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Dicas de gramática

Saiba como fazer a concordância


nominal da forma correta

Na língua portuguesa, existem conceitos e regras complicados, pelo menos ao


cidadão comum, que não está acostumado com a utilização da língua padrão,
e sim com a linguagem cotidiana, solta, despreocupada. Por exemplo, com
qual segurança o indivíduo usaria a frase escrita acima? "... conceitos e regras
complicados" ou "... conceitos e regras complicadas"? Como saber o certo?
Vamos, então, aos estudos:

Quando dois ou mais substantivos forem qualificados por um só adjetivo,


deve-se analisar se este funciona como adjunto adnominal ou como
predicativo. Como chegar à resposta? Simples: substitua os substantivos por
um pronome; se o adjetivo desaparecer com essa substituição, sua
função será a de adjunto adnominal; se não desaparecer, será a de
predicativo.

Por exemplo: "Existem conceitos e regras complicados". Substituindo os


substantivos por um pronome teremos "Eles existem", e não "Eles existem
complicados". O adjetivo desapareceu com a substituição; é, então, adjunto
adnominal. Já na frase "Considero os conceitos e as regras
complicados". Substituindo os substantivos por um pronome teremos
"Considero-os complicados". O adjetivo não desapareceu; é, então,
predicativo. E como qualifica o objeto direto, denomina-se predicativo do
objeto.

ADJETIVO COMO ADJUNTO ADNOMINAL

• Após os substantivos
Quando o adjetivo funcionar como adjunto adnominal e estiver após os
substantivos, tanto poderá concordar com a soma destes quanto
concordar apenas com o elemento mais próximo. Por isso a frase
apresentada inicialmente tanto poderá ser escrita "Existem conceitos e
regras complicados" quanto "Existem conceitos e regras complicadas".

Outros exemplos: "Ela escolheu coordenador e assistente péssima" ou


"Ela escolheu coordenador e assistente péssimos"; "Encontrei colégios e
faculdades ótimas" ou "Encontrei colégios e faculdades ótimos". O
adjunto adnominal concordará apenas com o elemento mais próximo, se
a qualidade pertencer somente a este (P. ex.: Comprei cerveja e carne
bovina), se os substantivos forem sinônimos (P. ex.: Magoaram o povo e
a gente brasileira) ou se formarem gradação (P. ex.: Foi um olhar, uma
piscadela, um gesto estranho).

• Antes dos substantivos


Quando o adjetivo funcionar como adjunto adnominal e estiver antes dos
substantivos, concordará apenas com o elemento mais próximo. Por
exemplo: "Existem complicadas regras e conceitos"; "Ela escolheu
péssima assistente e coordenador"; "Encontrei ótimas faculdades e
colégios".

Quando houver apenas um substantivo qualificado por dois ou mais


adjetivos, haverá duas possibilidades de construção: colocar o
substantivo no plural e enumerar os adjetivos no singular, ou colocar o
substantivo no singular e, ao enumerar os adjetivos, também no singular,
antepor um artigo a cada um, menos no primeiro deles. Por exemplo:
"Ele estuda as línguas inglesa, francesa e alemã" ou "Ele estuda a língua
inglesa, a francesa e a alemã"; "As seleções brasileira, italiana e
argentina estão prontas para o torneio" ou "A seleção brasileira, a italiana
e a argentina estão prontas para o torneio".

ADJETIVO COMO PREDICATIVO

• Com o verbo após o sujeito


Se adjetivo funcionar como predicativo do sujeito, este concordará com a
soma dos elementos. Por exemplo: "A casa e o quintal estavam
abandonados"; "A casa e o quintal, abandonados, foram invadidos pelos
garotos"; "Abandonados, a casa e o quintal foram invadidos pelos
garotos".

• Com o verbo antes do sujeito


O predicativo do sujeito acompanhará a concordância do verbo, que
tanto concordará com a soma dos elementos quanto com o mais
próximo. Por exemplo: "Estava abandonada a casa e o quintal" ou
"Estavam abandonados a casa e o quintal"; "Parecia perdida a garota e
os irmãozinhos" ou "Pareciam perdidos a garota e os irmãozinhos".

ADJETIVO COMO PREDICATIVO DO OBJETO


É mais aconselhável concordar com a soma dos substantivos. Por isso o
mais indicado é "Considero os conceitos e as regras complicados",
"Tenho como irresponsáveis o chefe do setor e seus subordinados" e
"Julgo culpados pela derrota o treinador e os jogadores". Há gramáticos,
porém, que admitem a concordância apenas com o elemento mais
próximo.

Dicas de gramática

Já sabe tudo sobre concordância nominal? Então estude mais um pouco

Nesta coluna estudaremos as regras de concordância nominal que não


foram inclusas na semana passada. Vamos a elas:

1) Adjetivo / substantivo

O adjetivo concorda com o substantivo a que se refere em gênero e


número. Se a palavra que funciona como adjetivo for originalmente um
substantivo, ficará invariável. Exemplos:

Rosas vermelhas e jasmins pérola

Ternos cinza e camisas amarelas

2) Adjetivo composto

Quando houver adjetivo composto, apenas o último elemento concordará


com o substantivo a que se refere; os demais ficarão na forma
masculina, singular. Se um dos elementos for originalmente um
substantivo, todo o adjetivo composto ficará invariável.

Violetas azul-claras com folhas verde-musgo

Calças rosa-claro e camisas verde-mar

* Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo composto


iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.

* Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois


elementos flexionados.

3) Obrigado / Mesmo / Próprio:

Concordam com o elemento a que se referem:


A menina disse, em nome de todas as garotas: Muito obrigadas.

Elas mesmas conversaram conosco.

A própria autora virá para o debate.

Nota: Quando mesmo significar realmente, será advérbio, portanto ficará


invariável. Exemplo:

Os jovens resolveram mesmo a situação.

4) Só / Sós

"Só" será pluralizável, quando significar sozinhos, sozinhas; será


invariável, quando significar apenas, somente. Exemplo:

As garotas só queriam ficar sós. (Somente queriam ficar sozinhas)

Nota: A locução a sós é invariável. Exemplo:

Ela gostava de ficar a sós.

5) Quite / Anexo / Incluso

Concordam com o elemento a que se referem. Exemplo:

Estamos quites com o Banco.

As notas promissórias foram quites hoje pela manhã.

Seguem anexas as certidões negativas.

Inclusos, enviamos os documentos solicitados.

6) Meio

Concordará com o elemento a que se refere, quando significar metade.


Será invariável, quando significar um pouco, mais ou menos. Exemplo:

Ela estava meio (um pouco)nervosa, pois já era meio-dia e


meia(hora), e seu filho ainda não havia chegado.

7) Casa dois / Página vinte

Numeral utilizado após substantivo, é cardinal (um, dois, três...). Do


contrário, usa-se o numeral ordinal (primeiro, segundo, terceiro...).
Exemplos:

Estamos na segunda página.

Arrancaram a página duzentos.

8) É proibido entrada / É proibida a entrada

Quando o sujeito for tomado em sua generalidade, sem qualquer


determinante, o verbo ser - ou qualquer outro verbo de ligação - ficará no
singular, e o predicativo do sujeito no masculino, singular.

Se o sujeito vier determinado, a concordância do verbo e do predicativo


será regular, ou seja, tanto o verbo quanto o predicativo concordarão
com o determinante. Exemplo:

Caminhada é bom para a saúde.

Esta caminhada está boa.

É proibido entrada de crianças.

É proibida a entrada de crianças.

Pimenta é bom?

A pimenta é boa?

9) Menos / Pseudo

São palavras invariáveis. Pseudo será hifenizado quando a palavra


seguinte se iniciar por H, R, S e Vogal. Exemplos:

Havia menos violência antigamente.


Aquelas garotas são pseudo-atletas.

10) Muito / Bastante

Quando modificarem substantivo, concordarão com ele. Quando


modificarem verbo, adjetivo, ou outro advérbio, ficarão invariáveis.

Se puderem ser substituídos por vários ou várias ficarão no plural


(bastantes também pode ser substituído por suficientes); se puderem ser
substituídos por bem, ficarão invariáveis. Exemplos:

Bastantes(vários) alunos ficaram bastante(bem) irritados com o


professor.

Há testemunhas bastantes(suficientes) para incriminar o acusado.

11) Tal qual

Tal concorda com o substantivo anterior, e qual, com o posterior.


Exemplos:

O filho é tal qual o pai.

O filho é tal quais os pais.

Os filhos são tais qual o pai.

Os filhos são tais quais os pais.

Nota: Se o elemento anterior é um verbo, tal fica invariável; se o


elemento posterior é um verbo, qual fica invariável. Exemplos:

Eles agem tal quais as ordens do pai.

Eles agem tal qual forem as ordens do pai.

11) Grama
Quando representar unidade de massa, será masculino. Exemplos:

Comprei duzentos gramas de presunto.

Ele foi preso com um grama de cocaína.

12) Silepse

Concordância irregular, também chamada concordância figurada. É a


que se opera não com o termo expresso, mas com outro termo latente,
isto é, oculto, mentalmente subentendido.

a) Silepse de gênero:

São Paulo é linda. (Usa-se linda, por tratar-se da cidade de São Paulo)

b) Silepse de número:

Estaremos aberto nesse final de semana. (Usa-se aberto porque o


que estará aberto será o estabelecimento)

c) Silepse de pessoa:

Os brasileiros estamos esperançosos. (Usa-se estamos, pois nós


somos os brasileiros)

13) Possível:

Em frases enfáticas, como o mais, o menos, o melhor, o pior, possível


concordará com o artigo. Exemplos:

Conheci garotas o mais belas possível.

Conheci garotas as mais belas possíveis.


Aprenda a concordar o verbo com o sujeito

A concordância verbal é um dos aspectos gramaticais mais temidos


pelos estudantes. A única maneira de usar o verbo convenientemente,
em relação à concordância, é raciocinar, encontrar o sujeito a que o
verbo se refere, a fim de deixar este no mesmo número e pessoa que
aquele. Hoje estudaremos apenas alguns casos especiais.

Concordância verbal consiste no estudo do verbo quanto à maneira


como ele deverá surgir na frase (singular ou plural), dependendo de qual
elemento seja o sujeito da oração, ou até dependendo da própria
existência do sujeito. Se o sujeito for um substantivo singular, o mesmo
ocorrerá com o verbo; se for um termo no plural, o verbo também o será.
Por exemplo: "O prédio ruiu"; "Os bombeiros chegaram". Para se
encontrar o sujeito, pergunta-se ao verbo "Que(m) é que...?".

CASOS ESPECIAIS:

Verbo SER: Decerto, se apresentarem a frase "O vestibular são as


esperanças dos estudantes" a maioria dirá que há inadequação, pois "O
vestibular são..." parece estar errado, não é mesmo?

Mas está certo, pois o verbo ser, quando tiver como sujeito e como
predicativo do sujeito elementos numericamente diferentes (um no
singular, outro no plural), deverá concordar com o plural, não
importando a sequência em que os elementos se encontrem na
oração.

Ex.:"O mundo dela são as suas bonecas"; "Nem tudo são alegrias
na vida".

Essa concordância só não ocorrerá, se o sujeito for um nome próprio ou


indicar pessoa; nesse caso, o verbo ser concordará com a pessoa.

Ex.:"O homem é cinzas"; "Mariella é as alegrias da família".

Outro caso especial do verbo ser ocorre em frases que indicam


quantidade: Qual é o certo? "Trezentos gramas de carne é (ou são) o
suficiente para esse prato"? A resposta é "Trezentos gramas de carne é
o suficiente", porque o verbo ser ficará no singular, quando o
predicativo for uma expressão como "muito, pouco, o bastante, o
suficiente, uma fortuna, uma miséria, demais...".

Ex.:"Duzentos mil reais é muito para essa casa"; "Quatro


voluntários é o bastante para realizar o serviço".

O verbo ser também pode ser impessoal, ou seja, pode apresentar-se


sem sujeito. Isso ocorrerá quando indicar horas, datas ou distâncias.Ao
indicar horas ou distâncias, o verbo ser concordará com o numeral
a que se refere; ao indicar datas, tanto poderá ficar no singular,
quanto no plural, com exceção do primeiro dia do mês; nesse caso,
ser ficará no singular.

Ex.:"É uma hora"; São duas horas"; "É um quilômetro daqui até lá";
"São dois quilômetros daqui até lá"; "É vinte e nove de agosto";
"São vinte e nove de agosto".

Que você diria da frase"Bateram dez horas o relógio da matriz"?


Certa ou errada?Errada!

Os verbos DAR, BATER e SOAR concordam com o sujeito (relógio,


torre, campanário, sino), a não ser que esses elementos estejam
com a preposição em; nesse caso, não funcionarão como sujeito, e
os verbos passarão a concordar com o numeral.

Ex.:"Bateram dez horas no relógio da matriz"; "Bateu dez horas o


relógio da matriz"; "Soaram quatro horas no sino"; "Soou quatro
horas o sino".

"Viva os jogadores!" Quem nunca gritou frase desse tipo algum dia?
Quem nunca cometeu esse erro? Erro, porque o verbo VIVER, nas
orações optativas, deve concordar com o sujeito, que sempre estará
posposto ao verbo.

Ex.: "Vivamos nós!"; "Vivam os artistas!".

Vivam as borboletas que parece bailarem quando voam! Quê?! "parece


bailarem"? Exatamente.Tanto se pode dizer "parece bailarem" quanto
"parecem bailar".

Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no


infinitivo e o sujeito for um elemento no plural, ou flexiona-se o
verbo parecer, ou o infinitivo.

Ex.: "As borboletas parecem bailar"


(sujeito) (locução verbal)

Já em "As borboletas parece bailarem" o sujeito de "parece" é "as


borboletas bailarem", denominado de oração subordinada substantiva
subjetiva reduzida de infinitivo, e o verbo parecer é intransitivo.

Essa última construção é equivalente a"Parece que as borboletas


bailam", retirando-se a conjunção "que" e colocando-se o verbo no
infinitivo.
Dicas de gramática

Eu sei que vou te amar, eu sei que vou


amar-te ou eu sei que te vou amar? Você sabe colocar os pronomes
corretamente?

"Eu sei que vou te amar / Por toda minha vida / Eu vou te amar / Em
cada despedida / Eu vou te amar / Desesperadamente / Eu sei que vou
te amar / E cada verso meu será / Pra te dizer / Que eu sei que vou te
amar / Por toda minha vida..."(Tom Jobim – Vinícius de Moraes)

Belíssimos versos. Perfeitos em melodia, em emoções. Jobim e Vinícius


usaram as palavras para formar um conjunto harmônico com suavidade
e sonoridade irrepreensíveis, mas com erros, segundo a gramática
normativa.

Quando se escreve um poema ou uma poesia, não há necessidade de


se preocupar com a gramática padrão; o artista tem direito à licença
poética, que é a liberdade que toma o poeta, algumas vezes, de
transgredir as normas da poética ou da gramática. É o que ocorre com
esses versos: a colocação do pronome "te" é inadequada. Vejamos por
quê:

Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as,
lhes) podem ser colocados em três lugares distintos na oração: antes,
depois ou no meio do verbo. Para isso, as seguintes regras devem ser
seguidas:

1) Colocação do pronome antes do verbo (Próclise): Na língua


portuguesa culta só ocorrerá a próclise quando houver uma palavra
atrativa antes do verbo. Veja quais são elas.

PRÓCLISE - para haver, de acordo com a norma culta, é preciso


que haja uma palavra atrativa antes do verbo. São elas:

Advérbios (aqui, hoje, sempre, talvez...), pronomes indefinidos (tudo,


nada, ninguém, todos...); pronomes interrogativos (que, quem, qual...),
pronomes relativos (que, quem, qual, onde, quanto, cujo), pronomes
demonstrativos neutros (isto, isso, aquilo), conjunções
subordinativas (que, quando, embora, conforme, enquanto, se, caso...).

Ocorrerá próclise também quando a frase for iniciada pela preposição


Dicas de gramática

Entenda o valor semântico das conjunções

"(...) E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, Eu


possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é
chama / Mas que seja infinito enquanto dure." (Vinícius de Moraes)

Esse é um dos mais conhecidos e apreciados poemas de Vinícius, que


possui uma emotividade sem igual na literatura brasileira. A inadequação
gramatical desses versos está na utilização da expressão "posto que"
com o valor semântico de causa. O poeta espera que o amor não seja
imortal, já que é chama, percebeu?

O problema é que "POSTO QUE" tem valor concessivo, ou seja, indica


oposição, fatores contrários, tem o mesmo valor de "apesar de que,
embora, mesmo que, ainda que, mesmo que", e não de "porque, já que,
visto que". Então o verso deveria ter sido construído assim:"Que não
seja imortal, já que é chama", ou "porque é chama" ou ainda "visto que
é chama".

Muitas são as expressões e as palavras que causam dúvidas ou


apresentam problemas semânticos ao estudante. Vejamos algumas
delas:

A conjunção "COMO" pode ter três valores semânticos:causa,


comparação e conformidade. Veja os exemplos:
• Na frase"Como estivesse chovendo, não saí de casa", ela
indica causa, pois poderia ser substituída por"já que";
• Em"Faço o trabalho como o regulamento prescreve", indica
conformidade, pois poderia ser substituída por"conforme";
• Em"Ele age como o pai", indica comparação, pois poderia ser
substituída por"igual a".

A conjunção "SE", além de ser condicional, pode ser causal ou


iniciar oração subordinada substantiva com função de sujeito ou de
objeto direto, sendo denominada, nesse último caso de conjunção
integrante. Exemplos:
• Na frase"Se você estudar, conseguirá seu intento", ela indica
condição, pois poderia ser substituída por"caso";
• Em"Se você sabia que era proibido entrar lá, por que não me
avisou?", indica causa, pois poderia ser substituída por"já que";
• Em"Não sei se ficarei lá muito tempo", há uma conjunção
integrante, pois"se ficarei lá muito tempo" funciona como objeto
direto do verbo "saber".

O VERBO NO INFINITIVO antecedido de preposição inicia orações


com os seguintes valores semânticos: causa, tempo, finalidade e
condição.
• Com a preposição"por", a indicação será decausa ("Por estar
acamado, não irei à reunião");
• Com"para", definalidade ("Elas vieram para conversar");
• Com"ao", detempo ("Ao chegar ao colégio, encontrei meu
amigo");
• Com"a", decondição ("A continuar assim, você não conseguirá
seu intento").
Regência verbal é a relação de dependência, de subordinação, que se
estabelece entre os verbos e seus complementos. Regência é a matéria
que mais dificuldades traz ao estudante pela variedade de significados e
de relações que um mesmo verbo pode ter. É também um estudo
polêmico, pois alguns gramáticos admitem determinada regência,
outros, regência diferente. Por exemplo: há gramáticos que chamam o
verbo "ir" de transitivo circunstancial; outros, de intransitivo.

Com esta coluna, não pretendemos "fechar" a discussão, ao contrário, o


que queremos é alimentá-la, já que a língua não se estagnou no tempo,
ao invés, evoluiu. A discussão com cortesia só nos leva a aprender
mais, pois ninguém é dono do conhecimento total da gramática.

O verbo pode ligar-se a seus complementos de dois modos: com ou sem


o auxílio de uma preposição. Quando não houver a preposição,
chamaremos o verbo de TRANSITIVO DIRETO e seu complemento de
OBJETO DIRETO. Quando houver a preposição, chamaremos o verbo
de TRANSITIVO INDIRETO e seu complemento de OBJETO
INDIRETO. Quando o verbo possuir os dois complementos, chamá-lo-
emos de TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO. Além dessas
denominações, há o verbo INTRANSITIVO, que não necessita de
complementação.

Na verdade, os nomes não são absolutamente necessários. O que mais


importa é o estudante saber usar o verbo adequadamente, com a
preposição quando ele a exigir, sem a preposição quando ele a rejeitar.

A maneira em que exporemos a matéria aqui será por intermédio da


própria regência do verbo, ou seja, apresentaremos uma pequena lista
de verbos transitivos diretos, de transitivos indiretos, de intransitivos etc.
Você perceberá que o mesmo verbo aparecerá em listas diferentes, com
significados diferentes: são os denominados verbos homônimos, verbos
que têm o mesmo nome, mas que são diferentes. E mais uma vez, não
se esqueça de que não pretendemos encerrar a discussão em torno de
qualquer verbo, ao contrário, o que queremos é alimentá-la.

Comecemos com uma pequena lista de verbos que não exigem


preposição. São os VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS (VTD). Esses
verbos são os únicos que admitem a oração na voz passiva (o sujeito
sofre a ação). Quando o objeto direto for representado por um pronome
de terceira pessoa (ele, ela, eles, elas), deveremos usar os pronomes O,
A, OS, AS. Veja os verbos.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS

ASPIRAR, no sentido de almejar, ter por fim ou objetivo, pretender.

Ex.: Aspiro a ser excelente escotista.

VISAR, no sentido de almejar, ter por fim ou objetivo, pretender.

Ex.: Viso a ser excelente escotista.

AGRADAR, no sentido de ser agradável, causar prazer, satisfazer.

Ex.: A gentileza do rapaz agradou a todos.

QUERER, no sentido de ter afeição, gostar, estimar.

Ex.: Quero-lhe muito, Ester.

ASSISTIR, no sentido de estar presente, ver, ou no de caber, competir.

Ex.: Assisti à cerimônia.


Assistiu à cena estarrecido.
Não assistem razões a ele para reclamar.

CUSTAR, no sentido de ser difícil ou doloroso. Esse verbo (CUSTAR)


não admite a pessoa como sujeito, apenas como objeto indireto. O
sujeito sempre será a "coisa" difícil, dolorosa.

Ex.: Custava-lhe acreditar que a esposa havia morrido.

PROCEDER, no sentido de levar a efeito; fazer, executar, realizar.

Ex.: Mandou proceder ao início da competição mesmo sem a presença


do representante.

OBEDECER e DESOBEDECER.

Ex.: Acabou obedecendo à vontade da amada.

Alguns VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS que exigem a preposição A


não admitem o uso dos pronomes LHE, LHES. Só poderemos usar A
ELE, A ELA, A ELES, A ELAS. Eis os verbos:
ASPIRAR, VISAR, ASSISTIR (no sentido de estar presente, ver), aludir
(fazer alusão, referir-se), referir-se e anuir (dar consentimento,
aprovação).

Ex.: Confesso que julgo seu cargo o ideal para mim; sempre aspirei a
ele.

Ex.: Esse filme é ótimo. Todos querem assistir a ele.

Ex.: O seu pedido é absurdo, por isso não anuirei a ele.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS

ASPIRAR, no significado de sorver, sugar, atrair aos pulmões.

Ex.: Extasiado, aspirou o perfume da garota.

VISAR, no sentido de mirar ou no de dar visto.

Ex.: O policial visou o gatuno.

O gerente visou o cheque.

AGRADAR, no sentido de fazer agrados, afagar.

Ex.: Agradava o namorado, para acalmá-lo.

QUERER, no sentido de desejar.

Ex.: Os grevistas querem aumento de salário.

CHAMAR, no sentido de convocar.

Ex.: O governo chamou os jovens para o Serviço Militar.

IMPLICAR, no sentido de fazer supor ou de acarretar, trazer como


conseqüência.

Ex.: A supressão da liberdade implica a violência.

ESQUECER e LEMBRAR, quando não forem pronominais.


Ex.: A humanidade jamais esquecerá os crimes do Nazismo.
A garota lembrava sua irmã, por causa da cor dos cabelos.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS

CHAMAR, no sentido de repreender, ou no de fazer vir, trazer, ou ainda


no de avocar; tomar:

Ex.: O professor chamou os alunos rebeldes à atenção.


Procurou, por todos os meios, chamá-lo à realidade.
Chamou a si a responsabilidade do acontecido.

CUSTAR, no sentido de causar trabalho ou transtorno.

A irresponsabilidade custou-lhe uma forte repreensão.

AGRADECER, PAGAR e PERDOAR. O que esses verbos têm em


comum é que o objeto direto sempre será representado pela "coisa", e o
objeto indireto, pela "pessoa". Teremos, então, sempre "quem agradece,
agradece algo a alguém", "quem paga, paga algo a alguém", "quem
perdoa, perdoa algo a alguém".

Ex.: Agradeci a meu amigo o convite que me fez. É errada a frase


"agradeci o meu amigo pelo convite..."

Perdoei-lhe os erros cometidos.

Pagar-lhe-ei a dívida em breve.

PEDIR. "Quem pede, pede algo a alguém", e nunca "quem pede, pede
para alguém fazer algo".

Ex.: Pedi aos alunos que ficassem quietos.

PREFERIR. Esse verbo não admite "que", "do que", nem palavras ou
expressões enfáticas, como "muito, muito mais, mil vezes..."

Ex.: Prefiro ficar aqui sozinho a sair com pessoas inconvenientes.

ASSISTIR, no sentido de acompanhar enfermo, moribundo, parturiente,


etc. para prestar-lhe conforto moral ou material ou no de ajudar.

Ex.: Sempre assistiu os mais carentes.


Ex.: Sempre assistiu aos mais carentes.

CHAMAR, no sentido de dar qualidade ou nome; designar; qualificar.

Ex.: Chamei-o inteligente. Chamam-lhe sábio.

ATENDER, no sentido de dar atenção.

Ex.: Não atendeu os meus conselhos.


Não atendeu aos meus conselhos.

ANTECEDER

Ex.: Diversos conflitos antecederam o jogo.


Diversos conflitos antecederam ao jogo.

PRESIDIR

Ex.: Ele ainda presidirá o país.


Ele ainda presidirá ao país.

RENUNCIAR

Ex.: Os eremitas renunciam os bens materiais.


Os eremitas renunciam aos bens materiais

SATISFAZER

Ex.: O chefe satisfez o desejo dos empregados.


O chefe satisfez ao desejo dos empregados
Aprenda mais sobre regência verbal

Como combinamos a semana passada, hoje retornaremos à regência


verbal. Para que você não precise voltar à coluna anterior, eis aqui a
explicação sobre a matéria: Regência verbal é a relação de
dependência, de subordinação que se estabelece entre os verbos e
seus complementos.

Regência é a matéria que mais dificuldades traz ao estudante pela


variedade de significados e de relações que um mesmo verbo pode ter.
É também um estudo polêmico, pois alguns gramáticos admitem
determinada regência, outros, regência diferente.

Por exemplo: há gramáticos que chamam o verbo “ir” de transitivo


circunstancial; outros, de intransitivo. Com a coluna de hoje, não
pretendemos “fechar” a discussão, ao contrário, o que queremos é
alimentá-la, já que a língua não se estagnou no tempo, ao invés, evoluiu.
A discussão com cortesia só nos leva a aprender mais, pois ninguém é
dono do conhecimento total da gramática.

O verbo pode ligar-se a seus complementos de dois modos: com ou sem


o auxílio de uma preposição. Quando não houver a preposição,
chamaremos o verbo de TRANSITIVO DIRETO e seu complemento de
OBJETO DIRETO. Quando houver a preposição, chamaremos o verbo
de TRANSITIVO INDIRETO e seu complemento de OBJETO
INDIRETO.

Quando o verbo possuir os dois complementos, chamá-lo-emos de


TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO. Além dessas denominações, há o
verbo INTRANSITIVO, que não necessita de complementação.

Na verdade, os nomes não são absolutamente necessários. O que mais


importa é o estudante saber usar o verbo adequadamente, com a
preposição quando ele a exigir, sem a preposição quando ele a rejeitar.

A maneira em que exporemos a matéria aqui será por intermédio da


própria regência do verbo, ou seja, apresentaremos uma pequena lista
de verbos transitivos diretos, de transitivos indiretos, de intransitivos, etc.
Você perceberá que o mesmo verbo aparecerá em listas diferentes, com
significados diferentes: são os denominados verbos homônimos, verbos
que têm o mesmo nome, mas que são diferentes. E mais uma vez, não
se esqueça de que não pretendemos encerrar a discussão em torno de
qualquer verbo, ao contrário, o que queremos é alimentá-la.
Verbos que tanto podem ser TRANSITIVOS DIRETOS quanto
TRANSITIVOS INDIRETOS com a PREPOSIÇÃO "POR".

Verbos que tanto podem ser TRANSITIVOS INDIRETOS quanto


INTRANSITIVOS.

TRANSITIVOS DIRETOS QUE EXIGEM A PREPOSIÇÃO "COM"

SIMPATIZAR, ANTIPATIZAR E IMPLICAR, no sentido de antipatizar.


Perceba que esses verbos não são pronominais, ou seja, não existe o
verbo “simpatizar-se” nem “antipatizar-se”. Não se deve, portanto, dizer
“eu me simpatizei com ela”; o certo é “eu simpatizei com ela”.

Ex.1: Todos nós simpatizamos com o professor.

Ex.2: O pai dele implica comigo demasiadamente.

TRANSITIVOS INDIRETOS QUE EXIGEM A PREPOSIÇÃO "DE"

ESQUECER-SE E LEMBRAR-SE. Não se esqueça de que, se esses


verbos não contiverem o pronome (se), serão transitivos diretos, ou seja,
serão usados sem a preposição.

Ex.1: Esqueci-me do nome de sua namorada. / Esqueci o nome de sua


namorada.

Ex.2: Lembrei-me de que você me ofendera. / Lembrei que você me


ofendera.

Obs.: Há um uso erudito desses verbos, que exige a “coisa” como sujeito
e a “pessoa” como objeto indireto com a prep. “a”: lembrar, no sentido de
“vir à lembrança” e esquecer, no sentido de “cair no esquecimento”.
Devem-se formar assim as orações: Lembraram-me os dias da infância =
Os dias da infância vieram-me à lembrança. Esqueceram-me os passos
daquela dança = Os passos daquela dança caíram no esquecimento.

PROCEDER, no sentido de derivar-se, exige a prep. “de”.

Ex.: O amor não procede do hábito.


VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS QUE EXIGEM A PREPOSIÇÃO
"EM"

CONSISTIR.

Ex.: Sua cultura consiste na memorização de sentenças latinas.

SOBRESSAIR. Perceba que esse verbo não é pronominal, ou seja, não


existe o verbo “sobressair-se”. Não se deve, portanto, dizer “ele se
sobressaiu no campeonato”; o certo é “ele sobressaiu no campeonato”.

Ex.: Os jogadores que mais sobressaíram no time conseguiram


contratos no exterior.

TRANSITIVOS INDIRETOS QUE EXIGEM A PREPOSIÇÃO "POR"

TORCER. Esse verbo também pode ser intransitivo, quando se ligar a


outra oração iniciada pela preposição “para”, indicando finalidade.

Ex.1: Eu torço pelo Santos Futebol Clube, glorioso time brasileiro.

Ex.2: Eu torço para o Santos ser o campeão deste ano.

CHAMAR, no sentido de invocar.

Ex.: O garoto chamava pela mãe desesperadamente.

VERBOS QUE TANTO PODEM SER TRANSITIVOS DIRETOS


QUANTO TRANSITIVOS INDIRETOS COM A PREPOSIÇÃO "DE"

ABDICAR, que também pode ser INTRANSITIVO.

Ex.1: Abdicarei esse dinheiro para poder viver em paz.

Ex.2: Abdicarei desse dinheiro para poder viver em paz.

Ex.3: D. Pedro I abdicou.

GOZAR, no sentido de desfrutar, usufruir. Não se esqueça de que esses


dois verbo não admitem a preposição “de”; somente o verbo gozar.

Ex.: Ele gozava do privilégio de atrair a atenção.


VERBOS QUE TANTO PODEM SER TRANSITIVOS DIRETOS
QUANTO TRANSITIVOS INDIRETOS COM A PREPOSIÇÃO "EM"

ATENTAR, que também pode ser usado com a preposição “para”.

Ex.1: Atente as explicações do professor.

Ex.2: Atente nas explicações do professor.

Ex.3: Atente para esse quadro. Veja como é belo.

COGITAR, que também pode ser usado com a preposição “de”.

Ex.1: Não cogito ir ao Rio.

Ex.2: Não cogito em ir ao Rio.

Ex.3: Não cogito de ir ao Rio.

CONSENTIR

Ex.1: A maioria dos constituintes consentiu a adoção de medidas


sociais.

Ex.2: Consentiu em fazer horas extras.

VERBOS INTRANSITIVOS

ASSISTIR, no sentido de morar, é intransitivo, exigindo a preposição


“em”, que dá início a adjunto adverbial de lugar.

Ex.: Assisto em Londrina desde que nasci.

CUSTAR, no sentido de ter preço, é intransitivo. A palavra que indica o


preço funciona como adjunto adverbial de preço.

Ex.1: As calças custaram R$80,00.

Ex.2: As calças custaram caro.

Obs.: As palavras “caro” e “barato” ficarão invariáveis quando


participarem de orações em que haja o verbo “custar”. Já em orações
com verbos de ligação (ser, estar, parecer, ficar, permanecer,
continuar...), deverão concordar com o sujeito: “As calças estão caras”.

PROCEDER, no sentido de ter fundamento.

Ex.: Suas palavras não procedem.

MORAR, RESIDIR E SITUAR-SE são intransitivos, exigindo a


preposição “em”, iniciando adjunto adverbial de lugar.

Ex.1: Moro em Londrina desde que nasci.

Ex.2: A empresa situa-se na av. Duque de Caxias.

DEITAR-SE, LEVANTAR-SE E SENTAR-SE são intransitivos e


pronominais, ou seja, só podem ser usados com o pronome. É
inadequado então o uso “em deitei cedo ontem”; o certo é “eu deiotei-me
cedo ontem”.

Ex.1: Quando se deitou, sentiu a dor no peito.

Ex.2: Levante-se, garoto preguiçoso.

Ex.3: Sentei-me na cadeira errada.

IR, VIR, VOLTAR, CHEGAR, CAIR, COMPARECER E DIRIGIR-SE são


intransitivos, exigindo a preposição “de”, na indicação de procedência, a
preposição “a”, na indicação de destino, e a preposição “para” na
indicação de mudança definitiva.

Ex.1: Cheguei de São Paulo hoje, irei a Curitiba amanhã.

Ex.2: Irei para Ribeirão Preto, pois consegui um excelente emprego na


UBB.

VERBOS QUE TANTO PODEM SER TRANSITIVOS DIRETOS


QUANTO TRANSITIVOS INDIRETOS COM A PREPOSIÇÃO "POR"

ANSIAR.

Ex.1: Sonha, deseja e anseia a luz do Oriente.


Ex.2: Ansiava por vê-lo sofrendo.

ALMEJAR, que também pode ser transitivo direto e indireto com a


preposição “a”.

Ex.1: Vive a almejar a paz.

Ex.2: Almeja por uma vida tranqüila.

Ex.3: Almeja um futuro brilhante aos filhos.

VERBOS QUE TANTO PODEM SER TRANSITIVOS INDIRETOS


QUANTO INTRANSITIVOS

FALTAR.

Ex.1: Faltaram-lhe as forças.

Ex.2: A maioria dos alunos faltou.

BASTAR.

Ex.1: Não basta o prejuízo: há, ainda por cima, o sofrimento.

Ex.2: Pouco lhe bastará para esta viagem: tem hábitos módicos.

RESTAR

Ex.1: Resta uma só esperança.

Ex.2: Só me restam as recordações.


- Funções do pronome "se"

O pronome "se" pode ter várias funções diferentes da oração. Vejamos


todas:

01) Pronome Reflexivo;

O pronome se será reflexivo, quando o sujeito praticar a ação sobre si


mesmo; será reflexivo recíproco, quando um elemento praticar a ação
sobre outro, e o outro praticar a ação sobre o "um". Geralmente o
pronome se complementa verbo transitivo direto; raramente, verbo
transitivo indireto. Outros pronomes oblíquos átonos – me, te, nos, vos -
também podem ser reflexivos.

Ex.: Carlos machucou-se, ao pular o muro. O pronome "se", neste


caso, é reflexivo, complementando verbo transitivo direto.

Carlos e Fabiane amam-se. O pronome "se", neste caso, é reflexivo


recíproco, complementando verbo transitivo direto.

Nós nos respeitamos. O pronome "nos" é reflexivo recíproco,


complementando verbo transitivo direto.

02) Partícula integrante do verbo:

O pronome se será partícula integrante de verbos, quando fizer parte de


um verbo pronominal. Outros pronomes oblíquos átonos – me, te, nos,
vos – também podem ser partícula integrante do verbo.

Ex.: Feliciano suicidou-se. Não existe o verbo "suicidar", e sim o verbo


"suicidar-se"; o pronome faz parte do verbo.

Queixei-me do zelador ao síndico. Não existe o verbo "queixar", e sim


o verbo "queixar-se"; o pronome faz parte do verbo.

03) Partícula expletiva (ou de realce):

O pronome se será partícula expletiva, quando acompanhar verbo


Dicas de português

- Ter, pôr, vir e ver •



quiz
índice

Muitos são os verbos que trazem dificuldades ao cidadão comum;


certamente você já enfrentou problemas com eles ao falar ou ao
escrever uma frase qualquer. Os verbos ter, pôr, vir e ver são alguns
deles, e será sobre eles a nossa coluna da semana. Vamos a eles:

A primeira dificuldade, em relação aos verbos ter, ver e vir, é a


acentuação. Como se escrevem? Com um e só? Com dois ee? Com
acento agudo? Ou circunflexo?

Os verbos ter e vir serão escritos com um "e" só e com acento


circunflexo (^) quando o elemento que tem algo ou que vem a algum
lugar ou de algum lugar (o sujeito) estiver na terceira pessoa do plural
(eles, elas, vocês...) do presente do indicativo (Todos os dias...).
Teremos, então, frases como "Todos os dias eles têm que estudar";
"Elas vêm até aqui para conversar"; "Vocês têm coragem?". Se o sujeito
estiver no singular, não haverá acento algum: "Todos os dias ele tem de
estudar"; "Ela vem até aqui para conversar"; "Você tem coragem?".

Os derivados desses dois verbos (manter, conter, deter, reter, intervir,


provir, convir...) receberão acento agudo quando o sujeito for a segunda
pessoa do singular (tu) ou a terceira pessoa do singular (ele, ela, você...)
e receberão acento circunflexo quando o sujeito estiver na terceira
pessoa do plural (eles, elas, vocês...). Teremos, então, frases como "O
deputado diz que mantém sua palavra"; "Essas caixas provêm dos
Estados Unidos"; "Tu deténs teus ímpetos?". Já o verbo ver e seus
derivados serão escritos com dois ee, com acento circunflexo no
primeiro deles, quando o sujeito estiver na terceira pessoa do plural do
presente do indicativo. Teremos, então, frases como "Os meninos vêem
os jogos da seleção sempre"; "Alguns homens dizem que prevêem o
futuro". Se o sujeito estiver no singular, esses verbos serão escritos com
um "e" só e com acento circunflexo. Teremos, então, frses como "O
menino vê os jogos da seleção sempre"; "Aquele homem diz que prevê
o futuro".

A segunda dificuldade, em relação aos verbos ter, pôr, vir e ver, é a


conjugação deles em certos tempos e modos. O certo é "quando eu pôr"
ou "quando eu puser"? "Se eu vir ao colégio" ou "Se eu vier ao colégio?"
se eu interviesse, se eu proviesse, se eu previsse, se eu antevisse,
quando eu detiver, quando eu retiver, quando eu intervier, quando eu
provier, quando eu previr, quando eu antevir.

A terceira dificuldade, em relação a ver e vir, também é referente à


conjugação, mas agora o problema são palavras semelhantes: vir,
vimos...

"Vir" tanto pode ser o infinitivo do verbo vir quanto o futuro do subjuntivo
do verbo ver: "Se você o vir (verbo ver), diga-lhe para vir (verbo vir) até
aqui. O mesmo se sucede com todas as pessoas: "Se vocês os virem,
digam-lhes para virem até aqui".

"Vimos" tanto pode ser a primeira pessoa do plural do presente do


indicativo do verbo vir quanto a primeira pessoa do plural do pretérito
perfeito do indicativo do verbo ver: "Nós vimos aqui agora porque ontem
nós vimos o que aconteceu com você".
- Os usos da vírgula

Esse é um dos maiores problemas dos escritores em geral, sejam


jornalistas, estudantes, professores, ou seja, qualquer cidadão, ao
escrever um texto, depara com a dúvida: devo ou não virgular tal parte
do texto: Vejamos, então, as principais regras de como usar a vírgula:

Emprego da vírgula no período simples

Quando se trata de separar termos de uma mesma oração, deve-se usar


a vírgula nos seguintes casos:

1. Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: Adjuntos adverbiais


são termos de valor adverbial que denotam alguma circunstância do fato
expresso pelo verbo ou intensifica o sentido deste, ou de um adjetivo, ou
de um advérbio. As principais circunstâncias são as de tempo, lugar,
causa, modo, meio, afirmação, negação, dúvida, intensidade, finalidade,
condição, assunto, preço, etc...

Os adjuntos adverbiais estarão deslocados quando estiverem no início


ou no meio do período. Em alguns casos, a vírgula não será obrigatória,
pois, às vezes, ela tira a linearidade, eliminando, assim, a clareza da
frase.

O parágrafo anterior pode servir-nos de exemplo para o que acabamos


de ler: a não-obrigatoriedade da vírgula. O último período também
poderia ser escrito assim: "Em alguns casos a vírgula não será
obrigatória, pois às vezes ela tira a linearidade, eliminando assim a
clareza da frase". Vejamos alguns exemplos de adjuntos adverbiais
separados por vírgula:

A maioria dos alunos, durante as férias, viaja.

Desde o ano passado, enfrento problemas com meu computador.

2. Para isolar os objetos pleonásticos: Haverá objeto pleonástico


quando um verbo possuir dois complementos que se referem a um
elemento só. Por exemplo:
7. Para indicar a elipse do verbo: Elipse é a omissão de um verbo já
escrito anteriormente.

Ex. Ela prefere filmes românticos; o namorado, de aventura. (o


namorado prefere filmes de aventura)

8. Para separar, nas datas, o lugar:

Ex. Londrina, 18 de janeiro de 2001.

9. Para isolar conjunção coordenativa intercalada: As conjunções


coordenativas que nos interessam para essa regra são porém, contudo,
no entanto, entretanto, todavia, logo, portanto, por conseguinte, então.

Ex. Os candidatos, porém, não respeitaram a lei.

O candidato está bem preparado; tem, portanto, condições de ser


contratado.

10. Para isolar as expressões explicativas isto é, a saber, melhor


dizendo, quer dizer...:

Ex. Irei para Águas de Santa Brárbara, melhor dizendo, Bárbara.

11. Para separar frases iniciadas pelas expressões e sim, e não,


mas sim:

Ex. Não haja com imprudência, e sim com moderação.

12. Para isolar adjetivo explicativo do substantivo qualificado por


ele: Adjetivo explicativo é o que indica qualidade inerente ao ser, ou
seja, qualidade que não pode ser retirada. Adjetivo restritivo é o que
indica qualidade adicionada ao ser.

Ex. O homem, mortal, age como se fosse imortal.


Emprego da vírgula no período composto:

Período composto por coordenação: as orações coordenadas devem


sempre ser separadas por vírgula. Orações coordenadas são as que
indicam adição (e, nem, mas também), alternância (ou, ou ... ou, ora ...
ora), adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...)
e explicação (porque, pois).

Ex. Todos gostamos de seus projetos, no entanto não há verbas para


viabilizá-los

Nota: as orações coordenadas aditivas iniciadas pela conjunção e só


terão vírgula quando os sujeitos forem diferentes ou quando o e
aparecer repetido.

Ex. Ela irá no primeiro avião, e seus filhos no próximo.

Ele gritava, e pulava, e gesticulava como um louco.

Período composto por subordinação:

Orações subordinadas substantivas: não se separam por vírgula. As


orações subordinadas substantivas são a que exercem a função de
sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, complemento
nominal e aposto. Elas estão explicadas em uma das colunas anteriores.

Ex. É evidente que o culpado é o mordomo. (Que o culpado é o


mordomo é oração que funciona como sujeito do verbo ser)

Orações subordinadas adjetivas: só a explicativa é separada por


vírgula; a restritiva não. As orações subordinadas adjetivas são as
iniciadas por um pronome relativo. A oração subordinada adjetiva
explicativa é a que exerce a função de aposto explicativo. A oração
subordinada adjetiva restritiva é a que exerce a função de adjunto
adnominal. Elas também estão explicadas em uma das colunas
anteriores.

Ex. Londrina, que é a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima.

Obs.: Leia as frases abaixo:


Orações subordinadas adverbiais: São separadas por vírgula quando
estiverem no início ou no meio do período. Elas também estão
explicadas em uma das colunas anteriores.

Ex. Assim que chegarem as encomendas, começaremos a trabalhar.

Pronto. Aqui estão as principais regras de virgulação.


Usos da palavra “que”

Nesta semana, estudaremos todas as possibilidades de ocorrência da


palavra “que”. Depois desta aula, não restará dúvida quanto à
classificação desse complicado vocábulo que tantas dificuldades traz
aos vestibulandos e estudantes em geral. Vamos à teoria. A palavra
“que” pode ser o seguinte:

1. Substantivo:

Quando o “que” for substantivo, terá o sentido de qualquer coisa ou


alguma coisa, será modificado geralmente pelo artigo indefinido um e
será sempre acentuado.

Ex. Esta menina tem um quê de mistério. = Esta menina tem alguma
coisa de mistério.

2. Advérbio:

Quando o “que” for advérbio, intensificará adjetivos e advérbios e


poderá ser substituído por quão ou muito. Em geral, é usado em frases
exclamativas.

Ex. Que linda é essa garota! = Quão linda é essa garota!

Que doido fui eu não aceitando aquela proposta! = Quão doido fui...

Que longe fica sua casa! = Quão longe fica sua casa.

3. Preposição:

Quando o “que” funcionar como preposição, equivalerá à preposição


de, sendo usado em locuções verbais que têm, como auxiliares, ter ou
haver.

Ex. Tenho que trazer meus documentos até amanhã. = Tenho de trazer
meus documentos até amanhã.

4. Interjeição:
5. Partícula Expletiva ou de Realce:

Quando o “que” for partícula expletiva, será empregado para realçar ou


enfatizar. Sua retirada não alterará o sentido da frase. Poderá também
ser usado na locução expletiva é que.

Ex. Por pouco que a gente não brigou com ele. = Por pouco a gente não
brigou com ele.

Nós é que trouxemos o material. = Nós trouxemos o material.

“Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida / Da minha


infância querida / Que os anos não trazem mais!” = Oh! Que saudades
eu tenho...

6. Pronome

6.1. Pronome Interrogativo

Quando o “que” for pronome interrogativo, substituirá, nas frases


interrogativas, o elemento sobre o qual se desejar resposta.

Ex. Que você disse? = Você disse algo.

Gostaria de saber que homem me procurou. = O homem procurou


alguém.

* Nota: É inadequado o uso da palavra "o", antes do pronome


interrogativo que, ou seja, a língua culta não admite perguntas como “O
que você disse?”, apesar de ser expressão corrente em nosso país.

6.2. Pronome Indefinido

Quando o “que” for pronome indefinido, aparecerá antes de


substantivos em frases geralmente exclamativas e poderá ser
substituído por quanto, quanta, quantos e quantas.

Ex. Que sujeira havia naquele quarto. = Quanta sujeira havia naquele
quarto.

Que miséria há no Brasil! = Quanta miséria há no Brasil!


6.3. Pronome Adjetivo

Quando o “que” for pronome adjetivo, aparecerá antes de substantivo,


apenas modificando-o. Não o confunda com o pronome indefinido.

Ex. Que mulher linda aquela! (Perceba que não há a possibilidade de


substituí-lo por quanto, quanta, quantos ou quantas; ele apenas modifica
o substantivo, a fim de tornar a frase exclamativa. Por isso mesmo, é
também denominado de pronome exclamativo.)

6.4. Pronome Relativo

Quando o “que” for pronome relativo, aparecerá após o substantivo


substituído por ele e poderá ser substituído por o qual, a qual, os quais,
as quais.

Ex. Achei muito bela a garota que você me apresentou. = Achei muito
bela a garota a qual você me apresentou.

7. Conjunção

7.1. Conjunção Coordenativa

7.1.1. Conjunção Coordenativa Aditiva

Quando o “que” for conjunção coordenativa aditiva, iniciará oração


coordenada sindética aditiva, aparecerá sempre entre duas formas
verbais iguais e terá valor bastante próximo da conjunção e.

Ex. Falava que falava, mas não convencia ninguém.

Bebia que bebia, ignorando o risco que corria.

7.1.2. Conjunção Coordenativa Explicativa

Quando o “que” for conjunção coordenativa explicativa, iniciará oração


coordenada sindética explicativa e poderá ser substituída por pois ou
porque, que também são conjunções coordenativas explicativas.

Ex. Venha até aqui, que preciso falar-lhe. = Venha até aqui, pois preciso
falar-lhe.
7.1.3. Conjunção Coordenativa Adversativa

Quando o “que” for conjunção coordenativa adversativa, iniciará oração


coordenada sindética adversativa, indicará oposição, ressalva e
apresentará valor equivalente a mas.

Ex. Outra pessoa, que não eu, deveria cumprir essa tarefa. = Outra
pessoa, mas não eu...

7.2. Conjunção Subordinativa

7.2.1. Conjunção Subordinativa Integrante.

Quanto o “que” for conjunção subordinativa integrante, iniciará oração


que exerce função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento
nominal, predicativo do sujeito e aposto não iniciado por pronome
relativo. A oração iniciada pela conjunção integrante será chamada de
oração subordinada substantiva.

Ex. Acho que você está equivocado. (A oração “que você está
equivocado” funciona como objeto direto do verbo achar, denominada
oração subordinada substantiva objetiva direta)

Ela só pensa em uma coisa: que seu filho seja aprovado. (A oração “que
seu filho seja aprovado” funciona como aposto, denominada oração
subordinada substantiva apositiva)

7.2.2. Conjunção Subordinativa Consecutiva

Quando o “que” for conjunção subordinativa consecutiva, iniciará oração


subordinada adverbial consecutiva e aparecerá, em geral, nas
expressões tão... que, tanto... que, tamanho... que e tal... que.

Ex. Ele gritou tanto que ficou rouco. = A conseqüência de ele ter gritado
muito foi ter ficado rouco.

7.2.3. Conjunção subordinativa Comparativa

Quando o “que” fora conjunção subordinativa comparativa, iniciará


oração subordinada adverbial comparativa e aparecerá nas expressões
mais... que, menos... que.

Ex. Ele é mais inteligente que o irmão.


- Orações Subordinadas Adverbiais

Para finalizar o estudo do período composto, estudaremos hoje as


orações subordinadas adverbiais. Elas funcionam como adjunto
adverbial, ou seja, são orações que indicam a existência de uma
circunstância. A oração subordinada adverbial é ligada a outra oração,
denominada oração principal. São nove as orações subordinadas
adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa:

A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa. É iniciada por


uma conjunção subordinativa causal ou por uma locução conjuntiva
subordinativa causal. São elas: porque, porquanto, visto que, já que,
uma vez que, como, que. Também pode ser iniciada pela preposição
por, estando o verbo no infinitivo.

A conjunção como deve ser usada apenas em início de período.

Exemplos:

Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.

Como estivesse chovendo, não saímos de casa.

Por ter chegado atrasada, não pôde entrar na palestra.

B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação.


Geralmente, o verbo fica subentendido. É iniciada por uma conjunção
subordinativa comparativa. São elas: (mais) ... que, (menos)... que,
(tão)... quanto, como.

Exemplo:

Diocresildo era mais esforçado que o irmão.

Perceba que o verbo ser, na segunda oração, está subentendido: ele era
mais esforçado que o irmão era.

Juvenildo é tão esforçado como o irmão.


D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição. É
iniciada por uma conjunção subordinativa condicional ou por uma
locução conjuntiva subordinativa condicional. São elas: se, a menos que,
desde que, caso, contanto que. Também pode ser iniciada pela
preposição a, estando o verbo no infinitivo.

Exemplos:

Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.

Contanto que se esforce, você terá um futuro brilhante.

A continuar agindo dessa maneira, tudo se dificultará.

E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.


É iniciada por uma conjunção subordinativa conformativa ou por uma
locução conjuntiva subordinativa conformativa. São elas: como,
conforme, segundo.

Exemplos:

Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela


Prefeitura.

Como combinamos ontem, eis os documentos.

F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência. É


iniciada pela conjunção subordinativa consecutiva que. Na oração
principal normalmente surge um advérbio de intensidade tal, tanto,
tamanho(a): (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.

Exemplos:

Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.

Ele é de tamanha capacidade, que a todos encanta.

G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo. É iniciada


por uma conjunção subordinativa temporal ou por uma locução
conjuntiva subordinativa temporal. São elas: quando, enquanto, sempre
que, assim que, desde que, logo que, mal. Também pode ser iniciada
H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade. É iniciada por
uma conjunção subordinativa final ou por uma locução conjuntiva
subordinativa final. São elas: a fim de que, para que, porque. Também
pode ser iniciada pela preposição para, estando o verbo no infinitivo.

Exemplos:

Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.

Aqui estamos para estudar.

I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção. É


iniciada por uma locução conjuntiva subordinativa proporcional. São
elas: à proporção que, à medida que, tanto mais.

Exemplo:

À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.


Orações Subordinadas Substantivas

Hoje, conforme combinamos a semana passada, estudaremos as


orações subordinadas substantivas.

Primeiramente, temos que entender o porquê do nome: oração porque


há verbo; subordinada porque exerce função sintática, estando,
portanto, subordinada a outro verbo; substantiva porque a função que
ela exerce é normalmente própria de um substantivo. O “outro verbo”
fará parte da oração principal do período.

São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por


uma conjunção subordinativa integrante (que,se), a não ser que estejam
reduzidas; nesse caso, não haverá a conjunção integrante, e o verbo
estará no infinitivo, no particípio ou no gerúndio. Vamos às orações:

A) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva:

É a oração que funciona como sujeito da oração principal. Para


encontrar o sujeito de qualquer verbo, deve-se perguntar a ele “Que é
que...?”

Existem três estruturas de oração principal que se usam com


subordinada substantiva subjetiva:

1)Verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva


subjetiva.

Ex: É necessárioque façamos nossos deveres.

Em que “É” é verbo de ligação,“necessário” funciona como predicativo


do sujeito e “que façamos nossos deveres”, como oração subordinada
substantiva subjetiva, pois, se perguntarmos ao verbo “ser” “Que é que
é necessário?”, obteremos como resposta “que façamos nossos
deveres”.

2) Verbos como convir, constar, parecer, importar, interessar,


suceder, acontecer + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex: Convémque façamos nossos deveres.

Em que “Convém” tem como sujeito “que façamos nossos deveres",


pois, se perguntarmos a ele “Que é que convém?”, obteremos como
B) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta:

É a oração que funciona como objeto direto da oração principal. O objeto


direto é o complemento do verbo transitivo direto. Constata-se que um
verbo é transitivo direto, colocando-o no seguinte esquema:“Quem ...... ,
....... algo”; o “algo” funcionará como objeto direto. Por exemplo, o
verbo “comprar”: Quem compra, compra algo.

Ex:Todos desejamosque seu futuro seja brilhante.

Em que “desejar” é verbo transitivo direto, pois “quem deseja, deseja


algo”.“Todos desejamos” o quê? Resposta:“que seu futuro seja
brilhante”, portanto o nome da oração é subordinada substantiva
objetiva direta.

C) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta:

É a oração que funciona como objeto indireto da oração principal. O


objeto indireto é o complemento do verbo transitivo indireto. Constata-se
que um verbo é transitivo indireto, colocando-o no seguinte
esquema:“Quem ...... , ....... + prep + algo”; o “algo” funcionará como
objeto indireto. Por exemplo, o verbo “precisar”: Quem precisa, precisa
de algo.

Ex:Lembro-me deque tu me amavas.

Em que “lembrar-se” é verbo transitivo indireto, pois quem se lembra,


lembra-se de algo.“Lembro-me” de quê? Resposta:“de que tu me
amavas”, portanto o nome da oração é subordinada substantiva objetiva
indireta.

D) Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:

É a oração que funciona como complemento nominal de um termo da


oração principal, que será um substantivo abstrato, um adjetivo ou um
advérbio. O complemento nominal é sempre antecedido de uma
preposição, logo todas as orações subordinadas substantivas
completivas nominais são iniciadas por preposição que provenha de
substantivo abstrato, de adjetivo ou de advérbio.

Ex: Tenho necessidade de que me elogiem. Em que “necessidade” é


substantivo abstrato que exige a preposição “de”, pois quem tem
F) Oração Subordinada Substantiva Predicativa:

É a oração que funciona como predicativo do sujeito da oração principal.


Sempre surgirá com a seguinte estrutura:(sujeito) + VL + oração
subordinada substantiva predicativa.

Ex: A verdade éque nunca nos satisfazemos com nossas posses.

Em que “a verdade” funciona como sujeito do verbo “ser” e a oração


“que nunca nos satisfazemos com nossas posse”, como
subordinada substantiva predicativa.

*Nota: As orações subordinadas substantivas podem vir introduzidas por


outras palavras, como, por exemplo:

• Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)


• Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)
- Por exemplo:
Perguntou-se quando ele chegaria.
Não sei onde coloquei minha carteira.
Saiba dar uma ordem corretamente

Numa noite dessas, na novela das nove, uma personagem aconselhava


sua filha, dizendo o seguinte: "Chega cedo, dorme oito horas, se
alimenta bem, minha filha." Ela, ao dizer essas palavras, estava usando
os verbos no chamado modo "imperativo", utilizado para "ordens,
pedidos ou conselhos". O problema é que os verbos estão usados
inadequadamente. Vejamos por quê:

O imperativo afirmativo _ordem, pedido ou conselho feitos


afirmativamente_ é formado a partir de verbos no presente do
indicativo e no presente do subjuntivo.

Do presente do indicativo (tempo que identificamos com a frase "todos


os dias eu...") provêm as pessoas "tu" e "vós", retirando-lhes a letra "s";
do presente do subjuntivo (tempo que identificamos com a frase "espero
que eu...") provêm as pessoas "você", "nós" e "vocês". Analisemos,
então, os verbos apresentados:

• Chegar
• Dormir
• Alimentar-se

Posto isso, concluímos que a frase dita pela personagem pode ser
construída de duas maneiras diferentes:

1ª:Referindo-se à segunda pessoa do singular (tu): chega cedo,


dorme oito horas, alimenta-te bem, minha filha.

2ª:Referindo-se à terceira pessoa do singular (você): chegue cedo,


durma oito horas, alimente-se bem, minha filha.

Como a referida personagem trata sua filha de "você", a frase elaborada


por ela deveria ser a segunda:
"Chegue cedo, durma oito horas, alimente-se bem, minha filha".

Em tempo, se o imperativo for negativo, será totalmente conjugado


como o presente do subjuntivo:

"Não chegues tu, não chegue você, não cheguemos nós, não chegueis
vós, não cheguem vocês."

"Não durmas tu, não durma você, não durmamos nós, não durmais vós,
não durmam vocês."