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PRATICA SIMULADA CIVEL CASOS CONCRETOS RESOLVIDOS

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS


DA COMARCA DE SALVADOR/BA. A QUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO LEGAL.
FREDERICO, brasileiro, casada, profissão..., portador do RG..., e CPF...,
residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., Fortaleza/CE, CEP..., vem por meio
de seu advogado, com endereço profissional na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade/UF,
CEP..., onde recebe intimações, vem mui respeitosamente perante Vossa Excelência,
para propor:

AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO,


pelo rito ordinário em face de GEOVANA, nacionalidade..., estado civil..., profissão...,
portador do RG..., e CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de...,
Salvador/BA, CEP..., pelos fatos e motivos a seguir expostos:

I-    DOS FATOS
O autor foi surpreendido com uma ligação exigindo a importância de
R$300.000,00 (trezentos mil reais) como pagamento pelo resgate de sua filha, Julia, que
acabara de ser sequestrada.
No dia 13 de janeiro de 2014 os sequestradores enviaram a residência de
Frederico, um pedaço da orelha de sua filha, junto com um bilhete afirmando que caso
não fosse efetuado o pagamento do resgate, sua filha seria devolvida sem vida.
Frederico desesperado, só conseguiu juntar a importância de
R$220.000,00 (duzentos e vinte mil reais), o que era insuficiente para o pagamento do
resgate. Decidiu então vender seu único imóvel situado em Fortaleza, Ceará. No dia 16
de janeiro de 2014, concretizou a venda no valor de R$80.000,00 (oitenta mil reais) para a
ré, sua prima Geovana, residente em Salvador, Bahia, que tinha ciência da situação do
sequestro de sua filha e a necessidade desse valor.
O imóvel em questão tem valor venal de R$280.000,00 (duzentos e
oitenta mil reais). Ocorre que em 20 de janeiro de 2014 a filha de Frederico foi encontrada
pela polícia com vida, sem a necessidade do pagamento do resgate.
Assim, diante do exposto, o autor entrou em contato com a ré desejando
desfazer o negócio celebrado, contudo não logrou êxito.

II-  DO DIREITO
A propositura da demanda adveio do fato que, o autor sofreu coação em
virtude de estar em estado de perigo. Evidenciando assim uma das modalidades de
defeitos do negocio jurídico. Configurando assim estado de perigo, conforme o art. 156 do
Código Civil Brasileiro:
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente
onerosa.
É notório o aproveitamento de tal situação por parte da ré, evidenciando-
se o que alguns doutrinadores chamam de dolo de aproveitamento, haja vista a diferença
exorbitante do valor pago frente ao valor venal do imóvel.
Não obstante a gravidade da situação do risco enfrentado pela filha do
autor, fez com que o mesmo se sentisse coagido a vender o seu único imóvel por valor
inferior. Por fim, a obrigação assumida foi excessivamente onerada.
Mediante ao exposto evidenciando-se a lesão ao negócio jurídico
realizado entre autor em face da ré, deve ser anulado com base no art. 171, II, e o art.
178, I e II, ambos do Código Civil Brasileiro:
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:
(...)
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.
Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado:
I - no caso de coação, do dia em que ela cessar;
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o negócio
jurídico;

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
a.  a citação da ré no endereço acima citado para apresentar contestação, no prazo legal sob
pena de preclusão, revelia e confissão;
b.  que seja julgado procedente o pedido, para anulação do negócio jurídico celebrado entre
as partes sendo oficiado o cartório competente de Registro Geral de Imóvel, para a devida
notificação da presente lide;
c.   a condenação da ré dos ônus sucumbenciais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, em especial
a prova documental suplementar e superveniente, pericial, testemunhal e o depoimento
pessoal da ré sob pena de confesso, caso não compareça ou comparecendo se recuse a
depor.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$80.000,00 (oitenta mil reais).

Nestes termos,
pede deferimento.

Local..., ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS
DA COMARCA DE VITÓRIA/ES. AQUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO LEGAL.
ANTÔNIO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG...,
e CPF..., e MARIA, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG..., e
CPF..., ambos residentes e domiciliados na Rua..., nº..., no bairro de..., Vila Velha/ES,
CEP..., vem por meio de seu advogado, com endereço profissional na Rua..., nº..., no
bairro de..., cidade/UF, CEP..., onde recebe intimações, vem mui respeitosamente
perante Vossa Excelência, para propor:

AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO,


pelo rito ordinário em face de JAIR, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador
do RG..., e CPF..., e FLÁVIA, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do
RG..., e CPF..., ambos residentes e domiciliados na Rua..., nº..., no bairro de...,
Vitória/ES, CEP..., e seu filho JOAQUIM, nacionalidade..., estado civil..., profissão...,
portador do RG..., e CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de...,
cidade.../UF, CEP..., pelas seguintes razões de fato e de direito que passa a expor:

III- DOS FATOS
Os pais dos autores, os réus Jair e Flávia, venderam um bem imóvel, sem
o consentimento dos descendentes, para o irmão mais novo das parte, Joaquim, também
réu, que ainda não possuía casa própria, fazendo desta a sua residência. O imóvel foi
vendido por R$200.000,00 (duzentos mil reais) por meio de Escritura de Compra e Venda
lavrada no dia 20 de dezembro de 2013, no Cartório de Ofício de Notas da Comarca de
Vitória e devidamente transcrita no respectivo Registro Geral de Imóveis.
Os autores são contrários à venda desse imóvel, já que o mesmo foi
vendido sem o consentimento de ambos, e com valor abaixo do praticado no mercado,
sendo que na época da celebração do negócio jurídico, o valor do imóvel era de
R$450.000,00 (quatrocentos e cinquenta mil reais)

IV-         DO DIREITO
A falta de consentimento expresso por parte dos descendentes torna o
negócio jurídico anulável conforme o art. 496 e o art. 172 ambos do Código Civil
Brasileiro:
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do
alienante expressamente houverem consentido.
Art. 172. O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.
O ato jurídico para ser válido, deve preencher os requisitos elencados no
art. 104 do Código Civil Brasileiro:
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - gente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinável ou determinado
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
O art. 179 do Código Civil Brasileiro, dispõe que o prazo para anulação é
de 2 (dois) anos:
Art. 179. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a
anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.
É notória que a ação por parte dos réus causou prejuízo aos autores,
quando efetuaram a venda do imóvel sem consentimento e a um valor inferior ao real,
quando na celebração do negócio jurídico.

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
d.  a citação da ré no endereço acima citado para apresentar contestação, no prazo legal sob
pena de preclusão, revelia e confissão;
e.  que seja julgado procedente o pedido, para anulação do negócio jurídico celebrado entre
as partes, com a devida expedição de ofício ao cartório competente de Registro Geral de
Imóvel, para a devida notificação da presente lide;
f.    a condenação dos réus no pagamento dos ônus sucumbenciais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive
documental e testemunhal.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$200.000,00 (duzentos mil reais).

Nestes termos,
pede deferimento.

Vitória..., ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS
DA COMARCA DO RIO DE VITÓRIA/ES. AQUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO
LEGAL.
MARLY, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG..., e
CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade.../UF, CEP..., e
HERON, representado pela sua genitora, ANA MARIA, nacionalidade..., estado civil...,
profissão..., portador do RG..., e CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro
de..., cidade.../UF, CEP..., vem por meio de seu advogado, com endereço profissional na
Rua..., nº..., no bairro de..., cidade/UF, CEP..., onde recebe intimações, vem mui
respeitosamente perante Vossa Excelência, para propor:

AÇÃO PAULIANA,
pelo rito ordinário em face de FÁBIO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador
do RG..., e CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., Vitória/ES,
CEP..., e ANTÔNIO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG..., e
CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade.../UF, CEP..., pelas
seguintes razões de fato e de direito que passa a expor:

V- DOS FATOS
Em junho de 2013, a autora, Marly, estava dirigindo o seu veículo
acompanhada de seu sobrinho, Heron, quando o veículo do réu, Fábio, colidiu com o seu.
O réu, Fábio, estava dirigindo o seu veículo sem habilitação e sobre efeito de álcool, que
resultou no acidente cometido por ele, com culpa exclusiva sua, trazendo não só prejuízo
material a autora, quando danificou o seu veículo, mas também deixou o seu sobrinho de
12 (doze) anos, Heron, gravemente ferido.
O réu, Fabio, temendo responder por uma possível ação judicial, pelos
danos causados aos autores, doou seus bens a titulo gratuito ao seu amigo de longa data,
também réu, Antônio, que tem pelo conhecimento do fato provocado por Fábio, agindo
como cumplice da fraude praticado do réu. Os bens passado a Antônio por Fábio, é no
valor de R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), desta forma Fábio tem a intenção
de se tornar insolvente para não presta as devidas assistências e nem ter condição de
pagar pelos  danos causados aos autores.

VI-         DO DIREITO
Os autores, com o interesse de garantir que o réu venha cumprir com
suas futuras obrigações, por meio de uma ação de execução, para reparação dos danos
causados, tendo como base no art. 158 do Código Civil Brasileiro, que dispõe sobre
anulação do negócio jurídico praticado pelo devedor insolvente:
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores
quirografários, como lesivos dos seus direitos.
§ 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.
§ 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.
Diante do exposto, é anulável o negócio jurídico quando este conter vicio
de dolo, conforme o art. 171  e art. 177 ambos do Código Civil Brasileiro:
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:
I - por incapacidade relativa do agente;
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.
Art. 177. A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de
solidariedade ou indivisibilidade.

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
g.  a intimação do Ministério Público com base no art. 82, I do Código Civil;
h.  a citação da ré no endereço acima citado para apresentar contestação, no prazo legal sob
pena de preclusão, revelia e confissão;
i.    a anulação do negócio jurídico celebrado entre as partes;
j.    a condenação dos réus no pagamento dos ônus sucumbenciais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive
documental e testemunhal.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$250.000,00 (duzentos e cinquenta milreais).

Nestes termos,
pede deferimento.

Vitória..., ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS
DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO/RJ. AQUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO
LEGAL.
ANTÔNIO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG..., e CPF...,
residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade.../UF, CEP..., vem por meio
de seu advogado, com endereço profissional na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade/UF,
CEP..., onde recebe intimações, vem mui respeitosamente perante Vossa Excelência,
para propor:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAS E MORAIS, pelo rito


sumário em face de JOÃO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG...,
e CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., Rio de Janeiro/RJ, CEP...,
pelas seguintes razões de fato e de direito que passa a expor:

VII-        DOS FATOS
Em 05 de agosto de 2013, o autor adquiriu do réu, um veículo VW Gol,
ano modelo 2012, com placa XX 0000, pelo valor de R$30.000,00 (trinta mil reais), sendo
que o pagamento foi efetuado à vista.
No mês posterior, o autor efetuou a transferência do veículo no DETRAN
de sua cidade, que para a concretização teve que pagar as despesas referentes a taxas,
multas por violação as leis de transito, no valor de R$4.000,00 (quatro mil reais).
Em 29 de dezembro de 2013, por ordem do delegado de policia alegando
que o veiculo era objeto de furto na cidade de São Paulo, o veiculo foi apreendido. A partir
de então o autor tentou por diversas vezes solucionar o ocorrido com o réu, mas não
logrou êxito, tento dos às tentativas frustradas em virtude do réu ter se mudado para o Rio
de Janeiro.

VIII-       DO DIREITO
O autor, que agiu de boa-fé, não tinha conhecimento que o veículo
adquirido do réu, era fruto de furto, portanto conforme o art. 123 do Código Civil Brasileiro,
que dispõe sobre a invalidade do negócio jurídico de coisa ilícita:
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:
(...)
II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;
O réu, sabendo da condição do produto negociado, agiu de má-fé com o
autor, causando-lhe danos. O art. 186 do Código Civil Brasileiro, dispõe que quem assim
age, comete ato ilícito:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
O autor, que perdeu a propriedade, posse e uso do bem adquirido por
força apreensão judicial, com base no art. 447 do Código Civil Brasileiro, o réu deverá
responder pela evicção:
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a
aquisição se tenha realizado em hasta pública.
Ficando dessa forma, o réu, obrigado a reparar os danos causados ao
autor, pelo ato ilícito praticado, conforme o art. 927 do Código Civil Brasileiro:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua
natureza, risco para os direitos de outrem.
Os danos causados pelo réu, não foi só material, mas também moral pelo
constrangimento a ele causado, e de ter que fica sem o uso do bem, adquirido
honestamente, requerendo que seja indenizado com base no art. 944 do Código Civil
Brasileiro:
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz
reduzir, equitativamente, a indenização.
O autor tentou por diversas vezes solucionar amigavelmente o problema
com o réu, porém todas as tentativas foram frustradas, em virtude também do réu ter se
mudado para o Rio de Janeiro.

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
k.   a citação do réu no endereço acima citado para apresentar contestação, no prazo legal
sob pena de preclusão, revelia e confissão;
l.    a condenação do réu no pagamento dos danos materiais, somados em R$34.000,00
(trinta e quatro mil reais), sendo que R$30.000,00 (trinta mil reais) referente a compra do
veículo e R$4.000,00 (quatro mil reais) pelas infrações as normas brasileiras de trânsito;
m. a condenação pelo pagamento dos danos morais no valor de R$10.000,00 (dez mil reais);
n.  a condenação do réu no pagamento dos ônus sucumbenciais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive
documental e testemunhal.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$44.000,00 (quarenta e quatro mil reais).

Nestes termos,
pede deferimento.

Rio de Janeiro/RJ, ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS
DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP. OU A QUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO
LEGAL.
CARLOS, brasileiro, solteiro, aposentado, portador do RG..., e CPF...,
residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade.../UF, CEP..., vem por meio
de seu advogado, com endereço profissional na Rua..., nº..., no bairro de..., São
Paulo/SP, CEP..., onde recebe intimações, vem mui respeitosamente perante Vossa
Excelência, para propor:

AÇÃO DE REVOGAÇÃO DE DOAÇÃO POR INEXECUÇÃO DO ENCARGO, pelo rito


sumário em face de MARCELA, brasileira, solteira, empresária, portador do RG..., e
CPF..., residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., São Paulo/SP, CEP...,
pelas seguintes razões de fato e de direito que passa a expor:

IX-         DOS FATOS
O autor, tendo sua saúde debilitada, bem como da sua cadela Nina, de
raça yorkshire, inseguro quanto ao seu futuro, fez um contrato de doação de uma imóvel
situado na cidade de Taubaté, em São Paulo, cujo  valor é de R$350.000,00 (trezentos e
cinquenta mil reais), tendo como beneficiária a ré, que é sua sobrinha.
Em 20 de julho de 2013, ambos assinaram um contrato, sendo que foi
incluída uma cláusula cuja exigência do autor, para a  concretização da doação, é que no
período de 3 (três) anos, a partir da assinatura do contrato, a ré deveria ir a residência do
autor 3 (três) vezes por semana, a fim de organizar o dia-a-dia da casa, passar diretrizes
aos empregados domésticos, realizar compras, conforme a necessidade, e levar ao pet
shop a cadela Nina para o banho semanal.
A ré, quando da celebração do contrato não fez nenhuma objeção,
concordando com o conteúdo de todo o contrato. A ré cumpriu o acordo apenas durante
os 2 (dois) primeiros meses após a assinatura do contrato. Como já se passaram 7 (sete)
meses desde a celebração do contrato e diante ao descumprimento por parte da ré,
mesmo sendo formalmente e judicialmente notificada, não tomou nenhuma providência.

X- DO DIREITO
O direito do autor encontra amparo fundamentalmente no art. 555 do
Código Civil Brasileiro, que dispõe:
Art. 555. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do encargo.
Com base também no art. 562 do Código Civil Brasileiro, em que dispõe:
Art. 562. A doação onerosa pode ser revogada por inexecução do encargo, se o donatário incorrer em mora.
Não havendo prazo para o cumprimento, o doador poderá notificar judicialmente o donatário, assinando-lhe
prazo razoável para que cumpra a obrigação assumida.
Diante do não cumprimento dos encargos assumidos pela ré, o contrato
celebrado deverá ser revogado.

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
o.  a citação da réu no endereço acima citado para apresentar contestação, no prazo legal
sob pena de preclusão, revelia e confissão;
p.  que seja julgado procedente o pedido de revogação de doação celebrado entre as partes,
com a devida expedição de ofício ao cartório competente de Registro Geral de Imóvel,
para a devida notificação da presente lide;
q.  a condenação da réu para o  pagamento dos ônus sucumbenciais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive
documental e testemunhal.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$350.000,00 (trezentos e cinquenta milreais).

Nestes termos,
pede deferimento.

Local..., ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE UMA DAS VARAS DE
FAMÍLIA DA COMARCA DE RECIFE/PE. AQUEM COUBER POR DISTRIBUIÇÃO
LEGAL.
MÁRIO, brasileiro, solteiro, profissão..., portador do RG..., e CPF...,
residente e domiciliado na Rua..., nº..., no bairro de..., cidade.../UF, CEP..., vem por meio
de seu advogado, com endereço profissional na Rua..., nº..., no bairro de..., São
Paulo/SP, CEP..., onde recebe intimações, vem mui respeitosamente perante Vossa
Excelência, para propor:

AÇÃO DECLARATÓRIA DE GÊNERO,


pelas seguintes razões de fato e de direito que passa a expor:

XI-         DOS FATOS
O autor que nasceu no sexo masculino, desde os seus 16 (dezesseis)
anos, não se sentia confortável com a sua natureza biológica. Por esse motivo, realizou
diversas cirurgias plásticas e estética
s de caráter tipicamente feminino, bem como, realizou o procedimento
cirúrgico de transgenitalização. Contudo, sua aparência física não condiz com o seu nome
de registro que possui, requerendo junto ao Cartório de Registro Civil de Pessoa Naturais
a respectiva alteração, que lhe foi negada.
O autor se sente extremamente discriminado pela sociedade, pois
acredita ter nascido com o corpo que não corresponde ao gênero por ele exteriorizado, e
que pelos motivos mencionados, resolveu ingressar com este pedido.

XII-        DO DIREITO
É um dos princípios fundamentais da nossa Constituição, a dignidade da
pessoa humana, conforme o art. 1º, III da Constituição Federal:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
(...)
III - a dignidade da pessoa humana;
No art. 5º da Constituição Brasileira, onde traz os direitos e garantias
fundamentais da nossa sociedade, o inciso X dispõe:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

 Já o Código de Processo Civil em seu artigo 155 , l diz que :


Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em segredo de justiça os processos:
I - em que o exigir o interesse público;
O autor tem o direito ao seu pedido, já que a Constituição Federal lhe dá
essa garantia e direito, não podendo a sociedade priva-lo do seu pedido.
A Lei 6.015/73 dos Registros Públicos, traz a possibilidade da mudança
ou alteração do nome, conforme os artigos relacionados a baixo:
Art. 29. Serão registrados no registro civil de pessoas naturais:
(...)
§ 1º Serão averbados:
(...)
f) as alterações ou abreviaturas de nomes.
Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios.

III - DOS PEDIDOS


Diante do exposto, requer:
r.    intimação do Ministério Público;
s.   que seja julgado procedente o pedido de alteração de gênero;
t.    oficiar o Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais .

IV - DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive
documental.

V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$724,00 (setecentos e vinte e quatroreais).
Obs.: Quando for voluntaria será calculada o valor da causa de 01 salario mínimo.

Nestes termos,
pede deferimento.

Local..., ... de ... de ...

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA
COMARCA DE CABO FRIO /RJ OU A QUEM COUBER  POR DISTRIBUIÇÃO LEGAL

           PAULO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira de identidade


nº..., expedida pelo IFP, inscrita no CPF/MF sob nº..., residente na Rua Y, em Nova
Friburgo, Rio de Janeiro, por seu advogado, com endereço profissional na  (endereço
completo), para fins do artigo 39, I do Código de Processo Civil, vem a este juízo, propor

AÇÃO REIVINDICATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA


              Pelo rito ordinário em face de CARLOS ALBERTO, nacionalidade, estado civil,
profissão, portador da carteira de identidade nº..., expedida pelo IFP, inscrita no CPF/MF
sob nº..., e SÔNIA nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira de
identidade nº..., expedida pelo IFP, inscrita no CPF/MF sob nº..., ambos residente e
domiciliado  na Rua X, em Petrópolis, Rio de Janeiro, pelos fatos e fundamentos a seguir
aduzidos.
DA TUTELA ANTECIPADA
Estão presentes os requisitos autorizadores para concessão da tutela antecipada, quais
sejam, verossimilhança das alegações e prova inequívoca, consubstanciadas escritura de
compra e venda registrada do RGI competente, assim como dano de difícil reparação
consistente na transferência do autor para a cidade de Petrópolis em razão de seu
trabalho, de acordo com o artigo 273 caput e inciso I do CPC.

DOS FATOS
O autor é proprietário do imóvel sito na Rua X, em Petrópolis, como faz prova
escritura anexa à presente. Em 20 de março de 2009, o autor, verdadeiro proprietário do
imóvel, tomou conhecimento da realização do contrato de compra e venda realizado entre
o réu e José.                                                                                           Vale acrescentar
que, quando o autor procurou o réu, este se recusou a desocupar o imóvel, sob o
argumento de que ele é o verdadeiro proprietário, dizendo, ainda, que o título de
propriedade registrado pelo autor, é falso.                                      Em função da recusa do
réu, o autor o notificou para que desocupasse o imóvel visto que foi vítima de um
estelionatário que com ele realizou venda a non domino e, portanto, seu título de
propriedade está eivado de vício de nulidade absoluta. Acrescentou ainda, que sua
escritura de compra e venda fora realizada e registrada em 10 de janeiro de 2009. Mesmo
assim, o réu, mais uma vez, não desocupou o imóvel.
Tentados todos os meios cabíveis pra resolução da contenda, alternativa não
restou ao autor a não ser a propositura da presente.

DOS FUNDAMENTOS
A ação reivindicatória não tem caráter possessório, uma vez que, de regra, o
autor é alguém que ainda não teve, de fato, a posse do
bem.                                                                                    Esclarece Sílvio de Salvo
Venosa que a ação reivindicatória ação petitória por excelência. É direito elementar e
fundamental do proprietário ir buscar a coisa onde se encontra e em poder de quem se
encontra. Deflui daí a faculdade de o proprietário recuperar a
coisa.                                                                                                                                       
                   Escuda-se no direito de propriedade para reivindicar a coisa do possuidor não
proprietário, que a detém indevidamente. É ação real que compete ao titular do domínio
para retomar a coisa do poder de terceiro detentor ou possuidor indevido, como se
depreende do Art. 1.228 do CC, segundo o qual o proprietário tem a faculdade de usar,
gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a
possua ou detenha.

DO PEDIDO
Diante do exposto, requer, conforme abaixo:
1.a concessão da tutela antecipada, para determinar a imediata imissão do autor na
posse do bem imóvel, imediatamente, sob pena de remocão;
2.a citação do réu;
3.seja julgado procedente o pedido autoral para tornar definitiva a tutela antecipada
pleiteada;
4.seja julgado procedente o pedido para condenar os réus aos ônus da sucumbência.

DAS PROVAS
Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos artigos 332
e seguintes do Código de Processo Civil, em especial documental superveniente,
testemunhal e depoimento pessoal do réu, sob pena de confesso.

DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

Pede deferimento.
Local e data.
ADVOGADO
OAB
EXEMPLO DE CONTESTAÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA (vara mencionada na


petição inicial) DA (comarca mencionada na petição inicial)

PROCESSO Nº:________________

RÉU, já qualificado, vem por seu advogado, que para efeitos do art. 39, I, CPC, indica o
endereço profissional à rua ________________________, nos autos da AÇÂO __________, que
tramita pelo Rito _________, movida pelo AUTOR, à presença de Vossa Excelência apresentar

CONTESTAÇÃO

para expor e requerer o que segue:

PRELIMINARES

Artigo 301, CPC:


- Extinção do processo sem julgamento do mérito
- Extinção do processo com julgamento do mérito

NO MÉRITO

         Artigo 301, CPC


         - Prejudicial do mérito: prescrição ou decadência
         - defesa do réu (narrar em ordem cronológica)
         - impugnação especificada das provas
         - apresentar doutrina/jurisprudência e dispositivos legais

DOS PEDIDOS

         Diante do exposto requer a Vossa Excelência:


a) preliminar
b) prejudicial de mérito
c) improcedência
d) custas e honorários
DAS PROVAS

         Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, em especial, documental,


documental superveniente, testemunhal, pericial e depoimento pessoal da parte autora.
        
Nestes termos, pede deferimento.

(Local) e (Data)

______________________
Nome do Advogado
OAB / Sigla do Estado

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