve a brilhante idéia de
promover um acordo entre eles. Enviou um mensageiro para propôr o tal acordo que dizia:

"Se o seu exército não derramar uma gota de sangue, nós o-entregaremos nossas riquezas".

Os Assírios concordaram e não derramaram uma gota de sangue como haviam prometido,
porém se apossaram de toda a riqueza e enterraram todos completamente vivos.
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Caldeus (612 a.C.-539 a.C.)

Povo de origem semita que se estabeleceu na Mesopotâmia no início do primeiro milênio


a.C., os caldeus foram os principais responsáveis pela derrota dos assírios e pela organização
do novo império babilônico. Nabucodonosor foi o soberano mais conhecido dos caldeus.
Governou por quase sessenta anos e após sua morte os persas dominaram o novo império
babilônico.
O Império dos caldeus durou pouco, 73 anos, pois foi incorporado ao Império Persa.

Economia e sociedade

Em linhas gerais pode-se dizer que a forma de produção predominante na Mesopotâmia


baseou-se na propriedade coletiva das terras administrada pelos templos e palácios. Os
indivíduos só usufruíam da terra enquanto membros dessas comunidades. Acredita-se que
quase todos os meios de produção estavam sobre o controle do déspota, personificação do
Estado, e dos templos. O templo era o centro que recebia toda a produção, distribuindo-a de
acordo com as necessidades, alem de proprietário de boa parte das terras: é o que se denomina
cidade-templo.
Estudos recentes mostram que, além do setor da economia dos templos e do palácio, havia
um setor privado que participava, também, da economia da cidade-estado.
Administradas por uma corporação de sacerdotes, as terras, que teoricamente eram dos
deuses, eram entregues aos camponeses. Cada família recebia um lote de terra e devia entregar
ao templo uma parte da colheita como pagamento pelo uso útil da terra. Já as propriedades
particulares eram cultivadas por assalariados ou arrendatários.
Entre os sumerianos havia a escravidão, porém o número de escravos era relativamente
pequeno.
Em contraste com as cheias regulares e benéficas do Nilo, o fluxo das águas dos rios Tigre e
Eufrates, ao subir à Leste pelos Montes Tauro, é irregular e imprevisível, produzindo condições
de seca em um ano e inundações violentas e destrutivas em outro. Para manter algum tipo de
controle, fazia-se necessário a construção de açudes e canais, alem de complexa organização. A
construção dessas estruturas também era dirigida pelo Estado. O controle dos rios exigia
numerosíssima mão-de-obra, que o governo recrutava, organizava e controlava. As principais
atividades econômicas da Mesopotâmia eram:
 A Agricultura. Era base da Economia. A economia da Baixa Mesopotâmia, em meados
do terceiro milênio a.C., baseava-se na agricultura de irrigação. Cultivavam trigo, cevada, linho,
gergelim (sésamo, de onde extraiam o azeite para alimentação e iluminação), árvores frutíferas,
raízes e legumes. Os instrumentos de trabalho eram rudimentares, em geral de pedra, madeira e
barro. O bronze foi introduzido na segunda metade do terceiro milênio a.C., porem, a verdadeira
revolução ocorreu com a sua utilização, isto já no final do segundo milênio antes da Era Cristã.
Usavam o arado semeador, a grade e carros de roda;
 A Criação de Animais. A criação de carneiros, burros, bois, gansos e patos era
bastante desenvolvida;
 O Comércio. Os comerciantes eram funcionários a serviço dos templos e do palácio.
Apesar disso, podiam fazer negócios por conta própria. A situação geográfica e a pobreza de
matérias primas favoreceram os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores iam
vender seus produtos e buscar o marfim da Índia, a madeira do Líbano, o cobre de Chipre e o
estanho de Cáucaso. Exportavam tecidos de linho, lã e tapetes, além de pedras preciosas e
perfumes. As transações comerciais eram feitas na base de troca, criando um padrão de troca
inicialmente representado pela cevada e depois pelos metais que circulavam sobre as mais
diversas formas, sem jamais atingir, no entanto, a forma de moeda. A existência de um comercio
muito intenso deu origem a uma organização economia sólida, que realizava operações como
empréstimos a juros, corretagem e sociedades em negócios. Usavam recibos, escrituras e cartas
de crédito. O comercio foi uma figura importante na sociedade mesopotâmica, e o fortalecimento
do grupo mercantil provocou mudanças significativas, que acabaram por influenciar na
desagregação da forma de produção templário-palaciana dominante na Mesopotâmia.
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As 3 principais ciências estudadas foram:


1. A Astronomia. Entre os babilônicos, foi a principal ciência. Notáveis eram os
conhecimentos dos sacerdotes no campo da astronomia, muito ligada e mesmo subordinada a
astrologia. As torres dos templos serviam de observatórios astronômicos. Conheciam as
diferenças entre os planetas e as estrelas e sabiam prever eclipses lunares e solares. Dividiram o
ano em meses, os meses em semanas, as semanas em sete dias, os dias em doze horas, as
horas em sessenta minutos e os minutos em sessenta segundos. Os elementos da astronomia
elaborada pelos mesopotâmicos serviram de base à astronomia dos gregos, dos árabes e deram
origem à astronomia dos europeus;
2. A Matemática. Entre os caldeus, alcançou grande progresso. As necessidades do dia-a
dia levaram a um certo desenvolvimento da matemática.Os mesopotâmicos usavam um sistema
matemático sexagesimal (baseado no número 60). Eles conheciam os resultados das
multiplicações e divisões, raízes quadradas e raíz cúbica e equações do segundo grau. Os
matemáticos indicavam os passos a serem seguidos nessas operações, através da multiplicação
dos exemplos. Jamais divulgaram as formulas dessas operações, o que tornaria as repetições
dos exemplos desnecessárias. Também dividiram o círculo em 360 graus, elaboraram tábuas
correspondentes às tábuas dos logarítimos atuais e inventaram medidas de comprimento,
superfície e capacidade de peso;
3. A Medicina. Os progressos da medicina foram grandes (catalogação das plantas
medicinais, por exemplo. Assim como o direito e a matemática, a medicina estava ligada a
adivinhação. Contudo, a medicina não era confundida com a simples magia. Os médicos da
Mesopotâmia, cuja profissão era bastante considerada, não acreditavam que todos os males
tinham origem sobrenatural, já que utilizavam medicamentos à base de plantas e faziam
tratamentos cirúrgicos. Geralmente, o medico trabalhava junto com um exorcista, para expulsar
os demônios, e recorria aos adivinhos, para diagnosticar os males.
Letras

Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris).
A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o
desenvolvimento da técnica.

Escrita
A escrita cuneiforme, grande realização sumeriana, usada pelos sírios, hebreus e persas,
surgiu ligada às necessidades de contabilização dos templos. Era uma escrita ideográfica, na
qual o objeto representado expressava uma idéia. Os sumérios - e, mais tarde os babilônicos e
os assírios, que falavam acadiano - fizeram uso extensivo da escrita cuneiforme. Mais tarde, os
sacerdotes e escribas começaram a utilizar uma escrita convencional, que não tinha nenhuma
relação com o objeto representado. As convenções eram conhecidas por eles, os encarregados
da linguagem culta, e procuravam representar os sons da fala humana, isto é, cada sinal
representava um som. Surgia assim a escrita fonética, que pelo menos no segundo milênio a.C.,
já era utilizado nos registros de contabilidade, rituais mágicos e textos religiosos. Quem decifrou
a escrita cuneiforme foi Henry C. Rawlinson. A chave dessa façanha ele obteve nas inscrições da
Rocha de Behistun, na qual estava gravada uma gigantesca mensagem de 20 metros de
comprimento por 7 de altura. A mensagem fora talhada na pedra pelo rei Dario, e Rawlinson
identificou três tipos diferentes de escrita (antigo persa, elamita e acádio - também chamado de
assírio ou babilônico). O alemão Georg Friederich Grotefend e o francês Jules Oppent também
se destacaram nos estudos da escrita sumeriana.

Literatura
Era pobre. A que foi encontrada é uma literatura a serviço do poder do Estado, da religião e
dos negócios. Há, crônicas sobre os feitos dos governantes e dos deuses, hinos, fábulas, versos,
além de anotações de comerciantes. Tudo isso encontra-se registrado em tábuas de argila, em
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escritas cuneiforme, assim denominada porque seus caractere têm forma de cunha. Destacam-
se apenas o Mito da Criação e a Epopéia de Guilgamesh - aventura de amor e coragem desse
herói deus, cujo objetivo era conhecer o amor da imortalidade.

Uma inscrição do Código de Hamurabi.

Direito
O Código de Hamurabi, até pouco tempo o primeiro código de leis que se tinha notícia, é
uma compilação de leis sumerianas mescladas com tradições semitas. Ele apresenta uma
diversidade de procedimentos jurídicos e determinação de penas para uma vasta gama de
crimes. Contém 282 leis, abrangendo praticamente todos os aspectos da vida babilônica,
passando pelo comércio, propriedade, herança, direitos da mulher, família, adultério, falsas
acusações e escravidão. Suas principais características são: Pena ou Lei de Talião, isto é, “olho
por olho, dente por dente” (o castigo do criminoso deveria ser exatamente proporcional ao crime
por ele cometido), desigualdade perante a lei (as punições variavam de acordo com a posição
social da vitima e do infrator), divisão da sociedade em classes (os homens livres, os escravos e
um grupo intermediário pouco conhecido – os mushkhinum) e igualdade de filiação na
distribuição da herança. O Código de Hamurábi reflete a preocupação em disciplinar a vida
econômica (controle dos preços, organização dos artesãos, etc.) e garantir o regime de
propriedade privada da terra. Os textos jurídicos mesopotâmicos invocavam os deuses da
justiça, os mesmos da adivinhação, que decretavam as leis e presidiam os julgamentos.
Anterior ao Código de Hamurábi, tem-se o Código de Ur-Nammu, descoberto em 1952 pelo
assiriólogo e professor Samuel Noah Kromer.

Artes
 A Arquitetura. A mais desenvolvida das artes , porém não era tão notável quanto a
egípcia. Caracterizou-se pelo exibicionismo e pelo luxo. Construíram templos e palácios, que
eram considerados cópias dos existentes nos céus, de tijolos, por ser escassa a pedra na
região;. O zigurate, torre piramidial, de base retangular, composto de vários pisos superpostos,
formadas por sucessivos andares, cada um menor que o anterior. Construção característica das
cidades-estados sumerianos. Nas construções, empregavam argilas, ladrilhos e tijolos.
Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário, como
um local de observações astrônomicas.
As muralhas construidas por Nabucodonosor eram tão largas, que sobre elas realizavam-se
corridas de carros. Mais famosas foi as portas, cada uma dedicada a uma divindades e
ornamentadas com grandes figuras em relevo. O caminho das procissões e a porta azul de
Ishatar(deusa do amor e da fertilidade) eram decorados com figuras em cerâmicas esmaltada. A
porta encontra-se no Museu de Berlim, mas suas cores desaparecem.
 Escultura e a pintura. Tanto a escultura quanto a pintura eram fundamentalmente
decorativas. A escultura era pobre, representada pelo baixo relevo. Destacava-se a estatuária
assíria, gigantesca e original. Os relevos do palácio de Assurbanipal são obras de artistas
excepcionais. A pintura mural existia em função da arquitetura.
Um dos raros testemunhos da pintura mesopotâmica foi encontrados no Pálacio de Mari,
descoberto entre 1933 e 1955. Embora as tintas utilizadas fossem extremamente vulneráveis ao
tempo, nos poucos fragmentos que restaram é possível perceber o seu brilho e vivacidade. Seus
artistas possuíam uma técnica talvez superior à que lhes era permitido demonstrar.

"Leis da frontalidade"
Como era preciso colocar figuras tridimensionais, em uma superficíe bidimensional, a
imagem sofria um rígido processo de distorção: onde a cabeça, pernas e pés eram
representados de perfil e o busto de frente.

Música e dança
A música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada à religião.
Quando os fiéis estavam reunidos, cantavam hinos em louvor dos deuses, com
acompanhamento de música. Esses hinos começavam muitas vezes, pelas expressões: " Glória,
louvor tal deus; quero cantar os louvores de tal deus", seguindo a enumeração de suas
qualidades, de socorro que dele pode esperar o fiel.
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Nas cerimônias de penitência, os hinos eram de lamentação: "aí de nós", exclamavam eles,
relembrando os sofrimentos de tal ou qual deus ou apiedando-se das desditas que desabam
sobre a cidade. Instrumentos sem dúvida de sons surdos, acompanhavam essa recitação e no
corpo desses salmos, vê-se o texto interromper-se e as onomatopéias "ua", "ui", "ua",
sucederem-se em toda uma linha. A massa dos fiéis devia interromper a recitação e não retomá-
la senão quando todos, em coro tivessem gemido bastante.
A procissão, finalmente, muitas vezes acompanhava as cerimônias religiosas e mesmo as
cerimônias civis. Sobre um baixo-relevo assírio do British Museum que representa a tomada da
cidade de Madaktu em Elam, a população sai da cidade e se apresenta diante do vencedor,
precedida de música, enquanto as mulheres do cortejo batem palmas à oriental para compassar
a marcha.
O canto também tinha ligações com a magia.
Há cantos a favor ou contra um nascimento feliz, cantos de amor, de ódio, de guerra, cantos
de caça, de evocação dos mortos, cantos para favorecer, entre os viajantes, o estado de transe.
A dança, que é o gesto, o ato reforçado, se apóia em magia sobre leis da semelhança. Ela é
mímica, aplica-se a todas as coisas:- há danças para fazer chover, para guerra, de caça, de
amor etc.
Danças rituais têm sido representadas em monumentos da Ásia Ocidental, Suméria. Em
Thecheme-Ali, perto de Teerã; em Tepe-Sialk, perto de Kashan; em Tepe-Mussian, região de
Susa, cacos arcaicos reproduzem filas de mulheres nuas, dando-se as mãos, cabelos ao vento,
executando uma dança. Em cilindros-sinetes vêem-se danças no curso dos festins sagrados
(tumbas reais de Ur).

Religião

Lista de deuses em língua suméria a partir da Escrita cuneiforme no século XXIV a.C.
Os deuses, extremamente numerosos, eram representados à imagem e semelhança dos
seres humanos. O sol, a lua, os rios, outros elementos da natureza e entidades sobrenaturais,
também eram cultuados. Embora cada cidade possuísse seu próprio deus, havia entre os
sumérios algumas divindades aceitas por todos. Na Mesopotâmia, os deuses representavam o
bem e o mal, tanto que adotavam castigos contra quem não cumpria com as obrigações.
O centro da civilização sumeriana era o templo, a casa dos deuses que governava a cidade,
além de centro da acumulação de riqueza. Ao redor do templo desenvolvia-se a atividade
comercial. O sacerdote representava o deus e combinava poderes políticos e religiosos.
Apenas ao sacerdote era permitida a entrada no templo e dele era a total responsabilidade
de cuidar da adoração aos deuses e fazer com que atendessem as necessidades da
comunidade. Os sacerdotes do templo estavam livres dos trabalhos nos campos, dirigiriam os
trabalhos de construção de canais de irrigação, reservatórios e diques. O deus através dos
sacerdotes emprestava aos camponeses animais, sementes, arados e arrendava os campos. Ao
pagar o “empréstimo”, o devedor acrescentava a ele uma “oferenda” de agradecimento. Com a
necessidade de controlar os bens doados aos deuses e prestar contas da administração das
riquezas do templo iniciou-se o sistema de contagem e a escrita cuneiforme. Como exemplo do
poder dos deuses em Lagash, o campo era repartido nas posses de aproximadamente 20
divindades, uma destas, Baú, possui cerca de 3250 hectares, das quais três quartos atribuídos,
um em lotes, as famílias singulares, um quarto cultivado por assalariados, por arrendatários (que
pagam um sétimo ou um oitavo do produto) ou pelo trabalho gratuito dos outros camponeses.
Em seu templo trabalham 21 padeiros auxiliados por 27 escravas, 25 cervejeiros com 6
escravos, 4 mulheres encarregadas do preparo da lã, fiandeiras, tecelãs, um ferreiro, alem dos
funcionários, dos escribas e dos sacerdotes.
A concepção de uma vida além-túmulo era confusa. Acreditavam que os mortos iam para
junto de Nergal, o deus que guardava um reino de onde não se poderia voltar
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2. HISTÓRIA DO EGITO ANTIGO


Religião politeísta, Economia, Sociedade, pirâmides, faraós, cultura e ciência dos egípcios,
escrita hieroglífica, Rio Nilo, história da África, desenvolvimento científico, cultura e arte, resumo

Pirâmides de Gizé no Egito

Introdução
A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre
3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).

Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância
para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e
pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens,
nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a
autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e
escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era
sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes.
Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas
em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois
permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos.
Existiam duas formas de escrita: a demótica (mais simplificada) e a
hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As
paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam
sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis
saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era
produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado
Hieróglifos: a escritapara registrar os textos.
egípcia
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada,
principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de
mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo
faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides,
templos, diques).
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência
de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal
sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos
deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os
felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía
deus protetor e templos religiosos em sua homenagem. .

Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os
em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo para a vida seguinte. Esta seria definida,
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segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era
pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava
pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração
leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as
características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro
(reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia
(capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram
conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e
templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes
conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

A Civilização Egípcia

Múmias, pirâmides monumentais, faraós poderosos e muito mistério. A


civilização egípcia surgiu há mais de 6 mil anos, no vale do rio Nilo.

Nilo, o coração do Egito


O rio Nilo nasce na África Central; a chuva que ocorre próxima às
nascentes mantém o rio perene em pleno deserto.
De julho a dezembro, o rio transborda, fertilizando as terras ribeirinhas.
Um grande rio como o Nilo só pode ser aproveitado de forma ampla se houver o esforço
coletivo para o tratamento rápido do solo para o plantio e a construção de canais de irrigação.
O historiador grego Heródoto chamava o Egito de “Dádiva do Nilo”.
A história do Egito pode ser dividida em Período Pré-Dinástico, com início em 4000 a.C. e
término em 3200 a.C., e Período Dinástico, que termina com a invasão dos persas.
Durante milhares de anos, os povos que ocuparam o vale do Nilo fixaram-se em aldeias. As
aldeias agrupavam-se em unidades de administração independentes, chamadas nomos. O único
chefe, líder político, militar e juiz era conhecido como nomarca. Eventualmente, os nomos
reuniam-se para atender a uma necessidade em comum, geralmente tarefas de interesse
coletivo, como obras junto ao rio Nilo.
Com o crescimento da população, os nomos passaram a guerrear entre si pelas melhores
terras. Ao final destes conflitos, que duraram séculos, formaram-se dois reinos, o Baixo Egito e
o Alto Egito. Em 3200 a.C., o rei Menés, do Alto Egito, conquistou o Baixo Egito, formando um
único reino, tornando-se o primeiro faraó.
Dinastia egípcia
Com a junção dos dois reinos, o faraó passa a usar uma coroa dupla, branca e vermelha, cores
de cada um dos antigos reinos, e portava um cetro, símbolo do poder.
O faraó possuía várias esposas, geralmente parentes, mas apenas a primeira mulher recebia o
título de rainha.
O Estado egípcio era baseado na teocracia, um governo em que a classe sacerdotal detém o
poder político. A religião, portanto, era muito importante e o faraó era considerado um deus.
O respeito pela divindade do faraó mantinha o Egito unido. A partir do faraó, a vida egípcia era
dividida em uma hierarquia social:
Nobres: parentes do faraó, comandantes do exército e nomarcas, que passaram a ser, após a
unificação, chefes locais da administração.
Sacerdotes: altamente prestigiados pela população, diziam ter intimidade com os deuses. Além
de seus conhecimentos, possuíam riquezas, pois eram intermediários no processo de doação às
divindades.
Escribas: jovens que recebiam instruções nas escolas do palácio, aprendendo os detalhes da
leitura e escrita de hieróglifos. Tinham também conhecimentos de aritmética, cuidavam dos
trabalhos administrativos e da coleta de impostos. Eram imprescindíveis ao governo do faraó.
Historia do Povo Hebreu - 11 -

Soldados:pouco prestigiados pela população, viviam dos produtos recebidos com os saques em
guerras. No exército egípcio, os soldados estrangeiros recebiam um pedaço de terra por seus
serviços.
Camponeses e artesãos: a base da sociedade egípcia era a atividade agrícola e o trabalho de
marceneiros, pintores, escultores, tecelões e ourives.
Todos trabalhavam para o faraó e sua nobreza, recebendo como pagamento parte da produção.
Como acreditavam na vida após a morte, guardavam parte de seus proventos para o próprio
funeral, não se importando em ter uma vida humilde.
Escravos: prisioneiros de guerra, que trabalhavam em serviços pesados, por exemplo, na
construção de templos, palácios e pirâmides. Em geral, eram bem tratados pelos egípcios em
comparação ao que outros povos faziam com os escravos.
O Antigo Império (3200-2200 a.C.)
A fase de maior prosperidade do Antigo Império foi em 2800 a.C. Mênfis tornou-se a capital
do império e foram construídas as famosas pirâmides de Gizé, dedicadas aos faraós Quéops,
Quefrén e Miquerinos.

As pirâmides de Gizé, dos faraós Quéops, Quefrén e Miquerinos


possuíam mastabas, outras pequenas pirâmides, que abrigavam os
corpos dos funcionários mais próximos ao faraó.

Entre 2400 e 2000 a.C. os nomarcas e a nobreza, descontentes com o poder absoluto do
faraó, provocaram crises políticas e revoltas internas.
O Médio Império (2000-1750 a.C.)
No ano de 2000 a.C., houve um movimento na cidade de Tebas para restauração do poder
faraônico. Com a vitória sobre os nomarcas, o Egito novamente retoma a expansão.
Tebas torna-se capital do império e o Egito investe nas conquistas militares, ocupando a
Palestina e a Núbia (atual Sudão). O Egito sofre invasão dos hicsos, povo asiático que ocupou a
região do delta do Nilo. A vitória dos hicsos deu-se principalmente pelo uso de seus carros de
guerra puxados por cavalos.
Neste período também chegaram ao Egito os hebreus.
Novo Império (1580-670 a.C.)
Com a expulsão dos hicsos em 1580 a.C. e aproveitando os conhecimentos adquiridos com
eles, houve a invasão da Síria e da Palestina sob o comando de Tutmés III, levando o domínio
egípcio até o rio Eufrates.
Com as riquezas e os escravos obtidos com conquistas, o Egito atingiu seu apogeu. Os
sacerdotes passaram a ter grande prestígio, ameaçando constantemente o poder dos faraós.
Ramsés II manteve um governo extremamente militarista. Com sua morte, porém, iniciam-
se disputas internas pelo poder, enfraquecendo o governo e facilitando a ação de invasores.
No final do século VII a.C., os assírios invadiram o país. A independência egípcia foi
reconquistada com a invasão persa, mas não de forma duradoura. Em 332 a.C., o Egito foi
dominado por Alexandre Magno e em 30 a.C. pelos romanos.
29/05/2005
Historia do Povo Hebreu - 12 -

3. O CÓDIGO DE HAMURABI

O que é o Código de Hamurabi?

Hamurabi, rei da Babilônia (1792-1750 ou 1730-1685 a.C.), criador do império babilônico.


O seu código é uma das leis mais antigas da humanidade e está gravado em uma estela
cilíndrica de diorito, descoberta em Susa e conservada no Louvre.

"O Código de Hamurabi protege a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana (...) O
autor de roubo por arrombamento deveria ser morto e enterrado em frente ao local do fato (...) As
penas eram cruéis: jogar no fogo (roubo em um incêndio), cravar em uma estaca (homicídio
praticado contra o cônjuge), mutilações corporais, cortar a língua, cortar o seio, cortar a orelha,
cortar as mãos, arrancar os olhos e tirar os dentes." Trecho da obra: "Criminologia", do Des.
Álvaro Mayrink da Costa, Ed. Forense, vol. 1, p. 23.

O Código possui 282 artigos e tem como preâmbulo o seguinte texto:


"-Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra e dos céus, determinador dos
destinos do mundo, entregou o governo de toda a humanidade a Marduc; quando foi
pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu
um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra, -por esse tempo Anu e
Bel me chamaram, a mim Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar
justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte, para
iluminar o mundo e propiciar o bem estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou
eu; eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Dirilu; o que deu
vida à cidade de Uruk; supriu água com abundância aos seus habitantes; o que tornou bela a
nossa cidade de Brasíppa; o que encelerou grãos para a poderosa Urash; o que ajudou o povo
em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo,
o servo cujos feitos são agradáveis a Anuit."

O capítulo I do Código dedica-se aos Sortilégios, juízo de Deus, falso testemunho,


prevaricação de Juízes. A seguir alguns artigos referentes às penalidades aplicadas, nota-se
desde logo a influência do Talião:

Art. 1º - Se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar prova disso,
aquele que acusou deverá ser morto...................................................................
Art. 3º - Se alguém em um processo se apresenta como testemunha de acusação e não prova o
que disse, se o processo importa perda de vida, ele deverá ser morto.
Art. 4º - Se alguém se apresenta como testemunha por grão e dinheiro, deverá suportar a pena
cominada no processo.

No art. 5º está estabelecido que o juiz prolator de uma sentença errada será punido com o
pagamento das custas multiplicadas por 12, e ainda será expulso publicamente de sua cadeira

Art. 15 - Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma escrava da Corte, ou escravo
ou escrava de um liberto, deverá ser morto......................................................
Historia do Povo Hebreu - 13 -

Art. 16 - Se alguém acolhe em sua casa um escravo ou escrava fugidos da Corte ou de um


liberto e depois da proclamação pública do mordomo, não apresenta, o dono da casa deverá ser
morto.
Art. 127 - Se alguém difama uma mulher consagrada ou a mulher de um homem livre e não pode
provar, se deverá arrastar esse homem perante o Juiz e tosquiar-lhe a fronte.
Art. 128 - Se alguém toma uma mulher, mas não conclui contrato com ela, essa mulher não é
esposa.....................................................................................................................................
Art. 129 – Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, deve-se
amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.
Art. 130 – Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e
tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto e a mulher irá livre.
Art. 131 – Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio marido, mas não surpreendida
em contato com outro, ela deverá jurar em nome de Deus e voltar à sua casa.
195 - Se um filho espanca seu pai, dever-se-lhe-á decepar as mãos.
Sobre delitos e penas:...........................................................................................................
Art. 198 – Se alguém arranca o olho de um liberto, deverá pagar uma mina.
Art. 199 – Se ele arranca um olho de um escravo alheio, ou quebra um osso ao escravo alheio,
deverá pagar a metade do seu preço....................................................................
Art. 201 - Se ele partiu os dentes de um liberto, deverá pagar um terço de mina.
Art. 203 - Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma
mina..................................................................................................................................
Art. 204 - Se um liberto espanca um liberto, deverá pagar dez siclos.
Art. 209 – Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto.
Art. 210 – Se essa mulher morre, então se deverá matar o filho dele.
Sobre o exercício da Medicina:.........................................................................................
Art. 215 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o cura ou
se ele abre a alguém uma incisão com a lanceta de bronze e o olho é salvo, deverá receber dez
siclos...................................................................................................................
Art. 218 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata, ou
lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, dever-se-lhe-á cortar as
mãos...........................................................................................................................
Art. 219 – Se o médico trata o escravo de um liberto de uma ferida grave com a lanceta de
bronze e o mata, deverá dar escravo por escravo..................................................................
Sobre o exercício da Engenharia:........................................................................................
Art. 229 – Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele
construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.
Art. 233 – Se um arquiteto constrói para alguém uma casa e não a leva ao fim, se as paredes
são viciosas, o arquiteto deverá à sua custa consolidar as paredes.
Sobre a navegação:................................................................................................................
Art. 236 – Se alguém freta o seu barco a um bateleiro e este é negligente, mete a pique ou faz
que se perca o barco, o bateleiro deverá ao proprietário barco por barco.
Art. 237 – Se alguém freta um bateleiro e o barco e o provê de trigo, lã, azeite, tâmaras e
qualquer outra coisa que forma a sua carga, se o bateleiro é negligente, mete a pique o barco e
faz que se perca o carregamento, deverá indenizar o barco que fez ir a pique e tudo que ele
causou perda..........................................................................................................
Art. 240 – Se um barco a remos investe contra um barco de vela e o põe a pique, o patrão do
barco que foi posto a pique deverá pedir justiça diante de Deus; o patrão do barco a remos, que
meteu a fundo o barco a vela, deverá indenizar o seu barco e tudo quanto se perdeu.

Desta forma termina o Código de Hamurabi:

As justas leis que Hamurabi, o sábio rei, estabeleceu e com as quais deu base estável ao governo: - Eu sou o
governador guardião. Em meu seio trago o povo das terras de Sumer e Acad. em minha sabedoria eu os refreio, para
que o forte não opirma o fraco e para que seja feita justiça à viúva e ao órfão. Que cada homem oprimido compareça
diante de mim, como rei que sou da justiça. Deixai-o ler a inscrição do meu monumento. Deixai-o atentar nas minhas
ponderadas palavras. E possa o meu monumento iluminá-lo quanto à causa que traz e possa ele compreender o seu
caso. Possa ele folgar o coração exclamado: - "Hamurabi é na verdade como um pai para o seu povo; estabeleceu a
prosperidade para sempre e deu um governo puro à terra. Nos dias a virem, por todo tempo futuro, possa o rei que
estiver no trono obeservar as palavras da justiça que eu tracei em meu monumento".
Historia do Povo Hebreu - 14 -

4. A HISTÓRIA DO JUDAÍSMO
Os Hebreus tem três Nomes:

1º Hebreus – vem do (Tataravô de Abraão?), que tinha o nome de EBER (Gn. 10.21).
2° Israelitas – veio na mudança do nome de Jacó para Israel, pelo o Anjo do Senhor (Gn. 32.28).
3° Judeus – veio por motivo da tribo de Judá, ser a principal tribo de Israel (Mq. 5.2; Mt. 2.1). O
Abraão foi Quem fundou do Judaísmo

História dos judeus - Livros sagrados - Símbolos e rituais - Festas religiosas

É reconhecida como a primeira religião da humanidade e cronologicamente a primeira


das três religiões oriundas de Abraão, junto com o cristianismo e o islamismo. O judaísmo
acredita em um Deus único, onipotente e onisciente, que criou o mundo e os homens. Esse Deus
fez um pacto com os hebreus, tornando-os o seu povo escolhido, e prometeu-lhes uma terra. O
judaísmo possui fortes características étnicas, nas quais nação e religião se mesclam.

A História dos Judeus

Segundo a Bíblia, Abraão recebe uma revelação de Deus, abandona o politeísmo e muda-se
para Canaã, atual Palestina, em torno de 1800 a.C. De Abraão descendem Isaque e o filho deste
Jacó. Jacó um dia luta com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Seus doze
filhos dão origem às doze tribos do povo judeu. Em 1700 a.C., os hebreus vão para o Egito, onde
são escravizados por 400 anos. Libertam-se por volta de 1300 a. C., liderados por Moisés,
descendente de Abraão, que recebe as tábuas com os Dez Mandamentos no monte Sinai. Por
decisão de Deus, peregrinam no deserto por 40 anos, aguardando a indicação da terra
prometida, Canaã.

O rei Davi transforma Jerusalém em centro religioso e seu filho, Salomão, constrói um templo
em seu reinado. Depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois Reinos, o de Israel, na
Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém. Com a cisão, surge a crença na vinda de um
messias (o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo judeu e a soberania divina sobre o
mundo), que persiste até hoje. O Reino de Israel é devastado em 721 a.C. pelos assírios. Em
586 a.C., o imperador babilônico Nabucodonosor II invade o Reino de Judá, destrói o Templo de
Jerusalém e deporta a maioria dos habitantes para a Babilônia, iniciando a diáspora judaica

No ano 70 d.C., os romanos invadem Jerusalém a cidade é destruída,


iniciando o períodos de invasões estrangeiras.
Depois de serem espalhados por todos os continentes,
os judeus começam a voltar a Palestina.
A dispersão só termina em 539 d.C., onde reconstroem a
independência, interrompidos por região torna-se província de Roma.
e arruínam o segundo templo. Apesar os judeus mantêm a unidade cultural e 1948, com a criação
do Estado de Israel.

Livros Sagrados - O texto da Bíblia judaica é fixado no final do século I. Divide-se em


três livros: Torá, a escritura sagrada, Os Profetas (Neviim) e os Escritos (Ketuvim). Os judeus
acreditam que a Torá, ou Pentateuco, foi revelada pelo próprio Deus. Ela reúne os livros
Gênesis, o Êxodo, o Levítico, Os Números e o Deuteronômio. A Torá e os Profetas são escritos
antes do exílio na Babilônia; os textos de Os Escritos, depois. No inicio da Era Cristã, as
tradições orais são registradas no Talmude, dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin,
Midrashim e Comentários.

Símbolos e Rituais - Os serviços religiosos judaicos são realizados nos templos,


chamados sinagogas, e conduzidos por um rabino, sacerdote habilitado a comentar textos
sagrados. O símbolo do judaísmo é o menorá, candelabro sagrado com sete braços. Entre suas
práticas estão a circuncisão dos meninos, aos 8 dias de vida, e a iniciação na vida adulta: Bar
Historia do Povo Hebreu - 15 -

Mitzvah para os meninos (aos 13 anos) e o Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos). Quando
reza, um homem judeu habitualmente cobre a cabeça com a kippa, peça semelhante a uma
pequena touca, em sinal de respeito a Deus. O templo, chamado Sinagoga, é o principal ponto
de encontro da comunidade e abriga sempre uma Arca, armário em que são guardados os
pergaminhos sagrados da Torá usados nas cerimônias.

Festas Religiosas - Elas são definidas por um calendário lunisolar e, por isso, têm datas
móveis. As principais são Purim, Pessach, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Chanucá
e Simchat Torá. No Purim comemora-se a salvação de um massacre planejado pelo rei persa
Assucro. A Páscoa (Pessach) celebra a libertação da escravidão egípcia, em 1330 a.C. Shavuót
homenageia a revelação da Torá ao povo de Israel, em aproximadamente 1300 a.C. Rosh
Hashaná é o Ano-Novo dos judeus. A partir de Rosh Hashaná, começam os Dias Temerosos, em
que se faz um balanço do ano terminado. Eles culminam no Yom Kipur, dia do perdão, quando
os judeus jejuam 25 horas para purificar o espírito. Sucót rememora a peregrinação pelo deserto,
após a saída do Egito. Chanucá homenageia a vitória contra o domínio assírio e a restauração
do Templo de Jerusalém, no século V a.C. O Simchat Torá comemora a entrega dos Dez
Mandamentos a Moisés.

A história dos judeus, Livros sagrados, Símbolos e rituais da religião judaica, Festas
religiosas.

TORÁ: Livro Sagrado do Judaísmo

O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como


crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um
acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-
lhes a terra prometida.

Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel


que se concentra um grande número de praticantes.

Conhecendo a história do povo judeu

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as


escrituras sagradas, por volta de 1800 a.C, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o
politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho
chamado Jacó. Este luta, num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para
Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta
de 1700 a.C, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por
aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 a.C. A fuga do
Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai.
Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem
para a terra prometida, Canaã.

Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão,
filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste
momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de
Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Historia do Povo Hebreu - 16 -

Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após
invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população
judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século


seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes
episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo
judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

Os livros sagrados dos judeus

A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi
revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá: Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números
e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro
livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Rituais e símbolos judaicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados
por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro
com sete braços.

Memorá : candelabro sagrado

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 anos de idade) e o Bar
Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as
meninas (aos 12 anos de idade)...........................................................................
Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento
das orações...............................................................................................................
Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta
arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

As Festas Judaicas

As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar.
As principais são as seguintes:......................................................................
Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300
a.C. ..................................................................................................................................
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.........................................................
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para
purificar o espírito............................................................................................................
Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do
Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.
Historia do Povo Hebreu - 17 -

Contexto Histórico dos Judeus


Os Judeus há aproximadamente 3.000 anos consideram a Terra de Israel sua pátria como a
Terra Santa e a Terra Prometida . A Terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações
religiosas judaicas, incluindo as ruínas do Segundo Templo. É o lugar onde tanto o Judaísmo e o
Cristianismo nasceram, e contêm muitos outros lugares de grande significância espiritual no
Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Uma série de História da antiga Israel e Judá, reinos
judaicos e estados existiram interminantemente na região por mais de um milênio até que o
fracasso da Grande Revolta Judaica contra o Império Romano resultou em uma expulsão em
massa dos Judeus de sua terra natal e amada capital, Jerusalém (por volta de 25% da população
judaica, ver Destruição de Jerusalém e em "Propyläen der Weltgeschichte", ed. Golo
Mann). Após esmagar a Revolta de Bar Kokhba em 135, o Imperador Hadrian renomeou a
''Província Judéia '' para ''Província Síria Palestina', um nome grego derivado de ''Filistéia''.
Raízes Históricas
Os judeus há aproximadamente 3.000 anos consideram a Terra de Israel sua pátria — como a
Terra Santa e a Terra Prometida. A Terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações
religiosas judaicas, incluindo as ruínas do Primeiro e Segundo Templo. Foi nesta região que o
Judaísmo e o Cristianismo nasceram, milênios atrás, e aqui se encontram ainda hoje muitos
lugares de grande significância espiritual para Judaísmo, Cristianismo e Islã. Uma série de reinos
judaicos e estados existiram intermitantemente na região por mais de um milênio paralelamente
aos fatos bíblicos, consta que foi o fracasso de uma suposta Grande Revolta Judaica contra o
Império Romano que resultou em uma expulsão em massa dos Judeus de sua terra natal e
amada capital, Jerusalém (por volta de 25% da população judaica, ver Destruição de Jerusalém
e em "Propyläen der Weltgeschichte", ed. Golo Mann). Após esmagar a Revolta de Bar Kokhba
em 135, o Imperador Adriano renomeou a Província Judaea para Província Síria Palestina, um
nome grego derivado de Filistéia.
Nascimento de Israel
Dispersos pelo mundo há mais de 2400 anos, os judeus depois da segunda guerra mundial se
organizam e elaboram uma doutrina simpática à transferência dos Judeus da Polônia, Alemanha
e Áustria para um país mais livre, embora naturais de nações longínquas, eles decidem que esse
novo lugar deve ser na Cisjordânia, uma estratégica faixa de terras unindo a Ásia à África que
fora recentemente liberta do julgo turco por tribos árabes. Nessa época a Cisjordânia era o nome
oficioso da Palestina que encontrava-se ainda administrada por britânicos. Até então uma região
pacata habitado por tribos nômades de árabes e judeus árabes os yahood's (como eram
tratados) de um momento para o outro viram-se diante de um novo mandatário em substituição
aos ingleses. Conta a história que a ONU ao tomar frente das

negociações e de um limitado número de representantes internacionais “diplomaticamente


despreparados” valeu-se do voto de Minerva de um conceituado brasileiro a favor da existência
de Israel, Embora esquecendo-se totalmente os interesses dos Palestinos nativos na região, no
dia 14 de maio de 1948 o movimento Sionista proclama a criação do Estado de Israel.
Base para o conflito Árabe-Isralense
O Conflito israelo-palestino (Brasil) ou conflito israelo-palestiniano (Portugal) é a designação
dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito
árabe-israelense. Seu início de fato remonta ao imediato período do pós-Segunda Guerra
Mundial quando instruídos pelos Aliados inúmeros judeus mudaram-se da região da Alemanha e
Polônia e Áustria na Europa para a região da Terra Prometida por Deus com a intenção de
viverem uma nova fase na milenar Palestina. Isto fez o fluxo migratório para esta região crescer
consideravelmente e logo aumentaram os atritos entre os emigrantes e os administradores
ingleses que dominavam a região, que coincidindo com fim do mandato britânico na Palestina o
atrito transferiu-se aos residentes palestinos que logo transformou-se em uma confrontação
militar entre os povos nativos de direito e os recém-chegados israelenses, povos ricos de cultura
mais avançada que logo dominaram toda a região deram início a existência do Estado de Israel.
Ver mais detalhes no artigo Conflito israelo-palestino.
Historia do Povo Hebreu - 18 -

5. HISTÓRIA DOS HEBREUS, PERSAS E FENÍCIOS

A história dos hebreus, História dos Persas e História dos Fenícios, Religião hebraica
(judaísmo), religião e cultura dos persas e fenícios, Zoroastrismo, economia e política.

História do povo Hebreu

Os filhos de Noé foram Sem, Cão e Jafé. Eles foram distribuídos pelos Continentes da Terra.
Jafé foi para Europa. Cão foi para África. Sem foi para Ásia. A linhagem do Messias (Cristo) foi
de Sem. Veja o gráfico abaixo:

JAFÉ
(Europa)
SEM
(Ásia)

(América)

(Oceania)

CÃO
(África)

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras
sagradas, por volta de 1800 a.C, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo
(Js 24.2), e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado
Jacó. Este luta, num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze
filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. *Por volta de 1800 a.C, o
povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 430
anos (Êx. 12.40). *A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1400 a.C. A fuga do Egito foi
comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40
anos ficaram peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a
terra prometida, Canaã.
Historia do Povo Hebreu - 19 -

Moisés recebendo as tábuas dos Dez Mandamentos

Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado
de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e
Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um
messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o
mundo. .........................................
Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após
invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população
judaica.

No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século


seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes
episódios, os hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o
povo hebreu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

História dos Persas

Os persas, importante povo da antiguidade oriental, ocuparam a região da Pérsia


(atual Irã). Este povo dedicou-se muito ao comércio, fazendo desta atividade sua principal fonte
econômica. A política era toda dominada e feita pelo imperador, soberano absoluto que mandava
em tudo e em todos. O rei era considerado um deus, desta forma, o poder era de direito divino.

Ciro, o grande, foi o mais importante imperador dos medos e persas. Durante seu governo (
560 a.C - 529 a.C ), os persas conquistaram vários territórios, quase sempre através de guerras.
Em 539 a.C, conquistou a Babilônia, levando o império de Helesponto até as fronteiras da Índia.

Ciro, o grande: imperador Persa

A religião persa era dualista e tinha o nome de Zoroastrismo ou


Masdeísmo, criada em homenagem a Zoroastro ou Zaratrusta, o profeta e
líder espiritual criador da religião.

História dos Fenícios

A civilização fenícia desenvolveu-se na Fenícia, território do atual Líbano. No aspecto


econômico, este povo dedicou-se e obteve muito sucesso no comércio marítimo. Mantinha
contatos comerciais com vários povos da região do Oriente. As cidades fenícias que mais de
desenvolveram na antiguidade foram Biblos, Tiro e Sidon.

Relevo de um barco fenício

A religião fenícia era politeísta e antropomórfica, sendo que cada cidade


possuía seu deus (baal = senhor). Acreditavam que através do sacrifício de
animais e de seres humanos podiam diminuir a ira dos deuses. Por isso, praticavam esses rituais
com certa freqüência, principalmente antes de momentos importantes.
Historia do Povo Hebreu - 20 -

Quem são os HEBREUS?

Os Hebreus são semitas que viviam em tribos nômades, conduzidas por chefes. Eles
atravessam a Palestina na época de Hamurabi, penetram no Egito, retornam (o Êxodo) à
Palestina e instalam-se aí entre os Hititas e os Egípcios, provavelmente nos inícios do século XII.

O Êxodo, fuga do povo hebreu da perseguição e da escravidão faraônica no Egito, foi


comandado por Moisés, grande líder e legislador. (Veja figura acima).

A época em que viveu Moisés, assim como o período histórico do Êxodo, ainda é um
problema para os historiadores. Uma corrente defende que o faraó opressor dos hebreus teria
sido Ramsés II e o faraó do êxodo, seu sussessor Menephtah, por volta de 1230 a.C.

O direito hebraico é um direito religioso. Religião moneteísta, muito diferente dos


politeísmos que a rodeavam na antiguidade. Religião que, através do cristianismo que dela
deriva, exerceu uma profunda influência no Ocidente.

O direito é dado por Deus ao seu povo. O direito é desde logo imutável; só Deus o pode
modificar, idéia que reencontraremos no direito canônico e no direito mulçumano. Os intérpretes,
mais especialmente os rabinos, podem interpretá-lo para o adaptar à evolução social; no
entanto, eles nunca o podem modificar. Há uma espécie de aliança entre Deus e o povo que ele
escolheu; o Decálogo ditado a Moisés é a Aliança do Sinai, o Código da Aliança de Jeová; o
Deuteronômio é também uma forma de aliança.

A Bíblia é um livro sagrado; contém a "Lei" revelada por Deus aos Israelitas. Compreende
(na sua parte pré-cristã, isto é, o Antigo Testamento) três grupos de livros.

O Pentateuco tem para os Judeus o nome de Thora, quer dizer, a "lei escrita" revelada
por Deus; ela é atribuída, segundo a tradição judia, a Moisés, donde a sua denominação usual
de "Leis de Moisés". Compõe-se de Cinco Livros: Génese (a Criação, a vida dos patriarcas); o
Êxodo (estadia no Egito e volta à Canaã); o Levítico (livro de prescrições religiosas e culturais; os
Números (sobretudo a organização da força material); o Deuterônómio, complemento dos quatro
precedentes; os Profetas (que diz respeito, sobretudo, à história); os Hagiógrafos (sobretudo,
costumes e instituições).

O Código da Aliança, conservado no Êxodo (XX, 22, a XXIII, 33); pela sua forma e pelo
seu fundo, tem um texto que assemelha-se às codificações mesopotâmicas e hititas,
nomeadamente ao Código de Hamurabi. A Thora conservou uma autoridade considerável,
mesmo nos nossos dias; qualquer interpretação do direito hebraico apoia-se num versículo da
Bíblia.
Historia do Povo Hebreu - 21 -

A Bíblia, além de fonte formal de direito, também ainda é a principal fonte histórica para
conhecimento do povo hebreu.

Conforme se deduz da leitura do Levítico, o apedrejamento era o modo ordinário de se


aplicar a pena capital, prescrita pela lei dos hebreus: "Fala aos filhos de Israel nestes termos:
quem ultraja o seu Deus, suportará o castigo do seu delito. Aquele que proferir blasfêmeas
contra o nome do Senhor, será punido com a morte e toda a congregação o apedrejará. Quer
seja estrangeiro, quer seja natural do país, se proferir blasfêmeas contra o nome do Senhor, será
punido com a morte" (24:15,16).

Os hebreus arrancavam todas as roupas do condenado á lapidação, exceto uma faixa,


que lhe cingia os rins. Depois a primeira testemunha o arremessava ao solo, do alto de um
tablado com dez pés de altura. E a segunda testemunha, lançando uma pedra, queria atingi-lo
no peito, bem acima do coração. Se este ato não lhe desse a morte, as outras pessoas ali
presentes o cobriam de pedradas, até o momento da morte do condenado.

Cumprida a sentença, o cadáver era queimado ou dependurado numa árvore.

Uma testemunha apenas não leva à pena de morte: "Todo homem que matar outro, será
morto, ouvidas as testemunhas, mas uma só testemunha não pode em seu depoimento
condenar." (Num. 35:30).

A lei mosaica também condenava a serem lapidados os que não guardavam o dia de
sábado. O Números é o livro da Bíblia que relata a história do povo hebreu, desde os episódios
do monte Sinai até o começo de sua fixação na "terra prometida", mas é também uma obra onde
aparece, de modo eloqüente, toda a severidade de Moisés na aplicação da pena de morte:
"Durante a sua permanência no deserto, os filhos de Israel encontraram um homem a apanhar
lenha, em dia de sábado. Os que o encontraram a apanhar lenha, condurizam-no à presença de
Moisés e de Arão, diante de toda a congregação. Meteram-lo em prisão, porque não fora ainda
declarado o que se lhe deveria fazer. Então o Senhor disse a Moisés: 'Esse homem deve ser
punido com a morte, toda a congregação o apedrejará fora do acampamento'. E toda a
congregação o levou para fora do acampamento, apedrejando-o até morrer, como o Senhor tinha
ordenado a Moisés (Num 15:32, 33, 34, 35, 36).

Outra forma de aplicar a pena de morte era o enforcamento, também descrito no


Números: Quando os israelitas se estabeleceram em Sitim, perto das fronteiras de Jericó, eles
cometeram os maiores excessos sexuais com as mulheres da terra de Moab. Ajoelharam-se
diante dos ídolos dessas mulheres e renderam culto a Baal-Fagor (ou Baal-Peor), o deus da
luxúria. Por causa disso, segundo informa o livro Números, "a cólera do Senhor inflamou-se
sobre Israel". E o Altíssimo ordenou a Moisés: "Reúna todos os chefes do povo e manda-os
enforcar, perante o Sol, em nome do Senhor, para que a ira divina se afaste de Israel" ; "Então
Moisés disse aos juízes de Israel: Mate cada um os seus homens que se juntaram a Baal-Peor."
(Num 25:1,2,3,4,5).
Historia do Povo Hebreu - 22 -

6. A SAÍDA DO POVO DE ISRAEL DO EGITO

Quem foi RAMSÉS III?

Ramsés III foi rei do Egito durante os anos de 1182 à 1151 a.c., 20ª Dinastia. Como o
último dos grandes reis do Egito antigo, líder militar, passou boa parte do seu reinado
defendendo o Egito de invasores e perto do fim de seu reinado sofreu algumas conspirações.

No Egito antigo cabia ao faraó o papel principal na confecção das leis, embora não se
tenha até hoje encontrado qualquer código, a exemplo do Código de Hamurabi, todos
conhecimentos relativos à administração da justiça daquele povo são oriundos do trabalho dos
historiadores.

Como nas demais civilizações daquela época, havia a pena de morte, a qual era aplicada
por diversos modos: crocodilos, estrangulamento, decapitação, fogueira, embalsamamento em
vida, empalação, etc.

Vários daqueles que conspiraram contra Ramsés III foram condenados à morte:
"Condenados a serem colocados sobre a madeira", segundo o que ficou registrado; ficando a
dúvida entre os historiadores se esses condenados foram empalados (suplício antigo, que
consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus, deixando-o assim até morrer), ou
se foram amarrados em um poste até que a morte sobreviesse.

A mutilação também era uma pena muito aplicada na época e os órgãos afetados por
essa pena cruel eram: o nariz, os olhos, as mãos e a língua. Havia também penas de trabalhos
forçados nas fronteiras do país, nas colônias ou nas pedreiras; a multa, a bastonada, etc.

Pintura na antiga cidade de Tebas, da rainha de Ramsés III

No período final do reinado de Ramsés III foi marcado pelas variadas


conspirações. Em um papiro conhecido por Papiro Judicial de Turim, os
envolvidos na conspiração ocorrida no harém foram oficiais seniores do
palácio, mulheres, guardas, porteiros, o chefe do Tesouro, o comandante
das tropas do sul, o comandante do exército, o diretor da Biblioteca
Religiosa, o sumo sacerdote de Sekhmet e outros eclesiásticos importantes.
Nesse grande processo do Estado, é de se notar que havia prejulgamentos
que alteravam os nomes dos acusados. Assim, um homem supostamente chamado de "Rá-O-
Ama" surge no registro de Mesed-su-Rá como "Rá-O-Odeia"; outros acusados, considerados
culpados e já julgados aparecem como Pai-Bak-Kamem, "Esse Escravo Cego", Pen-Huy-Bin,
"Ele, o do Grito Terrível", Bin-Em-Waset, "O Malévolo de Tebas" e Pa-Re-Kamenef, "Rá Irá
Cegá-lo". Tais nomes criminais significavam a transformação do caráter do acusado e indicavam
suas punições. Alguns eram tornados cegos e enviados como escravos para trabalhar nas
pedreiras; outros, segundo os registros, tinham orelhas e narizes cortados. Aqueles cujos nomes
significavam que eles odiavam os deuses tinham que ser executados. Um foi "deixado" (talvez
trancafiado), e diz-se que teria cometido suicídio. Um outro acusado, anônimo, foi somente
"severamente repreendido com palavras terríveis", mas "nenhuma penalidade foi dada a ele”.
Historia do Povo Hebreu - 23 -

O ÊXODO

A Aliança e o Povo de Deus / Deus Conduz o Seu Povo

(A palavra “Êxodo” significa “Saída”). Após tal façanha os Israelitas se inflamam com a
grandeza do acontecido e junto com Moisés, com o acompanhamento de sua irmã Maria e todas
mulheres, entoaram e dançaram um poema tal como é muito comum ainda no Oriente Médio (Ex
15,1-21). Entoam um canto a Iahweh reconhecendo Seu Poder e Soberania, bem como a força
do Seu Espírito ("sopro"), "entre todos os deuses", como se fora um Hino da Independência,
mencionando sua santidade, forma de caracterizar biblicamente a transcendência de Deus,
separado e distinto dos seres que criou e tendo sobre eles ainda pleno domínio:

"Ao sopro das tuas narinas amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão;
os abismos coalharam-se no coração do mar. O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei
os despojos; deles se satisfará a minha alma; arrancarei a minha espada, a minha mão os
destruirá. Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas
profundas. Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? Quem é como tu poderoso em
santidade, admirável em louvores, operando maravilhas? Estendeste a mão direita, e a terra os
tragou." (Ex 15,8-12)................................................
Realçam a misericórdia de Deus libertando e conduzindo o Povo de Israel para a Terra
Prometida, aqui referenciada com uma frase que fora introduzida no poema para esclarecimento
tempos depois. Isso aconteceu quando se assumiu a posse dela, nela residindo e estabelecido,
já com uma organização ritual do Templo, aqui denominado de santuário, e tendo sido
derrotados e dominados os pagãos ou gentios, tal como se lê:

"Na tua bondade guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste à tua santa
habitação. Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da
Filistéia. Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moab apoderou-se um
tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã. Sobre eles caiu medo, e pavor; pela
grandeza do teu braço emudeceram como uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor,
até que passasse este povo que adquiriste. Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua
herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor,
que as tuas mãos estabeleceram. O Senhor reinará eterna e perpetuamente" (Ex 15,13-18).

Não se pode deixar de registrar essa inclusão de esclarecimentos com fatos ocorridos no
futuro que mostra algo muito comum na confecção das Escrituras Sagradas e que muitas das
vezes confunde o estudioso. Um exemplo claro disso foi a frase usada na narrativa da "saída" do
Egito em que se diz que Deus "levou-os não pelo caminho habitual da terra dos filisteus" (Ex
13,17), sabendo-se que a esse tempo os filisteus ainda não habitavam na Palestina. Narra-se o
acontecimento com a cultura e os conhecimentos que se tem na ocasião da narrativa e não
conforme a ocasião em que aconteceram realmente. Também, costuma o narrador mesclar
algum versículo estranho ao contexto e fora do assunto, tal como nesse poema, acrescentado
muito tempo depois, trechos fora de lugar e entrecortados por uma espécie de parêntesis,
destinados à satisfação de algum esclarecimento exigido por tradição oral distinta da narrada.
Neste ponto parece que se extravia do assunto para outro aspecto da viagem, abrindo-se uma
espécie de "parêntesis", dizendo:

"Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur;
caminharam três dias no deserto, e não acharam água. E chegaram a Mara, mas não podiam
beber das suas águas, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo
murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? Então clamou Moisés ao Senhor, e
o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali
Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou, dizendo: Se ouvires atentamente a
Historia do Povo Hebreu - 24 -

voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos
seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das
enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara. Então vieram a
Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali, junto das águas, acamparam"
(Ex 15,22-27). (O povo hebreu saiu do Egito por volta do ano 1400 aC.)

Não se pode deixar de lado e esquecer a presença na vida humana das conseqüências do
pecado e se manifestar sempre, mesmo com os eleitos, os escolhidos por Deus para uma
missão. Deus usa delas para os amadurecer, "prová-los" (Ex 15,25), em outras palavras mais
adequadas à realidade, "temperá-los" ou mesmo "prepará-los", para aquilo que deles espera;
pois, já os conhece bem e não necessita submeter ninguém à prova, para saber com quem lida
(1 Sm 16,7; 11,20; Jó 10,4; Jr 17,10; Is 55,8-9; Jo 2,25). Também não se pode deixar de lado
que a Bíblia não é um livro especializado em História ou em Psicologia ou em qualquer ciência e
que o centro gravitacional dela é a fé em Iahweh. Além de tudo isso não se pode analisar um fato
do passado apressadamente sem considerar o situação real do acontecimento, ou com a cultura
atual. Principalmente ainda pelo fato de que a Bíblia teria sido escrita não para o homem atual
mas para os israelitas daquele tempo e a disposição lógica dos fatos do que se narra se
adequava a eles, com a sua cultura e modo de raciocinar. As narrativas daquele tempo nem
sempre se identificam ao sistema atual de relatar fatos ou acontecimentos nem seguem a
mesma ordem lógica ou cronológica.

Tomando-se em consideração todos esses fatores pode-se agora examinar o que se refere
ao clima originário entre os israelitas por causa da falta de água. Tudo indica que a reclamação
teria sido séria e até mesmo quase próxima ao desespero. Mas, é isso mesmo que soe
acontecer a um povo sedentário que de uma hora para outra vai "às pressas" para a vida
nômade, completamente despreparado para ela. Na realidade vivia no Egito na amargura de
uma servidão, mas tinham água para beber e comida com a fartura necessária para manter-se e
a própria família. Não era um regime de escravidão plena como se pensa e muitas vezes se
propaga, mas um sistema econômico que reduziu todo o povo a um regime de servidão
semelhante ao que se denomina "corvéia", onde não lhes faltava o alimento necessário à
subsistência, para manter o ritmo do trabalho e da produção (Ex 14,12; 16,3). Agora, porém, sem
esse conforto, caminhando errante num deserto com todos os familiares, expostos a toda a sorte
de intempéries, tendo que encontrar uma fonte de água para se dessedentar, com o pão ainda
sem o fermento mal preparado e agora esgotado, sem mais alimentos e não conhecendo ainda a
vida no deserto, é muito natural que se desesperem. De novo se observa que não desertaram,
procuraram Moisés e Aarão e reclamaram. É essa transformação de vida que o narrador quer
mostrar e a situação em que se encontravam, demonstrando pelo resultado alcançado que não
houve uma sedição propriamente dita, mas uma situação de emergência contornada da qual o
povo saiu amadurecido e preparado para o prosseguimento da "peregrinação" em busca da
consumação da Promessa da Terra Prometida que apenas se iniciava. Deus os prepara desde já
e tal como com os Patriarcas pelo sofrimento, pelo que recebem de Deus a aprovação:

"...Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou, dizendo: Se ouvires
atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares
os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei
nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te cura"
(Ex 15,25-26).

Essas palavras não se aplicariam a um povo rebelde que tivesse realmente se revoltado
contra Deus. Recorreram a quem deveriam recorrer e pelo fato da prática adquirida por Moisés
da vida no deserto, onde aprendeu os seus segredos e as condições necessárias para a
sobrevivência nele e nas mais adversas, foi tudo solucionado. É que o Povo de Israel seguia o
mesmo trajeto, que lhe era muito familiar, até atingir o Monte Sinai, onde Deus lhe aparecera e
onde apascentava o rebanho de seu sogro (Ex 3,1). No local onde Deus seria "adorado" (Ex
3,12) quando fosse libertado, comprovando-se assim o cumprimento da promessa de Deus de
libertá-lo, em que acreditavam, ele e o Povo. Por causa disso é que Moisés soube que tipo de
Historia do Povo Hebreu - 25 -

madeira colocar na água para a "adoçar". Aqui é que não se pode analisar como se fora uma
narração comum, mas deve-se levar em conta a fé, já que tanto a "água amarga" como seu
“adoçante” é como que figuras das muitas dificuldades encontradas trazendo o amadurecimento
dos israelitas no contato com a vida selvagem e rude:

"Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali, junto das
águas, acamparam" (Ex 15,27)

Quando muitas vezes não se entende o que se lê na Bíblia é que foi deixado de lado o
sentido religioso que, por excelência, foi escrito com primazia. Também, o Povo Israelita não era
apenas um amontoado de pessoas com costumes, sentimentos, ambições, história e normas
comuns, mas um povo organizado em torno de uma religião comum, centro irradiador de todos
os demais elementos constitutivos de sua realidade. Então o significado imediato do versículo
acima transcrito não se limita a um relato apenas cronológico ou seqüencial da peregrinação. É
que as doze fontes são como que representação das doze tribos dos filhos de Israel, frutos das
setenta pessoas que desceram ao Egito (Ex 1,5 / Gn 46,27), representadas pelas setenta
palmeiras, onde fertilmente se proliferaram e "acamparam junto das águas" ("rio Nilo"), qual seja
de seu Senhor, recebem a Sua Bênção, a "fonte" da fecundidade, motivo da grande proliferação
dos Filhos de Israel (Ex 1,7.12).

Inegavelmente a libertação do Povo de Israel do Egito é um mistério insondável. Por isso,


muitas das vezes se diz que aquelas "pragas" não passaram de fenômenos naturais elevados ao
grau máximo pelo nacionalismo e que seriam lendas. Porém, com a "passagem do Mar
Vermelho", não se tem outro recurso e não se pode deixar de reconhecer a presença ativa de
Deus que o liberta. Da mesma forma se diz das "águas amargas" que Moisés "adoçou" com um
pedaço de madeira (Ex 15,23-24), do fenômeno das codornizes atravessando o mar em busca
de terra firme (Ex 16,13) com que se fartaram de carne e da "água do rochedo" (Ex 17,1-7) com
que saciaram a sede; e, também, quando se esbarra com o Maná, impõe-se o reconhecimento
da mesma presença ativa de Deus (Ex 16,9-35):

"Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à
presença do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações. E quando Aarão falou a toda a
congregação dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor
apareceu na nuvem" (Ex 16,9-10).

São relatos do que a vida dura no deserto esculpiu na personalidade e no caráter do Povo de
Deus amadurecendo-o para a envergadura da missão que o aguardava assumindo a Aliança de
Abraão, Isaac e Jacó. Deus levou-o com uma pedagogia apropriada à tomada de consciência de
sua tarefa de Povo Primogênito, "as primícias da fecundidade do Senhor" (Gn 49,3), sustentado
e alimentado pelo próprio Deus, com o Maná, "figura" da Eucaristia, do mesmo modo que irá
alimentar o Povo da Nova Aliança com o Corpo e Sangue de Seu Filho:

"Ora, os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos, até que chegaram a uma terra
habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã" (Ex 16,35).

A significação messiânica desses fenômenos religiosos será constatada de várias formas, tal
como fez São Paulo (1 Cor 10,1-4), quando "se cumprirem" em Jesus (Mt 5,17), destacando-se o
Maná:

"Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e
todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés, e todos
comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque
bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo" (1 Cor 10,1-4).
Historia do Povo Hebreu - 26 -

7. A MONARQUIA DOS HEBREUS

A Bíblia é a fonte por excelência para o conhecimento da História do povo Hebreu, apesar
de não se tratar de uma literatura que corresponda ao conceito de história contemporâneo, pois o
historiador hebreu só se interessava pelo passado em função do presente e mesmo do futuro, as
mensagens messiânicas dominam toda a narrativa bíblica.

O apogeu do reino de Israel situava-se na época de Davi (1029/1015? – 975/960? a.C.),


segundo rei de Israel e sucessor de Saul. É um reinado assinalado por ações militares. O rei-
profeta conquista Jerusalém tornando-a capital política e religiosa do povo de Israel; luta contra
os filisteus, amonitas, arameus, moabitas e edomitas. A zona de influência do poderio de Davi
estendia-se desde o Mar Vermelho até as cercanias do Eufrades. Para manter essa influência, o
soberano organizou um exército no qual existiam numerosos mercenários estrangeiros.

Estátua do Rei Davi

Como os demais povos do Oriente, os hebreus possuíam escravos. A lei mosaica não
instituiu a escravidão, pois a mesma já existia desde a época dos patriarcas. Distinguiam-se
entre os hebreus duas classes de escravos: o escravo hebreu e o estrangeiro.

No Direito Penal dos hebreus havia mais humanidade e igualdade, além da religiosidade, do
que no direito dos demais povos do Oriente Próximo, e os delitos podiam ser classificados em:
Delitos contra a Divindade; Delitos praticados pelo homem contra o seu semelhante; Delitos
contra a honestidade; Delitos contra a propriedade; e Delitos contra a honra.

Quanto ao homicídio, a Bíblia distingue o voluntário do involuntário, aquele punido com a


morte após um processo que houvesse, ao menos, duas testemunhas. E esse, o involuntário,
não era punido com a morte: o acusado podia buscar refúgio em cidades escolhidas como asilos.
O infanticídio era punido com a morte, as lesões corporais se puniam com a indenização,
pagando-se o tempo que a vítima perdera e as despesas com remédio. O crime de adultério,
delito contra a honestidade, era punido, de regra, com a morte de ambos adúlteros. Os delitos
contra a propriedade eram punidos com penas pecuniárias.
Historia do Povo Hebreu - 27 -

Havia diversas maneiras de ser executada a pena capital: lapidação, morte pelo fogo,
decaptação etc... A lapidação era a forma mais comum. A fogueira era mais rara, foi aplicada aos
incestuosos e à filha do sacerdote, ré do crime de fornicação (Levítico 20,14;21;9). Também
encontramos entre os hebreus as penas de flagelação, prisão, internação, anátema, pena
pecuniária e, finalmente, a pena de Talião. A flagelação consistia em estender no chão ou
amarrado a uma coluna o culpado que era batido com varas. Não deviam, porém, dar-lhe mais
de quarenta golpes e a presença do juiz era indispensável (Deuteronômio 25,1-3). O anátema
era a ex-comunhão, constituía-se em uma verdadeira morte civil do culpado, aplicada aos
atentados contra os princípios religiosos mais importantes. A prisão servia para o réu aguardar o
julgamento ou a aplicação imediata de outra pena.

A história da sucessão do trono por Davi (Sam. 2,9-20, I Re. 1,2), quando este tinha por
volta de 33 anos, é a narração bíblica que mais se aproxima do conceito moderno de História. O
autor presta atenção aos detalhes dos eventos e personagens e interpreta o curso dos
acontecimentos à luz das motivações humanas, nela encontramos uma pena aplicada por David
contra os assassinos do rei Isboset (Isbaal), que havia se refugiado na Transjordânia, mandando
arrancar as mãos e os pés dos culpados:

Recab e Baana, filhos de Remon de Berot, chegaram à casa de Isboset na hora mais
quente do dia, quando Isboset dormia, entraram sem serem percebidos, foram até a cama de
Isboset e o mataram e após cortarem-lhe a cabeça, carregaram-a andando a noite toda pela
estrada do deserto.

Levaram a cabeça de Isboset a David em Hebron, e disseram ao rei: "Aqui está a cabeça
de Isbosetl, filho de Saul, o inimigo que queria matar você. Javé trouxe hoje ao senhor meu rei
uma vingança contra Saul e sua descendência". (Samuel 2:8).

David, porém, dirigiu-se a Recab e seu irmão Baana, filhos de Remon de Berot, e lhes
disse: "Pela vida de Javé (Jehovah), que me salvou a vida de todo perigo! Quem anunciou a
morte de Saul, acreditava que estava trazendo uma boa notícia! Pois eu o prendi e o matei em
Siceleg, em troca da boa notícia! Com maior razão ainda, será que não devo pedir contas a
vocês do sangue de Isboset e fazê-los desaparecer da face da terra, por terem matado um
homem honesto dentro de sua casa, enquanto dormia na sua cama?". (Samuel 2:9,10,11).

Então Davi ordenou a seus homens que matassem Recab e Baana. Eles cortaram as
mãos e os pés dos dois e penduraram seus corpos perto do açude de Hebron. Depois pegaram a
cabeça de Isboset e a enterraram no túmulo de Abner, em Hebron.
Historia do Povo Hebreu - 28 -

8. OS HEBREUS NOS DIAS DE HOJE

“Jerusalém está edificada como uma cidade bem sólida”


“Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam”
“Haja paz dentro dos teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios”
“Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz em ti” (Sl 122.3,6-8).

1. ISRAEL

O Oriente Médio é a região mais conturbada do planeta desde os tempos antigos. Hoje é
conhecido como Barril de Pólvora e Estopim do Mundo. Havia um ditado em Roma que dizia que
quem governasse bem a Judéia estaria apto para governar Roma.
A Bíblia diz: "E depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais;
e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá com uma inundação; e até ao fim haverá guerra;
estão determinadas assolações" (Dn 9.26). Essa profecia começou a se cumprir com a morte de
Jesus e a destruição de Jerusalém em 70 d.C.
A crise do Oriente médio é algo complexo e muito profundo. Por isso que inúmeras tentativas
já foram feitas para se estabelecer uma paz duradoura e todas fracassaram. Os dois tratados, com
a Jordânia e o Egito, ainda vigentes não garantem a paz porque são apenas um começo das
negociações de paz e porque há diversos grupos radicais que são contra a existência do Estado de
Israel e defendem a luta armada: o terrorismo. Além disso, não é muito comum o cumprimento de
tratados e acordos no Oriente Médio.

2. A Palestina

1. O levante de Bar Cochba


Quando a cidade de Jerusalém foi destruída, um grupo de judeus foi viver em Yavne ou
Jâmnia, uma região na faixa de Gaza, entre 70 e 132 d.C.. Os rabinos estabeleceram um governo
provisório, pois aguardavam a restauração de sua nação naqueles dias. Nessa ocasião o guerreiro
Bar Cochba, nome aramaico que significa "Filho da Estrela", foi apresentado pelo rabino Akiva
como Messias de Israel. O povo creu nele e mais uma vez se insurgiu contra Roma. Bar Cochba
pretendia reorganizar o estado em ambos os lados do Jordão, pois a maioria dos combatentes era
proveniente do outro lado do Jordão
Em 132 d.C. o imperador Adriano foi pessoalmente à região, esfolou Bar Cochba vivo.
Irritado com a grande baixa de seu exército e pela "teimosia" do povo judeu que resolutamente
rejeitava o jugo romano, os romanos decidiram exterminar para sempre a Terra ludeorum. Uma
das medidas para essa finalidade foi trocar toda a nomenclatura usual entre os judeus que
pudesse relembrar seus vínculos a um estado independente e soberano. A começar por
Historia do Povo Hebreu - 29 -

Jerusalém, deu aspecto pagão a Cidade Santa, mudando seu nome para Aelia Capitolina, em
honra a Júpiter, deus máximo dos pagãos, e proibiu os judeus de entrarem em Jerusalém sob pena
de morte.
2. Origem do nome “Palestina”
O nome –Eretz Israe/, "Terra de Israel", soava e ainda soa muito forte na alma e no íntimo
do povo judeu. Depois, para humilhar os vencidos, os romanos mudaram esse nome para
"Palestina". um antigo inimigo de Israel que habitava a faixa costeira mediterrânea, em hebraico se
chama Pelishtim: os conhecidos filisteus. Daí veio o nome Falastim "Palestina", que significa Terra
dos Filisteus".
O país foi dividido em três regiões: Palestina Prima: Judéia e Samaria, ficando Cesaréia
Marítima como capital, pois era a residência do governador romano; Palestina Secunda: Galiléia,
Galã e algumas áreas do outro lado do rio Jordão, sendo Séforis sua capital; e a Palestina Tertia:
incluindo o sul da Terra Santa até o mar Vermelho, sendo Petra sua capital. Essa divisão se
manteve durante os períodos bizantino e persa, sendo alterado com a chegada dos muçulmanos,
no século VII.

3. Os Árabes

1. Origem
Nem todos os árabes são muçulmanos e nem todos os muçulmanos são árabes. Os árabes
são descendentes de Ismael, filho de Abraão com a concubina egípcia Agar: “E Agar deu um filho
a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera de Agar, Ismael" (Gn 16.15). Muitos
árabes do oriente Médio são descendentes dos povos antigos que desapareceram, portanto, nem
todos os árabes são Ismaelitas. Ismaelitas e midianitas se confundem em Gênesis 37.25-28.
Depois do nascimento de Isaque Sara mandou que Abraão despedisse Agar com seu filho. O
conflito começou desde que Agar ainda estava grávida. Quando Isaque foi desmamado, em virtude
da zombaria de Ismael, cerca de dezoito anos mais velho que Isaque, Sara não quis que Ismael
fosse herdeiro de Abraão, junto com Isaque Leia:(Gn 16.4-11; 21.8-13).

2. Promessa de Deus aos Ismaelitas


No deserto de Berseba, sem água, Agar deixou seu filho debaixo de uma árvore para não
ver a morte de Ismael. Mas Deus enviou o seu anjo para socorrer o menino. Deus prometeu fazer
dele uma grande nação: "porque dele farei uma grande nação" (Gn 21.18). Depois disso Ismael se
casou com uma moça egípcia e foi habitar na terra de Parã. Seus descendentes povoaram desde
Havilá até Sur. Qahtan, o Joctã de Gênesis 10.25, é o pai dos habitantes do sul de Península
arábica; e Adnam, o pai dos habitantes do norte, era ismaelita Leia: (Gn 21.19-21; 25.12-18).
Deus fez promessas também aos descendentes de Ismael: "E, quanto a Ismael, também te
tenho ouvido: eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar
grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém,
estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte” (Gn
17.20,21). A bênção de Ismael não é espiritual, pois essa Deus prometeu a Isaque. Deus cumpriu
essa promessa, os filhos de Ismael se multiplicaram e Deus lhes deu o petróleo.

3. Quando árabes e judeus foram antigos

Os séculos que se seguiram a ascensão do Islamismo, na Espanha, árabes e judeus foram


bons amigos e juntos fizeram muita coisa. Os judeus procuraram aproximação com os
muçulmanos em virtude de sua religião se parecer mais com a deles do que com catolicismo
romano e em virtude das hostilidades dos católicos contra os Judeus. O período áureo da cultura
Judaica ocorreu durante a ocupação islâmica da Península Ibérica nos séculos X e XI. O norte da
Espanha estava sob a administração dos cristãos, no minúsculo Reino das Astúrias. No sul estava
Historia do Povo Hebreu - 30 -

o principado de Córdoba, independente da dinastia dos abássidas, de Bagdá.


Nessa época a cultura árabe chegou ao topo, eles saíam na linha de frente da época. O
Judeu Samuel ibn Nagrela foi vizir (governador ou ministro nomeado por um soberano muçulmano)
do califado de Córdoba. Nesse período surgiram Sh’lomo ibn G’vrol, Ibn Pakuda, Avraham ibn
Ezra, o rabino Moshé Rambam ibn Maimonides e outros. Veja que eles se identificam como ibn,
“filho”, em árabe ao invés de ben, mesma palavra em hebraico. Escreveram muitos tratados em
árabe, sendo eles judeus.
4. Os muçulmanos em Eretz Israel
O califa Omar chegou em Jerusalém em 636. Ele removeu os escombros do templo de
Jerusalém, destruído pelos romanos em 70, e no local construiu uma mesquita. Em 691, o emir al-
Malik, da dinastia dos Omíadas, reformou essa mesquita dando a forma que ela apresenta ainda
hoje. A mesquita de cúpula dourada, que identifica a cidade de Jerusalém, no monte do Templo.
Hoje é conhecida como Mesquita de Omar ou “Domo da Rocha”.
A dinastia dos Omíadas, de Damasco, foi se exaurindo com o passar do tempo e depois da
segunda metade do séc. VIII, o califado foi transferido rara Bagdá, no Iraque, era a dinastia dos
Abássidas. Com ela começa a destruição e a desintegração geral de Eretz Israel. A terra produtiva
foi transformada em desolação e espanto era o cumprimento de Ezequiel 33.28, além de outras
profecias bíblicas. Apesar da Diáspora, grandes comunidades judaicas habitaram o país.
Os turcos otomanos ocuparam a região desde 1500 ao fim da Primeira Guerra. Eles
cobravam impostos da população da Palestina por arvores plantadas. Durante essa Diáspora a
palestina ficou em total abandono.
4. As Imigrações Judaicas

1. Os judeus de Eretz Israel


Os judeus de Em 1880, cerca de 24.000 judeus religiosos viviam em Jerusalém e em
Hebrom, Jafa e Tiberíades, além de Safed, cidade mística no norte de Israel. Dedicados à leitura
dos livros sagrados, viviam em extrema pobreza, de donativos provenientes da Europa Ocidental.
Eles não se preocupavam com a construção de uma pátria para os Judeus, até porque eles; desde
aquela época, acreditavam que o Messias Viria primeiro. O que eles queriam era ter o privilégio de
morrer na Terra Santa
2. A primeira imigração
Em 1882, os judeus provenientes da Rússia czarista, vítimas dos progrons de Alexandre III.
Nos anos seguintes, outros imigrantes estavam determinados em estabelecer à pátria do povo
judeu na terra de seus antepassados. Muitos grupos vieram da Rússia nessa década. Até 1904
cerca de 25.000 deles chegaram à Terra Santa. Encontraram o país em miséria e desolado. Muitos
deles morreram vítima de malária. O Barão de Rothschild, banqueiro francês, destinou uma verba
graúda para ajudar nesse processo imigratório.
3. A segunda imigração
Essa imigração aconteceu entre 1904 e 1914. Foram criados partidos políticos e
organizações. O sionismo se encontrava em franco progresso. O hebraico já era a língua usada
em cerca de 20 escolas. Eliezer ben Yehuda nessa época estava em Israel atuando nessa área,
pois entendia que para existir um estado seria necessário uma língua nacional, que segundo ele
seria o hebraico.
4. A Declaração Balfour
Trata-se de um documento expedido pelo Governo britânico que reconhecia a palestina como
lar nacional dos judeus. O cientista judeu, Chaim Weizmann, havia adquirido notoriedade pela sua
descoberta científica, a fórmula para a produção em grande escala da acetona, material
extremamente necessário para a fabricação de projéteis, que era muito importante para o
Ministério das Munições Britânico, com isso teve a oportunidade de entrar em estreitos contatos
Historia do Povo Hebreu - 31 -

com os círculos governamentais.


Amigo (íntimo do Ministro das Relações Exteriores, Lord Arthur Balfour, que assinou a
conhecida Declaração que leva o seu nome. O documento diz: “O Governo de Sua Majestade
encara favoravelmente o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina, e
usará seus melhores esforços para facilitar a realização desse objetivo”.

5. Reações positivas dos árabes


Nessa época os árabes viam com simpatia a Organização Sionista Mundial. Em 2 de
novembro de 1919 os líderes árabes enviaram um telegrama de felicitações pelo 2º aniversário dá
Declaração Balfour. Na Conferência de Paz de Paris, Chaim Weizmann, então Presidente da
Organização Sionista Mundial e Feiçal, príncipe, filho de Hussein, de Meca, assinaram um acordo
de colaboração e boa vizinhança entre o futuro Estado Judeu e o grande Estado Árabe
independente.
Nesse acordo está subtendido o reconhecimento da Declaração Balfour, pois ela previa o
reconhecimento dos direitos civis e religiosos dos não judeus: "ficando claramente compreendido
que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não
judaicas existentes na Palestina". Há registros de outras manifestações árabes em apoio aos
judeus. Aos árabes foi prometido um Estado e, no entanto, eles são l7, e os judeus um, e mesmo
assim querem exterminá-lo.
Chaim Weizmann, representante dos judeus e Emir Feiçal dos árabes, em 1919
assinaram um acordo reconhecendo os direitos nacionais para ambos povos. Mas a ascensão de
Haj Amin al-Husseini, em 1920, pôs fim às esperanças de paz entre árabes e judeus.
6. O Estado de Israel
A Declaração de Independência de Israel, diz entre outras coisas: "Nós estendemos a mão
da amizade, da paz e da boa vizinhança a todos os Estados que nos cercam e a seus povos, e os
convidamos a cooperar com a Nação Judia Independente, para o bem comum. O Estado de Israel
está pronto para colaborar com o progresso do Oriente Médio". Veja que essa "mão estendida" foi
oferecida mesmo numa época de intensos conflitos, em 1948

5. O Estado Palestino
1. Existe o Estado Palestino?
A Jordânia é a antiga região bíblica de Moabe, Amon e das duas tribos e meia de Israel:
Rúben, Gade e meia tribo de Manassés, ou seja, a Transjordândia ou Palestina Oriental. O lado
ocidental do rio Jordão, Estado de Israel, juntamente com o lado oriental, Reino Haschemita da
Jordânia, formam o que ao longo da história foi conhecido como Palestina.
A região que compreende hoje Israel e Jordânia era conhecida como Palestina desde 132
d.C. A edição de 1910 da Encyclopaedia Britannica chama toda essa região de Palestina. “...o rio
Jordão marca uma linha de delimitação entre a Palestina ocidental e a oriental”. Isso significa que,
quando a Transjordânia se tomou Jordânia em 1946, surgia o Estado Palestino dos árabes.
Ainda hoje 70% da população da Jordânia são palestinos. O jornal The Jerusalém Post
(jornal israelense de língua inglesa) era antes de 1948, chamado de The Palestine Post. Assim,
Israel seria o Estado Palestino dos judeus. O rei Abdulah I, avô do rei Hussein, quis dar o nome de
Palestina ao seu país, mas dissuadido por seus conselheiros britânicos que sugeriram o nome
"Jordânia", alegando que esse nome acentuaria o poder do rei sobre as duas margens do Jordão.
Se o nome "Palestina" fosse dado ao país talvez não houvesse necessidade de se criar mais um
Estado Palestino. A Palestina de Yasser Arafat é, no dizer de Moshe Aumann, um "estado
sanduíche", entre a Palestina dos judeus e a dos árabes.
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2. A Criação da OLR
A OLP (Organização para a Libertação da Palestina) foi criada inicialmente pelos países
árabes como instrumento para exterminar o Estado de Israel, varrendo-o do mapa. Em 1968
Mohamed Abed Arouf Arafat, conhecido mundialmente pelo nome Yasser Arafat, assumiu o
comando da OLP. Arafat era integrante do exército da República Árabe Unida e participou da
Campanha do Sinai, segunda guerra de Israel contra os árabes, em 1956. Depois disso fundou no
Kwait a al-Fatah, grupo terrorista, de resistência segundo eles, que veio a ser um braço armado da
OLP. Em 1970 disse que para ele a paz é o extermínio de Israel.
3. Uma questão de ordem espiritual
A existência do Estado de Israel per si está afirmando que o Islamismo é falso. Outro ponto
importante saber é que Arafat insuflou no povo palestino o ódio contra Israel e pregou a vida inteira
extinção do Estado judeu. Ainda que a nova posição tomada sobre Israel para um diálogo que
resultou na criação da Autoridade Palestina, no Tratado de Oslo assinado por Itzhak Rabin e
Yasser Arafat, seja genuína, todavia esse ódio tornou-se cultura, que não se muda rapidamente.
Para muitos, a luta não é para a criação de um Estado Palestino, mas para expulsar os Judeus do
Oriente Médio e eliminar Estado de Israel.
O primeiro ministro de Israel, era Ariel Sharon, ocupa algumas cidades como jenin, Nablus,
Jamallah, Tucaren e Belém em busca desses ativistas que não reconhecem o direito de Israel
existir. Isso porque Arafat, como presidente da Autoridade Palestina não o faz. Não importa qual
seja a posição de Israel sobre os palestinos, os radicais usam sempre o terrorismo para boicotar
qualquer negociação de paz.

Conclusão

Conquistada pelos egípcios, assírios, babilônicos, persas, gregos, sírios, romanos,


bizantinos, árabes, cruzados, turcos, ingleses e muitos outros; muitos povos, de diferentes etnias e
religiões, jamais qualquer um dele fez da região seu país e muito menos de Jerusalém sua capital,
exceto os judeus. Por mais de 3.000 anos os judeus têm sido o denominador demográfico comum
da Palestina.
A Palestina é a região do mundo onde mais se fala de paz. A saudação judaica é SHALOM e
árabe é salem, ambas palavras significam "PAZ". E como disse o profeta Jeremias: “Paz, paz,
quando não há paz” (Jr 6. 14). O fracasso da várias tentativas de paz no Oriente Médio é uma
prova de que tal objetivo é competência do Príncipe da Paz, além de mostrar a veracidade da
Bíblia, quando, entre outras passagens, diz: “...e até ao fim haverá guerra” (Dn 9.26). Devemos
orar pela paz de Jerusalém. Jesus disse: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles
serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).

“Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam”


“Haja paz dentro dos teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios”
Historia do Povo Hebreu - 33 -

Exercício Geral


1. Os Árabes são descendentes de quem?
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2. Quem construiu a Mesquita em Jerusalém?
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3. Quem destinou uma verba graúda para ajudar processo imigratório dos judeus?
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4. Como é a saudação judaica?
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5. Escreva com suas palavras:
“O que o judeus precisam fazer para ter Paz nos dias atuais”?
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História do Povo Hebreu - 34 -

Bibliografia

 Bíblia de Tradução Almeida, Revista e Corrigida, CPAD.


 Dicionário da Língua Portuguesa, Fênix.
 Fontes: -"História da Antiguidade Oriental", Mário Curtis Giordani, Ed. Vozes, 10ª ed., 1997.
 "História Ilustrada do Egito Antigo, Paul Johnson, Ediouro. 2002.
 Fontes: "Origem dos Direitos dos Povos", Ed. Ícone, 6ªed., 1995.
 Criminologia", do Des. Álvaro Mayrink da Costa, Ed. Forense, vol. 1, 1992.
 Almanaque Abril CD-ROM, 1996.
 Geografia Bíblica, ITADESP, Josiel Saraiva Lima

 A Bíblia Sagrada. Edição revista e corrigida no Brasil. Ed. Vida, SP, 1981.
 A bíblia Sagrada. Edição Revista e Atualizada no Brasil. Ed. Vida Nova, SP, 1986.
 OBRAS HITÓRICAS
 JOSEFO, flávio. Antigüidades Judaicas.
 JOSEFO, flávio. Guerras Judaicas.
 HERÓDOTO, historiador Grego. Ephaneroth ton Persa.
 Texto em Grego Instrumental. Babilon ton Kainos.

 OBRAS GEOGRÁFICAS
 Da Bíblia e do Cristianismo. Atlas, Vida Novas, SP, 1799.

ATENÇÃO!
Fica proibida a reprodução total desta obra
sem prévia autorização do autor.
“Fazer indicação da Fonte”
“Todos os direitos reservados”.
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Registro.......................................................... Professor............................................................................................................

Prova de História do Povo Hebreu

(NOME LEGÍVEL)

Aluno (a):...................................................................................................................................................data.................../...................../........................
(Marque um X na alternativa correta)

1. A onde é considerada o berço da civilização?


 Suméria
 Palestina
 Mesopotâmia
2. os sumérios, os acádios, os amoritas ou antigos babilônios, os assírios, os elamitas e
os caldeus ou novos babilônios.
 Foram os povos que ocuparam o Egito
 Foram os povos que ocuparam a Babilonia
 Foram os povos que ocuparam a mesopotâmia
3. As 3 principais ciências estudadas foram:
 Lingua, Medicina. Geografia
 Matemática, Medicina. Geografia
 Astronomia, Matemática, Medicina.
4. Em que ano os romanos destruíram a cidade de Jerusalém?
 No ano 70 d.C.
 No ano 80 d.C.
 No ano 90 d.C.
5. Quais são os livros que fazem parte da “TORÁ”, livro sagrado dos judeus?
 Gênesis até Malaquias.
 Gênesis até Apocalipse.
 Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e Deuteronômio.
6. A libertação do povo Hebreu do Egito ocorreu por volta de que ano?
 1400 a.C.
 1450 a.C.
 1500 a.C.
7. Quem foi o fundador do Judaísmo?
 Noé
 Abraão
 Moisés
8. De que linhagem veio Jesus Cristo?
 Sem, filho de Noé.
 Cão, filho de Noé.
 Jafé, filho de Noé.
9. Os Árabes são descendentes de quem?
 Ismael, filho de Abraão com Bila.
 Os árabes são descendentes de povos orientais
 Ismael, filho de Abraão com a escrava egípcia Agar.
10. Como é a saudação judaica?
 Adonay
 Shalom
 El-shaday