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Escola Básica e Secundária Antonio Bento

Franco
Argumentos não dedutivos e falácia
informais

Disciplina Filosofia
Professor Xavier Calicis
10º A

Boris nº 5
Daniela Freitas nº 7
Ricardo Silva nº 20
Tiago Guedes nº 26
A indução ao raciocínio indutivo

Os argumentos não dedutivos podem ser: a indução, a analogia e o argumento de


autoridade.

Indução ou raciocínio indutivo


Nos argumentos indutivos as premissas sugerem apenas a probabilidade de a sua
conclusão ser também verdadeira. A sua validade depende do grau de probabilidade
das proposições e não da sua forma lógica. O raciocínio indutivo pode ser dividido em
dois tipos: indução como generalização e como previsão.

Diferença entre argumentos dedutivos e não dedutivos


Os argumentos dedutivos são aqueles que, se as premissas forem verdadeiras logo a
conclusão também será verdadeira, é impossível premissas verdadeiras e conclusão
falsa. Argumentos não dedutivos são aqueles que as premissas sendo verdadeiras
oferecem uma grande probabilidade da conclusão ser também verdadeira mas
também pode ser falsa.

Generalização
Na generalização, as premissas são mesnos gerais que a conclusão ou seja significa
passar de premissas particulares para conclusões gerais.

Previsão
Na previsão, as premissas baseiam-se em casos passados, prevê casos não observados
presentes ou futuros, a sua validade está dependente da probabilidade de a conclusão
corresponder ou não à realidade.

Validade dos argumentos indutivos


Só é válida se partir de casos particulares representativos ou se não existirem contraexemplos.

Exemplos de induções fracas


-Generalização precipitada
“Conheci três brasileiros e estes são antipáticos.
Logo, todos os brasileiros são antipáticos.”
O número de brasileiros é insuficiente para se tirar uma conclusão bem sustentada.

Exemplos indução forte


1-Todas as esmeraldas observadas até hoje são verdes.
Logo (provavelmente) todas as esmeraldas são verdes.
2-Observámos exatamente 98% das margaridas, quer das existentes no mundo
atualmente quer as que constam de todos os registos antigos, e todas elas tinham
pétalas brancas.
Logo, todas as margaridas têm pétalas brancas.

Exemplos de indução fraca


1-Temos observado pelo menos 10 margaridas e todas elas têm pétalas
brancas.
Logo, todas as margaridas têm pétalas brancas.
2- Alguns vendedores enganam-se nos trocos.
Por isso, da próxima vez que eu entrar numa loja o vendedor enganar-se-á
nos trocos.

Tiago Guedes nº26

A ANALOGIA OU ARGUMENTO POR ANALOGIA

Definir o raciocínio por analogia


O raciocínio por analogia é um processo de comparação entre dois objetos ou duas
realidades que deriva de uma conclusão.

Requisitos para um argumento por analogia forte


Para que um argumento por analogia ser forte temos de ter duas premissas muito
semelhantes para que a conclusão seja forte.

Exemplos de argumentos por analogia forte


1- O meu cão é parecido ao do meu primo.
O meu cão ladra muito.
Logo, o cão do meu primo ladra muito.

2- Os Mercedes são parecidos com os BMW’s.


Os Mercedes têm a característica de serem seguros.
Logo, os BMW’s são seguros.

Exemplos de argumentos por analogia fraco


1- Os soldados de um batalhão são decididos, corajosos e cooperantes.
Uma equipa de futebol é como um batalhão.
O batalhão tem de obedecer ao comandante.
Logo, uma equipa de futebol tem de obedecer ao treinador.
2-Os soldados de um batalhão são decididos, corajosos e cooperantes.
Uma equipa de futebol é como um batalhão.
Os soldados de um batalhão devem saber usar uma arma.
Logo, uma equipa de futebol deve saber usar uma arma.

Hugo Jacinto nº: 10

ARGUMENTO DE AUTORIDADE

O argumento de Autoridade é definido como o argumento que se baseia na opinião de um


especialista para fazer valer a sua conclusão. Um argumento válido deve cumprir as seguintes
características:

 O especialista tem um bom conhecimento da matéria


 Jamais pode existir controvérsia entre os especialistas do tema em questão
 O especialista usado deve não poderá ter quaisquer interesses pessoais no tema em
causa
 O argumento contrário não pode ser mais forte que o argumento

Bons exemplos de argumentos autoridade:


 A nutricionista Fernanda scheer disse que ter uma alimentação saudável e aumenta a
qualidade de vida, logo ter uma alimentação saudável aumenta a qualidade de vida.
 A ministra da saúde marta temido diz que a vacina contra a covid 19 é segura, logo a
vacina contra a covid 19 é segura.

Exemplos fracos de argumentos autoridade:


 o treinador de futebol José mourinho diz que para não se ter atrofia muscular deve-se
praticar exercício físico pelo menos 1 hora por dia, logo se se praticar exercício físico 1
hora por dia não se apanha atrofia muscular.
 o político Alberto Martins diz que o salario mínimo em Portugal devia aumentar pois
acha que a pobreza em Portugal esta a aumentar, logo o salario mínimo devia
aumentar pois a pobreza em Portugal está a aumentar.

Ricardo Silva Nº20


Resolução da Pag. 102 e 103:
1.
Separar o lixo é dividir as embalagens, o papel, o vidro, o plástico, (entre outros), de
acordo com os materiais que os compõem, colocando-os nos devidos ecopontos. Ao
fazermos esta separação do lixo não só estamos a preservar o planeta, como também
estamos a contribuir para que futuras gerações possam desfrutar de um mundo mais
sustentável.

2
a) O argumento é válido porque o orçamento de Estado existe para diversas áreas e
uma delas é o desporto, como quem se pronúncia é um comentador desportivo,
certamente que sabe acerca do assunto.

b) O argumento é inválido porque tanto as girafas como as toupeiras são animais, mas
ter o pescoço grande é uma característica que só se aplica às girafas, ou seja existe
uma controvérsia entre os especialistas do tema.

c) O argumento é inválido porque aqueles amigos que dão a sua opinião sobre ir à
discoteca, têm interesses pessoais em ir à discoteca, para além de que todas as
pessoas são diferentes não é por aquele grupo de amigos gostar de ir à discoteca que
as outras pessoas têm de ir.

d) O argumento é válido porque o especialista invocado apresenta conhecimento


sobre o tema e não demonstra interesse pessoal pelo facto das sardinhas respiram por
guelras, por isso este argumento de autoridade é válido não só por respeitar estes dois
parâmetros, mas sim por respeitar os quatro parâmetros exigidos.

3.
a) Argumento de autoridade válido
b) Argumento de autoridade inválido
c) Argumento de autoridade inválido
d) Argumento de autoridade válido

4. 
Na gestão de uma escola são necessárias regras para o seu bomfuncionamento; tal e
qual como na gestão de um país que também são necessárias regras para que haja as
melhores condições possíveis não só para os seus residentes como também para a
sociedade em si.

Boris nº 5
Argumentos falaciosos – As falácias informais

Falácia Informal
Uma falácia Informal ocorre quando o conteudo das premissas de um argumento
falham a conclusao proposta.

Falácia da petição de principio


A Falácia da petição de principio consiste em afirmar uma tese, que se pretende
demonstrar verdadeira na conclusão do argumento.

Ex: Não falta ninguem, porque está toda a gente aqui.

Ex: Não tenho dinheiro, porque gastei tudo.

Falácia do falso dilema


Apresentam-se duas alternativas como sendo as unicas, ignorando ou tentando fazer
com que se acredite que não há mais nenhuma.

Ex: Ou é A ou é B (se A for verdadeiro, B é falso e vice-versa)


Ou gostas de cães ou de gatos, como tens um cão, posso concluir que gostas de
cães.
Ou vais ou não vais, mas como não te portaste bem, posso concluir que não vais.

Falácia do apelo á ignorância


O apelo falacioso á ignorância ocorre quando se usa a ausência de provas para provar
algo ou desmentir algo.

Ex: Ninguem provou que deus não existe. Logo, é verdadeira a proposição «deus
existe».

Ninguem provou que deus existe. Logo, é falsa a proposição «deus existe».

Falácia ad hominem ou Falácia contra as caracteristicas de uma


pessoa
Ataca-se idevidamente a pessoas que defende certas ideias julgando-se erradamente
que isso é atacar as suas ideias.

Ex: Não podes comentar sobre o aborto, pois não és mulher e nunca vais ter de tomar
essa decisão.
Ex: Não podes falar sobre lealdade, porque traiste a tua namorada

Falácia da derrapagem ou da bola de neve


A conclusão resulta de um suposto e improvavel encadeamento de sintuações.

Ex: Se A, então B / Se B, então C / Se C, então D


Logo, se A, então D

Ex: Se és um apreciador de bons vinhos, então depois de um bom copo, beberás outro
e outro e mais tarde ou mais cedo tornar-te-ás um alcoólico.

Falácia do espantalho ou do boneco de palha


Distorcem-se as ideias do seu adversário para as atacar mais facilmente. A tese do
adversário é deturpada para ser atacada, mas isso significa que se falha o alvo.

Ex: O João diz que, para se proteger certas espécies, os Jardins zoologicos são
importantes. Então mais valia prenderem todos os animais.

Falácia da falsa causa


Trata-se de um argumento segundo o qual apenas por um facto se seguir a outro se
conclui que o primenro é a causa do segundo.

Ex: O gato miou porque eu abri a porta, logo sempre que eu abrir a porta o gato vai
miar.

Ex: começou a chover quando eu sai de casa, logo vai começar sempre a chover
quando eu sair.

Daniela Freitas nº: 7

Atividades das páginas 106 e 107


1.

A) falácia do apelo á ignorância

B) falácia da petição de princípio

C) falácia ad-hominem
D) falácia da causa falsa

E) falácia da derrapagem,” bola de neve” ou “declive escorregadio”

F) falácia do falso dilema

G) falácia do falso dilema

H) falácia do apelo á misericórdia

I) falácia da petição de princípio

2.

“Quando chega o calor a esta terra, acontece o inevitável: os incêndios. É, portanto,


claro que os incêndios são causados pelo calor.” – falácia da causa falsa.

“Contam-se histórias de gente sem escrúpulos, empenhada em destruir o que ainda


nos sobra de floresta, porventura para alimentar interesses inconfessáveis.” – falácia
ad-hominem

“Nada disso faz sentido: não é verdade que haja incendiários entre nós, já que nunca
ninguém foi capaz de provar que os há de facto.” – falácia do apelo á ignorância

“É certo que o velho Libório jura ter visto uma criatura a atear fogo junto àquela fraga
de onde se mira o rio. Só que o velho Libório não tem qualquer razão ao dizer isso,
porque é um incorrigível libertino e aproveita os domingos para se embebedar.” –
falácia ad-hominem

“A verdade é que os incêndios ou são provocados por mão criminosa, ou pelo calor
excessivo. Mão criminosa encontra-se fora de questão. Logo, é o calor excessivo a
causa exclusiva dos incêndios. E, uma vez que o calor excessivo é a causa exclusiva dos
incêndios, então é evidente que o fogo tem sempre como causa a elevada
temperatura.” – falácia da petição de princípio

Boris nº 5

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