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Propostas de escrita Domínio Escrita

Exposição sobre um tema


Partindo de cada uma das propostas apresentadas, prepara e redige uma exposição, considerando
as seguintes etapas de trabalho:

Planificação
 Mobiliza informação adequada ao tema.

 Define e regista/esquematiza os tópicos que pretendes desenvolver no teu texto, prevendo o


momento que devem integrar – introdução, desenvolvimento e conclusão.
 Seleciona passagens textuais ou anota referências a textos, temas, personagens ou situações
que permitam ilustrar as tuas ideias.

Textualização
 Escreve uma primeira versão da tua exposição, a partir da informação que recolheste e
previamente organizaste e considerando as marcas do género.
 Redige um texto estruturado, que reflita a planificação que fizeste e que evidencie um bom
domínio dos mecanismos de coesão, nomeadamente:
– a organização em três partes – introdução, desenvolvimento e conclusão –, individualizadas
e devidamente proporcionadas;
– a marcação correta de parágrafos;
– a utilização adequada de conectores (que estabeleçam o encadeamento lógico das ideias
e a sua interligação).
 Aplica-te na construção do discurso, tendo presentes as marcas linguísticas do género da
exposição, nomeadamente:
– vocabulário simples, objetivo e corrente;
– enunciação na 3.ª pessoa;
– frases declarativas;
– tempos verbais no presente ou pretérito perfeito.
 Utiliza vocabulário diversificado e adequado ao tema.

 Atenta nos aspetos de ortografia, acentuação, sintaxe e pontuação.

 Procura assegurar a concisão e a objetividade do teu texto.

Revisão
 Relê o teu texto atentamente. Faz a sua revisão cuidada, verificando se:
– recorreste a um registo de língua correto e apropriado;
– diversificaste o vocabulário utilizado;
– utilizaste mecanismos adequados de ligação entre as frases e as ideias;
– te aplicaste na correção linguística, tomando atenção aos aspetos de ortografia, acentuação,
sintaxe e pontuação.
 Deteta e corrige eventuais falhas linguísticas e aperfeiçoa o teu trabalho, redigindo, só depois, a
sua versão final.
 Caso decidas recorrer às tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição do teu
texto, utiliza-as com acerto.

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Sequência 1. Padre António Vieira

A
Partindo da tua experiência de leitura do “Sermão de Santo António” do Padre António Vieira, reflete
sobre a crítica social nele desenvolvida.

Redige uma exposição bem estruturada, de cento e oitenta a duzentas e quarenta palavras,
respeitando as características do género.
B
Numa exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, apresenta uma reflexão sobre
aquilo que é afirmado no excerto a seguir transcrito, relativamente à vida e à obra do Padre António
Vieira.

É possível tratar e comentar as obras de alguns autores sem entrar nos


pormenores da sua vida. No caso de António Vieira, tal processo seria
injustificável, porque quase todos os seus escritos estão estreitamente ligados a
determinadas circunstâncias biográficas. Estas explicam aqueles; aqueles
comentam estas. Grande parte das suas obras há de escapar-nos fatalmente, a
não ser que tenhamos uma visão global das condições concretas em que o autor
as concebeu e elaborou. Vieira não era um ermitão a meditar verdades
transcendentes num cubículo hermeticamente fechado. Era um autor ativo e
militante que pegava na pena para fazer propaganda das suas ideias, para
interferir no mundo e para combater as opiniões que considerava nefastas à
sociedade em que vivia. A palavra e a escrita eram, para ele, uma poderosa
alavanca para levantar as massas inertes, mostrando-lhes o caminho para um
futuro menos rotineiro e mais humano.

BESSELAR, José Van Den, 1981. António Vieira: o Homem, a Obra e as Ideias.
Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (pp. 8-9)

Sequência 2. Almeida Garrett


A
Em Frei Luís de Sousa, constata-se “a circunstância estranha de, na peça,
nunca se falar em ‘Frei Luís de Sousa’ que, como tal, nunca intervém. Uma única
vez lhe é dado esse nome, já no final da peça. O título da obra supõe a informação
ou a cultura do leitor ou do espectador [...].”
MOURA, Vasco Graça, 1999. “Colóquios tão simples, desfigurações”.
Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas, n.º 4, janeiro-março de 1999

Partindo da perspetiva exposta na citação transcrita e da tua experiência de leitura de Frei Luís de
Sousa, escreve uma exposição sobre a pertinência e expressividade do título da peça de Garrett.

Redige uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as


características do género.

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B
Partindo da tua experiência de leitura da obra, reflete sobre a dimensão patriótica e a sua expressão
simbólica em Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett.
Redige uma exposição bem estruturada, de cento e oitenta a duzentas e quarenta
palavras,respeitando as características do género.

Sequência 3. Camilo Castelo Branco


A
Apresenta dois temas de Amor de Perdição que tenham marcado a tua experiência de leitura da
obra.
Redige uma exposição bem estruturada, de cento e oitenta a duzentas e quarenta palavras,
respeitando as características do género.
B
Partindo da tua experiência de leitura, reflete sobre os pontos de contacto e/ou afastamento no
tratamento do tema do amor em Amor de Perdição e nas cantigas de amor medievais.
Escreve uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as
características do género.

Sequência 4. Eça de Queirós


A
Partindo da perspetiva exposta numa das citações abaixo transcritas e da tua experiência de leitura
d’ Os Maias, apresenta uma exposição em que reflitas sobre a personagem mencionada.
Redige um texto devidamente estruturado, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as marcas
do género.
Do elenco de personagens mais ou menos tipificadas da comédia lisboeta [...] avulta a
personagem do Ega – ao mesmo tempo expoente de uma geração literária [...] e comparsa
no drama de Carlos [...].
LEMOS, Esther de, 1999. “Introdução”.

In QUEIRÓS, Eça de, 1999. Os Maias. Lisboa: Ulisseia (p. 99)

A personificação mais ridícula da obsessão dos modelos estrangeiros é Dâmaso


Salcede [...].
LOPES, Óscar, 1984. Álbum de Família. Lisboa: Caminho (p. 104)

Afonso é uma nobre figura trágica.


ROSA, Alberto Machado da, 1979. Eça, discípulo de Machado?.
2.ª ed. Lisboa: Presença (p. 281)

B
Um dos principais motivos condutores do romance [Os Maias] é a denúncia [...] da

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descaracterização das classes lisboetas pretensamente cultas, por imitação superficial


do estilo de vida das classes dirigentes de outros países, nomeadamente da Grã-
Bretanha e da França.
LOPES, Óscar, 1984. Álbum de Família. Lisboa: Caminho (p. 103)

Mobiliza os teus conhecimentos sobre Os Maias e, numa exposição bem estruturada, de duzentas a
trezentas palavras, reflete sobre o juízo crítico apresentado.
(Item adaptado do Grupo II da Prova Escrita de Português A, 2005, 1.ª fase)

Sequência 5. Antero de Quental


A
Partindo da perspetiva exposta na citação abaixo transcrita e da tua experiência de leitura, redige
uma exposição sobre a angústia existencial denunciada nos sonetos de Antero de Quental.
Redige uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as
características do género.
O poeta via na série completa dos Sonetos [...] um conjunto de marcos da sua
própria autobiografia espiritual.
SARAIVA, António José, e LOPES, Óscar, 2005.
História da Literatura Portuguesa. 17.ª ed. Porto: Porto Editora (p. 869)

B
Partindo da tua experiência de leitura dos sonetos de Antero de Quental, refere-te, numa exposição
bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, à forma como as configurações do Ideal se
assumem como elementos nucleares na poesia do autor.

Sequência 6. Cesário Verde


A
Numa exposição bem estruturada, de cem a duzentas palavras, reflete sobre a importância da
representação do quotidiano na poesia de Cesário Verde.
(Item adaptado da Prova Escrita de Português B, 2004, 2.ª fase)

B
Numa exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, apresenta uma reflexão sobre
aquilo que é afirmado no excerto a seguir transcrito, relativamente à poesia de Cesário Verde.
Cesário Verde – particularmente com “O sentimento dum ocidental” – ainda hoje detém o
privilégio de constituir uma pedra angular na interpretação verbal de Lisboa: tanto ou mais do
que o Eça, ele foi o homem que nos ensinou a ver a cidade.
MOURÃO-FERREIRA, David, 1983. Hospital das Letras. 2.ª ed. Lisboa: IN-CM (p. 89)

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Outros temas
A
Apresenta uma exposição bem estruturada, de cento e oitenta a duzentas e quarenta palavras,
sobre as representações do sentimento amoroso na literatura portuguesa dos séculos XVII a XIX.

B
Partindo da perspetiva exposta na citação de Eça de Queirós abaixo transcrita e da tua experiência
de leitura de obras literárias portuguesas dos séculos XVII a XIX, escreve uma exposição sobre o
valor e a importância social da literatura.
Redige uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as
características do género.
Esta é a verdadeira história. Na literatura, encontra-se o que se procura em vão nos
documentos oficiais: encontra-se o estado das almas, aspirações, tristezas, esperanças,
desalentos.
QUEIRÓS, Eça de, cit. in SILVA, Paulo Neves da, 2010.
Citações e Pensamentos de Eça de Queirós. Alfragide: Casa das Letras (p. 54)

C
Recordando os autores e as obras que estudaste no 10.º e 11.º anos, reflete sobre a presença do
humor, da sátira e da ironia na literatura portuguesa dos séculos XII a XIX.
Redige uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as
características do género.

D
Recordando os autores e as obras que estudaste no 10.º e 11.º anos, reflete sobre a crítica e a
mudança social na literatura portuguesa dos séculos XII a XIX.
Redige uma exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, respeitando as
características do género.

E
Numa exposição bem estruturada, de duzentas a trezentas palavras, reflete sobre o significado da
liberdade, partindo da perspetiva exposta no excerto a seguir transcrito.
A liberdade é, antes mais nada, o respeito pelos outros e o respeito que os outros nos
devem em função dos nossos direitos. A liberdade é a combinação entre os direitos e os
deveres, sem que cada um invada o espaço que, por direito, pertence aos outros.
LETRIA, José Jorge, 1999.
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O 25 de Abril Contado às Crianças... e aos Outros. Lisboa: Terramar


(Item adaptado do Grupo III da Prova Escrita de Português B, 2009, 1.ª fase)

F
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras,
apresenta uma reflexão sobre a perspetiva referente à exploração do espaço expressa no extrato do
verbete do Dicionário dos Símbolos a seguir transcrito.
Os voos espaciais, os projetos interplanetários – apesar do génio e do heroísmo que exigem
– podem encobrir a incapacidade das grandes nações industriais de resolver os problemas
humanos do desenvolvimento económico e social. Não sabendo, não podendo, não querendo
utilizar os seus imensos recursos, de virtualidades quase infinitas, em benefício do Homem e
de todos os homens, as grandes nações voam para longe da Terra.
CHEVALIER, Jean, e GHEERBRANDT, 1994. “Voo (Ar). In Dicionário dos Símbolos.
Lisboa: Teorema (Trad. de Cristina Rodriguez e Artur Guerra)

(Item adaptado do Grupo III da Prova Escrita de Português B, 2006, 1.ª fase)

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