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Análise de risco/ Procedimento de Trabalho em Altura

Escadas Tipo Marinheiro

Empresa: UNIGGEL INDUSTRIA DE SEMENTES LTFA

CNPJ: 11.010.096/0001- 95
RODOVIA TO 225 KM 92 A DIREITA 400 M, S/N, BAIRRO ZONA RURAL;
Endereço:
LAGOA DA CONSUSÃO - TO
Contato 63 3225-3302
A.P.T.A – E.M
Procedimento Elaboração: 04/02/2019 Revisão: 01/2019
01/2019

Responsável pela elaboração:


Elesandra Lucena Maciel Natã Castro Alves Fernando Mendes Santana
Engenheira de Segurança do Técnico em Segurança do Técnico em Segurança do
Trabalho trabalho trabalho
CREA 24000704198 TO Registro TEM: 000887 Registro MTE: 5300378/TO

Este documento contempla as exigências contidas nos itens 35.4.5.1 e alíneas, e


35.4.6.1 e alíneas. No entanto foi elaborado conforme item 35.4.6, tendo tanto as
informações referentes à análise de risco quanto ao procedimento em conjunto e de
forma integrada.
1 – Do objetivo:
Atender as exigências contidas na norma regulamentadora N° 35, a fim de estabelecer
os procedimentos necessários para que a atividade em questão seja realizada de forma segura
e não haja a ocorrência de queda nem qualquer outro tipo de acidente relacionado ao trabalho
em altura nas atividades que se faz necessário a utilização de escadas do tipo marinheiro para
acesso a pontos de trabalho.
2 –Detalhamento das atividades em altura:

2.1 - Atividades Rotineiras


A utilização das escadas tipo marinheiro se dá apenas para acesso aos pontos onde serão
executadas outras atividades, como acesso a silos, entrada em fosso de elevadores, subida
em elevadores, acesso a caixas de resfriamento entre outras. Por tanto a ação base a ser
utilizada como critério para este procedimento é somente a de subida e descida em escadas
tipo marinheiro.

Obs.: Para os casos em que se aplique, deve ser observado as orientações contidas nos
procedimentos de entrada em espaços confinados.
2.1 – Atividades Não Rotineiras
Em todos os cenários que possuem escada tipo marinheiro as atividades que demandam
utilização das mesmas para acesso de pontos a se realizar a operação e manutenção do
armazém, são consideradas rotineiras.

Clinica de Medicina Ocupacional Med Work - LTDA: 24.763.267/0001-07


Endereço: Quadra 604 Sul; Alameda 02; lote 68/70; Plano Diretor Sul; CEP 77.022-044
Telefone: (63) 3216-1448 ou (63) 99256-3301
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3 – Analise de Risco:

 3.1 Local em que os serviços serão realizados:


As atividades de utilização de escadas tipo marinheiro na empresa em questão se dá em
locais como:
Caixas D’Água;
Silos;
Caixas de resfriamento;
Fosso dos elevadores de grãos;
Acesso a passarelas.

 3.2 Isolamento e sinalização no entorno do local de trabalho


A simples utilização de escada tipo marinheiro não requer sinalização em torno do local;
Nos locais em que as escadas tipos marinheiro permitirem acesso a partes rotativas moveis
de maquinários, deve ser utilizado procedimento de bloqueio da fonte de alimentação do
maquinário em questão, com equipamentos que impeçam a religação desavisada da equipe
envolvida na atividade, para realização do bloqueio deve ser utilizado os seguintes itens para
essa finalidade:
Cadeado de Bloqueio Caixa de Bloqueio Etiqueta de Bloqueio

Quantidade
01 Caixa para cada atividade
01 Cadeado para cada 01 Etiqueta de bloqueio para
em execução em zonas de
envolvido na atividade. cada envolvido na atividade.
risco de maquinas.
 3.3 Sistemas e pontos de ancoragem:
O sistema de retenção de quedas para as atividades em questão é composto pelos seguintes
componentes:
Equipamentos

Cinturão Tipo Paraquedista com 05 pts de Talbarte contra queda duplo tipo “Y” com absorvedor
ancoragem de energia.
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Trava quedas para cabo de aço 5/16”


Sistemas/Pontos de ancoragem
Sistema composto por linha de vida de cabo de
aço 8”, fixado em hastes rigidas fabricadas
conforme projeto.
Utilização: o sistema de linha de vida para
escadas tipo marinheiro deve ser utilizado
durante toda a movimentação do trabalhador na
escada, com cinturão tipo paraquedista, e trava
quedas para cabo de aço conforme item 3 deste
procedimento. O sistema em questão não
dispensa a necessidade do talabarte tipo “y”,
que deverá está sempre conectado ao cinto
paraquedista, em prontidão para ser utilizado
em momentos de transposição de pontos de
ancoragem. O trava quedas só poderá ser
desconectado da linha de vida após ancoragem
segura com talabarte “Y” na estrutura do posto
de trabalho.
 3.4 Condições meteorológicas adversas:
Para as atividades em escadas tipo marinheiro realizadas em ambientes externos, deve ser
garantido ao trabalhador a interrupção imediata da subida, em decorrência de chuva e/ou risco
de descargas atmosféricas, caso a atividade esteja em execução, bem como não seja permitido
o inicio de atividades de subida em escadas marinheiro na existência das mesmas condições
meteorológicas.
 3.5 Seleção, Inspeção e utilização dos equipamentos
 A haste de fixação inferior e superior do sistema de linha de
vida deve ser fabricada de acordo com o projeto elaborado;
 Os itens que compõem o sistema de linha de vida, tais como
cabo de aço, grampos para cabo de aço, esticadores e
braçadeiras de fixação devem ser exclusivamente os
constantes no projeto de linha de vida;
 O cinto de segurança a ser utilizado é o do tipo paraquedista,
Seleção dos sendo necessário o fornecimento de cinto com 5 pts de
equipamentos: ancoragem devido as variáveis de cenários dos postos de
trabalho;
 O talabarte a ser utilizado é o tipo “Y” com absorvedor de
energia ;
 O trava quedas deverá ser especifico para cabo de aço 8”,
devendo ser da mesma marca do cinto adquirido;
 Sugestão de marcas de cintos e trava quedas: MG Cinto,
Dully, Ultra Safe, Carbografite, Dengomaster, Steelflex.
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 Deverá ser realizada inspeção bimestral nos elementos de


fixação das hastes do sistema de linha de vida;
 Sempre que identificado que os elementos de fixação das
hastes do sistema não apresentem garantia da segurança na
ocorrência de uma queda, o mesmo deve ser submetido à
manutenção imediata, para substituição de braçadeiras,
reforço em pontos de solda, substituição de peças oxidadas
ou outra medida que se faça necessária para garantir a
integridade do equipamento em sua utilização, e nos casos
em que seja insuficiente a simples manutenção, toda a haste
deve ser substituída;
 O cabo de aço deve ser mantido permanentemente
tensionado;
Inspeção/utilização dos
 Na ocorrência de uma queda de trabalhador, o cabo de aço
equipamentos
deve ser descartado e substituído;
 A integridade e condições de uso do cinto de segurança
deverão ser vistas diariamente pelos próprios trabalhadores;
 Deverá sempre ser observado a validade dos C.A’s dos
equipamentos, bem como a validade do fabricante;
 Deverá ser observado todas as recomendações referente a
inspeção, uso, guarda, conservação e descarte constantes
nas fichas técnicas e manual do fabricante dos equipamentos
de proteção individual adquiridos;
 Os trabalhadores deverão ser informados quanto a forma
correta de utilização do sistema contra quedas, em
capacitação de NR – 35 com carga horária de 8h, devendo
este procedimento ser tratado na referida capacitação.
 3.6 Riscos de quedas de materiais e ferramentas
O transporte de ferramentas manuais durante a subida em escadas marinheiro deve observar as
seguintes diretrizes:

- É vedado o transporte de ferramentas como chave de venda, espátulas, martelo etc, no


bolso da calça do trabalhador;
- Na necessidade de se levar poucas ferramentas, as mesmas devem ser fixadas através
de cordeletes em olhal próprio para este finalidade, com amarração em mosquetão oval
conectado ao cinto do trabalhador;
- Na necessidade de transportar uma grande quantidade de ferramentas, deve ser
utilizado balde de lona, fixado no cinto do trabalhador;
- Para o transporte de muitas ferramentas, cujo peso não seja possível ser levado pelo
próprio trabalhador, deverá ser montado sistema de polia para içamento das ferramentas
até o posto de trabalho;
- É vedado o lançamento de ferramentas, de baixo para cima e vice e versa, devendo
sempre que se fizer necessário o envio de ferramentas para trabalhadores que já estejam
em altura, ser utilizado sistema de polia com balde de lona para içamento das
ferramentas;
- Durante toda a utilização das ferramentas em altura, as mesmas devem ser mantidas
fixadas de modo a evitar o risco de queda.
Ilustração dos itens necessários para segurança no transporte de
 3.6.1
ferramentas

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Cordelete de fixação de
Fixação de ferramentas durante a utilização Balde de lona para içamento de
ferramentas, para atividades em
emaltura. ferramentas
altura.

Ferramenta com olhal para


Polia simples para içamento de ferramentas Mosquetão Oval
fixação
 3.7 Normas relacionadas à atividade
 NR – 06;
 NR – 07;
 NR – 11;
 NR – 17;
 NR – 26;
 NR – 35.
 3.8 Condições impeditivas
1. Pouca ou nenhuma iluminação;
2. Mau funcionamento ou defeito em qualquer um dos componentes do sistema de proteção
contra quedas;
3. Escadas em condições inseguras (Fixação incompleta, oxidação, degraus danificados
etc.);
4. Falta de Cinto de Segurança;
5. Falta de Trava Quedas;
6. Falta de Talabarte “Y”
7. Falta de Treinamento;
8. Não realização dos exames para trabalho em altura contemplados no PCMSO.
 3.9 Situações de emergência
Em caso de situações de emergência, deve-se seguir todas as orientações constantes no
procedimento de salvamento e resgate em altura da empresa.
 3.10 Supervisão
 Fica determinado como supervisor de trabalho em altura aquele(s) que exercem a função
de encarregado de setor, tendo sido submetido à capacitação, devendo dispor de total
autonomia para inibir atos inseguros dos demais, bem como exercer o direito de recusa.

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4 – Procedimento:

I – Diretrizes e requisitos da tarefa:

As atividades em altura em escadas tipo marinheiro serão realizadas exclusivamente


pelos trabalhadores que estão autorizados, tendo recebido treinamento de NR – 35, realizado
os exames médicos para trabalho em altura conforme o PCMSO, recebido todos os
equipamentos constantes na análise de risco acima e ter tido ciência das recomendações
contidas neste documento.

É vedada a permissão para trabalho em altura de trabalhadores que não passaram


pelos requisitos citados anteriormente. O trabalhador que descumprir os procedimentos após
ter sido orientado poderá ser advertido e submetido a medidas administrativas.

II – Orientações administrativas:

a) A simples realização de atividades em escadas tipo marinheiro não requer emissão de


permissão de trabalho em altura;
b) A utilização de escadas tipos marinheiro que se encontre em espaços confinados,
deverá seguir além de todas as medidas de segurança constantes neste procedimento,
todas as medidas de segurança especificas de entrada em espaços confinados;
c) A utilização de escadas tipo marinheiro por funcionários de empresas terceirizadas
deverá seguir todas as diretrizes desse procedimento;
d) Nos períodos de safra em que haja contratações de trabalhadores temporários, deverá
ser fornecido Cinto tipo paraquedista, Talaberte Y, trava queda para cabo de aço e trava
queda para cordas para todos aqueles que forem autorizados a realizar atividades em
altura, devendo também ser realizado treinamento prévio e exames específicos.

III – Detalhamento do processo de utilização do sistema contra quedas:

Cada trabahador autorizado deverá dispor de um cinto tipo paraquedista, um talabarte


tipo Y e um trava quedas para cabo de aço. Antes de iniciar a subida nas escadas tipo
marinheiro o trava quedas deverá ser conectado ao cabo, observando sempre o
posicionamento conforme seta de indicação “Para cima” assim garantindo segurança contra
quedas em toda a movimentação no curso da escada, conforme imagem abaixo:

O trava quedas só poderá ser desconectado da linha de vida, após o talbarte Y estar ancorado
em ponto fixo, assim como o talabarte só poderá ser desconectado do ponto fixo, após o trava
queda estar conectado na linha de vida.

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IV – Competências e responsabilidades:

Cabe ao responsável pela elaboração do procedimento:

a) Repassar todas as informações estabelecidas nesse procedimento ao empregador;


b) Orientar os trabalhadores autorizados ativos no perdido de competência da entrega
desse procedimento;
c) Incluir esse procedimento como conteúdo programático das capacitações de trabalho
em altura;
d) Realizar correções que sejam necessária por quaisquer que sejam os motivos;
e) Realizar revisões quando solicitado pelo empregador, nas situações de mudanças nas
atividades que impliquem em mudanças no procedimento;

Cabe ao empregador:

a) Implantar o procedimento;
b) Realizar inspeções periódicas nos sistemas de linha de vida;
c) Fornecer os equipamentos de proteção individual para queda em altura para todos os
trabalhadores autorizados, inclusive temporários;
d) Exigir o uso dos equipamentos;
e) Fiscalizar a correta utilização do sistema;
f) Tomar as medidas cabíveis em caso de condutas inseguras, e descumprimento do
procedimento por parte dos empregados.

Cabe ao empregado:

NR – 06
Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

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Art. 158 - CLT

Cabe aos empregados:

I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que


trata o item II do artigo anterior;

Il - colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo.

Parágrafo único - Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:

a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo
anterior;

b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa.

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