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NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 12892
Segunda edição
18.05.2009

Válida a partir de
18.06.2009

Elevadores unifamiliares ou de uso restrito à


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pessoa com mobilidade reduzida — Requisitos


de segurança para construção e instalação
Elevator (lift) for private residence or for restricted use by persons with
disability – Safety requirements for construction and installation

Palavras-chave: Elevador. Uso restrito. Edificação unifamiliar. Pessoa portadora


de deficiência.
Descriptors: Elevator (lift). Restricted use. Residential buildings. Disability.

ICS 91.140.80

ISBN 978-85-07-01528-4

Número de referência
ABNT NBR 12892:2009
65 páginas

© ABNT 2009
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Sumário Página

Prefácio.......................................................................................................................................................................vi
0 Introdução.....................................................................................................................................................vii
0.1 Generalidades ..............................................................................................................................................vii
0.2 Princípios ....................................................................................................................................................viii
0.3 Premissas......................................................................................................................................................ix
1 Escopo ............................................................................................................................................................1
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2 Referências normativas ................................................................................................................................1


3 Termos e definições ......................................................................................................................................2
4 Símbolos e unidades.....................................................................................................................................5
4.1 Unidades.........................................................................................................................................................5
4.2 Símbolos.........................................................................................................................................................5
5 Caixa ...............................................................................................................................................................5
5.1 Disposições gerais ........................................................................................................................................5
5.2 Construção da caixa......................................................................................................................................6
5.3 Paredes, piso e teto da caixa .......................................................................................................................6
5.4 Construção das paredes da caixa e fechamentos das entradas de pavimento faceando a entrada
da cabina ........................................................................................................................................................6
5.5 Proteção de quaisquer espaços localizados debaixo do carro ou do contrapeso (se provido)...........7
5.6 Última altura e poço ......................................................................................................................................7
5.7 Proibição de instalar na caixa material estranho ao serviço do elevador.............................................10
5.8 Iluminação da caixa.....................................................................................................................................10
5.9 Outros ...........................................................................................................................................................10
6 Compartimento da máquina .......................................................................................................................11
6.1 Generalidades ..............................................................................................................................................11
6.2 Acesso ..........................................................................................................................................................12
6.3 Construção e equipamento do compartimento da máquina...................................................................12
7 Portas de pavimento ...................................................................................................................................13
7.1 Disposições gerais ......................................................................................................................................13
7.2 Resistência de portas e suas armações ...................................................................................................14
7.3 Altura e largura das entradas.....................................................................................................................15
7.4 Soleiras e elementos de guiamento ..........................................................................................................15
7.5 Proteção com relação à operação de porta ..............................................................................................15
7.6 Iluminação no pavimento e sinal visual de presença do elevador ........................................................16
7.7 Confirmação de porta de pavimento fechada e travada..........................................................................17
7.8 Fechamento temporizado das portas automáticas..................................................................................19
8 Carro e contrapeso (se provido) ................................................................................................................19
8.1 Altura interna da cabina..............................................................................................................................19
8.2 Área útil da cabina, carga nominal e número de passageiros ...............................................................20
8.3 Paredes, piso e teto da cabina ...................................................................................................................20
8.4 Protetores da soleira ...................................................................................................................................21
8.5 Fechamento da entrada da cabina.............................................................................................................21
8.6 Portas da cabina ..........................................................................................................................................21
8.7 Proteção durante a operação de portas automáticas..............................................................................22
8.8 Dispositivo elétrico de portas da cabina fechadas..................................................................................22
8.9 Portas com várias folhas interligadas mecanicamente...........................................................................22
8.10 Abertura da porta da cabina.......................................................................................................................23
8.11 Alçapões e portas de emergência .............................................................................................................23
8.12 Teto da cabina..............................................................................................................................................23
8.14 Equipamento no topo da cabina ................................................................................................................24

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8.15 Ventilação.....................................................................................................................................................24
8.16 Iluminação ....................................................................................................................................................24
8.17 Contrapeso (se provido) .............................................................................................................................24
9 Suspensão, freio de segurança e limitador de velocidade .....................................................................24
9.1 Suspensão....................................................................................................................................................24
9.2 Relação entre o diâmetro de polias/tambor e o diâmetro dos cabos, coeficiente de segurança de
cabos.............................................................................................................................................................25
9.3 Razão de tração para elevadores acionados por tração - Pressão específica .....................................26
9.4 Distribuição da carga entre os cabos........................................................................................................28
9.5 Enrolamento dos cabos para elevadores com acionamento a tambor .................................................28
9.6 Precauções contra queda livre, descida com velocidade excessiva e deslize do carro para
acionamento hidráulico ..............................................................................................................................28
9.7 Proteção de polias.......................................................................................................................................29
9.8 Freio de segurança......................................................................................................................................30
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9.9 Limitador de velocidade..............................................................................................................................31


9.10 Atuação por ruptura dos elementos de suspensão.................................................................................33
9.11 Sistema elétrico antideslize........................................................................................................................33
10 Guias, pára-choques e limitadores de percurso final..............................................................................33
10.1 Generalidades sobre as guias....................................................................................................................33
10.2 Guiamento do carro e do contrapeso (se provido)..................................................................................35
10.3 Pára-choques do carro e do contrapeso (se provido).............................................................................35
10.4 Percurso dos pára-choques do carro e do contrapeso (se provido).....................................................35
10.5 Limitadores de percurso final ....................................................................................................................36
10.6 Dispositivos de segurança para casos em que o carro ou o contrapeso (se provido) encontrar um
obstáculo durante a descida ......................................................................................................................37
10.7 Tensões de flambagem nas guias como conseqüência da atuação do freio de segurança...............37
11 Folgas entre o carro e a parede da caixa e entre o carro e o contrapeso (se provido) .......................38
11.1 Generalidades ..............................................................................................................................................38
11.2 Folgas entre o carro e a parede defronte à entrada da cabina...............................................................38
11.3 Distância horizontal entre carro e contrapeso (se provido) às paredes da caixa ................................39
11.4 Folga entre o carro e o contrapeso (se provido)......................................................................................39
12 Máquinas ......................................................................................................................................................40
12.1 Generalidades ..............................................................................................................................................40
12.2 Acionamento por tração ou a tambor........................................................................................................40
12.3 Acionamento hidráulico..............................................................................................................................42
13 Instalação elétrica........................................................................................................................................50
13.1 Generalidades ..............................................................................................................................................50
13.2 Contactores, contactores auxiliares e componentes dos circuitos de segurança ..............................51
13.3 Proteção de motores ...................................................................................................................................52
13.4 Interruptores ................................................................................................................................................52
13.5 Fiação elétrica..............................................................................................................................................53
13.6 Iluminação e tomadas elétricas .................................................................................................................54
14 Proteção contra falhas elétricas - Controles - Prioridades .....................................................................55
14.1 Proteção contra falhas elétricas ................................................................................................................55
14.2 Controles ......................................................................................................................................................58
15 Avisos e instruções de operação ..............................................................................................................60
15.1 Disposições gerais ......................................................................................................................................60
15.2 Dentro da cabina..........................................................................................................................................60
15.3 Topo da cabina ............................................................................................................................................61
15.4 Compartimento da máquina .......................................................................................................................61
15.5 Caixa .............................................................................................................................................................62
15.6 Limitador de velocidade..............................................................................................................................62
15.7 Poço ..............................................................................................................................................................62
15.8 Identificação do pavimento ........................................................................................................................62
15.9 Identificação elétrica ...................................................................................................................................62
15.10 Chave de destravamento das portas de pavimento ................................................................................62
15.11 Dispositivo de alarme..................................................................................................................................62

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15.12 Dispositivos de travamento........................................................................................................................63


15.13 Freios de segurança....................................................................................................................................63
15.14 Válvula manual de descida de emergência ..............................................................................................63
15.15 Bomba manual .............................................................................................................................................63
15.16 Reservatório.................................................................................................................................................63
15.17 Válvula de queda .........................................................................................................................................63
16 Inspeções, ensaios, registro, manutenção ...............................................................................................63
16.1 Inspeções e ensaios....................................................................................................................................63
16.2 Registro ........................................................................................................................................................64
16.3 Manutenção..................................................................................................................................................65
16.4 Informações dadas pelo fabricante/instalador.........................................................................................65
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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de
Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores
e neutros (universidade, laboratório e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos
elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada
responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 12892 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos (ABNT/CB-04),
pela Comissão de Estudo de Elevadores Unifamiliares (CE-04:010.09). O seu 1º Projeto circulou em Consulta
Nacional conforme Edital nº 09, de 18.09.2008 a 17.11.2008, com o número de Projeto ABNT NBR 12892.
O seu 2º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 13.03.2009 a 13.04.2009, com o número
de 2º Projeto ABNT NBR 12892.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 12892:1993), a qual foi tecnicamente
revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte.

Scope
This Standard specifies safety requirements for construction and installation of new private residence elevator
permanently installed serving defined landings with car projected for the transport of persons and objects and
moving on sloping guides at the most 15 degrees with the vertical.

In special cases, in addition to the requirements of this standard, supplementary requirements should be apply
(extreme climatic conditions, humidity, salinity, etc).

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0 Introdução

0.1 Generalidades

0.1.1 O objetivo desta Norma é definir regras de construção e instalação de elevadores objeto desta Norma.
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0.1.2 Foram considerados os seguintes tipos de riscos:

b) corte;

c) esmagamento;

d) queda;

e) impacto;

f) aprisionamento;

g) incêndio;

h) choque elétrico;

i) falhas em materiais devidas a:

 dano;

 desgaste;

 corrosão.

0.1.3 Foi considerada a proteção a:

a) usuários;

b) pessoal de manutenção e inspeção;

c) pessoas que se encontram fora da caixa e do compartimento da máquina.

0.1.4 Foi considerada a proteção a:

a) objetos na cabina;

b) componentes da instalação do elevador;

c) o edifício onde está instalado o elevador.

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ABNT NBR 12892:2009

0.2 Princípios

0.2.1 O elevador unifamiliar é concebido para:

a) atender a pessoas em edificações residenciais unifamiliares, melhorando o conforto na habitação


e proporcionando uma previsão para eventual necessidade futura;

b) ter função social ao prover acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida,
pessoas idosas, doentes ou com dificuldade de locomoção, permanente ou temporária, eliminando a limitação
de acesso aos espaços físicos, e provendo integração com a comunidade.
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0.2.2 Diferentemente de um elevador de passageiros voltado ao transporte de pessoas em geral, o elevador


unifamiliar é concebido com características peculiares que se destinam a:

a) ocupar menor espaço horizontal e vertical;

b) viabilizar a instalação em edificações existentes;

c) reduzir o custo total envolvido na sua implantação e manutenção;

d) exigir pouca potência instalada e ser energeticamente econômico.

0.2.3 Com o propósito de preservar a segurança, foram impostos requisitos de desempenho no sentido de
eliminar ou minimizar riscos para o uso peculiar a que se destina. Percurso, velocidade, capacidade, área
da cabina, entre outras, são grandezas objeto de restrição para atender ao disposto em 0.2.2.

0.2.4 Quanto à instalação, são estabelecidas somente as seguintes aplicações:

a) instalação em edificações unifamiliares;

b) instalação em edificações em geral para uso restrito a pessoa com mobilidade reduzida;

c) não pode ser considerado para efeito de cálculo de tráfego de uma edificação;

d) em edificações onde é exigida a instalação de um elevador de passageiros, o elevador unifamiliar não atende
àquela exigência. Considera-se o seu emprego um meio auxiliar de transporte e acessibilidade;

e) velocidade nominal até 0,35 m/s e percurso máximo 12 m são restrições estabelecidas.

0.2.5 Devem ser feitas negociações para cada contrato entre o cliente e o fornecedor/instalador sobre:

a) a finalidade do uso do elevador;

b) condições ambientais;

c) problemas de engenharia civil;

d) outros aspectos relacionados com o local da instalação.

0.2.6 Não é intenção desta Norma impedir o desenvolvimento tecnológico do produto. Entretanto, um projeto
novo deve atender, pelo menos de maneira equivalente, aos requisitos de segurança desta Norma.

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0.3 Premissas

Foram considerados possíveis riscos atribuíveis a cada componente que podem ser incorporados em uma
instalação completa de elevador.

Regras adequadas foram estabelecidas, considerando-se o descrito em 0.3.1 a 0.3.12.

0.3.1 Os componentes são:

a) projetados de acordo com a prática usual de engenharia e os códigos de cálculos, incluindo todos os critérios
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de falha;

b) de construção adequada tanto mecânica como eletricamente;

c) fabricados com materiais de resistência e qualidade adequadas; e

d) livres de defeitos.

Materiais nocivos, tais como amianto, não são utilizados.

0.3.2 Os componentes são mantidos em bom estado e em boas condições de funcionamento, de modo que os
requisitos exigidos sejam atendidos, mesmo em condições de desgaste.

0.3.3 Os componentes são selecionados e instalados de modo que as influências ambientais previsíveis e as
condições especiais de trabalho não afetem a operação segura do elevador.

0.3.4 Por projeto dos elementos que suportam carga, uma operação segura do elevador é considerada para
cargas variando de zero até 100 % da carga nominal.

0.3.5 As exigências desta Norma sobre os dispositivos elétricos de segurança são tais que a possibilidade de
falha de um dispositivo elétrico de segurança atendendo a todas as exigências da Norma não precisa ser levada
em consideração.

0.3.6 Os usuários devem ser protegidos contra a sua negligência e descuido inconscientes ao usar o elevador
do modo estabelecido.

0.3.7 Considerou-se que um usuário pode, em certos casos, cometer um ato imprudente. A possibilidade de
cometer dois atos imprudentes simultâneos e/ou o abuso de instruções de uso não foi considerada.

0.3.8 Se durante o desenvolvimento do trabalho de manutenção um dispositivo de segurança, normalmente


não acessível aos usuários for deliberadamente neutralizado, a operação segura do elevador não é mais
assegurada, mas medidas compensatórias serão tomadas para garantir a segurança dos usuários de acordo com
as instruções de manutenção.

Foi considerado que o pessoal de manutenção está instruído e trabalha de acordo com as instruções.

0.3.9 Para reproduzir forças horizontais que uma pessoa pode exercer, foram usados os seguintes valores:

a) força estática: 300 N;

b) força resultante do impacto: 1 000 N.

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0.3.10 Com exceção dos itens listados, um dispositivo mecânico construído de acordo com as boas práticas
e com os requisitos desta Norma não irá deteriorar-se a ponto de criar perigo sem que a falha seja detectada.

As seguintes falhas mecânicas foram consideradas nesta Norma:

a) quebra da suspensão;

b) escorregamento sem controle dos cabos na polia motriz;

c) quebra e afrouxamento de toda a ligação dos seguintes elementos auxiliares: cabos, correntes e correias;
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d) falha de um dos componentes mecânicos do freio eletromecânico que toma parte na ação de freada
no tambor ou disco;

e) falha de um componente associado com os elementos de acionamento principais e a polia motriz;

f) ruptura no sistema hidráulico (cilindro excluído);

g) pequenos vazamentos no sistema hidráulico (cilindro incluso).

0.3.11 Ocorrendo a queda livre do carro a partir do pavimento extremo inferior, a possibilidade do freio de
segurança não atuar, antes que o pára-choque seja atingido, é considerada aceitável.

Em caso de elevadores, com acionamento hidráulico, providos de dispositivos contra queda livre ou a descida com
velocidade excessiva, que parem o carro completamente (por exemplo, freio de segurança, válvula de queda),
a possibilidade do carro bater no pára-choque com velocidade excedendo 115 % da velocidade nominal de
descida não pode ser levada em consideração.

0.3.12 Quando a velocidade do carro está inter-relacionada com a freqüência elétrica da rede até o momento da
aplicação do freio mecânico, é considerado que a velocidade não exceda 115 % da velocidade nominal.

Desde que nenhuma das falhas mencionadas nas alíneas f) e g) de 0.3.10 ocorra, supõe-se que a velocidade
do carro no sentido de descida com qualquer carga (até a carga nominal) não excede a velocidade nominal
de descida em mais do que 8 %.

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Elevadores unifamiliares ou de uso restrito à pessoa com mobilidade


reduzida — Requisitos de segurança para construção e instalação

1 Escopo
1.1 Esta Norma especifica requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores unifamiliares
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novos, instalados permanentemente, servindo pavimentos definidos, tendo carro projetado para o transporte de
pessoas e objetos, e movendo-se entre guias inclinadas no máximo 15º com a vertical.

1.2 Em casos especiais, em complementação às exigências desta Norma, devem ser consideradas exigências
suplementares (condições climáticas extremas, umidade, salinidade etc.).

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).
ABNT NBR 5410:2004, Instalações elétricas de baixa tensão
ABNT NBR-NM 196:1999, Elevadores de passageiros e monta-cargas. Guias carros e contrapesos – Perfil T
ABNT NBR-NM 207:1999, Elevadores elétricos de passageiros – Requisitos de segurança para construção e
instalação
ABNT NBR-NM 267:2001, Elevadores hidráulicos de passageiros – Requisitos de segurança para construção e
instalação
ABNT NBR-NM-ISO 13852:2003, Segurança de máquinas – Distância de segurança para impedir o acesso a
zonas de perigo pelos membros superiores.
ISO 4344:2004, Steel wire ropes for lifts – Minimum requirements
IEC 60947-4-1:2002, Low-voltage switchgear and controlgear – Part 4: Contactors and motor-starters –
Electromechanical contactors and motor-starters
IEC 60947-5-1:2003, Low-voltage switchgear and controlgear – Part 5: Control circuit devices and switching
elements – Electromechanical control circuit devices
CENELEC HD 21.3:1995, Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V –
Part 3: Non-sheathed cables for fixed wiring IEC 60227-3
CENELEC HD 21.4:1990, Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V –
Part 4: Sheathed cables for fixed wiring IEC 60227-4
CENELEC HD 21.5:1994, Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V –
Part 5: Flexible cables (cords) IEC 60227-5
CENELEC HD 22.4:2004, Rubber insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V – Cords and
flexible cables
CENELEC HD 384.4.41:1996, Electrical installations of buildings – Part 4: Protection for safety – Chapter 41:
Protection against electric shock
EN 50214:2006 Flat polyvinylchloride sheathed lift cables

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3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
acionamento a tambor
elevador suspenso por cabos acionado a tambor

3.2
arcada
ver 3.4
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3.3
área útil da cabina
área da cabina medida a uma altura de 1 m acima do piso, desconsiderando corrimãos, que está disponível
para passageiros e objetos durante a operação do elevador

3.4
armação do carro ou do contrapeso (se provido)
estrutura metálica sustentando a cabina ou os pesos do contrapeso (se provido), ligada aos meios de suspensão.
Esta armação pode ser integrada com o fechamento da cabina

3.5
cabina
parte do elevador que transporta passageiros e objetos

3.6
cabo de comando
cabo elétrico flexível entre o carro e um ponto fixo

3.7
cadeia elétrica de segurança
total de dispositivos elétricos de segurança ligados em série

3.8
caixa
espaço onde o carro e o contrapeso (se provido) viajam. Este espaço é limitado pelo fundo do poço, as paredes
e o teto

3.9
carga de ruptura mínima do cabo
quadrado do diâmetro nominal do cabo (em milímetros quadrados) pela tensão de tração nominal dos arames
(em newtons por milímetros quadrados) e o coeficiente apropriado para o tipo de construção do cabo

3.10
carga nominal
carga para a qual o equipamento foi construído

3.11
contrapeso
massa que assegura a tração

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3.12
compartimento da máquina
recinto no qual estão instaladas as máquinas e o equipamento relacionado com elas.

3.13
elevador de tração
elevador cujos cabos são acionados por atrito nas ranhuras da polia motriz da máquina

3.14
elevador de ação direta
elevador hidráulico em que o êmbolo ou o cilindro é ligado diretamente ao carro ou à armação
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3.15
elevador de ação indireta
elevador hidráulico em que o êmbolo ou o cilindro é ligado ao carro ou à armação por cabos de suspensão

3.16
elevador hidráulico
elevador para o qual a energia necessária à elevação da carga é transmitida por uma bomba acionada
eletricamente, que introduz um fluido hidráulico num pistão, que atua direta ou indiretamente no carro
(vários motores, bombas e/ou pistões podem ser utilizados)

3.17
freio de segurança
dispositivo mecânico para parar e manter travado nas guias o carro do elevador ou o contrapeso (se provido)
em caso de sobrevelocidade no sentido de descida ou de ruptura da suspensão

3.18
freio de segurança instantâneo
freio de segurança no qual a ação de freada plena nas guias é quase imediata

3.19
guias
componentes rígidos destinados a manter a direção do movimento do carro ou do contrapeso (se provido)

3.20
limitador de velocidade
dispositivo que, quando o elevador atinge uma velocidade predeterminada, causa a parada do elevador e,
se necessário, aciona o freio de segurança

3.21
máquina
unidade que aciona e pára o elevador

3.22
máquina hidráulica
conjunto de órgãos motores que assegura o movimento e a parada do elevador, compreendendo a bomba, o seu
motor e as válvulas de comando

3.23
nivelamento
operação que proporciona precisão de parada nos pavimentos

3.24
pára-choque
batente resiliente no final do percurso, constituído de meios de retardamento usando fluidos, molas ou outro meio
similar

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3.25
passageiro
qualquer pessoa transportada dentro da cabina do elevador

3.26
poço
parte da caixa situada abaixo do nível de parada mais baixo servido pelo elevador

3.27
protetor da soleira
protetor vertical liso que se estende para baixo a partir da soleira do carro ou do pavimento
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3.28
pistão hidráulico
conjunto de acionamento, formado pelo cilindro e pelo êmbolo

3.29
pistão de simples efeito
conjunto de acionamento em que o deslocamento se efetua num sentido por ação de um fluido e no outro por
ação da gravidade

3.30
pressão à carga nominal
pressão estática exercida na tubulação ligada diretamente ao pistão, estando a cabina carregada com a carga
nominal e estacionada no patamar extremo superior

3.31
sistema elétrico antideslize
conjunto de precauções contra o perigo de deslizamento

3.32
última altura
parte da caixa entre o pavimento extremo superior servido pelo carro do elevador e o teto da caixa

3.33
usuário
pessoa que faz uso dos serviços de uma instalação elevadora

3.34
uso restrito
uso controlado por pessoa e/ou localização do elevador

3.35
válvula de isolamento
dispositivo manual com dois orifícios, que permite ou interrompe o fluxo do fluido nos dois sentidos

3.36
válvula de descida
válvula comandada eletricamente, colocada num circuito hidráulico, que controla a descida do carro

3.37
válvula de retenção (não retorno)
válvula que permite a passagem do fluido em um só sentido

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3.38
válvula limitadora de pressão
dispositivo que limita a pressão, a um valor predeterminado, por desvio do fluido

3.39
válvula de queda
válvula projetada para fechar-se automaticamente quando há queda de pressão na válvula, causada por
um aumento do fluxo em um sentido predeterminado, que exceda um valor preestabelecido

3.40
velocidade nominal
velocidade do carro para a qual o equipamento foi construído
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3.41
vidro laminado
conjunto formado por duas ou mais lâminas de vidro coladas juntas por meio de um filme plástico

3.42
zona de destravamento
zona que se estende acima e abaixo do piso de um pavimento, na qual o piso da cabina se situa para que a porta
de pavimento correspondente esteja destravada

4 Símbolos e unidades

4.1 Unidades

As unidades adotadas são as do Sistema Internacional de unidades (SI).

4.2 Símbolos

Os símbolos são explicados para as fórmulas utilizadas.

5 Caixa

5.1 Disposições gerais

5.1.1 Os requisitos desta subseção referem-se à caixa que se destina a proteger o carro do elevador e todas
as suas partes móveis, bem como servir de estrutura para fixação de componentes e partes do elevador, tais
como guias, suportes, dispositivos de segurança, portas de pavimento e portas de emergência. É desejável que
a caixa ocupe pouco espaço e se constitua em elemento arquitetônico de integração do elevador ao ambiente.

5.1.2 O contrapeso (se provido) do elevador deve estar na mesma caixa do carro.

5.1.3 Em todos os casos em que houver, embaixo do poço, recinto utilizado por pessoas, o fundo do poço deve
ser calculado conforme 5.5.2.

5.1.4 O pistão do elevador com acionamento hidráulico deve estar na mesma caixa do carro. Ele pode
prolongar-se sob o poço ou outros espaços.

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5.2 Construção da caixa

5.2.1 Generalidades

A caixa deve ser totalmente fechada por paredes, piso e teto sem perfurações, como definido em 5.3 e 5.4.

As únicas aberturas permitidas são:

a) aberturas para portas de pavimento (ver Seção 7);

b) aberturas para portas de inspeção e emergência da caixa;


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c) aberturas para saída de gases e fumaça em caso de incêndio;

d) aberturas de ventilação (5.2.2);

e) aberturas entre a caixa e o compartimento da máquina para passagem dos cabos de tração, cabos de
comando e instalação elétrica (chicote) das botoeiras de pavimento e dispositivos de segurança.

Onde não se exige que a caixa contribua na proteção do edifício contra a propagação do fogo, pode-se admitir
proteção de vidro, que deve ser laminado de segurança e deve suportar os ensaios de impacto com pêndulo
descrito no Anexo G da ABNT NBR NM 207:1999 e no Anexo J da ABNT NBR NM 267:2001.

5.2.2 Ventilação da caixa

A caixa deve ser convenientemente ventilada e não pode ser utilizada para ventilação de locais alheios ao serviço
do elevador.

5.3 Paredes, piso e teto da caixa

A estrutura da caixa deve ser capaz de suportar pelo menos as cargas que podem ser aplicadas pela máquina,
pelas guias durante a atuação do freio de segurança e pela ação dos pára-choques.

As paredes, piso e teto da caixa devem ser construídos com materiais resistentes ao fogo, duráveis, que não
soltem pó e tenham resistência mecânica adequada. As paredes laterais da caixa devem possuir acabamento liso
e de cor clara, admitindo-se o acabamento sem rebocar desde que ele seja de textura equiparável à do concreto
à vista.

A caixa do elevador deve atender aos regulamentos locais em vigor sobre resistência ao fogo.

A caixa deve possuir resistência mecânica suficiente para manter alinhadas as guias do elevador e as portas de
pavimento com seus mecanismos de operação e travamento.

5.4 Construção das paredes da caixa e fechamentos das entradas de pavimento faceando
a entrada da cabina

5.4.1 As seguintes exigências, referentes a portas de pavimento e paredes, ou partes de paredes faceando
a entrada da cabina, devem aplicar-se a toda a altura da caixa.

Para folgas entre o carro e a parede da caixa faceando a entrada da cabina, ver Seção 11.

5.4.2 O conjunto formado pelas portas de pavimento e qualquer parede ou parte de parede faceando a entrada
da cabina deve formar uma superfície contínua em toda a largura da entrada da cabina, excluídas as folgas
operacionais das portas.

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5.4.3 Abaixo de cada soleira de porta de pavimento, a parede da caixa deve atender aos seguintes requisitos:

a) ela deve formar uma superfície vertical que seja diretamente ligada à soleira da porta de pavimento e cuja
altura seja no mínimo igual à metade da zona de destravamento mais 50 mm, e cuja largura seja pelo menos
igual à abertura livre de acesso à cabina mais 25;

b) a superfície deve ser contínua e composta de elementos lisos e duros, tais como folha metálica ou material
equivalente com relação ao atrito;

c) acabamentos em gesso são proibidos;

d) se for utilizado vidro na zona de destravamento, o vidro deve ser laminado de acordo com 8.3.2.1;
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e) quaisquer projeções não podem exceder 5 mm. Projeções excedendo 2 mm devem ser chanfradas com pelo
menos 75° referido à horizontal;

f) além disso, as paredes da caixa nesta região devem:

1) ser conectadas ao dintel da próxima porta; ou

2) prolongar-se para baixo por meio de um chanfro duro e liso cujo ângulo com o plano horizontal seja
no mínimo 60°. A projeção desse chanfro no plano horizontal não pode ser menor que 20 mm.

5.4.4. A distância horizontal entre a parede da caixa e a soleira ou armação da entrada da cabina ou porta
(ou a borda extrema das portas, no caso de portas corrediças) não pode exceder 0,125 m. O motivo desta
exigência é evitar:

a) que pessoas caiam na caixa;

b) que pessoas permaneçam na folga entre a porta da cabina e a caixa durante a operação normal do elevador.

As condições estabelecidas acima não necessitam ser atendidas se a cabina estiver provida com porta travada
mecanicamente que pode somente ser aberta na zona de destravamento de uma porta de pavimento.

Neste caso, a operação do elevador deve estar automaticamente subordinada ao travamento da porta da cabina
correspondente, exceto nos casos referidos em 7.7.2.2. Este travamento deve ser assegurado por um dispositivo
elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

5.5 Proteção de quaisquer espaços localizados debaixo do carro ou do contrapeso (se provido)

5.5.1 A caixa do elevador preferivelmente não pode ser situada acima de espaços acessíveis a pessoas.

5.5.2 Se os espaços abaixo do carro ou do contrapeso (se provido) forem acessíveis, a base do poço deve ser
projetada para suportar uma carga de no mínimo 5 000 N/m2 e o contrapeso (se provido) deve ser equipado
com freio de segurança.

5.6 Última altura e poço

5.6.1 Folgas superiores

5.6.1.1 Quando o contrapeso (se provido) estiver apoiado em seu pára-choque totalmente comprimido,
as condições a), b), c) e d) abaixo devem ser satisfeitas simultaneamente (v é a velocidade nominal em metros
por segundo):

a) os comprimentos das guias do carro, expressos em metros, devem ser tais que possam acomodar um
percurso guiado adicional de pelo menos 0,1 + 0,035 v2;

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b) a distância vertical livre, expressa em metros, entre o nível da área mais alta no topo da cabina cujas
dimensões atendem a 8.12.1, situadas na projeção do teto da cabina, deve ser pelo menos igual
a 1,0 + 0,035 v2;

c) a distância vertical livre, expressa em metros, entre as partes mais baixas do teto da caixa e:

1) as peças mais altas do equipamento fixado no teto da cabina, exceto como especificado em 2 abaixo,
deve ser pelo menos de 0,3 + 0,035 v2;

2) a parte mais alta dos cursores ou das ligações dos cabos deve ser pelo menos igual a 0,1 + 0,035 v2.
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d) deve ter acima da cabina espaço suficiente para acomodar um paralelepípedo reto retangular de pelo menos
0,5 m x 0,6 m x 0,8 m, apoiado em uma de suas faces. Para elevadores com efeito simples, os cabos de
suspensão e suas fixações podem estar incluídas neste espaço, desde que nenhuma linha de centro de cabo
esteja a uma distância excedendo 0,15 m de pelo menos uma superfície vertical do paralelepípedo;

e) se um espaço livre mínimo exigido em b) ou d) não estiver disponível no teto da cabina quando em sua
posição mais alta, um dispositivo de bloqueio mecânico posicionado manualmente ou outro meio igualmente
efetivo deve ser provido para manter o carro mecanicamente em uma posição tal que forneça o espaço de
segurança exigido.

Neste caso, o dispositivo de bloqueio mecânico deve ser provido com um interruptor elétrico que detecte
a operação do bloqueio mecânico e desabilite a operação normal do elevador quando em posição de bloqueio.
Operação de manutenção deve ser possível com o dispositivo de bloqueio mecânico em posição de bloqueio.
Se o elevador for colocado em posição de manutenção, o elevador não pode funcionar enquanto o dispositivo de
bloqueio não for posicionado na posição de bloqueio.

Este dispositivo deve ser capaz de parar o carro do elevador com a cabina vazia subindo na velocidade nominal
e mantê-lo parado.

No acesso à parte superior do carro deve existir um aviso contendo as instruções para uso seguro do dispositivo
de bloqueio mecânico;

f) no caso de elevador hidráulico, a distância livre vertical entre as partes mais baixas do teto da caixa
e as partes mais altas do conjunto da ponta do êmbolo do pistão deve ser de pelo menos 0,10 m, com o
êmbolo em sua posição totalmente estendida;

g) no caso de elevador hidráulico de ação direta, a parcela 0,035 v2 mencionada em a), b) e c) não é tomada
em consideração.

5.6.1.2 Quando o carro estiver apoiado em seu pára-choque totalmente comprimido, os comprimentos das guias
do contrapeso (se provido), expressos em metros, devem ser tais que possam acomodar um percurso guiado
adicional de pelo menos 0,1 + 0,035 v².

5.6.2 Folgas superiores para elevadores acionados a tambor

5.6.2.1 O percurso guiado do carro na subida do pavimento extremo superior até atingir o pára-choque superior
deve ser de pelo menos 0,10 m. O carro deve ser guiado até o final do percurso do pára-choque.

5.6.2.2 Quando os pára-choques superiores são totalmente comprimidos, as seguintes três condições devem ser
satisfeitas simultaneamente:

a) a distância vertical livre entre o nível da área mais alta no topo da cabina cujas dimensões atendem a 8.12.3
[excluindo se as áreas de partes conforme 5.6.2.2 b)], situadas na projeção do teto da cabina e o nível da
parte mais baixa do teto da caixa (incluindo vigas e componentes localizados abaixo do teto), deve ser pelo
menos 1,0 m;

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b) a distância vertical livre, expressa em metros, entre as partes mais baixas do teto da caixa e:

1) as peças mais altas do equipamento fixado no teto da cabina, exceto como especificado em 2) a seguir,
deve ser pelo menos de 0,30 m;

2) a parte mais alta dos cursores ou das ligações dos cabos deve ser pelo menos igual a 0,10 m;

c) deve ter acima da cabina espaço suficiente para acomodar um paralelepípedo reto retangular de pelo menos
0,5 m x 0,6 m x 0,8 m apoiado em uma de suas faces. Para elevadores com efeito simples, os cabos de
suspensão e suas fixações podem estar incluídos neste espaço, desde que nenhuma linha de centro de cabo
esteja a uma distância excedendo 0,15 m de pelo menos uma superfície vertical do paralelepípedo.
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Se estas condições não puderem ser atendidas simultaneamente, um dispositivo de bloqueio mecânico
posicionado manualmente ou outro meio igualmente efetivo deve ser provido para manter o carro mecanicamente
em uma posição tal que forneça o espaço de segurança exigido.

Neste caso, o dispositivo de bloqueio mecânico deve ser provido com um interruptor elétrico que detecte a
operação do bloqueio mecânico e desabilite a operação normal do elevador quando em posição de bloqueio.
Operação de manutenção deve ser possível com o dispositivo de bloqueio mecânico em posição de bloqueio.
Se o elevador for colocado em posição de manutenção o elevador não pode funcionar enquanto o dispositivo de
bloqueio não for posicionado na posição de bloqueio.

Este dispositivo deve ser capaz de parar o carro do elevador com a cabina vazia subindo na velocidade nominal
e mantê-lo parado.

No acesso à parte superior do carro deve existir um aviso contendo as instruções para uso seguro do dispositivo
de bloqueio mecânico.

5.6.3 Poço

5.6.3.1 A parte inferior da caixa deve ser constituída de um fundo liso e aproximadamente nivelado, exceto
quanto a bases de pára-choques e guias e dispositivos de drenagem de água, e deve ser mantida livre de sujeira,
não podendo servir como área de armazenagem.

Depois da chumbação dos fixadores das guias, pára-choques etc., o poço deve ser impermeabilizado contra
infiltração de água.

5.6.3.2 Quando o carro repousar no seu pára-choque completamente comprimido, as seguintes condições
devem ser simultaneamente atendidas:

a) deve existir no poço um espaço suficiente para acomodar um paralelepípedo reto retangular de no mínimo
0,5 m x 0,6 m x 1,0 m, apoiado em qualquer uma das faces, devendo a área de apoio ser pintada com tinta de
cor amarelo-brilhante;

b) a distância vertical livre entre o fundo do poço e as partes mais baixas dos cursores, dos blocos do freio de
segurança, do protetor da soleira deve ser pelo menos igual a 0,03 m.

c) a distância livre vertical entre as partes mais altas fixadas no poço, por exemplo, suporte do pistão, tubulações
e outros acessórios, e as partes mais baixas do carro deve ser de pelo menos 0,03 m.

Quando a alínea a) acima não for atendida, um dispositivo de bloqueio mecânico, posicionável manualmente,
ou outro meio igualmente efetivo, deve ser provido para garantir que o carro seja mantido mecanicamente em uma
posição elevada para acomodar o paralelepípedo exigido acima.

Neste caso, o dispositivo de bloqueio mecânico, operado pelo lado de fora da caixa, deve ser provido com um
interruptor elétrico que detecte a operação do bloqueio mecânico e desabilite a operação normal do elevador
quando em posição de bloqueio. Operação de manutenção deve ser possível apenas com o dispositivo de
bloqueio mecânico em posição de bloqueio.

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Este dispositivo deve ser capaz de parar e manter o elevador parado, com sua carga nominal na velocidade
nominal.

Adjacentemente ao ponto de acesso à parte inferior do carro deve existir um aviso contendo as instruções para
uso seguro do dispositivo de bloqueio mecânico.

5.6.3.3 Deve existir no poço, disponível para o pessoal de manutenção:

a) um interruptor, facilmente acessível da porta de acesso e do piso do poço, que pare o elevador
e mantenha-o parado e que não tenha risco de engano sobre a posição de parada correspondente (ver 15.7).

Este interruptor deve atender os requisitos de 14.2.2;


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b) uma tomada elétrica atendendo a 13.6.2;

c) meios para ligar a iluminação da caixa (5.8).

5.7 Proibição de instalar na caixa material estranho ao serviço do elevador

A caixa deve ser usada exclusivamente com os propósitos do elevador. Ela não pode conter cabos ou dispositivos
etc. que não sejam do elevador. Contudo, a caixa pode conter equipamento de aquecimento da caixa, excluindo
aquecimento de vapor e aquecimento de água de alta pressão. Entretanto, quaisquer dispositivos de controle
e ajuste devem estar localizados fora da caixa.

5.8 Iluminação da caixa

A caixa deve ser provida com iluminação elétrica de instalação permanente, proporcionando iluminação mínima de
20 lx durante reparos e manutenção, mesmo quando todas as portas estão fechadas.

Esta iluminação deve compreender uma lâmpada a 0,5 m em cada um dos pontos mais alto e mais baixo da caixa
e lâmpadas intermediárias, com distância entre elas não superior a 7 m.

Se for feito uso de vidro como descrito em 5.2.1, esta iluminação pode não ser necessária, se a iluminação elétrica
existente nas vizinhanças da caixa for suficiente.

5.9 Outros

5.9.1 Avaliação das forças verticais durante a atuação do freio de segurança

A força (em Newton) em cada guia durante a atuação do freio de segurança pode ser avaliada aproximadamente,
aplicando as seguintes fórmulas para freio de segurança instantâneo:

a) exceto o tipo de rolo cativo, 25  ( P  Q) ;

b) rolo cativo, 15  ( P  Q ) .

Onde:

P é a soma da massa do carro vazio e as massas da porção dos cabos de comando e elementos da
compensação (se instalada) suspensos no carro expressa em quilogramas (kg);

Q é a carga nominal, expressa em quilogramas (kg).

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5.9.2 Avaliação da reação no fundo do poço no instante da atuação do freio de segurança ou na


atuação dos pára-choques

As reações (em Newton) podem ser avaliadas como segue:

 debaixo de cada guia:

 Dez vezes a massa da guia (em quilogramas) mais a reação (em Newton) no instante da atuação do freio
de segurança (se as guias estiverem suspensas, a reação nos pontos de fixação deve ser avaliada
por analogia com o caso de guias apoiadas no fundo do poço);

 debaixo dos suportes dos pára-choques do carro:


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 40  ( P  Q )

 debaixo dos suportes dos pára-choques do contrapeso (se provido):

40 vezes a massa (quilograma) do contrapeso (se provido).

O valor de P é diferente em 5.9.1 e 5.9.2 devido ao fato de que as porções dos cabos de comando e elementos
de compensação suportados pelo carro variam de acordo com a posição do carro na caixa.

6 Compartimento da máquina

6.1 Generalidades

6.1.1 São exceções aos requisitos anteriores: as máquinas, seus acessórios e polias auxiliares, se existirem,
que devem ser acessíveis somente a pessoas autorizadas (manutenção, inspeção e resgate de passageiros).

6.1.2 A máquina, outros dispositivos do elevador e as polias [exceto as do carro, do contrapeso (se provido)
e tensora do limitador de velocidade] devem ser instalados em um espaço contendo paredes sólidas, piso ou
vigamento, teto e porta de acesso com fechadura de segurança. Materiais e/ou equipamentos alheios ao elevador
não são permitidos no recinto da máquina.

6.1.2.1 São exceções aos requisitos anteriores descritos em 6.1.2.

6.1.2.1.1 As polias defletoras ou de desvio podem ser instaladas no teto da caixa, sempre que suas inspeções
e ensaios e as operações de manutenção puderem ser realizadas com segurança a partir do topo da cabina ou
de fora da caixa.

6.1.2.1.2 A polia motriz pode ser instalada na caixa, desde que as inspeções, os ensaios e operações de
manutenção sejam possíveis com total segurança.

6.1.2.1.3 O limitador de velocidade pode ser instalado na caixa, desde que as inspeções e os ensaios e as
operações de manutenção possam ser realizados de fora da caixa.

6.1.2.1.4 As polias defletoras e as polias motrizes, na caixa, devem ser providas com dispositivos de proteção
conforme 9.7.1 e 9.7.2.

6.1.2.1.5 Os dispositivos usados não podem impedir a realização de inspeções e ensaios ou manutenção.
A desmontagem de tais dispositivos deve ocorrer somente nos seguintes casos:

a) substituição dos cabos;

b) substituição de polia;

c) repasse (reusinagem) das ranhuras.

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6.1.2.2 O compartimento da máquina não pode ser usado para outros fins que não o elevador. Ele não pode
conter dutos, cabos ou dispositivos que não estejam relacionados com o elevador.

Estes recintos podem, entretanto, conter:

a) equipamento de ar-condicionado ou de aquecimento desses recintos, exceto aquecedores de água ou vapor;

b) detectores de fogo ou extintores com temperatura de operação elevada, apropriados para equipamento
elétrico, estáveis por um período de tempo e convenientemente protegidos contra impactos acidentais.

6.1.2.3 O compartimento da máquina para elevador elétrico deve ser preferivelmente localizado na parte superior
da caixa.
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O compartimento da máquina para acionamento hidráulico deve ser de preferência adjacente à caixa.
Se o compartimento da máquina não for adjacente à caixa, as tubulações hidráulicas e os cabos elétricos que
ligam o compartimento da máquina à caixa do elevador devem ser instalados em conduítes ou canaletas que lhes
estejam especialmente reservados (ver 12.3.2).

6.2 Acesso

O acesso até o interior do compartimento da máquina deve ser:

a) iluminado adequadamente por dispositivos elétricos instalados permanentemente;

b) facilmente utilizável com segurança.

6.3 Construção e equipamento do compartimento da máquina

6.3.1 Resistência mecânica, superfície do piso, isolamento acústico

6.3.1.1 O compartimento da máquina deve ser construído de modo a suportar as cargas e forças para as quais
ele será normalmente submetido.

Ele deve ser feito com material durável e que não favoreça a formação de pó.

6.3.1.2 O piso, quando existir (6.1.2), deve ser antiderrapante.

6.3.1.3 As paredes, pisos e tetos do compartimento da máquina devem absorver substancialmente os ruídos
oriundos da operação do elevador.

6.3.2 Dimensões

As dimensões do compartimento da máquina devem ser suficientes para permitir ao pessoal de manutenção
alcançar com facilidade e segurança todos os componentes, especialmente o equipamento elétrico.

6.3.3 Portas de acesso

6.3.3.1 A porta de acesso ao compartimento da máquina deve ser de material de acordo com o regulamento
local em vigor, e sua folha não pode abrir para dentro, devendo estar provida de fechadura com chave
diferenciada e possuir dimensão adequada para permitir o acesso aos componentes do elevador.

A porta de acesso ao compartimento da máquina, quando colocada na parte superior da caixa, deve ter no mínimo
0,70 m de largura e no mínimo 0,40 m de altura, e o acesso pode ser feito através de escada removível. Ao lado
da porta deve ser instalado um dispositivo facilmente acessível, destinado a parar o elevador e mantê-lo parado.
O dispositivo deve atender a 14.2.2.2.

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6.3.3.2 O recinto da máquina pode ser um espaço dentro da caixa do elevador e seu acesso pode ser através de
uma porta de pavimento.

6.3.3.3 A porta de acesso deve acionar um contato positivo instalado pelo lado interno do compartimento, de tal
forma que ao abrir a porta, o elevador seja imediatamente impedido de funcionar.

6.3.4 Outras aberturas

As dimensões de furos na laje e no piso do compartimento da máquina, quando existirem, devem ser reduzidas
ao mínimo.

Para evitar que objetos situados sobre a caixa caiam pelas aberturas, incluindo aquelas para os cabos elétricos,
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devem ser instalados tubos dentro do piso que ultrapassem o nível do piso acabado no mínimo 40 mm.

6.3.5 Ventilação e temperatura

6.3.5.1 O recinto destinado à máquina deve ser ventilado adequadamente para manter a temperatura entre
+ 5 °C e + 40 °C. Se a caixa for ventilada através do recinto destinado à máquina, tal fato deve ser considerado.
A exaustão do ar viciado de outras partes do edifício não pode ser feita através da caixa ou do compartimento da
máquina.

6.3.5.2 O recinto destinado à máquina deve ser construído de modo que os componentes elétricos estejam
protegidos de pó, fumaças nocivas e umidade.

6.3.6 Interruptor da iluminação, iluminação e tomadas elétricas

O recinto destinado à máquina deve ser provido com iluminação elétrica de instalação fixa que assegure
no mínimo 200 lx ao nível do piso.

Um interruptor colocado dentro e próximo do ponto de acesso e a uma altura apropriada deve proporcionar
na entrada a iluminação do local.

Deve ser provida uma tomada elétrica (13.6.2).

6.3.7 Movimentação de equipamento pesado

Devem estar providos no teto ou nas vigas do compartimento da máquina, conforme o caso, um ou vários
suportes ou ganchos feitos de aço de baixo teor de carbono, posicionados para permitir as manobras
de equipamento pesado. Deve indicar-se a carga máxima admissível (15.4.4) nestes suportes ou ganchos.

7 Portas de pavimento

7.1 Disposições gerais

As aberturas na caixa que dão acesso à cabina devem ser providas de portas não perfuradas que fechem toda
a abertura.

Quando fechadas, as folgas entre folhas ou entre folhas e longarinas, vergas ou soleiras, devem ser as menores
possíveis.

A condição deve ser considerada atendida quando essas folgas não excederem 6 mm. Este valor, devido
ao desgaste, pode alcançar 10 mm. Essa folga é medida no fundo de rebaixos, se existentes.

As portas de pavimento devem possuir um sistema acionado por gravidade ou molas que provoque seu
fechamento de forma autônoma e garanta seu travamento, independentemente do modo de funcionamento
do elevador e da posição da cabina.

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7.2 Resistência de portas e suas armações

7.2.1 Deformação das portas

Portas e suas armações devem ser construídas de modo que não se deformem com o passar do tempo. Para isso,
é recomendado que elas sejam metálicas.

7.2.2 Comportamento sob condições de fogo

As portas de pavimento devem atender às exigências relacionadas à proteção contra fogo do local onde instaladas.

7.2.3 Resistência mecânica


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7.2.3.1 Portas e seus dispositivos de travamento devem possuir resistência mecânica de modo que, na posição
travada e sob uma força de 300 N aplicada perpendicularmente à folha em qualquer ponto de qualquer face,
uniformemente distribuída em uma área circular ou quadrada de 5 cm2, elas:

a) resistam sem deformação permanente;

b) resistam sem deformação elástica maior que 15 mm;

c) durante e após os ensaios, não tenham a função de segurança afetada.

7.2.3.2 Sob a aplicação de uma força de 150 N com a mão (sem ferramenta), no ponto mais desfavorável,
no sentido de abertura do(s) painel(éis) diretamente acionados pela porta da cabina, das portas corrediças
horizontais e portas dobráveis, as folgas definidas em 7.1 podem exceder 6 mm, mas não podem exceder:

a) 30 mm para as portas de abertura lateral;

b) 45 mm no total para as portas de abertura central.

7.2.3.3 As folhas de vidro devem ser fixadas de modo que as forças que podem ser aplicadas, como exigido
por esta Norma, sejam transferidas sem dano às fixações do vidro.

Portas com vidros devem utilizar vidro laminado e, adicionalmente, suportar os ensaios de impacto com pêndulo
descrito no Anexo G da ABNT NBR NM 207:1999 e no Anexo J da ABNT NBR NM 267:2001.

Depois dos ensaios, o funcionamento seguro da porta não pode ter sido afetado.

7.2.3.4 A fixação do vidro nas portas deve assegurar que o vidro não possa deslizar para fora das fixações,
mesmo quando houver deslocamento para baixo.

7.2.3.5 As folhas de vidro devem ser marcadas com as seguintes informações:

a) nome do fornecedor e a marca registrada;

b) tipo de vidro;

c) a espessura (exemplo: 8/8/0,76 mm).

7.2.3.6 Para evitar o agarramento de mãos, as portas corrediças horizontais operadas eletricamente, feitas de
vidro devem ser providas de meios para minimizar riscos, tais como:

a) redução do coeficiente de atrito entre mãos e vidro;

b) fazer o vidro opaco até uma altura de 1,10 m, medida a partir do nível do piso;

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c) detectar a presença de dedos; ou

d) outros métodos equivalentes.

7.3 Altura e largura das entradas

7.3.1 Altura

As portas de pavimento devem permitir uma entrada com uma altura livre mínima de 2,0 m.

7.3.2 Largura
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As portas de pavimento devem proporcionar a mesma abertura livre das portas da cabina.

7.4 Soleiras e elementos de guiamento

7.4.1 Soleiras

Cada entrada de pavimento deve conter uma soleira de resistência suficiente para suportar a passagem de cargas
a serem introduzidas na cabina.

NOTA É recomendável que seja provida uma contra inclinação suave em frente de cada soleira de pavimento para evitar
escorrimento de água de lavagem, respingos etc., para o interior da caixa.

7.4.2 Elementos de guiamento

7.4.2.1 As portas de pavimento devem ser projetadas para evitar, durante a operação normal, sair das guias,
emperramento ou desalojamento nas extremidades de seus percursos.

Onde os elementos de guiamento podem tornar-se não efetivos devido ao desgaste, corrosão ou fogo, um meio
deve ser provido para manter as portas de pavimento em sua posição.

7.4.2.2 As portas tipo corrediça horizontal de pavimento devem ser guiadas nas partes superior e inferior.

7.5 Proteção com relação à operação de porta

7.5.1 Requisitos gerais

As portas e suas vizinhanças devem ser projetadas de modo a tornar mínimo o risco de dano ou ferimento devido
a prendimento de pessoa ou parte dela, roupa ou outro objeto.

Para evitar o risco de corte durante sua operação, a face externa de portas corrediças automáticas não pode ter
rebaixos ou ressaltos excedendo 3 mm. As bordas destes devem ser chanfradas ou arredondadas no sentido do
movimento de abertura.

Exceção a estas exigências é feita para o acesso ao triângulo de destravamento definido no Anexo B da
ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

7.5.2 Portas de acionamento motorizado

As portas de acionamento motorizado automáticas devem ser projetadas de modo a reduzir ao mínimo as
conseqüências nocivas do choque de uma pessoa com a folha da porta.

Para essa finalidade, as exigências de 7.5.2.1 e 7.5.2.2 devem ser atendidas.

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7.5.2.1 Portas corrediças horizontais

7.5.2.1.1 Portas de acionamento motorizado automáticas

7.5.2.1.1.1 A força necessária para impedir o fechamento da porta não pode exceder 150 N. A medida desta
força não deve ser feita no primeiro terço do percurso da porta.

7.5.2.1.1.2 A energia cinética da porta de pavimento e os elementos mecânicos rigidamente ligados a ela,
calculada ou medida1) na velocidade média de fechamento, não pode exceder 10 J.

A velocidade média de fechamento de uma porta corrediça é calculada sobre o seu percurso total, menos:
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 25 mm em cada extremidade do percurso para portas de abertura central;

 50 mm em cada extremidade do percurso para portas de abertura lateral.

7.5.2.1.1.3 Um dispositivo de proteção deve iniciar automaticamente a reabertura da porta caso ela bata
ou esteja na iminência de bater contra uma pessoa que esteja na entrada durante o movimento de fechamento.

Este dispositivo de proteção pode ser o da porta da cabina (ver 8.7.2.1.3).

O efeito do dispositivo pode ser neutralizado durante os últimos 50 mm do vão livre entre folhas ou entre folha
e batente.

No caso de um sistema que torne inoperante o sistema de proteção depois de um certo período de tempo, para
evitar obstruções prolongadas durante o fechamento da porta, a energia cinética definida em 7.5.2.1.1.2 não pode
exceder 4 J com o dispositivo de proteção inoperante.

7.5.2.1.1.4 No caso de portas de pavimento e cabina acopladas operando simultaneamente, as exigências de


7.5.2.1.1.1 e 7.5.2.1.1.2 são válidas para o mecanismo de acoplamento de portas.

7.5.2.2 Outros tipos de portas

Quando forem utilizadas portas do tipo dobrável ou eixo vertical de operação automática que correm o risco de
bater contra os usuários ao abrir e fechar, devem ser tomadas precauções semelhantes às prescritas para outras
portas automáticas.

O esforço necessário para impedir a abertura de uma porta dobrável não pode exceder 150 N. Esta medida deve
ser feita com a porta recolhida, de forma que as bordas externas adjacentes dos painéis recolhidos ou equivalente,
por exemplo estrutura de porta, estejam a uma distância de 100 mm.

7.6 Iluminação no pavimento e sinal visual de presença do elevador

7.6.1 Iluminação no pavimento

A iluminação natural ou artificial no pavimento, adjacente às portas de pavimento, deve ser pelo menos de 50 lx ao
nível do piso, de modo que o usuário possa ver o que está à frente dele quando estiver abrindo a porta de
pavimento para entrar no elevador, mesmo na hipótese de falha da iluminação da cabina (ver 0.2.5).

1) Medida usando, por exemplo, um dispositivo consistindo em um pistão graduado atuando sobre uma mola com uma
constante de mola de 25 N/mm, e provido com um anel de deslizamento suave que permita medir o ponto extremo do
movimento no momento do choque.

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7.6.2 Sinal visual de presença do elevador

Em caso de portas de pavimento com abertura manual, o usuário necessita saber antes da abertura da porta se a
cabina está ali ou não.

Para este fim deve ser instalado um dos seguintes dispositivos:

a) um ou mais visores conforme os seguintes condições simultâneas:

1) a área mínima por porta deve ser de 0,015 m2 com um mínimo de 0,010 m2 por visor;

2) os visores devem ser protegidos por vidro atendendo ao Anexo G da ABNT NBR NM 207:1999 e ao
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Anexo J da ABNT NBR NM 267:2001;

3) suas armações, quando empregadas, devem ser construídas de material incombustível e ter a resistência
especificada em 7.2.3.1;

4) o centro de pelo menos um visor deve estar colocado no mínimo a 1,40 m e no máximo a 1,70 m do piso
do pavimento;

5) possuir largura compreendida entre 60 mm (mínimo) e 150 mm (máximo). Quando for maior que 80 mm,
a sua borda inferior deve estar pelo menos a 1,0 m do nível do piso acabado;

ou

b) um sinal luminoso que somente acenda quando a cabina está parada no andar. O sinal deve permanecer
ligado enquanto a cabina estiver presente no andar.

7.7 Confirmação de porta de pavimento fechada e travada

7.7.1 Proteção contra o risco de queda

Não pode ser possível, em operação normal, abrir uma porta de pavimento (ou quaisquer de suas folhas, no caso
de porta multifolha), a menos que o carro esteja parado dentro da zona de destravamento desta porta.

A zona de destravamento não pode estender-se mais que 0,20 m acima ou abaixo do nível do pavimento.

7.7.2 Proteção contra o corte

7.7.2.1 Com a exceção de 7.7.2.2, não pode ser possível, em operação normal, dar partida ao elevador
nem mantê-lo em movimento se uma porta de pavimento (ou quaisquer de suas folhas, no caso de porta multi-
folha) estiver aberta. Entretanto, operações preliminares para o movimento da cabina podem ser realizadas.

7.7.2.2 É permitida a operação com as portas abertas na zona de destravamento para permitir o nivelamento
ou renivelamento para o nível do pavimento correspondente, desde que sejam atendidos os requisitos de 14.2.1.2.

7.7.3 Travamento e destravamento de emergência

Cada porta de pavimento deve ser provida com um dispositivo de travamento satisfazendo os requisitos de 7.7.1.
Este dispositivo deve ser protegido contra abuso deliberado.

7.7.3.1 Travamento

O travamento efetivo da porta de pavimento na posição fechada deve preceder o movimento do carro.
O travamento deve ser confirmado por um dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

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7.7.3.1.1 O carro não pode ser capaz de partir enquanto os elementos de travamento não estiverem engatados por
pelo menos 7 mm, conforme o Anexo F da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

7.7.3.1.2 Os elementos dos dispositivos elétricos de segurança que comprovam a condição travada da(s) folha(s)
da porta devem ser operados positivamente e sem qualquer mecanismo intermediário pelo elemento de
travamento. Ele deve ser não desregulável, mas ajustável, se necessário.

7.7.3.1.3 Para portas tipo eixo vertical, o travamento deve ser efetuado tão próximo quanto possível do batente do
lado de fechamento e ser mantido mesmo que a porta ceda.

7.7.3.1.4 Os elementos de travamento e suas fixações devem ser resistentes a impactos e devem ser feitos ou
reforçados de metal.
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7.7.3.1.5 O engate dos elementos de travamento deve ser de modo que uma força de 300 N no sentido da
abertura da porta não diminua a eficácia do travamento.

7.7.3.1.6 O travamento deve resistir, sem deformação permanente, durante o ensaio conforme o Anexo F da
ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001, a uma força mínima no sentido de abertura da porta, ao
nível do travamento de:

a) 1 000 N para portas corrediças;

b) 3 000 N no pino de travamento para portas tipo eixo vertical.

7.7.3.1.7 O travamento deve ser efetivado e mantido pela ação da gravidade, por ímã permanente ou por molas.
As molas devem atuar por compressão, ser guiadas e ter dimensões tais que, no momento do destravamento,
as espiras não se toquem.

Nos casos em que o ímã permanente (ou a mola) não cumprir a sua função, a ação da gravidade não pode
provocar o destravamento.

Se os elementos de travamento forem mantidos em posição por meio de ímã permanente, não pode ser possível
neutralizar o seu efeito por um meio simples (por exemplo, calor ou choque).

7.7.3.1.8 O dispositivo de travamento deve ser protegido contra o risco de acumulação de poeira que possa
prejudicar o seu funcionamento adequado.

7.7.3.1.9 A inspeção das peças em funcionamento deve ser facilitada, como, por exemplo, por meio de um visor.

7.7.3.1.10 Nos casos em que os contatos do travamento estão em uma caixa, os parafusos de fixação da
tampa devem ser do tipo prisioneiro, de modo que eles fiquem nos furos da tampa ou caixa quando for retirada
a tampa.

7.7.3.2 Destravamento de emergência

Qualquer uma das portas de pavimento deve ser capaz de ser destravada do exterior por uma chave que se ajuste
ao triângulo de destravamento definido no Anexo B da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

Esta chave deve ser entregue somente à pessoa responsável. Ela deve ser acompanhada por uma instrução
escrita detalhando as precauções essenciais a serem tomadas, com o objetivo de evitar acidentes que possam
resultar de um destravamento que não foi seguido por um retravamento efetivo.

Após um destravamento de emergência, não pode ser possível o dispositivo de travamento permanecer na
posição destravada com a porta de pavimento fechada.

O dispositivo de destravamento sozinho não pode ser capaz de permanecer na posição destravada quando a
porta de pavimento for fechada depois de um destravamento de emergência, a menos que se esteja atuando nele
para esse fim.

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No caso de portas de pavimento acionadas pela porta da cabina, um dispositivo (peso ou mola) deve assegurar o
fechamento automático da porta de pavimento se esta porta estiver aberta, por qualquer razão, quando a cabina
está fora da zona de destravamento.

7.7.3.3 O dispositivo de travamento da porta é considerado um componente de segurança e deve ser ensaiado
conforme o Anexo F da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

7.7.4 Dispositivo elétrico de verificação de porta de pavimento fechada

7.7.4.1 Cada porta de pavimento deve ser provida de um dispositivo elétrico de segurança para confirmar
a posição fechada de acordo com 14.1.2, de modo que as condições de 7.7.2 sejam atendidas.
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7.7.4.2 Para as portas de deslizamento horizontais conjugadas com as portas da cabina, este dispositivo pode
ser comum com o dispositivo para confirmar a condição travada, desde que ele seja dependente do fechamento
efetivo da porta de pavimento.

7.7.5 Requisitos comuns aos dispositivos de confirmação da condição travada e condição fechada da
porta

7.7.5.1 Não pode ser possível, de locais normalmente acessíveis por pessoas, operar o elevador com a porta de
pavimento aberta ou destravada, depois de uma única ação que não faça parte da operação normal.

7.7.5.2 Os meios usados para confirmar a posição de um elemento de travamento devem ter operação positiva.

7.7.6 Portas corrediças multifolhas unidas mecanicamente entre si

7.7.6.1 Se uma porta corrediça for formada por várias folhas direta e mecanicamente unidas, é permitido:

a) colocar o dispositivo de confirmação de porta fechada prescrito em 7.7.4.1 ou 7.7.4.2 em uma única folha, e

b) no caso de portas telescópicas, travar somente uma folha, desde que este único travamento impeça
a abertura da(s) outra(s) folha(s) pela retenção das folhas na posição fechada.

7.7.6.2 Se uma porta corrediça for constituída por várias folhas indireta e mecanicamente ligadas (por exemplo,
por cabo, correia ou corrente), é permitido travar somente uma folha sempre que este único travamento impedir
a abertura de outras folhas.

A posição fechada da(s) outra(s) folha(s) não travada(s) pelo dispositivo de travamento deve ser confirmada por
um dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

7.8 Fechamento temporizado das portas automáticas

Em serviço normal, as portas de pavimento devem ser fechadas e assim permanecer depois de um período de
tempo necessário, definido em função da freqüência de utilização do elevador, se não houver demanda para
a operação do elevador.

8 Carro e contrapeso (se provido)

8.1 Altura interna da cabina

8.1.1 A altura interna livre mínima da cabina deve ser de 2,00 m.

8.1.2 A altura livre mínima da(s) entrada(s) da cabina para o acesso normal dos usuários deve ser de 2,00 m.

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8.2 Área útil da cabina, carga nominal e número de passageiros

8.2.1 Caso geral

A área da cabina é limitada a um mínimo de 0,72 m2 e máximo de 0,90 m2.

Nos casos em que seja previsto o transporte de pessoa com mobilidade reduzida, a área a ser considerada
é de até 1,25 m2, com largura mínima livre de 0,90 m e profundidade mínima de 1,20 m.

8.2.2 Capacidade nominal

A capacidade nominal é de três pessoas ou 225 kg.


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8.3 Paredes, piso e teto da cabina

8.3.1 A cabina deve ser totalmente fechada por paredes, piso e teto não perfurados, sendo permitidas apenas
as seguintes aberturas:

a) entradas para acesso normal dos usuários;

b) abertura(s) de ventilação.

8.3.2 O conjunto formado pela armação, cursores, paredes, piso e teto da cabina deve ter resistência mecânica
suficiente para suportar as forças aplicadas no funcionamento normal do elevador, na aplicação do freio de
segurança ou no impacto do carro contra o pára-choque.

8.3.2.1 Cada parede da cabina deve ter resistência mecânica de modo que, durante aplicação da força de 300 N,
uniformemente distribuída numa área circular ou quadrada de 5 cm2, perpendicular à parede, em qualquer ponto,
de dentro para fora da cabina, ela

a) resista sem qualquer deformação permanente, e

b) resista sem deformação elástica maior que 15 mm.

Os fechamentos de vidro devem ser de vidro laminado e, adicionalmente, suportar os ensaios de choque do
pêndulo como descrito no Anexo G da ABNT NBR NM 207:1999 e no Anexo J da ABNT NBR NM 267:2001.

Depois dos ensaios, a função de segurança do fechamento não pode estar afetada.

As fixações superiores devem ser projetadas de modo que o vidro não possa sair de seus encaixes, mesmo
quando escorregue.

8.3.2.2 O teto da cabina deve atender às exigências de 8.12.

8.3.2.3 Fechamentos de cabina com vidro colocado abaixo de 1,1 m do piso devem ter um corrimão entre as
alturas 0,90 m e 1,10 m. Este corrimão deve ser fixado independentemente do vidro.

8.3.2.4 As folhas de vidro devem ser marcadas com as seguintes informações:

a) nome do fornecedor e marca registrada;

b) tipo de vidro;

c) espessura (exemplo: 8/8/0,76 mm).

8.3.3 As paredes, piso e teto não podem ser feitos de materiais que possam tornar-se perigosos pela alta
inflamabilidade ou pela natureza e quantidade de fumaça produzida.

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8.3.4 Não é permitida a colocação de vidro estilhaçável, a não ser nos aparelhos de iluminação e sinalização,
quando protegidos por dispositivos que evitem a queda de estilhaços.

8.4 Protetores da soleira

8.4.1 A soleira da plataforma deve ser provida com um protetor estendendo-se em toda a largura da entrada de
pavimento correspondente. A seção vertical deve estender-se para baixo por meio de uma dobra cujo ângulo com
o plano horizontal deve ser no mínimo 60o. A projeção desta dobra no plano horizontal deve ser no mínimo 20 mm.

8.4.2 A altura da parte vertical deve ser no mínimo metade da zona de destravamento.

8.5 Fechamento da entrada da cabina


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As entradas da cabina devem ser providas de portas.

8.6 Portas da cabina

8.6.1 As portas da cabina devem ser não perfuradas, de acionamento automático ou manual, e largura mínima
de 0,70 m.

Para o transporte de pessoa em cadeira de rodas, a largura mínima deve ser de 0,80 m.

8.6.2 Quando as portas da cabina estão fechadas, salvo as folgas necessárias, elas devem fechar
completamente as entradas da cabina.

8.6.3 Quando fechadas, a folga entre folhas ou entre folhas e longarinas, vergas ou soleiras, deve ser a menor
possível, a fim de que não haja perigo de corte.

A condição deve ser considerada atendida quando essas folgas não excederem 6 mm.

Essa folga é medida no fundo de rebaixos, se existentes.

8.6.4 As portas dobráveis (tipo “bus”) devem possuir um encosto que evite que a porta abra para fora da cabina.

8.6.5 Soleiras, guias e suspensão das portas

Os requisitos de 7.4, aplicados às portas da cabina, devem ser observados.

8.6.6 Se a porta de pavimento contiver visor, também a porta da cabina deve ser montada com visor, a menos
que a porta da cabina seja automática e mantenha-se na posição aberta quando a cabina está parada no nível do
pavimento.

O visor deve satisfazer os requisitos de 7.6.2 a) e ser posicionado na porta da cabina de modo que esteja em
alinhamento visual com o visor da porta de pavimento quando a cabina está nivelada com o pavimento.

8.6.7 Resistência mecânica

As portas da cabina em posição fechada devem possuir resistência mecânica tal que, quando se aplica uma força
de 300 N perpendicular à porta, em qualquer ponto, de dentro da cabina para fora, distribuída sobre uma área
de 5 cm2 redonda ou quadrada, elas devem:

a) resistir sem deformação permanente;

b) resistir sem deformação elástica maior que 15 mm;

c) não ter sua função de segurança afetada depois deste ensaio.

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8.7 Proteção durante a operação de portas automáticas

8.7.1 As portas e suas vizinhanças devem ser projetadas de modo a minimizar as conseqüências nocivas de
agarramento de uma parte de pessoa, roupa ou outro objeto.

Para evitar o risco de corte durante a operação de portas corrediças automáticas, a face das portas dentro da
cabina não pode possuir furos ou projeções maiores que 3 mm. As arestas devem ser chanfradas ou
arredondadas.

8.7.2 Portas automáticas devem ser projetadas para minimizar as conseqüências nocivas de uma pessoa bater
contra uma folha de porta.
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Para esse fim, os seguintes requisitos devem ser atendidos.

8.7.2.1 Portas corrediças horizontais

8.7.2.1.1 O esforço necessário para impedir o fechamento de porta não pode exceder 150 N. Esta medida não
pode ser feita no primeiro terço do percurso da porta.

8.7.2.1.2 A energia cinética da porta da cabina e dos elementos mecânicos ligados rigidamente a ela, calculada ou
medida a uma velocidade média de fechamento, conforme indicado em 7.5.2.1.1.2, não pode exceder 10 J.

8.7.2.1.3 Um dispositivo protetor sensível deve iniciar automaticamente a reabertura da porta no caso de uma
pessoa ser atingida (ou estar para ser atingida) pela porta ao cruzar a entrada durante o movimento de
fechamento da porta.

O efeito do dispositivo pode ser neutralizado durante os últimos 50 mm de percurso de cada folha de porta;

No caso de um sistema que torne inoperante o dispositivo protetor sensível depois de um certo período de tempo,
para desfazer obstruções prolongadas durante o fechamento da porta, a energia cinética definida acima não pode
exceder 4 J durante o movimento da porta com o dispositivo protetor inoperante.

8.7.2.2 Portas onde o fechamento é feito sob o controle contínuo do usuário (por exemplo, pressão
constante em um botão)

Quando a energia cinética calculada ou medida conforme indicado em 7.5.2.1.1.2 exceder 10 J, a velocidade de
fechamento média das folhas mais rápidas deve ser limitada a 0,3 m/s.

8.8 Dispositivo elétrico de portas da cabina fechadas

8.8.1 Não pode ser possível em operação normal partir o elevador nem mantê-lo em movimento se a porta da
cabina (ou uma folha de uma porta multifolha) estiver aberta. Operações preliminares em preparação ao
movimento do carro podem ser realizadas.

8.8.2 Para garantir as condições impostas em 8.8.1, cada folha de porta de cabina deve estar provida de
dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

Este dispositivo deve ser instalado em posição tal que não possa ser alcançado do interior da cabina e sua
operação deve ser efetuada por meios mecânicos fixados à folha correspondente.

8.9 Portas com várias folhas interligadas mecanicamente

8.9.1 Se uma porta possuir várias folhas interligadas mecanicamente, é permitido:

a) colocar o dispositivo (8.8) em apenas uma folha (a folha mais rápida, no caso de portas telescópicas);

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b) colocar o dispositivo (8.8) no elemento de acionamento da porta, se a ligação mecânica entre este elemento
e as folhas for direta;

c) para assegurar o travamento, no caso e condições estabelecidas em 5.4.4, travar apenas uma folha, desde
que esta trava única evite a abertura das outras folhas (por engate das folhas na posição fechada, no caso de
portas telescópicas).

8.9.2 Se as folhas forem ligadas entre si por uma ligação mecânica indireta (por exemplo, por cabo, correia
ou corrente), tais meios de articulação devem ser projetados para resistir a quaisquer forças normalmente
previsíveis, ser construídas com especial cuidado e verificadas periodicamente.

É permitido colocar o dispositivo (8.8) em uma única folha, desde que:


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a) esta folha não seja uma folha acionadora;

b) a folha seja arrastada por uma ligação mecânica direta.

8.10 Abertura da porta da cabina

A abertura automática das portas da cabina deve ocorrer somente na zona de destravamento, limitada para esse
fim a 0,20 m para cima e 0,20 m para baixo do nível do pavimento.

8.10.1 Para que os passageiros deixem a cabina, se o elevador parar por alguma razão na zona de
destravamento deve ser possível, com o carro parado e a alimentação do operador de porta desligada:

a) abrir ou abrir parcialmente, manualmente, a partir do pavimento, a porta da cabina;

b) abrir ou abrir parcialmente, manualmente, de dentro da cabina, a porta da cabina junto com a porta de
pavimento conjugada.

8.10.2 A abertura da porta da cabina, prevista em 8.10.1, deve ocorrer somente na zona de destravamento
e com o elevador parado.

A força necessária para esta abertura não pode ultrapassar 300 N.

8.11 Alçapões e portas de emergência

É proibida a instalação de alçapões e portas de emergência.

A assistência ao passageiro na cabina deve sempre vir de fora, sendo prestada em particular pela operação de
emergência mencionada em 12.2.3 e 12.3.8.

8.12 Teto da cabina

8.12.1 Além dos requisitos de 8.3, o teto da cabina deve suportar uma pessoa, isto é, deve resistir a uma força
vertical de 1 000 N numa área de 0,20 m x 0,20 m em qualquer posição sem deformação permanente.

8.12.2 Polias fixadas na armação do carro devem ter proteção de acordo com 9.7.

8.12.3 No teto da cabina deve haver um ponto com uma área de pelo menos 0,12 m² que comporte uma pessoa
em pé, na qual a medida menor seja pelo menos 0,25 m.

8.13 Subseção intencionalmente deixada livre.

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8.14 Equipamento no topo da cabina

O seguinte deve ser instalado no topo da cabina:

a) dispositivo de controle de acordo com 14.2.1.3 (operação de inspeção);

b) dispositivo de parada de acordo com 14.2.2.2 e 15.3;

c) tomada elétrica de acordo com 13.6.2.

8.15 Ventilação
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8.15.1 As cabinas devem ser providas com aberturas de ventilação na sua parte superior e inferior.

8.15.2 A área efetiva das aberturas de ventilação situadas na parte superior da cabina deve ser pelo menos 1 %
da área útil da cabina, e o mesmo se aplica para as aberturas na parte inferior da cabina.

As folgas ao redor das portas da cabina podem ser consideradas no cálculo da área dos furos de ventilação, até
50 % da área efetiva requerida.

8.15.3 As aberturas de ventilação devem ser feitas ou arranjadas de modo que não seja possível passar,
através dos painéis da cabina, a partir de dentro, uma vareta rígida reta de 10 mm de diâmetro.

8.16 Iluminação

8.16.1 A cabina deve dispor de iluminação elétrica permanente, assegurando uma intensidade de pelo menos
50 lx ao nível do piso e nos dispositivos de controle. Em edificações de caráter residencial privativo, pode ser
instalado interruptor de luz para o circuito de iluminação.

8.16.2 Devem ser providas pelo menos duas lâmpadas ligadas em paralelo.

8.16.3 Deve haver uma fonte de emergência automaticamente recarregável, a qual deve ser capaz de alimentar
pelo menos duas lâmpadas de igual potência (ou qualquer outro meio emissor de luz) por 1 h no mínimo, de forma
a assegurar um iluminamento mínimo de 2 lx, medido em qualquer ponto da botoeira da cabina. Estas lâmpadas
devem ser ativadas imediata e automaticamente por falha do fornecimento normal de energia.

8.16.4 Se a alimentação referida acima for também usada para alimentar o sinal do alarme de emergência
referido por 14.2.3, sua capacidade deve ser convenientemente avaliada.

8.17 Contrapeso (se provido)

Se o contrapeso (se provido) incorporar pesos de enchimento, devem ser tomadas medidas para evitar
o deslocamento dos pesos. Nesse caso deve ser usada uma armação que contenha os pesos de enchimento e os
mantenha firmes no lugar. No entanto, se os pesos de enchimento forem metálicos, a utilização de armação não
é necessária, desde que os pesos de enchimento sejam fixados com no mínimo dois tirantes.

9 Suspensão, freio de segurança e limitador de velocidade

9.1 Suspensão

9.1.1 Os carros e os contrapesos (se provido) devem ser suspensos por cabos de aço.

9.1.2 Os cabos devem corresponder às seguintes condições:

a) diâmetro nominal deve ser pelo menos de 6 mm;

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b) a mínima tensão de ruptura dos arames deve ser:

1) 1 570 N/mm2 ou 1 770 N/mm2 para cabos de tensão única;

2) 1 370 N/mm2 para os arames externos e 1 770 N/mm2 para os arames internos, para cabos de tensão
dupla;

c) as outras características (construção, alongamento, ovalização, flexibilidade, ensaios etc.) devem


corresponder pelo menos àquelas especificadas na ISO 4344.

9.1.3 O número mínimo de cabos deve ser de:


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a) para elevador a tração ou com acionamento positivo, dois;

b) para elevador com acionamento hidráulico de ação indireta, dois por pistão.

Os cabos devem ser independentes.

9.1.4 Onde for usado efeito de suspensão (2:1, 3:1, etc.), o número a ser levado em consideração é o de cabos
e não o de ramos.

9.1.5 Outros meios de suspensão podem ser utilizados, desde que garantam condições de segurança
no mínimo equivalente às exigidas para cabos de aço.

9.2 Relação entre o diâmetro de polias/tambor e o diâmetro dos cabos, coeficiente de segurança
de cabos

9.2.1 A relação entre o diâmetro primitivo de polias/tambor e o diâmetro nominal dos cabos de suspensão deve
ser pelo menos 30, independentemente do número de pernas.

9.2.2 O coeficiente de segurança dos cabos de suspensão deve ser não menor que 7.

O coeficiente de segurança é a relação entre a carga de ruptura mínima de um cabo e a carga máxima exercida
neste cabo quando o carro com a sua carga nominal encontra-se parado no pavimento mais baixo. Para o cálculo
dessa força máxima deve-se levar em conta o número de cabos, o efeito (se aplicado), a carga nominal, a massa
do carro, a massa dos cabos, a massa dos ramos do cabo de comando e dos elementos suspensos do lado da
cabina.

9.2.3 A junção entre o cabo e o fixador do cabo deve resistir pelo menos 80 % da carga de ruptura mínima do
cabo.

As extremidades dos cabos devem ser fixadas ao carro, ao contrapeso (se provido) e aos pontos de suspensão
por meio de fixadores tipo cunha (autofixantes).

Em suspensão tipo cunha deve ser colocado no mínimo um grampo para evitar que a cunha saia de sua posição
no caso de eventual afrouxamento dos cabos (ver Figura 1).

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a) b) c)

Figura 1 — Método de colocação de grampos nos cabos de suspensão

9.2.4 A fixação dos cabos nos tambores deve ser executada usando-se sistema de bloqueio com cunhas,
ou pelo uso de dois grampos no mínimo ou outro sistema com segurança equivalente.

9.3 Razão de tração para elevadores acionados por tração - Pressão específica

9.3.1 Os carros e os contrapesos (se provido) devem ser suspensos por cabos de aço.

Não pode ser possível deslocar o carro em subida se o contrapeso (se provido) estiver apoiado nos pára-choques,
impondo à máquina um movimento de rotação no sentido de subida.

A seguinte equação deve ser satisfeita:

 T1  f 
   C1  C 2  e
T2

onde:

T1/T2 é a razão entre a maior e a menor forças estáticas nos ramos do cabo situado em qualquer dos lados da
polia motriz, nos seguintes casos:

 cabina com carga equivalente a 125 % da carga nominal estacionada no pavimento mais baixo;

 cabina descarregada estacionada no nível do pavimento mais alto.

C1 é o coeficiente que leva em conta a aceleração, retardamento e condições particulares da instalação.

gn  a
C1 
gn  a

gn é a aceleração padrão de queda livre, expressa em metros por segundo ao quadrado (m/s2);

a é o retardamento do carro na freada, expressa em metros por segundo ao quadrado (m/s2).

O valor mínimo de C1 deve ser de 1,10.

C2 é o coeficiente que leva em conta a variação do perfil da ranhura da polia motriz devido ao desgaste;

C2 = 1 para ranhuras semicirculares ou recortadas;

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C2 = 1,2 para ranhuras V;

e é a base dos logaritmos naturais;

f é o coeficiente de atrito dos cabos contra as ranhuras da polia motriz;


para ranhuras V;


f 
 
sin  
2
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para ranhuras semicirculares ou recortadas;

   
4  1  sin  
  2 
f 
    sin 

α é o ângulo de abraçamento dos cabos na polia motriz (rad);

β é o ângulo da garganta nas ranhuras da polia motriz (rad) (β = 0 para ranhuras semicirculares);

γ é o ângulo das ranhuras V da polia motriz (rad);

μ é o coeficiente de atrito entre os cabos de aço e o ferro fundido das polias = 0,09.

9.3.2 Pressão específica dos cabos de tração nas ranhuras da polia motriz

A pressão específica deve ser calculada de acordo com as seguintes fórmulas:

 para ranhuras recortadas ou semicirculares;

   
8 cos 2 
T  
p  
n  d  D     sin 

 para ranhuras V;

T 4,5
p 
nd D  
sin  
2

Em nenhum caso a pressão específica deve exceder o seguinte valor, com a cabina com a sua carga nominal:

12,5  4v
p
1  vc

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É responsabilidade do fabricante do elevador levar em conta as características individuais e as condições de uso


na escolha da pressão específica.

Os símbolos têm os seguintes significados:

d é o diâmetro dos cabos de suspensão, expresso em milímetros (mm);

D é o diâmetro primitivo da polia motriz, expresso em milímetros (mm);

n é o número de cabos;
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p é a pressão específica, expressa em Newtons por milímetros quadrados (N/mm2);

T é a força estática nos cabos do carro ao nível da polia motriz, quando a cabina está parada no nível
do pavimento mais baixo com a sua carga nominal,expressa em newtons (N);

vc é a velocidade dos cabos correspondente à velocidade nominal do carro, expressa em metros por
segundo (m/s).

9.4 Distribuição da carga entre os cabos

9.4.1 Deve ser provido um dispositivo automático para equalizar as tensões dos cabos de tração, pelo menos
em uma de suas extremidades.

9.4.2 Se forem usadas molas para a equalização da tensão, elas devem trabalhar à compressão.

9.4.3 Os dispositivos para ajuste do comprimento de cabos devem ser feitos de modo que tais dispositivos não
possam trabalhar frouxos depois do ajuste.

9.5 Enrolamento dos cabos para elevadores com acionamento a tambor

9.5.1 O tambor, que pode ser usado nas condições de 12.1 b), deve ter ranhuras helicoidais apropriadas para
os cabos usados.

9.5.2 Quando o carro apóia no seu pára-choque totalmente comprimido, uma volta e meia do cabo deve
permanecer enrolada nas ranhuras do tambor.

9.5.3 Somente uma camada de cabos deve ser enrolada no tambor.

9.5.4 O ângulo de deflexão dos cabos em relação às ranhuras não pode exceder 2o, para qualquer posição da
cabina.

9.6 Precauções contra queda livre, descida com velocidade excessiva e deslize do carro para
acionamento hidráulico

9.5.1 Dispositivos ou combinações de dispositivos e os seus processos de comando, conforme a Tabela 1,


devem estar providos para evitar que o carro:

a) caia em queda livre; ou

b) desça com excesso de velocidade;

c) deslize do nível do pavimento mais que 0,12 m e ultrapasse a zona de destravamento.

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Tabela 1 – Combinações de precauções contra a queda Iivre ou a descida com velocidade excessiva e o
deslize do carro (9.6)

X Combinações de escolha (exemplo) Precauções contra deslize


Atuação adicional do Sistema
Precauções contra a queda do carro ou a descida com freio de segurança eletrico
velocidade excessiva (9.8) pelo movimento antideslize
em descida da cabina (14.2.1.4)
Freio de segurança (9.8) atuado por
Elevadores de X X
limitador de velocidade (9.9)
ação direta
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Válvula de queda (12.3.4.5) X


Freio de segurança (9.8) atuado por
X X
limitador de velocidade (9.9)
Elevadores de
ação indireta Válvula de queda (12.3.4.5) mais freio de
segurança (9.8) atuado por ruptura dos X X
elementos de suspensão (9.10)

9.6.2 Outros dispositivos, combinações de dispositivos e seus processos de comando são permitidos, desde
que garantam pelo menos o mesmo grau de segurança que os indicados na Tabela 1.

9.6.3 Em caso de suspensão do carro por dois cabos, um dispositivo elétrico de segurança conforme 14.1.2
deve parar o elevador caso exista uma diferença anormal de tensão entre os cabos.

9.7 Proteção de polias

9.7.1 As polias motrizes e polias de desvio devem ser providas com dispositivos de acordo com a Tabela 2
para evitar:

a) danos ao corpo humano;

b) que os cabos saiam de suas ranhuras, se frouxos;

c) a introdução de objetos entre os cabos e ranhuras.

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Tabela 2 – Proteção de polias

Riscos conforme 9.7.1


Localização das polias motrizes e polias de desvio
a) b) c)
No topo X X X
No carro
Sob a plataforma X
No contrapeso (se provido) X X
No compartimento de máquinas X** X X
Na projeção da cabina X X
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Na última altura
Fora da projeção da cabina X
Na caixa
Entre o poço e a última altura X X*
No poço X X X
No limitador de velocidade e sua polia tensora X X X*
X: o risco deve ser levado em consideração.
* Requerido somente se os cabos entrarem horizontalmente na polia motriz ou polia de desvio ou a um ângulo acima da
horizontal até um máximo de 90°.
** Deve ser provida no mínimo de proteção contra contato acidental.

9.7.2 As proteções usadas devem ser construídas de modo que as partes girantes sejam visíveis e não
atrapalhem as operações de exame e manutenção.

Se elas forem perfuradas, devem atender à ABNT NBR NM ISO 13852:2003, Tabela 4.

A desmontagem somente deve ser necessária nos seguintes casos:

a) troca de cabos;

b) troca de polia;

c) repasse (reusinagem) das ranhuras.

9.8 Freio de segurança

9.8.1 Disposições gerais

9.8.1.1 O carro deve ser provido de um freio de segurança capaz de operar pelo menos no sentido de descida e
capaz de parar o carro com a sua carga nominal, à velocidade de desarme do limitador de velocidade, mesmo se
ocorrer ruptura dos elementos de suspensão, por meio de força de compressão nas guias, e de manter o carro
preso nelas.

9.8.1.2 No caso tratado em 5.5.2, o contrapeso (se provido) deve também ser equipado com freio de segurança
operando somente no sentido de descida do contrapeso.

9.8.1.3 O freio de segurança deve ser do tipo instantâneo ou progressivo.

9.8.2 Esta seção foi intencionalmente deixada livre.

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9.8.3 Método de acionamento

9.8.3.1 Os freios de segurança do carro e o do contrapeso (se provido) devem, cada um, ser acionados pelo seu
próprio limitador de velocidade ou pela ruptura ou afrouxamento dos meios de suspensão.

Se o redutor da máquina for do tipo reversível, deve ser provido limitador de velocidade para acionamento do freio
de segurança do carro.

9.8.3.2 Em elevadores elétricos, o freio de segurança do contrapeso (se provido) pode ser acionado pela ruptura
ou afrouxamento do meio de suspensão ou por cabo de segurança.

9.8.3.3 É proibido o acionamento de freios de segurança por dispositivos elétricos, hidráulicos ou pneumáticos.
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9.8.4 Retardamento

Para freios de segurança progressivos, o retardamento médio no caso de queda livre com a carga nominal na
cabina deve estar entre 0,2 gn e 1,0 gn.

9.8.5 Rearme

9.8.5.1 Depois que o freio de segurança foi acionado, o seu rearme deve exigir a intervenção de uma pessoa
competente.

9.8.5.2 O rearme do freio de segurança do carro [ou do contrapeso (se provido)] somente deve efetivar-se pela
subida do carro [ou do contrapeso (se provido)].

9.8.6 Condições construtivas

9.8.6.1 É proibido utilizar as sapatas ou os blocos de freios de segurança como cursores.

9.8.6.2 Se o freio de segurança for regulável, a regulagem final deve ser lacrada.

9.8.6.3 Inclinação do piso da cabina no caso de operação do freio de segurança

Quando o freio de segurança do carro atua sem carga ou com a carga uniformemente distribuída, o piso da cabina
não pode inclinar mais que 5 % de sua posição normal.

9.8.7 Verificação elétrica

Quando o freio de segurança do carro está aplicado, um dispositivo montado no carro deve iniciar a parada do
motor antes ou no momento da atuação do freio de segurança. Este dispositivo deve ser um dispositivo elétrico
de segurança de acordo com 14.1.2.

9.8.8 O freio de segurança é considerado um componente de segurança e deve ser verificado conforme
o Anexo F da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

9.9 Limitador de velocidade

9.9.1 O desarme do limitador de velocidade para acionamento do freio de segurança do carro deve ocorrer
a uma velocidade pelo menos igual a 115 % da velocidade nominal e no máximo igual a 0,7 m/s.

9.9.2 Sempre que o freio de segurança é atuado por ruptura dos elementos de suspensão, deve ser entendido
que o freio de segurança é atuado a uma velocidade correspondente à de atuação de um limitador de velocidade
adequado.

9.9.3 A velocidade de desarme do limitador de velocidade do freio de segurança do contrapeso (se provido)
deve ser maior que aquela do freio de segurança do carro, contudo não excedendo mais que 10 %.

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9.9.4 A força de tensão no cabo do limitador de velocidade produzida quando do desarme do limitador
de velocidade deve ser pelo menos maior que o maior dos seguintes valores:

a) 300 N; ou

b) duas vezes aquela força necessária para acionar o freio de segurança.

9.9.5 O sentido de rotação, correspondente ao acionamento do freio de segurança, deve ser marcado
no limitador de velocidade.

9.9.6 Cabos do limitador de velocidade


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9.9.6.1 O limitador de velocidade deve ser acionado por um cabo de aço projetado para esta finalidade.

9.9.6.2 A carga mínima de ruptura do cabo deve considerar o esforço que possa ser produzido no cabo
do limitador de velocidade no momento de sua atuação, e um coeficiente de segurança mínimo 8.

9.9.6.3 O diâmetro nominal do cabo deve ser de pelo menos 6 mm.

9.9.6.4 A razão entre o diâmetro nominal da polia do limitador de velocidade e o diâmetro nominal do cabo deve
ser de pelo menos 30.

9.9.6.5 O cabo deve ser tensionado por uma polia tensora cujo movimento deve estar restrito a um plano vertical.

9.9.6.6 Durante a atuação do freio de segurança, o cabo do limitador de velocidade e suas ligações devem
permanecer intactos, mesmo no caso em que o percurso de freada seja maior que o normal.

9.9.6.7 O cabo do limitador de velocidade deve ser facilmente destacável do freio de segurança.

9.9.7 Tempo de resposta

O tempo de resposta do limitador de velocidade antes do desarme deve ser suficientemente curto para não
permitir atingir uma velocidade perigosa antes do acionamento do freio de segurança.

9.9.8 Acessibilidade

9.9.8.1 O limitador de velocidade deve ser acessível para inspeção e manutenção.

9.9.8.2 Se localizado na caixa, o limitador de velocidade deve ser acessível de fora da caixa.

9.9.8.3 O requisito de 9.9.8.2 não se aplica se as três condições seguintes forem cumpridas simultaneamente:

a) o desarme do limitador de velocidade de acordo com 9.9.1 for efetivado por meio de um controle remoto,
a partir de fora da caixa, pelo qual um desarme involuntário não é efetivado e o dispositivo de atuação não
é acessível a pessoas não autorizadas; e

b) o limitador de velocidade é acessível para inspeções e manutenção a partir do topo da cabina ou a partir do
poço; e

c) o limitador de velocidade, depois de desarmado, retorna automaticamente à posição normal de funcionamento


quando o carro [ou o contrapeso (se provido)] é movido no sentido de subida.

Contudo, as partes elétricas podem retornar à posição normal através de um controle remoto, operado a partir de
fora da caixa, o que não pode influenciar a função normal do limitador de velocidade.

9.9.9 Os meios de ajuste do limitador de velocidade devem ser lacrados depois do ajuste da velocidade de
desarme.

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9.9.10 Verificação elétrica

9.9.10.1 O limitador de velocidade ou outro dispositivo deve, por meio de um dispositivo elétrico de segurança
atendendo a 14.1.2, iniciar a parada da máquina, subindo ou descendo, o mais tardar no momento em que a
velocidade de desarme do limitador de velocidade seja atingida.

9.9.10.2 Se depois da atuação do freio de segurança o limitador de velocidade não se auto-rearmar,


um dispositivo elétrico de segurança (14.1.2) deve evitar a partida do elevador enquanto o limitador de velocidade
estiver na condição desarmado.

O retorno ao serviço normal somente deve ser feito por uma pessoa competente.
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9.9.10.3 A ruptura ou o afrouxamento do cabo do limitador de velocidade deve causar a parada do motor por meio
de um dispositivo elétrico de segurança (14.1.2).

9.10 Atuação por ruptura dos elementos de suspensão

9.10.1 Se forem utilizadas molas para a atuação do freio de segurança, elas devem ser guiadas e trabalhar à
compressão.

9.10.2 Para garantir que a ruptura dos elementos de suspensão faz atuar o freio de segurança, deve ser
possível, do exterior da caixa, proceder a um ensaio.

9.10.3 No caso de elevadores de ação indireta com vários pistões, a ruptura dos elementos de suspensão de
qualquer dos pistões deve provocar a atuação do freio de segurança.

9.11 Sistema elétrico antideslize

Para o sistema elétrico antideslize, ver 14.2.1.2 e 14.2.1.4.

10 Guias, pára-choques e limitadores de percurso final

10.1 Generalidades sobre as guias

10.1.1 A resistência das guias, das suas amarrações e das juntas deve ser suficiente para suportar as forças
atuantes na operação normal, nas condições de acionamento do dispositivo de segurança e ensaios,
para assegurar operação segura do elevador.

Os aspectos de operação segura do elevador relativos às guias são:

a) o guiamento do carro e do contrapeso (se provido) devem ser assegurados;

b) as deflexões devem ser limitadas para assegurar que:

 o destravamento não intencional das portas não ocorra;

 a operação dos dispositivos de segurança não seja afetada, e

 a colisão de partes móveis com outras partes não seja possível.

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10.1.2 Tensões e deflexões admissíveis

10.1.2.1 As tensões admissíveis devem ser determinadas por:

Rm
 adm 
St

onde:

adm é a tensão admissível, expressa em newtons por milímetros quadrados (N/mm2);


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Rm é a tensão de ruptura à tração, expressa em newtons por milímetros quadrados (N/mm2);

St é o coeficiente de segurança.

O coeficiente de segurança deve ser conforme Tabela 3.

Tabela 3 – Coeficiente de segurança para guias

Casos de carga Alongamento (A5) Coeficiente de segurança


A5 > 12 % 2,25
Uso normal, em carregamento
8 %  A5  12 % 3,75
A5 > 12 % 1,8
Operação do freio de segurança
8 %  A5  12 % 3,0

Materiais com alongamento menor que 8 % não podem ser utilizados.

Para guias de acordo com ABNT NBR NM 196, podem ser usados os valores de adm na Tabela 4.

Tabela 4 – Tensões admissíveis adm Valores em N/mm


2

Rm
Casos de carga
370 440 520
Uso normal, em carregamento 165 195 230
Operação do freio de segurança 205 244 290

10.1.2.2 Para guias perfil T, as máximas deflexões admissíveis calculadas são:

a) 5 mm em ambas as direções para guias do carro e do contrapeso (se provido) onde freios de
segurança são operados;

b) 10 mm em ambas as direções para guias do contrapeso (se provido) sem freio de segurança.

10.1.3 A fixação das guias a seus suportes e ao edifício deve permitir compensar, automaticamente ou por
simples ajuste, os efeitos normais de assentamento natural do edifício e a contração do concreto.

Uma rotação das fixações que provoque o desprendimento da guia deve ser impedida.

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10.2 Guiamento do carro e do contrapeso (se provido)

10.2.1 O carro e o contrapeso (se provido) devem ser, cada um deles, guiados por pelo menos duas guias de
aço rígidas.

10.2.2 As guias devem ser feitas de aço trefilado, ou a superfície de atrito deve ser usinada, se for utilizado freio
de segurança progressivo.

10.2.3 As guias do contrapeso (se provido) sem freio de segurança, desde que suportem os esforços laterais
a que estão submetidas, podem ser de chapa metálica dobrada ou conformações similares (por exemplo, perfil T),
porém rígidas. Devem estar protegidas contra a corrosão.

10.3 Pára-choques do carro e do contrapeso (se provido)


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10.3.1 Os pára-choques devem ser colocados na parte inferior da caixa sob o carro e contrapeso (se provido).

10.3.2 Em adição aos requisitos de 10.3.1, elevador com acionamento a tambor deve ser provido com
pára-choque no topo do carro ou na parte superior da caixa.

10.3.3 Os pára-choques do tipo de acumulação de energia, com características lineares e não lineares, podem
ser usados.

10.3.4 Os pára-choques devem manter o carro de elevador hidráulico parado com a carga nominal a uma
distância de no máximo 0,12 m abaixo do piso do pavimento extremo inferior.

10.3.5 Quando os pára-choques estão completamente comprimidos, o êmbolo de elevador hidráulico não pode
bater no fundo do cilindro.

10.3.6 Os pára-choques do tipo de acumulação de energia com características não lineares são considerados
componentes de segurança e devem ser verificados de acordo com os requisitos do Anexo F da
ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

10.4 Percurso dos pára-choques do carro e do contrapeso (se provido)

O percurso, em metros, não pode ser menor que 0,135 v², onde:

v é a velocidade nominal, expressa em metros por segundo (m/s).


Para velocidades de impacto não superiores a 0,25 m/s, os pára-choques podem ser omitidos se o espaço abaixo
do carro e do contrapeso (se provido) consistir em uma área não acessível à pessoa e o piso do poço tiver uma
resistência suficiente para suportar, sem ruptura, o impacto do carro com sua carga nominal e o contrapeso
(se provido) descendente.

Os pára-choques devem ser projetados para cobrir o percurso definido acima sob uma carga estática entre
2,5 a 4 vezes a soma das massas do carro e sua carga nominal [ou a massa do contrapeso (se provido)].

10.4.1 Pára-choques com características não lineares

Pára-choques do tipo de acumulação de energia com características não lineares devem atender aos seguintes
requisitos:

a) o retardamento médio, no caso de queda livre com a carga nominal na cabina com velocidade de 115 % da
nominal, não pode ser maior que 1,0 gn;

b) retardamento maior do que 2,5 gn não pode durar mais de 0,04 s;

c) a velocidade de retorno do carro não pode ser maior que 1 m/s;

d) deformação permanente e/ou dano, se existir, não podem comprometer a integridade e a função do
componente.

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10.5 Limitadores de percurso final

10.5.1 Generalidades

Devem ser instalados limitadores de percurso final.

Os limitadores de percurso final devem ser ajustados para atuar tão perto quanto possível dos pavimentos
extremos, sem interrupções de serviço inoportunas.

Eles devem operar antes que o carro [ou o contrapeso (se provido)] atinja o pára-choque. A ação dos limitadores
de percurso final deve ser mantida enquanto os pára-choques estiverem comprimidos.

10.5.2 Controle dos limitadores de percurso final


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10.5.2.1 Devem ser usados dispositivos distintos para os limitadores de percurso normal e final.

10.5.2.2 Em caso de elevador acionado a tambor, a atuação do limite final deve ser realizada:

a) através de um dispositivo ligado ao movimento da máquina; ou

b) através do carro e do peso de balanceamento, se existir, no topo da caixa; ou

c) se não existir peso de balanceamento, através do carro no topo e no fundo da caixa.

10.5.2.3 A atuação dos limitadores de percurso final deve ser assegurada:

a) diretamente pelo carro nas partes superior e inferior da caixa; ou

b) por meio de um elemento ligado diretamente ao carro (por exemplo, por um cabo, correia ou corrente). Nesse
caso, a ruptura ou o afrouxamento desta ligação deve provocar a parada da máquina através de um
dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

10.5.2.4 Para os elevadores hidráulicos de ação direta, o comando dos limitadores de percurso final deve ser
garantido:

a) diretamente pelo carro ou pelo pistão; ou

b) por uma ligação mecânica indireta ao carro (por exemplo, por cabo, correia ou corrente). Neste caso, a
ruptura ou afrouxamento desta ligação deve provocar a parada da máquina por ação de um dispositivo
elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

10.5.2.5 Para os elevadores hidráulicos de ação indireta, o comando do limitador de percurso final deve ser
garantido:

a) diretamente pelo pistão; ou

b) por uma ligação mecânica indireta ao pistão (por exemplo, por cabo, correia ou corrente). Neste caso,
a ruptura ou afrouxamento desta ligação deve provocar a parada da máquina por ação de um dispositivo
elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

10.5.3 Modo de atuação dos limitadores de percurso final

10.5.3.1 Os limitadores de percurso final devem:

a) para elevadores com acionamento a tambor, cortar diretamente por meio de contatos de separação mecânica
positiva os circuitos que alimentam o motor e o freio de acordo com 12.2.5;

b) para elevadores de uma ou duas velocidades:

1) cortar diretamente os circuitos que alimentam o motor e o freio por meio de contatos de separação
mecânica positiva de acordo com 12.2.5 e 12.3.3;

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2) devem ser tomadas medidas para que o motor não alimente a(s) bobina(s) do freio; ou

3) abrir, através de um dispositivo elétrico de segurança (14.1.2), o circuito que alimenta as bobinas de
dois contactores em conformidade com 12.2.5.1 e 13.2.1.1;

c) no caso de elevadores de tensão variável ou variação contínua de velocidade, assegurar a rápida parada da
máquina, em um tempo menor possível compatível com o sistema.

10.5.3.2 Depois da atuação dos limitadores de percurso final, o retorno do elevador ao serviço deve somente ser
possível pela intervenção de uma pessoa habilitada.

Se existirem diversos limitadores de percurso em cada extremidade do percurso, um deles pelo menos deve
impedir o movimento em ambos os sentidos e requerer a intervenção de uma pessoa habilitada.
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10.6 Dispositivos de segurança para casos em que o carro ou o contrapeso (se provido)
encontrar um obstáculo durante a descida

10.6.1 Os elevadores devem possuir um dispositivo que cause a parada do elevador e mantenha-o parado se:
a) for dada uma partida e a máquina não girar;
b) o carro [ou o contrapeso (se provido)] for parado em descida por um obstáculo que cause o deslizamento dos
cabos na polia motriz.
10.6.2 Este dispositivo deve funcionar em um tempo que não exceda o menor dos seguintes valores:
a) 45 s;
b) o tempo para vencer todo o percurso, mais 10 s, com um mínimo de 20 s se o tempo de percurso total for
menor que 10 s.
10.6.3 Este dispositivo não pode afetar o movimento do carro na operação de inspeção ou na operação elétrica
de emergência, a partir do compartimento de máquina.

10.7 Tensões de flambagem nas guias como conseqüência da atuação do freio de segurança

A tensão de flambagem k nas guias durante a atuação do freio de segurança instantâneo pode ser avaliada
aproximadamente por meio da seguinte fórmula:

25  ( P  Q )  
k 
A (N/mm²)

Onde:

P é a soma das massas do carro com a cabina vazia e as massas de parte dos cabos de comando e quaisquer
dispositivos de compensação, suspensos no carro, expressa em quilogramas (kg);

Q é a carga nominal, expressa em quilogramas (kg);


A é a área da seção transversal da guia, expressa em milímetros quadrados (mm2);

k é a tensão de flambagem nas guias, expressa em newtons por milímetros quadrados (N/mm2);

 é o coeficiente de flambagem, retirado da Tabela 4 em função de ;

 é o índice de esbeltez = lk /i ;

lk é a distância máxima entre os suportes da guia, expressa em milímetros (mm);

i é o raio de giração, expresso em milímetros (mm).

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Tabela 4 – Coeficiente "" relacionado ao  para aço com tensão de ruptura de 370 N/mm2

 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 
20 1,04 1,04 1,04 1,05 1,05 1,06 1,06 1,07 1,07 1,08 20
30 1,08 1,09 1,09 1,10 1,10 1,11 1,11 1,12 1,13 1,13 30
40 1,14 1,14 1,15 1,16 1,16 1,17 1,18 1,19 1,19 1,20 40
50 1,21 1,22 1,23 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27 1,28 1,29 50
60 1,30 1,31 1,32 1,33 1,34 1,35 1,36 1,37 1,39 1,40 60
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70 1,41 1,42 1,44 1,45 1,46 1,48 1,49 1,50 1,52 1,53 70
80 1,55 1,56 1,58 1,59 1,61 1,62 1,64 1,66 1,68 1,69 80
90 1,71 1,73 1,74 1,76 1,78 1,80 1,82 1,84 1,86 1,88 90
100 1,90 1,92 1,94 1,96 1,98 2,00 2,02 2,05 2,07 2,09 100
110 2,11 2,14 2,16 2,18 2,21 2,23 2,27 2,31 2,35 2,39 110
120 2,43 2,47 2,51 2,55 2,60 2,64 2,68 2,72 2,77 2,81 120
130 2,85 2,90 2,94 2,99 3,03 3,08 3,12 3,17 3,22 3,26 130
140 3,31 3,36 3,41 3,45 3,50 3,55 3,60 3,65 3,70 3,75 140
150 3,80 3,85 3,90 3,95 4,00 4,06 4,11 4,16 4,22 4,27 150
160 4,32 4,38 4,43 4,49 4,54 4,60 4,65 4,71 4,77 4,82 160
170 4,88 4,94 5,00 5,05 5,11 5,17 5,23 5,29 5,35 5,41 170
180 5,47 5,53 5,59 5,66 5,72 5,78 5,84 5,91 5,97 6,03 180
190 6,10 6,16 6,23 6,29 6,36 6,42 6,49 6,55 6,62 6,69 190
200 6,75 6,82 6,89 6,96 7,03 7,10 7,17 7,24 7,31 7,38 200
210 7,45 7,52 7,59 7,66 7,73 7,81 7,88 7,95 8,03 8,10 210
220 8,17 8,25 8,32 8,40 8,47 8,55 8,63 8,70 8,78 8,86 220
230 8,93 9,01 9,09 9,17 9,25 9,33 9,41 9,49 9,57 9,65 230
240 9,73 9,81 9,89 9,97 10,05 10,14 10,22 10,30 10,39 10,47 240
250 10,55
NOTA Os valores de  devem ser lidos considerando-se as dezenas na vertical e as unidades na horizontal.
Exemplo: =73, =1,45

11 Folgas entre o carro e a parede da caixa e entre o carro e o contrapeso (se provido)

11.1 Generalidades

As folgas especificadas nesta Norma devem ser atendidas não somente durante as inspeções e ensaios antes do
elevador ser colocado em serviço, mas também durante toda a vida do elevador.

11.2 Folgas entre o carro e a parede defronte à entrada da cabina

Os requisitos de 11.2.1 a 11.2.3 são ilustrados na Figura 2.

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11.2.1 A distância horizontal entre a superfície interna da caixa e a soleira ou armação da entrada da cabina
ou porta, ou extremidade da entrada das portas tipo corrediça horizontal, não pode exceder 0,125 m.

11.2.2 A distância horizontal entre a soleira do carro e a soleira de pavimento não pode exceder 0,035 m.

11.2.3 A distância horizontal acessível entre a porta da cabina e as portas de pavimento fechadas
ou as distâncias acessíveis entre as portas durante toda a operação normal delas não pode exceder 0,06 m.
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Figura 2 – Folgas entre o carro e a parede defronte à entrada da cabina

11.3 Distância horizontal entre carro e contrapeso (se provido) às paredes da caixa

11.3.1 A distância horizontal entre o carro e paredes da caixa, exceto como referido em 11.2, deve ser no
mínimo 0,02 m. O carro e seus componentes associados devem estar afastados do contrapeso (se provido)
e seus componentes associados por pelo menos uma distância de 0,02 m.

11.3.2 A distância horizontal entre o contrapeso (se provido) e paredes da caixa deve ser no mínimo 0,02 m.

11.4 Folga entre o carro e o contrapeso (se provido)

O carro e seus componentes associados devem estar afastados do contrapeso (se provido) e seus componentes
associados por pelo menos uma distância de 0,02 m.

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12 Máquinas

12.1 Generalidades

Cada elevador unifamiliar deve possuir uma máquina própria.

São permitidos os seguintes métodos de acionamento:

a) tração;

b) positivo;
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c) hidráulico com ação direta;

d) hidráulico com ação indireta.

12.2 Acionamento por tração ou a tambor

12.2.1 Uso de polias e tambores

Devem ser providos dispositivos de proteção de acordo com 9.7.

12.2.2 Sistema de freada

12.2.2.1 Generalidades

O elevador deve possuir sistema de freada que opere automaticamente caso haja queda da fonte de energia
principal ou da fonte de energia do circuito de controle.

12.2.2.1.1 O elevador deve possuir sistema de freada que opere automaticamente caso haja queda da fonte de
energia principal ou da fonte de energia do circuito de controle.

12.2.2.1.2 O sistema de freada deve possuir obrigatoriamente um freio eletromecânico atuando por atrito,
mas pode, além deste, ter outro meio de freada (por exemplo, elétrico).

12.2.2.2 Freio eletromecânico

12.2.2.2.1 O freio deve ser capaz por si só de parar a máquina quando o carro estiver viajando em descida com
velocidade nominal e com a carga nominal mais 25 %. Nessas condições, o retardamento do carro não pode
exceder aquele resultante da atuação do freio de segurança ou do impacto nos pára-choques.

Os componentes mecânicos que atuam na ação de freada diretamente no tambor ou no disco devem ser
instalados em duplicata e dimensionados de modo que, se um dos componentes não atuar diretamente no tambor
ou no disco, mesmo assim, continue a ser exercido um esforço de freada suficiente para a redução da velocidade
do carro com a carga nominal, no sentido de descida.

Qualquer núcleo de bobina é considerado uma parte mecânica, enquanto que qualquer bobina não.

12.2.2.2.2 O componente sobre o qual o freio atua de forma direta deve estar acoplado diretamente à polia
motriz ou ao tambor mediante elementos rígidos.

12.2.2.2.3 Para manter o freio aberto, em posição normal de trabalho, deve ser assegurado um fluxo
permanente de corrente elétrica.

12.2.2.2.3.1 A interrupção da corrente do freio deve ser feita por pelo menos dois dispositivos elétricos
independentes.

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12.2.2.2.3.2 Quando o motor elétrico funciona como gerador, não pode ser possível para o dispositivo elétrico
que aciona o freio ser alimentado pelo motor de acionamento.

12.2.2.2.3.3 A ação de freada deve ocorrer sem atraso adicional após a abertura do circuito de acionamento do
freio (o uso de diodo ou capacitor ligado diretamente nos terminais da bobina do freio não pode ser considerado
um meio de atraso).

12.2.2.2.3.4 Máquinas dotadas de dispositivo de movimentação manual de emergência devem requerer um


esforço manual permanente para manter o freio aberto.

12.2.2.2.3.5 A pressão da sapata do freio deve ser exercida por molas guiadas sujeitas à compressão.
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12.2.2.2.3.6 A ação de freada deve ser exercida por pelo menos duas sapatas sobre o tambor ou disco.

12.2.2.2.3.7 Freios de fita não são permitidos.

12.2.2.2.3.8 As lonas de freio devem ser constituídas de material incombustível e devem ser isentas de amianto.

12.2.3 Operação de emergência

12.2.3.1 A máquina deve possuir um meio manual de operação de emergência que permita levar o carro
a um pavimento por meio de um volante liso.

12.2.3.2 Deve ser possível avaliar junto à máquina se o carro se encontra na zona de destravamento (por exemplo,
marcando os cabos de aço de suspensão).

12.2.4 Velocidade

A velocidade do carro, com metade da carga nominal, em descida, no meio do percurso, excluindo os períodos de
aceleração e retardamento, não pode exceder a velocidade nominal em mais de 5 %, com a freqüência da rede no
valor nominal e a tensão do motor igual à nominal do equipamento.

12.2.5 Parada da máquina e verificação desta condição

A parada da máquina causada pela atuação de um dispositivo elétrico de segurança deve ser assegurada
conforme 12.2.5.1 a 12.2.5.3.

12.2.5.1 Motor alimentado diretamente por corrente alternada da rede elétrica

O suprimento de energia deve ser interrompido por dois contactores independentes cujos contatos principais
estejam ligados em série. Caso um dos contactores não tenha aberto os contatos principais, deve ser evitada nova
partida, no mais tardar na próxima mudança de sentido de movimento.

12.2.5.2 Motor de corrente alternada alimentado e controlado por elementos estáticos

Deve ser usado um dos seguintes métodos:

a) mesmo procedimento de 12.2.5.1; ou

b) um sistema dotado de:

1) um contactor que seccione a corrente de todas as fases do motor. O contactor deve desarmar a cada
mudança de sentido; caso contrário, deve ser impedida nova partida;

2) um dispositivo que bloqueie o fluxo de energia dos elementos estáticos;

3) um dispositivo de monitoramento que verifique o bloqueio do fluxo de energia a cada parada do motor.

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Se durante o período de parada o bloqueio através dos elementos estáticos não estiver efetivo, o dispositivo de
monitoramento deve provocar o desarme do contactor e deve ser impedida uma nova partida.

12.2.5.3 A atuação dos limitadores de percurso final deve ser assegurada:

a) diretamente pelo carro nas partes superior e inferior da caixa; ou

b) por meio de um elemento ligado diretamente ao carro (por exemplo, por um cabo, correia ou corrente).
Nesse caso, a ruptura ou o afrouxamento desta ligação deve provocar a parada da máquina através de um
dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2.

12.2.6 Proteção da maquinaria


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Deve ser provida proteção efetiva para as partes girantes acessíveis que podem representar risco de acidente,
em particular:

a) chavetas e parafusos de eixos;

b) eixos salientes de motores;

c) limitadores de velocidade.

Excluem-se polias motrizes com proteções de acordo com 9.7, volantes manuais, tambores de freio e outras
peças redondas e lisas. Tais itens devem ser pintados de amarelo pelo menos parcialmente.

12.2.7 Dispositivo de proteção contra cabo frouxo

Elevadores acionados a tambor devem ser providos de dispositivo de cabo frouxo atuando um dispositivo elétrico
de segurança em conformidade com 14.1.2. Este dispositivo pode ser o mesmo exigido em 9.6.3.

12.3 Acionamento hidráulico

12.3.1 Pistão

Ferro fundido cinzento ou outro material frágil não pode ser usado na construção de pistões e seus elementos
de conexão associados.

Os pistões devem ser montados de forma a serem sujeitos somente a cargas axiais. Devem ser providos com
batentes no limite de seu curso ou meios igualmente efetivos para impedir que o êmbolo se desloque além dos
limites do pistão.

12.3.1.1 Cálculo do cilindro e do êmbolo

12.3.1.1.1 Cálculos da pressão

12.3.1.1.1.1 O cilindro e o êmbolo devem ser projetados de modo que, sujeitos a uma força que provoque uma
pressão de 2,3 vezes a pressão com a carga nominal, exista pelo menos um coeficiente de segurança
de 1,7 relativamente à tensão de prova Rp02.

12.3.1.1.1.2 No cálculo da espessura dos pistões simples deve ser adicionado 1,0 mm às paredes dos cilindros e
seus fundos e 0,5 mm às paredes dos êmbolos ocos.

12.3.1.1.1.3 Os cálculos devem ser efetuados de acordo com o Anexo K da ABNT NBR NM 267:2001.

12.3.1.1.2 Cálculos da flambagem

Os pistões submetidos a esforços de compressão devem atender aos requisitos de 12.3.1.1.2.1 a 12.3.1.1.2.3.

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12.3.1.1.2.1 Devem ser projetados de tal modo que, na sua posição de extensão máxima e sujeitos às forças que
lhe provoquem uma pressão de 1,4 vez a pressão com a carga nominal, seja assegurado um coeficiente de
segurança de pelo menos 2 em relação à flambagem.

12.3.1.1.2.2 Os cálculos devem ser efetuados de acordo com o Anexo K da ABNT NBR NM 267:2001.

12.3.1.1.2.3 Como alternativa a 12.3.1.1.2.2, podem ser usados métodos de cálculo mais complexos, desde que
seja assegurada pelo menos a mesma segurança.

12.3.1.2 Conexão carro e êmbolo/cilindro

12.3.1.2.1 No caso de um elevador de ação direta, a conexão entre carro e êmbolo (cilindro) deve ser flexível.
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12.3.1.2.2 A conexão carro e êmbolo/cilindro deve ser realizada de modo a sustentar o peso do êmbolo/ cilindro
e esforços dinâmicos adicionais. Os meios de conexão devem estar assegurados.

12.3.1.2.3 No caso de êmbolo constituído por mais de uma seção, as ligações entre as seções devem ser
construídas de modo a poder suportar o peso das seções suspensas do êmbolo, bem como esforços dinâmicos
adicionais.

12.3.1.2.4 No caso de elevadores de ação indireta, a cabeça do êmbolo (cilindro) deve ser guiada.

12.3.1.2.5 No caso de elevadores de ação indireta, nenhuma parte do sistema de guiamento da cabeça do
êmbolo deve estar dentro da projeção vertical do teto da cabina.

12.3.1.3 Limitação do percurso do êmbolo

12.3.1.3.1 Devem ser previstos meios de parar o êmbolo com amortecimento numa posição tal que as
exigências de folgas superiores previstas em 5.6.1.1 f) possam ser satisfeitas.

12.3.1.3.2 Esta limitação de percurso deve ser:

a) por meio de um batente amortecedor; ou

b) efetuada pela interrupção de alimentação hidráulica do pistão por meio de uma ligação mecânica entre
o cilindro e uma válvula hidráulica.

A ruptura ou alongamento de tal ligação não pode resultar em uma desaceleração do carro que exceda o valor
especificado em 12.3.4.5.1.

12.3.1.3.3 Batente amortecedor

12.3.1.3.3.1 Este batente deve:

a) fazer parte integrante do pistão; ou

b) consistir em um ou mais dispositivos externos do pistão, situados fora da projeção do carro e cuja força
resultante seja exercida na linha de centro do pistão.

12.3.1.3.3.2 O projeto do batente com amortecedor deve ser de modo que a desaceleração média do carro não
exceda 1,0 gn e, no caso do elevador de ação indireta, o retardamento não cause afrouxamento do cabo.

12.3.1.3.4 Nos casos de 12.3.1.3.2 b) e 12.3.1.3.3.1 b), deve ser previsto no interior do pistão um batente,
de modo a evitar que o êmbolo saia do cilindro.

No caso de 12.3.1.3.2 b), este batente deve ser posicionado de modo que os requisitos de 5.6.1.1 f) também
sejam satisfeitos.

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12.3.1.4 Meios de proteção

12.3.1.4.1 Se o pistão for instalado num furo no solo, deve ser instalado dentro de um tubo de proteção.

Se for instalado em outro local, deve ser devidamente protegido.

Do mesmo modo devem ser protegidas:

a) a(s) válvula(s) de queda;

b) as tubulações rígidas ligando a(s) válvula(s) de queda com o cilindro.


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12.3.1.4.2 O fluido na cabeça do cilindro proveniente do vazamento e da perda deve ser recolhido.

12.3.1.4.3 O pistão deve conter um dispositivo de purga de ar.

12.3.2 Tubulações

12.3.2.1 Generalidades

12.3.2.1.1 As tubulações e os seus acessórios que estejam sujeitos a pressão (uniões, válvulas etc.) e em geral
todos os componentes do sistema hidráulico de um elevador devem:

a) ser apropriados para o fluido hidráulico usado;

b) ser projetados e instalados de modo a evitar solicitações anormais provocadas pelas fixações, seja por torção,
seja por vibração;

c) ser protegidos contra danos, em particular de origem mecânica.

12.3.2.1.2 As tubulações e os seus acessórios devem ser devidamente fixados e acessíveis para a sua
inspeção.

Se as tubulações (rígidas ou flexíveis) atravessarem paredes ou pisos, devem ser protegidas por meio de
invólucros com dimensões que permitam a desmontagem, se necessária, das tubulações para sua inspeção.

Não pode ser instalada qualquer união na zona daqueles invólucros.

12.3.2.2 Tubulações rígidas

As tubulações rígidas e os seus acessórios entre o cilindro e a válvula de retenção ou a(s) válvula(s) de comando
de descida devem ser projetados de tal modo que, a uma pressão 2,3 vezes a pressão a carga nominal, possam
assegurar um coeficiente de segurança de pelo menos 1,7 em relação à tensão de prova Rp0,2 .

No cálculo de espessura das paredes deve ser adicionado 1,0 mm no caso da ligação entre o cilindro e a válvula
de queda, se esta existir, e 0,5 mm para as outras tubulações rígidas.

Os cálculos devem ser efetuados de acordo com o Anexo K da ABNT NBR NM 267:2001.

12.3.2.3 Mangueiras

12.3.2.3.1 As mangueiras entre o pistão e a válvula de retenção ou a válvula de comando de descida devem
ser escolhidas com um coeficiente de segurança de pelo menos 8 com relação à pressão à carga nominal
e à pressão de ruptura.

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12.3.2.3.2 As mangueiras e as suas ligações entre o pistão e a válvula de retenção ou a válvula de comando de
descida devem resistir sem dano a uma pressão 5 vezes a pressão com a carga nominal, devendo este ensaio ser
efetuado pelo fabricante do conjunto mangueira e ligações.

12.3.2.3.3 As mangueiras devem ser marcadas de maneira indelével, indicando:

a) nome do fabricante ou marca;

b) pressão de ensaio;

c) data de ensaio.
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12.3.2.3.4 As mangueiras não podem ser instaladas com um raio de curvatura inferior ao indicado pelo
fabricante da mangueira.

12.3.2.3.5 Mangueiras devem ser instaladas de tal maneira que:

a) dobras acentuadas e estiramento da mangueira durante a operação do elevador sejam evitados;

b) a deflexão pela torção da mangueira seja minimizada;

c) a mangueira seja localizada ou protegida de forma a evitar danos; e

d) a mangueira seja adequadamente suportada ou possua uma terminação vertical, se o seu peso puder causar
um estiramento indevido.

12.3.3 Parada e verificação da condição de parada da máquina

A parada da máquina, resultante da atuação de um dispositivo elétrico de segurança de acordo com 14.1.2, deve
ser controlada como descrito em 12.3.3.1 e 12.3.3.2.

12.3.3.1 Movimento de subida

Para o movimento de subida:

a) a alimentação do motor elétrico deve ser cortada por pelo menos dois contactores independentes, em que os
contatos principais estão em série no circuito de alimentação do motor; ou

b) a alimentação do motor elétrico deve ser cortada por um contactor e a alimentação das válvulas em derivação
(de acordo com 12.3.4.4.2) devem ser cortadas por pelo menos dois dispositivos elétricos independentes
ligados em série no circuito de alimentação dessas válvulas.

12.3.3.2 Movimento de descida

Para o movimento de descida a alimentação da válvula de comando deve ser interrompida:

a) por pelo menos dois dispositivos elétricos ligados em série no circuito de alimentação; ou

b) diretamente pelo dispositivo elétrico de segurança na condição que a sua capacidade de corte seja suficiente.

12.3.3.3 Controle dos dispositivos de parada

Se, durante a parada do elevador, um dos contactores não abrir os seus contatos principais ou se um dos
dispositivos não abrir, a próxima partida deve ser impedida o mais tardar na próxima mudança de sentido de
movimento.

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12.3.4 Dispositivos hidráulicos de comando e de segurança

12.3.4.1 Válvula de isolamento

12.3.4.1.1 Deve-se prover uma válvula de isolamento que deve ser instalada no circuito que une o pistão
e a válvula de retenção e a válvula de comando de descida.

12.3.4.1.2 Esta válvula deve estar localizada no compartimento da máquina.

12.3.4.2 Válvula de retenção

12.3.4.2.1 Deve-se prover uma válvula de retenção que deve ser instalada no circuito entre a bomba e a válvula
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de isolamento.

12.3.4.2.2 A válvula de retenção deve ser capaz de manter parada a cabina do elevador com a carga nominal
em qualquer posição quando a pressão da bomba descer abaixo da pressão mínima de funcionamento.

12.3.4.2.3 O fechamento da válvula de retenção deve ser efetuado pela pressão hidráulica do pistão e por pelo
menos uma mola de compressão guiada e/ou por gravidade.

12.3.4.3 Válvula limitadora de pressão

12.3.4.3.1 Deve prover-se uma válvula limitadora de pressão que deve ser ligada ao circuito entre a bomba
e a válvula de retenção. O fluido hidráulico deve ser retornado ao reservatório.

12.3.4.3.2 A válvula limitadora de pressão deve ser ajustada de modo a limitar a pressão a 140 % da pressão
à carga nominal.

12.3.4.3.3 Se for necessário, devido às perdas internas elevadas (perdas de carga, atrito) a válvula limitadora
de pressão pode ser regulada por um valor maior sem exceder 170 % da pressão à carga nominal.

Neste caso, para o cálculo do equipamento hidráulico (incluindo o pistão) deve ser utilizado um multiplicador 1,4
para a pressão com a carga nominal.

No cálculo da flambagem, o fator de sobrepressão de 1,4 deve ser substituído por um coeficiente correspondente
ao aumento do ajuste de pressão da válvula limitadora de pressão.

12.3.4.4 Válvulas direcionais

12.3.4.4.1 Válvulas de comando de descida

As válvulas de comando de descida devem ser mantidas abertas por meios elétricos.

O seu fechamento deve ser efetuado pela pressão hidráulica do pistão e pelo menos por uma mola de
compressão guiada por válvula.

12.3.4.4.2 Válvulas de comando de subida

Se a parada da máquina for realizada de acordo com 12.3.3.1 b), para este efeito só devem ser usadas válvulas
em derivação. Elas devem ser fechadas eletricamente. A sua abertura deve ser efetuada por pressão hidráulica do
pistão e pelo menos por uma mola de compressão guiada por válvula.

12.3.4.5 Válvula de queda

Quando exigida, de acordo com 9.6, uma válvula de queda deve ser instalada de modo a satisfazer as condições
de 12.3.4.5.1 a 12.3.4.5.7.

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12.3.4.5.1 A válvula de queda deve ser capaz de parar o carro em movimento de descida e mantê-lo parado.
A válvula de queda deve ser acionada pelo menos quando a velocidade atingir um valor igual à velocidade
nominal de descida (vd ) mais 0,3 m/s.

A válvula de queda deve ser selecionada para o retardamento médio ficar entre 0,2 gn e 1,0 gn.

Retardamento maior de 2,5 gn não pode ter duração maior que 0,04 s.

O retardamento médio a pode ser calculado com a fórmula:

Qmax  r
a
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6  A  n  td

onde:

Qmax é a vazão máxima, expressa em litros por minuto (L/m);

r é o fator de suspensão;

A é a área do pistão onde a pressão atua, expressa em centímetros quadrados (cm2);

n é o número de pistões em paralelo com uma válvula de queda;

td é o tempo de freada, expresso em segundos (s);

valores que podem ser retirados do dossiê técnico e do certificado de ensaio de tipo.

12.3.4.5.2 A válvula de queda deve ser acessível para o seu ajuste e inspeção.

12.3.4.5.3 A válvula de queda deve ser:

a) integrante do pistão; ou

b) fixada direta e rigidamente por um flange; ou

c) colocada na proximidade do cilindro, mas ligada a este por tubulações rígidas e curtas a ele soldadas, fixadas
por flange ou roscadas; ou

d) ligada diretamente ao pistão por uma união roscada.

A válvula de queda deve estar provida de uma ponta roscada e uma sede de vedação. A sede deve servir
de batente contra o pistão.

Outros tipos de conexões, como união com anéis em compressão ou pontas expandidas, não são permitidos entre
o pistão e a válvula de queda.

12.3.4.5.4 A válvula de queda deve ser calculada utilizando-se o mesmo padrão de segurança empregado
no cálculo do cilindro.

12.3.4.5.5 Se a velocidade de fechamento da válvula de queda for controlada por um dispositivo de


estrangulamento, um filtro deve estar localizado antes e tão próximo quanto possível deste dispositivo.

12.3.4.5.6 Devem existir na casa de máquinas meios operados manualmente permitindo alcançar o fluxo de
acionamento da válvula de queda sem sobrecarregar o carro. Os meios devem ser protegidos contra operação
não intencional. Em qualquer posição, ele não pode neutralizar dispositivos de segurança adjacentes ao pistão.

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12.3.4.5.7 A válvula de queda é considerada um componente de segurança e deve ser verificada de acordo
com as exigências do Anexo F da ABNT NBR NM 267:2001.

12.3.4.6 Filtros

No circuito entre o reservatório e a bomba, bem como no circuito entre a válvula de isolamento e a válvula de
comando de descida, devem ser instalados filtros ou dispositivos semelhantes. O filtro ou dispositivo semelhante,
situado entre a válvula de isolamento e a válvula de comando de descida, deve ser acessível para inspeção
e manutenção.

12.3.5 Verificação da pressão


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12.3.5.1 Deve-se prover um manômetro. Ele deve estar instalado no circuito entre a válvula de retenção ou a(s)
válvula(s) de comando de descida e a válvula de isolamento.

12.3.5.2 Uma válvula de isolamento específica para o manômetro deve estar instalada entre o circuito principal
e a ligação ao manômetro.

12.3.5.3 A ligação deve ser efetuada por meio de uma rosca fêmea M20 x 1,5 ou G½”.

12.3.6 Reservatório

O reservatório deve ser projetado e construído para:

a) fácil verificação do nível do fluido hidráulico no reservatório;

b) fácil colocação e retirada do fluido hidráulico.

12.3.7 Velocidade

A velocidade da cabina vazia, na subida, não pode exceder a velocidade nominal de subida (vm) em mais de 8 %,
e a velocidade da cabina na descida com carga nominal não pode exceder a velocidade nominal de descida (vd)
em mais de 8 %. Em cada caso, deve ser considerada a temperatura normal de funcionamento do fluido hidráulico.

Para uma viagem na subida, é suposto que a alimentação está na sua freqüência nominal e a tensão do motor
é igual à tensão nominal do equipamento.

12.3.8 Operação manual de emergência

12.3.8.1 Movimento do carro em descida

12.3.8.1.1 O elevador deve estar provido com uma válvula de comando manual localizada na casa de máquinas,
de modo a permitir que o carro, mesmo em caso de falta de energia, seja baixado a um nível onde os passageiros
possam sair da cabina.

12.3.8.1.2 A velocidade da cabina não pode exceder 0,35 m/s.

12.3.8.1.3 A operação desta válvula deve exigir uma força manual contínua.

12.3.8.1.4 Esta válvula deve estar protegida contra ações involuntárias.

12.3.8.1.5 No caso de elevadores de ação indireta, onde o afrouxamento dos cabos pode ocorrer, a operação
manual da válvula não pode provocar abaixamento do êmbolo até o ponto de ocorrer afrouxamento dos cabos.

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12.3.8.2 Movimento do carro em subida

12.3.8.2.1 Uma bomba de acionamento manual que permita a cabina mover-se em subida deve estar
permanentemente instalada em todos os elevadores cujo carro contenha um freio de segurança ou dispositivo de
bloqueio.

12.3.8.2.2 A bomba de acionamento deve estar ligada ao circuito entre a válvula de retenção e a válvula de
comando de descida e a válvula de isolamento.

12.3.8.2.3 A bomba de acionamento manual deve ser equipada com uma válvula limitadora de pressão que
limite a pressão a 2,3 vezes a pressão à carga nominal.
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12.3.8.3 Verificação da posição do carro

Se o elevador servir a mais que dois pisos, deve ser possível verificar do compartimento da máquina, por meio
independente da alimentação de energia, se o carro se encontra em uma zona de destravamento.

12.3.9 Proteção das polias fixadas no pistão

Devem ser equipadas com dispositivos de proteção de acordo com 9.7.

12.3.10 Proteções das máquinas

Deve ser provida proteção efetiva para as partes girantes acessíveis que podem ser perigosas, em particular:

a) chavetas e parafusos nos eixos;

b) fitas, correntes e correias;

c) engrenagens, pinhões;

d) eixos salientes de motores;

e) limitadores de velocidade.

12.3.11 Limitador de tempo de funcionamento do motor

12.3.11.1 Cada elevador hidráulico deve ter limitador de tempo de funcionamento do motor que o desenergize
e o mantenha desenergizado se a cabina não mover quando for dada uma partida.

12.3.11.2 O limitador de tempo de funcionamento do motor deve atuar num tempo que não exceda o menor dos
dois valores seguintes:

a) 45 s;

b) tempo de viagem completo com carga nominal, mais 10 s, com um mínimo de 20 s se o tempo total de
viagem for menor que 10 s.

12.3.11.3 O retorno ao serviço normal somente deve ser possível por rearme manual.

Na restauração da força após um corte na alimentação, a permanência da máquina parada não é necessária.

12.3.11.4 O limitador de tempo de funcionamento do motor não pode impedir, mesmo se acionado, a operação
de inspeção (14.2.1.3) e o sistema elétrico antideslize [14.2.1.4 a) e b)].

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12.3.12 Dispositivo de segurança de cabo frouxo para elevadores de ação indireta

Se houver risco de afrouxamento de cabos, um dispositivo elétrico de segurança em conformidade com 14.1.2
deve ser provido. Este dispositivo deve causar a parada e manter parada a máquina quando o afrouxamento
ocorrer.

12.3.13 Proteção contra o sobreaquecimento do fluido hidráulico

Deve-se prever um dispositivo de detecção de temperatura. Este dispositivo deve parar a máquina e mantê-la
parada de acordo com 13.3.5.

13 Instalação elétrica
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13.1 Generalidades

13.1.1.1 Limites de aplicação

13.1.1.1 As exigências desta Norma, relacionadas com a instalação e dos seus componentes constituintes do
equipamento elétrico, aplicam-se:

a) à chave geral do circuito de potência e circuitos dependentes;

b) ao interruptor do circuito de iluminação da cabina e circuitos dependentes.

O elevador deve ser considerado como um todo, assim como uma máquina com o seu equipamento elétrico.

13.1.1.2 Os requisitos nacionais relacionados com os circuitos de fornecimento de eletricidade devem aplicar-se
até os terminais de entrada dos interruptores referenciados em 13.1.1.1. Eles devem aplicar-se a todos os circuitos
de iluminação do compartimento da máquina.

13.1.1.3 As exigências desta Norma para circuitos dependentes dos interruptores referidos em 13.1.1.1 estão
baseadas, na medida do possível, considerando as necessidades específicas do elevador, nas normas:

 em nível nacional: ABNT NBR 5410

 em nível MERCOSUL: NM;

 em nível internacional: IEC;

 em nível europeu: CENELEC.

Sempre que uma dessas normas for usada, são dados as suas referências e os limites dentro dos quais são
aplicáveis.

Quando não for fornecida informação precisa, o equipamento elétrico usado deve atender a normas nacionais
relacionadas com a segurança.

13.1.2 No compartimento da máquina é necessária uma proteção contra contato direto nas partes vivas,
por meio de coberturas possuindo um grau de proteção pelo menos IP 2X.

13.1.3 Resistência de isolação da instalação elétrica

A resistência de isolação da instalação elétrica deve ser medida entre cada condutor ativo e terra.

Os valores mínimos da resistência de isolação devem ser obtidos da Tabela 5.

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Quando houver dispositivos eletrônicos no circuito, os condutores fase e neutro devem ser ligados juntos durante
as medições.

Tabela 5 – Resistências de isolação

Tensão nominal do circuito Tensão de ensaio Resistência de isolação


V V (CC) M
EBT 250  0,25
 500 500  0,5
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EBT = extrabaixa tensão de segurança (≤ 50 VCA ou ≤ 120 VCC)

13.1.4 O valor médio em corrente contínua ou o valor eficaz em corrente alternada da tensão entre condutores
ou entre condutores e terra não pode exceder 250 V para os circuitos de controle e de segurança.

13.1.5 O condutor neutro e o condutor terra devem ser sempre distintos.

13.2 Contactores, contactores auxiliares e componentes dos circuitos de segurança

13.2.1 Contactores e contactores auxiliares

13.2.1.1 Os contactores principais (isto é, aqueles necessários para parar a máquina, conforme 12.2.5 e 12.3.3)
devem pertencer às seguintes categorias definidas pela IEC 60947-4-1.

a) AC-3 para contactores de motores c.a.;

b) DC-3 para contactores de potência para c.c.

Esses contactores devem adicionalmente admitir 10 % de operações de partidas por impulsos.

13.2.1.2 Se, por necessidade da potência a transmitir, for preciso usar contactores auxiliares para acionar os
contactores principais, os contactores auxiliares devem pertencer às seguintes categorias definidas pela
IEC 60947-5-1.

a) AC-15 para controlar eletroímãs c.a.;

b) DC-13 para controlar eletroímãs c.c.

13.2.1.3 Tanto para os contactores principais referidos em 13.2.1.1 como para os contactores auxiliares referidos
em 13.2.1.2, são pré-requisitos para atender 14.1.1.1 que:

a) se um dos contatos de abertura (normalmente fechado) estiver fechado, todos os contatos de fechamento
deve estar abertos;

b) se um dos contatos de fechamento (normalmente aberto) estiver fechado, todos os contatos de abertura deve
estar abertos.

13.2.2 Componentes dos circuitos de segurança

13.2.2.1 Quando se usam dispositivos conforme 13.2.1.2, como relés em um circuito de segurança, as hipóteses
de 13.2.1.3 também devem aplicar-se.

13.2.2.2 Se os relés usados forem tais que os contatos de abertura e fechamento não estejam fechados
simultaneamente em nenhuma posição da armadura, a possibilidade de atração incompleta da armadura
14.1.1.1 g) pode ser desconsiderada.

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13.2.2.3 Dispositivos (se existentes) ligados depois de dispositivos elétricos de segurança devem atender às
exigências de 14.1.2.2.3 no que diz respeito às linhas de fuga e folgas entre contatos no ar (não às folgas de
corte).

Essa exigência não se aplica a dispositivos mencionados em 13.2.1.1, 13.2.1.2 e 13.2.2.1 e que atendam às
exigências das IEC 60947-4-1 e IEC 60947-5-1.

13.3 Proteção de motores

13.3.1 Motores ligados diretamente à rede elétrica devem ser protegidos contra curto-circuito.

13.3.2 Motores ligados diretamente à rede elétrica devem ser protegidos contra sobrecargas por meio de
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dispositivos de desconexão de corte automático e rearme manual (exceto como provido em 13.3.3), que devem
cortar a alimentação do motor em todos os condutores ativos.

13.3.3 Quando a sobrecarga é detectada com base no aumento da temperatura dos enrolamentos do motor,
o dispositivo de desconexão pode ser fechado automaticamente depois de um arrefecimento suficiente.

13.3.4 As prescrições de 13.3.2 e 13.3.3 se aplicam a cada enrolamento, se o motor tiver vários enrolamentos
alimentados por circuitos diferentes.

13.3.5 Se a temperatura de projeto de um equipamento elétrico provido com um dispositivo de monitoração de


temperatura for exercida e o elevador não puder continuar em operação, então o carro deve parar num pavimento
de forma que os passageiros possam deixar a cabina. O retorno automático à operação normal do elevador no
sentido de subida deve somente ocorrer após resfriamento suficiente.

13.4 Interruptores

13.4.1 O compartimento da máquina deve possuir um interruptor principal capaz de cortar a alimentação do
elevador em todos os condutores ativos. Este interruptor deve ser capaz de desligar a mais alta corrente que
possa ocorrer nas condições normais de uso do elevador.

Este interruptor não pode cortar os circuitos que alimentam:

a) a iluminação da cabina ou ventilação, se existente;

b) a tomada elétrica no topo do carro;

c) a iluminação do compartimento da máquina e de polias;

d) a tomada elétrica no compartimento da máquina;

e) a iluminação da caixa do elevador;

f) o dispositivo de alarme.

13.4.2 Os interruptores principais dos elevadores, com as suas proteções, devem estar colocados no
compartimento da máquina e situados no lado oposto às dobradiças da porta de entrada e distantes dela no
máximo 1 m.

Os interruptores principais devem possuir travamento mecânico na posição desligado com porta-cadeados.

Quando, a partir deste interruptor, não se enxergar a máquina correspondente, deve haver em série um segundo
interruptor a partir do qual se possa enxergar a respectiva máquina.

Além disso deve ser instalado um interruptor diferencial com proteção máxima de 30 mA, que proteja os circuitos
de luz da cabina, alarme e tomada elétrica com ligação a terra.

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13.5 Fiação elétrica

13.5.1 No compartimento da máquina ou de polias e nas caixas dos elevadores, os condutores e cabos (exceto
os cabos de comando) devem ser selecionados a partir daqueles normalizados pelo CENELEC e com uma
qualidade pelo menos equivalente àquela definida por CENELEC HD 21.3 S2 e CENELEC HD 22.4 S2.

13.5.1.1 Exceto para os circuitos de potência da máquina, podem ser usados em todos os circuitos os condutores
selecionados conforme CENELEC HD 21.3 S2, partes 2 (H07V-U e H07V-R), 3 (H07V-K), 4 (H05V-U)
e 5 (H05V-K), desde que eles estejam instalados em conduítes ou canaletas feitos de metal ou plástico, ou os
condutores estejam protegidos de maneira equivalente.

13.5.1.2 Os cabos rígidos definidos na Seção 2 de CENELEC HD 21.4 S2 podem ser usados somente em
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montagens visíveis fixadas nas paredes da caixa (ou no compartimento da máquina) ou instaladas em dutos,
canaletas ou dispositivos similares.

13.5.1.3 Os cabos flexíveis comuns definidos de acordo com Seção 3 (H05RR-F) de CENELEC HD 22.4 S2
e Seção 5 (H05VV-F) de CENELEC HD 21.5 S2 podem ser usados somente em dutos, canaletas ou dispositivos
de proteção equivalente.

Os cabos flexíveis de capa grossa definidos na Seção 5 (H07RN-F) de CENELEC HD 22.4 S2 podem ser usados
como cabos rígidos nas condições definidas em 13.5.1.2 e para ligação a um aparelho móvel (exceto como cabos
de comando para conexão ao carro), ou se eles estiverem submetidos a vibrações.

Os cabos de comando de acordo com CENELEC HD 359 devem ser aceitos como cabos para conexão ao carro,
dentro dos limites estabelecidos por esses documentos. Em todos os casos, os cabos de comando escolhidos
devem ser pelo menos de qualidade equivalente.

13.5.1.4 As exigências de 13.5.1.1, 13.5.1.2 e 13.5.1.3 não necessitam ser aplicadas:

a) a condutores e cabos não ligados a dispositivos elétricos de segurança das portas de pavimento, desde que:

1) eles não estejam submetidos a uma potência de saída nominal maior que 100 VA;

2) a tensão, entre pólos (ou fases) ou entre pólo (ou uma das fases) e terra à qual estão normalmente
submetidos não exceda 50 V;

b) à fiação de dispositivos de operação ou distribuição nos armários ou painéis:

1) entre diferentes peças de equipamento elétrico; ou

2) entre essas peças do equipamento e os terminais de ligação.

13.5.2 Área da seção transversal de condutores

A área da seção transversal de circuitos de dispositivos elétricos de segurança de portas não pode ser menor que
0,75 mm2.

13.5.3 Método de instalação

13.5.3.1 A instalação elétrica deve ser provida com as indicações necessárias para facilitar a sua compreensão.

13.5.3.2 Conexões, terminais de ligação e conectores, exceto aqueles indicados em 13.1.2, devem ser localizados
em armários, caixas ou painéis providos para esse propósito.

13.5.3.3 Se, depois da abertura do interruptor principal do elevador, alguns terminais de ligação permanecerem
ativos, eles devem ser nitidamente separados dos terminais que não estejam ativos e, se a tensão exceder 50 V,
eles devem ser devidamente marcados.

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13.5.3.4 Terminais de ligação cuja interligação acidental possa causar um funcionamento perigoso do elevador
devem ser nitidamente separados, a menos que o seu método de construção tenha eliminado este risco.

13.5.3.5 A fim de assegurar a continuidade da proteção mecânica, as capas protetoras dos condutores e cabos
devem ser totalmente introduzidas na caixa de interruptores e aparelhagens, ou deve ter uma manga de
construção adequada nas extremidades.

NOTA As armações fechadas das portas de pavimento e porta da cabina são consideradas caixas de aparelhagem.
Contudo, se houver risco de dano mecânico devido ao movimento de elementos ou arestas cortantes da própria armação,
os condutores ligados a dispositivo elétrico de segurança devem ser mecanicamente protegidos.

13.5.3.6 Se o mesmo duto ou cabo contiver condutores cujos circuitos possuem tensões diferentes, todos os
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condutores ou cabos devem ter isolação especificada para a tensão mais alta.

13.5.4 Conectores

Conectores e dispositivos do tipo de encaixe colocados em circuitos de segurança devem ser projetados
e instalados de modo a ser impossível encaixar o plugue incorretamente.

13.5.5 Aterramento

Todas as partes metálicas do elevador não submetidas à tensão, tanto colocadas no compartimento da máquina
como na caixa, devem estar aterradas.

Instalação elétrica relacionada com aterramento deve ser feita conforme ABNT NBR 5410.

13.6 Iluminação e tomadas elétricas

13.6.1 As alimentações elétricas da iluminação da cabina, da caixa e do compartimento da máquina e de polias


(se existem) devem ser independentes da alimentação da máquina, tanto através de outro circuito como através
da ligação para o circuito de alimentação da máquina do lado da alimentação do interruptor principal ou dos
interruptores principais citados em 13.4.

13.6.2 Deve ser prevista tomada elétrica no topo da cabina, instalada em local visível e acessível. A alimentação
para as tomadas elétricas no topo da cabina, no compartimento da máquina e de polias (se existir) e no poço deve
ser derivada dos circuitos referidos em 13.6.1.

Essas tomadas elétricas devem ser do tipo:

 dois pólos mais terra, 250 V, alimentadas diretamente; ou

 alimentadas a extrabaixa tensão de segurança, de acordo com CENELEC HD 384.4.41 S1 item 411.

NOTA O uso das tomadas elétricas acima não implica que o cabo de alimentação tenha uma área de seção transversal
correspondente à corrente da tomada elétrica. A área da seção transversal dos condutores pode ser menor, desde que tais
condutores estejam corretamente protegidos contra correntes excessivas.

13.6.3 Controle dos circuitos de iluminação e de alimentação das tomadas elétricas

13.6.3.1 Um interruptor deve controlar a alimentação do circuito de iluminação do carro. Este interruptor deve ser
localizado próximo ao correspondente interruptor de potência principal.

Além disso, estes circuitos devem estar protegidos por um interruptor diferencial de corrente residual máxima de
30 mA.

13.6.3.2 Um interruptor deve controlar a alimentação do circuito de iluminação do compartimento da máquina.


Este interruptor deve ser localizado dentro do compartimento da máquina e próximo ao acesso. Os interruptores

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da iluminação da caixa devem ser colocados no compartimento da máquina e no poço, para que a iluminação
possa ser comandada de ambos os lugares.

13.6.3.3 Cada circuito controlado pelos interruptores referidos em 13.6.3.1 e 13.6.3.2 deve ter a sua própria
proteção.

14 Proteção contra falhas elétricas - Controles - Prioridades

14.1 Proteção contra falhas elétricas

14.1.1 Requisitos gerais


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Nenhuma das falhas citadas em 14.1.1.1 no equipamento elétrico do elevador deve, por si só, ser a causa de
funcionamento perigoso do elevador.

14.1.1.1 Falhas consideradas

a) ausência de tensão;

b) queda de tensão;

c) perda de continuidade de um condutor;

d) falha da isolação em relação à peça metálica ou à terra;

e) curto-circuito ou circuito aberto em um componente elétrico como resistor, capacitor, transistor, lâmpada;

f) não atração ou atração incompleta de uma armadura móvel de um contactor ou relé;

g) não separação de uma armadura móvel de um contactor ou relé;

h) não abertura de um contato;

i) não fechamento de um contato;

j) inversão de fases.

14.1.1.2 A não abertura de um contato não necessita ser considerada no caso de contatos de segurança
atendendo aos requisitos de 14.1.2.2.

14.1.1.3 O defeito de fuga à massa ou à terra em um circuito no qual há um dispositivo de segurança deve:

a) causar a imediata parada da máquina; ou

b) impedir nova partida da máquina depois da primeira parada normal.

O retorno ao serviço somente deve ser possível por intermédio de uma pessoa competente.

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14.1.2 Dispositivos elétricos de segurança

14.1.2.1 Disposições gerais

14.1.2.1.1 Durante a atuação de um dos dispositivos de segurança contido no Anexo F da


ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001, o movimento da máquina deve ser impedido ou ela deve
ser parada imediatamente como indicado em 14.1.2.4.

Os dispositivos elétricos de segurança devem consistir em:

a) um ou mais contatos de segurança atendendo a 14.1.2.2, cortando diretamente a alimentação para os


contactores referidos em 12.2.5 e 12.3.3 ou seus contactores auxiliares; ou
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b) circuitos de segurança atendendo a 14.1.2.3, consistindo em:

1) um ou mais contatos de segurança atendendo a 14.1.2.2, não cortando diretamente a alimentação para
os contactores referidos em 12.2.5 e 12.3.3 ou seus contactores auxiliares, ou

2) contatos não atendendo aos requisitos de 14.1.2.2.

14.1.2.1.2 Excluindo-se as exceções permitidas nesta Norma, nenhum equipamento elétrico deve ser ligado em
paralelo com um dispositivo elétrico de segurança.

NOTA Ligações a diferentes pontos da corrente de segurança elétrica somente são permitidas para obter informação e os
dispositivos usados com esse propósito devem atender aos requisitos para circuitos de segurança conforme 14.1.2.3.

14.1.2.1.3 Os efeitos de indutância ou capacitância próprias ou externos não podem causar a falha de
dispositivos elétricos de segurança.

14.1.2.1.4 Um sinal de saída vindo de um dispositivo elétrico de segurança não pode ser alterado por um sinal
parasita proveniente de outro dispositivo elétrico de segurança ligado no mesmo circuito, que possa resultar em
uma situação perigosa.

14.1.2.1.5 Em circuitos de segurança, contendo dois ou mais canais paralelos, toda informação, com exceção
da necessária à verificação da paridade, deve ser conduzida somente por um único canal.

14.1.2.1.6 Circuitos que registram ou temporizam sinais não podem, mesmo em caso de falha, impedir ou
atrasar sensivelmente a parada da máquina através da atuação de um dispositivo elétrico de segurança.

14.1.2.1.7 A construção e o leiaute de dispositivos internos de alimentação de energia devem ser tais que
evitem o aparecimento de sinais falsos à saída de dispositivos elétricos de segurança devido ao efeito de
comutação.

Em particular, picos de tensão resultantes da operação normal do elevador ou outro equipamento ligado à rede
não podem criar distúrbios inadmissíveis nos componentes eletrônicos (imunidade a ruídos).

14.1.2.2 Contatos de segurança

14.1.2.2.1 A operação do contato de segurança deve ser por separação positiva dos dispositivos de corte do
circuito. Esta separação deve ocorrer mesmo se os contatos estiverem colados entre si.

O projeto de um contato de segurança deve ser tal que minimize o risco de curto-circuito resultante de uma falha
de componente.

NOTA A abertura positiva é obtida quando todos os elementos de corte são levados à sua posição de abertura e quando,
para uma significativa parte do percurso, não há membros resilientes (por exemplo, molas) entre os contatos móveis e a parte
do atuador onde a força de atuação é aplicada.

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14.1.2.2.2 Os contatos de segurança devem ser providos para uma tensão nominal de isolação de 250 V, se os
invólucros proporcionarem um grau de proteção pelo menos IP 4X; ou 500 V, se o grau de proteção do invólucro
for menor que IP 4X.

Os contatos de segurança devem pertencer às seguintes categorias definidas na IEC 60947-5-1:

a) AC-15, para contatos de segurança de circuitos de corrente alternada;

b) DC-13, para contatos de segurança de circuitos de corrente contínua.

14.1.2.2.3 Se o invólucro de proteção não for pelo menos do tipo IP 4X, as folgas devem ser de pelo menos
3 mm, as distâncias do salto de faísca pelo menos de 4 mm e as distâncias para corte dos contatos pelo menos
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4 mm após a separação. Se a proteção for melhor que IP 4X, as distâncias do salto de faísca podem ser reduzidas
para 3 mm.

14.1.2.2.4 No caso de cortes múltiplos, depois da separação, a distância entre os contatos deve ser pelo menos
2 mm.

14.1.2.2.5 A abrasão do material condutor não pode provocar curto-circuito dos contatos.

14.1.2.3 Circuitos de segurança

14.1.2.3.1 Os circuitos de segurança devem atender aos requisitos de 14.1.1, relativos ao aparecimento de
uma falha.

14.1.2.3.2 Além disso:

a) se uma falha combinada com uma segunda falha puder conduzir a uma situação perigosa, o elevador deve
ser parado o mais tardar até a próxima seqüência da operação na qual o primeiro elemento defeituoso deveria
participar. Toda operação adicional do elevador deve ser impossível enquanto persistir o defeito;

b) a possibilidade de uma segunda falha ocorrer, após a primeira e antes que o elevador tenha sido parado pela
seqüência mencionada, não é considerada;

c) se uma situação perigosa somente puder ocorrer através de diversas falhas combinadas, a parada
do elevador e a sua permanência na posição parada devem ocorrer o mais tardar antes da ocorrência
possível da falha que, em combinação com a falha já existente, possa conduzir a uma situação perigosa;

d) ao restabelecer a alimentação de força depois que ela tiver sido desligada, a permanência do elevador
na posição parada não é necessária, desde que durante a próxima seqüência uma parada seja imposta nos
casos cobertos por a) e b) precedentes;

e) nos circuitos de redundância, devem ser tomadas medidas para limitar ao mínimo possível o risco de
uma única causa provocar defeito simultaneamente nesses circuitos.

14.1.2.4 Operação dos dispositivos elétricos de segurança

Quando estiverem operando para garantir segurança, os dispositivos elétricos de segurança devem impedir
a partida da máquina ou iniciar imediatamente a sua parada. A alimentação elétrica do freio deve ser igualmente
cortada.

Os dispositivos elétricos de segurança devem agir diretamente no equipamento que controla a alimentação da
máquina de acordo com os requisitos de 12.2.5 e 12.3.3.

Se, por causa da potência a ser transmitida, forem usados contactores auxiliares para controlar a máquina, estes
devem ser considerados equipamentos que controlam diretamente a alimentação da máquina, para partida
e parada.

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14.1.2.5 Controle dos dispositivos elétricos de segurança

Os componentes que controlam os dispositivos elétricos de segurança devem ser construídos de modo a poderem
funcionar adequadamente mesmo sob esforço mecânico resultante da operação contínua normal.

Se os dispositivos para controlar os dispositivos elétricos de segurança forem, por motivo de sua instalação,
acessíveis para pessoas, eles devem ser construídos de tal maneira que não possam tornar-se inoperantes por
meios simples.

NOTA Um ímã ou uma ponte elétrica não é considerado um meio simples.

Se alguns circuitos de segurança forem redundantes, deve ser assegurado por meio de arranjos mecânicos
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ou geométricos dos elementos transmissores aos órgãos de entrada que uma falha mecânica não cause perda
de redundância que possa passar desapercebida.

14.2 Controles

14.2.1 Controle das operações do elevador

O controle das operações deve ser feito eletricamente.

14.2.1.1 Operação normal

Este controle deve ser feito por meio de botões. Estes botões devem ser colocados em caixas de modo que
nenhuma parte ativa fique acessível.

O uso de cabos e cordas como meios de controle entre a cabina e o compartimento da máquina somente
é permitido em casos muito especiais (umidade excessiva, atmosfera corrosiva ou explosiva).

14.2.1.2 Controle de nivelamento, renivelamento e antideslize elétrico com portas abertas com
acionamento hidráulico

No caso especifico previsto em 7.7.2.2, a movimentação da cabina com a porta da cabina e a porta do pavimento
abertas é permitida para as operações de nivelamento, renivelamento e antideslize elétrico nas condições que:

a) o movimento seja limitado à zona de destravamento (7.7.2.2):

1) todo movimento do carro fora da zona de destravamento deve ser impedido pelo menos por um
dispositivo de corte da ponte dos dispositivos de segurança das portas e dos trincos;

2) este dispositivo de corte deve ser:

 um contato de segurança, de acordo com 14.1.2.2; ou

 ligado de forma a respeitar as prescrições dos circuitos de segurança de 14.1.2.3.

3) se o acionamento do dispositivo de corte depender de um dispositivo que está mecanicamente ligado ao


carro de forma indireta (por exemplo, por cabo, corrente ou correia), a ruptura ou afrouxamento do elemento
de ligação deve causar a parada da máquina pela ação de um dispositivo elétrico de segurança, de acordo
com 14.1.2;

4) durante as operações de nivelamento, o dispositivo que torna inoperante os dispositivos elétricos de


segurança das portas só deve intervir quando tiver sido dado o sinal de parada para um piso;

b) a velocidade de renivelamento e de antideslize elétrico não exceda 0,3 m/s.

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14.2.1.3 Controle da operação de inspeção

Para facilitar a inspeção e a manutenção, deve ser provida no topo da cabina uma botoeira de controle, facilmente
acessível. Esta botoeira deve ser colocada em operação por meio de um interruptor que deve satisfazer os
requisitos para dispositivos elétricos de segurança (14.1.2).

Este interruptor, que deve ser biestável, deve ser protegido contra o acionamento involuntário.

As seguintes condições devem ser simultaneamente satisfeitas:

a) a ativação da operação de inspeção deve neutralizar os controles normais, inclusive a operação de quaisquer
portas automáticas.
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O retorno do elevador ao serviço normal deve somente ser efetivado por outra operação do interruptor de
inspeção.

Se os dispositivos de comutação usados para esta neutralização não forem contatos de segurança integrados com
o mecanismo do comutador de inspeção, devem ser tomadas precauções para impedir todo movimento
involuntário do carro na ocorrência de uma das falhas listadas em 14.1.1.1 no circuito;

b) o movimento do carro deve ser dependente do acionamento de três botões de pressão constante, sendo um
de subida, um de descida, com os sentidos de movimento claramente indicados e um botão comum a ambos
os sentidos, protegidos contra acionamento acidental. O movimento do carro deve ser conseguido com a
atuação simultânea de um dos botões de sentido de movimento e o botão comum;

c) o dispositivo de controle deve também incorporar um dispositivo de parada de acordo com 14.2.2;

d) as posições extremas do carro, em funcionamento normal, não podem ser ultrapassadas;

e) a operação do elevador deve permanecer dependente dos dispositivos de segurança.

O dispositivo de controle pode também incorporar interruptores especiais protegidos contra operação acidental
para controlar o mecanismo das portas a partir do topo da cabina.

14.2.1.4 Sistema elétrico antideslize em caso de acionamento hidráulico

Conforme exigido em 9.6, deve-se prever um sistema elétrico antideslize de forma a satisfazer as condições
seguintes:

a) a máquina deve ser alimentada no sentido de subida, qualquer que seja a posição das portas quando a
cabina estiver numa zona que se estenda 0,12 m abaixo do nível do pavimento até o limite inferior da zona de
destravamento;

b) dentro de 15 min após a última viagem normal, o carro deve ser enviado automaticamente ao pavimento
extremo inferior;

c) indicações conforme 15.4.5 devem ser previstas.

14.2.2 Dispositivos de parada

Os dispositivos de parada devem consistir em dispositivos elétricos de segurança de acordo com 14.1.2.
Eles devem ser biestáveis e de modo que o retorno ao serviço não possa resultar de uma ação involuntária. Estes
dispositivos devem ser do tipo “botão de soco”.

14.2.2.1 São proibidos os dispositivos de parada no interior da cabina.

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14.2.2.2 Outros dispositivos de parada

Outros dispositivos de parada devem ser providos para parar e manter o elevador fora de serviço, incluindo as
portas, e devem estar situados:

a) no topo da cabina, numa posição facilmente acessível. Este dispositivo pode estar localizado na botoeira de
inspeção (8.14);

b) no compartimento de polias (6.4.5);

c) no poço (5.6.3.3).
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d) no compartimento da máquina (6.3.3.1).

14.2.3 Alarme de emergência

14.2.3.1 Para conseguir ajuda externa, se necessária, os passageiros devem ter disponível na cabina, com este
propósito, um dispositivo facilmente identificável e acessível.

14.2.3.2 Este dispositivo deve ser alimentado pela fonte de iluminação de emergência prevista em 8.16.3 ou por
outra fonte equivalente.

14.2.3.3 Para edificações de uso unifamiliar, este dispositivo deve acionar um sistema de alarme audível, inclusive
fora da edificação. Além deste, deve ser instalado um telefone com comunicação externa. Para outros tipos de
edificação, deve ser acionado apenas um sistema de alarme audível na portaria.

15 Avisos e instruções de operação

15.1 Disposições gerais

Quaisquer rótulos, avisos e instruções de operação devem ser legíveis e facilmente compreensíveis
(se necessário, ajudado com sinais e símbolos). Eles devem ser indeléveis, de material durável, colocados em
uma posição visível e redigidos na língua do país onde o elevador está instalado (ou, se necessário, em várias
línguas).

15.2 Dentro da cabina

15.2.1 Capacidade

Devem estar afixados dentro da cabina a carga nominal, em quilogramas, bem como o número de pessoas.

O aviso deve ter os caracteres:

“CAPACIDADE 225 kg - 3 PESSOAS”

A altura mínima dos caracteres usados para o aviso deve ser a seguinte:

a) 10 mm para letras maiúsculas e números;

b) 7 mm para letras minúsculas.

15.2.2 Identificação

Deve haver uma identificação permanente com o nome do instalador e o seu número de identificação do elevador.

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15.2.3 Outras informações dentro da cabina

15.2.3.1 O botão do alarme deve ser identificado pelo símbolo (5013 da IEC 60417-2). O botão deve ser
amarelo com o símbolo preto.

15.2.3.2 Os dispositivos de controle devem ser claramente identificados com referência às suas funções;
com esse propósito é recomendado usar:

a) para os botões de chamada, as marcações -2, -1, 0, 1, 2, 3 etc.;

b) para o botão de reabertura de porta, o símbolo (5554 da IEC 60417-2).


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15.2.3.3 As cores vermelha e amarela devem ser usadas unicamente para botões com funções de emergência.
Contudo, estas cores podem ser usadas para sinais luminosos indicando registros.

15.2.4 Instruções de uso

Devem estar afixadas na cabina instruções para assegurar o uso seguro do elevador, sempre que a necessidade
para tal se fizer sentir.

Para telefones e sistemas de intercomunicação, devem ser indicadas as instruções para uso, se não forem
evidentes.

15.3 Topo da cabina

As seguintes informações devem ser dadas no topo da cabina:

a) o símbolo "STOP", sobre ou junto ao dispositivo de parada, colocado de modo que não haja perigo de engano
sobre a posição de parada;

b) as palavras "NORMAL" e "INSPEÇÃO", sobre ou junto ao interruptor de operação de inspeção;

c) o sentido de movimento "SUBIR / DESCER", sobre ou junto aos botões de inspeção.

15.4 Compartimento da máquina

15.4.1 Um aviso contendo a seguinte inscrição mínima:

“MÁQUINA DO ELEVADOR – PERIGO


ACESSO PROIBIDO A PESSOAS ESTRANHAS AO SERVIÇO”

deve ser afixado na face exterior das portas ou alçapões de acesso ao compartimento da máquina.

No caso de alçapões, um aviso permanentemente visível a quem os deve utilizar deve indicar:

“PERIGO DE QUEDA - FECHE O ALÇAPÃO”

15.4.2 Devem ser providos avisos para permitir fácil identificação dos interruptores principais e os interruptores
de iluminação.

Se, depois de desligar o interruptor principal, algumas partes permanecerem ativas (interligação entre elevadores,
iluminação), um aviso deve indicar isso.

15.4.3 O sentido de movimento do carro deve ser claramente indicado na máquina, próximo do volante de giro
manual, ou inserido no próprio volante, se este não for removível.

15.4.4 A carga máxima permissível deve estar indicada nos vigamentos ou ganchos de levantamento (ver 6.3.7).

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15.4.5 No caso de um elevador com sistema elétrico antideslize, deve ser colocada sobre ou junto ao interruptor
principal a seguinte inscrição:

“NÃO COLOCAR FORA DE SERVIÇO


SEM QUE A CABINA ESTEJA NO PAVIMENTO EXTREMO INFERIOR”

15.5 Caixa

Fora da caixa, próximo às portas de inspeção, deve haver um aviso contendo:

“CAIXA DO ELEVADOR – PERIGO


ACESSO PROIBIDO A PESSOAS ESTRANHAS AO SERVIÇO”
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15.6 Limitador de velocidade

Deve ser afixada ao limitador de velocidade uma placa de características, indicando:

a) o nome do fabricante e o modelo do limitador de velocidade;

b) o número de série ou a data de fabricação e suas características;

c) a velocidade de desarme para a qual ele foi ajustado.

15.7 Poço

Sobre ou junto ao interruptor de parada do poço deve estar o símbolo ‘STOP’, colocado de modo que não haja
perigo de engano sobre a posição de parada.

15.8 Identificação do pavimento

Inscrições ou sinalizações suficientemente visíveis devem permitir às pessoas dentro da cabina saber em qual
pavimento o elevador parou.

15.9 Identificação elétrica

Contactores, relés, fusíveis e bornes de ligação dos circuitos dentro dos armários de controle devem ser marcados
de acordo com o esquema elétrico.

No caso do uso de conectores de vários condutores, somente o conector (e não os condutores) necessita ser
marcado.

As especificações necessárias de valor e tipo dos fusíveis devem ser marcadas nos fusíveis e em seus
porta-fusíveis.

15.10 Chave de destravamento das portas de pavimento

A chave de destravamento deve ter uma etiqueta nela presa, chamando a atenção para o perigo da utilização
desta chave e a necessidade de se assegurar do travamento da porta depois que ela tiver sido fechada.

15.11 Dispositivo de alarme

A campainha ou o dispositivo ativado durante a chamada de socorro na cabina deve ser claramente identificado
como "Alarme do elevador".

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15.12 Dispositivos de travamento

Deve ser afixada aos dispositivos de travamento uma placa indicando:

a) o nome do fabricante e o modelo do dispositivo de travamento;

b) o número de série ou a data de fabricação e suas características.

15.13 Freios de segurança

Deve ser afixada ao freio de segurança uma placa indicando:


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a) o nome do fabricante e o modelo do freio de segurança;

b) o número de série ou a data de fabricação e suas características.

15.14 Válvula manual de descida de emergência

Perto da válvula manual de descida utilizada para manobra de emergência, deve ser afixada uma placa
com o seguinte texto:

“ATENÇÃO - MANOBRA DE EMERGÊNCIA EM DESCIDA”

15.15 Bomba manual

Perto da bomba manual utilizada para manobra de emergência em subida, deve ser afixada uma placa com
o seguinte texto:

“ATENÇÃO - MANOBRA DE EMERGÊNCIA EM SUBIDA”

15.16 Reservatório

As características do fluido hidráulico devem ser indicadas no reservatório.

15.17 Válvula de queda

Deve ser afixada na válvula de queda (12.3.4.5) uma placa indicando:

a) o nome do fabricante da válvula de queda;

b) o número de série ou a data de fabricação e suas características;

c) a vazão de desarme para a qual ela foi regulada.

16 Inspeções, ensaios, registro, manutenção

16.1 Inspeções e ensaios

16.1.1 O dossiê técnico a ser entregue ao se solicitar uma autorização prévia de instalação deve conter as
informações necessárias para assegurar que o projeto da instalação está de acordo com esta Norma.

O dossiê técnico deve apresentar os desenhos, valores e cálculos.

O dossiê técnico (ver o Anexo C da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001) serve como base para
aqueles que desejam ou precisam fazer um estudo de uma instalação antes que ela seja colocada em serviço.

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16.1.2 Antes de entrar em serviço, os elevadores devem ser inspecionados e ensaiados para verificar a
conformidade com esta Norma.

Essas inspeções e ensaios devem ser realizados de acordo com o Anexo D da ABNT NBR NM 207:1999 e
ABNT NBR NM 267:2001, por uma pessoa ou órgão competente.

16.1.3 Se solicitada, deve ser fornecida uma cópia de cada certificado de ensaio de tipo relevante, como emitida
por um laboratório autorizado por órgão competente, para:

a) dispositivos de travamento;

b) portas de pavimento;
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c) limitadores de velocidade;

d) freios de segurança;

e) pára-choques do tipo de acumulação de energia com características não lineares;

f) circuitos de segurança contendo componentes eletrônicos (ver F.6 da ABNT NBR NM 207:1999 e
ABNT NBR NM 267:2001);

g) válvula de queda;

h) válvula de estrangulamento unidirecional com partes mecânicas móveis.

16.2 Registro

As características básicas do elevador devem ser anotadas e arquivadas, o mais tardar, quando da entrada da
instalação em serviço. Este registro deve ser mantido atualizado e deve conter o descrito em 16.2.1 e 16.2.2.

16.2.1 Uma seção técnica informando:

a) a data em que o elevador foi colocado em serviço;

b) as características básicas do elevador;

c) as características dos cabos e aquelas partes (16.1.3) para as quais foi pedido certificado de inspeção;

d) as modificações relevantes do elevador, troca de cabos ou partes importantes, acidentes;

e) os desenhos de instalação no edifício;

f) as diagramas de circuito (usando símbolos IEC) que podem ser limitados aos circuitos para compreensão
geral das necessidades de segurança. Os símbolos devem ser explicados por meio de uma nomenclatura;

g) esquema hidráulico (usando os símbolos segundo a ISO 1219). O esquema pode ser limitado aos circuitos
para compreensão geral das necessidades de segurança. Os símbolos devem ser explicados por meio de
uma nomenclatura;

h) a pressão à carga nominal;

i) as características ou o tipo de fluido hidráulico.

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16.2.2 Uma seção para a guarda de cópias datadas dos relatórios de inspeções e ensaios.

Este registro ou arquivo deve ser mantido atualizado nos casos de:

a) modificações relevantes no elevador;

b) troca de cabos de tração ou partes importantes;

c) acidentes.

NOTA Este registro ou arquivo deve estar disponível para aqueles que estejam encarregados da manutenção e para a
pessoa ou organismo responsável pelas inspeções e ensaios dos elevadores.
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16.3 Manutenção

O elevador e seus acessórios devem ser mantidos em bom estado de funcionamento. Para isso, devem ser
realizadas manutenções regulares do elevador.

16.4 Informações dadas pelo fabricante/instalador

O fabricante/instalador deve prover um manual de instruções.

16.4.1 Informação para uso normal

O manual de instruções deve conter a informação necessária ao uso normal do elevador, em especial:

a) o uso da chave de destravamento da porta de pavimento;

b) a necessidade de manter protegido, livre e desimpedido o acesso ao compartimento da máquina e a porta de


acesso trancada;

c) os eventos que necessitam de intervenção de uma pessoa competente;

d) a entrada e a saída com segurança;

e) o arquivo de documentos técnicos;

f) operação de resgate.

16.4.2 Informação para manutenção

O manual de instruções deve informar sobre o seguinte:

a) manutenção necessária, preventiva e corretiva, para o elevador e seus componentes, a ser realizada por
empresa ou profissional habilitado, para seu correto funcionamento;

b) instruções gerais para uma manutenção com segurança.

16.4.3 Inspeções e ensaios

16.4.3.1 Inspeções e ensaios periódicos

Devem ser realizados inspeções e ensaios periódicos nos elevadores depois que eles tiverem entrado em serviço,
para verificar que estão em condições. Essas inspeções e ensaios periódicos devem ser realizados conforme
o Anexo E da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

16.4.3.2 Inspeções e ensaios depois de modificações relevantes ou depois de um acidente

Inspeções e ensaios devem ser realizados depois de modificações relevantes ou depois de um acidente, para
assegurar que o elevador continua a atender a esta Norma. Essas inspeções e ensaios devem ser realizados
conforme o Anexo E da ABNT NBR NM 207:1999 e ABNT NBR NM 267:2001.

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