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Perdas Técnicas nas Instalações de Distribuição

Descrição Detalhada da Metodologia

Fevereiro/2007
Versão 01.09
ÍNDICE

1.OBJETIVO........................................................................................................
4

2.PROCEDIMENTO DE CÁLCULO ................................................................ 4

3.DADOS DE ENTRADA.....................................................................................
8
3.1 Balanço de Energia................................................................................... 8
3.2 Energia Passante nas Transformações de Tensão................................ 9
3.3 Estimativa de Consumo Irregular ............................................................ 10
3.4 Fluxo de Potência AT................................................................................ 11
3.5 Fatores Típicos (injeção requerida e fornecimento) .............................. 12
3.6 Fatores Típicos (transformação) ............................................................. 15
3.7 Transformadores de Tensão ................................................................16
3.8 Redes MT ................................................................................................18
3.9 Redes BT ................................................................................................20
3.10 Unidades Consumidoras BT ................................................................ 22

4.CÁLCULO DAS PERDAS FIO .........................................................................


24
4.1 Segmento de Rede A1 ..............................................................................
24
4.2 Segmento de Transformação A1/A2........................................................ 26
4.3 Segmento de Rede A2 ..............................................................................
28
4.4 Segmento de Transformação A2/A3, A2/A3a e A2/A4 ........................... 30
4.5 Segmento de Rede A3 ..............................................................................
34
4.6 Segmento de Transformação A3/A3a e A3/A4........................................ 36
4.7 Segmento de Rede A3a ............................................................................
39
4.8 Segmento de Transformação A3a/B e A3a/A4........................................ 42
4.9 Segmento de Rede A4 ..............................................................................
46
4.10 Segmento de Transformação A4/B........................................................ 49
4.11 Segmento de Rede B ..............................................................................
52
4.12 Segmento Ramais de Ligação e Medidores ......................................... 57

5.CÁLCULO DAS PERDAS REGULARES.........................................................


60
5.1 Segmento Ramais de Ligação e Medidores ........................................... 60
5.2 Segmento de Rede B ................................................................................
61
5.3 Segmento de Transformação A3a/B e A4/B ........................................... 62
5.4 Segmento de Rede A4 ..............................................................................
63
5.5 Segmento de Transformação A3a/A4, A3/A4 e A2/A4 ........................... 64

2
5.6 Segmento de Rede A3a ............................................................................
65
5.7 Segmento de Transformação A3/A3a e A2/A3a................................ 66
5.8 Segmento de Rede A3 ..............................................................................
67
5.9 Segmento de Transformação A2/A3........................................................ 68
5.10 Segmento de Rede A2 ............................................................................
69
5.11 Segmento de Transformação A1/A2...................................................... 70
5.12 Segmento de Rede A1 ............................................................................
71

6.CASOS EXEMPLO...........................................................................................
72
6.1 Caso 1 ........................................................................................................
72
6.2 Caso 2 ........................................................................................................
91

ANEXOS...........................................................................................................
A.1
A.I Distância da Carga Equivalente ............................................................ A.1
A.II Densidade da Carga ............................................................................... A.3
A.III Lei Geral de Perdas ................................................................................ A.8
A.IV Resistência Equivalente......................................................................... A.14
A.V Fator k................................................................................................A.16
A.VI Geração Distribuída................................................................................ A.27
A.VIII Desequilíbrio e Assimetria ................................................................ A.28

3
1. OBJETIVO
Apresentar o detalhamento da metodologia de cálculo das perdas técnicas regulares.

2. PROCEDIMENTO DE CÁLCULO
O procedimento de cálculo das perdas está dividido em 2 partes, que são executadas de
acordo com a seguinte ordem:

• Cálculo das Perdas Fio (procedimento top-down):

1. Redes A1;
2. Transformadores A1/A2;
3. Redes A2;
4. Transformadores A2/A3, A2/A3a e A2/A4;
5. Redes A3;
6. Transformadores A3/A3a e A3/A4;
7. Redes A3a;
8. Transformadores A3a/B e A3a/A4;
9. Redes A4;
10. Transformadores A4/B;
11. Redes B;
12. Ramais e Medidores.

• Cálculo das Perdas Regulares (procedimento bottom-up):

1. Ramais e Medidores
2. Redes B;
3. Transformadores A3a/B e A4/B;
4. Redes A4;
5. Transformadores A3a/A4, A3/A4 e A2/A4;
6. Redes A3a;
7. Transformadores A3/A3a e A2/A3a;
8. Redes A3;
9. Transformadores A2/A3;
10. Redes A2;
11. Transformadores A1/A2;
12. Redes A1.

4
A1

A1/A2

A2

A2/A3 A2/A3a A2/A4

A3

A3/A3a A3/A4

A3a

A3a/B A3a/A4

A4

A4/B

Ramal Medidor

Figura 2.1: ·Procedimento de cálculo das Perdas Fio (procedimento top-down).

5
A1

A1/A2

A2

A2/A3

A3

A3/A3a A2/A3a

A3a

A3a/A4 A3/A4 A2/A4

A4

A3a/B A4/B

Ramal Medidor

Figura 2.2: ·Procedimento de cálculo das Perdas Regulares (procedimento bottom-up).

6
Os segmentos do sistema de distribuição compõem, basicamente, dois tipos de instalações:
• Segmento de rede elétrica;
• Segmento de transformação de tensão.
Para o segmento de rede elétrica, são definidos os seguintes parâmetros:

Etransfs

Ereqs

EfornSRAs

Einjs
∆Es
Segmento de
rede s

EfornIs Eforns
Etransfs+1

Figura 2.3: Balanço de energia no segmento de rede elétrica.


Para o segmento de transformação de tensão, são definidos os seguintes parâmetros:

Etransfs

Einjs
∆Es
Segmento de
transformação s

Etransfs+1

Figura 2.4: Balanço de energia no segmento de rede elétrica.


Onde,
Etransfs = energia transferida do segmento montante ao segmento s;
Ereqs = energia requerida no nível de tensão do segmento s;
Einjs = energia injetada no segmento s;
Eforns = energia fornecida no nível de tensão do segmento s;
EfornSRAs = energia fornecida sem rede associada no nível de tensão do segmento s;

7
EfornIs = energia fornecida irregularmente no nível de tensão do segmento s;
∆Es = perdas em energia do segmento s;
Etransfs+1 = energia transferida ao segmento s+1 à jusante;

3. DADOS DE ENTRADA
Este capítulo tem como objetivo apresentar os dados de entrada necessários para a
determinação das perdas técnicas regulares.

3.1 Balanço de Energia


Conforme a ilustração seguinte, o balanço de energia busca quantificar o fluxo de energia
do sistema de distribuição, para cada nível de tensão:
• o montante de energia requerida deve ser apurado a partir do montante medido e
faturado dos agentes de geração, transmissão, distribuição e geração própria, para o
ano base, por nível de tensão;
• o montante de energia fornecida deve ser apurado a partir do montante medido e
faturados aos agentes de transmissão, distribuição, unidades consumidoras e
consumo próprio, para o ano base, por nível de tensão. Os valores apurados devem
corresponder àqueles efetivamente medidos ou estimados, nos casos previstos na
legislação. Devem ser segregados os montantes fornecidos ao mercado livre,
mercado cativo e para outras distribuidoras;
• do montante total de energia fornecida por nível de tensão deve-ser segregado o
montante de energia fornecida que não circula pelas redes da concessionária neste
mesmo nível de tensão, identificado na tabela como “energia fornecida sem rede
associada”. Sendo assim, este montante é uma parcela da energia fornecida total.

A1
Energia
Energia Fornecida
Requerida Total –
A2
Energia
Fornecida
sem Rede
A3 Associada

Energia
Fornecida sem
A3a
Rede Associada

A4

Figura 3.1: Ilustração da energia requerida e da energia fornecida.

8
As informações do balanço de energia devem ser fornecidas de acordo com a seguinte
tabela.

Tabela 3.1: Balanço de energia.

Energia Fornecida
Energia
Subgrupo Merc. Merc. Outras Total do Sem rede
Requerida
Livre Cativo Distrib. Subgrupo associada
MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano
A1
A2
A3
A3a
A4
B

3.2 Energia Passante nas Transformações de Tensão


Conforme a ilustração seguinte:

• os valores de energia passante nos transformadores devem ser apurados com


referência ao lado da alta tensão;
• a apuração deve ser realizada a partir do sistema de medições permanente da
empresa, de medições amostrais e/ou de estudos de fluxo de potência;
• alternativamente, a concessionária poderá simplesmente declarar a porcentagem de
perdas não técnicas estimada para cada nível de tensão, em relação ao total das
perdas não técnicas.

A1
Energia
passante
A2

A3

A3a

A4

Figura 3.2: Ilustração da energia passante nas transformações de tensão.

9
As informações da energia passante nos transformadores devem ser fornecidas de acordo
com a seguinte tabela.

Tabela 3.2: Energia passante dos


transformadores.
Energia Passante

MWh/ano
A1/A2
A2/A3
A2/A3a
A2/A4
A3/A3a
A3a/A4
A3a/B
A4/B

3.3 Estimativa de Consumo Irregular


Conforme a ilustração seguinte, a concessionária deverá declarar:

• a porcentagem de consumo de energia irregular, por nível de tensão (admite-se


apenas nos níveis A4 e B).

A1

A2

A3

A3a

A4

Energia
irregular
B

Figura 3.3: Ilustração da energia passante nas transformações de tensão.

10
As informações da estimativa do consumo irregular devem ser fornecidas de acordo com a
seguinte tabela.

Tabela 3.3: Estimativa de consumo irregular.

Energia Irregular

%
A4
B

3.4 Fluxo de Potência AT


A concessionária deverá declarar os resultados de estudos de fluxo de potência em suas
redes que atendam em A1, A2 e A3:

• perdas de demanda referentes à máxima demanda coincidente no ano base, para


cada nível de tensão;
• perdas de energia referentes ao ano base, para cada nível de tensão, considerando a
variação diária de carga em pelo menos 3 patamares (leve, média e pesada), bem
como a sazonalidade anual.

As informações das perdas no sistema AT devem ser fornecidas de acordo com a seguinte
tabela.

Tabela 3.4: Perdas declaradas no sistema AT.


Perdas de
Subgrupo Perdas de Energia
Demanda
MW MWh/ano
A1
A2
A3

A concessionária deverá também enviar arquivos eletrônicos referentes:

• ao diagrama operacional das redes A1, A2 e A3, com identificação dos pontos de
injeção de potência, carga e transformação, comprimentos e cabo de cada trecho,
indicação da tensão nominal;
• aos dados e resultados de um estudo de fluxo de potência, referente à máxima
demanda coincidente do ano base.

11
3.5 Fatores Típicos (injeção requerida e fornecimento)
A concessionária deverá apurar, para cada nível de tensão, nos pontos de injeção requerida
e de fornecimento, os valores típicos de fator de potência, fator de carga e fator de perdas
(identificados na ilustração seguinte).

A1
Fatores Fatores típicos
típicos (fornecimento)
(injeção A2
requerida)

A3

A3a

A4

Figura 3.4: Ilustração dos pontos de apuração dos fatores típicos (injeção requerida e
fornecimento).

Para a devida apuração dos fatores típicos, a concessionária deverá atender aos seguintes
requisitos:

• os valores típicos devem, sempre, ser obtidos a partir de medições, com intervalo
de integralização de 60 minutos;
• devem ser utilizadas medições de potência ativa e reativa de, pelo menos, 7 dias
típicos da curva de carga da injeção/fornecimento;
• os valores típicos devem ser ponderados pelo mercado de energia apurado para os
pontos de injeção e de fornecimento;
• os valores típicos de fornecimento, apurados nas unidades consumidoras, devem ser
apurados a partir das medições para a caracterização das tipologias de carga;
• o fator de potência típico deve ser apurado apenas no período de ponta, de acordo
com a seguinte expressão (expressão semelhante se aplica para os pontos de injeção
requerida e para os pontos de fornecimento a outros agentes/consumo próprio):

∑ (fp )
nUCs
UC UC
fp = c × %Merc c
c =1

onde,
fp = fator de potência típico;
nUCs = número de unidades consumidoras medidas;

12
%MerccUC = participação do mercado representado pela tipologia desta unidade
consumidora;
fpcUC = fator de potência na ponta da unidade consumidora UC, dado por:
nmeds

∑p
UC
i
fp UC
= i =1

∑ (p ) + (q )
nmeds
UC 2 UC 2
i i
i =1

nmeds = número de medições, integralizadas em 60 minutos, no período de ponta;


piUC = valor integralizado i de potência ativa da unidade consumidora UC;
qiUC = valor integralizado i de potência reativa da unidade consumidora UC.
pi e q i
25

20

15

10

Figura 3.5: Ilustração de uma medição para apuração do fator de potência.

• o fator de carga típico deve ser apurado de acordo com a seguinte expressão
(expressão semelhante se aplica para os pontos de injeção requerida e para os
pontos de fornecimento a outros agentes/consumo próprio):

∑ (fc )
nUCs
UC UC
fc = c × %Merc c
c =1

onde,
fc = fator de carga típico;
nUCs = número de unidades consumidoras medidas;
%MerccUC = participação do mercado representado pela tipologia desta unidade
consumidora;
fccUC = fator de carga da unidade consumidora UC, dado por:
méd {s i }
fc UC =
máx {s i }
si = potência aparente i da unidade consumidora UC:

si = (p ) + (q )
i
UC 2
i
UC 2

méd{si} = valor médio dos valores de potência aparente;


máx{si} = valor máximo dos valores de potência aparente;

13
• o fator de perdas típico deve ser apurado de acordo com a seguinte expressão
(expressão semelhante se aplica para os pontos de injeção requerida e para os
pontos de fornecimento a outros agentes/consumo próprio):

∑ (fpe )
nUCs
fpe =
UC
× %Merc c
UC
c
c =1

onde,
fpe = fator de perdas típico;
nUCs = número de unidades consumidoras medidas;
%MerccUC = participação do mercado representado pela tipologia desta unidade
consumidora;
fpecUC = fator de perdas da unidade consumidora UC, dado por:
UC
=
{ }
méd s i
2

máx {s }
fpe 2
i
si = potência aparente i da unidade consumidora UC:

si = (p ) + (q )
i
UC 2
i
UC 2

méd{si2} = valor médio dos valores de potência aparente ao quadrado;


máx{si2} = valor máximo dos valores de potência aparente ao quadrado.
• a constante k0 deve ser apurada de acordo com a seguinte expressão (expressão
semelhante se aplica para os pontos de injeção requerida e para os pontos de
fornecimento a outros agentes/consumo próprio):
k
k0 =
1 − fc
fpe = k fc + (1 – k) fc2
onde,
fpe = fator de perdas da curva de carga;
fc = fator de carga da curva de carga;
k = constante.

k0

fc
1,0
Figura 3.6: Expressão do fator k em função do fator de carga para a obtenção da constante k0.

14
As informações dos fatores típicos na injeção requerida e no fornecimento devem ser
fornecidas de acordo com a seguinte tabela.

Tabela 3.5: Fatores típicos (injeção requerida e fornecimento).


Fator de Fator de Fator de
Subgrupo Potência Carga Perdas Constante k0
Típico Típico Típico
% % %
A1
A2
A3
A3a
A4
B

3.6 Fatores Típicos (transformação)


A concessionária deverá apurar, para cada transformação de tensão, os valores típicos de
fator de potência, fator de carga e fator de perdas (identificados na ilustração seguinte).

A1
Fatores
típicos
A2

A3

A3a

A4

Figura 3.7: Ilustração dos pontos de apuração dos fatores típicos (transformação).

15
Para a devida apuração dos fatores típicos, a concessionária deverá atender aos seguintes
requisitos:
• os valores típicos devem, sempre, ser obtidos a partir de medições, com intervalo
de integralização de 60 minutos;
• devem ser utilizadas medições de potência ativa e reativa de, pelo menos, 7 dias
típicos da curva de potência passante no transformador;
• os valores típicos devem ser ponderados pela energia transformada representado
pela unidade transformadora;
• o fator de potência típico deve ser apurado apenas no período de ponta;
• as expressões para a apuração do fator de potência, fator de carga, do fator de
perdas e da constante a nas transformações, são fundamentalmente as mesmas
utilizadas no item anterior.

As informações dos fatores típicos nos transformadores devem ser fornecidas de acordo
com a seguinte tabela.

Tabela 3.6: Fatores típicos (transformação).

Fator de Potência Fator de Carga Fator de Perdas


Constante k0
Típico Típico Típico
% % % %
A1/A2
A2/A3
A2/A3a
A2/A4
A3/A3a
A3a/A4
A3a/B
A4/B

3.7 Transformadores de Tensão


A concessionária deverá descrever o sistema de transformação de tensão A1/A2, A2/A3,
A2/A3a, A2/A4, A3/A3a e A3a/A4, a partir das seguintes informações, para cada unidade:

• tensão nominal primária, secundária e terciária;


• potência nominal: valores com refrigeração;
• fator de utilização: valor máximo – para um período de integralização de 60
minutos, de uma curva típica de pelo menos 7 dias corridos – dividido pela potência
nominal;
• perdas no ferro (ou perdas em vazio);
• perdas totais.

16
As informações dos transformadores A1/A2, A2/A3, A2/A3a, A2/A4, A3/A3a e A3a/A4
devem ser fornecidas de acordo com a seguinte tabela, por unidade.

Tabela 3.7: Transformadores (A1/A2, A2/A3, A2/A3a, A2/A4, A3/A3a e A3a/A4).

Item Descrição Unidade

1 Código identificador da unidade transformadora


2 Tensão primária kV
3 Tensão secundária kV
4 Tensão terciária (se aplicável) kV
5 Potência nominal MVA
6 Fator de utilização %
7 Perdas no ferro %
8 Perdas totais %

Para os transformadores A3a/B e A4/B, a concessionária poderá optar por agrupar os


transformadores a partir da semelhança dos seguintes atributos, em ordem de importância:

• tensão nominal primária, secundária e fases (monofásico/bifásico/trifásico);


• localização: urbano/rural;
• tipo: poste/abrigado;
• potência nominal;
• faixa do fator de utilização.

Por exemplo, 20 trafos:


o 13,8kV – 220V Quantidade 4
de trafos
o trifásico 3
o urbano
2 2 2
o poste
o 150kVA, 1
o 7 faixas de fator de
utilização
70% a 80% 80% a 90% 90% a 100% a 110% a 120% a 130% a
100% 110% 120% 130% 140%
Faixas de fator de utilização

Figura 3.8: Caso exemplo de agrupamento de 20 transformadores de distribuição.

17
As informações dos transformadores A3a/B e A4/B devem ser fornecidas de acordo com a
seguinte tabela, por unidade ou agrupamento.

Tabela 3.8: Transformadores (A3a/B e A4/B).

Item Descrição Unidade

1 Código identificador da unidade transformadora ou agrupamento


2 Tensão primária kV
3 Tensão secundária V
4 Fases
5 Localização
6 Tipo
7 Potência nominal kVA
8 Faixa do fator de utilização
Mínimo %
Máximo %
9 Resistência típica de aterramento (se aplicável) ohm
10 Número de transformadores do agrupamento

3.8 Redes MT
A concessionária deverá descrever o sistema de redes de distribuição em média tensão
(A3a e A4), a partir das seguintes informações, para cada circuito:

• tensão nominal;

• fases: trifásica, bifásica, monofásica ou mista;

• demanda máxima: valor máximo de uma curva típica de, pelo menos, 7 dias
corridos, e período de integralização de 60 minutos;

• comprimento da rede (discriminar o comprimento de cada tipo de rede, ou seja,


tronco/ramal e número de fases): tronco trifásico, ramal trifásico, tronco bifásico,
ramal bifásico, tronco monofásico e ramal monofásico;

• cabo ou código de identificação do condutor (discriminar segundo cada tipo de


rede, ou seja, tronco/ramal e número de fases): tronco trifásico, ramal trifásico,
tronco bifásico, ramal bifásico, tronco monofásico e ramal monofásico;

• transformadores (quantificar a quantidade de unidades transformadoras conectadas


à rede): particular, próprio – trifásico, próprio – bifásico e próprio monofásico;

18
• ângulo de ação: corresponde ao ângulo com vértice na subestação e os lados
definidos de forma a englobar os ramais mais significativos do alimentador;

• área de atuação: setor circular com vértice na subestação da qual parte o


alimentador, que contém todas as cargas atendidas no interior do ângulo de ação;

• distância da carga equivalente: apurada a partir da seguinte expressão:


Nt

∑ (d
i =1
i × Snom i )
dc eq = Nt

∑ Snom
i =1
i

onde,
dceq = distância da carga equivalente;
Nt = número de transformadores conectados à rede (próprios e particulares);
di = (módulo da) distância da saída do alimentador ao transformador i;
Snomi = potência nominal do transformador i.
Observação: alternativamente, pode-se declarar o valor do expoente α da função de
densidade de carga, caso a concessionária disponha de ferramenta computacional
específica para a apuração do mesmo.

• potência injetada por geração distribuída: valor máximo de uma curva típica de,
pelo menos, 7 dias corridos, e período de integralização de 60 minutos;

• localização da geração distribuída em relação à origem, ou seja, com relação à


saída do alimentador da subestação. Caso a potência injetada seja maior que 50%
do valor da demanda máxima do alimentador ou o fator de carga seja
substancialmente diferente do fator de carga do alimentador, a concessionária
deverá encaminhar um estudo específico do fluxo de potência deste caso,
objetivando a apuração as perdas técnicas do mesmo, durante o ano base.

Para as redes com configuração reticulada, devem ser declarados os valores


correspondentes na tabela, com a indicação de rede atípica. Adicionalmente, a
concessionária deverá encaminhar um estudo específico de apuração das perdas técnicas
referentes ao ano base.

As informações dos circuitos de média tensão A3a e A4 devem ser fornecidas de acordo
com a seguinte tabela, por circuito.

19
Tabela 3.9: Redes MT (A3a e A4).

Item Descrição Unidade

1 Código identificador do circuito


2 Tensão nominal kV
3 Fases
4 Demanda máxima MVA
5 Comprimento da rede
Tronco – trifásio km
Ramal – trifásico km
Tronco – bifásico km
Ramal – bifásico km
Tronco – monofásico km
Ramal - monofásico km
6 Cabo, seção ou código do condutor
Tronco – trifásio
Ramal – trifásico
Tronco – bifásico
Ramal – bifásico
Tronco – monofásico
Ramal - monofásico
7 Transformadores
Particular Qde
Próprio – trifásico Qde
Próprio – bifásico Qde
Próprio - monofásico Qde
8 Ângulo de ação graus
9 Área de atuação km2
10 Distância da carga equivalente km
11 Potência injetada da geração distribuída (se aplicável) MVA
12 Distância do ponto de injeção da geração distribuída km

3.9 Redes BT
A concessionária deverá descrever o sistema de redes de distribuição em baixa tensão (B),
a partir das seguintes informações, para cada circuito:

• tensão: valor de linha nominal;

• fases: trifásica, bifásica ou monofásica;

20
• tipologia: classificar a tipologia pelo número de identificação 1/2/3/4/5, conforme
ilustração abaixo (caso a tipologia não seja declarada pela concessionária, será
adotada uma tipologia em função dos outros dados fornecidos);

• fator de utilização do transformador: valor máximo – para um período de


integralização de 60 minutos, de uma curva típica de pelo menos 7 dias corridos –
dividido pela potência nominal;

• condutores tronco e ramal;

• comprimento da rede;

Tipologia 1 Tipologia 2 Tipologia 3

Tipologia 4

Tipologia 5

Figura 3.9: Tipologias de redes de baixa tensão.

Para as redes com configuração reticulada, devem ser declarados os valores


correspondentes na tabela, com a indicação de rede atípica. Adicionalmente, a
concessionária deverá encaminhar um estudo específico de apuração das perdas técnicas
referentes ao ano base.

Os dados das redes de baixa tensão B devem ser fornecidas de acordo com a seguinte
tabela, por circuito:

21
Tabela 3.10: Redes BT (B).

Item Descrição Unidade

1 Código identificador do circuito


2 Código de identificação do transformador
3 Tensão nominal V
4 Fases
5 Tipologia
6 Fator de utilização do transformador %
7 Condutores tronco e ramal
8 Comprimento da rede km

3.10 Unidades Consumidoras BT


A concessionária deverá descrever o sistema de conexão das unidades consumidoras de
baixa tensão à rede secundária (ramal de ligação), a partir das seguintes informações:
• a concessionária deverá caracterizar a configuração do ramal de ligação a partir da
tensão nominal fase-neutro e do número de fios utilizados, conforme alguns casos
ilustrados na figura seguinte;
• para cada configuração, deve-se declarar a quantidade de unidades consumidoras
atendidas segundo este padrão, o condutor típico, comprimento típico e resistência
ôhmica dos condutores;
• caso a empresa identifique padrões diferentes de condutor típico utilizado para
mesma configuração, poderá desagrupar os dados conforme os padrões
identificados;
• caso a empresa identifique padrões diferentes de comprimento típico utilizado para
mesma configuração, poderá desagrupar os dados conforme os padrões
identificados.
4 fios 3 fios

127 V
220 V 127 V

3 fios
1 ou 2 fios
115 V
120 V
115 V

Figura 3.10: Caracterização dos ramais de ligação para o atendimento às unidades consumidoras
em baixa tensão.

22
As informações das unidades consumidoras atendidas em baixa tensão devem ser
fornecidas de acordo com a seguinte tabela.

Tabela 3.11: quantidade de unidades consumidoras e ramal de ligação - Grupo


B

Qtdade Condutor Comprimento


Grupo B Tensão N° fios Resistência
UC típico típico ramal

V m ohm/km

Monofásico

Bifásico

Trifásico

23
4. CÁLCULO DAS PERDAS FIO
Em geral, o procedimento de cálculo das Perdas Fio para cada segmento, seja de rede
quanto de transformação, segue as seguintes etapas, detalhadas neste item:

a) determinação da energia injetada;


b) determinação do fator de carga;
c) cálculo das perdas de demanda;
d) determinação do fator de perdas; e,
e) cálculo das perdas de energia.

4.1 Segmento de Rede A1

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆EA4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB
Figura 4.1: Perdas no segmento de rede A1.

4.1.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede:

EinjA1 = Ereq A1 + Etransf A1 – EfornSRA A1

24
Como, neste nível de tensão, EtransfA1 = 0, tem-se que:

EinjA1 = Ereq A1 – EfornSRA A1 [MWh/a]

4.1.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcA1 não é estimado pelo método, constituindo um parâmetro
de controle da concessionária na avaliação das perdas nos circuitos que atendem em A1.

4.1.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, as perdas de demanda ∆PA1 não são calculadas pelo órgão regulador.

4.1.d) Determinação do fator de perdas

Neste caso, o fator de perdas fpeA1 não é estimado, pois as perdas de energia são obtidas por
balanço de energia. Caso existam deficiências no sistema de medição disponível que
impossibilitem a determinação das perdas por balanço energético, a concessionária deve
calcular o fator de perdas em função de estudos de fluxo de potência:

A1 ∆E A1 × 10 3
f pe =
8.760 × ∆P A1
onde,
∆EA1 = perdas de energia nos circuitos A1 [MWh/a];
∆PA1 = perdas de demanda nos circuitos A1 [kW];
fpeA1 = fator de perdas nos circuitos A1.

4.1.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A1 (∆EA1) deve ser fornecido pela concessionária, prioritariamente a partir do
balanço de energia e suportado por estudos de fluxo de potência. Neste nível de tensão não
são reconhecidas perdas não técnicas, de modo que EfornIA1 = 0 MWh/ano.

25
4.2 Segmento de Transformação A1/A2

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.2: Perdas no segmento de transformação A1/A2.

4.2.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento:


0
EinjA1/A2 = Etransf A1/A2 = EinjA1 – ∆EA1 – EfornI A1 – Eforn A1
ou seja,
EinjA1/A2 = EinjA1 – ∆EA1 – Eforn A1 [MWh/a]

4.2.b) Determinação do fator de carga

Em seguida, calcula-se o fator de carga no ponto de injeção da transformação A1/A2, dado


por:
A1 / A 2
E inj
=
A1 / A 2
fc nt
8.760 × ∑ p máx
t A1 / A 2

t =1

onde,
ptmáxA1/A2 = potência máxima do transformador t obtido como:
A1 / A 2 A1 / A 2 A1 / A 2
t
p máx = S nom
t
fu t cos ϕ A1/ A 2 [MW]

26
onde,
Stnom A1/A2 = potência nominal do transformador t [MVA];
fut A1/A2 = fator de utilização declarado do transformador t;
cosϕA1/A2 = fator de potência do segmento de transformação A1/A2;
nt = número total de transformadores próprios A1/A2 da concessionária.

4.2.c) Cálculo das perdas de demanda


A1 / A 2
O valor nominal das perdas em potência no ferro de um dado transformador t ( ∆p fet )
constitui um dado do equipamento, para a tensão nominal de operação do mesmo.

As perdas em potência no ferro do segmento de transformação de tensão A1/A2, ou seja,


para todos os transformadores próprios desta transformação, será:

nt
∆Pfe
A1 / A 2
= ∑ ∆p fet
A1 / A 2
[kW ]
t =1

onde,
∆ptfeA1/A2 = perdas nominais no ferro do transformador t [kW];
nt = número total de transformadores próprios A1/A2 da concessionária.

O valor das perdas de demanda no cobre deste transformador t será, em função de seu
carregamento máximo:

∆p cu
t A1 / A 2
(
= fu t )
A1 / A 2 2 t
p cu
A1 / A 2
[kW ]
onde,
fut A1/A2 = fator de utilização declarado do transformador t;
ptcuA1/A2 = pttotA1/A2 - ptfeA1/A2 = perdas no cobre para carregamento nominal [kW];
pttotA1/A2 = perdas totais do transformador t , em condições nominais [kW].

As perdas em potência no cobre do segmento de transformação de tensão A1/A2, ou seja,


para todos os transformadores próprios desta transformação, será:

nt
∆Pcu
A1 / A 2
= ∑ ∆p cu
t A1 / A 2
[kW ]
t =1

onde,
∆ptcuA1/A2 = perdas no cobre do transformador t [kW];
nt = número total de transformadores próprios A1/A2 da concessionária.

27
4.2.d) Determinação do fator de perdas

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A1 / A 2 2
= k A1 / A 2 f c + (1 − k A1/ A 2 )f c
A1 / A 2 A1 / A 2
f pe
onde,
kA1/A2 = k0A1/A2(1-fcA1/A2);
k0A1/A2 = constante k0 apurada para a transformação A1/A2;
fcA1/A2 = fator de carga do segmento A1/A2.

4.2.e) Cálculo das perdas de energia

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

∆E A1/ A 2 = ∆P × ∆Pfe ( A1 / A 2
+ ∆Pcu
A1 / A 2
× f pe
A1 / A 2
)×  18..000
760 
 [MWh / a ]
 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas.

4.3 Segmento de Rede A2

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.3: Perdas no segmento de rede A2.

28
4.3.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA2 = Ereq A2 + Einj A1/A2 – ∆EA1/A2 – EfornSRA A2 [MWh/a]

4.3.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcA2 não é estimado pelo método, constituindo um parâmetro
de controle da concessionária na avaliação das perdas nos circuitos que atendem em A2.

4.3.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, as perdas de demanda ∆PA2 não são calculadas pelo órgão regulador.

4.3.d) Determinação do fator de perdas

Neste caso, o fator de perdas fpeA2 não é estimado, pois as perdas de energia são obtidas por
balanço de energia. Caso existam deficiências no sistema de medição disponível que
impossibilitem a determinação das perdas por balanço energético, a concessionária deve
calcular o fator de perdas em função de estudos de fluxo de potência:

A2 ∆E A 2 × 10 3
f pe =
8.760 × ∆P A 2
onde,
∆EA2 = perdas de energia nos circuitos A2 [MWh/a];
∆PA2 = perdas de demanda nos circuitos A2 [kW];
fpeA2 = fator de perdas nos circuitos A2.

4.3.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A2 (∆EA2) deve ser fornecido pela concessionária, prioritariamente a partir do
balanço de energia e suportado por estudos de fluxo de potência. Neste nível de tensão não
são reconhecidas perdas não técnicas, de modo que EfornIA2 = 0 MWh/ano.

29
4.4 Segmento de Transformação A2/A3, A2/A3a e A2/A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.4: Perdas no segmento de transformação A2/A3, A2/A3a e A2/A4.

4.4.a) Determinação da energia injetada

Para os segmentos de transformação A2/A3, A2/A3a e A2/A4, a determinação da energia


injetada é calculada na mesma proporção de fluxo passante nestes segmentos, conforme
declarado pela concessionária.

Primeiramente, calcula-se o montante total de energia injetada para estes 3 segmentos de


transformação:
0
Einj A2/x
= EinjA2/A3 + EinjA2/A3a + EinjA2/A4 = EinjA2 – ∆E A2
– Eforn A2
– EfornI A2

Em seguida, parcela-se entre os 3 segmentos, o montante total de energia injetada:


A2 / x
A 2 / A3 E inj
= E injE
A 2 / A3
E inj A 2 / A3
+ E injE
A 2 / A 3a
+ E injE
A2 / A4
E injE
A2 / x
A 2 / A 3a E inj
= E injE
A 2 / A 3a
E inj A 2 / A3
+ E injE
A 2 / A 3a
+ E injE
A2 / A4
E injE
A2 / x
A2 / A4 E inj
= E injE
A2 / A4
E inj A 2 / A3
+ E injE
A 2 / A 3a
+ E injE
A2 / A4
E injE

30
onde,
EinjEA2/A3 = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A2/A3;
EinjEA2/A3a = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A2/A3a;
EinjEA2/A4 = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A2/A4.

4.4.b) Determinação do fator de carga

Em seguida, calcula-se o fator de carga no ponto de injeção da transformação A2/A3,


A2/A3a e A2/A4, dado por:
A 2 / A3
E inj
=
A2 / A3
fc nt
8.760 × ∑ p máx
t A2 / A3

t =1
A 2 / A 3a
A 2 / A 3a E inj
fc = nt
8.760 × ∑ p tmáx
A 2 / A 3a

t =1
A2 / A4
E inj
=
A2 / A4
fc nt
8.760 × ∑ p tmáx
A2 / A4

t =1

onde,
ptmáxA2/A3, ptmáxA2/A3a, ptmáxA2/A4 = potência máxima de cada transformador t obtido
como:
A 2 / A3 A 2 / A3 A 2 / A3
t
p máx = S tnom fu t cos ϕ A 2 / A 3 [MW]
A 2 / A 3a A 2 / A 3a A 2 / A 3a
t
p máx = S nom
t
fu t cos ϕ A 2 / A 3a [MW]
A2 / A4 A2 / A4 A2 / A4
t
p máx = S nom
t
fu t cos ϕ A 2 / A 4 [MW]
onde,
fut A2/A3 = fator de utilização declarado do transformador A2/A3 t;
fut A2/A3a = fator de utilização declarado do transformador A2/A3a t;
fut A2/A4 = fator de utilização declarado do transformador A2/A4 t;
Stnom A2/A3 = potência nominal do transformador A2/A3 t [MVA];
Stnom A2/A3a = potência nominal do transformador A2/A3a t [MVA];
Stnom A2/A4 = potência nominal do transformador A2/A4 t [MVA];
cosϕA2/A3 = fator de potência do segmento de transformação A2/A3;
cosϕA2/A3a = fator de potência do segmento de transformação A2/A3a;
cosϕA2/A4 = fator de potência do segmento de transformação A2/A4;
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

31
4.4.c) Cálculo das perdas de demanda

O valor nominal das perdas em potência no ferro de um dado transformador t


A2 / A3 A 2 / A 3a A2 / A4
( ∆p fet , ∆p fet e ∆p fet ) constituem dados do equipamento, para a tensão
nominal de operação do mesmo.

As perdas em potência no ferro do segmento de transformação de tensão A2/A3, A2/A3 e


A2/A4, ou seja, para todos os transformadores próprios destas transformações, será:
nt
∆Pfe
A 2 / A3
= ∑ ∆p fet
A 2 / A3
[kW ]
t =1

nt
∆Pfe
A 2 / A 3a
= ∑ ∆p fet
A 2 / A 3a
[kW ]
t =1

nt
∆Pfe
A2 / A4
= ∑ ∆p fet
A2 / A4
[kW ]
t =1

onde,
∆ptfeA2/A3 = perdas nominais no ferro do transformador A2/A3 t [kW];
∆ptfeA2/A3a = perdas nominais no ferro do transformador A2/A3a t [kW];
∆ptfeA2/A4 = perdas nominais no ferro do transformador A2/A4 t [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

O valor das perdas de demanda no cobre de cada um destes transformadores será, em


função de seu carregamento máximo:

∆p cu
t A 2 / A3
(
= fu t
A2 / A3 2
) t
p cu
A2 / A3
[kW ]
∆p cu
t A 2 / A 3a
(
= fu t
A 2 / A 3a 2
) t
p cu
A 2 / A 3a
[kW ]
= (fu ) [kW ]
A2 / A4 2
t A2 / A4 A2 / A4
∆p cu
t t
p cu
onde,
fut A2/A3 = fator de utilização declarado do transformador A2/A3 t;
fut A2/A3a = fator de utilização declarado do transformador A2/A3a t;
fut A2/A4 = fator de utilização declarado do transformador A2/A4 t;
ptcuA2/A3 = pttotA2/A3 - ptfeA2/A3 = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A2/A3 t [kW];
ptcuA2/A3a = pttotA2/A3a - ptfeA2/A3a = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A2/A3a t [kW];
ptcuA2/A4 = pttotA2/A4 - ptfeA2/A4 = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A2/A4 t [kW];
pttotA2/A3 = perdas totais do transformador A2/A3 t, em condições nominais [kW];
pttotA2/A3a = perdas totais do transformador A2/A3a t, em condições nominais [kW];

32
pttotA2/A4 = perdas totais do transformador A2/A4 t, em condições nominais [kW].

As perdas em potência no cobre dos segmentos de transformação de tensão A2/A3,


A2/A3a e A2/A4, ou seja, para todos os transformadores próprios destas transformações,
serão:

nt
∆Pcu
A 2 / A3
= ∑ ∆p cu
t A 2 / A3
[kW ]
t =1

nt
∆Pcu
A 2 / A 3a
= ∑ ∆p cu
t A 2 / A 3a
[kW ]
t =1

nt
∆Pcu
A2 / A4
= ∑ ∆p cu
t A2 / A4
[kW ]
t =1

onde,
∆ptcuA2/A3 = perdas no cobre do transformador A2/A3 t [kW];
∆ptcuA2/A3a = perdas no cobre do transformador A2/A3a t [kW];
∆ptcuA2/A4 = perdas no cobre do transformador A2/A4 t [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

4.4.d) Determinação do fator de perdas

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A 2 / A3 A 2 / A3 2
= k A 2 / A3f c
A2 / A3
f pe + (1 − k A 2 / A 3 )f c
A 2 / A 3a 2
= k A 2 / A 3a f c + (1 − k A 2 / A 3a )f c
A 2 / A 3a A 2 / A 3a
f pe
A2 / A4 A2 / A42
= k A 2 / A 4f c
A2 / A4
f pe + (1 − k A 2 / A 4 )f c
onde,
kA2/A3 = k0A2/A3(1-fcA2/A3);
kA2/A3a = k0A2/A3a(1-fcA2/A3a);
kA2/A4 = k0A2/A4(1-fcA2/A4);
k0A2/A3 = constante k0 apurada para a transformação A2/A3;
k0A2/A3a = constante k0 apurada para a transformação A2/A3a;
k0A2/A4 = constante k0 apurada para a transformação A2/A4;
fcA2/A3 = fator de carga do segmento A2/A3;
fcA2/A3a = fator de carga do segmento A2/A3a;
fcA2/A4 = fator de carga do segmento A2/A4.

33
4.4.e) Cálculo das perdas de energia

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

(
∆E A 2 / A 3 = ∆P × ∆Pfe
A 2 / A3
+ ∆Pcu
A2 / A3
× f pe
A 2 / A3
)×  18..000
760 
 [MWh / a ]
 

(
∆E A 2 / A 3a = ∆P × ∆Pfe
A 2 / A 3a
+ ∆Pcu
A 2 / A 3a
× f pe
A 2 / A 3a
)×  18..000
760 
 [MWh / a ]
 

(
∆E A 2 / A 4 = ∆P × ∆Pfe
A2 / A4
+ ∆Pcu
A2 / A4
× f pe
A2 / A4
)×  18..000
760 
 [MWh / a ]
 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas.

4.5 Segmento de Rede A3

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆EA3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆E A3a/B
∆E A4/B

B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.5: Perdas no segmento de rede A3.

34
4.5.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA3 = Ereq A3 + Einj A2/A3 – ∆EA2/A3 – EfornSRA A3 [MWh/a]

4.5.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcA3 não é estimado pelo método, constituindo um parâmetro
de controle da concessionária na avaliação das perdas nos circuitos que atendem em A3.

4.5.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, as perdas de demanda ∆PA3 não são calculadas pelo órgão regulador.

4.5.d) Determinação do fator de perdas

Neste caso, o fator de perdas fpeA3 não é estimado, pois as perdas de energia são obtidas por
balanço de energia. Caso existam deficiências no sistema de medição disponível que
impossibilitem a determinação das perdas por balanço energético, a concessionária deve
calcular o fator de perdas em função de estudos de fluxo de potência:

A3 ∆E A 3 × 10 3
f pe =
8.760 × ∆P A 3
onde,
∆EA3 = perdas de energia nos circuitos A3 [MWh/a];
∆PA3 = perdas de demanda nos circuitos A3 [kW];
fpeA3 = fator de perdas nos circuitos A3.

4.5.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A3 (∆EA3) deve ser fornecido pela concessionária, prioritariamente a partir do
balanço de energia e suportado por estudos de fluxo de potência. Neste nível de tensão não
são reconhecidas perdas não técnicas, de modo que EfornIA3 = 0 MWh/ano.

35
4.6 Segmento de Transformação A3/A3a e A3/A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.6: Perdas no segmento de transformação A3/A3a e A3/A4.

4.6.a) Determinação da energia injetada

Para os segmentos de transformação A3/A3a e A3/A4, a determinação da energia injetada


é calculada na mesma proporção de fluxo passante nestes segmentos, conforme declarado
pela concessionária.

Primeiramente, calcula-se o montante total de energia injetada para estes 2 segmentos de


transformação:
0
Einj A3/x
= EinjA3/A3a + EinjA3/A4 = EinjA3 – ∆E A3
– Eforn A3
– EfornI A3

Em seguida, parcela-se entre os 2 segmentos, o montante total de energia injetada:


A3 / x
A 3 / A 3a A 3 / A 3a E inj
E inj = E injE A 3 / A 3a A3 / A 4
E injE + E injE
A3 / x
A3 / A4 A3 / A 4 E inj
E inj = E injE A 3 / A 3a A3 / A 4
E injE + E injE
onde,
EinjEA3/A3a = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A3/A3a;
EinjEA3/A4 = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A3/A4.

36
4.6.b) Determinação do fator de carga

Em seguida, calcula-se o fator de carga no ponto de injeção da transformação A3/A3a e


A3/A4, dado por:
A 3 / A 3a
A 3 / A 3a E inj
fc = nt
8.760 × ∑ p máx
t A 3 / A 3a

t =1
A3 / A 4
E inj
=
A3 / A4
fc nt
8.760 × ∑ p máx
t A3 / A4

t =1

onde,
ptmaxA3/A3a, ptmaxA3/A4 = potência máxima de cada transformador t obtido como:
A 3 / A 3a A 3 / A 3a A 3 / A 3a
t
p máx = S nom
t
fu t cos ϕ A 3 / A 3a [MW]
A3 / A 4 A3 / A 4 A3 / A 4
t
p máx = S tnom fu t cos ϕ A 3 / A 4 [MW]
onde,
fut A3/A3a = fator de utilização declarado do transformador A3/A3a t;
fut A3/A4 = fator de utilização declarado do transformador A3/A4 t;
Stnom A3/A3a = potência nominal do transformador A3/A3a t [MVA];
Stnom A3/A4 = potência nominal do transformador A3/A4 t [MVA];
cosϕA3/A3a = fator de potência do segmento de transformação A3/A3a;
cosϕA3/A4 = fator de potência do segmento de transformação A3/A4;
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

4.6.c) Cálculo das perdas de demanda

O valor nominal das perdas em potência no ferro de um transformador transformador t


A 3 / A 3a A3 / A 4
( ∆p fet e ∆p fet ) constituem dados do equipamento, para a tensão nominal de
operação do mesmo.

As perdas no ferro de potência do segmento de transformação de tensão A3/A3a e A3/A4,


ou seja, para todos os transformadores próprios destas transformações, será:

nt
∆Pfe
A 3 / A 3a
= ∑ ∆p fet
A 3 / A 3a
[kW ]
t =1

nt
∆Pfe
A3 / A 4
= ∑ ∆p fet
A3 / A 4
[kW ]
t =1

onde,

37
∆ptfeA3/A3a = perdas nominais no ferro do transformador A3/A3a t [kW];
∆ptfeA3/A4 = perdas no ferro do transformador A3/A4 t [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

O valor das perdas de demanda no cobre de cada um destes transformadores será, em


função de seu carregamento máximo:

∆p cu
t A 3 / A 3a
(
= fu t
A 3 / A 3a 2
) t
p cu
A 3 / A 3a
[kW ]
= (fu ) [kW ]
A3 / A 4 2
t A3 / A 4 A3 / A 4
∆p cu
t t
p cu
onde,
fut A3/A3a = fator de utilização declarado do transformador A3/A3a t;
fut A3/A4 = fator de utilização declarado do transformador A3/A4 t;
ptcuA3/A3a = pttotA3/A3a - ptfeA3/A3a = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A3/A3a t [kW];
ptcuA3/A4 = pttotA3/A4 - ptfeA3/A4 = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A3/A4 t [kW];
pttotA3/A3a = perdas totais do transformador A3/A3a t, em condições nominais [kW];
pttotA3/A4 = perdas totais do transformador A3/A4 t, em condições nominais [kW].

As perdas em potência no cobre dos segmentos de transformação de tensão A3/A3a e


A3/A4, ou seja, para todos os transformadores próprios destas transformações, serão:

nt
∆Pcu
A 3 / A 3a
= ∑ ∆p cu
t A 3 / A 3a
[kW ]
t =1

nt
∆Pcu
A3/ A4
= ∑ ∆p cu
t A3/ A4
[kW ]
t =1

onde,
∆ptcuA3/A3a = perdas no cobre do transformador A3/A3a t [kW];
∆ptcuA3/A4 = perdas no cobre do transformador A3/A4 t [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

4.6.d) Determinação do fator de perdas

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A 3 / A 3a 2
= k A 3 / A 3a f c + (1 − k A 3 / A 3a )f c
A 3 / A 3a A 3 / A 3a
f pe
A3 / A 4 A3/ A4 A3 / A 4 2
f pe = k A3 / A 4 f c + (1 − k A 3 / A 4 )f c
onde,

38
kA3/A3a = k0A3/A3a(1-fcA3/A3a);
kA3/A4 = k0A3/A4(1-fcA3/A4);
k0A3/A3a = constante k0 apurada para a transformação A3/A3a;
k0A3/A4 = constante k0 apurada para a transformação A3/A4;
fcA3/A3a = fator de carga do segmento A3/A3a;
fcA3/A4 = fator de carga do segmento A3/A4.

4.6.e) Cálculo das perdas de energia

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

(
∆E A 3 / A 3a = ∆P × ∆Pfe
A 3 / A 3a
+ ∆Pcu
A 3 / A 3a
× f pe
A 3 / A 3a
)×  81000
.760 
 [MWh / a ]
 

(
∆E A 3 / A 4 = ∆P × ∆Pfe
A3 / A 4
+ ∆Pcu
A3 / A4
× f pe
A3 / A 4
)×  81000
.760 
 [MWh / a ]
 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas.

4.7 Segmento de Rede A3a

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.7: Perdas no segmento de rede A3a.

39
4.7.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA3a = Ereq A3a + Einj A3/A3a – ∆EA3/A3a + Einj A2/A3a – ∆EA2/A3a – EfornSRA A3a [MWh/a]

4.7.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcA3a é avaliado segundo a seguinte fórmula:


A 3a
E inj
=
A 3a
fc nc
8.760 × ∑ p cmáx
A 3a

c =1

onde,
pcmaxA3a = pcmaxA3a x cosϕA3a = potência ativa máxima de cada circuito c apurado pela
concessionária [MW];
A 2 / A 3a A 3 / A 3a
cos ϕ A 2 / A 3a E inj + cos ϕ A 3 / A 3a E inj
cos ϕ A 3a
= A 3a A 2 / A 3a A 3 / A 3a
E req + E inj + E inj
nc = número total de circuitos próprios da concessionária para este nível de tensão.

4.7.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, as perdas de demanda são calculadas segundo o modelo arborescente. Segundo
este modelo, o valor das perdas de demanda para cada circuito é obtido através do
momento de perdas:

∆p A 3a =
(p máx )l
A 3a 2
tot
A 3a
 v A 3a
 b


2
 cos ϕ A 3a
 b


2

[kW ]
mp
A 3a  v A3a   cosϕ A 3a 
   
onde,
∆pA3a = perdas de demanda do circuito A3a [kW];
pmaxA3a = potência máxima do circuito A3a [MW];
ltotA3a = comprimento total do circuito A3a [km];
mp A3a = momento de perdas do circuito A3a para os valores de referência ou de base
[MW2km/kW];
vbA3a = tensão de referência do circuito A3a ou de base utilizada para a determinação
do mP [kV];
vA3a = tensão de operação do circuito A3a [kV];
ϕbA3a = ângulo de referência circuito A3a ou de base que corresponde ao fator de
potência utilizado para a determinação de mp [graus];
ϕA3a = ângulo do fator de potência do circuito A3a [graus].

40
A lei geral do momento de perdas é definida como:

 MW 2 km 
mp
A 3a
= α nd( ) (n ) β
p
γ
 kW 
 
onde,
nd = 360/θ;
θ = ângulo do setor circular do circuito A3a [graus];
np = número de transformadores próprios e particulares conectados ao circuito A3a;
α = a * (rt + rr) b
β = c + (d * ln(rt / rr))
γ=e
rt = resistência do condutor tronco do circuito A3a [ohm/km];
rr = resistência do condutor ramal do circuito A3a [ohm/km];
a, b, c, d, e = constantes definidas de acordo o valor de rt, rr e da distância da carga
equivalente dceq.

4.7.d) Determinação do fator de perdas

O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMA3a) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJA3a):
+ f peJ
A 3a A 3a
f peM
=
A 3a
f pe
2
onde,
fpeMA3a = fator de perdas nos pontos de conexão a montante do segmento A3a;
fpeJA3a = fator de perdas nos pontos de conexão a jusante do segmento A3a;
A 3a A 3a A 2 / A 3a A 2 / A 3a A 3 / A 3a A 3 / A 3a
A 3a f per E req + f pe E inj + f pe E inj
f peM = A 3a A 2 / A 3a A 3 / A 3a
E req + E inj + E inj
frpeA3a = fator de perdas típico dos pontos de injeção requerida A3a (dado);
fpeA2/A3a = fator de perdas para a transformação A2/A3a (calculado);
fpeA3/A3a = fator de perdas para a transformação A3/A3a (calculado);
EreqA3a = energia requerida para o segmento A3a (dado);
EinjA2/A3a = energia injetada na transformação A2/A3a (calculado);
EinjA3/A3a = energia injetada na transformação A3/A3a (calculado);
A 3a / A 4 A 3a / A 4 A 3a / B A 3a / B 3a A 3a
A 3a f pe E inj + f pe E inj + f pef E forn
f peJ = A 3a / A 4 A 3a / B A 3a
E inj + E inj + E forn
fpeA3a/A4 = fator de perdas típico da transformação A3a/A4 (dado);
fpeA3a/B = fator de perdas típico da transformação A3a/B (dado);
ffpeA3a = fator de perdas típico dos pontos de fornecimento A3a (dado);

41
EinjA3a/A4 = energia injetada na transformação A3a/A4 (calculado);
EinjA3a/B = energia injetada na transformação A3a/B (calculado);
EfornA3a = energia fornecida do segmento A3a (dado).

4.7.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A3a será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda. Neste
nível de tensão não são admitidas perdas não técnicas, de modo que EfornIA3 = 0 MWh/ano,
portanto:

 A 3a nc A 3a   8.760 
∆E A 3a = ∆P  f pe ∑ ∆p c    [MWh / a ]
 c =1   1.000 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas;
fpeA3a = fator de perdas do segmento A3a (calculado);
∆pc A3a = perdas de demanda do circuito A3a c [kW];
nc = número total de circuitos A3a próprios da concessionária.

4.8 Segmento de Transformação A3a/B e A3a/A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆EA4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.8: Perdas no segmento de transformação A3a/A4 e A3a/B.

42
4.8.a) Determinação da energia injetada

Para os segmentos de transformação A3a/B e A3a/A4, a determinação da energia injetada é


calculada na mesma proporção de fluxo passante nestes segmentos, conforme declarado
pela concessionária.

Primeiramente, calcula-se o montante total de energia injetada para estes 2 segmentos de


transformação:
0
Einj A3a/x
= EinjA3a/A4 + EinjA3a/B = EinjA3a – ∆E A3a
– Eforn A3a
– EfornI A3a

Em seguida, parcela-se entre os 2 segmentos, o montante total de energia injetada:


A 3a / x
A 3a / B A 3a / B E inj
E inj = E injE A 3a / B A 3a / A 4
E injE + E injE
A 3a / x
A 3a / A 4 A 3a / A 4 E inj
E inj = E injE A 3a / B A 3a / A 4
E injE + E injE
onde,
EinjEA3a/A4 = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A3a/A4;
EinjEA3a/B = energia injetada, estimada pela concessionária, na transformação A3a/B.

4.8.b) Determinação do fator de carga

Em seguida, calcula-se o fator de carga no ponto de injeção da transformação A3a/A4 e


A3a/B, dado por:
A 3a / A 4
A 3a / A 4 E inj
fc = nt
8.760 × ∑ p tmáx
A 3a / A 4

t =1
A 3a / B
A 3a / B E inj
fc = nt
8.760 × ∑ p tmáx
A 3a / B

t =1

onde,
ptmaxA3a/A4, ptmaxA3a/B = potência máxima de cada transformador t ou agrupamento,
obtido como:
A 3a / A 4 A 3a / A 4 A 3a / A 4
t
p máx = S nom
t
fu t cos ϕ A 3a / A 4 [MW]
A 3a / B A 3a / B A 3a / B
t
p máx = S tnom fu t cos ϕ A 3a / B [MW]
onde,
fut A3a/A4 = fator de utilização declarado do transformador A3a/A4 t;
fut A3a/B = fator de utilização declarado do transformador A3a/B t ou,

43
fut A3a/B = fu mín (+ fu mín
A 3a / B A 3a / B
)/ 2 = fator de utilização aplicável ao agrupamento
do transformador A3a/B;
Stnom A3a/A4 = potência nominal do transformador A3a/A4 t [MVA];
Stnom A3a/B = potência nominal do transformador A3a/B t ou agrupamento [MVA];
cosϕA3a/A4 = fator de potência do segmento de transformação A3a/A4;
cosϕA3a/B = fator de potência do segmento de transformação A3a/B;
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

4.8.c) Cálculo das perdas de demanda

O valor nominal das perdas em potência no ferro de um transformador t ou agrupamento


A 3a / A 4 A 3a / B
( ∆p fet e ∆p fet ) constituem dados do equipamento, para a tensão nominal de
operação do mesmo.

As perdas no ferro em potência do segmento de transformação de tensão A3a/A4 e A3a/B,


ou seja, para todos os transformadores próprios ou agrupamentos destas transformações,
será:
nt
∆Pfe
A 3a / A 4
= ∑ ∆p fet
A 3a / A 4
[kW ]
t =1
nt
∆Pfe
A 3a / B
= ∑ ∆p fet
A 3a / B
[kW ]
t =1

onde,
∆ptfeA3a/A4 = perdas nominais no ferro do transformador A3a/A4 t [kW];
∆ptfeA3a/B = perdas no ferro do transformador A3a/B t ou agrupamento [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

O valor das perdas de demanda no cobre de cada um destes transformadores ou de cada


agrupamento de transformadores será, em função de seu carregamento máximo:

∆p cu
t A 3a / B
(
= fu t
A 3a / B 2
) t
p cu
A 3a / B
[kW ]
∆p cu
t A 3a / A 4
= fu ( t A 3a / A 4
2
) t A 3a / A 4
p cu [kW ]
onde,
fut A3a/B = fator de utilização declarado do transformador A3a/B t ou agrupamento;
fut A3a/A4 = fator de utilização declarado do transformador A3a/A4 t;
ptcuA3a/B = pttotA3a/B - ptfeA3a/B = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A3a/B t ou agrupamento [kW];
ptcuA3a/A4 = pttotA3a/A4 - ptfeA3a/A4 = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A3a/A4 t [kW];

44
pttotA3a/B = perdas totais do transformador A3a/B t ou agrupamento, em condições
nominais [kW];
pttotA3a/A4 = perdas totais do transformador A3a/A4 t , em condições nominais [kW].

As perdas em potência no cobre dos segmentos de transformação de tensão A3a/B e


A3a/A4, ou seja, para todos os transformadores próprios destas transformações, serão:
nt
∆Pcu
A 3a / B
= ∑ ∆p cu
t A 3a / B
[kW ]
t =1

nt
∆Pcu
A 3a / A 4
= ∑ ∆p cu
t A 3a / A 4
[kW ]
t =1

onde,
∆ptcuA3a/B = perdas no cobre do transformador A3a/B t ou agrupamento [kW];
∆ptcuA3a/A4 = perdas no cobre do transformador A3a/A4 t [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária para cada
transformação.

4.8.d) Determinação do fator de perdas

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:


A 3a / B A 3a / B 2
= k A 3a / B f c
A 3a / B
f pe + (1 − k A 3a / B )f c
A 3a / A 4 A 3a / A 4 A 3a / A 4 2
f pe = k A 3a / A 4 f c + (1 − k A 3a / A 4 )f c
onde,
kA3a/B = k0A3a/B(1-fcA3a/B);
kA3a/A4 = k0A3a/A4(1-fcA3a/A4);
k0A3a/B = constante k0 apurada para a transformação A3a/B;
k0A3a/A4 = constante k0 apurada para a transformação A3a/A4;
fcA3a/B = fator de carga do segmento A3a/B;
fcA3a/A4 = fator de carga do segmento A3a/A4.

4.8.e) Cálculo das perdas de energia

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

∆E A 3a / A 4 = ∆P × ∆Pfe ( A 3a / A 4
+ ∆Pcu
A 3a / A 4
× f pe
A 3a / A 4
)×  81000
.760 
 [MWh / a ]
 

∆E A 3a / B = ∆P × ∆Pfe ( A 3a / B
+ ∆Pcu
A 3a / B
× f pe
A 3a / B
)×  81000
.760 
 [MWh / a ]
 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas.

45
4.9 Segmento de Rede A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.9: Perdas no segmento de rede A4.

4.9.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA4 = Ereq A4 + EinjA2/A4 – ∆E A2/A4 + EinjA3/A4 – ∆E A3/A4 +


+ EinjA3a/A4 – ∆E A3a/A4 – EfornSRA A4 [MWh/a]

4.9.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcA4 é avaliado segundo a seguinte fórmula:


A4
E inj
=
A4
fc nc
8.760 × ∑ p cmáx
A4

c =1

onde,
pcmaxA4 = potência máxima de cada circuito c apurado pela concessionária = scmaxA4 x
cosϕA4 [MW];
A2 / A4 A3 / A 4 A 3a / A 4
cos ϕ A 2 / A 4 E inj + cos ϕ A 3 / A 4 E inj + cos ϕ A 3a / A 4 E inj
cos ϕ A4
= A2 / A4 A3 / A4 A 3a / A 4
E inj + E inj + E inj
nc = número total de circuitos próprios da concessionária para este nível de tensão.

46
4.9.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, as perdas de demanda são calculadas segundo o modelo arborescente. Segundo
este modelo, o valor das perdas de demanda para cada alimentador é obtido através do
momento de perdas:

∆p A4
=
(p máx
A4 2
)l tot
A4
 v A4 
 b 
2
 cos ϕ A 4 
 b 
2

[kW ]
mp
A4  v A4   cosϕ A 4 
   
onde,
∆pA4 = perdas de demanda do circuito A4 [kW];
pmaxA4 = potência máxima do circuito A4 [MW];
ltotA4 = comprimento total do circuito A4 [km];
mp A4 = momento de perdas do circuito A4 para os valores de referência ou de base
[MW2km/kW];
vbA4 = tensão de referência do circuito A4 ou de base utilizada para a determinação do
mP [kV];
vA4 = tensão de operação do circuito A4 [kV];
ϕbA4 = ângulo de referência circuito A4 ou de base que corresponde ao fator de
potência utilizado para a determinação de mp [graus];
ϕA4 = ângulo do fator de potência do circuito A4 [graus].

A lei geral do momento de perdas é definida como:

 MW 2 km 
mp
A4
( ) (n )
= α nd
β
p
γ
 kW 
 
onde,
nd = 360/θ;
θ = ângulo do setor circular do circuito A4 [graus];
np = número de transformadores próprios e particulares conectados ao circuito A4;
α = a * (rt + rr) b
β = c + (d * ln(rt / rr))
γ=e
rt = resistência do condutor tronco do circuito A4 [ohm/km];
rr = resistência do condutor ramal do circuito A4 [ohm/km];
a, b, c, d, e = constantes definidas de acordo o valor de rt, rr e da distância da carga
equivalente dceq.

A obtenção das constantes a, b, c, d e e segue o mesmo procedimento adotado para o


segmento de rede A3a.

47
4.9.d) Determinação do fator de perdas

O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMA4) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJA4):

+ f peJ
A4 A4
f peM
=
A4
f pe
2
onde,
fpeMA4 = fator de perdas nos pontos de conexão a montante do segmento A4;
fpeJA4 = fator de perdas nos pontos de conexão a jusante do segmento A4;
A4 A4 A2 / A4 A2 / A4 A3/ A4 A3 / A 4 A 3a / A 4 A 3a / A 4
A4 f per E req + f pe E inj + f pe E inj + f pe E inj
f peM = A4 A2 / A4 A3/ A4 A 3a / A 4
E req + E inj + E inj + E inj
frpeA4 = fator de perdas típico dos pontos de injeção requerida A4 (dado);
fpeA2/A4 = fator de perdas para a transformação A2/A4 (calculado);
fpeA3/A4 = fator de perdas para a transformação A3/A4 (calculado);
fpeA3a/A4 = fator de perdas para a transformação A3a/A4 (calculado);
EreqA4 = energia requerida para o segmento A4 (dado);
EinjA2/A4 = energia injetada na transformação A2/A4 (calculado);
EinjA3/A4 = energia injetada na transformação A3/A4 (calculado);
EinjA3a/A4 = energia injetada na transformação A3a/A4 (calculado);

f peJ
A4
=
f pe
A4 / B
E inj
A4 / B
+ f pef
A4
(E forn
A4
+ E fornI
A4
)
A4 / B A4 A4
E inj + E forn + E fornI
fpeA4/B = fator de perdas típico da transformação A4/B (dado);
ffpeA4 = fator de perdas típico dos pontos de fornecimento A4 (dado);
EinjA4/B = energia injetada na transformação A4/B (dado);
EfornA4 = energia fornecida do segmento A4 (dado).

Observa-se que, para este caso, o fator de carga e, conseqüentemente, o fator de perdas,
aplicável à unidade consumidora regular é o mesmo para a unidade consumidora irregular.

Uma vez que, nesta formulação, ainda não se dispõe do valor de energia irregular fornecida
em A4, é necessário executar uma rotina iterativa, iniciando-se com EfornIA4 = 0 e
acrescentando um valor infinitesimal até a convergência do balanço energético entre os
segmentos A4 e B.

48
4.9.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A4 será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda. Na
formulação seguinte não está incluída as perdas técnicas provenientes do consumo
irregular neste nível de tensão, que será abordado no capítulo 6:

 A 4 nc A4   8.760 
∆E A 4 = ∆P  f pe ∑ ∆p c    [MWh / a ]
 c =1   1.000 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas;
fpeA4 = fator de perdas do segmento A4 (calculado);
∆pc A4 = perdas de demanda do circuito A4 c [kW];
nc = número total de circuitos A4 próprios da concessionária.

4.10 Segmento de Transformação A4/B

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆E A3a/B
∆E A4/B

B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 4.10: Perdas no segmento de transformação A4/B.

49
4.10.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede:

EinjA4/B = Etransf A4/B = EinjA4 – ∆EA4 – EfornI A4 – Eforn A4 [MWh/a]

4.10.b) Determinação do fator de carga

Em seguida, calcula-se o fator de carga no ponto de injeção da transformação A4/B, dado


por:
A4 / B
E inj
=
A4 / B
fc nt
8.760 × ∑ p máx
t A4 / B

t =1

onde,
ptmaxA4/B = potência máxima de cada transformador t ou agrupamento, obtido como:
A4 / B A4 / B A4 / B
t
p máx = S tnom fu t cos ϕ A 4 / B [MW]
onde,
fut A4/B = fator de utilização declarado do transformador A4/B t ou,
fut A4/B = fu mín (
+ fu mín
A4 / B A4 / B
)/ 2 = fator de utilização aplicável ao agrupamento do
transformador A4/B;
Stnom A4/B = potência nominal do transformador A4/B t ou agrupamento [MVA];
cosϕA4/B = fator de potência do segmento de transformação A4/B;
nt = número total de transformadores próprios da concessionária desta transformação.

4.10.c) Cálculo das perdas de demanda

O valor nominal das perdas em potência no ferro de um transformador t ou agrupamento


A4 / B
∆p fet constitui um dado do equipamento, para a tensão nominal de operação do mesmo.

As perdas no ferro em potência do segmento de transformação de tensão A4/B, ou seja,


para todos os transformadores próprios ou agrupamento desta transformação, será:
nt
∆Pfe
A4 / B
= ∑ ∆p fet
A4 / B
[kW ]
t =1

∆ptfeA4/B = perdas nominais no ferro do transformador A4/B t ou agrupamento [kW];


nt = número total de transformadores próprios da concessionária desta transformação.

O valor das perdas de demanda no cobre de cada um destes transformadores ou de cada


agrupamento de transformadores será, em função de seu carregamento máximo:

∆p cu
t A4 / B
(
= fu t
A4 / B 2
) t
p cu
A4 / B
[kW ]

50
onde,
fut A4/B = fator de utilização declarado do transformador A4/B t ou agrupamento;
ptcuA4/B = pttotA4/B - ptfeA4/B = perdas no cobre para carregamento nominal do
transformador A4/B t ou agrupamento [kW];
pttotA4/B = perdas totais do transformador A4/B t ou agrupamento, em condições
nominais [kW].

As perdas no cobre de potência do segmento de transformação de tensão A4/B, ou seja,


para todos os transformadores próprios desta transformação, será:

nt
∆Pcu
A4 / B
= ∑ ∆p cu
t A4 / B
[kW ]
t =1

onde,
∆ptcuA4/B = perdas no cobre do transformador A4/B t ou agrupamento [kW];
nt = número total de transformadores próprios da concessionária desta transformação.

4.10.d) Determinação do fator de perdas

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A4 / B A4 / B2
= k A 4 / Bf c
A4 / B
f pe + (1 − k A 4 / B )f c
onde,
kA4/B = k0A4/B(1-fcA4/B);
k0A4/B = constante k0 apurada para a transformação A4/B;
fcA4/B = fator de carga do segmento A4/B.

4.10.e) Cálculo das perdas de energia

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas médias de
potência de cada unidade transformadora, acrescida de um porcentual de outras perdas:

∆E A 4 / B = ∆P × ∆Pfe ( A4 / B
+ ∆Pcu
A4 / B
× f pe
A4 / B
)×  1000
8760 
 [MWh / a ]
 
onde,
∆P = porcentagem de outras perdas.

51
4.11Segmento de Rede B

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB
Figura 4.11: Perdas no segmento de rede B.

4.11.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjB = Einj A4/B – ∆EA4/B – EfornSRA B [MWh/a]

4.11.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcB é avaliado segundo a seguinte fórmula:


E inj × 1.000
B
B
fc = nc
8.760 × ∑ p cmáx
B

c =1

onde,
pcmaxB = pcmaxB = fucB x cosϕA4/B Snom1c/1000 = potência máxima de cada circuito c
apurado pela concessionária [kW];
nc = número total de circuitos próprios da concessionária para este nível de tensão.

52
4.11.c) Cálculo das perdas de demanda

Para os circuitos elétricos que alimentam as unidades consumidoras do Subgrupo B, serão


consideradas 5 tipologias de rede, com distribuição de carga uniforme, constante ao longo
de toda a sua rede (Figura 4.12) e modelo de carga constante com relação à tensão.

Sendo assim, para o seguinte trecho de condutor elementar, as perdas correspondem a:

l (m)

x r (ohm/m)

i (A/m) Ij (A)
Figura 4.12: Trecho de rede elementar.
l
 i 2l2 2
∆pe = f (r, l, i, I j ) = ∫x =0 ( + ) =  + iI j l + I j 
2
r ix I j dx rl
 3 
Para cada circuito c da Tipologia 1, as perdas de demanda são calculadas a partir de 2
trechos elementares:

× 2∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) [kW ] 1
B1 nf
∆p c = 3
10
onde,
nf = número de fases;
l0 = lcirc/2 = comprimento do trecho elementar [m];
fu
10 3 s nom
10 3 s máx 10 2 = 10s nom fu = corrente de linha [A/m],
i0 = =
3v nom l circ 3v nom l circ 3v nom l circ
smáx = potência trifásica aparente máxima [kVA];
vnom = tensão nominal de linha [V];
snom = potência nominal do transformador [kVA];
fu = fator de utilização do transformador [%];
Ij0 = 0 [A].
Obs.: o índice 0 nos parâmetros r0, l0, i0 e Ij0 indica a presença de 0 trechos elementares
a montante.

1
A formulação das perdas apresentada é válida para circuitos com 3 fases a 4 fios. Para os circuitos com
outras configurações, deve-se somar as perdas no condutor de retorno. No sistema MRT deve-se calcular as
perdas na resistência de aterramento.

53
Para cada circuito c da Tipologia 2, as perdas de demanda são calculadas a partir de 4
trechos elementares:

∆p c
B2
=
nf
10 3
[ ]
× 2∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 2∆pe(r1 , l1 , i1 , I j1 ) [kW ]

onde,
nf = número de fases;
r0 = resistência do cabo ramal rr [ohm/m];
r1 = resistência do cabo tronco rt [ohm/m];
l0 = l1 = lcirc/4 = comprimento do trecho elementar [m];
fu
10 3 s nom
10 3 s máx 10 2 = 10s nom fu = corrente de linha [A/m],
i 0 = i1 = =
3v nom l circ 3v nom l circ 3v nom l circ
smáx = potência aparente máxima [kVA];
vnom = tensão nominal de linha [V];
snom = potência nominal do transformador [kVA];
fu = fator de utilização do transformador [%];
Ij0 = 0 [A];
Ij1 = i0 x l0 [A].
Obs.: o índice 1 nos parâmetros r1, l1, i1 e Ij1 indica a presença de 1 trecho elementar a
montante.

Para cada circuito c da Tipologia 3, as perdas de demanda são calculadas a partir de 8


trechos elementares:

∆p c
B3
=
nf
10 3
[ ]
× 6∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 2∆pe(r3 , l 3 , i 3 , I j3 ) [kW ]

onde,
nf = número de fases;
r0 = resistência do cabo ramal rr [ohm/m];
r3 = resistência do cabo tronco rt [ohm/m];
l0 = l3 = lcirc/8 = comprimento do trecho elementar [m];
fu
3 10 3 s nom
10 s máx 10 2 = 10s nom fu = corrente de linha [A/m],
i 0 = i3 = =
3v nom l circ 3v nom l circ 3v nom l circ
smáx = potência aparente máxima [kVA];
vnom = tensão nominal de linha [V];
snom = potência nominal do transformador [kVA];
fu = fator de utilização do transformador [%];
Ij0 = 0 [A];
Ij3 = 3 x i0 x l0 [A].
Obs.: o índice 3 nos parâmetros r3, l3, i3 e Ij3 indica a presença de 3 trechos elementares
a montante.

54
Para cada circuito c da Tipologia 4, as perdas de demanda são calculadas a partir de 16
trechos elementares:

∆p c
B4
=
nf
10 3
[
× 10∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 2∆pe(r3 , l 3 , i 3 , I j3 ) + 2∆pe(r4 , l 4 , i 4 , I j4 ) + ]
[ ]
+ 2∆pe(r7 , l 7 , i 7 , I j7 ) [kW ]
onde,
nf = número de fases;
r0 = r3 = r4 = resistência do cabo ramal rr [ohm/m];
r7 = resistência do cabo tronco rt [ohm/m];
l0 = l3 = l4 = l7 = lcirc/16 = comprimento do trecho elementar [m];
fu
3 10 3 s nom
10 s máx 10 2 = 10s nom fu = corrente de linha
i 0 = i3 = i 4 = i7 = =
3v nom l circ 3v nom l circ 3v nom l circ
[A/m],
smáx = potência aparente máxima [kVA];
vnom = tensão nominal de linha [V];
snom = potência nominal do transformador [kVA];
fu = fator de utilização do transformador [%];
Ij0 = 0 [A];
Ij3 = 3 x i0 x l0 [A];
Ij4 = 4 x i0 x l0 [A];
Ij7 = 7 x i0 x l0 [A].
Obs.: o índice 4 nos parâmetros r4, l4, i4 e Ij4 indica a presença de 4 trechos elementares
a montante, e o índice 7 nos parâmetros r7, l7, i7 e Ij7 indica a presença de 7 trechos
eleentares a montante.

Para cada circuito c da Tipologia 5, as perdas de demanda são calculadas a partir de 24


trechos elementares:

∆p c
B5
=
nf
10 3
[
× 14∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 4∆pe(r3 , l 3 , i 3 , I j3 ) + 4∆pe(r4 , l 4 , i 4 , I j4 ) + ]
[ ]
+ 2∆pe(r11 , l11 , i11 , I j11 ) [kW ]
onde,
nf = número de fases;
r0 = r3 = r4 = resistência do cabo ramal rr [ohm/m];
r11 = resistência do cabo tronco rt [ohm/m];
l0 = l3 = l4 = l11 = lcirc/24 = comprimento do trecho elementar [m];
fu
3 10 3 s nom
10 s máx 10 2 = 10s nom fu = corrente de linha
i 0 = i 3 = i 4 = i11 = =
3v nom l circ 3v nom l circ 3v nom l circ
[A/m],

55
smáx = potência aparente máxima [kVA];
vnom = tensão nominal de linha [V];
snom = potência nominal do transformador [kVA];
fu = fator de utilização do transformador [%];
Ij0 = 0 [A];
Ij3 = 3 x i0 x l0 [A];
Ij4 = 4 x i0 x l0 [A];
Ij11 = 11 x i0 x l0 [A].
Obs.: o índice 11 nos parâmetros r11, l11, i11 e Ij11 indica a presença de 11 trechos
elementares a montante.

4.11.d) Determinação do fator de perdas

O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMB) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJB):

f peM + f peJ
B B

f pe =
B

2
onde,
fpeMB = fator de perdas nos pontos de conexão a montante do segmento B;
fpeJB = fator de perdas nos pontos de conexão a jusante do segmento B;
A4 / B A4 / B
+ f pe
A 3a / B A 3a / B
f pe E inj E inj
f peM =
B
A4 / B
+ E inj
A 3a / B
E inj
fpeA4/B = fator de perdas para a transformação A4/B (calculado);
fpeA3a/B = fator de perdas para a transformação A3a/B (calculado);
EinjA4/B = energia injetada na transformação A4/B (calculado);
EinjA3a/B = energia injetada na transformação A3a/B (calculado);
B
f peJ = f pef
B

ffpeB = fator de perdas típico dos pontos de fornecimento B (dado).

Observa-se que, para este caso, o fator de carga e, conseqüentemente, o fator de perdas
aplicável à unidade consumidora regular é o mesmo para a unidade consumidora irregular.

Uma vez que, nesta formulação, ainda não se dispõe do valor de energia irregular fornecida
em B, é necessário executar uma rotina iterativa, iniciando-se com EfornIA4 = 0 e
acrescentando um valor infinitesimal até a convergência do balanço energético entre os
segmentos A4 e B.

56
4.11.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

 b nc B   8.760 
∆E B = ∆DAC × ∆P ×  f pe ∑ ∆p c    [MWh / a ]
 c =1   1.000 
onde,
∆DAC = fator de ajuste para incorporação dos efeitos de desequilíbrio de corrente
entre fases, assimetria do circuito e coincidência na ponta;
∆P = porcentagem de outras perdas:
∆pc B = perdas de demanda do circuito B c;
nc = número total de circuitos B próprios da concessionária.

4.12 Segmento Ramais de Ligação e Medidores

4.12.a) Determinação da energia injetada

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

Einjrm = Einj B – ∆EB [MWh/a]

4.12.b) Determinação do fator de carga

Neste caso, o fator de carga fcrm é avaliado segundo o valor típico de fornecimento:

B
f c = f cf
B

onde,
ffcB = fator de carga típico de fornecimento no nível de tensão B.

4.12.c) Cálculo das perdas de demanda

Neste caso, a demanda total é repartida entre os diversos tipos de ligação ponderando-se o
número de fases e a tensão de fase.
IF3f
IF2f
VF3f
VF2f
IN3f
IN2f

a) UC com 3 fases a 4 fios b) UC com 2 fases a 3 fios

57
IF2f’

VF2f’ IF1f

IN2f’ VF1f

IN1f

c) UC com 1 fase a 3 fios d) UC com 1 fase a 2 fios

Figura 4.13: Tipos de ligação de unidades consumidoras do Grupo B.

Considerando a resistência média R do condutor do ramal de ligação, as perdas totais de


potência nos ramais de ligação:

∆Pr = NUC3 x 3 R If2 + NUC2 x 3 R If2 + NUC2’ x 2 R If2 + NUC1 x 2 R If2


∆Pr = R If2 (3 NUC3 + 3 NUC2 + 2 NUC2’ + 2 NUC1)/103[kW]
onde,
R = resistência média dos condutores dos ramais de ligação (ohms);
If = corrente de fase (A):
E forn × 10 6
B

If =
f cB cosΦ (3Ν 3UC VF3f + 2 Ν 2UC VF2f + 2 Ν 2UC' VF2f 1 + Ν 1UC VF1f ) × 8.760
onde,
EfornB = total de energia consumida pelas unidades consumidoras do Subgrupo B
(MWh/a);
fcB = fator de carga típico de fornecimento no nível de tensão B;
cosφ = 0,92 = fator de potência;
NUC3 = número de unidades consumidoras alimentadas em 3 fases e 4 fios;
NUC2 = número de unidades consumidoras alimentadas em 2 fases e 3 fios;
NUC2’ = número de unidades consumidoras alimentadas em 1 fase e 3 fios;
NUC1 = número de unidades consumidoras alimentadas em 1 fase e 2 fios;
VF3f = tensão de fase das unidades consumidoras alimentadas em 3 fases e 4 fios;
VF2f = tensão de fase das unidades consumidoras alimentadas em 2 fases e 3 fios;
VF2f’ = tensão de fase das unidades consumidoras alimentadas em 1 fase e 3 fios;
VF1f = tensão de fase das unidades consumidoras alimentadas em 1 fase e 2 fios.

Para os medidores serão computadas as perdas nas bobinas de tensão localizadas nas
unidades consumidoras do Subgrupo B. Será considerado 1,2 W de perdas por bobina de
tensão. Esta perda deve ser multiplicada pelo número de bobinas disponíveis no parque de
medição da concessionária. Portanto:

58
∂p BobV
∑ (nf × N ) [kW ]
3
∆P m = nf
UC
10 3 nf =1

onde,
∂p BobV = 1,2 W = perdas de demanda na bobina de tensão do medidor (W);
nf = número de fases do medidor (1, 2 ou 3 fases);
N nfUC = número de unidades consumidoras com nf fases.

4.12.d) Determinação do fator de perdas

O valor do fator de perdas deve ser aquele apurado para os pontos de fornecimento em
baixa tensão:

B
f pe = f pef
r

onde,
ffpeB = fator de perdas típico dos pontos de fornecimento B (dado).

4.12.e) Cálculo das perdas de energia

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Grupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

(
∆E rm = ∆P × ∆C × f pe ∆P r + ∆P m × 
r
)
 8.760 
 [MWh / a ]
 1.000 
onde,
∆C = fator de ajuste para incorporação dos efeitos de coincidência na ponta;
∆P = porcentagem de outras perdas.

59
5. CÁLCULO DAS PERDAS REGULARES
O procedimento de cálculo das Perdas Regulares de cada segmento, exceto para as perdas
no ferro dos segmentos de transformação e nos medidores, é realizado a partir da
proporção quadrática da energia injetada:
2
 Ereg inj 
∆Ereg = ∆Efio ×  
 Efio 
 inj 

Tal aproximação caracteriza o procedimento bottom-up, pois as perdas regulares são


determinadas primeiramente dos segmentos de baixa tensão para alta tensão e o fluxo de
informações também segue o mesmo sentido.

Sendo assim, o procedimento de cálculo das Perdas Regulares de cada segmento, seja de
rede quanto de transformação, segue as seguintes etapas, detalhadas neste item.

a) calcular a perda de energia regular.


b) contabilizar a energia injetada regular;

5.1 Segmento Ramais de Ligação e Medidores

5.1.a) Energia injetada fio

Para este segmento, como a energia regular injetada não é conhecida, faz-se uma
aproximação onde:
2
 Ereg transf + Ereg forn 
∆Ereg = ∆Efio ×  
 Efio transf + Efio forn 
A energia transferida é nula e a energia fornecida fio compõe o consumo regular e
irregular, de modo que:
=0
rm
Efio transf

= E forn + E fornI
rm B B
Efio forn

5.1.b) Energia transferida e fornecida regular

Para este segmento, a energia transferida é nula e a energia fornecida fio compõe o
consumo regular somente, de modo que:
=0
rm
Ereg transf
= E forn
rm B
Ereg forn

60
5.1.c) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento, aplica-se o fator quadrático
apenas na parcela de perdas nos ramais de ligação, de modo que:
2
 Ereg transf rm + Ereg forn rm 
∆Ereg rm
= ∆Efio + ∆Efio × 
m r
rm

rm 
 Efio transf + Efio forn 

5.1.d) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg forn + ∆Ereg rm


rm rm
Ereg inj

5.2 Segmento de Rede B

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB
Figura 5.1: Perdas no segmento de rede B.

5.2.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
B 
 Ereg inj rm 
∆Ereg = ∆Efio ×
B 
 Efio rm 
 inj 

61
5.2.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

Ereg inj = Ereg inj + ∆Ereg B


B rm

5.3 Segmento de Transformação A3a/B e A4/B

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆EA3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.2: Perdas no segmento de transformação A3a/B e A4/B.

5.3.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj B 
∆Ereg = ∆Efio fe × 
A 3a / B
+ ∆Efio cu
A 3a / B A 3a / B
 Efio B 
 inj 

2
 Ereg inj B 
∆Ereg = ∆Efio fe × 
A4 / B
+ ∆Efio cu
A4 / B A4 / B
 Efio B 
 inj 

62
5.3.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

 Efio inj
A 3a / B

= Ereg inj ×   + ∆Ereg A 3a / B
A 3a / B B
Ereg inj
 Efio A 3 a / B
+ Efio inj
A 4 / B 
 inj 
 Efio inj
A4 / B

= Ereg inj ×   + ∆Ereg A 4 / B
A4/ B B
Ereg inj
 Efio A 3 a / B
+ Efio inj
A 4 / B 
 inj 

5.4 Segmento de Rede A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.3: Perdas no segmento de rede A4.

5.4.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj
A4 / B
+ E forn
A4

∆Ereg A4
= ∆Efio A4
× 
 Efio A 4 / B
+ E
A 4
+ E
A 4 
 inj forn fornI 

63
5.4.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + ∆Ereg A 4 + E forn + E fornSRA


A4 A4 / B A4 A4
Ereg inj

5.5 Segmento de Transformação A3a/A4, A3/A4 e A2/A4

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆EA3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.4: Perdas no segmento de transformação A3a/A4, A3/A4 e A2/A4.

5.5.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj A 4 
∆Ereg = ∆Efio fe × 
A 3a / A 4
+ ∆Efio cu
A 3a / A 4 A 3a / A 4
 Efio A 4 
 inj 
2
 Ereg inj A 4 
× 
A3 / A 4 A3 / A 4
∆Ereg A3 / A 4
= ∆Efio fe + ∆Efio cu
 Efio A 4 
 inj 
2
 Ereg inj A 4 
∆Ereg = ∆Efio fe + ∆Efio cu × 
A2 / A4 A2 / A4 A2 / A4
 Efio A 4 
 inj 

64
5.5.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

 Efio inj
A 3a / A 4

×  + ∆Ereg A 3a / A 4
A 3a / A 4
= Ereg inj
A4
Ereg inj
 Efio A 3 a / A 4
+ Efio inj
A 3 / A 4
+ Efio inj
A 2 / A 4 
 inj 
 Efio inj
A3 / A 4

= Ereg inj ×   + ∆Ereg A 3 / A 4
A3 / A 4 A4
Ereg inj
 Efio A 3 a / A 4
+ Efio inj
A 3 / A 4
+ Efio inj
A 2 / A 4 
 inj 
 Efio inj
A2 / A4

= Ereg inj ×   + ∆Ereg A 2 / A 4
A2 / A4 A4
Ereg inj
 Efio A 3 a / A 4
+ Efio
A 3 / A 4
+ Efio
A 2 / A 4 
 inj inj inj 

5.6 Segmento de Rede A3a

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.5: Perdas no segmento de rede A3a.

5.6.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:


2
 Ereg inj A 3a / B + Ereg inj A 3a / A 4 + E forn A 3a 
∆Ereg A 3a
= ∆Efio A 3a
× 
 Efio A 3a / B + Efio A 3a / A 4 + E A 3a 
 inj inj forn 

65
5.6.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + Ereg inj + ∆Ereg A 3a + E forn + E fornSRA


A 3a A 3a / B A 3a / A 4 A 3a A 3a
Ereg inj

5.7 Segmento de Transformação A3/A3a e A2/A3a

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆EA3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆EA3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆EA4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.6: Perdas no segmento de transformação A3/A3a e A2/A3a.

5.7.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj A 3a 
∆Ereg = ∆Efio fe × 
A 3 / A 3a
+ ∆Efio cu
A 3 / A 3a A 3 / A 3a
 Efio A 3a 
 inj 
2
 Ereg inj A 3a 
× 
A 2 / A 3a A 2 / A 3a
∆Ereg A 2 / A 3a
= ∆Efio fe + ∆Efio cu
 Efio A 3a 
 inj 

66
5.7.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

 Efio inj
A 3 / A 3a

Ereg inj
A 3 / A 3a
= Ereg inj ×  A 3a  + ∆Ereg A 3 / A 3a
 Efio A 3 / A 3a + Efio A 2 / A 3a 
 inj inj 
 Efio inj
A 2 / A 3a

= Ereg inj ×   + ∆Ereg A 2 / A 3a
A 2 / A 3a A 3a
Ereg inj
 Efio A 3 / A 3a + Efio A 2 / A 3a 
 inj inj 

5.8 Segmento de Redes A3

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆EA3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.7: Perdas no segmento de rede A3.

5.8.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:


2
 Ereg inj A 3 / A 3a + Ereg inj A 3 / A 4 + E forn A 3 
∆Ereg A3
= ∆Efio A3
× 
 Efio A 3 / A 3a + Efio A 3 / A 4 + E A 3 
 inj inj forn 

67
5.8.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + Ereg inj + ∆Ereg A 3 + E forn + E fornSRA


A3 A 3 / A 3a A3/ A4 A3 A3
Ereg inj

5.9 Segmento de Transformação A2/A3

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.8: Perdas no segmento de transformação A2/A3.

5.9.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:


2
 Ereg inj A 3 
∆Ereg = ∆Efio fe + ∆Efio cu × 
A 2 / A3 A2 / A3 A 2 / A3
 Efio A 3 
 inj 

5.9.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

 Efio inj
A 2 / A3

×  + ∆Ereg A 2 / A 3
A 2 / A3
= Ereg inj
A3
Ereg inj
 Efio A 2 / A 3
+ Efio inj
A 2 / A 3 a
+ Efio inj
A 2 / A 4 
 inj 

68
5.10 Segmento de Redes A2

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.9: Perdas no segmento de rede A2.

5.10.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj A 2 / A 3 + Ereg inj A 2 / A 3a + Ereg inj A 2 / A 4 + E forn A 2 
∆Ereg A2
= ∆Efio A2
× 
 Efio A 2 / A 3 + Efio A 2 / A 3a + Efio A 2 / A 4 + E A 2 
 inj inj inj forn 

5.10.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + Ereg inj + Ereg inj + ∆Ereg A 2 + E forn + E fornSRA


A2 A 2 / A3 A 2 / A 3a A2 / A4 A2 A2
Ereg inj

69
5.11 Segmento de Transformação A1/A2

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB

Figura 5.10: Perdas no segmento de transformação A1/A2.

5.11.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj A 2 
∆Ereg = ∆Efio fe + ∆Efio cu × 
A1 / A 2 A1 / A 2 A1 / A 2
 Efio A 2 
 inj 

5.11.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + ∆Ereg A1 / A 2


A1 / A 2 A2
Ereg inj

70
5.12 Segmento de Redes A1

A1 ∆EA1
EreqA1 EfornA1

EfornSRAA1 ∆EA1/A2
A2 ∆E A2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2 ∆EA2/A3
A3 ∆E A3
EreqA3 EfornA3

EfornSRAA3 ∆EA3/A3a ∆EA2/A3a


A3a ∆E A3a
EreqA3a EfornA3a

EfornSRAA3a ∆EA3a/A4 ∆EA3/A4 ∆EA2/A4


A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA3a/B ∆EA4/B
B ∆E B
EfornB
EfornIB
EfornSRAB
Figura 5.11: Perdas no segmento de rede A1.

5.12.a) Perda de energia regular

Para a avaliação da perda de energia regular neste segmento:

2
 Ereg inj A1 / A 2 
∆Ereg A1
= ∆Efio ×  A1 
 Efio A1 / A 2 
 inj 

5.12.b) Energia injetada regular

Para este segmento:

= Ereg inj + ∆Ereg A1 + E forn + E fornSRA


A1 A1 / A 2 A1 A1
Ereg inj

71
6. CASOS EXEMPLO
Este capítulo irá apresentar alguns exemplos de apuração das perdas técnicas (fio e regular)
de empresas hipotéticas, objetivando facilitar o entendimento do método descrito nos
capítulos anteriores.

6.1 Caso 1

6.1.a) Dados de Entrada

O primeiro caso exemplo constitui uma empresa com redes em 3 níveis de tensão (138 kV,
13,8 kV e 220V) e 2 transformações (138 kV/13,8 kV e 13,8 kV/220 V), ilustrados na
seguinte figura.

A2 ∆EA2
EreqA2 EfornA2

EfornSRAA2

∆EA2/A4
A4 ∆E A4
EreqA4 EfornA4
EfornIA4
EfornSRAA4 ∆EA4/B
B ∆EB
EfornB
EfornIB
EfornSRAB
Figura 6.1: Sistema de distribuição (caso exemplo 1).

Os valores de energia requerida e fornecida constam da seguinte tabela.

Tabela 6.1: Balanço de energia.


Energia Fornecida
Energia
Subgrupo Merc. Merc. Outras Total do Sem rede
Requerida
Livre Cativo Distrib. Subgrupo associada
MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano MWh/ano
A1 - - - - - -
A2 150.000 30.000 0 0 30.000 0
A3 - - - - - -
A3a - - - - - -
A4 0 0 25.000 0 25.000 0
B - - 60.000 0 60.000 2.000

72
Os valores levantados estimados pela concessionária do fluxo de energia passante em seus
transformadores constam da seguinte tabela:
Tabela 6.1.b: Energia passante dos
transformadores.
Energia Passante

MWh/ano
A1/A2 -
A2/A3 -
A2/A3a -
A2/A4 118.000
A3/A3a -
A3a/A4 -
A3a/B -
A4/B 92.000

A partir dos valores históricos advindos do programa de inspeções das unidades


consumidoras a concessionária estimou os seguintes valores de energia irregular.
Tabela 6.2: Estimativa de consumo irregular.

Energia Irregular

%
A4 0
B 100

A partir de seus estudos de fluxo de potência, conformados com a devida avaliação das
componentes sazonais e da variação diária das curvas de carga, a concessionária apurou os
seguintes valores de perdas para o seu sistema de alta tensão.
Tabela 6.3: Perdas declaradas no sistema AT.
Perdas de
Subgrupo Perdas de Energia
Demanda
MW MWh/ano
A1 - -
A2 0.310 1.400
A3 - -

73
A partir dos registros de injeção de potência em seu sistema, a concessionária apurou os
seguintes fatores típicos.
Tabela 6.4: Fatores típicos (injeção requerida).
Fator de Fator de Fator de
Subgrupo Potência Carga Perdas Constante k0
Típico Típico Típico
% % %
A1 - - - -
A2 92 70 59 0,55
A3 - - - -
A3a - - - -
A4 - - - -
B - - - -

A partir da campanha de medições para o levantamento das tipologias de carga, a


concessionária apurou os seguintes valores dos fatores típicos no seu fornecimento de
energia.

Tabela 6.5: Fatores típicos (fornecimento).


Fator de Fator de Fator de
Subgrupo Potência Carga Perdas Constante k0
Típico Típico Típico
% % %
A1 - - - -
A2 92 68 50 0,60
A3 - - - -
A3a - - - -
A4 92 65 51 0,45
B 96 30 32 0,30

74
Semelhantemente, para as suas unidades transformadoras:

Tabela 6.6: Fatores típicos (transformação).

Fator de Potência Fator de Carga Fator de Perdas


Constante k0
Típico Típico Típico
% % % %
A1/A2 - - - -
A2/A3 - - - -
A2/A3a - - - -
A2/A4 92 67 54 0,50
A3/A3a - - - -
A3a/A4 - - - -
A3a/B - - - -
A4/B 95 55 41 0,40

A concessionária dispõe de apenas uma unidade transformadora no nível A2/A4.

Tabela 6.7: Transformadores (A2/A4).

Tensão Tensão Tensão Potência Fator de Perdas Perdas


Cód. primária secundária terciária nominal utilização no totais
ferro
kV kV kV MVA % % %
EX1-01-01 138 13,8 - 25 95 0,08 0,20

A concessionária dispõe de 509 transformadores A4/B próprios, que foram declarados


segundo 8 agrupamentos.

Tabela 6.8: Transformadores (A4/B).

Tensão Tensão S Fu Fu
Cód. Fases Localização Tipo R at. Qde
primária secundária nom mín máx
kV V kVA % % Ohm %
1 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 75 40 60 - 91
2 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 75 60 80 - 52
3 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 75 80 100 - 23
4 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 75 100 120 - 12
5 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 45 40 60 - 194
6 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 45 60 80 - 92
7 13,8 220 Trifásico Urbano Poste 45 80 100 - 34
8 13,8 220 Trifásico urbano Poste 45 100 120 - 11

75
A subestação da concessionária alimenta 4 circuitos de média tensão, com toda a extensão
trifásica, não constando transformadores bifásicos e monofásicos.

Tabela 6.9: Redes MT (A4).

V S Cabo Cabo Trafos Trafos


Cód. Fases Lt3f Lr3f Âng. Área dceq
nom máx t r part. 3f
KV MVA km km graus ,km2 km
EX1-01-01 13,8 Trifásico 5,8 8,0 47,0 336 1/0 10 100 90 90 7,5
EX1-01-02 13,8 Trifásico 5,8 8,0 47,0 336 1/0 10 100 90 90 7,5
EX1-01-03 13,8 Trifásico 5,8 8,0 47,0 336 1/0 10 100 90 90 7,5
EX1-01-04 13,8 Trifásico 5,8 8,0 47,0 336 1/0 10 100 90 90 7,5

Esta empresa dispõe de 301 circuitos secundários que, para apenas a finalidade didática
deste caso exemplo, foram declarados em 2 agrupamentos. Conforme descrito no capítulo
anterior, os circuitos alimentados em baixa tensão devem ser declarados rede a rede. O
primeiro agrupamento foi adequado à tipologia 2 e os seus circuitos são supridos por
transformadores de 45 kVA, somando 210 circuitos. O agrupamento 2 foi adequado à
tipologia 3 e os seus circuitos são supridos por transformadores de 75 kVA, somando 91
circuitos.

Tabela 6.10: Redes BT.

V
Cód. Fases Tipologia fu Cond.t Cond.r L
nom
V % km
1 220 Trifásico 2 103 4 - 0,300
2 220 Trifásico 3 110 2 - 0,500

As 32.053 unidades consumidoras de baixa tensão são todas alimentadas por ramais a três
fios e duas fases, que foram agrupados segundo os valores típicos do comprimento do
ramal.

Tabela 6.11: quantidade de unidades consumidoras e ramal de ligação - Grupo B

Qtdade Condutor Comprimento


Grupo B Tensão N° fios Resistência
UC típico típico ramal

V m ohm/km
Monofásico - - - - - -
220 3 18.403 4 10 1,50
Bifásico
220 3 13.650 4 15 1,50
Trifasico - - - - - -

76
6.1.b) Perdas fio – A2

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA2 = Ereq A2 + Einj A1/A2 – ∆EA1/A2 – EfornSRA A2 =


150.000 + 0 – 0 – 0 = 150.000 MWh/a

O fator de carga declarado pela concessionária é igual a fcA2 = 0,68.

As perdas de demanda calculadas pela empresa é ∆PA2 = 310 kW.

O fator de perdas é avaliado a partir das perdas em demanda e de energia:

∆E A 2 1.400
= = = 0,52
A2
f pe
8.760 × ∆P A2
8.760 × 0,310
As perdas em energia declaradas pela concessionária é de ∆EA2 = 1.400 MWh/a.

∆E A 2 1.400
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 2 = A2
= = 0,93%.
E inj 150.000

6.1.c) Perdas fio – A2/A4

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA2/A4 = EinjA2 – ∆EA2 – Eforn A2 – EfornI A2 =


= 150.000 – 1.400 – 30.000 – 0 = 118.600 MWh/a

O fator de carga no ponto de injeção da transformação A2/A4:


A2 / A4
A2 / A4 E inj 118.600
fc = = = 0,62
nt
8.760 × 21,8
8.760 × ∑ p máx
t A2 / A4

t =1

onde,
A2 / A4 A2 / A4 A2 / A4
p1máx = S1nom fu 1 cos ϕ A 2 / A 4 = 25 × 95% × 92% = 21,8 [MW]
onde,
fu1 A2/A4 = 95%;
S1nom A2/A4 = 25 MVA;
cosϕA2/A4 = 92%;
nt = 1.

77
As perdas em potência no ferro do segmento de transformação de tensão A2/A4, será:
nt
= ∑ ∆p fet
A2 / A4 A2 / A4
∆Pfe = 20,0 kW
t =1

onde,
∆p1feA2/A4 = 0,08% x 25.000 = 20,0 kW;
nt = 1.
O valor das perdas de demanda no cobre será, em função de seu carregamento máximo:

∆p1cu
A2 / A4
(
= fu 1
A2 / A4 2
) p1cu
A2 / A4
= 95% 2 × 30,0 = 27,1 kW
onde,
fu1 A2/A4 = 95%;
p1cuA2/A4 = p1totA2/A4 - p1feA2/A4 = 50,0 – 20,0 = 30,0 kW;
p1totA2/A4 = 0,20% x 25.000 = 50,0 kW.
A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A2 / A4 A2 / A42
= k A 2 / A 4f c
A2 / A4
f pe + (1 − k A 2 / A 4 )f c = 0,19 x 0,62 + (1-0,19)0,622 = 0,43
onde,
kA2/A4 = k0A2/A4(1-fcA2/A4) = 0,50 (1-0,62) = 0,19;
k0A2/A4 = 0,50;
fcA2/A4 = 0,62.

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

∆E A 2 / A 4 = ∆P × ∆Pfe ( A2 / A4
+ ∆Pcu
A2 / A4
× f pe
A2 / A4
)×  18..000
760 
 =
 
 8.760 
1,05 × (20,0 + 27,1× 0,43) ×   = 290,7 MWh / a
 1.000 
onde,
∆P = 105%.

∆E A 2 / A 4 290,7
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 2 / A 4 = A2 / A4
= = 0,25%.
E inj 118.600

78
6.1.d) Perdas fio – A4

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA4 = Ereq A4 + Einj A2/A4 – ∆EA2/A4 – EfornSRA A4 =


= 0 + 118.600 – 291 – 0 = 118.309 MWh/a

O fator de carga fcA4 é avaliado segundo a seguinte fórmula:


A4
A4 E inj 118.309
fc = = = 0,63
nc
8.760 × 4 × 5,34
8.760 × ∑ p cmáx
A4

c =1

onde,
p1maxA4 = p2maxA4 = p3maxA4 = p4maxA4 = 5,8 x 0,92 = 5,34 MW.

Para avaliação das constantes da lei geral do momento de perdas, a partir dos valores
declarados do ângulo e área dos setores circulares de cada alimentador, calcula-se o raio de
ação do mesmo.

área1 × 360 50 × 360


raio1 = = = 9,8km
π × ângulo1
π × 60

A relação de dceq/raio, para os 4 circuitos, são muito próximos a 0,70, o que equivale a um
valor do expoente de densidade σ ~ 0,0, ou seja, áreas com densidade uniforme com
relação à distância à subestação. Digamos então, que a lei estatística gerada pelo método
arborescente tenha indicado, para a resistência tronco e ramal destes circuitos e para σ =
0,0: a = 1,43 ; b = -0,79 ; c = -0,51 ; d = -0,14 ; e = 0,47.

A lei geral do momento de perdas, aplicada para os 4 circuitos é:

mp
A4
( ) (n )
= α nd
β
p
γ
= 1,71(4 )
− 0, 35
(110)0, 47 = 9,5 MW 2 km
kW
onde,
nd = 360/90° = 4;
θ = 90°;
np = 10 + 100 = 110;
α = a * (rt + rr) b = 1,43 * (0,19 + 0,61)-0,79 = 1,71;
β = c + (d * ln(rt / rr)) = -0,51 +(-0,14 * ln(0,19/0,61)) = -0,35;
γ = e = 0,47.
rt = 0,19 ohm/km;
rr = 0,61 ohm/km.

79
Portanto, as perdas de demanda, para cada circuito são:

∆p
A4
=
(p máx
A4 2
)l tot
A4

/ 1000 =
5,34 2 × 55,0
= 0,165 MW
mp
A4
9,5 × 1000
onde,
pmaxA4 = 5,8 x 0,92 = 5,34 MW;
ltotA4 = 8,0 + 47,0 = 55,0 km;
mp A4 = 9,5 MW2km/kW.

O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMA4) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJA4):

+ f peJ
A4 A4
f peM 0,43 + 0,43
= = = 0,43
A4
f pe
2 2
onde,
= f pe = 0,43
A4 A2 / A4
f peM

f peJ
A4
=
f pe
A4 / B
E inj
A4 / B
+ f pef
A4
(E forn
A4
+ E fornI
A4
) = 0,41× 92.000 + 0,51× 25.000 = 0,43
inj E
forn
A4 / B
fornI +E
A4
+E
A4
92.000 + 25.000
fpeA4/B = 0,41 (dado da Tabela 6.6);
ffpeA4 = 0,51 (dado da Tabela 6.5);
EinjA4/B = 92.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1.a);
EfornA4 = 25.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1).
Obs.: para este caso, considerou que não existe consumo irregular para unidades
consumidoras atendidas em A4, ou seja, EfornIA4 = 0.
O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A4 é calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

 A 4 nc A 4   8.760 
∆E A 4 = ∆P  f pe ∑ ∆p c    = 1,05(0,43 × 4 × 0,165)8,76 = 2.617 MWh / a
 c =1   1.000 
onde,
∆P = 105%;
fpeA4 = 0,43;
∆pc A4 = 0,165 MW;
nc = 4.
∆E A 4 2.617
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 4 = A4
= = 2,21%.
E inj 118.309

80
6.1.e) Perdas fio – A4/B

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA4/B = EinjA4 – ∆EA4 – Eforn A4 – EfornI A4 =


= 118.309 – 2.617 – 25.000 – 0 = 90.692 MWh/a

O fator de carga no ponto de injeção da transformação A4/B:


A4 / B
A4 / B E inj 90.692
fc = = = 0,61
nt
8.760 × 17,0
8.760 × ∑ p tmáx
A4 / B

t =1
onde,

p1máx
A4 / B
= nt1 S1nom
A4 / B
fu1
A4 / B
cos ϕA 4 / B = 91× 75 ×
(40% + 60%) × 95% = 3,242MW
2000

p 2máx
A4 / B
= nt 2 S2nom
A4 / B
fu 2
A4 / B
cosϕA4 / B = 52 × 75×
(60% + 80%) × 95% = 2,549MW
2000

p3máx
A4/ B
= nt 3 S3nom
A4 / B
fu3
A4 / B
cosϕA 4 / B = 23× 75×
(80% + 100%) × 95% = 1,475MW
2000

p 4máx
A4 / B
= nt 4 S2nom
A4 / B
fu4
A4 / B
cosϕA4 / B = 12× 75×
(100% +120%) × 95% = 0,941MW
2000

p 5máx
A4 / B
= nt 5 S5nom
A4 / B
fu 5
A4 / B
cos ϕ A 4 / B = 194 × 45 ×
(40% + 60% ) × 95% = 4,147 MW
2000

p 6máx
A4 / B
= nt 6 S6nom
A4 / B
fu 6
A4 / B
cosϕA4 / B = 92 × 45×
(60% + 80%) × 95% = 2,753MW
2000

p7máx
A4 / B
= nt 7 S7nom
A4 / B
fu7
A4 / B
cosϕA4 / B = 34× 45×
(80% +100%) × 95% = 1,308MW
2000

p8máx
A4 / B
= nt 8 S8nom
A4 / B
fu8
A4 / B
cosϕA4 / B = 11× 45 ×
(100% + 120%) × 95% = 0,517MW
2000

As perdas em potência no ferro do segmento de transformação de tensão A4/B, será:


nt
= ∑ ∆p fet
A4 / B A4 / B
∆Pfe = 131,6 kW
t =1

onde,
∆p1feA4/B = nt1 x pfe1A4/B = 91 x 0,33 = 30,0 kW;
∆p2feA4/B = nt2 x pfe2A4/B = 52 x 0,33 = 17,2 kW;
∆p3feA4/B = nt3 x pfe3A4/B = 23 x 0,33 = 7,6 kW;
∆p4feA4/B = nt4 x pfe4A4/B = 23 x 0,33 = 4,0 kW;
∆p5feA4/B = nt5 x pfe5A4/B = 194 x 0,22 = 42,7 kW;
∆p6feA4/B = nt6 x pfe6A4/B = 92 x 0,22 = 20,2 kW;
∆p7feA4/B = nt7 x pfe7A4/B = 34 x 0,22 = 7,5 kW;

81
∆p8feA4/B = nt8 x pfe8A4/B = 11 x 0,22 = 2,4 kW;

O valor das perdas de demanda no cobre será, em função de seu carregamento máximo:
nt
= ∑ ∆p cu
A4 / B A4 / B
∆Pcu t
= 246,0 kW
t =1

onde,

( )
2
A4 / B A4 / B 2 A4 / B  40% + 60% 
∆p1cu = nt 1 × fu 1 p1cu = 91 ×   × 1,14 = 25,9 kW
 2 

( )
2
2 A4 / B 2A4 / B
2
2 A4 / B  60% + 80% 
∆p cu = nt × fu 2
p cu = 52 ×   × 1,14 = 29,0 kW
 2 

( )
2
A4 / B A4 / B 2 A4 / B  80% + 100% 
∆p 3cu = nt 3 × fu 3 p 3cu = 23 ×   ×1,14 = 21,2 kW
 2 

( )
2
A4 / B A4 / B 2 A4 / B  100% + 120% 
∆p cu
4
= nt 4 × fu 4 4
p cu = 12 ×   × 1,14 = 16,6 kW
 2 

( )
2
5 A4 / B 5A4 / B
2
5 A4 / B  40% + 60% 
∆p cu = nt × fu
5
p cu = 194 ×   × 0,78 = 37,8 kW
 2 

( )
2
A4/ B A4 / B 2 A4/ B  60 % + 80 % 
∆ p 6cu = nt 6 × fu 6 p 6cu = 92 ×   × 0,78 = 35, 2 kW
 2 

× (fu )
2
7 A4 / B 7 A4 / B
2
7 A4 / B  80% + 100% 
∆p cu = nt 7
p cu = 34 ×   × 0,78 = 21,5 kW
 2 

( )
2
A4 / B A4 / B 2 A4 / B  100% + 120% 
∆p 8cu = nt 8 × fu 8 p 8cu = 11 ×   × 0,78 = 10,4 kW
 2 
pcuA4/B-75kVA = ptotA4/B-75kVA - pfeA4/B-75kVA = 1,47 – 0,33 = 1,14 kW;
pcuA4/B-45kVA = ptotA4/B-45kVA - pfeA4/B-45kVA = 1,00 – 0,22 = 0,78 kW.

A determinação do fator de perdas provém da seguinte relação:

A4 / B A4 / B A4 / B2
f pe = k A 4 / Bf c + (1 − k A 4 / B )f c = 0,16 x 0,61 + (1-0,16) 0,612 = 0,41
onde,
kA4/B = k0A4/B(1-fcA4/B) = 0,40 (1-0,61) = 0,16;
k0A4/B = 0,40 (dado Tabela 6.6);
fcA4/B = 0,61 (calculado).

A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

82
∆E A 4 / B = ∆P × ∆Pfe ( A4 / B
+ ∆Pcu
A4 / B
× f pe
A4 / B
)×  18..000
760 
 =
 
 8.760 
1,05 × (131,6 + 197,6 × 0,41) ×   = 1.953,7 MWh / a
 1.000 
onde,
∆P = 105%.

∆E A 4 / B 1.953,7
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 4 / B = A4 / B
= = 2,15%.
E inj 90.692

6.1.f) Perdas fio – B

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjB = Einj A4/B – ∆EA4/B – EfornSRA B =


= 90.692 – 1.954 – 2.000 = 86.738 MWh/a

O fator de carga fcB é avaliado segundo a seguinte fórmula:


B
B E inj 86.738
fc = = = 0,60
nc
8.760 × (9,3 + 7,1)
8.760 × ∑ p cmáx
B

c =1
onde,
p1maxB = nc1 x fu1B x cosϕA4/B Snom1/1000 = 210 x 103% x 0,95 x 45 /1000 = 9,3 MVA;
p2maxB = nc2 x fu2B x cosϕA4/B Snom2/1000 = 91 x 110% x 0,95 x 75 /1000 = 7,1 MVA.

Para cada circuito c da Tipologia 2, as perdas de demanda são calculadas a partir de 4


trechos elementares:

∆p c
B2
= nc B 2 ×
nf
10 3
[
× 2∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 2∆pe(r1 , l1 , i1 , I j1 ) = ]
= 210 ×
3
10 3
[ ( ) (
× 2r0 l 0 i 0 l 0 / 3 + 2r1l1 i1 l1 / 3 + i1I j1l1 + I j1
2 2 2 2 2
)] =
3
= 210 × 3 × [2 × 25,4 + 2 × 178,0] = 256,3kW
10
onde,
ncB2 = 210;
nf = 3;
r0 = r1 = 0,0011 ohm/m;
l0 = l1 = 300/4 m = 75 m;

83
10s nom fu 10 × 45 × 103
i 0 = i1 = = = 0,41 A / m
3v nom l circ 3 × 220 × 300
Ij0 = 0;
Ij1 = i0 x l0 = 0,41 x 75 = 30,4 A.

Para cada circuito c da Tipologia 3, as perdas de demanda são calculadas a partir de 8


trechos elementares:

∆p c
B3
= nc B3 ×
nf
10 3
[ ]
× 6∆pe(r0 , l 0 , i 0 , I j0 ) + 2∆pe(r3 , l 3 , i 3 , I j3 ) =

= 91×
3
10 3
[ ( ) (
× 6r0 l 0 i 0 l 0 / 3 + 2r3 l 3 i 3 l 3 / 3 + i 3 I j3 l 3 + I j3
2 2 2 2 2
)] =
3
= 91 × × [6 × 25,4 + 2 × 903,3] = 533,2 kW
10 3
onde,
ncB2 = 91;
nf = 3;
r0 = r3 = 0,0008 ohm/m;
l0 = l3 = 500/8 = 62,5 m;
10s nom fu 10 × 75 × 110
i 0 = i3 = = = 0,43A / m ;
3v nom l circ 3 × 220 × 500
Ij0 = 0;
Ij3 = 3 x i0 x l0 = 3 x 0,43 x 62,5 = 81,2 A.

O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMB) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJB):

f peM + f peJ
B B
0,41 + 0,32
f pe = = = 0,36
B

2 2
onde,
f peM = f pe = 0,41 (calculado)
B A4 / B

B
f peJ = f pef = 0,32 (dado da Tabela 6.5)
B

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

84
 b nc B  8.760 
∆E B = ∆DAC × ∆P ×  f pe ∑ ∆p c    = 3.044,4 MWh/a
 c =1   1.000 
onde,
∆DAC = 115%;
∆P = 105%;
fpeB = 0,36;
nc = 210 + 91 = 301 circuitos;
Σ∆pc B = 256,4 + 533,2 = 789,5 kW.

∆E B 3.044
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT B = B
= = 3,51%.
E inj 86.738

6.1.g) Perdas fio – ramais de ligação e medidores

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

Einjrm = Einj B – ∆EB = 86.738 – 3.044 = 83.694 MWh/a

Neste caso, o fator de carga fcrm é avaliado segundo o valor típico de fornecimento:

B B
f c = f cf = 0,30
As perdas totais de potência nos ramais de ligação:

∆Pr1 = R If2 (3 NUC3 + 3 NUC2 + 2 NUC2’ + 2 NUC1)/103 =


= 0,0150 x 2,942 (3 x 18.403)/103 = 7,14 kW
∆Pr2 = R If2 (3 NUC3 + 3 NUC2 + 2 NUC2’ + 2 NUC1)/103 =
= 0,0225 x 3,962 (3 x 13.640)/103 = 14,4 kW
onde,
R1 = 1,50 x 10/100 = 0,0150 ohms;
R2 = 1,50 x 15/100 = 0,0225 ohms;
If = corrente de fase (A):
60.000 × 10 6
if = = 2,94A
1

0,30 × 0,96 ( 2 × 18.403 × 220 ) × 8.760


60.000 × 10 6
if = = 3,96A
2

0,30 × 0,96 ( 2 × 13.650 × 220 ) × 8.760


EfornB = 60.000 MWh/a;
cosφ = 0,96;
NUC3 = 0;
NUC21 = 18.403 unidades consumidoras;
NUC22 = 13.650 unidades consumidoras;
NUC2’ = 0;

85
NUC1 = 0;
VF2f = 220 V.

Portanto,

∆Pr = ∆Pr1 + ∆Pr2 = 7,14 + 14,4 = 21,6 kW

Para os medidores serão computadas as perdas nas bobinas de tensão localizadas nas
unidades consumidoras do Subgrupo B. Será considerado 1,2 W de perdas por bobina de
tensão. Esta perda deve ser multiplicada pelo número de bobinas disponíveis no parque de
medição da concessionária. Portanto:

∂p BobV
∑ (nf × N )
3
1,2
∆P m = nf
UC = (2 × 18.403 + 2 × 13.650 ) = 76,9 kW
10 3 nf =1 10 3
onde,
∂p BobV
= 1,2 W;
1 2
nf = nf = 2;
1
N nfUC =18.403;
2
N nfUC =13.650.

O valor do fator de perdas deve ser aquele apurado para os pontos de fornecimento em
baixa tensão:

B
f pe = f pef = 0,32 (dado da Tabela 6.5)
r

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Grupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

(  8.760 
∆E rm = ∆P × ∆C × f pe ∆P r + ∆P m × 
r
 = )
 1.000 
 8.760 
= 105% × (143% × 0,32 × 21,6 + 76,9 ) ×   = 861,9 MWh/a
 1.000 
onde,
∆C = 143%;
∆P = 105%.
∆E rm 862
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT rm = rm
= = 1,03%.
E inj 83.694

86
6.1.h) Perdas fio – consumo irregular

Neste ponto do procedimento de cálculo, onde ainda não foi identificado o valor do
consumo irregular tem-se o seguinte balanço de energia, ilustrado na Figura 2.3:

= E forn + E fornI + ∆E rm
rm B B
E inj
portanto,
E fornI = E inj − E forn − ∆E rm = 83.694 − 60.000 − 862 = 22.832 MWh/a
B rm B

Etransfrm=83.694
Ereqrm=0

EfornSRArm=0

Einjrm=83.694
∆Erm=862
Segmento de
rede ramal+med

EfornIB EfornB=60.000
Etransf=0

Figura 2.3: Balanço de energia no segmento ramais de ligação e medidores (MWh/a).

87
Energia Requerida (GWh/a) Energia Injetada. (GWh/a) Energia Transformada (GWh/a) Energia Fornecida (GWh/a)

150.000 1.400
A2
150.000 30.000
0

118.600 291

118.309 2.617
A4
0 25.000
0 0
90.692 1.954

86.738 3.906
B
60.000
2.000 22.832

Figura 2.4: Balanço de energia do caso exemplo 1 (valores em MWh/a).

88
A tabela seguinte resume os resultados obtidos para o caso exemplo 1. Tendo como base o
total de energia requerida de 150.000 MWh/a, o percentual de perdas alcançado é de 6,8%.
As perdas fio totais desta empresa são de 22,0%, das quais 15,2% constituem perdas não
técnicas.

Tabela 6.12: Perdas técnicas fio (caso exemplo 1).

Energia Fator de Fator de Perdas


IPT
Subgrupo injetada carga perdas Demanda Energia
MWh/a kW MWh/a %
A2 150.000 0,68 0,52 310,0 1.400 0,93%
A2/A4 118.600 0,62 0,43 47,1 291 0,25%
A4 118.309 0,63 0,43 661,6 2.617 2,21%
A4/B 90.692 0,61 0,41 329,2 1.954 2,15%
B 86.738 0,60 0,36 789,5 3.044 3,51%
Rm+Med 83.694 0,30 0,32 98,5 862 1,03%
2.235,9 10.168

6.1.i) Perdas regulares

As perdas regulares nos medidores é igual às perdas fio, de modo que:

∆Ereg m = ∆Efio m = 708 MWh/a


Para o segmento ramais de ligação, as perdas regulares são estimadas segundo a seguinte
expressão:
2 2
 Ereg forn 
 = 154,3 ×  
60.000
∆Ereg r = ∆Efio r ×   = 81,0 MWh/a
 Efio forn   60.000 + 22.832 
A energia injetada regular para o segmento ramal de ligação e medidores é:

= Ereg forn + ∆Ereg rm = 60.000 + (708 + 81) = 60.789 MWh/a


rm rm
Ereg inj

Para a avaliação da perda de energia regular no segmento rede B:


2
 Ereg inj rm  2

∆Ereg = ∆Efio × 
B B  = 3.044 ×  60.789  = 1.606 MWh/a
 Efio rm   83.694 
 inj 
Ereg inj = Ereg inj + ∆Ereg B = 60.789 + 1.606 = 62.395 MWh/a
B rm
Para a avaliação da perda de energia regular no segmento de transformação A4/B:

2
 Ereg inj B 
∆Ereg = ∆Efio fe + ∆Efio cu ×  =
A4 / B A4 / B A4 / B
 Efio B 
 inj 

2
 62.395 
= 1.210 + 744 ×   = 1.595 MWh/a
 86.738 

Portanto, a energia regular injetada neste segmento:

= Ereg inj + ∆Ereg A 4 / B = 62.395 + 1.595 = 63.989 MWh/a


A4 / B B
Ereg inj

Para o segmento de rede em A4, as perdas regulares são avaliadas por meio da seguinte
expressão:

2
 Ereg inj
A4 / B
+ E forn
A4

∆Ereg A4
= ∆Efio A4
×  =
 Efio A 4 / B
+ E
A 4
+ E
A 4 
 inj forn fornI 
2
 63.989 + 25.000 
= 2.617 ×   = 2.013 MWh/a
 90.692 + 25.000 + 0 
Por conseqüência:

= Ereg inj + ∆Ereg A 4 + E forn + E fornSRA


A4 A4 / B A4 A4
Ereg inj =
= 63.989 + 2.013 + 25.000 + 0 = 91.002 MWh/a
No segmento de transformação A2/A4:
2
 Ereg inj A 4 
∆Ereg = ∆Efio fe + ∆Efio cu ×  =
A2 / A4 A2 / A4 A2 / A4
 Efio A 4 
 inj 
2
 91.002 
= 184 + 107 ×   = 247 MWh/a
 118.309 
= Ereg inj + ∆Ereg A 2 / A 4 = 91.002 + 247 = 91.250 MWh/a
A2 / A4 A4
Ereg inj

No segmento de redes atendidas em A2:


2
 Ereg inj A 2 / A 4 + E forn A 2 
∆Ereg A 2 = ∆Efio × 
A2  =
 Efio A 2 / A 4 + E A 2 
 inj forn 

90
2
 91.250 + 30.000 
= 1.400 ×   = 932 MWh/a
 118.600 + 30.000 
= Ereg inj + ∆Ereg A 2 + E forn + E fornSRA =
A2 A2 / A4 A2 A2
Ereg inj
= 91.250 + 932 + 30.000 + 0 = 122.182 MWh/a

Tendo como base o total de energia requerida de 150.000 MWh/a, o percentual de perdas
técnicas regulares é de 4,8%.

Tabela 6.13: Perdas técnicas regulares (caso exemplo 1).

Energia Perdas
IPT
Subgrupo injetada Energia
MWh/a MWh/a %
A2 122.182 932 0,76%
A2/A4 91.250 247 0,27%
A4 91.002 2.013 2,21%
A4/B 63.989 1.595 2,49%
B 62.395 1.606 2,57%
Rm+Med 60.789 789 1,30%
7.182

6.2 Caso 2

6.2.a) Dados de Entrada

O segundo caso exemplo é fundamentalmente o mesmo do caso anterior, com apenas a


seguinte alteração:
Tabela 6.14: Estimativa de consumo irregular.

Energia Irregular

%
A4 10
B 90

91
6.2.b) Perdas fio – A2 e A2/A4

O cálculo das perdas fio dos segmentos A2 e A2/A4 fica inalterado, de modo que os
valores de perdas obtidos ficam inalterados.

6.2.c) Perdas fio – A4

Para o segmento A4, o montante de energia injetada fica inalterado, pois a existência de
consumo irregular neste nível de tensão altera o fluxo de energia a jusante e não a
montante.

Da mesma maneira, o valor do fator de carga fica inalterado com relação ao caso 1, pois o
mesmo é apurado no ponto de injeção a montante. O mesmo raciocínio vale para o
momento de perdas e as perdas de demanda.

A alteração dos valores apurados do caso 1 apresenta a primeira variação no cálculo do


fator de perdas, onde a ponderação do fator de perdas a jusante deve considerar o montante
de energia fornecida irregular, diferente de zero, neste caso:
A4 A4 A4
A4 f peM + f peJ 0,43 + f peJ
f pe = =
2 2
onde,
= f pe = 0,43 (idem caso 1)
A4 A2 / A4
f peM

f peJ
A4
=
f pe
A4 / B
E inj
A4 / B
+ f pef
A4
(E forn
A4
+ E fornI
A4
)=
A4 / B A4 A4
E inj + E forn + E fornI

=
0,41× 92.000 + 0,51× 25.000 + E fornI ( A4
)
92.000 + 25.000 + E fornI
A4

fpeA4/B = 0,41 (dado da Tabela 6.6);


ffpeA4 = 0,51 (dado da Tabela 6.5);
EinjA4/B = 92.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1.a);
EfornA4 = 25.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1).
O montante de energia irregular, devido à característica não linear das perdas, não pode ser
avaliada diretamente. Sendo assim, propõe-se um método iterativo. Como o valor total do
consumo irregular do caso 1 foi de 22.832 MWh/a na baixa tensão, uma primeira tentativa
(1a iteração) de avaliar o consumo irregular na média tensão, seria a porcentagem declarada
pela concessionária (10%) sobre este montante total, ou seja, 2.283,2 MWh/a:

92
1a iteração

+ f peJ
A4 A4
f peM 0,43 + 0,43
= = = 0,43
A4
f pe
2 2
onde,
= f pe = 0,43
A4 A2 / A4
f peM

f peJ
A4
=
f pe
A4 / B
E inj
A4 / B
+ f pef
A4
(E forn
A4
+ E fornI
A4
)=
A4 / B A4 A4
E inj + E forn + E fornI
0,41 × 92.000 + 0,51 × (25.000 + 2.283)
= = 0,43
92.000 + 25.000 + 2.506
fpeA4/B = 0,41 (dado da Tabela 6.6);
ffpeA4 = 0,51 (dado da Tabela 6.5);
EinjA4/B = 92.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1.a);
EfornA4 = 25.000 MWh/a (dado da Tabela 6.1).
EfornIA4 = 2.506 MWh/a (estimativa da 1a iteração).

Como se pode depreender dos valores resultantes, não houve uma alteração significativa. O
fator de perdas a jusante fpeJA4 sofreu uma redução de 0,3% e o fator de perdas aplicável às
redes A4 fpeA4sofreu uma redução de 0,2%, ambos imperceptíveis até a segunda casa
decimal.

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo A4 é calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

 A 4 nc A4   8.760 
∆E A 4 = ∆P  f pe ∑ ∆p c    = 1,05(0,43 × 4 × 0,165)8,76 = 2.622 MWh / a
 c =1   1.000 
onde,
∆P = 105%;
fpeA4 = 0,43;
∆pc A4 = 0,165 MW;
nc = 4.
∆E A 4 2.622
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 4 = A4
= = 2,22%.
E inj 118.309

93
6.2.d) Perdas fio – A4/B

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjA4/B = EinjA4 – ∆EA4 – Eforn A4 – EfornI A4 =


= 118.309 – 2.622 – 25.000 – 2.283 = 88.404 MWh/a

Neste segmento, observa-se uma diminuição significativa da energia injetada, uma vez que
o fluxo de energia proveniente do consumo irregular do caso 1 estava todo alocado na
baixa tensão, ou seja, circulava totalmente pelos transformadores A4/B. Neste segundo
caso, parte daquele fluxo foi alocada na média tensão, de modo que esta parcela não
circula mais nos transformadores de distribuição.

O fator de carga no ponto de injeção da transformação A4/B:


A4 / B
A4 / B E inj 88.404
fc = = = 0,59
nt
8760 × 17,0
8.760 × ∑ p máx
t A4 / B

t =1

onde,
A4 / B
p tmáx permanecem inalterados com relação ao caso 1.

As perdas em potência no ferro do segmento de transformação de tensão A4/B são as


mesmas do caso 1, ou seja:
nt
= ∑ ∆p fet
A4 / B A4 / B
∆Pfe = 131,6 kW
t =1

O valor das perdas de demanda no cobre será, em função de seu carregamento máximo,
também se mantêm com relação ao caso 1:
nt
= ∑ ∆p fet
A4 / B A4 / B
∆Pcu = 196,7 kW
t =1

O novo valor do fator de perdas é conseqüência do novo valor do fator de carga:

A4 / B A4 / B A4 / B2
f pe = k A 4 / Bf c + (1 − k A 4 / B )f c = 0,16 x 0,59 + (1-0,16) 0,592 = 0,39
onde,
kA4/B = k0A4/B(1-fcA4/B) = 0,40 (1-0,60) = 0,16;
k0A4/B = 0,40 (dado Tabela 6.6);
fcA4/B = 0,59 (calculado).

94
A determinação das perdas de energia é realizada a partir da soma das perdas de demanda,
acrescida de um porcentual de outras perdas:

∆E A 4 / B = ∆P × ∆Pfe ( A4 / B
+ ∆Pcu
A4 / B
× f pe
A4 / B
)×  18..000
760 
 =
 
 8.760 
= 1,05 × (131,6 + 196,7 × 0,39) ×   = 1.923,6 MWh / a
 1.000 
onde,
∆P = 105%.
∆E A 4 / B 1.923,6
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT A 4 / B = A4 / B
= = 2,18%.
E inj 88.404

6.2.e) Perdas fio – B

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

EinjB = Einj A4/B – ∆EA4/B – EfornSRA B =


= 88.404 – 1.924 – 2.000 = 84.481 MWh/a

O fator de carga fcB é avaliado segundo a seguinte fórmula:


B
B E inj 84.481
fc = = = 0,59
nc
8.760 × (5,5 + 4,7 )
8.760 × ∑ p cmáx
B

c =1
onde,
pcmaxB permanecem inalterados com relação ao caso 1.

Uma vez que os valores de demanda máxima são dados de entrada e permaneceram
inalterados do caso 1 para o caso 2, as perdas de demanda permanecem as mesmas que o
caso anterior:

B2
Tipologia 2: ∆p c = 256,3 kW
B3
Tipologia 3: ∆p c = 533,2 kW

95
O fator de perdas, para este segmento, deve ser obtido pela média aritmética do fator de
perdas dos pontos de conexão a montante (fpeMB) e do fator de perdas dos pontos de
conexão a jusante (fpeJB):

f peM + f peJ
B B
B 0,39 + 0,32
f pe = = = 0,36
2 2
onde,
f peM = f pe = 0,39 (calculado)
B A4 / B

B B
f peJ = f pef = 0,32 (dado da Tabela 6.5)

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Subgrupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

 b nc B   8.760 
∆E B = ∆DAC × ∆P ×  f pe ∑ ∆p c    = 2.845,9 MWh/a
 c =1   1.000 
onde,
∆DAC = 115%;
∆P = 105%;
fpeB = 0,27;
nc = 210 + 91 = 301 circuitos;
Σ∆pc B = 256,3 + 533,2 = 789,5 kW.

∆E B 2.846
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT B = B
= = 3,37%.
E inj 84.481

6.2.f) Perdas fio – ramais de ligação e medidores

Para este segmento de rede, por balanço de energia:

Einjrm = Einj B – ∆EB = 84.481 – 2.846 = 81.635 MWh/a

O método considera que as perdas nos ramais de ligação são aqueles provenientes das
unidades consumidoras regulares, de modo que o valor das perdas calculado no caso 1
permanece inalterado neste caso.

Adicionalmente, como o fator da carga e o fator de perdas adotado são aqueles declarados
pela concessionária no ponto de fornecimento, estes também se mantêm inalterados.

96
Finalmente, como as perdas nos medidores são provenientes das perdas nas bobinas de
tensão localizadas nas unidades consumidoras do Grupo B, estas perdas permanecem as
mesmas do caso anterior.

O valor das perdas de energia nas redes que fornecem energia às unidades consumidoras
do Grupo B será calculado a partir do fator de perdas e das perdas de demanda:

∆E rm = 861,9 MWh/a

∆E rm 862
Portanto, o índice de perdas deste segmento IPT rm = rm
= = 1,06%.
E inj 81.635

6.2.g) Perdas fio – consumo irregular

Por fim, a partir do balanço de energia deste segmento:

E fornI = E inj − E forn − ∆E rm = 81.635 − 60.000 − 862 = 20.773 MWh/a


B rm B

Como o valor arbitrado da energia fornecida irregularmente na média tensão EfornIA4 na 1a


iteração foi de 2.283 MWh/a, tem-se que, com relação ao total de energia fornecida
irregularmente, a porcentagem do consumo irregular não atingiu 10% (declarado pela
concessionária), mas atingiu um valor próximo (9,09%):

a
Tabela 6.15: Estimativa de consumo irregular (1 iteração).

Consumo Irregular

MWh/a %
A4 2.283,2 9,09
B 22.832,2 90,91
Total 25.115,4 100,00

6.2.h) Perdas fio – processo iterativo

Para a segunda iteração, propõe-se o estabelecimento de um novo valor para o consumo


irregular na média tensão, como sendo 10% das perdas não técnicas obtidas na 1a iteração:

EfornIA4 = 10% x 25.115 = 2.511,5 MWh/a

97
A partir deste novo valor, são repetidos os procedimentos descritos nos subitens 6.2.c) a
6.2.g), obtendo-se os seguintes resultados:

Tabela 6.16: Estimativa de consumo irregular (2a iteração).

Consumo Irregular

MWh/a %
A4 2.511,5 10,89
B 20.553,7 89,11
Total 23.065,2 100,00

A 3a iteração do procedimento culminou nos valores constantes na Tabela seguinte, que


apresentaram um desvio considerado satisfatório.

Tabela 6.17: Estimativa de consumo irregular (3a iteração).

Consumo Irregular

MWh/a %
A4 2.306,5 10,00
B 20.750,6 90,00
Total 23.065,2 100,00

A tabela seguinte resume os resultados obtidos para o caso exemplo 2. Tendo como base o
total de energia requerida de 150.000 MWh/a, o percentual de perdas alcançado é de 6,6%.
As perdas fio totais desta empresa são de 22,0%, das quais 13,8% constituem perdas não
técnicas.
Tabela 6.18: Perdas técnicas fio (caso exemplo 2).

Energia Fator de Fator de Perdas


IPT
Subgrupo injetada carga perdas Demanda Energia
MWh/a kW MWh/a %
A2 150.000 0,68 0,52 310,0 1.400 0,93%
A2/A4 118.600 0,62 0,43 47,1 291 0,25%
A4 118.309 0,63 0,43 661,6 2.622 2,22%
A4/B 88.381 0,59 0,39 329,2 1.923 2,18%
B 84.458 0,59 0,36 789,5 2.845 3,37%
Rm+Med 81.613 0,30 0,32 98,5 862 1,06%
2.235,9 9.943

98
A partir do mesmo procedimento para a avaliação das perdas técnicas regulares descrito no
item 6.1.1), foram apuradas as perdas regulares para este caso. Tendo como base o total de
energia requerida de 150.000 MWh/a, o percentual de perdas técnicas regulares é de 4,8%.

Tabela 6.19: Perdas técnicas regulares (caso exemplo 2).

Energia Perdas
IPT
Subgrupo injetada Energia
MWh/a MWh/a %
A2 122.207 932 0,76%
A2/A4 91.275 247 0,27%
A4 91.028 2.057 2,26%
A4/B 63.971 1.599 2,50%
B 62.372 1.579 2,53%
Rm+Med 60.793 793 1,30%
7.207

99
Perdas Técnicas nas Instalações de Distribuição
Descrição Detalhada da Metodologia
ANEXO I
Distância da Carga Equivalente

A.I.1 OBJETIVO
Apresentar o detalhamento da apuração da distância da carga equivalente.

A.I.2 DEFINIÇÃO
A distância da carga equivalente das redes em tensão A3a e A4, constitui a média
ponderada da distância dos transformadores com relação à subestação. Sendo assim:
Nt

∑ (d
i =1
i × Snom i )
dc eq = Nt
(A.1)
∑ Snom
i =1
i

onde,
dceq = distância da carga equivalente;
Nt = número total de transformadores da rede;
di = distância entre o transformador i e a subestação;
Snomi = potência nominal do transformador i.

A.I.3 CASO EXEMPLO


Para exemplificar o conceito de distância da carga equivalente, considera-se a seguinte
rede hipotética, com apenas três transformadores:

100
4
225 kVA
3

0
0 1 2 3 4 5

-1

30 kVA
-2

-3

-4

150 kVA

Figura A.1: caso hipotético ilustrativo para o cálculo do baricentro polar da carga.

Segundo a definição A.1:

dc eq =
(4,1× 225 + 4,1×150 + 5,0 × 30) = 1.696,2 = 4,2 (A.2)
(225 + 150 + 30) 405
onde,

d 1 = 12 + 4 2 = 4,1

d 2 = 12 + (− 4 ) = 4,1
2

d 3 = 5 2 + 0 2 = 5,0

Observa-se que, a distância dceq NÃO pode ser calculada a partir das coordenadas
geométricas em separado:
Nt

∑ (x
i =1
i × Snom i )
1 × 225 + 1 × 150 + 5 × 30 525
xl b = = = = 1,3
Nt
225 + 150 + 3 405
∑ Snom
i =1
i

Nt

∑ (y
i =1
i × Snom i )
4 × 225 + ( −4) × 150 + 0 × 30 300
yl b = = = = 0,7
Nt
225 + 150 + 3 405
∑ Snom
i =1
i

2 2
dc eq = xl b + yl b = 1,32 + 0,7 2 = 1,5 (A.3)

101
ANEXO II
Densidade da Carga

A.II.1 OBJETIVO
Definir o parâmetro de densidade da carga e apresentar o método de apuração.

A.II.2 DEFINIÇÃO

O modelo de árvore arborescente pressupõe a distribuição de carga a partir da subestação


de distribuição por meio de um coeficiente σ de densidade de carga, definido como:

d = d0r σ (A.4)
A Figura A.2 ilustra os perfis de densidade de carga ao longo do raio do setor circular, para
diferentes valores do coeficiente de densidade de carga.
30%

Densidade de Carga
25%
Sigma=-1,0
Sigma=-0,5
20%
Sigma=0,0
Sigma=1,0
15% Sigma=2,0
Sigma=4,0
Sigma=8,0
10%

5%

0%

5% 20% 35% 50% 65% 80% 95%


Raio

Figura A.2: Densidade de carga do modelo arborescente.

A Figura A.3 ilustra três casos de densidade de carga (-1.0, 0.0 e 4.0), para um ângulo de
ação de 60o e 500 pontos.

102
a) σ = -1,0 b) σ = 0,0 c) σ = 4,0

Figura A.3: Casos ilustrativos de distribuição das cargas (500 pontos e ângulo de ação = 60o).

A.II.3 APURAÇÃO

Para a apuração do expoente σ a partir dos dados disponíveis na concessionária, pode-se


utilizar o parâmetro distância da carga equivalente com relação à saída do circuito da
subestação (dceq).

A distância equivalente da carga, a partir da Equação A.5 se dá pela seguinte equação,


conforme ilustrado na Figura A.4:
lb

∫ (d(r) × θr )dr
r =0
dc eq = R
= 0,5 (A.5)

∫ (d(r) × θr )dr
r =0

14%

12%

10%

8%

6%

4%

2%
50%
50%
0%
0% 20% 40% 60% 80% 100%

Figura A.4: Distância equivalente da carga do setor circular para σ = -0,5.

103
O desenvolvimento da Equação 2 resulta em:
1
dc eq = R × 0,5 σ+ 2

Da qual leva à seguinte equação inversa, ilustrada na Figura 4:

log 0,5
σ= −2 (A.6)
dc
log eq
R
10

0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
-2

Figura A.5: Variação do expoente σ em função da distância da carga equivalente (dceq/R).

Na prática, são aplicadas cinco formulações de perdas, em função do expoente σ = -1.0, -


0.5, 0.0, 1.0 e 4.0. Sendo assim, estipula-se cinco intervalos da relação dceq/R, ilustrados na
Figura A.6:

Tabela A.1: Avaliação do expoente σ em função de dceq/R.

Intervalo de dceq/R Expoente σ


0,00 a 0,55 -1,0
0,55 a 0,67 -0,5
0,67 a 0,80 0,0
0,80 a 0,87 2,0
0,87 a 1,00 4,0

104
1.0 12

0.5 10

0.0 8

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8


6
-0.5

4
-1.0

2
-1.5

0
-2.0 0.8 0.85 0.9 0.95 1

Figura A.6: Avaliação do expoente σ em função de dceq/R.

Na prática, as informações não estão conformadas segundo o modelo do setor circular, de


modo que o valor do raio R pode não estar disponível. Sendo assim, pode-se estimar o
valor do raio R em função dos seguintes parâmetros:

- comprimento total (ltot)

- comprimento do tronco (lt)

- comprimento do ramal (lr)

- distância da carga equivalente (dceq)

Esta estimação está baseada na seguinte função quadrática:

ltot

lt

dceq/lto
0,0 1,0
Âng.
180 0
Figura A.7: Estimação do raio R.

105
Esta função considera que, para um setor circular, o raio R = ltot quando dceq/ltot = 1,0 (caso
extremo onde o alimentador atende uma carga apenas, por exemplo). Neste caso, o ângulo
de ação é 0o e a distância da carga equivalente coincide com o comprimento total. No outro
extremo, o raio R = lt quando dceq/ltot = 0,0 (caso extremo onde o alimentador atende uma
carga apenas, na saída do circuito, por exemplo). Neste caso, o ângulo de ação adotado é
de 180o e a distância da carga equivalente é igual a zero.

A função matemática corresponde a:


2
 dc eq 
R = l r   + l t (A.7)
 l tot 
onde,
R = raio do setor circular;
ltot = comprimento total do circuito;
lt = comprimento do tronco;
lr = comprimento do ramal;
dceq = distância da carga equivalente.

106
ANEXO III
Lei Geral de Perdas

A.III.1 OBJETIVO
Descrever o procedimento para a obtenção da Lei Geral de Perdas (aplicável às redes em
nível de tensão A3a e A4), para as empresas que não tiverem suas leis específicas geradas
pelo Sispai.

A.III.2 PARÂMETROS DE ENTRADA

Com o intuito de representar melhor o modelo frente às características mais usuais dos
circuitos primários encontradas na prática, propõe-se uma simulação dos parâmetros de
perdas segundo a seguinte combinação de resistências:

(CASO I): Combinação de cabos utilizados respectivamente no tronco e nos ramais:


336.4-CA & 4/0-CA; 336.4-CA & 1/0-CA; 4/0-CA & 1/0-CA
(CASO II): Combinação de cabos utilizados respectivamente no tronco e nos ramais:
1/0-CA & 4-CA; 1/0-CA & A02; A02 & 4-CA
(CASO III): Combinação de cabos utilizados respectivamente no tronco e nos ramais:
336.4-CA & 2-CA; 336.4-CA & 4-CA;
4/0-CA & 2-CA; 4/0-CA & 4-CA;

Adicionalmente, foram consideradas 5 patamares do coeficiente da função de distribuição


de densidades, que são bastante representativas, já que a aferição deste coeficiente precede
uma difícil e nem sempre precisa avaliação. Os valores considerados foram –1, -1/2, 0, 2 e
4.

A seguir, são apresentadas as telas de entrada para o processamento e geração das leis de
perdas, a partir do conjunto de opções revisados dos atributos de entrada do SISPAI.

107
Figura A.8: Dados de Entrada Utilizados para Simulação do Programa SISPAI (CASO I):

Figura A.9: Dados de Entrada p/ Simulação do Módulo M2 do SISPAI (CASO I)

108
Figura A.10: Dados de Entrada Utilizados para Simulação do Programa SISPAI (CASO II):

Figura A.11: Dados de Entrada p/ Simulação do Módulo M2 do SISPAI (CASO II)

109
A.III.3 RESULTADOS

Os resultados obtidos das simulações, expressos pelos coeficientes da Função Momento de


Perdas, foram:

Tabela A.2: CASO I – condição dada por Rt ≤ 0,6910 e Rr ≤ 0,6910.

Lei Geral Expoente da função de distribuição de densidades


Coeficiente -1,0 -0,5 0,0 2,0 4,0
a 1.9727 1.5650 1.4323 1.1255 0.9811
b -0.9031 -0.8611 -0.7889 -0.7692 -0.8362
c -0.5377 -0.5255 -0.5127 -0.4877 -0.4626
d -0.1464 -0.1425 -0.1362 -0.1231 -0.0993
e 0.4877 0.4815 0.4687 0.4457 0.4315

Tabela A.3: CASO II – condição dada por Rt ≥ 0,6910 e Rr > 0,6910.

Lei Geral Expoente da função de distribuição de densidades


Coeficiente -1,0 -0,5 0,0 2,0 4,0
a 1.7445 1.4565 1.1739 0.8673 0.8512
b -0.9310 -0.9796 -0.9020 -0.8297 -0.9085
c -0.5278 -0.5208 -0.5108 -0.4751 -0.4688
d -0.1366 -0.1351 -0.1348 -0.1061 -0.1011
e 0.4873 0.4768 0.4723 0.4481 0.4281

Tabela A.4: CASO III – condição dada por Rt < 0,6910 e Rr > 0,6910.

Lei Geral Expoente da função de distribuição de densidades


Coeficiente -1,0 -0,5 0,0 2,0 4,0
a 2.0766 1.6995 1.5101 1.2353 1.1345
b -0.8332 -0.7886 -0.7597 -0.7490 -0.6975
c -0.5896 -0.5661 -0.5613 -0.5342 -0.5118
d -0.1961 -0.1786 -0.1735 -0.1558 -0.1412
e 0.4890 0.4787 0.4711 0.4468 0.4286

110
A.III.4 VALIDAÇÃO

Para comparar os resultados práticos advindos desta reformulação, são comparados os


resultados do cálculo das perdas segundo as expressões iniciais com as novas expressões
obtidas, para os seguintes circuitos reais que representam valores típicos:

Tabela A.5: Redes reais utilizadas para validação da Lei Geral.

Comprim. Demanda N. Pontos Ângulo Cabo Cabo


Alim. (km) (MVA) (Np) (graus) Tronco Ramal σ
AGG-05 145.0 0.82 273 145 A02 S04 3.0
BJJ-03 60.0 1.67 157 30 A02 A04 -0.5
BJJ-04 199.0 1.90 444 30 A02 S04 3.0
CII-01 8.0 3.29 58 20 A33 A10 1.0
CII-02 9.0 3.24 66 20 A33 A10 1.0
CII-11 5.0 2.38 48 20 A40 A02 1.0
CII-17 12.0 4.13 94 50 A40 A02 1.0
INN-02 204.0 4.68 781 35 S40 A02 3.0
MQQ-04 14.0 4.10 133 40 A33 A10 1.0

Os resultados obtidos foram os seguintes:

Tabela A.6: Comparação dos resultados das redes reais aplicadas à Lei Geral do Caso I (Rt ≤
0,6910 e Rr ≤ 0,6910).

σ = -1,0 σ = -0,5 σ = 0,0


Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
CII-01 14.24 14.49 18.18 18.14 20.95 21.19
CII-02 14.59 14.87 18.64 18.64 21.51 21.80
MQQ-04 19.59 19.85 25.28 25.33 29.55 29.81

σ = 2,0 σ = 4,0
Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
CII-01 28.57 28.77 34.40 33.60
CII-02 29.43 29.68 35.50 34.78
MQQ-04 41.36 41.96 50.31 49.99

111
Tabela A.7: Comparação dos resultados das redes reais aplicadas à Lei Geral do Caso II (Rt ≥
0,6910 e Rr > 0,6910).

σ = -1,0 σ = -0,5 σ = 0,0


Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
AGG-05 20.15 20.20 26.48 26.17 30.76 31.38
BJJ-03 59.27 59.14 77.04 75.32 88.90 89.68
BJJ-04 154.74 155.15 203.60 202.40 235.61 242.83

σ = 2,0 σ = 4,0
Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
AGG-05 42.83 45.54 52.19 52.54
BJJ-03 120.44 127.49 144.47 143.84
BJJ-04 327.66 354.00 402.22 409.69

Tabela A.8: Comparação dos resultados das redes reais aplicadas à Lei Geral do Caso II (Rt <
0,6910 e Rr > 0,6910).

σ = -1,0 σ = -0,5 σ = 0,0


Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
CII-11 7.08 6.30 8.83 8.16 10.20 9.66
CII-17 25.92 21.73 32.65 29.22 37.87 35.11
INN-02 263.54 230.06 335.64 319.04 394.37 389.38

σ = 2,0 σ = 4,0
Alim. Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW) Perda (kW)
Lei Nova Lei Inicial Lei Nova Lei Inicial
CII-11 13.80 13.02 15.24 15.36
CII-17 52.89 49.16 58.86 59.00
INN-02 578.04 569.24 656.90 715.48

Conforme se pode observar, a variação do novo valor calculado varia entre –7,4% até
19,3%, com valor médio de 1,4%. Evidentemente, alguma alteração deve ocorrer nos
valores levantados pelas empresas, entretanto, não foram efetuadas as simulações com os
dados já encaminhados.

112
ANEXO IV
Resistência Equivalente

A.IV.1 OBJETIVO
Demonstrar o método de cálculo da resistência equivalente do cabo tronco, nos casos onde
existirem dois tipos de cabo (aplicável às redes em nível de tensão A3a e A4).

A.IV.2 DEFINIÇÃO

Dado que, em alguns casos, a concessionária utiliza dois tipos de cabo no tronco do
alimentador e que, no modelo arborescente existe a previsão de apenas um cabo, faz-se
necessário calcular a resistência equivalente do tronco, ou seja, a resistência que produzirá
a mesma perda elétrica que os dois cabos do tronco.

d(l)

r1 r2
l
R
lt1

Figura A.12: Cálculo da resistência equivalente do tronco.

Dada a função densidade de carga (Expressão A.4), ilustrada na Figura A.12, a corrente no
tronco, em função da posição l dá-se por:

l σ+ 2
( )
i(l ) = ∫ (d (l ) × θl )dl = θd 0 ∫ l σ × l dl = k ∫ l ( σ +1) dl = k
σ+2
(A.8)

As perdas, sobre a resistência r1, referente ao trecho da saída do circuito até a posição l =
lt1, mais as perdas sobre a resistência r2, referente ao trecho da posição l = lt1 até l = R:

113
σ+ 2
(r(l) × i(l) )dl = ∫  r(l) × k σl + 2 dl
R
R
∆p = ∫ 2
l =0
l =0  
que resulta em,

∆p =
k
a (σ + 2 )
2
[r l
1 t1
a
(
+ r2 R a − l t1
1
)] (A.9)

onde,
a = 2 σ +5;
lt1 = comprimento do tronco 1;
R = raio do setor circular.

A.IV.3 RESISTÊNCIA EQUIVALENTE


As perdas do tronco equivalente, ou seja, aquele cuja resistência hipotética, de
comprimento igual à soma de lt1 + lt2, produz a mesma perda elétrica, se dá por:

R req Ra
∆p eq = req ∫ i(l) 2 dl = (A.10)
l=0
(σ + 2)2 a
Igualando as expressões A.9 e A.10, tem-se que:

req =
a
r1l t1 + r2 R a − l t1( a
) (A.11)
Ra
A Figura seguinte ilustra a contribuição da resistência r1 na resistência equivalente (r1 = 1,0
e r2 = 0,0), em função do seu comprimento relativo (lt1/R).
1.0
0.9 Sigma = -1,0
Sigma = -0,5
0.8
Sigma = 0,0
0.7 Sigma = 2,0
Sigma = 4,0
0.6
Req

0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
lt1/R

Figura A.13: Contribuição da resistência r1 no valor da resistência equivalente.

114
ANEXO V
Fator k

A.V.1 OBJETIVO
Apresentar e fundamentar o estabelecimento do valor do fator k, que correlaciona o fator
de carga com relação ao fator de perdas.

A.V.2 DEFINIÇÃO
O fator k é uma constante que correlaciona o fator de carga ao fator de perdas a partir da
seguinte expressão empírica:
fpe = k fc + (1 – k) fc2 (A.12)
onde,
fpe = fator de perdas,
fc = fator de carga;
0 ≤ k ≤ 1 = fator k.

Os valores mais comuns do fator k encontrados na bibliografia variam de 0,15 a 0,30.

A.V.3 FORMULAÇÃO ESPECÍFICA


A partir das curvas de medições de carga de algumas concessionárias, observou-se alguma
correlação estatística entre o fator k e o fator de carga que, invariavelmente, sofrem alguns
desvios em função do nível de tensão. Portanto, a concessionária deverá, para o
estabelecimento do fator k:

- utilizar as medições que originaram as curvas típicas da concessionária;

- apurar por nível de tensão;

- calcular o valor da constante a, definido como segue:

115
k = k0 (1 – fc ) (A.13)
onde,
k = fator k;
k0 = fator k para fc=0;
fc = fator de carga.

k0

fc
1,0
Figura A.14: Expressão do fator k em função do fator de carga.

O valor da constante k0 deve ser tal que:

∑ (fpe )
nmeds
m m
curva − fpe fórmula % merc m = 0 (A.14)
m =1

onde,

∑ (s )
24
m 2
i
m i =1
fpe curva = = fator de perdas da curva m;
24 máx s m ( ) i
2

m m m2
fpe fórmula = k fc curva + (1 − k )fc curva = fator de perdas calculado;

∑ (s )
24
m
i
m i =1
fc curva =
24 máx s m ( ) i
= fator da carga da curva m;

(sm)i = potência aparente do intervalo de medição i da curva de carga m, i =1 a 24;


k = k0 (1 – fc);
%mercm = porcentagem do mercado representado pela curva m;
m = curva de carga medida;
nmeds = número total de curvas de carga medidas.

Para ilustrar o procedimento de apuração, digamos que uma dada empresa levantou 40
curvas de carga para unidades consumidoras atendidas em A4. Para cada curva, com 24
intervalos de 1 hora (período de integralização de 60 minutos), deve-se calcular o fator de
carga e o fator de perdas, conforme expressões apontadas em A.14. Da expressão A.12

116
fc 2 − fpe
demonstra-se que k = . Os valores do fator de carga, fator de perdas e do fator k
fc − fc 2
estão apresentadas na tabela seguinte e ilustradas graficamente a seguir.

Tabela A.9: Fator de carga, fator de perdas e fator k de 40 curvas de carga de unidades
consumidoras atendidas em A4 (caso exemplo).

Curva fc fpe k
1 0.23 0.14 0.46
2 0.29 0.22 0.69
3 0.31 0.20 0.50
4 0.32 0.20 0.45
5 0.32 0.24 0.59
6 0.33 0.20 0.41
7 0.37 0.24 0.45
8 0.38 0.23 0.35
9 0.38 0.21 0.27
10 0.40 0.25 0.38
11 0.40 0.27 0.47
12 0.41 0.25 0.34
13 0.42 0.32 0.60
14 0.45 0.31 0.46
15 0.45 0.32 0.50
16 0.45 0.29 0.36
17 0.45 0.25 0.19
18 0.47 0.35 0.50
19 0.48 0.35 0.50
20 0.49 0.38 0.57
21 0.51 0.36 0.39
22 0.52 0.32 0.18
23 0.54 0.38 0.33
24 0.55 0.42 0.46
25 0.55 0.37 0.28
26 0.55 0.39 0.31
27 0.56 0.36 0.22
28 0.56 0.40 0.37
29 0.56 0.38 0.28
30 0.56 0.37 0.22
31 0.56 0.40 0.34
32 0.59 0.41 0.26
33 0.66 0.47 0.17
34 0.67 0.49 0.22
35 0.67 0.48 0.15
36 0.73 0.56 0.17
37 0.80 0.66 0.07
38 0.83 0.70 0.11
39 0.83 0.72 0.15
40 0.89 0.80 0.04

117
1.0
Fator de carga x Fator de perdas

0.8

0.6

0.4

0.2

0.0
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

Figura A.15: Fator de Carga x Fator de Perdas de 40 curvas de carga de unidades consumidoras
atendidas em A4 (caso exemplo).

1.0
Fator de carga x Fator k

0.8

k0 = 0,645
0.6

0.4

0.2

0.0
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

Figura A.16: Fator de Carga x Fator k de 40 curvas de carga de unidades consumidoras atendidas
em A4 (caso exemplo).

118
A partir dos valores da Tabela A.9, foram calculados o fator de perdas da curva m
(fpecurvam), fator k ( k= k0 (a – fc)), fator de perdas calculado (fpeformulam) e a diferença entre
o fator de perdas da curva e o calculado (∆fpe = (fpecurvam – fpeformulam ) %mercm). A soma
das diferenças é igual a zero para k0 = 0,645. As funções aproximadas resultantes estão em
destaque nas figuras A.15 e A.16.

Tabela A.10: Fator de perdas da curva m, fator k, fator de perdas calculado de 40 curvas de carga
de unidades consumidoras atendidas em A4 (caso exemplo).

Curva m %merc fpe curva k fpe fórmula ∆fpe*100


1 7.2% 0.137 0.495 0.142 -0.040
2 0.3% 0.221 0.461 0.175 0.014
3 0.9% 0.200 0.447 0.189 0.010
4 2.8% 0.197 0.441 0.196 0.005
5 2.1% 0.236 0.435 0.201 0.073
6 3.8% 0.196 0.435 0.202 -0.024
7 7.3% 0.244 0.404 0.234 0.071
8 3.2% 0.230 0.398 0.241 -0.035
9 5.8% 0.212 0.397 0.242 -0.170
10 4.9% 0.250 0.387 0.253 -0.013
11 5.9% 0.274 0.387 0.253 0.121
12 5.2% 0.254 0.378 0.263 -0.048
13 0.3% 0.318 0.377 0.264 0.016
14 4.6% 0.312 0.358 0.287 0.113
15 3.4% 0.324 0.356 0.288 0.122
16 3.1% 0.294 0.354 0.291 0.008
17 8.2% 0.253 0.352 0.294 -0.336
18 4.1% 0.346 0.341 0.307 0.160
19 2.8% 0.351 0.337 0.311 0.111
20 0.4% 0.382 0.330 0.321 0.024
21 1.8% 0.362 0.313 0.342 0.036
22 5.0% 0.315 0.310 0.347 -0.161
23 2.2% 0.378 0.294 0.368 0.022
24 0.1% 0.416 0.290 0.374 0.004
25 0.3% 0.373 0.290 0.375 -0.001
26 0.5% 0.385 0.287 0.378 0.003
27 1.0% 0.364 0.286 0.380 -0.016
28 0.3% 0.401 0.286 0.381 0.006
29 2.0% 0.379 0.286 0.381 -0.004
30 2.1% 0.368 0.284 0.383 -0.033
31 0.5% 0.398 0.284 0.384 0.007
32 1.5% 0.410 0.265 0.412 -0.003
33 2.0% 0.474 0.219 0.485 -0.023
34 1.7% 0.495 0.214 0.494 0.001
35 0.9% 0.484 0.213 0.496 -0.012
36 1.0% 0.563 0.175 0.565 -0.002
37 0.7% 0.658 0.126 0.667 -0.006
38 0.1% 0.704 0.110 0.704 0.000
39 0.0% 0.718 0.107 0.712 0.000
40 0.0% 0.803 0.069 0.805 0.000
Total 100.0% 0.000

119
Portanto, em função do estudo das curvas de carga, a concessionária deverá apurar o valor
da constante k0 para todos os níveis de tensão e de transformação, declarando os valores
nas seguintes tabelas:

Tabela A.11a e A.11b: Tabelas para declaração dos valores apurados da constante k0 nos pontos
de injeção, consumo e transformação.

Transformação Constante a
Constante a A1/A2
Subgrupo Injeção Consumo A2/A3
A1 A2/A3a
A2 A2/A4
A3 A3/A3a
A3a A3/A4
A4 A3a/A4
B A3a/B
A4/B

A.V.4 FORMULAÇÃO GENÉRICA


Na impossibilidade de apuração da constante k0 descrita anteriormente, pode-se utilizar
valores “regulatórios”, obtidos a partir das curvas de carga disponíveis de algumas
concessionárias. Evidentemente, quanto maior a base de dados utilizadas, mais próximo
estes valores, dito “regulatórios”, se aproximarão do valor médio do Brasil.

A seguir são apresentados os resultados da avaliação da constante k0 de 2 concessionárias,


a partir das curvas de carga de unidades consumidoras atendidas em A4 e B. Os valores
apresentados são baseados nas informações prestadas pelas concessionárias, no entanto,
não foram levantados em função do mercado correspondente (não disponível), de modo
que todas as curvas tiveram o mesmo peso relativo.

Na análise dos resultados, foi observado que:

- a dispersão dos valores do fator k das curvas medidas é considerável;

- o valor da constante k0 tem uma tendência de aumentar para os níveis de tensão


mais elevados;

- os valores resultantes do fator k não apresentaram uma diminuição do desvio


padrão ao utilizar as curvas por tipologia;

- o desvio padrão é menor para fatores de carga maiores;

- o maior desvio da avaliação do fator de perdas ocorre nas proximidades do fator de


carga = 0,5.

120
0.25 fc = 0,0 a 0,1
1.0
Fator de carga x Fator de perdas Fator de carga - Fator de perdas

0.8 0.20

fc = 0,1 a 0,2

0.6 0.15

0.4 0.10

fc = 0,2 a 0,3

0.2 0.05

2
y = 0.56x + 0.36x y = -0.77x2 + 0.87x - 0.06
2 2
R = 0.94 R = 0.46

0.0 0.00
fc = 0,3 a 0,4
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

1.0
Histograma de Ocorrência do Fator k
Fator de carga x Fator k
150 fc = 0,4 a 0,5

0.8

125

973 curvas
0.6
100
fc = 0,5 a 0,6

75
0.4

50

0.2 fc = 0,6 a 0,7


25
y = -0.59x + 0.56
2
R = 0.28

0.0 0
0.05

0.15

0.25

0.35

0.45

0.55

0.65

0.75

0.85

0.95

0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

fc = 0,7 a 0,8
0.8 0.81
Fator de carga x Fator k
0.7

0.6
0.51
fc = 0,8 a 0,9
0.5

0.38
0.4 0.36
0.29
0.3 0.27
0.23
0.20
0.2 fc = 0,9 a 1,0
0.14 0.12
0.1
0.03
0.0
0,0 a 1,0 0,0 a 0,1 0,1 a 0,2 0,2 a 0,3 0,3 a 0,4 0,4 a 0,5 0,5 a 0,6 0,6 a 0,7 0,7 a 0,8 0,8 a 0,9 0,9 a 1,0

Figura A.17: Resultado do estudo das curvas de carga da concessionária 1, unidades


consumidoras do grupo B (constante k0 = 0,5323).

121
0.25 fc = 0,0 a 0,1
1.0
Fator de carga x Fator de perdas Fator de carga - Fator de perdas

0.8 0.20

fc = 0,1 a 0,2

0.6 0.15

0.4 0.10

fc = 0,2 a 0,3

0.2 0.05

2
y = 0.50x + 0.40x y = -0.72x2 + 0.84x - 0.06
2
R = 0.94 R2 = 0.45

0.0 0.00
fc = 0,3 a 0,4
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

1.0
175 Histograma de Ocorrência do Fator k
Fator de carga x Fator k
fc = 0,4 a 0,5
150
0.8
1013 curvas
125

0.6
100
fc = 0,5 a 0,6

75
0.4

50

0.2 fc = 0,6 a 0,7


25
y = -0.65x + 0.60
2
R = 0.32
0.0 0
0.05

0.15

0.25

0.35

0.45

0.55

0.65

0.75

0.85

0.95

0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

fc = 0,7 a 0,8
0.8
0.73 Fator de carga x Fator k
0.7

0.6
0.52
fc = 0,8 a 0,9
0.5
0.41
0.4
0.38
0.31
0.28
0.3
0.24
0.19
0.2 fc = 0,9 a 1,0

0.12
0.09 0.08
0.1

0.0
0,0 a 1,0 0,0 a 0,1 0,1 a 0,2 0,2 a 0,3 0,3 a 0,4 0,4 a 0,5 0,5 a 0,6 0,6 a 0,7 0,7 a 0,8 0,8 a 0,9 0,9 a 1,0

Figura A.18: Resultado do estudo das curvas de carga da concessionária 2, unidades


consumidoras do grupo B (constante k0 = 0,5502).

122
0.25 fc = 0,0 a 0,1
1.0
Fator de carga x Fator de perdas Fator de carga - Fator de perdas
2
y = -0.68x + 0.86x - 0.11
R2 = 0.35
0.8 0.20

fc = 0,1 a 0,2

0.6 0.15

0.4 0.10

fc = 0,2 a 0,3

0.2
0.05

2
y = 0.33x + 0.55x
2
R = 0.93
0.00
0.0
fc = 0,3 a 0,4
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

1.0 10
Histograma de Ocorrência do Fator k
Fator de carga x Fator k
9
fc = 0,4 a 0,5
52 curvas
0.8 8

0.6 6

fc = 0,5 a 0,6
5

0.4 4

0.2 2
fc = 0,6 a 0,7

y = -0.95x + 0.88 1
2
R = 0.49
0.0 0
0.05
0.10
0.15
0.20
0.25
0.30
0.35
0.40
0.45
0.50
0.55
0.60
0.65
0.70
0.75
0.80
0.85
0.90
0.95
1.00

0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

fc = 0,7 a 0,8
0.8
Fator de carga x Fator k
0.7

0.6 0.57
0.53
0.50
fc = 0,8 a 0,9
0.5
0.40
0.4 0.36

0.3

0.2 0.16 fc = 0,9 a 1,0

0.11
0.1
0.00 0.00 0.00 0.00
0.0
0,0 a 1,0 0,0 a 0,1 0,1 a 0,2 0,2 a 0,3 0,3 a 0,4 0,4 a 0,5 0,5 a 0,6 0,6 a 0,7 0,7 a 0,8 0,8 a 0,9 0,9 a 1,0

Figura A.19: Resultado do estudo das curvas de carga da concessionária 2, unidades


consumidoras do grupo A4 (constante k0 = 0,8096).

123
0.25 fc = 0,0 a 0,1
1.0
Fator de carga x Fator de perdas Fator de carga - Fator de perdas

y = -0.74x2 + 0.86x - 0.09


R2 = 0.54
0.20
0.8

fc = 0,1 a 0,2

0.6 0.15

0.4 0.10

fc = 0,2 a 0,3

0.2 0.05

2
y = 0.45x + 0.49x
2
R = 0.97
0.0 0.00
fc = 0,3 a 0,4
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

1.0 40
Histograma de Ocorrência do Fator k
Fator de carga x Fator k
35
fc = 0,4 a 0,5

0.8 433 curvas


30

25
0.6

fc = 0,5 a 0,6
20

0.4
15

10
0.2 fc = 0,6 a 0,7

y = -0.74x + 0.75 5
2
R = 0.57

0.0 0
0.05
0.10
0.15
0.20
0.25
0.30
0.35
0.40
0.45
0.50
0.55
0.60
0.65
0.70
0.75
0.80
0.85
0.90
0.95
1.00

0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0

fc = 0,7 a 0,8
0.8
Fator de carga x Fator k
0.7

0.6
0.53 0.54 0.52
fc = 0,8 a 0,9
0.5 0.46
0.39
0.4
0.30
0.3 0.26
0.22
0.2 0.15
fc = 0,9 a 1,0

0.1
0.03
0.00
0.0
0,0 a 1,0 0,0 a 0,1 0,1 a 0,2 0,2 a 0,3 0,3 a 0,4 0,4 a 0,5 0,5 a 0,6 0,6 a 0,7 0,7 a 0,8 0,8 a 0,9 0,9 a 1,0

Figura A.20: Resultado do estudo das curvas de carga da concessionária 2, unidades


consumidoras do grupo A4 (constante k0 = 0,7694).

124
Portanto, para a concessionária que não se dispõe dos dados apurados da constante k0,
propõe-se que sejam utilizados os seguintes valores “regulatórios”:

Tabela A.12a e A.12b: Valores genéricos da constante k0 nos pontos de injeção, consumo e
transformação.

Transformação Constante a
Constante a
A1/A2 0.700
Subgrupo Injeção Consumo
A2/A3 0.675
A1 0.75 0.70
A2/A3a 0.675
A2 0.75 0.70
A2/A4 0.650
A3 0.70 0.65
A3/A3a 0.650
A3a 0.70 0.65
A3/A4 0.625
A4 0.65 0.60
A3a/A4 0.625
B 0.55 0.50
A3a/B 0.575
A4/B 0.550

125
ANEXO VI
Geração Distribuída

A.VI.1 OBJETIVO
Apresentar o método para avaliação das perdas técnicas nos circuitos que atendem em A3a
e A4 devido à existência de injeção de potência (geração distribuída).

A.VI.2 MODELAGEM
O efeito da injeção de potência em um circuito, conforme o modelo de árvore arborescente,
será avaliado segundo uma correção no parâmetro distância da carga equivalente dceq,
definido como:
 2  Pg × lg 
dc eq ' = dc eq 1 −  
 3  P max× R 
onde,
dceq’ = distância da carga equivalente corrigida;
dceq = distância da carga equivalente declarada;
Pg = potência injetada pela geração;
lg = distância do ponto de injeção a partir da saída do circuito;
Pmax = potência máxima do circuito, registrada na saída do mesmo;
R = raio do setor circular.

dceq’

dceq

2/3dceq

Pg × lg
0,5 P max× R
Figura A.20: Função de correção para incorporação do efeito de injeção de potência em circuitos
A3a e A4.

126
ANEXO VII
Desequilíbrio e Assimetria

A.VII.1 OBJETIVO
Apresentar o método para avaliação do efeito do desequilíbrio de correntes nas fases e da
assimetria da posição do transformador de distribuição, sobre as perdas técnicas no
segmento de redes de baixa tensão.

A.VII.2 METODOLOGIA
A avaliação do efeito do desequilíbrio e da assimetria será implementada por meio de um
fator de correção das perdas calculadas para as cargas totalmente equilibradas e a posição
do transformador simétrica com relação à rede (denominada de caso base).

O fator de correção será determinado a partir da série de simulações estocásticas


apresentadas neste anexo (método de Monte Carlo). Segundo este método, são criadas
configurações de carga e de posição do transformador, a partir de funções de probabilidade
de ocorrência. Para cada série de configurações são calculadas as perdas na rede
secundária. Este procedimento se repete até alcançar um nível pré-estabelecido de iterações
ou de variação máxima do valor médio das perdas.

Foram estabelecidas as seguintes condições para o processamento:

- o caso base utiliza a tipologia 3, com comprimento total de 200m, resistência do


condutor de 1 ohm/km;

- os pontos de conexão das unidades consumidoras devem ocorrer somente nos 17


pontos identificados na Figura a seguir (localização dos postes);

- a localização das unidades consumidoras é isoprovável;

- a rede do caso base atende 102 unidades consumidoras;

127
- as unidades consumidoras podem apresentar 1, 2 ou 3 fases, de acordo com 3
valores de probabilidades de ocorrência (dado de entrada):
45%
Probabilidade de Ocorrência do N° Fases da
40%
UC

35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
1 Fase 2 Fases 3 Fases

- o valor da corrente de cada fase é determinada a partir de uma função de


probabilidade de ocorrência, a seguir estabelecida (pode-se levantar esta função a
partir das curvas de carga medidas pela concessionária):
40%
Probabilidade de Ocorrência da Corrente por Fase
35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
0.21 0.64 1.07 1.50 1.93 2.36 2.79 3.22 3.65 4.08

Corrente (A)

- as fases que estarão conectadas as unidades consumidoras é isoprovável;

- o transformador tem 5 pontos possíveis de localização, para os quais estão


relacionados 5 valores de probabilidades de ocorrência (dado de entrada):
45%
Probabilidade de Localização do Transformador
40%

35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
Nó 7 Nó 15 Nó 17 Nó 16 Nó 14

128
n1 n8

t1 t7

n2 n9

t2 t8

t3 t4 t13 t14 t16 t15 t10 t9

n3 n4 n7 n15 n17 n16 n14 n11 n10


t6 t12

n6 n13

t5 t11

n5 n12

Figura A.21: Estabelecimento do caso base para avaliação do efeito do desequilíbrio e da


assimetria nas perdas das redes de baixa tensão.

A.VII.3 RESULTADOS OBTIDOS

A.VII.3.a) Caso Base

Para efeito de comparação e para o estabelecimento do fator de correção, é necessário,


primeiramente, calcular as perdas do caso base sem o efeito do desequilíbrio e da
assimetria.

O caso base pressupõe o mesmo valor de correntes nas 3 fases (equilibrada) e as unidades
consumidoras distribuídas uniformemente em todos os 17 nós possíveis. Sendo assim,
define-se como corrente base (Ibase) como sendo a corrente mais provável, que
corresponde a:
10
Ibase = ∑ I i × PI i = 1,00 A
i =1

onde,
Ii = valor da corrente em A;
PIi = probabilidade de ocorrência de Ii.

Como a soma mais provável das correntes consumidas pelas unidades consumidoras
corresponde a:

I = N UC (P1f × 1 + P2 f × 2 + P3f × 3)Ibase =


= 102(30% ×1 + 40% × 2 + 30% × 3)1,0 = 204 A

129
O caso base equivale a 204/3 = 68 unidades consumidoras trifásicas, com corrente de fase
igual a Ibase, distribuídas uniformemente nos 17 pontos de conexão do ramal de ligação, o
que equivale a 4 unidades consumidoras em cada poste.

Finalmente, o caso base irá produzir uma perda de 307,2 W.

A.VII.3.b) Simulações para Desequilíbrio e Assimetria

Foram processados 4 casos comparativos, todos com 3.000 iterações:

- Caso 1: corrente de fase igual a Ibase (equilibrada) e trafo no nó 17 (simétrico);

- Caso 2: corrente de fase estocástica (desequilibrada) e trafo no nó 17 (simétrico);

- Caso 3: corrente de fase igual a Ibase (equilibrada) e posição do trafo estocástico


(assimétrico);

- Caso 4: corrente de fase estocástica (desquilibrada) e posição do trafo estocástico


(assimétrico).

O primeiro caso é diferente do caso base pois o posicionamento das unidades


consumidoras é estocástica, de modo que existe a possibilidade de alocação não uniforme
ao longo da rede. Ademais, a existência de unidades consumidoras monofásicas e bifásicas
introduz assimetrias de corrente na rede que, por conseqüência, produzem perdas no
condutor neutro.

Foram obtidos os seguintes resultados:

Caso Perdas (W) Perdas (%)


Base 307,2 100,0%
1 323,4 105,3%
2 335,9 109,3%
3 341,9 111,3%
4 353,4 115,0%

O caso 4 produziu um acréscimo de 15,0% de perdas com relação ao caso base. O desvio
padrão das perdas dos 3.000 casos simulados foi de 64,6, ou seja, 18,3% com relação ao
valor médio. O histograma de ocorrências das perdas da rede destes 3.000 casos simulados
do caso 4 é ilustrado a seguir.

130
500

450

400

350

300

250

200

150

100

50

0
200

240

280

320

360

400

440

480

520

560

600

640

680

720

760

800
Figura A.22: Histograma de ocorrências das perdas técnicas (Caso 4 – 3.000 iterações).

Portanto, o fator de correção das perdas calculadas conforme o modelo estabelecido é de


15%.

131

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