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Forjamento
Forjamento é um processo de conformação mecânica em que com a adição de forças
de compressão podemos dar a moldagem de materiais geralmente metálicos.
As vantagens das indústrias utilizarem isso como processo de fabricação é garante uma
grande resistência mecânica e tenacidade das peças fabricadas com esse processo. Além disso,
com esse método pode-se diminuir o custo de produção, apesar dos equipamentos de forja
serem caros. Outra boa razão para a utilização desse processo é um menor desperdício
comparado com os outros apresentados nessa disciplina
O forjamento pode ser matriz aberta ou fechada, em que o primeiro não se tem uma
“forma” cobrindo a peça a ser forjada, utilizada para formatos mais simples, esse processo
pode ser feito por meio de: prensagem, martelamento. O segundo tipo de forjamento tem um
material chamado matriz que será o que dará a forma final da peça.
Como desvantagens desse processo se têm: formação de carepas, é mais utilizado para
peças grandes, não se obtém boas tolerâncias dimensionais devido ao aquecimento e
resfriamento da peça, que faz alterar suas dimensões. Além disso os equipamentos são caros
Por outro lado, temos o forjamento a frio, que tem como vantagens: Tensões elevadas;
alto encruamento; Maior resistência mecânica; Um melhor acabamento superficial e exatidão
dimensional, já que se há uma menor variação de temperatura entre resfriamento e
aquecimento.
Entretanto esse método apresenta desvantagens, tais como: Carga elevada para
conformação; Maior gasto de energia; Desgaste nas ferramentas e na matriz, devido a maior
pressão requerida; A forjabilidade é limitada, já que precisa se obter uma maior pressão de
compressão.
O forjamento em matriz aberta é dividido em 3 etapas, corte, aquecimento,
forjamento, resfriamento e corte de rebarba. O corte é geralmente feito por oxicorte ou por
plasma, esse segundo sendo cada vez mais utilizado na industria, devido a uma maior
quantidade de materiais possíveis de serem utilizados, já que o oxicorte é feito com materiais
metálicos, enquanto o segundo com qualquer tipo de material, além do corte ser feito com
maior qualidade. O aquecimento é feito no trabalho a quente. O resfriamento é uma etapa
muito importante, já que ele pode mudar as características físicas de um material, por
exemplo, se um aço austenítico for resfriado bruscamente, ele poderá virar matensítico,
gerando uma maior dureza ao material. Por fim é feito o corte de rebarba, que é feito em
matriz fechada, já que na matriz aberta não há restrição na peça,
O forjamento deve sempre ser feito com cautela, pois pode ser criados defeitos tais
como: Trincas superficiais , que são geradas por uma temperatura do forjamento abaixo da
ideal; A falta de redução é uma penetração incompleta na cavidade da matriz, gerada por
golpes rápidos e intensos do martelo no material; As trincas internas são geradas quando as
tensões de tração geram grandes deformações; As trincas nas rebarbas são trincas que surgem
nas rebarbas e podem se propagar para a peça durante o processo de retirada da rebarba; As
gotas frias, são descontinuidades quando há 2 superfícies não soldadas da peça; A tolerância
dimensional é um defeito gerado pelo não controle do processo.
A saída de ar deve ser bem inspecionada, pois ela evita o aprisionamento de ar,
evitando a formação de bolhas.
O forjamento rotativo é utilizado para fazer pontas com seção cônica ou afunilada em
barras, tubos e arames para posteriormente a obtenção de fios de dimensões, acabamento
superficial e propriedades mecânicas controladas, conhecido como trefilação. Assim sua
aplicação é principalmente a de redução da área da seção transversal deste tipo de metal de
partida, através de golpes radiais sequenciados, a quente, morno ou a frio, com a utilização de
pares de matrizes. Os materiais ou peças que podem ser forjados pelo processo rotativo
devem ser simétricos, ou seja, ter seção transversal simétrica na forma circular, quadrado ou
até retangular. Com o objetivo de evitar um inadequado processo em aços, o forjamento
rotativo a quente pode ser naqueles que apresentam porcentagem de carbono menor ou igual
a 0,15%. O forjamento rotativo a quente é utilizado quando vai ser trabalhado os metais e
ligas, que são pouco dúcteis.
Fundição
A fundição é um processo em que se funde um mental ou liga metálica e depois ocorre
o vazamento do líquido por um molde, gerando assim a forma da peça desejada. Ela é aplicada
principalmente em metais com ponto de fusão que não seja muito elevado, já que iria
requerer um maior gasto de energia e é utilizada em materiais fundidos de boa fluidez.
A modelagem é feita por meio do modelo, que é a copia exata da peça a ser fundida. O
modelo pode ser manual ou emplacado, o primeiro não esta fixado em uma placa, ou seja,
pode-se ter acesso a cada parte facilmente. Já o segundo está fixado em uma placa, dando
mais dificuldade a acesso de cada parte da peça, esse tipo de modelo é muito utilizado para
largas escalas. O material do molde pode ser feito de: madeira, metal, polímero, madeira e
areia. O macho são materiais utilizados para criar vazios na peça.
A fusão é uma etapa da fundição que deve ser bem analisada, pois deve-se atentar ao
ponto de fusão do material e a possíveis impurezas e reações no material, que pode gerar
gases, gerando porosidade ou outros defeitos no material. Além disso, deve-se observar uma
possível cavitação no material fundido, que geraria um defeito.
Na etapa do vazamento, deve-se observar a fluidez do material fundido, para que se
tenha um preenchimento do material por completo antes de se solidificar, para isso é aplicada
uma temperatura de superaquecimento no metal, que deve ser menor que a temperatura do
molde, para evitar a fusão desse e alterar o projeto final. A etapa seguinte é a desmoldagem,
em que se deve ter cuidado para não se quebrar a peça e o molde.
Após isso, se faz a limpeza e rebarbarção, a primeira tem como objetivo retirar partes
do molde que estejam na superfície da peça, por meio de jatos de areia ou jatos de ar, e
remover os canais de alimentação. A rebarbação se aplica para se remover rebarbas e
possíveis defeitos na superfície da peça.
Por outro lado se tem como desvantagem a limitação de peso nas peças a serem
fundidas, um alto custo dos modelos, não se tem como reutilizar a areia do processo, o custo
do material é maior e se necessita de uma maior controle do processo.
Esse molde é feito em cera, muitas vezes cera de abelha – e por isso o processo leva
esse nome. Em muitos casos, depois da fundição, o objeto produzido é submetido à usinagem
para que sejam feitos ajustes dimensionais ou para que a peça seja conformada
mecanicamente, tornando possível, assim, a obtenção das dimensões finais.
Além disso, a fundição permanente pode ser por pressão. Dentre as principais
vantagens deste processo, destaca-se a possibilidade de produção de peças complexas, com
seções delgadas, e a alta velocidade de produção. Apesar desses pontos positivos, o reduzido
tempo de ciclo e as elevadas temperaturas envolvidas promovem danos por fadiga térmica na
superfície de trabalho das matrizes. Após milhares de peças produzidas, surgem trincas em
regiões críticas, que crescem com o aumento da produção até atingirem condições que
inviabilizam o uso da matriz, levando ao seu fim de vida.
Outro método é a fundição por molde cheio, que é utilizada amplamente na industria
automotiva, devido a possibilidade de produzir formas complexas, simples e econômicas,
mínimo acabamento e limpeza. As vantagens desse processo é que a areia pode ser
reutilizada, pode ser fabricada formas complexas sem utilizar machos, redução do maquinário
e energia em comparação aos outros processos e um excelente acabamento e acurácia.
Por fim se tem o processo melt-spinning, que é um processo onde a liga é solidificada
de forma tão rápida, que o sólido formado não tem estrutura cristalina definida, ele é amorfo.
Isso gera um aumento do limite de solubilidade e redução da micro-segregação.
Bolhas vazias ou porosidades são bolsas de gás de paredes geralmente lisas, causadas
por gases oclusos pelo metal. Originam-se quando os gases no metal líquido não são
eliminados, devido a: Excessiva umidade ou baixa permeabilidade da mistura da areia; Grau de
compactação do molde inadequado facilitando a passagem do gás do molde para o material
fundido; Composição da mistura inadequado. ou seja há reação química do material durante o
resfriamento; Sistemas de alimentação mal projetado; Alto teor de gases no metal líquido,
com a diminuição da temperatura há uma diminuição da solubilidade dos gases, esses gases
podem ficar como um vazio na peça; Reação do metal com o molde; Má extração de gases do
molde; Falta de respiros. Ou seja, o gás não consegue ser expelido do material do molde e
ficará na sua superfície ou interior; Turbilhonamento no canal de descida. Ou seja são
formados redemoinhos no fluido do material fundido. Para se evitar isso deve-se: Otimizar a
composição da areia; Utilizar areia o mais seca possível; Refazer o sistema de canais;
Providenciar respiradouros; Adição de elementos químicos para estabilizar carga.
A junta fria são descontinuidades causadas pelo encontro de duas correntes de metal a
baixa temperatura, que não permite a sua mistura completa. Ela é causada devido aos
entupimentos de canais de ataques, que pode gerar uma diferença no tempo de descida e o
material fundido se solidificar em tempos diferentes em cada parte e a massalotes ineficientes.
Para se evitar deve pré aquecer o molde ou aumentar a temperatura de vazamento, assim o
material fica com uma temperatura mais uniforme, diminuindo a chance de se ter 2 partes de
líquido solidificando antes do tempo de se misturarem e aumentar a fluidez do metal. Assim
agiliza o fluido estar no molde por completo.
As Rebarbas são saliências na linha de divisão do molde que são causadas devido ao
metal líquido entrar no interior do espaço existente entre as 2 partes do molde, como solução
deve se ter a redução da temperatura de vazamento, para diminuir a chance do líquido
escapar do molde. Além desse motivo ela pode ser causada devido à fixação rígida das caixas
de molde para o material não penetrar entres os moldes.
Os rechupes são vazios na peça fundida, que ocorrem devido a contração do metal na
solidificação. O metal que está em contato com o molde se solidifica primeiro, devido a maior
transferência de calor, e com isso pode ocorrer do material se solidificar antes que os vazios
sejam submergidos. Para solucionar esse defeito, deve-se localizar por meio das técnicas de
alimentação os pontos quentes fora da parte útil da peça em regiões que serão cortadas.
A quebra de partes dos moldes é outro erro grosseiro que é gerado devido a
fragmentação do molde da peça durante o processo. As causas são a baixa plasticidade e
resistência mecânica da areia utilizada e desregulagem do sistema de extração de moldes da
máquina. Que pode ser evitado compactando adequadamente o molde, melhorar o sistema de
extração do molde, cuidados na colocação do macho no molde e melhorando a qualidade de
preparação da mistura.
Compósito
Compósitos é uma classe de materiais que são compostos por duas ou mais fases,
chamadas de matriz ou fase contínua e uma fase dispersa, conhecida por reforço. Os materiais
mais utilizados como matriz para compósitos são: metais, os polímeros e as cerâmicas.
Enquanto que os mais utilizados como reforço para compósitos estão as fibras, a madeira, o
grafite e alguns minerais.
A matriz cerâmica tem como objetivo gerar reforços estruturais que atuam
aumentando a energia necessária para que o material se frature. Suas características são:
elevada dureza, uma baixa resistência à tração, baixa resistência ao impacto mecânico, baixa
resistência ao choque térmico.
A matriz polimérica são polímeros entrelaçados, e tem como vantagens que suportam
as fibras, partículas ou folhas, absorvem as deformações, conferem resistência quando em
compressão.
A sinterização com fase líquida o material está na fase líquida com o ângulo de
molhamento próximo a 150 graus como ideal. Já na sinterização no estado sólido o pó
cerâmico e o metálico são misturados prensados e sinterizados. A prensagem pode ser uniaxial
ou isostática. Quando a sinterização ocorre junto com a prensagem isostática, o processo é
chamado de Hot Isostatic Pressing (HIP).
O processamento dos compósitos pode ser feito por laminação manual, em que é feito
normalmente em moldes, a matriz é aplicada sobre o reforço, formando camadas de
laminados. Outro processo de fabricação é a pultrusão em que os compósitos constituídos por
uma matriz que são resinas termofixas são fabricados de maneira continua e por elementos de
reforço que são as fibras, que consiste em puxar as fibras embebidas na resina através de um
molde. O processo de modelagem por injeção é um processo que consiste em forçar uma
rosca simples, a entrada de material fundido para o interior do molde, o equipamento é
composto por funil de alimentação, cilindro de plastificarão, rosca contínua dentro do cilindro
e um molde.
Laminação
Laminação é o processo de comprimir o metal de forma que fique alinhado em seu
formato aplicando pressão que é efetuada pelo Tarugo, com cilindros rotativos que giram em
sentidos opostos e sua velocidade é calculada dentro do princípio da Vazão Constante.
Também é necessário que a lamina que passará pelo processo seja movimentada em direção
aos rolos com a força adequada para que não ocorra deformações, entre outros problemas.
Antes de se iniciar o processo deve se ter em mente a distribuição de pressão, assumindo a
hipótese de que esteja tudo devidamente estabelecido dentro dos parâmetros exigidos para
que tudo ocorra perfeitamente durante a execução.
• Cadeira Duo: Contendo dois cilindros com o mesmo diâmetro que giram em
sentidos opostos com a mesma velocidade, sendo que o cilindro inferior não se move durante
a operação, apenas o superior, fazendo com que o material só possa ser laminado em um
sentido.
• Cadeira Duo Reversível: Permite que possa ocorrer a laminação nos dois
sentidos graças a inversão da rotação dos cilindros.
• Cadeira Trio: Composto por três cilindros alinhados um sobre o outro, faz com
que o material passe entre o inferior e o central e em seu retorno passe entre o superior.
• Cadeira Quádruo: Usado para materiais mais finos, contém quatro cilindros
sendo dois externos maiores apoiados em dois internos pequenos (de trabalho), podem ser
reversíveis.