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BELA VISTA FLORESTAL

PROJETO TÉCNICO

IRRIGAÇÃO DE MUDAS
EM VIVEIRO FLORESTAL

ERIKA VILELA - ENG. AGRÔNOMA


CREA-MG: 77.310/D

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Sumário

1 - Identificação do Responsável Técnico ............................................................................................... 3


2 – Identificação do proprietário ............................................................................................................ 3
3 – Identificação do imóvel ..................................................................................................................... 3
4 – Apresentação do empreendimento .................................................................................................. 4
5 -Objetivos ............................................................................................................................................. 4
6 - Descrição da atividade ....................................................................................................................... 4
7 - Sistema de irrigação ........................................................................................................................... 5
7.1 – Captação de água ....................................................................................................................... 5
7.2 - Detalhamento do sistema ........................................................................................................... 6
7.2.1 - Aspersores ............................................................................................................................ 6
7.2.2 - Área irrigada ......................................................................................................................... 6
7.2.3 - Duração da irrigação e volume de água ............................................................................... 8
8 - Croquis ............................................................................................................................................. 16
8.1 – Detalhamento das redes de alimentação ................................................................................ 16
8.2 - Pátio de Crescimento A ............................................................................................................. 17
8.3 - Pátio de Crescimento B ............................................................................................................. 18
8.4 - Pátio de Crescimento C ............................................................................................................. 19
8.5 - Pátio de Expedição .................................................................................................................... 20
9 -Referências ........................................................................................................................................ 21

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PROJETO TÉCNICO

IRRIGAÇÃO DE MUDAS EM VIVEIRO FLORESTAL

1 - Identificação do Responsável Técnico

Nome: Erika Steinmetz Vilela


Habilitação: Engenheira Agrônoma
Número de Registro no CREA-MG: 77.310/D
RENASEM RT: MG-00235/2005
Endereço: Fazenda Bela Vista, Caixa Postal 17, Campo Belo – MG
Telefone: (35) 9 9965-0044, 3832-1132
E-mail: erika@belavistaflorestal.com.br

2 – Identificação do proprietário

Nome: Ricardo Steinmetz Vilela e outros


CPF: 855.250.816-87
IE: 001.220710.0073
RENASEM Produtor de mudas: MG-00948/2006
Endereço: Fazenda Bela Vista, Caixa Postal 17, Campo Belo – MG
Município: Campo Belo - MG
Telefone: (35) 9 9976-0299

3 – Identificação do imóvel

Denominação: Fazenda Bela Vista


Localização: Rua Clarimundo Gambogi, s/n, Bairro Jardim Brasil Vilela
Município: Campo Belo – MG
Nº de matrícula do imóvel: 8.176 (Livro nº 2 - Cartório de Registro de Imóveis Maia Rios)
Área Total: 27,9 ha
Área de reserva legal: 5,71 ha
Nº de registro no CAR: MG-3111200-1E2E.91C3.AE42.4C39.8A28.337B.C1C1.54CA
Coordenadas Geográficas: 20°53'57.99''S 45°17'29.52''O
Principal atividade: Cultivo de café e produção de mudas florestais
Bacia Hidrográfica: Rio Grande
Altitude: 900 m (em média)
Roteiro de Acesso: Entrada da fazenda a duzentos metros (200 m) das antenas de
telecomunicações, ao final da Rua Clarimundo Gambogi, no Bairro Jardim Brasil Vilela, Campo Belo
– MG.

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4 – Apresentação do empreendimento

A Bela Vista Florestal, de propriedade dos irmãos Ricardo e Erika Vilela, iniciou suas
atividades em 2003 com a produção de mudas florestais de espécies nativas e eucalipto clonal.
A empresa participou de convênios com o IEF - Instituto Estadual de Florestas - entre os
anos 2007 e 2010, sendo responsável pelo planejamento e supervisão da implantação de 165 ha
de florestas nativas em diversos municípios da região sudoeste de MG. Também ficou a cargo da
Bela Vista Florestal a produção das mudas nativas que foram doadas aos produtores rurais
fomentados pelo projeto. Ao todo, mais de 280.000 mudas, distribuídas entre 65 espécies nativas
foram produzidas no viveiro da Bela Vista Florestal nesse período para esse fim.
A Bela Vista Florestal iniciou em 2006 o Programa de Melhoramento Genético de Cedro
Australiano (Toona ciliata var. Australis), com objetivo de desenvolver o potencial de uma espécie
exótica para produção de madeira de alta qualidade. A empresa acredita que uma das formas
mais importantes de se preservar as florestas nativas é oferecendo uma madeira alternativa, de
alto valor, cultivada para essa finalidade.

5 -Objetivos

Esse projeto visa detalhar o dimensionamento do sistema de irrigação instalado na Bela


Vista Florestal e justificar o volume de água consumido nos pátios de produção de mudas frente
aos processos de outorgas solicitados pela empresa.
Faz-se necessário esclarecer que o dimensionamento instalado no viveiro foi feito com
base na necessidade de reposição de água consumida pela planta na evapotranspiração, assim
como pela capacidade de retenção de água do substrato usado na produção das mudas. A
premissa básica é a de que a água utilizada pela planta e perdida através de evaporação deve ser
reposta ao longo do dia para garantir o pleno desenvolvimento das mudas.

6 - Descrição da atividade

O viveiro da Bela Vista Florestal opera utilizando importantes avanços tecnológicos


desenvolvidos por pesquisadores da área, avanços estes que hoje se tornaram essenciais para
produção de mudas de qualidade.
A Bela Vista tem estrutura para produção anual de 5 milhões de mudas por ano. As mudas
de eucalipto e cedro australiano são produzidas pelo sistema de clonagem por mini-estaquia, e
passam por duas etapas: fase de enraizamento (em cultivo protegido) e fase de crescimento (a
pleno sol).
A empresa não produz mudas em sacolas, recipientes usados antigamente, que geram uma
série de problemas, desde a má formação do sistema radicular por enovelamento das raízes, até
ergonômicos aos funcionários que precisam trabalhar agachados nos canteiros. Na Bela Vista as

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mudas são produzidas em tubetes plásticos, acomodados em bandejas, que apresentam inúmeras
vantagens como: peso reduzido, estrias internas direcionando o crescimento das raízes, e são
retornáveis, ou seja, após o plantio os clientes devolvem os tubetes, que são reutilizados por
vários ciclos de produção consecutivos, ao longo de anos.
O meio de cultivo usado é o substrato florestal à base de casca de pinus (densidade de 314
kg/m³, CRA 136% peso/peso), misturado à casca de arroz carbonizada e vermiculita. Tal mistura
apresenta textura porosa, que proporciona a aeração adequada para o bom desenvolvimento do
sistema radicular das espécies florestais, e garante condições fitossanitárias ideais para as raízes.
A área total do viveiro é de 5,7 ha, e a área irrigada a pleno sol tem 2,6 ha. O sistema de
irrigação adotado é a micro-aspersão. O sistema foi dimensionado de acordo com a necessidade
hídrica das mudas de eucalipto e cedro australiano, produzidas em tubetes plásticos.

Figura 1: Área total do viveiro (polígono vermelho) e áreas de pátios (polígonos azuis)

7 - Sistema de irrigação

7.1 – Captação de água

A água usada para irrigação é captada por dois poços tubulares (artesianos), de vazão de 6
m³/h e 12 m³/h. O tempo máximo de trabalho dos poços é de 21 horas/dia cada. Somados os
poços, é possível captar 378 m³ de água/dia para utilização no viveiro. A água captada é
armazenada em três reservatórios, dos quais parte a rede de distribuição para os pátios.

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O sistema usado é irrigação por micro-aspersão, que se caracteriza pela aplicação de água
em forma de chuva artificial, através do fracionamento do jato de água realizado por
estruturas denominadas micro-aspersores. A rede de distribuição é subterrânea, e compõe-se das
seguintes partes: conjunto motobomba, linha principal, linha secundária, aspersores e acessórios
(válvulas solenóides, filtros, registros, controles de automação).
A eficiência desse sistema de irrigação é relativamente alta, devido principalmente à
capacidade de controlar a quantidade e horário de aplicação das lâminas d'água.

7.2 - Detalhamento do sistema

7.2.1 - Aspersores

São usados micro-aspersores giratórios do modelo Hadar 7110 da marca NaanDanJain, com
asa giratória de longo alcance, distribuindo a água uniformemente em 360° num diâmetro
molhado de até 10,6 m. Os micro-aspersores são instalados a 1,20 m de altura em relação ao chão
e operam com pressão de 1,5 bar, proporcionando vazão de 192 litros/hora. Nesta vazão, a
distância entre os micro-aspersores deve ser de 4 m para que ocorra uma sobreposição da lâmina
d'água de 30%.

Figura 2: Irrigação por micro-aspersão.

7.2.2 - Área irrigada

A área de mudas a pleno sol possui 2,6 ha e é divida em dois pátios - Crescimento e
Expedição - que se dividem em setores de tamanhos variados. Essa variação ocorre devido ao
aproveitamento da área frente à declividade do terreno.
O Pátio de Crescimento se subdivide em A, B e C, sendo que o Crescimento A é composto
por 15 setores, irrigados aos pares, Crescimento B é composto por 6 setores, e Crescimento C por
3 setores.
O Pátio de Expedição se subdivide em A, B e C, sendo que Expedição A é composta por 5
setores, Expedição B e C são compostas por 6 setores cada uma.
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Os canos da rede de distribuição são dimensionados da seguinte forma:

- rede de alimentação principal (75 mm Ø) que transporta a água dos poços artesianos para os
reservatórios;

- Crescimento A, B e C:
- dos reservatórios à casa de bomba (100 mm Ø)
- da casa de bomba às válvulas solenóides (50 mm Ø)
- linhas de distribuição (32 mm Ø)
- linhas de aspersores (25 mm Ø)

- Expedição A, B e C:
- dos reservatórios à casa de bomba (75 mm Ø)
- da casa de bomba às válvulas solenóides (75 mm Ø)
- linhas de distribuição (50 mm Ø)
- linhas de aspersores (25 mm Ø)

Expedição

Crescimento
Reservatórios

Figura 3: Vista aérea dos Pátios de Crescimento e Expedição.

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A tabela seguinte indica o número de micro-aspersores em funcionamento para cada setor
de cada pátio.

Nº total de Nº total de
Pátio Setor Nº aspersores em Pátio Setor Nº aspersores em
funcionamento funcionamento

1e2 64 1 0
3e4 80 2 72
5e6 76 3 69
Exp A
7e8 78 4 66
Cresc A
9 e 10 64 5 66
11 e 12 64 6 41
13 e 15 61 1 42
14 51 2 36
1 41 Exp B 3 36
2 35 4 36
3 34 5 30
Cresc B
4 45 1 43
5 38 2 40
6 38 3 40
Exp C
1 30 4 36
Cresc C 2 42 5 39
3 64 6 34
Tabela 1 - Quantidade de micro-aspersores em funcionamento em cada setor.

7.2.3 - Duração da irrigação e volume de água

O tempo de irrigação é determinado conforme a espécie produzida e sua respectiva


demanda por água. Tal demanda é influenciada por diversos fatores, que vão ditar a frequência de
irrigação e volume de água fornecido. Tanto a frequência quanto o volume são definidos pela
evapotranspiração, que consiste na quantidade de água perdida por evaporação pelo solo e
transpirada pelas plantas para a atmosfera, permitindo a ascensão dos nutrientes para o seu
metabolismo.
O tipo de substrato e o volume dos recipientes nos quais as mudas se desenvolvem
também influenciam diretamente a necessidade de irrigação. O consumo de água em viveiros é
pouco influenciado pela precipitação pontual. O reduzido volume de substrato dentro dos
recipientes não é capaz de reter a água de chuvas rápidas, como ocorre em cultivos de solo. Por
exemplo: após uma chuva volumosa durante a madrugada, as mudas amanhecem úmidas o
suficiente para tolerarem algumas horas de sol. Caso ocorra forte insolação ao longo do dia, o
substrato perderá a umidade por evaporação e/ou consumo da planta, e após algumas horas será
necessária irrigação para repor e manter adequada a umidade do substrato.

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Nos dias de muita nebulosidade e consequentemente menor consumo de água pelas
plantas, ou dias com precipitação, o sistema de irrigação pode ter seu tempo de funcionamento
reduzido, ou até mesmo ser desativado temporariamente. Porém, para o dimensionamento do
sistema em viveiros de mudas, deve-se considerar a maior demanda de água pela planta, uma vez
que o fornecimento de água deve ser garantido para os dias de condições extremas e capacidade
de lotação máxima do viveiro.
De acordo com Lopes et al., no artigo "QUALIDADE DE MUDAS DE EUCALIPTO
PRODUZIDAS SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E DOIS TIPOS DE
SUBSTRATO", irrigar com eficiência em recipientes pequenos chega a ser um grande desafio.
Tubetes apresentam particularidades quando comparados com o cultivo em solos, devido à maior
frequência de irrigação, que se faz necessária em função do baixo volume de substrato disponível
para a planta. Tal fato requer maior controle da irrigação, prevenindo tanto o estresse hídrico
quanto o encharcamento do substrato, ambos prejudiciais para a formação da muda.
Lopes et al. demonstra que a lâmina que garantiu o melhor desenvolvimento morfológico
das mudas de eucalipto (em altura, número de folhas, área do limbo foliar, sistema radicular e
diâmetro de coleto) foi a de 14 mm/dia, para ambos os substratos estudados (um à base de casca
de pinus + vermiculita e outro à base de casca de pinus + vermiculita + carvão + turfa).
Os gráficos a seguir foram retirados do referido artigo, e demonstram que a lâmina d'água
de 14 mm/dia é a mais adequada à formação das mudas.

Gráfico 1 - Ao final dos 108 dias de experimento, Lopes et. al. verificou que a lâmina de 14 mm/dia promoveu maior
desenvolvimento em altura das mudas de eucalipto. (Imagem retirada do artigo "QUALIDADE DE MUDAS DE
EUCALIPTO PRODUZIDAS SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E DOIS TIPOS DE SUBSTRATO").

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Gráfico 2 - Ao final dos 108 dias de experimento, Lopes et. al. verificou que a lâmina de 14 mm/dia promoveu maior
desenvolvimento do colo das mudas de eucalipto. (Imagem retirada do artigo "QUALIDADE DE MUDAS DE
EUCALIPTO PRODUZIDAS SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E DOIS TIPOS DE SUBSTRATO").

Gráfico 3 - Ao final dos 108 dias de experimento, Lopes et. al. verificou que a lâmina de 14 mm/dia promoveu maior
desenvolvimento do sistema radicular das mudas de eucalipto. (Imagem retirada do artigo "QUALIDADE DE MUDAS
DE EUCALIPTO PRODUZIDAS SOB DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E DOIS TIPOS DE SUBSTRATO").

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Na Bela Vista Florestal a lâmina d'água adotada é de 14,4 mm/dia. O acréscimo de 0,4
mm/dia se fez necessário devido à arquitetura das plantas de cedro australiano. Esta espécie
apresenta folhas compostas alternadas, que promovem o "efeito guarda-chuva", ou seja, no
canteiro, as folhas se sobrepõe umas às outras, dificultando o molhamento do substrato dentro do
tubete. Para solucionar tal problema, a lâmina d'água foi ajustada para 14,4 mm/dia.

Figura 4 - Detalhe da arquitetura da muda de cedro australiano, e comparação entre bandejas de mudas de
eucalipto e bandejas de mudas de cedro australiano (folhas sobrepostas) .

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A distribuição da lâmina d'água durante o dia é feita de acordo com a demanda criada pela
evapotranspiração na planta. Ao longo do dia, com a elevação da radiação solar e temperatura, há
um aumento gradual da transpiração, estreitamente acompanhada pela absorção de água
realizada pelas raízes.
De acordo com a curva de transpiração/absorção demonstrada na tabela abaixo é possível
ver que nos horários mais quentes, às 12:00 h e 13:00 h, a transpiração chega a 100%. Para evitar
que a planta entre em ponto de murcha, é necessário irrigar sempre que a taxa de transpiração da
planta atinja 50%. Sendo assim, a lâmina d'água é distribuída dentro da faixa de 50 e 100% de
transpiração, o que ocorre entre 8:00 h e 16:00 h.

% % Duração
Irrigação Hora do dia Função
Transpiração Absorção (min)

- 0 2 9 9,0 -
- 1 4 9 9,0 -
- 2 5 9 9,0 -
- 3 5 9 9,0 -
- 4 4 7 7,3 -
- 5 4 7 7,3 -
- 6 18 10 18,4 -
- 7 32 18 32,1 -
1 8 50 32 50,0 00:05:00
2 9 64 46 63,6 00:06:00
3 10 80 58 79,6 00:08:00
4 11 95 71 95,5 00:09:00
5 12 100 83 100,0 00:10:00
6 13 100 94 100,0 00:10:00
7 14 95 91 95,4 00:09:00
8 15 75 81 81,3 00:08:00
9 16 55 64 63,5 00:06:00
- 17 35 46 45,5 -
- 18 23 33 32,7 -
- 19 13 19 19,2 -
- 20 5 18 17,8 -
- 21 6 18 17,8 -
- 22 6 16 15,9 -
- 23 3 12 12,3 -

Tabela 2 - Irrigação programada para os horários em que a planta transpira entre 50% e 100%.

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O gráfico seguinte ilustra o comportamento da curva de transpiração e absorção ao longo
do dia.

Curva de transpitação e absorção


% de translocação

120

100

Transpiração
80
Absorção
60

40

20

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
Horário

Gráfico 4 - A transpiração atinge 100% entre 12:00 h e 13:00 h.

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Como demonstrado na Tabela 2, em condições extremas poderão ser necessárias até 9
irrigações ao dia. Calculando, chega-se à duração média de 08:00 min. para cada irrigação, e
teremos o seguinte consumo de água distribuído por setor:

Duração Tempo Volume


Área Nº de Nº Vazão Lâmina Volume
Setor de cada total consumido
Pátio do asperso irrigaç aspersor d'água consumido
Nome irrigação irrigações /dia /
setor res ões (L/h) (mm/dia) /dia (L)
(min) (min) setor(L)

1e2 1.024 64 9 8 72 192 14,4 14.746


3e4 1.280 80 9 8 72 192 14,4 18.432
5e6 1.216 76 9 8 72 192 14,4 17.510
Cresc 7e8 1.248 78 9 8 72 192 14,4 17.971
123.955
A 9 e 10 1.024 64 9 8 72 192 14,4 14.746
11 e 12 1.024 64 9 8 72 192 14,4 14.746
13 e 15 976 61 9 8 72 192 14,4 14.054
14 816 51 9 8 72 192 14,4 11.750
1 656 41 9 8 72 192 14,4 9.446
2 560 35 9 8 72 192 14,4 8.064
Cresc 3 544 34 9 8 72 192 14,4 7.834
B 4 720 45 9 8 72 192 14,4 10.368
5 608 38 9 8 72 192 14,4 8.755 79.642
6 608 38 9 8 72 192 14,4 8.755
8 480 30 9 8 72 192 14,4 6.912
Cresc
10 672 42 9 8 72 192 14,4 9.677
C
CS 1.024 64 9 8 72 128 9,6 9.830
A1 1.088 68 0 0 0 192 0 0
A2 1.152 72 9 8 72 192 14,4 16.589
A3 1.104 69 9 8 72 192 14,4 15.898
Exp A 72.346
A4 1.056 66 9 8 72 192 14,4 15.206
A5 1.056 66 9 8 72 192 14,4 15.206
A6 656 41 9 8 72 192 14,4 9.446
B1 672 42 9 8 72 192 14,4 9.677
B2 576 36 9 8 72 192 14,4 8.294
Exp B B3 576 36 9 8 72 192 14,4 8.294 41.472
B4 576 36 9 8 72 192 14,4 8.294
B5 480 30 9 8 72 192 14,4 6.912
C1 688 43 9 8 72 192 14,4 9.907
C2 640 40 9 8 72 192 14,4 9.216
C3 640 40 9 8 72 192 14,4 9.216
Exp C 53.453
C4 576 36 9 8 72 192 14,4 8.294
C5 624 39 9 8 72 192 14,4 8.986
C6 544 34 9 8 72 192 14,4 7.834
Volume total consumido/dia (L) > 370.867 370.867
Volume total consumido/dia (m³) > 370,86 370,86
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Os cálculos usados na determinação do volume de água consumido por dia são:

▪ Área do setor (m) = nº de aspersores x 16, sendo 16 a área de molhamento de cada aspersor

▪ Volume consumido/dia (L) = [ (vazão aspersor x tempo tot irrig)/60 ] x nº aspersores

▪ Lâmina d'água (mm/dia) = volume consumido dia / área do setor

Somando os volumes consumidos por dia em cada setor, temos o volume total consumido
no viveiro, que é de 370,86 m³/dia.
O poço artesiano localizado nas coordenadas 20 53' 57'' S / 45 18' 1,90''O (Poço 2)
possui vazão de 6m³/h, e o poço artesiano localizado nas coordenadas 20 54' 02''S / 45 17' 32''W
(Poço 3) possui vazão de 12 m³/h. Juntos somam 18 m³/h, que ao longo de 21 horas trabalhadas,
fornecem 378 m³ de água/dia, garantindo assim o abastecimento do viveiro.

Figura 5 - Vista geral do Pátio de Expedição com mudas de eucalipto.

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8 - Croquis

8.1 – Detalhamento das redes de alimentação

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8.2 - Pátio de Crescimento A

17
8.3 - Pátio de Crescimento B

18
8.4 - Pátio de Crescimento C

19
8.5 - Pátio de Expedição

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9 -Referências

LOPES, J. L. W.; SAAD, J. C. C.; GUERRINI, I. A.; LOPES, C. F. "Qualidade de mudas de


eucalipto produzidassob diferentes lâminas de irrigação e dois tipos de substrato" - Revista
Árvore, Vol. 31, num. 5, p. 835-843, 2007- Universidade Federal de Viçosa

LOPES, J. L. W. "Produção de mudas de Eucalyptus grandis W. (Hill ex. Maiden) em


diferentes substratos e lâminas de irrigação." 111 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia)
Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2004.

RODRIGUES, S. B. S.; MANTOVANI, E. C.; OLIVEIRA, R. A.; PAIVA, H. N.; ALVES, M. E.


B. "Necessidades hídricas de mudas de eucalipto na região centro-oeste de Minas Gerais.
Irriga", v. 16, n. 2, p. 212 - 223, 2011.

FREITAG, A. S. "Freqüências de irrigação para Eucalyptus grandis e Pinus elliottii em


viveiro". 60 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) – Universidade Federal de
Santa Maria, Santa Maria, 2007.

LOPES, J. L. W.; SAAD, J. C. C.; GUERRINI, I. A.; LOPES, C. F."Influência dos fatores
bióticos e abióticos na sobrevivência de eucalipto em função do solo e do manejo de viveiro."
Biotemas, v. 22, n. 2, p. 29 - 38, 2009.

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