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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Centro de Ciências e Tecnologia


Faculdade de Tecnologia

CALDEIRAS AQUATUBULARES

BRUNA FARIA DOMINGOS DE SOUZA

BRUNO BRAGA MAIA

FELIPPE LIMA BARBOSA

HITALO SILVA AZEVEDO

LUIZ GUSTAVO DA SILVA

Resende – RJ
OUTUBRO / 2019
SUMÁRIO

1. RESUMO .......................................................................................................... 1

2. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1

2.1. Critérios para a classificação de caldeiras a vapor .............................. 1

3. CALDEIRAS AQUATUBULARES ................................................................... 2

3.1. Principais componentes das caldeiras Aquatubulares ......................... 4

3.2. Combustíveis utilizados ........................................................................... 6

3.2.1. Reações Químicas .................................................................................... 7

3.2.2. REAÇÕES DE COMBUSTÃO COM O AR ATMOSFÉRICO ................. 7


3.2.3. Conceitos relacionados com a combustão ............................................ 7

3.3. Funcionamento de uma caldeira Aquatubular........................................ 5

3.4. Aplicações ................................................................................................. 5

3.4.1. Vantagens .................................................................................................. 5

3.4.2. Desvantagens ............................................................................................ 6

3.5. Caldeiras aquatubulares compactas ....................................................... 7

3.6. Caldeiras aquatubulares de circulação positiva .................................... 8

3.7. Aplicação e utilização das caldeiras aquotubulares .............................. 9

3.8. Principais componentes das caldeiras aquotubulares ......................... 9

4. CONCLUSÕES ............................................................................................. 11

5. REFERÊNCIAS ............................................................................................. 11
1. RESUMO

O gerador de vapor é todo o equipamento que produz vapor a partir de combustão de

equipamentos específicos integrados. As caldeiras que produzem vapor pela queima de

combustíveis podem ser classificadas em dois grandes grupos, de acordo com o conteúdo dos

tubos: em Flamotubulares e Aquatubulares. O surgimento das caldeiras Aquatubulares se deu no

final do século XIX, devido a necessidade de maior rendimento e rapidez na geração de grandes

quantidades de vapor com altos níveis de pressão e são empregadas quase exclusivamente quando

interessa a obtenção dessas características.

Palavras-chave: Caldeiras, Caldeiras a Vapor, Caldeiras Aquatubulares

2. INTRODUÇÃO

Pode-se definir como caldeira a vapor todo equipamento que, utilizando a energia química

liberada durante a combustão de um combustível promove a mudança de fase da agua do estado

liquido para o de vapor, a uma pressão varias vezes maior que a atmosférica. O vapor resultante é

utilizado para o acionamento de maquinas térmicas, para geração de potencia mecânica e elétrica,

assim como para fins de aquecimento em processos industriais.

2.1. CRITÉRIOS PARA A CLASSIFICAÇÃO DE CALDEIRAS A VAPOR

As caldeiras de vapor são classificadas atendendo aos seguintes critérios:

• Aplicação principal

• Disposição relativa dos gases e do fluido de trabalho

• Força motriz para circulação de fluido de trabalho

• Nível de pressão de operação

• Tipo de combustível ou fonte de calor

• Tecnologia de combustão
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• Organização da tiragem de ar e gases de combustão

• Disposição da fornalha e superfície de aquecimento

Atendendo ao critério de classificação relativo à circulação de gases, as caldeiras podem ser

de dois tipos:

• Flamotubulares

• Aquatubulares

Nas caldeiras flamotubulares, os gases fluem por dentro de tubos imersos em água, que vai

ser aquecida e evaporada. Esse tipo de caldeira é frequentemente usada em aplicações de pequeno

porte, com capacidade de produção de vapor baixa e são usadas em operações que necessitem

de vapor saturado e de baixa pressão.

Nas caldeiras aquatubulares, a água circula pelo interior dos tubos e os gases trocam calor

com a água através da parede dos mesmos. São usados para instalações de maior porte e na

obtenção de vapor superaquecido, em processos industriais mais exigentes que necessitam de alta

geração de vapor, a altas temperaturas e pressões, como centrais temelétricas.

3. CALDEIRAS AQUATUBULARES

As caldeiras aquatubulares surgiram com o objetivo de suprir a demanda que as caldeiras

flamotubulares não tinham a capacidade em cumprir até então.

Isso porque, as caldeiras flamotubulares têm duas características: suportam baixas pressões

e; apresentam uma pequena superfície de aquecimento. Assim, o desenvolvimento da caldeira

aquatubular foi uma maneira de gerar uma maior quantidade de vapor associado também à

capacidade de suportar maiores níveis de pressão.

Somente foi possível a obtenção de maiores produções de vapor, a pressão elevadas e altas

temperaturas com o advento das caldeiras de tudo de água. A circunstancia dos tubos estarem

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situados fora dos corpos das caldeiras, a eles se unindo para constituírem um feixe tubular de água

permite a obtenção de superfícies de aquecimento praticamente ilimitadas.

Os esquemas apresentados nas figuras 1 e 3, identificam feixes tubulares unidos a dois

tambores. No interior dos tubos circula a agua que se tornará vapor com o aquecimento

proporcionado pelos gases quentes que atravessam o conjunto por fora dos tubos.

Podem produzir vapor em altas pressões e vapor superaquecido em alta temperatura. A

produção de vapor nesses tipos atinge até 750 toneladas vapor/hora com pressões que já

ultrapassam 200kgf/cm2. Por trabalharem com pequeno volume d’água necessitam de sistemas de

controles e alarmes eficientes para sua segurança operacional.

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3.1. PRINCIPAIS COMPONENTES DAS CALDEIRAS AQUOTUBULARES

Componentes principais de uma caldeira aquotubular. Fonte: Bazzo, 1995.

• Tubulão

As caldeiras podem apresentar um ou dois tubulões, sendo classificados de acordo com a

configuração de cada caldeira aquatubular.

Os tubulões são fabricados em aço carbono de baixa liga e especificados conforme a

pressão e temperatura de trabalho, de acordo com o código ASME.

A fabricação é feita a partir da conformação do material e soldagem por processos

previamente especificados, testados e registrados, executados por profissionais qualificados.

• Tubulão a Vapor ou Tubulão Superior

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O tubulão a vapor, também conhecido como tubulão superior, trata-se de um tambor

horizontal localizado na parte superior da caldeira aquatubular, uma espécie de reservatório, que

opera com água em dois estados, metade líquido e metade gasoso-vapor. Os separadores e

secadores de vapor são instalados em sua parte interna para minimizar o arraste de água para a

rede ou para superaquecedor de vapor.

• Tubulação de Água ou Tubulão Inferior

O tubulão de água, conhecido também como tubulão inferior ou tambor / balão de lama,

fica localizado na parte inferior a caldeira aquatubular, tem como funcionalidade principal

abastecer com água todas as partes de troca térmica para a vaporização, promovendo uma

circulação natural. Esta irrigação precisa ser abundante e primordial para não deixar que os tubos

vaporizadores fiquem sem água, evitando assim o superaquecimento.

• Feixe Tubular

O feixe tubular, também conhecido como feixe convectivo, é um conjunto de tubos que

recebe calor dos gases proveniente da combustão por convecção, pois encontram se fora da

radiação da queima do combustível.

• Paredes D'água

As paredes de água são tubos que revestem a fornalha, absorvendo o calor radiante da

chama para vaporizar a água dentro dos tubos de troca térmica, aumentando assim a eficiência da

caldeira.

• Superaquecedor

O superaquecedor é composto por serpentinas, tubos lisos e aletados, montados no fluxo

dos gases de combustão, na região mais quente da caldeira. O vapor saturado gerado na caldeira

é recebido pelo superaquecedor, que através da troca térmica elevam a temperatura do vapor

acima da temperatura de saturação.

As temperaturas elevadas, não podem estar acima da temperatura de resistência do material

dos tubos, por isso as serpentinas são construídas em setores separados pela característica de

cada material e/ou em dois conjuntos subsequentes com materiais diferentes e compatíveis com a

temperatura de alcance permitida.

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Esta temperatura não pode ultrapassar a prevista para cada material e para assegurar que

isto aconteça, é utilizado o dessuperaquecedor de vapor.

3.2. COMBUSTÍVEIS UTILIZADOS

Os combustíveis mais utilizados nas caldeiras podem ser classificados em sólidos, líquidos e

gasosos.

Sólidos: Lenha (madeira), carvão vegetal ou mineral, carca de arroz, bagaço de cana e outros;

Líquidos: Óleo combustível, Óleo diesel e outros derivados de petróleo;

Gasosos: Gás do alto-forno, Gás Natural e outros gases combustíveis (metano, propano,

butano).

Os combustíveis diferenciam-se pelo seu poder calorifico, que nada mais é que a quantidade

de calor (energia) que o combustível por unidade de massa ou de volume (Kcal/Kg ou Kcal/m³).

Um bom combustível é aquele que tem em sua composição química: Hidrogênio (H), carbono

(C), e enxofre (S), sendo que quanto maior é o poder calorifico melhor é o combustível.

Combustível Poder Calorífico

Bagaço de cana 1820 (Kcal/Kg)

Casca de arroz 3300 (Kcal/Kg)

Madeira 3500 (Kcal/Kg)

Gás Natural 5000 (Kcal/Kg)

Carvão Mineral 7000 (Kcal/Kg)

Carvão Vegetal 7200 (Kcal/Kg)

Coque 7500 (Kcal/Kg)

Gás Óleo 10000 (Kcal/Kg)

Butano/Propano 11000 (Kcal/Kg)

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3.2.1. REAÇÕES QUÍMICAS

As reações químicas que ocorrem no processo de combustão são:

Combustão do carbono

𝐶 + 𝑂2 → 𝐶𝑂2

Combustão do hidrogênio

2𝐻2 + 𝑂2 → 2𝐻2 𝑂

Combustão do enxofre

𝑆 + 𝑂2 → 𝑆𝑂2

Combustão do metano

𝐶𝐻4 + 2𝑂2 → 𝐶𝑂2 + 2𝐻2 𝑂

Combustão do propano

𝐶3 𝐻8 + 5𝑂2 → 3𝐶𝑂2 + 4𝐻2 𝑂

Combustão do butano

𝐶4 𝐻10 + 6.5𝑂2 → 4𝐶𝑂2 + 5𝐻2 𝑂

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3.2.2. REAÇÕES DE COMBUSTÃO COM O AR ATMOSFÉRICO

O ar atmosférico e a fonte mais barata que existe para obtenção do oxigênio necessário para

a combustão. Do ponto de vista prático pode-se considerar que o ar está composto por 78% de 𝑁2

e 21% de 𝑂2 , sendo que a relação entre estes componentes é de 3,76 moles de 𝑁2 para 1 mol de

𝑂2 . A reação de combustão completa do carbono com ar atmosférico será descrita como:

𝐶 + 𝑂2 + 3,76𝑁2 → 𝐶𝑂2 + 3,76𝑁2 + 𝐶𝑎𝑙𝑜𝑟

Na pratica, a combustão só será completa como o ar em excesso, em relação com o ar

estequiometricamente necessário. Combustíveis gasosos queimam com menor excesso de ar. Na

queima de combustíveis líquidos ou sólidos, onde as diferentes etapas de combustão acontecem

na superfície de gotas ou partículas, a quantidade de ar em excesso requerida é ainda maior.

3.2.3. CONCEITOS RELACIONADOS COM A COMBUSTÃO

Quando utilizada a formula pelo dióxido de carbono, o coeficiente de excesso de ar é calculado

como:

𝐶𝑂2𝑀á𝑥
𝛼=
𝐶𝑂2

Sendo que a concentração máxima possível de 𝐶𝑂2 nos gases de combustão é determinado

como:

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𝐶𝑂2𝑀á𝑥 =
1+𝛽

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Onde 𝛽 representa o coeficiente de Bunte, calculado como:

𝐻 𝑡 − 0,126 ∗ 𝑂𝑡 + 0,038 ∗ 𝑁 𝑡
𝛽 = 2,35 ∗
𝐶 𝑡 + 0,375 ∗ 𝑆 𝑡

O coeficiente 𝛽 permite relacionar a composição elementar do combustível com a composição

dos gases. O teor de 𝐶𝑂2 , caso não seja possível a sua medição, pode ser calculado a partir da

concentração de oxigênio pela equação:

21 − 𝑂2
𝐶𝑂2 =
1−𝛽

Quando utilizada a formula pelo oxigênio, para a combustão completa, o coeficiente de

excesso de ar pode ser calculado como:

21
𝛼=
21 − 𝑂2

Para a combustão incompleta, o coeficiente de excesso de ar pode ser calculado como:

21
𝛼=
21 − (𝑂2 − 0,5 ∗ 𝐶𝑂 − 0,5 ∗ 𝐻2 − 2 ∗ 𝐶𝐻4 )

O calculo do excesso de ar tem uma grande importância para o diagnostico de operações.

Quando o valor do excesso de ar se encontra entre os valores recomendados para o tipo de caldeira

em questão, não há necessidade de ajustes no equipamento, caso contrário, medidas operacionais

terão que ser tomadas visando corrigir o processo de combustão.

A eficiência de uma caldeira pode ser calculada por meio de um balanço direto, descrito pela

equação:

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𝑄ú𝑡𝑖𝑙
𝜂𝑐 =
𝑃𝐶𝐼

Porem em um funcionamento da caldeira, há perdas de energia na forma de calor. Essas

perdas estão associadas a diversos fatores. As perdas mais comuns em caldeiras são:

Perdas de Calor Causas

Q2 =Perdas com os gases de Área de troca de calor insuficiente

escape nas superfícies do pré-aquecedor de ar e

Evidência: 𝑡𝑔𝑒 >> 𝑡𝑎(𝑡𝑔𝑒 > 120 ∗ economizador.

𝐶)

Q3 =Perdas por combustão Ar secundário insuficiente, tempo

química incompleta. insuficiente de permanência dos gases

Evidência: Presença de produtos na fornalha, etc.

de combustão incompleta nos gases (CO,

H2, CH4, CH, ...)

Q4= Perdas por combustão Ar secundário insuficiente,

mecânica incompleta problemas com a aerodinâmica da

Evidência: Partículas de carbono e fornalha que provocam arraste excessivo,

fuligem nos gases. alta umidade do combustível sólido,

granulometria excessivamente fina,

operação deficiente do queimador, etc.

Q5 = Perdas ao meio ambiente A temperatura das superfícies

externas da caldeira é maior que a

temperatura ambiente.

Q6 = Perdas devidas a alta Os resíduos extraídos durantes a

temperatura dos resíduos de cinzas limpeza periódica da grelha possuem

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uma temperatura maior que a ambiente,

extração líquida das cinzas.

3.3. FUNCIONAMENTO DE UMA CALDEIRA AQUATUBULAR

As caldeiras aquatubulares são aquelas em que os produtos da combustão passam em torno

de tubos contendo água. Os tubos são interligados aos seguintes tubulões de água:

- O tubulão superior, onde se dá a separação entre a fase liquida e o vapor;

- O tubulão inferior, onde é feita a decantação e purga dos sólidos em suspenção.

O tubulão superior (também chamado tubulão de vapor) tem seu nível de água em cerca de

50% e o inferior trabalha totalmente cheio de água. Tanto o lado do fogo quanto o lado de água da

caldeira são isolados por uma parede de refratários (câmara de combustão) para evitar perdas de

calor ao ambiente (Bega, 2003).

Conforme mostrado na Figura 1, o aquecimento dos tubos e da água existente em seu interior

é feito com o calor gerado pela queima do combustível com o ar de combustão.

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A circulação da água é resultado do aquecimento dos tubos de subida (“riser”) com gás de

combustão quente, sendo que o vapor é liberado no tambor de vapor, principio mostrado na Figura

2. Desta maneira, quando o circuito está cheio de água, um diferencial de peso especifico se

estabelece entre a agua dentro dos tubos ascendentes (zona radiante) e a agua encontrada nos

tubos descendentes (“downcomer” – zona de convecção). A água com maior peso especifico dos

tupos descendentes “empurram” a água com menor densidade para o tubulão superior, iniciando o

processo de circulação (DANTAS, 1988).

O vapor gerado no tubulão superior é saturado ou superaquecido. Caso seja desejado vapor

superaquecido deve-se empregar os superaquecedores, destinados a aumentar a temperatura do

vapor para um valor acima de sua temperatura de saturação, e instalado um sistema de

dessuperaquecimento para resfriamento controlado. Esses superaquecedores são constituídos por

um ou mais feixes tubulares em forma de serpentina, sendo classificados como de radiação ou de

convecção. Como apanágio, o uso de vapor superaquecido aumenta a disponibilidade de energia,

além de conferir um maior rendimento das turbinas em função do maior salto entálpico disponível

(BEGA, 2003).

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Para reduzir as perdas de calor nos gases de combustão, são adicionados o economizador e

o pré-aquecedor de ar como acessórios de aproveitamento de calor. O economizador pode-se dizer

que ele aproveita o calor residual dos gases de combustão para aquecer a água de alimentação.

Além de ensejar um aumento no rendimento da unidade, sua instalação minimiza o choque térmico

entre a água de alimentação e a existente no tubulão superior. Seguindo esse caminho, os gases

de combustão, após passarem pelo economizador, são levados ao pré-aquecedor de ar com o

objetivo de preaquecer o ar de combustão utilizado na queima de combustível, de acordo com o

diagrama da Figura 3 (BEGA, 2003).

Como as caldeiras aquatubulares podem ser facilmente projetadas para maior ou menor

volume de fornalha usando a mesma superfície de aquecimento de convecção, tais caldeiras são

particularmente aplicáveis à queima de combustível sólido. Uma característica, porém, de acordo

com DUKELOW (1991), é o fato das caldeiras a combustível sólido geralmente exigirem maior

espaçamento entre os tubos e maior o volume da fornalha quando comparado ao uso dos demais

tipos de combustíveis (líquido ou gasoso).

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3.4. APLICAÇÕES

• Geração de grande quantidade de vapor a alta pressão;

• Plantas de geração de energia elétrica;

• Plantas de co-geração;

• Geração de vapor saturado em grandes quantidades para utilização em processos

industriais.

3.5. VANTAGENS

Quando comparada à caldeira flamotubular, a caldeira aquatubular apresenta algumas

vantagens bastante significativas que estimulam seu uso. Dentre as vantagens mais significativas

pode-se citar:

• Capacidade em produzir maiores volumes de vapor, por unidade de área de troca de

calor, necessários em processos mais exigentes;

• Capacidade em trabalhar com altas pressões;

• Possibilidade em suportar e gerar altas temperaturas;

• Possibilidade em ser alimentada por uma variedade bem grande de combustíveis, com

alto grau de umidade e variações de granulometria, inclusive as formas de

biomassa que apresentam baixo poder calorífico e dificuldades de queima;

• Partida rápida em razão do volume reduzido de água nos tubos

• Simplificação na limpeza dos tubos, com a possibilidade em ser realizada de forma

automática;

• Durabilidade. O tempo de vida de uma caldeira aquatubular pode facilmente chegar

até 30 anos. Porém, para isso é fundamental que haja boa manutenção, manuseio e

limpezas programadas.

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• Alta eficiência, e estabilidade na geração de vapor superaquecido com altas pressões

e temperaturas;

• Baixo nível de emissões.

• Instalação ao nível do piso evitando onerosas obras civis, facilitando a manutenção e

operação

• O tambor de vapor está localizado fora do fluxo de gases.

3.6. DESVANTAGENS

• Uma caldeira aquatubular pode custar até 50% mais que uma caldeira flamotubular de

capacidade equivalente;

• Construção mais complexa;

• Exigem tratamento de água muito cuidadoso;

3.7. TIPOS DE CALDEIRA AQUATUBULAR

Caldeiras Aquatubulares de tubos retos: consistem de um feixe tubular de transmissão de

calor, com uma série de tubos retos e paralelos, interligados a uma câmara coletora. Essas câmaras

comunicam-se com os tubulões de vapor (superiores), formando um circuito fechado por onde

circula a água.

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3.7.1. VANTAGENS

• São de menores dimensões;

• Menores temperaturas na câmara de combustão, com maior aproveitamento do calor;

• Maior vaporização específica. Unidades médias alcançam 30kg vapor/m2 /hora. Em

caldeiras com tiragem forçada conseguem-se até 200kg vapor/m2 /hora;

• Dispensam refratários de alta qualidade, por serem dotadas de paredes de água.

• A temperatura no refratário e bem menor; -

• Vaporização mais rápida;

• Fácil acesso aos tubos

• Fácil limpeza interna dos tubos;

• Facilidade de substituição dos tubos;

• Inspeção em todos os componentes da caldeira

• Causam pequena perda de carga

• Exigem chaminés pequenas

3.7.2. DESVANTAGENS

• Necessidade de dupla tampa para cada tubo, (espelhos);

• Alto custo inicial;

• Baixa taxa de vaporização específica;

• Rigoroso processo de aquecimento e de elevação de carga (grande quantidade de

material refratário).

Caldeiras Aquotubulares de tubos curvos: não apresentam limites de capacidade de produção

de vapor. A forma construtiva foi idealizada por Stirling, interligando os tubos curvos aos tubulões

por meio de solda ou mandrilagem. Esta caldeira pode ter de três a cinco, o que confere a este tipo

de gerador de vapor maior capacidade de produção.

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Com o objetivo de aproveitar melhor o calor irradiado na fornalha, reduziu-se o número e o

diâmetro dos tubos, e acrescentou-se uma parede de água em volta da fornalha. Isso serviu como

meio de proteção do material refratário com o qual a parede da fornalha é construída, além de

aumentar a capacidade de produção de vapor.

Vantagens:

• Redução do tamanho da caldeira;


• Queda da temperatura de combustão;
• Vaporização específica maior, variando na faixa de 30 kg de vapor/m2 a 50 kg de vapor/m2 para as
caldeiras com tiragem forçada;
• Facil manutenção e limpeza;
• Rápida entrada em regime;
• Fácil inspeção nos componentes.

3.8. CALDEIRAS AQUATUBULARES COMPACTAS

Com produções de até 100 toneladas de vapor por hora e obtenção de eficiências elevadas

(91%), são oferecidas para pronto funcionamento, dispensando a montagem de campo, limitada
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apenas as interligações e instalações elétricas-eletrônicas. Possui instalação em locais com espaço

físico limitado

O que caracteriza a caldeira deste tipo é a exigência de garantir a completa queima do

combustível , determinando a execução de câmera de combustão suficientemente ampla. Esta é a

razão pela qual a parte compacta, propriamente dita, é representada pela caldeira em si,

despachada pela fabrica do produtor, já completa e revestida, enquanto a fornalha segue em

separado para ser anexada no local de instalação.

3.9. CALDEIRAS AQUATUBULARES DE CIRCULAÇÃO POSITIVA

Circulação da água nas caldeiras ocorre por diferença de densidade, pelo aquecimento da água

e vaporização

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Vantagens:

• Tamanho reduzido;

• não necessitam de grandes tubulações;

• rápida geração de vapor;

• quase não há formação de incrustações, devido à circulação forçada.

Desvantagens:

• Parada constantes, com alto custo de manutenção;


• Problemas constantes com a bomba de circulação, quando operando em altas pressões.

3.10. APLICAÇÃO E UTILIZAÇÃO DAS CALDEIRAS AQUOTUBULARES

As caldeiras tubos de água perseguem os mesmos objetivos de uma caldeira qualquer, isto

é, custo reduzido, compacta cidade, ser acessível, tubos com forma simples, boa circulação,

coeficiente de transmissão de calor elevado e alta capacidade de produção de vapor. Poderia se

dizer que este tipo atinge todos ou quase todos dos objetivos pretendidos, como por exemplo, a sua

limpeza é facilmente realizada pois as incrustações são retira das sem dificuldade utilizando um

dispositivo limpa-tubo movido com água ou ar. Possuem as mais variadas aplicações industriais

sendo também usadas para caldeiras de recuperação e aplicações marítimas, tipo este estudado

com maiores detalhes por Engenheiros Navais. Porém, destacamos sua utilização em centrais

térmicas onde trabalham com elevadas pressões de ate 200 kg/m² e capacidades atingindo valores

de aproximadamente 800 tV/h. Com respeito às grandes centrais térmicas, não e raro um alto

consumo de combustível e por isto qualquer aumento de rendimento, por menor que seja, torna-se

econômico mesmo se os investimentos aplicados forem grandes.

4. CONCLUSÃO

A utilização de caldeira Aquatubulares permitiu em grandes projetos na indústria uma maior

produção de vapor em altas pressões e com uma maior eficiência. Por ter uma alto custo, uma

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construção complexa e alguns cuidados na sua utilização e manutenção são operadas em

processos mais exigentes.

5. REFERÊNCIAS

Livro geradores de vapor, hildo pera

Livro Geração temeletrica, lora e nascimento

https://lcsimei.files.wordpress.com/2012/09/caldeiras_prominp.pdf

https://www.secamaq.com.br/blog/caldeira-aquatubular-vantagens/

https://www.icavi.ind.br/produtos/caldeiras-aquatubulares/

http://cntq2.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2013/05/Caldeiras.pdf

http://mecanica.ufes.br/sites/engenhariamecanica.ufes.br/files/field/anexo/elder_e_fabio.pdf

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