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SISTEMAS LOGÍSTICOS: TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO

FÍSICA DE PRODUTOS.
SISTEMAS DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA EM SISTEMAS
AGROINDUSTRIAIS.

Profo. Marden M. R. Marques

✓ Contextualizar e promover uma discussão sobre o Sistema


Logístico;

✓ Contextualizar e promover uma discussão sobre Sistema de


Transporte e Logística em Sistemas Agroindustriais.

Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja


capaz de:

✓ Entender a importância dos temas apresentados e consiga


promover propostas para o tema de seu trabalho descrito abaixo.

✓ Você deve ler a aula 2 antes desse material.


SISTEMAS LOGÍSTICOS: TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E
DISTRIBUIÇÃO FÍSICA DE PRODUTOS.

Na primeira aula apresentamos os conceitos básicos de Estrutura da


Cadeia de Suprimentos, Canais de Distribuição de Alimentos e Aspectos
Econômicos de Distribuição. Na segunda, foram abordados o Relacionamento na
Cadeia de Suprimentos e a Competitividade da Cadeia de Suprimentos. Com
isso, dando continuidade ao tema, será apresentado neste capítulo os Sistemas
Logísticos: Transporte, Armazenamento e Distribuição Física de Produtos, e
Sistemas de Transporte e Logística em Sistemas Agroindustriais.

Introdução.

A logística e o gerenciamento de suprimentos sempre fizeram parte da vida


do homem e, portanto, não são ideias recentes, simplesmente foram
aperfeiçoadas com o passar dos tempos.

A logística é o processo de gerenciamento estratégico da aquisição de


parte ou do produto acabado, do transporte e da armazenagem de matérias
primas, além também dos fluxos de informação relacionadas, por parte da
organização e de seus canais de suprimentos, de tal modo que a lucratividade
atual e futura sejam maximizadas mediante a entrega de encomendas com menor
custo associado (CHRISTOPHER, 2009).
A logística, portanto, é tudo aquilo que envolve o transporte de produtos,
seja entre produtores, fornecedores e consumidores, estoque em armazéns,
galpões, lojas pequenas ou grandes, e a localização de cada participante de uma
cadeia logística ou cadeia de suprimentos. Sendo assim, um dos objetivos da
logística é melhorar o nível de serviço oferecido ao consumidor final (BALLOU,
2008).

Caracterização do Problema.

A agricultura brasileira apresenta a cada ano resultados positivos, como


safras recordes, ganhos de produtividade, e expansão da fronteira. No entanto,
quando se analisa a questão logística, diversas fragilidades são apresentadas,
algumas vinculadas a falta de infraestrutura para escoar a produção, outras a
incapacidade de armazenar o produto de forma adequada. Essas fragilidades
aumentam à medida que as especificidades de cada produto se tornam mais
complexas. Esse fator é de extrema importância, uma vez que a logística de
transporte e armazenagem, que procura estruturar-se para a movimentação de
produtos padronizados e em grandes volumes, convive com novos desafios a
cada instante.

Faz parte do agronegócio toda a cadeia produtiva pecuária e/ou agrícola.


No Brasil, esse setor é uma das principais fontes de receita, com a exportação de
carne bovina e suína, grãos, vegetais e frutas. Representou em 2019 21% do
Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além de ser um dos principais responsáveis
pelo saldo positivo da balança comercial. O país tem condições favoráveis para a
agricultura e pecuária em geral, como o clima e condições do solo. Por isso, boa
parte da produção mundial de alimentos é feita aqui. Entretanto, o produtor
agrícola enfrenta algumas dificuldades quando falamos sobre a logística do
agronegócio.
Explicando a Logística no Agronegócio.

O agronegócio brasileiro é uma das principais fontes de abastecimento de


todo o planeta. Porém, alguns problemas na logística do agronegócio no Brasil,
fazem com que o país não atinja totalmente seu potencial em fornecer produtos
de qualidade por um preço justo. As atividades do agronegócio não se limitam
apenas ao plantio ou à pecuária. Para que toda a produção seja um sucesso, é
necessário que o empreendedor domine a sua cadeia produtiva, principalmente a
área de logística, que é a peça-chave para concluir todo o ciclo. Por isso, a
logística pode e deve ser utilizada como fator estratégico na organização. Sua
aplicação se dá a partir da escolha adequada dos produtores/fornecedores,
passando pela organização até chegar ao consumidor final.

A logística no agronegócio cuida de toda a movimentação de seus


materiais, como o transporte dos suprimentos dentro da produção e o
carregamento para entregar o produto ao consumidor final. Além disso, as suas
atividades se relacionam com muitos outros processos, como o de compras,
armazenamento e distribuição de produtos. Todas essas operações devem ser
realizadas com agilidade e qualidade.

Infelizmente, muitos gestores ainda associam a logística no transporte de


cargas, no entanto, como dito anteriormente, a logística faz parte de muitos
processos, como o planejamento estratégico, o armazenamento, a gestão de
estoque, o monitoramento de cargas, entre outros. Esses processos logísticos,
além de se comunicarem entre si, estão integrados à todas as áreas das empresas
contribuindo para a otimização de resultados, independentemente do porte da
organização ou do seu segmento de atuação. Em outras palavras, um simples
transporte de cargas necessita de logística, considerando a existência de
diferentes tipos de cargas, com características próprias, e que determinam como
as operações de armazenamento e distribuição serão feitas.

A logística vem se consolidando a cada ano como um diferencial para o


agronegócio. Sendo assim, as empresas devem desenvolver estratégias
logísticas visando a integração das atividades, a redução de custos e o aumento
da produtividade. No entanto, para que se consiga implementar estratégias
logísticas no agronegócio, com o objetivo de se aumentar a competitividade, três
modelos são essenciais: a logística de suprimentos, o apoio à produção
agropecuária e a distribuição. Observe que quando esses três modelos atuam de
maneira conjunta as empresas podem otimizar a gestão logística, ou seja,
conseguem que a cadeia de produção alcance níveis elevados e garantam
melhores resultados a curto, médio e longo prazo.

Abaixo serão apresentadas as definições dos três modelos citados acima.

1. Logística de Suprimentos.

Um dos maiores desafios do agronegócio é fazer a gestão dos insumos


necessários para a produção agropecuária promovendo a eficiência e a economia
de recursos.

No ciclo produtivo da agroindústria, a logística de suprimentos age sobre a


movimentação dos insumos e serviços para que eles alcancem na empresa o
setor destinado. Isso garante que não falte material para o trabalho. Os materiais
agropecuários, por exemplo, costumam ter seus custos de produção superiores,
e alguns deles têm despesas com transporte maior que o seu próprio preço de
compra. Um exemplo disso são os adubos, que têm baixo custo de aquisição,
porém os custos com o seu carregamento geralmente são mais altos. Tudo vai
depender do volume a ser transportado e da distância a ser percorrida. Uma boa
gestão da logística de suprimentos no agronegócio tende a diminuir os custos de
produção e comercialização, ao considerar que a carga seja entregue dentro do
prazo para manter as atividades da agroindústria a todo vapor.

2. Logística de apoio à produção agropecuária.

O mercado atual vem exigindo o controle de estoque e a rotatividade de


produtos. Esses processos são essenciais para o aproveitamento de todas as
oportunidades de negócio sem que sofram prejuízos com as sobras ou as faltas
de produtos.
A logística de apoio à produção agropecuária se preocupa com a
transferência dos materiais dentro da empresa, como o transporte interno,
manuseio, armazenagem, estoque primário, estoque final, entrega e outros tipos
de controle.

A meta nesse caso é de racionalizar esses processos da melhor forma


possível. Para isso as informações sobre o estoque, aplicação do produto,
quantidade e tempo de utilização devem estar sempre atualizados.

Nesse sentido, para uma boa gestão, é preciso movimentar somente as


cargas necessárias com as quantidades certas, evitando formar grandes estoques
e armazená-los de forma que não atrapalhe a produção. Com isso, haverá uma
redução de custos significativa no processo produtivo como um todo.

Para que tal objetivo seja possível, o investimento em software de gestão


e demais ferramentas tecnológicas, desenvolvidas especialmente para o setor
logístico é de fundamental importância.

3. Logística de distribuição.

As operações de transporte e entrega dos produtos do agronegócio exigem


necessidades muito específicas. Com relação a fragilidade dos produtos, é
fundamental que sejam observados os processos de pós-colheita, que necessitam
de atenção em relação ao seu transporte, embalagens adequadas, armazenagem
com temperaturas apropriadas e controle da umidade relativa do ar. Outra
característica que merece atenção é a sazonalidade da produção, salvo algumas
exceções. Dependendo da região, alguns produtos são colhidos apenas uma vez
por ano por causa das condições climáticas.

Diante do descrito, a parceria com transportadoras que ofereçam soluções


específicas para os produtos agropecuários pode fazer a diferença na hora de
realizar entregas com qualidade e dentro do prazo estabelecido.

Assim, o desafio na gestão logística dessa etapa é garantir que o


transporte se adeque as características dos produtos em suas especificidades,
evitando a perda da sua qualidade e atraso na entrega.
A logística no agronegócio é fundamental para o seu desenvolvimento,
otimizando os seus custos e adotando as melhores práticas. Tanto para a
produção agrícola quanto a pecuária, devem ser assegurados que os produtos
sejam entregues com qualidade e no prazo definido. Dessa forma, as três partes
da logística devem trabalhar integradas, sempre complementando uma a outra
com eficiência e eficácia.

Desafios Logísticos no Brasil

A logística é parte essencial da produção do agronegócio, envolvendo a


produção agrícola e pecuária e, para que os produtos sejam entregues com
qualidade as três partes da logística devem trabalhar de forma integrada
completando uma à outra, sempre com eficiência.

Fica claro que para integrar todos os processos de logística de


suprimentos, apoio a produção agropecuária e distribuição será preciso buscar
constantemente a atualização das práticas. Isso pode ser feito por meios de
estudos das principais tendências em logística e transporte de cargas.

Em outras palavras, os produtos serão entregues da melhor maneira


possível permitindo que os dois setores cresçam e se desenvolvam, com as
melhores práticas e os menores custos. Vejamos abaixo os principais desafios da
logística no brasil.

1. Armazenagem.

Ao analisarmos a questão logística brasileira, percebemos que, além do


sistema de transporte, a infraestrutura de armazenagem no Brasil também não
tem acompanhado o ritmo de crescimento da produção agrícola (OLIVEIRA,
2011). Apesar dos crescentes investimentos em armazenagem no Brasil, estes
não têm conseguido acompanhar o dinamismo do setor agrícola (NOGUEIRA
JUNIOR E TSUNECHIRO, 2011).

No Brasil existe um déficit persistente na armazenagem, ocasionando uma


baixa eficiência em toda a cadeia, gerando consequências como: pressão nos
sistemas logísticos (custos elevados), vendas concentradas, riscos de perda na
colheita e sistemas inadequados de armazenamento. Além do déficit de
capacidade, existe o problema de localização da rede de armazenamento. Apenas
13,6% dos armazéns estão concentrados nas fazendas, enquanto a maior parte
da capacidade de armazenamento está concentrada na zona urbana, com 43,6%
da capacidade total. A armazenagem em fazendas poderia propiciar melhores
condições de conservação, de comercialização, menores custos, com
consequentes reflexos na rentabilidade dos produtores rurais. No entanto, o que
se observa é uma concentração de armazéns fora da propriedade rural,
aumentando o custo de transporte e obrigando o produtor a comercializar a sua
safra em curto espaço de tempo, retirando possibilidades de ganhos nas variações
de preço de outro produto nos períodos de entressafra. De acordo com a CONAB
(2006), o ideal seria que pelo menos 25% da capacidade de armazenagem
estivessem nas fazendas, já que na Argentina, esse índice é de 40%, nos Estados
Unidos 85%, no Canadá 65%, na Austrália de 35%.

Outro ponto essencial neste contexto é a armazenagem em terminais


portuários, uma vez que essa infraestrutura poderia promover a eficiência das
rotas logísticas.

2. Modal rodoviário e frota de veículos.

A partir da segunda metade dos anos 1950, os investimentos em


infraestrutura de transporte no Brasil foram direcionados ao desenvolvimento e
expansão do modal rodoviário. As justificativas se baseavam no valor de
investimento para a construção de rodovias ser menor do que para a construção
de ferrovias, além da possibilidade do serviço de porta a porta, evitando-se a
movimentação de carga. Contudo, é de conhecimento de que houve a pressão
das montadoras automobilísticas que estavam se instalando no Brasil. Sendo
assim, a malha ferroviária hoje existente foi implantada, em sua maior parte, antes
da década de 1950, e a sua manutenção não foi adequada. Com relação as
hidrovias, estas permaneceram abandonadas por longos períodos (LICIO, 1995).

A falha desse processo foi a ausência de um projeto de longo prazo, em


que não foi considerado o perfil dos produtos transacionados e a pauta
exportadora do Brasil. Em sua maioria, são produtos de baixo valor agregado,
grandes volumes e com os centros produtivos distantes dos portos de exportação.
A vocação natural de transporte para esse grupo de produtos são os modais
ferroviário e hidroviário (OLIVEIRA, 2011).

O transporte de carga pelos diferentes modais está associado a geografia


da região ou do país. No Brasil, a participação dos modais rodoviário, ferroviário
e hidroviário no transporte de cargas não é coerente, uma vez que a infraestrutura
ferroviária e hidroviária no país é insuficiente para realizar o transporte da
produção agropecuária, sendo o modal rodoviário o mais utilizado, mesmo para
longas distâncias. Essa predominância também se dá pelo baixo aproveitamento
do transporte rodoviário, uma vez que o caminhão carrega cerca de 200 vezes
menos do que uma composição ferroviária.

Com os altos custos de transporte, devido à utilização de malha viária


inadequada, somados aos serviços portuários caros e ineficientes, a produção
agropecuária brasileira fica em desvantagem nas exportações.

Transportadores e Frota de Veículos - 2014


Registro Veículos
Tipo do Transportador Veículos
Emitidos Transportador
Autônomo 843.195 1.004.160 1.2

Empresa 166.930 1.203.319 7.2

Cooperativa 404 17.968 44.5

Total 1.010.529 2.225.447 2.2

Idade Média da Frota de Veículos - 2014

Tipo de Veículo Autônomo Empresa Cooperativa Total


Caminhão leve (3,5 a 7,99T) 19,7 8,9 9,7 12,8
Caminhão leve (8 a 29T) 23,2 10,3 14,8 16,1
Caminhão Trator 17,6 7,3 12,9 12,6
Caminhão Trator Especial 15,3 4,5 9,8 9,8
Caminhão/Furgão (1,5 a 3,49T) 9,7 6,3 7,1 7,7,
Reboque 19,3 11,4 15,3 15,3
Semi-reboque 14,6 8,1 10,3 11,0
a
Semi-reboque c/ 5 roda/Bitrem 9,3 6,4 5,6 7,1
Semi-reboque Especial 13,8 7,0 8,8 9,9
Utilitário leve (0,5 a 1,49T) 12,8 7,0 9,3 9,7
Veículo operacional de apoio 25,7 17,7 10,2 17,9
Total 16,4 8,6 10,3 11,8

A idade média da frota de caminhões brasileira é muito alta,


consequentemente, veículos mais velhos consomem mais combustível, emitem
mais poluentes (monóxido de carbono), possuem elevados custos de manutenção
e são menos seguros.

3. Modal ferroviário

Da década de 1950 até o período recente, a extensão da malha ferroviária


foi reduzida. Passou de aproximadamente 38 mil quilômetros para 29,8 mil
quilômetros em 2009, e ainda passou pelo processo de privatização na década de
1990, o que revela a falta de priorização e de investimento que o setor vem
sofrendo. Apesar da tentativa de fortalecer as ferrovias através do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), o montante disponibilizado para projetos de
infraestrutura ferroviária é da ordem de R$7,9 bilhões para a construção de pouco
mais de 4,6 mil quilômetros de ferrovia, o que ainda é insuficiente para a logística
brasileira (OLIVEIRA, 2011).

Embora tenham sido construídas recentemente, as ferrovias tiveram


arquiteturas diferentes, ou seja, parte com bitola métrica (1,0 metros) e parte com
bitola larga (1,6 metros).

Os principais problemas apresentados pelas ferrovias no Brasil são:

➢ Invasão da faixa de domínio nos centros urbanos e nos acessos aos


portos;
➢ Utilização compartilhada das linhas para passageiros e cargas na Região
Metropolitana de São Paulo;
➢ Idade média elevada e quantidade insuficiente de vagões e locomotivas;
➢ Interação operacional deficiente das malhas -BITOLA;
➢ Traçado das linhas incompatível com as condições atuais.

4. Modal hidroviário

O Brasil apresenta um imenso potencial para utilização da navegação


fluvial, com mais de 40 mil quilômetros potencialmente navegáveis. No entanto, a
navegação comercial ocorre em pouco mais de 13 mil quilômetros, com
significativa concentração na Amazônia (BRASIL, 2009). Soma-se a isso a baixa
capacidade de intermodalidade e comboio, além de oferecer pouca atratividade
de investimentos devido as barreiras ambientais, o que gera um quadro limitante
para o desempenho desse modal (OLIVEIRA, 2007). São formas de navegação:

➢ Cabotagem – Realizada entre portos ou pontos do território nacional (até


12 milhas da costa);
➢ Interior - É realizada em hidrovias interiores em percurso nacional ou
internacional - Hidroviário;
➢ Longo Curso - Realizada entre porto brasileiros e estrangeiros;

Como melhorar a logística no agronegócio.

Diante desse cenário, fica fácil perceber por que a logística brasileira é
considerada cara e ineficiente e traz tantos desafios para os produtores. É
evidente que o desenvolvimento e a expansão de outros modais de transporte
seriam positivos para o setor. As malhas ferroviária e hidroviária deveriam ser alvo
de grandes investimentos, já que apresentam custos menores, têm maior
capacidade e são menos poluentes.

No país, já existem longos trechos de ferrovias, porém, ainda é necessário


estabelecer ligações entre eles. Segundo a Associação Nacional dos Transportes
Ferroviários (ANTF), o custo do frete ferroviário equivale a 50% o do rodoviário. A
integração entre as malhas rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias, chamada
“multimodalidade”, pode trazer ainda maiores reduções de custo em relação à
atual situação “Unimodal”. No entanto, embora melhorias nas condições das
rodovias e novas formas de transporte sejam urgentes, por necessitarem
altíssimos investimentos, não se pode esperar soluções imediatas nesse sentido.

Por essa razão, os produtores agrícolas precisam encontrar meios de


passar por cima desses obstáculos utilizando outros artifícios. O planejamento
estratégico deve desenhar ações que levem em conta a categoria do produto, as
suas características e também fatores como a sazonalidade. Além disso, as
soluções tecnológicas são, hoje em dia, grandes aliadas do gestor rural. Além de
auxiliarem na administração do negócio através de sistemas integrados de gestão,
como por exemplo as agricultura digital ajudam no monitoramento de todas as
etapas da cadeia produtiva.

Alguns softwares, como os sensores de produção e os sistemas de


abastecimento automatizado de frotas permitem ainda a economia de recursos,
possibilitando um controle maior dos custos operacionais. Isso é possível porque,
através do uso dessas soluções, consegue-se, respectivamente, racionalizar a
aplicação de insumos e controlar cada gota de combustível utilizada pelo
maquinário.

Aprimorar a gestão e otimizar a logística no agronegócio são medidas


fundamentais para manter e expandir a produtividade no campo. E não há dúvidas
de que tecnologia pode ser utilizada como um fator estratégico para enfrentar os
desafios do setor no Brasil e aumentar a eficiência da nossa produção.
Atividades Finais

1. Com relação ao sistema logístico utilizado no Brasil podemos afirmar que:

a. É um sistema moderno, que atende a demanda da produção agrícola;

b. A logística no agronegócio cuida de toda a movimentação de seus


materiais, como o transporte dos suprimentos dentro da produção e o
carregamento para entregar o produto ao consumidor final;

c. A logística não é parte essencial da produção do agronegócio;

d. O desafio na gestão logística dessa etapa é garantir que o transporte


não atenda as características dos produtos;

e. Todas as alternativas estão incorretas.

2. Sobre a armazenagem podemos dizer que:

a. Atende perfeitamente a produção agrícola no Brasil;

b. Deveria está localizada em áreas urbanas próximas do consumidor


final;

c. A armazenagem em fazendas poderia propiciar melhores condições


de conservação, de comercialização, menores custos, com
consequentes reflexos na rentabilidade dos produtores rurais;
d. Poderia ser feita nas propriedades como acontece nos principais
países produtores.

e. Todas as alternativas estão corretas.

GABARITO

1. Alternativa: “b”.
2. Alternativa “c”.
REFERÊNCIAS

BALLOU, RONALD H. Gerenciam neto da cadeia de suprimentos: logística


empresarial. 7º edição São Paulo, 2008.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Companhia


Nacional de Abastecimento. Situação da Armazenagem no Brasil. Brasília:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2006, 15 p.

BRASIL. Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Panorama


Aquaviário 2009. Brasília: ANTAQ, 2009. 97 p.

CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos:


criando redes que agregam valor. 2º Ed. São Paulo 2009.

GOUVEIA, L. M. B. Logística e Gestão da Distribuição. ISLA. Porto, 1995.

LICIO, A. Os eixos estruturadores e dos corredores de transportes. Revista


de Política Agrícola. Brasília, v. 9, n. 4, p. 3 – 4, 1995.

NOGUEIRA JUNIOR, S.; TSUNECHIRO, A. Caracterização e


Dimensionamento da Armazenagem de Produtos Agrícolas no Estado de
São Paulo. Informações Econômicas, São Paulo, v. 41, n. 4, p. 29-42, 2011a.

______.; ______. Pontos críticos da armazenagem de grãos no Brasil.


Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 6, n. 4, 2011b.

NOVAES, A. G. Sistemas Logísticos: Transporte, armazenagem e


distribuição física de produtos. São Paulo: Editora Edgard Blucher Ltda, 1989.

NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de


Janeiro: Campus, 2001.

OLIVEIRA, A. L. R. Perfil da logística de transporte de soja no Brasil.


Informações Econômicas, São Paulo, v. 36, n. 1, p. 17-25, 2006.

______. Transporte de soja do Estado do Mato Grosso para exportação: uma


aplicação de programação linear. Revista de Economia Agrícola, São Paulo, v. 54,
p. 33-41, 2007.

________. A logística agroindustrial frente aos mercados diferenciados:


principais implicações para a cadeia da soja. Informações Econômicas, SP, v.
41, n. 6, jun. 2011.