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1.

Função notarial:

- suportes documentais: onde se praticam os atos

-arquivos: -livros

-pastas

- competências

2. Espécies de documentos

- Formalidades

- Requisitos

3. escrituras em particular

- habilitação de herdeiros

- justificação de direitos

4. instrumentos notariais

- requisitos, espécies

5. princípios registais

- legitimação

- trato sucessivo

6. procedimentos especiais

-CP (casa pronta), BHDP (balcão de heranças e divórcios com partilha)

-EP (escritura publica)

-DPA (documento particular autenticado)

-Procedimento especial

Bibliografia

www.IRN.mj.pt

www.notarios.pt
Resenha histórica do notariado

1º- d. afonso III -1248 a 1279, este introduziu a figura de ISERIBA.

Este ISERIBA praticava atos jurídicos reduzidos a escrito (contratos). Este era nomeado pelo
rei.

2º- d.dinis- 1661 a 1899, atividade do tabelião, alargamento de competências

3º- 23-12-1899- criada a 1º direçao de notariado:

• ordenou o estado como sendo o notário publico:


→nomeado por bachereis em direito ou pessoas detentoras de grau de ensino;
➔ nomeação policial-3 atos.
➔ Magistrado de jurisdição voluntária

4º- 1960- surgiu o primeiro código do notariado – veio estabelecer um conjunto de normas
que regulam a forma e as competências para a pratica de atos.

5º- DL 92/90 (exclusividade de função)- regulavam o acesso á função de notário e conservador


(licenciado em direito, nacionalidade portuguesa, não estar inibido do exercício de funções
publicas, não ter praticado qualquer crime)

- Vagas abertas por concurso publico no diário da republica:

Seriados os candidatos- notário (4 meses)- R. predial comercial; depois

Provas publicas (4 meses)- estágio conservatória do registo civil; depois

Aprovado frequenta um curso de pós- graduação- IJFDUC 1 semestre estágio ao cartório


notarial; depois

Exame final→ candidaturas ás localidades

6º- DL 207/95 de 14 de agosto- função notarial publica

7º- DL 26/2004 de 4 de fevereiro – atualizaçao mais recente

Lei 155/2015 de 15/05- o notário passa de publico a publico-privado

Antes- notário publico

A partir de 2004- função notarial

Estatuto do notariado-> consta do DL 26/2004

- notariado (neste momento) é publico (atos públicos dotados de fé publica) e privado (sistema
misto exerce uma profissão liberal)

Sistemas notariais:

• Latino- notariado privado


• Administrativo- notariado publico
• Anglo-saxónico- não há distinção entre documentos particulares nem publico (logo
não há notario)

Ser notário hoje exige:

• Requisitos subjetivos:
-licenciado em direito
-provas de acesso
-estágio
-provas de ingresso
• Requisitos objetivos (obedece a numerus clausus):
-atribuidas instalações
-licença de notariado

De 2004 (notariado publico = passam a ser conservadores) a 2018 (notário publico e privado->
a partir de janeiro de 2019 há exclusivamente notário publico e privado).

Mapa notarial: atribui licenças em função dos concelhos territoriais

Vigora o principio da tipicidade, ou seja, está tudo na lei.

Função notarial relativamente ás competências:

a) Fuçao operacional- consiste em dar forma legal aos documentos


- redigir documentos públicos
-autenticando documentos particulares
b) Função de apoio- acessoria das partes

Advogados, solicitadores, conservadores (função notarial: principio da atividade notarial):


tituladores -> titulam (lavram/escrevem) atos ou contratos jurídicos.

• Principio da legalidade- art.11 (estatuto dos notários) tenho que praticar os meus atos
de acordo com a lei
• Principio da imparcialidade art.13
• Principio da autonomia art.12

Art.5 CN os notário não podem fazer serviços familiares (parentes afins até 2º grau, conjuge)

Competências do notário art.4 CN

Instrumento notarial : é feito numa folha branca

Testamento: competência exclusiva do notário art. 4 CN

Certidões:

• Valor probatório pleno


• Documentos arquivados

Fotocopias certificadas:

• Valor probatório bastante


• Documentos avulsos, mera indicação
• Tirar copia e entregar
• Tirar copia e certificar com assinatura, verificando que está conforme á original: tem o
mesmo valor probatório (valor probatório pleno)

Partilhas:

• Notário: escritura publica


• Solicitadores: DPA
• Advogados: DPA
• Conservadores

Art.3 nº1 d) + art 4º nº2 g) : antes de 2000 era so competência do notário

Decreto lei 28/2000 de 13 de maio:

Fotocopias de acordo com as originais

• Competência:
o juntas de freguesia (presidentes, secretário)
o CTT
o Camaras de comercio e industria (existem em lisboa e porto)
o advogados
o solicitadores
o conservadores

esvaziamento de competências notariais

1º DL 28/2000 de 13 de março

Competência para o reconhecimento de assinaturas:

• CTT
• Juntas de freguesia
• Comarcas de comercio ou industria (lisboa e porto)
• Advogados
• Solicitadores

Antes de 2000 a competência era apenas do notário, depois de 2000 é do notário +


todos os referidos anteriormente.

2º DL 36/2000 de 14 de março

Dispensa de escritura publica: atos secretários (da vida das sociedades) permitiu que
houvesse outras modalidades para fazer esses atos, a escritura publica deixou de ser
obrigatória.

Atos:

• Alteração do contrato de sociedade, aumento de capital, dissolução de sociedades


• Constituição da sociedade unipessoal por quotas (documento particular com
reconhecimento de assinaturas)

3º DL 64-A/2000 de 22 de abril

Dispensa da escritura publica- arrendamento urbano

4º DL 237/2001 de 30 de agosto

Traduções e certificação das traduções (art.4 nº2 f) ):

• Advogado
• Solicitador
• Conservador

• Certificação: tem de prestar juramento de que os documentos estão conformes nas


duas línguas, que digam exatamente a mesma coisa. EX. num casamento que ocorreu
na china de A português e B chinesa os documentos estão em mandarim. Para registar
o casamento em Portugal tem que se traduzir e declarar que está conforme com o
documento original (o que está em mandarim). (para legalizar o casamento é nas
embaixadas).

5º DL 111/2005 de 8 de julho (página 455 )

Constituição de sociedades: conservadores (funcionário publico) -> balcão empresa na


hora (ENH). Antes de 2000 as constituições de sociedades eram feitas por escritura publica,
depois de 2000 as sociedades unipessoais por quotas podiam ser constituídas por documento
particular com reconhecimento de assinaturas. E a partir de 2005 todas as sociedades podiam
ser constituídas no balcão de empresa na hora, ENH.

6º DL 76- A/2006 de 29 de Março

Todos os atos secretários:

• Ata:
o Constituição da sociedade: documento particular com reconhecimento de
assinaturas.

7º DL 263-A/2007 de 23 de julho (pág. 307)

Criou o procedimento especial da transmissão e oneração de prédios urbanos. Dispensa


a escritura publica nos seguintes atos:

• Compra e venda
• Hipoteca
• Divisão
• Mutuo
• Propriedade horizontal
• Doação
• Tudo isto passou a poder ser feito pelos conservadores e oficiais de registo
através do balcão casa pronta. Ex. antes de 2007 só podia ser feita venda através
da escritura publica , depois de 2007 já pode ser através do balcão casa pronta.
Nota: A (vendedor/dono) vende a B (comprador) o prédio X pelo preço de Y. para registar a
compra e venda é mais simples ir á conservatória, pois se for feito o registo por escritura publica
têm de ir á conservatória igual, logo é mais simples ir ao balcão casa pronta (conservatoria).

8º DL 324/2007 de 28 de setembro (veio alterar o código de registo civil)

Art. 210-A, 272-A a 272-C

Partilhas:

• Mortis causa (a partilha mais á frente vai poder ser feita por outros, não só o notário e
conservador)
• Divorcio e separação:

Habilitação de herdeiros:

• Ainda hoje é exclusiva de notários e conservadores -> balcão BHDP (balcão de heranças
e divórcios com partilha)

9º DL 116/2008 de 4 de julho

Art.20 e 22 e 23 a 26 :

• Documento particular
• Documento particular+ termo de autenticação :
o Notários
o solicitadores
o Advogados
o Conservadores

Documentos (no âmbito do direito civil):

• Autênticos: facultativos para notários e conservadores, lavrados e subscritos por uma


autoridade publica. Art.363 cc + 369cc +375 cc;
• Particulares: redigidos/ escritos pelas partes;
• Autenticados: facultativo, dedigidos pelas partes e confirmado o seu conteúdo perante
uma autoridade de competência para autentificação;

 DP (documento particular)+ TA (termo de autenticação )= DPA (documento particular


autenticado)

Atas exclusivas da competência do notário

Escritura publica: documentos autênticos-> documentos datados de fé publica

 É facultativa. Exceçao obrigatória para testemunhas

Competência do notário ou conservadores

Habilitação de herdeiros:

• Escritura publica- notário- art.85 e 83 CN


• Banco BHDP- conservador-210-A CRCivil
Justificação de direitos:

• Escritura publica- notário- art. 85 e 89 CN


• Processo na conservatória- conservador- 116 CRPredial

Função notarial

Tituladores:

 Redigem os documentos autênticos:


-Notários- escritura publica
-Conservadores- procedimentos
 Lavram termos de autenticação em documentos particulares:
-Notários
-Conservadores
-Advogados
-Solicitadores

Principio da legalidade (lei)

Principio da imparcialidade (não se pode beneficiar nenhuma das partes)

Art.6 nº1: os impedimentos do notário estendem-se a quem trabalha com eles.

Documentos lavrados pelo notário (se for mal lavrado o documento (sem selo branco)
pelo notário, este não serve de nada, não tem prova bastante art.7):

 Fé publica
 Documento autentico
 Prova bastante
 Se o documento estiver bem feito (com selo branco) não há prova em contrário. São
documentos com segurança jurídica, têm o maior valor.

Documentos lavrados pelos advogados ou solicitadores:

 Termo de autenticação num documento particular


 Prova suficiente
 Aceitam prova em contrário

Pagamentos

• Conservadores: RERN
• Advogados/ solicitadores: tabela de honorários das ordens profissionais
• Notário: tabela de honorários da ordem do notário e do ministro da justiça.
normalmente nas conservatórias é mais barato.

Os documentos não têm valor se não forem acompanhados pelo registo:

• Escritura publica + registo


• DPA + registo
• BHDP + registo
• BCP + registo
EX. A vende:

➢ a B- este não regista


➢ a C- este não regista

O primeiro registo é o primeiro no protegido é C pois registou, logo o bem X fica com
C, pertence a C .

• quando se vai á conservatória isto não acontece pois o registo é logo feito. A
conservatória tem mais segurança jurídica.
• Depois os advogados e solicitadores tambem têm segurança jurídica pois o DPA e o
registo é feito no mesmo dia. Para os DPA terem valor jurídico têm que ser enviados
(meio eletronico/ online) em 24 horas.
• O que tem menos segurança jurídica é a escritura publica (notário) pois demora mais
tempo a para ser registado.

No registo tem de se ir sempre ao conservador ou mandar os DPA por meio eletronico.

• Há conservatórias online: DPA


• Há conservatórias publicas: escritura publica

Documentos lavrados pelo notário-> são lavrados em livros do notário

• Escritura publica: livros do notário


• DPA: folhas soltas dos livros
o Titular atos jurídicos:
o contratos de alienação e oneração de bens imoveis = aquisição de
direitos reais; reconhecimento de direitos reais sobre imoveis

Documentos lavrados por notário, conservador, advogado e solicitador:

• certificados
• certidões
• reconhecimentos
• traduções
➔ lavrados em folhas soltas, que não ultrapassem em cada folha 25 linhas.

Art.7: livros de atas notariais

c) -> letras- caiu em desuso

Art.8: outros livros

a) -> livros de inventário- para ter o escritório organizado, tem de se guardar todos os
documentos
b) -> livros de contas, de receita e despesa

Art. 10: os livros têm de ser utilizados devidamente

A partir do momento que a escritura está assinada não se pode por mais nada- art.12-
a não ser que se junte um anexo (averbamento).
Art.20 ao 29 CN

Não se pode começar a escrever o livro 2 sem que o livro 1 já esteja terminado.

Os livros:

• Têm no máximo 150 folhas


• Têm numeração sequencial (o nº de livros é sequencial numérica)
• Só está em uso um livro de cada vez – regra
• Podem ser utilizados mais de um livro ao mesmo tempo desde que desdobrado em
ordem sequencial numérica + alfabética. ex.1, 1A, 1B, 2, 2A, 2B, 2C, 3, 3A, 4- exeçao
• Têm de ser encadernados dentro ou fora do cartório (quem encaderna assina um
termo de responsabilidade e está perante o sigilo)
• Os livros permanecem no cartório , a saída só é autorizada por lei (para encadernar ou
leitura dos atos fora do cartório como por ex. os testamentos) ou por despacho do
presidente do IRN, para fins de investigação criminal.

Legalização dos livros Art.22 CN

Nenhum livro pode ser utilizado sem ser legalizado, e não podem ter filhas totalmente
em branco.

Para ser legalizado têm de ter termo de abertura, termo de encerramento, estar
rubricadas todas as folhas e numeradas.

Requisitos do terno de abertura art.23 nº1 CN

• Nº do livro
• Nº de folhas
• Fim a que se destina
• Entidade a quem pertence
• Termo escrito no meio da folha

Nota: tudo o que tiver entre linhas tem de ser mencionado antes da data e assinatura (ex.
entrelinhei… / ressalvar em linha…) senão não conta para nada o que está escrito entre as
linhas.

Requisitos do termo de encerramento art. 23 nº2 CN

Escrito na ultima pagina do livro, folha 150. Ex. tem este livro 150 folhas, numeradas e
rubricadas com a rubrica_____ que uso. Com exceçao da ultima e da primeira que vao por
mim assinadas.

Data:

Assinatura: (notário ou substituto legal)

NOTA, são coisas distintas:

• Rubrica: em direito tem de se aprender a fazer rubrica pois é muito usado


• Assinatura: nome completo
• Assinatura abreviada: primeiro e ultimo nome
Competência para legalização, art. 24 CN

Art.24 nº2 é como um inventário (livro de documentos particulares celebrados no


escritório, pois os documentos originais podem ser precisos (necessários) e assim sabe-se
sempre onde estão).

É usual nos cartórios para alem de terem:

• fichas, art. 25;


• livros, art.20 a 25 e 27;
• verbetes, art.25 a 26;
• maços de documentos- art,28 a 29
- local onde se arquivam os documentos que sirvam de base a algum documento ou
livro.

Ex. num testamento Ana escreve-se casada, mas afinal era viúva, só que não tinha
atualizado o cartão de cidadão quando fez o testamento. Temos de acrescentar um
averbamento com a certidão de óbito em anexo. Esta certidão vai para o maço de documentos.

Tem de se ligar os livros aos maços de documentos pois cada maço corresponde a um
livro. Lombada dos maços de documentos, art.29 : maço nº1; do livro nº1; nº de documentos.

Art.31: destruição de documentos

Art.33 e 34: os que não podem ser destruídos, passado 30 anos estes são levados para
outro sitio/ arquivo, como por exemplo os livros de escrituras, testamentos, documentos que
sirvam de base a escrituras e testamentos e documentos com valor probatório pleno.

Art. 36 : tudo é lavrado em livros ou folhas soltas ou no próprio documento

Art. 37: numeração

Averbamentos: é uma alteração, uma mera atualizaçao e são lavrados no próprio livro,
na margem superior se não souber passamos para a margem direita, depois a margem esquerda
e depois na inferior.

Averbar= atualizar (atualiza o ato jurídico lavrado: livros ou documentos)

Nos averbamentos é colocado sempre a data.

Art. 38: composição. Não podem ser escritos com qualquer caneta, tem de ser preta e
que tenha/ dê durabilidade á escrita.

Onde são lavrados os atos (notariais/ juridicos)

35 CN+ 363 CC

369 e 375 CC

Espécies de documentos:

• autenticos- notários (tem fé publica, intervem no titulo/ documento) : livros (valor


probatório maior/ plena)
• autenticados- adv, sol, conservador- folha avulsa (valor probatório bastante)
• reconhecimento (de assinaturas)
atos e contratos dos negócios jurídicos:

• assessorar na elaboração de contratos. Quem redige o contrato não o pode autenticar


• função notarial confirmado pelas partes que o conteúdo/ documento particular
elaborado está conforme a sua vontade o adv, sol, notário assina.

Reconhecimento da assinatura-> elaborado na função notarial

Para produzir efeitos jurídicos tem de haver DP+ TA+ Deposito na conservatória dos registos

Regras a observar na escrita dos atos- art.40 CN

São escritas por extenso (até numeração, salvo as exceçoes previstas no art40 nº3). São
permitidas algumas abreviaturas como dr e engenheiro (doutor, engenheiro) em alguns
documentos.

Os espaços em branco devem ser inutilizados. Pag.6,5 apontamentos. Tudo o eu se


faz o texto final tem de estar especificado senão não é válido. Esta especificação ocorre antes as
assinaturas.

Clara precisa e concisa- art.42 CN- e em português. E temos que dizer tudo o que a lei
diz que temos de dizer como por exemplo: uma compra e venda, temos que dizer quem é o
comprador, quem é o vendedor e o preço da coisa.

Nota:

Direitos de propriedade:

• comunhão conjugal (âmbito do casamento); cônjuges: património


• comunhão hereditária (em comum com a comunhão conjugal, em
determinação de parte ou direito hereditário-> partilha: quota de um todo)
• compropriedade: divisão, quota de um bem.

Art. 46º- formalidades dos atos notariais – art. 69 CN. Elementos ou requisitos que
compõem o ato notarial no que respeita á sua ordenação :

1º identificação

• denominação do ato
• data e ligar de celebração
• identificação do serviço que pratica o ato
• quem presidiu á sua celebração (presidência do ato)
• outorgantes ou contraentes ou intervenientes *
• verificação de identidade- art. 48 CN

*exemplo: um adv está a atender um cliente que lhe diz que quer vender tudo o que tem, o adv
se suspeitar que ele não está são ou que tem alguma incapacidade, chama um médico para
avaliar o cliente. Se se comprovar que o cliente é incapaz o advogado não o vai ajudar a vender
tudo pois quem é incapaz não tem capacidade jurídica, logo não tem capacidade para declarar
a sua vontade, ou seja, não pode vender. Nesta situação o médico é um interveniente.
2º conteúdo:

• requisitos formais (bens imoveis-> DPA, EP; direitos reais-> reconhecimento de


assinaturas):
o código civil
o código processo civil
o leis do urbanismo
o legislação avulsa
• requisitos substanciais:
o código civil, consoante o tipo de contrato/ Negocio jurídico que vou elaborar.
o Código de processo civil

A (executado) B (exequente) AE(outorgante) só pode intervir quem é proprietário mas


nestes casos é escrito no conteúdo eu vai Agente de Execuçao intervir em vez do proprietário.

3º menções especiais:

• Arquivamento dos documentos (maços de documentos proprios)


• Exibição de documentos (instruem o ato mas só são exibidos pois são devolvidos depois
ex. cartão de cidadao)
• Intervenção de testemunhas
• Advertências
• Explicaçao e leitura de documentos
• Assinaturas ou impressão digital quando não possa ou não saiba assinar
• Estatística
• Numero da conta (pagos pela tabela de honorários)
• Liquidação de impostos

Valor ou preço dos bens

bens imoveis :

• Rústicos
• Urbanos
• Mistos

→ Imposto de selo: IS (ato que contem imoveis)


→ Imposto municipal de imoveis: IMI (incide sobre prédios urbanos)
→ Impostos de transmissão de imoveis: IMT (incide sobre o valor ou preço do imovel)

Ninguém pode vender um prédio com o valor a baixo/menor que o valor tributável, se o fizerem
o ato é nulo.

Sobre a minuta (folha á parte)

Contrato compra e venda 830 cc (tem elementos obrigacionais e reais)

Sujeitos- comprador e vendedor

Facto jurídico- transmissão do direito de propriedade mediante um preço


Objeto- bem transicional – bem imóvel

HIPOTESE:

Sujeitos:

Vendedor: 2 vendedores (propriedade fracionada/ compropriedade)

→ antonio maria alves ½


→ maria Miquelina alves silva ½

1ª pergunta: se é casado, solteiro, viúvo, separado

Compradores: 5 compradores

→ padre americo
→ MYL alheira, LDA
→ Ana maria Pimentel
→ Maria Anacleta oliveira
→ Joana angelica alves ribeiro

2º pergunta: o que quer vender (verificar se os bens são mesmo deles)

Objeto: rustico; urbano; misto.

Preço: 10.000€ (a soma do valor dos prédios são pode ser inferior ao que os prédios valem- valor
tributário) (valor tributário, valor venal ou valor patrimonial)

António ½ = ¼ + ¼ = 2/4

½ = 5/10 o direito não permite que se venda a 5 pessoas 1/2 .

Apos o estudo e organização quanto á forma da escritura publica verifica-se que a


António, titular de um direito de propriedade em compropriedade não lhe é permitido fracionar
a sua compropriedade subdividindo o ½ de que é titular pelos 5 adquirentes/ compradores nos
termos do art.54 da lei 91/95, são nulos os atos ou negócios jurídicos entre vivos de que resulte
ou possa vir a resultar a constituição da compropriedade ou a ampliação do numero de
compartes de prédios rústicos cuja elaboração não seja precedida de parecer favorável emitido
pela camara municipal o qual só pode emitir desde que não ponha em causa a unidade de
cultura prevista para prédios rústicos na portaria nº10/2019 15 de janeiro.

António pode vender o seu ½ a uma pessoa só, não pode esquecer que tem de dar
direito de preferência ao outro titular da compropriedade.

Atendendo a que antonio não pode subdividir o seu direito, pretende agora vender ½
do prédio rustico a maria, já titular do direito de propriedade na proporção de ½ do referido
prédio rustico, dando assim finda a compropriedade e ao mesmo tempo exercer o seu direito
de preferência.

Art. 173 nº1 a): ato nulo. Art. 41 nº1 a) CN+ 53 nº2 CN + 70 nº1 a) CN + ART.40 CN
Intervenientes:

• Principais (obrigatório):
o Partes
o Contraentes
• Acidentais art. 65 a 67CN:
o Testemunhas
▪ Declarantes:
-habilitaçao de herdeiros

-justificaçao de direito

▪ Abonadores
▪ Instrumentários – testemunha obrigatórias
o Tradutores
o Peritos médicos

Art. 68 nº2 + 48 nº4

Elementos de identificação dos sujeitos jurídicos intervenientes na qualidade de


outorgantes numa escritura publica são:

Pessoas singulares:

• Nome
• Estado civil – no caso de casado: nome do cônjuge e regime de bens art. 47 nº1 a)
• Naturalidade
• Residência habitual. (estes dois últimos por referencia á freguesia e ao concelho)

Pessoas coletivas:

• Pessoas singulares que representam a pessoa coletiva (administradores/ gerentes/


socios)
• Sede da sociedade
• Matricula da sociedade
• Capital social da sociedade

Na escritura temos que por a data de emissão do cartão de cidadão, ou a data de


validade-> emitido em/ valido até.

Conteúdo jurídico -> compra e venda

CC ou CPC

Tipos de conteúdo jurídico:

• Hipoteca
• Doação
• Propriedade horizontal
• Mutuo
• Partilha
• (reais- hipoteca; pessoais- fiança)
Escrituras especiais:

• Testamentos
• Habilitação de herdeiros
• Justificação de direitos

Objeto- bens:

• Moveis art. 205 cc


- veículos automóveis
• Imoveis art.204 cc
- prédios rústicos iguais nas finanças e na conservatória;
- prédios urbanos

Prédio rustico (art.204 cc e 83 crp- todo o prédio apto para cultura com autonomia física, fiscal
e económica):

• Terreno
• Partes integrantes
-ex. pomar de 1 proprietário- artigo com numero e letra se desmembra a propriedade
do terreno- 200 A. Apenas artigo com numero quando o terreno pertença a outro
dono-200.
Ex. A tem 1 pomar no terreno de B. para B é art 200 para A é 200A.
• Benfeitorias

Documentos objeto- prédio :

Certidão fiscal:

• Natureza do prédio (urbano ou rustico)


• Localização (freguesia, concelho, local)
• Área (em hectares ou metros quadrados)
• Valor tributável/fiscal (valor que as finanças lhe deu)
• Artigo matricial (o que o distingue do prédio que está ao lado; numero ou números
atribuídos ao predio)
• Composição (urbano- res-do-chao, 1º e 2º andar*; rustico- terrenos de sequeiro ou
regadeira)

*se houver propriedade horizontal alem do artigo matricial vai haver sub-artigos quantas
partes houver. Ex. artigo mae 200.

Prédio rural:

• 200 A
• 200B
• 200C
• 200D

Se houver propriedade horizontal o mesmo numero de artigo terá tantas letras


quantas as frações em que o prédio urbano esteja dividido.
A certidão fiscal destina-se á situação tributável dos prédios mediante a verificação da
inscrição matriz.

• Caderneta predial urbana= certidão fiscal (ou seja é preciso as mesmas coisas)
• Quando os prédios forem omissos tem que haver participações para inscrição
da matriz mediante o preenchimento do modelo 1 do IMI vamos precisar das
mesmas coisas da certidão fiscal. Art 57 e 54 CN

Certidão de registo predial (fins jurídicos- adquiriu o direito de propriedade):

• Elementos do prédio = descrição do prédio (é lhe atribuído número de descrição na


conservatória):
o Identificação física- localização e composição
o Económica- área
o Fiscal do prédio- nº do artigo matriz
• Elementos dos direitos que incidem nos prédios:
o Propriedade (ver a inscrição de propriedade)
o Encargos que incidam sobre os prédios
o Ónus.

Art.54 e 28 CRPredial

Prédios:

• Nº do artigo matriz
• Nº da descrição predial

Tem de estar igual na matriz e no registo predial.

Registo predial = conservatória do registo predial (elementos comuns das finanças e na


conservatória art. 28 CAP-> composição localização, área, artigo matriz):

 certidão das descrições e inscrições em vigor


 elementos do prédio para efeitos jurídicos+
 direitos, onus e encargos que incidem sobre o prédio

art.124 CIMI (código do importo municipal sobre imoveis)-> idzem respeito á matriz certidão
fiscal

+ 93 e 94 CIMI -> fala essencialmente na caderneta predial

+57 CN

Na conservatória

 certidão de descrição e inscrição em vigor


 certidão de prédio não descrito
 prédio omisso na conservatória (não tem descrição
nem inscrição em vigor)
principio do trato sucessivo: art. 34 CRP

principio da legitimação de direitos: art.9 CRP

Não se pode fazer atos sem se provar (art.54 nº4 e ss) que o objeto do ato é meu. Ex.
quando for vender um/o bem tem de ser meu e tenho de o provar, pois se o bem não for meu
o ato/negocio jurídico é nulo.

Os prédios não podem ser alienados/ transmitidos/doados/vendidos/ partilhados sem


que se possa provar da inscrição (desses direitos na conservatória) do direito de propriedade a
favor do alienante/transmitente.

Exceçao: ao pricipio da legitimação art. 54 nº3 e 9 nº2

1º compra e venda + mutuo com hipoteca e fiança-> tudo no mesmo dia e no mesmo
titulo.

A (o prédio vendido tem de estar registado em nome do credor) vendeu a B e este vende
a C . B vai realizar o seu ato ao abrigo da exceçao do art.54 nº3 a) porque ainda neste momento
não tem registo da compra e venda a seu favor.

2º A vende a B (compra e venda) 10.11.2019-> não registou

B mutuo com hipoteca a C 15.11.2019 -> se este caso fosse urgente estávamos perante
a exceçao do art.54 nº3 b) mas neste caso não pode titula-la porque o prédio ainda não está
registado a favor de B e não é urgente.

3º partilha

A morre em 1999:

Art.159, Mirandela, prédio inscrito na conservatória a favor de A, direito de propriedade

15.11.2019-> aparecem os herdeiro de A, C e D:

• para haver partilha (divisao do bem) tem que haver uma habilitação de herdeiros para
se provar que são mesmo filhos de A, esta foi feita em 1999, mas não doi registada nessa
data.

15.11..2019 foi realizada a escritura de partilha entre C e D. C adquiriu por sucessão hereditária
de A o art.159. ou seja o vem está em nome do A, mas este faleceu, logo não intervem na
partilha, mas C e D têm legitimidade em conjunto para “adjudicar” o bem de A, apesar de não
estar no nome deles, o bem.

4º penhora- art.9 nº2 a) CRP+ 54 nº3 CN

A combinou com B uma doação para A não ficar sem os seus bens, para não lhe serem
penhorados.

A (doador) transmite por doação B (donatário)-> 09.02.2019-> regista a doação a favor de B

Art.502 rustico, Mirandela

A em 15.01.2019 foi notificado de uma açao executiva que corre termos contra si.

Em 15.03.2019 foi decretada a penhora do bem de A, executado, do art.502 mirandela


No registo:

• Aquisição a favor de A até 9.02.2019


• Aquisição a favor de B depois de 9.02.2019
• Penhora provisória decretada a 15.03.2019 ao executado A (se não se poder penhorar
bens de pessoa diversa, neste caso o registo do art.502 mirandela está a favor de B, logo
a penhora deste artifo era a favor de pessoa diversa).
• Notificado para saber de quem é o bem (pois A doou de má fé para não ficar sem o bem,
pois já sabia da penhora no dia 15.01.2019 ) se se provar que A doou de má fé o contrato
de doação vai ser nulo pois foi simulado.
• Realiza.se a penhora do bem se se provar a má fé de A neste caso o bem não necessita
de estar no nome de A para a penhora ser realizada, pois a transmissão do bem para B
foi de má fé e apesar do bem estar no nome de B este pode ser penhorado.

5º art.9 nº3 CRP + 54 nº3 CN

A vende B sem registo a seu favor nem existe registo a favor de ninguem= prédio omisso na
conservatória-> nas finanças está rustico art.600 A não tem escritura que comprove o direito de
propriedade a favor de A, mas este adquiriu o prédio por compra por volta d 1980.

Justificação do direito pois é a primeira trasnsmissao depois de 1984 .

6º A vende a B -> 1º transmissão depois de 1984

Havendo escritura de compra e venda que comprova o direito de propriedade a favor de A, mas
que não esteja registada, faz-se apenas a compra e venda, mas tem de ser arquivada a escritura
que comprove o direito do vendedor. Ou seja A pode vender a B sem problemas apenas terá de
arquivar a escritura que comprove o seu direito á compra e venda entre A e B.

Art. 54 nº3 CN + 9crp -> principio da legitimação

 Dirigido ao notário, adv, sol, conservadores


 No momento da celebração do titulo têm de observar o art. 54 CN e 9 CRP
• Procedimento especial -> desde que incida sobre imoveis (rústicos ou urbanos) ou
moveis sujeitos a registo (automóveis
• DPA
• Escritura publica

Art. 34 CRP -> principio do trato sucessivo

 Dirigido ao conservador
 Que no momento do registo vai verificar se quem interveio como proprietário na
escritura, no DPA, ou no procedimento especial +e o mesmo que tem o registo a seu
favor.

Nos títulos- A é vendedor e transmitiu a B

• Quando este documento de transmissão de propriedade de A para B vier a registo o


conservador vai verificar se o prédio ainda está inscrito a favor de A, se não estiver
registado a favor de A não pode ser transmitido.
Ex. A vende duas vezes a mesma coisa

A venda de A a C foi registada no dia 16.11.2019, quando B vai registar já não está o bem
registado no nome de A, mas sim de C logo o registo de B vai ser recusado e esye fica sem a
propriedade/ prédio que A lhe vendeu.

Art.28 a 31 CRP + 58 CN +33 CRP

Certidão matricial: finanças

Certidão das descrições e inscrições: conservatória

1- Localização do prédio (local, freguesia, concelho) regra geral : deve ser igual nas finanças
e na conservatória, e deve corresponder de facto ao local do prédio , so assim se pode
titular a transmissão dos direitos, ónus ou encargos que incidem sobre o prédio.
2- Área dos prédios art. 28 nº2 e 3 CRP + 28 A, salvo se a divergência de área se encontrar
nos limites das percentagens previstas no art. 58 nº3 CN e 28 A
3- Artigo matricial
4- Composição do prédio

Exemplo do 1

Caso de divergência

Art.200 urbano, freguesia da sé, concelho de coimbra , matriz finanças, local avenida de sá
carneiro

Art. 200 urbano da freguesia da sé, concelho de coimbra, conservatória , local avenida 25 de
abril

No caso de falta de harmonização quando ao local so pode ser titulado o ato se for junto
documento camarário que estabeleça a denominação correta mais certidão ou documento do
pedido de atualizaçao da localização matriz (para prédio urbano) art. 33 crp

Exemplo do 2

Art. 200 urbano da freguesia da sé concelho de coimbra matriz finanças local avenida 1º de maio,
área 800 m2

Art, 200 urbano da freguesia da sé concelho de coimbra , conservatória, local avenida 1º de


maio, área 900 m2

Existe divergência 28 A CRP

1000-800=200m2 (menos 200 que na pratica)

1000x10%= 100 m2

1000- 900= 100 m2 (menos 100 que na pratica)

Tinham que ratificar a área das finanças pois ultrapassa a margem dos 10% , na matriz excede
os 10% para dispensa de harmonização teria de ser junto á escritura o método de restituição
nas finanças modelo 1 de IMI+ planta geográfica para determinar a área concreta. Invocando no
pedido o erro de mediação no prédio.

58 CN +28 crp + art.29 a 31 crp→ exemplos paginas 12 e costas .


Conclusão da harmonização quanto á área.

1. Se houver harmonizaçao
1.1 lavra-se o titulo (fazemos escritura publica)
2. se houver falta de harmonização quanto á área
2.1 calculamos o valor para apurar a divergência da área por aplicação das percentagens
previstas na lei.
a) Se a divergência se inserir nas margens de tolerância previstas na lei lavra-se o titulo
declarando aos interessados qual a área correta.
b) Se a divergência não estiver incluída na margem de percentagem da lei não se lavra
a escritura/ titulo até se obter a harmonização

Para obter a harmonização da área necessária para lavrar o titulo na situação da alinea b) :

• Se invoca o erro de medição da área que não seja erro grosseiro e então terá que o titulo
a lavrar ser instruído com pedido de área.
• Se invocando erro de medição este erro for grosseiro, deverá antes do titulo serem
realizados os atos jurídicos necessários a permitir inferir a área correta- obter ratificação
judicial.

Exemplo para o 3

Matriz finanças art.208

Matriz conservatória art.202 rustico

Se acontecer esta divergência quanto á composição e ao numero do artigo matricial deverá


previamente ser lavrado o titulo, deverá ser providenciado pela atualizaçao da descrição á
composição e ao art. no serviço que se encontrava desatualizado.

Art 63º e 47º nº5 e 6 CN

• Valor dos bens


• Valor dos direitos
• Direito de propriedade fracionada

o Valor de propriedade indivisível


▪ Comunhão de herdeiros – em comum e sem determinar de parte ou
direito
▪ Comunhão conjugal – casamento no regime de comunhão
o Valor ou direito fracionado
▪ Compropriedade – divisão de um direito real em frações divisíveis e até
a unidade, ou seja, ½, 2/2, 2/3, …
o Valor ou direito fracionado mais direito limitado usufruto
▪ Propriedade plena na propriedade de mais usufruto

Valor físico do bem


• Valor tributável = valor patrimonial – valor para efeito fiscal
• Valor venal = preço do valor aferido segundo indicadores do mercado (área, localização,
se for prédio urbano, ano de construção e tipologia de construção; se for prédio rustico,
tipo de cultura, localização e composição)
o Base tributável para os impostos que incidem sobre imóveis

Pagamento do preço
• O preço pode ser simulado
• montante da prática do ato
• fracionado o pagamento em prestações

Modalidades de pagamento
Só é admitido face a lei nº 83/2017
• cheque bancário ou transferência bancaria

Valor do bem – direito e com o valor tributável


Preço – modalidade e forma de pagamento

Impostos incidem sobre:


• o preço ou o valor consoante o título do ato jurídico que se titula
o IMI imposto municipal sobre imoveis
o IMT imposto municipal de transação …
o IS imposto de selo
▪ Têm inscrições

Certidão camarária
DL nº555/99 fracionamento para construir uma parcela de terreno ou tem vista à agricultura

Prédios
• Condicionamento de construção
• Ónus não fracionado
Prédios
• Rústico
o Fracionamento art 1376º CC + Lei nº 111/2015 de 27 de janeiro art 59º
▪ Regime jurídico de estrutura fundiária
• Documento obtido junto do ministério da agricultura
• Urbano
o Licença de construção
ou
o licença de utilização (obrigatória para imoveis contruídos depois de 1951)
ou
o Certidão camarária ou prova matricial de construção antes de 7 de agosto de
1951

Se prédio contruído
• Licença de utilização, depois de 07/08/1951, certidão onde consta o ano de construção
– matriz
(antes de 1951 – certidão camarária)
• Se o prédio não construído (em construção) tem de ter licença de construção mais o
pedido de licença de construção

Ficha técnica de construção


Reúne o conteúdo de características que o prédio tem.

Decreto lei nº68/2004 de 25 de março


Portaria nº 817/2004 de 16 de julho

Certificado energético
São documentos que atestam as deficiências que o prédio detém. É o cadastro
energético de um prédio.
DL nº 118/2013 art 14º

2000 m2 8000 m2 Tipologia/ área de construção

PR prédio Parcela
rustico destinada
para Ónus de não fracionamento
construção Não podem voltar a ser fracionadas no prazo de 10 anos

Relativamente à divisão de prédios rústicos


- Fracionamento (dividido) parcelas para fracionamento – certidão RAN (fins agrícolas)
- Fracionamento (dividido) parcelas para construção

Dentro do perímetro urbano


• 1 parcela – certidão camarária que autoriza
• 2 ou mais parcelas – alvará de loteamento ou comunicação prévia

Mediação imobiliária – Lei nº 15/2013 de 8 de fevereiro – art 40º


Identificação do prédio
• Elementos descritos para o prédio
o Área
o Composição
o Localização
o Valores
• Situação matricial – registo, valores fiscais
• Situação registal – número de descrição – inscrição em vigor

Identificação
• Ato
• Titulador (notário) + escritura; DPA (adv, sol, notário, conservador – termo de
autenticação)
• Outorgantes
o Intervenientes – contrato
o Outorgantes – termo de autenticação
• Intervenientes acidentais art 65
o Interpretes
o Tradutores
o Peritos médicos
o Testemunhas
o Abonadores

Conteúdo – identificação do prédio


• Elementos descritos
• Situação matricial
• Situação registal
• Preço

Elementos co contrato
• Sujeito
• Preço
• Objeto
o rustico 1000€;
o urbano 50000€;
o misto 25000€ (prédio urbano 20000€ e rustico 5000€
▪ preço global 76000€

Se não constar na matriz


• certidão camarária que certifique o ano de construção
Se contar na matriz
• ano de construção antes 1951
o coloca no título a menção “prédio urbano construído antes de 07/08/1951”
• depois de 07/08/1951
o licença de utilização

Menções especiais – arquivamento e exibição de documentos


• Ressalva de emendas e rasuras
• Menções de que não assina ou porque não sabe ou não pode art 51º e 46º m) CN
• Referencia aos valores pagos pelo imposto de selo e IMT ou isenção consoante o caso
art 8º CMIT e art 23º nº4 e 24 CIS
• Estatística e número de acento do ato art 185º e 186º CN
• Menções de isenção art 197º CN
• Documentos complementares art 64º CN
• Assinatura
o No final da escritura
o Rubrica em todas as folhas
• Intervenientes acidentais – julgamento legal art 69º nº1 e 2 CN
• Art 46º nº 1 f) e g)
o Documento
o Dispensa da leitura
o Data em que foi emitido
• Leitura e explicação do ato art 64º nº 4
o Leitura do instrumento
o Dispensa da leitura
o Explicação do conteúdo
• Advertência art 174º nº 2 – atos anuláveis ou ineficazes
• O início e a data fim art 53º nº 2

Gestão de negócios art 1682º nº 3, 1682º-A e B e 1683º nº 2 CC


• Os atos praticados pelos cônjuges sem o consentimento do outro
• Os atos celebrados pelos menores, incapazes ou inabilitados art 125º, 139º, 148º e 156º
CC
• Os atos celebrados pelos representados consigo mesmo art 261º CC
• O fracionamento de prédios em violação do art 1376º e 1378º CC
• Os atos realizados pelos pais em representação dos filhos menores em violação dos art
1889º e 1892º CC

Ex.: “A” passa procuração a “B” (representante de)


Vendeu o art 20 rustico pelo preço de 10000€

Afeta o ato quer com as partes quer com terceiros


• Nulidade – Vicio que põem em causa a produção de efeitos jurídicos dos atos
o Vicio de forma 44º e 70º CN
▪ Sanáveis art 70º CN
▪ Insanáveis 70º nº1 CN
o Substantivo
▪ Violam regras consignadas no direito especial ou geral no âmbito do
direito substantivo
Sanáveis – são aquelas que o legislador permite que a falta, erro ou omissão cometida possa ser
suprida.
Só há nulidade sempre que haja clausula expressa que o admita – Princípio da tipicidade

Causas de nulidade formal


• Dia, mês, e ano, lugar que foi lavrado art 46º nº1 a) CN
• Falta de cumprimento de formalidades quando intervenham no ato intervenientes
acidentais (interpretes, testemunhas, peritos, declarantes) art 65º a 68º CN
• As ressalvas, eliminação de palavras em violação do art 41º CN
• Quando faltem as assinaturas de interpretes, peritos, testemunhas, …
• A assinatura dos outorgantes (sempre que não haja a menção de não saber ou poder
assinar)
• Violação da indicação dos documentos exibidos art 46º nº 1 g) CN
• Assinatura do notário

Insanáveis – as que resultem de violação das regras de competência em razão de matéria e de


impedimentos para a prática de atos.

Art 70º nº 1 a) a f) CN – exclui a c)


Nulidades sanáveis art 70º CN
Art 131º e 132º CN
• Abreviamento
• Resumo
• Data
• Assinatura

Sanação das nulidades por vício de forma – os efeitos retroagem à data do título que contiver
omissão (data de 1º escritura)
• Meios de averbamento – nulidade cuja causa seja a prevista no art 70º nº1 a)
• Meios de elaboração de uma nova escritura + um averbamento a lavrar na escritura
errada mediante intervenção de todos neste novo título – nas restantes alíneas do art
70º

Insanáveis – declaração de nulidade do ato art 71º CN


• Ato lavrado em violação das regras de competência (ou seja, titulador impedido) em
razão de matéria e das pessoas (incompatibilidades) art 71º CN (art 5º e 6º CN)
Incapacidade ou inabilidade dos intervenientes acidentais art 68º CN

Podem ser sanados se for apresentada declaração comprovativa da sua ausência pelo notário
(titulador) de que no dia da prática do ato estava ausente e do carater urgente da prática ato.

Art 73º CN (art 70º e 71º)


• Violação das regras de competência territorial – se o notário lavrar o ato fora do cartório
e fora dos limites do concelho onde se encontra instalado o cartório, o ato é nulo.
o A nulidade pode ser sanada se:
▪ Provar a ausência do notário
▪ Provar que foram cumpridas as formalidades devidas

A sanação da nulidade pressupõe (art 74º e 75º CN):


• 1 - Um pedido
o Deve ser fundamentado
o Indicar os intervenientes do ato
o Juntas prova documental
• 2- O notário no prazo de 10 dias notifica os intervenientes para uma audição e
apresentar prova documental ou outro meio de prova art 76º CN
• 3 – se a prova for aceite e for prova testemunhal segue-se a inquisição de testemunhas
(o pedido termina com a causa)

Nulidade sanável
• Causa
• Pedido art 78º CN – Recurso – suscetível de recurso para tribunal

O contrato de compra e venda é oneroso e aplica-se também à permuta

Compra e venda (um imóvel)


• Objeto
• Preço
• Sujeitos
(imóvel → troca → preço)
Troca de 2 bens de 2 sujeitos
• Permuta (temos 2 imoveis e/ou moveis)
o Objeto
o Valor
o Sujeito
Mútuo – fruição de uma quantia fingível durante determinado lapso de tempo com ou sem
contrapartidas (juros)
• Feita por abertura do crédito + hipoteca (hipoteca é sempre acessória ao mútuo, o
mútuo está sempre associado à hipoteca quando se trata de abertura de crédito)

Para as escrituras
• Identificação
o Das partes (sujeitos ativo, passivo)
o Notário, advogado, solicitador
o Intervenientes acidentais

Conteúdo jurídico – varia consoante o tipo de ato jurídico que estamos a titular/ elaborar
• Deriva do CC – descrição do bem

Menções especiais – igual na compra e venda, permuta, mútuo, hipoteca


• Capital + juro anual x3 anos
+ despesas pela hipoteca
= montante máximo assegurado
Ex.: Capital 1000€; Juros 10%; 3 anos; Despesas – 40€ (podem variar, mas não podem exceder
4% do valor do capital)
Capital x taxa de juro
1000 x 10% = 100€ - juro anual
100 x 3 anos = 300€ juros de 3 anos
Despesa – 40€
Capital - 1000€

1000+300+40= 1340€ montante máximo

Contratos gratuitos

• Doações (art 940º CC) pode ser unilateral ou bilateral e pressupõe aceitação
o Doações para casamento
o Entre casados art 1722º e 1729º CC
o Entre vivos
o mortis causa
o presuntivos (quota indisponível, sujeita a colação) herdeiros legitimários (quota
disponível) art 2192º CC a 2158º + 953º CC
• tratamento – produz efeito depois da morte (é unilateral)
o Ex.: Bens 10000€; dívidas 100000€
▪ Passivo superior ao ativo – património da herança
• Partilha
o Judicial – inventário – não existe acordo
o Extrajudicial – escritura, dpa, procedimento especial - existe acordo

António + Maria, casados entre si, no regime de comunhão de bens adquiridos. Compram em
conjunto um imóvel no estado de casados, logo é um bem comum do casal, é um bem em
comunhão conjugal logo não pode ser doado. Se António herdar um imóvel do seu pai já é um
próprio.

• Doação
o Simples
o Condicionais (sob condição, “SE”)
o Modais (sob modo, “eu dou-te isto durante um certo tempo à espera de
aconteça algo”)

Património hereditário é transmitido através:

• Testamento
• Repúdio
• Alienação
• Partilha – forma de transmissão da propriedade – sucessão hereditária

• Testamento
o Publico (art 2179º a 2234º CC)
o Cerrado
o Vital
o Internacional

Testamento público

• Intervenientes
o Notário (publico)
o Testador (outorgante)
o 2 testemunhas (instrumentárias)
▪ Art 67º CN
• Instrumentais sem os quais o ato não pode ser celebrado
o A) testamentos art 67º nº1 a) CN
o B) para a oposição de assinatura de quem não sabe
assinar
o C) quando o notário o exija
• Abonatórios – art 48º CN – verificar a identidade do outorgante
▪ Art 68º CN – quem não pode ser testemunha
Forma do ato

• Lavrado no livro artº 4 nº 1 – testador


• Menções especiais art 47º nº 4 CN
• Quando o testador não for português art 46º nº4 CN
• Menções gerais art 54º CN
• Nome, estado civil, morado art 46º CN
• Verificar a identidade art 48º CN

• Conteúdo e disposições testamentarias de natureza pessoal ou patrimonial


• Menções especiais – leitura e explicação do ato e assinaturas 64º nº 4

• Depois de lavrado o testamento no livro:


o Vai ser registado o livro de registo de testamentos art 7º nº 1 b) CN
o Índice de testamentos art 25º nº 2
o Remessa de ficha de modelo aprovada à conservatória dos registos centrais art
187º CN

• Após a feitura do testamento as certidões e informações sobre o conteúdo do


testamento só podem em vida do testador se testadas ao próprio e ao procurador com
procuração com poderes especiais. Após a morte do testador só podem ser
concedidos/pedidos a quem entregar/ apresentar uma certidão de óbito nacional
comprovativa do facto/testador art 32º CN
• Apos a morte, o óbito será averbado ao testamento
o Averbamento – ex.: o testador faleceu em …./…. Conforme verifiquei pela
certidão de óbito nº … da conservatória de … que me exibiram.
Data:
Assinatura do notário:

• Em vida se o testador pretender alterar ou revogar o testamento terá de lavrar um novo


ato de revogação do testamento. Será averbado no testamento inicial.

Testamento cerrado art 2206º a 2209º CC


Lavrado pelo testador em manuscrito pelo próprio, sem emendas ou ressalvas
• Atos notariais que lhe são inerentes
o Aprovação art 106º 107º 108º CN
o Depósito (envelope cozido e lavrado para ser depositado art 108º nº4 CN)
▪ Feito pelo notário, que lhe confere a autenticidade do testamento
▪ Tem de haver duas testemunhas
▪ Formalidades especiais de aprovação
• O instrumento de aprovação é lavrado pelo notário art 108º,
deve conter indicação se tem rasuras, menções gerais art 46
• Assinado pelo testador, testemunhas e pelo notário
• lido e explicado o seu conteúdo
o Abertura art 111º a 115º CN
Art 141º - lavrado em registo de instrumentos
Testamento vital
Ex.: quem por causa da religião decide deixar um testamento vital, que não quer levar
transfusões de sangue, mesmo que isso cause a sua morte.

Legislação
✓ Lei 25/2012 de 16/07 – regula as diretivas anticipativas de vontade, designadamente
sob forma de testamento vital e a nomeação de procurado de cuidados de saúde e cria
o registo nacional do testamento vital (RENTEV)
✓ Portaria 104/2014 de 15/05 – aprovou o modelo de testamento vital
✓ Portaria 96/2014 de 05/05 – regulamenta a organização e funcionamento de registo
nacional de testamento vital

Noção testamento vital


O testamento vital é um documento, registado eletronicamente, onde é possível
manifestar o tipo de tratamento ou os cuidados de saúde que pretende ou não receber quando
estiver incapaz de expressar a sua vontade.
O testamento vital permite também a nomeação de um ou mais procuradores de
cuidados de saúde. Contém instruções para os profissionais de saúde, indicando-lhes como
proceder em casa de incapacidade do declarante para comunicar a sua vontade acerca dos
cuidados de saúde que pretende ou não receber.

Forma de fazer
A portaria 104/2014 aprovou um modelo de testamento vital. Esta disponível no art para
o download, imprimir e preencher o modelo de diretiva antecipada de vontade e entregar
pessoalmente ou enviar por correio registado com aviso de receção.
O testamento vital será registado no sistema informático de saúde, o RENTEV, mantém
atualizada a informação relativa aos testamentos vitais, assegurando a sua disponibilização
atempada, quando for necessária.

Reconhecimento notarial de assinatura


Sempre que a assinatura do DAV não seja feita presencialmente perante um funcionário
RENTEV ter a certeza de que é o próprio a dispor da sua vontade, uma vez que não tem contacto
pessoal com o mesmo.
Art 2º RENTEV portaria 96/2014 de 5 de maio

Requisitos para se poder fazer testamento vital


Lei25/2012 de 16 de julho
Art 4 – Podem outorgar um documento de diretivas anticipativas de vontade as pessoas que,
cumulativamente:
• Sejam maiores de idade
• Não se encontrem interditas ou inabilitadas por anomalia psíquica
• Se encontrem capazes de dar o seu consentimento consciente, livre e esclarecido.

Testamento internacional
Legislação
Obedecer à lei uniforme sobre a forma de um testamento internacional (LUFTI) que foi aprovada
pela convenção de Washington em 26/10/1973.
A lei portuguesa incorporou no direito interno a Convenção e a lei uniforme
Dl 252/75 de 23 de maio

Noção
Testamento escrito pelo testador ou por terceiro em qualquer língua, à mão ou
mediante outros meios, com observância da LUFTI, aprovada pela Convenção de Washington de
26/10/1973 a que Portugal aderiu.
Trata-se de um testamento criado pela convenção com o intuito de dispensar
averiguação da lei a aplicar.
Tal testamento é válido quanto à forma se for elaborado nos moldes estabelecidos na
lei Uniforme, independentemente do lugar em que foi feito, da localização dos bens e da
nacionalidade, domicílio e residência do testador.

Certificado de aprovação
A aprovação do testamento internacional compre aos notários, quando tenha lugar em
território nacional – art 1º DL 177/79.
Quanto à aprovação, registo, depósito, abertura e arquivamento do testamento
internacional são aplicáveis, com as necessárias adaptações, as regras do Código do Notariado
relativas ao testamento cerrado, art 2º DL 177/79.
Têm de intervir testemunhas para alem do testador.
Das duas cópias do instrumento de aprovação, uma que é entregue ao testador e outra
que fica arquivada em maço privativo, art 11º LUFTI.
Quanto à abertura e deposito do testamento internacional aplicam-se as regras do
testamento cerrado.

A aprovação é efetuada através de um certificado lavrado em termos relativamente


similares ao instrumento de aprovação para testamento cerrado, embora não totalmente
idêntico, art 10º da Lei uniforme.
(Ver exemplo de certificado na página 20 (atrás) dos apontamentos em papel)

Repúdio
Legislação
✓ Art 2062º a 2067º CC
✓ Art 1683º nº 2 CC
✓ Art 1889º nº 1 j) CC
✓ Art 2049º CC é extensível aos legados, com as necessárias adaptações, o disposto dobre
o repúdio da herança.
✓ Art 46º nº 3 CN
✓ Art 187 a) CN

Intervenientes
Repudiante - O repudio só pode ter lugar após a abertura da sucessão sendo por isso
necessária a apresentação da certidão do assento de óbito.
Cônjuge – se o repudiante for casado, deve intervir o cônjuge para prestar o
consentimento a menos que entre eles vigote o regime da separação de bens – art 1683º nº 2
CC
Os pais – como representantes dos filhos menores não podem repudiar, sem prévia
autorização judicial sob pena de o ato ser anulável – art 1889º nº 1 j) CC
Forma e formalidades
Está sujeito à forma para a alienação de herança, art 2063º CC.
Se da herança compreenderem bens imóveis, está sujeito a escritura publica, art 2124º
CC.
Deve ser mencionado, em especial, se o repudio tem descendentes, para efeitos do
direito de representação, art 46º nº 3 CN

Nota: Não há direito de representação na linha reta ascendentes.


Obrigação notarial: Elaboração e remessa de uma ficha à conservatória dos registos centrais, art
187º a) CN

Capelo de Sousa, In Lições de direito das sucessões, refere que embora se acentue um
carater pessoal a tal ato, parece ser possível a aceitação e repudio (de herança e de legado) por
intermédio de procurador, pois não há proibição expressa de representação voluntária para tais
atos.
A procuração deve revestir a forma de instrumento publico ou documento escrito e
assinado pelo representado com reconhecimento presencial de letra e assinatura (art 127º e
89º d) CN).
Devem ser conferidos poderes especiais para cada um dos atos (v.g repudiar a herança
aberta por óbito de …. Ou o legado x).
Sujeito a pagamento de imposto de selo – Verba 12 do TGIS (10%) a suportar pelo
adquirente do direito repudiado.
Estão isentos: o cônjuge, o unido de facto, os descentes e os ascendentes; a isenção não
dispensa, porém, a declaração art 6º e) do CIS.
A declaração é feita mediante a entrega da declaração Modelo 1 do IS, no serviço de
finanças domicilio fiscal do autor da herança, ou, caso este resida no estrangeiro, no serviço de
finanças do domicilio fiscal de adquirente.
O prazo para a entrega, até ao final do 3º mês seguinte ao repúdio (prorrogável, em caso
de impedimento, justificado por mais 60 dias).

Caso prático: repúdio de descendentes


A morre e tem dois filhos – B e C
C repudia e não tem descendentes
O quinhão hereditário de C passa para B, por direito de acrescer

A morre e tem dois filhos – B e C


C repudia e tem dois descendentes D e E
Neste caso D e E ficam com o quinhão hereditário d C, por direito de representação
(Minuta de escritura de repúdio página 21 (atrás) e 22 (início) apontamento papel)

Habilitação de herdeiros
Legislação
✓ Art 2024º e ss CC
✓ Art 82º, 83º + 84º CN
A escritura de habilitação deve ser redigida por forma a evidenciar com clareza os termos e
fundamentos da sucessão.
A habilitação de herdeiros é uma escritura na qual o cabeça de casal ou três declarantes,
declaram quem são os herdeiros de determinada pessoa falecida.
Prova positiva - que se faz documentalmente
O cabeça de casal ou os declarantes atestam que não existem outras pessoas que além
daquelas sejam herdeiros, nem outras que às mesmas prefiram na sucessão.
Prova negativa – consiste na afirmação de que não há quem lhes prefira ou com eles
concorra à sucessão, art 83º CN parte final.

Intervenientes
Art 83º CN
• Cabeça de casal art 2080º CC
o Cônjuge sobrevivo, não separado judicialmente de pessoas e bens, se for
herdeiro ou tiver menção dos bens do casal
o Ao testamento, salvo declaração do testador em contrário
o Aos parentes que sejam herdeiros legais
o Aos herdeiros testamentários
• Três declarantes art 83º CN
• Não podem ser declarantes art 68º por remissão do art 84º CN
o As pessoas que não estejam no seu perfeito juízo
o As pessoas que não entendam a língua portuguesa
o Quem não saiba ou não possa assinar
o Os menores não emancipados, os surdos, os mudos, os cegos
o Os colaboradores do cartório
o O cônjuge, os bisavós, os avos, os pais, os filhos, os netos, os bisnetos, os irmãos,
os sogros e os cunhados, tanto do notário que intervier no ato como de
qualquer dos outros declarante
o O marido e a mulher conjuntamente
o Os parentes sucessíveis dos herdeiros ou o cônjuge de qualquer deles
o Quem por efeito do ato adquira qualquer vantagem patrimonial

Documentos – art 85º CN


• Certidão de óbito
• Certidão de nascimento, onde verifica a filiação que liga os herdeiros à pessoa falecida
• Certidão de casamento, óbitos a partir de 1/04/1978 o cônjuge sobrevivo passa a ser
herdeiro legitimário e a integrar a 1º classe de sucessíveis, juntamente com os
descendentes ou, na sua falta, com os ascendentes
• Certidão de testamento com o óbito averbado ou escritura de repúdio, a não ser que
faça parte do arquivo notarial
• Lei reguladora da sucessão estrangeira, se o notário não a conhecer

Documentos que provam a sucessão legitima


• Sucessão de irmão, sobrinhos e primos – certidão de nascimento do falecido porque
prova os vínculos de filiação.
• Sucessão de ascendentes – certidão de nascimento do falecido, onde conta o nome dos
pais
• Sucessão do cônjuge – certidão de casamento (nascidos depois de 01/04/1978)
• Sucessão de filhos – certidão de nascimento dos filhos, onde consta a filiação

➢ Falecido
➢ Habilitação de herdeiros
➢ Herdeiros
➢ Repúdio
➢ Alienar o quinhão hereditário
➢ Partilha

Habilitação de herdeiros – nunca pode ser lavrada em DPA


• Feita em:
o Processo de inventário – ato de declarações do cabeça de casal
Ou
o Escritura pública – especial (tem regras gerais e especiais) art 82º 83º e 84º CC
ou
o Procedimento especial – na conservatória, no registo civil, no balção de
heranças e divorcio com partilha BHDP

Nota: Na habilitação de herdeiros basta fazer um dos processos/procedimentos, não precisamos


de por/fazer os 3

• Habilitação de herdeiros
o Lei da data de abertura da sucessão
o A morre em 2000 e deixa sobrevivos o cônjuge e os 2 descendentes, M e D. M
é casado com C e divorciam-se em 2021, quando fizerem partilhas C tem de ir,
pois à morte de A ainda estavam casados (depende do regime de bens de
casamento)

Lei estrangeira art 85º nº 2 CN


Quando a lei da sucessão for estrangeira e o notário não a conhecer, a escritura deve
ser instruída com documento idóneo comprovativo da lei.
Ter em atenção regulamento europeu nº 650/2012 de 16/08.
Falecidos a partir de 17 de agosto de 2015 e residentes na Eu exceto no Reino Unido na
Dinamarca e na Irlanda, a lei aplicável à sua sucessão é a da residência habitual, a não ser que
manifestem em testamento a vontade de que seja aplicável à sua sucessão a lei da
nacionalidade.
Falecidos antes de 17 de agosto de 2015 a lei reguladora da sucessão é a lei pessoal ao
tempo do falecimento deste, art 62º CC.

Menções obrigatórias
• Mencionar se houve ou não testamento
• Mencionar o estado civil dos herdeiros à data da abertura da sucessão, bem como
qualquer alteração posterior
• Mencionar a sucessão de irmãos, se são germanos, uterinos ou consanguíneos, pois o
quinhão dos primeiros é igual ao dobro dos segundos, quando concorram, art 2146º CC
• Mencionar quem goza de direito de representação, se alguém repudia ou é pré falecido
• Mencionar que não há quem lhes prefira na sucessão nem quem com eles concorra, ou
seja, que não há outros herdeiros.

Efeitos art 86º CN


• É título bastante para que os herdeiros possam fazer o registo, da qualidade de
herdeiros nas CRPredial, comercial ou automóveis.
• Averbamentos de transmissão de crédito
• Levantamentos de dinheiro ou de outros valores
• Averbamento de direito de propriedade literária, científica, artística ou industrial

Casos práticos: repúdio e direito de representação


A faleceu e deixou 3 filhos – B, C e D
C faleceu antes de A e tem um filho H
D repudiou e tem 3 filhos E, F e G

Nas habilitações de herdeiros definimos os herdeiros em 3 alíneas.


Ex.: Vamos fazer um partilha, e esta herança vai ser dividida em 3
O filho B dica com 1/3
O neto M fica com 1/3 (parte que caberia ao C, seu pai pré falecido)
Os netos E, F e G ficariam com 1/9 para cada um (que é o direito de D, seu pai, 1/3 que se divide
por 3)

Se na habilitação não distinguirmos corretamente a posição de cada herdeiro, tal poderá


levar a erros na partilha.

Alienação da herança
Legislação
✓ Art 2126º e ss 874 e ss ex. vi 939º, 940º e ss CC
✓ Art 2º nº 5 c) CIMT
✓ Art 20º nº 3 CIMT
✓ Art 21º nº 3 e 4 CIMT
✓ Art 26º CIMT

1. Situação → certidão do prédio em construção


• A vende a B o prédio x
• O prédio x não está descrito na conservatória nem manuscrito a favor do
A/vendedor/alienante)
• Justificação de direito a favor de A para permitir a venda a B.
• Justificação para primeira inscrição – registo

2. Situação → estabelecimento de trato sucessivo


• A vende a B o prédio x
• A certidão da conservatória diz-nos prédio inscrito na conservatória em nome
de H
• Se A não tem documento comprovativo da aquisição do direito de propriedade
que fez a H deverá justificar o seu direito para o poder transmitir a B.
• É uma justificação para estabelecimento do trato sucessivo.

3. Situação → A vendeu a B que vendeu a C que vendeu a D que vende a E


• A tem o registo no conservatório efetuado em 1960
• B não tem documento que titule o ato que comprove que lhe pertence
• C não tem documento que comprove a aquisição a seu favor
• D tem um documento a seu favor, não registado e tem de fazer justificação para
reatamento do trato sucessivo.

Propriedade horizontal art 160º


Legislação
✓ Art 1414º a 1438º-A CC
✓ Art 59º 60º e 63º CN
✓ Art 83º CN

Princípio geral art 1414º CC


A propriedade horizontal é uma forma especial do direito de propriedade consistente
na possibilidade de diversas frações de que se compõe um prédio urbano (edifício) poderem
pertencer a proprietários diferentes, desde que suscetíveis de constituir unidades
independentes, distintas e isoladas, com saída própria para a via pública ou para a parte comum
do prédio,

Requisitos essenciais art 1414º CC


• Frações autónomas
o Independentes
o Distintas e isoladas entre si
o Com saída própria para a vida publica ou para parte comum do prédio

Constituição art 1417º CC


• Negócio jurídico
• Usufruto
• Decisão judicial – ação de divisão de coisa comum ou inventário

Forma de propriedade horizontal por negócio jurídico


Atos que incidem sobre imóveis a forma adotada por der:
• Testamento
• Escritura pública
• Documento Particular Autenticado DPA

Requisitos especiais do título constitutivo da propriedade horizontal


Art 1418º CC 59º CN e 83º CRPred
O título constitutivo da propriedade horizontal deve conter obrigatoriamente:
• Especificação das partes do edifício a que correspondem as diversas frações por forma
a ficarem individualizadas – onde se situam
• A fixação do valor relativo de cada fração expressa em percentagem ou permilagem do
valor total do prédio
• O número da descrição do prédio seguido das letras das frações segundo a ordem
alfabética
• A identificação do prédio sujeito à divisão em frações
• A menção do fim a que se destinam as frações

Ex.: Matriz
Art 250 Matriz urbana – dividido em 6 prestações das letras “A” a “F”.
Art 250-A – fração autónoma no rés do chão esquerdo, composto de 3 assoalhadas, destinada a
habitação, com o valor de 10000€, que corresponde a 10% do valor total.
Art 250 B - …

Documentos de título constitutivo da propriedade horizontal


art 59º nº 1 CN
O título constitutivo da propriedade horizontal deve ser instruído como:
• Documento passado pela camara municipal comprovativo de que as frações satisfazem
os requisitos legais
• Prédio construído para a transmissão em frações autónomas, o documento anterior
pode ser substituído pela exibição do projeto de construção aprovado pela camara
municipal.

Documentos particular autenticado (dpa)


Sumário:
• Processo evolutivo da desformalização
• Forma de titulação dos atos sujeitos a registo predial
• Entidades autenticadoras
• O documento particular
• Termo de autenticação
• Obrigação fiscal
• Deposito eletrónico de documentos

Processo evolutivo da desformalização


A simplificação e desformalização está patente desde 1993.
✓ Decreto lei nº 255/98 de 15 de 07 – regula a compra e venda com mútuo, com ou sem
hipoteca, referente a prédio urbano destinado a habitação, desde que o mutuante seja
uma instituição de crédito.
Forma:
• Documento particular com reconhecimento de assinaturas, segundo modelo aprovado
por portaria
• Registo obrigatório a promover pela instituição de crédito

✓ Decreto lei nº 28/2000 de 13 de março – conferencia de fotocópias (juntas de freguesia,


CTT, advogados, solicitadores e camaras de comercio e indústria) – Valor probatório das
originais.
✓ Decreto lei nº 30/2000 de 13 de março – instrução de atos e processos de registo –
fotocopias conferidas pelo funcionário
✓ Decreto lei nº 237/2001 de 30 de agosto – reconhecimento com menções especiais, por
semelhança, certificar, ou fazer e certificar, traduções – advogados, solicitadores e
camaras de comercio e indústria – com força probatória igual à da intervenção notarial

DP + A + D= DPA
Documento particular – intervém os contraentes
Autenticação – intervém os contraentes + a entidade autenticadora (adv, sol, …) e/ou
testemunhas, peritos médicos, interpretes, tradutores
Depósito

Não podem ser feitos por DPA


• Habilitações de herdeiros
• Testamentos
• Justificações notariais

Reconhecimento de letra - tem de ser escrito na presença de quem a vai reconhecer (adv, sol).
Tê, de ser presenciais
Reconhecimento de assinatura – têm de assinar há frentes/na presença de quem vai
reconhecer. Se na própria presença, presencial.

DP + A + D= DPA
=/=
DP + reconhecimento de assinaturas
=/=
Fotocopias conferidas (conferencia de fotocopias)
=/=
Tradução
Os advogados, solicitadores e notários podem traduzir e certificar

✓ Decreto lei nº 76-a/2006 de 29 de março – na versão do Decreto Lei nº8/2007 de 17 de


janeiro – artigo 38º
Atribui competência a solicitadores, advogados, conservadores, câmaras de comercio e
indústria para:
• Conferencia de fotocopias
• Reconhecimento simples e com menções especiais, presenciais e por semelhança
• Autenticar documentos
• Autenticar ou fazer e certificar traduções
Com a mesma força probatória – nos termos da lei notarial

✓ Portaria nº 657-B/2006 de 29 de junho – art 1º e 2º


Sujeição a registo informático:
• A validade dos atos referidos depende de registo no sistema informático desenvolvido,
consoante o caso, pela ordem dos advogados ou dos solicitadores.
• O registo informático gera um número de identificação que é aposto no documento.

Disposições legais do Código de Notariado


✓ Art 15º e ss – autenticação de documentos particulares
✓ Art 153º e ss – reconhecimentos
✓ Art 171º-A – conferencia de fotocopias
✓ Art 172º - traduções

Autenticação
Os documentos particulares adquirem a natureza de documentos autenticados:
• Pela confirmação do conteúdo perante a entidade autenticadora
• E pela redução a termo dessa confirmação

Reconhecimento
• Simples – respeitam à letra e assinatura, ou só à assinatura do signatário do documento
– sempre presencial
• Com menções especiais – inclui a menção de qualquer circunstância especial –
presenciais ou por semelhança
Conferencia de fotocopias
A entidade competente pode conferir fotocopias extraídas de documentos não
arquivados no cartório desde que tanto a fotocopia como o documento lhe sejam apresentados
para esse fim.
Quando a conferencia for excessivamente demorada, pode a entidade exigir que a
fotocopia seja por si extraída.

Tradução
Versão para língua portuguesa quando o documento está escrito numa língua
estrangeira.
Versão para língua estrangeiras quando escrito em língua portuguesa.
A tradução deve indicar a língua em que está escrito o original e conter a declaração de
que foi fielmente traduzido.

Entidades autenticadoras
Quem são legalmente as entidades autenticadoras:
• Solicitadores
• Servições de registo (conservatórias e oficiais de registo)
• Notários
• Advogados
• Camaras de comercio e indústria - (funcionam em regime de balcão único – preambulo
do decreto lei 113/2008 de 4 de julho)

Impedimentos art 5º e 6º CN
O titulador não pode realizar atos:
• Em que sejam partes ou beneficiários, diretos ou indiretos
• Sejam procuradores ou representantes legais, quer o próprio, quer o seu cônjuge
• Qualquer parente ou afim na linha reta ou em 2º grau na linha colateral

A titulação dos atos sujeitos a registo

Reforma
A reforma do registo predial, implementada pelo Decreto Lei nº 113/2008 de 4 de julho
e pela portaria nº1535/2008 de 30 de dezembro. Visa fundamentalmente:
• Introduzir em conjunto de medidas de simplificação, desmaterialização e
desformalização de atos e processos
• Complementar o círculo de criação de balções únicos
• Tornar facultativas as escrituras públicas relativas à titulação de atos sujeitos a registo
predial, introduzindo uma nova forma de titulação – o DPA
• Disponibilizar novos servições através da internet
Forma
Os atos sujeitos a Registo Predial podem ser titulados (art 22º do decreto lei 116/2008,
de 4 de julho) por:
• Escritura pública – art 369º e ss CC e 80º CN
• DPA – art 377º CC, 150º a 152º CN e 24 do DL nº116/2008 de 4 de julho
• Procedimentos especiais – casa pronta e balcão de heranças e partilha com divórcio

Procedimentos
• Casa pronta – alargado a todos os tipos de prédios – DL nº 263º-A/2007 de 23 de julho
com a redação do DL nº122/2009 de 21 de maio e portarias
• Balcão das heranças e divórcios com partilha – DL nº324/2007, de 28 de setembro
alterado pelo DL nº247-B/2008 de 30 de dezembro.
• Portaria nº 1594/2007 de 17 de dezembro

Escritura Pública
Art 80º CN
a) Justificações notariais (ou processo de justificação ou conservatórias do registo predial
– art 116º e ss do CRPred
b) Os atos que importem revogação, notificação ou alteração de negócios que, por força
da lei ou vontade das partes tenham sido celebrados por escritura publica
c) As habilitações de herdeiros (ou balcões das heranças e divórcio com partilha)
d) Os atos de constituição de associações e de fundações, bem como os respetivos
estatutos, suas alterações e revogações (balcões associação na hora, com limitações –
Lei nº 40/2007 de 24 de agosto, alterado pelo DL nº 247-B/2008 de 30 de dezembro

Documento particular autenticado DPA


A partir de 1 de janeiro de 2009, os atos elencados no art 22º do DL nº116/2008 – podem
ser titulados por escritura pública ou DPA
• Os atos que importem reconhecimento, constituição, aquisição, modificação, divisão ou
servidões sobre coisas imoveis
• Os atos de constituição, alteração e distrate de consignação de rendimentos e de fixação
ou alteração de prestações mensais de alimentos, quando onerem coisas imoveis
• Os atos de alienação, repudio e renuncia de herança ou legado, de que façam parte
coisas imoveis
• Os atos de constituição e liquidação de sociedades civis, se esta for a forma exigida pera
a transmissão dos bens com que os sócios entram para a sociedade
• Os atos de constituição e de modificação de hipoteca, a cessão destas ou de grau de
prioridade do seu registo e a cessão ou penhora de créditos hipotecários
• A divisão de coisa comum e as partilhas de património hereditário
• Todos os demais atos que importem reconhecimento, constituição, aquisição,
modificação, divisão ou extinção dos direitos de propriedade, usufruto, uso e habitação,
superfície ou servidões sobre imoveis, para os quais a lei não preveja forma especial

Art 23º DL nº116/2008


Todas as disposições legais que exijam para estes atos e escritura publica, devem ser
entendidos de forma a quem possam também incluir, em alternativa, o documento particular
autenticado.
De igual forma a exigência legal de certidão de escritura publica para prova de
determinado facto deve ser entendida como certidão de título que formaliza o ato ou certidão
do registo predial que inclua os elementos necessários para tal prova.

Registos legais
Deve conter os requisitos legais a que estão sujeitos os negócios jurídicos sobre imoveis
(cada tipo de negócio) – aplicação subsidiária de CN art 24º do DL 116/2008 de 4 de julho

Entidade autenticadora:
• Não outorga o documento
• Não subscreve o documento com as partes
• Tem as mesmas obrigações que os notários, entre elas verificar se os documentos
particulares têm os requisitos legais, há que ter em atenção os requisitos gerias previsto
no CN

Requisitos gerais
Art 46º e ss CN art 44º e 93º nº1 CRPred
O documento de conter, entre outros:
• Denominação do ato (para identificação do tipo ou de natureza do ato, deverá ser feito
em termos concisos – compra e venda, doação, etc.)
• Dia, mês, ano, lugar de realização do ato
• Nome completo, NIF, estado, naturalidade e residência habitual dos outorgantes ou das
pessoas singulares representadas, a identificação das sociedades nos termos da lei
comercial e das demais pessoas coletivas que representem, com a indicação de
denominação ou firma, sede NICP e ainda, a menção do nome completo do cônjuge e
do respetivo regime matrimonial de bens, se os sujeitos forem casados, ou sendo
solteiros, a indicação de serem maiores ou menores
• Identificação dos bens no documento particular que titule atos sujeitos a registo predial
✓ Art 54º CN e art 9º, 34º 35º, 44º, 82º e 83º CRPred – menções relativas no registo predial
– menções dos números das descrições dos prédios na conservatória (ou declaração de
que não estão descritas) e inscrição a favor de quem transmite ou onera, como regra
(dispensa de menção do registo prévio: art 54º nº3 e 55º CN, 9º nº 2 e 3, 34º e 35º do
CRPred)
• Art 57º CN e 31º, 82º e 83º CRPred – menções relativas à matriz – indicação do
número da respetiva inscrição na matriz ou, em caso de omissão, menção da sua
participação para inscrição
• Art 58º nº1 e 2 CN, 28º a 28º-C do CRPred – harmonização entre a matriz e o registo
– a identificação dos prédios deve ser feita em harmonia com a inscrição da matriz
ou o pedido de correção ou alteração desta- quanto à área e artigo de matriz ou
também à localização ao caso prédios rústicos onde vigore o cadastro geométrico –
bem como de harmonia com a respetiva descrição predial, salvo se a divergência
resultar de alteração superveniente ou de simples erro de medição
• Art 58º nº3 e 28º-A do CRPred é dispensada a harmonização, quanto à área, entre
a descrição e a inscrição matricial ou, no caso de prédio não descrito, entre o título
e a inscrição matricial, se a diferença não exceder, em relação à área maior
• Art 54º, 57º, 58º, 62º nº 1 e 2 CN e 1418º CC – transmissão ou oneração de frações
autónomas de prédios em regime de propriedade horizontal – o titulo constitutivo
deve estar registado, exceto se for lavrado no mesmo dia dos atos de transmissão
ou de oneração e com o conhecimento pessoal do titulador, o que deve ser
expressamente mencionado
• Art 59º e 60º CN – constituição e alteração de propriedade horizontal. as frações
autónomas devem ser perfeitamente individualizadas e deve existir documento
passado pela camara municipal, comprovativo de que as frações autónomas
satisfazem os requisitos legais ou que a alteração está de acordo com os
correspondentes requisitos legais.
• Art 63º CN e 12º CIMT e 9º nº4 CIS – valor dos bens (declarado e matricial) – deve
indicar-se o valor de cada bem descrito e o seu valor global sempre que dele
dependa a determinação do valor do ato (imposto de selo, IMT)
• Art 82º do CRPred e 9º e 17º CIMT – a natureza e o destino do imóvel adquirido
(IMT – isenção ou declaração)
• Art 64º e 40º nº 1, 3 e 4 CN – documentos complementares – os bens que
constituam objeto do ato titulado podem ser descritos em documento separado,
devendo observar as regras na escrita dos atos.
• Deve ainda mencionar. Obrigações decorrentes de legislação avulsa.

Legislação avulsa
✓ Art 1º do DL nº 281/99 de 26 de julho
Nos atos que envolvam a tranmissao de propriedade de prédios urbanos ou de suas frações
autónomas mencionar a existência de autorização de utilização.
A dispensar:
• Se a existência desta estiver anotada à descrição e o prédio não tiver sofrido alterações
– nº4 do art 1º do diploma e a) do nº1 do art 90º-A do CRPred
• Para os prédios inscritos na respetiva matriz ou construídos anteriormente a 1951
• Art 9º do DL nº68/2004 de 25 de março – prédios urbanos – a entrega da ficha técnica
do imóvel aos adquirentes
• Art 1376º nº3 CC – prédios rústicos. Declaração de que os prédios alienados não
confinam com outos prédios rústicos de alimentos
• Art 35º a 39º da lei nº 107/2001 de 8 de setembro – direito legal de preferência – o
exercício ou não exercício do respetivo direito legal de preferência na aquisição do
imóvel
• Art 50º nº1 do DL nº 211/2004 de 20 de agosto – menção de intervenção ou não de
mediação imobiliária, nos atos de transmissão de bens imoveis.
• Ónus e encargos – se o imóvel é vendido livre de qualquer ónus ou encargos, ou
existindo estes, se fica assegurado o seu cancelamento

Termo de autenticação
Art 22º a 25º do DL nº 116/2008 de 4 de julho e art 150º CN
Notas gerias – o documento particular assinado pelas partes é apresentado à entidade
autenticadora, para autenticação, não há prazo para a autenticação.
A função autenticadora dos documentos particulares que titulam os atos elencados no
art 22º do DL nº 116/2008, é muito mais exigente do que aquela que é exercida na autenticação
dos demais documentos particulares – lembrar sempre que esta titulação é alternativa à
escritura pública.

Conformação do conteúdo do documento particular


A confirmação do conteúdo do documento particular perante a entidade autenticadora
tem quer ser feita simultaneamente por todos os declarantes, por se tratar de negócios jurídico
para cuja validade (existência jurídica) a lei exige documento particular autenticado (CN ed, da
DGRN, 1973, PAG 40 E 196 e parecer emitido no Pº RP 67/2009 SJC -CT)
O termo de autenticação deve ser redigido no próprio documento a que respeita ou em
folha anexa – art 36º nº 4 CN.

Registos comuns
Art 151º, 46º nº1 a) a n), 48º e 65º a 69º CN
• A data e lugar em que foram lavrados e assinados e quando solicitado pelas partes, o
termo deve ainda conter a indicação da hora da sua realização (al. a) nº 1 art 46º CN). A
sua falta é causa de nulidade (al. a) nº 1 art 70º CN)
• O nome completo do funcionário autenticador, a menção da respetiva qualidade e
designação de serviço a que pertence – art 46º nº1 b)
• Nome, estado, naturalidade e residência habitual dos outorgantes, bem como das
pessoas singulares por estes representadas, a identificação das sociedades, mos termos
da lei comercial e das demais pessoas coletivas que representem, com a indicação da
denominação, sede e NIPC – indicando-se se algum não for português a nacionalidade
– art 46º nº 1 c) e nº4 CN.
• Como se destina a titular atos sujeitos a registo, quando a pessoa a quem o ato respeitar
for casa, dever-se-á indicar também o nome completo do cônjuge e o regime de bens,
art 47º nº1 b)
• As sociedades serão identificadas pela firma, tipo, sede, conservatória do registo
detentora da parta, numero de matricula e de identificação de pessoa coletiva, a
menção de que se encontrem em liquidação, nas de capitais deve ser indicado o capital,
o montante realizado, se dor diverso, e o montante de capital próprio segundo o ultimo
balanço aprovado, sempre que este for igual ou inferior a metade do capital social – art
171º nº1 e 2º do CSC