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QUE TEMPO É ESTE?

Romanos – 13:8-14

Introdução

O tempo não pára. Hoje é 9 de Maio e metade ano de 2010 já passou


e não volta mais. Estamos caminhando. Qual o nosso ponto de
partida? Onde estamos? Para aonde vamos? Essas perguntas nos
convidam para uma pausa para reflexão.

O tempo deve ser entendido não apenas como quantidade, que pode
ser medido, mas como qualidade, que dá sentido à vida.. Mais
importante do que quantos anos de vida nós temos é o quanto de
vida há em nossos anos. Cristo morreu com 33 anos e dividiu a
história em duas épocas: antes e depois; Martin Luther King, Peter
Marshall e Dietrich Bonhoeffer morreram com menos de 40 anos e
marcaram a história.

Paulo afirma que está escrevendo a pessoas que conhecem o tempo


em que estão vivendo (13.11). Jesus fala da importância de
discernirmos os sinais do tempo. Por isso, vamos refletir sobre o
tema: Que tempo é este?

É TEMPO DE CULTIVAR RELACIONAMENTOS NUTRIDOS EM


AMOR

No capítulo 13.1-7 Paulo falou sobre o princípio da consagração cristã


que é o cumprimento das obrigações, resumidas no versículo 7:
"Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem
imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra".

Agora, ela fala de uma obrigação permanente: Amar o próximo como


a si mesmo (13.8-10). Ele reafirma o ensino de Jesus de que a lei se
resume no amor e conclui: "O amor não pratica o mal contra o
próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor" (13.10).
Agostinho dizia: "Ame, depois faça o que quiser".

Esse amor que nutre os relacionamentos tem uma fonte: Deus (1


João 4.8; Romanos 5.5). Amamos com o amor de Deus derramado
em nossos corações através do dom do Espírito Santo!
A expressão prática desse amor em relação a Deus é a adoração. Em
contrapartida em relação ao próximo a expressão prática do amor é o
serviço mútuo de acordo com 1 Pedro 4.10. Esse serviço deve
acontecer em nossos lares, no nosso trabalho, na escola, nas nossas
células, nos encontros de celebração etc.

O resultado é a comunhão na qual vivemos a vida em plenitude. Uma


poesia baseada no Salmo 133 expressa essa realidade.

 Na primeira estrofe, é vista a beleza dessa comunhão.


 A segunda estrofe fala do testemunho dessa comunhão no
mundo - Como o mundo precisa desse testemunho!
 A terceira estrofe é uma oração, que deve ser agora a nossa
oração:

Que tempo é este?

É TEMPO DE DESPERTAR PARA AS AMEAÇAS E AS


OPORTUNIDADES

Entre a nossa conversão e a volta do Senhor em glória é o tempo da


missão. A volta do Senhor é iminente. Um dia para ele é como mil
anos e mil anos como um dia. A salvação, como restauração final de
todas as coisas, está mais próxima de nós agora do que quando
cremos (13.11). Portanto, não é hora de dormir, mas de vigiar, de
trabalhar, de cumprir a missão! O cumprimento pleno de todas as
promessas de Deus para o seu povo acontecerá quando o Evangelho
do Reino tiver sido pregado em testemunho a todas as nações
(Mateus 24.14)!

Precisamos estar despertos para percebermos as ameaças


representadas pelas trevas e as oportunidades representadas pela
luz.

"Vai alta a noite" (13.12). Faz-se noite, trevas, em nosso mundo.


Somos ameaçados a toda a hora pela violência, pela corrupção, pelas
tentações de toda ordem. Por isso, Jesus dirige a nós as mesmas
palavras dirigidas aos discípulos no Getsêmane, quando eles dormiam
numa hora de extremo perigo:
"Então, nem uma hora pudestes vós vigiar
comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em
tentação; o espírito, na verdade, está pronto,
mas a carne é fraca" (Mateus 26.40-41).

Não podemos dormir quando a integridade moral e espiritual das


nossas vidas e da igreja é ameaçada por todos os lados. Sejamos
sóbrios, vigilantes!

"Vem chegando o dia..." (13.12). O dia é o tempo de trabalho. "É


necessário que façamos a obra do Senhor enquanto é dia; a noite
vem, quando ninguém pode trabalhar" (João 9.4). Não fiquemos
amedrontados pelas ameaças, mas estejamos atentos para perceber
todas as oportunidades que o Senhor nos dá para servi-lo! O dia está
chegando! As trevas estão passando! Maior é o que está em nós do
que o que está no mundo. Em Cristo somos mais do que vencedores!
Estejamos atentos, alertas, porque as oportunidades passam. Vamos
aproveitá-las.

Que tempo é este?

É TEMPO DE VIDA CRISTÃ REAL

É tempo de uma vida cristã real vitoriosa na batalha espiritual. Para


isto, temos que nos desembaraçar de todo o peso do pecado, das
obras das trevas (13.12; Hebreus 12.1) e nos revestirmos das armas
da luz. As armas da luz, que se opõem às obras da carne, são a
verdade, a justiça, a paz, a fé, o capacete da salvação, a Palavra de
Deus e a oração (Efésios 6.13-19). Essas armas são "poderosas em
Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda a
altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo
todo o pensamento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10.4-5). A
vida cristã real é vida de vitória "contra os principados e potestades,
contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças
espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6.12b) para a
libertação do ser humano aprisionado pelo pecado e por essas forças
infernais (Efésios 6.12a).
É tempo de viver a vida cristã real libertando-nos não apenas dos
pecados tradicionais da carne como orgias, bebedices, imoralidade
sexual, depravação, mas, também, dos vícios insidiosos, que podem
ser abrigados ou até mesmo exibidos no coração do crente e da
igreja, como as contendas e ciúmes (13.13).

É tempo de vida cristã real revestindo-nos do Senhor Jesus Cristo


(13.14). Isto significa expressar na terra a alta posição que temos em
Cristo (Efésios 2.6; 4.1-3), vivendo, de acordo com a exortação
apostólica, "com toda a humildade e mansidão, com longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos
diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz"
(Efésios 4.2-3). Como crentes, precisamos ser referência de vida real
para as pessoas do mundo.

Conclusão

O tempo, em sua marcha inexorável, não para. O tempo investido


nesta mensagem não volta mais. Mas o investimento pode
permanecer. Depende de aceitarmos o desafio de nutrir nossos
relacionamentos em amor, de nos despertarmos do sono para
percebermos o que ameaça destruir as nossas vidas e as
oportunidades que Deus nos dá de construirmos vidas que resistam
às tempestades e vendavais a que estamos sujeitos e se nos
dispomos a buscar a graça do Senhor para uma vida real que seja
referência no mundo tão conturbado no qual vivemos. Qual a nossa
resposta? Queremos apenas mais um ano de vida ou muita vida real
e verdadeira nesse ano que começa?

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