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Illuminati

Desde o começo da história sempre existiu uma profunda brecha entre ciência e religião. A religião
sempre perseguiu a ciência. Cientistas como Copérnico, que não tinham papas na língua, foram
assassinados pela Igreja por revelar verdades científicas.
Mas por volta de 1.500, um grupo de homens em Roma revidou e lutou contra a Igreja. Alguns dos
homens mais esclarecidos da Itália – físicos, matemáticos, astrônomos – começaram a promover
encontros secretos para discutir suas preocupações sobre os ensinamentos errados difundidos pela
Igreja. Temiam que o monopólio da “verdade” pela Igreja ameaçasse a difusão dos conhecimentos
acadêmicos pelo mundo afora. Fundaram o primeiro think tank científico do mundo, chamando a si
mesmos de “os esclarecidos”, ou os Illuminati. As mentes mais cultas da Europa... dedicadas à busca
da verdade científica.
Evidentemente, os Illuminati eram caçados impiedosamente pela Igreja Católica. Somente através
de ritos extremamente sigilosos é que os cientistas se mantinham seguros. Os rumores se espalharam
pelo submundo acadêmico e a fraternidade dos Illuminati cresceu, incluindo cientistas de toda a
Europa.
Muitos dos Illuminati queriam combater a tirania da Igreja com atos de violência, mas seu membro
mais reverenciado persuadiu-os a não agir assim. Era um pacifista e um dos mais famosos cientistas
da História. Seu nome era Galileu Galilei.
Galileu era um Illuminatus. E também um católico fervoroso. Tentou abrandar a posição da Igreja
com relação à ciência proclamando que a ciência não prejudicava a noção da existência de Deus, mas,
ao contrário, reforçava-a. Escreveu certa vez que, quando olhava os planetas girando através de seu
telescópio, conseguia ouvir a voz de Deus na música das esferas. Sustentavam que a ciência e a
religião não eram inimigas e sim aliadas. Duas linguagens diferentes que contavam a mesma história,
uma história de simetria e equilíbrio: céu e inferno, noite e dia, quente e frio, Deus e Satã. Tanto a
ciência como a religião exultavam com a simetria de Deus, o infindável confronto da Luz e das
Trevas.
Os Illuminati precisavam se proteger do Vaticano e por isso criaram um local de reuniões ultra-
secreto em Roma, a que chamaram de Igreja da Iluminação. Seu ponto de encontro era apenas o lugar
onde podiam se encontrar em segurança e discutir tópicos proibidos pelo Vaticano. Embora se saiba
que esse lugar existiu, até a pouco ninguém jamais o tinha localizado. Eles nunca revelaram a
localização de seu esconderijo para ninguém mais fora da fraternidade. Esse segredo protegia-os, mas,
ao mesmo tempo, criava um problema quando se tratava de recrutar novos membros. Não poderiam
crescer se não fizessem propaganda.
Rumores sobre a fraternidade de Galileu começaram a correr por volta de 1.630, e cientistas de
todo o mundo fizeram peregrinações secretas a Roam na esperança de se juntar aos Illuminati, ávidos
por uma oportunidade de olhar através do telescópio de Galileu e ouvir as idéias do mestre.
Infelizmente, porém, por causa do sigilo mantido pelos Illuminati, os cientistas que chegavam a Roma
nunca sabiam aonde ir para assistir às reuniões ou a quem se dirigir com segurança. Os Illuminati
queriam sangue novo, mas não podiam se arriscar divulgando seu paradeiro. Um beco sem saída.
Mas como eram cientistas, examinaram o problema e encontraram uma solução. Os Illuminati
criaram uma espécie de mapa engenhoso que orientava os cientistas para seu refúgio. Mas não era um
tipo de mapa que cabe em uma folha de papel. Era enorme. Não existiam cópias em lugar algum. Por
isso não havia possibilidade de uma cópia cair nas mãos erradas. É uma trilha marcada de várias
maneiras através da cidade de Roma.
O mapa consistia em uma série de marcos simbólicos disfarçados cuidadosamente em locais
públicos pela cidade afora. Um marco levava ao outro, e assim por diante, formando uma trilha que
acabava levando ao refúgio dos Illuminati. Os Illuminati chamavam a sua seqüência de marcos de
“Caminho da Iluminação”. E quem quer que desejasse fazer parte da fraternidade tinha de segui-la
toda até o fim. Uma espécie de teste.
Porém, o caminho estava oculto ao Vaticano. Era um quebra-cabeça, construído de tal forma que
apenas determinadas pessoas teriam a capacidade de encontrar os marcos e adivinhar onde estava
escondida a igreja dos Illuminati. Os Illuminati pretendiam que fosse uma espécie de iniciação,
funcionando não apenas como medida de segurança, mas também como um processo de seleção em
que somente os cientistas mais brilhantes chegassem a sua porta. O clero nunca perceberia a existência
dos marcos porque os Illuminati os prepararam de uma forma que os clérigos jamais suspeitariam que
fossem o que eram. Utilizaram o método da dissimulação ou camuflagem. Os Illuminati criaram
marcos que desapareciam contra o pano de fundo da antiga Roma. Não podiam ser ambigramas nem
simbologia científica porque seria um recurso visível demais, de modo que convocaram um artista
Illuminatus, o mesmo prodígio anônimo que criara seu símbolo ambigramático “Illuminati”, e
encomendaram-lhe quatro esculturas. Esculturas que deveriam seguir duas rigorosas diretrizes.
Primeiro, serem parecidas com o resto das obras de arte de Roma, serem obras de arte que o Vaticano
nunca desconfiasse que pertencesse aos Illuminati. Arte religiosa. E a segunda diretriz eram os temas
das quatro esculturas, que tinham de ser muito específicos. Cada uma delas teria de ser um tributo sutil
a um dos elementos da ciência, que no século XVII eram apenas quatro: Terra, Ar, Fogo e Água.
Todos os alquimistas acreditavam que o Universo se constituía de apenas quatro substâncias.
As peças misturavam-se ao mar de arte religiosa espalhado por Roma. Doando essas obras
anonimamente para igrejas específicas e usando sua influência política, a fraternidade instalou as
quatro peças em igrejas criteriosamente escolhidas em Roma. Cada uma delas, é claro, era um marco
apontando para a igreja seguinte onde estava o próximo marco. Funcionava como uma trilha de pistas
disfarçada de arte religiosa. Se um candidato a Illuminati encontrasse a primeira igreja e o marco que
correspondia à Terra, podia seguir para o do Ar, depois para o do Fogo, o da Água e, por fim, para a
Igreja da Iluminação. Os Illuminati tinham uma denominação muito especial para essas quatro igrejas.
Os Altares da Ciência.
Infelizmente, poucos historiadores sabem sobre essas esculturas. Ainda por cima, pouquíssimos
acreditam que existam. E sua localização permaneceu secreta por 400 anos. Contudo, eles não
precisam mais do Caminho da Iluminação. Vivem no mundo moderno. Encontram-se em salas de
reuniões da presidência de bancos, em restaurantes de clubes e campos de golfe particulares.
O desafio para os Illuminati depois de terem instalado os marcos, foi achar uma forma de dizer à
comunidade científico que o caminho existia. Então Galileu, escreveu um livro que se supõe que
contenha algo chamado Il segno, que, dependendo da tradução pode ser: pista, sinal, indicação...
Indicação para um local secreto: A Igreja da Iluminação.
Há uns 15 anos, alguns historiadores da Sorbonne descobriram uma série de cartas dos Illuminati
cheias de referências ao segno. O sinal e o aviso sobre o caminho e onde ele começava. E, desde
então, vários acadêmicos que estudam os Illuminati, descobriram outras referências ao segno. Hoje em
dia, é uma teoria aceita que a pista de fato existe e que Galileu a distribuiu profusamente pela
comunidade científica sem que o Vaticano jamais soubesse, através de publicações impressas. Ele
publicou vários livros e boletins ao longo dos anos, mas, o mais estranho é que, sempre que aparecem
alusões ao segno, sejam em diários maçônicos, antigas revistas científicas, cartas dos Illuminati ou
outras fontes, ele costuma vir representado por um número: 503.
Muitos ficaram fascinados com o número 503, tentando de tudo para encontrar seu significado:
numerologia, referências cartográficas, latitudes... Durante muitos anos, o único indício possível que
se tenha era o fato de 503 começar com o número cinco, um dos dígitos sagrados dos Illuminati.
Galileu escreveu um livro chamado Diálogo, famoso entre os cientistas como a suprema traição
científica. No início da década de 1.630, Galileu quis publicar um livro endossando o modelo
heliocêntrico do sistema solar formulado pelo Copérnico. O Vaticano, porém, só permitia que o livro
fosse lançado se Galileu incluísse nele provas igualmente convincentes do modelo geocêntrico
adotado pela Igreja, um modelo que Galileu sabia estar completamente errado. Galileu não teve
escolha senão ceder à exigência da Igreja e publicou um livro que dava o mesmo espaço para os dois
modelos, o certo e o errado. Apesar da concessão de Galileu, o Diálogo ainda foi considerado herético
e o Vaticano colocou o cientista em prisão domiciliar permanente. A unificação da ciência e da
religião não era o que a Igreja queria. A união teria invalidado a pretensão da Igreja de ser o único
veículo através do qual o homem podia compreender Deus.
Entretanto, Galileu era persistente. Enquanto estava preso em casa, escreveu secretamente um
manuscrito menos conhecido que alguns estudiosos às vezes confundem com o Diálogo. Esse livro se
chama Discorsi. Discurso sobre as marés, uma obscura publicação sobre os movimentos dos planetas
e seu efeito sobre as marés.
Não eram os Discorsi nem o Diálogo, porém, que continha o segno. Aquele livro não fora o único
trabalho de Galileu durante o seu confinamento. Os historiadores acreditam que ele também escrevera
um livrinho pouco conhecido chamado Diagramma della Veritá, ou, Diagrama da Verdade.
Diagramma foi o livro mais secreto de Galileu, supostamente uma espécie de tratado sobre fatos
científicos que ele considerava verdadeiros, mas que não estava autorizado a divulgar. Como alguns
dos seus manuscritos anteriores, Diagramma foi contrabandeado para fora de Roma por um amigo e
discretamente publicado na Holanda. O livrinho tornou-se muito popular no submundo científico
europeu. Até que o Vaticano tomou conhecimento dele e iniciou uma campanha de queimas de livros.
Como já foi dito, 503 é um código. Um estratagema dos Illuminati para esconder o que na
realidade já era um algarismo romano. O número 503 em algarismos romanos é DIII. DI, DII e DIII
são abreviaturas muito antigas. Os cientistas da antiguidade usavam-nas para fazer distinção entre os
três documentos de Galileu que mais eram conhecidos. Diálogo... Discorsi... Diagramma. D – um, D -
dois, D - três. Todos eles científicos. Todos, motivos de controvérsia. 503 é DIII. Diagramma. O
terceiro dos livros de Galileu.
Galileu escondeu-o muito bem. De acordo com os registros históricos, o segno foi revelado de uma
forma que os Illuminati chamavam de língua pura. Muitos pensam ser matemática. Galileu era um
cientista, afinal de contas, e estava escrevendo para cientistas. A matemática seria a linguagem lógica
para elaborar a pista. O livro chama-se Diagramma e, assim, diagramas matemáticos poderiam fazer
parte do código.
Mas, quando procuraram diagramas matemáticos no Diagramma, encontraram somente ensaios.
Matemática nenhuma. Umas poucas datas, um ou outro número padrão, mas nada que pudesse ser
uma pista. Sabiam que língua pura se refere a algo que não é italiano. Matemática seria a resposta
lógica, mas não era. Arte? Não contém ilustrações no livro. O que poderia ser então a língua pura?
Então, perceberam que somente uma página tinha nota de rodapé, no fólio 5. Cinco, Pitágoras,
pentagramas, Illuminati. Mas essa nota de rodapé era somente de uma linha de texto, mas o texto
dizia: “O caminho da luz está preparado, o teste sagrado.” E, ainda, a frase estava escrita em inglês.
Não sabiam o porquê de estar escrito em inglês num livro italiano, mas sabiam que, era uma referência
mais do que direta ao Caminho da Iluminação. O Caminho da Luz. O teste sagrado. Então pensaram:
quem sabe é o que eles chamavam de língua pura? O inglês é considerado a língua internacional da
ciência. Então, tudo se encaixou.
Em 1.600, ninguém falava inglês na Itália, nem o clero. No século XVII, o inglês era uma língua
que o Vaticano ainda não adotava. Eles usavam o italiano, o latim, o alemão, até o espanhol e o
francês, mas o inglês era uma língua totalmente estrangeira dentro do Vaticano. Consideravam-na uma
língua corrompida de livres-pensadores, que servia para profanos como Chaucer e Shakespeare. E
ainda, a lenda dizia que as marcas dos Illuminati (Terra, Ar, Fogo e Água) eram em inglês, fazia com
que tudo tivesse um sentido bizarro.
Galileu considerava o inglês la língua pura porque era a única língua que o Vaticano não
controlava e, ainda, ao redigir a pista em inglês, Galileu estava sutilmente restringindo a leitura,
excluindo o Vaticano.
Mas nem chegava a ser uma pista... O que queria dizer aquela frase? Se observarmos, veremos que
é um pentâmetro iâmbico. – The path of light is laid, the secred test. – Cinco dísticos de sílabas agudas
e breves alternadas. Cada dístico tendo, por definição, duas sílabas. O pentâmetro iâmbico era uma
métrica com simetria que se baseava nos dois números sagrados dos Illuminati, 5 e 2! Cinco para
Pitágoras e o pentagrama. Dois para a dualidade de todas as coisas. O pentâmetro iâmbico, por sua
simplicidade, era muitas vezes chamado de “puro verso”, ou “pura métrica”. Seria essa a língua pura
que os Illuminati se referiam?
Observando ainda, se virar o documento 90° de cada vez, verá que não é a única frase. Há uma em
cada margem. Na de cima, na de baixo, na da esquerda e na da direita; é um poema. Mas não foi
Galileu quem escreveu, foi John Milton. O influente poeta inglês que escreveu Paraíso Perdido era
contemporâneo de Galileu e um sábio que os aficionados por conspiração colocavam no topo da lista
de suspeitos de serem Illuminati. Não só Milton fizera uma bem documentada peregrinação a Roma
em 1.638 para “comungar com os homens esclarecidos”, como tivera encontros com o cientista
durante sua prisão domiciliar, encontros estes retratados em muitas pinturas renascentistas, entre elas a
famosa tela de Annibale Gatti, Galileu e Milton, hoje exposta no Instituto e Museu da História da
Ciência, em Florença.
“O Caminho da Luz. O Teste Sagrado” é na realidade o terceiro verso do poema.

From Santi’s earthly tomb with demon’s hole,


‘Cross Rome the mystic elements unfold.
The path of light is laid, the secred test,
Let angels guide you on your loft quest.

Da tumba terrena de Santi com a cova do demônio


Através de Roma de estendem os místicos elementos.
O caminho da luz está preparado, o teste sagrado,
Que os anjos o guiem em sua busca sublime.

O Caminho da Iluminação começa na tumba de Santi. A partir dali, através de Roma, os marcos
assinalam o percurso. Os místicos elementos. Também está claro. Terra, Ar, Fogo e Água. Os
elementos da ciência, os quatro marcos dos Illuminati disfarçados de esculturas religiosas.
Poucas pessoas sabem que Santi era o sobrenome de um dos mais famosos artistas da Renascença.
Seu primeiro nome o mundo inteiro conhecia: o menino prodígio que com 25 anos já realizava
trabalhos encomendados pelo Papa Júlio II e que, ao morrer, com apenas 38 anos, deixou a maior
coleção de afrescos que o mundo jamais conheceu. Santi era um dos monstros sagrados da arte, e ser
conhecido apenas pelo primeiro nome era atingir um nível de fama a que só uma elite restrita tinha
acesso. Santi é o sobrenome do grande mestre da Renascença, Rafael. Ou seja, o caminho começa na
tumba de Rafael. O que na verdade faz bastante sentido. Os Illuminati costumavam considerar os
grandes artistas e escultores como irmãos honorários nas luzes do conhecimento. Podem ter escolhido
a tumba de Rafael como uma espécie de homenagem.
Logo se pensa no Panteão, pois Rafael está enterrado lá, mas, verificando-se as datas, estas não
combinam. Ele foi enterrado no Panteão em 1.759, um século depois de o Diagramma ser publicado,
este em 1.639. Rafael morreu em 1.520, mas só foi enterrado no Panteão muito tempo depois. Como
parte de um tributo histórico a italianos eminentes. Quando aquele poema foi escrito a tumba de
Rafael era em Urbino, onde ele nasceu fora de Roma.
Mas Rafael além de ser pintor era também arquiteto, como Michelangelo, Da Vinci... ou seja, Santi
projetou a tumba. Não é a tumba de Santi e sim uma tumba que ele projetou. Mas Rafael projetou
centenas de tumbas. Então, talvez fosse uma capela, não uma tumba, um ossuário anexo.
Quando as igrejas homenageavam seus membros mais distintos com tumbas ornamentadas dentro
do santuário, os familiares sobreviventes dessas pessoas frequentemente pediam que o resto da família
fosse enterrado junto, garantindo assim um cobiçado espaço para suas sepulturas dentro da igreja. No
entanto, se a igreja não tivesse espaço ou recursos para criar tumbas para a família inteira, havia a
alternativa de cavar um ossuário anexo – um buraco no chão perto da tumba principal, onde se
enterravam os membros mais ilustres da família. Esse buraco então era fechado com o equivalente
renascentista de uma tampa de bueiro. Apesar de conveniente, o ossuário anexo logo saiu de moda por
causa do mau cheiro que muitas vezes exalava e se espalhava pela catedral, cova do demônio.
Rafael só desenhou uma tumba com essa cova do demônio, numa capela onde reside Agostino
Chigi e de seu irmão, ricos patronos das artes e das ciências, na Capela Chigi, e na Igreja de Santa
Maria del Popolo. A Capela Chigi nem sempre foi conhecida por este nome, Chigi. Antes era chamada
de Capella della Terra. Capela da Terra:

Da tumba terrena de Santi com a cova do demônio

A praça onde se encontra à sua frente à Igreja de Santa Maria del Popolo, é sutilmente impregnada
de significados próprios dos Illuminati. Não só a forma é uma elipse perfeita, como no centro exato
ergue-se um enorme obelisco egípcio, uma coluna quadrada de pedra com uma ponta distintamente
piramidal. São as “Pirâmides Elevadas”, extensões voltadas para o céu da sagrada forma piramidal.
Mas ao fundo, há algo ainda mais extraordinário. A imponente Porta del Popolo, uma grande
arcada de pedra na extremidade oposta da praça. No meio do ponto mais alto do arco, que se eleva
acima da praça, destaca-se um relevo simbólico. Uma estrela brilhando em cima de uma pilha
triangular de pedras. Uma fonte de iluminação, de esclarecimento, em cima de uma pirâmide. Igual ao
sinete dos Estados Unidos. O símbolo maçônico na nota de um dólar. É o brasão de Alexander Chigi.
No alto da Capela Chigi, em uma cúpula abobadada, um campo de estrelas iluminadas brilham
junto com os sete planetas astronômicos. Abaixo, os sete signos do zodíaco – símbolos pagãos,
terrenos, cuja origem está associada à astronomia. O zodíaco também está ligado diretamente a Terra,
Ar, Fogo e Água, os quadrantes representando o poder, o intelecto, o ardor e a emoção
respectivamente.
Na parede, tributo às quatro estações temporais da Terra – primavera, estate, autunno e inverno.
Duas imensas estruturas se elevam de cada lado da capela, em rigorosa simetria: duas pirâmides de
mármore de três metros de altura. No centro de cada pirâmide, engastados em suas fachadas,
encontram-se dois medalhões de ouro; elipses perfeitas.
No chão, há uma imagem de um esqueleto – um mosaico de mármore intricadamente detalhado
representando a “morte em voo”. O esqueleto carrega uma placa com a mesma imagem da pirâmide e
estrela da praça. A figura está encaixada em uma pedra circular – chamada cupermento. Esta é a
“tampa de bueiro” da “cova do demônio”.
Rafael foi só o arquiteto da capela, mas quem esculpiu as pirâmides, as estrelas, etc... foi
Gianlorenzo Bernini. Gianlorenzo Bernini foi o segundo mais famoso escultor de todos os tempos, sua
fama eclipsada apenas pela do próprio Michelangelo. Durante o século XVII, Bernini criou mais
esculturas do que qualquer outro artista. Ele era um homem muito famoso e era católico. Bernini era o
menino-prodígio do Vaticano. A Igreja adorava Bernini. Foi escolhido como a maior autoridade
artística do Vaticano. Ele praticamente viveu a vida inteira dentro da cidade do Vaticano! Um disfarce
perfeito. Infiltração Illuminati.
Os Illuminati referiam-se ao seu artista secreto como il maestro ignoto, o mestre desconhecido.
Desconhecido para eles. Como os maçons, só os membros do escalão superior sabem de tudo. Galileu
manteve em segredo para a maior parte de seus membros a verdadeira identidade de Bernini. Desse
jeito, o Vaticano nunca descobriria. Os Illuminati eram famosos por manter informações secretas
compartimentadas, só revelando a verdade aos membros de nível mais alto: muitos poucos sabiam a
história completa. E a filiação de Bernini aos Illuminati explica porque ele projetou as duas pirâmides,
sendo ele um “escultor religioso”. Isso provado por uma inscrição em uma placa na Capela Chigi:

Arte da Capela Chigi


Rafael foi o responsável pela arquitetura, e todas
as peças de ornamentação interior são de autoria de
Gianlorenzo Bernini
Quem mais senão um famoso artista do Vaticano teria influência política para colocar suas obras
de arte em capelas católicas específicas por Roma afora e criar o Caminho da Iluminação?
Além destas esculturas, a Capela Chigi ainda tem mais outra. Duas figuras juntas, em tamanho
natural. Eles são Habacuc e o Anjo. O profeta que previu a aniquilação da Terra. Aquele era o
primeiro marco Illuminati, e, literalmente a escultura de alguma forma “aponta” para o próximo altar
da ciência. Tanto o anjo quanto Habacuc têm os braços estendidos e apontam para longe, mas para
direções totalmente contrárias. Mas como saber qual das duas figuras aponta para o lado certo? É só
ler o último verso do poema: “Que os anjos o guiem em sua busca sublime”.
Terra – dentro da Capela da Terra – Habacuc, o profeta que prognosticara a aniquilação da Terra.
Ar é o próximo. A próxima igreja fica a sudoeste de Santa Maria del Popolo, a única igreja que se
encontra é a de São Pedro, a linha terminando bem no meio da praça de São Pedro.
Há um monólito egípcio na Praça de São Pedro. Pirâmide elevada. A Praça de São Pedro,
dependendo do ponto de vista, pertence a Roma e não à Cidade do Vaticano, pois está situada fora dos
muros da cidade, e, o poema diz que os elementos estão espalhados por Roma. Na base do monólito
existe um bloco de mármore, mas o bloco não é um retângulo, é uma elipse. E tem nele gravado a
imagem de um sopro de vento, ondulante. De Ar, para usar a palavra mais científica. Um relevo!
Relevo é a outra modalidade de escultura. Escultura é a arte de dar forma a figuras em redondo e
também em relevo. Os relevos são essencialmente esculturas bidimensionais, como os medalhões de
Bernini na Capela Chigi, um exemplo perfeito. Baixo-relevo.
O bloco se chama West Ponent – Vento Oeste. Também é conhecido como Respiro de Dio. Sopro
de Deus. Ar. A Basílica de São Pedro quem projetou foi Michelangelo, mas a praça foi projetada por
Bernini.
O relevo é elíptico, com uns 90 centímetros de comprimento, e mostra um rosto rudimentar, uma
representação do Vento Oeste com um semblante de anjo. Saindo da boca do anjo, Bernini desenhara
um vigoroso sopro de ar que vinha da direção do Vaticano – o Sopro de Deus. Esse era o tributo de
Bernini ao segundo elemento, Ar, um zéfiro etéreo brotando dos lábios de um anjo. Bernini esculpiu o
sopro de ar com cinco traços distintos, e, duas estrelas reluzentes ladeiam o medalhão.
O traço do meio do sopro de West Ponent aponta para leste, direto para fora da Cidade do
Vaticano. A linha passa por quase toda Roma. Existem umas 20 igrejas católicas perto desta linha.
Algumas estão mais próximas, mas transferir as orientações do West Ponent para um mapa dá
margem a muitos erros. E nenhum obelisco nessa reta. Nem perto dela.
Os dois primeiros marcos ficavam perto de praças que tinham obeliscos. Pirâmides elevadas
marcando a trilha dos Illuminati. Muitos dos obeliscos de Roma foram erigidos ou elevados de um
lugar para outro no tempo de Bernini. Ele com certeza esteve envolvido na instalação deles. Ou
Bernini poderia ter colocado seus marcos perto de obeliscos já existentes.
Mas tem a Piazza Barberine. A praça tem a ver com uma discutida estação de metrô. Há alguns
anos atrás, a construção de um terminal de metrô criara grande alvoroço entre os historiadores de arte,
que temiam que as escavações sobre a Piazza Barberine fizessem tombar um obelisco de muitas
toneladas que havia no centro da praça. Os urbanistas removeram o obelisco e o substituíram por uma
pequena fonte chamada o Tritão. No tempo de Bernini, a Piazza Barberine tinha um obelisco. E ele
passa perto da linha. A igreja que fica perto dessa praça se chama Santa Maria della Vittoria.
Uma famosa escultura de Bernini, O Êxtase se Santa Tereza, pouco tempo depois de inaugurada,
fora transferida de sua localização original no Vaticano. Considerada uma obra-prima por alguns, o
Papa Urbano VIII recusou O Êxtase de Santa Tereza alegando que se tratava de uma obra
sexualmente muito explícita para o Vaticano. Baniu-a para uma capela obscura do outro lado da
cidade. E, ainda por cima, a escultura fora transferida para lá por sugestão de Bernini.
Não faz sentido Bernini sugerir que sua obra-prima fique escondida em um lugar pouco conhecido.
Todo artista quer sua obra exposta em local destacado, não em uma remota igreja de Roma. A menos
que Bernini tenha criado intencionalmente uma obra tão explícita que forçara o Vaticano a enfurná-la
em algum lugar afastado.
A escultura, como qualquer pessoa que a tenha visto pode confirmar, é tudo, menos científica –
pornográfica até, mas não científica, sem dúvida. Um crítico inglês condenou a obra, afirmando que
era “o ornamento mais impróprio que jamais fora colocado em uma igreja cristã”. Apesar de
brilhantemente executada, a estátua representava Santa Tereza deitada de costas entregue a um
orgasmo dos bons. Nada de acordo com o gosto do Vaticano. E do lado dela está um anjo.
Santa Tereza era uma freira que fora santificada depois de afirmar que um anjo lhe fizera uma
beatífica visita durante o sono. Os críticos mais tarde concluíram que o encontro provavelmente havia
sido mais sexual do que espiritual. As próprias palavras da santa em seu diário pouco deixam para a
imaginação:

... sua grande lança dourada... cheia de fogo... penetrou em mim várias vezes... até minhas
entranhas... uma doçura tão extrema que se desejaria que nunca cessasse.

Se isto não é uma metáfora de sexo para valer... E, a palavra fogo aparece uma meia dúzia de vezes
no mesmo parágrafo:

... lança do anjo com a ponta de fogo...


... raios de fogo emanando da cabeça do anjo...
... mulher inflamada pelo fogo da paixão...

A lança de fogo do anjo está erguida como um farol apontando para o caminho. Que os anjos o
guiem em sua busca sublime. E até o tipo de anjo que Bernini escolheu é significativo. É um Serafim.
Serafim significa literalmente “o que é feito de fogo”.
A direção que o anjo aponta é oeste. Seguindo uma linha imaginária, o quarto ponto fica bem no
centro de uma famosa praça, a Piazza Navona. Na piazza há uma importante igreja, a igreja se chama
Santa Inês – ou Santa Agnes – em Agonia, uma santa jovem e virgem que fora condenada a uma vida
de escravidão sexual por recusar-se a renunciar à sua fé.
No centro da Piazza Navona, perto da igreja de Santa Inês em Agonia, Bernini instalara uma de
suas mais celebradas esculturas. A Fonte dos Quatro Rios. Um primoroso tributo à Água, a Fonte dos
Quatro Rios de glorificava os quatro maiores rios conhecidos do Velho Mundo – o Nilo, o Ganges, o
Danúbio e o Prata. E bem no meio da fonte de Bernini há um obelisco.
Pegando um mapa de Roma e circulando essa quatro igrejas verá uma forma bastante inusitada. Os
Illuminati acreditavam em opostos! Ao ligar vértices opostos no mapa você encontrará uma enorme
cruz. Os quatro elementos da ciência cruzando a cidade de Roma de ponta a ponta.

Através de Roma se estendem os místicos elementos.


‘Cross Rome the mystic elements unfold.

‘Cross Rome… O poema Illuminati na verdade diz como os altares da ciência estão dispostos. Em
cruz! Um astuto jogo de palavras. ‘Cross – cruz – abreviatura de across – através. Presumi-se de que
se trata de uma licença poética para manter a métrica do poema em inglês. Mas é muito mais do que
isso, é outra pista disfarçada!

Em cruz se estendem os místicos elementos de Roma.

A forma de cruz é a extrema dualidade Illuminati, um símbolo religioso formado por elementos da
ciência. O Caminho da Iluminação de Galileu era um tributo tanto à ciência quanto a Deus!
O problema é que não há um anjo sequer nessa fonte. A Fonte dos Quatro Rios era uma obra pagã.
As esculturas são todas profanas – seres humanos, animais. Um anjo ali não passaria despercebido.
No topo do obelisco, porém, há uma pomba. A pomba solitária é o símbolo pagão do Anjo da Paz.
Bernini escolhera um símbolo pagão para o anjo de forma a poder disfarçá-lo em uma fonte pagã. A
pomba é o anjo! Ninguém poderia conceber pouso mais sublime para o último marco dos Illuminati
do que no alto desse obelisco. Como São Gregório de Nyssa citou certa vez: “Quando o espírito é
iluminado, toma a magnífica forma de uma pomba”.
O pássaro aponta para o oeste, em direção a uma monstruosa estrutura de pedra que fica às
margens do rio Tibre, próximo em diagonal, ao Vaticano. Um dos muitos prédios famosos de Roma.
A geometria da construção é perfeita – um castelo circular construído dentro de uma fortaleza
quadrada, e, do lado de fora dos muros, rodeando toda a estrutura, um parque em forma de
pentagrama.
No alto do castelo, um colossal anjo de bronze. O anjo aponta sua espada para baixo, para o centro
exato do prédio. E, como se não bastasse, levando única e exclusivamente para a entrada principal do
castelo, há a célebre Ponte dos Anjos, uma impressionante via de acesso, ornamentada com 12
majestosos anjos esculpidos por ninguém menos que o próprio Bernini.
A cruz de obeliscos de Bernini, que abarca toda a cidade, também marca a fortaleza de forma mais
condizente com os princípios dos Illuminati: o braço central da cruz passa diretamente pelo meio da
ponte do castelo, dividindo-o em duas metades idênticas. Castel Sant’ Angelo. Castelo do Anjo.
A sala de encontros dos Illuminati era dentro de um prédio que pertencia ao Vaticano. Enquanto os
guardas do Vaticano saíam para revistar as casas e os porões de cientistas conhecidos, os Illuminati se
reuniam ali, bem debaixo do nariz da Igreja. Bernini, como o arquiteto que chefiara as reformas, teria
acesso ilimitado àquela estrutura, reformando-a de acordo como suas próprias especificações sem ter
de explicar nada a ninguém. A Igreja da Iluminação.
Dentro de uma sala específica, onde ocorriam as reuniões, há vários ornatos, apesar de velhos e
desbotados, que estão repletos de simbologia Illuminati. Azulejos em forma de pentagramas, afrescos
representando os planetas, pombas, pirâmides. Pura e simplesmente, a Igreja da Iluminação.
Mas depois de instalados os marcos e terem feito suas reuniões ali Galileu foi preso após ter
divulgado o Diálogo, e isso causou uma convulsão entre os Illuminati. Cometeram alguns erros e a
Igreja descobriu as identidades de quatro membros, que foram capturados e interrogados. Mas os
quatro cientistas nada revelaram, nem sobre tortura. Foram marcados a fogo no peito, com os
símbolos da cruz. Em seguida, os cientistas foram brutalmente assassinados e seus corpos lançados às
ruas de Roma como advertência para os que ainda cogitassem se unir aos illuminati. Com a Igreja
fechando o cerco, os illuminati que restavam fugiram da Itália.
Além de tudo isso, a Igreja descobriu todos os segredos dos Illuminati depois de banir o grupo de
Roma: seu infame Caminho da Iluminação, a astuciosa fraude de um dos principais artistas do
Vaticano, Bernini, os cientistas mais importantes da Europa zombando da religião ao se reunirem
secretamente no Castelo Sant’ Angelo, propriedade do Vaticano.
Então, os Illuminati mergulharam fundo na clandestinidade, onde começaram a se misturar a outros
grupos que haviam fugido dos expurgos da Igreja Católica: místicos, alquimistas, ocultistas,
muçulmanos, judeus. Ao longo dos anos, os Illuminati absorveram novos membros. Surgiu um outro
tipo de Illuminati, mais soturno, profundamente anticristão. Tornaram-se muito poderosos, praticando
ritos misteriosos, sigilo mortal e jurando um dia se erguerem outra vez se vingarem da Igreja Católica.
Seu poder cresceu a ponto de serem considerados a mais perigosa força anticristã do mundo. O
Vaticano acusou publicamente a fraternidade de Shaitan, um termo islâmico. Significa “adversário”...
Adversário de Deus. A Igreja escolheu o nome islâmico porque era uma língua que eles consideravam
suja. Shaitan é a origem de uma palavra bem conhecida: Satã. Essa fraternidade há muito esquecida é
a mais antiga e o mais poderoso culto satânico do mundo.
Os Illuminati eram satânicos. Mas não no sentido moderno da palavra. A maioria das pessoas
imaginavam que os cultos satânicos fossem rituais de adoração do demônio e, no entanto, os satanistas
eram historicamente homens instruídos que assumiam sua posição de adversários da Igreja. Shaitan.
Os rumores sobre sacrifícios satânicos de animais, magia negra e rituais do pentagrama não passavam
de mentiras disseminadas pela Igreja como parte de uma campanha de difamação contra seus
inimigos. Ao longo do tempo, outros adversários da Igreja, querendo imitar os illuminati, começaram
a acreditar nessas mentiras e a praticar os supostos rituais. Dessa forma, nasceu o satanismo moderno.
Os Illuminati eram sobreviventes. Quando fugiram de Roma, viajaram por toda a Europa
procurando um lugar seguro para se reagruparem. Foram acolhidos por uma outra sociedade secreta,
uma fraternidade de ricos pedreiros bávaros chamados francos-maçons.
Mas com toda a certeza os maçons não são satânicos. Eles foram vítimas de sua própria
benevolência. Depois de receberem os cientistas refugiados nos anos 1.700, os maçons, sem saber,
tornaram-se uma fachada para os Illuminati. Estes cresceram em suas fileiras, assumindo
gradualmente posições de poder dentro das lojas. À surdina, restabeleceram sua fraternidade científica
no seio da maçonaria, uma espécie de sociedade secreta dentro de outra sociedade secreta. Em
seguida, os Illuminati usaram a rede mundial de lojas maçônicas para espalhar sua influência.
Eliminar o catolicismo era o compromisso principal dos Illuminati. A fraternidade sustentava que
os dogmas supersticiosos impostos pela Igreja eram os maiores inimigos da humanidade. Tremiam
que o progresso científico cessasse de vez caso a Igreja continuasse a promover mitos piedosos como
se fossem fatos absolutos, e que dessa forma a humanidade fosse condenada a um futuro sem
perspectivas, com guerras santas sem o menor sentido. Mais ou menos o que acontece hoje em dia.
“Meu Deus é melhor que o seu Deus.” Parecia sempre haver uma estreita relação entre crentes
fervorosos e altos números de mortos.
Os Illuminati ficaram mais poderosos na Europa e voltaram a atenção para a América, cujo
governo ainda novato tinha maçons como líderes – George Washington, Benjamim Franklin -, homens
honestos, tementes a Deus, que ignoravam que a sociedade maçônica era o reduto dos Illuminati.
Estes aproveitaram a possibilidade de infiltração e ajudaram a fundar bancos, universidades e
indústrias para financiar a realização de seu objetivo máximo. A criação de um único estado mundial
unificado, uma espécie de Nova Ordem Mundial secular.
Uma Nova Ordem Mundial baseada em conhecimentos científicos, em um novo Iluminismo.
Chamavam-na de doutrina Luciferiana. A Igreja alega que Lúcifer era uma referência ao demônio,
mas a fraternidade insistia que sua intenção era o significado literal da palavra, em latim, aquele que
traz a luz. Ou Iluminador.
Os illuminati sempre haviam exercido um poder extraordinário utilizando-se de recursos
financeiros. Eles controlavam bancos. Guardavam lingotes de ouro e prata. Dizia-se inclusive que
possuíam a pedra mais valiosa do mundo, o Diamante Illuminati, um diamante de grandes proporções,
absolutamente perfeito.
Se observar uma nota de um dólar verá um elemento da simbologia dos Illuminati. Uma pirâmide.
As pirâmides absolutamente não têm nada a ver com a história dos Estados Unidos, e por que é o
símbolo central do seu sinete oficial? A pirâmide é um símbolo secreto que representa a convergência
para cima, para a extrema fonte de Iluminação. Acima dela existe um olho dentro de um triângulo.
Chama-se trinacria. É um símbolo que fica na fachada de lojas maçônicas do mundo inteiro, mas na
realidade, o símbolo não é maçônico, é dos Illuminati. Eles o chamavam de seu “delta brilhante”. Um
chamado para a mudança esclarecida. O olho significa a habilidade dos Illuminati de se infiltrarem e
verem todas as coisas. O triângulo reluzente simboliza o esclarecimento, a instrução. E o triângulo é
também a letra grega delta, que é o símbolo matemático de mudança, transição. Ou seja, o sinete
oficial norte-americano é um chamado para a mudança esclarecida, que tudo vê que alguns chamam
de Nova Ordem Mundial. Acima da pirâmide há uma inscrição que diz: Novus Ordo Seculorum –
Nova Ordem Secular. Secular, querendo dizer não-religiosa. A frase não só enuncia claramente o
objetivo dos Illuminati como contradiz flagrantemente a frase que está ao lado. Em Deus confiamos.
Toda essa simbologia foi para na moeda mais poderosa do mundo graças ao vice-presidente Henry
Wallace. Ele era um maçom dos altos escalões e certamente tinha ligações com os Illuminati. Se era
um membro ou estava inocentemente sobre a influência deles, não se sabe. Mas foi Wallace quem
vendeu o desenho do sinete oficial para o presidente Franklin Roosevelt. Wallace simplesmente lhe
disse que Novus Ordo Seculorum significava New Deal. Mas Roosevelt não pediu que mais ninguém
examinasse o símbolo antes de mandar o Tesouro imprimi-lo porque ele e Wallace eram como irmãos.
Franklin D. Roosevelt era um maçom conhecido.
Mas a Igreja sempre fez pouco caso da ameaça dos Illuminati. No princípio da década de 1.900, o
Vaticano chegou ao cúmulo de afirmar que os Illuminati eram uma fantasia criada por imaginações
exaltadas. O clero achou, e talvez com certa razão, que a última coisa que os cristãos precisavam saber
era que existia um poderoso movimento anticristão se infiltrando em seus bancos, sua política e suas
universidades. Qualquer ameaça, seja ela real ou imaginária, enfraqueceria a confiança no poder da
Igreja. O Vaticano tem ocultado qualquer prova que comprovasse a ameaça dos Illuminati.
Contudo, não houve comprovação da existência deles por mais de meio século e a maioria dos
estudiosos afirma que a fraternidade dos Illuminati está extinta a muitos anos. Mas, ao que parece
muita gente ainda pensa que o grupo está vivo. Mania de conspiração. Os meios de comunicação
adoram manchetes apocalípticas, e pessoas que se autoproclamam “especialistas em cultos” ainda
faturam à custa da intensa publicidade em torno da mudança do milênio com histórias sobre os
Illuminati estarem vivos, gozando de excelente saúde e organizando sua Nova Ordem Mundial. Não
percebem que eles já conseguiram isto.
Os Illuminati podem ter acredita na abolição do cristianismo, mas exerciam seu poder por meios
políticos e financeiros, não através de atos terroristas. Os Illuminati seguiam um rigoroso código
moral com relação ao tipo de pessoas que viam como inimigos: fanáticos religiosos que “blasfemam”
contra a ciência. Em minha opinião, Illuminati atualmente são todos aqueles que desmentem
superstições religiosas e/ou cristãs, através de experiências científicas e/ou cotidianas.

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