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Dr. Marcos Minello - Auriculoterapia 2.

Aula 35. Função dos Pontos Auriculares - Dorso

Na região do dorso da orelha do paciente tem pontos bem


interessantes e alguns pontos que nada mais são do que referência à frente.
Então existe uma técnica na auriculoterapia que se chama técnica ponto a
ponto. O que isso significa? Toda a parte osteomuscular, ou seja, onde está o
ombro, onde está o cotovelo, onde está o dedo, onde está a lombar, a gente
pode colocar um ponto na região da lesão e a parte osteomuscular atrás é
espelhada na parte de trás. Então quando a gente olha o dorso da orelha, que
a gente vê: dorsalgia, lombalgia, região posterior da perna, cotovelo de tenista,
então tudo mais, esses pontos nada mais são do que referentes à frente.
Então comumente, quando eu pego algum ponto de dor, ah, eu
tenho uma dor lombar, então esse ponto da lombar meu está sensível, eu
coloco o ponto aqui e eu quero potencializar o efeito, vou falar um pouco mais
disso quando a gente estiver falando em técnicas de colocação de semente ou
de agulha, a gente pode colocar um ponto exatamente atrás, isso se chama
técnica ponto a ponto, porque eu tenho a mesma referência da parte
osteomuscular, eu tenho referida na parte de trás, assim eu potencializo o
efeito analgésico. Mas tem alguns pontos que só tem atrás, então é importante
a gente entender. Eu vou começar de cima para baixo.
A gente tem um ponto lá em cima, bem próximo ao ápice da orelha,
mas mais na parte dorsal do ápice da orelha, que se chama ponto do encéfalo.
Esse ponto serve principalmente para dores de cabeça, comumente, se você
olhar aí no dorso, tem um ponto logo abaixo que também se chama cefaleia,
ele já vai ficar um pouco mais encostado na região do dorso ali da concha. Ele
já encosta um pouco, ele sai dessa parte da hélix e começa a encostar um
pouco mais na concha cimba, na parte de cima da orelha, da concha,
encostando um pouco mais na cartilagem do paciente.
Então esses dois pontos, encéfalo e cefaleia são dois ótimos pontos
para tratar dor de cabeça do paciente. Tem um outro ponto aqui na parte de
trás da hélix, que é antipirético, que é um ponto que eu posso conjugar com o
ponto que a gente viu aqui na fossa triangular, esse ponto da fossa triangular
se chama ponto da febre e antipirético nada mais é do que ponto que controla
a febre, então esse ponto aqui no dorso pode ser sangrado ou colocado uma

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agulha ou uma esfera sedando quando o paciente encontra-se em um quadro


febril, para controlar a febre do paciente.
Se a gente olhar aqui bem na raiz de cima, no meio e embaixo,
exatamente onde a gente tem os ligamentos, a gente tem alguns pontos aí que
são uns pontos vermelhos bem grandes no mapa, que se chamam raiz
superior, raiz média da orelha, raiz central e raiz inferior do dorso da orelha.
Raiz superior, média e inferior é onde a orelha cola com o crânio, é onde ficam
os ligamentos auriculares.
Esses pontos de inserção da orelha no crânio são pontos bem
interessantes quando eu tenho quadros bem clássicos. Então raiz superior trata
todo o terço superior da orelha, o que isso significa? Quando o paciente tem,
por exemplo, uma dor lombar irradiada para membro inferior, radiculites, dor de
hérnia de disco, essa dor que vem para baixo, pegando as duas pernas, um
quadro muito intenso, um ponto que eu vou utilizar é o ponto da raiz superior.
Raiz central trata mais de centro da orelha. Então raiz central,
quando eu tenho paciente com problemas gastrointestinais ou problemas
cardiorrespiratórios conjugados com gastrointestinais muito intensos e eu
preciso tratar com muitos pontos, em vez de eu tratar com muitos pontos em
todos os órgãos e vísceras que estão afetados, eu vou lá atrás e coloco na raiz
central do pavilhão auricular.
E se meu paciente tem algum problema mais localizado em face,
crânio, então um problema de paralisia facial, uma dor de cabeça, uma dor
facial, um problema de nervos trigêmeos, uma síndrome dos trigêmeos, que é
uma dor muito intensa, que vai para a cabeça, para a boca, para dente, então
dores muito intensas na cabeça, na face, um ponto que eu vou utilizar é a raiz
inferior do dorso da orelha, o que vai ajudar muito no tratamento do paciente.
Se vocês olharem o dorso, ele tem uma simbologia de 5 elementos
muito interessante, então os 5 elementos podem ser vistos como a gente viu
anteriormente, como eu falei, em 5 elementos, em que a água gera a madeira,
a madeira gera o fogo, o fogo gera a terra, a terra gera o metal, os minerais e
os minerais seguram a água, esse é o ciclo de geração, lembra que a gente
falou sobre isso? No dorso da orelha, a gente tem um ideograma, a gente tem
uma formulação, um posicionamento dos 5 elementos que é o posicionamento
em cruz, que seria o fogo como se fosse o sol, ou seja, o coração fica lá no

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ápice da orelha, a terra fica no centro, ou seja, o baço centralizado. A gente


tem a parte mais externa, a madeira, ou seja, a madeira fica acima um pouco
da terra, então fica mais para externa, enquanto o pulmão, que é o metal, ele
fica para dentro da terra.
Então a gente o fogo acima, no centro, a terra, para externo, a
gente tem o fígado, que é a madeira e para a parte interna da orelha, mais
para dentro, a gente vai ter o metal. E na parte mais baixa da orelha, a gente
vai ter o rim.
Essa orientação no dorso da orelha serve principalmente quando
eu quiser tratar os órgãos e as vísceras pensando nos 5 elementos. Então,
cara, eu adorei os 5 elementos e eu vou tratar a auriculoterapia sempre com
5 elementos, você vai ter que dominar esse posicionamento dos pontos na
zona posterior do dorso da orelha e isso vai te ajudar muito a trabalhar em
conjunto com os pontos da frente.
Então, comumente, ah, vou trabalhar fogo com o coração lá atrás,
trabalha lá atrás e na frente. Eu vou trabalhar o rim, o rim localizado aqui
dentro e, ao mesmo tempo, eu vou colocar o rim lá embaixo. Então eu
preciso focalizar exatamente quando eu quiser trabalhar com os 5
elementos, olhar esse dorso da orelha com essa orientação em cruz que a
gente tem.
A gente tem de importantíssimo, aqui no dorso da orelha, mais
localizado na parte debaixo, a gente tem um ponto acima um pouquinho da
raiz interior, um pouquinho aí em cima, a gente tem o ponto da anorexia,
então o paciente que tem dificuldade de se alimentar, não gosta de se
alimentar, não quer ou então ainda coloca para fora após se alimentar, então
o paciente anoréxico, a gente vai trabalhar esse ponto aqui na orelha.
E tem dois pontos muito utilizados que são a área do distúrbio do
sono e que tem um bonequinho desenhado dormindo, que fica logo abaixo
aqui, a gente tem essa zona da hélix atrás e logo que que acabar a zona da
hélix, então a gente pode observar aí quando acaba a área do triângulo
cervical, triangular cervical, aparece um bonequinho dormindo. Então essa
zona é uma zona da área do distúrbio do sono, então o paciente que tem
sonos com muita movimentação, sonos muito perturbados, se mexe muito
ou então tem insônia, a gente vai trabalhar esse ponto de distúrbio do sono

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em conjunto com esse ponto atrás aqui do lóbulo, que se chama também
sono profundo.
E outros dois pontos importantíssimos são o ponto da inteligência,
que é como se fosse a parte dorsal do ponto do dente, então atrás do ponto
do dente, então o ponto da inteligência é muito mais ligado, na verdade, ao
ponto da concentração, ajuda você a se concentrar mais no trabalho, então
sempre que eu quiser focar um pouco mais, eu preciso da minha parte mais
racional, eu preciso me dedicar um pouco mais aos estudos, esse é um
ponto muito utilizado em crianças com distúrbios de déficit de atenção e,
principalmente, para pacientes que estão precisando estudar ou passar para
concurso, fazer alguma prova, então a gente trabalha esse ponto em
tonificação, o ponto da inteligência.
E o ponto atrás do ponto da ansiedade é o ponto da alegria, é um
ponto muito trabalhado em pacientes com depressão, em pacientes com
apatia, em pacientes com distúrbios em que está faltando alegria na vida
dele, é um ponto que eu vou utilizar muito. Então o ponto da alegria,
conjugar esse ponto da alegria com a liberação da endócrina para ponto
endócrino e ponto da hipófise também. E a apatia, que é a ausência da
alegria, é um distúrbio do coração, então eu posso trabalhar o coração aqui
na concha cava e se você quiser também trabalhar o elemento fogo, o
coração lá em cima do dorso, como a gente viu.
Olho, ouvido interno, tudo isso é reflexo da frente, então como eu
falei, tem esses outros pontos que são importantíssimos aí na região dorsal
e aí a gente vai conjugar muito quando a gente entrar em formulação de
pontos, com criar uma boa receita, como entrar nessa parte de formulação
de pontos que a gente vai ver a seguir.
Lembre-se de fazer as suas anotações, para quem você vai usar,
por que você vai usar, em que outros pontos você conjugaria esses pontos,
vai trabalhando isso no seu caderno de estudo, nas suas anotações, para
cada vez ficar mais fácil o pensamento sobre a auriculoterapia e não ficar
focado tanto em copiar e colar protocolos, ficar sempre em busca de alguém
que formulou o protocolo. O intuito maior nosso aqui nesse curso é criar
alunos que raciocinem e que consigam sozinhos criar receitas e criar
protocolos individualmente para cada paciente. A gente vai focar agora, na

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próxima aula, principalmente em como juntar as peças, como criar o


protocolo e depois o que fazer com esse protocolo, como aplicar esse
protocolo no paciente.