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I.

Movimentos e Forças
2. Forças e movimentos
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar

No final desta unidade deves ser capaz de :


 Definir força de atrito e representá-la por um vetor num deslizamento;
 Dar exemplos de situações do dia a dia em que se manifestam forças de atrito e avaliar se são úteis ou
prejudiciais;
 Concluir que um corpo em movimento no ar está sujeito a uma força de resistência,

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Durante o movimento:
de um balão de ar quente
de um ciclista na bicicleta

Há forças que se opõem ao


movimento, na superfície de contacto
com o solo e com o ar.

Há forças que se opõem ao


movimento, na superfície de contacto
um nadador com o ar.

Há forças que se opõem ao


movimento, na superfície de contacto
I. Movimentos e Forças com a água e com o ar.
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Qual a utilidade dos pitões nas chuteiras?

Os pitões servem para aumentar o atrito entre as chuteiras e a relva, permitindo que os futebolistas
possam jogar.

A força de atrito é uma força que se opõe ao deslizamento ou à tendência para esse movimento e
que resulta da interação do corpo com a superfície em contacto.

Fa – Força de atrito

F – Força que o pé exerce no chão

I. Movimentos e Forças
Fa F
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Por que motivo um caixote não desliza logo que se exerce uma força?

Logo que se exerce uma força no caixote, surge uma


𝑭𝐦 força oposta e com igual intensidade.

Estas forças anulam-se.

Então,

𝑭𝐑 = 𝟎 𝐍 O caixote continua em
repouso
I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Como é a força de atrito

A força que surge com sentido oposto

𝑭𝐦
ao da força aplicada no caixote, 𝑭𝐦 ,
designa-se por força de atrito, 𝑭𝒂 .
𝑭𝐚

Resulta da interação das superfícies em contacto e, neste caso,


impede o movimento do caixote.

Representa-se sempre por um vetor com sentido oposto ao do


deslizamento.
I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Como é a força de atrito

𝑭𝐦 A intensidade da força de atrito aumenta à medida que


aumenta a intensidade da força aplicada no caixote.
𝑭𝐚

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Quando é que o caixote começa a deslizar?
Em repouso Em movimento
𝑭𝐑

𝑭𝐚 𝑭𝐦 𝑭𝐚 𝑭𝐦

𝑭𝐑 = 𝟎 𝐍 𝑭 𝐑 = 𝑭𝐦 - 𝑭𝐚
O deslizamento inicia-se no momento em que a intensidade da força aplicada é
superior à da força de atrito.

A força resultante,𝑭𝐑 , passa a ser diferente de zero.


I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
O que acontece quando deixa de ser exercida força no caixote?

?
Sentido do movimento
𝑭𝐑 = 𝟎 𝐍

Caixote
𝑭𝐑 = 𝑭
𝑭𝒂𝐚 em
repouso

Ao deixar de se exercer força no caixote, a força de atrito continua a existir enquanto


houver movimento.
A força resultante é a força de atrito.

A força de atrito acaba por parar o caixote.


I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
De que depende a intensidade da força de atrito?
Superfície com tampo de vidro polido
0N A força mínima necessária
para deslocar o bloco é
menor.

Superfície revestida com lixa rugosa


0N A força mínima
necessária para
deslocar o bloco é
maior.

I. Movimentos e Forças
Superfícies de contacto Maior intensidade da
mais rugosas força de atrito
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
De que depende a intensidade da força de atrito?
Menor peso
0N
A força mínima
necessária para
deslocar o bloco é
menor.

Maior peso

A força mínima
0N necessária para
deslocar o bloco é
maior.

I. Movimentos e Forças
Maior peso do corpo Maior intensidade da
que se move força de atrito
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
De que depende a intensidade da força de atrito?

Menor superfície de contacto

0N
A força mínima necessária para
deslocar os blocos com o mesmo
peso, mas com áreas diferentes da
superfície de contacto, é igual nos
dois casos.
Maior superfície de contacto

0N

Não depende da área


A intensidade da força
I. Movimentos e Forças
da superfície de
de atrito
contacto
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
O atrito pode ser estático (quando se exerce sobre corpos parados).
A intensidade das forças
de atrito estático (Fe)
aumenta com o aumento
da intensidade da força
aplicada (F).

O atrito pode ser cinético (quando se exerce sobre corpos em movimento).


A intensidade das
forças de atrito
cinético (Fc)
mantém-se
aproximadamente
com o aumento da
intensidade da força
I. Movimentos e Forças
Movimento Movimento aplicada (F).
acelerado uniforme
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Atrito estático (quando se exerce sobre corpos parados)
A força de atrito estático tem um limite máximo, denominado de força de atrito estático máximo.

FAEmax = μe . N

N é a força normal da superfície do apoio;


μe é o coeficiente de atrito estático.
O coeficiente é um numero adimensional (sem dimensões) que depende da rugosidade da face do corpo que está apoiada e
da superfície de contato. Quanto mais áspero for o corpo ou a superfície maior será o coeficiente.

Atrito cinético (quando se exerce sobre corpos em movimento)

A força de atrito cinético é dado por:


FAC = μc . N

N é a força normal da superfície do apoio;


μc é o coeficiente de atrito cinético.
O coeficiente é um número adimensional (sem dimensões) que depende da rugosidade da face do corpo que está apoiada e
da superfície de contato. A força de atrito cinético é constante e não depende da velocidade de deslizamento do corpo.

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar

O coeficiente de atrito estático é sempre superior ao coeficiente de atrito cinético, uma


vez que é mais fácil manter um corpo em movimento do que tirá-lo do estado de repouso.

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Redução da força de atrito
Para facilitar o movimento dos corpos é importante reduzir as forças de atrito.

Usando rolamentos bem lubrificados, as


superfícies deixam de raspar, passando a
rolar umas sobre as outras. O atrito passa a
ser menor.

As estradas são asfaltadas para reduzir o


atrito. Num terreno irregular ou na areia, o
atrito é muito grande.

As dobradiças das portas são lubrificadas


I. Movimentos e Forças para reduzir o atrito, facilitando o movimento.
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Forças de atrito
A existência da força de atrito pode ser…

uma vantagem… ou uma desvantagem… Diminuição da


velocidade
Permite iniciar o
movimento

Facilita a
travagem Desgaste
de peças

Impede que os Desgaste de


I. Movimentos e Forças objetos caiam das articulações
nossas mãos
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
ATRITO ÚTIL OU PREJUDICIAL…
Forças de atrito útil

O atrito entre os fósforos e a O atrito entre os sapatos e o O atrito entre os objetos e as


lixa permite acendê-los. chão permite-nos andar. mãos permite-nos segurá-los.

Forças de atrito prejudicial

I. Movimentos e Forças O atrito nas articulações O atrito entre as peças de O atrito entre os sapatos e
dificulta o movimento e uma máquina provoca os pés provoca bolhas
provoca dores. desgaste.
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Força de resistência do ar
Sentido do movimento

Quando um corpo em movimento contacta com o ar, surge no corpo uma força
que se opõe ao movimento devido à interação entre a superfície do corpo e o ar.

I. Movimentos e Forças Força de resistência, 𝑅


2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Força de resistência do ar
Muitas vezes desprezamos a resistência do ar, mas ela está sempre presente quando um
corpo está em movimento no ar.

Fresistência do ar
Fresistência do ar

Fresistência do ar
Fresistência do ar

Paraquedas Aerodinâmica dos capacetes e dos automóveis de fórmula 1

A resistência do ar depende da forma do corpo e aumenta com a sua velocidade.


I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
FORÇA DE RESISTÊNCIA DO AR
• Força que atua num corpo que se movimenta no ar.
• Atua no sentido oposto ao do movimento do corpo.
Exemplo: Movimento vertical de uma folha de papel

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Resistência a reduzir e resistência útil
Para facilitar o movimento é importante reduzir a força de resistência do ar.

Os ciclistas dobram-se
sobre a bicicleta para
diminuir a força de
resistência do ar e
aumentar a velocidade.
Alterando a
superfície de
contacto, dando-lhe
forma aerodinâmica.
Alguns veículos têm
formas aerodinâmicas
para reduzir a força de
resistência do ar e
aumentar a velocidade.

I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Resistência a reduzir e resistência útil ÚTIL

• Depende da área de contacto


entre o corpo em movimento e
o ar.
O atrito entre o paraquedas e O atrito entre as velas dos
o ar (força de resistência do barcos e o ar permite-lhes
ar) permite um movimento movimentarem-se.
• A intensidade da força da suave aos paraquedistas.
resistência do ar aumenta com
PREJUDICIAL
o aumento da área de
contacto.

Exemplos:

O atrito entre a atmosfera e O atrito entre os


uma nave espacial dificulta o ciclistas e o ar diminui
I. Movimentos e Forças seu regresso à Terra: provoca o a velocidade do seu
aquecimento elevado da nave. movimento.
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Em síntese

A força de atrito, 𝑭𝐚

► Surge sempre num corpo que desliza ou tenta deslizar em relação a outro;

► Resulta da interação entre as duas superfícies em contacto;

► Opõe-se ao deslizamento do corpo;

► É importante minimizar o atrito para facilitar o movimento, o que se


consegue, por exemplo, reduzindo a rugosidade ou alterando a natureza
das superfícies de contacto.

► O atrito é indispensável para que haja movimento e para o tornar seguro.

► Por vezes é importante aumentar o atrito, o que se consegue aumentando


a aderência e a rugosidade das superfícies de contacto.
I. Movimentos e Forças
2.4. Forças de atrito e de resistência do ar
Em síntese

A força de resistência,

► Surge sempre num corpo que se movimenta no ar;

► Resulta da interação entre a superfície do corpo e o ar;

► Opõe-se ao movimento do corpo;

► É importante minimizar a força de resistência sempre que se pretende


facilitar o movimento, o que se consegue, por exemplo, dando aos
corpos formas aerodinâmicas.

► Quando é importante aumentar a força de resistência aumenta-se a


superfície de contacto com o ar e recorre-se a formas côncavas.

I. Movimentos e Forças

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