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Manual da UFCD 6567

Noções gerais sobre sistema gastrointestinal, urinário e


genito-reprodutor
Índice
1. Sistema Gastrointestinal.............................................................................................................2

A constituição do sistema gastrointestinal...............................................................................................2

A fisiologia da digestão.............................................................................................................................2

Sucos digestivos e suas funções................................................................................................................2

A importância da digestão para a absorção de nutrientes e funcionamento do organismo...................2

A mecânica e eliminação intestinal...........................................................................................................2

Disfagia......................................................................................................................................................2

Vómito (risco de aspiração)......................................................................................................................2

Dispepsia...................................................................................................................................................2

Úlcera gástrica e duodenal........................................................................................................................2

Obstipação................................................................................................................................................2

Diarreia......................................................................................................................................................2

Pancreatite................................................................................................................................................2

Hepatites...................................................................................................................................................2

Tumores do sistema digestivo..................................................................................................................2

2. A constituição do Sistema Urinário...........................................................................................9

Rins..........................................................................................................................................................10

Bexiga - funcionamento..........................................................................................................................12

Ureteres..................................................................................................................................................14

Uretra......................................................................................................................................................16

Sistema reprodutor feminino: genitais externos femininos; útero; trompas de Falópio e ovários.......16

Ovários....................................................................................................................................................16

Trompas de Falópio.................................................................................................................................16

Útero.......................................................................................................................................................16

Vagina......................................................................................................................................................16
Menstruação...........................................................................................................................................16

Ciclo Menstrual.......................................................................................................................................16

Sistema reprodutor masculino: genitais externos masculinos - testículos, próstata e vias genitais....16

Testículos.................................................................................................................................................16

Epidídimos...............................................................................................................................................16

Canal Deferente......................................................................................................................................16

Vesícula Seminal.....................................................................................................................................16

Próstata...................................................................................................................................................16

Uretra......................................................................................................................................................16

Pénis........................................................................................................................................................16

A produção e excreção de urina.............................................................................................................16

Principais alterações do sistema urinário e sintomas associados..........................................................16

3. Fisiologia da reprodução: fecundação; nidação; fases do desenvolvimento embrionário. 17

Fecundação.............................................................................................................................................17

Nidação…………………………………………………………………………………………..………………………………………………..24

Fases de Desenvolvimento Embrionário................................................................................................25

Gestação..................................................................................................................................................25

Esterilidade masculina e feminina..........................................................................................................28

Tratamento para a esterilidade..............................................................................................................28

Disfunções Sexuais..................................................................................................................................28

Implicações para os Cuidados de Saúde.................................................................................................28

4. Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a


Técnico/a Auxiliar de Saúde.....................................................................................................32

Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de executar sob sua supervisão direta
.................................................................................................................................................................35

Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde, pode executar sozinho/a......37

5. Bibliografia................................................................................................................................40
Sistema Gastrointestinal

A constituição do sistema gastrointestinal

O sistema digestivo é o responsável pela separação dos alimentos nos nutrientes que
os constituem, de modo a poderem ser utilizados pelo organismo.

O sistema digestivo ou gastrointestinal inclui o tubo digestivo que é constituído por:


boca, faringe, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus, e
glândulas anexas- glândulas salivares, fígado, vesícula biliar e pâncreas - que segregam
substâncias que lançam no interior desse tubo. Um conjunto de órgãos que têm por
função a realização da digestão
(Ferron; Myrian; Rancano;
Jordi, 2007).

Figura 1: Constituição do sistema digestivo

A função do aparelho digestivo é transferir as moléculas orgânicas, água e sais minerais


que constituem a alimentação para o meio interno do organismo, de modo a que os
átomos e moléculas que os constituem possam ser distribuídos pelas células através do
sistema circulatório. Ou seja, é o sistema responsável por obter dos alimentos
ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como
crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc.

Ao contrário do que geralmente se imagina, a eliminação de produtos desnecessários


(excreção) não é uma função principal do aparelho digestivo. O maior responsável pela
eliminação dos resíduos é, no corpo humano, o aparelho renal, enquanto as fezes são,
maioritariamente, constituídas por materiais não digeridos e por bactérias que residem
no tubo digestivo, isto é, por materiais que nunca penetram, de facto, no corpo
humano.
A fisiologia da digestão

O trato gastrointestinal superior é composto pela boca, pela faringe, pelo esófago e
pelo estômago. Na boca, ocorre o processo de mastigação que, junto com a salivação,
secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima), degrada o amido (que inicia o
processo de digestão dos hidratos de carbono presentes no alimento), em maltose, e
ainda faz os movimentos que ajudam a deglutir o alimento, fazendo-o passar para o
esófago (Starling, Iriam Gomes; Zorzi, 2009).

Figura 2:
Percurso dos alimentos

A faringe auxilia no processo de deglutição (ato de engolir). O esófago é o canal de


passagem para onde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações
musculares (movimentos peristálticos) até ao estômago.

Figura 2: Movimentos peristálticos


No estômago, inicia-se o processo de formação do quimo (quimificação), onde atua a
pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores
de aminoácidos). O estômago é um órgão em formato de bolsa com um PH muito
ácido. Mistura o bolo alimentar com a secreção gástrica (água, muco, ácido clorídrico e
enzimas), tornando-o mais líquido e ácido - quimo - para aos poucos ser encaminhado
para o duodeno. O trato gastrointestinal inferior é composto pelo intestino delgado e
intestino grosso, este último dividido em quatro partes distintas: ceco, cólon, apêndice
e o reto.

Figura 3:
Transformações do bolo alimentar

A fisiologia da digestão

Ao tubo digestivo estão associadas glândulas que produzem sucos digestivos ricos em
enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos. O fígado intervém,
ainda que não produza qualquer suco digestivo, mas sim a bílis passa a funcionar como
emulsificante (ajuda a quebrar a gordura em gotas de pequena dimensão, de forma a
facilitar a absorção, ou seja, a digestão). As glândulas/órgãos/estruturas anexas são as
glândulas salivares, glândulas gástricas (na parede interna do estômago), glândulas
intestinais (na parede interna do intestino delgado), pâncreas e fígado.
A importância da digestão para a absorção de nutrientes e
funcionamento do organismo

No estômago os movimentos peristálticos misturam o bolo alimentar ao suco gástrico,


produzido pelas glândulas da mucosa gástrica. Esse suco contém o ácido clorídrico,
que mantém a acidez estomacal, dando condição favorável ao trabalho das enzimas na
digestão.

A pepsina, a principal enzima do estômago, atua na transformação das proteínas,


intensificando a digestão química. A hormona gastrina (produzida no estômago
quando o alimento entra em contato com suas paredes) regula a ação da pepsina, que
transforma moléculas grandes (polipeptídeos) em moléculas menores (dipeptídeos).

A digestão das proteínas inicia-se no estômago e continua no intestino delgado.

O suco alimentar, resultado da digestão química é chamado de quimo. A passagem do


quimo para o intestino é controlada através da válvula denominada piloro.

A mecânica e eliminação intestinal

No intestino delgado ocorre a maior parte da digestão e assimilação dos nutrientes.


Distinguem-se nele duas regiões: o duodeno e o jejuno-íleo.

No duodeno são lançadas as secreções do fígado e do pâncreas, que junto com o suco
entérico ou intestinal, atuam sobre o quimo (bolo alimentar que tem aparência de
uma massa branca após passar pela digestão gástrica).

A bílis: é a secreção do fígado, armazenada na vesícula biliar, que é lançada no


duodeno através do ducto biliar comum. A bílis não contém enzimas digestivas e sim
os sais biliares (contem água e bicarbonato de sódio, principalmente) que separam as
gorduras em partículas microscópicas, facilitando a ação das enzimas pancreáticas
sobre os lipídios.
O suco pancreático: é produzido pelo pâncreas. A tripsina é uma das enzimas
produzidas no pâncreas, que age sobre as proteínas. Ela só se torna ativa quando
chega no duodeno e se junta ao suco entérico, transformando-se em quimotripsina.

O suco intestinal ou entérico: é produzido pela mucosa intestinal. Possui enzimas que
completam a digestão dos lípidos, das proteínas e dos hidratos de carbono.

No término do processo realizado no duodeno, o conjunto das substâncias forma um


líquido viscoso de cor branca, denominado quilo, que segue para o jejuno-íleo.

No jejuno-íleo grande parte dos nutrientes, resultantes do processo da digestão, é


absorvido pelo sangue e conduzido para todas as células do organismo. O que não é
absorvido - a água e a massa alimentar, formada principalmente de fibras - passam
para o intestino grosso. As fibras alimentares são, portanto, essenciais para a formação
das fezes e ao bom funcionamento dos intestinos.

O intestino grosso absorve a água e os sais minerais que o intestino delgado não
assimilou na digestão. O material que não foi digerido, forma as fezes que são
acumuladas no reto (parte final do intestino grosso) e posteriormente empurradas por
movimentos peristálticos para fora, através do canal do ânus.

Disfagia

A dificuldade para engolir, conhecida como disfagia, pode ser consequência de


inúmeras doenças que podem surgir em qualquer parte do sistema digestivo, desde a
boca até ao estômago. Pode acontecer em duas fases, a oral (quando compromete a
mastigação e o ato de engolir) e a faríngea (que é involuntária, quando o alimento já
foi engolido).
A disfagia não é uma doença, mas sim um sinal de algum mau funcionamento do
esôfago (canal que leva a comida da boca até o estômago). Ela pode ser causada por
distúrbios de ordem neurológica, mecânica, psicológica e também pode decorrer do
envelhecimento natural.
Os profissionais que lidam com pessoas que têm disfagia enfrentam, muitas vezes,
desafios como a aspiração pulmonar, dificuldade em deglutir, tosse, engasgamentos,
entre outros.
Uma das melhores formas de tratar a disfagia passa por praticar a deglutição e uma
terapêutica nutricional. Dessa forma, é necessário realizar uma dieta saudável e
equilibrada de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados e ajustá-la sempre
que necessário. É de realçar que nos casos mais graves, a ingestão de alimentos é
efetuada com o auxílio de uma sonda.
Para seguir o tratamento nutricional mais adequado, é necessário cumprir com os
seguintes aspetos, de acordo com as indicações do médico, nutricionista, terapeuta da
fala e da equipa de enfermagem:
 Modificar os alimentos (sólidos e líquidos). Os alimentos devem ser alterados
de forma a ficarem mais macios. Os purés são uma das melhores maneiras de
garantir uma refeição adequada, atrativa e equilibrada em termos nutricionais.
A sua espessura é a ideal, pois os líquidos podem afetar as vias respiratórias.
 Ingerir alimentos ricos em vitaminas e proteínas como, por exemplo, os sumos
naturais, as sopas e os caldos. Caso não o faça, o sistema imunológico fica mais
fraco, o que aumenta o risco de infeções (como a pneumonia) e a perda da
massa muscular e óssea.
 Beber muitos líquidos. As pessoas que sofrem de disfagia possuem um maior
risco de desidratação devido à incapacidade de engolir e consumir quantidades
adequadas de líquidos.
 Usar suplementos hipercalóricos e hiperproteicos na alimentação. Os
carboidratos, proteínas e gorduras nos alimentos fornecem calorias e energia
necessárias para as funções fisiológicas. Assim estará a nivelar as necessidades
nutricionais de uma dieta.

Vómito (risco de aspiração)

Os vómitos podem ser causados por intoxicação alimentar, gravidez, apendicite,


meningite, intestino preso, tumores cerebrais e outras coisas.
O vómito não é uma doença em si, mas um sinal de problema no organismo,
principalmente problemas gastrintestinais.
Podem ser causados por:
 Alergia a algum alimento;
 Gastrite (inflamação no estômago);
 Intestino preso;
 Úlceras (feridas no estômago);
 Hepatite (inflamação no fígado);
 Enxaqueca;
 Doenças no ouvido;
 Insuficiência renal;
 Alguns medicamentos;
 Apendicite (inflamação no apêndice);
 Peritonite (inflamação no peritoneu);
 Quimioterapia
 …

Antes de os vómitos começarem, costumam ocorrer vómitos secos (espasmos) e uma


considerável salivação. Embora durante os vómitos a pessoa normalmente não se sinta
bem, no fim a sensação é de alívio. O grande risco surge quando a pessoa se encontra
debilitada por doença ou condição, e os seus reflexos estão comprometidos, aumento
o risco de aspiração do vómito para as vias respiratórias.

A aspiração conduz ao bloqueio, à asfixia e à pneumonia da aspiração. A pneumonia da


Aspiração provoca infeção dos pulmões devido à aspiração. Pode conduzir à falha
respiratória se não detetada e tratada cedo, havendo risco de vida.

Os cuidados imediatos a ter com um doente a vomitar e que está debilitado, acamado
por exemplo, é colocá-lo de imediato na posição lateral de segurança e chamar ajuda,
de preferência a equipa de enfermagem.

Se o doente é autónomo e apresentar quadros de vómitos, o técnico deverá auxiliar o


doente, alertar de imediato a equipa de enfermagem e não alimentar o doente até
novas indicações.
Dispepsia

A dispepsia é uma dor ou um mal-estar na parte alta do abdómen ou no peito que


muitas vezes é descrita como ter gases, sensação de estar cheio ou como uma dor
corrosiva ou urgente (ardor).
A dispepsia tem muitas causas. Algumas são perturbações importantes, como úlceras
do estômago, úlceras duodenais, inflamação do estômago (gastrite) e cancro gástrico.
A ansiedade pode provocar dispepsia (possivelmente porque uma pessoa ansiosa
tende a suspirar ou a inspirar e engolir ar, o que pode provocar distensão gástrica ou
intestinal, bem como flatulência e meteorismo). A ansiedade também pode aumentar
a perceção de sensações desagradáveis por parte da pessoa, ao ponto de o mais
pequeno incómodo se tornar muito desconfortável.
A dor e o mal-estar na parte superior do abdómen ou no peito podem ser
acompanhadas de arrotos e de ruídos abdominais ampliados (borborigmos). Para
algumas pessoas, a ingestão de alimentos agrava a dor, a outras alivia-a. Outros
sintomas incluem perda de apetite, náuseas, prisão de ventre, diarreia e flatulência.
Quando um doente refere este tipo de desconforto o técnico deverá comunicar a
equipa de enfermagem.

Úlcera gástrica e duodenal

Úlcera é uma lesão no revestimento. Uma úlcera no estômago denomina-se úlcera


gástrica, enquanto uma no duodeno se denomina úlcera duodenal. Os sintomas mais
comuns são acordar de noite com dor na parte superior do abdómen ou dor na parte
superior do abdómen que melhora ao comer. A dor é muitas vezes descrita como
ardor ou dor ligeira constante. Entre outros possíveis sintomas estão a eructação,
vómitos, perda de peso ou perda de apetite. Cerca de um terço das pessoas não
manifesta sintomas. Entre as possíveis complicações estão a hemorragia
gastrointestinal, perfuração gastrointestinal e obstrução da saída gástrica.
As causas mais comuns são a bactéria Helicobacter pylori e os anti-inflamatórios não
esteroides (ex.: ibuprofeno). Entre as outras possíveis causas está o fumar, o stresse
devido a doença grave, e várias outras doenças.
O técnico auxiliar de saúde ao identificar este tipo de sintomas deverá comunicar a
equipa de enfermagem.

Obstipação

A obstipação, também chamada de prisão de ventre, é caracterizada pela dificuldade


constante ou eventual da evacuação das fezes, que se tornam endurecidas e mais
secas. Esta, não deve ser considerada como uma doença, mas como um sintoma ou
efeito de alimentação deficiente, stresse e outros problemas que fazem com que o
organismo responda retendo as fezes por um período maior do que o normal.
Os sintomas mais comuns são o inchaço da barriga, as cólicas, as fezes duras e a
irritabilidade.
Há várias possíveis causas para a ocorrência de prisão de ventre no indivíduo. As mais
comuns são a má alimentação, tanto no que diz respeito a carência de fibras quanto de
líquidos, e influência ativa no ciclo de evacuação, (a ocorrência de postergação do
momento de evacuar para não ocorrer a interrupção de algum trabalho ou para se
evitar WC’s públicos). A presença de fibras é importante para a evacuação, tendo em
vista que sua ausência dificulta o deslocamento dos alimentos pelo intestino,
enquanto a água ajuda a manter as fezes mais hidratadas, também facilitando o
deslocamento. A falta de atividade física também é contada como possível causa,
muito embora não se sabe exatamente o porquê. Outras causas incluem: efeito
colateral de algum medicamento, stress, depressão, doenças relacionadas ao cólon ou
a o reto, ansiedade e pouco consumo de frutas e verduras.
O tratamento da obstipação, geralmente, consiste em corrigir as causas da
irregularidade intestinal, como por exemplo:
 Comer alimentos ricos em fibras, como cereais, frutas frescas e vegetais. As
fibras amolecem as fezes de uma forma natural. Alguns tipos de fibras
absorvem a água como uma esponja, tornando as fezes mais maleáveis e de
fácil evacuação;
 Aumentar a ingestão de líquidos;
 Beber chá ou água quente, pois podem estimular o funcionamento do
intestino;
 Evitar o stress.
 Aliado a essas medidas, podem ser usados também produtos naturais, como
chás, ou medicamentos, como o leite de magnésia ou outros laxantes, mas
deve-se ter muito cuidado, pois eles podem causar sérios danos à saúde.
Também deve ser observada a necessidade de se combater a doença e não
seus sintomas.

O técnico auxiliar de saúde deve estar atento ao padrão intestinal dos seus doentes e
caso existam casos de obstipação a equipa de enfermagem deverá ser informada.
Normalmente os doentes queixam-se assim que o seu padrão deixe de ser normal, o
que antecipa a sua possível resolução, permitindo o rápido restabelecimento do seu
bem-estar.

Diarreia

Diarreia é a condição em que se verificam pelo menos três movimentos intestinais


aquosos ou pouco consistentes por dia. Geralmente tem a duração de alguns dias e
pode causar desidratação, devido à grande perda de líquidos nas fezes. Os sinais
iniciais de desidratação são muitas vezes a perda de elasticidade normal da pele e
irritabilidade, progredindo à medida que se vai agravando para diminuição da micção,
palidez, aumento do ritmo cardíaco e diminuição do nível de consciência
As causas mais comuns de diarreia são infeções dos intestinos provocadas por vírus,
bactérias ou parasitas, uma condição denominada gastroenterite. Estas infeções são
geralmente adquiridas a partir de alimentos ou água contaminados por matéria fecal
ou contraídas diretamente a partir de outra pessoa infetada. A diarreia pode ser
dividida em três tipos: diarreia aquosa de curta duração, diarreia sanguinolenta de
curta duração e diarreia persistente, caso tenha duração superior a duas semanas. No
caso de haver presença de sangue, pode-se estar na presença de disenteria. Existem
também uma série de causas não infeciosas que podem provocar diarreia, entre as
quais flora intestinal debilitada, hipertiroidismo, intolerância à lactose, doença
inflamatória intestinal, vários medicamentos e síndrome do cólon irritável. Na maior
parte dos casos não é necessária a recolha de amostras de fezes para confirmar a
causa.

A prevenção da diarreia infeciosa é feita com a melhora das condições de saneamento,


com a ingestão de água potável e com a lavagem das mãos com sabonete.
Em pessoas com desidratação grave pode ser necessária a administração de líquidos
por via intravenosa. No entanto, a maior parte dos casos podem ser tratadas apenas
com a ingestão de líquidos por via oral. Os antibióticos raramente são usados e são
recomendados apenas em alguns casos de diarreia com sangue e febre elevada, em
pessoas com diarreia derivada de viagens e pessoas com bactérias ou parasitas
específicos. A Loperamida® ou Immodium® (medicação mais utilizada par a diarreia)
pode ajudar a diminuir o número de movimentos intestinais, mas não é recomendada
em pessoas com diarreia grave.
O doente com diarreia deverá ser incentivado a ingerir muitos líquidos, e caso não seja
autónomo, deverão de o fazer por ele, por sonda nasogástrica ou soro. O técnico
auxiliar deverá reportar à equipa de enfermagem os casos de diarreia, e auxiliar os
doentes nos cuidados de higiene, caso seja necessário.

Pancreatite

Pancreatite é a inflamação no pâncreas. Entre as suas funções, fazer a digestão das


gorduras e hidratos de carbono que ingerimos usando o suco pancreático, substância
que contém enzimas digestivas, é uma delas. Além disso, o pâncreas é responsável por
produzir as hormonas insulina e glucagon. A insulina é responsável por reduzir as taxas
de açúcar no sangue, ao passo que o glucagon tem o efeito contrário, aumentando
essas concentrações.
A pancreatite pode ocorrer de forma aguda ou crónica. Os casos leves de pancreatite
podem desaparecer sem tratamento, mas casos graves podem causar complicações
com risco de vida.
O início da pancreatite aguda é frequentemente muito repentino. A inflamação
geralmente desaparece dentro de poucos dias, uma vez que o tratamento começa.
Os cálculos biliares são a causa mais comum da pancreatite aguda. O cálculo biliar é
uma massa pequena e sólida que forma a partir de bílis na vesícula. O pâncreas e a
vesícula biliar se ligam pelo ducto biliar, através do qual a bílis e outras enzimas
digestivas passam durante a digestão. Os cálculos podem criar inflamação do ducto
biliar e no pâncreas.
A pancreatite crónica é uma inflamação que se repete. Os doentes com pancreatite
crónica podem sofrer danos permanentes no pâncreas.
O tecido cicatricial se desenvolve a partir de inflamação de longa duração e pode fazer
o pâncreas parar de produzir a quantidade normal de enzimas digestivas. Como
resultado, é provável que surjam problemas para digerir gorduras.
O abuso de álcool é a causa mais comum de pancreatite crónica em adultos. Doenças
autoimunes e doenças genéticas, tais como a fibrose cística, também podem causar a
pancreatite crónica em alguns doentes.

Sintomas de pancreatite aguda incluem:


 Dor abdominal superior
 Dor abdominal que se irradia para as costas
 Dor abdominal que se sente pior depois de comer
 Náusea
 Vómitos.

Sintomas de pancreatite crónica incluem:


 Dor abdominal superior
 Perder peso sem esforço
 Fezes gordurosas e com cheiro fétido.
Outros sintomas de pancreatite incluem:
 Febre
 Ritmo cardíaco acelerado
 Suor
 Pele ou a parte branca dos olhos com cor amarelada (icterícia)
 Choque.

Outras condições que têm sintomas semelhantes: obstrução intestinal, apendicite,


colecistite, úlcera péptica, e diverticulite.
O tratamento para a pancreatite geralmente requer hospitalização.
O Técnico auxiliar de saúde deve estar atento e ter as noções básicas deste tipo de
problemas para alertar rapidamente a equipa de enfermagem e médica.

Hepatites

Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma
simples alteração laboratorial (portador crónico que descobre por acaso a sorologia
positiva), até doença fulminante e fatal (mais frequente nas formas agudas).
Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus
(vírus da hepatite A, B, C, D, E, F, G, citomegalovírus, etc.). Outras causas: drogas (anti-
inflamatórios, anticonvulsivantes, hormonas tiroideas, anticoncecionais, etc.),
distúrbios metabólicos), pós-choque, entre outros. Em suma, todas as hepatites têm
algum grau de destruição das células hepáticas.
A maioria das hepatites agudas são assintomáticas ou levam a sintomas
incaracterísticos como febre, mal-estar, prostração e dores musculares. Hepatites mais
severas podem levar a sintomas mais específicos, sendo o sinal mais característico a
icterícia, e que se caracteriza pela coloração amarelada da pele e conjuntivas.
Considerada a maior pandemia mundial da atualidade. A hepatite A e a hepatite E são
transmitidas pela via fecal-oral, logo são mais comuns nos países em desenvolvimento,
geralmente melhoram mesmo sem tratamento e não levam à hepatite crónica.
Por outro lado, as hepatites B, C e D são transmitidas pelo contato com sangue, leite
materno, sémen ou secreções vaginais em contato direto com uma mucosa. Existe
vírus na saliva, mas beijar ou compartilhar talheres só é contagioso se o vírus penetrar
por feridas na boca.
Cuidar de doentes com hepatite exige medidas de proteção individual adequadas, para
segurança de ambos. O uso de luvas, tal como para qualquer tipo de doentes, é
obrigatório.
O técnico auxiliar de saúde deverá estar atento a possíveis alterações do estado do
doente, que implicam cuidados específicos, para chamar de imediato a equipa de
enfermagem.

Tumores do Sistema Digestivo

O cancro pode ocorrer em qualquer órgão do aparelho digestivo, e é, na imensa


maioria das vezes, de tratamento cirúrgico, que consiste na extração do órgão no todo
ou em parte, e na reconstrução ou substituição do órgão retirado para restabelecer a
função perdida. Alguns casos podem necessitar de tratamentos complementares com
quimioterapia ou radioterapia.
Os tumores mais comuns do aparelho digestivo são os do estômago e do intestino
grosso, mas podem ocorrer no fígado, pâncreas, esófago, vesícula biliar, baço, ou seja,
em qualquer órgão abdominal.
A prevenção ainda é o melhor tratamento para os tumores, pois ainda não se conhece
a origem e a causa para o aparecimento da maior parte desses tumores, e o
tratamento quando iniciado nas fases iniciais da doença apresenta altos índices de
cura, ao contrário dos tumores em fase avançada, onde a probabilidade de cura é
bastante restrita.
Exames comuns como ecografias, endoscopia digestiva e colonoscopia são capazes de
detetar a grande maioria dos tumores do aparelho digestivo, e o médico especialista
saberá indicar a melhor forma de prevenção ou de tratamento em cada caso.
Doentes com tumores do sistema digestivo necessitam de cuidados específicos, de
acordo com o tipo de tumor e tratamento associado. Alimentação adequada,
necessidade de sonda nasogástrica, cuidados pós cirúrgicos transitórios ou
permanentes como ostomias, implicam formação adequada e supervisão da equipa de
enfermagem. Os técnicos auxiliares de saúde, quando necessitam de prestar cuidados
a este tipo de doentes necessitam de formação prévia diferenciada e supervisão, em
caso de dúvida, devem consultar de imediato a equipa.

A Constituição do Sistema Urinário


O Sistema Urinário é responsável pela produção e eliminação da urina, possui a função
de filtrar as "impurezas" do sangue que circulam no organismo.
O Sistema Urinário é composto por dois rins e pelas vias urinárias, formada por dois
ureteres, a bexiga e a uretra (Biologia, n.d.).

Figura 4: Constituição do sistema


urinário

Rins

Os rins são órgãos que se situam na parte posterior da cavidade abdominal, localizado
um em cada lado da coluna vertebral. São de cor vermelho-escuro e têm o formato
semelhante ao de um grão de feijão e do tamanho aproximado de uma mão fechada.
Os rins ligam-se ao sistema circulatório através da artéria renal e da veia renal, e com
as vias urinárias pelos ureteres. As artérias renais são ramificações muito finas que
formam pequenos emaranhados chamados glomérulos. Cada glomérulo é envolvido
por uma estrutura arredondada, chamada cápsula glomerular ou cápsula de Bowman.
Desta forma, a unidade básica de filtração do sangue é chamada de nefrónio, que é
formada pelos glomérulos, pela cápsula glomerular e pelo túbulo renal.
Forçado pela pressão sanguínea, parte do plasma (água e partículas pequenas nela
dissolvidas, como sais minerais, ureia, ácido úrico, glicose) sai dos capilares que
formam os glomérulos e cai na cápsula glomerular. Em seguida passa para o túbulo
renal.
Substâncias úteis como água, glicose e sais minerais, contidas nesse líquido,
atravessam a parede do túbulo renal e retornam à circulação sanguínea. Assim, o que
resta nos túbulos é uma pequena quantidade de água e resíduos, como a ureia, ácido
úrico e amónia: é a urina, que segue para as vias urinárias.
As vias urinárias são formadas por bexiga, ureteres e uretra.

Bexiga

Órgão muscular elástico, uma espécie de bolsa, que está situada na parte inferior do
abdómen com a função de acumular a urina que chega dos ureteres. Desta forma, a
bexiga recebe e armazena temporariamente a urina e quando o volume chega a mais
ou menos aos 300 ml, os sensores nervosos da parede da bexiga enviam mensagens ao
sistema nervoso, fazendo com que tenhamos vontade de urinar.
Na parte inferior da bexiga, encontra-se um esfíncter - músculo circular que fecha a
uretra e controla a micção. Quando a bexiga está cheia o esfíncter se contrai,
empurrando a urina em direção a uretra, de onde então é lançada para fora do corpo.
A capacidade máxima de urina na bexiga é de aproximadamente 1 litro.

Ureteres

São dois tubos de aproximadamente 20 cm de comprimento cada, que conduz a urina


dos rins para a bexiga.
Uretra

Tubo muscular, que conduz a urina da bexiga para fora do


corpo. A uretra feminina mede cerca de 5 cm de comprimento
e transporta somente a urina. A uretra masculina mede cerca
de 20 cm e transporta a urina para fora do corpo, e também o
esperma.
O sistema urinário masculino, difere do feminino na medida
em que a uretra, canal que conduz a urina da bexiga para o
exterior, também é utilizado para liberação do esperma no
ato da ejaculação. Dividida em três partes: prostática,
cavernosa e membranosa, a uretra masculina mede
aproximadamente 20 cm e estende-se do orifício uretral
interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pénis.
Figura 5: Sistema urinário masculino

O canal da uretra no sistema urinário feminino, que se


estende da bexiga ao orifício externo no vestíbulo, é bem
menor que o masculino, medindo aproximadamente 5 cm.
Essa característica da anatomia feminina, canal da uretra
curto, facilita a ocorrência de infeções urinárias nas
mulheres.

Figura 6: Sistema urinário feminino


Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino é o sistema responsável pela


reprodução humana que cumpre diversos papéis importantes:
produz os gâmetas, fornece um local apropriado para a
ocorrência da fecundação, permite a implantação de embrião, dá
a ele condições para seu desenvolvimento e executa Figura 7: Sistema reprodutor feminino
atividade motora suficiente para expelir o novo ser quando
ele completa sua formação. É composto pelos ovários, Trompas de Falópio, útero e
vagina.

Ovários

Nos ovários ocorre a produção de hormonas, como, por exemplo, as hormonas sexuais
femininas (estrogénio e progesterona) e ovócitos secundários (células que se tornam
óvulos, caso haja fertilização).

Trompas de Falópio

As Trompas de Falópio são dois tubos, com aproximadamente 10 cm de comprimento,


que unem os ovários ao útero. A partir disso, o óvulo amadurecido sai do ovário e
penetra na trompa. Se o óvulo for fecundado por um espermatozoide, forma-se um
zigoto, que se encaminha para o útero, local onde se fixa e desenvolve, originando um
novo ser.

Útero

O útero é um órgão muscular oco de grande elasticidade, do tamanho e forma


semelhante a uma pera. Na gravidez ele expande-se, acomodando o embrião que se
desenvolve até o nascimento. A mucosa uterina mais interna chama-se endométrio.
Vagina

É através da vagina que os espermatozoides são introduzidos no sistema reprodutor


feminino, além disso, é neste órgão que se localiza o canal de nascimento.
Menstruação

A menstruação representa o início da vida fértil de uma mulher, isto é, o período em


que a mulher atinge sua maturidade e já pode engravidar. Corresponde, portanto, à
eliminação pelo corpo feminino do material resultante da descamação da mucosa
interna do útero (endométrio) e do sangue resultante do rompimento dos vasos
sanguíneos. Esta ocorre quando não há fecundação do óvulo.

Ciclo Menstrual

O ciclo menstrual é o período entre o início de uma menstruação e a seguinte. Esse


período dura, em média, 28 dias, mas pode ser mais curto ou mais longo. A primeira
menstruação chama-se “menarca” e na maioria das vezes, ocorre entre os 12 e os 13
anos. Por volta dos 50 anos, fase que é chamada de "menopausa", os óvulos esgotam-
se e cessam as menstruações e a fertilidade da mulher.

Sistema Reprodutor Masculino

O Sistema Reprodutor Masculino é formado por órgãos internos e externos, que


passam por um lento amadurecimento que se conclui na puberdade, ou seja, quando
as células sexuais ficam disponíveis para originar
outro ser.

Os órgãos que o compõem são: testículos,


epidídimos, canais deferentes, vesículas seminais,
próstata, uretra e pénis.

Figura 8: Sistema reprodutor masculino

Testículos
Os testículos são duas glândulas de forma oval, que estão situadas na bolsa escrotal.
Na estrutura de cada testículo encontram-se tubos finos e enovelados chamados
"tubos seminíferos".

Nos testículos são produzidos os espermatozoides, as células reprodutoras (gâmetas)


masculinas, durante o processo chamado espermatogênese, além de diversas
hormonas. A principal hormona é a testosterona, responsável pelo aparecimento das
características sexuais secundárias masculinas, como os pelos, modificações da voz,
etc.

Epidídimos

Os epidídimos são canais alongados que se enrolam e recobrem posteriormente a


superfície de cada testículo. Corresponde ao local onde os espermatozoides,
produzidos no testículo, são armazenados.

Canal Deferente

O canal deferente é um tubo fino e longo que sai de cada epidídimo. Passa pelas
pregas inguinais (virilha) através dos canais inguinais, segue a sua trajetória pela
cavidade abdominal, circunda a base da bexiga e depois alarga-se formando uma
ampola.

Recebe o líquido seminal (proveniente da vesícula seminal), atravessa a próstata, que


nele descarrega o líquido prostático, e vai desaguar na uretra.

O conjunto dos espermatozoides, do líquido seminal e do líquido prostático, constitui o


“esperma” ou “sémen”.

Vesícula Seminal
A vesícula seminal é formada por duas pequenas bolsas localizadas atrás da bexiga. A
sua função é produzir o "líquido seminal", uma secreção espessa e leitosa, que
neutraliza a ação da urina e protege os espermatozoides, além de ajudar no seu
movimento até a uretra.

O líquido seminal também ajuda a neutralizar a acidez da vagina, evitando que os


espermatozoides morram no caminho até os óvulos.

Próstata

A próstata é uma glândula, localizada sob a bexiga, que produz o "líquido prostático",
uma secreção clara e fluida que integra a composição do esperma.

Uretra

A uretra é um canal que, nos homens, serve ao sistema urinário e ao sistema


reprodutor. Começa na bexiga, atravessa a próstata e o pénis (sua maior porção) até a
ponta da glande, onde há uma abertura pela qual são eliminados o sémen e a urina. É
importante ressaltar que urina e esperma nunca são eliminados ao mesmo tempo
graças à musculatura da bexiga, na entrada da uretra, que impede que isso ocorra.

Pénis

O pénis é um órgão cilíndrico externo, que possui dois tipos de tecidos: cavernoso e
esponjoso. Através do pénis são eliminados a urina (função excretora) e o sémen
(função reprodutora).

O tecido esponjoso envolve a uretra e a protege, enquanto o tecido cavernoso se


enche de sangue, fazendo com que o pénis fique maior e duro (ereção), pronto para o
ato sexual, geralmente levando à ejaculação (processo de expulsão do sémen).
A ereção, no entanto, não ocorre apenas como preparação para uma atividade sexual,
pode acontecer por diversos estímulos fisiológicos, por exemplo, quando a bexiga está
cheia ou quando o homem tem um sonho durante o sono.
Figura 90: Bexiga armazenando urina

Figura 10: Etapas da formação de


urina

A excreção compreende ao conjunto de mecanismos fisiológicos utilizados para a


remoção de substâncias inúteis ou prejudiciais ao organismo, além de promover a
eliminação dos resíduos que resultam do metabolismo.

A excreção é também responsável pela regulação da concentração dos iões e controlo


do volume de água no organismo.

No corpo humano, um dos principais mecanismos de eliminação é feita pelo sistema


urinário.

No interior dos rins, o sangue circula nuns capilares, (que todos juntos formam o
glomérulo), a uma alta pressão, fazendo com que ocorra a passagem de água e
substâncias dissolvidas através das suas paredes. Estas substâncias são captadas pela
cápsula de Bowman, processo que recebe o nome de filtração glomerular.

O conteúdo filtrado é formado por água, sais minerais, glicose, vitaminas, glicerídeos,
ácidos graxos, aminoácidos, ureia e ácido úrico. Parte dessas substâncias não podem
ser eliminadas pelo organismo, pois representaria uma perda muito grande. Logo
serão reabsorvidas ao passarem pelos túbulos contorcidos. Esse mecanismo é
chamado de reabsorção tubular.
A urina formada é, por isso, parte do filtrado glomerular que não foi reabsorvido pelos
túbulos. A urina goteja através dos orifícios das papilas renais caindo nos cálices.

Componentes %
água 95%
cloreto de sódio 1%
uréia 2%
ácido úrico 0,5%

Tabela 1: Componentes da urina

A glicose, as proteínas e o sangue são elementos anormais à urina, o que chamamos


de glicosúria, proteinúria e hematúria.

Principais alterações do sistema urinário e sintomas associados

Das principais alterações, destacam-se: infeções urinárias; pielonefrites; litíase e cólica


renal; incontinência urinária. Muitas doenças estão associadas ao sistema urinário,
tanto nos rins como nas vias urinárias (ureteres, bexiga e uretra).

Infeção Urinária

A infeção urinária caracteriza-se pela multiplicação de bactérias ou fungos em


qualquer segmento do trato urinário (uretra, ureteres, bexiga e rins). Na maioria das
vezes a infeção ocorre na bexiga (cistite). Contudo, a infeção no rim (pielonefrite) é
muito mais grave.
Pielonefrite
A pielonefrite é uma infeção dos rins provocada por bactérias, que geralmente migram
dos genitais para a bexiga e desta para os rins.
A Escherichia-coli, uma bactéria naturalmente presente no intestino grosso, é a maior
responsável pelas pielonefrites.

Sintomas mais comuns de Infeção Urinária:


 Ardor ao urinar (disúria)
 Urinar várias vezes (poliúria)
 Urinar em pequena quantidade, às vezes apenas gotas
 Presença de sangue na urina (hematúria)
 Urina turva e com mau cheiro
 Dor abaixo do umbigo
 Dor nas costas
 Febre
 Náuseas e vómitos.

A bactéria Escherichia coli é responsável por cerca de 80% dos casos de infeção
urinária.
As mulheres são mais suscetíveis à infeção urinária devido à anatomia feminina. Além
da maior proximidade da uretra à região anal, mulheres possuem a uretra curta, que
facilita a entrada de bactérias.
O tratamento da infeção urinária geralmente é feito com antibióticos. O tipo de
medicamento e o tempo de tratamento dependem da condição da pessoa e do tipo de
bactéria.

Litíase e cólica renal


A litíase é popularmente conhecida como "pedra nos rins"; os cálculos renais podem-
se alojar nos rins, nos ureteres ou na bexiga. São formados na medida em que ocorre
alta concentração de cálcio ou de outros tipos de sais contidos nos líquidos do
organismo (no caso a urina).
As alterações metabólicas mais frequentes que podem criar condições para a
formação de cálculos são o aumento da excreção urinária de cálcio (hipercalciúria),
ácido úrico (hiperuricosúria) e oxalato (hiperoxalúria), bem como a diminuição da
excreção urinária de citrato (hipocitratúria) e, menos frequentemente, de magnésio
(hipomagnesiúria).
A permanência de cálculos no aparelho urinário pode não causar qualquer sintoma ou
desencadear sintomas muito intensos, nomeadamente a cólica renal e complicações
clínicas graves, que podem terminar em insuficiência renal crónica.

O tratamento da litíase urinária é efetuado em três fases. Inicialmente é necessário o


tratamento urgente para alívio da dor (cólica renal). Posteriormente é efetuado o
tratamento da litíase propriamente dita, com remoção do(s) cálculo(s). A última fase
consiste no tratamento profilático (preventivo) da formação de novos cálculos, que
deve ser feito para o resto da vida.

O técnico auxiliar de saúde deve alertar de imediato a equipa de enfermagem aquando


episódios de cólica renal, uma vez que o doente necessita de cuidados específicos e de
intervenção rápida.

Incontinência urinária

A incontinência urinária é a perda incontrolável da urina.

A incontinência urinária pode manifestar-se em qualquer idade, mas as causas tendem


a ser diferentes. A incidência global da incontinência urinária aumenta
progressivamente com a idade. Aproximadamente uma em cada três pessoas de idade
avançada tem problemas em controlar a sua bexiga. Mais de 50 % dos residentes nos
lares de idosos sofrem de incontinência. A incontinência urinária, em pessoas de idade
avançada, contribui para o desenvolvimento de feridas provocadas por pressão
(úlceras por pressão), de infeções do rim e da bexiga e de depressão. A incontinência
urinária também gera situações incómodas e frustração.
Os rins produzem constantemente urina, a qual flui através de dois compridos tubos
(os ureteres) para a bexiga, onde é armazenada. A parte mais baixa da bexiga (o colo)
está rodeada por um músculo (o esfíncter urinário) que permanece contraído para
fechar o canal que transporta a urina para fora do corpo (a uretra), de maneira que se
retenha a urina na bexiga até que esteja cheia. Nesse momento, as mensagens que
saem da bexiga vão ao longo dos nervos até à espinal medula, para depois chegarem
ao cérebro; assim, a pessoa toma consciência da urgência de urinar. Então ela pode
decidir consciente e voluntariamente expulsar a urina da bexiga ou não. Quando se
toma a decisão de urinar, o músculo do esfíncter relaxa, deixando que a urina flua
através da uretra ao mesmo tempo que os músculos da bexiga se contraem para
empurrar a urina para fora. Esta força de impulsão pode ser aumentada contraindo os
músculos da parede abdominal e da base da pélvis, visto que se aumenta a pressão
sobre a bexiga. O processo completo de contenção e evacuação da urina é complexo e
a capacidade de controlar a micção pode ver-se afetada em diferentes etapas do
processo por causa de diversas anomalias. O resultado destas interrupções é uma
perda de controlo (incontinência urinária).

A incontinência urinária classifica-se, além disso, em função do tipo de sintomas, como


incontinência de urgência, de esforço ou incontinência total.

A incontinência de urgência é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda


incontrolável de urina. Normalmente, as pessoas podem conter a urina durante algum
tempo depois da primeira sensação de bexiga cheia. Pelo contrário, as pessoas com
incontinência de urgência, em geral, quase não têm tempo de chegar à casa de banho.
A causa mais frequente de aparecimento brusco é uma infeção das vias urinárias.
Contudo, a incontinência de urgência sem infeção é o tipo mais frequente de
incontinência nas pessoas de idade avançada e, muitas vezes, não se conhece a causa
com exatidão. As causas mais habituais de incontinência de urgência: relaxamento do
esfíncter devido à gravidez, hiperatividade da bexiga, certas perturbações
neurológicas, como a demência, que interferem com a capacidade do cérebro para
controlar a bexiga. A incontinência de urgência converte-se num verdadeiro problema
quando uma doença ou uma lesão impedem que uma pessoa possa chegar à casa de
banho rapidamente.
A incontinência de esforço é uma perda incontrolável de urina ao tossir, fazer
esforços, espirrar, levantar objetos pesados ou executar qualquer manobra que
aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen. A incontinência provocada por
esforço é o tipo mais frequente de incontinência nas mulheres. Pode ser provocada
por debilidade do esfíncter urinário. Por vezes as causas são as alterações produzidas
na uretra em resultado de um parto ou de uma cirurgia pélvica.

A incontinência total é a situação em que a urina goteja constantemente da uretra, dia


e noite. Verifica-se quando o esfíncter urinário não se fecha adequadamente. Algumas
crianças têm este tipo de incontinência devido a um defeito de nascença em que a
uretra não se fechou como um tubo. Nas mulheres com incontinência total, a causa é,
em geral, uma lesão no colo da bexiga e na uretra durante o parto. Nos homens, a
causa mais frequente é uma lesão no colo da bexiga e na uretra devido à cirurgia, em
particular pela extração da próstata afetada com cancro.

Um tratamento ótimo depende da análise minuciosa do problema de forma


individualizada e varia segundo a natureza específica desse problema. Os que sofrem
de incontinência urinária podem habitualmente curar-se ou, pelo menos, melhorar
consideravelmente.

Quando o técnico auxiliar de saúde se depara com este tipo de problemas deve
informar de imediato a equipa de enfermagem, para que o doente seja rapidamente
encaminhado para o médico.

Em relação aos cuidados a prestar, eles centram-se na higiene e auto cuidado,


auxiliando os que necessitam e incentivando os autónomos (Biologia, n.d.).
Fisiologia da reprodução: fecundação; nidação;
fases do desenvolvimento embrionário

Para o ser humano o sexo não tem apenas a função reprodutiva, está associado à
afetividade e ao prazer. A questão sexual humana associou-se a uma série de normas,
valores, comportamentos e sentimentos que variam dependendo da época e da
sociedade em questão
Independentemente de influências sociais, culturais ou religiosas, é importante para o
ser humano o conhecimento de seu corpo, assim como as implicações de suas relações
com o sexo. Portanto, é importante o estudo da anatomia dos órgãos sexuais, assim
como de alguns aspetos da fisiologia do relacionamento sexual e implicações
psicológicas de influência hormonal.
Conhecer a si próprio é condição fundamental para que o indivíduo desenvolva sua
sexualidade de uma forma saudável e natural. Esse conhecimento inclui o
conhecimento de seu próprio corpo (Wikipédia, 2016).

Fecundação

A fecundação humana acontece quando um espermatozoide entra no óvulo, que


geralmente fica na primeira porção da Trompa de Falópio, fazendo com que a mulher
fique grávida.
Isso dá início ao processo de multiplicação celular, cujo resultado é o nascimento de
um bebé.
O desenvolvimento do embrião humano começa com a formação do zigoto, que após
passar por muitas divisões celulares (mitoses), se vai fixar nas paredes do útero
(nidação). Ali formam-se novas estruturas (placenta, cordão umbilical, entre outros) e
começa a gestação do feto até o seu nascimento durante o parto.

Nidação
A nidação é a implantação do óvulo fecundado na parede do útero.
Assim que um óvulo é fecundado na Trompa de Falópio, ele começa a deslocar-se até
ao útero e recebe o nome de zigoto.
Enquanto ainda está na trompa de Falópio inicia-se a divisão celular, até que o zigoto
atinja o tamanho de uma cabeça de alfinete, e é chamado de mórula. Considerando
que o primeiro desafio da gestação é a fecundação, chegamos então ao segundo
desafio, em que 66% dos óvulos fecundados são eliminados antes mesmo de
chegarem ao útero.
As razões para serem eliminados são: o corpo da mãe considerar um corpo estranho e
uma possível malformação – ocorre o aborto espontâneo.
Quando finalmente o óvulo fecundado consegue chegar ao útero ele já está bem
maior, cerca de 10mm.
Com a alta concentração da hormona progesterona o endométrio, camada que
recobre o útero, está preparado para a implantação, ou seja, ele fica mais espesso –
quando o óvulo não foi fecundado é a escamação do endométrio que resulta na
menstruação.
O óvulo fecundado começa desta forma a fixar-se no endométrio, e este processo é
chamado de nidação.
Com a nidação começa a formação da placenta e a hormona da gravidez (HCG –
(Gonadotrofina Coriónica Humana) começa a ser produzida. O tempo que leva para
acontecer a nidação varia de mulher para mulher e é entre 5 e 12 dias. Assumimos
como tempo médio de 7 dias, começando a contar no dia em que o óvulo fecundado
chega ao útero (cerca de 5 dias após a fecundação), até concluir a implantação.
Demora cerca de 13 dias para que o embrião consiga se implantar completamente na
parede do útero.
O sintoma mais conhecido da nidação é um ligeiro sangramento que pode durar até 3
dias. Muitas vezes acaba sendo confundido com a menstruação, o que faz com que
algumas mulheres se enganem quanto ao tempo de gestação, ou seja, acreditam que
estão com menos tempo de gestação.
O sangramento, sempre em pequena quantidade, pode ter os seguintes aspetos:
sangue vivo, rosado, aguado, corrimento como borra de café ou corrimento
acastanhado (cor de caramelo).
Somente após a nidação o organismo começa a produzir a hormona HCG
(Gonadotrofina Coriônica Humana), e esta é a hormona detetada nos exames de
sangue e nos testes de farmácia que utilizam urina. A concentração da HCG aumenta
diariamente, o que permite a identificação do tempo de gestação.
Desta forma, só é possível identificar a gravidez alguns dias após a nidação, o que
coincide com o atraso da menstruação.

Fases do desenvolvimento embrionário

Após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, é formado o zigoto, que passará por
sucessivas etapas de divisões mitóticas e diferenciação celular, até se formar um
indivíduo propriamente dito. Esses eventos são denominados embriogénese, ou
desenvolvimento embrionário, e as suas etapas são: segmentação, gastrulação e
organogénese.

Figura 11: Desenvolvimento embrionário

Gestação
O período que medeia entre a conceção e o nascimento denomina-se gestação. No ser
humano, a gestação tem uma duração média de 266 dias (ou 38 semanas).
É frequente fazer-se a divisão neste espaço de tempo em duas etapas:
 Período embrionário (desde a fecundação até ao final do primeiro trimestre);
 Período fetal (corresponde aos dois últimos trimestres da gestação).

Primeiro trimestre de gestação (período embrionário)


Durante o primeiro trimestre de gestação, ocorrem alterações mais significativas para
o embrião. O coração começa a bater a partir da 4ª semana e a partir da 8ª semana o
embrião começa a chamar-se feto e é aparentemente um ser humano, que apesar de
já bem diferenciado tem apenas 5cm no final do 1ºtrimestre.
No primeiro trimestre de gestação também se verificam alterações para a mãe. As
mais evidentes são a cessação da menstruação e o aumento dos seios. Estas e outras
alterações são reguladas pelo controlo hormonal.

Segundo trimestre de gestação – período fetal


Durante o segundo trimestre de gestação, verifica-se um rápido crescimento do feto,
que atinge os 30 cm e se mostra muito ativo. O crescimento uterino é tal que a
gravidez se torna evidente. A mãe poderá sentir movimentos do feto logo na parte
inicial do segundo trimestre.
A partir do meio deste trimestre, a atividade fetal poderá ser mesmo visível através da
parede abdominal.

Terceiro trimestre de gestação – período fetal


O terceiro e último trimestre de gestação caracteriza-se por um rápido crescimento do
feto, que atinge um peso na ordem dos 3kg a 3,5kg e um comprimento de cerca de 50
cm. A atividade fetal poderá diminuir, visto que o espaço para o feto se mover é cada
vez menor (Matéria, 2015).
Esterilidade masculina e feminina

Esterilidade é geralmente definida como não ser capaz de engravidar, apesar de


tentar, por mais de um ano. Uma visão mais ampla da esterilidade inclui não ser capaz
de levar uma gravidez e ter um bebé. Ainda que pareça simples, na verdade há muitas
coisas que podem acontecer para impedir que ocorra a gravidez.

Masculina

A esterilidade masculina é geralmente causada por problemas na produção do


esperma ou em conseguir que o esperma alcance o ovo. Problemas com esperma
podem ser de nascença ou desenvolvidos mais tarde devido a doença ou lesão. Alguns
homens não produzem esperma, ou produzem muito pouco. O estilo de vida pode
influenciar a quantidade e qualidade do esperma. Álcool e drogas podem reduzir
temporariamente a qualidade do esperma. Toxinas no ambiente, incluindo pesticidas,
podem causar alguns casos de esterilidade masculina.

Feminina

Problemas com a ovulação são a causa mais comum de esterilidade feminina. Sem a
ovulação os ovos não estarão disponíveis para a fertilização. Sinais de problemas com a
ovulação incluem ciclos menstruais irregulares ou falta de menstruação. Simples
fatores de estilo de vida - incluindo stress, dieta ou a prática de exercício físico - podem
afetar o equilíbrio hormonal da mulher. Mais raramente o desequilíbrio hormonal
pode ser causado por condição médica grave, como o tumor na glândula pituitária que
pode provocar problemas na ovulação.
Idade é um fator importante na esterilidade feminina. A capacidade do ovário produzir
ovos declina com a idade, especialmente depois dos 35 anos. Em torno de 1/3 dos
casais onde a mulher tem mais de 35 anos experienciam problemas de fertilidade.
Quando a mulher atinge a menopausa ela não poderá produzir ovos ou ficar grávida.
Outros problemas também podem causar a esterilidade feminina. Se as Trompas de
Falópio estão bloqueadas o ovo não pode viajar até o útero. Trompas bloqueadas
podem ser resultado de doença inflamatória na pélvis, endometriose ou gravidez
ectópica.
Para o homem, a avaliação da esterilidade começa geralmente com testes ao sémen
para verificar a quantidade, forma e mobilidade do esperma. Algumas vezes outros
tipos de testes, como testes hormonais, são feitos.
Para a mulher o primeiro passo é verificar se está a ovular todos os meses. Há várias
formas de fazer isso. Por exemplo, pelas mudanças na temperatura corporal pela
manhã e a textura do seu muco cervical. Outro instrumento é o kit de teste de
ovulação, disponível em farmácias.
A avaliação da ovulação também pode ser feita em clínicas médicas através de análises
ao sangue para verificar os níveis hormonais ou recorrendo a ecografia aos ovários.

Tratamento para a esterilidade

Dependendo dos resultados dos testes, tratamentos diferentes podem ser sugeridos.
Entre 85-90% dos casos de infertilidades são tratados com medicamentos ou cirurgia.
Vários medicamentos para a fertilidade podem ser usados por mulheres com
problemas de ovulação. Dependendo do tipo e da dosagem do medicamento para a
infertilidade, em alguns casos podem acontecer múltiplos nascimentos (como
gémeos).
Se necessária, cirurgia pode ser feita para reparar danos nos ovários, Trompas de
Falópio ou útero.
Se a esterilidade é masculina, poderá ser corrigida com cirurgia também.

Disfunções sexuais
A pessoa pode apresentar alterações ou perturbações no seu ciclo de resposta sexual
surgindo as dificuldades ou disfunções sexuais que impedem a vivência de uma vida
sexual satisfatória e gratificante.

As causas que podem estar na origem ou contribuir para estas dificuldades, podem ser
orgânicas, psicológicas ou mistas. Problemas de saúde físicos e psicológicos, uso de
medicamentos, tabagismo, problemas afetivos ou de natureza relacional, falta de
experiência sexual e de conhecimento do corpo, traumas sexuais, assim como fatores
socio económicos e profissionais, podem refletir-se de forma negativa na resposta
sexual.

As disfunções sexuais podem ser desencadeadas por causas orgânicas e, muitas vezes
agravadas pela sua repercussão emocional.

Uma disfunção pode ser primária, se coincide com o início da atividade sexual e
secundária se foi adquirida ao longo do tempo. Pode ser generalizada, se está presente
em qualquer circunstância, ou situacional, se está presente apenas em determinadas
circunstâncias.

Uma consulta junto de um terapeuta especializado é uma forma eficaz de desbloquear


medos e ansiedades, permitindo a construção de atitudes positivas em relação ao
sexo. A educação e informação sobre a resposta sexual humana, são também muito
importantes e eficazes na resolução ou diminuição do impacto que algumas
dificuldades sexuais têm na pessoa. Em alguns casos, as abordagens terapêuticas
poderão incluir a sugestão de determinados exercícios e técnicas específicas (Portugal,
2016).

DISFUNÇÕES SEXUAIS FEMININAS

Desejo sexual hipoativo

Consiste na diminuição ou ausência total de desejo sexual. A mulher não manifesta


interesse por atividades sexuais ou eróticas preliminares e não sente desejo de iniciar a
atividade sexual, podendo ocorrer o evitamento do contacto físico íntimo.
Alterações hormonais, doenças endocrinológicas, toma de determinados
medicamentos ou fatores psicológicos tais como depressão ou perturbações da
ansiedade, podem contribuir para a diminuição do desejo sexual.

Aversão sexual

Consiste na aversão do contacto sexual com consequente evitamento de todo ou


quase todo o contacto sexual genital.

Atitudes negativas face ao sexo, educação sexual repressiva, historial de


violência/abuso, dispareunia, são alguns dos fatores que podem contribuir para esta
dificuldade.

Perturbação da excitação sexual

Consiste na dificuldade em adquirir ou manter um estado de excitação sexual


adequada até a consumação da atividade sexual, frequentemente expressa pela
ausência ou diminuição da lubrificação vaginal.

Alterações endocrinológicas, por exemplo na amamentação e menopausa, podem


conduzir a diminuição de lubrificação vaginal, assim como algumas doenças crónicas
como a diabetes, doenças da tiroide, toma de determinados medicamentos ou
tabagismo.

Fatores psicológicos como ansiedade, stresse e depressão, assim como fatores de


ordem relacional como a falta de estimulação adequada do/a parceiro/a e deficiente
comunicação, são alguns dos fatores que também podem contribuir para esta
dificuldade.

Perturbação do orgasmo

A perturbação do orgasmo consiste na dificuldade ou incapacidade persistente ou


recorrente de atingir o orgasmo, após uma fase normal de excitação sexual.
Algumas doenças neurológicas, alterações hormonais, uso de determinados fármacos,
álcool e consumo de algumas drogas, a idade (jovem) e atitudes negativas em relação
à atividade sexual, são alguns dos fatores que podem influenciar negativamente a fase
orgástica.

Dispareunia

Dor persistente na zona genital ou pélvica durante as relações sexuais. Embora a dor
seja experimentada com maior frequência durante o coito, também pode ocorrer
antes ou após a relação sexual.

Determinados problemas orgânicos como inflamações ginecológicas, fatores


relacionais, conflitos psicossexuais, são algumas das causas podem contribuir para que
a mulher sinta dor na relação sexual.

Vaginismo

Dificuldade da mulher em tolerar a penetração, devido à contração involuntária,


recorrente ou persistente, dos músculos do períneo adjacentes ao terço inferior da
vagina.

Podem estar na origem do vaginismo fatores orgânicos ou fatores psicológicos e


emocionais que incluem:

 Falta de informação e crenças erradas ou negativas sobre a sexualidade (culpa,


educação conservadora)
 Inexperiência que pode conduzir a medos ou bloqueios e a uma resposta
condicionada
 Experiências prévias com dor.
 Traumas

DISFUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS


Muitos homens sentem-se ainda muito retraídos na procura de ajuda médica
relativamente a problemas de carácter sexual e reprodutivo que possam ter. Mas,
quanto mais cedo assumirem que podem precisar de apoio e aconselhamento médico,
mais qualidade de vida ganham. É importante partilhar para não sofrer. Muitas das
disfunções são facilmente tratáveis.

As disfunções sexuais masculinas mais comuns são:

Perturbação de desejo sexual hipoactivo

Ausência ou deficiência persistente ou recorrente de fantasias e desejo de atividade


sexual (Wikipédia, 2016).

Causas psicológicas:

 Pode estar associada a outras disfunções sexuais no homem ou na parceira


 Distanciamento emocional e conflitos no casal também foram associados a esta
disfunção, embora seja difícil perceber se é a causa ou a consequência desta
disfunção
 Doenças psiquiátricas (depressão e perturbações de ansiedade)
 Acontecimentos de vida, luto e outras perdas

Causas orgânicas

Efeitos gerais de uma doença física

 Doenças físicas específicas: Doença hepática, Tumores pituitários secretores de


prolactina, Deficiência de testosterona (rara, embora seja frequente na prática
clínica os doentes associarem a sua diminuição do desejo à diminuição de
testosterona, sendo mais difícil reconhecer causas mais prováveis como a perda de
atração pela parceira);
 Iatrogenia: Anti hipertensores, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes.

Disfunção eréctil
A idade é um fator que se relaciona com o aparecimento de disfunção eréctil.
Enquanto os indivíduos mais jovens têm mais probabilidade de desenvolver disfunção
eréctil de causa psicológica, os homens com mais idade desenvolvem habitualmente
disfunção eréctil de causa orgânica, devido a uma maior co-morbilidade com diversos
fatores de risco.

A disfunção eréctil ou impotência sexual é a incapacidade persistente ou recorrente


para atingir ou manter uma ereção adequada até completar a atividade sexual,
provocando acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal.

A disfunção eréctil pode dever-se a várias causas, nomeadamente orgânicas,


psicológicas ou mistas.

Para a resolução da disfunção eréctil é fundamental não só a ida a um especialista,


para se chegar a um diagnóstico adequado, como o diálogo aberto com a(o)
parceira(o).

As causas da disfunção erétil podem ser muito variadas:

 Doenças vasculares (arteriosclerose, problemas cardíacos, hipertensão, etc.)


 Problemas neurológicos (lesões nervosas, esclerose múltipla, doenças
degenerativas, etc.)
 Diabetes
 Problemas hormonais (redução na produção de hormonas)
 Uso de determinados medicamentos
 Problemas psicológicos
 Stresse
 Depressão
 Ansiedade de execução
 Medo do fracasso
 Baixa autoestima
 Insatisfação / Conflito conjugal
 Informação deficiente/mitos sobre a sexualidade
Uma vez que as causas da disfunção erétil são de natureza diversa, os tratamentos
podem envolver o aconselhamento sexual, uma terapêutica medicamentosa e em
alguns casos a cirurgia. Antes de qualquer decisão, o profissional de saúde poderá
começar por dar alguns conselhos que podem ser benéficos para a saúde sexual do
homem, nomeadamente a prática de exercício físico, alimentação cuidada, redução do
consumo do álcool ou tabaco, bem como um maior tempo de descanso.

Disfunções ejaculatórias

1. Ejaculação prematura, precoce ou rápida

Dificuldade em controlar a ejaculação, que em alguns casos pode ocorrer antes, no


momento da penetração ou logo após a penetração, limitando a satisfação sexual. É
uma das disfunções sexuais mais comuns, sobretudo entre os mais jovens, no entanto,
muitas a vergonha face a esta dificuldade, não permite que muitos homens procurem
tratamento.

As causas são sobretudo psicológicas, relacionadas com ansiedade e stresse, mas


podem estar envolvidas causas biológicas. Pode também estar associada a consumo de
álcool ou drogas. O seu tratamento poderá incluir a terapia sexual, psicoterapia e
medicação.

2. Anejaculação

Ausência completa de ejaculado estando conservada a sensação de orgasmo. Deve-se


à inexistência de fase de emissão, havendo fase de expulsão.

Etiologia:

Principais Causas psicológicas:

 Receio de provocar uma gravidez

Ejaculações fora do coito sob a forma de poluções noturnas, ao acordar ou no decorrer


da masturbação
Principais Causas orgânicas:

 Esclerose múltipla
 Mielite transversa
 Lesões vertebro-medulares
 Iatrogenia medicamentosa e cirúrgica

3. Ejaculação retrógrada

Ausência total ou parcial de emissão de ejaculado, devido ao insuficiente


encerramento do esfíncter uretral interno. O esperma passa da uretra posterior para o
interior da bexiga permanecendo a sensação de orgasmo.

Etiologia:

As causas poderão ser de ordem psicológica, neurológica e medicamentosa.

4. Ejaculação asténica

Também chamada de ejaculação babante ou incompetência parcial ejaculatória


(Kaplan, 1988), consiste na diminuição ou ausência de contrações musculares que
projetam o esperma (ejaculação sem força).

Etiologia:

Ocorre em homens com lesões medulares abaixo da L1, como os paraplégicos e para
parésicos em que só permanece ativo o centro secretor medular.

Causa urológica obstrutiva: HBP, Estenoses uretrais, Hipotonias do esfíncter externo

5. Ejaculação retardada

Também chamada de incompetência ejaculatória (Masters & Johnson, 1970), deve-se


ao atraso ou inibição específica dos mecanismos de ejaculação. É involuntariamente
uma ejaculação muito tardia.
Relativamente pouco frequente e a prevalência não ultrapassa os 5%.

Inibição do orgasmo masculino

Dificuldade persistente ou incapacidade de atingir o orgasmo apesar da presença de


desejo, de excitação e estimulação. O homem não é capaz de ejacular com a sua
parceira, sendo capaz de ejacular na masturbação ou durante o sono. Diferente da
anejaculação porque nesta o homem consegue atingir o orgasmo.

Relativamente raro e provavelmente a disfunção que se encontra menos


frequentemente na prática clínica.

Etiologia:

Causas orgânicas relacionadas com iatrogenia farmacológica:

 Anticolinérgicos
 Antiadrenérgicos
 Anti hipertensores
 Psicofármacos

Causas psicológicas:

 Estimulação desadequada
 Medo (gravidez, compromisso)
 Ansiedade de performance
 Trauma sexual prévio
 Hostilidade da parceira e problemas na relação conjugal
 Homossexualidade latente

Dispareunia

Dor genital antes, durante ou após a relação sexual. Ocorre apenas em cerca de 1% nas
amostras clínicas

Causas orgânicas:

 Infeção genital
 Prostatite
 Fimose

Causas psicológicas:

Não existem resultados de estudos sobre o tratamento psicológico desta condição


(Portugal, 2016).

Implicações para os cuidados de saúde

Os TAS ao depararam-se com este tipo de alterações e problemas nos doentes ao seu
cuidado devem comunicar de imediato a equipa de enfermagem para que o dente seja
encaminhado e acompanhado da melhor e mais célere forma possível.

Ouvir e tranquilizar o doente é o mais sensato a fazer, respeitando sempre a sua


dignidade e a sua privacidade.
Tarefas do Técnico Auxiliar de Saúde
O/A Técnico(a) Auxiliar de Saúde é o/a profissional que auxilia na prestação de
cuidados de saúde aos utentes, na recolha e transporte de amostras biológicas, na
limpeza, higienização e transporte de roupas, materiais e equipamentos, na limpeza,
higienização dos espaços e no apoio logístico e administrativo das diferentes unidades
e serviços de saúde, sob orientações do profissional de saúde.

Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, o/a


Técnico/a Auxiliar de Saúde tem de executar sob sua supervisão
direta

1 - Auxiliar na prestação de cuidados aos utentes, de acordo com as orientações do


enfermeiro:

 Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e


conforto de acordo com orientações do enfermeiro;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de
higiene e conforto ao utente e na realização de tratamentos a feridas e úlceras;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez,
uma intervenção cirúrgica;
 Auxiliar nas tarefas de alimentação e hidratação do utente, nomeadamente na
preparação de refeições ligeiras ou suplementos alimentares e no
acompanhamento durante as refeições;
 Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta
do profissional de saúde;
 Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita
de ajuda total ou parcial, de acordo com orientações do profissional de saúde.
2 – Auxiliar nos cuidados post-mortem, de acordo com a orientação do profissional
de saúde.

3 – Assegurar a limpeza, higienização e transporte de roupas, espaços, materiais e


equipamentos, sob orientação do profissional de saúde:

 Assegurar a recolha, transporte, triagem e acondicionamento de roupa da


unidade do utente, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;
 Efetuar a limpeza e higienização das instalações/ superfícies da unidade do
utente, e de outros espaços específicos, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Efetuar a lavagem e desinfeção de material hoteleiro, material clínico e
material de apoio clínico em local próprio, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Assegurar o armazenamento e conservação adequada de material hoteleiro,
material de apoio clínico de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;
 Efetuar a lavagem (manual e mecânica) e desinfeção química, em local
apropriado, de equipamentos do serviço, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Recolher, lavar e acondicionar os materiais e equipamentos utilizados na
lavagem e desinfeção, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos,
para posterior recolha de serviço interna ou externa;
 Assegurar a recolha, triagem, transporte e acondicionamento de resíduos
hospitalares, garantindo o manuseamento e transporte adequado dos mesmos
de acordo com procedimentos definidos.

4 - Assegurar atividades de apoio ao funcionamento das diferentes unidades e


serviços de saúde:

 Efetuar a manutenção preventiva e reposição de material e equipamentos;


 Efetuar o transporte de informação entre as diferentes unidades e serviços de
prestação de cuidados de saúde;
 Encaminhar os contactos telefónicos de acordo com normas e/ ou
procedimentos definidos;
 Encaminhar o utente, familiar e/ou cuidador, de acordo com normas e/ ou
procedimentos definidos.

5 - Auxiliar o profissional de saúde na recolha de amostras biológicas e transporte


para o serviço adequado, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos.
Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, o/a
Técnico/a Auxiliar de Saúde pode executar sozinho

 Aplicar as medidas de prevenção, proteção e tipos de atuação no âmbito da


higiene e segurança no trabalho
 Aplicar as técnicas de higienização das mãos, de acordo com normas e
procedimentos definidos
 Aplicar as técnicas de lavagem (manual e mecânica) e desinfeção aos
equipamentos do serviço
 Aplicar as técnicas de lavagem (manual e mecânica) e desinfeção a material
hoteleiro, material de apoio clínico e material clínico
 Aplicar as técnicas de lavagem higienização das instalações e mobiliário da
unidade do utente/serviço
 Aplicar as técnicas de tratamento de resíduos: receção, identificação,
manipulação, triagem, transporte e acondicionamento
 Aplicar as técnicas de tratamento de roupa: recolha, triagem, transporte e
acondicionamento
 Aplicar as técnicas de tratamento, lavagem (manual e mecânica) e desinfeção
aos equipamentos e materiais utilizados na lavagem e higienização das
instalações/superfícies da unidade/serviço
 Aplicar normas e procedimentos a adotar perante uma situação de emergência
no trabalho
 Aplicar normas e procedimentos de qualidade
 Aplicar os métodos e técnicas de lavagem, desinfeção e esterilização de
materiais
 Aplicar técnicas de apoio à eliminação manuseando os dispositivos indicados:
cadeira sanitária; arrastadeira; urinol; fralda; saco de drenagem de urina
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto, na cama e na casa de banho
 Aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação oral
 Aplicar técnicas de armazenamento e conservação de material de apoio clínico,
material clínico desinfetado/esterilizado
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo com alterações
sensoriais
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo em situação de
vulnerabilidade
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo, cuidador e/ou
família com alterações de comportamento ou alterações ou perturbações
mentais
 Aplicar técnicas de comunicação no atendimento presencial e telefónico em
serviços de saúde
 Aplicar técnicas preventivas de controlo e gestão do stress profissional
nomeadamente em situações limite, sofrimento e agonia
 Cumprir e aplicar procedimentos definidos
 Preparar e aplicar os diferentes tipos de produtos de lavagem, desinfeção e
esterilização
 Preparar um tabuleiro de alimentação, segundo plano alimentar/ dietético,
prescrito
 Preparar, acondicionar e conservar alimentos frescos e confecionados, para
pequenas refeições e suplementos alimentares, prescritas em plano
alimentar/dietético
 Utilizar e descartar corretamente o equipamento de proteção individual
adequado
 Utilizar o equipamento de proteção individual adequado

Saber Ser

 Adaptar-se e atualizar-se a novos produtos, materiais, equipamentos e


tecnologias;
 Agir em função das orientações do profissional de saúde e sob a sua
supervisão;
 Agir em função de normas e/ou procedimentos;
 Agir em função de princípios de ética;
 Agir em função de diferentes contextos institucionais no âmbito dos cuidados
de saúde;
 Agir em função do estado de saúde do utente, segundo orientação do
profissional de saúde;
 Agir em função dos aspetos culturais dos diferentes públicos;
 Assumir uma atitude de melhoria contínua;
 Concentrar-se na execução das tarefas;  Trabalhar em equipa multidisciplinar;
 Agir em função do bem-estar de terceiros;
 Comunicar de forma clara e assertiva;
 Cuidar da sua apresentação pessoal;
 Demonstrar compreensão, paciência e sensibilidade na interação com utentes;
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com utentes, familiares
e/ou cuidadores;
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com os colegas de
trabalho;
 Demonstrar segurança durante a execução das tarefas;
 Autocontrolar-se em situações críticas e de limite.
Bibliografia

 ANQEP - Agência Nacional para a qualificação e o ensino profissional, I. (2010).


UFDC 6567. Retrieved December 8, 2016, from
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