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Excelentíssimo Juiz Federal do Trabalho da MM.

Vara do Trabalho da Cidade de Vitória – Estado do Espírito


Santo

- CAUTELA INCIDENTAL –TUTELA ANTECIPADA -

ALESSANDRO GRIS DRUMOND, brasileiro, casado, Gerente Financeiro, inscrito no CPF sob o n.º 009.420.976-61
e RG n.º M3375880 SSP-MG, residente e domiciliado na Rua Moacir Avidos, n.º 247, apto 804, Praia do Canto,
Vitória - ES, CEP: 29.055-350, através de seus procuradores infra-assinados, com instrumento procuratório
anexo e escritório na Rua Pedro Palácios, n°. 60, Ed. João XXIII, sala 306, Centro, Vitória – ES,
CEP: 29.015-160, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

1)- BLOKOS ENGENHARIA LTDA, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ sob o n.º 30.735.773/0005-
00, com sede na Av. Saturnino de Brito, n.º 645, Praia do Canto – ES, CEP: 29.055-215;

2)- STALC CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ
sob o n.º 04.275.713/0001-19, podendo ser citada na Av. Saturnino de Brito, n.º 645, Praia do Canto – ES,
CEP: 29.055-215;

3)- BLK CONSTRUCAO E EMPREENDIMENTOS EIRELI, pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ sob o
n.º 10.674.714/0001-39, com endereço na Av. Dr. Cardoso de Melo, n.º 1470, 10º andar, Conj. 1010/1011, bairro
Vila Olimpia, São Paulo – SP, CEP: 04.548-005;

4)- AGROPECUÁRIA BRASILIENSE LTDA., sociedade empresarial inscrita no CNPJ sob o n.º 13.689.320/0001-
42, podendo ser citada na Av. Saturnino de Brito, n.º 645, Praia do Canto – ES, CEP: 29.055-215, e ainda, com
sede na Fazenda Brasília, s/n.º, zona rural do distrito de Caraíva, Município de Porto Seguro – BA, CEP: 45.819-
000.

5)- PEDRO ALCANTARA COSTA, qualificação desconhecida, portador do CPF n.º 042.780.623-20, com endereço
na Rua Jaques Felix, n.º 405, Apto 31/A, bairro Vila Nova Conceição, São Paulo – SP, CEP: 04.509-001.

6)- MARIA LUIZA STUDART ALCANTARA COSTA, qualificação desconhecida, portadora do CPF n.º
837.760.447-72, com endereço na Rua Jaques Felix, n.º 405, Apto 31/A, bairro Vila Nova Conceição, São Paulo –
SP, CEP: 04.509-001.
Rua Pedro Palácios, n° 60, sala 306, Centro, Vitória, ES, CEP 29.015-160,
(027) 3022-0099, e-mail: pgm@pgmadv.com.br
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Rafael de Anchieta Piza Pimentel
http://pje.trt17.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15042713041293400000002293750
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- DOS FATOS -

O reclamante foi contratado para laborar na 1ª empresa reclamada na data de 07/04/2008 na função de
Gerente Financeiro, tendo sido formalmente demitido em 16/10/2012 conforme lançado em sua CTPS.

- BLOQUEIO DE VALORES - PEDIDO CAUTELAR INCIDENTAL – INAUDITA ALTERA PARS -

É público e notória a inadimplência do grupo econômico quanto ao pagamento das verbas trabalhistas de
seus empregados, principalmente diante do elevado número de ações judiciais em trâmite nesta
especializada.

Exatamente diante de tais fatos e com a finalidade de se evitar que a futura execução se torne infrutífera é
que pretende o autor a tomada de medidas de natureza cautelar visando resguardar a futura execução,
sendo necessário aludido bloqueio para evitar o esvaziamento da execução, principalmente, diante da crise
financeira vivida pela 1ª reclamada.

Assim, presentes os requisitos legais exigidos para a concessão do pedido cautelar incidental considerando
os requisitos legais quanto a verossimilhança e o periculum in mora.

Requer assim, nos moldes do art. 273,§7º do CPC a concessão inaudita altera pars de pedido cautelar
incidental na presente reclamação trabalhista compreendido na determinação de bloqueio de créditos da 3ª
reclamada, inclusive sua participação financeira no consórcio, junto a empresa CONSORCIO BLK/KALLAS –
CNPJ n.º 17.131.678/0001-06, com determinação de depósito judicial vinculado ao presente
processo.

CONSORCIO BLK/KALLAS
R Dr Cardoso de Melo, 1470 - Andar 10 Conj 1011
Vila Olimpia - Sao Paulo/SP, CEP: 04.548-005

- CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO ECONÔMICO – RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA -

O reclamante desde sua contratação pela 1ª reclamada em 07/04/2008 até o efetivo encerramento de sua
prestação de trabalho após a baixa na CTPS, laborou para todas as empresas reclamadas que compõe um
Grupo Econômico, realizando e organizando suas rotinas e responsabilidades financeiras conforme iam
sendo criadas ou encerradas.

A Blokos Engenharia criada na década de 80 é comandada até hoje por Pedro Alcantara Costa, sendo uma
empresa do setor da construção civil que se tornou proeminente neste setor na década de 80 e após início
das atividades no setor privado de edificação expandiu seus contratos e atuação também para o setor
público.

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A partir de 2006 iniciou-se o processo de declínio econômico da empresa que culminou na demissão em
massa de seus empregados em 2012, mantendo desde então atividades contábil-financeiras e
administrativas para contenção e administração de seu passivo.

A STALC é uma empresa também do setor da construção civil criada à partir de 2009 pelo filho do
proprietário da Blokos Engenharia Sr. Vinícius Studart Alcantara Costa, após se desligar do quadro societário
da Blokos, tendo desde sua criação mantido em seu quadro de funcionários tanto empregados da Blokos
quanto novos empregados contratados diretamente pela Stalc.

A BLK EMPRENDIMENTOS, criada também pelo proprietário da Blokos Sr. Pedro Alcântara Costa e seu filho
Sr. Vinícius Studart Alcantara Costa, foi constituída com a finalidade de possibilitar a participação do grupo
econômico em grandes concorrências públicas em todo o país, principalmente por conta do aproveitamento
de todo o acervo técnico da Blokos junto ao CREA, o que lhe possibilitou a ganhar concorrências junto a
diversas empresas em São Paulo e Brasília através do CONSÓRCIO BLK-KALLAS.

Já a FAZENDA BRASÍLIA, uma propriedade rural de propriedade do Sr. Pedro Alcantara Costa onde
desenvolvia a atividade agropecuária para corte com a venda direta de gado para frigoríficos, mantendo
quadro de funcionários que eram todos organizados e administrados pela estrutura gerencial da Blokos
Engenharia. Some-se ainda a cédula de crédito bancário em que a Blokos Engenharia concede como
garantia as diversas Fazendas que compõem a 4ª reclamada, denotando a clara coordenação entre as
empresas que aliás, possuíam mesmos sócios em comum.

Todas as empresas apesar dos registros próprios junto a receita federal e a manutenção de alguns
funcionários próprios, mantinham centralizadas na estrutura da Blokos todas as suas atividades
gerenciais do setor financeiro, contábil e administrativo. Ou seja, todas as atividades contábil-
financeiras e administrativas de todas estas empresas reclamadas eram realizadas na Blokos Engenharia
através de sua equipe gerencial-administrativa, exatamente o que ocorria com o setor financeiro e contábil
que mantinham toda a coordenação das atividades destas empresas. Assim, o reclamante laborou para
todas as empresas do Grupo econômico à guisa da formalização do contrato de emprego ter sido com a 1ª
reclamada.

Assim, requer seja decretada a existência de grupo econômico de todas as empresas reclamadas,
condenando-as, todas, solidariamente ao pagamento das verbas trabalhistas pleiteadas na presente ação.

SUCESSIVAMENTE, caso não prevaleça a tese da responsabilidade solidária entre as reclamadas, suscita,
pela eventualidade, que seja reconhecida a responsabilidade subsidiária da 2ª Reclamada pelas verbas
advindas deste processo.

Tal pedido subsiste eis que presentes os requisitos dispostos na Súmula nº 331 do TST, com aplicação da
Teoria do Risco Empresarial, eis que decorre a culpa da 2ª Reclamada da culpa in vigilando, já que tem por
dever fiscalizar as obrigações existentes entre a empresa prestadora dos serviços e o empregado, e da culpa
in elegendo, pois lhe caberia ter sido mais cautelosa na escolha de sua contratada no que toca à sua
idoneidade econômica e financeira.
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Pelo Princípio da Eventualidade, caso não seja reconhecida a responsabilidade solidária das reclamadas,
requer que seja aplicada sucessivamente a responsabilidade subsidiária visto que estão presentes os
requisitos da Súmula 331 do TST, incisos IV e VI, que possuem como objetivo principal proteger o
trabalhador, in casu o Reclamante, que se encontra em posição de hipossuficiência em relação às
Reclamadas

Destaca-se que a condenação subsidiária da 2ª, 3ª e 4ª reclamadas decorre da culpa in vigilando, já que
tem por dever fiscalizar as obrigações existentes entre a empresa prestadora dos serviços e o empregado, e
da culpa in eligendo, pois lhe caberia ter sido mais cautelosa na escolha de sua contratada no que toca à
sua idoneidade econômica e financeira.

Assim, pugna o reclamante, que sucessivamente, seja reconhecida a responsabilidade subsidiária da 2ª, 3ª
e 4ª reclamadas com sua condenação subsidiária no pagamento das verbas devidas neste processo.

- INCLUSÃO NO PÓLO PASSIVO – SÓCIOS DA EMPRESA BLOKOS -

Quando da propositura da reclamação trabalhista, cumpre ao reclamante se utilizar dos meios previstos na
legislação para garantir a efetividade da prestação jurisdicional e, de forma mais específica, buscar a
vinculação de patrimônio da Parte-Ré à futura execução (ou cumprimento de sentença).

Se de um lado é cristalino na jurisprudência que a dívida trabalhista gera desconsideração da personalidade


jurídica, de outro lado tal característica não gera garantia de vinculação do patrimônio dos sócios da
Sociedade-Ré à futura execução trabalhista, principalmente na hipótese de alienação de bens de sócios
antes da efetiva decisão interlocutória de desconsideração da personalidade jurídica.

Especificamente, há entendimento já pacificado pelo Tribunal Superior do Trabalho no sentido de que não há
fraude de execução na alienação de bens pelos sócios de pessoa jurídica executada por dívidas trabalhistas
enquanto não incluídos os mesmos no polo passivo ou desconsiderada a personalidade jurídica, como
demonstrado na ementa abaixo transcrita:

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. FRAUDE À EXECUÇÃO.


ALIENAÇÃO DE BEM DO SÓCIO ANTES DE DESCONSTITUÍDA A PERSONALIDADE JURÍDICA
DA EMPRESA. INEXISTÊNCIA DE CONLUIO ENTRE O SÓCIO ALIENANTE E O ADQUIRENTE.
Enquanto não direcionada a execução contra o patrimônio dos sócios da empresa por meio
da desconstituição da personalidade jurídica da sociedade não há como vislumbrar a
existência de ação contra o sócio capaz de reduzi-lo à insolvência. Nesse contexto, a
alienação de bem de propriedade particular do sócio, antes de afastada a autonomia da
empresa, não configura fraude à execução com base no inciso II do artigo 593 do Código de
Processo Civil, considerando que, no caso, não se tem notícia da existência de conluio entre
o sócio alienante e o adquirente do imóvel com o fim de inviabilizar a execução contra a
empresa. Incólume o princípio do devido processo legal. Agravo de instrumento a que se
nega provimento.
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TST, Processo: AIRR - 67140-07.2003.5.01.0030 Data de Julgamento: 18/08/2010, Relator
Ministro: Lelio Bentes Corrêa, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT 26/11/2010

Exatamente por isso pretende o reclamante, para a garantia da efetividade de eventual decisão
condenatória e futura execução, a inclusão dos sócios da Sociedade-1ª Reclamada no pólo-passivo da
demanda trabalhista, sob a forma de litisconsórcio passivo facultativo, com o pleito de declaração por
sentença da responsabilidade subsidiária dos referidos sócios na hipótese de não suficiência dos
bens da Sociedade-Reclamada para fazer frente ao futuro (e eventual) crédito trabalhista.

- DO RECONHECIMENTO DE VÍNCULO DE EMPREGO – UNICIDADE CONTRATUAL -

Após a ruptura de seu vínculo de emprego o reclamante foi recontratado pelas empresas reclamadas junto a
um grupo de empregados que tiveram seus contratos formalmente rescindidos mas que permaneceram
laborando sem qualquer interrupção visando manter as atividades administrativas/financeiras das empresas
do grupo econômico e visando administrar o passivo da Blokos Engenharia junto a credores trabalhistas e
fornecedores, renegociando dívidas e pagamentos, além disso, laborou para as demais empresas do grupo
econômico, realizando pagamentos, negociação financeira com instituições bancárias e fornecedores,
gerenciamento de contas de todas as empresas do grupo, etc., ou seja, permaneceu com todas as
atividades atinentes a um setor financeiro das empresas.

Manteve sua rotina de trabalho para as empresas reclamadas no período de 06/09/2012 até 30/06/2013
sem a devida assinatura de sua CTPS, aplicando-se a previsão estipulada no art. 453 da CLT quanto a
unicidade do vínculo contratual.

Art. 453 – No tempo de serviço do empregado, quando readmitido, serão computados os


períodos, ainda que não contínuos, em que tiver trabalhado anteriormente na empresa,
salvo se houver sido despedido por falta grave, recebido indenização legal ou se aposentado
espontaneamente.

Assim, requer seja decretada a unicidade contratual do vínculo mantido entre o reclamante e a empresa 1ª
reclamada para todos os fins de direito, condenando-a em obrigação de fazer.

Sucessivamente, caso não seja acolhido o pedido de declaração de unicidade contratual requer seja
declarada a existência de vínculo de emprego diretamente com todas a empresas reclamadas no período de
06/09/2012 até 30/06/2013 condenando-as ao recolhimento do INSS e FGTS do período e ainda em
obrigação de fazer correspondente a assinatura da CTPS do reclamante sob pena de imposição de multa
diária a ser fixada pelo juízo.

- DO SALÁRIO PAGO POR FORA –

Durante todo o contrato de emprego, inclusive período sem assinatura da CTPS, o reclamante recebia o
salário mensal formal lançado na CTPS e em seu contracheque, além disso, recebia salário pago “por fora”
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no valor de equivalente para totalizar a quantia de R$ 10.500,00 como remuneração mensal que recebeu
durante todo o vínculo de emprego. O salário pago por fora era realizado sem a incidência das verbas
trabalhistas cabíveis como férias + 1/3, 13º salário, FGTS + 40% e do recolhimento do FGTS.

Ocorre que o valor pago por fora era realizado de forma descontínua pelo proprietário da empresa que
realizava aludidos pagamentos a medida que os pedidos dos trabalhadores eram realizados, remanescendo
o pagamento de alguns meses ao reclamante quando da ruptura de seu vínculo de emprego.

Requerer a declaração da existência de salário “pago por fora” no valor indicado acima e a decretação de
sua incorporação na remuneração do reclamante para cálculos e efeitos jurídicos. Requer ainda, sejam
condenadas as reclamadas no pagamento dos reflexos do salário “pago por fora” nas verbas rescisórias,
férias + 1/3, 13º salário, FGTS + 40% durante todo o vínculo de emprego.

- HORAS EXTRAS – PERÍODO ANTERIOR a SETEMBRO/2012 - ADICIONAL DO CARGO DE


CONFIANÇA -

No exercício de suas funções o reclamante laborava formalmente em jornada das 08:00h. às 18:30h.,
estendendo a jornada até 20:00h. de segunda à sexta. Contudo, nunca recebeu qualquer valor a título de
horas extras e adicional de 50% durante todo o vínculo de emprego.

Apesar do cargo de gerente-financeiro mantinha subordinação jurídica aos proprietários da empresa e


cumpria jornada estabelecida pela empresa, não recebendo o adicional legal previsto quanto ao exercício do
“alegado” cargo de confiança, atraindo assim, a aplicação da regra geral de controle de jornada aplicável a
todos os empregados.

Requer seja condenada a empresa 1ª reclamada ao pagamento das horas extras acrescidas do adicional de
50% pelas horas extras laboradas durante todo o contrato de emprego.

Sucessivamente, caso não seja este o entendimento do juízo quanto as horas extras trabalhadas, requer
seja condenada a empresa reclamada ao pagamento do adicional de 40% previsto no art. 62 da CLT durante
todo o contrato de emprego uma vez igualmente deixou de receber aludido benefício.

- SALÁRIO EM ATRASO -

Durante o período sem assinatura da CTPS, o reclamante não recebeu corretamente seu salário mensal de
R$ 10.500,00, uma vez que a empresa fracionava o pagamento de seus salários conforme critério de seu
proprietário, remanescendo o pagamento de valores de salários em atraso em diversos meses que somados
somam a quantia equivalente a quatro meses.

Assim, requerer o pagamento dos salários em atraso observando planilha que somados equivalem ao valor
correspondente a quatro meses de salários.

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- DIFERENÇAS SALARIAIS -

Desde sua admissão, mesmo no período sem assinatura da CTPS, a empresa não realizou o reajuste salarial
cabível a categoria profissional conforme previsão em instrumento coletivo da categoria permanecendo o
reclamante com a mesma remuneração durante todo o vínculo de emprego.

Apesar do lançamento em sua CTPS do reajuste salarial, conforme explicado acima, no plano da primazia da
realidade, sua remuneração permaneceu a mesma uma vez que formalmente seu salário-base sofreu
reajuste, contudo, sua remuneração, composta também do salário “pago por fora” não restou atualizada,
permanecendo a mesma quantia de R$ 10.500,00 durante todo o vínculo de emprego.

Assim, em se reconhecendo o pagamento de salário “pago por fora” requer seja declarada a fraude na
concessão do reajuste salarial com a condenação da empresa reclamada ao pagamento dos reajustes
salariais devidos em virtude dos instrumentos coletivos da categoria profissional durante todo o contrato de
emprego, inclusive com condenação nos reflexos desta diferença salarial sobre férias + 1/3, 13º salário,
verbas rescisórias e FGTS + 40%.

- FÉRIAS + 1/3 E 13º SALÁRIOS – NÃO CONCESSÃO – INDENIZAÇÃO -

Durante todo o vínculo de emprego o reclamante não gozou suas férias e tampouco recebeu o valor
correspondente ao 13º salário. A empresa formalmente lançou aludidas verbas em seus contracheques,
contudo, no plano da primazia da realidade, permaneceu laborando nos alegados períodos de férias. No
mesmo sentido o 13º salário que nunca recebeu apesar dos contracheques formalizados.

O trabalhador gozou alguns dias fracionados a título de férias, contudo, todos fora das exigências e previsão
contida nos artigos 135 e 135 da CLT, devendo ser condenada a empresa reclamada ao pagamento das
férias em dobro dos seguintes períodos aquisitivos: 2008/2009, 2009/2010, 2010/2011, 2011/2012,
2012/2013

Requer seja condenada a empresa ao pagamento das férias vencidas em dobro acrescidas de 1/3
constitucional e 13º salário de todo o período de vínculo.

- VERBAS RESCISÓRIAS –

Na ruptura do vínculo em 30/11/2014 o reclamante não recebeu qualquer valor de suas verbas rescisórias,
devendo a empresa ser condenada ao pagamento do saldo de salário, Aviso Prévio, Aviso Prévio
Proporcional, 13º salários, férias + 1/3 vencidas (2013/2014) e proporcionais (2014/2015); FGTS +40%.

- DA MULTA DO ARTIGO 477 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO -

A Reclamada desrespeitou a previsão do artigo 477, §6°, da Consolidação das Leis do Trabalho, quando
deixou de pagar corretamente as verbas rescisórias, ou ainda quando realiza seu pagamento fora do prazo
legalmente previsto, devendo incidir a previsão inserta no § 8º, do mesmo diploma legal.
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DIREITO DO TRABALHO. ARTIGO 477, §8º, DA CLT. DIFERENÇAS RECONHECIDAS
EM JUÍZO. VERBAS RESCISÓRIAS. PAGAMENTO A MENOR. MULTA. APLICAÇÃO. O
pagamento a menor dos títulos decorrentes da dissolução contratual, em face de diferenças
remuneratórias reconhecidas em Juízo, enseja a incidência da multa pecuniária prevista no
artigo 477, §8o, da CLT, equivalente a um salário mensal do empregado. Entender que o
pagamento parcial ou incompleto das verbas resilitórias exime o empregador de tal sanção
significaria estimular a irregularidade, permitindo que a entidade patronal se livrasse da
penalidade ao intencionalmente pagar apenas uma parte do montante devido. Situação esta
não tolerada pelos princípios mais basilares do Direito do Trabalho. (TRT 6ª R.; RO
0000601-24.2012.5.06.0121; Primeira Turma; Rel. Des. Sergio Torres Teixeira; Julg.
23/05/2013;DOEPE 29/05/2013).”

MULTA DO § 8º DO ART. 477 DA CLT. PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS A


MENOR. INCIDÊNCIA. Considerando que a reclamada não comprovou o pagamento das
verbas rescisórias em sua integralidade, impõe-se a aplicação da multa prevista no artigo
477, § 8º da CLT. (TRT 17ª R.; RO 23800-36.2012.5.17.0132; Rel. Des. Jailson Pereira da
Silva; DOES 23/05/2013; Pág. 113).”

MULTA PREVISTA NO ART. 477, § 8º, DA CLT. DIFERENÇAS DE VERBAS


RESCISÓRIAS. DEFERIDAS EM JUIZO. A circunstância de as diferenças de parcelas
rescisórias terem sido deferidas em juízo não afasta, por si só, a imposição ao pagamento
da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT.(Processo: E-RR - 96700-92.2007.5.17.0002.
Data de Julgamento:04/10/2012, Relator Ministro João Batista Brito Pereira, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 19/10/2012.)

O reclamante restou demitido mediante Aviso Prévio Indenizado que se encerrou em 30/12/2014. Contudo
suas verbas rescisórias não foram adimplidas, atraindo a condenação da reclamada no pagamento da multa
do art. 477 da CLT.

- DA MULTA RESCISÓRIA – CLAUSULA 18 CCT 2014/2016 -

A empresa Reclamada ao não realizar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao trabalhador nas datas
previstas atraiu a incidência de multa prevista na cláusula 18, §1º da CCT 2013/2015 e da CCT 2014/2016
(ambas com a mesma redação), aplicável.

CLAUSULA 18 – DO PRAZO DE PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS E


HOMOLOGAÇÕES – O pagamento das verbas devidas por ocasião da demissão far-
se-á nos termos da Lei 7.855/89.
Parágrafo Primeiro – No caso de não cumprimento do caput desta Cláusula, fica estipulada
uma indenização equivalente ao dobro do salário diário, limitada a 10 dias, independente da
multa prevista na citada lei, revertida ao empregado.

Assim, requer a condenação da Reclamada no pagamento da aludida indenização convencional prevista na


cláusula 18, §1º no valor equivalente ao dobro do salário dia, limitado a 10 dias.

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DA MULTA DO ARTIGO 467 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO

Requer o pagamento dos valores incontroversos em audiência inaugural, sob pena de pagamento com
acréscimo de 50% conforme previsão do artigo 467, da Consolidação das Leis do Trabalho.

Assim, havendo omissão da Reclamada no pagamento das verbas incontroversas em audiência inaugural,
requer a sua condenação na multa em epígrafe.

DA JUSTIÇA GRATUITA E DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS -

Vê-se que o Reclamante se encontra impossibilitado de arcar sozinho com os custos do processo, nestes
incluído o valor da verba honorária, além despesas com custas judiciais e eventuais honorários periciais,
fazendo-se assim, necessária a concessão da Justiça Gratuita, nos estritos termos dos artigos 3º, 9º e 11,
todos da Lei n.º 1.060/50.

Como prova da hipossuficiência, o Reclamante firma declaração anexa, na forma da Lei n.° 7.115, de 29 de
agosto de 1983, cujo artigo primeiro tem a seguinte redação:

Art. 1º. A declaração destinada a fazer prova de vida, residência, pobreza, dependência
econômica, homonímia ou bons antecedentes, quando firmada pelo próprio interessado ou
por procurador bastante, e sob as penas da lei, presume-se verdadeira.

Assim, o Reclamante, não podendo arcar com as despesas oriundas do processo, especialmente com
honorários periciais, advocatícios e custas processuais, sem prejuízo do sustento de sua família, somente
podendo socorrer-se do judiciário através da concessão da Justiça Gratuita, assim, requer a concessão do
benefício da Justiça Gratuita.

Em conseqüência da hipossuficiência declarada pelo Reclamante e da previsão do art. 133 da CRFB, requer
ainda a condenação da empresa ao pagamento dos honorários advocatícios no importe de 20%, que neste
caso se impõe.

- DOS PEDIDOS -

Diante dos Fatos e fundamentos elencados, requer a PROCEDÊNCIA dos pedidos abaixo indicados:

a)- Requer a concessão inaudita altera pars de pedido CAUTELAR INCIDENTAL na presente reclamação
trabalhista compreendido na determinação de bloqueio de créditos da 3ª reclamada, inclusive sua
participação financeira no consórcio, junto a empresa CONSORCIO BLK/KALLAS – CNPJ n.º
17.131.678/0001-06, com determinação de depósito judicial vinculado ao presente processo

b)- requer seja decretada a existência de grupo econômico de todas as empresas reclamadas, condenando-
as, todas, solidariamente ao pagamento das verbas trabalhistas pleiteadas na presente ação.

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Número do documento: 15042713041293400000002293750 Num. 2318744 - Pág. 9
c)-Sucessivamente, pugna o reclamante, seja reconhecida a responsabilidade subsidiária da 2ª, 3ª e 4ª
reclamadas com sua condenação subsidiária no pagamento das verbas devidas neste processo;

d)- requer a declaração da responsabilidade subsidiária dos sócios da 1ª reclamada na hipótese de não
suficiência dos bens da Sociedade-Reclamada para fazer frente ao futuro (e eventual) crédito trabalhista

e)- requer seja decretada a unicidade contratual do vínculo mantido entre o reclamante e a empresa 1ª
reclamada para todos os fins de direito, condenando-a em obrigação de fazer.

f)- sucessivamente, caso não seja acolhido o pedido de declaração de unicidade contratual requer seja
declarada a existência de vínculo de emprego diretamente com todas a empresas reclamadas no período de
06/09/2012 até 30/06/2013 condenando-as ao recolhimento do INSS e FGTS do período e ainda em
obrigação de fazer correspondente a assinatura da CTPS do reclamante sob pena de imposição de multa
diária a ser fixada pelo juízo.

g)- Requerer a declaração da existência de salário “pago por fora” no valor indicado acima e a decretação de
sua incorporação na remuneração do reclamante para cálculos e efeitos jurídicos. Requer ainda, sejam
condenadas as reclamadas no pagamento dos reflexos do salário “pago por fora” nas verbas rescisórias,
férias + 1/3, 13º salário, FGTS + 40% durante todo o vínculo de emprego.

h)- Requer seja condenada a empresa 1ª reclamada ao pagamento das horas extras acrescidas do adicional
de 50% pelas horas extras laboradas durante todo o contrato de emprego.

i)- Sucessivamente, caso não seja este o entendimento do juízo quanto as horas extras trabalhadas, requer
seja condenada a empresa reclamada ao pagamento do adicional de 40% previsto no art. 62 da CLT durante
todo o contrato de emprego.

j)- requerer o pagamento dos salários em atraso observando planilha que somados equivalem ao valor
correspondente a quatro meses de salários;

k)- requer seja declarada a fraude na concessão do reajuste salarial com a condenação da empresa
reclamada ao pagamento dos reajustes salariais devidos em virtude dos instrumentos coletivos da categoria
profissional durante todo o contrato de emprego considerando a remuneração do obreiro e considerado seu
salário “por fora”, inclusive com condenação nos reflexos desta diferença salarial sobre férias + 1/3, 13º
salário, verbas rescisórias e FGTS + 40%.

l)- condenada a empresa reclamada ao pagamento das férias em dobro dos seguintes períodos aquisitivos:
2008/2009, 2009/2010, 2010/2011, 2011/2012, 2012/2013, acrescidas de 1/3 constitucional e 13º salário
de todo o período de vínculo.

m)- condenada a empresa ao pagamento das verbas rescisórias: saldo de salário, Aviso Prévio, Aviso Prévio
Proporcional, 13º salários, férias + 1/3 vencidas (2013/2014) e proporcionais (2014/2015); FGTS +40%.

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n)- Requer-se a condenação da Reclamada ao pagamento da multa prevista no artigo 477, §8°, da
Consolidação das Leis do Trabalho;

o)- Requer a condenação da Reclamada no pagamento da aludida indenização convencional prevista na


cláusula 18, §1º no valor equivalente ao dobro do salário dia, limitado a 10 dias.

p)- Requer-se o pagamento dos valores incontroversos em audiência inaugural, sob pena de pagamento
com acréscimo de 50% conforme previsão do artigo 467, da Consolidação das Leis do Trabalho;

q)- Seja deferida a Assistência Judiciária Gratuita ao obreiro;

r)- Seja condenada no pagamento de honorários advocatícios no importe de 20%

- CONCLUSÃO -

Assim, reitera os pedidos acima elencados requerendo a PROCEDÊNCIA destes, com a citação das
Reclamadas para, querendo, contestar a presente, sob pena de revelia e confissão, observando-se os limites
e os direitos acima narrados.

Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, em especial, prova pericial e testemunhal.
Requer, ainda, que a execução se proceda por cálculos e às expensas do Reclamado.

Em tempo, requer sejam ambas as reclamadas notificada a exibir em juízo os documentos indicados para
que possa demonstrar alguns dos fatos narrados em inaugural sob às penas do art. 359 do CPC, conforme
causa de pedir: contracheques;

Em tempo, requer que seja expedido ofício ao INSS, para que informe a este Juízo, se a Reclamada lhe
repassou o valor descontado no salário do Reclamante a título de contribuição previdenciária.

O advogado subscritor declara nesta oportunidade a autenticidade dos documentos em cópia oferecidos para
a prova nos moldes do art. 830 da CLT.

Em tempo, requer que todas as notificações, intimações e publicações sejam expedidas em nome do Dr.
RAFAEL DE ANCHIETA PIZA PIMENTEL, OAB/ES 8.890, com escritório na Rua Pedro Palácios, 60,
sala 306, Ed. João XXIII, Cidade Alta, Centro, Vitória, ES, CEP 29.015-160.

Dá-se à causa o valor de R$ 32.000,00 para efeito de fixação do rito.

Vitória - ES, 21 de abril de 2015.

Rafael de Anchieta Piza Pimentel Leonardo Martins Gabrieli


OAB/ES 8.890 OAB/ES 10.838

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