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ano

o
2
Novo

HISTÓRIA
Pitanguá
HISTÓRIA
Adriana Machado Dias

2
Maria Eugenia Bellusci
o
ano

Ensino Fundamental
Anos Iniciais

Componente curricular:
História

Componente curricular: História

ISBN 978-85-16-11112-0

9 788516 111120

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Adriana Machado Dias
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

Maria Eugenia Bellusci


Licenciada e bacharela em História pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina (PR).
Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (SP).
Professora da rede pública de ensino básico.

HISTÓRIA
2
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
História

MANUAL DO PROFESSOR
1a edição

São Paulo, 2017

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Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Ana Beatriz Accorsi Thomson, Ana Flávia Dias Zammataro
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Reinaldo Rosa/Renato Teixeira
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Shirley Gomes
Revisão: Antonio Marcos Rudolf, Fernanda Rizzo Sanchez
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio


H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Dias, Adriana Machado


Novo Pitanguá : história : manual do professor /
Adriana Machado Dias, Maria Eugenia Bellusci. --
1. ed. -- São Paulo : Moderna, 2017.

Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano.
Componente curricular: História.

1. História (Ensino fundamental) I. Bellusci,


Maria Eugenia. II. Título.

17-11215 CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático:


1. História : Ensino fundamental 372.89

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2017
Impresso no Brasil

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APRESENTAÇÃO

O estudo da História é essencial para a formação de cidadãos com


uma postura participativa na sociedade, capazes de interagir de forma
crítica e consciente.
Diante disso, elaboramos esta coleção procurando confeccionar um
material de apoio que fornece aos professores e aos alunos uma
abordagem abrangente e integrada dos conteúdos, na qual os alunos
são agentes participativos do processo de aprendizagem.
Durante o desenvolvimento dos conteúdos, procurou-se estabelecer
relações entre os assuntos e as situações cotidianas dos alunos,
respeitando os conhecimentos trazidos por eles, a partir de suas
vivências. Com isso, os assuntos são desenvolvidos de maneira que o
aluno seja agente na construção de seu conhecimento e estabeleça
relações entre esses conhecimentos e seu papel na sociedade.
Diante dessas perspectivas do ensino de História, o professor deixa
de ser apenas um transmissor de informações e assume um papel ativo,
orientando os alunos na construção de seus conhecimentos.
Apoiados nessas ideias e com o objetivo de auxiliar os professores em
seu trabalho em sala de aula, propomos este manual do professor. Nele,
encontram-se pressupostos teóricos, comentários, sugestões e
atividades complementares que visam auxiliar o desenvolvimento dos
conteúdos e atividades propostas em cada volume desta coleção.

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SUMÁRIO
Conhecendo a coleção ............... V Espaços não formais
de aprendizagem..................................................... XXVII
Estrutura da coleção ........................................................ V
Procedimentos para visitas
Estrutura do livro do aluno ............................................. V
a espaços não formais
Estrutura do manual do professor ...................... X de aprendizagem ............................................................. XXVII

A Base Nacional A tecnologia como ferramenta


Comum Curricular (BNCC) .... XIV pedagógica ....................................................................... XXVIII
A estrutura da BNCC................................................... XV Competência leitora ............................................. XXX
Competências da BNCC .................................................. XV Avaliação ................................ XXXI
Competências gerais......................................................... XVI Três etapas avaliativas ..................................XXXI
Competências específicas Avaliação inicial ou diagnóstica ................. XXXI
de área.................................................................................................... XVII Avaliação formativa ....................................................XXXII
Competências específicas Avaliação somatória ...................................................XXXII
de Ciências Humanas .................................................. XVIII
Fichas de avaliação
Competências específicas dos e autoavaliação........................................................... XXXII
componentes curriculares ................................ XVIII
Proposta teórico-metodológica
Os objetos de conhecimento e as
da coleção ........................... XXXIV
habilidades da BNCC.......................................................... XIX
Tipos de atividades que Conceitos importantes para o
favorecem o trabalho com ensino de História ............................................. XXXVI
as competências da BNCC ............................. XIX Sujeito histórico ............................................................XXXVI
O trabalho com os Temas Fonte histórica.............................................................. XXXVII
contemporâneos ............................................................... XXI
Tempo....................................................................................... XXXVIII
Relações entre Sociedade........................................................................... XXXVIII
as disciplinas ...........................XXII
Cultura .......................................................................................... XXXIX
A prática docente ................ XXIV
Procedimentos de pesquisa .................. XXV O ensino de História
nos anos iniciais......................... XL
Definição do tema.............................................................. XXV
Apresentando a coleção de
Objetivo da pesquisa..................................................... XXV
História .......................................XLI
Cronograma................................................................................ XXVI
Desenvolvendo a atitude
Coleta de informações ............................................. XXVI historiadora ............................................................................... XLII
Análise das informações ....................................... XXVI Distribuição dos conteúdos
Produção ......................................................................................... XXVI de História ..............................XLIV
Divulgação.................................................................................... XXVI Bibliografia ............................. XLVI

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Conhecendo a coleção
Esta coleção destina-se a alunos e professores dos anos iniciais do ensino funda-
mental. Ela é formada por um conjunto de cinco volumes (1o ao 5o ano), sendo cada um
deles subdividido em quatro unidades temáticas. As unidades são formadas por duas
páginas de abertura, nas quais uma imagem e algumas questões têm o objetivo de
levar os alunos a realizarem reflexões iniciais sobre o tema abordado. As páginas de
conteúdos, as seções especiais e as atividades apresentam imagens, tabelas, qua-
dros e outros tipos de recursos que favorecem a compreensão dos assuntos estudados
e instigam o desenvolvimento de um olhar crítico para os temas.

Estrutura da coleção
Estrutura do livro do aluno
De acordo com a BNCC, a habilidade que envolve letras maiúsculas e minúsculas é
trabalhada com os alunos de maneira mais aprofundada no 2o ano. Assim, esta cole-
ção foi estruturada de modo a acompanhar essa transição dos alunos nas formas de
escrita e de leitura.
Observe como funciona a estrutura do 2o ano em relação ao uso de letras maiúscu-
las e minúsculas.

Páginas de abertura

CASSANDRA CURY/
PULSAR IMAGENS
VIDA DE FOTO DE GRUPO DE CRIANÇAS DA ETNIA
KADIWÉU BRINCANDO NA ALDEIA ALVES DE As duas páginas de abertura
BARROS. MUNICÍPIO DE PORTO MURTINHO,
apresentam uma imagem,
CRIANÇA
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, EM 2016.

um pequeno texto e
questões no boxe
Conectando ideias, que
abrem espaço para que se
inicie a abordagem dos
conteúdos da unidade. As
p. 8 p. 9 questões têm como objetivo
levar o aluno a refletir sobre a
situação apresentada na
imagem, explorar seus
conhecimentos prévios
CONECTANDO IDEIAS
1. EM ALGUM MOMENTO DA SUA VIDA, VOCÊ JÁ DESEJOU
acerca dos conteúdos e
SER PARECIDO COM OUTRA PESSOA? COM QUEM? QUAL
CARACTERÍSTICA DESSA PESSOA CHAMOU SUA ATENÇÃO?
aproximar o assunto da
NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM! SOMOS
TODOS SERES ÚNICOS, E POR ISSO, ESPECIAIS!
2. PENSE EM DUAS CARACTERÍSTICAS SUAS DAS QUAIS VOCÊ realidade da criança.
GOSTA. OUÇA AS RESPOSTAS DE SEUS COLEGAS.
NÓS TEMOS TAMBÉM MUITAS SEMELHANÇAS. 3. AGORA, PENSE EM DUAS CARACTERÍSTICAS SUAS DAS
COM RESPEITO, TEMOS MUITO A APRENDER QUAIS VOCÊ NÃO GOSTA. COMENTE SOBRE ISSO COM OS
UNS COM OS OUTROS! COLEGAS, OUVINDO TAMBÉM OS COMENTÁRIOS DELES.

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Conteúdo
Nesta coleção, os conteúdos são apresentados por meio do texto principal, das seções e dos
boxes. Algumas questões de condução aparecem em meio aos conteúdos, para incentivar os
alunos a interagirem e a dialogarem sobre os temas apresentados.

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Em 1969, vieram para São Bernardo do Campo, já com 87 filhos, e se
CIDADÃO instalaram numa residência adquirida com seus próprios recursos [...].
DO MUNDO Além de abrigar crianças, há também no lar: asilo, creche, berçário,
centro de juventude, cursos para gestantes, para alfabetização de
A história de uma grande família adultos, e de computação, sem contar o setor verde e de reciclagem onde
são atendidas famílias carentes da comunidade. Na instituição, os filhos
Existem pessoas que se dedicam a cuidar de outras pessoas, mais velhos ajudam na educação e administração dos filhos menores, e
acolhendo-as, dando carinho e um lugar para morar. Esse é o caso de conta ainda com o trabalho de profissionais voluntários como médicos,
Clory Fagundes Marques (1917-2011), conhecida como Mamãe Clory, que dentistas, professores, engenheiros, psicólogos, pedagogos, técnicos em
adotou mais de mil crianças ao longo da vida, formando uma grande geral e, sobretudo, com a própria comunidade, que ajuda com doações e
família. muito trabalho.
Conheça a história da família de Mamãe Clory. Hoje, estima-se que mais de mil crianças já tenham passado pelo
Lar da Mamãe Clory no decorrer de mais de cinquenta anos. [...]
Lar da Mamãe Clory Lar da Mamãe Clory. Disponível em: <http://mamaeclory.zip.net/>. Acesso em: 16 out. 2017.

Clory Fagundes Marques nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul


[...]. Em 1922, mudou-se com seus pais para o estado de Mato Grosso e,
aos 22 anos, casou-se com Orestes Vieira Marques. 1. O que incentivou Clory a criar uma entidade de assistência social?
Quando contava com oito dias de casada, um bebê foi deixado
2. O que você pensa sobre a atitude de pessoas como Mamãe Clory?
em sua porta, o primeiro dos muitos que viriam a adotar
Clory como sua mãe. Foi essa criança que estimulou a
fundação da entidade. [...]

THIAGO LOPES
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Cidadão do mundo
Essa seção explora os temas contemporâneos com base em situações do cotidiano. Nela, são propostas
questões que exploram a problemática levantada, estimulando reflexões em relação ao assunto.
No decorrer dos volumes da coleção são trabalhados os 14 temas contemporâneos elencados na BNCC:
preservação do meio ambiente; educação para o consumo; educação financeira e fiscal; trabalho; ciência
e tecnologia; direitos da criança e do adolescente; direitos humanos; diversidade cultural; educação para
o trânsito; sexualidade; saúde; educação alimentar e nutricional; processo de envelhecimento e
valorização do idoso; e vida familiar e social. O nome do tema contemporâneo abordado é destacado
apenas nos comentários do manual do professor.

Atividades ATIVIDADES
1. PROCURE SABER A HISTÓRIA DO SEU NOME. PARA ISSO, FAÇA AS
A seção de atividades aparece com regularidade ao PERGUNTAS A SEGUIR AOS SEUS PAIS OU ÀS PESSOAS
RESPONSÁVEIS POR VOCÊ.
longo das unidades, sempre após algumas páginas A. QUEM ESCOLHEU MEU NOME?

de conteúdo. As questões são bastante variadas e


exigem diferentes habilidades dos alunos, como B. POR QUE EU RECEBI ESSE NOME?

associação, identificação, análise, comparação,


C. QUAL É O SIGNIFICADO DO MEU NOME?
além de buscarem desenvolver o pensamento
crítico. Nessa seção busca-se também explorar os
conhecimentos prévios dos alunos, sua capacidade D. ALGUÉM NA FAMÍLIA POSSUI O NOME IGUAL AO MEU? QUEM?

de competência leitora, sua realidade próxima e, p. 28


TRAGA AS RESPOSTAS PARA A SALA DE AULA. CONTE AOS
também, diversos recursos tecnológicos. COLEGAS TUDO O QUE VOCÊ DESCOBRIU SOBRE A HISTÓRIA DO
SEU NOME E OUÇA O QUE ELES TÊM A DIZER.

2. RECORTE DE JORNAIS E REVISTAS AS LETRAS QUE FORMAM O SEU


NOME COMPLETO. MONTE SEU NOME EM UMA FOLHA DE PAPEL,
COLANDO AS LETRAS QUE VOCÊ RECORTOU.
OBSERVE UM EXEMPLO.

Boxe complementar
NATANAELE BILMAIA

Apresenta informações complementares e curiosidades a respeito


dos assuntos tratados no conteúdo, o que contribui tanto para DEPOIS DE SUA COLAGEM PRONTA, MOSTRE-A PARA OS COLEGAS.

contextualizá-lo quanto para despertar o interesse do aluno. 28

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VI

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ARTE E HISTÓRIA 2. SUBLINHE NA LEGENDA DA OBRA, AS SEGUINTES
INFORMAÇÕES, DE ACORDO COM AS INSTRUÇÕES:
• DE AZUL, O NOME DO AUTOR;
ARTE NAIF • DE VERDE, O TÍTULO DA OBRA;
A ARTE NAIF É UM TIPO DE ARTE FEITA POR PESSOAS QUE • DE LARANJA, O ANO EM QUE ELA FOI PRODUZIDA.
PRODUZEM SUAS OBRAS A PARTIR DE SUAS EXPERIÊNCIAS, DE
FORMA SIMPLES E ESPONTÂNEA. 3. HÁ QUANTOS ANOS ESSA PINTURA FOI PRODUZIDA?

OBSERVE UM EXEMPLO.

4. AS PESSOAS RETRATADAS:
GALERIA JACQUES ARDIES, SÃO PAULO

SÃO TODAS BEM PARECIDAS.

SÃO BASTANTE DIFERENTES ENTRE SI.

• QUAIS ELEMENTOS COMPROVAM ISSO?

5. NESSA OBRA, A AUTORA UTILIZOU:


CORES CLARAS, SUAVES.

CORES FORTES, INTENSAS.

6. QUAL AMBIENTE DA ESCOLA FOI REPRESENTADO


NA PINTURA?

ELENA MEDVEDEVA/SHUTTERSTOCK
7. ESSA ESCOLA É:
ARTE NA ESCOLA, DE MALU DELIBO. ACRÍLICO
SOBRE TELA, 50 CM ≥ 60 CM. 2014. MUITO PARECIDA COM A SUA.
SHUTTE GOANN/
RSTOCK

GRINGOANN/
SHUTTERSTOCK
MUITO DIFERENTE DA SUA.
GRIN

1. FAÇA UMA DESCRIÇÃO DA PINTURA.

24 25

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Arte e história
Seção que tem como objetivo explorar diferentes linguagens e manifestações artísticas,
relacionando-as com os conteúdos tratados em cada unidade.
A seção pretende explorar também a sensibilidade dos alunos, contemplando a Competência geral
3 da BNCC. Veja a seguir.

[...]
3. Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações
artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversifi-
cadas da produção artístico-cultural.
[...]

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão
revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>.
Acesso em: 10 nov. 2017.

Dessa maneira, pretende-se incentivar os alunos a desenvolverem a capacidade de leitura de


imagens e a reconhecerem essas obras como fontes históricas.
Além disso, a seção busca ampliar a concepção de arte de maneira geral, abordando telas em
geral, relevos antigos, esculturas, peças de artesanato, pinturas em muros, entre outros exemplos.
O contato com a diversidade de linguagens e manifestações artísticas visa também à sua
valorização entre os alunos.

VII

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PARA SABER FAZER D
Depois, de hora em hora, repetiram o registro da
Relógio de sol sombra projetada e do horário e observaram o
que estava acontecendo.
Após estudarem sobre os tipos de instrumentos que marcam a
passagem do tempo, uma professora chamada Márcia resolveu
construir um desses instrumentos com seus alunos do 2o ano. Juntos,
eles escolheram fazer um relógio de sol.
Veja o que eles fizeram.

Eles foram até o pátio da escola. Com um giz,


A fizeram um grande círculo no chão e marcaram
um X bem no meio desse círculo.

THIAGO LOPES
Em seguida, encheram uma lata com areia e
colocaram dentro dela um cabo de vassoura em B
pé. Depois, puseram a lata no meio do círculo,
onde tinham marcado um X.

C
Eles então observaram a
direção da sombra projetada
no chão pelo cabo de
vassoura. Fizeram um risco
com o giz, no chão,
acompanhando essa sombra.
Verificaram a hora em um AGORA É COM VOCÊ!
relógio convencional e
marcaram o horário no fim • Faça com seus colegas essa experiência com o relógio de sol
dessa sombra. na escola. Depois, conversem sobre as questões a seguir.
a. O que aconteceu com a sombra no decorrer do dia?
b. Por que isso aconteceu?
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Para saber fazer


Seção que apresenta um roteiro para orientar o aluno a realizar,
passo a passo, atividades frequentemente trabalhadas na escola
ou construir ferramentas importantes para o desenvolvimento de
cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além disso, a seção também contribui para o desenvolvimento
da empatia e da cooperação ao propor trabalhos em grupo.

O que você estudou sobre...


Essa seção tem como objetivo o
fechamento da unidade, uma
oportunidade para o aluno realizar uma
autoavaliação de sua aprendizagem e
retomar os conhecimentos aprendidos.
Nela, são apresentados tópicos com os
principais conceitos trabalhados.
Para isso, nesse manual são propostas
dinâmicas para o trabalho com essa
seção, de modo que o professor
avalie a aprendizagem dos alunos,
além de estimulá-los a construir
colaborativamente uma síntese dela.

VIII

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O QUE VOCÊ
ESTUDOU SOBRE...
• o que é comunidade?
• diferentes tipos de comunidade? C
AM
IL

• trabalhadores da comunidade escolar?


A
C
AR
M
O
N
A

• relação entre trabalho e recursos naturais?


• ações conjuntas para resolver problemas da comunidade?

PARA SABER MAIS

REPRODUÇÃO
• Tapajós, de Fernando Vilela.
São Paulo: Brinque-Book, 2015.
Cauã e Inaê vivem na região
Para saber mais
Amazônica, em uma comunidade
próxima ao rio Tapajós. Conheça, Apresenta sugestões de livros,
nesse livro, como é o dia a dia da
comunidade deles! filmes e sites que podem ser
explorados pelos alunos. Cada
REPRODUÇÃO

• O garoto de camisa vermelha, de Otávio


Júnior. São Paulo: Autêntica, 2013. sugestão é acompanhada por
Juninho mora em uma favela na cidade do
Rio de Janeiro. Um dia ele fez uma
sua sinopse.
descoberta que mudou sua vida. O que será
que ele descobriu? Acompanhe o cotidiano
do garoto nessa aventura pela favela.

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Bibliografia
Apresenta ao final de cada volume as principais obras utilizadas para
consulta e como referência na produção das unidades do livro do aluno.

Ícones
No decorrer das unidades, diversos ícones auxiliam a organização e a condução do
trabalho. Veja o significado de cada um deles.

Resposta oral: indica que a atividade ou o item da atividade deve ser respondido
oralmente.

Atitude legal: indica um breve


Tecnologia: indica que a realização da
momento de reflexão a respeito
atividade envolve o uso de algum recurso
de atitudes que envolvem valores
tecnológico digital, como o computador, o
ou competências socioemocionais
celular ou outras ferramentas.
relacionados ao assunto tratado.

Ideias para compartilhar: indica uma oportunidade para os alunos


compartilharem uma ideia ou experiência a respeito de determinado assunto. Um
espaço para que o aluno expresse soluções para problemas individuais ou
coletivos, propiciando a socialização de hipóteses, conhecimentos, habilidades e
vivências.

IX

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Estrutura do manual do professor
O manual do professor impresso é organizado em duas partes. A primeira delas é
composta pelos pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam a coleção,
a descrição e as orientações acerca das seções e da estrutura de conteúdos, bem
como suas relações com a BNCC, os quadros de distribuição dos conteúdos de His-
tória, as sugestões de livros, sites e artigos e a bibliografia do manual.
A segunda parte é composta pelas orientações ao professor página a página. Para
isso, o manual traz a reprodução de cada página do livro do aluno em tamanho redu-
zido. Nelas, além do texto do livro do aluno na íntegra, estão as respostas de quase
todas as atividades. As respostas que não estão nessas páginas, assim como os de-
mais comentários e sugestões ao professor, estão nas laterais e nos rodapés.
Além dos volumes impressos, é disponibilizado um material digital que oferece sub-
sídios ao professor para o trabalho em sala de aula. Esse material possui sequências
didáticas, avaliações, projetos integradores e planos de desenvolvimento compostos
por sugestões para a organização de conteúdos, práticas pedagógicas e atividades
recorrentes na sala de aula, entre outras sugestões.
Assim, o manual do professor foi estruturado para propiciar ao professor possibili-
dades de trabalho em sala de aula, levando em consideração o encadeamento dos
conteúdos, a linha de raciocínio desenvolvida no livro do aluno, o conhecimento histó-
rico e a formação de alunos que saibam refletir criticamente sobre seu cotidiano.
Conheça a seguir as características das orientações página a página do manual
impresso.

No início de cada unidade são


apresentados os principais
conceitos e conteúdos que
serão trabalhados.

O conteúdo desta unidade propicia


• EF02HI06: Identificar e organizar,
ao aluno conhecer diferentes formas
temporalmente, fatos da vida co-

Destaques da BNCC
de contar o tempo, orientando-o em
tidiana, usando noções relaciona-
reflexões envolvendo o passado e o Foto
Fotodederelógio
relógiode
desol
solno
noParque
ParqueEstadual
Estadual
das ao tempo (antes, durante, ao
presente; além de noções relaciona- do
doIbitipoca,
Ibitipoca,no
nomunicípio
municípiode
deLima
LimaDuarte,
Duarte,
estado
estadode deMinas
MinasGerais,
Gerais,em
em2014.
2014. mesmo tempo e depois).
das a temporalidade, cronologia e or-
ganização do cotidiano.
Tempo e cotidiano • EF02HI07: Identificar e utilizar

No decorrer das unidades são


diferentes marcadores do tempo
Destaques da BNCC presentes na comunidade, como
relógio e calendário.
• O trabalho proposto nesta unidade

destacadas e comentadas contempla a Competência geral 1, Se


Sehá
háalgo
algoque
quenão
nãopodemos
podemoscontrolar,
controlar,ééaapassagem
passagem
ao solicitar aos alunos que recorram do
dotempo.
tempo.Ele
Elenunca
nuncapara!
para!
a conhecimentos historicamente Vamos
Vamospensar
pensarum
umpouco
poucosobre
sobreaapassagem
passagemdo
dotempo
tempo

algumas relações entre o que


construídos sobre o mundo físico, em
emnossa
nossavida?
vida?
social e cultural para compreende-
rem a passagem do tempo e suas CONECTANDO
CONECTANDO IDEIAS
IDEIAS
unidades de medida. Contempla

está sendo abordado no livro também o trabalho com a Compe- 1.


1. Na
Nafoto
fotoaparece
apareceum
umantigo
antigoinstrumento
instrumentodedemarcar
marcaraa
tência geral 2, incentivando a curio- passagem
passagemdodotempo.
tempo.Você
Vocêsabe
sabequal
qualoonome
nomedeste
deste
sidade intelectual e a imaginação instrumento
instrumentoeecomo
comoele
elefunciona?
funciona?

do aluno e o que é proposto


criativa para refletir sobre a organi- 2.
2. Como
Comopodemos
podemosmarcar
marcaraapassagem
passagemdo
dotempo?
tempo?
zação das atividades humanas em
3.
3. Por
Porque
queos
osseres
sereshumanos
humanosinventaram
inventaraminstrumentos
instrumentos
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

calendários e festividades. Também


promove o trabalho com as habili- para
paramarcar
marcaraapassagem
passagemdo
dotempo?
tempo?

na BNCC. dades EF02HI06 e EF02HI07, pois


incentiva os alunos a organizarem
temporalmente as atividades coti-
dianas por meio de relógios e calen-
dários.

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32 33
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Resposta da seção g19_2pmh_lt_u2_p032a039.indd


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Conectando ideias
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12/21/17 3:42
3:42PM
PM g19_2pmh_lt_u2_p032a039.indd
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33 12/21/17
12/21/17 3:42

• Competência geral 1: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre


3:42PM
PM

Conectando ideias
1. Relógio de sol. A passagem do tempo é marcada de acordo com a mudança da posição da o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fe-
sombra do ponteiro projetada na base do relógio. nômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e
naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que podemos marcar a passagem
do tempo com instrumentos como o relógio e o calendário. • Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade,
3. Resposta pessoal. Estimule os alunos a relatarem suas experiências com o uso de instru-

Respostas das perguntas


para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar
mentos de marcação temporal. Organize a fala dos alunos, de modo que todos possam falar
soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
e ser ouvidos, alternadamente. Valorize a elaboração de hipóteses por parte dos alunos.

propostas na seção. 32 33

g19_2pmh_mp_u2_p032a067.indd 32 12/23/17 1:54 PM g19_2pmh_mp_u2_p032a067.indd 33 12/23/17 1:54 PM

1_g19_mdn_mp_parte_geral_2pmh_001a020.indd 10 23/12/17 16:01


Objetivo do tema
No início de cada tema são
apresentados seus objetivos.

Objetivos Saberes Integrados


• Compreender que a extração de • O tema do rompimento da barragem
recursos naturais e o trabalho hu-
mano podem ser práticas preda-
4 Impactos do trabalho
1 Além
Além de
impactando
de Mariana,
impactando no
Mariana, aa lama
lama contaminou
no fornecimento
fornecimento de
contaminou oo rio
de água
água em
rio Doce
em vários
Doce ee seus
seus afluentes,
vários municípios
municípios de
afluentes,
de Minas
Minas
do Fundão permite um trabalho inte-
grado com Geografia. Localize com

no meio ambiente
tórias ao meio ambiente. Gerais
Gerais ee do
do Espírito
Espírito Santo.
Santo. AA lama
lama também
também dizimou
dizimou muitas
muitas espécies
espécies de
de os alunos, por meio do uso de ma-
• Conscientizar-se de que os da- animais
animais ee plantas
plantas dada região.
região. pas, a região da cidade de Mariana,
nos causados ao meio ambiente assim como o percurso do rio Doce,
AA extração
extração dede recursos
recursos naturais,
naturais, quando
quando feita
feita de
de maneira
maneira predatória,
predatória, Milhares
Milhares de
de pessoas
pessoas foram
foram afetadas
afetadas pelo
pelo desastre
desastre em
em Mariana,
Mariana, pois
pois que nasce no estado de Minas Ge-
interferem em diversos aspectos
da vida social e da natureza, ten-
causa
causa grandes
grandes impactos
impactos nono meio
meio ambiente.
ambiente. Um
Um dosdos casos
casos recentes
recentes ee ficaram
ficaram sem
sem moradia
moradia ee sem
sem condições
condições dede trabalhar.
trabalhar. As
As comunidades
comunidades rais, na serra da Mantiqueira, e desá-
do consequências duradouras. mais
mais graves
graves de
de destruição
destruição ambiental
ambiental aconteceu
aconteceu nono município
município de
de Mariana,
Mariana, ribeirinhas
ribeirinhas do
do rio
rio Doce
Doce ee seus
seus afluentes
afluentes também
também foram
foram muito
muito gua no litoral do Espírito Santo. Isso
no
no estado
estado dede Minas
Minas Gerais.
Gerais. prejudicadas,
prejudicadas, pois
pois perderam
perderam suasua principal
principal fonte
fonte de
de subsistência.
subsistência. é fundamental para situar espacial-
mente os alunos, formar uma con-
Em
Em novembro
novembro dede 2015,
2015, uma
uma barragem
barragem dede contenção
contenção de
de rejeitos
rejeitos de
de

LUCAS LACAZ RUIZ/PULSAR IMAGENS


LUCAS LACAZ RUIZ/PULSAR IMAGENS
cepção menos abstrata do tamanho
Destaques da BNCC extração
extração de
de minério
minério de
de ferro
ferro de
de uma
uma grande
grande empresa
empresa mineradora
mineradora se se do desastre ambiental. É interessan-
• Os assuntos abordados nesta pá- rompeu,
rompeu, provocando
provocando oo vazamento
vazamento de de uma
uma enorme
enorme quantidade
quantidade dede lama
lama te também apresentar informações
Foto
Fotododorio
rioDoce
Docepoluído
poluídopela
pela
gina favorecem o trabalho com o tóxica,
tóxica, que
que destruiu
destruiu toda
toda aa região
região por
por onde
onde passou.
passou. enxurrada
enxurradadedelama
lamanonodistrito
distritode
deBento
Bento sobre a população e a economia de
Tema contemporâneo Preservação Rodrigues,
Rodrigues,município
municípiode deMariana,
Mariana, algumas das regiões afetadas, antes
estado
estadode
deMinas
MinasGerais,
Gerais,emem2015.
2015.
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

do meio ambiente. O caso do rom- e depois da passagem da lama. Res-


pimento da barragem em Mariana salte que diversas pessoas tiveram
deixa evidente que, ao explorar os Foto
Fotode
desala
saladedebiblioteca
bibliotecade
deescola
escola suas atividades econômicas invia-
recursos naturais sem levar em con- pública
públicadestruída
destruídapela
pelaenxurrada
enxurradade
de bilizadas, notadamente pela proibi-

MAURICIO SIMONETTI/PULSAR IMAGENS


MAURICIO SIMONETTI/PULSAR IMAGENS
ta os necessários cuidados e res- lama
lamano
nodistrito
distritode
deParacatu
Paracatudede ção da pesca e pelas dificuldades
ponsabilidades, tragédias de graves Baixo,
Baixo,município
municípiodedeMariana,
Mariana,estado
estado criadas no acesso à energia elétrica
consequências podem ocorrer. No de
deMinas
MinasGerais,
Gerais,emem2016.
2016. e no abastecimento de água. Além
caso, com o vazamento da lama tó- Foto
Fotododorio
rioGualaxo
Gualaxodo doNorte,
Norte,afluente
afluente disso, ao deixar muitas pessoas
xica, uma espécie de lodo formado do
dorio
rioDoce,
Doce,poluído
poluídopela
pelaenxurrada
enxurrada desabrigadas e sem trabalho, o aci-
dos dejetos do processo de mine- de
delama
lamanonodistrito
distritode
deParacatu
Paracatude
de dente afetou não só os lugares por

ERNESTO REGHRAN/PULSAR IMAGENS


ERNESTO REGHRAN/PULSAR IMAGENS
Baixo,
Baixo,município
municípiode deMariana,
Mariana,estado
estado
ração (estima-se que um volume de de
deMinas
MinasGerais,
Gerais,emem2015.
2015. onde a lama passou, mas todas as
50 milhões de metros cúbicos de regiões para onde as pessoas foram

LUCAS LACAZ RUIZ/PULSAR IMAGENS


LUCAS LACAZ RUIZ/PULSAR IMAGENS
rejeitos tenha sido lançado no meio deslocadas. A integração entre as
ambiente), houve extensa destruição
da fauna e da flora locais.
• Ao tratar do caso do rompimento da
Foto
Fotodederuínas
distrito
município
ruínasde
distritode
municípiode
de
deMinas
demoradia
deBento
moradiano

deMariana,
no
BentoRodrigues,
Rodrigues,
Mariana,estado
MinasGerais,
Gerais,em
estado
em2017.
2017.
duas disciplinas, portanto, permite
compreender, de maneira global, os
impactos causados por essa tragé-
As informações
complementares para o
barragem em Mariana, os alunos en- Foto
Fotodedebarco
barcoabandonado
abandonadona namargem
margem dia socioambiental.
tram em contato com informações e do
dorio
rioDoce,
Doce,onde
ondeaapesca
pescaestá
está
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

dados que lhes permitem elaborar proibida


proibidapor
porcausa
causadadacontaminação
contaminação
por
porrejeitos
rejeitosde
demineração
mineraçãononodistrito
distritode
de • Trabalhe com os alunos, detalhada-

trabalho com as
uma visão crítica sobre a ação do
Regência,
Regência,município
municípiode
deLinhares,
Linhares, mente, as fotos e as legendas das pá-
trabalho humano na natureza. Com estado
estadodo doEspírito
EspíritoSanto,
Santo,em
em2016.
2016.
isso, e de acordo com a Competên- ginas 104 e 105. Isso é importante
cia geral 7 da BNCC, eles se tornam Foto
Fotode decasas
casascom
commarcas
marcas para dar uma dimensão efetiva das

atividades, teorias ou
mais capacitados para pensar em da
daenxurrada
enxurradadedelama
lamano
no consequências do desastre, tanto nos
problemas socioambientais, tanto distrito
distritode
deParacatu
Paracatude
deBaixo,
Baixo, De
De acordo
acordo com
com especialistas,
especialistas, oo vazamento
vazamento da da lama
lama tóxica
tóxica em
em impactos provocados nas estruturas
município
municípiode deMariana,
Mariana,estado
estado Mariana
Mariana éé considerado
considerado um
um dos
dos maiores
maiores desastres
desastres ambientais
ambientais dodo mundo.
mundo. urbanas quanto na contaminação do
os que ocorrem em contextos am- de
deMinas
MinasGerais,
Gerais,em
em2016.
2016.
Eles
Eles estimam
estimam que,
que, daqui
daqui aa cem
cem anos,
anos, aa fauna
fauna ee aa flora
flora da
da região
região ainda
ainda não
não meio ambiente. Na página 104, as fo-

seções, assim como


plos, como o caso citado, que é con-
siderado um dos maiores desastres terão
terão se
se recuperado.
recuperado. tos demonstram a destruição causa-
ambientais já ocorridos no mundo, da nos distritos de Paracatu de Baixo
104
104 105
105 e Bento Rodrigues, ambos pertencen-
quanto os problemas que aconte-

sugestões de condução
cem em escala local e interferem tes ao município de Mariana. Ressalte
imediatamente na comunidade em que o acidente provocou 19 mortes e
que vivem.
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104 12/21/17
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3:47PM
PM g19_2pmh_lt_u4_p092a111.indd
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105 12/21/17
12/21/17 3:47
3:47PM
PM deixou mais de 600 famílias desabri-
• Competências geral 7: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para gadas; no geral, acredita-se que a vida
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e pro-
movam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global,
com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
de 500 mil pessoas tenha sido afetada
pela tragédia. Na página 105, as fotos
tratam diretamente da contaminação
e curiosidades, são
organizadas e
do rio Doce e de um de seus afluentes,
o rio Gualaxo do Norte. A partir des-
sas imagens, comente com os alunos
que grande parte da bacia hidrográfi-
ca do rio Doce foi contaminada, e a
lama atingiu, inclusive, uma vasta
área do litoral onde deságua o rio.
apresentadas em
104 105
tópicos por toda a
g19_2pmh_mp_u4_p092a112.indd 104 12/23/17 2:01 PM g19_2pmh_mp_u4_p092a112.indd 105 12/23/17 2:01 PM unidade.
A primeira vez que uma
competência ou habilidade da
BNCC é citada na unidade, seu
texto é apresentado na íntegra.

Objetivos Ideias para compartilhar


• Refletir sobre as diversas manei- • Destaque para os alunos as fon-
ras de aprendermos e pesquisar-
mos o passado.
1 HISTÓRIAS DE HOJE
2 tes de informações utilizadas pela
menina Sofia (o relato do avô, fo-

E DO PASSADO
• Iniciar reflexões sobre o conceito tos antigas, livros e informações
de fontes históricas. obtidas pela internet) e comente
que, além dessas fontes, também
• Valorizar o idoso, sua vivência e
POR
POR MEIO
MEIO DE
DE UMA
UMA CONVERSA,
CONVERSA, PODEMOS
PODEMOS OBTER
OBTER INFORMAÇÕES
INFORMAÇÕES podemos conhecer fatos do pas-
memória.
sado pela observação de objetos
SOBRE
SOBRE PESSOAS
PESSOAS COM
COM QUEM
QUEM CONVIVEMOS
CONVIVEMOS DIARIAMENTE
DIARIAMENTE E,E, TAMBÉM,
TAMBÉM,
antigos, filmagens e construções
CONHECER
CONHECER FATOS
FATOS DA
DA VIDA
VIDA DELAS.
DELAS. antigas; ou pelos museus, arqui-
Destaques da BNCC

HÁ PESSOAS
PESSOAS QUE
QUE VIVERAM
VIVERAM EM
EM ÉPOCAS
ÉPOCAS PASSADAS,
PASSADAS, QUE
QUE TINHAM
TINHAM vos públicos, entre outros.
• Os alunos terão a oportunidade de
selecionar e descrever registros de OUTRO
OUTRO MODO
MODO DE
DE VIDA
VIDA EE DIFERENTES
DIFERENTES COSTUMES.
COSTUMES. SOBRE
SOBRE ISSO,
ISSO,
memória e comparar objetos e do- TAMBÉM
TAMBÉM PODEMOS
PODEMOS APRENDER
APRENDER CONVERSANDO
CONVERSANDO COM
COM ELAS.
ELAS. Mais atividades
cumentos pessoais como fontes de • Para ampliar ainda mais a noção de
1.
1. ALÉM
ALÉM DA
DA CONVERSA,
CONVERSA, COMO
COMO ÉÉ POSSÍVEL
POSSÍVEL DESCOBRIRMOS
DESCOBRIRMOS FATOS FATOS
história, trabalhando a Competência fontes históricas dos alunos, propo-
específica de História 2. OCORRIDOS
OCORRIDOS EM
EM ÉPOCAS
ÉPOCAS PASSADAS?
PASSADAS?Resposta
Resposta pessoal.
pessoal. Anote
Anote as
as
hipóteses
hipóteses levantadas
levantadas pelos
pelos alunos
alunos na
na lousa
lousa para
para posterior
posterior verificação.
verificação. nha uma visita ao museu histórico
• O tema das páginas 12 e 13 permite UMA
UMA MENINA
MENINA CHAMADA
CHAMADA SOFIA
SOFIA QUERIA
QUERIA SABER
SABER COMO
COMO ERAERA OO MODO
MODO do município onde eles vivem (se
aos alunos trabalharem com noções houver). Outra opção seria visitar
DE
DE VIDA
VIDA DAS
DAS PESSOAS
PESSOAS NA
NA ÉPOCA
ÉPOCA EMEM QUE
QUE SEU
SEU AVÔ
AVÔ ERA
ERA MAIS
MAIS JOVEM.
JOVEM.

Acompanhando a iniciais do conceito de fontes histó-


ricas, estimulando-os a verificar que
tipos de objetos representam fontes
PARA
PARA ISSO,
AS
ISSO, ELA
AS IMAGENS
ELA REALIZOU
REALIZOU PESQUISAS
IMAGENS AA SEGUIR
SEGUIR PARA
PESQUISAS SOBRE
PARA CONHECER
SOBRE O
CONHECER COMO
O PASSADO.
PASSADO. OBSERVE
COMO ELA
ELA FEZ.
FEZ.
OBSERVE
determinados locais da região que
possibilitem aos alunos comparar as
edificações de diferentes épocas. É

aprendizagem
de memórias, assuntos da habilida- extremamente importante perceber
de EF02HI04. as mudanças e permanências nas
paisagens urbanas, sejam elas no
entorno da escola ou em regiões dis-
ILUSTRAÇÕES: GUSTAVO RAMOS
ILUSTRAÇÕES: GUSTAVO RAMOS

Acompanhando a aprendizagem tantes dela.

Sugere estratégias para • A atividade 1 da página 12 pretende


explorar o conhecimento prévio dos
alunos. Para isso, quando julgar con-

que o professor realize a


veniente, anote as afirmações feitas
por eles em uma folha de papel e
ILUSTRAÇÕES: GUSTAVO RAMOS
ILUSTRAÇÕES: GUSTAVO RAMOS

fixe-a em um lugar visível, como um


mural ou uma das paredes da sala de QUAIS
QUAISFORAM
FORAMAS
ASMANEIRAS
MANEIRASQUE
QUESOFIA
SOFIAUTILIZOU
UTILIZOUPARA
PARAPESQUISAR
PESQUISAR

avaliação da aula. No decorrer do estudo, retome


essas anotações e analise-as com
os alunos. É possível que algumas
INFORMAÇÕES
INFORMAÇÕESSOBRE
SOBREOOPASSADO?
PASSADO?VOCÊ
VOCÊCOSTUMA
COSTUMAFAZER
FAZERISSO
ISSOTAMBÉM?
TAMBÉM?

NESTE
NESTE ANO,
ANO, DURANTE
DURANTE AS AS AULAS
AULAS DE
DE HISTÓRIA,
HISTÓRIA, VOCÊ
VOCÊ CONHECERÁ
CONHECERÁ

aprendizagem dos alunos


informações citadas sejam elimina-
das, enquanto outras sejam comple- UM
UM POUCO
POUCO MAIS
MAIS SOBRE
SOBRE AA SUA
SUA VIDA,
VIDA, SOBRE
SOBRE AA VIDA
VIDA DAS
DAS PESSOAS
PESSOAS
mentadas. Essa abordagem favore- COM
COM QUEM
QUEM CONVIVE
CONVIVE E,
E, TAMBÉM,
TAMBÉM, SOBRE
SOBRE AS
AS HISTÓRIAS
HISTÓRIAS DEDE PESSOAS
PESSOAS
ce a verificação de aprendizagem. QUE
QUE VIVERAM
VIVERAM EM
EM ÉPOCAS
ÉPOCAS PASSADAS.
PASSADAS.

em momentos • A partir das informações das pági-


VOCÊ
VOCÊ VAI
ENTRE
ENTRE O
VAI VER
O SEU
VER QUE
SEU MODO
QUE EXISTEM
MODO DE
EXISTEM SEMELHANÇAS
DE VIDA
VIDA EE O
SEMELHANÇAS EE TAMBÉM
O MODO
MODO DE
DE VIDA
TAMBÉM DIFERENÇAS
VIDA DESSAS
DIFERENÇAS
DESSAS PESSOAS.
PESSOAS.
nas 12 e 13, sobre a menina Sofia e

oportunos. seu avô, comente com os alunos que 12


12 13
13
a disciplina de História não estuda
somente grandes acontecimentos
(como guerras ou disputas políticas) g19_2pmh_lt_u1_p008a019.indd
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12 12/21/17
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3:40PM
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13 12/21/17
12/21/17 3:40
3:40PM
PM

nem diz respeito apenas a indivídu- • Competência específica de História 2: Selecionar e descrever registros de memória produ-
os comumente entendidos como zidos em diferentes tempos e espaços, bem como diferentes linguagens, reconhecendo e
“importantes” (como reis ou gover- valorizando seus significados em suas culturas de origem.
nantes). Diga a eles que todos nós • EF02HI04: Selecionar e comparar objetos e documentos pessoais como fontes de memórias
somos sujeitos da História, e que e histórias nos âmbitos pessoal, familiar e escolar.
participamos, cada um à sua ma-
neira, da construção dela. Este co-
mentário é importante para vincular
a disciplina de História à realidade
próxima dos alunos.

12 13

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XI

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• Questione os alunos sobre algumas
Destaques da BNCC
maneiras de estimar o tempo sem a
• Esta página apresenta aos alunos utilização do relógio, por exemplo:
alguns instrumentos utilizados para Com
Com oo desenvolvimento
desenvolvimento de
de novas
novas técnicas,
técnicas, oo ser
ser humano
humano passou
passou aa
contagem do tempo e permite de- construir
construir relógios
relógios mecânicos.
mecânicos. ATIVIDADES
ATIVIDADES o horário em que sentimos fome ou
sono, a observação da posição do
senvolver o Tema contemporâneo Sol no céu, entre outras.
Nesse
Nesse tipo
tipo de
de relógio,
relógio, oo tempo
tempo geralmente
geralmente éé marcado
marcado por
por dois
dois
Ciência e Tecnologia. 1.Nos
1. Nos relógios
relógios de
de ponteiros,
ponteiros, oo ponteiro
ponteiro menor
menor marca
marca as
as horas
horas ee oo maior,
maior, • Se possível, leve um relógio de pa-
ponteiros:
ponteiros: um
um menor,
menor, que
que indica
indica as
as horas;
horas; ee outro
outro maior,
maior, os
os minutos.
minutos.
os
os minutos.
minutos. Quando
Quando oo ponteiro
ponteiro maior
maior está
está no
no número
número 12,
12, oo relógio
relógio rede (com ponteiros) para a sala de
Vários
Vários modelos
modelos de
de relógios
relógios mecânicos
mecânicos foram
foram inventados,
inventados, entre
entre eles
eles oo marca
marca aa hora
hora exata,
exata, que
que éé indicada
indicada pelo
pelo ponteiro
ponteiro menor.
menor. aula e o utilize para ilustrar a execu-
• Comente com os alunos que o reló-
relógio
relógio de
de pêndulo
pêndulo ee oo de
de pulso.
pulso. Explique
Explique aos
aos alunos
alunos que
que muitos
muitos relógios
relógios possuem
possuem um um terceiro
terceiro ponteiro
ponteiro (o
(o dos
dos
ção da atividade proposta.
gio de pulso foi criado quando o bra- segundos),
segundos), geralmente
geralmente mais
mais fino,
fino, que
que dá
dá uma
uma volta
volta por
por minuto.
minuto.
sileiro Santos Dumont teve a ideia • Questione os alunos sobre as for-
de amarrar um relógio de bolso em mas de marcação do tempo que
12
12 12
12
seu braço, com um lenço. Ele fez 11
11 11 11
11 11 eles usam no dia a dia. Comente, por
isso porque mantinha as duas mãos exemplo, que atualmente os celula-
ocupadas ao pilotar e não podia con- 10
10 22 10
10 22 res são muito utilizados como reló-
trolar o tempo de voo com o relógio gios digitais.
dentro do bolso. Por sugestão de
Santos Dumont, o joalheiro francês
99 33 99 33
Mais atividades
Louis Joseph Cartier passou a fabri-
car o relógio de pulso em 1907. 88 44 88 44 • Para que os alunos tenham contato
com diferentes tipos de relógio, leve
77 55 77 55 para a sala de aula alguns dos exem-

Respostas Respostas 66 66 plos apresentados nas páginas 43 e


3. Resposta pessoal. Peça aos alu- 44. Permita que eles manuseiem com
nos que citem os relógios que já cuidado esses relógios e observem o
viram e onde os conheceram. Os OOponteiro
ponteiromaior
maioraponta
aponta OOponteiro
ponteiromaior
maioraponta
apontapara
paraoo modo como é marcada a passagem
para
paraoo12,
12,eeoomenor
menorpara
para 12,
12,eeoomenor
menortambém
tambémpara
paraoo12.
12.

Respostas das atividades


relógios de sol, especialmente, são do tempo em cada um deles.
Relógio
Relógio oo8.
8.São
São88horas.
horas. São
São1212horas.
horas.
mais comuns em cidades turísticas

ILUSTRAÇÕES: FABIO EUGENIO


ILUSTRAÇÕES: FABIO EUGENIO
de
depulso.
pulso.
e possuem diferentes modelos. Va-
Desenhe
Desenhe nos
nos relógios
relógios aa seguir
seguir os
os ponteiros
ponteiros indicando
indicando os
os horários
horários Saberes Integrados
lorize as vivências dos alunos.

e questões que não estão 4. Resposta pessoal. Explore a rea- em


em que
que você
você realiza
realiza cada
cada uma
uma das
das atividades
atividades destacadas,
destacadas, nos
nos dias
dias em
em • É possível articular o tema das ativi-
lidade próxima dos alunos nessa que
que você
você vai
vai àà escola.
escola. dades desta página com a disciplina
questão, permitindo que eles con- de Matemática. Trabalhe os núme-
ros do relógio com os alunos e, se

nas páginas reduzidas do


versem entre si sobre o tema. 12
12 12
12 12
12
11
11 11 11
11 11 11
11 11 possível, prepare algumas ativida-
Relógio
Relógiode
depêndulo.
pêndulo.

ILUSTRAÇÕES: ROGÉRIO CASAGRANDE


ILUSTRAÇÕES: ROGÉRIO CASAGRANDE
10
10 22 10
10 22 10
10 22 des utilizando elementos como se-
gundos, minutos e horas.
Atualmente,
Atualmente, um um dos
dos relógios
relógios mais
mais

livro do aluno.
99 33 99 33 99 33 • Explique a relação de equivalência
usados
usados éé oo relógio
relógio digital.
digital. Esse
Esse relógio
relógio
entre as unidades de medidas: se-
não
não possui
possui ponteiros,
ponteiros, ee as
as horas
horas Relógio
Relógiodigital.
digital. 88 44 88 44 88 44
gundos, minutos e horas. Comente,
aparecem
aparecem em em forma
forma de
de numerais.
numerais. 77 55 77 55 77 55
66 66 66 por exemplo, que uma hora equivale
a 60 minutos. Estabeleça a relação
3. Quais
3. Quais desses
desses tipos
tipos de
de relógio
relógio você
você conhece
conhece ou
ou de
de quais
quais já
já com a realidade próxima comentan-
ouviu
ouviu falar?
falar? EU
EU VOU
VOU PARA
PARA do que um bolo demora meia hora
EU
EU ACORDO.
ACORDO. EU
EU ALMOÇO.
ALMOÇO.
4. Você
4. Você tem
tem algum
algum deles
deles em
em casa?
casa? Qual?
Qual? AA ESCOLA.
ESCOLA. (30 minutos) para assar.

Respostas
Respostas nas
nas orientações
orientações ao
ao professor.
professor. Resposta
Resposta pessoal.
pessoal. Verifique
Verifique se
se os
os alunos
alunos ilustram
ilustram os
os ponteiros
ponteiros das
das horas
horas ee dos
dos
44
44 minutos
minutos de
de acordo
acordo com
com oo horário
horário em
em que
que realizam
realizam as
as atividades
atividades em
em destaque.
destaque. 45
45
• Sobre os aspectos históricos da
invenção do relógio, leia o texto a
seguir.
g19_2pmh_lt_u2_p040a047.indd
g19_2pmh_lt_u2_p040a047.indd 44
44 12/21/17
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45 12/21/17
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PM

[...] Dizem que o relógio mais antigo Pulamos do relógio de sol para o mecâ- de sua mecânica. Era algo matematica-
do homem data de 5 mil e 500 anos nico sem comentar a longa sobrevivência mente convencionado, que independia
atrás e era um simples pedaço de pau do relógio de água, entre outros. Iremos do fato de ser noite ou dia, verão ou in-
enfiado na terra. Ele não chegava a agora ao século XIV, quando em vários verno. Um grande progresso na exati-
marcar as horas, mas o tempo. Pela di- países começam a surgir experimentos dão destes relógios veio com o apareci-
reção da sombra, sabemos a que altura que geraram os relógios mecânicos. mento do pêndulo, em 1658. O relógio
está o Sol no céu, o começo, o meio e o [...] Um inventor teve a ideia, então, de com ponteiro de minutos, no entanto,
fim do dia. [...] colocar um ponteiro que deveria des- só veio surgir bem mais tarde.
Chegou-se às 24 horas, mas como di- crever um ciclo. Este ciclo dependeria CAMARGO, Maria Silvia. 24 dias por hora: quanto tempo
vidir estas horas? apenas da estrutura interna do relógio, o tempo tem? Rio de Janeiro: Rocco, 2000. p. 117-118.

44 45

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No decorrer das unidades, sempre que Saberes integrados


oportuno, são apresentadas citações que
São apresentadas relações do conteúdo
enriquecem e fundamentam o trabalho
abordado com outras disciplinas e áreas do
com o conteúdo proposto.
conhecimento, assim como sugestões de
trabalho com esses conteúdos.

• As atividades das páginas 98 e 99


Destaques da BNCC
trabalham aspectos das Competên-
• Os assuntos abordados nas páginas cias gerais 9 e 10 da BNCC. Ao falar
98 e 99 permitem o trabalho com o 2.Mariana
2. Mariana fez
fez uma
uma tabela
tabela na
na qual
qual listou
listou as
as comunidades
comunidades das das quais
quais faz
faz
Tema contemporâneo Vida familiar ATIVIDADES
ATIVIDADES parte
parte ee anotou
anotou os
os comportamentos
comportamentos que que ela
ela pode
pode ter
ter para
para melhorar
melhorar aa
em comportamentos para se manter
uma boa convivência nas comunida-
e social. Na página 99, a partir dos convivência
convivência emem cada
cada uma
uma delas.
delas. Veja
Veja como
como ficou.
ficou. des das quais fazem parte, os alunos
quatro exemplos citados no primeiro 1.Leia
1. Leia oo texto
texto abaixo.
abaixo. são orientados a agir, levando em
quadro (vizinhança, escola, esporte conta os conhecimentos construí-
e coral), que tratam das comunida-
Comunidade
Comunidade Comportamento
Comportamento
Como
Como melhorar
melhorar aa relação
relação com
com os
os vizinhos
vizinhos dos na escola, de maneira pessoal
des das quais Mariana faz parte, os Ser
Sergentil,
gentil,respeitar
respeitaras
asnormas
normas(ou
(ouleis)
leis)sobre
sobrebarulhos,
barulhos,dar
dar e coletiva, com responsabilidade e
alunos podem perceber que as rela- Faça
Faça como
como gostaria
gostaria que
que fizessem
fizessem Vizinhança
Vizinhança destinação
destinaçãocorreta
corretaao
aolixo
lixoproduzido
produzidoem emcasa,
casa,limpar
limparaafrente
frenteda
da empatia, exercitando a cooperação e
ções comunitárias tocam em diver- minha
minhacasa,
casa,deixar
deixaras
ascalçadas
calçadaslivres
livrespara
paraootrânsito
trânsitodas
daspessoas.
pessoas. o diálogo, criando meios para evita-
sos aspectos da vivência cotidiana.
[...]
[...]Fique
Fiqueatento
atentoaos
aospróprios
próprioshábitos
hábitoseetenha
tenhaem
emmente
menteque,
que,
Chegar
Chegar sempre
sempre nono horário,
horário, respeitar
respeitar todos
todos os
os colegas,
colegas, tratar
tratar bem
bem rem conflitos e manter a boa relação
Ou seja, eles devem compreender próximos
próximosde devocê,
você,pode
podehaver
haverpessoas
pessoasque
queestão
estãotrabalhando,
trabalhando,
Escola
Escola os
os professores
professores ee demais
demais trabalhadores
trabalhadores da da escola,
escola, cuidar
cuidar da
da entre os grupos sociais. A partir do
que as comunidades existem tanto estudando,
estudando,se serecuperando
recuperandodededoenças
doençasououapenas
apenasdesejando
desejandodescansar.
descansar. exemplo da tabela de Mariana, dei-
limpeza
limpeza da
da escola.
escola.
em dimensões amplas, como a ci- xe claro para os alunos que nossas
Favoreça
Favoreça os
os encontros
encontros Não
Não meme atrasar
atrasar para
para osos treinos,
treinos, praticar
praticar oo esporte
esporte com
com
dade e o país, por exemplo, quanto relações comunitárias devem ser
naquilo que há de mais próximo e Fazer
Fazer amizade
amizade com
com os
os vizinhos
vizinhos nos
nos dá
dá aa sensação
sensação de
de Esporte
Esporte dedicação,
dedicação, respeitar
respeitar oo treinador,
treinador, respeitar
respeitar os
os colegas
colegas do
do próprio
próprio baseadas no respeito mútuo, na so-
rotineiro, como a vivência em família pertencimento
pertencimento aa uma
uma comunidade,
comunidade, mas mas vencer
vencer aa timidez
timidez pode
pode não
não ser
ser time
time ee também
também dosdos times
times adversários.
adversários.
lidariedade e na prática de princípios
ou as práticas escolares e de lazer. fácil.
fácil. Uma
Uma boa
boa estratégia
estratégia éé frequentar
frequentar os
os mesmos
mesmos lugares
lugares que
que eles.
eles. comuns (como as normas da boa
Chegar
Chegar no
no horário
horário para
para os
os ensaios,
ensaios, esforçar-me
esforçar-me para
para cantar
cantar bem,
bem,
Dessa forma, eles podem pensar as Coral
Coral respeitar
respeitar oo maestro,
maestro, respeitar
respeitar os
os demais
demais participantes
participantes do
do coral.
coral. vizinhança e da escola, os horários
diferentes dimensões que existem na Dê
Dê as
as boas-vindas
boas-vindas de treinos e ensaios, a dedicação de
vida familiar e social deles. todos para um fim comum). Desse
Não
Não esqueça
esqueça que que um
um diadia você
você foi
foi oo novato
novato ee receba
receba os
os novos
novos
moradores
moradores [...].
[...]. Seja
Seja gentil
gentil ee prontifique-se
prontifique-se aa auxiliar
auxiliar no
no processo
processo de
de ••Faça
Faça como
como Mariana
Mariana ee complete
complete aa tabela
tabela abaixo
abaixo com
com quatro
quatro modo, criam-se relações mais inclu-
adaptação
adaptação àà nova
nova moradia.
moradia. comunidades
comunidades de de que
que você
você faz
faz parte
parte ee os
os comportamentos
comportamentos que
que você
você sivas e democráticas, pouco afeitas
pode
pode ter
ter para
para uma
uma boa
boa convivência
convivência nessas
nessas comunidades.
comunidades. à aceitação de privilégios e corrup-
Ideias para compartilhar Cada
Cadaum
umna
nasua?,
sua?,de
deHelena Martins,Revista
HelenaMartins, RevistaSorria,
Sorria,São
SãoPaulo,
Paulo,n.
n.57,
57,set./out.
set./out.2017.
2017.p.
p.34-37.
34-37.
ções. Durante o preenchimento da
• Durante o trabalho com o texto, é tabela, é importante incentivar os
importante promover a discussão Comunidade
Comunidade Comportamento
Comportamento
a.
a.Sobre
Sobre qual
qual tipo
tipo de
de comunidade
comunidade oo texto
texto trata?
trata? alunos a identificarem e problemati-

Ideias para entre os alunos, escutando cada


sugestão e compartilhando com
todos as ações de melhoria no
AA vizinhança.
vizinhança.
Resposta
Resposta pessoal.
tabelas
importância
pessoal. Incentive
tabelas com
com os
importância de
Incentive os
os colegas.
de respeitar
os alunos
colegas. Verifique
respeitar regras
alunos aa compartilharem
Verifique sese eles
compartilharem suas
eles compreendem
regras ee tratar
tratar bem
compreendem aa
bem todas
todas as
suas

as pessoas
pessoas
zarem seu próprio comportamento,
o que deve conduzi-los a um mo-
mento de autocrítica, a uma reflexão
b.
b.Evitar
Evitar música
música emem volume
volume alto
alto ee barulhos
barulhos durante
durante horários
horários não
não das
das comunidades
comunidades dasdas quais
quais fazem
fazem parte.
parte.

compartilhar
convívio comunitário. sobre se estão colocando em prática
• Pergunte para os alunos se eles permitidos
permitidos são
são atitudes
atitudes queque colaboram
colaboram para
para uma
uma boa
boa relação
relação com
com tais comportamentos.
já vivenciaram alguma das situa- os
os vizinhos.
vizinhos. Além
Além dessas
dessas atitudes,
atitudes, quais
quais outras
outras citadas
citadas nono texto
texto
ções tratadas no texto. Em caso contribuem
contribuem para
para aa política
política de
de boa
boa vizinhança?
vizinhança?
afirmativo, peça que relatem

Orientações e sugestões
Agir
Agir com
com gentileza
gentileza ee simpatia
simpatia com
com os
os vizinhos,
vizinhos, concretizar
concretizar vínculos
vínculos ee colocar-se
colocar-se no
no
como se deu a experiência; caso
se trate de alguma situação desa- lugar
lugar do
do outro
outro são
são algumas
algumas das
das atitudes
atitudes que
que contribuem
contribuem para
para uma
uma boa
boa relação
relação
gradável, a maneira como a situa-

para o trabalho com o


ção foi resolvida também deve ser com
com aa vizinhança.
vizinhança.
comentada. Se julgar interessan-
te, peça que escrevam textos bre-
ves sobre essas vivências. Depois

boxe Ideias para


Além
Alémdas
dasideias
ideiasdo
dotexto,
texto,ooque
quemais
maisvocê
vocêpode
podefazer
fazerpara
parater
ter
de prontos, os textos podem ser uma
umaboa
boaconvivência
convivênciacom
comos osvizinhos?
vizinhos?Conte
Contepara
paraososcolegas.
colegas.
compartilhados entre os alunos,
que poderão conhecer a mesma 98
98 99
99

compartilhar.
história por meio de dois registros
distintos, o oral e o escrito.

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PM

• Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,


fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da di-
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali-
dades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção
religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade
com a qual deve se comprometer.
• Competência geral 10: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos
construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.

98 99

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XII

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• Chame a atenção dos alunos para o
Objetivos
fato de que tanto Igor como seus pais
• Conhecer e respeitar diferentes contribuem com as tarefas para a or-
cotidianos familiares.
• Identificar práticas e rotinas que
4 O cotidiano da família
1 1. O
1. O que
que cada
cada um
escola?
um dos
escola? Anote
dos familiares
familiares de
Anote aa seguir,
seguir, de
de Igor
de acordo
Igor faz
acordo com
faz enquanto
com as
enquanto ele
as letras
letras que
que
ele está
está na
na ganização da casa. Peça a eles que
comentem como é divisão de tarefas
fazem parte do seu cotidiano acompanham
acompanham as as imagens
imagens dada página
página anterior.
anterior. entre os membros de sua família, e
familiar. Todos
Todos os
os dias,
dias, as
as pessoas
pessoas da
da família
família realizam
realizam diferentes
diferentes atividades.
atividades. como eles contribuem para a organi-
BB AA irmã
irmã de
de Igor
Igor fica
fica na
na creche
creche enquanto
enquanto seus
seus pais
pais trabalham.
trabalham. zação do ambiente doméstico.
• Desenvolver noções de simulta- Veja,
Veja, por
por exemplo,
exemplo, aa rotina
rotina da
da família
família de
de Igor
Igor enquanto
enquanto ele
ele está
está na
na
neidade. • Explore a noção de simultaneidade
escola,
escola, no
no período
período da
da tarde.
tarde. AA Igor
Igor estuda
estuda no
no 22oo ano,
ano, no
no período
período da
da tarde.
tarde. com os alunos, pedindo que comen-
tem o que seus familiares costumam
Destaques da BNCC DD O
O pai
pai de
de Igor
Igor trabalha
trabalha no
no salão
salão cortando
cortando cabelos.
cabelos. fazer “ao mesmo tempo” em que
• A temática abordada nestas páginas eles estão na escola. Outra sugestão
CC AA mãe
mãe de
de Igor
Igor trabalha
trabalha de
de frentista
frentista no
no posto
posto de
de combustível.
combustível. é comparar o cotidiano dos alunos a
possibilita o trabalho com a habilida-
de EF02HI06 da BNCC ao mostrar Quando
Quando chega
chega aa noite,
noite, aa família
família de
de Igor
Igor está
está reunida
reunida novamente.
novamente. Na Na fim de que percebam o que os cole-
as atividades simultâneas realizadas gas de sala estão fazendo enquanto
hora
hora do
do jantar,
jantar, eles
eles conversam
conversam sobre sobre oo dia
dia deles.
deles. Depois,
Depois, Igor
Igor ajuda
ajuda aa
pela família do personagem da histó- eles realizam determinada tarefa.
retirar
retirar aa mesa
mesa ee vai
vai brincar
brincar com
com sua sua irmã,
irmã, enquanto
enquanto seuseu pai
pai ee sua
sua mãe
mãe
ria, permitindo que os alunos identi- • Na resposta à questão 2, solicite
fiquem a simultaneidade do seu pró-
terminam
terminam de de arrumar
arrumar aa cozinha.
cozinha.
que cada aluno comente seu coti-
prio cotidiano familiar. diano familiar. Na sequência, peça
• As profissões apresentadas na histó- que identifiquem as semelhanças e
ria permitem desenvolver a habilida- diferenças em relação aos cotidia-
de EF02HI10 da BNCC e o trabalho nos dos colegas de sala, procurando
com o Tema contemporâneo Traba- entender cada um em seu contexto
lho ao mostrar as diferentes profis- familiar próprio.
sões exercidas pelos pais do per-
sonagem. Converse com os alunos
sobre a importância dessas profis- Atitude legal

Atitude legal
sões para a comunidade, instigando- • Converse com os alunos sobre o
-os a comentar com que frequência que eles podem fazer no dia a dia
a família deles utiliza os serviços para colaborar com a organização
desses profissionais. Caso identifi- da casa. Há várias ações que as
que comentários preconceituosos, crianças podem realizar, como or-

Orientações e sugestões
trabalhe com os alunos, destacando ganizar os objetos de uso pessoal,
o que é e onde está o preconceito. guardar os brinquedos depois de
• A conversa sobre os diferentes co- brincar e esticar o lençol da cama.

THIAGO LOPES
THIAGO LOPES
Porém as crianças não podem

para o trabalho com o


tidianos familiares dos alunos con-
templa o trabalho com a Competên- realizar atividades que envolvam
cia geral 9 da BNCC, ao exercitar Igor
Igorajuda
ajudasua
suafamília
famíliaem
emalgumas
algumastarefas
tarefasdomésticas,
domésticas,como comoretirar
retiraraa riscos, como cozinhar, passar rou-
o respeito ao outro, seus hábitos e mesa
mesaeeorganizar
organizarseus
seusbrinquedos.
brinquedos.Essas
Essasatitudes
atitudessãosãomuito
muitoimportantes
importantes pas e lavar a louça.

boxe Atitude legal.


para
paraconvivermos
convivermosem emharmonia
harmoniacom
comnossos
nossosfamiliares.
familiares.
costumes, e às diferentes famílias,
reconhecendo e valorizando suas
vivências. 2. Em
2. Em que
que oo cotidiano
cotidiano da
da família
família de
de Igor
Igor éé parecido
parecido com
com oo seu?
seu?
• O assunto destas páginas favorece a Converse
Converse comcom osos colegas
colegas ee conheça
conheça um um pouco
pouco sobre
sobre oo cotidiano
cotidiano
discussão do Tema contemporâneo da
da família deles.Resposta
família deles. Resposta pessoal.
pessoal. Oriente
Oriente aa conversa
conversa de
de modo
modo que
que todos
todos
possam
possam participar.
participar. Incentive
Incentive sempre
sempre umum ambiente
ambiente de
de
Vida familiar e social, permitindo 82
82 83
83
respeito
respeito pela
pela diversidade
diversidade dasdas famílias.
famílias.
que os alunos reflitam sobre seu pró-
prio cotidiano familiar, identificando
as tarefas realizadas pelos membros
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PM
da família e as rotinas familiares.
• EF02HI06: Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções Mais atividades
relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois). • A fim de explorar o cotidiano dos alunos, peça que elaborem um pequeno texto sobre as ativida-
• EF02HI10: Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, des comuns de seu cotidiano e as atividades que não ocorrem com tanta frequência. Explique
suas especificidades e importância. que no final de semana e nas férias, por exemplo, muitas famílias costumam fazer algumas ati-
• Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, vidades que fogem da rotina, como viajar, visitar parentes e amigos, ir ao parque, participar de
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da di- alguma apresentação artística, entre outros. O objetivo é que os alunos percebam a diferença
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali- entre eventos rotineiros e eventos excepcionais. Ao final, peça a eles que leiam o texto para os
dades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção colegas a fim de compararem suas experiências e as atividades realizadas.
religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade
com a qual deve se comprometer.

82 83

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Mais atividades
Além das atividades presentes no livro do aluno, novas propostas são
feitas nessa seção. Para a realização de algumas dessas atividades,
é necessário que sejam organizados alguns materiais com antecedência.

O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE...


Apresenta sugestões de condução para a seção,
levando em consideração as peculiaridades de
cada conteúdo.

Objetivos
• Conhecer diferentes formas de
representação das famílias no
passado. ARTE E HISTÓRIA
• Compreender as pinturas de fa- O QUE VOCÊ
mília como representações artís-
ticas e como fontes históricas.
Retratos de família ESTUDOU SOBRE...
Desde os tempos mais remotos, as pessoas fazem representações • fontes que contam a história da família?
artísticas de famílias em desenhos, pinturas, esculturas e gravuras,
Destaques da BNCC
sempre com o objetivo de preservar a memória familiar. Vamos
• documentos pessoais e suas funções? C
AM
• O conteúdo desta seção contempla o
• documentos pessoais antigos?
IL
A
C

trabalho com a Competência espe- conhecer abaixo como um artista francês chamado Jean Frédéric AR
M
O

• o cotidiano da família na atualidade


N
A

cífica de História 2 da BNCC, men- Bazille representou duas famílias.


*Espera-se que os e no passado?
cionada anteriormente, ao permitir 1
alunos respondam
que os alunos conheçam e analisem que as pinturas
obras que representam registro de representam famílias
1.ALEXANDER TOLSTYKH/SHUTTERSTOCK; 2.MUSEU DE ORSAY, PARIS, FRANÇA; 3.LORA LIU/SHUTTERSTOCK; 4.PETER WILLI/BRIDGEMAN IMAGES - MUSEU PETIT PALAIS, GENEBRA, SUÍÇA

memórias familiares do século XIX. antigas. Eles podem


citar como
• A análise das obras de Bazille con-
justificativa, além das
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

templa a Competência geral 3 da datas da produção


BNCC, descrita anteriormente, ao das pinturas, as PARA SABER MAIS
desenvolver o senso estético e a ca- vestimentas das
pacidade leitora dos alunos no que pessoas
REPRODUÇÃO

se refere às pinturas. representadas.


• Dez bons conselhos de meu pai, de

Amplie seus conhecimentos


Reunião de família, de João Ubaldo Ribeiro. Rio de Janeiro:
Jean Frédéric Bazille.
Óleo sobre tela,
Objetiva, 2011.
• Comente com a turma que Jean Fré-
déric Bazille (1841-1870) foi um pintor 152 cm ≥ 230 cm. 1867. Quantas coisas podemos aprender com
do movimento impressionista. Expli- nossos familiares! Veja nesse livro dez
conselhos interessantes que João
Ao final de cada unidade, são
que que os artistas impressionistas
3
só pintavam aquilo que viam, levan- aprendeu com seu pai.
do para a tela suas impressões, por
Reunião de família no
isso preferiam pintar ao ar livre e à

apresentadas sugestões de
terraço em Meric, de Jean
luz do Sol, a fim de captar as cores Frédéric Bazille. Óleo sobre
reais da natureza. A obra Reunião de
REPRODUÇÃO

tela, 128 cm ≥ 97 cm. 1867.


família, representada na página, é o • Minha avó já foi bebê!, de
trabalho mais reconhecido de Bazil- Paula Sandroni. São Paulo:
le e uma de suas principais especia-
lidades: a pintura ao ar livre. • Essas pinturas
Global, 2002.
Nesse livro, Mariana descobre livros, sites, filmes,
• Oriente os alunos na observação representam famílias algumas fotos antigas de sua
das obras. Peça que realizem um
exercício de comparação entre elas.
Eles podem notar, por exemplo, que
antigas ou da
atualidade? Justifique
sua resposta. *
avó e passa a conhecer mais
detalhes sobre a história de documentários ou outras
sua família.

referências para ampliar seus


na primeira pintura a família foi re-
tratada posando para o retrato, e,
na segunda, a família aparenta estar 90 91
em um momento de descontração.

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conhecimentos acerca dos
conteúdos abordados na
unidade.

90

g19_2pmh_mp_u3_p068a091.indd 90 12/23/17 1:59 PM

XIII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_2pmh_001a020.indd 13 23/12/17 16:01


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Desde as publicações da atual Constituição brasileira (1988) e da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (1996), tem sido recorrente no Brasil a ideia de se estabelecer um
documento normativo como referencial curricular para orientar os processos de ensi-
no e aprendizagem no país e delimitar as aprendizagens consideradas essenciais da
Educação Básica.
Nesse sentido, nas últimas décadas, algumas publicações e legislações contribuí-
ram para consolidar no país uma proposta de educação que valorizasse a formação
cidadã.
Sendo assim, foram de extrema importância as publicações das Leis no 10.639
(2003) e no 11.645 (2008), que complementaram a Lei de Diretrizes e Bases da Edu-
cação, tornando obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e dos povos
indígenas. Essas iniciativas fazem parte do processo de luta e mobilização por uma
educação voltada para combater o racismo e valorizar a diversidade cultural.

[...] A escola tem papel preponderante para eliminação das


discriminações e para emancipação dos grupos discriminados,
ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, a regis-
tros culturais diferenciados, à conquista de racionalidade que
rege as relações sociais e raciais, a conhecimentos avançados,
indispensáveis para consolidação e concerto das nações como
espaços democráticos e igualitários.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Brasília: MEC, 2004. p. 15. Disponível em: <http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/
uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.pdf>.
Acesso em: 17 nov. 2017.

Outro marco foi a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da


Educação Básica (2013), destacando a relevância de temas como Educação do
Campo, Educação Especial, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar
Quilombola, Relações Étnico-Raciais, Educação em Direitos Humanos e Educação
Ambiental.
Nesse contexto, em 2017, após o diálogo entre especialistas, professores e a
sociedade em geral, foi enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a tercei-
ra versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esse documento tem o
objetivo de definir “o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais
que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da
Educação Básica” (BRASIL, 2017).
Como proposta fundamental, a BNCC destaca que a prioridade da Educação Bási-
ca é a “formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, demo-
crática e inclusiva” (BRASIL, 2017).
XIV

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A estrutura da BNCC
A BNCC está estruturada em dez Competências gerais. Com base nelas, para o
Ensino Fundamental, cada área do conhecimento apresenta Competências específi-
cas de área e de componentes curriculares.
Esses elementos são articulados de modo a se constituírem em unidades temáti-
cas, objetos de conhecimento e habilidades.

Competências da BNCC
Os debates em torno de currículos referenciados no desenvolvimento de competên-
cias têm sido recorrentes nos últimos anos no Brasil. De modo geral, uma aprendiza-
gem voltada à formação de competências tem como objetivo a construção de relações
cognitivas para que o aluno possa mobilizá-las e refletir acerca da realidade, levantar
hipóteses e solucionar problemas do seu dia a dia.

[...]
Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de re-
cursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para
solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações.
Três exemplos:
• Saber orientar-se em uma cidade desconhecida mobiliza as
capacidades de ler um mapa, localizar-se, pedir informações
ou conselhos; e os seguintes saberes: ter noção de escala, ele-
mentos da topografia ou referências geográficas.
• Saber curar uma criança doente mobiliza as capacidades de
observar sinais fisiológicos, medir a temperatura, adminis-
trar um medicamento; e os seguintes saberes: identificar pa-
tologias e sintomas, primeiros socorros, terapias, os riscos, os
remédios, os serviços médicos e farmacêuticos.
• Saber votar de acordo com seus interesses mobiliza as capaci-
dades de saber se informar, preencher a cédula; e os seguintes
saberes: instituições políticas, processo de eleição, candidatos,
partidos, programas políticos, políticas democráticas, etc.
[...]
GENTILE, Paola; BENCINI, Roberta. Construindo competências: entrevista com Philippe
Perrenoud, Universidade de Genebra. Revista Nova Escola, set. 2000, p. 19-31. Disponível
em: <https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.
html>. Acesso em: 15 nov. 2017.

Com o desenvolvimento de competências, os alunos são instigados a formar um


repertório cognitivo que possibilita a eles atuar de forma autônoma, responsável e
justa. Os conhecimentos escolares passam a ser mobilizados em prol da resolução de
conflitos e de problemas.
De acordo com a BNCC, as competências auxiliam os alunos na tomada de deci-
sões pertinentes ao longo de sua vida, auxiliando-os em situações e experiências vi-
vidas diariamente.
XV

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Segundo a LDB (Artigos 32 e 35), na educação formal, os re-
sultados das aprendizagens precisam se expressar e se apresen-
tar como sendo a possibilidade de utilizar o conhecimento em
situações que requerem aplicá-lo para tomar decisões pertinen-
tes. A esse conhecimento mobilizado, operado e aplicado em si-
tuação se dá o nome de competência.
[...]
No âmbito da BNCC, a noção de competência é utilizada no
sentido da mobilização e aplicação dos conhecimentos escola-
res, entendidos de forma ampla (conceitos, procedimentos, valo-
res e atitudes). Assim, ser competente significa ser capaz de, ao
se defrontar com um problema, ativar e utilizar o conhecimento
construído.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar.
Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.
gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Competências gerais
A BNCC reconhece como princípio fundamental a formação integral dos estudan-
tes. O documento propõe o desenvolvimento global dos alunos, aliando perspectivas
cognitivas e afetivas, além da formação de cidadãos plenos, com pensamento autôno-
mo e preocupados com os desafios contemporâneos.
Assim, adotando como base as discussões éticas apresentadas nas Diretrizes Cur-
riculares Nacionais Gerais da Educação Básica, o documento apresenta dez Compe-
tências gerais que se articulam ao longo de todos os componentes curriculares.

Competências gerais da BNCC

1 Valorizar e utilizar os conhecimentos 3 Desenvolver o senso estético para reconhecer,


historicamente construídos sobre o mundo valorizar e fruir as diversas manifestações
físico, social e cultural para entender e explicar a artísticas e culturais, das locais às mundiais, e
realidade (fatos, informações, fenômenos e também para participar de práticas
processos linguísticos, culturais, sociais, diversificadas da produção artístico-cultural.
econômicos, científicos, tecnológicos e
naturais), colaborando para a construção de
uma sociedade solidária.

2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à 4 Utilizar conhecimentos das linguagens verbal


abordagem própria das ciências, incluindo a (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras),
investigação, a reflexão, a análise crítica, a corporal, multimodal, artística, matemática,
imaginação e a criatividade, para investigar científica, tecnológica e digital para expressar-
causas, elaborar e testar hipóteses, formular e -se e partilhar informações, experiências, ideias
resolver problemas e inventar soluções com e sentimentos em diferentes contextos e, com
base nos conhecimentos das diferentes áreas. eles, produzir sentidos que levem ao
entendimento mútuo.

XVI

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Competências gerais da BNCC

5 Utilizar tecnologias digitais de comunicação e 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde


informação de forma crítica, significativa, física e emocional, reconhecendo suas
reflexiva e ética nas diversas práticas do emoções e as dos outros, com autocrítica e
cotidiano (incluindo as escolares) ao se capacidade para lidar com elas e com a
comunicar, acessar e disseminar informações, pressão do grupo.
produzir conhecimentos e resolver problemas.

6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de


culturais e apropriar-se de conhecimentos e conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar
experiências que lhe possibilitem entender as e promovendo o respeito ao outro, com
relações próprias do mundo do trabalho e fazer acolhimento e valorização da diversidade de
escolhas alinhadas ao seu projeto de vida indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,
pessoal, profissional e social, com liberdade, identidades, culturas e potencialidades, sem
autonomia, consciência crítica e preconceitos de origem, etnia, gênero, idade,
responsabilidade. habilidade/necessidade, convicção religiosa ou
de qualquer outra natureza, reconhecendo-se
como parte de uma coletividade com a qual
deve se comprometer.

7 Argumentar com base em fatos, dados e 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
informações confiáveis, para formular, negociar responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
e defender ideias, pontos de vista e decisões determinação, tomando decisões, com base
comuns que respeitem e promovam os direitos nos conhecimentos construídos na escola,
humanos e a consciência socioambiental em segundo princípios éticos democráticos,
âmbito local, regional e global, com inclusivos, sustentáveis e solidários.
posicionamento ético em relação ao cuidado de
si mesmo, dos outros e do planeta.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Esta coleção visa o desenvolvimento dessas competências por meio do trabalho


com o texto-base e do desenvolvimento das seções especiais e das atividades.

Competências específicas de área


Segundo a BNCC, as Competências gerais podem ser abordadas de forma variada
de acordo com cada área de conhecimento. Assim, o documento apresenta também,
de maneira mais específica, as competências referentes a cada uma dessas áreas.

Área do conhecimento Componentes curriculares

• Língua Portuguesa

• Arte
Linguagens
• Educação Física

• Língua Inglesa

Matemática • Matemática

Ciências da Natureza • Ciências

• Geografia
Ciências Humanas
• História

XVII

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Competências específicas de Ciências Humanas
A área de Ciências Humanas na BNCC apresenta como objetivo principal desenvol-
ver nos alunos as capacidades de interpretar o mundo, compreendendo sua realidade
e engajando-se para atuar de forma responsável e ética diante de problemas. É pos-
sível observar essas competências no quadro a seguir.

1 Reconhecer a si e ao outro como identidades 5 Comparar eventos ocorridos, simultaneamente,


diferentes, de forma a exercitar o respeito à no mesmo espaço e em espaços variados e
diferença em uma sociedade plural. eventos ocorridos em tempos diferentes no
mesmo espaço e em espaços variados.

2 Compreender eventos cotidianos e suas 6 Compreender os conceitos históricos e


variações de significado no tempo e no espaço. geográficos para explicar e analisar situações
do cotidiano e problemas mais complexos do
mundo contemporâneo e propor soluções.

3 Identificar, comparar e explicar a intervenção do 7 Reconhecer e fazer uso das linguagens


ser humano na natureza e na sociedade, cartográfica, gráfica e iconográfica e de
propondo ideias e ações que contribuam para a diferentes gêneros textuais no desenvolvimento
transformação espacial, social e cultural. do raciocínio espaço-temporal relacionado a
localização, distância, direção, duração,
simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

4 Interpretar e expressar sentimentos, crenças e


dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e
às diferentes culturas, com base nos
instrumentos de investigação das Ciências
Humanas.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Competências específicas
dos componentes curriculares
Algumas áreas do conhecimento apresentam mais de um componente curricular,
como as áreas das Linguagens e das Ciências Humanas. Sendo assim, a BNCC esta-
belece também as Competências específicas a serem atingidas pelos alunos.

Competências específicas de História

1 Reconhecer que diferentes sujeitos possuem 3 Estabelecer relações entre sujeitos e entre
percepções diferenciadas da realidade, estejam sujeitos e objetos, e seus significados em
eles inseridos no mesmo tempo e espaço ou diferentes contextos, sociedades e épocas.
em tempos e espaços diferentes.

2 Selecionar e descrever registros de memória 4 Colocar em sequência, no tempo e no espaço,


produzidos em diferentes tempos e espaços, acontecimentos históricos e processos de
bem como diferentes linguagens, transformação e manutenção das estruturas
reconhecendo e valorizando seus significados sociais, políticas, econômicas e culturais, bem
em suas culturas de origem. como criticar os significados das lógicas de
organização cronológica.

XVIII

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5 Elaborar questionamentos, hipóteses, 8 Analisar e compreender o movimento de
argumentos e proposições em relação a populações e mercadorias no tempo e no
documentos, interpretações e contextos espaço e seus significados históricos, levando
históricos específicos, recorrendo a diferentes em conta o respeito e a solidariedade com as
linguagens, exercitando a empatia, o diálogo, a diferentes populações.
resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.

6 Identificar interpretações que expressem visões 9 Compreender e problematizar os conceitos e


de diferentes sujeitos, culturas e povos com procedimentos próprios à produção do
relação a um mesmo contexto histórico, e conhecimento historiográfico.
posicionar-se criticamente com base em
princípios éticos democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.

7 Descrever, comparar e analisar processos


históricos e mecanismos de ruptura e
transformação social, política, econômica e cultural.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar. Terceira versão revista.
Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC


Além das competências, a BNCC apresenta os objetos de conhecimento a serem
desenvolvidos pelos componentes curriculares. Os objetos de conhecimento são for-
mados pelo conjunto de conteúdos, conceitos e processos que envolvem a aprendi-
zagem dos alunos. Esses elementos estão ligados também às habilidades.

[...]
Para garantir o desenvolvimento das competências específi-
cas, cada componente curricular apresenta um conjunto de ha-
bilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes
objetos de conhecimento — aqui entendidos como conteúdos,
conceitos e processos —, que, por sua vez, são organizados em
unidades temáticas.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar.
Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.
gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

As habilidades representam um guia importante, sendo possível aproveitá-las para


verificar os processos de aprendizagem dos alunos. Esta coleção contempla em diver-
sos momentos o trabalho com as habilidades da BNCC.

Tipos de atividades que favorecem o trabalho


com as competências da BNCC
Ativação de conhecimento prévio
São atividades constituídas principalmente de questionamentos, em sua maioria, orais. Elas resgatam e
exploram os conhecimentos prévios dos alunos, estimulando sua participação e despertando seu interesse
pelos assuntos que estão sendo estudados.
Principais habilidades desenvolvidas: recordar, refletir, reconhecer, relatar, respeitar opiniões divergentes e
valorizar o conhecimento do outro.

XIX

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Atividade em grupo
Esse tipo de atividade pode ser escrita e/ou oral, contemplando elementos gráficos, e pode ser realizada
coletivamente. Com base em orientações, os alunos devem colaborar entre si, buscando informações.
Principais habilidades desenvolvidas: pesquisa, análise, interpretação, associação, comparação e trabalho
em equipe.

Debate
Atividade que visa à discussão de diferentes pontos de vista, com base em conhecimentos e opiniões
pessoais. Necessita da mobilização de argumentos e desenvolve a oralidade, levando o aluno a expressar
suas ideias. Além disso, motiva o respeito a opiniões diferentes.
Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, argumentação e respeito a opiniões distintas.

Atividade prática
Atividade que visa à utilização de diferentes procedimentos relacionados ao saber científico. Pode ser
experimental, envolvendo procedimentos científicos, ou pode ser de construção, quando diferentes
materiais são utilizados na elaboração de objetos distintos e outros produtos, como cartazes e panfletos.
Principais habilidades desenvolvidas: manipulação de materiais, análise, associação, comparação e
expressão de opiniões.

Pesquisa
Sob orientação adequada, esse tipo de atividade exige que os alunos mobilizem seus conhecimentos
prévios para obter novas informações em diferentes fontes. Necessita de leituras, cujas informações devem
ser selecionadas e registradas. Também possibilita a troca de ideias entre os alunos.
Principais habilidades desenvolvidas: leitura, escrita, interpretação, seleção, síntese e registro.

Realidade próxima
Atividades que envolvem a exploração e a contextualização da realidade próxima levam o aluno a buscar
respostas e soluções em sua vivência e nos seus conhecimentos prévios.
Principais habilidades desenvolvidas: reconhecimento, exemplificação e expressão de opinião.

Desenho
Esse tipo de atividade permite o registro de conhecimentos prévios e permite que o aluno expresse suas
ideias sobre os conteúdos abordados. Trata-se de uma estratégia útil, sobretudo nos anos iniciais, durante
o processo de letramento e alfabetização.
Principais habilidades desenvolvidas: representação, colorização, análise e expressão de ideias.

Entrevista
Atividade que pode auxiliar na ampliação do conhecimento, buscando respostas fora do ambiente da sala
de aula. Visa à elaboração de questionamentos pertinentes relacionados aos conteúdos estudados.
Permite a integração com a comunidade e o desenvolvimento da oralidade. O registro da atividade pode
ser escrito ou gravado e posteriormente transcrito.
Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, análise, expressão de ideias e respeito a opiniões.

Atividade de associação
Nesse tipo de atividade, o aluno compara diferentes elementos, textuais e/ou imagéticos. Trata-se de
atividade de contextualização entre texto e imagens, mobilizando os conhecimentos dos alunos para
responder questões ou buscar soluções para problemas.
Principais habilidades desenvolvidas: comparação, classificação e interpretação.

Atividade de ordenação
Esse tipo de atividade é fundamental para a compreensão dos conteúdos, por meio de noções temporais
de anterioridade, simultaneidade e posterioridade.
Principais habilidades desenvolvidas: interpretação e inferência.

XX

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O trabalho com os Temas contemporâneos
A BNCC recomenda que todas as disciplinas escolares trabalhem conteúdos rela-
cionados aos Temas contemporâneos. Esses temas estão ligados aos desafios do
mundo atual, entre eles a preservação do meio ambiente e a educação em direitos
humanos.
Os temas contemporâneos têm o amparo da legislação brasileira. A seguir, é possí-
vel observar quais são os temas contemporâneos sugeridos pela BNCC e quais leis
eles representam.

Preservação do meio ambiente


Educação em direitos humanos
Lei no 9.795/1999
Lei no 7.037/2009
Dispõe sobre a educação
Aprova o Programa Nacional de
ambiental, institui a Política
Direitos Humanos – PNDH-3 e dá
Nacional de Educação Ambiental
outras providências.
e dá outras providências.

Educação alimentar e nutricional


Lei no 11.947/2009 Processo de envelhecimento,
respeito e valorização do idoso
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar e do Programa Lei no 10.741/2003
Dinheiro Direto na Escola aos alunos Dispõe sobre o Estatuto do Idoso
da Educação Básica e dá outras e dá outras providências.
providências.

Direitos das crianças


e dos adolescentes
Educação para o trânsito
Lei no 8.069/1990
Lei no 9.503/1997
Dispõe sobre o Estatuto da
Institui o Código de Trânsito
Criança e do Adolescente e dá
Brasileiro.
outras providências.

Saúde, Sexualidade, Vida familiar e social, Educação


para o consumo, Educação financeira e fiscal, Trabalho,
Ciência e Tecnologia, Diversidade cultural
Resolução no 7/2010
Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Fundamental de 9 (nove) anos.

XXI

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Esta coleção privilegia o trabalho com os temas contemporâneos de diferentes ma-
neiras. Eles podem aparecer ao longo do desenvolvimento dos conteúdos, nas seções
especiais e nas atividades. Por se tratarem de temas globais que podem ser aborda-
dos em âmbito local, é interessante que o trabalho com esses temas aconteça de
maneira contextualizada às diferentes realidades escolares.

[...] cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às esco-


las, em suas respectivas esferas de autonomia e competência,
incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a aborda-
gem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em
escala local, regional e global, preferencialmente de forma
transversal e integradora. [...] Na BNCC, essas temáticas são
contempladas em habilidades de todos os componentes curricu-
lares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas, de acordo com
suas possibilidades e especificidades, tratá-las de forma con-
textualizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Proposta preliminar.
Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Relações entre as disciplinas


Em consonância com os princípios da BNCC, é importante que as escolas busquem
contemplar em seus currículos o ensino interdisciplinar. Ele pode acontecer, principal-
mente, por meio de atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos de dife-
rentes áreas, envolvendo os professores, os alunos e também outras pessoas da
comunidade escolar e da comunidade local. O objetivo principal dessas atividades
deve ser sempre o de proporcionar aos estudantes uma formação cidadã, que favore-
ça seu crescimento intelectual, social, físico, moral, ético, simbólico e afetivo.
Por isso, é esperado que as escolas adequem as proposições da BNCC à realidade
local, buscando, entre outras ações:

[...]
• contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identi-
ficando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá
-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade
do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas;
• decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos compo-
nentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equi-
pes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e
colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem;
• selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógi-
cas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos
complementares, se necessário, para trabalhar com as necessida-
des de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de ori-
gem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.;
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

XXII

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A busca pela aproximação dos conhecimentos escolares com a realidade dos estudantes
é uma atribuição da escola, mas também deve ser uma responsabilidade do professor.

A análise do contexto sociocultural oferece as chaves para o


diagnóstico do nível cultural dos estudantes, do seu nível real
de desenvolvimento, assim como das suas expectativas diante
da instituição escolar, dos seus preconceitos, etc. Conhecer as
respostas a estas interrogações é requisito essencial para que a
proposta planejada possa se ligar diretamente a esses meninos
e meninas reais, à sua autêntica vida cotidiana.
[...]
Outro requisito prévio importante é conhecer e localizar os
recursos que existem na comunidade, no meio natural e social,
que possam sugerir a realização de tarefas concretas, bem
como facilitar e enriquecer outras que podem ser desenvolvidas
através da unidade didática.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado. Trad.
Cláudia Shilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 225-226.

Trabalhar a interdisciplinaridade não é algo tão complicado e algumas dicas podem


ajudar a tornar sua prática mais acessível. O texto a seguir apresenta dicas de como
trabalhar os conteúdos escolares de maneira interdisciplinar.

A realidade é um banco de ideias


O caminho mais seguro para fazer a relação entre as discipli-
nas é se basear em uma situação real. Os transportes ou as con-
dições sanitárias do bairro, por exemplo, são temas que rendem
desdobramentos em várias áreas. Isso não significa carga de tra-
balho além da prevista no currículo. A abordagem interdiscipli-
nar permite que conteúdos que você daria de forma
convencional, seguindo o livro didático, sejam ensinados e aplica-
dos na prática — o que dá sentido ao estudo. Para que a dinâmica
dê certo, planejamento e sistematização são fundamentais.
[...] Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos
detalhes, os alunos percebem sua natureza e utilidade.
[Atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos] tam-
bém pedem temas bem delimitados. Em vez de estudar a poluição, é
preferível enfocar o rio que corta o bairro e recebe esgoto. A ques-
tão possibilita enfocar aspectos históricos, analisar a água e desco-
brir a verba municipal destinada ao saneamento. Quantas dis-
ciplinas podem ser exploradas? É possível que um caso assim seja
trazido pela garotada. Convém não desperdiçar a oportunidade
mesmo que você não se sinta à vontade para tratar do assunto. Não
precisa se envergonhar por não saber muito sobre o tema. Mostre à
classe como é interessante buscar o conhecimento. “A formação
continuada do professor não se resume a realizar um curso atrás
do outro, mas também [a] ler diariamente sobre assuntos gerais”
[...]. Dessa maneira, ele aprende a aproveitar motes que surgem em
sala e que tendem a ser produtivos se abordados de forma ampla.
[...]

XXIII

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Como ensinar relacionando disciplinas
• Parta
de um problema de interesse geral e utilize as disciplinas
como ferramentas para compreender detalhes.
[...]
• Inclua no planejamento ideias e sugestões dos alunos.
[...]
• Pesquise com os estudantes.
• Façaum planejamento que leve em consideração quais concei-
tos podem ser explorados por outras disciplinas.
[...]
• Recorra ao coordenador. Ele é peça-chave e percebe possibilida-
des de trabalho.
• Lembre-sede que a interdisciplinaridade não ocorre apenas em
grandes projetos. É possível praticá-la entre dois professores ou
até mesmo sozinho.
CAVALCANTE, Meire. Interdisciplinaridade: um avanço na educação.
Revista Nova Escola. n. 174, ago. 2004. p. 52-54.

Além de atividades que promovam o diálogo com os conhecimentos de diferentes


áreas, o professor deve criar, no dia a dia da sala de aula, momentos de interação entre
eles. Ao longo desta coleção, são apresentados vários exemplos de atividades que
favorecem o trabalho interdisciplinar. Elas são destacadas na seção Saberes integra-
dos, cujas características foram apresentadas na página XII.

A prática docente
As atuais propostas de ensino sugerem uma metodologia que tenha como objetivo
levar o aluno a organizar e a estruturar seu pensamento lógico e a analisar de forma
crítica e dinâmica o ambiente que o cerca.
Para que essa metodologia seja posta em prática, é necessário redimensionar o
papel do professor. É preciso deixar de ser apenas transmissor de conhecimentos e
passar a ser mediador da relação entre o aluno e a aprendizagem.
Como mediador, é preciso promover debates sobre as propostas dos alunos, indi-
car os caminhos que podem levar à resolução dos problemas, orientar as reformula-
ções das hipóteses e valorizar as soluções mais adequadas.

Ser “mediador” não pode ser entendido apenas como sendo


um aplicador de pacotes educacionais ou um mero constatador
do que o aluno faz ou deixa de fazer. Ser mediador deve signifi-
car, antes de mais nada, estar entre o conhecimento e o aprendiz
e estabelecer um canal de comunicação entre esses dois pontos.
MASSINI-CAGLIARI, Gladis; CAGLIARI, Luiz Carlos. Diante das letras: a escrita na
alfabetização. Campinas: Mercado de Letras, 1999. p. 255.

XXIV

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Sendo assim, é papel do professor:
• tornar os conceitos e os conteúdos possíveis de serem aprendidos pelos alunos,

fornecendo as informações necessárias que eles não têm condições de obter


sozinhos;
• conduzir e organizar o trabalho em sala de aula, buscando desenvolver a autono-
mia dos alunos;
• estimularcontinuamente os alunos, motivando-os a refletir, investigar, levantar
questões e trocar ideias com os colegas.

É importante conhecer as condições socioculturais, as expectativas e as competên-


cias cognitivas dos alunos, pois, dessa maneira, terão condições de selecionar situa-
ções-problema relacionadas ao cotidiano deles. É relevante também o trabalho de um
mesmo conteúdo em diversos contextos, a fim de incentivar a capacidade de genera-
lização nos alunos.

Procedimentos de pesquisa
As atividades de pesquisa são fundamentais para desenvolver autonomia, capaci-
dade de análise e síntese, práticas de leitura, além de estimular o trabalho em grupo e
a socialização, entre diversas outras habilidades, dependendo de como a pesquisa é
orientada e de qual será o seu produto final.
Para que a pesquisa escolar obtenha resultados satisfatórios, existem algumas
orientações possíveis de serem transmitidas aos alunos antes de sua realização. Os
pontos principais a serem considerados são: a definição do tema, o objetivo da pes-
quisa, o cronograma, o produto final e a socialização desse produto.

Definição do tema
É importante definir claramente o tema da pesquisa, estabelecendo um objeto de
estudo que desperte o interesse dos alunos.

Objetivo da pesquisa
Para definir o objetivo da pesquisa, cria-se uma problemática inicial sobre o tema
escolhido. Com os alunos, deve-se formular perguntas norteadoras e estabelecer tó-
picos secundários dentro do tema geral.

Igualmente importante é definir um produto final: pode ser


um seminário, um vídeo, uma publicação coletiva, um texto es-
crito para ser lido na classe... Seja qual for a escolha, o funda-
mental é ampliar o público. Por dois motivos: primeiro, como
forma de incentivar a preocupação com os propósitos da pes-
quisa e a forma como ela será comunicada. Segundo, para que a
pesquisa cumpra verdadeiramente sua função. Se na sociedade
a meta de uma investigação é disseminar informações, não faz
sentido que na escola ela se transforme em um contato restrito
entre aluno e professor.
MARTINS, Ana Rita. Busca certeira: como selecionar sites confiáveis. Revista Nova Escola.
Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-
sites-confiaveis>. Acesso em: 23 nov. 2017.

XXV

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Com o objetivo definido, o passo seguinte é escolher quais serão as fontes de pes-
quisa. Deve ser explicada aos alunos a importância da seleção de fontes confiáveis,
que tenham informações sobre suas origens e os respectivos autores. Além disso,
deve ser destacado que a pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, como li-
vros, jornais, revistas, internet, dicionários, enciclopédias, fotos, documentários, fil-
mes, ou até por meio de entrevistas e pesquisas de campo.

Cronograma
Caso o trabalho seja em grupo, os alunos devem estabelecer quem ficará responsá-
vel pela elaboração de cada tópico. Por fim, prazos devem ser definidos para a entrega
desse material. Esse prazo pode conter apenas a data final de apresentação do traba-
lho ou incluir as datas em que cada um terá de entregar a parte que lhe cabe.

Coleta de informações
Nessa fase, cada aluno deverá seguir com a pesquisa do tópico que lhe foi proposto na
etapa anterior. A pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, e os alunos deverão
selecionar as informações com maior utilidade para a produção final. É trabalho do profes-
sor orientá-los a selecionar fontes confiáveis, bem como imagens para ilustrar e enrique-
cer o trabalho, como fotos, desenhos, mapas, tabelas e gráficos. Nessa etapa, a interação
e a troca de experiências entre os alunos são muito importantes, pois dessa forma é pos-
sível verificar se o trabalho deles está sendo produtivo para o restante do grupo.

Análise das informações


É importante orientar os alunos a analisarem e a interpretarem as informações cole-
tadas, verificando se elas realmente estão relacionadas com os conteúdos estudados
naquele momento e com as problemáticas propostas no início da pesquisa.
Vale ressaltar que coletar dados, imagens e textos não caracteriza de fato uma pes-
quisa. É preciso que essas informações sejam interpretadas e selecionadas de manei-
ra crítica, tendo em mente sempre o contexto em que serão utilizadas. Nos trabalhos
em grupo, é interessante que essa etapa seja realizada em conjunto, a fim de que cada
um tome conhecimento sobre as informações coletadas pelos colegas.

Produção
Essa etapa pode variar de acordo com o produto final da pesquisa. Se for um traba-
lho escrito, é nesse momento que deve acontecer a produção escrita e, por fim, a
centralização de todos os textos produzidos. Caso a apresentação final seja um semi-
nário, nessa etapa também precisam ser planejados e escritos os cartazes ou slides
que acompanharão a apresentação. Por outro lado, se a apresentação for uma roda
de leitura, nessa etapa é importante treiná-la.
De qualquer maneira, é essencial que os alunos percebam a importância de elabo-
rar uma primeira versão, que deverá ser conferida por todos os envolvidos, até mesmo
o professor. Após a leitura de todos, o texto final pode ser escrito.

Divulgação
Com o texto pronto, os cartazes produzidos ou a leitura ensaiada, chegou o momento
de divulgar a pesquisa. Cada evento ou formato de trabalho possui características
XXVI

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diferentes e é importante ressaltar isso aos alunos. Uma apresentação oral exige postu-
ra, entonação de voz e até o uso de fichas organizadoras para que os alunos não se
percam durante a fala. Já em um trabalho escrito, pode ser necessário criar uma capa
com o nome de cada participante, o nome da escola e a turma em que estudam.

Espaços não formais de aprendizagem


A escola e suas dependências constituem um espaço formal de ensino-aprendiza-
gem. Mas não é somente no ambiente escolar que a aprendizagem acontece.
Os espaços não formais de ensino-aprendizagem têm se destacado por oportunizar
a aprendizagem de maneira interativa. Por apresentar diferentes recursos e realizar
exposições, esses locais podem contribuir significativamente para a aprendizagem,
pois o público participa ativamente desse processo. Entre as vantagens dos espaços
não formais de ensino-aprendizagem está a de levar a cultura científica a todos, con-
tribuindo para a divulgação científica e o envolvimento da sociedade nos conceitos
científicos.
Na definição de espaços não formais de educação são sugeridas as categorias Ins-
tituições e não Instituições.

[...] Na categoria Instituições, podem ser incluídos os espaços


que são regulamentados e que possuem equipe técnica respon-
sável pelas atividades executadas, sendo o caso dos Museus,
Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques Zoobotâni-
cos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa,
Aquários, Zoológicos, entre outros. Já os ambientes naturais ou
urbanos que não dispõem de estruturação institucional, mas
onde é possível adotar práticas educativas, englobam a catego-
ria não Instituições. Nessa categoria podem ser incluídos teatro,
parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, la-
goa, campo de futebol, entre outros inúmeros espaços. [...]
JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. Contribuições dos espaços não formais de educação
para a formação da cultura científica. Revista Em extensão, v. 7, 2008. p. 56-57. Disponível
em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/revextensao%20/article/viewFile/20390/10860>.
Acesso em: 20 nov. 2017.

É possível perceber que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não


depende somente de instituições de pesquisa. É fundamental expor os objetivos da re-
alização de visitas a espaços não formais de aprendizagem antecipadamente, orientar
os alunos durante a visitação e ressaltar a importância de um relatório para registrar o
que foi observado, juntamente com as impressões dos alunos sobre a visitação e a troca
de ideias entre eles, a fim de socializar suas observações e compartilhar suas opiniões.
Os espaços não formais de educação são fundamentais na disseminação da cultura
humana e da cultura científica, tornando-se instrumentos relevantes na educação e na
formação cidadã.

Procedimentos para visitas a


espaços não formais de aprendizagem
A visita a espaços não formais pode contribuir para a aprendizagem e garantir mo-
mentos de interação com o objeto de estudo, experiência enriquecedora para a apren-
dizagem. Para que tal experiência seja relevante, é necessária a programação prévia.
XXVII

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É essencial agendar a visita antecipadamente, garantir que haja acompanhamento
específico, indicar o nome da escola, a série, a faixa etária e a quantidade de alunos
que será levada. Além disso, é indispensável providenciar autorizações que devem ser
entregues aos pais ou responsáveis e assinadas por eles. Caso seja necessário pagar
algum valor para a entrada, deve ser identificado na autorização, bem como o local a
ser visitado, o endereço, a data e o horário. É necessário orientar os responsáveis so-
bre os possíveis gastos no dia da visita e sobre o meio de transporte utilizado.
O transporte deve ser contratado antecipadamente e devem ser verificadas as con-
dições de segurança do veículo. O itinerário e os horários previstos devem ser combi-
nados com o motorista.
Caso a visita seja feita em campo, em locais com solo ou rochas, os alunos devem
ser orientados a utilizarem roupas e calçados apropriados, bem como óculos de sol,
boné, protetor solar e repelente de insetos.
Os alunos devem levar um caderno de campo para fazerem suas anotações e, se
possível, aparelhos celulares ou câmeras para registrarem imagens. Se forem conduzir
entrevistas, devem preparar as questões previamente e gravar as respostas para anali-
sá-las e transcrevê-las posteriormente. Esses registros serão essenciais na avaliação
da aprendizagem.

A tecnologia como ferramenta pedagógica


O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação já é uma realidade
no cotidiano de crianças e adolescentes. Diante disso, as políticas educacionais e as
práticas pedagógicas em nosso país caminham no sentido de incorporar essas tecno-
logias ao trabalho escolar.
Incluir os recursos tecnológicos nas aulas parece uma tendência inevitável e, ao
mesmo tempo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de metodologias inovado-
ras no processo de ensino-aprendizagem. Porém, cabe salientar que, para que o uso
dessas tecnologias como ferramenta de ensino-aprendizagem realmente se justifique
e de fato contribua para esse processo, faz-se necessário um planejamento prévio
considerando sua relação com o conteúdo, os objetivos pretendidos, a aplicação em
sala de aula e a capacitação dos profissionais que delas vão se utilizar. Portanto, deve-
-se adotar o seguinte critério:

[...] Só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a ser-


viço dos conteúdos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações
em Power Point que apenas tornam as aulas mais divertidas (ou
não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou
aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um plane-
jamento malfeito. “Do ponto de vista do aprendizado, essas fer-
ramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que
muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas”, afirma Re-
gina Scarpa, coordenadora pedagógica de Nova Escola. [...]
POLATO, Amanda. Tecnologia + conteúdos = oportunidades. Revista Nova Escola.
São Paulo: Fundação Victor Civita, ano 24, n. 223, jun. 2009. p. 51.

XXVIII

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Com a presença cada vez maior de computadores nas escolas, bem como de alu-
nos que dispõem de aparelhos celulares, a internet passou a ser cada vez mais utiliza-
da na realização de pesquisas e também como recurso didático. Por meio dela,
professores e alunos têm acesso a um universo de informações as quais podem, se
bem exploradas, ser muito úteis e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.

[...]
Não há dúvida de que novas tecnologias de comunicação e in-
formação trouxeram mudanças consideráveis e positivas para a
educação. Vídeos, programas educativos na televisão e no compu-
tador, sites educacionais, softwares diferenciados transformam a
realidade da aula tradicional, dinamizam o espaço de ensino
-aprendizagem, onde, anteriormente, predominavam a lousa, o giz,
o livro e a voz do professor. Para que as [Tecnologias de Informa-
ção e Comunicação] TICs possam trazer alterações no processo
educativo, no entanto, elas precisam ser compreendidas e incorpo-
radas pedagogicamente. Isso significa que é preciso respeitar as
especificidades do ensino e da própria tecnologia para poder ga-
rantir que seu uso, realmente, faça diferença.
[...]
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação.
São Paulo: Papirus, 2007. p. 46.

É necessário, no entanto, tomar certos cuidados para fazer uma boa utilização
desse recurso, garantindo que os alunos possam usufruir plenamente dos benefícios
desse instrumento e evitando que se desviem dos objetivos pretendidos. A seguir,
são apresentadas algumas sugestões e orientações para incluir essa ferramenta na
prática pedagógica.

• Preparação:mantenha-se informado, converse com os colegas e


os gestores que já tiveram experiências no uso da tecnologia. [...]
• Planejamento: estabeleça quais os conteúdos a serem trabalha-
dos e só depois avalie quais recursos tecnológicos podem cola-
borar com o aprendizado deles. A tecnologia deve servir ao
ensino e não o contrário. [...]
• Tempo: calcule o tempo necessário para executar, acompanhar
e avaliar as atividades que você irá realizar. [...]
• Teste:
antes de utilizar um equipamento ou um programa, teste
-o o máximo que puder. [...]
• Limites:as regras de convivência são importantes em qual-
quer aula e também devem ser feitas para as que utilizam as
TIC. Combine com os alunos quais programas e equipamentos
podem ser usados. [...]
• Avaliação:os prazos foram cumpridos? Os objetivos foram al-
cançados? A tecnologia colaborou para a evolução do aprendi-
zado da turma? [...]
COMO o professor pode usar a internet a seu favor. Nova Escola,
São Paulo: Fundação Victor Civita, edição especial n. 42, jul. 2012. p. 32-33.

XXIX

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Competência leitora
Cada vez mais sou tomado pela certeza de que ser leitor faz a
diferença, [de] que ser leitor é a possibilidade de construção de
um ser humano melhor, mais crítico, mais sensível; alguém ca-
paz de se colocar no lugar do outro; alguém mais imaginativo
e sonhador; alguém um pouco mais liberto dos tantos precon-
ceitos que a sociedade vai impondo-nos a cada dia, a cada situ-
ação enfrentada. Ser leitor, acredito, qualifica a vida de
qualquer pessoa. [...]
RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola.
São Paulo: Biruta, 2009. p. 35.

Atualmente, a rapidez com que se tem acesso à informação faz com que o contato
com a leitura em contextos reais de informação seja cada vez mais fragmentado. Des-
se modo, é importante que a escola possibilite ao aluno desenvolver estratégias de
leitura que o auxiliem a compreender e explorar mensagens, verbais ou não verbais,
em diversos níveis de cognição.

Promover atividades em que os alunos tenham que pergun-


tar, prever, recapitular para os colegas, opinar, resumir, compa-
rar suas opiniões com relação ao que leram, tudo isso fomenta
uma leitura inteligente e crítica, na qual o leitor vê a si mesmo
como protagonista do processo de construção de significados.
Estas atividades podem ser propostas desde o início da escolari-
dade, a partir da leitura realizada pelo professor e da ajuda que
proporciona.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6. ed.
Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 173.

Vale ressaltar que a interpretação de um texto acontece de forma progressiva, con-


siderando não apenas a mensagem que o autor pretendia transmitir, mas também os
objetivos do leitor ao ler esse texto, assim como seus conhecimentos prévios e o pro-
cesso de leitura em si. Nesse sentido, é importante a criação de estratégias de leitura,
que permitirão ao aluno:

• Extrair o significado do texto, de maneira global, ou dos dife-


rentes itens incluídos nele.
• Saber reconduzir sua leitura, avançando ou retrocedendo no
texto, para se adequar ao ritmo e às capacidades necessárias
para ler de forma correta.
• Conectar novos conceitos com os conceitos prévios que lhe per-
mitirão incorporá-los a seu conhecimento.
SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão de texto no ensino
fundamental e médio. In: TEBEROSKY, Ana et al. Compreensão da leitura: a língua como
procedimento. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 36-37.

XXX

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Por fim, se o objetivo principal é formar leitores autônomos a partir da leitura de tex-
tos e imagens apresentadas a esses alunos, é preciso favorecer esse processo, tendo
o cuidado de:
• escolher temas relevantes e interessantes à sua faixa etária;
• selecionar textos verbais com vocabulário e extensão adequados;
• preocupar-se com a gradação da leitura e a complexidade dos textos;
• garantir
que sejam propostas leituras de imagens e de gêneros multimodais, aten-
tando-se para a diversidade de gêneros textuais, de modo que não sejam estuda-
dos sempre os mesmos;
• apresentar ao aluno o objetivo das leituras, a fim de que ele perceba que em al-
guns momentos lemos para estudar e buscar informações e, em outros, a leitura é
realizada por diversão, por exemplo;
• orientar como a leitura deverá ser realizada: silenciosamente, guiada, em grupo, etc.
Ao longo desta coleção, a competência leitora é estimulada por meio da utilização
de recursos textuais e imagéticos diversificados. Para favorecer a análise desses re-
cursos, são propostas questões de interpretação no livro do aluno, além de sugestões
de questões de análise nas orientações ao professor.

Avaliação
A avaliação deve ser compreendida como um meio de orientação do processo de
ensino-aprendizagem. Isso porque é uma das principais formas pela qual se pode
reconhecer a validade do método didático-pedagógico adotado pelo professor. Além
disso, é possível acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, procurando
identificar seus avanços e suas dificuldades.
Para que o processo de ensino-aprendizagem seja bem-sucedido, é necessária
uma avaliação contínua e diversificada. Para tanto, devem ser levados em considera-
ção os conhecimentos prévios dos alunos para que se possa traçar objetivos em rela-
ção aos conteúdos.
A avaliação pode ser realizada individualmente ou em grupo, por meio das expres-
sões oral, textual e pictórica e da realização de diferentes atividades, como entrevistas
e análises de imagens, permitindo a percepção das diferentes habilidades e do desen-
volvimento dos alunos.
A ação avaliativa pode ser realizada de diferentes maneiras e em momentos distin-
tos no decorrer do estudo dos conteúdos, como apresentado a seguir.

Três etapas avaliativas


Avaliação inicial ou diagnóstica
Tem como objetivo perceber o conhecimento prévio dos alunos, identificando inte-
resses, atitudes, comportamentos, etc. Essa avaliação deve ser procedida no início de
um novo conteúdo para que possa haver melhor integração entre os objetivos e os

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conhecimentos que os alunos já possuem. Nesse sentido, a coleção apresenta situa-
ções que propiciam conhecer a realidade do aluno, como a sua convivência social, as
relações familiares, etc.

Avaliação formativa
Essa etapa avaliativa consiste na orientação e na formação do conhecimento por
meio da retomada dos conteúdos abordados e da percepção dos professores e dos
alunos sobre os progressos e as dificuldades no desenvolvimento do ensino. Esse
processo requer uma avaliação pontual, ou seja, o acompanhamento constante das
atividades realizadas pelo aluno. Assim, análises de pesquisas, entrevistas, traba-
lhos em grupos e discussões em sala de aula devem ser armazenados e utilizados
para, além de acompanhar a aprendizagem dos alunos, avaliar os próprios métodos
de ensino.

Avaliação somatória
Essa avaliação tem como prioridade realizar uma síntese dos conteúdos trabalha-
dos. Assim, deve-se valorizar trabalhos que permitam avaliar a capacidade de organi-
zação e de construção do conhecimento do aluno. Esse método permite um diagnóstico
do aprendizado em um período mais longo, como o final de uma temática, determi-
nando sua relação de domínio com os objetivos propostos. Atividades como produção
e análise de textos, a emissão de opinião e as variadas formas de registro do que foi
estudado são maneiras de verificar o que foi apreendido e como se deu a formação do
conhecimento nos alunos.

Fichas de avaliação e autoavaliação


Para facilitar o trabalho, é possível fazer uso de fichas para avaliar o desempenho
dos alunos. A seguir, apresentamos um exemplo de ficha de avaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Participa de debates e discussões em sala de aula?

Realiza as tarefas propostas?

Demonstra interesse pela disciplina?

Tem bom relacionamento com os colegas de sala?

Expressa suas opiniões por meio de trabalhos orais


ou escritos?

XXXII

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Consegue organizar o aprendizado?

É organizado com o material didático?

Tem facilidade para compreender os textos?

Respeita outras opiniões sem ser passivo?

O processo de avaliação do ensino-aprendizagem é uma responsabilidade do pro-


fessor, porém os alunos também devem participar desse processo para que identifi-
quem seus avanços e seus limites, colaborando assim para que o professor tenha
condições de avaliar sua metodologia de ensino. Uma das sugestões para esse pro-
cesso é o uso de fichas de autoavaliação, por meio das quais os alunos são estimula-
dos a refletir sobre o seu desenvolvimento em sala de aula e sobre seu processo de
aprendizagem. A seguir, apresentamos um modelo de ficha de autoavaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Compreendo os assuntos abordados pelo professor?

Faço os exercícios em sala e as tarefas da casa?

Falo com o professor sobre minhas dúvidas?

Expresso minha opinião durante os trabalhos em


sala de aula?

Participo das atividades em grupo?

Mantenho um bom relacionamento com meus


colegas de sala?

Organizo meu material escolar?

XXXIII

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Proposta teórico-metodológica da coleção
Ao longo dos anos, diversas escolas historiográficas buscaram discutir questões
teóricas e metodológicas para a construção do conhecimento histórico. Em meados
do século XIX, na Europa, vigorava a vertente historiográfica que ficou conhecida como
Escola Metódica. Nessa corrente, valorizava-se a perspectiva científica, que se ampa-
rava basicamente em uma noção factual, neutra e causal da história.
Na Escola Metódica, os documentos mais valorizados para a construção do conhe-
cimento histórico eram os documentos escritos, de caráter oficial. Ou seja, a escrita da
história estava ligada principalmente aos grupos de pessoas que se encontravam no
governo e que detinham o poder.

[...] Os metódicos [pleiteavam] [...] a constituição de uma histó-


ria não esvaziada de significado, na qual a existência dos docu-
mentos – sobretudo escritos –, a ausência da parcialidade e o
rigor do método são os requisitos imprescindíveis [...].
FUNARI, Pedro Paulo; SILVA, Glaydson José da. Teoria da História.
São Paulo: Brasiliense, 2008. p. 35. (Coleção Tudo é História).

Nas primeiras décadas do século XX, porém, alguns historiadores passaram a con-
siderar em seus estudos outros tipos de documentos, ampliando a concepção de
fonte e possibilitando novos olhares na construção do conhecimento histórico. Além
de documentos escritos e oficiais, passou-se a valorizar como fonte histórica as ima-
gens, as obras de arte, os depoimentos orais e objetos diversos.
Essas fontes históricas não eram compreendidas de forma neutra pelos historiado-
res. Elas eram problematizadas, interpretadas, analisadas e comparadas para que o
discurso histórico pudesse ser formulado. Segundo essa concepção, as fontes não
“falam por si mesmas”, elas ajudam a fundamentar a narrativa histórica, concedendo
autenticidade científica ao discurso dos historiadores.
Com a ampliação da concepção documental, ampliou-se também a ideia de sujei-
tos históricos. A história não seria mais construída apenas pelos “grandes persona-
gens” e líderes de destaque. Todos os seres humanos passaram a ser vistos como
construtores da história. Além disso, o contato da História com outros campos do
conhecimento como Geografia, Sociologia e Antropologia, por exemplo, passou a ser
uma prática incentivada e valorizada.
Os debates em torno dessas novas ideias, que contrariavam a Escola Metódica, foram
publicados pelos historiadores franceses Lucien Febvre e Marc Bloch, que fundaram,
em 1929, uma publicação que ficou conhecida como revista dos Annales. Essas propos-
tas de renovação na historiografia ganharam força entre os historiadores europeus e, ao
longo dos anos, constituíram a corrente historiográfica chamada Escola dos Annales.

[...]
Mais do que nunca, os Annales querem fazer entender. Colo-
car os problemas da história: “proporcionar uma História não
automática, mas problemática”. E, mais do que nunca, os pro-
blemas de uma história para o tempo presente, para nos permi-
tir viver e compreender [...].
LE GOFF, Jacques (Dir.). A História nova. Trad. Eduardo Brandão. 5. ed.
São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 44-45.

XXXIV

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A Escola dos Annales abriu as portas para a formação de uma nova postura dos
historiadores frente à construção do conhecimento histórico. Ao longo do século XX,
historiadores considerados herdeiros dessa escola deram suas contribuições e am-
pliaram ainda mais os debates em relação às fontes e ao papel assumido pelos histo-
riadores na narrativa histórica. Uma dessas correntes foi a Nova História, desenvolvida
principalmente a partir da década de 1960.
Na Nova História, ampliou-se ainda mais a concepção de fontes históricas. O as-
pecto cultural relacionado ao imaginário das sociedades ganhou mais ênfase nas pes-
quisas e produções historiográficas.

[...]
Depois dos Annales, principalmente com seus seguidores da
“Nova História” na segunda metade do século XX, o conceito de
documento foi modificado qualitativamente abarcando a ima-
gem, a literatura e a cultura material. [...] Múltiplas pesquisas,
que utilizavam como fontes receitas culinárias, relicários e
ex-votos, cordéis e vestimentas, todo tipo de registro de ima-
gens, além da literatura em suas várias formas, começaram a ter
grande desenvolvimento. Entretanto, o documento escrito não
perdeu seu valor, mas passou a ser reinterpretado a partir de
técnicas interdisciplinares [...].
SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed.
São Paulo: Contexto, 2006. p. 159.

O desdobramento da corrente da Nova História, ao longo dos anos, culminou em


uma valorização cada vez maior dos aspectos culturais de uma sociedade. As repre-
sentações simbólicas, as produções artísticas, o cotidiano e o lugar social das pesso-
as passaram a ser temas de destaque cada vez maior nas análises históricas. Assim,
na década de 1970, estruturou-se o campo da Nova História Cultural, uma corrente
derivada da Nova História.
Nesse campo historiográfico, muitas investigações se voltaram às classes popula-
res, buscando analisar conflitos sociais e práticas culturais simbólicas. Além disso, as
culturas passaram a ser percebidas de forma mais dinâmica.

[...] A Cultura é cada vez mais percebida não apenas como “di-
nâmica”, mas também como “internamente diversificada”. Os
atores sociais são compreendidos como capazes de circularem
entre diversas alternativas, ou de se utilizarem criativamente de
um variado repertório de possibilidades culturais.
[...] Trata-se de perceber, neste caso, a capacidade dos indiví-
duos inseridos na sociedade em transitarem em registros cultu-
rais diversificados [...]. Neste sentido, os diversos atores sociais
não estariam presos a uma única prática, mas poderiam lançar
mão de um certo repertório de possibilidades de acordo com a
ocasião ou circular entre tessituras culturais diferenciadas. [...]
BARROS, José D’Assunção. A Nova História Cultural – considerações sobre o seu universo
conceitual e seus diálogos com outros campos históricos. p. 56-57. Portal de Periódicos
Eletrônicos PUC Minas. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/%20
cadernoshistoria/article/viewFile/987/2958>. Acesso em: 15 nov. 2017.

XXXV

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Nos últimos anos, no Brasil, as práticas do ensino de História têm adotado tais pers-
pectivas historiográficas mais recentes, adequando as propostas a uma concepção
mais problematizadora e crítica.
Nesta coleção, consideramos como relevantes as propostas da Nova História, prin-
cipalmente, ao incentivar uma visão ampla de fonte histórica, ao valorizar o diálogo
entre os vários campos do saber e ao propor uma noção problematizadora de História.
Além disso, consideramos importantes também os pressupostos da Nova História
Cultural, que enfatiza o papel dos diversos grupos sociais na história, além de valorizar
os âmbitos culturais e cotidianos na construção do conhecimento histórico.

Os currículos escolares e o próprio trabalho em sala de aula


têm procurado acompanhar o desenvolvimento dos estudos
históricos nas universidades. A velha História de fatos e nomes
já foi substituída pela História Social e Cultural; os estudos das
mentalidades e representações estão sendo incorporados; pes-
soas comuns já são reconhecidas como sujeitos históricos; o co-
tidiano está presente nas aulas e o etnocentrismo vem sendo
abandonado em favor de uma visão mais pluralista.
Reflexões sobre a “criação” do fato histórico ensinado nas au-
las de História, as metodologias e as linguagens usadas na di-
vulgação do saber histórico, as abordagens, conceituais e
práticas, a seleção de conteúdos e a sempre atual questão “para
que serve” têm sido feitas com competência por educadores e
historiadores preocupados com o ensino-aprendizagem, em
obras ao alcance de todos os interessados em aprimorar seu tra-
balho com os alunos.
[...]
PINSKY, Carla Bassanezi. Introdução. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.).
Novos temas nas aulas de história. São Paulo: Contexto, 2009. p. 7.

Conceitos importantes para o ensino de História


Alguns conceitos são essenciais para o ensino de História. A compreensão desses
conceitos auxilia os alunos a formarem uma base cognitiva para que possam analisar
os fenômenos históricos de forma mais eficiente.

Sujeito histórico
O conceito de sujeito histórico alterou-se conforme as concepções historiográficas
do século XX. Todos os seres humanos passaram a ser entendidos como pessoas
construtoras da História.

[...]
Os sujeitos construtores da história da humanidade são mui-
tos, são plurais, são de origens sociais diversas. Inúmeras vezes
defendem ideais e programas opostos, o que é peculiar à hete-
rogeneidade do mundo em que vivemos. Seus pensamentos e
suas ações traduzem, na multiplicidade que lhes é inerente, a
maior riqueza do ser humano: a alteridade. [...]

XXXVI

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Os sujeitos construtores da História são líderes comunitários,
empresários, militares, trabalhadores anônimos, jovens que
cultivam utopias, mulheres que labutam no cotidiano da mater-
nidade e, simultaneamente, em profissões variadas, são líderes e
militantes de movimentos étnicos, são educadores que partici-
pam da formação das novas gerações, são intelectuais que pen-
sam e escrevem sobre os problemas da vida e do mundo, são
artistas que, através de seu ímpeto criativo, representam reali-
dades e sentimentos nas artes plásticas, nos projetos arquitetô-
nicos, nos versos, nas composições musicais, são cientistas que
plantam o progresso e a inovação tecnológica, são políticos que
se integram à vida pública, adotando ou uma prática de estatu-
ra maior ou fazendo do espaço público local de práticas patri-
monialistas. Os sujeitos construtores da História são, enfim,
todos que anonimamente ou publicamente deixam sua marca,
visível ou invisível no tempo em que vivem, no cotidiano de
seus países e também na história da humanidade.
[...]
DELGADA, Lucilia de Almeida Neves. História oral: memória, tempo, identidades.
Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 55-56. (Coleção Leitura, escrita e oralidade).

No ensino de História, é importante deixar claro aos alunos que eles também são sujei-
tos históricos, podendo atuar ativamente na transformação da realidade em que vivem.

Fonte histórica
As fontes históricas são vestígios deixados por grupos humanos, que são usados
pelos historiadores para a construção do conhecimento histórico. Com as novas pers-
pectivas historiográficas desenvolvidas no século XX, esses documentos podem ser
de suportes diversos, como fontes imagéticas, orais, escritas e materiais. Esses docu-
mentos são analisados e entrecruzados pelos historiadores para interpretar determi-
nado contexto passado.
A interpretação de fontes históricas também pode ser realizada em sala de aula,
desde que sejam tomados alguns cuidados. É essencial, por exemplo, que o professor
esclareça aos alunos sobre o lugar de produção dos documentos. Afinal, cada produ-
ção humana apresenta uma ligação com quem a produziu, quando e onde isso ocor-
reu, com qual intenção, etc.

[...]
Uma nova concepção de documentos históricos implica, ne-
cessariamente, repensar seu uso em sala de aula, já que sua uti-
lização hoje é indispensável como fundamento do método de
ensino, principalmente porque permite o diálogo do aluno com
realidades passadas e desenvolve o sentido da análise histórica.
O contato com as fontes históricas facilita a familiarização do
aluno com formas de representação das realidades do passado e

XXXVII

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do presente, habituando-o a associar o conceito histórico à aná-
lise que o origina e fortalecendo sua capacidade de raciocinar
baseado em uma situação dada.
[...]
CAINELLI, Marlene; SCHMIDT, Maria Auxiliadora. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2004.
p. 94-95. (Coleção Pensamento e ação no magistério).

Tempo
Geralmente, compreendem-se três concepções principais de tempo nos estudos
históricos. O tempo da natureza, que é aquele baseado nos fenômenos naturais,
como o pôr do sol e períodos de chuva ou seca. O tempo cronológico, que se estru-
tura com base nas convenções sociais formuladas historicamente pelas sociedades.
Nessa concepção de tempo, utilizamos os padrões e unidades de medidas, como
minutos, horas, meses e anos.
Existe também o tempo histórico, que leva em consideração as transformações das
sociedades ao longo dos anos. O tempo histórico se caracteriza pelos diferentes rit-
mos de mudanças que vivenciam os grupos humanos.

A dimensão da temporalidade é considerada uma das catego-


rias centrais do conhecimento histórico. [...] Sendo um produto
cultural forjado pelas necessidades concretas das sociedades his-
toricamente situadas, o tempo representa um conjunto complexo
de vivências humanas. Daí a necessidade de relativizar as dife-
rentes concepções de tempo e as periodizações propostas; de si-
tuar os acontecimentos históricos nos seus respectivos tempos. O
conceito de tempo supõe também que se estabeleçam relações
entre continuidade e ruptura, permanências e mudanças/trans-
formações, sucessão e simultaneidade, o antes-agora-depois. [...] É
justamente a compreensão dos fenômenos sociais na duração
temporal que permite o exercício explicativo das periodizações,
que são frutos de concepções de mundo, de metodologias e até
mesmo de ideologias diferenciadas.
[...]
KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas.
São Paulo: Contexto, 2003. p. 44-45.

Em sala de aula, é muito importante que o professor desenvolva tais noções tempo-
rais juntamente com os alunos. A percepção das mudanças e permanências e dos
diferentes ritmos de transformação das sociedades são um dos fundamentos básicos
do ensino de História.

Sociedade
Sociedade é um conjunto de pessoas que convivem em determinado local e que
compartilham algumas características como língua, costumes, valores, etc.

XXXVIII

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[...] Sociedade é uma combinação de instituições, modos de
relação, formas de organização, normas, etc., que constitui um
todo inter-relacionado no qual vive determinada população
humana.
[...] As sociedades criam certos mecanismos de autoperpetua-
ção que asseguram sua continuidade no tempo: reprodução se-
xual, diferenciação de papéis sociais (cabendo aos indivíduos
papéis específicos), comunicação, concepção comum do mundo
e dos objetivos da sociedade, normas que regulam a vida, for-
mas de socialização [...].
SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed.
São Paulo: Contexto, 2006. p. 382.

Esse conceito pode ser abordado no ensino de História para os alunos perceberem
que fazem parte de uma coletividade e para refletirem sobre suas formas de atuação
social. Assim, podem ser trabalhadas em sala de aula noções de cooperação, solida-
riedade e atuação política.

Cultura
O conceito de cultura pode ser definido como um conjunto de valores e significados
construídos socialmente e transmitidos entre as gerações, como forma de dar sentido
ao mundo em que vivemos.
Elementos da cultura envolvem aspectos materiais e imateriais, podendo represen-
tar um arcabouço de crenças e tradições, assim como objetos, construções e tudo
aquilo produzido pelos seres humanos em seu cotidiano.

[...] Trata-se, antes de tudo, de pensar a cultura como um con-


junto de significados partilhados e construídos pelos homens
para explicar o mundo.
A cultura é ainda uma forma de expressão e tradução da rea-
lidade que se faz de forma simbólica, ou seja, admite-se que os
sentidos conferidos às palavras, às coisas, às ações e aos atores
sociais se apresentem de forma cifrada, portando já um signifi-
cado e uma apreciação valorativa.
[...]
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História Cultural.
São Paulo: Autêntica, 2004. p. 15.

No ensino de História, os alunos entram em contato com uma grande variedade de


culturas e são incentivados a desenvolver noções de empatia, olhando o outro com
uma perspectiva inclusiva. O combate ao etnocentrismo parte do princípio de compre-
ensão da diversidade cultural e da noção unificadora de humanidade.

XXXIX

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O ensino de História nos anos iniciais
Até algumas décadas atrás, a História, como disciplina escolar, estava vinculada aos
conteúdos geográficos. Ela era desenvolvida principalmente na disciplina de Estudos
Sociais, estabelecida na década de 1970.
Nos anos iniciais, os conhecimentos históricos eram baseados nas festividades cí-
vicas e em resumos da História colonial, imperial e republicana. Porém, o ensino de
Estudos Sociais passou a ser muito questionado. Diferentes profissionais da área da
educação, entre eles, professores e estudantes universitários de História e de Geogra-
fia, passaram a lutar em favor da separação dessas disciplinas nos currículos escola-
res. Na década de 1990, com a implantação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional — Lei no 9.394/96 —, foi oficializada a subdivisão da área de Estudos Sociais
em História e Geografia.
No que se refere ao ensino de História, os primeiros anos do ensino fundamental
são importantes para os estudantes se familiarizarem com práticas de investigação.
Começando pela sua própria história, a criança atribui significados para o mundo ao
seu redor.

[...] O estudo da História desde os primeiros anos de escolari-


dade é fundamental para que o indivíduo possa se conhecer, co-
nhecer os grupos e perceber a diversidade, possibilitando
comparações entre grupos e sociedades nos diversos tempos e
espaços. Por isso, a História ensina a ter respeito pela diferença,
contribuindo para o entendimento dos modos de leitura e escri-
ta do mundo em que vivemos e, também, do mundo em que
gostaríamos de viver. [...]

FONSECA, Selva Guimarães. Fazer e ensinar História: anos iniciais do Ensino Fundamental.
Belo Horizonte: Dimensão, 2009. p. 91.

É nos anos iniciais que os alunos desenvolvem noções mais aprofundadas de tem-
poralidade, que vão capacitá-los para o estudo da História nos anos finais do ensino
fundamental. Além de noções de cronologia, eles são apresentados a uma ideia de
tempo como construção histórica.

[...]
Nos anos iniciais do ensino fundamental, mais do que saber
agrupar o tempo em unidades como dia, meses e anos, ou mes-
mo o trabalho com as horas, com o tempo determinado pelo re-
lógio, torna-se importante trabalhar com o processo histórico
desta forma de contar o tempo. [...]
OLIVEIRA, Sandra Regina Ferreira de. Os tempos que a História tem. In: OLIVEIRA,
Margarida Maria Dias de (Coord.). História: ensino fundamental. Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. p. 51. v. 21.
(Coleção Explorando o Ensino).

XL

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Nessa etapa do ensino, também é essencial que os alunos compreendam como
funcionam as relações sociais. Eles devem refletir sobre os diversos grupos que com-
põem a sociedade, identificando de quais eles fazem parte, como funcionam as dinâ-
micas diárias de convivência e como podemos agir para transformar a realidade.

[...]
Por todas as razões apresentadas, espera-se que o conheci-
mento histórico seja tratado como uma forma de pensar, entre
várias; uma forma de indagar sobre as coisas do passado e do
presente, de construir explicações, desvendar significados,
compor e decompor interpretações, em movimento contínuo ao
longo do tempo e do espaço. Enfim, trata-se de transformar a
história em ferramenta a serviço de um discernimento maior
sobre as experiências humanas e as sociedades em que se vive.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Apresentando a coleção de História


Assim como proposto na BNCC, esta coleção apresenta uma abordagem que valo-
riza a retomada constante de conceitos entre os cinco volumes, buscando aprofundar
em cada ano as escalas de percepção dos conteúdos.

[...]
Retomando as grandes temáticas do Ensino Fundamental –
Anos Iniciais, pode-se dizer que, do 1o ao 5o ano, as habilidades
trabalham com diferentes graus de complexidade, mas o objeti-
vo primordial é o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e do
“Nós”. Há uma ampliação de escala e de percepção, mas o que
se busca, de início, é o conhecimento de si, das referências ime-
diatas do círculo pessoal, da noção de comunidade e da vida em
sociedade. Em seguida, por meio da relação diferenciada entre
sujeitos e objetos, é possível separar o “Eu” do “Outro”. [...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Proposta preliminar. Terceira versão revista. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Assim, no início, os alunos são levados ao estudo de sua identidade e da percepção


da diversidade. Depois, amplia-se o enfoque e são inseridos temas envolvendo seus
círculos mais próximos de convivência, como a família, os amigos, as pessoas com as
quais convivem na escola, no bairro e no dia a dia. Nos volumes finais, amplia-se a
noção de comunidade e de espaço público. Nesses momentos iniciais, também serão
desenvolvidas noções conceituais ligadas à ideia de passagem de tempo, de análise

XLI

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de fontes históricas, de como realizar entrevistas, entre outros procedimentos neces-
sários ao estudo da História.
Ano a ano, tais noções conceituais serão retomadas, adotando-se em cada etapa
um novo enfoque — mais aprofundado e com uma abordagem condizente com a faixa
etária dos alunos.
Conheça os conteúdos da coleção.

1o ano 2o ano 3o ano 4o ano 5o ano

Unidade Eu estou O lugar em A humanidade


Vida de criança Povos e culturas
1 crescendo! que vivemos tem história

Indígenas, Cidadania
Unidade Tempo e A vida no
Vida em família portugueses e direitos
2 cotidiano município
e africanos humanos

Unidade Convivência As famílias O trabalho Imigrantes Os registros


3 na escola têm histórias no município no Brasil da história

História e Gente de
Unidade Jogos e A vida na Patrimônios da
patrimônios diferentes
4 brincadeiras comunidade humanidade
do município lugares

Desenvolvendo a atitude historiadora


De acordo com a proposta da BNCC, um dos fundamentos básicos do ensino de
História no Ensino Fundamental é possibilitar aos alunos a formação de uma atitude
historiadora diante dos conteúdos estudados. O documento aponta então alguns pro-
cedimentos que são essenciais aos alunos na construção do conhecimento histórico
e no desenvolvimento dessa atitude.

XLII

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Identificação
Esse processo constitui-se pelo mapeamento inicial de um conjunto de
informações para que se possa compreender de forma geral o objeto de
estudo. Busca-se desenvolver aqui noções como: quem produziu; quando;
para quem; onde; por que, etc. Esse procedimento envolve a capacidade de
observação e descrição de elementos (imagéticos, gráficos ou escritos)
presentes nas seções de Atividades e nas páginas de conteúdos.

Comparação
Nesse procedimento, desenvolve-se a capacidade de verificar semelhanças e
diferenças entre os objetos de estudo. O aluno vai agrupar características,
perceber categorias entre elas e estabelecer relações entre fenômenos
históricos. Nesta coleção, esse procedimento é bastante explorado em
atividades que trazem um mesmo fenômeno praticado em diferentes
temporalidades, por exemplo.

Contextualização
Contextualizar é estabelecer as conexões necessárias entre os conteúdos e
perceber o cenário temporal-espacial em que eles estão inseridos. O aluno vai
localizar os temas dentro de determinados recortes, para que ele possa
compreender os objetos de conhecimento de forma mais ampla. Na coleção,
principalmente nas orientações ao professor, buscou-se apresentar um suporte
para o professor auxiliar os alunos no processo de contextualização.

Interpretação
É durante a interpretação que os alunos percebem os significados e sentidos
dos objetos de estudo apresentados ao longo da coleção. A interpretação é
feita com base em questionamentos e tem importante papel no
desenvolvimento do pensamento crítico. A maioria das atividades
apresentadas na coleção busca trabalhar esse procedimento.

Análise
No processo de análise, os alunos constituem uma espécie de síntese dos
conhecimentos e adquirem condições cognitivas mais desenvolvidas para
compreender conceitos e fenômenos históricos. É durante a análise que eles
chegam a uma espécie de desfecho do assunto que estão estudando,
estabelecendo algumas conclusões acerca das hipóteses levantadas.

Atitude historiadora
XLIII

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Distribuição dos conteúdos de História
Esta coleção foi estruturada levando em consideração as propostas da Base Nacio-
nal Comum Curricular (BNCC) e tomando como princípios a importância da formação
cidadã e integral dos estudantes.
Os quadros a seguir apresentam uma visão geral sobre como as habilidades e
temas contemporâneos foram desenvolvidos nos diferentes objetos de conheci-
mento. Além disso, apresentamos também relações entre alguns objetos de co-
nhecimento trabalhados neste ano com objetos de conhecimento de anos anteriores
ou posteriores, apresentados após o quadro de cada unidade, por meio de uma
indicação numérica.

UNIDADE 1 VIDA DE CRIANÇA


Conteúdos Objetos de conhecimento Habilidades Temas contemporâneos

• Nós, as crianças • A noção do “Eu” e do “Outro”: • (EF02HI01) • Processo de envelhecimento,


comunidade, convivências e • (EF02HI02) respeito e valorização do idoso
• Histórias de hoje e do passado
interações entre pessoas 1 • Sexualidade
• Todos temos semelhanças e • (EF02HI04)
• A noção do “Eu” e do “Outro”:
diferenças • Direitos das crianças e dos
registros de experiências pessoais e adolescentes
• Todos temos gostos e preferências da comunidade no tempo e no
espaço
• Todo nome tem uma história

1 - Os vínculos pessoais: as diferentes formas de organização familiar e as relações de amizade (1o ano).

UNIDADE 2 TEMPO E COTIDIANO


Conteúdos Objetos de conhecimento Habilidades Temas contemporâneos

• O tempo • A noção do “Eu” e do “Outro”: • (EF02HI02) • Diversidade cultural


comunidade, convivências e • (EF02HI05) • Ciência e tecnologia
• O tempo e o calendário
interações entre pessoas
• O tempo e o relógio • (EF02HI06) • Vida familiar e social
• Formas de registrar e narrar
• (EF02HI07) • Saúde
• O dia a dia das crianças histórias (marcos de memória
materiais e imateriais) 2 • (EF02HI08)
• Linha do tempo da vida
• O tempo como medida 3 • (EF02HI09)
• Tempo e história de vida
• As fontes: relatos orais, objetos,
• Documentos pessoais imagens (pinturas, fotografias,
vídeos), músicas, escrita, tecnologia
e inscrições nas paredes, ruas e
espaços sociais

2 - A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.) (3 o ano).
3 - As fases da vida e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro) (1o ano).

XLIV

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UNIDADE 3 AS FAMÍLIAS TÊM HISTÓRIAS
Conteúdos Objetos de conhecimento Habilidades Temas contemporâneos

• A história da família • A noção do “Eu” e do “Outro”: • (EF02HI02) • Vida familiar e social


comunidade, convivências e • (EF02HI03) • Processo de envelhecimento,
• As funções dos documentos
interações entre pessoas 4 respeito e valorização do idoso
• Documentos pessoais antigos • (EF02HI04)
• A noção do “Eu” e do “Outro”:
• Trabalho
• O cotidiano da família registros de experiências pessoais e • (EF02HI05)
• Educação para o trânsito
da comunidade no tempo e no • (EF02HI06)
• O cotidiano da família no passado
espaço • (EF02HI08)
• Ciência e tecnologia
• Formas de registrar e narrar • Direitos das crianças e dos
• (EF02HI09)
histórias (marcos de memória adolescentes
materiais e imateriais) • (EF02HI10)

• O tempo como medida

• As fontes: relatos orais, objetos,


imagens (pinturas, fotografias,
vídeos), músicas, escrita, tecnologia
e inscrições nas paredes, ruas e
espaços sociais
• A sobrevivência e a relação com a
natureza

4 - Os vínculos pessoais: as diferentes formas de organização familiar e as relações de amizade (1o ano).

UNIDADE 4 A VIDA NA COMUNIDADE


Conteúdos Objetos de conhecimento Habilidades Temas contemporâneos

• O que é comunidade? • A noção do “Eu” e do “Outro”: • (EF02HI01) • Vida familiar e social


comunidade, convivências e • (EF02HI02) • Trabalho
• O trabalho na comunidade escolar
interações entre pessoas
• Trabalho e recursos naturais • (EF02HI06) • Preservação do meio ambiente
• O tempo como medida
• (EF02HI10) • Saúde
• Impactos do trabalho no meio • A sobrevivência e a relação com a
ambiente natureza • (EF02HI11)

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XLVIII

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Adriana Machado Dias
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

Maria Eugenia Bellusci


Licenciada e bacharela em História pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina (PR).
Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (SP).
Professora da rede pública de ensino básico.

HISTÓRIA
2
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
História

MANUAL DO PROFESSOR
1a edição

São Paulo, 2017

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Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Ana Beatriz Accorsi Thomson, Ana Flávia Dias Zammataro
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Reinaldo Rosa/Renato Teixeira
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande, Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Shirley Gomes
Revisão: Antonio Marcos Rudolf, Fernanda Rizzo Sanchez
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio


H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Dias, Adriana Machado


Novo Pitanguá : história / Adriana Machado
Dias, Maria Eugenia Bellusci. -- 1. ed. --
São Paulo : Moderna, 2017.

Obra em 5 v. para alunos do 1 ao 5o ano.


Componente curricular: História.

1. História (Ensino fundamental) I. Bellusci,


Maria Eugenia. II. Título.

17-11214 CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático:


1. História : Ensino fundamental 372.89

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
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2017
Impresso no Brasil

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VOCÊ ,
CIDADÃO
DO MUNDO!

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA MELHORAR


O MUNDO EM QUE VIVE?
PLANTAR UMA ÁRVORE, NÃO DESPERDIÇAR
ÁGUA, CUIDAR BEM DOS LUGARES PÚBLICOS E
RESPEITAR OPINIÕES DIFERENTES DA SUA SÃO
APENAS ALGUMAS DAS AÇÕES QUE TODOS
PODEMOS PRATICAR NO DIA A DIA.
AO ESTUDAR HISTÓRIA, VOCÊ PERCEBERÁ
QUE É POSSÍVEL APLICAR SEUS
CONHECIMENTOS EM SITUAÇÕES DO
COTIDIANO, ENFRENTANDO E SOLUCIONANDO
PROBLEMAS DE MANEIRA AUTÔNOMA E
RESPONSÁVEL.
ESTE LIVRO AJUDARÁ VOCÊ A
COMPREENDER A IMPORTÂNCIA DA CIDADANIA
PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE
JUSTA, DEMOCRÁTICA E INCLUSIVA.

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SUMÁRIO

VIDA DE CRIANÇA ................ 8

1 NÓS, AS CRIANÇAS............................... 10
ATIVIDADES.............................................................. 11 3 TODOS TEMOS SEMELHANÇAS
2 HISTÓRIAS DE HOJE E DO E DIFERENÇAS................................................. 16
PASSADO .....................................................................12 ATIVIDADES.............................................................. 18

CIDADÃO DO MUNDO 4 TODOS TEMOS GOSTOS E


VALORIZAÇÃO DO IDOSO........... 14 PREFERÊNCIAS .............................................. 20
ATIVIDADES..............................................................22
ARTE E HISTÓRIA
ARTE NAIF.................................................................. 24

5 TODO NOME TEM UMA


HISTÓRIA .................................................................... 26
ATIVIDADES..............................................................28

O QUE VOCÊ
ESTUDOU SOBRE... ................................ 31
PARA SABER MAIS ................................. 31

THIAGO LOPES
4

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TEMPO E COTIDIANO ...... 32

1 O TEMPO ..................................................................... 34 7 DOCUMENTOS PESSOAIS........ 62


2 O TEMPO E O ATIVIDADES..............................................................63

CALENDÁRIO...................................................... 36 OUTROS DOCUMENTOS


PESSOAIS .................................................................. 64
OS PRIMEIROS
CALENDÁRIOS ................................................. 37 ARTE E HISTÓRIA
O CALENDÁRIO ATUAL ................... 38 RELÓGIOS DE SOL E PATRIMÔNIO
ATIVIDADES..............................................................39 CULTURAL ................................................................ 66

O CALENDÁRIO DO XINGU ...... 40 O QUE VOCÊ


3 O TEMPO E O RELÓGIO ............... 42 ESTUDOU SOBRE............................... 67
ATIVIDADES..............................................................45 PARA SABER MAIS ................................. 67
PARA SABER FAZER
RELÓGIO DE SOL ............................................ 46

4 O DIA A DIA DAS


CRIANÇAS ................................................................. 48
ATIVIDADES..............................................................50

CIDADÃO DO MUNDO
O COTIDIANO NAS ESCOLAS DO
JAPÃO ..................................................................... 52

5 LINHA DO TEMPO
DA VIDA ......................................................................... 54
ATIVIDADES..............................................................56

6 TEMPO E HISTÓRIA
DE VIDA.......................................................................... 58
ATIVIDADES............................................................. 60
FABIO EUGENIO

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AS FAMÍLIAS TÊM
HISTÓRIAS ............................. 68

1 A HISTÓRIA DA FAMÍLIA ........... 70 4 O COTIDIANO


ATIVIDADES.............................................................. 74 DA FAMÍLIA............................................................ 82
ATIVIDADES............................................................. 84
2 AS FUNÇÕES DOS
DOCUMENTOS ..................................................76
5 O COTIDIANO DA FAMÍLIA NO
PASSADO .................................................................... 86
3 DOCUMENTOS PESSOAIS ATIVIDADES..............................................................87
ANTIGOS ...................................................................... 78
CIDADÃO DO MUNDO
ATIVIDADES..............................................................79
A HISTÓRIA DE UMA GRANDE
PARA SABER FAZER FAMÍLIA ................................................................ 88

LIVRO DE MEMÓRIAS ARTE E HISTÓRIA


DA FAMÍLIA............................................................. 80 RETRATOS DE FAMÍLIA........................... 90

O QUE VOCÊ
ESTUDOU SOBRE... ................................ 91
PARA SABER MAIS ................................. 91

GUSTAVO RAMOS

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A VIDA NA
COMUNIDADE ...................... 92

1 O QUE É COMUNIDADE? ............ 94


ARTE E HISTÓRIA
ARTE NA FAVELA ............................................. 97

ATIVIDADES............................................................. 98 BIBLIOGRAFIA...................... 112


2 O TRABALHO NA
COMUNIDADE ESCOLAR .......100
ATIVIDADES......................................................... 101

3 TRABALHO E RECURSOS
NATURAIS.............................................................. 102
ATIVIDADES......................................................... 103

4 IMPACTOS DO TRABALHO
NO MEIO AMBIENTE ......................104

CIDADÃO DO MUNDO
A COMUNIDADE
UNIDA PARA
RESOLVER PROBLEMAS ........... 106

ATIVIDADES.......................................................... 110

O QUE VOCÊ ESTUDOU

RENATO TEIXEIRA
REINALDO ROSA/
SOBRE... ...................................................................... 111
PARA SABER MAIS .............................. 111

ÍCONES DA COLEÇÃO
NESTA COLEÇÃO, VOCÊ ENCONTRARÁ ALGUNS ÍCONES.
VEJA A SEGUIR O QUE CADA UM DELES SIGNIFICA.

A ATIVIDADE A ATIVIDADE ESTÁ INDICA QUE PODERÁ INDICA UMA ATITUDE


DEVERÁ SER RELACIONADA AO USO DE COMPARTILHAR COM SEUS QUE SE PODE TER PARA
RESPONDIDA TECNOLOGIAS, COMO O COLEGAS UMA IDEIA OU ALGUMA VIVER MELHOR EM
ORALMENTE. COMPUTADOR, O CELULAR EXPERIÊNCIA INTERESSANTE. SOCIEDADE.
OU OUTRAS FERRAMENTAS.

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Nesta unidade, será trabalhada a no-
ção de identidade, abordando ques-
tões de convivência entre os alunos.
Também será explorada a questão
dos gostos e das preferências das

VIDA DE
pessoas, valorizando-se o respeito
às diferenças.

Destaques da BNCC
• Os temas desta unidade contem-
CRIANÇA
plam as Competências gerais 1 e
9, ao valorizar e utilizar os conheci-
mentos construídos historicamente
para entender a realidade e exercitar
a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos e a cooperação.
• Na unidade, também serão traba-
lhadas as habilidades EF02HI01 e
EF02HI02, ao propor aos alunos o
reconhecimento dos espaços de
sociabilidades e explicar as práticas
neles desenvolvidas.

• Conhecidos como “índios cavalei-


ros”, os Kadiwéu são sobreviventes
dos Mbayá, um ramo dos Guaikurú.
Com origem no lado ocidental do rio
Paraguai, vivem hoje na Terra Indíge-
na Kadiwéu, localizada no município
de Porto Murtinho, no estado do Mato
Grosso do Sul. Possuidores de admi-
rável destreza na montaria, mantêm
rebanhos equinos, embora bem me-
nores que os do passado. Para mais
informações, acesse o site indicado
a seguir. Kadiwéu. Povos indígenas
no Brasil. Disponível em: <https://
pib.socioambiental.org/pt /povo/
kadiweu>. Acesso em: 21 nov. 2017.
NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM! SOMOS
TODOS SERES ÚNICOS, E POR ISSO, ESPECIAIS!
NÓS TEMOS TAMBÉM MUITAS SEMELHANÇAS.
COM RESPEITO, TEMOS MUITO A APRENDER
UNS COM OS OUTROS!

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• EF02HI01: Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e


separam as pessoas em diferentes grupos.
• EF02HI02: Identificar e descrever práticas e papéis que as pessoas exercem em diferentes
comunidades.

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Conectando ideias
1. Resposta pessoal. Estimule os
alunos a refletirem antes de se
manifestarem. Promova um am-

CASSANDRA CURY/
PULSAR IMAGENS
biente de empatia e confiança
FOTO DE GRUPO DE CRIANÇAS DA ETNIA
entre eles, de modo que se sin-
KADIWÉU BRINCANDO NA ALDEIA ALVES DE
BARROS. MUNICÍPIO DE PORTO MURTINHO, tam seguros ao se expressarem
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, EM 2016. para os colegas.
2. Resposta pessoal. Destaque
para os alunos que podem ser
características físicas, emocio-
nais ou comportamentais, mas
que sejam aspectos positivos
sobre eles. Comente que, mui-
tas vezes, temos dificuldades
em identificar e assumir nossas
qualidades, mas que elas devem
ser lembradas e valorizadas.
Quanto aos nossos aspectos
negativos, também é importante
identificá-los e nos esforçarmos
para melhorá-los. Para isso, po-
demos contar com as pessoas
nas quais confiamos em nosso
dia a dia. Caso os alunos tenham
dificuldade para identificar seus
aspectos positivos, peça aos
colegas que os ajudem (e faça
também sua contribuição).
3. Resposta pessoal. Ouça os alu-
nos e trabalhe com eles a ideia
de que todos nós temos defeitos
e qualidades.

CONECTANDO IDEIAS
1. EM ALGUM MOMENTO DA SUA VIDA, VOCÊ JÁ DESEJOU
SER PARECIDO COM OUTRA PESSOA? COM QUEM? QUAL
CARACTERÍSTICA DESSA PESSOA CHAMOU SUA ATENÇÃO?
2. PENSE EM DUAS CARACTERÍSTICAS SUAS DAS QUAIS VOCÊ
GOSTA. OUÇA AS RESPOSTAS DE SEUS COLEGAS.
3. AGORA, PENSE EM DUAS CARACTERÍSTICAS SUAS DAS
QUAIS VOCÊ NÃO GOSTA. COMENTE SOBRE ISSO COM OS
COLEGAS, OUVINDO TAMBÉM OS COMENTÁRIOS DELES.

40 PM g19_2pmh_lt_u1_p008a019.indd 9 12/21/17 3:40 PM

• Competência geral 1: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre


o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fe-
nômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e
naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária.
• Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo‐se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da di-
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali-
dades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção
religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo‐se como parte de uma coletividade
com a qual deve se comprometer.

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Objetivos
• Refletir sobre a convivência na
escola.
• Trabalhar o reconhecimento de si
1 NÓS, AS CRIANÇAS
e do outro.
OBSERVE A PINTURA A SEGUIR, QUE REPRESENTA UMA ATIVIDADE
• Promover a inserção do aluno no
MUITO IMPORTANTE QUE AS CRIANÇAS REALIZAM NA ESCOLA.
ambiente escolar.

Destaques da BNCC
• A análise da pintura da página 10 per-

BRIDGEMAN IMAGES/EASYPIX – COLEÇÃO PARTICULAR


mite que os alunos identifiquem as
características da comunidade esco-
lar, contemplando assim a habilidade
EF02HI02, citada anteriormente.

Respostas
1. É possível que os alunos citem o
parquinho e o fato de as crianças
estarem uniformizadas.
2. Estudam, alimentam-se, praticam
esportes, relacionam-se com ou-
tras crianças, etc.
3. Resposta pessoal. Peça aos alu-
nos que relembrem a rotina deles
na escola durante a semana para
verificar a diversidade de ativida-
des que realizam. Vá anotando as
respostas na lousa enquanto co-
mentam.

PARQUINHO, DE ANDREW MACARA. ÓLEO SOBRE TELA, 71,1 CM ≥ 91,4 CM. 1998.

1. QUE ELEMENTOS DA IMAGEM INDICAM QUE AS CRIANÇAS


REPRESENTADAS ESTÃO NA ESCOLA?
2. BRINCAR É UMA DAS ATIVIDADES MAIS IMPORTANTES QUE AS