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Células do sangue

O sangue contém as hemácias (glóbulos vermelhos) ou eritrócitos, os glóbulos


brancos ou leucócitos e fragmentos citoplasmáticos conhecidos como
plaquetas sanguíneas. Onde estes componentes são suspensos no plasma,
que corresponde à porção líquida do sangue. O sangue é considerado um
tecido conjuntivo especial não porque suas células produzem matriz
intracelular, mas porque elas se desenvolvem a partir de mesênquima.
Os eritrócitos contêm hemoglobina, uma proteína vermelha características que
tem as propriedades necessárias para realizar o transporte de oxigênio dos
pulmões para os tecidos. As mesmas células sanguíneas também facilitam o
transporte de CO2 (dióxido de carbono) dos tecidos para os pulmões. Uma
característica exclusiva da manutenção eritróide é que todos os eritrócitos em
formação expulsa o seu núcleo antes de entrar na circulação. Os núcleos são
também ausentes nas plaquetas, uma vez que elas são fragmentos de
citoplasma revestidos por membranas. As plaquetas desempenham papel
importante no deslocamento da hemorragia a partir dos vasos sanguíneos.

Os leucócitos são assim denominados porque após a disseminação de seu


volume eles se apresentam quase brancos. Eles têm função defendendo o
corpo da devastação de uma infecção, são altamente protetores. Cinco
diferentes tipos de leucócitos são reconhecidos, cada um com função variada e
aspecto microscópico característico.

ERÍTROCITOS
O eritrócito é um disco bicôncavo, com um tempo de vida limitado de cerca de
quatro meses, cada litro de sangue periférico normal adulto contém quase 5 x
10¹² eritrócitos. O papel da proteína eritrocítica hemoglobina, a qual consiste de
agrupamentos heme contendo ferro, conjugadas á proteína, é de transporta
oxigênio. A oxiemoglobina, a forma oxigenada vermelha desta proteína, torna-
se mais escura e levemente azulada conforme ela libera o seu oxigênio aos
tecidos. Os eritrócitos apresentam a enzima anidrase carbônica, a qual facilita
a capacidade do CO2 dos tecidos e sua descarga nos pulmões.
IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
Anemias
Qualquer diminuição significativa da concentração sanguínea de hemoglobina,
devido ou a redução no número total de eritrócitos circulantes ou á diminuição
do seu conteúdo individual de hemoglobina, é descrito como anemia. Pacientes
anêmicos geralmente se apresentam pálidos e podem ficar cansados e
desanimados, devido á reduzida liberação de oxigênio para os tecidos. No caso
de uma condição geneticamente transmitida denominada anemia falciforme,
onde os eritrócitos tornam-se deformados em crescentes alongamentos (foices)
no processo de liberação de seu oxigênio. Normalmente os eritrócitos circulam
por 100 a 120 dias e, em seguida são fagocitados, principalmente por
macrófagos do baço. Se eritrócitos são destruídos prematuramente, ou se a
produção de eritrócitos falha em se manter com as necessidades diárias ocorre
à anemia.

PLAQUETAS
São pequenas estruturas semelhantes a placas, chamadas plaquetas
sanguíneas ou trombócitos. Estas estruturas circulantes potencialmente
secretoras são produzidas por megacarciócitos, células gigantes da medula
óssea vermelha. As plaquetas representam fragmentos inteiramente
citoplasmáticos, cobertos por células e sem um componente nuclear porque
elas são produzidas através de fragmentação do citoplasma subdividido de
megacariócitos.
As plaquetas capturam do sangue o potente vasoconstritor serotonina e o
acúmulo em grânulos elétron- densos, denominados grânulos densos ou
corpúsculos densos. Também importante é o fator de crescimento derivado das
plaquetas, um principal promotor de proliferação em fibroblastos, células
musculares lisas e algumas outras células. As plaquetas podem descarregar
seus conteúdos granulares por exocitose, elas têm o potencial para fagocitose
ativa. Algumas descargas granular ocorre através de canalículos que se
conectam á superfície, que são invaginações tubulares, conhecidas com
sistema de túbulos densos, cujo significado funcional permanece avaliado de
maneira inclusiva.
O tempo de circulação máxima para plaquetas é de cerca de 10 dias, após os
quais eles são fagocitados por macrófagos, principalmente por aqueles do
baço.

IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
Um importante papel das plaquetas é limitar a hemorragia
A lesão ao revestimento endotelial de um vaso sanguíneo expõe o colágeno e
outros componentes normalmente encobertos da parede vascular diretamente
ao sangue. Quando as plaquetas circulantes entram em contato com alguns
componentes vasculares, elas aderem a eles. O contato com direto com o
colágeno é também um estimulo que leva as plaquetas a liberarem seus
grânulos de secreção, uma importante resposta conhecida como reação de
liberação. Assim, a serotonina liberada promove a contração da camada
circular das células musculares lisas presentes na maioria das paredes dos
vasos sanguíneos, e esta ação reduz a perda de sangue a partir de vasos
lesados.
As plaquetas rapidamente se acumulam na superfície luminal de um vaso em
sangramento conforme número delas se aderem àquelas já aderidas
(agregação plaquetária). O vedamento temporário ou tampão plaquetário que
elas constituem cresce o bastante para deter a conseqüente perda de sangue a
partir do vaso.

LEUCÓCITOS
São células móveis que estão subdivididas em cinco tipos, de acordo com as
suas características de coloração e atividade funcionais respectivas dentro e
fora da corrente sangüínea.
Os leucócitos são amplamente categorizados com leucócitos granulócitos, que
contém grânulos e leucócitos agranulócitos, que não contém grânulos nítidos.
Os três tipos de granulócitos são os eosinófilos, com grânulos específicos que
podem se coram com corantes ácidos como a eosina; os basófilos, com
grânulos específicos que são notadamente basófilos e os neutrófilos, com
grânulos específicos que não são notadamente acidófilos ou basófilos em pH
neutro. Os neutrófilos são também conhecidos como leucócitos
polimorfonucleares (polimorfos), porque o seu núcleo pode ter de dois a cinco
lóbulos. Os dois tipos de leucócitos são os linfócitos, os quais são encontrados
tanto na linfa como no sangue e os monócitos, as grandes células circulares
que são os precursores dos macrófagos.

NEUTRÓFILOS (POLIMORMOS)
A maioria dos leucócitos apresentados em uma distenção sanguínea é de
leucócitos maduros. Estas células representam de 50 a 70% da contagem de
leucócitos totais do sangue periférico adulto. O núcleo do neutrófilo maduro é
segmentado, com dois a cinco lobos interligados por delgadas faixas, e
cromatina condensada e corada em escuro.
Os neutrófilos circulam no sangue de 6 a 10 horas. Em seguida eles entram
nos tecidos com células móveis e continuam suas importantes atividades
fagocitárias por outros 2 a 3 dias. Seu alvo principal são as bactérias, as quais
eles englobam e destroem prontamente usando o peróxido de hidrogênio e
outras moléculas bactericidas, juntamente com muitas enzimas diferentes de
seus grânulos revestidos por membranas.

EOSINÓFILOS
Apenas de 1 a 4% dos leucócitos no sangue periférico normal adulto são
eosinófilos. Estes granulócitos são ligeiramente maiores que os neutrófilos, e
seu núcleo consistem em apenas dois lobos. A sua característica mais
marcante, é a presença de seus grânulos específicos acidófilos, os quais se
coram de vermelho brilhante ou em púrpura- vermelho. O conteúdo de enzimas
destes grânulos indica que, no caso dos eosinófilos, os grânulos são derivados
de lissosomas. Os eosinófilos circulam por 10 horas no sangue periférico, e em
seguida entram no tecido conjuntivo frouxo e permanecem lá por até 10 dias.

BASÓFILOS

Os basófilos são um raro tipo de leucócitos que representam 0,5 a 1% do total


de leucócitos do sangue periférico. Quase tão grandes quanto os neutrófilo, os
basófilos possuem um núcleo que geralmente te dois lobos, mas pode ter mais.
Possui forma esférica e núcleo irregular em forma de trevo. Seu núcleo
geralmente não é segmentado ou bilobulado seu citoplasma é levemente
basofílico (cor azul) e quase sempre ofuscado pelos vários grânulos grosseiros
corados de roxo. Os granulos estão dispostos irregularmente cobrindo também
o núcleo. Acredita-se que também participam de processos alérgicos;
produzem histamina e heparina. Não são considerados os precursores dos
mastócitos pois eles têm origens diferentes. Os basófilos são ativados pela
presença de estímulos como as anafilotoxinas e os complexos IgE-antigeno. A
resposta dos basófilos traduz-se em dois processos complementares:
desgranulação e libertação de histamina; e sintese e libertação de derivados do
ácido araquidónico (leucotrienios, tromboxanos e prostaglandinas). A sua
participação no choque anafilático (sistêmico) é maior que o mastócitos, pois os
basófilos são células que realmente estão presentes no sangue, e liberam os
mediadores para a circulação.

LINFÓCITOS

Os linfócitos compreendem de 20% a 40% dos leucócitos do sangue periférico.


São observados em microscópio atraves de colorações específicas, sendo
possível fazer um estudo da morfologia dos linfócitos. Geralmente os linfócitos
entre os leucócitos do sangue são as menores células.

Além de estarem presentes no sangue, eles entram nos tecidos e também


estão presentes na linfa (dai o seu nome). Os linfócitos do sangue periférico
são de 2 tamanhos. A maioria deles é de pequeno linfócitos, com diâmetro de 6
a 9 micrômetros. O restante é de grande linfócitos com o diâmetro médio de 12
micrômetros. Os linfócitos são classificados como leucócitos agranulócitos
poque eles não tem grânulos específicos.

Os pequenos linfócitos possuem um pequeno núcleo esfeérico ou com uma


pequena reentrância (ou endentação), com abundante cromatina condensada
corada em escuro. A população de pequenos linfócitos representa 2 diferentes
tipos de celulas reponsivas a antigenos – linfocitos B e Linfocitos T. A
diferenciação dos linfocitos B ocorre inteiramente na medula ossea, certos
estagios criticos da diferenciação dos linfocitos T ocorre no timo, os dois
linfocitos tem aparencias morfologicas identicas e tecnicas especias são
utilizadas para destingui-los.
Os grandes linfocitos possuem um núcleo que é ligeiramente maior e mais
corado, embora tambem esferico ou levemente endentado. O citoplasma é
mais ligeiramente mais abundante que os pequenos linfocitos e igualmente ou
mais basófilos.

MONÓCITOS

Os monócitos são lecócitos agranulócitos que constituem de 2% a 6% do total


de leucócitos do sangue. Como eles representam o maior tipo de leucócitos,
são relativamente faceis de encontar nas distensões sanguíneas. Os monócitos
desenvolvem-se a partir da medula óssea, circula depois na corrente
sanguínea por poucos dias e finalmente deslocam-se para os tecidos onde, por
razões históricas, são denominados macrófagos (ou outros nomes).

Os monócitos representam uma fonte principal de certas citocinas. Eles te


potencial de se fusionarem uns aos outros, produzindo células gigantes de
corpo estranho e osteoclastos.