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Afecções dermatológicas em cães

Demodicose (sarna negra)


Demodex canis, D. cornei – ácaro.

Organismos comensais, constituintes da microbiota cutânea.

Fatores de quedra da imunidade – produzidos pelo ácaro.

Pedisposições:

 Raças definidas de pelame curto (Pitbull, Pug, Bull Terrier, Buldog francês, etc).
 Fêmeas 60%
 Antes do primeiro ano de idade

Distribuição localizada ou não.

Juvenil – mais frequência.

Adulto – procurar causa de base (hipoadrenocorticismo, etc). O quadro inicial pode apresentar outra localização.

Manifestações

 Pode ou não haver prurido.


 Infecções oportunistas (piodermites)
 Regiões de maior acometimento são extremidades de membros, face (mento, periocular).
 Quadro cintomato-lesional:
 Eritrema (com ou sem edemaciação)
 Alopecia/rarefação pilosa. – principalmente em cabeça e membros.
 Crostas hemáticas ou melicéricas
 Hiperqueratose
 Hiperpigmentação/melanodermia – resultante da cronicidade da doença.
 Comedos

Achados comuns

Diagnóstico:

Raspado cutâneo profundo

Fita de acetato

Imprint de conteúdo pustular

Avulsão pilosa (avaliação da raiz pilosa)

De cerúmen

Exame histopatológico – indicado quando há forte suspeita contudo exame parasitológico é negativo. Lesões de
intensa inflamação, flogose ou hiperqueratose. Shar pei (mucinose cutânea).

Escabiose

Sarcoptes scabiei vairante canis. Existe para espécie felina, sendo que é normalmente espécie específico.

Altamente contagiosa

Especieal importância em animais oriundos de aglomerações ou não domiciliados.

Manejo ambiental e de contactantes.

Intenso prurido e diuturno, de início súbito, substâncias pruridogênicas, hipersensibilidade e “escavação”.


Manifestações

Típico da face e pavilhões, podendo haver generalização (N. cati)

Áreas clássicas como borda dos pavilhões (zona de Henry – mais usada para raspagem), cotovelos e jarretes,
também pode ser generalizada.

Sintomato-lesional

 Prurido intenso
 Crostas – hemáticas e melicéricas (podem recobrir regiões)
 Elopecia/rarefação
 Eritrema
 Erosão
 Hiperqueratose

Diagnóstico

Exame parasitológico

Raspado cutâneo superficial (uso de óleo na coleta pode aumentar a acurácia)

50-60% dos casos é S.scabiei

80% - N. cati

Ovos e/ou ácaros.

Hitopato – sem indicação, achados ao acaso (5% de sensibilidade)

ELISA p/ S.scabiei

Reflexo otopedal – dobrar e friccionar a superfície da orelha, o paciente reflete com a perna (“coceira”).
Normalmente se tem escabiose tem reflexo podal.

Otodectes cynotis

Grande importancia em felinos e subestimada em cçaes.

Em gatos pode ser assintomático.

Manifestações são decorrentes de hipersensibilidade a antígenos produzidos pelo ácaro e enzimas nas fezes.

Importância em animais querenciados.

Manifestações

 Prurido otológico
 Lesões autoinduzidas em pavilhões, face, cervical e região mastoidea
 Oto-hematomas
 Reflezo otopedal
 Sintomato-lesional
 Sinal da borra de café
 Eritrema
 Hiperplasia/hiperqueratose
 Estenose
 Otoscopia = estenose, formações em sagu, crúmen enegrecido, ácaros visíveis, eventualmente

Diagnóstico

Otoscopia – visualização de ácaros (raro). Ácaro pernudo.


Piodermites

São classificadas quanto:

 Elemento cutâneo - epiderme


 Profundidade – epiderme + derme
 Localização

Staphylococcus pseudintermedius (95% dos casos), S. aureus, S.schleiferi.

Dermatite umida aguda

Também denominada piotraumática, acral por lambedura quando em extremidades

Quadro agudo – literalmente ocorre da noite pro dia. De natureza autoinduzida.

Çocalizaçãi intimamente relacionada à causa primária

Ciclo prurido-trauma-algia.

Etiologia múltipla:

 Alergopatias (sobretudo DAPE)


 Osteoartrose
 Psicodermatoses

Quadro sintomático-lesional.

Erodo-ulceração, de coloração amarelo-alaranjado.

Exsudação e clara definição dos limites lesionais.

Lesões semelhantes à queimaduras.

Impetigo

Pustulas em regiões glabras.

Foliculite bacteriana

Apresentação mais comum, considerada a segunda dermatose mais comum em cães (atrás da DAPE)

Há envolvimento do epitélio folicular.


Pápulas, crostas, alopecia, eritrema.

Normalmente em áreas de cobertura pilosa.

Lesões com colarinho

Piodermite esfoliativa – toxinas bacterianas causam rompimento da integridade da derme.

Foliculite-furunculosa-celulite

Piodermite profunda comum em cães de grande porte e em obesos.

Quadro infeccioso que ganha tecidos da derme e hipoderme que tem como sítio inicial a unidade folicular.

Edema – sangue, material purulento. Forma furúnculos (pápula com sangue dentro).

Quando há sangue, houve envolvimento de derme necessariamente, porque a epiderme é avascular.

Diagnósticos das piodermites

Quadro sintomato-lesional

Avaliação citológica (conteúdo pustular ou exsudato):

 Neutrófilos com ou sem sinais de degeneração.


 Macrófagos ativados
 Elementos bacterianos (geralmente cocos) dispersos ou seofrrendo fagocitose (confirmação
diagnóstica).

Cultura e antibiogramda

Diagnóstico etiológico associados ao perfil de susceptibilidade

SEMPRE pareado com o exame citológico

Histopatológico

 Sobretudo na eliminação de diferenciais


 Evidencia o sítio de infecção (subcórneo, folicular, derme)

Identificação da causa de base

 Triagem alérgica
 Dosagens hormonais
 Exames de imagem

Dermatofitoses

Fungos queratinofílicos

Causam infecção superficial dos tecidos e fâneros queratinizados *exceção dos pseumicetomas)

Tinha, tinea, etc.

Microsporum canis, M. gypseum, Trichophyton mentagrophytes.

M. canis não faz parte da flora ou microbiota de cães e gatos. Outros como Aspergillus, Penicillum são.

Fatores de risco – FIV e FELV não são fatores ao contrário do que se pensa. HAC, leishmaniose e diabetes mellitus
são possíveis, mas ainda indefinido.

Fatores na patogênese

Conato direto com animais infectados é principal rota


Fômites

Solo contaminado (geofílico)

Micro traumas na pele (auto traumas, puliciose, tosa)

Groomind pode ter papel protetor

O turn-over adequado e a secreção sebácea também têm papel protetor.

Os dermatófitos produzem adesinas de superfície e proteases que clivam a queratina em peptídeos e


aminoácidos utilizáveis.

Manifestações clínicas

 Alopecia (simétrica ou assimétrica)


 Lesões circulares ou irisadas
 Descamação (lesões “sujas”)
 Prurido variável, geralmente ausente.
 Dermatite miliar (pápulas encimadas por crostas hemáticas em felinos)
 Hiperpigmentação
 Plugs foliculares
 Onicogrifose
 Acne felina
 Complexo granuloma eosinofílico.

Normal em cães que tem contato com terra.

Lesões centrífugas.

Diagnóstico

Exame direto – ectotrix.

Lâmpada de Wood – flurescência de M. canis (triptofano)

Cultivo

 Avulsão
 Escova
 Carpete

Histoplatologia

PCR

Malasseziose

Leveduras comensais das mucosas.

Fazem parte da microbiora residente

São lipofílicos, tendo predileção.

M. pachydermatis é a mais comum e normalmente é oportunista.


Autoimunes

Complexo pênfigo

Grupo de afecções cutâneas causadas por autoanticorpos da classe igG, têm como alvo as caderinas, proteínas
responsáveis por promover a adesão celular entre queratinócitos.
Lupus – deposição de imunocomplexos na camada córnea. Nariz liso, com despigmentação e lesões ulceradas
com deposição de crostras.

Úlcera – lesão à nível de camada basal.

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