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Políticas Públicas e

Relações Internacionais
PROF: BRUNO VEILLARD
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Abordagens teóricas de Políticas
Públicas

 Contexto – início do século XX

No âmbito da área de Economia e Política existiam 2 pensamentos: a matriz


liberal, com o ideário de liberdade individual e sem intervenções no Estado,
e a matriz socialista, com o ideário de liberdade coletiva com intervenção
no Estado.
Após a Crise da Bolsa de Nova York, em 1929, emerge no cenário ideológico
da Economia Política o keynesianismo, o qual sinaliza que o Estado deveria
aumentar os gastos públicos como forma de gerar empregos. O objetivo é
estimular o equilíbrio entre a poupança e o investimento.
Abordagens teoricas de Políticas
Públicas

 LASWELL (1936): enfatiza a policy analysis (analise de PP) como modelo de


diálogo entre acadêmicos, governos e grupos de interesse.
 SIMON (1957): enfatiza a racionalidade limitada dos policy makers
(decisores públicos), mediante a criação de estruturas que auxiliem os
atores na direção de resultados.
 LINDBLOM (1959): enfatiza a introdução das relações de poder e as fases
dos processos decisórios; a racionalidade é importante, mas temos
também que considerar as variáveis de eleições, partidos, burocracias e
grupos de interesse.
 EASTON (1965): enfatiza a PP como um sistema que recebe inputs dos
atores sociais (partido, mídia, grupos de interesse) no processo de
formulação, resultados e o ambiente.
Abordagens teóricas de Políticas
Públicas

 LYNN (1980): as PPs seriam “conjunto específico de ações do governo que


irão produzir efeitos específicos”.
 DYE (1984): as PPs seriam “o que o governo escolhe fazer ou não fazer”.
 PETERS (1986): as PPs seriam “a soma das atividades dos governos, que
agem diretamente ou através de delegação, e que influenciam a vida
dos cidadãos”.
 MEAD (1995): as PPs seriam “um campo dentro do estudo da política que
analisa o governo à luz de grandes questões públicas”.
Pode-se dizer que as PPs são o processo de formulação de ações
governamentais que visam traduzir seus propósitos em programas e ações
que produzirão resultados ou as mudanças desejadas no mundo real. SOUZA
(2002)
Estado, sociedade e democracia

 O desenvolvimento e aplicação de PPs costuma ter o Estado como seu


principal ator, pois cabe aos decisores públicos a função de alocação de
recursos e de planejamento.
 As PPs são parte do movimento social no sentido de exposição de
abordagens demandadas. Dentro dessa perspectiva as PPs são vistas
como um meio para a participação e estímulo de práticas de debate,
diálogo e de democracia.
 As PPs são entendidas como um mecanismo de solução de problemas, e
nesse bojo ê preciso salientar seus estágios básicos: definição de agenda,
identificação de alternativas, avaliação de opções, seleção de opções,
implementação e avaliação.
Modelos de Políticas Públicas

 Garbage can ( lata de lixo): diz respeito a forma como as instituições


observam o problema-solução. Nessa visão as próprias organizações
constroem a solução dos problemas e não o oposto. Seria algo incerto no
sentido de que as soluções não seriam analisadas de imediato mas
ficariam a cargo do decisor de acordo com o momento e leque de
soluções tidas.
 Coalizão de defesa: diz que um conjunto de subsistemas composto por
diversas coalizões integram as PPs, mediante seus valores, crenças e
ideias conforme os recursos que dispõem.
 Arena social: diz respeito ao despertar da atenção dos decisores para
determinado problema. Os ativistas buscam: divulgar indicadores sobre a
dimensão da questão; apontar eventuais repetições da questão; e trazer
informações de faltas da atual política ou resultados medíocres.
Modelos de Políticas Públicas

 Modelo do “ Novo gerenciamento público” e pelo ajuste fiscal: diz


respeito a introdução nas PPs das ideias de eficiência, credibilidade e de
independência política.
 Eficiência: incapacidade dos grupos de operacionalizarem uma PP, pois
a difusão de diversos interesses prejudicaria a resolução de problemas por
causa da desorganização.
 Credibilidade: ênfase na existência de regras em detrimento do poder
discricionário de decisores e burocratas.
 Independência: delegação do desenho das PPs para órgãos
“independentes” nacionais e internacionais sob o argumento de
incoerência com ciclos eleitorais.
Textos para a
próxima aula:

• Políticas Públicas na Perspectiva de


Direitos Humanos: Um campo em
construção.
Contato dos professores

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