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RIO GRANDE DO NORTE

DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA


EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA 2ª
VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE NATAL/RN – DISTRITO NORTE - , POR
DEPENDÊNCIA .

Benefício da Justiça Gratuita.

SERGIO LUCAS DA COSTA SILVA, menos impúberes, neste ato representado


pela sua genitora FRANCISCA LUCIA ALVES DA COSTA SILVA, brasileira,
casada, portadora da cédula de identidade de n.° 1.544.717 SSP/RN – 1ª Via,
inscrita no CPF sob o n.° 031.689.784-18, residente e domiciliada a Rua Crateus
2583 A. Conj. Panatis II. Potengi. CEP: 59.108-380, telefone (84) 8857-1544, por
sua procuradora in fine assinada e devidamente habilitada, endereço para receber
intimações a Avenida Luiz da Câmara Cascudo, n.º 478 (Assessoria Jurídica da
OAB/RN), Centro, Natal/RN, CEP: 59025-280, telefone (84) 4008-9400 e (84)
4008-9406, em anexo (doc 1), vem, respeitosamente perante este Juízo,
observando-se o procedimento do artigo 646 a 732 e 475-J do Código de
Processo Civil, propor

AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS (ART. 732 E ART. 475-J CPC)

em face de SERGIO FERREIRA DA SILVA, brasileiro, casado, Raçoador, cédula


de identidade desconhecida e CPF sob n.° desconhecido, residente e domiciliado
a Rua Siqueira Campos, 9090. Cooperativa de Camarão. CEP: 59107-040. Igapó.
Natal/RN, pelos motivos de fato e de direito a seguir delineados:

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I - DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA

1. Preliminarmente requer-se a Vossa Excelência a concessão da Justiça


Gratuita, conforme a Lei 1.060/50, pelo fato da exequente não poder arcar com as
custas processuais sem prejuízo do seu sustento. Sendo pobres na forma da lei.

II - DOS FATOS

2. O requerido assinou acordo em audiência de conciliação nos autos do


processo nº 0103709-62.2013.820.0002 que tramitou na 2ª Vara de Família da
comarca de Natal/RN – Distrito Norte, devidamente homologada, em que se
comprometeu ao pagamento da pensão alimentícia de 20% do salário mínimo
vigente, com o pagamento todo o dia 30 de cada mês.

3. Ocorre que o executado não efetuou o pagamento do mês de março/2014


nem o pagamento do mês de julho/2014, cujo valor atualizado hoje é de R$
331,92 (trezentos e trinta e um real e noventa e dois centavos) já devidamente
atualizado.
MÊS Valor da Diferença Juros Saldo Corrigido
Mar/2014 R$ 144,80 R$ 5,94 R$ 154,33
Jun/2014 R$ 144,80 R$ 1,45 R$ 146,63
Multa de 10% R$ 30,90
TOTAL R$ 331,92

4. O executado vem fazendo os demais pagamentos de forma irregular,


desrespeitando a data que foi acordado, com a genitora do exequente, fazendo
pagamento em forma parcelada no mês o que impossibilita a genitora de gerir
bem o valor da pensão em favor do menor.

5. Diante dessa situação a exequente não tem alternativa a não ser a busca
de uma tutela jurisdicional, tendo em vista o executado não vir contribuindo com
os alimentos devidos.
III- DOS FUNDAMENTOS JURIDICOS

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6. A jurisprudência e a doutrina fixaram posicionamento no sentido de que as


prestações alimentícias devidas há mais de três meses são pretéritas, devendo
ser executadas segundo os preceitos do artigo 732 do Código de Processo Civil.
Tal artigo traz em seu caput: “Art. 732. A execução de sentença, que condena ao
pagamento de prestação alimentícia, far-se-á conforme o disposto no Capítulo IV
deste Título”.

7. O referido capítulo dispõe sobre a execução por quantia certa contra


devedor, bem como sua forma de processamento nos artigos 652 e 653, ambos
do CPC, conforme segue:

Art. 652. O executado será citado para, no prazo de 3 (três)


dias, efetuar o pagamento da dívida.
§ 1o Não efetuado o pagamento, munido da segunda via do
mandado, o oficial de justiça procederá de imediato à
penhora de bens e a sua avaliação, lavrando-se o respectivo
auto e de tais atos intimando, na mesma oportunidade, o
executado.
§ 2o O credor poderá, na inicial da execução, indicar bens a
serem penhorados (art. 655).
§ 3o O juiz poderá, de ofício ou a requerimento do
exequente, determinar, a qualquer tempo, a intimação do
executado para indicar bens passíveis de penhora.
§ 4o A intimação do executado far-se-á na pessoa de seu
advogado; não o tendo, será intimado pessoalmente.
§ 5o Se não localizar o executado para intimá-lo da penhora,
o oficial certificará detalhadamente as diligências realizadas,
caso em que o juiz poderá dispensar a intimação ou
determinará novas diligências.

Art.653. O oficial de justiça, não encontrando o devedor,


arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a
execução.

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Parágrafo único. Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do


arresto, o oficial de justiça procurará o devedor três vezes
em dias distintos; não o encontrando, certificará o ocorrido.

8. Não obstante a obrigação alimentar necessária, mister mencionar que se


trata de título executivo judicial, de acordo com o art. 475-N, inciso III, do Código
de Processo Civil, devendo o seu rito seguir os arts. 475-J e ss. do CPC.

Art. 475-J. Caso o devedor, condenado ao pagamento de


quantia certa ou já fixada em liquidação, não o efetue no
prazo de quinze dias, o montante da condenação será
acrescido de multa no percentual de dez por cento e, a
requerimento do credor e observado o disposto no art. 614,
inciso II, desta Lei, expedir-se-á mandado de penhora e
avaliação.

9. Desta feita, encontra-se fundamento o pedido da exequente, sendo


legítimo e urgente, sob pena de prejuízos irreparáveis.

IV – DOS REQUERIMENTOS FINAIS

11. Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

a) A concessão dos benefícios da justiça gratuita, conforme lei 1.060/50, em


razão da exequente não poder arcar com as custas processuais e honorários
advocatícios sem prejuízo de sua mantença;

b) A Total Procedência da Ação, condenando o executado ao pagamento da


pensão alimentícia devida, totalizando R$ 331,92 (trezentos e trinta e um real
e noventa e dois centavos);
c) A intimação do ilustre representante do Ministério Público, com escopo de que
intervenha no feito até o seu final;

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d) A citação do Executado para que, em 3 (três) dias, pague a quantia de R$


331,92 (trezentos e trinta e um reais e noventa e dois centavos). Valor este que
está devidamente atualizado, de acordo com a correção monetária e os juros
moratórios, até a data do efetivo pagamento; ou para que prove que o fez ou
justifique a impossibilidade de fazê-lo, sob pena de proceder-se a penhora de
seus bens, tantos quantos forem suficientes à satisfação da obrigação;

e) A condenação do executado em custas processuais e honorários advocatícios


no percentual de 20%, a teor do art. 20 do CPC.

Dá-se a causa o valor de R$ 331,92 (trezentos e trinta e um real e noventa


e dois centavos).

Nesses termos,
pede deferimento.

Natal/RN, 17 de Julho de 2014.

LIDIERY BARBOSA BEZERRA MARIZ


OAB/RN: 10.737.

ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA SANTIAGO


ESTAGIÁRIO

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