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Disciplina: Filosofia – 11º Ano

O problema da possibilidade do conhecimento

Dogmatismo versus Ceticismo

Dogmatismo Ceticismo

 Para o dogmatismo nem sequer se coloca o problema de  Para o ceticismo não é possível apreender o objeto;
saber se o sujeito apreende ou não o objeto: esta
apreensão é evidente;
 Baseia-se numa confiança total na Razão Humana: os  Não podemos ter certezas pois existem sempre razões
objetos (de conhecimento) são-nos dados diretamente e de para duvidar, até do que nos parece óbvio, como por
um modo absoluto, tal como são em si mesmos (por essa exemplo a certeza de que o mundo físico existe e é como
razão os dogmáticos consideram que é possível atingirmos parece ser;
certezas: é possível chegar à verdade);

 Dogmatismo ingénuo, próprio do conhecimento vulgar ou  Rejeita, pois, a atitude própria do senso comum, na
senso comum que admite a existência de objetos físicos medida em que os sentidos são falíveis, por vezes
acerca dos quais podemos ter conhecimento direto através enganam-nos, ou seja, não nos fornecem informações
dos nossos sentidos; esses objetos continuam a existir adequadas acerca da realidade;
mesmo quando não estão a ser percecionados;

 Contraposto a este tipo de dogmatismo está o dogmatismo  Ora, uma vez que para os empiristas as possibilidades
crítico próprio de alguns filósofos. Para este dogmatismo a de conhecimento estão confinadas à esfera da
razão humana pode conhecer verdadeiramente a realidade experiência (experiência sensível é o critério de verdade),
caso utilize determinados procedimentos metodológicos sendo, pois, inviável o alcance de qualquer entidade
(exame crítico dos dados que nos são fornecidos pelos fora daquela fronteira (ex: ideia de alma), estes foram
sentidos e das nossas faculdades). É o caso do considerados céticos, pondo desta forma em causa o
racionalismo dos séculos XVII e XVIII, nomeadamente do poder absoluto da Razão.
racionalismo de Descartes, que pressupõe uma confiança
ilimitada na razão e no conhecimento racional.

Textos/Esquemas analisados nas aulas Página 1/1

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