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Agrupamento de Escolas Padre Vítor Melícias

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DECRETO – LEI n.º 54/ 2018, de 06 de julho


- PRINCIPAIS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA EDUCATIVA -

O QUE SE ALTERA? (com esta lei que deixa de ser própria da educação especial)
Este legislação visa garantir a INCLUSÃO, adequando os processos de ensino às características
individuais de cada aluno, por forma a responder à diversidade das suas necessidades e potencialidades,
numa ABORDAGEM MULTINÍVEL no acesso ao currículo, baseada em MODELOS CURRICULARES FLEXÍVEIS.

Compreende-se, deste modo, que se abandonam os sistemas de categorização de alunos e as


consequentes referenciações para a aplicação de medidas definidas no campo de atuação da educação
especial, a favor duma prática continuada de ações e estratégias desenvolvidas na sala de aula,
suportadas pela aplicação de medidas educativas gradualmente organizadas em três importantes níveis de
intervenção: UNIVERSAIS; SELETIVAS e ADICIONAIS.

A implementação deste normativo, QUE ABANDONA A CONCEÇÃO DE NORMAS ESPECÍFICAS PARA


EDUCAÇÃO ESPECIAL (como sucedia no extinto DL n.º3/ 2008, de 07 de janeiro,) é sustentada através do
documento emitido pela Direção Geral de Educação (DGE), “Para uma Educação Inclusiva: Manual de Apoio
à Prática”, que tem servido de base à construção dos principais instrumentos de recolha de informação e
registo (Relatório Técnico-Pedagógico, Programa Educativo Individual e Plano Individual de Transição).

O referido manual, a par de outros referenciais teórico-práticos, constituiu ainda uma importante fonte
de informação para a elaboração deste instrumento de reflexão sobre “o que fazer”, onde se RESUME OS
COMPONENTES BÁSICOS que integram o 1.º PASSO na promoção da participação e na melhoria das
aprendizagens. ISTO É, RESPOSTAS EDUCATIVAS QUE A ESCOLA TEM DISPONÍVEIS PARA TODOS OS
ALUNOS, como sejam as MEDIDAS UNIVERSAIS, muito especialmente as alíneas: a) diferenciação
pedagógica e b) acomodações curriculares.

QUE COMPONENTES BÁSICOS? (essenciais na melhoria das aprendizagens)


a) diferenciação pedagógica (em que consiste?)
A DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA corresponde ao processo pedagógico e didático (estratégias e atividades
de aprendizagem) e também aos conteúdos e programas de estudo, pressupondo uma diversificação ao
nível da estruturação do ensino-aprendizagem (organização da aula).

Diferenciar é ter em consideração cada aluno, sem restringir a uma abordagem individual, isto é,
significa acompanhar cada aluno inserido num coletivo.
Ter em consideração cada aluno é ter um ensino centrado nas necessidades dos alunos (…):
• que constitui um contexto favorável à aprendizagem;

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• cuja interação professor-aluno contribui para aumentar a energia que este último investe na sua própria
aprendizagem;
• em que dar atenção às capacidades e dificuldades individuais permite que se vão estabelecendo ligações
entre aqueles que aprendem e os conteúdos de aprendizagem;
• onde diagnosticar o nível de preparação do aluno favorece o seu desenvolvimento no processo de
aprendizagem;
• cujo enfoque no interesse do aluno mobiliza a sua motivação;
• em que respeitar o perfil de aprendizagem do aluno permite a eficácia da aprendizagem.
(…) que se faz acompanhar de práticas fundamentais de ensino:
• procura regular de situações para travar conhecimento com os alunos;
• integração de períodos de ensino em pequenos grupos, nas rotinas de aula (diárias ou semanais);
• diversificação das formas de ensinar;
• variação das formas de aprender e de fazer prova das aprendizagens;
• realização regular de avaliações informais que permitam verificar a compreensão do aluno;
• facilitação de trabalho individual e a pares;
• utilização de escalas de competência que visem a qualidade.

Quatro importantes mecanismos de DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA

1 - Diferenciar os conteúdos
Diferenciar os conteúdos de aprendizagem implica interessar-se pelo que os alunos aprendem e como o
fazem, isto é, adaptar e propor conteúdos de aprendizagem em função das características de um aluno ou
de um grupo de alunos.

Esta adaptação deve partir de um “currículo nuclear” trabalhado “por camadas”, em que o programa de
estudos é dividido de acordo com a profundidade com que o aluno vai estudar uma matéria, sendo uma das
camadas a parte comum e a mais importante.

Sugestões de práticas:
- escolher textos de acordo com o nível de leitura do aluno ou grupos de alunos;
- escolher recursos, materiais e ferramentas a usar, acautelando múltiplas formas de representação;
- disponibilizar material suplementar para alguns alunos ou grupo de alunos;
- fornecer referenciais ou ferramentas organizacionais;
- ensinar ou consolidar conceitos de base depois da avaliação diagnóstica;
- explorar a interdisciplinaridade das noções e dos conceitos;
- proporcionar oportunidades de trabalhar em grupo;
- proporcionar situações explícitas para generalização das aprendizagens em situações novas e práticas;
- propor a realização de uma mesma tarefa com diferentes materiais.

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2 - Diferenciar os processos de aprendizagem


Sendo a pedagogia diferenciada um conjunto variado de meios utilizados pelos alunos para
compreenderem os conteúdos, a coadjuvação, a tutoria, o apoio individualizado ou em pequeno grupo, são
ajudas metodológicas que possibilitam ter em conta os diferentes ritmos de aprendizagem.

Sugestões de práticas:
- oferecer um nível adequado de apoio, que pode ser prestado pelo adulto ou pelos pares;
- envolver os alunos na definição dos seus objetivos de aprendizagem e de comportamento;
- estabelecer atividades de compensação (temporárias) em sala de apoio;
- manter um ritmo de aprendizagem que permita dar atenção aos alunos;
- pôr questões que ajudem a desenvolver as capacidades superiores do pensamento;
- apelar à metacognição (recuperar as aprendizagens e/ou estratégias eficazes já utilizadas);
- favorecer as trocas de ideias e de opiniões;
- variar o tempo determinado para cada tarefa, dando oportunidade de tempo/apoio suplementar para os
alunos com dificuldades e encorajando os alunos que desejem aprofundar um tema.

3 - Diferenciar as produções dos alunos


Os trabalhos dos alunos são a prova do que eles aprenderam ou compreenderam e um dos meios que
permite verificar a forma como utilizam e representam o que aprenderam. A diferenciação permite a
escolha de suportes e ferramentas, de acordo com as atividades. Possibilita também modular o formato ou
o tipo de trabalho dentro duma mesma atividade, para que os alunos atinjam o objetivo fixado.

Sugestões de práticas:
- enunciar objetivos específicos a atingir (ex: redigir uma narrativa cujo sujeito é o livro);
- disponibilizar opções quanto ao modo como cada objetivo pode ser atingido;
- disponibilizar opções quanto às ferramentas, contextos de aprendizagem, apoio, sequência e tempo para
terminar as tarefas;
- proporcionar tarefas que permitam uma participação ativa, exploração e experimentação;
- diferenciar o grau de dificuldade e complexidade das tarefas;
- permitir produções variadas com diversos níveis de complexidade;
- dar ao aluno a possibilidade de mostrar a sua compreensão de diversas formas (apresentação oral, debate,
exposição…);
- dar ao aluno a possibilidade de mostrar o que aprendeu por meio de suportes variados (apresentação
multimédia, esquemas no quadro…);
- permitir produções individuais e em pequenos grupos;
- explicitar resultados pretendidos com o trabalho realizado em grupo (orientações, normas, critérios de
avaliação claros e explícitos);

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- disponibilizar alternativas à capacidade motora de resposta (alternativas para o uso de caneta e/ou lápis,
alternativas para controlar o rato…);
- utilizar modalidades de avaliação por gradação das competências;
- Facultar feedback informativo (centrado na produção individual) em detrimento de feedback comparativo
(centrado nas produções existentes entre os vários alunos).

4 - Diferenciar a estruturação do trabalho em aula


O meio de trabalho favorece a diferenciação das aprendizagens. O que passa pela organização do espaço,
ponderando a sala de aula (disposição das mesas, acessibilidade aos recursos…) e do tempo, facilitando o
trabalho em grupos (organizando um calendário de atividades evolutivo e adaptável…).

A diferenciação das aprendizagens requer, ainda, alguns pré-requisitos:


- conhecer os alunos, não se concentrando forçosamente sobre os mais fracos;
- conhecer os mecanismos de diferenciação, cuja escolha depende da intenção do professor e da
necessidade do aluno;
- dominar o currículo, objetivando a diferenciação dos conteúdos.

Sugestões de práticas:
- fornecer textos que reflitam uma diversidade de culturas e modelos familiares;
- utilizar diferentes formas de organização da informação (organizadores gráficos);
- disponibilizar guias e listas de verificação para suporte ao estabelecimento de metas;
- utilizar estratégias de antecipação das atividades diárias, rotinas e transições de ações (cartazes,
calendários, horários, cronómetros visíveis);
- trabalhar em equipa, por ciclo (ao longo do ano);
- procurar espaços calmos ou propícios à colaboração;
- definir com os alunos diferentes modalidades de trabalho (permitir que se mexam ou estejam calmos, de
acordo com as situações e os alunos).

b) acomodações curriculares (em que consistem?)


As ACOMODAÇÕES CURRICULARES correspondem a medidas de gestão curricular que permitem o acesso
ao currículo e às atividades de aprendizagem na sala de aula, planeadas para responder aos diferentes
estilos de aprendizagem de cada aluno, promovendo o sucesso educativo.

Acomodar o currículo é combinar adequadamente vários métodos e estratégias de ensino; utilizar


diferentes modalidades e instrumentos de avaliação; adaptar materiais e recursos educativos, bem como
remover barreiras na organização do espaço e do equipamento, a saber:
Localização do aluno na sala de aula
- sentar o aluno de frente para o quadro;
- sentar o aluno perto do professor;

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- ficar de pé junto ao aluno quando está a dar orientações;


- sentar o aluno junto de um colega “modelo positivo”.
Apresentação dos conteúdos
- facultar pistas visuais/gráficos/pré e pós organizadores;
- assegurar-se que as orientações são compreendidas;
- facultar esboços escritos/notas orientadoras/notas impressas;
- segmentar as apresentações longas;
- ensinar através de abordagens multissensoriais/manipulativas;
- verificar oralmente a compreensão dos pontos-chave;
- escrever os pontos-chave no quadro;
- facultar tempo para os alunos colocarem questões;
- ensinar o vocabulário previamente;
- ensinar através de abordagens multissensoriais/manipulativas;
- modelar/demonstrar/simular conceitos;
- usar o computador para apoiar o ensino.
Adequação de tarefas e fichas de trabalho
- assegurar-se que as orientações de trabalho são compreendidas;
- facultar exemplo do produto final;
- facultar notas orientadoras;
- facultar tempo para responder a perguntas;
- usar o computador para a execução das tarefas.
Aplicação de Testes
- permitir a consulta de apontamentos/notas;
- usar preferencialmente itens de escolha múltipla;
- permitir aos alunos responder através de um gravador;
- utilizar testes curtos em vez de longos;
- usar testes orais;
- permitir aos alunos escreverem na folha de teste;
- permitir tempo extra no teste;
- permitir a realização do teste num outro local;
- permitir a realização do teste num outro horário (flexibilização);
- facultar o teste num outro formato;
- permitir que o aluno responda através de computador;
- permitir a transcrição do teste.
Competências organizativas
- treinar competências organizativas;
- utilizar um bloco de notas com as tarefas e trabalhos de casa/planeamento;
- permitir pausas em tarefas longas;

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Gestão de comportamentos
- utilizar estratégias de autodeterminação;
- utilizar regras simples e claras;
- assinalar as respostas certas, não as erradas;
- implementar um sistema de gestão do comportamento;
- permitir saídas/entradas da sala de aula/pequenas pausas;
- utilizar semanalmente instrumentos para registo do comportamento.

A IMPORTÂNCIA DA REFLEXÃO? (nas tomadas de decisão do professor)


Nesta conjetura de práticas conducentes a uma ESCOLA INCLUSIVA em que se percebe como essencial
ORGANIZAR O PLANO DE AULAS, EM FUNÇÃO DAS DIFERENTES CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS, cabe ao
professor refletir sobre um conjunto determinante de aspetos:
- O que ensinar (tópicos, conteúdos)? - Por que ensinar (metas/objetivos)? - Como ensinar
(metodologias/processos)? - O que já sabem os alunos (conhecimentos prévios)? - O que irão os alunos
fazer (atividades)? - Como gerir a aula (incluindo a organização dos espaços físico e social)? - As
atividades são apropriadas a TODOS os alunos? - Os alunos terão oportunidade de trabalhar a pares ou em
pequenos grupos? - Como vão os alunos registar aquilo que fizerem (produtos da aprendizagem)? - Como
saber se os alunos aprenderam (feedback e avaliação)? - Há alunos na turma que precisam de suportes
suplementares? - Que tipo de suporte será necessário disponibilizar a esses alunos? - Será necessário
ajudá-los individualmente? - Será necessário assegurar que se encontram sentados num local apropriado da
sala de aula? - O que faremos a seguir? (reflexão e planificação futura)?

As MEDIDAS UNIVERSAIS, que podem ser utilizadas cumulativamente com outras medidas de
suporte, contemplam ainda as seguintes alíneas: c) Enriquecimento curricular; d) Promoção do
comportamento pró-social e e) Intervenção com foco académico ou comportamental em pequenos grupos.

AS ADAPTAÇÕES NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Incluídas também “neste” 1.º PASSO para promoção da participação e melhoria das aprendizagens, as
ADAPTAÇOES NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO constituem igualmente um direito, que a escola deve assegurar
a TODOS OS ALUNOS:
_ a) A diversificação dos instrumentos de recolha de informação, tais como, inquéritos, entrevistas, registos
vídeo ou áudio; b) Os enunciados em formatos acessíveis, nomeadamente braille, tabelas e mapas em
relevo, Daisy, digital; c) A interpretação em LGP; d) A utilização de produtos de apoio; e) O tempo
suplementar para realização da prova; f) A transcrição das respostas; g) A leitura de enunciados; h)
A utilização de sala separada; i) As pausas vigiadas; j) O código de identificação de cores nos
enunciados.

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A MUDANÇA ANUNCIADA E INEVITÁVEL…


O DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho estabelece, inequivocamente, UMA MUDANÇA DO PARADIGMA DE UMA
ESCOLA TRADICIONAL PARA O DE UMA ESCOLA INCLUSIVA, onde a educação tem uma função técnica, que
inclui a criação de conteúdos e práticas que possam garantir a apreensão do saber pelos alunos, e uma
função social, que abrange preparar o aluno para compreender a totalidade social onde está inserido.

A CONCRETIZAÇÃO DA MUDANÇA…
Neste sentido é postulada a INTERFERÊNCIA MÍNIMA, em termos da intervenção técnica e educativa
(PSICOLOGIA; TERAPIAS ESPECÍFICAS; EDUCAÇÃO ESPECIAL… ), as quais devem ser "acrescentadas”
exclusivamente quando as suas ações se revelem como necessárias à efetiva promoção do
desenvolvimento pessoal e educativo das crianças ou alunos e no respeito pela sua vida privada e familiar.

OS PASSOS SEGUINTES… (aplicação de medidas seletivas e medidas adicionais)


Munido das EVIDÊNCIAS de que as NECESSIDADES DE SUPORTE À APRENDIZAGEM NÃO
FORAM SUPRIDAS através dos procedimentos anteriormente elencados, relativos ao Nível 1, MEDIDAS
UNIVERSAIS, o docente do grupo/turma ou diretor de turma deve apresentar ao DIRETOR, em formulário
próprio, a necessidade de aplicação de outras medidas de suporte à aprendizagem, através de uma
proposta justificada e demonstrativa de que está a ser respeitada a abordagem multinível:
_ Nível 2, MEDIDAS SELETIVAS, que integram as ADAPTAÇÕES CURRICULARES NÃO SIGNIFICATIVAS (ao nível
dos objetivos e conteúdos, através da alteração na sua priorização ou sequenciação, e ao nível da
introdução de objetivos específicos de nível intermédio que permitam atingir as aprendizagens essenciais);

_ Nível 3, MEDIDAS ADICIONAIS, que integram as ADAPTAÇÕES CURRICULARES SIGNIFICATIVAS (através da


introdução de outras aprendizagens substitutivas). ESTE NÍVEL DE INTERVENÇÃO, POR VEZES,
REQUER A REALIZAÇÃO DE AVALIAÇÕES ESPECIALIZADAS E NORMALMENTE RECURSOS
ESPECIALIZADOS DE APOIO, COMO SEJAM: PSICÓLOGOS, TERAPEUTAS E DOCENTES DE
EDUCAÇÃO ESPECIAL.

A EQUIPA MULTIDISCIPLINAR… (no apoio à educação inclusiva)


A necessidade de aplicação de outras medidas de suporte à aprendizagem, observada e comprovada
pelos docentes, em formulário próprio apresentado ao DIRETOR, será analisada pelos elementos
permanentes da EQUIPA MULTIDISCIPLINAR constituída no agrupamento, da qual fazem parte três membros
do conselho pedagógico com funções de coordenação pedagógica de diferentes níveis de educação e ensino,
um docente de educação especial, um psicólogo e um membro da direção.

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A esta equipa cabe um conjunto de atribuições e competências de apoio à operacionalização da


educação inclusiva: - propor o apoio à implementação e respetivo acompanhamento e monitorização da
eficácia das medidas de suporte à aprendizagem; - aconselhar os docentes na implementação de práticas
pedagógicas inclusivas; - acompanhar o centro de apoio à aprendizagem (salas de apoio individualizado ou
de pequeno grupo); - sensibilizar a comunidade educativa para a educação inclusiva.

Ao coordenador da equipa multidisciplinar, além de identificar os elementos variáveis da equipa


multidisciplinar de apoio (docentes do grupo/turma, diretores de turma, docentes de educação especial
técnicos diversos, entre outros), cabe-lhe a coordenação do processo, garantindo a participação e
acompanhamento pelos pais das medidas previstas no Relatório Técnico-Pedagógico (RTP), a elaborar
somente nas situações de Nível 2 e Nível 3.

O DOCENTE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL… (um recurso humano específico)


Compete às escolas mobilizar um conjunto de recursos específicos de apoio, nomeadamente, recursos
humanos, recursos organizacionais e recursos específicos existentes na comunidade. Assim, no âmbito dos
recursos humanos específicos, encontram-se os DOCENTES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL,
Técnicos especializados e Assistentes operacionais (preferencialmente com formação específica).

O docente de educação especial, no âmbito da sua especialidade, apoia os docentes do aluno na


definição de estratégias de diferenciação pedagógica, no reforço das aprendizagens e na identificação de
múltiplos meios de motivação, representação e expressão.

ALGUNS MITOS QUE JÁ COMEÇARAM A SURGIR… (e a realidade)


Mito - O DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho, é uma nova legislação de educação especial que vem substituir a
anterior, consignada no DL n.º 3/ 2008, de 07 de janeiro;
Realidade - O DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho, é a legislação que visa implementar um sistema educativo
que garanta aprendizagens de qualidade para todos os alunos, prevendo a aplicação de medidas de apoio e
suporte a estas aprendizagens, em que o docente de educação especial é um dos recursos humanos
específicos a mobilizar.

Mito – Não existe obrigatoriedade de ler o DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho, nem o documento emitido pela
DGE “Para uma Educação Inclusiva: Manual de Apoio à Prática”, se o docente do grupo/turma não tiver
incluídos alunos com necessidades educativas ou se estiver a desempenhar funções sem componente letiva.
Realidade - O DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho, é um normativo direcionado para a educação vista como um
“todo”, pelo que deve ser lido por todos os docentes, independentemente das funções que desempenham,
dado que a par com outros documentos (DL n.º 55/ 2018; Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade

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Obrigatória…), decreta a favor de uma política de educação que garanta a igualdade de oportunidades e
promova o sucesso educativo.

Mito – Os docentes de educação especial vão ficar com muito tempo disponível na componente letiva do seu
horário, uma vez que o DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho preconiza que a sua intervenção direta com os
alunos deverá ser ponderada apenas para a aplicação de medidas adicionais.
Realidade - Os docentes de educação especial vão ocupar a componente letiva do seu horário, na
intervenção direta com os alunos que têm aplicadas medidas adicionais, concedendo-lhes mais tempo de
apoio, devido à tipologia das suas necessidades educativas.

Mito – Os docentes de educação especial passam a designar-se “docentes de educação inclusiva”.


Realidade - Os docentes de educação especial e todos os restantes docentes trabalham conjuntamente na
promoção de uma ESCOLA INCLUSIVA, portanto, na escola todos são docentes de educação inclusiva.

Mito – Através do DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho o que mudou foi alguma terminologia em termos de
educação especial, porque continuam a existir os formulários RTP, PEI e PIT, mas no final é tudo o mesmo.
Realidade – Através do DL n.º 54/ 2018, de 06 de julho a mudança, que poderá ser mais ou menos
acelerada, será bastante significativa, porque em termos dos formulários RTP, PEI e PIT apenas permanece
a nomenclatura, sendo que o conteúdo exigido no seu preenchimento é muito baseado em evidências do que
vai sendo experimentado como tentativa de promover a melhoria das aprendizagens.

“A PARTIR DE UM CERTO PONTO, NÃO HÁ RETORNO. ESTE É O PONTO QUE É PRECISO ALCANÇAR.”
Franz Kafka

10 de setembro de 2018
A coordenadora do Dep. de Ed. Especial
Lélia Narciso

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