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METODOLOGIA E RESOLUÇÃO

DE CASES DESENVOLVIDA EM
PARCERIA
QUANDO O ASSUNTO É RESOLUÇÃO
DE CASE, A PRIMEIRA PALAVRA
QUE DEVE VIR À SUA CABEÇA
É ESTRUTURA. AS PERGUNTAS
PROPOSTAS PELAS EMPRESAS
NÃO NECESSARIAMENTE TEM UMA
RESPOSTA CORRETA: O QUE ESTÁ
SENDO AVALIADO É COMO VOCE
ESTRUTURA SEU RACIOCÍNIO, COMO
ARGUMENTA A FAVOR DE SUAS
IDEIAS E, NO FINAL DE TUDO, SE SUAS
PROPOSIÇÕES FAZEM SENTIDO PARA
O MOMENTO DA EMPRESA.

Dessa forma, criamos esse guia com os


10 passos para você definitivamente
Hackear os Cases dos Processos
Seletivos!
Guia
“Hackeando
os Cases”
Mapeamento do case ............................. 5
Pesquisa sobre a empresa ............................. 6
Definição de premissas ............................. 8
Análise de dados ...............................9
Soluções propostas ........................... 10
Ferramentas de negócios ............................ 11
Roadmap ............................ 31
KPI’s ........................... 32
Planejamento da apresentação ........................... 33
Apresentação .......................... 35
Principais perguntas dos cases ........................... 39
Exemplos de Cases reais ........................... 41
PASSO 1:

MAPEAMENTO
DO CASE
O primeiro passo é que você faça um mapeamento sobre toda a problemática do
case e organize todas as informações de forma visual.

� Qual a problemática em questão e os principais fatos atrelados?

� Quais os dados fornecidos?

� Quais são as perguntas do case?

� O que eu já conheço desse segmento?

� O que preciso aprender desse segmento para resolver esse case?

Coloque todas essas informações


numa folha sulfite de forma que você
tenha uma boa leitura de todos os
pontos do Case.

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PASSO 2:

PESQUISA SOBRE
A EMPRESA
Faça uma pesquisa profunda sobre a empresa. Isso te ajudará a ter insights para
a resolução do case e conectará a sua proposta com os objetivos estratégicos da
empresa.

É importante pensar também que você não precisa saber tudo sobre a empresa.
A sua pesquisa deve ser direcionada para o que faz mais sentido para você e para a
vaga em questão.

Importante: Criamos uma série de perguntas para você enriquecer a sua pesquisa,
mas é muito importante que você avalie o que foi pedido no case da empresa.
Procure focar naquilo que está sendo pedido e está relacionado ao business case da
empresa.

Missão, visão e valores da empresa


Pode ser bem clichê, mas continua sendo necessário e é primeiro passo para você
iniciar sua pesquisa!

Business da empresa
Quais são os produtos e negócios da empresa? Quais as principais fontes de receita?
Como é o seu modelo de negócios? Quais são os principais parceiros? Ela teve
alguma fusão ou aquisição nos últimos anos?

Principais concorrentes
Quais são os principais concorrentes da empresa? Quais são as empresas que estão
nascendo nesse setor? Quais os diferenciais?

Cliente
Qual é o público-alvo da empresa? Como é a percepção de valor entre o consumidor
x fornecedor? Como a empresa se comunica com o seu público?

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Tendências de mercado
Quais são as principais tendências do segmento? O que há de inovação dentro desse
setor? Como a tecnologia impacta o setor atualmente?

Consulte sites como:

Valor Econômico https://valor.globo.com/

Distrito https://distrito.me/

Processos da empresa
Quais são os processos da empresa? Quais os segmentos econômicos que ela está
envolvida?

Isto é, se você está pesquisando uma empresa do setor de varejo, como é a


produção? Se você está estudando uma empresa de bens de consumo, como é a
logística de distribuição dos produtos?

Saúde financeira da empresa


Tenha uma noção de como está os resultados financeiros da empresa. Ela está bem
financeiramente? Está em crescimento? Como o momento econômico influencia a
empresa?

Caso a empresa tenha capital aberto, digite no Google: “Nome da empresa” +


“Relações com Investidores”

Consulte portais como:

Infomoney: https://www.infomoney.com.br/

Investing: https://br.investing.com/

Brazil Journal: https://braziljournal.com/

Atividades sociais que a empresa está envolvida


A empresa preza por questões de diversidade? Ela está envolvida com questões de
sustentabilidade? Ela investe em projetos sociais?

Problemas e obstáculos da empresa


Lembre-se: você será contratado para resolver problemas da empresa. Sendo assim,
nada melhor que já identificar esses problemas e fazer uma análise de como você
mais poderá ajudar a empresa.

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PASSO 3:

DEFINIÇÃO
DE PREMISSAS
Nesse momento você já tem informações suficientes para começar esboçar a sua
solução.

Sendo assim, pensando em conectar o seu perfil com os objetivos do case e negócios
da empresa, adote premissas que servirão como molde para você estruturar o seu
case.

Essas premissas servirão como direcionadores e te mostrarão o caminho para onde


seguir.

Como definir premissas?

Use o frame:

ADOTANDO A PREMISSA FATO, VOU AÇÃO FATO

Exemplos:

“Adotando a premissa de que a Pepsico já possui uma grande estrutura de logística,


vou desenvolver um suco de açaí que será comercializado em todo Brasil”

“Adotando a premissa que o Itaú tem uma grande equipe de TI, vou implementar um
sistema de Machine Learning nesse processo afim de otimizá-lo”

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PASSO 4:

ANÁLISE
DE DADOS
Caso sejam fornecidos dados, é importante uma análise bem
feita e bem estruturada. Faça projeções, calcule métricas e tire
conclusões a partir desses números.

Você pode encontrar soluções que estão escondidas entre esses


dados e com certeza isso será um diferencial para você.

y Esses dados são sobre o que?

y O que eles me mostram?

y Quais as projeções que posso fazer a partir desses dados?

y Quais métricas eu posso tirar?

y Como posso gerar mais dados a partir desses dados?

y Qual é a minha conclusão sobre minha análise?

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PASSO 5:

SOLUÇÕES
PROPOSTAS
Agora que você compilou todas as informações, pesquisou muito sobre a empresa,
tem o direcionamento fornecido pelas premissas adotadas, analisou os dados e
estruturou seu raciocínio através de algumas ferramentas, é hora de esquematizar a
solução:

� Foque em realmente resolver o problema apontado no case. Seja objetivo e claro


em suas soluções.
� Seja inovador. Traga sugestões que não sejam tão óbvias e que realmente vão
mudar algo na empresa.
� Seja inovador e ao mesmo tempo seja realista. Nada de querer inventar a algo
que esteja a muito fora de nossa realidade. Aqui a sua capacidade de achar
soluções plausíveis será essencial.
� Pense nos benefícios da sua proposta para a empresa e para o cliente. Ambos
devem ser impactos positivamente. Deixe isso claro em sua apresentação.
� Embase sua solução com dados e evidências de suas pesquisas.
� Apresente soluções que conectam o seu perfil e com os objetivos do case.
� Não existe uma solução correta. Existe uma solução que apresenta um raciocínio
estruturado e bem encaixado com o que você tirou de conclusão de suas pesqui-
sas, objetivos do case e suas propostas.

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PASSO 6:

FERRAMENTAS E METODOLOGIAS
DE NEGÓCIOS
Só para lembrar: a palavra de ordem é ESTRUTURA! Qual o melhor jeito de se
estruturar um raciocínio, colocá-lo em um briefing, e apresentá-lo de uma forma
convincente? Usando de ferramentas e metodologias.

Na sessão a seguir vamos te guiar por algumas das principais ferramentas para
destrinchamento (uma palavra bonita para dizer ‘entendimento’) do problema,
criação de ideias novas, entendimento do melhor fluxo de trabalho, criação de um
roadmap de entregas entre muitos outros usos. Lógico, esse aqui não é um curso de
gerenciamento de projetos!

A ideia é que vocês tenham uma noção


do que essas ferramentas são e como
podem utilizá-las para se destacarem
nos processos e apresentação de cases.

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VAMOS ABORDAR

Business
1 Estruturação de modelo de negócios
Canvas

Identificação de forças, fraquezas, oportunidades e


2 SWOT ameaças de um negócio

3 5Ps Identifica a causa raiz

Diagrama de
4 Ishikawa ou Identifique a causa raiz e organiza por categorias
Espinha de Peixe

5 Brainstorming Geração de ideias

Checklist de atividades que devem ser


6 5W2H desenvolvidas

Matriz Esforço Priorização de atividades


7
vs Impacto

8 Gráfico Gantt Controle de cronogramas de projeto

9 PDCA Gestão de atividades com o objetivo de melhoria


contínua

ATENÇÃO: Cada uma dessas ferramentas foram


desenvolvidas com uma finalidade.

Você não precisa e NÃO DEVE usar todas!

Você deve entender a finalidade de cada ferramenta


Guia Hackeando os Cases e saber quando usá-la. 12
Business
Canvas
DEFINIÇÃO

O Business Canvas é uma


ferramenta para você
estruturar o seu business
plan, isto é, seu plano
de negócios. Através
dele é possível fazer um
mapeamento visual dos
principais aspectos de
um negócio e como esses
aspectos se relacionam
entre si.

Pode ser usado na proposta


de um novo produto, uma
startup ou uma grande
empresa.

Os aspectos mapeados na ferramenta estão descritos abaixo:

Segmento de clientes: público com características em comum que queremos atingir;


Proposta de valor: conjunto de benefícios do nosso produto / serviço;
Canais de venda: conjunto de estratégias de marketing, distribuição e vendas;
Relacionamento com o Cliente: relação que teremos com os clientes. Como
conquistar clientes? Como fidelizar clientes? Como vender mais para os clientes?
Fontes de receita: troca monetária pela entrega da proposta de valor;
Recursos-principais: recursos necessários para a criação e entrega da proposta de
valor. Os recursos podem ser financeiros, físicos, humanos, intelectuais etc
Atividades-chave: atividades fundamentais para que negócio seja criado e cresça;
Parcerias: alianças estratégicas que vai estruturar o negócio;
Estrutura de custos: pagamentos necessários para a estruturação e manutenção do
negócio. Podem ser divididos em custos fixos e custos variáveis.
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Business
Canvas
COMO UTILIZAR

Abaixo você pode ver a estrutura da ferramenta Business Canvas e você deve seguir
a seguinte ordem para o preenchimento:

1 Segmento de clientes
2 Proposta de Valor
3 Canais de Venda
4 Relacionamento com o Cliente
5 Fontes de Receita
6 Recursos principais
7 Atividades-chave
8 Parcerias
9 Estrutura de custos
Use e abuse dessa ferramenta nos cases

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SWOT
DEFINIÇÃO

A matriz SWOT, também conhecida como matriz FOFA (mas de fofa ela não tem
nada), é uma ferramenta que permite examinar o ambiente interno e externo de
uma organização, buscando encontrar oportunidades de melhoria e otimização
do desempenho. A ferramenta também pode ser utilizada em um processo de
autoconhecimento, por exemplo, onde a pessoa tomaria o lugar da organização.

O nome SWOT provém de quatro palavras que começam com as letras da sigla:

Strengths, que significa forças (F);

Weaknesses, que significa fraquezas (F);

Opportunities, que significa oportunidades (O);

Threats, que significa ameaças (A).

Com a análise da matriz SWOT é possível identificar, de forma estratégica, suas


forças, fraquezas, ameaças e oportunidades de maneira simples, auxiliando a tomada
de decisão.

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DESVENDANDO A MATRIZ SWOT

Para aplicar a matriz em algum projeto ou mesmo utilizá-la na resolução de cases, é


necessário entender o que cada uma dessas quatro partes da matriz significa. Para
isso, explicamos de maneira bem simples na próxima página o que cada uma dessas
sessões representa. Saca só:

Strengths (Forças)

As forças são os pontos positivos, as vantagens que existem em relação às outras


empresas e que podem ser controladas e não dependem de fatores externos. Isso
pode ser identificado, principalmente, na análise dos diferenciais oferecidos ao
mercado, seja pela qualidade do atendimento, pelo desempenho do marketing, das
finanças, da produção ou da organização como um todo.

Perguntas para identificar as FORÇAS:


• O que a empresa apresenta de diferencial em relação aos concorrentes?
• Quais são as qualidades que nossos colaboradores e clientes percebem
aqui dentro?
• Quais são os recursos especiais que temos à disposição?
• Quais são os diferenciais da nossa equipe?
• Quais de nossos produtos fazem mais sucesso?
• Somos reconhecidos no mercado por algum motivo especial?

Assim, conseguimos identificar alguns pontos que revelam as vantagens competitivas.

Weaknesses (Fraquezas)

Ninguém é perfeito, né. É natural que uma organização também tenha suas fraquezas,
pontos fracos em relação à concorrência que podem ser controlados internamente.
Mas isso não precisa ser, necessariamente, um problema (afinal, nenhuma empresa
é perfeita em tudo). Conhecer as fraquezas pode ser mais importante que conhecer
as forças de uma organização: se forem ignoradas em um planejamento ou iniciativa
estratégica, pode ser catastrófico.

Por exemplo, imagine que uma pizzaria que trabalha com delivery tem como fraqueza
o número reduzido de colaboradores no atendimento ao cliente. Num belo dia, o dono
dessa pizzaria decide que irá fazer uma grande promoção para comemorar o Dia
Internacional da Pizza, com a intenção de aumentar o volume de clientes e faturar

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mais. Porém, ao planejar essa promoção, o dono da pizzaria deixa de considerar
que só tem uma pessoa disponível para atender o telefone e anotar os pedidos. Já
imaginou a confusão, né?

Chegando no dia da promoção, o telefone da pizzaria toca sem parar, a atendente


não consegue anotar todos os pedidos e, pela pressão que estava recebendo, acaba
se confundindo com alguns pedidos e deixando muitos clientes insatisfeitos com o
atendimento.

Isso mostra que, mesmo que a pizzaria tivesse como força a qualidade dos
ingredientes e a fidelidade dos clientes, essa fraqueza ignorada acabou passando
uma imagem negativa da empresa e prejudicando seu desempenho. Por meio desse
exemplo simples, queremos te ajudar a entender que é muito importante prestar
atenção às fraquezas no negócio antes de partir para a ação.

Perguntas para identificar as FRAQUEZAS*:

• Quais lacunas e fraquezas podem ser encontradas na empresa em


comparação à concorrência?

• De que maneira a equipe e a relação com os clientes poderiam melhorar?

• Como é a qualificação das pessoas na organização?

• Quais são as reclamações mais frequentes?

• Qual motivo mais contribui para a perda de vendas?

*E quaisquer outras que ajudem a entender o que pode ser melhorado no ambiente
interno.

Opportunities (Oportunidades)

As oportunidades são as forças externas que podem influenciar positivamente a


sua empresa e que não podem ser controladas por ela (ao contrário das forças e
das fraquezas). No exemplo que demos acima, o Dia Internacional da Pizza era uma
oportunidade para a pizzaria, um fator externo que poderia lhe trazer benefícios, se
bem aproveitado. Ou seja, as oportunidades são chances que a organização tem
para se desenvolver, crescer e alcançar melhores resultados.

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Perguntas para identificar as OPORTUNIDADES:

• Como podemos agregar mais valor aos nossos produtos e/ou serviços?

• Quais são os desejos e objetivos dos nossos clientes e como podemos


cumpri-los?

• Que tendências estão em alta em nosso setor?

• Quais condições políticas, econômicas ou sociais podem ser favoráveis?

• Existem novidades tecnológicas às quais podemos aderir?

• Quais influências climáticas ou sazonais podem ser favoráveis?

Threats (Ameaças)

Entende-se por ameaça todas as forças externas (que a empresa não pode
controlar) que podem repercutir negativamente na organização e reduzir seu
desempenho. Como a organização não tem poder sobre essas ameaças, não tem
como combatê-las diretamente, mas pode se preparar para enfrentá-las.

É parecido com o que acontece quando é prevista a chegada de um furacão: as


pessoas não têm como evitar que ele aconteça, mas podem se proteger de modo
a minimizar os prejuízos. Então, no contexto empresarial, é muito importante que a
organização reconheça as ameaças a que está exposta e se prepare para encará-
las.

Crises econômicas, redução do limite de crédito dos consumidores, surgimento de


novos concorrentes, aumento de impostos sobre insumos importados, diminuição ou
suspensão de incentivos fiscais, mudança de hábitos de consumo, obsolescência de
certas tecnologias e até mesmo aspectos climáticos podem ser grandes ameaças à
saúde das empresas.

A empresa americana Kodak é um exemplo de como não lidar com essas ameaças.
Mesmo tendo sido a pioneira no segmento das máquinas fotográficas e ter feito muito
sucesso por décadas, a Kodak luta para sobreviver nos dias de hoje por não ter se
adaptado às tendências do mercado à tempo.

O surgimento das câmeras digitais tornou-se uma grande ameaça para a empresa,
que demorou para responder e acabou perdendo boa parte de seu marketshare. Se
a organização tivesse feito um planejamento estratégico para contornar a iminente
ameaça das câmeras digitais, provavelmente o cenário hoje seria muito diferente.

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5P’s
DEFINIÇÃO

Sabe aquele seu priminho chato, que não para de perguntar as coisas? Pronto!
Incorpore o comportamento dele com essa ferramenta. A ferramenta consiste em
perguntar cinco vezes seguidas o porquê para um problema sempre relacionando a
causa anterior. Terminando as 5 perguntas será encontrada a causa raiz do problema,
que se for corrigido deverá evitar o reaparecimento do mesmo.

COMO APLICAR OS 5 PORQUÊS

Anote o problema que deseja resolver e vá respondendo a sequência de perguntas


através de um brainstorm com todos os envolvidos no processo (é muito importante
que todos sintam-se a vontade para opinar).

Exemplo: Máquina parada

1. “Por que a máquina parou?” 4. “Por que a bomba não circula


óleo suficiente?”
R.: O circuito sobrecarregou,
queimando um fusível. R.: A entrada da bomba está
entupido com aparas de metal.
2. “Por que o circuito ficou
sobrecarregado?” 5.
“Por que a entrada da bomba
R.: Houve lubrificação insuficiente está entupido com aparas de
nos rolamentos. metal?”
R.: Porque não existe nenhum
3. “Por que houve lubrificação filtro na bomba….
insuficiente nos rolamentos?”
R.: A bomba de óleo da máquina CAUSA RAIZ: BOMBA SEM FILTRO
não está circulando óleo
suficiente.

1 2 3 4 5
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

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Diagrama de
Ishikawa
DEFINIÇÃO

O diagrama Ishikawa, Espinha de Peixe ou diagrama de Causa e Efeito é usado para


encontrar, organizar, classificar, documentar e exibir graficamente as causas de um
determinado problema, agrupados por categorias, que facilitam o brainstorming
de ideias e análise da ocorrência. Como as causas são hierarquizadas, é possível
identificar de maneira concreta as fontes de um problema.

A utilização do diagrama de Ishikawa é feita quando se torna necessário identificar


a causa raiz de algum problema ou identificar algum gargalo de um processo,
visando a sua otimização. Como essa metodologia engloba itens produtivos (como
matéria-prima e máquina), é mais utilizada em processos de melhoria de indústria, por
exemplo

Como você pode observar na figura acima, o diagrama de Ishikawa considera que
os problemas podem ser classificados em seis categorias de causa, as famosas 6M:
Máquinas, Materiais, Mão de Obra, Meio Ambiente, Método e Medida. Vamos explicar
a seguir cada uma das categorias do 6M.

Máquina
Aqui devemos considerar todas as causas originadas de falhas no maquinário usado
durante o processo, como funcionamento incorreto, falha mecânica, etc.

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Materiais
Quando o problema é causado pois a matéria-prima ou o material que foi utilizado
no processo não está em conformidade com as exigências para a realização do
trabalho, ou seja, está fora das especificações necessárias para ser usado, como
produto em tamanho incorreto, vencido, fora da temperatura ideal, etc.

Mão de obra
Os problemas também podem envolver atitudes e dificuldades das pessoas na
execução do processo, e podem incluir: pressa, imprudência, falta de qualificação,
falta de competência, etc.

Meio-ambiente
Neste item, devemos analisar o ambiente interno e ambiente externo da empresa e
identificar quais são os fatores que favorecem a ocorrência dos problemas, como
poluição, calor, falta de espaço, layout, barulho, reuniões, etc.

Método
Os processos, procedimentos e métodos usados durante as atividades também
podem influenciar para que o problema ocorra, ou seja, devemos analisar o quanto a
forma de trabalhar influenciou o problema, por exemplo se houve planejamento, se foi
executado conforme o planejado, se as ferramentas certas foram utilizadas, etc.

Medidas
Essa categoria abrange causas que envolvem as métricas que são usadas para
medir, monitorar e controlar o trabalho, como efetividade dos instrumentos de
calibração, indicadores, metas e cobranças.

Apesar da existência dessas categorias, a ferramenta é flexível para que a empresa


adeque as categorias de acordo com a sua necessidade.

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COMO APLICAR O DIAGRAMA DE ISHIKAWA

Para que você entenda como aplicar o diagrama de Ishikawa, separamos aqui 5
passos simples:

5 Passos para criar um Diagrama de Ishikawa

• Para começar a montar o seu diagrama você precisa selecionar


um problema a ser resolvido ou um risco a ser evitado. Tente ser
menos genérico. Seja sempre o mais direto e específico que puder e
preferencialmente escolha algo que possa ser mensurável;

• Faça um brainstorming e levante todas as ideias de prováveis causas que


estão gerando o problema;

• Depois de levantar todas as ideias com o Brainstorming é hora de


categorizar de acordo com os 6M;

• Ache as sub-causas dos problemas encontrados para identificar a causa


raiz.

• Com o diagrama montado, é hora de analisar todas as ideias e definir o


plano de ação.

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Brainstorming
DEFINIÇÃO

Brainstorming, ou tempestade de ideias (pessoalmente preferimos ‘Toró de Ideias’),


é uma reunião em grupo para debate sobre soluções a um problema. Trata-se de
uma busca por abordagens inovadoras, o que no ambiente corporativo estimula o
engajamento e contribui com a valorização e a motivação da equipe.

As principais características de uma sessão de brainstorming bem-sucedida são:

• Quantidade: quanto mais ideias direcionadas especificamente ao mesmo


problema, melhor.

• Flexibilidade: como a busca é por novas abordagens na solução de um problema,


a fuga do tradicional é bem-vinda.

• Liberdade: ideias não devem ser alvo de críticas durante uma sessão de
brainstorming

• Interatividade: as ideias apresentadas podem ser aperfeiçoadas ou mesmo


combinadas entre elas, dando origem a novas soluções.

• Tangibilidade: as ideias sugeridas precisam ter a capacidade de sair do papel e


se transformar em ações concretas.

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Como fazer um BRAINSTORMING?

• Tenha um tema definido

• Garanta que todos se preparem antes

• Crie um ambiente agradável

• Apresente o problema

• Modere a discussão com equilíbrio

• Tome nota de tudo

• Antes de encerrar, faça um resumo

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5W2H
DEFINIÇÃO

O 5W2H (leia: ‘cinco dábliu dois agá’; sim, nós sabemos, a sigla é estranha) é, na
verdade, um checklist de atividades específicas que devem ser desenvolvidas com
o máximo de clareza e eficiência por todos os envolvidos em um projeto. Essa sopa
de letrinhas corresponde, na verdade, às iniciais (em inglês) das sete diretrizes que,
quando bem estabelecidas, eliminam quaisquer dúvidas que possam aparecer ao
longo de um processo ou de uma atividade. São elas:

5W 2H
What - O que será feito? How - Como será feito?
Why - Por que será feito? How much - Quanto vai custar?
Where - Onde será feito?
When - Quando?
Who - Por quem será feito?

Ou seja, é uma metodologia


cuja base são as respostas
para estas sete perguntas
essenciais. Com estas
respostas em mãos, você
terá um mapa de atividades
que vai te ajudar a seguir
todos os passos relativos
a um projeto, de forma a
tornar a execução muito
mais clara e efetiva.

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Matriz
Esforço vs Impacto
DEFINIÇÃO

Digamos que você chegou ao final do case e, agora, tem o melhor problema
de todos: a questão pedia 1 solução mas você achou 4 saídas para o problema
proposto! Como você pode escolher quais delas vão ser levadas em conta? Simples:
a Matriz Esforço x Impacto pode ser utilizada sempre que existirem tarefas a serem
cumpridas em um determinado período. Além disso, é necessário escolher quais
atividades devem ser priorizadas, pois afinal é tudo uma questão de prioridades.

A Matriz Esforço x Impacto é dividida em quatro quadrantes, sendo as atividades


divididas entre eles de acordo com o tempo gasto em cada ação e com o impacto
que ela trará. A matriz possui dois eixos principais: o eixo vertical e o horizontal. O
primeiro, referente ao impacto, leva em consideração fatores como eficiência, lucro,
vendas e satisfação do cliente. Já o eixo horizontal, referente ao esforço, leva em
conta fatores como recursos financeiros, tempo gasto em cada atividade e o número
de pessoas envolvidas.

BAIXO esforço (fácil) ALTO esforço (difícil)


ALTO IMPACTO

I II
BAIXO IMPACTO

III IV

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Vantagem da utilização da matriz:

• Otimização de tempo e recursos limitados;

• Visualização de quais atividades devem ser feitas com prioridade e quais


devem ser evitadas ou adiadas;

• Ajuda no processo de recuperação de projetos que perderam o prazo;

• Melhoria processos e projetos que estão com resultados abaixo do


esperado;

• Justifica a tomada de decisões.

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Gráfico Gantt
DEFINIÇÃO

O Diagrama de Gantt é uma ferramenta gráfica que permite controlar o cronograma


de um projeto. Para isso, conta com todas as tarefas que precisam ser realizadas para
conclusão do mesmo, além de diversas informações relevantes de cada tarefa, tais
como:

• Descrição simplificada;

• Datas de início e fim;

• Duração;

• Responsável;

• Interdependência.

Projetos e/ou processos podem, e geralmente têm, diferentes etapas, muitas vezes
relacionadas umas com as as outras. Em gestão de projetos, por exemplo, é comum a
segmentação de um projeto em diversas tarefas menores para facilitar sua conclusão.

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PDCA
DEFINIÇÃO

O ciclo PDCA é uma técnica de gestão interativa que consiste em quatro passos,
representados por suas letras, e que tem como objetivo melhorar os processos e os
produtos de forma contínua.

O significado dessa sigla provém de quatro palavras em inglês:

P (Plan) Planejamento

D (Do) Execução

C (Check) Verificação

A (Act) Atuar/Agir

Antes de iniciar a utilização dessa


metodologia, é necessário entender
que se trata de um ciclo e esse
ciclo respeita a ordem proposta
pela sigla. Ou seja, tudo começa
com o P, o Planejamento, momento
em que você deve focar a parte
estratégica, levantando informações
e analisando-as. Depois, parte-se
para a prática, o D, quando o que
foi planejado deve ser executado.
E o que foi executado deve, então,
ser verificado, ou checado (C); é
o momento em que as ações são
avaliadas, e cuja avaliação aplicará
uma ação ou um ajuste (A), de
forma a corrigir os problemas e as
divergências encontradas.

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COMO APLICAR O CICLO PDCA

Para conseguir aplicar o ciclo PDCA na sua resolução de case, você precisa entender
o que é feito em cada uma das etapas da sigla. Então, vamos lá:

P - Plan Neste primeiro passo para a aplicação, você deve elaborar um plano.
Deve desenvolver, com base nas diretrizes e premissas estabelecidas, uma estratégia
que se proponha a resolver os problemas levantados no seu case.

A partir disso, deve levar em consideração três fases fundamentais: a primeira é o


estabelecimento dos objetivos do ciclo; a segunda é a escolha do caminho para que
estes objetivos sejam atingidos; e a terceira é a definição do método que deverá ser
utilizado para isso.

D - Do O planejamento está pronto e bem detalhado? Hora de colocá-lo em


prática. Hora de arregaçar as mangas e tocar a execução do plano, que consiste
também em treinar os envolvidos para prepará-los para o método que será
empregado. Esta é a etapa mais importante do ciclo e deve ser acompanhada bem
de perto para que em nenhum momento se desvie do que foi planejado.

C - Check O terceiro passo é a análise ou verificação dos resultados alcançados


e dos dados coletados. Esta etapa pode se desenvolver tanto ao mesmo tempo
em que o plano quando é elaborado – quando se verifica se o trabalho está sendo
feito da forma devida – quanto após a execução, quando são feitas as análises
estatísticas dos dados e a verificação de todos os itens. O principal objetivo desta
fase é detectar eventuais erros ou falhas.

A – Act É a última fase. Nela, são tomadas as ações corretivas com base no que
foi verificado. Ou seja, deve-se corrigir as falhas encontradas no passo anterior. Então,
após realizada a investigação das causas destas falhas ou desvios no processo e
após agir para solucioná-las, comece tudo de novo. Exatamente: como um ciclo, o
PDCA deve ser retomado sempre para que, as práticas e os processos se aprimorem
continuamente.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO CICLO PDCA?

A metodologia é uma tradução precisa daquela máxima segundo a qual a “prática


leva à perfeição”. Somente após a retomada de processos você conseguirá identificar
e corrigir falhas, aprimorando-os continuamente.

Além disso, ele também prioriza a medição – e você já deve ter percebido que medir
é uma atividade fundamental para a sua gestão. Afinal, como você poderá saber se
sua oferta hoje é melhor do que a de ontem? Como descobrir se os seus produtos ou
serviços estão de fato agradando aos clientes, sem ter dados concretos para isso?
Como bem afirma Peter Drucker, o papa da administração, “o que não se pode medir,
não se pode gerenciar”.

Guia Hackeando os Cases 30


PASSO 7:

ROADMAP

Roadmap é o termo utilizado para a priorização das atividades a serem


desenvolvidas num projeto.

Sendo assim, é importante que você esquematize sua solução baseado em etapas,
com curto, médio e longo prazo.

Você deve montar o roadmap seguindo uma linha lógica de construção do projeto
e conforme a ordem prioritária das soluções. Duas ferramentas que podem te ajudar
aqui é o Gráfico Gantt e a Matriz de Esforço x Impacto.

carreira play l carreira sem frescuras 31


PASSO 8:

KPIs

DEFINIÇÃO

KPIs (Key Performance Indicators), são os Indicadores-Chave de Performance. Trata-


se de uma ferramenta de gestão empregada para analisar os indicadores mais
importantes de um negócio ou empresa.

“Mas afinal, como utilizar os KPIs na resolução do meu case?”

Você pode propor alguns KPIs para que mensurar o andamento do projeto ou os
resultados de suas soluções. Utilize métricas que façam sentido com o negócio da
empresa e com a sua solução.

Exemplos de KPI’s:

Principais tipos de KPI’s


y Número de Vendas
y Faturamento
• Os indicadores de produtividade;
y Margem
• Os indicadores de qualidade;
• Os indicadores de capacidade; y ROI
• Indicadores estratégicos. y Payback
y NPS
y # Seguidores nas redes sociais
y Engajamento
y Tempo de entrega (logística)

Guia Hackeando os Cases 32


PASSO 9:

ESBOCE SUA
APRESENTAÇÃO
Com tudo isso bem estruturado, é hora de você montar o storytelling da sua
apresentação, isto é, a sua narrativa.

Siga esses três passos para um montar um bom storytelling:

1. Resumo em bullet points

Comece um rascunho na folha sulfite, através de tópicos


que vão direcionar a sua apresentação. Vale a pena
investir um tempo nessa parte pois isso será o seu alicerce.

Deixe claro o problema que você está resolvendo, a


solução proposta e a linha de raciocínio que você teve
para montar essa solução.

Mostre dados da sua pesquisa e como usou essas


informações para embasar a sua proposta.

2. Storyboard

Ainda na folha sulfite, esquematize a sua apresentação nos slides. Pense em o que e
como você vai ilustrar a sua solução.

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3. Vá para o Software

Com a apresentação já esboçada, agora é hora de ir para o Power Point, Canva ou


Prezi.

Canva: https://www.canva.com/

Prezi: https://prezi.com/

Faça uma apresentação objetiva, organizada, estruturada e com uma estética


bacana.

Utilize um layout alinhado com a empresa que você está aplicando (isto é, utilize um
template mais formal para empresas formais e um template informal para empresas
informais).

Uma baita dica aqui para o layout é o site Pik to Chart:


https://piktochart.com/

Aqui você encontrará referências de apresentações corporativas de diversas formas e


com certeza te ajudará a pensar num layout legal.

Utilize imagens para ilustrar suas ideias se necessário e gráficos para explicar os
números.

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PASSO 10:

APRESENTAÇÃO

Uau, quanta coisa né.


E agora chegou a hora de você gravar o vídeo!
Ufa!!!

Primeiramente, saiba que para gravar um vídeo de dois minutos você levará em torno
de uma hora. Sim, esse step exige muita dedicação e você precisará de muito treino.

Algumas coisas são importantes nesse momento:

Comunicação verbal: sintetize os aspectos mais


importantes para você apresentar e comunique-os de
forma clara e estruturada. Você não terá tempo para falar
sobre toda sua pesquisa e ideias, então priorize o que
achar importante. Utilize a apresentação feita no Power
Point para direcionar a sua fala.

Energia e motivação: seu astral na gravação é


extremamente importante! Procure demonstrar energia e
entusiasmo em sua apresentação. Calibre o tom de sua
voz, sorria, fale com confiança.

Demonstre conexão com a empresa: entenda o porquê você quer ser aprovado nesse
processo seletivo e encaixe isso em sua apresentação através de suas ideias. Procure
aspectos que te ajudarão a se conectar com a empresa de forma simples: aqui você
pode usar roupas com a cor da empresa, jargões utilizados nas comunicações ou
ilustrar ideias que você viu em lives ou vídeos das empresas.

Expressão corporal: seus gestos e postura te ajudarão a comunicar sua mensagem.


Estufe o peito, fale para fora, utilize os braços para gesticular e apresentar suas ideias.

Confira esse TED Talks:


https://www.youtube.com/watch?v=Ks-_Mh1QhMc&t=5s

Gestão de tempo: sim, você terá um tempo máximo para o vídeo. De jeito nenhum
ultrapasse esse limite e também não fique muito abaixo do tempo permitido. Se o
vídeo tem dois minutos de duração, procure gravar com o tempo variando entre 1 min
45 seg e 2 minutos, por exemplo.

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Enquadramento: posicione a câmera de modo que você esteja centralizado no vídeo
e que o fundo esteja clean.

Luz: você não precisa de um ring light para gravar o vídeo mas alguns cuidados são
necessários. Procure um ambiente iluminado. O próprio flash do celular ou um abajur
pode te ajudar.

Mostre a sua apresentação para familiares e amigos e veja se


eles entenderam a sua proposta com facilidade.

Pergunte-se novamente se você está atendendo a proposta


do case.

Caso necessário, revise os ponto e monte novamente o


seu storytelling a fim de deixar a sua proposta a mais clara
possível.

E novamente, o seu treino nesse step é importantíssimo para


seu sucesso!

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ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO
E como estruturar a apresentação?

Aqui vão alguns passos para você montar o storytelling da apresentação.

Atenção: você não precisa seguir exatamente esses passos. Isso serve como diretriz!

• Qual é o problema que vou resolver?


1 QUAL É O PROBLEMA OU
OPORTUNIDADE
QUE NÓS • Existe alguma oportunidade de negócio?
IDENTIFICAMOS? • O que devo desenvolver para atender os
pedidos do Case?

2 LEVANTAMENTO DE
DADOS
• Existe pesquisa realizada?
• Foi feito algum tipo de benchmarking?
(PARTE 1-2)
• Contextualizar o levantamento de dados
• Utilização de gráficos ou frases
• Mapeamento de processos

LEVANTAMENTO DE Deixe as informações de


DADOS forma mais enxuta possível.
(PARTE 2-2)
Trabalhem no visual da
apresentação através de
gráficos ou frases

Entrar na solução proposta


3 SOLUÇÃO PROPOSTA

Bullet points em linhas gerais da solução

Crie conexão do seu perfil com a solução


propostas e os objetivos da empresa

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4 FERRAMENTA DE
NEGÓCIOS
Estruture a sua solução numa ferramenta de
negócios.

Exemplo: Business Canvas

5 ROADMAP Estruture um Roadmap para


a sua solução.

Você pode usar:

• “Curto, médio e longo” prazo

• Step 1, Step 2, Step 3 ....

• Cronograma Gantt

6 INVESTIMENTO

RESULTADOS
ESPERADOS

KPIS

• Investimentos condizentes com a realidade

• Além do retorno financeiro, pense em outros


resultados que posso alcançar. Exemplo:
posicionamento da marca, desenvolvimento de
parcerias, desenvolvimento de tecnologia

• Defina KPIs para mensurar o sucesso da sua


solução

Guia Hackeando os Cases 38


PRINCIPAIS PERGUNTAS
DOS CASES
Público-alvo: quem serão seus clientes?

O público-alvo é um grupo de consumidores com características em comum que a


empresa identifica no mercado e para quem direciona suas estratégias e campanhas.

Você pode definir seu público-alvo por dados demográficos, como idade, gênero ou
região.

Também pode definir através de atividades econômicos, como vendedores informais,


médicos ou engenheiros.

Isso vai depender do seu produto!

Desenvolvimento de negócio: qual produto / serviço desenvolver?


Porque desenvolvê-lo?
Utilize três pilares para desenvolver sua solução:

1. Dor: o negócio é realmente desejado pelos clientes?

2. Negócios: o negócio é viável?

3. Tecnologia: o negócio é exequível?

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Crescimento do negócio: como fazer o negócio proposto crescer?

O crescimento de um negócio é fundamental para que ele seja viável. Sendo assim:

1. Identifique estratégias de marketing e vendas para diferenciar o seu


negócio entre os demais

2. Desenvolvimento de parcerias estratégicas

3. Pesquise sobre tendências do segmento e aplique soluções conectadas


com essas tendências

4. Procure sobre inovações e tecnologias do segmento.

Tese de investimento: quanto e como você vai investir em sua solução?


Como dividir esse investimento nas áreas envolvidas do projeto?

Não existe resposta exata para a tese de investimento e muitos candidatos se


prendem os valores do investimento em si. O que está errado!

O que será avaliado aqui é a sua capacidade de raciocínio de mensurar valores


plausíveis com a realidade e sua capacidade de estruturação e planejamento de
projeto.

Se você possui $ 100 mil de budget no projeto e precisa destrinchar esse investimento,
não importa se $ 20 mil ou $ 30 mil serão aplicados na área X. O que importa é a área
X em questão e se os valores de de $ 20 a $ 30 mil fazem parte da realidade.

Identifique as principais vertentes do investimento e balize os valores com pesquisas


de mercado.

Cronograma do projeto: como será a implementação do projeto?

O conceito de Roadmap é importantíssimo nessa etapa e aqui você irá sequenciar e


priorizar os steps do seu projeto / solução.

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EXEMPLOS
DE CASES
Aqui estamos trazendo exemplos de cases adaptados de cases reais dos processos
seletivos de diferentes segmentos de mercado, como bens de consumo, bancário /
financeiro e varejo.

Pense em como você estruturaria sua solução e acostume seu cérebro com as
expressões de negócios que estão em evidência nos processos atuais.

CASE BENS DE CONSUMO – ALIMENTOS DO BEM

Crie uma Estratégia de Negócios inovadora e pense em como você vai


implantá-la no mercado.

A inspiração para essa nova estratégia de negócios pode vir de um novo produto ou
sabor, mas também pode ser algo mais amplo, como uma embalagem sustentável ou
uma abordagem digital aprimorada para melhorar a experiência do cliente no novo
contexto da pós pandemia, o “novo normal”.

CASE DE BENS DE CONSUMO – SUCO LARANJA+

Grave um vídeo de até 1 minuto e 30 segundos resolvendo o desafio:

Use o primeiro minuto para responder este desafio: “Uma das metas do
Suco Laranja+ até 2035 é coletar, reaproveitar ou reciclar o equivalente a pelo menos
95%% das embalagens dos nossos produtos em todo o planeta. Qual seria a sua
estratégia ou como você viabilizaria isso?”

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CASE FINANCEIRO – FINTECH GROWTH MONEY

“Em um mercado tão dinâmico, que grandes empresas desaparecem e


empresas nascentes viram líderes de mercado em poucos anos, como
fazer para a Fintech Growth Money se diferenciar e virar líder, uma grande
referência do nosso mercado? ”

Traga suas ideias em um vídeo de 2 minutos e em uma apresentação de 1 página


(formato PDF), com dados e informações que justifiquem sua resposta.

CASE FINANCEIRO – BANCO MULTI BANKING


Para participação nessa etapa, busque informações sobre os seguintes
tópicos:

1. Experiência do cliente

2. Produtos por assinatura

3. Meios de pagamento

“Você foi contratado como Trainee do Banco Multi Banking e precisa desenvolver um
projeto para que o banco seja mais atrativo para os clientes e melhore a satisfação
dos usuários através de:

1. Jornadas omnichanel para melhorar a experiência e fidelizar clientes

2. Novas linhas de negócio por assinatura que podem complementar o portfólio de


produtos do banco.

Æ Qual é a sua proposta para esse projeto?

CASE FINANCEIRO – SMART BANK

Você é presidente de um banco digital brasileiro que se inseriu no


mercado em janeiro de 2020. Após analisar o cenário econômico e o setor bancário
no Brasil responda:

Æ Quais os principais desafios e oportunidades do setor?

Æ Quais os diferenciais competitivos o seu banco oferece em relação aos demais?


Quem é o seu público alvo e por quê?

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CASE VAREJO – COMFORT HOUSE

A Comfort House é uma empresa de produtos de construção e decoração


de moradias.

Após anos criando iniciativas para melhorar a relação com clientes, projetos de
sustentabilidade e desenvolvimento de tecnologia, hoje a Comfort House possui
o maior Market share do Brasil e possui sua estrutura de venda em lojas físicas e
ecommerces.

Entretanto, após o cenário da pandemia vivida em 2020 e mudança do padrão de


consumo dos consumidores, seu desafio é pensar nas tendências do mercado e
necessidades dos clientes e definir um projeto inovador para a companhia para fazer
com que a Comfort House continue sendo a número 1 no mercado de construção e
decoração.

Defina:

Æ Sua tese de investimento

Æ Características do produto ou serviço

Æ Público-alvo

Æ Implementação do projeto

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Autores
Carreira Play

Caio Coam

Atual Product Manager do Carreira Play, Caio é responsável


pelos Produtos Digitais e Inovação da Seja Trainee. Já teve
experiências em consultorias e em áreas de Inovação e
Novos Negócios do Banco Santander. Nascido em Porto
Feliz e futuro maratonista!

Carreira Sem Frescuras

Alexandro Schreiber

Nascido em Munique, Alemanha, o Alexandro se mudou para


o Brasil na sua adolescência e vive aqui desde então.
Graduado em engenharia mecânica, hoje é trainee na DHL.

Felipe Lisboa

Foi trainee em duas grandes empresas e hoje exerce a função


de coordenador de projetos na Mercedes Benz. Natural do Rio
de Janeiro, Felipe passou boa parte da sua vida acadêmica
lá, mas hoje mora em SP.

Gustavo Arôxa

Após cursar toda sua graduação nos EUA, Gustavo Arôxa


retornou ao Brasil aprovado em um dos maiores programas
de trainee. Natural de Recife, atualmente trabalha como
Custumer Success Associate na Zendesk.

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