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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E


TECNOLÓGICA
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS
COORDENAÇÃO DA ÁREA DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Alvenarias
Aula 3
BLOCOS DE CONCRETO CELULAR
AUTO-CLAVADO - CCA

„ Bloco CCA – Bloco Concreto leve: processo


industrial, obtido a partir mistura cimento, cal,
areia, água e agente expansor (pó de
alumínio
BLOCOS CCA - PRODUÇÃO

„ Após perfeita homogeneização materiais,


deposita-se mistura em moldes. O alumínio
reage com os componentes alcalinos do
cimento liberando gás hidrogênio, que
expande a mistura formando bolhas ar
massa do material
BLOCOS CCA - PRODUÇÃO

„ Após aproximadamente 2 horas a forma


lateral é retirada e o material é cortado
conjunto constituído por arames acoplados
máquina de corte
BLOCOS CCA - PRODUÇÃO
„ A cura é feita em autoclaves, durante um
período de aproximadamente 10 horas em
ambiente de vapor saturado.

„ Os blocos CCAs são retirados das autoclaves


e transferidos para área de armazenamento
onde aguardarão a distribuição.
NBR 13438 (1995) - Blocos concreto celular
autoclavado - Especificação

„ Componentes para edificações, maciços,


com função de vedação ou estrutural
utilizados principalmente para paredes e
preenchimento de lajes.
CARACTERÍSTICAS
„ Visuais – não devem apresentar defeitos
sistemáticos, como trincas, quebras e
superfícies irregulares.

„ Forma – devem apresentar forma


paralelepípedo retangular

„ Dimensões nominais e modulação – ver


tabela seguir
TIPOLOGIAS
„ Blocos vedação e estrutural
„ Canaletas
„ Painéis lajes
„ Vergas e contra-vergas
„ Blocos laje nervurada
BLOCOS CCA – CLASSIFICAÇÃO VEDAÇÃO E
ESTRUTURAIS

60 cm

30
E

Propriedades C25 C45

Densidade ap. seca - kg/m3 430 630

Resistência Compressão - MPa 2,5 4,5

E = Espessura a partir de 10 cm com acréscimo de 2,5 cm


CANALETAS CCA
A

C
B
Espessura E = cm A = cm B = cm C = cm

10,0 5,0 3,0 15,0

12,5 6,5 4,5

15,0 7,0 5,0 20,0

17,5 8,5 6,5

20,0 10,0 8,0


PAINÉIS LAJE
Largura Comprimento Espessura D Peso Sobrecarga
cm cm cm Próprio Admissível
kg/m2 kg/m2

10,0 75 140

40 300
12,5 94 290

15,0 113 490


VERGAS E CONTRA-VERGAS
L1

L2

VERGA CONTRA-VERGA

L1 cm L2 cm

100 150

150 200

200 250

250 300

Espessura a partir de 10 cm com acréscimos de 2,5 cm


BLOCOS LAJE NERVURADA E LAJE PRÉ-
FABRICADA

„ Bloco laje nervurada

H A 60 60 60 40 30

B B 30 37,5 60 40 30
A
H A partir 10 cm modulado em 2,5
cm até máximo de 60 cm

„ Bloco laje pré-fabricada


MARCAÇÃO ALVENARIA BLOCOS
CCA
ARGAMASSA ASSENTAMENTO

„ Paredes internas não necessitam chapisco para


receberem revestimento;
„ Recomenda-se traço 1:2:9 (cimento, cal e areia
lavada média) volume – traço apenas referência
fabricante. Juntas de 5 a 10 mm.
„ O revestimento externo é aplicado alvenaria
chapiscada. Traço recomendado é 1:1:6 volume,
espessura 2,5 a 3,0 cm aplicada camada única.
ENCUNHAMENTO

„ Vão de 3 cm argamassa traço recomendado


fabricante;
„ Cunhas blocos CCA
„ Poliuretano expandido
VINCULAÇÃO ALVENARIAS AO
PILAR

„ Fio aço liso forma U, diâmetro 4,2 ou 5,0 mm,


fixado pilar por meio adesivo epoxi, juntas
ímpares a partir da terceira fiada, sendo a
primeira de marcação
AMARRAÇÃO ENTRE PAREDES

„ As paredes deverão ser unidas por juntas


amarração, preferencialmente. Todas juntas
interceptam devem ser preenchidas.
TUBULAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS

„ para tubulações grandes diâmetros, ou para conjunto


instalações, recomenda-se o uso “shafts;
„ quando não for possível, proceder seguinte forma:
- abrir sulcos para a passagem tubulação rasgador manual
(SICAL) ou elétrico;
- executar envelopamento tubulações prumada com tela
deployé” ou arame galvanizado;
- deixar espaço mínimo de 1,5 m entre a tubulação e a face
blocos;
- preencher com encasque;
- Inserir revestimento tela metálica, trespasse 20 cm cada lado
abertura
TUBULAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS
Vista geral elementos alvenaria com Blocos
CCA
BLOCO LAJE NERVURADA
ARGAMASSAS

„ MATERIAL COMPOSTO,PLÁSTICO,
CONSTITUÍDO DEAGREGADO MIÚDO
INERTE EDE UMA PASTA AGLOMERANTE.

„ TEM A PROPRIEDADE DE ADERIR A


MATERIAIS POROSOS E DE ENDURECER
DEPOIS DE CERTO.
ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO
ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO

„ USO DEFINIDO

„ formar as juntas de assentamento da


alvenaria
FUNÇÕES DAS JUNTAS

„ UNIR SOLIDAMENTE OS COMPONENTES


(criando a monolicidade da alvenaria)
„ DISTRIBUIR UNIFORMEMENTE AS
TENSÕES
„ ACOMODAR AS DEFORMAÇÕES SELAR
AS JUNTAS (quando a alvenaria for
aparente)
Propriedades Desejáveis das
JUNTAS de Argamassa

„ RESISTÊNCIA MECÂNICA
ADEQUADA
„ CAPACIDADE DE ABSORVER
(OU COMODAR) DEFORMAÇÕES
„ DURABILIDADE
PROPRIDADES DESEJÁVEIS
DAS ARGAMASSAS
„ TRABALHABILIDADE
„ CAPACIDADE DE RETENÇÃO ÁGUA
„ CAPACIDADE DE SUSTENTAR OS
BLOCOS
„ RESISTÊNCIA INICIAL ADEQUADA
„ CAPACIDADE (POTENCIAL) ADERÊNCIA
O QUE É UMA ARGAMASSA
TRABALHÁVEL?
„ não deve segregar
„ aplicada com facilidade
„ distribuir-se por toda a superfície
„ preencher as reentrâncias
„ manter-se “plástica” durante a
aplicação
TRABALHABILIDADE

Fonte: Sabbatini, Franco, Barros


FATORES QUE INFLUENCIAM
A TRABALHABILIDADE
„ FORMATO DOS GRÃOS
„ GRANULOMETRIA DA AREIA
„ PROPORÇÃO E NATUREZA DOS FINOS
PLASTIFICANTES
„ NATUREZA DO PLASTIFICANTE
„ COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA
„ RELAÇÃOÁGUA/AGLOMERANTE
CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE
ÁGUA
„ Esta propriedade é entendida como a
capacidade que a argamassa possui de reter
a água que contém quando colocada em
contado com componentes de alvenaria.

superfície específica de seus constituintes.


CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE
ÁGUA

ƒ elevada superfície específica


„ CAL

ƒ cristais possuem grande capacidade adsortiva

boas características de retenção de água


CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE
ÁGUA
„ a absorção excessiva de água pelo bloco poderá
expandi-lo, aumentando o potencial de retração na
secagem; a argamassa perdendo água rapidamente
provocará uma diminuição na resistência de
aderência bloco/argamassa, tornando-se mais rígida
e aumentando, em conseqüência, seu módulo de
deformação quando endurecida, o que resulta numa
menor capacidade em absorver deformações. E
ainda, a argamassa poderá ter sua resistência
diminuída, pois a hidratação do cimento e a
carbonatação da cal são prejudicadas pela falta de
água na pasta. Como decorrência de todos esses
fatores haverá prejuízo para a integridade,
durabilidade e estanqueidade da parede.
RESISTÊNCIA À COMPRESSAO

„ início com o seu endurecimento e aumenta


continuamente com o tempo.
„ O tipo de argamassa mais adequado a cada
alvenaria é uma função da combinação de
todas as demais características necessárias
ao seu adequado desempenho.
RESILIÊNCIA

„ deformação (plástica) em que a ruptura


ocorre sob a forma de fissuras microscópicas
„ quanto maior a sua resiliência, ou
seja,quanto maior a sua capacidade de
deformação, menor seu módulo de
deformação e também menor sua resistência
à compressão.
RETRAÇÃO POR SECAGEM
„ características de deformabilidade da alvenaria falou-
se das deformações intrínsecas originadas, em
grande parte, pela variação higroscópica dos
materiais.
„ A retração reversível da argamassa pode variar de
0,3 até 0,6 mm/m,
„ enquanto a irreversível assume valores de 0,4 a
1,0mm/m.
„ F (granulometria da areia;quantidade de água; teor
de aglomerantes e condições de cura e,
naturalmente, pelas condições ambientais).
RETRAÇÃO POR SECAGEM
„ Influência da Granulometria
„ A areia tem como função principal atuar como
esqueleto sólido evitando, em parte, as
variações volumétricas.
„ A melhor areia para uma argamassa é aquela
que apresenta granulometria contínua e com
grãos arredondados.
RETRAÇÃO POR SECAGEM
„ Influência do Teor de Aglomerante
„ tem-se que as argamassas ricas em aglomerante,
principalmente o cimento, terão um potencial de
retração na secagem muito elevado, pois consomem
mais água na sua fabricação e a perdem mais
rapidamente nas reações de hidratação. Em
contrapartida, as argamassas com teores baixos
desse aglomerante distribuem os efeitos dos
movimentos devidos à retração de secagem e outras
causas e, com isso, ajudam a prevenir fissuras.
ADERÊNCIA

„ DEPENDE

„BLOCO

„ARGAMASSA
ADERÊNCIA
„ uma aderência insuficiente prejudica
praticamente todas as demais propriedades
da parede de vedação abordadas
anteriormente,principalmente a sua
resistência mecânica, resistência à
penetração d'água e a capacidade de
absorver deformações.
ADERÊNCIA
„ A resistência de aderência pode ser definida
como a capacidade que a interface bloco
argamassa possui de absorver tensões
normais (tração) e tangenciais (cisalhamento)
a ela sem romper-se.
ADERÊNCIA
„ Interferência das Características dos Blocos
„ sucção inicial e as características superficiais.
„ Quando a sucção inicial ocorre de maneira muito
rápida ou muito lenta, faz com que o bloco retire água
da argamassa com uma velocidade inadequada ao
bom desenvolvimento da aderência.
„ Quando os blocos possuem valores de sucção inicial
muito elevada, duas alternativas são possíveis:
diminuir a sucção através da prévia molhagem da
superfície de assentamento ou empregar argamassas
com maior capacidade de retenção de água.
ADERÊNCIA
„ Interferência das Características dos
Blocos
„ bloco rugoso possibilita uma melhor aderência
quando comparado com um liso
„ A existência de partículas soltas (poeiras,
escamas), por sua vez, reduz o potencial de
aderência, pois diminui a superfície de
contato.
ADERENCIA
„ Interferência das Características da Argamassa
„ As características da argamassa que afetam a
aderência são, entre outras, a capacidade de retenção
de água, a consistência e a plasticidade.
„ fatores que interferem:a relação água/aglomerante, a
relação aglomerante/agregado; a granulometria do
agregado; a natureza e a qualidade doaglomerante e
ainda, os aditivos incorporados à argamassa, como
por exemplo os retentoresde água e os incorporadores
de ar.
ADERENCIA
„ Mão-de-obra e condições de cura
„ Os procedimentos mais comuns que interferem negativamente
na aderência e conseqüentemente na qualidade da alvenaria
são:
„ preenchimento incorreto da junta, diminuindo a extensão de
contato;
„ perturbação nos blocos após o seu assentamento, o que
pode ocorrer, por exemplo, pelaposterior correção de
prumos e níveis ou ainda pelo acerto de espessura da junta;
„ tempo de espera excessivo para aplicação da argamassa,
resultando na perda de plasticidade, podendo ocorrer a
deficiência na aderência;
„ emprego de argamassa em processo de hidratação;
„ levantamento da alvenaria com mais de 1,5m sem
interrupção.
„ FATORES QUE INFLUENCIAM FATORES QUE
INFLUENCIAM NA ESCOLHA DA ARGAMASSA NA
ESCOLHA DA ARGAMASSA

„ DURABILIDADE
„ RESISTÊNCIAS INICIAIS
„ CUSTOS
„ DISPONIBILIDADE NO MERCADO
„ COR
„ FORMA DE COMERCIALIZAÇÃO
„ TEMPO PARA APLICAÇÃO,
„ ETC....
Definição da Produção
„ prever os equipamentos necessários, as áreas para
estoque de materiais e para preparo da argamassa e
os meios de transporte.
„ As necessidades de áreas de estoque diferem
significativamente em função do tipo de argamassa a
ser utilizada: convencional (mista de cimento, cal e
areia, produzida na própria obra); pré-misturada
(recebimento de argamassa de cal e areia, a ser
misturada com o cimento na obra); em silo ou
industrializada (misturadas apenas com água no
momento da utilização).
AÇÕES PARA RACINALIZAÇÃO

Padronização
das atividade Controle de
De execução produção

Projeto voltado Treinamento e


RACIONALIZAÇÃO motivação
à produção

Não adoção de
Definição das Soluções no
responsabilidade canteiro
Conteúdo do Projeto para produção da
alvenaria
„ Especificação dos componentes de alvenaria;
„ Locação da primeira fiada, a partir do eixo de referência;
„ Planta de primeira e segunda fiada com a distribuição dos
componentes;
„ Elevação das paredes, identificando o posicionamento das
instalações e das aberturas;
„ Características das juntas
„ Ligação estrutura/ alvenaria Æ espessura e tratamento;
„ Necessidade de uso de juntas
„ Amarração entre fiadas
„ Definição uso vergas e contravergas
„ Definição quanto ao uso de shafts
Referencias bibliográficas
‰ SPOSTO, R. M. Apostila Tecnologia Construções 1.
Ed. Depto Eng. Civil da UnB, Brasília, DF, 1999.
‰ ZULIAN, C. S., DONÁ, E. C., VARGAS C.L., Notas
de Aulas da Disciplina Construção Civil Assunto:
Impermeabilização Ed. Depto Eng Civil da
Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta
Grossa,PR, 2002
‰ Aulas construção civil www.pcc.usp.br acesso em
outubro/06
‰ LORDSLEEM, A.C. Execução e inspeção de
alvenaria racionalizada. Ed Nome da rosa, 3ed, São
Paulo, 2000.

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