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• ..

01
. Q -
Livros do autor

Instalações elétricas Instalações hidráulicas


e o projeto de arquitetura e o projeto de arquitetura
ISBN: 978·85·212-1158·7
288 páginas ISBN: 978·85·212-1159·4
374 páginas

1iOBERTO DE CARVALHO JÚNIOR Instalações prediais ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR Patologias em


hidráulico-sanitárias sistemas prediais
Princípios básicos para hidráulico-sanitários
elaboração de projetos
PATOLOGIAS EM ISBN: 978·85·212-0928·7
ISBN: 978·85·212-0837·2 SISTEMAS PREDIAIS 220 páginas
262 páginas HIDRÁULICO-SANITÁRIOS

Blucher www.b lucher.com.br


~ IOR

8.3 edição revista


Instalações elétricas e o projeto de arquitetura
© 201 7 Roberto de Carvalho Júnior
8ª ed. revista
lª edição digital - 2018
Editora Edgard Blüc her Ltda.

Dados Internacionai s de Catalogação na Publicação (CIP)


Blucher Angélica llacq ua CRB-8/705 7

Rua Pedro so Alvarenga, 1245, 4° andar Carvalho Júnior, Roberto de


045 31 -934 - São Paulo - SP - Brasil In stalações elétricas e o projeto de arquitetura
Tel. : 55 l l 30 78-5366 [livro eletrônico) / Roberto de CarvalhoJúnior. -
contato@blucher.com.br São Paulo : Blucher, 201 8.
www.blucher.com.br
288 p. ; PDF.

Segundo o Novo Aco rdo Ortográfico, conforme 5. ed. Edição revista e ampliada
do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Bibliografia
Acad emia Brasileira de Letras, março de 2009.
ISBN 9 78-85-212-0999- 7 (e-book)

l . In stalações elétricas - Projetos e plantas 1. Título

É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer


meios se m auto ri zação escrita da edito ra. 16-0094 CDD 531

Todos os d ireitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. Índices para catálogo sistemático :
l . In stalações e létricas - Projetos e plantas
Aos meus queridos e inesquecíveis avós
Lucato e Lucrécia
(in memoriam)

5
Tive a sorte de contar com bons professores, colegas e colabo-
radores que, direta ou indiretamente, influenciaram este trabalho.
Sou particularmente grato ao arquiteto Prof. Dr. Admir Basso, da
Escola de Engenharia de São Carlos-USP, que despertou meu in-
teresse pelo estudo das instalações prediais e suas interfaces com
a arquitetura.
Devo especiais agradecimentos ao arquiteto, professor e mes-
tre Ésio Glacy de Oliveira, que contribuiu para o desenvolvimento
das ideias que se tornaram base e enfoque deste livro; aos enge-
nheiros eletricistas Geraldo Pansiera Júnior e Sérgio Alampi Filho,
que colaboraram na revisão técnica deste trabalho; à Diretoria de
Comunicação Empresarial e Relações Institucionais-Marketing da
CPFL, que autorizou a transcrição de alguns trechos e desenhos das
normas publicadas pela CPFL; à Prysmian Cabled & Sistems, que
disponibilizou seu Manual de instalações elétricas residenciais
para a transcrição de alguns parágrafos e desenhos para fins didáti-
cos; às bibliotecárias, Marilda Colombo Liberato e Ana Paula Lopes
Garcia Antunes, que colaboraram na pesquisa sobre novos conceitos
e tecnologias em instalações elétricas prediais; ao arquiteto Virgilio
Zanqueta, que gentilmente elaborou a capa deste livro; ao arquiteto
Mário Sérgio Pini, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Pini,
que acreditou neste trabalho, tornando-se um grande aliado na luta
para a realização do sonho de editá-lo; à Editora Edgard Blücher
pelo apoio e profissionalismo nesta parceria com o autor.

6
Até o fim do século XIX não existia iluminação elétrica nas
edificações. Do ponto de vista prático, as instalações elétricas e de
comunicações prediais são uma inovação do início do século XX.
É compreensível, portanto, que as escolas de belas-artes não se
preocupassem em dar qualquer treinamento específico aos seus
arquitetos. Mesmo na FAU/USP, fundada em meados do século XX,
as informações sobre instalações elétricas eram parte pequena do
curso de construção civil e não constituíam disciplina autônoma,
como não se constituem até hoje. O resultado desse atraso foi uma
inadequação dos formandos para se entenderem com o projetista
de instalações elétricas que deveria embutir essas instalações onde
conseguisse, isto é, no forro, nas lajes e nas paredes, causando a
menor perturbação possível à arquitetura.
Ora, ocorre que ao longo do século inicia-se um processo,
que continua até hoje, de colocar demandas cada vez maiores
de energia. As edificações são invadidas por uma diversidade de
aparelhos elétricos e eletrônicos com potências crescentes. Mais
importante, talvez, foi a introdução dos condicionadores de ar, que
chegaram a ser responsabilizados por graves incêndios ocorridos
nas edificações.
Ao par disso, as normas brasileiras e internacionais vão se
tornando mais complexas e exigentes. A tudo isso se acrescente o
desenvolvimento da luminotécnica e as exigências cada vez maiores
dos usuários.
Outro complicador nesse processo foi o desenvolvimento dos
sistemas de comunicação. No começo do século XX, tudo que se
queria era um ponto de telefone em cada residência. Hoje, os siste-
mas de comunicação interna, os porteiros eletrônicos e os sistemas
de interfone vão se tornando cada vez mais ubíquos. Mais recente-
mente a televisão a cabo e os sistemas de cabos para redes internas
de computadores vão também exigir seu espaço nos projetos.

7
~ De outro lado, as normas de proteção contra incêndio e outros
-:,
Q)
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:,
sistemas de segurança fazem-se presentes com sensores, alarmes,
câmeras de televisão e supervisão.
E"
<C A presente obra aborda essa problemática de duas formas. Na
Q)
"C Parte I, são expostos os conceitos, normas e exigências dos projetos
-...
o
Q)
·o
de instalações, desde a simbologia básica até as diretrizes para as
antenas de televisão, para-raios, telefonia etc .
Q.
o
Q) Na Parte II, a interfaces com o projeto arquitetônico são exami-
<li
nadas. O texto parte do exame dos conceitos básicos dos projetos
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<li
luminotécnicos e prossegue até as implicações para os sistemas
contrutivos mais modernos. Em particular, são abordadas as ques-
Q) tões ligadas aos sistemas de ar condicionado e aos elevadores.
'ºU"
Dessa forma, o livro se constitui em apoio fundamental ao
-
~"'
< li
e:
cotidiano do arquiteto, mas não apenas dele, como também dos
engenheiros e projetistas que com ele dialogam na sua atividade
profissional. Trata-se, pois, de importante contribuição para a
qualidade do projeto e, portanto, da própria arquitetura.

Prof. Dr. Geraldo G. Serra


Arquiteto, Mestre, Doutor e Livre-Docente em
"Estrututas Ambientais Urbanas".
Ex-Professor Titular de Tecnologia da Arquitetura da FAU/
USP, foi Pró-Reitor de Pesquisas da USP, autor de centenas de
projetos de arquitetura e urbanismo.

8
P.REFiÁC

"Arquitetura não se ensina, se aprende." Portanto, é preciso


motivar o estudante, para que ele assuma isso e se integre em um
processo de trabalho permanente, para seguir se interessando
pelo seu campo de estudo e conhecimento, autonomamente, com
independência dos programas da escola. Essa livre reflexão, sobre
a base da formação do arquiteto contemporâneo, nos remete ao
cumprimento dos currículos das matérias ditas técnicas das facul-
dades de Arquitetura e Urbanismo (FAUs), sempre penoso para
alunos e professores. No meu tempo, tirar nota 5 em Geometria
Descritiva, no primeiro ano, "valia" o diploma.
O autor e professor Roberto de Carvalho Júnior, engenheiro
civil, mestre em Arquitetura e Urbanismo, projetista de instalações
prediais, convencionais e complexas, convenceu-se de que, para o
apoio de suas atividades, junto a estudantes, futuros arquitetos,
era necessário um formato mais adequado, para a abordagem do
conhecimento técnico de sua área de dedicação.
Todo o sentido de seu trabalho foi "especializar" a questão das
instalações prediais, motivando o aluno não somente a tratar da
questão, com foco em pré-projeto e pré-dimensionamento, mas a
apreciá-la sob um novo e pertinente ângulo: a óptica da arquitetura.
É com convicção que afirmo se tratar de um novo método de ensino,
mais adequado e por isso mesmo mais efetivo, criado pelo professor
Carvalho Júnior. O sucesso dessa concepção, com a clara diretriz de
apego à vontade de formar novos e competentes profissionais, pode
ser medido pela prematura, proximamente esgotável e nova edição
do livro Instalações elétricas e o pro)eto de arquitetura, que ora
se apresenta com este honroso espaço de palavras inicias para mim.
Sobre o autor, referimo-nos à sua obra cobrindo instalações
prediais, adotada por número crescente de FAUs do Brasil, e por
meio dessa produção, com fundamento sensível e criativo, temos a
possibilidade de avaliar as grandezas pessoal e profissional de Car-
valho Júnior. Sobre a edição, temos mais um admirável trabalho da
editora Blucher, que participa do esforço em elevar a competitivi- 9
~ dade do mercado editorial brasileiro de publicações técnicas ao
-:,
Q)
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:,
plano das qualidades gráfica e editorial globais.
E" Os professores das disciplinas correlatas dispõem de um refe-
<C rencial de inestimável validade e efetividade para o ensino e o
Q)
"C aprendizado. Os professores de outras disciplinas de conhecimento
-...
o
Q)
·o
técnico dispõem de urna "fresta", nas múltiplas frentes de t raba-
lho, a ser decididamente explorada, com inovação, na consolidação
Q.
o de suas experiências pedagógicas.
Q)
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<li
Notas ao prefácio
Q) 1. O livro Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura é
'ºU" bibliografia reconhecida e consagrada, adotada por universi-
-"'
~
< li
e:
2.
dades de todo o país.
A Blucher, estrategicamente, apresenta esta nova edição: a
oitava.
3. O autor, realizou severa revisão e sensível ampliação do con-
teúdo, com fundamento em novos conceitos, inovações tecno-
lógicas e atualização de normas técnicas.
4. Tudo para apresentar a arquitetos, engenheiros, projetistas e
alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia
Civil uma visão conceitual mais didática, ainda mais simplifi-
cada e imediatamente aplicável nos campos de conhecimento
e de desenvolvimento das instalações prediais elétricas e de
telefonia.
5. O professor Roberto de Carvalho Júnior é um entusiasta da
causa e chama a nossa atenção para a necessidade de abso-
luta integração e para a mais perfeita compatibilização das
instalações elétricas com os demais subsistemas que definem
a construção de edificações contemporâneas, úteis e de plena
versatilidade.
6. Mãos à obra!!!

Mário Sérgio Pini


Diretor de Relações Institucionais
Grupo PINI

10
As instalações prediais constituem subsistemas que devem
ser integr ados ao sistema construtivo proposto pela arquitetura
de forma harmônica, racional e tecnicamente correta.
Quando não há coordenação e/ou entrosamento entre o proje-
tista de arquitetura e os profissionais contratados para a elabo-
ração dos projetos técnicos complementares, pode ocorrer uma
incompatibilização entre os projetos, o que, certamente, implicar á
inúmeras improvisações, durante a execução da obra, para solu-
cionar os conflitos surgidos.
O projeto de instalações elétricas, harmoniosamente integrado
aos demais projetos do edifício, com fiação e circuitos bem dimen-
sionados, permitirá fácil execução e manutenção das instalações,
sem riscos de acidentes, além de gerar economia na aquisição dos
materiais para sua execução e no consumo de energia.
Cabe ao responsável pelo projeto arquitetônico estudar, com
os usuários da edificação, como será a iluminação, onde estarão os
pontos fut uros de tomadas, telefonia, lógica, antenas etc.
A disposição dos móveis e, consequentemente, dos aparelhos
eletrônicos e luminárias deve ser considerada como fundamento
básico para a elaboração do projeto. Resolvidas essas questões,
entra em cena o projetista de instalações elétricas para definir os
circuitos, a bitola (seção nominal) dos fios e cabos e o dimensio-
namento e distribuição dos conduítes.
Se, por um lado, um projeto arquitetônico elaborado com os
equipamentos e mobiliário adequadamente localizados, tendo em
vista suas características técnicas e funcionais, é condição básica
para a compatibilização dos projetos de instalações e outros perti-
nentes; por outro, a área de instalações elétricas prediais é carente
de uma bibliografia que atenda às necessidades do aprendizado
acadêmico, e até mesmo dos profissionais, no que se refere às in-
terfaces físicas e funcionais com a arquitetura. Foi no decorrer de
nosso trabalho acadêmico, observando e resolvendo conflitos entre 11
as referidas interfaces, que resolvemos elaborar uma espécie de
manual de instrução, de modo a melhorar a qualidade do projeto
e da obra.
Este livro foi desenvolvido com o intuito de abordar as princi-
pais interferências das instalações elétricas prediais com o projeto
arquitetônico. Para tanto, apresenta uma visão simplificada das
instalações elétricas prediais dirigidas para o arquiteto, o engenhei-
ro civil, o designer de interiores ou os estudantes dos cursos de
Arquitetura e de Engenharia Civil, para que possam resolver essas
interfaces e, consequentemente, desenvolver projetos compatíveis
com as exigências das instalações e seu perfeito funcionamento.
É importante ressaltar que este trabalho não tem por objetivo
formar especialistas em instalações elétricas; por esse motivo, a
parte relativa a cálculos e dimensionamentos foi basicamente subs-
tituída pela abordagem direta dos conceitos, tratando somente das
instalações elétricas prediais em suas interfaces com a arquitetura.
Para a elaboração deste livro, valemo-nos da bibliografia indi-
cada e da experiência conquistada, no campo profissional, como
projetista de instalações e professor de disciplinas de instalações
prediais em cursos de graduação em Engenharia Civil e Arquite-
tura e Urbanismo.

12
PARTE 1- INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS

1 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS .............................. 21


Considerações gerais .............. ...................... ...................... 21

2 FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA ...................... 23


Limites para fornecimento ....... ............ ........... ........... ........ 25
Ligação monofásica .......... ........... ............ ........... ........ 25
Ligação bifásica ..... ........... ........... ........... ........... ......... 26
Ligação trifásica ... ........... ............ ........... ........... ......... 26
Ligações de cargas especiais..................................... 27

3 PADRÃO DE ENTRADA ..................................................... 28


Ramal de ligação................................................................. 32
Poste particular e pontalete... .. ........... ........... ........... ......... 40
Quadro de medição............................................................. 42
Centro de medição (medição agrupada)........................... 42

4 EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO DE ENERGIA


ELÉTRICA ............................................................................ 46
Instalação de equipamentos............................................... 47
Instalação de aparelhos especiais...................................... 48

5 TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA. .................................... 49


As variações de tensões e os aparelhos bivolt.................. 49

6 POTÊNCIA ELÉTRICA ........................................................ 50


Fator de potência................................................................ 51
Triângulo de potências....................................................... 52

7 POTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL INSTALADA ...................... 53


O cálculo do consumo......................................................... 57
13
~ 8 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS............... 58
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Q)
;':
:,
Localização do quadro de distribuição no projeto
arquitetônico....................................................................... 65
E"
<C
Q)
"C 9 PRUMADAS ELÉTRICAS E CAIXAS DE PASSAGEM........ 67
-o
Q)
·o
... 10 CIRCUITOS DA INSTALAÇÃO.......................................... 70
Q.
o Circuitos de distribuição.................................................... 70
Q)
<li Circuitos terminais............................................................. 71
"'u Divisão da instalação em circuitos terminais................... 72
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<li
Potência por circuito...........................................................
Exemplo de aplicação.................................................
75
76
Q)

'ºU"
-
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< li
e:
11 ATERRAMENTO DO SISTEMA.........................................
Aterramento da entrada consumidora ............ ........... .......
Barramento equipotencial (BEP) ........... ............ ......
78
79
79
Aterramento do quadro de distribuição de energia ... ...... 82
Aterramento dos aparelhos eletrodomésticos................... 83

12 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA BAIXA TENSÃO ... 84

13 COMPONENTES UTILIZADOS NAS INSTALAÇÕES..... 88


Eletrodutos......... .. ........... ........... ........... ........... ........... ........ 89
Caixas.................................................................................. 94
Condutores de eletricidade ................................................ 99

14 DISPOSITIVOS DE MANOBRA ........................................ 105


Interruptores....................................................................... 106
Interruptor simples ............ ........... ........... ........... ....... 107
Interruptor paralelo.................................................... 107
Interruptor intermediário.......................................... 108
Interruptor controlador de luz................................... 108
Minuterias. .. ........... ........... ........... ........... ........... ......... 108
Interruptores temporizados....................................... 108
Pulsadores................................................................... 109
Interruptores remotos................................................ 109
Esquemas de ligação e fiação de interruptores........ 109
Contactores e chaves magnéticas...................................... 111
Chave-boia........................................................................... 111
Campainha ou cigarra ... ........... ........... ........... ........... ......... 111
Sensor de presença............................................................. 111

15 TOMADAS DE CORRENTE ............................................... 112


Tomadas de uso geral ......................................................... 112
Tomadas de uso específico................................................. 114
14
Quantidade mínima de tomadas ....................................... . 115 o
"O
,::,
Tomadas de uso geral... ............................................. .
Tomadas de uso específico ....................................... .
116
118 -
u
<11
e
o
Esquemas de ligação e fiação de tomadas ....................... . 122

16 APARELHOS DE ILUMINAÇÃO ....................................... . 124


Tipos de luminárias segundo a forma de aplicação da luz .. 127
Luminária comum ..................................................... . 127
Luminária direcionadora de luz ............................... . 127
Luminária de luz indireta ......................................... . 127
Luminária decorativa ................................................ . 127
Luminária com refletores e ale tas parabólicos ........ . 127
Tipos de lâmpadas ............................................................. . 128
Cálculo de iluminação ....................................................... . 136
Carga mínima de iluminação exigida pela NBR 5410 ..... . 137
Condições para se estabelecer a quantidade
mínima de pontos de luz ........................................... . 137
Condições para se estabelecer a potência mínima
de iluminação ............................................................ . 137

17 INSTALAÇÕES PREDIAIS DE TELEFONIA ...................... . 141


Considerações gerais ......................................................... . 141
Entrada telefônica.............................................................. . 142
Poste particular para entrada telefônica ................. . 144
Caixa externa para entrada telefônica ..................... . 146
Aterramento ............................................................... . 147
Ramal de entrada telefônica ............................................. . 147
Entrada aérea ............................................................ . 148
Entrada subterrânea ................................................. . 149
Prumada telefônica ............................................................ . 149
Caixas de distribuição ....................................................... . 153
Caixas de saída ................................................................... . 156
Tomadas de telefonia ......................................................... . 158
Critério para previsão de pontos telefônicos ................... . 158
Critério para previsão de caixas de saída ........................ . 159
Residências ou apartamentos ................................... . 159
Lojas ........................................................................... . 160
Escritórios ................................................................. . 160
Fio telefônico ...................................................................... . 160
Canaletas de piso ............................................................... . 161
Caixas de derivação ........................................................... . 162

18 SIMBOLOGIA BÁSICA. ..................................................... . 163


Simbologia utilizada nas instalações elétricas ................. . 163
Simbologia utilizada nas instalações de telefonia ........... . 171
15
~ PARTE li - AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E SUAS INTERFACES
-:,
Q)
;':
:,
COM O PROJETO ARQUITETÔNICO

e-
<C
19 O QUADRO DE MEDIÇÃO DE ENERGIA
Q)
NO PROJETO ARQUITETÔNICO ..................................... 175
"C

-...
o
Q)
·o
20 OS EQUIPAMENTOS E SUAS INTERFACES COM
AARQUITETURA ............................................................... 179
Q.
o Selo Procel .......................................................................... 180
Q)
<li Ruídos em eletrodomésticos............................................... 181
"'
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-
·.:::
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<li
21 PREVISÃO DE PONTOS EM INSTALAÇÕES
RESIDENCIAIS .................................................................... 184
Q)

'ºU' Sala....................................................................................... 185

-
~"'
< li
e:
Escritório .............................................................................
Quarto ..................................................................................
186
186
Terraço ................................................................................ 186
Banheiros............................................................................ 186
Cozinha................................................................................ 190
Área de serviço................................................................... 193
Pontos externos.................................................................. 193

22 INSTALAÇÕES DE ANTENAS E SUAS INTERFACES


COM AS REDES ELÉTRICAS .............................................. 194

23 INSTALAÇÃO DE PARA-RAIOS E SUAS INTERFACES


COM A ARQUITETURA ..................................................... 197

24 ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PARA


PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS ............... 200

25 LUMINOTÉCNICA. ............................................................. 202


Interfaces da iluminação com a superfície de trabalho ... 203
Interfaces da iluminação com o projeto arquitetônico ..... 206
Conceitos e grandezas luminotécnicas fundamentais ..... 207
Luz ............................................................................... 207
Fluxo luminoso........................................................... 208
Eficiência luminosa ............ ........... ........... ........... ....... 208
Intensidade luminosa................................................. 210
Iluminamento ou iluminância ................................... 211
Luminância................................................................. 212
Cálculo luminotécnico ........................................................ 213
Método dos lumens ..................................................... 213
Método ponto por ponto ............................................. 219
Iluminação residencial........................................................ 220
16 Hall de entrada ....... ........... ........... ........... ........... ........ 220
Sala de estar ............................................................... 221 o
"O
,::,
Sala de jantar ..............................................................
Cozinha .......................................................................
221
221 -
u
<11
e
o
Dormitório ................................................................... 221
Banheiro ...................................................................... 222
Iluminação comercial e administrativa ............................. 222
Iluminação industrial ......................................................... 222

26 O CONSUMO DE ENERGIA EM RESIDÊNCIAS .............. 224


Os vilões do consumo ......................................................... 225
A iluminação e o consumo de energia ............................... 229
Aquecimento de água: como gastar menos ....................... 230

27 SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR ................. 232


Dimensionamento de ar-condicionado (Splits) ................ 233
Ambientes sem exposição a raios solares .......................... 234
Ambientes com exposição a raios solares ......................... 234

28 OS REFRIGERADORES E BALCÕES FRIGORÍFICOS ...... 237

29 PREVISÃO DE CABINAS DE FORÇA NO PROJETO


ARQUITETÔNICO .............................................................. 238
Localização das cabinas ..................................................... 239
Tipos de cabinas ................................................................. 239

30 CASA DE BOMBAS NO PROJETO ARQUITETÔNICO ... 241

31 PREVISÃO DE SHAFTS E ÁREAS TÉCNICAS ................... 243

32 ELEVADOR ELÉTRICO ....................................................... 246


Novas tecnologias para o transporte vertical... ................. 247

33 NOVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS ......................... 249


Novos componentes e equipamentos ................................. 250
Cabeamento estruturado .................................................... 254

34 AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO SUPRIMENTO DE


ENERGIA. ............................................................................. 257
Sistemas de cogeração de energia ..................................... 258
Sistema direto de alimentação de energia ........................ 260

35 EDIFÍCIOS INTELIGENTES (COM ALTA TECNOLOGIA) ... 261


Sistema de automação predial.. ......................................... 263
Elevadores ................................................................... 267
Ar-condicionado ......................................................... 267
Transmissão de dados e telefonia ............................. 267 17
"':,... Segurança ................................................................... 267
-Q)
;':
:,
Iluminação .................................................................. 268
...
C"
<C 36 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ALVENARIA
Q)
-e ESTRUTURAL ...................................................................... 269
-o
Q)
·o
... 37 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA DRYWALL ...... 273
Q.
o
Q) 38 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
<li

"'u STEEL FRAME ...................................................................... 275


-
·;:
' Q/
ü:i
<li
39 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
Q) WOODFRAME ................................................................... 279
'ºU"
-"'
~
< li
e:
40 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA
CONSTRUTIVO CONCRETO + PVC ............................... 282

41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................... 284

18
PARTE 1

- ~

INSTALAÇOES ELETRICAS
PREDIAIS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
O projeto de instalações elétricas prediais é uma representação
gráfica e escrita do que se pretende instalar na edificação, com
todos os seus detalhes e a localização dos pontos de utilização
(luz, tomadas, interruptores, comandos, passagem e trajeto dos
condutores, dispositivos de manobras etc.).
Quando bem elaborado e corretamente dimensionado, com
materiais de qualidade comprovada e também integrado de uma
forma racional, harmônica e tecnicamente correta com os projetos
técnicos complementares, o projeto de instalações elétricas gera
significativa economia na aquisição de materiais e na execução
das instalações, além de evitar o superdimensionamento (ou sub)
de circuitos, disjuntores desarmados, falta de segurança nas ins-
talações (incêndios, perda de equipamentos, choques elétricos) e
dificuldade para a execução das instalações desconformes com as
normas vigentes.
O tempo despendido na compatibilização do projeto arqui-
tetônico com o de instalações elétricas será recuperado quando
na execução de ambos, evitando desperdício de energia e o mau
funcionamento dos aparelhos e equipamentos e permitindo fácil
operação e manutenção de toda a instalação.
Para facilitar a manutenção, o ideal é que o arquiteto propo-
nha soluções a partir do projeto. Por esse motivo, é importante
o acompanhamento dos projetistas de instalações já na fase de
criação arquitetônica.
Para a elaboração dos projetos deve ser consultada a conces-
sionária de energia elétrica, que fixa os requisitos mínimos indis-
pensáveis para a ligação das unidades consumidoras.
Além das normas da concessionária e das normas específicas
aplicáveis, também devem ser consultadas as Normas Técnicas
da ABNT, principalmente a NBR 5410 (Instalações Elétricas de 21
Baixa Tensão - Procedimentos), que contém prescrições relativas
ao projeto, à execução, à verificação final da obra e à manutenção
das instalações elétricas.

Figura 1.1 Esquema de instalação elétrica.

Rede da concessionária
em baixa tensão

Quadro de
distribuição + - - - - - -

Medidor

Fonte: Prysmian
22
A concessionária estabelece diretrizes para o cálculo de demanda,
dimensionamento de equipamentos e requisitos mínimos para os
projetos, além de fixar as condições técnicas mínimas e uniformizar
as condutas para o fornecimento de energia elétrica.
Antes do início da obra, o construtor deve entrar em contato
com a concessionária fornecedora de energia elétrica para tomar
conhecimento dos detalhes e das normas aplicáveis ao seu caso,
bem como das condições comerciais para sua ligação e do pedido
desta. Recomenda-se que as instalações elétricas internas após a
medição atendam à Norma NBR 5410 - Instalações Elétricas de
Baixa Tensão - Procedimentos, da ABNT.
O fornecimento é feito pelo ponto de entrega, até o qual a
concessionária se obriga a fornecer energia elétrica, com partici-
pação nos investimentos necessários e responsabilizando-se pela
execução dos serviços, sua operação e manutenção.
Para a rede de distribuição aérea, a localização física do ponto
de entrega é o ponto de ancoragem do ramal de ligação aéreo na
estrutura do cliente (poste particular, pontalete, fachada do prédio
etc.). De acordo com a Norma Técnica "Fornecimento em Tensão
Secundária de Distribuição" da CPFL (Companhia Paulista de For-
ça e Luz) publicada em 30/11/2009, o ponto de entrega deve estar
situado no limite com a via pública ou recuado no máximo a 1 m
do limite de propriedade do cliente com a via pública, estar livre
de obstáculos, e não cruzar com terrenos de terceiros.

23
~
-:,
Q)
;':
:,
e-
<C Rede de Alta Tensão (13,8 kV
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
Poste particular
Rede de baixa
tensão (220/127 V)

Fio ou cabo para aterramento


neutro de transformadores

Haste de aterramento Haste de aterramento


Copperweld para Copperweld com pig-tail
aterramento de linhas para aterramento de
de distribuição entrada de consumidores

íl D
Fonte: C PFL

24
LIMITES PARA FORNECIMENTO G
....
·;:
'CI/
i:i:j
As edificações são enquadradas em função da carga instalada
e demanda calculada. As concessionárias atendem a seus consumi- "'...
'So
CII
dores residenciais, fornecendo energia elétrica na classe de tensão e
I.U
mono, bi ou trifásica, de acordo com suas necessidades, em função CII
"C
da carga total instalada na edificação.
.8e
A carga total instalada é a soma das potências nominais, em CII
E
watts, de todos os aparelhos, equipamentos e lâmpadas utilizados ·o
CII
na edificação. A potência pode ser em watts ou kW; lembre-se que: ...oe
1.000 W são iguais a 1 kW. u..

Com o cálculo da carga instalada, teremos o tipo de atendi-


mento que a concessionária irá oferecer ao consumidor.
A nova ligação poderá ser solicitada pelo sistema on-line,
telefônico ou pessoalmente, a uma loja de atendimento ao cliente
da concessionária de energia.

LIGAÇÃO MONOFÁSICA
A ligação monofásica consiste de dois fios (fase e neutro). Deve
ser realizada para carga total instalada até 12 kW, para tensão de
fornecimento 127/220 V e, até 15 kW, para tensão de fornecimento
220/380 V. Não é permitida, nesse tipo de atendimento, a instalação
de aparelhos de raio X ou máquinas de solda a transformador. Para
redes de distribuição nas quais o neutro não está disponível, situa-
ção esta não padronizada, a carga instalada máxima é 25 kW, e o
fornecimento será feito por sistema monofásico, dois fios, fase-fase.

Figura 2.2 Ligação monofásica.

Monofásico

Neutro

Fase J 121v

Até 12.000 W
Fornecimento monofásico
• feito a dois fios:
uma fase e um neutro;
• tensão de 127 V.

25
~ LIGAÇÃO BIFÁSICA
-:,
Q)
;':
:, A ligação bifásica consiste de três fios (duas fases e um neutro).
E" Deve ser realizada para carga total instalada acima de 12 kW até
<C
Q)
"C
25 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, acima de 15 kW

-...
o
Q)
·o
até 25 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V.

Q.
o
Q)
<li Figura 2.3 Ligação bifásica.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Bifásico

Q)
Neutro
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Fase

Fase

Acima de 12.000 W até 25.000 W


Fornecimento bifásico
• feito a três fios:
duas fases e um neutro;
• tensões de 127 V/220 V.

LIGAÇÃO TRIFÁSICA
A ligação trifásica consiste de quatro fios (três fases e um
neutro). Deve ser realizada para carga total instalada acima de
25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, também
acima de 25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V.
Caso existam aparelhos como máquinas de solda ou de raio X,
devem ser efetuados estudos específicos para sua ligação.
Quando o cliente se enquadrar no atendimento monofásico e
desejar, por exemplo, atendimento bifásico ou trifásico, a concessio-
nária fornecedora de energia poderá atendê-lo, mediante cálculos
de demanda e ART do engenheiro responsável. Do cliente será
cobrada taxa adicional.

26
LIGAÇÕES DE CARGAS ESPECIAIS !3
....
·;:
'<11
A ligação de aparelhos com carga de flutuação brusca, como solda i:i:j

elétrica, motores com partidas frequentes, aparelhos de raio X, ou "'...


'So
outros equipamentos que causam distúrbio de tensão ou corrente, <11
e
I.U
é tratada como ligação de cargas especiais. O consumidor deverá <11
"O
contatar a concessionária antes da execução de suas instalações a
.8e
fim de fornecer detalhes e dados técnicos para análise e orientações. <11
E

<11
...oe
u..
Figura 2.4 Ligação trifásica.

Trifásico

Neutro

127 'v
Fase

Fase

220\i
127 Vo

220V
127V

220V
Fase

Acima de 25.000 W até 75.000 W


Fornecimento trifásico
• feito a quatro fios;
três fases e um neutro;
• tensões de 127 V/ 220 V.

27
É a instalação que compreende os seguintes componentes:
ramal de entrada, poste particular ou pontalete, caixas, quadro de
medição, proteção, ater ramento e ferragens, de responsabilidade
do cliente, que deve ser feita atendendo às especificações da norma
técnica da concessionária para o tipo de fornecimento. A norma téc-
nica referente à instalação do padrão de entrada e outras infor-
mações a esse respeito deverão ser obtidas na agência local da
concessionária fornecedora de energia elétrica.
Para evitar problemas no fornecimento de energia elétrica,
o padrão de entrada deve ser dimensionado pelo engenheiro ele-
tricista e executado por eletricistas capacitados. Todo poste deve
vir com um traço demarcatório que indica até que ponto o poste
deve ser enter rado. Esse traço, que fica a 1,35 m da base do pos-
te, precisa ficar ao nível do solo para garantir a estabilidade e as
alturas corretas. Uma vez pronto o padrão de entrada, compete à
concessionária fornecedora de energia fazer a sua inspeção.
Estando tudo dentro dos parâmetros da norma, a concessio-
nária instala e liga o medidor e o ramal de serviço. Dessa forma,
a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível
para ser utilizada na edificação. Pelo circuito de distribuição, essa
energia é levada do medidor até o quadro de distribuição, também
conhecido como quadro de luz.
Devem ser utilizados, para proteção geral da entrada consumi-
dora, disjuntores termomagnéticos unipolares, para atendimento
monofásico; bipolares, para atendimento bifásico; e tripolares, para
atendimento trifásico.
A proteção geral deve ser localizada depois da medição e
executada pelo cliente de acordo com o que estabelece a norma
da concessionária local. Toda unidade consumidora deve ser equi-
*( Norma Técnica:
pada com um dispositivo de proteção que permita inter romper o
"Fornecimento em Ten são fornecimento e assegure a adequada proteção. De acordo com a
Secundária de Di stribui ção". concessionária, além da proteção geral instalada depois da medição,
CPFL, 30/11 /2009.) o cliente tem de possuir em sua área privativa um ou mais quadros
28
ra
para instalação de proteção para circuitos parciais, conforme pres- "O
crição da NBR 5410. Devem ser previstos dispositivos de proteção
contra quedas de tensão ou falta de fase em equipamentos que, pelas -
~
e
I.U
<1l
suas características, possam ser danificados por essas ocorrências. "O
o
As caixas de medição e proteção poderão ser feitas em chapa ...
l<'a
"O
de aço pintada eletrostaticamente ou zincada, aço inoxidável, alu- ~
mínio, policarbonato, resina poliéster reforçada com fibra de vidro
ou outro material não corrosível. Em regiões litorâneas, caso as
caixas sejam fabricadas em chapa de aço, elas deverão ser zincadas.
O bom fornecimento de energia também depende muito da
conservação do padrão de entrada; por isso, é muito importante
uma manutenção periódica. Deve-se pintá-lo, para evitar ferrugens ;
vedá-lo, pois a água das chuvas pode danificar o disjuntor geral e
o medidor de energia, provocando um curto-circuito ; manter os
conduítes em bom estado, sem estarem partidos ou mal emendados;
manter o vidro do visor em ordem, sem quebras; evitar que insetos
se instalarem na caixa do medidor etc.
Os esquemas a seguir caracterizam a entrada de energia elé-
trica dentro de uma unidade consumidora.

Figura 3.1 Entrada de energia elétrica (ponto de captação


e de entrega).

TERRENO

O.D.

Caixa de
medição

Calçada

Ponto de captação Rede elétrica


29
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.2 Componentes da entrada de serviço.

E" Trecho AB - Ramal de ligação até 30 m


<C BC - Ramal de entrada embutido
Q)
"C CD - Circuito alimentador embutido

-...
o
Q)
·o
A DE
B
-
-
Circuito alimentador aéreo
Ponto de entrega
Condutor do circuito
alimentador aéreo
isolado
Q.
o Ponto de entrega - - - - - - - . .
Q)
<li
Rede secundária
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
de distribuição Condutor do ramal de entrada

Q)
Condutor do ramal Eletroduto do ramal de entrada - - H
'ºU" de ligação

-"'
~
< li
e: Medição e proteção - - - - - - +..aC

Poste particular ---------++••

A - Com medição em poste particular


L Cavidade para
inspeção do
aterramento

Trecho AB - Ramal de ligação até 30 m


BC - Ramal de entrada embutido
B - Ponto de entrega

Ponto de entrega - - - - - -

Rede secundária
de distribuição Condutor do ramal de entrada

Condutor do ramal Eletroduto do ramal de entrada


de ligação

Medição e proteção

Circuito
alimentador
B - Com medição em muro embutido
Cavidade para
inspeção do aterramento

30 Fonte: C PFL
~
"O
Figura 3.3 Padrão de entrada (instalação convencional).
-
~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

- Poste

E
CD

Cavidade para inspeção do


aterramento
Engastar o poste até a marca existente nele
a 1 ,35 m de sua base

Veios para retenção


de água

A pingadeira poderá ser


construída de concreto

31
~
-:,
Q)
;':
:,
E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

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-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Engastar o poste até


a marca existente nele mesmo

RAMAL DE LIGAÇÃO
O ramal de ligação e os equipamentos de medição são for-
necidos e instalados pela concessionária fornecedora de energia
elétrica. Os demais materiais da ent rada de serviço, como caixa
de medição, eletrodutos, condutores do ramal de entrada, poste,
disjuntor, armação secundária, isolador e outros, devem ser for-
necidos e instalados pelo proprietário, conforme padronização e
norma específica, estando sujeitos à aprovação da concessionária
32 de energia elétrica local.
~
O ramal deve entrar sempre pela frente do terreno, estar livre "O
de qualquer obstáculo, ser perfeitamente visível, e não cruzar
terrenos de terceiros. Em terrenos de esquina, com acesso a duas
-~
e:
I.U
<11
ruas, será permitida a entrada do ramal de ligação por qualquer "O
o
um dos lados, dando-se preferência àquele em que estiver situada ...
1~
"O
a entrada da edificação. ó:.
De acordo com a concessionária, o vão livre não deve ser supe-
rior a 30 m. Não deve ser facilmente alcançável de áreas, balcões,
terraços, janelas ou sacadas adjacentes, mantendo sempre um
afastamento desses locais acessíveis.
Os condutores devem ser instalados de forma a permitir as se-
guintes distâncias mínimas, medidas na ver tical, entre o condutor
inferior e o solo:
• 5,5 m no cruzamento de ruas e avenidas e entradas de garagens
de veículos pesados;
• 4,5 m nas entradas de garagens residenciais, estacionamentos
ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;
• 3,5 m nos locais exclusivos para pedestres.

É permitida, como alternativa, a alimentação de duas unida-


des consumidoras vizinhas por um único ramal de ligação, em um
único poste particular na divisa das duas propriedades, sendo os
ramais de entrada e medições distintos. Nesses casos, é impor tante
consultar a concessionária, pois são estabelecidos alguns limites
para a ligação.
A conexão e a amarração do ramal de ligação na rede secun-
dária e no ponto de entrega serão executadas pela concessionária.
A ancoragem do ramal de ligação no ponto de entrega deve ser
construída pelo cliente.
A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do
lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessio-
nária situar-se do outro lado da rua, deve ser, no mínimo, de 6 m.
A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do
lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessio-
nária situar-se do mesmo lado da rua, deve ser, no mínimo, igual a:
• 6 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens para entrada
de veículos pesados;
• 5 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens residenciais
ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;
• 4 m, quando o ramal de ligação não cruzar garagens.

33
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.5 Entrada aérea (alturas mínimas do ponto de entrega).

e-
<C
Q)
"C Poste particular

-o
Q)
·o...
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU' L!)

-
~"'
< li
e:
L!)

1. Passeio ,1, ,1, Passeio ,1

Poste particular

o
-~
e
.E
L!) (D
L!)
Muro

1. Passeio ~. Rua ,1, Passeio ,1

NOTA:
A altura h mínima deve ser igual a:
• 4 m , passagem de pedestres não cruzando garagens;
• 5 m , cruzando garagens residenciais ou out ro local não acessível a veículos pesados;
• 6 m , cruzando garagem de veículos pesados.

Fonte: C PFL
34
ra
"O
Figura 3.6 Afastamentos mínimos para entrada de serviço.
-
~
e
I.U
<1l
"O
o
...
l<'a
"O
~

_!

0,5
l-

2
,; _

1-1,2-1
llíH 111 11
1-1,2-1

Legenda
- - - -
1111111111111111111111111111111111111111

Local onde não é permitida a fixação dos condutores do ramal de ligação na fachada.

Fonte: C PFL
35
~ Para o fornecimento a edifícios, cuja demanda elétrica calcu-
-:,
Q)
;':
:,
lada seja até 100 kVA, o ramal de entrada será subterrâneo e da
seguinte forma:
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Figura 3.7 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua.

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

~ - - Ponto de entrega

- Condutor do ramal de entrada Edifício


(em baixa tensão)

~ ..~ ..;··· ................................................................ [ ....................................................... ··································Quadro de medição


l Caixa de passagem do
ramal de entrada Duto do ramal de entrada

A - Ponto de entrega

36 Font e: CPFL
~
"O
Figura 3.8 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua.
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

Rede secundária
de distribuição

Condutor do _
ramal de entrada Edifício
(em baixa tensão)

i·À-'...................................................) - - - - - Quadro de medição


···r
Caixa de passagem
l
Duto do ramal de entrada
do ramal de entrada

A - Ponto de entrega

Fonte: C PFL
37
~ O fornecimento para edifícios, cuja demanda elétrica calculada
-:,
Q)
;':
:,
esteja compreendida entre 200 kVA até 400 kVA, será feito por ramal
de entrada subterrâneo e da seguinte forma:
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Figura 3.9 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua (poste com transformador).

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

- Transformador

Edifício

~ ..~ ..;·-··········· Caixa de passagem· do·······[ ....................................................... -·······-·······-·······-····· Quadro de rned ição
ramal de entrada Duto do ramal de entrada
A - Ponto de entrega

38 Fonte: CPFL
~
"O
Figura 3.10 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua (poste com transformador).
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

1-1--- Transformador
==
}
Edifício
Condutor do __.
ramal de serviço

r· A··::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Quadro de medição


L
Caixa d~·-i:ssagem
do ramal de entrada
Duto do ramal de entrada

A ~ Ponto de entrega
'
Fonte: C PFL 39
~ POSTE PARTICULAR E PONTALETE
-:,
Q)
;':
:, O poste particular deve ser instalado na propriedade do clien-
E" te com a finalidade de fixar e (ou) elevar o ramal de ligação. De
<C
Q)
"C
acordo com a concessionária, o poste deve ser de concreto armado

-...
o
Q)
·o
seção duplo "T", ou de seção circular, ou de aço de seção circular,
ou de concreto com caixa de medição incorporada, ou compacto
Q. de concreto armado com eletroduto embut ido.
o
Q)
<li Os postes devem ser escolhidos em função da categoria de
"'u atendimento e dimensionados de acordo com tabelas específicas
-
·;:
' Q/
ü:i
da concession ária.
<li
Q) Os fabricantes de postes devem ter seus protótipos submetidos
'ºU" à aprovação da concessionária. O comprimento total mínimo do
-"'
~
< li
e:
poste particular deve ser definido de forma a atender às alturas
mínimas entre o condutor inferior do ramal de ligação e o solo,
devendo estar de acordo com as seguintes situações:
• O comprimento total do poste particular é, no mínimo, de 7,5 m,
correspondente a um engastamento de 1,35 m e altu ra livre
de 6,15 m ;
• Para ponto de entrega em poste situ ado em plano diferente da
rede de distribuição, pode ser utilizado outro comprimento,
desde que adequado às alturas mínimas especificadas pela
concessionária e engastado conforme a fórmula:
L
e =0,6+ - (m)
10
onde: L = altura tot al do poste (m)
e= engastamento (m)

O pontalete é um suporte instalado n a edificação para fixar ou


elevar o ramal de ligação. A utilização de pontalete será permitida
somente quando não existir possibilidade de instalação dos padrões
normais est abelecidos pela concessionária fornecedora de energia.
Quando há conflito da arquitetura com o poste de entrada,
deve-se fazer uma entrada subterrânea, deixando a fachada da
edificação limpa.

40
~
"O
Figura 3.11 Poste particular.
-~
e
I.U
<11
"O
o
...
1~
"O
ó:.

41
~ QUADRO DE MEDIÇÃO
-:,
Q)
;':
:, A localização do compartimento que abriga o equipamento de
e-
<C medição vai depender do posicionamento do ramal de entrada
Q)
"C
de energia. De qualquer maneira, deve ser localizado no projeto

-...
o
Q)
·o
arquitetônico, de modo a facilitar a leitura pela concessionária
fornecedora de energia. Assim, vale ressaltar que o ideal é o quadro
Q. de medição ter o painel de leitura voltado para o lado do passeio
o
Q) público, para que possa ser lido mesmo que a propriedade esteja
<li
fechada ou sem morador.
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
O quadro de medição possui padrões especiais que variam
conforme a concessionária fornecedora de energia e o número de
Q)
consumidores. O arquiteto e o engenheiro eletricista precisam estar
'ºU' perfeitamente inteirados desses padrões. O arquiteto deve prever
-"'
~
< li
e:
no projeto arquitetônico todas as condições para que o engenheiro
eletricista possa detalhar o quadro de medições. Falhas de projetos
podem provocar o não fornecimento de energia elétrica por parte
da concessionária.
No caso de novas ligações, em se tratando de edificação com
recuo frontal e que tenha muro ou gradil ou outro tipo de cons-
trução que impossibilite o acesso direto do leiturista à medição, a
concessionária recomenda a utilização da caixa de medição com
leitura voltada para a calçada.
O quadro de medição não deve ficar afastado mais de 1 m do
limite do terreno com a via pública. Para edificações em que houver
dificuldade na observância dessa distância de 1 m, o arquiteto deve-
rá apresentar um croqui para análise do órgão técnico competente
da concessionária. De modo geral, não são aceitáveis locais com má
iluminação e sem condições de segurança, como proximidades de
máquinas, bombas, reservatórios, escadarias etc.

CENTRO DE MEDIÇÃO (MEDIÇÃO


AGRUPADA)
No caso de edifícios (residenciais ou comerciais) as Concessio-
nárias exigem que todos os medidores de energia sejam "agrupa-
dos" em local apropriado. Portanto Centro de Medição ou Medição
Agrupada nada mais é que vários medidores de luz concentrados
em um local da edificação.
As medições agrupadas são constituídas de três a 12 medido-
res, acima de 12 medidores passa a chamar-se Centro de Medição.
Os medidores são fornecidos pelas Concessionárias e não são
cobrados. Portanto o medidor não é do proprietário do imóvel, mas
42 da Concessionária fornecedora de energia elétrica.
ra
Para "ter" uma Medição Agrupada ou Centro de Medição, um "'O
engenheiro eletricista deverá elaborar um projeto que deverá ser
apresentado à Concessionária. Esse projeto será avaliado e, caso esteja
-
~
e
I.U
<1l
dentro das Normas NBR-5410, NBR-14039 e demais "normas" da pró- "'O
o
pria Concessionária, será aprovado e liberado para que o proprietário ...
l<'a
"'O
possa construir (instalar) o Centro de Medição (Medição Agrupada).
~
,..,. • 1 • ll'im!'i~~!.lill.tl.l 1, • 1 1'"""'ê li I I '

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• • - ••.•• -
1

n------·-j

Fonte: CPFL
íJ 43
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 3.13 Esquema de ligação de central de medição agrupada.

e-
<C CPFL
Q)
r
14:n
"C

-o
Q)
·o...
Q.
o - - - - - Chave de abertura brusca com carga
Q) (sem proteção)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Caixas de medição
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
kWh
30

1 1

u
1 1

Proteção

~ =--=-=--= - - -,- - - i - - - - - - t" - - - -,- - - - 1 - - - -,


o__ 1 1 1
o- li li 1
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1
T T "t' "t' T T

Sistema de terra T Administ.


30
Escrit.
10
Escrit.
10
Escrit.
10
Escrit.
10

NOTA:
Opcionalmente, para medição de até 5 consum idores, podem ser
utilizadas as cargas padronizadas para medição agrupada, conforme
NTU 01.

Fonte: C PFL

44
ra
"O
Figura 3.14 Caixas de medição e proteção em policarbonato.

1,5 cm
-
~
e
I.U
<1l
"O
o
...
l<'a
"O
~

- 1,5 cm

Caixa de
medição

Parafu so
de lacre ~ \ - - - - - - - , > - - ~ ~
\
\
\

'
10 cm
Vista lateral Vista frontal

Fonte: Prysmian 45
Os equipamentos de utilização de energia elétrica, como ven-
tilador, chuveiro elétrico, lâmpada etc., transformam a energia elé-
trica que os alimentam em uma outra forma de energia (mecânica,
térmica, luminosa etc.). Os equipamentos de utilização podem ser
classificados como equipamentos de iluminação, equipamentos
industriais e equipamentos não industriais*.
Os equipamentos de iluminação, por exemplo, estão presentes
em todos os tipos de instalações (residencial, comercial e indus-
trial). São constituídos pelas fontes de luz propriamente ditas (lâm-
padas) e pelos acessórios respectivos (luminárias, reatores etc.).
Os equipamentos industriais são utilizados nas áreas de
produção das indústrias como os equipamentos de força motriz
(compressores, bombas, ventiladores, guindastes, elevadores etc.).
Os equipamentos não industriais são utilizados em instalações
residenciais, comerciais etc. Podem ser classificados em: aparelhos
eletrodomésticos e de escritórios; equipamentos de ventilação e de
ar condicionado (aquecedores centrais e de ambiente, sistemas de
ventilação e aparelhos de ar condicionado centrais etc.); equipa-
mentos hidráulicos e sanitários (bombas-d'água, aquecedores de
água por acumulação, bombas de esgoto etc.); equipamentos de
transporte vertical (elevadores, monta-cargas e escadas rolantes);
equipamentos de cozinhas industriais e comerciais; equipamentos
especiais (usados em laboratórios, hospitais, centros de processa-
mento de dados etc.).
Todos os equipamentos de utilização são caracterizados por
valores nominais, geralmente garantidos pelos fabricantes como
potência nominal dada em watts (W), kilowatts (kW) ou CV,
tensão nominal dada em volts (V) e corrente nominal dada em
amper es (A).
*(COTRIM, Adernara A.M.B.
Instalações Elétricas. 3 . ed.
São Paulo: Makrom Books,
1992.)
46
Figura 4.1 Equipamentos de utilização de energia elétrica. !3
....
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Energia elétrica e
I.U
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INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS "O
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Todos os equipamentos que utilizam energia elétrica devem <11
E
ser instalados de modo a serem utilizados com segurança dentro "':::,
.9-
da edificação. Conhecer o diâmetro (bitola) dos fios elétricos que
O"
são utilizados numa edificação e as condições dessa fiação, quanto I.U

a emendas e isolação, é muito importante, para evitar defeitos e


danos às instalações e aos aparelhos elétricos.
Particularmente, em reformas ou adaptações de ambientes, o
arquiteto deve tomar alguns cuidados para evitar problemas com
a instalação de novos aparelhos e equipamentos elétricos. Por
exemplo, se, ao ser ligado, um aparelho eletrodoméstico provocar
choque, o problema pode ser falta de aterramento (fio terra) ou a
instalação estar com curto-circuito. Para evitar que isso aconteça
às instalações elétricas, estas devem ser vistoriadas periodica-
mente. Dessa forma, serão detectadas falhas na instalação.
Uma instalação é insuficiente ou inadequada quando os disjun-
tores desarmam constantement e; as tomadas e os condutores
aquecem; há uma tomada que serve para vários aparelhos; a liga-
ção de um aparelho obriga o desligamento de outro; a utilização
da extensão é necessária; a ligação de um aparelho provoca queda
de tensão etc.
Nesses casos, o arquiteto também deve providenciar uma nova
instalação elétrica, evitando maiores problemas para o futu ro.
Para prevenir acidentes comuns, e at é mais sérios, causados
por problemas com a eletricidade, são apresentadas, a seguir, al-
gumas dicas simples com r elação à utilização dos aparelhos, mas
que, se obser vadas com at enção, com certeza, evitarão alguns
aborrecimentos:
• Antes de ligar qualquer aparelho eletrodoméstico, leia com
atenção as instruções sobre seu uso.
• Nunca desligue um aparelho elétrico da tomada puxando o
condutor (fio), pois, dessa maneira, poderá parti-lo e ocasionar
um curto-circuito. 47
...
Ili
• Nunca utilize um aparelho eletrodoméstico, estando com as
-:,
Q)
;':
:,
mãos ou os pés molhados.
...
O" • Ao trocar uma lâmpada, segure-a pelo bulbo (vidro). Nunca
<C toque nas partes metálicas.
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
• Não mexa no interior de televisores, mesmo desligados. A carga
elétrica pode estar acumulada e provocar choques perigosos;
Q.
o • Nunca mude a posição da chave do chuveiro elétrico (verão-
Q)
<li
-inverno ou liga-desliga) em funcionamento. Feche, antes, a
Ili
u torneira.
-
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' Q/
ü:i
<li
• Limpe os eletrodomésticos somente após desligá-los da toma-
da; jamais insira objetos metálicos (garfos, facas etc.) dentro
Q)

'ºIliU" desses aparelhos, principalmente se estiveram ligados.

-
~
< li
e:
• Quando estiver utilizando algum aparelho elétrico, não encoste
em canos metálicos, por exemplo, canos de água. Se ocorrer
algum defeito no aparelho, poderá haver passagem de corrente
elét rica, ocasionando choque.
• O uso de "benjamim" ou "T" é uma solução caseira prática,
mas muito perigosa. Muitos aparelhos ligados em uma mesma
tomada superaquecem os fios e podem causar curto-circuito.
Evite também o uso de extensões.
• Utilize dispositivos apropriados para vedar tomadas que esti-
verem ao alcance de crianças.

INSTALAÇÃO DE APARELHOS
ESPECIAIS
Os aparelhos eletrônicos (computadores, aparelhos de fax,
scanners, impressoras, televisão etc.) usam placas de circuitos
impressos, que geram uma boa quantidade de energia estática.
Essa energia fica acumulada no ar, em torno do aparelho. Como
a proximidade entre os circuitos internos é mínima (medida em
décimos de milímetros), é grande a chance de a energia que passa
estabelecer uma ligação com a estática e, por sua vez, com outro
circuito. Dessa forma, cria-se o temido curto-circuito, que danifica
o equipamento.
Portanto, para a instalação de equipamentos eletrônicos mais
sensíveis, como microcomputadores, que precisam de proteção
especial (estabilizadores de voltagem, protetores contra descargas
elétricas etc.), sempre é importante consultar o manual do fabri-
cante e as lojas especializadas.

48
Nos fios de uma instalação elétrica, existem partículas invisí-
veis chamadas "elétrons livres" que estão em constante movimento,
de forma desordenada. Para que esses elétrons passem a se movi-
mentar de forma ordenada nos fios, é necessário haver uma força
que os empurre. A essa força é dado o nome de "tensão elétrica"(U).
Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provo-
cado pela ação da tensão, forma uma corrente de elétrons. Essa
corrente de elétrons livres é chamada de "corrente elétrica".
Pode-se dizer então que "tensão" é a força que impulsiona os
elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida (que mede a tensão
de uma ligação elétrica) é o volt (V). A maioria das cidades brasi-
leiras usa a tensão fase -neutro, 127 V, e fase -fase, 220 V.
Por outro lado, pode-se dizer que "corrente elétrica" é o movi-
mento ordenado dos elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida,
que determina a quantidade de corrente elétrica que passa em um
circuito, é o ampere (A).
A voltagem (V) multiplicada pela amperagem (A) é igual à
potência (W). É importante lembrar-se dessa fórmula na ligação
dos aparelhos para não sobrecarregar as tomadas e não provocar
um curto-circuito em uma instalação mal dimensionada.

AS VARIAÇÕES DE TENSÕES E OS
APARELHOS BIVOLT
As variações de tensão são comuns nas redes brasileiras. Para
os aparelhos bivolt que trabalham com tensões de 90 a 240 volts, as
variações de tensão não trazem prejuízo. Mas os que operam com
apenas uma tensão podem sofrer avarias. É importante observar
os aparelhos importados que não sejam bivolt. Os japoneses, por
exemplo, operam com 100 V, o que os torna incompatíveis com o
sistema brasileiro, que quase sempre adota 127 V. Não são raros
os casos de aparelhos japoneses queimados à primeira conexão na * (In stalações Elétri cas
tomada por causa da inobservância dessa particularidade. Residenciai s. Prysmian. )
49
Como foi visto, a tensão elétrica faz movimentar os elétrons
de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica. A corrente
elétrica, por exemplo, faz uma lâmpada acender e se aquecer com
certa intensidade.
Essa intensidade de luz e calor percebida nada mais é do que a
potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz)
e
e potência térmica calor).
Então, pode-se definir potência elétrica como a capacidade dos
aparelhos para solicitar uma quantidade de energia elétrica, em
maior ou menor tempo e transformá-la em outro tipo de energia.
Portanto, para haver potência elétrica (W), é necessário haver ten-
são e corrente elétrica. A tensão e a potência elétrica variam entre si
de maneira direta. Para entender essa relação, basta observar uma
lâmpada. Se a tensão elétrica diminuir (U), a lâmpada brilhará e
esquentará menos. Se a tensão elétrica aumentar, a lâmpada bri-
lhará e esquentará mais.
Da mesma forma, a corrente e a potência elétrica variam entre
si de maneira direta. Se a corrente elétrica diminuir, a lâmpada
brilhará e esquentará menos. Se a corrente aumentar, a lâmpada bri-
lhará e esquentará mais.
Então, conclui-se que a potência é diretamente proporcional
à tensão e à corrente elétrica. Sendo assim, pode-se dizer que
potência elétrica (P) é o resultado do produto da ação da tensão
(U) e da corrente (i):
p = u XI
A unidade de medida da potência elétrica é o volt-ampere (VA).
A essa potência dá-se o nome potência aparente, que é composta
por duas parcelas: potência ativa e potência reativa.
A potência ativa é a parcela efetivamente transformada em:
potência luminosa (lâmpada), potência mecânica (ventilador,
*( Instalações Elétricas
Residenciais. Prysmian.) liquidificador etc.) e potência térmica (chuveiro, torradeira etc.).
50
A unidade de medida da potência ativa é o watt (W). A potência
reativa é a parcela transformada em campo magnético, necessária
ao funcionamento de: motores, t ransformadores e reatores. A uni-
dade de medida da potência reativa é o volt-ampere reativo (Var).
Geralmente, todo apar elho eletrodoméstico traz o valor de
sua potência impresso em watts (W) ou quilowatts (kW). Quanto
maior a potência elétrica de um aparelho maior será o consumo de
energia elétrica. Por exemplo, um secador de cabelos de 1.000 watts
consome mais energia que outro de 600 watts, quando ligados por
um mesmo tempo. Uma lâmpada de 100 watts ilumina mais do que
outra de 60 watts, mas consome mais energia elétrica para produzir
energia luminosa (luz).

FATOR DE POTÊNCIA
Como visto no item anterior, a potência ativa é uma parcela da
potência aparente. Então, pode-se dizer que ela representa apenas
uma porcentagem da potência aparente que é transformada em
potência luminosa, mecânica ou térmica. A essa porcentagem que
efetivamente é transformada em outro tipo de energia dá-se o nome
de fator de potência.
Nos projetos de instalações elétricas prediais, os cálculos efe-
tuados são baseados apenas na potência aparente e na potência
ativa. Por essa razão, é importante conhecer a relação entre elas
para que se entenda o que é fator de potência.
Para saber o quanto da potência aparente foi transformado em
potência ativa, aplicam-se os seguintes valores de fator de potência:
• 1 - para iluminação;
• 0,8 - para tomadas de uso geral.

Exemplos de aplicação:
Potência de iluminação (aparente) = 600 VA;
Fator de potência a ser aplicado= l ;
Potência ativa de iluminação (W) = 1 x 600 VA = 600 W;
Potência de tomadas de uso geral = 6.200 VA;
Fator de potência a ser aplicado= 0,8;
Potência ativa de tomadas de uso geral = 0,8 x 6.200 VA =
4.960 W.
Quando o fator de potência é igual a 1, isso significa que toda
potência aparente é t ransformada em potência ativa. Isso aconte-
ce nos equipamentos que só possuem resistência, como chuveiro
elétrico, torneira elétrica, ferro elétrico, lâmpadas incandescentes,
fogão elétrico etc.
51
~
TRIÂNGULO DE POTÊNCIAS
-:,
Q)
;':
:, Uma forma de relacionar de forma gráfica as potências ativa (P),
E" reativa (Q), aparente (S) e o fator de potência é usando o conhecido
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Q)
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triângulo de potências.
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Q.
o Figura 6.1 Triângulo de potências.
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e:
O = potência reativa (var)

P = potência ativa (W)

cos cp = Fator de potência = P/S


Lembrando que:
Potência ativa (P): produz trabalho. A unidade é Watt (W).
Potência reativa (Q) : parcela transformada em campo mag-
nético, não produz trabalho. Potência consumida por reatâncias
(indutivas ou capacitivas) no armazenamento de energia, magné-
tica ou elétrica, para o devido funcionamento do sistema elétrico.
A unidade é Volt - Ampere reativo (var).
Potência aparente (S): potência total fornecida pela fonte
(formada pelas parcelas de potências ativa e reativa). A unidade
é Volt - Ampere (VA). Entre essas potências existe uma relação
conhecida como fator de potência (FP), determinada pelo cosseno
do ângulo entre as potências ativa (P) e aparente (S). A potência
aparente é a soma das potências ativa e reativa. Assim, conhecendo
duas dessas grandezas, dentre S, P, Q e fator de potência, é possível
determinar as grandezas restantes, utilizando a trigonometria, ou
seja, as relações trigonométricas no triângulo retângulo.

52
Para calcular a potência elétrica total instalada, é necessário
saber quantos equipamentos ser ão utilizados na edificação. É im-
portante listar todos os aparelhos eletrodomésticos e lâmpadas,
para estimar o consumo da edificação. O levantamento das potên-
cias é feito mediante uma previsão das potências de iluminação
e tomadas a serem instaladas na edificação, possibilitando, dessa
maneira, determinar a potência total prevista para a instalação
elétrica predial. A previsão de carga deve obedecer às prescrições
da NBR 5410:2004, item 9.5.2.
A partir dessas informações, o projetista pode elaborar com
maior precisão as diretrizes de trabalho. É importante que haja
uma boa sobra de potência nas tomadas, bem como em todo o
sistema predial. Dessa maneira, atende-se à nova demanda de
eletrodomésticos.
Os projetistas costumam trabalhar com alguns valores-padrão
- por exemplo, em salas, escritórios e quartos, onde predominam
as luminárias, os televisores e os DVDs (todos de potência relati-
vamente baixa), as tomadas são projetadas para a média de 100 W
cada uma.
No banheiro e nas áreas de serviço, como lavanderia e cozinha,
a potência média das tomadas é de 600 W cada uma, o suficien-
te par a alimentar equipamentos como geladeira, liquidificador,
batedeira elétrica etc. Mas, se na residência houver um forno de
micro-ondas, a potência dessa tomada deverá ser de até 1.200 W.
Vale lembrar que, de acordo com a tabela de potência média dos
aparelhos eletrodomésticos, os aparelhos de aquecimento e esfria-
mento (aparelhos de ar condicionado, chuveiros, ferros elétricos,
secadoras de roupas) geram um consumo mais elevado. Em geral,
todos os aparelhos trazem sua potência impressa; quando isso não
acontece, deve-se recorrer ao manual de instalação do aparelho
para verificar sua fi ação e proteção.
A energia elétrica pode ser solicitada em diferentes intensida-
des pelos aparelhos ou máquinas elétricas, conforme a Tabela 7.1. 53
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos

Potência Número de Tempo médio Consumo


Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)
Abridor/afiador 135 10 5 min 0,11
Afiador de facas 20 5 30 min 0,05
Aparelho de som 3 em 1 80 20 3h 4,80
Aparelho de som pequeno 20 30 4h 2,40
Aquecedor de ambiente 1.550 15 8h 186,00
Aquecedor de mamadeira 100 30 15 min 0,75
Ar-condicionado 7.500 BTU 1.000 30 8h 120,00
Ar-condicionado 10.000 BTU 1.350 30 8h 162,00
Ar-condicionado 12.000 BTU 1.450 30 8h 174,00
Ar-condicionado 15.000 BTU 2.000 30 8h 240,00
Ar-condicionado 18.000 BTU 2.100 30 8h 252,00
Aspirador de pó 100 30 20 min 10,00
Barbeador/depilador/massageador 10 30 30 min 0,15
Batedeira 120 8 30 h 0,48
Boiler 50 e 60 L 1.500 30 6h 270,00
Boiler 100 L 2.030 30 6h 365,40
Boiler 200 a 500 L 3.000 30 6h 540,00
Bomba-d'água 1/4 CV 335 30 30mim 5,02
Bomba-d'água 1/2 CV 613 30 30 min 9,20
Bomba-d'água 3/4 CV 849 30 30 min 12,74
Bomba-d'água 1 CV 1.051 30 30 min 15,77
Bomba aquário grande 10 30 24 h 7,20
Bomba aquário pequeno 5 30 24 h 3,60
Cafeteira elétrica 600 30 1h 18,00
Churrasqueira 3.800 5 4h 76,00
Chuveiro elétrico 3.500 30 40min 70,00
Circulador de ar grande 200 30 8h 48,00
Circulador de ar pequeno/médio 90 30 8h 21,60
Computador/impressora/estabilizador 180 30 3h 16,20
Cortador de grama grande 1.140 2 2h 4,50
54 (continua)
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação)

Potência Número de Tempo médio Consumo


Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)

Cortad o r de grama pequeno soo 2 2h 2,0


Enceradeira soo 2 2h 2,00
Escova de dentes elétrica 50 30 10 m in 0,20
Espremedor de frutas 65 20 10 min 0,22
Exaustor fogão 170 30 4h 20,40
Exaustor pared e 110 30 4h 13,20
Faca elétrica 220 5 10 min 0,18
Ferro elétrico automático 1.000 12 1h 12,00
Fogão comum 60 30 5 min 0,15
Fogão elétrico 4 chapas 9.120 30 4h 1.094,40
Forno a resistência grand e 1.500 30 1h 45,00
Forno a resistência peq ueno 800 20 1h 16,00
Forno de mi cro-ondas 1.200 30 20 min 12,00
Freezer vertical /horizo ntal 130 - - 50,00
Frigobar 70 - - 25,00
Fritadeira elétrica 1.000 15 30 mim 7,50
Furadeira elétrica 350 1 1h 0,35
Gelad ei ra 1 porta 90 - - 30,00
Geladeira 2 portas 130 - - 55,00
Grill 900 10 30 min 4,50
logurteira 26 10 30 min 0,10
Lâmpada fluorescente compacta -11 W 11 30 Sh 1,65
Lâmpad a fluorescente compacta -1 5 W 15 30 Sh 2,20
Lâmpad a fluorescente compacta - 23 W 23 30 Sh 3,50
Lâmpada incandescente - 40 W 40 30 Sh 6,00
Lâmpada incandesce nte - 60 W 60 30 Sh 9,00
Lâmpada incandesce nte -100 W 100 30 Sh 15,00
Lavado ra de lo uças 1.500 30 40 min 30,00
Lavadora de roupas soo 12 1h 6,00
Liquidificador 300 15 15 min 1,10
(con tinua) 55
~
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Q)
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:,
Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação)

Potência Número de rrempo médio Consumo


E" Aparelhos elétricos média dias no mês de utilização médio
<C
Q)
"C
(watts) estimado (por dia) mensal (kWh)

-...
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Q)
·o
Máquina de costura 100 10 3h 3,90
Q. Microcomputador 120 30 3h 10,80
o
Q) Moedor de carne 320 20 20 min 1,20
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-
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<li
Multi processador
Nebulizador
420
40
20
5
1h
8h
8,40
1,6
Q)
Ozonizador 100 30 10 h 30,00
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Panela elétrica
Pipoqueira
1.100
1.100
20
10
2h
15 min
44,0
2,75
Rádio e létrico grande 45 30 10 h 13,50
Rádio e létrico pequeno 10 30 10 h 3,00
Rádio-relógio 5 30 24 h 3,60
Sauna 5.000 5 1h 25,00
Secador de cabelos grande 1.400 30 10 min 7,00
Secador de cabelos pequeno 600 30 15 min 4,50
Secadora de roupas grande 3.500 12 1h 42,00
Secadora de ro upas pequena 1.000 8 1h 8,00
Secretária eletrônica 20 30 24 h 14,40
Sorveteira 15 5 2h 0,10
Torneira elétrica 3.500 30 30 min 52,50
Torradeira 800 30 10 min 4,00
TV em cores -14" 60 30 5h 9,00
TV em cores -18" 70 30 5h 10,50
TV em cores - 20" 90 30 5h 13,50
TV em cores - 29" 110 30 5h 16,50
TV em preto e branco 40 30 5h 6,00
TV portátil 40 30 5h 6,00
Ventilador de teto 120 30 8h 28,80
Ventilador pequeno 65 30 8h 15,60
Videocassete 10 8 2h 0,16
Videogame 15 15 4h 0,90
56 Fonte: Eletrobrás
Exemplo de aplicação
Calcular a potência elétrica total instalada numa residência ,
cujos equipamentos estão relacionados na Tabela 7.2.

Tabela 7.2 Relação de equipamentos e potência elétrica total


instalada
Potência média
Equipamento
(W)
02 chuveiros 7.000
02 TV em cores - 20 pol. 180
01 aparelho de som pequeno 20
01 geladeira simples 90
08 lâmpadas de 60 W 480
08 lâmpadas de 100 W 800
01 forno de micro-ondas 1.200
02 torneiras e létricas 7.000
01 lavado ra de roupa 500
01 microcomputador 120
03 aparelhos de ar condicionado (7.500 BTU) 3.000
Total 20.390

Com o cálculo da carga instalada (20.390 W) a edificação será


atendida com uma ligação bifásica (veja a seção "Limites para
fornecimento").

O CÁLCULO DO CONSUMO
O quanto uma pessoa gasta de energia elétrica numa casa
depende da potência dos equipamentos instalados e do tempo de
uso de cada um deles. Como exemplo, apresenta-se o cálculo do
consumo do chuveiro, que é um aparelho que consome muita ener-
gia dentro de casa. Considerando-se um chuveiro de 4.400 W, se ele
ficar ligado por uma hora, a energia consumida será de 4.400 W x
1 h, o que representa um consumo de 4.400 Wh, ou seja, 4,4 kWh,
pois 1 kW é igual a 1.000 W. Se todos os dias do mês o chuveiro
for utilizado pelo mesmo tempo, então, no fim do mês, o consumo
com banho será de 4,4 kWh x 30 dias, que é igual a 132 kWh. Para
saber quanto, em valores monetários, gastará esse chuveiro durante
o mês, basta multiplicar 132 kWh de energia consumida pelo valor
do kWh que está na conta de luz.
57
É o local onde se concentra a distribuição de toda a instalação
elétrica e onde se reúnem os dispositivos de controle e proteção
dos circuitos, tais como: chaves com fusíveis disjuntores termo-
magnéticos ( DTM) ou disjuntores diferenciais residuais (DR). O
quadro de distribuição de circuitos recebe os condutores (fios)
que vêm do medidor ou centro de medição, e dele partem após a
proteção os circuitos terminais que vão alimentar diretamente os
circuitos de iluminação, tomadas e aparelhos elétricos da instala-
ção. São constit uídos normalmente de quadros fixados à parede,
sobrepostos ou embutidos.
O quadro de distribuição (QD) é também conhecido como
quadro de luz (QL), e dele fazem parte os seguintes componentes:
disjuntor geral; barramentos de interligação das fases; disjuntores
dos circuitos terminais; barramento de neutro e barramento de
proteção (terra).
A estrutura do quadro é composta de caixa metálica, chapa de
montagem dos componentes, isoladores, tampa (espelho) e sobre-
tampa. O tamanho pode variar de acordo com suas necessidades,
mas o material deve, obrigatoriamente, ser incombustível. Hoje em
dia, o material mais utilizado é o metal.
Nos quadros mais antigos, recomenda-se trocar as chaves de
fusíveis por disjuntores, os quais oferecem maior segurança, além
de não precisarem ser substituídos em caso de anormalidades,
pois são automáticos, isto é, desligam-se quando há sobrecarga nas
instalações elétricas. Após resolvido o problema, basta religá-los.
De acordo com NBR 5410, o quadro de distribuição (QD) ou
quadro de luz (QL) deve estar localizado em locais de fácil acesso,
com grau de proteção adequado à classificação das influências
externas, possuir identificação (nomenclatura) do lado externo e
identificação dos componentes, obedecendo ainda aos seguintes
parâmet ros:
• As placas dos equipamentos e dispositivos constituintes do
58 conjunto não devem ser retiradas.
• No interior do conjunto, a correspondência entre os compo- "'o
nentes e o circuito respectivo deve ser feita de forma clara e ·":::J'=
~
precisa. o Q)
• A designação dos componentes deve ser legível, executada de "C
o
forma durável e p osicionada de modo a evitar qualquer risco l!U

de confusão. Além disso, deve corresponder à notação adotada


-~:::J
.Q
no projeto elétrico (diagrama e memoriais). ·.:
....
é5"'
Q)
"C
Também dever á ser prevista em cada quadro de distribuição
"C
e
uma capacidade de reser va (espaço) que permita ampliações futu- !U
:::J
ras compatíveis com a quantidade e o tipo de circuitos efetivamente C/
previstos inicialmente. Essa previsão de reserva dever á obedecer
ao seguinte critério:
• Quadros com até seis circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, dois circuitos.
• Quadros de sete a 12 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, três circuitos
• Quadros de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, quatro circuitos.
• Quadros acima de 30 circuitos, prever espaço reserva para, no
mínimo, 15% dos circuitos.

O dimensionamento e a especificação técnica dos quadros de


distribuição deverão ser feitos de acordo com a NBR 6808 (ABNT).
A manutenção preventiva dos quadros de distribuição e painéis
é de extrema importância. De acordo com a NBR 5410, a estrutura
do(s) quadro(s) e/ou painel(is), deve ser periodicamente verificada,
observando-se seu estado geral quanto a fixação, danos na estru-
tura, pint ura, corrosão, fechaduras e dobradiças.
Também deve ser verificado o estado geral dos condutores e
cordoalhas de aterramento, bem como o estado geral de conserva-
ção e funcionamento dos componentes com partes internas móveis
como contatores, relés, chaves seccionadoras, disjuntores etc. No
caso de componentes fixos como fusíveis, condutores, barramentos,
calhas, canaletas, conectores, terminais, transformadores etc., deve
ser inspecionado o estado geral, observando-se sinais de aqueci-
mento, fixação, identificação, ressecamento e limpeza. Nos casos
de sinalizadores, deve ser verificada a integridade do(s) soquete(s),
fixação e a limpeza interna e externa.

59
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.1 Tipos de quadros de distribuição.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" [jJ
-
~"'
< li
e:

Quadro d e d istribuição d e ferro d e embutir

ll

Quadro de distribuição
d e ferro d e sobrepor

60
Figura 8.2 Quadro de distribuição de circuitos terminais.
"'o
·":::J=
~
o Q)
"C
o
l!U
.~
:::J
..Q
....
'i:
OPS UNIC é5"'
.-
...
Os Centros e Quadros UNIC Q)
IDR UNIC _., DPS UNIC é um dispositivo de
oferecem recursos que _. "C
1 #
segurança destinado a limitar e
e
-.- -.,
otimizam sua instalação: descarregar para a terra as "C
a,
1~
flexibilidade na escolha do sobretensões transitórias de origem !U
:::J
padrão de instalação, atmosférica, protegendo as
montagem dos módulos
C/
instalações elétricas de baixa tensão
fora da caixa e regulagem dentro das normas vigentes.
de alinhamento, corrigindo
o resultado de caixas mal
De uso obrigatório
(NBR5410), os IDRs
fixadas na parede.
BARRAS
detectam qualquer fuga
De neutro
de corrente, interrom-
e terra
pendo os circuitos
elétricos e garantindo
a proteção dos usuários
contra os efeitos do BORNES DE ENTRADA
choque elétrico.
Rei. 04906
Para ligação
dos cabos de
DISJUNTORES chegada.

UNIC OIN
PENTE DE
ALIMENTAÇÃO
--~
~
.
tt .o-J
-.,
Trava biestável para
Rei. 04942
~ ~ripola~ por
q~ " fila, pre-
equipado com
facilitar a retirada do proteção nas extremidades.
disjuntor dos trilhos.
Parafusos com fenda
mista para chave de STARFIX ECAB 3
fenda ou Philips.
~ Terminais e
Conexão por pente e
cabo.
--+---1,,.,,,..,- identificadores
para
Possui porta-etiquetas •• • condutores.
para identificação dos Veja informações no s ite:
circuitos. www.piallegrand.com.br

Fonte: Piai Legrand


61
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.3 Desenho esquemático do quadro de distribuição.

E"
<C
Q)
"C N F F T

-o
Q)
·o
...
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Barra Barra
Q)
do neutro do terra
'ºU"
-"'
~
< li
e:

DTM = Disjuntor termomagnético F = Fase


IDR = Interruptor diferencial residual N = Neutro
T = Terra

62 Fonte: Prysmian
Figura 8.4 Opção de utilização de interruptor DR na proteção geral.
"'o
·":::J=
~
o Q)
"C
o
l!U
.~
:::J
..Q

F FN T ....
'i:

é5"'
' "C
Q)

e
"C
!U
:::J
C/

~ ~
-
- DTM
-
- Barra
1 1
Barra
- do neutro do terra ~
-
--
IDR --,.
,/'

,.

~ v
l...i1IIII
1
Gire. 1 1
1 1
1 Gire. 2
DTM 1 1 DTM

Gire. 3 1 1 Gire. 4
1 1
1
DTM 1 1
DTM 1

Gire. 5 1 1 Gire. 6
DTM 1 1 DTM
1 1 1 1

Gire. 7 1 1 Gire. 8
DTM 1 1 DTM
1 1 1 1

Gire. 9 1 1 Gire. 10
DTM DTM
1 1 1 1

Gire. 11 1 1 Gire. 12
1 1
1 DTM 1 1
DTM 1
1 1

-
F = Fase
DTM = Disjuntor termomagnétieo N = Neutro
T = Terra

Fonte: Prysmian 63
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.5 Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico.

e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o Proteção Fase r Neutro
Q.
o
(terra)
1
Q)
<li Disjuntor
"'u diferencial

-
·.:::
' Q/
ü:i
r\.
residual geral

r
<li
Q) '--
'ºU'
-"'
~
< li
e: ~
T
1r
000000000 1~
N

1l(~?J T
• 1111 1
~

o o o o =:::::(" 0
• -
n
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JJ ull_ 1~
Q IQ

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01
:;.a
.... ~ 10
.... 0 ....

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i..:

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16) Ili 1~

--
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1
IC 01
-'.a

01 ....
_.. ~. . 1· r-
10

16)
Ili 1~
--
1I'-

=-~·
IC Ili

/1
~ ~ •
ra 1 IC ~ - r-
16) Ili 1~

Barramento de Disjuntores dos Barramento de Barramento de neutro.


proteção. circuitos terminais inter1igação Faz ligação dos condutores
Deve ser ligado bifásicos. das fases neutros dos circuitos
eletricamente Recebem a fase do terminais com o neutro do
caixa doQD. disjuntor geral e circuito de distribuição,
distribuem para os devendo ser isolado
circuitos terminais. eletricamente da
caixa do OD.

64 Fonte: Prysmian
LOCALIZAÇÃO DO QUADRO "'o
·":,'=
~
DE DISTRIBUIÇÃO NO PROJETO oQ)

ARQUITETÔNICO "C
o
l!U
O quadro de distribuição deve estar localizado em local de -~
:,
..Q
fácil acesso, preferencialmente, o mais próximo possível do me- ·;:
....
didor ou centro de medição. Sua localização deve ser tal que seu é:5"'
alimentador não precise fazer muita curva ou mudar de prumada. Q)
"C
Essa recomendação é para se evitar gastos desnecessários com os e
"C
fios do circuito de distribuição de energia, que são os que possuem !U
:,
diâmetros maiores de toda a instalação, sendo, portanto, mais caros. o
Deve ser colocado o mais próximo possível do centro de gra-
vidade da carga que irá atender, de modo que fique equidistante
dos pontos extremos. A distância máxima do quadro até a tomada
mais distante não deve ult rapassar 35 metros.
Quando essa condição não é satisfeita, é preferível subdividir
o quadro em dois ou mais quadros de distribuição. Essa subdivisão
de quadros de distribuição é comum quando a área construída for
superior a 250 metros.
Quando temos um edifício com vários pavimentos, os quadros
se localizam em cada unidade. A fiação que interliga o centro de
medição aos quadros é colocada individualmente dentro de um
conduíte para cada quadro de distribuição.
As posições mais recomendáveis para a localização do quadro
de distribuição de circuitos terminais dentro de uma residência
são: corredores, circulações, vestíbulos, cozinhas, áreas cobertas
etc. O QD ou QL deve ser instalado na parede de modo que seu
centro fique aproximadamente 1,5 m em relação ao piso acabado.
Nos cômodos como cozinhas e áreas de serviço, o arquiteto deve
tomar cuidado para que a instalação do QD ou QL não atrapalhe a
colocação de armários.
O quadro não deve ser localizado em ambientes reser vados
(quartos e salas específicas), privados (banheiros), ou que fiquem
trancados.

65
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 8.6 Localização do QD no projeto arquitetônico.

E"
<C
Q)

l}
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
-
o
Q)
<li

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Área de serviço
(-
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Cozinha
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Dormitório 2
1 1

JJ
( -
Copa
Hall

QD-r 1\
Banheiro

( =
li li

~
Dormitório 1 Sala

1\
li

66
Entende-se como prumada elétrica o conjunto de eletrodutos
que, para praticidade de execução, se localizam em um único local
de subida às edificações verticais. Na fase de projeto, deve ser pre-
visto um local para essa prumada e as caixas de passagem.
As prumadas devem ser localizadas, preferencialmente, nos
espaços com pouca ou nenhuma interferência, facilidade de acesso,
e que estejam na área comum dos pavimentos.
Na execução das prumadas é importante seguir algumas re-
comendações, tais como: manter o prumo; bloquear a ponta das
prumadas, de modo a evitar a entrada de argamassa ou resíduos;
inspecionar a qualidade dos materiais que chegam à obra; eliminar
possíveis rebarbas nas emendas dos eletrodutos; garantir estan-
queidade dos eletrodutos; passar as prumadas quando a edificação
estiver protegida da chuva; garantir que as caixas embutidas na
alvenaria irão facear seu revestimento.
Espaços livres para a passagem de tubulações elétricas nos
sentidos horizontal (forros ou dutos horizontais) e vertical (pontos
e shajts) facilitam a execução da obra, a operação e a manutenção
das instalações. Entretanto, é importante verificar a interferência
com os outros projetos (estrutural, hidráulico, telefone etc.).
As caixas de passagem, normalmente embutidas na parede, em
diversos formatos e feitas de materiais variados, são usadas para
organizar a distribuição dos cabos e dos fios nos trechos da parede
e (ou) da prumada em que mudam de direção. Deve ser colocada
pelo menos uma caixa a cada 15 metros percorridos linearmente.
O tamanho dessas caixas varia de acordo com o número de
eletrodutos que chega a elas.

67
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 9.1 Prumada elétrica.

e-
<C
Quadros de distribuições Caixa-d'água
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
íl
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Barrilete Ch.-boia
1111 01"
Q)

'ºU' OF - Bomba de
incêndio

-"'
~
< li
e:
QLF-
41

QLF-
34

QLF-
31

QLF-
24

QLF-
21
A -Caixa de passagem:
400 mm x 400 mm x 150 mm.
QLF-
B -Caixa de passagem no piso: 14
600 mm x 600 mm x 800 mm
com tampo de concreto,
dreno em pedra brita n. 2 QLF-
H = 0,20 m. 11

QJ (fJ
D QJ
(f) ....

ºº
._e)

~'B
::J QJ
o E

10 x 01 1/4"

68
Figura 9.2 Prumada de TV.

1V - FM - CJIBO >--"T"'""-c:
Antena coletiva
1V - FM Caixa-d'água

1V
l""""-------1-c----1 Central 1V coletiva
.P. (amplificado r de sinal)

#3/4 #3/4

69
N

CIRCUITOS DA INSTALAÇAO

Entendem-se como circuitos as linhas de distribuição de ener-


gia interna. Os circuitos da instalação desenvolvem-se a partir da
origem da instalação e podem ser de dois tipos: os circuitos de
distribuição e os circuitos terminais.

CIRCUITOS DE DISTRIBUIÇÃO
Os circuitos de distribuição se originam no quadro de medi-
ção e alimentam os quadros terminais ou outros quadros de dis-
tribuição. Usa-se, então, a designação de circuito de distribuição
principal (alimentador) e circuitos de distribuição divisionários
e
subalimentador).

Figura 10.1 Circuito de distribuição (liga o quadro do medidor ao quadro de distribuição).

' Ponto de
derivação
Rede pública de baixa tensão

Circuito alimentador principal


(2 F + N + PE)
Ramal de derivação
(2 F + N) Vai para o quadro
de distribuição

Ramal
de
entrada

Ponto de Medidor
entrada
Terminal de aterramento principal Dispositivo geral de proteção

70
o
CIRCUITOS TERMINAIS tn:1
\J"

Os circuitos terminais partem dos quadros de distribuição, ...."'


~
li)
e
chamados de quadros terminais, que são montagens que reúnem
chaves, fusíveis, barramentos, disjuntores e relés, que se destinam à "O"'
li)
o
concentração dos meios de proteção e seccionamento dos circuitos .-::
::::l
que deles partem para a alimentação dos pontos de iluminação e ...u
tomadas de uso geral (TUGs) e específico (TUEs). Os circuitos o
podem ser de:
• Iluminação: quando alimentam apenas aparelhos de iluminação;
• Tomadas: quando alimentam apenas tomadas de uso geral e
(ou) tomadas de uso específico;
• Motores : quando alimentam equipamentos de utilização a
motor (geralmente, são circuitos individuais, isto é, alimentam
um único equipamento).

Figura 10.2 Circuitos terminais (partem do quadro de distribuição e alimentam lâmpadas e tomadas
de uso geral e tomadas de uso específico).

(F + N)
Quadro de
distribuição

• (F + N + PE)
(B

(2 F + PE)


(F + N + PE)


• Neutro Fases Proteção (PE)
(F + N + PE)


(2 F + PE)

71
~
DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM
-:,
Q)
;':
:, CIRCUITOS TERMINAIS
E"
<C
Q) A instalação elétrica de uma edificação deve ser dividida em
"C

-...
o
Q)
·o
circuitos terminais. Isso facilita a operação e a manutenção da ins-
talação, e reduz a interferência quando da utilização de aparelhos e
equipamentos elétricos. Além disso, a queda de tensão e a corrente
Q.
o nominal serão menores, proporcionando dimensionamento de con-
Q)
<li dutores e dispositivos de proteção de menor seção e capacidade
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
nominal, o que facilita a passagem dos condutores nos eletrodutos
e as ligações deles aos terminais dos aparelhos de utilização. Para
cada circuito terminal, deverá ser previsto um dispositivo de pro-
Q)

'ºU" teção no quadro de distribuição.

-"'
~
< li
e:
Ao dividir a instalação em circuitos, e ao distribuir os circuitos
entre as fases, deve-se ter sempre presente a necessidade de equi-
librar ao máximo as diferentes fases, isto é, as potências instaladas
em cada fase devem ser muito próximas umas das outras.
A divisão da instalação elétrica em circuitos t erminais se-
gue critérios estabelecidos na NBR 5410 (Instalações Elétricas
de Baixa Tensão - Procedimentos), da ABNT. De acordo com a
norma, devem ser previstos circuitos de iluminação separados
dos circuitos de tomadas de uso geral. Os circuitos com pontos
de luz e tomadas de uso geral devem ser racionalmente divididos
p elos setores da unidade residencial (social, íntimo, serviço etc).
Recomendam-se tomadas comuns, de 100 watts de potência, em
média, para ambientes de estar, como salas e quartos. Um circuito
dimensionado com um cabo de 2,5 mm2 (a bitola mais comum em
residências) a uma tensão de 127 volts pode conduzir algo em torno
de 1.200 a 1.500 watts.
Além disso, devem ser previstos circuitos exclusivos para
tomadas de uso específico, como, por exemplo, de chuveiro, ar-
-condicionado, forno de micro-ondas etc.
Os aparelhos eletrônicos, como os computadores, mesmo que
não tenham potência tão elevada, devem ser alimentados por cir-
cuitos exclusivos e com aterramento.
Também é preciso tomar cuidado para não sobrecarregar os
circuitos. Se os circuitos ficarem muito carregados, os fios terão
uma bitola (diâmetro) muito grande, o que dificultará sua instalação
nos eletrodutos e as ligações terminais de interruptores e tomadas.

72
o
tn:1
Figura 10.3 Circuito de iluminação (FN). \J"

...."'
~
li)
e

Fase
"'
"O
li)
N F F T o
Neutro .-::
::::l
...u
o

Retorno

Barramento Barramento
de neutro de proteção

Figura 10.4 Circuitos de pontos de tomadas de uso geral (FN).

Fase N F F T
Proteção Neutro

t
Barramento Barramento
de neutro de proteção

73
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 10.5 Circuito de ponto de tomada de uso específico (FN).

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Proteção Neutro Fase

Q.
o
Q) Barramento
<li
de proteção
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li Botão de teste
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Disjuntor DR

Figura 10.6 Circuito de ponto de tomada de uso específico (FF).

Proteção Fase Fase

Barramento
de proteção
o

Botão de teste

Disjuntor DR

74
POTÊNCIA POR CIRCUITO
Ao estabelecer o número de circuitos e a potência dos circui-
tos, recomenda-se não exceder o limite de cada ramal, sob risco
de superaquecimento dos cabos, variação na tensão e desarme
constante dos disjuntores. Para que isso não aconteça, os circuitos
terminais devem obedecer aos seguintes limites:
• Tensão de 127 V:
limite de potência 1.200 W.
• Tensão de 220 V:
limite de potência 2.500 W.
Devem ser previstos circuitos individuais para equipamentos
de potência igual ou superior a 1.200 W, na tensão 127 V, e 2.500 W,
para tensão 220 V. Esses cálculos ajudarão na escolha correta da
seção (diâmetro) dos fios que devem ser utilizados na instalação
interna, evitando acidentes; na escolha correta dos disjuntores e
fusíveis; no dimensionamento da caixa de distribuição, na qual a
rede elétrica deve ser distribuída corretamente em vários circuitos.
A ocorrência excessiva de queima de fusíveis, ou desarme de
disjuntores, quando dois ou mais aparelhos elétricos estiverem liga-
dos ao mesmo tempo, deve-se basicamente a: subdimensionamento
da fiação, e, consequentemente, de seu dispositivo de proteção
(disjuntor) que os desarma para a proteção das instalações elétricas.

Tabela 10.1 Bitola mínima do fio em função da carga do


circuito para tensão de 127V
Carga instalada por circuito Bitola mín ima do fi o do ci rcu ito
(watt s) (mm 2 )

Até 1.900 1,5


1.910 a 2.600 2,5
2.610 a 3.200 4,0
3.210 a 3.900 6,0
3.910 a 5.000 10,0

75
~ EXEMPLO DE APLICAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, Fazer a divisão de circuitos terminais, por setores (social, ínti-
E" mo e de serviço), da planta residencial representada na Figura 10.7,
<C
Q)
"C
considerando os pontos de iluminação e tomadas de uso geral e uso

-...
o
Q)
·o
específico (veja as Tabelas 15.2 e 16.4).

Q.
o
Q)
<li
Figura 10.7 Planta residencial.
"'u
-
·;:

~
' Q/ 3,40 3,05
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
L!)
I'-_
r-
Área de serviço


3,40 Cozinha

Dormitório 2 L!)
I'-
(')

3,05

L!)
r-
(')
(
_.
2,30 Copa
Hall
Banheiro

~-
r-
1· oD [
\ or -
(')

• •

~
3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

L!)
C\J
(')

OD - quadro de distribuição
\ 1
L!)
C\J
(')

76
o
l!U
Tabela 10.2 Divisão de circuitos 1./'
!U
-;
....
Circuito Potência "'e:
Tensão Corrente !U
Local Quantidade Potência Total "O
Nº Tipo (V) (A)
de tomadas (W) (W) "'
o
.-:::,:::
1
Iluminação
127
Sala 1 100
200 1,57
...u
setor social Copa 1 100 o
Dormitório 1 1 100
Iluminação
2 127 Dormitório 2 1 100 300 2,36
setor íntimo
Banheiro 1 100

Iluminação Cozinha 2 100


3 127 200 1,57
setor se rviço Área de servi ço 1 100
4 TUG 's 127 Cozinha 2 600 1.200 9,45
1 600
5 TUG's 127 Cozinha 700 5,50
1 100
6 TUG 's 127 Copa 2 600 1.200 9,45
1 600
7 TUG's 127 Copa 700 5,50
1 100
8 TUG 's 127 Á rea de servi ço 2 600 1.200 9,45
9 TUG 's 127 Á rea de servi ço 1 600 600 4,70
10 TUG's 127 Sala 4 100 400 3,15
Dormitório 1 4 100
11 TUG 's 127 800 6,30
Dormitório 2 4 100
Banheiro
12 TUG 's 127 (secador de 1 1.200 1.200 9,45
cabe los)
Banheiro
13 TUE 220 1 3.500 3.500 15,90
(chuveiro)
Cozi nha
14 TUE 220 (forno de 1 1.200 1.200 5,45
micro-ondas)
Cozi nha
15 TUE 220 (lavadora de 1 1.500 1.500 6,81
lo uças)
Dormitório 1
16 TUE 220 1 1.350 1.350 6,13
(ar-condicionado)
Dormitório 2
17 TUE 220 1 1.350 1.350 6,13
(ar-condicionado)

Obs.: TUG's - tomadas de uso geral


TUE - tomadas de uso específico 77
A terra é um grande depósito de energia, por essa razão pode
fornecer ou receber elétrons, neutralizando uma carga positiva
ou negativa. Nas instalações elétricas prediais, o aterramento é
extremamente necessário, pois faz exatamente isso, ou seja, esta-
belece essa ligação com a terra , estabilizando a tensão em caso de
sobrecarga de energia, evitando, dessa forma, um curto-circuito
nos aparelhos da instalação.
Em instalações elétricas prediais, a ausência ou falta de ater-
ramento é responsável por muitos acidentes elétricos com vítimas.
Também é importante ressaltar que, independentemente de sua
finalidade (proteção ou funcional) , o aterramento deve ser único
em cada local da instalação.
Existem basicamente dois tipos principais de aterramento: o
aterramento por razões funcionais, que deve ser realizado para ga-
rantir o funcionamento correto dos equipamentos ou para permitir
o funcionamento seguro e confiável da instalação; e o aterramento
de proteção, que consiste na ligação à terra das massas metálicas, e
cujo objetivo é a proteção contra choques elétricos por contato in-
direto. Durante atividades de manutenção em instalações elétricas
prediais, eventualmente, também poderá ser feito um aterramento
de trabalho provisório, que deve ser desfeito no final dos trabalhos*.
De acordo com a NBR 5410, a seleção e a instalação dos com-
ponentes dos aterramentos devem ser tais que:
• O valor da resistência de aterramento obtida não se modifique
consideravelmente ao longo do tempo.
• Eles resistam às solicitações térmicas, termomecânicas e
*(CAVALIN, Geraldo; eletromecânicas.
CERVELIN, Severino.
Instalações elétricas • Sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica
prediais 4? ed. São Paulo: apropriada para fazer face às condições de influências exter-
Érica, 1998. Coleção Estude nas como: temperatura ambiente, altitude, presença de água,
e Use. Série Eletricidade.)
78 presença de corpos sólidos, presença de substâncias corrosivas
~
ou poluentes, solicitações mecânicas, presença de flora e mofo, E
presença de fauna, influências eletromagnéticas, eletrostáticas 2
.!!!
ou ionizantes, radiações solares e raios. IJ'J
o
"O
.8e:
O aterramento da caixa do medidor, bem como do quadro de <11
E
distribuição de energia e dos aparelhos eletrodomésticos que serão ...~
utilizados na edificação, é uma importante medida de segurança, 2
caso ocorram alguns defeitos. <

ATERRAMENTO DA ENTRADA
CONSUMIDORA
A entrada consumidora deve possuir um ponto de aterramento
destinado ao condutor neutro do ramal de entrada e da caixa de
medição, quando for metálica. O condutor de proteção destinado
ao aterramento da instalação interna do cliente - PE (NBR 5410)
não deve ser interligado com a haste de aterramento da entrada
consumidor a. O aterramento deve ser feito sob a caixa de medição
à distância de 0,5 m dela. O condutor de aterramento deve ser de
cobre nu, tão curto e retilíneo quanto possível, sem emenda, e não
ter dispositivo que possa causar sua interrupção. Deve ser protegido
mecanicamente por eletroduto.

BARRAMENTO EQUIPOTENCIAL (BEP)


Toda instalação elétrica deverá ter um barramento equipoten-
cial em cobre no qual interligam-se todos os terras.
Segundo a NBR 5410, equipotencialização é o procedimento
que consiste na interligação de elementos especificados, visando
obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados. Por
extensão, se obtém também a própria rede de elementos interli-
gados resultante desse processo. A equipotencialização pode ser
principal ou local (esta ainda pode ser denominada suplementar);
diz-se que uma equipotencialização é local quando os elementos
interligados estão em uma determinada região (local) da edifica-
ção e que uma equipotencialização é principal quando interliga os
elementos de toda a edificação.

79
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 11.1 Aterramento do quadro de medição.

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Poste particular

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e:

Haste de aterramento
Copperweld com pig-tail
para aterramento de
entrada de consumidores

80
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Figura 11.2 Caixa equipotencial. E
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.!!?
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o
"O
.8e:
Caixa metálica para embutir com tampa <11
20 x 20 x 14 cm E
...~
~
Terminal de pressão #16 mm 2 <
Placa de cobre 15 x 15 x 0,2 cm Isolador de
baixa tensão

o o

o o

1 Aterramento interfone
Aterramento quadro de medição
Aterramento telefone
Aterramento 1V
Aterramento do para-raios
Aterramento geral

81
~
ATERRAMENTO DO QUADRO
-:,
Q)
;':
:, DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
e-
<C
Q) Para realizar o aterramento, a fiação do terra deverá vir do
"C

-...
o
Q)
·o
barramento equipotencial das instalações.

Q.
o Figura 11.3 Aterramento do quadro de distribuição.
Q)
<li

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-
·.:::
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<li
Q)

'ºU'
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e:

Fio terra

Fio terra

Fase - - - -

Neutro - - - . i

Vem do

Tomada
barramento
equipotencial 1

Haste de cobre aterrada

82
~
ATERRAMENTO DOS APARELHOS E
2
.!!!
ELETRODOMÉSTICOS IJ'J
o
"O
O aterramento dos aparelhos eletrodomésticos é uma medida .8e:
de segurança em caso de defeitos, quando o fio fase, que está sempre <11
energizado, toca acidentalmente esses equipamentos. E
...~
O fio terra deve ser, no mínimo, da mesma seção (diâmetro) do 2
fio fase até a bitola 16 mm2 e metade da seção acima dessa bitola. <
Também é importante destacar que a tubulação de água não
deve ser utilizada como terra.

Figura 11.4 Aterramento de chuveiro.

Fase
Neutro

Fio terra
(interligado na barra do terra
no quadro de distribuição)

83
A sobrecarga nas redes elétricas pode ser originada tanto por
um raio como pela própria concessionária de energia, em manobras
técnicas e atividades de manutenção das redes, por exemplo. O nível
da sobrecarga pode variar e é imprevisível, e demanda soluções
de projeto para proteger as instalações elétricas nessas situações.
Porém é importante lembrar que não existe garantia total con-
tra os possíveis danos. Os dispositivos de proteção disponíveis no
mercado amenizam o risco, mas não o eliminam completamente. As-
sim, para mais eficiência no sistema de proteção, é necessário fazer
um bom dimensionamento da rede, uma especificação correta dos
dispositivos e, depois, uma manutenção periódica das instalações.
Existem, no mercado, dispositivos de proteção para as insta-
lações e de proteção para as pessoas da edificação. Normalmente,
as pessoas costumam confundir os dois tipos de proteção. O para-
-raios, por exemplo, é específico para proteção de pessoas (ver
o Capítulo 23, "Instalações de para-raios e suas interfaces com
a arquitetura"), ele não protege equipamentos, que geralmente
queimam.
Já os dispositivos de proteção para baixa tensão servem para
proteger a instalação em casos de curtos-circuitos, ou quando há
excesso de corrente elétrica (sobrecarga). Os dispositivos de pro-
teção mais comum são os disjuntores termomagnéticos.
Cada circuito terminal da instalação elétrica predial deve ser
ligado a um dispositivo de proteção, que pode ser um disjuntor
termomagnético (DTM), um disjuntor diferencial residual (DR)
ou interruptor diferencial residual (IDR).
Os disjuntores termomagnéticos de baixa tensão são os dispo-
sitivos mais usados atualmente em quadros de distribuição. Esses
disjuntores oferecem proteção aos fios do circuito, desligando-o
automaticamente quando da ocorrência de uma sobrecorrente
provocada por um curto-circuito ou sobrecarga; permitem mano-
bra manual, como um interruptor, seccionam somente o circuito
84 necessário, em uma event ual manutenção.
O DR é um dispositivo de segurança de uso recomendado pela o
l!U
NBR 5410. Trata-se de um dispositivo supersensível às menores "'e
fugas de corrente, ocasionadas, por exemplo, por fios descascados, ~
!U
ou por uma criança que introduza o dedo ou qualquer objeto numa -><~
CQ
tomada. De atuação imediata, ele interrompe a corrente assim que
identifica anomalias. É possível instalar um único DR na caixa de ...!U!U
e.
medição ou um para cada circuito da instalação, nesse caso, colo- o
l!U
cados no quadro geral de distribuição. u-
2
O IDR dever á ser utilizado em conjunto com um disjuntor e
Q.
termomagnético, pois não possui proteção contra curto-circuito Q)
"C
ou sobrecarga. "'o
>
.:;
A norma recomenda a utilização de proteção diferencial ·;;;
residual (disjuntor) de alta sensibilidade em circuitos terminais o
e.
que sirvam a:
ê5"'
• Tomadas de corrente em cozinhas, lavanderias, locais com
pisos e (ou) revestimentos não isolantes e áreas externas.
• Tomadas de corrente que, embora instaladas em áreas
internas, possam alimentar equipamentos de uso em áreas
externas.
• Aparelhos de iluminação instalados em áreas externas;
• Circuitos de tomadas de corrente em banheiros.
Os cir cuitos que não se enquadram nas recomendações e
exigências aqui apresentadas serão protegidos por disjuntores
termomagnéticos.
Na proteção com DR, deve-se tomar cuidado com o tipo de apa-
relho a ser instalado. Chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores
de passagem com carcaça metálica e resistência nua apresentam
fugas de corrente muito elevadas, que não permitem que o DR fique
ligado. Isso significa que esses aparelhos representam um risco à
segurança das pessoas, devendo ser substituídos por outros com
carcaça de material isolante e resistência blindada*. Na escolha
do tipo de proteção, é importante considerar também o fator eco-
nômico, sempre observando e respeitando as recomendações e os
parâmetros restritivos da NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa
Tensão - Procedimento), da ABNT.
Para dimensionar o dispositivo de proteção (disjuntor) de
um circuito é necessário saber a potência a ser instalada em cada
circuito e calcular sua corrente. Para dimensionar o disjuntor ou
interruptor DR geral do quadro de distribuição, é preciso saber a
potência elétrica total instalada na edificação e calcular a corrente
do circuito de distribuição.
Para dimensionar o disjuntor aplicado no quadro de medição,
é necessário saber a potência total instalada que determinou o tipo
de fornecimento e o tipo de sistema de distribuição da companhia * (1nst alaçõ es Elétricas
de eletricidade local. De posse desses dados, consulta-se a norma de Residenciais. Prysmian .) 85
~ fornecimento da companhia fornecedora de eletricidade local para
-:,
Q)
;':
:,
saber a corrente nominal do disjuntor a ser empregado.
e-
<C
É muito importante utilizar disjuntores ou fusíveis adequados
Q)
nas instalações elétricas. A capacidade desses equipamentos é
"C dada em ampere (A), que indica a intensidade de carga elétrica que
-...
o
Q)
·o
pode passar por eles. A utilização de disjuntores com capacidade
acima do necessário poderá danificar as instalações e os aparelhos
Q.
o elétricos; por outro lado, se a amperagem desses dispositivos de
Q)
<li
proteção for abaixo do indicado, ocorrerá o desarme dos disjunto-
"'u res ou a queima excessiva de fusíveis, às vezes, sem necessidade.
-
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' Q/
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<li
Figura 12.1 Disjuntor termomagnético para circuito de luz tipo
Q)
Quicklag (norma NEMA - National Electrical Manufacturers
'ºU' Association).

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< li
e:

Figura 12.2 Tipos de disjuntores termomagnéticos (norma DIN - Deutsches lnstitut für Normung).

Monopolar Bipolar Tripolar

86 Fonte: Moeller
o
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Figura 12.3 Tipos de disjuntores diferenciais residuais (DR). li)
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Bipolar Tetrapolar

Figura 12.4 Interruptor diferencial residual (IDR).

@]

Fonte: Prysmian

87
De acordo com a NBR 5410, a escolha de qualquer componente
e sua instalação deve permitir que sejam obedecidas as medidas de
proteção para garantir a segurança e um funcionamento adequado
ao uso da instalação e as prescrições apropriadas às condições de
influências externas previsíveis (temperatura, altitude, presença
de água, presença de corpos sólidos, choques mecânicos, mofo,
vibração, influências eletromagnéticas etc.).
Todos os componentes da instalação predial elétrica devem
ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições
da referida norma técnica, bem como das normas brasileiras que
lhe sejam aplicáveis e, na falta destas, as normas IEC e ISO. Na
falta de normas brasileiras, IEC e ISO, os componentes devem ser
selecionados por acordo especial entre o projetista e o instalador.
De modo geral, os componentes devem ser escolhidos de forma
adequada para obedecer a condições de serviço, como:
• Tensão nominal - valor eficaz em corrente alternada da
instalação.
• Corrente de projeto - valor eficaz em corrente alternada, que
possa percorrê-los em serviço normal.
• Frequência - se esta tiver influência sobre as características
dos componentes, a frequência nominal do componente deverá
corresponder à frequência da corrente no circuito pertinente.
• Potência elétrica - os componentes escolhidos segundo suas
car acterísticas de potência devem ser adequados às condições
normais de serviço, considerando os regimes de carga que
possam ocorrer.
• Compatibilidade - os componentes devem ser escolhidos de
modo a não causar, em serviço normal, efeitos prejudiciais, quer
aos demais componentes, quer à rede de alimentação, incluindo
condições de manobra. Alguns cuidados específicos devem ser
88 observados no caso do emprego de condutores de alumínio.
Segundo a NBR 5410, os componentes da instalação devem ser
dispostos de modo a facilitar sua operação, sua manutenção e o
acesso às suas conexões. A identificação dos componentes também
é importante; as placas indicativas ou outros meios adequados de
identificação devem permitir identificar a finalidade dos dispo- "'e
~

sitivos de comando e proteção, a menos que não exista qualquer "'o


"O
possibilidade de confusão. ~
N
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ELETRODUTOS -
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e
Q)
e
São condutos (aparentes ou embutidos) destinados exclusi- o
e.
vamente a conter ou abrigar os condutores elétricos, fazendo as E
o
ligações entre todos os pontos de eletricidade e os quadros de luz. u
Correspondem também a uma tubulação que protege e permite a
fácil substituição dos condutores.
Eles têm a importante função de proteger os condutores contra
ações mecânicas e contra corrosão; bem como proteger a edificação
cont ra perigos de incêndio, resultantes do superaquecimento dos
condutores.
Os eletrodutos podem ser rígidos (de aço ou PVC); semirrígidos
(de polietileno) e flexíveis metálicos. Só podem ser embutidos os
eletrodutos rígidos e semirrígidos.
Depois de det erminado o número de circuitos elétricos em
que a instalação elétrica foi dividida, e já definido o tipo de pro-
teção de cada ci rcuito, deve-se efetuar a sua ligação através de
eletroduto. Essa ligação precisa ser planejada detalhadamente,
de tal forma que nenhum ponto de ligação fique esquecido, pois
é através dele que os fios dos cir cuitos passarão.
Para o planejamento do caminho que o eletroduto irá percorrer,
fazem-se necessárias algumas orientações básicas*:
• Locar, primeiro, o quadro de distribuição em lugar de fácil
acesso e que fique o mais próximo possível do medidor.
• Partir com o eletroduto do quadro de distribuição, traçando
seu caminho de forma a encurtar as distâncias entre os pontos
de ligação.
• Utilizar a simbologia gráfica para representar, na planta resi-
dencial, o caminhamento do eletroduto.
• Fazer uma legenda da simbologia empregada.
• Caminhar, sempre que possível, com o eletroduto, de um cô-
modo para o outro, interligando os pontos de luz.
• Ligar os interruptores e tomadas ao ponto de luz de cada * (1nst alaçõ es Elétricas
cômodo. Residenciais. Prysmian .) 89
Para calcular o diâmetro do eletroduto, deve-se saber a bitola
e o número de fios que ele terá de abrigar. O tamanho nominal é
o diâmetro externo do eletroduto expresso em mm, padronizado
por norma. O dimensionamento é feito para cada trecho da ins-
talação. Deve-se evitar a concentração excessiva de fios ou cabos
dentro de um mesmo duto para que não haja aquecimento e riscos
de curto-circuito.
Os eletrodutos são caracterizados por seu diâmetro externo
(em mm), chamado tamanho nominal. O diâmetro nominal mínimo
admitido nas instalações é de 16 mm. As dimensões internas dos
eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir
instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos, após a insta-
lação dos eletrodutos e acessórios. Para isso, é necessário que a
taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal
dos eletrodutos não seja superior a:
• 53%, no caso de um condutor ou cabo;
• 31%, no caso de dois condutores ou cabos;
• 40%, no caso de três ou mais condutores ou cabos.

Tabela 13.1 Diâmetros dos eletrodutos


Polegadas 1/2 3/4 1 11/4 11 /2 2 21 /2 3 4
Milímetros 15 20 27 35 41 53 62 76 100

Figura 13.1 Identificação de cabos passando dentro do eletroduto.

Proteção

90
Figura 13.2 Tipos de conduítes.

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Conduíte flexível "O
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Conduíte metálico roscad o com luva o
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Figura 13.3 Dimensionamento de eletroduto.

Diâmetro externo

Figura 13.4 Dutos flexíveis.

91
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Figura 13.5 Eletrodutos representados no plano horizontal.

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Sala A
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Figura 13.6 Detalhe de instalação de eletroduto aparente.

Caixa4 x 4

1
Braçadeira
tipo "D"

L Braçadeira tipo "D"

Caixa
4x2

92
Figura 13.7 Instalação aparente com eletroduto rígido.

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Quadro elétrico .
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Figura 13.8 Curvas, luva, bucha e arruela de eletrodutos rígidos.

Curva90º Luva Curva45º


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e:
Arruela Bucha

CAIXAS
São acessórios que têm várias funções nas instalações elétricas
prediais. Suas principais funções são:
• Servir de base para fixação de luminárias e/ou dispositivos
de comando;
• Enfiação, emendas e derivação de eletrodutos;
• Permitir acesso à fiação e manutenção das instalações.

As caixas retangulares e quadradas têm como finalidade prin-


cipal a fixação de interruptores e tomadas, são utilizadas também
como caixas de passagem quando o eletroduto tiver mais que 15 m
de comprimento ou fizer mais que duas curvas. As caixas hexago-
nais são frequentemente usadas para a fixação de luminárias de
parede. As caixas octogonais com fundo móvel são usadas em lajes,
para a fixação de luminárias e derivação de eletrodutos. São usadas
cinco entradas, pela dificuldade de fixação do conduíte à caixa.
Essas caixas são de ferro, esmaltadas, e têm em suas laterais
orifícios estampados, que são abertos conforme a necessidade de
94 entrada de conduítes.
As caixas de derivação ou de passagem podem ser de embutir
ou aparentes. As caixas de embutir podem ser de PVC ou de chapa
de aço (preferencialmente estampadas, que podem ser zincadas a
fogo, esmaltadas ou galvanizadas). As caixas usadas para instalação
<li
no piso devem ser de alumínio com tampas de latão removível e ra
e
regulável e podem ser simples, duplas ou triplas. <li
o
"O
As caixas para instalação aparente podem ser de alumínio ra
N
injetado ou de PVC. Também denominadas conduletes, essas cai- :;:
:::)
xas são muito utilizadas em instalações industriais, comerciais,
depósitos, oficinas etc.
De acordo com a NBR 5410, as caixas devem ser colocadas em
-
<li
QJ
e
QJ
e
o
e.
lugares facilmente acessíveis e serem providas de tampas. As caixas E
o
que contiverem interruptores, tomadas de corrente e congêneres u
devem ser fechadas pelos espelhos que completam a instalação
desses dispositivos. As caixas de saída para a alimentação de equi-
pamentos podem ser fechadas pelas placas destinadas à fixação
de tais equipamentos.
Por razões estéticas e, principalmente, por questões de segu-
rança dos usuários, os espelhos, placas e tampas devem ser colo-
cados somente e imediatamente depois de concluídos os trabalhos
de acabamento da obra.

Tabela 13.2 Tipos de caixa, dimensões, finalidades e número


máximo de condutores*
Tipos de Dimensões N. máx. de condutores
Finalidades
caixa (cm) 1,5 2,5 4,0 6,0
Interruptores,
Retangular 10 X 5 X 5 tomadas e 9 6 4 -
pulsadores
Interruptores,
Quadrada 10 x 10x 5 tomadas e 11 9 7 5
ligações
Passagem
Quadrada 10x10x10 11 9 7 5
(ligações)
Passagem
Quadrada 15x15x10 20 16 12 10
(ligações)
Ponto d e
Octogonal 10x10x5 luz no teto e 11 11 9 5
ligações
Ponto d e *(CAVALIN, Geraldo;
Octogonal 10x10x10 luz no teto e 11 11 9 5 CERVELIN, Severino.
ligações Instalações elétricas prediais
4. ed. São Paulo : Érica, 1998.
Arandelas e Coleção Estude e Use. Série
Sextavada 7,5 X 7,5 X 5 6 6 4 3
ligações Eletricidade.) 95
Figura 13.9 Caixas de derivação de eletrodutos.

Quadrada 4" x 4" Retangular 4" x 2"

Hexagonal Octogonal 4"x 4"

Figura 13.10 Caixas plásticas.

Caixa plástica 1O cm x 5 cm Caixa plástica 10 cm x 10 cm

96
Figura 13.11 Caixas de passagem para instalação aparente (conduletes).

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Figura 13.12 Medidas dos eletrodutos que descem até as caixas.

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da laje O, 15 m
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0,70 m
2,20 m
Pé-direito
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1,10m

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98
Figura 13.13 Medidas dos eletrodutos que sobem até as caixas.

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1,50 m

1,10m

Espessura do -•• 1
contrapiso •• ··-

·r!
0 ,1 m

CONDUTORES DE ELETRICIDADE
Chama-se de condutor elétrico a um corpo de formato adequa-
do, construído com material condutor e destinado a transportar
corrente elétrica. Geralmente, o material condutor é o cobre e, em
alguns casos, o alumínio. Esses metais possuem melhores carac-
terísticas condutoras que os demais a um preço mais acessível.
Os fios e os cabos são os exemplos mais comuns de condutores
nas instalações elétricas. A diferença fundamental entre eles é a
flexibilidade. Os fios são próprios para instalações que não exijam
dobras ou curvas, pois são formados por um único fio de cobre
de seção maior isolado com PVC, o que lhe confere maior rigidez.
Já os cabos são ideais para instalações em que haja curvas, pois 99
apresentam maior flexibilidade. São constituídos por inúmeros fios
finos de cobre, que também recebem isolamento em PVC.
A qualidade é um dos fatores determinantes na hora da escolha
de fios e cabos. Os condutores de segunda categoria, mais bara-
tos, que deverão ser evitados, em geral são confeccionados com a
reutilização de fios e até mesmo do material isolante, o que pode
causar rachaduras p elo aquecimento. Além de fuga de corrente,
choques, curtos-circuitos e perigos de incêndio, esses fios e cabos
mais baratos trazem em seu interior um cobre com altos índices
de impurezas, que impedem a boa passagem de corrente elétrica
e, consequentemente, aquecem, criando risco para as instalações
elétricas, perda de energia e maiores gastos na conta de luz.
Para assegurar a qualidade dos fios e cabos, existem as normas
brasileiras da ABNT. No Brasil, diversas empresas produzem fios
e cabos de alta qualidade, algumas, inclusive, até superando as
exigências da ABNT.
A corrente elétrica que passa pelos fios é medida em amperes
ou A. Para o cálculo da corrente elétrica, é necessário r elembrar
que: potência elétrica é o resultado do produto da ação da corrente
e da tensão; volt-ampere (VA) é a unidade de medida da potência
(P); volt ( V) é a unidade de medida da tensão (U); ampere (A)
é a unidade de medida da corrente. Com a fórmula P = U X I,
p ode-se calcular o valor da potência ( P), da tensão (U) e da cor-
rente (1), desde que os valores de duas delas sejam conhecidos.
A quantidade de corrente que pode passar por um fio depende
da sua seção (diâmetro), e o valor do fusível e do disjuntor deve
ser igual ao valor da corrente que o fio suporta.
A bitola (diâmetro) dos fios é determinada pela quantidade e
potência dos aparelhos que estão ou estarão ligados nesses fios.
O dimensionamento dos condutores deve ser feito pelo engenheiro
eletricista segundo a carga exigida por cada circuito. Trata-se de
um procedimento para verificar qual a seção mais adequada a fim
de permitir a passagem da corrente elétrica, sem aquecimento
excessivo, e para que a queda de tensão seja mantida dentro dos
valores limite normalizados. De modo geral, quanto mais grosso
é o fio, maior é sua capacidade de conduzir a corrente elétrica.
Além disso, os condutores devem satisfazer as seguintes
condições*:
• Limite de temperatura, em função da capacidade de condução
de corrente.
* (CAVALIN, Geraldo; • Limite de queda de tensão.
C ERVELIN , Severino.
Instalações elétricas prediai s • Capacidade dos dispositivos de proteção contra sobrecarga.
4? ed. São Paulo : Érica, 1998.
Coleção Estude e Use. Série • Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por
100 Eletricidade.) tempo limitado.
Tabela 13.3 Capacidade de condução de
corrente
Seção (mm 2 ) Corrente máxima (A)
1 12 "'e
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1,5 16,5 "'o


21 "O
2,5 ~
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16
50
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Q)
e
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e.
25 89 E
o
35 111 u
50 134
70 171

Tabela 13.4 Seções mínimas dos condutores de cobre (cabos


isolados)
Seção mínima
Tipo de circuito
(mm2 )
Circ uitos de iluminação 1,5
Circuitos de fo rça 2,5
C ircuitos de sinalização e circuitos de contro le 0,5

A NBR 5410 especifica a cor de isolação dos condutores so-


mente para duas situações: o condutor neutro deve ser azul-claro
e o condutor de proteção (terra) deve ser verde ou verde-amarelo.
Para os demais fios e cabos (fases), não é prevista a utilização de
nenhuma cor específica. Podem ser de qualquer cor, definidas pelo
profissional eletricista para distinguir os circuitos. Os condutores
verde ou verde-amarelo só podem ser utilizados como condutor
de proteção.
Com relação à utilização de condutores de alumínio, de acordo
com a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Proce-
dimentos) da ABNT, ela só é admitida em instalações de estabe -
lecimentos industriais e comerciais mediante algumas restrições.
O uso em instalações de estabelecimentos industriais, devem
obedecer simultaneamente às seguintes condições: que a seção
nominal dos condutores seja igual ou superior a 16 mm2 ; que a
instalação seja alimentada diretamente por subestação de trans-
formação ou transformador, a partir de uma rede de média tensão 101
~ ou que possua fonte própria; e que a instalação e a manutenção
-:,
Q)
;':
:,
sejam realizadas por pessoas qualificadas.
E" Em instalações de estabelecimentos comerciais, o uso desses
<C condutores deve obedecer simultaneamente às seguintes condi-
Q)
"C
ções: que a seção nominal dos condutores seja igual ou superior
-...
o
Q)
·o a 50 mm2 ; feita em locais de baixa densidade de ocupação e
condições de fuga , tais como áreas comuns e de circulação em
Q.
o edificações exclusivamente residenciais de até 15 pavimentos, e
Q)
<li edificações de outros tipos até seis pavimentos; a instalação e a
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas, isto é, pes-
soas com conhecimentos técnicos ou experiência suficiente para
lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar
Q)

'ºU" (engenheiros e técnicos).

-"'
~
< li
e:
Em locais de alta densidade de ocupação e condições de fugas
difíceis como, por exemplo, áreas comuns e de circulação em edi-
ficações de atendimento ao público de grande altura ou em hotéis
e hospitais, o emprego de condutores de alumínio não é permitido
em hipótese alguma.

Figura 13.14 Fios e cabos.

102
Figura 13.15 Exemplos de fios e cabos.

::=±3,..________________, "'e
~

"'o
Fio d e cobre com isolamento termoplástico d o tipo Pirastic, da Prysmian. "O
~
N
:;:
:::>

-"'Q)
e
Q)
e
o
e.
E
o
u

Fios d e cobre d e têmpera m ole, com isolamento p/ 600 V e encapamento extern o d e PVC
do tipo RCC da Prysmian, indicad o para uso em locais úmid os.

~u--""""-Qi. =
Condutores d e cob re com encapamento protetor para utilização ao tempo tipo WPP.
Não é indicad o para o uso em eletrodutos.

Cabo nu d e cobre

Haste d e copperweld utilizada para eletrodo de terra, vendo-se o conector fixando um fio nu à haste.

103
...
o
Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura
.i:.
Os dispositivos de manobra, também chamados de dispositi-
vos de comando, são aqueles que interrompem os circuitos, isto é,
impedem a passagem de corrente. Apesar de parecer um detalhe
sem importância, o arquiteto deve escolher bem os lugares onde
os interruptores e as tomadas serão instalados.
Os eletrodomésticos, por exemplo, não devem ser colocados
onde existem interruptores. Na verdade, os interruptores é que de-
vem ser instalados de acordo com a colocação dos eletrodomésticos
no layout da arquitetura. Se o arquiteto não atentar a este detalhe,
os interruptores podem comprometer a estética da decoração, além
de se tornarem pouco úteis no cômodo.
Para evitar que isso ocorra, uma boa dica é planejar onde os
interruptores serão instalados e cogitar múltiplas alternativas com
antecedência. Devem ser previstos no layout do projeto arquite-
tônico os eletrodomésticos mais importantes, além de outros que
poder ão ser adquiridos pelo futuro morador.
Dessa maneira , será mais fácil decidir quantos interruptores
e tomadas serão necessários e onde eles poderão ser instalados.
Entretanto, o excesso de interruptores e tomadas espalhadas pela
casa também pode prejudicar a decoração dos ambientes.
A cor desses dispositivos também é importante. Deve-se priori-
zar a escolha de tomadas e interruptores neutros e claros, evitando
dar destaque a esses detalhes da casa. Alguns projetos de decoração
sugerem o uso de interruptores modernos, coloridos ou decorados.
Na etapa de planejamento dos pontos, o arquiteto também deve
priorizar a acessibilidade e a segurança, particularmente se entre
os moradores houver algum idoso. Se na casa houver crianças, uma
boa opção são os protetores de tomada com o intuito de aumentar
a segurança e evitar choques elétricos. A seguir apresentam-se
os principais dispositivos de manobra utilizados nas instalações
elétricas prediais.
105
~
INTERRUPTORES
-:,
Q)
;':
:, São os dispositivos mais usados para comando de circuitos.
E" A velocidade de abertura independe do operador. Podem ser de
<C
Q)
"C uma, duas ou três seções. São exemplos de interruptores as chaves
-...
o
Q)
·o
blindadas e os interruptores de luz.
Os interruptores devem ter capacidade suficiente, em am-
Q.
o peres, para suportar por tempo indeterminado as correntes que
Q)
<li transportam.
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
Os interruptores devem ser instalados em locais de fácil acesso
e próximo aos pontos de entrada e saída dos ambientes. Quando o
<li
Q) ambiente possui uma única passagem para entrar e sair, a instala-
'ºU" ção de apenas um interruptor é suficiente. Se houver duas ou mais
-"'
~
< li
e:
passagens será importante definir pontos adicionais de interrup-
tores para evita r a circulação de pessoas dentro de um ambiente
sem iluminação, o que pode ocasionar acidentes. É importante
lembrar que os interruptores também podem ser colocados em
pontos estratégicos dentro do ambiente, visando o conforto dos
usuários: próximos às camas, por exemplo, para que seja possível
apagar a luz sem se levantar.
As dependências muito grandes, com muitas luminárias, po-
dem ter o comando concentrado num quadro de distribuição. Já os
compartimentos pequenos, por exemplo, de uma residência, devem
ter os interruptores localizados junto às portas, à distância de 10
cm a 15 cm da guarnição.
A altura de instalação de interruptor varia de 0,90 m a 1,10 m
do piso. For a desse intervalo, há necessidade de se especificar no
desenho.
Os interruptores utilizados para o comando de iluminação
podem ser de três tipos: simples, paralelo e intermediário.

Figura 14.1 Interruptores de embutir de teclas simples, dupla e tripla.

CI
D CI
C0 I
106
Figura 14.2 Tipos de interruptores.
...ra
..e
o
e
ra
~
QJ
"O
li>
o
;;,.

CI '.Z
·;;;
o
e.
li>

i:5

10 • 1
ID • I o
INTERRUPTOR SIMPLES
Os interruptores simples (comuns) são os controladores de
circuito mais usados nas instalações elétricas prediais. Esses in-
terruptores p ermitem o comando de um ponto apenas e podem ser
encontrados com uma, duas ou três seções, permitindo comandar
de uma a três lâmpadas ou conjunto de lâmpadas.
Par a escolher o interruptor, deve-se saber qual sua capa-
cidade para r esistir à corrente do circuito. Por exemplo, um
interruptor de cinco amperes dever á ser escolhido até a seguinte
carga em 110 volts:
P =U X I
P = 110 X 5 = 550 watts
Isso significa que um interruptor de cinco amperes pode inter-
romper até cinco lâmpadas incandescentes de 100 watts ou nove
lâmpadas de 60 watts.

INTERRUPTOR PARALELO
O interruptor paralelo tem aspect o externo semelhante ao
interruptor simples, mas as ligações que permite são diferentes. É
utilizado quando for necessário o comando de locais distintos. São
muito usados em escadas ou dependências cujas luzes, pela extensão 107
~ ou por comodidade, se desejam apagar ou acender de pontos diferen-
-:,
Q)
;':
:,
tes (ao subir ou descer a escada de um prédio, por exemplo, a pessoa
acende a luz e, quando atinge o outro pavimento, pode apagá-la).
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO
Q. Quando houver necessidade de comandar o circuito em vários
o
Q) pontos diferentes, é utilizado um interruptor intermediário. Como
<li
inversor do sentido da corrente, é utilizado em combinação com
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
dois paralelos e serve, por exemplo, para interromper o circuito em
quatro ou mais pontos diferentes.
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e: INTERRUPTOR CONTROLADOR DE LUZ
É um interruptor que controla o iluminamento das lâmpa-
das, desde a intensidade máxima até o seu desligamento. São
utilizados somente para luz incandescente. Podem ser dos tipos
potenciômetro ou dimmer, este baseado em circuito eletrônico.

MINUTERIAS
São dispositivos que controlam o desligamento dos circuitos
mediante certo intervalo de tempo. A minuteria comanda a ilu-
minação de vários pavimentos e um simples toque no botão de
acionamento faz acender todo o circuito. São de amplo emprego
em edifícios onde, após um determinado horário (no período no-
turno), diminui o fluxo de pessoas no prédio ; desse modo, pode-se
economizar energia.

INTERRUPTORES TEMPORIZADOS
São interruptores de luz que acendem a um leve toque e apagam
depois de um determinado tempo. Esse tipo de dispositivo resulta
também em uma considerável economia de energia elétrica. Assim
como o interruptor comum, o interruptor temporizado comanda
somente algumas lâmpadas (até 300 W em 127 V, e até 1.000 W
em 200 V).
A vantagem sobre a minuteria é que esses interruptores podem
ser instalados nos locais da utilização da iluminação (normalmen-
te, são instalados nos halls dos andares do edifício, próximo aos
elevadores e outros locais de uso rápido). Podem ser instalados em
caixas comuns (4" x 2") e possuem um indicador luminoso para
108 serem facilmente identificados no escuro.
PULSADORES ...ra
..e
o
e
São interruptores utilizados quando se deseja somente um "pul- ra
~
so" de energia, como numa campainha, cigarras, sirenes de alarme QJ
"O
etc. São especificadas para corrente de 2 A e tensão de 3.250 V. li>
o
;;,.
'.Z
'iii
o
e.
INTERRUPTORES REMOTOS li>

i:5
São interruptores que funcionam de forma similar ao controle
remoto para TV, isto é, capazes de apagar e acender lâmpadas in-
candescentes e fluorescentes a distância. Esses interruptores, de-
senvolvidos por questões de comodidade, simplicidade e economia,
também podem variar a intensidade das lâmpadas incendescentes,
do mesmo modo que o dimmer.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO


DE INTERRUPTORES
A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação
mais comuns de interruptores.

Figura 14.3 Esquema de ligação e fiação de dois ou mais interruptores em uma mesma caixa comandando
lâmpadas ou grupos de lâmpadas. Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico.

®
©

<D

@
®
<D ©

- @

Condutor ligação fase ;

i
-
-
-
-
Interruptor de duas ou três teclas;
Condutor retorno;
Lâmpadas ou conjunto de lâmpadas;
Condutor ligação neutro.
109
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 14.4 Esquema de ligação e fiação de interruptor paralelo
para o comando de apenas dois lugares.
e-
<C
Q)
"C F

-o
Q)
·o...
Q. N
o
Q)
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-
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Q)

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-
~"'
< li
e:
©

@
® ®

@
(D
@

r············ ® r··---····-
------- ©

............... @:
·---- .... ----
® ® ®

1 Condutor ligação fase


-
2 Interru ptor paralelo
-
3 Condutor ligação entre interru ptores
-
4 Condutor retorno
-
5 - Lâmpada ou conjunto de lâmpadas
6 - Condutor ligação neutro
- Interru ptor intermediário

Obs.: Usam-se dois paralelos e tantos intermediários quantos


forem os comandos acima de dois lugares.

110
CONTACTORES E CHAVES ...ra
..e
o
e
MAGNÉTICAS ra
~
QJ
Os contactores ou chaves magnéticas são chaves que, além da "O
li>
capacidade de interromper circuitos (comandam o desligamento e a o
;;,.
'.Z
parada) com acionamento eletromagnético, servem como proteção ·;;;
o
cont ra sobrecargas e curtos-circuitos. e.
li>

São muito utilizados para comandar motores e iluminação i:5


pesada ( estádios, ginásios, indústrias etc.).

CHAVE-BOIA
É um dispositivo que serve para controlar o nível de água ou
outro fluido. Quando utilizadas, no caso do abastecimento de água
em edifícios, as chaves-boia dos reservatórios superior e inferior
devem ser ligadas em série, de modo que o circuito da chave mag-
nética somente se complete quando o reservatório superior estiver
vazio e o inferior, cheio.

CAMPAINHA OU CIGARRA
A campainha é um equipamento que, quando energizado, emite
um sinal sonoro ou ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção
dos moradores, no caso das instalações residenciais, ou chamar
pessoas. Geralmente, são instaladas em residências, anunciando
um visitante; em colégios e indústrias, alertando sobre os horários.
Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um inter-
ruptor especial, que por seu acionamento, restabelece a passagem
de corrente elétrica no circuito. A campainha ou cigarra deve ser
acionada apenas por um curto intervalo de tempo; por isso, os in-
terruptores utilizados para o seu acionamento são providos de um
mecanismo (mola) que força a abertura dos contatos imediatamente
após o acionamento do interruptor.

SENSOR DE PRESENÇA
Ao detectar a presença de pessoas ou animais (por meio de
variação da temper atura), liga automaticamente a iluminação
de áreas de passagem rápida. É utilizado em halls, corredores,
garagens etc. Depois de acionado, o sensor desliga em aproxima-
damente 30 segundos, após não detectar mais nenhuma variação
de temperatura. Dessa forma, economiza-se energia evitando que
as lâmpadas fiquem acesas sem necessidade.
111
As tomadas são peças que permitem a captação de tensão
alimentadora de um circuito. A maior parte dos equipamentos
de utilização é alimentada por meio de tomadas de corrente, por
exemplo, os aparelhos eletrodomésticos.
As tomadas de corrente deverão atender às normas NBR
14136/02, sendo de 2 P + T, em toda instalação elétrica. Nas ins-
talações prediais, podemos considerar dois tipos de tomadas: as
tomadas de uso geral (TUG), com capacidade até 10 A e a as to-
madas de uso específico (TUE), com capacidade de 20 A para uso
residencial ou comercial.
A localização das tomadas deve se adequar à posição em que,
em condições normais, o equipamento será instalado. Por exem-
plo, em uma cozinha, é importante que as tomadas estejam meia
altura para que seja possível ligar eletrodomésticos e manuseá-los
facilmente. Outro exemplo é o chuveiro, que necessita de um
ponto alto sem tomada.
É importante lembrar que locais como sala, cozinha e quarto,
possuem certos aparelhos elétricos que contêm fios mais curtos.
Isso significa que é preciso planejar a localização de cada tomada
e interruptor, para que esses aparelhos fiquem próximos do ponto
de acesso e não seja preciso usar extensão elét rica.
Uma tomada instalada muito próxima ao piso também pode
causar problemas: eventualmente, ela pode molhar e acabar co-
locando a segurança dos moradores em risco.

TOMADAS DE USO GERAL


São tomadas que não se destinam à ligação de equipamentos
específicos; nelas são sempre ligados aparelhos portáteis, como
enceradeiras, aspiradores de pó, abajures etc. A potência dessas
tomadas é 100 W, indistintamente. A fiação mínima para tomadas
112 de uso geral é de 2,5 mm2 .
Em geral, as tomadas são representadas em desenho, com três ~
e:
tipos de altura: ...o~
• Tomada baixa: de 20 cm a 30 cm do piso acabado; u
Cll
• Tomada média: de 100 cm a 130 cm do piso acabado; "O
li)

• Tomada alta: de 180 cm a 220 cm do piso acabado.


]"'
E
~
Figura 15.1 Tomadas e conjunto (tomada e interruptor).

1 1
g
~

Figura 15.2 Altura tomadas.

Espessura
da laje O, 15 m
--.-/.,- .........

2,20 m
Tomada
média o
0,70 m
Pé-direito
2,80 m
1,10 m
1,50m
Tomada
baixa

113
~ Essas alturas são as mais comuns. Para alturas diferentes,
-:,
Q)
;':
:,
há necessidade de indicação da altura junto da representação no
desenho. É aconselhável um resumo das alt uras de tomadas junto
E" à legenda, na folha de desenho.
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o TOMADAS DE USO ESPECÍFICO
Q.
o
Q) As tomadas de uso específico são aquelas destinadas à ligação
<li

"'u de equipamentos fixos ou estacionários com corrente nominal de


-
·;:
' Q/
ü:i
<li
20 A. São exemplos de equipamentos (aparelhos) específicos: forno
de micro-ondas, lavadora de louças, ar-condicionado etc. A fiação
Q)
mínima para as tomadas de uso específico é de 4 mm2 .
'ºU"
-"'
~
< li
e:

Figura 15.3a Equipamentos que requerem tomadas de uso geral.

114
2
Figura 15.3b Equipamentos que requerem tomadas de uso específico. e:
...o~
u
<11
"O
li)

]"'
E
~

QUANTIDADE MÍNIMA
DE TOMADAS
É muito comum, na maioria das instalações, uma deficiência de
tomadas. O arquiteto sempre deve estar atento aos novos aparelhos
eletrodomésticos, que surgem anualmente no mercado, para poder
prever uma quantidade de tomadas adequadas.
A quantidade mínima de pontos de tomadas varia de acordo
com o cômodo da residência e suas dimensões, segundo prescri-
ções da NBR 5410, mas o número pode ser maior dependendo do
perfil de consumo dos moradores. Para calcular a quantidade de
tomadas se faz necessário, inicialmente, o estudo do projeto arqui-
tetônico. Com base no layout da arquitetura, o engenheiro elétrico
pode calcular e locar no projeto de instalações elétricas prediais a
quantidade de tomadas de uso geral (TUG) em número suficiente
para atender às necessidades do local, bem como a quantidade de
tomadas de uso específico (TUE) par a os equipamentos fixos e
estacionários mais comuns. 115
~ TOMADAS DE USO GERAL
-:,
Q)
;':
:, A quantidade de tomadas de uso geral é estabelecida a partir
E" do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter: ou o valor da
<C
Q)
"C
área; ou o valor do perímetro; ou o valor da área e do perímetro.
-...
o
Q)
·o
Q.
o
Instalações residenciais
Q)
<li De acordo com a NBR 5410, nas unidades residenciais e nas
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
acomodações de hotéis, motéis e similares, o número de tomadas
de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte critério:
Q)
• Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2 :
'ºU" no mínimo, um ponto de tomada.
-"'
~
< li
e: • Salas e dormitórios, independentemente da área, e cômodos
ou dependências com área superior a 6 m2 : no mínimo, um
ponto de tomada para 5 m ou fração de perímetro, espaçadas
tão uniformemente quanto possível.
• Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias
e locais análogos: no mínimo, um ponto de tomada para cada
3,5 m ou fração de perímetro, independentemente da área.
Acima da bancada da pia devem ser previstas, no mínimo, duas
tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos separados.
• Ha lls, corredores, subsolos, garagens, mezaninos e varandas:
pelo menos, um ponto de tomada.
• Banheiros: no mínimo, um ponto de tomada junto ao lavatório
com uma distância mínima de 60 cm do limite do boxe.

Em halls de escadaria, salas de manutenção e salas de locali-


zação de equipamentos, como casas de máquinas, salas de bombas,
barrilete e locais semelhantes deve-se prever, no mínimo, uma
tomada.
Em diversas aplicações, é recomendável prever uma quantidade
de pontos de tomadas maior do que o mínimo calculado, evitando-se,
assim, o emprego de extensões e benjamins (tês), que, além de
desperdiçarem energia, podem comprometer a segurança da ins-
talação elétrica.

116
Instalações comerciais 2
e:

Para calcular a quantidade mínima de tomadas de uso geral nas


...o~
instalações comerciais, deve-se obedecer aos seguintes critérios:
u
<11
"O
• Escritórios com áreas iguais ou inferiores a 40 m2 : uma tomada li)

para cada 3 m, ou fração de perímetro, ou uma tomada para ]"'


E
cada 4 m2 ou fração de área (usa-se o critério que conduzir ao ~
maior número de tomadas).
• Escritórios com áreas superiores a 40 m2 : dez tomadas para os
primeiros 40 m 2 ; uma tomada para cada 10 m2, ou fração de
área restante.
• Lojas: uma tomada para cada 30 m2, ou fração, não computadas
as tomadas destinadas a lâmpadas, vitrines e demonstração
de aparelhos.

Potência mínima das tomadas de uso geral


A potência mínima de tomadas de uso geral nas instalações
residenciais e comerciais deve obedecer às seguintes condições:
• Cozinha, copas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,
banheiros e locais semelhantes: atribuir, no mínimo, 600 W
por tomada, até três tomadas. Atribuir 100 W para as exceden-
tes, consider ando cada um desses ambientes separadamente.
• Outros cômodos ou dependências (salas, escritórios, quartos
etc.): atribuir, no mínimo, 100 W para as demais tomadas.
• Instalações comerciais: atribuir 200 W por tomada.

Aos circuitos terminais que sirvam às tomadas de uso geral em


salas de manutenção e salas de localização de equipamentos (casas
de máquinas, salas de bombas, barrilete etc.), deve ser atribuída
uma potência de, no mínimo, 1.000 W.

117
~ TOMADAS DE USO ESPECÍFICO
-:,
Q)
;':
:, A quantidade de tomadas de uso específico, de acordo com a
E" NBR 5410, é estabelecida de acordo com o número de aparelhos
<C
Q)
"C
de utilização que vão estar fixos em uma determinada posição
-...
o
Q)
·o
no ambiente da edificação. Para saber o posicionamento das to-
madas de uso específico, é fundamental a observância do layout
Q. da arquitetura.
o
Q)
<li As tomadas de uso específico devem ser instaladas, no máxi-
"'u mo, a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" Potência mínima das tomadas de uso específico

-"'
~
< li
e:
• Às tomadas de uso específico deve ser atribuída uma potência
igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado.
• Quando não for conhecida a potência nominal do equipamento
a ser alimentado, deve-se atribuir à tomada de corrente uma
potência igual à potência nominal do equipamento mais potente
com possibilidade de ser ligado, ou à potência determinada a
partir da corrente nominal da tomada e da tensão do respectivo
circuito.

A seguir apresenta-se um exemplo de cálculo de tomadas de


uso geral e específico de acordo com o critério estabelecido pela
NBR5410.

118
Exemplo de aplicação 2
e:
Calcular a quantidade mínima de tomadas de uso geral e espe-
...o~
cífico da planta residencial: u
<11
"O
li)

]"'
E
Figura 15.4 Planta residencial.
~

I.[)
f'--_
.,..
A,ea de se,v;ço ( "
3,40

u 3,05

Cozinha
3,40

I.[)
f'-.
Dormitório 2 (')

1 1

3,05
I.[)
.,..
cri (
.lJ ~

2,30
Copa
Hall

o
CXJ_
.,..
Baohei~
e
li
oo--r 1\ li
o
.,..
cri

~
3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

I.[)
C\J
cri 1\
li
I.[)
C\J
cri

OD - Quadro de distribuição.

119
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 15.1 Quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico
Dimensões Quantidade Mínima
e-
<C Dependência Área
Q) Perímetro (m) PTUG PTUE
"C (m2)

-...
o
Q)
·o Sala 9,91 3,25 X 2 + 3,05 X 2 = 12,6 3 -
Q.
Copa 9,45 3,10 X 2 + 3,05 X 2 = 12,3 4 -
o
Q)
1 forno de mic ro-ondas
<li
Cozinha 11,43 3,75 X 2 + 3,05 X 2 = 13,6 4
"'u 1 lavadora de louças
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Dormitório 1 11,05 3,25 X 2 + 3,40 X 2 = 13,3 3 -
Q)
Dormitório 2 10,71 3,15 X 2 + 3,40 X 2 = 13,1 3 -
'ºU'
-"'
~
< li
e:
Banho
Área de serviço
4,14

5,95
1,80 X 2 + 2,30 X

1,75 X 2 + 3,40 X 2 = 10,3


2 = 8,2
3
1 1 chuveiro elétrico
-

Hall 1,80 - 1 -

Área externa - - - -
2
Obs.: Em área inferior a 6 m , não interessa o perímetro.

Tabela 15.2 Prevendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade Previsão de cargas


Dependência Área Perímetro
PTUG PTUE PTUG PTUE
(m2) (m)

Sala 9,91 12,6 4* - 4 x 100W -

3 X 600W
Copa 9,45 12,3 4 - -
1 X 100 W
1 X 1.200 W
3 x 600W (forno de micro-ondas)
Cozinha 11,43 13,6 4 2
1 X 100 W 1 x 1.500W
(lavadora de louças)
Dormitório 1 11,05 13,3 4* - 4 x 100W -

Dormitó rio 2 10,71 13,1 4* - 4 X 100 W -


Banho 4,14 8,2 1 1 1 x 600W 1 x 3.500 W (chuveiro)
Área de serviço 5,95 10,6 2 1 3 X 600W -
Hall 1,80 - 1 - 1 X 100 W -

Área externa - - - - - -

*Obs.: Nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de PTUGs maior do que a
quantidade mínima anteriormente calculada.

120
Figura 15.5 Posicionamento das tomadas em função do layout.

Área de serviço

Cozinha

Dormitório 2

Hall

.,
QD

<J
Dormitório 1

$-{> - Tomada baixa (H ~ 300 mm do piso acabado);

~ - Tomada média (H ~ 1 .300 mm do piso acabado);

~ - Tomada alta (H ~ 2.000 mm do piso acabado);


OD - Quadro de distribu ição.
121
~
ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO
-:,
Q)
;':
:, DE TOMADAS
e-
<C
Q) A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação
"C

-...
o
Q)
·o
mais comuns de tomadas.

Figura 15.6 Esquema de ligação (fiação) para uma tomada simples .


Q.
o
Q)
<li
F
"'
u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
N

Q)
T
'ºU'
-"'
~
< li
e:
© ®
@

© - Condutor ligação
® - Tomada

Obs.: É possível ter, em uma mesma caixa, um interruptor


® - Condutor ligação neutro
e uma tomada. @ - Condutor ligação terra

Figura 15.7 Esquema de ligação (fiação) para uma tomada de exaustor.

®
T

@
© @

©- Condutor ligação fase


® - Interruptor
@ - Condutor retorno
@- Tomada
® ® - Condutor ligação neutro
Obs.: A tomada deve ser comandada através de um interruptor. @- Condutor ligação terra
122
~
Figura 15.8 Esquema de ligação (fiação) para interruptor com tomada. e:
...o~
u
Cll
"O
F li)

]"'
E
N
~

CD

<D- Condutor ligação fase


®- Condutor ligação neutro
@ - Condutor retorno
® @)- Interruptor
®- Tomad a

Figura 15.9 Esquema de ligação (fiação) para tomada tripolar.

F F

F N

F
<D

CD CD CD

-o- CD- Condutor ligação fase


®- Condutor ligação neutro
@- Condutor ligação terra

123
São conjuntos destinados à instalação e alimentação das lâm-
padas, de forma a produzirem um efeito luminoso desejado.
Os aparelhos de iluminação (luminárias) visam basicamente
a: permitir a produção de luz por lâmpadas que possam ser subs-
tituídas ; filtrar ou modificar a luz emitida pelas lâmpadas; evitar
ofuscamento; dirigir a luz para onde for desejado; e ainda servir
como elemento de decoração.
A iluminação emitida pelos aparelhos de iluminação pode ser
classificada conforme a sua distribuição: para cima (iluminação
indireta) ou para baixo (iluminação direta).
As luminárias podem ser classificadas do seguinte modo: de
sobrepor; de embutir; para lâmpadas incandescentes, fluorescen-
tes, de vapor de mercúrio ou sódio ; refletores; globos; plafonier;
candelabros; luz semi-indireta etc.
Para compor a iluminação embutida, pode-se recorrer a uma
infinidade de luminárias específicas, projetadas para receber quase
todos os tipos de lâmpadas de uso residencial.
A maioria dos modelos de embutir, principalmente os de teto,
são instalados pelo sistema de encaixe sob pressão, oferecendo
luz direta ou indireta. As peças apresentam foco fixo ou regulável,
permitindo composições bastante variadas. Confeccionadas ge-
ralmente em metal (latão, alumínio e aço), essas luminárias têm
diferentes desenhos e acabamentos para acompanhar qualquer tipo
de decoração*. De acordo com as prescrições gerais da NBR 5410,
os equipamentos de iluminação instalados em locais molhados ou
úmidos devem ser especialmente projetados para esse uso, de forma
*(CAVALCANTI, Mariza. que, quando instalados, não permitam que a água se acumule em
Tire partido da iluminação condutor, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
embutida em todos os
ambientes. Arquitetura & Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fixados,
Construção, São Paulo: e a fixação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser
Abril, n. 9 p. 96-97, set.
1990. )
tal que: rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar
124 danos aos meios de sustentação; a sustentação não seja efetuada
por intermédio dos condutores de alimentação; um vínculo isolante
separe as partes metálicas de seu suporte.
A princípio, a quantidade de pontos de luz, suas potências e sua
distribuição num edifício devem ser obtidos mediante um projeto =Cll
"O
específico de iluminação. A potência a ser instalada é calculada li)
o
em função da área do compartimento, do tipo de luz, do modelo da ..s::.
luminária, do tipo de pintura nas paredes e do fator de manutenção. ...
Q)

"'<i::e.

Figura 16.1 Aparelhos de iluminação (pontos de luz).

Plafonier comum Plafonier tipo luminária

Alguns tipos d e globos suportados por plafonier

Tabela 16.1 Sistemas de iluminação


Evita que haja grandes perdas por absorção
Iluminação A totalidade do flu xo luminoso emitido é
no teto e paredes. Produz g randes sombras e
direta dirigido sobre a superfície a iluminar.
encadeamento.

A maior parte do fluxo é dirigido para Neste caso o contraste sombra-luz não é tão
Iluminação
a superfície a iluminar (60% a 90%), acentuado como no sistema de iluminação
semi-direta
dirigindo-se o restante noutras direções. direta.
Não h á praticamente zonas de sombra nem
Iluminação O fluxo luminoso distribui-se em todas encadeamento. Uma boa parte do flu xo
difusa ou mista as direções. luminoso chega à superfície a iluminar por
reflexão no teto e paredes.
Evita praticamente o encadeamento. Tem
Iluminação Cerca de 60% a 90% do flu xo luminoso é a desvantagem de proporcionar um baixo
semi-indireta dirigido para o teto. rendimento luminoso devido às elevadas perdas
por absorção no teto e paredes.
Anula o encadeamento. Tem um rendimento
Iluminação Neste tipo de iluminação 90% a 100% do
luminoso muito baixo devido às elevadas perdas
indireta flu xo luminoso é dirigido para o teto.
por absorção no teto e paredes.
125
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 16.2 Classificação das luminárias conforme o tipo de distribuição luminosa.

e-
<C DIRETA DIRETA-INDIRETA
Q)
"C

-...
o
Q)
·o 0%-10% 90%-100%
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
90%-100% 90%-100%
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
SEMIDIRETA SEMI-INDIRETA

10%-40% 60%-90%

60%-90% 10%-40%

DIFUSA INDIRETA

40%-60% 90%-100%

40%-60% 0%-10%

126
TIPOS DE LUMINÁRIAS SEGUNDO A
FORMA DE APLICAÇÃO DA LUZ
=Cll
LUMIN ÁRIA COMUM "O
li)
o
É a forma mais encontrada de aplicação da luz, que se dispersa ..s::.

por todo o ambiente. Dependendo da necessidade e da potência da


...
Q)

lâmpada, pode ser usada isolada ou em série.


"'<i::e.
Esse tipo de luminária deve ser evitado quando o pé-direito
do ambiente for muito baixo, pois, como não controla a direção da
luz, pode causar ofuscamento.

LUMIN ÁRIA DIRECIONADORA DE LUZ


É um tipo de aparelho muito utilizado, mas é principalmente
aplicada quando há necessidade de direcionar o foco da luz. Muitas
possuem refletores, o que melhora ainda mais a eficiência da luz
focalizada. É preciso evitar que se direcione para a altura dos olhos
das pessoas que t ransitam no ambiente.

LUMIN ÁRIA DE LUZ INDIRETA


Seu efeito estético peculiar atrai muito os projetistas. É usada
para valorizar formas arquitetônicas e objetos decorativos, e como
a luz não incide diretamente nos olhos, causa um conforto visual
muito agradável.

LUMINÁRIA DECORATIVA
Não precisa ter necessariamente a funç ão de iluminar, pois
sua função é muito mais estética que funcional.

LUMINÁRIA COM REFLETORES E ALETAS


PARABÓLICOS
Esse tipo de luminária, apesar de ter um nome bastante estranho,
é muito comum em locais de trabalho e estudo. Desenvolvidas para
lâmpadas fluorescentes, distribuem bem a iluminação pelo ambiente,
produzindo um excelente conforto visual, evitando reflexões diretas
ou indiretas nos olhos ou aparelhos como telas de microcomputador
e televisão.
127
~
TIPOS DE LÂMPADAS *
-:,
Q)
;':
:, São vários os tipos e modelos para uso residencial, e a escolha
E" vai depender exclusivamente do gosto de cada um e da linha adotada
<C
Q)
"C
pelo projeto. Porém é importante ressaltar que a escolha da lâmpada e
-...
o
Q)
·o
da luminária bem como de sua posição são prer rogativas do arquiteto.
Além da incandescente comum, existem as halógenas, dicroi-
Q.
o cas, multivapores e a nova geração de fluorescentes compactas,
Q)
<li
que substituem as incandescentes e economizam energia. Cada
"'u tipo ser ve para uma iluminação específica.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
As lâmpadas incandescentes podem ser classificadas pela
forma do bulbo, acabamento do bulbo, pelo tipo de base etc. As
Q)

'ºU" incandescentes subdividem-se em standard, vela, bolinha e globo;

-"'
~
< li
e:
têm vida útil média de 1.000 horas, aquecem os ambientes e ofere-
cem boa reprodução de cores. São encont radas também n a ver são
espelhada, com diferentes focos de convergência luminosa. No caso
de se adotar esse tipo de iluminação, pode-se optar pelas lâmpadas
comuns (ou standard, que pedem luminárias dotadas de refletor)
ou espelhadas (com várias aberturas de facho).
Em virtude de seu baixo custo, as lâmpadas incandescentes
comuns normalmente são as mais vendidas e, portanto, as mais uti-
lizadas nas instalações prediais. As lâmpadas incandescentes ainda
são muito utilizadas para iluminação geral em residências, onde a luz
fica pouco tempo ligada. Essas lâmpadas produzem luz a partir do
aquecimento de um filamento de tungstênio. Os inconvenientes são
o alto consumo de energia e a radiação de calor. Outro inconveniente
é que, com o tempo, os filamentos liberam partículas que grudam no
bulbo de vidro, deixando-o preto. Por isso, a lâmpada ilumina cada
vez menos, além de ter vida útil não muito longa.
As potências acima de 40 W não estão mais sendo comerciali-
zadas devido à pouca eficiência dessas lâmpadas.

Figura 16.3 Constituição da lâmpada incandescente.

*( COSTA, Danilo; MEDEIROS,


Edson G. Luz sob controle.
Arquitetura & Construção, São
Paulo, Abril , n. 11, p. 104-105,
128 nov. 2004.)
Figura 16.4 Tipos mais comuns de bases para lâmpadas incandescentes.

Rosca E:
e
-==== =<11
-= "O
li)
o
..r::.
...
Q)

"'e.
<

Figura 16.5 Tipos de bulbos de lâmpadas incandescentes (Philips).

Superlux

As lâmpadas halógenas, disponíveis nos modelos palito, bi-


pino, dicroica e sealed beam, são incandescentes que sofreram a
adição de gases halógenos (os gases reagem com as partículas de
tungstênio liberadas pelo filamento) . São mais duradouras (entre
2.000 e 4.000 horas) que as lâmpadas incandescentes e possuem
excelente padrão na reprodução de cores. Esse tipo de lâmpada
é ideal para ambientes que precisam de muita luz e que possuem
pé-direito alto.
As dicroicas são dotadas de um refletor capaz de reduzir o
calor excessivo produzido por esse tipo de lâmpada. Desse modo,
evita-se que o calor afete a área iluminada. Por isso, são ideais, por
exemplo, para iluminação de obras de arte. Na instalação dessas
lâmpadas, é indispensável a presença de um transformador (quase
sempre integrado à luminária) para diminuir a tensão de 110 ou
220 volts para apenas 12 volts, a potência exigida.
As de multivapor metálico combinam sódio (amarelo, usado
em ruas) e vapor metálico (branco, usado em estádios) para obter
uma cor mais bonita. Têm o inconveniente de requerer muito tempo
para acender. 129
As lâmpadas fluorescentes podem ser classificadas de acordo
com seu formato: as tradicionais lâmpadas fluorescentes tubulares e
as compactas, que gastam bem menos energia (seu consumo é 80%
menor que o da lâmpada incandescente). Por isso, uma lâmpada fluo-
rescente de 9 W ilumina tanto quanto uma incandescente de 60 W.
Elas são mais caras que as incandescentes, mas economizam
mais energia e duram em média até dez vezes mais (de 6.000 a
15.000 horas). Atualmente, as mais modernas podem ser usadas
para substituir as incandescentes convencionais, pois dispõem de
soquetes compatíveis.
Antigamente, existia certo preconceito em relação à utilização
das lâmpadas fluorescentes em residências, pois, quando se falava
em fluorescente, muitas pessoas imaginavam aquela luz azul que
deixava as pessoas parecendo doentes. Hoje, isso faz parte do
passado, pois existem várias cores. Antes de comprar, deve-se
perguntar sobre a temperatura de cor. Ela vai de 2.700 K (Kelvin),
que é a luz amarelada (que deixa o ambiente com características de
mais quente) igual à incandescente, até mais de 6.000 K, bastante
azulada (que deixa o ambiente com característica mais fria).
Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados
aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio,
de sódio etc.).
Graças ao aumento da vida útil, as lampadas led (light emitting
diode) se colocam como opção de alto desempenho para ilumina-
ção convencional. Apesar de ter cinco décadas de vida, somente
agora em nosso país, esse tipo de iluminação está se consolidando
como principal alternativa de iluminação de alta eficiência. Com o
progressivo aumento de potência, maior vida útil, maior precisão de
cor e padrão lumínico, essa tecnologia, aos poucos, ganha espaço
também na iluminação convencional. Encont radas em três cores, no
padrão RGB (vermelho, verde e azul) , podem gerar até 16 milhões
de cores, possibilitando diferente cenários e climas, em ambientes
internos e externos. Por permitir a reprodução de mídias, esse tipo
de iluminação sempre chamou a atenção dos arquitetos, decorado-
res e técnicos de iluminação nas fachadas, espetáculos e estádios.
O desenvolvimento do led branco - que, na verdade, nada mais
é do que a cápsula (chip) azul revestida com pó de fósforo - per-
mitiu que essa tecnologia evoluísse para diversas formas geradoras
de luz, chegando à forma de lâmpadas para uso corporativo e até
doméstico.
A aplicação do led tem evoluído tanto nos aspectos técnicos
quanto no aspecto econômico. Os leds atingiram maior capacidade
de geração de luz por unidade e potência elétrica, maior estabilidade
de cor branca, maior eficiência luminosa e, principalmente, custo
mais competitivo, fatores que podem ser facilmente demonstrados
130 por um estudo de viabilidade técnico-econômica.
Porém é importante ressaltar que, apesar das informações
fornecidas pelos fabricantes, ainda não há definições básicas dos
atributos dessa fonte de luz e dos conjuntos que permitam compa-
rar, verificar e controlar os diversos fornecedores no Brasil. Neste =Cll
caso, só resta confiar na durabilidade e na eficiência apresentados "O
li)
pelo fornecedor. o
..s::.
...
Q)

"'<i::e.
Figura 16.6 Constituição de uma lâmpada fluorescente comum.

Interior do tubo revestido


com material fluorescente

Pinos de base Eletrod o

Figura 16.7 Esquema de ligações de uma lâmpada fluorescente de


até 30 W. Reator simples, para uso starter.

Starter
l

Reator

Tabela 16.2 Equivalências entre lâmpadas incandescente


comum e fluorescente compacta
Incandescente comum Fluorescente compacta

40W 9W

60W 11 Wa 15 W

75 W 18Wa 20W

100W 23 W

131
--
w
N
Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

""Tl
o
::,
~
o
V,

o
3
--
-u
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u
V,
Figura 16.9 Tipos de lâmpadas especiais (halógenas dicroicas).

=<11
"C
li)
o
.e
...
Q)

"'e.
<

Fonte: Osram / Philips 133


~
-:,
Q)
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Figura 16.10 Leds, suas aplicações em variadas necessidades de iluminação.

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<C
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"C

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o
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o
Q)
<li

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' Q/
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<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

134
Tabela 16.3 Características das lâmpadas
Vida
Potência
Tipo de lâmpada média Vantagens Desvantagens Observações
(watts)
(h)
=<11
"O
li)
Incandescente 40 1.000 Iluminação geral Baixa eficiência Ligação imediat a, o
..r::.
co mum 60 e localização d e lumin osa e, po r isso, sem necessidad e
100 inte rio res. Tamanho custo de uso eleva- de dispos itivos
...
Q)

150 reduzido e custo d o; alta pro dução au xiliares.


"'e.
<
200 baixo. d e ca lo r; v ida média
curta.
1ncandescente 36 7
especial 54
67
90
Mist a 160 6.000 Substitu em lâmpa- Custo e levado; de- Não necessita d e d is-
250 d as incandescentes mo ra cin co minutos positivos auxiliares, e
500 no rmais d e elevad a para atingir 80% d o é ligad a somente em
potência. Pequeno fluxo luminoso. 220 volts.
vo lume. Boa vid a
média.
Vapo r d e me rcúrio 80 15.000 Boa efi ciên cia Custo e levad o, que Necessita d e dis-
125 luminosa, peque no pod e ser amo rtizado positivos auxiliares
250 vo lume, lo nga vida durante o uso; de mo- (reator) e é ligad a so-
400 média. ra d e quatro /cin co mente em 220 volts.
minutos para chegar
à e missão luminosa
máxima.
Flu o rescente 15 7.500 Ó tima eficiê ncia lu- Custo e levad o d e ins- Necessita d e dis-
co mum 20 a minosa e baixo custo talação (d ep endendo positivos auxiliares
30 12.000 d e funcio namento. d o tipo de reato r). (reator mais starte r
40 Boa repro dução o u somente reato r d e
d e co res. Boa vida partida rápida).
Flu orescente 16 7.500
média.
especial 32
Flu orescente 5 3.000 Ótima eficiê ncia lu- C usto mais A v ida mediana
co mpac ta 10 a minosa. Baixo custo. elevad o que as diminui muito em
15 12.000 Boa v ida média. Boa inca ndescentes. função da frequê ncia
20 repro dução d e co res. de acendimentos e
25 desligamentos.
40
Vapo r d e sódio 50 18.000 Ó tima eficiê ncia Custo e levad o que Necessita d e dis-
alta pressão 70 luminosa, lo nga v ida é amo rtizado com o positivos auxiliares
100 út il, baixo custo d e uso. De mo ra em to r- específi cos (reato r +
150 f un cio name nto, di- n o d e cin co minutos ignito r) e é ligad a em
250 me nsões reduzidas, p ara atingir 90% d o 220 volts.
400 nenhuma limitação fluxo luminoso total.
para a posição de
f un cio name nto,
razoável rendimento
c ro máti co (apre-
senta uma luz e co r
branco-d o urada).
(continua) 135
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 16.3 Características das lâmpadas (continuação)

Potência
Vida
E" Tipo de lâmpada média Vantagens Desvantagens Observações
<C (watts)
Q) (h)
"C

-...
o
Q)
·o
Halógenas 20
35
50
2.000 Iluminação deco-
rativa (utilizada em
vários seg mentos).
Custo e cons umo
mais elevado.
Necessita de disposi-
tivos auxiliares para
sua ligação.
Q. 75
o 100
Q)
<li
Dicróica 20 2.000 Baixo custo de Consumo de energia Pode ser ligada
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
35
50
substituição devido
ao grande número
de horas de uso.
mais elevado. Lumi-
nosidade quente.
diretamente ou atra-
vés de dispositivos
auxiliares.
Q) Iluminação direcio-
'ºU" nada e decorativa

-"'
~
< li
e: Led 1,5
3,0,
45.000
(destaque).
Baixo co nsumo de
energia, maior tempo
Fiabilidade ( mui -
tas disparidades
As lâmpadas são
ligadas através de
4,0 de vida útil, robu stez na qualidade dos dispositivos eletrô-
5,0 praticamente não há dispositivos), preço nicos embutidos na
6,0 liberação de calor e mais elevado (uma própria lâmpada.
7,0 várias opções de co r. boa lâmpada é neces-
sariamente ca ra),
razoável qualidade
e projeção da luz.

CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO
A quantidade de aparelhos de iluminação, suas respectivas
potências, bem como sua distribuição num dado local de uma edi-
ficação, devem, em princípio, ser obtidas por um projeto específico
de iluminação, elaborado por um profissional capacitado.
A NBR 5410 estabelece as condições mínimas que devem ser
adotadas com relação à determinação das potências, bem como a
quantidade e a localização dos pontos de iluminação e tomadas
em unidades residenciais (casas e apartamentos) e acomodações
de hotéis, motéis ou similares.
São vários os métodos para o cálculo da iluminação (veja a
seção "Luminotécnica"). Os principais requisitos para o cálculo da
iluminação são a quantidade e qualidade da iluminação de uma
determinada área, quer seja de trabalho, quer seja lazer ou simples
circulação.
Nas instalações residenciais, não devem ser considerados pon-
tos de luz com menos de 100 Wnoteto e 60Wnaparede (arandela).
Nos banheiros, é importante a previsão de uma arandela sobre a
pia, além do ponto de luz no teto.
Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados
aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio,
136 de sódio etc.) e não se deve dispensar o projeto de iluminação.
Com relação à previsão de carga de iluminação, a NBR 5410
(Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Procedimentos) faz as
seguintes prescrições:
• As cargas de iluminação devem ser determinadas como resul- =Cll
tado da aplicação da NBR 5413 ( Iluminação de Interiores); "O
li)
o
• Para os aparelhos fixos de iluminação, a descarga, a potên- .s::.
cia nominal a ser considerada deverá incluir a potência das ...
Q)

lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos equipamentos "'<i::e.


auxiliares (reatores e ignitores);
• Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas
acomodações de hotéis, motéis e similares, deve ser previsto
pelo menos um ponto de lu z fixo no teto, com potência mínima
de 100 W, comandado por interruptor de parede.
Nas acomodações de hotéis, motéis e similares, pode-se subs-
tituir o ponto de luz fixo no teto por tomada de corrente, com
potência mínima de 100 W, comandada por interruptor de parede,
para acender abajur.

CARGA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO


EXIGIDA PELA NBR 5410
Para o levantamento da carga de iluminação em residências,
a NBR 5410 faz algumas recomendações:

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER


A QUANTIDADE MÍNIMA DE PONTOS
DE LUZ
Deve-se prever, pelo menos, um p onto de luz no teto, coman-
dado por interruptor de parede. As arandelas no banheiro devem
estar distantes, no mínimo, 60 cm do limite do boxe.

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER A


POTÊNCIA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO
De acordo com a NBR 5410, a carga de iluminação é feita em
função da área do cômodo da residência.
• Para área igual ou inferior a 6 m2, atribuir um mínimo de
100 W.
• Para área superior a 6 m2, atribuir um mínimo de 100 Wpara
os primeiros 6 m2, acrescido de 60 W para cada aumento
de 4 m 2 inteiros. 137
~ Os valores apurados por esse método correspondem à potência
-:,
Q)
;':
:,
destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos cir-
cuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.
E"
<C Também é importante ressaltar que a NBR 5410 não estabe-
Q)
"C lece critérios par a iluminação de áreas externas em residências.
-...
o
Q)
·o
Portanto, a decisão fica por conta do projetista e do cliente.
Q.
o
Q)
<li Exe mplo de aplicação
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Prever a carga de iluminação da planta residencial:
Q)
Figura 16.11 Planta residencial.
'ºU"
-"'
~

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< li
e:

r-
3,40 3,05

' ....
Area de serviço
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I'-_

3,40 Cozinha

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Dormitório 2 I'-
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3 ,05

~
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(
2,30
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-
Copa
Hall
Banheiro
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3,40 3,05

Dormitório 1 Sala

li)
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,,; 1\
li
li)
(\J
,,;

QD - Quadro de distribuição.
138
Tabela 16.4 Prevendo a carga de iluminação da planta
residencial utilizada para o exemplo

Potência de =<11
Dimensões
Dependência iluminação
área (m2 ) "O
(W) li)
o
..r::.
Sala A= 3,25 x 3,05 = 9,91 100W ...
Q)

Copa A= 3,10 x 3,05 = 9,45 100W "'e.


<
Cozinha A= 3,75 x 3,05 = 11,43 160W
Do rmitório 1 A= 3,25 X 3,40 = 11,05 160W
Do rmitório 2 A= 3,15 x 3,40 = 10,71 160W
Banho A= 1,80 x 2,30 = 4,14 100W
Área de serviço A= 1,75 x 3,40= 5,95 100W
Hall A= 1,80 x 1,00 = 1,80 100W
Área exte rna - 100W
Fonte: Instala ções Elétricas Residenciais, Prysmia n.

Observação
• Os valores da tabela correspondem à potência destinada à ilu-
minação para efeito de dimensionamento dos circuitos.
• A potência de iluminação de cada cômodo está representada
na Figura 16.12.

139
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 16.12 Interruptores e pontos de luz.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o ~
Q.
o
~
Q)
<li

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-
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' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:
5 1c

5 1s

@
~

5 1A

QD - Quadro de distribuição
SA - Interru ptor (A= n. do circuito)
~ A - N. do ci rcuito
W B - Potência da lâmpada

140
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Este capítulo tem como objetivo estabelecer alguns parâmetros
que devem ser observados na compatibilização do projeto arquite-
tônico com o projeto de telefonia.
Com a proliferação dos ramais, das extensões, das ligações
para computadores, internet e dos pontos de TV a cabo, a telefonia
ganhou destaque nas obras, tornando-se um item indispensável
em qualquer projeto.
Todos os projetos de tubulações telefônicas, referentes a edi-
ficações com três ou mais pavimentos e (ou) seis ou mais pontos
telefônicos, deverão ser submetidos à aprovação da concessionária.
Em tais casos, nenhuma tubulação telefônica deverá ser executada
sem que seu projeto tenha sido aprovado.
É importante ressaltar, porém, que a entrada e as tubulações
de telefonia devem ser exclusivas, ou seja, independentes de ou-
tras instalações. Além disso, os fios telefônicos devem ser sempre
tubulados e embutidos.
As tubulações telefônicas devem ser destinadas exclusivamente
ao uso da concessionária que, a seu critério, nelas poderá instalar
os serviços de telecomunicações conectados à rede pública, como
telefonia, telex, centrais privadas de comutação telefônica de pro-
priedade da concessionária, música ambiente, transmissão de dados
ou outros serviços correlatos.
Os materiais a serem utilizados na instalação devem ser rigo-
rosamente adequados às finalidades a que se destinam e devem
satisfazer as normas aplicáveis da ABNT. Devem ser adquiridos
em lojas especializadas, e a execução dos serviços, feita, preferen-
cialmente, por profissionais habilitados. Todas as modificações
que o construtor precisar introduzir em um projeto de tubulação
já aprovado necessitarão ser analisadas e aprovadas previamente
pela concessionária. 141
~ Em função da escassa bibliografia sobre o assunto, valemo-nos
-:,
Q)
;':
:,
do Manual de instalação telefônica Telesp (atual Vivo)* e da
Norma de instalações telefônicas em edifícios, da CPFL.
E"
<C Também foi importante para a pesquisa a Norma Telebras
Q)
"C 224-3115-01 /02, que aborda as instruções relativas aos procedi-
-...
o
Q)
·o
mentos que devem ser seguidos para a apresentação e aprovação
de projetos de tubulações telefônicas em prédios, e material
Q.
o específico fornecido pela Telesp (atual Vivo), que discorre sobre
Q)
<li
os procedimentos para a instalação de tubulação telefônica em
"'u residências.
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU" ENTRADA TELEFÔNICA


-
~"'
< li
e: Geralmente, a entrada telefônica segue praticamente o mesmo
critério de entrada de energia elétrica. Deve ser preservada uma
distância mínima de 20 cm entre os conduítes de telefonia, os da
eletricidade e os destinados a outros usos, como os computadores,
antena de TV, interfone e energia elétrica, para evitar interferências.
Para a entrada telefônica de uma casa, é utilizado o mesmo pos-
te particular previsto para a entrada de energia elétrica, seguindo
praticamente o mesmo critério. Esse poste pode ser de concreto
armado ou de ferro tubular, com 76 mm (3") de diâmetro.
No poste particular, a tubulação de entrada deve ser amarrada
e possuir curva de 180º na ponta (tipo "bengala"). A tubulação te-
lefônica de entrada deve ser compatível com o número de pontos
necessários na obra, conforme tabela na Norma Telebras 224-3115-
01/02, de PVC rígido, ferro esmaltado ou galvanizado, não sendo
permitido o uso de tubo flexível (corrugado).
A fixação do eletroduto no poste deve ser feita com fita de aço
inox, braçadeira ou arame galvanizado. Não é permitido o uso de
tubo flexível (corrugado).
As tubulações telefônicas devem ser embutidas em paredes
(preferencialmente) ou pisos, e as curvas utilizadas nas instalações
devem ser de 90º do tipo longa.
Por ocasião da construção ou reforma, deve-se deixar o con-
duíte embutido com arame-guia galvanizado de 16 mm para pos-
teriormente puxar o fio telefônico. O conduíte na parede externa
(sentido horizontal) deve ter sempre uma declividade em direção
à caixa de passagem para que a água condensada dentro do duto
*(Manual de Redes Telefôni-
escoe e não fique em contato com o fio telefônico.
cas Inte rnas: Tubulação Tele- A entrada direta pela fachada só é permitida em edificações
fôn ica em Préd ios - Projeto. v.
1. Departamento de Controle
sem recuo. Para casas com recuo, é necessário o poste particular de
Operacional. Telecom unica- acesso. Em qualquer situação, deve ser instalado, na fachada , um
142 ções de São Paulo S.A., 1985. suporte com abrigo e bloco XT2P, roldana para fio FE e parafuso
de fixação para conexão do fio telefônico FE. O suporte deve ficar
aproximadamente 20 cm distante da caixa de entrada, "bengala"
ou tubo de proteção, conforme o caso.
No caso de entrada telefônica pela fachada, com poste particu-
lar, devem ser instalados nele o suporte com abrigo e bloco XT2P,
roldana e parafuso, para a fixação e conexão do fio telefônico.

Figura 17.1 Entrada telefônica pelo piso.

Poste particular
Curva de 180° {bengala)
Fio telefônioo
Amarração
Tubo 19 mm (3/4'')
Caixa externa para entrada
Eletroduto de aterramente
Cavidada para inspeção
Haste de aterramente

o
Caixa de saída

Passeio

Curva longa 90º PVC rfgldo


Tubulação 19 mm (3/4'') PVC rígido

Figura 17.2 Detalhe da entrada. Figura 17.3 Curva 90º.

Tubul ação
de entrada

143
~ POSTE PARTICULAR PARA ENTRADA
-:,
Q)
;':
:, TELEFÔNICA
E"
<C Como mencionado, para a entrada telefônica de uma residên-
Q)
"C cia, é utilizado o mesmo poste particular previsto para a entrada
-...
o
Q)
·o
de energia elétrica, que pode ser de concreto armado ou de ferro
tubular, com 76 mm (3") de diâmetro .
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Tabela 17.1 Alturas mínimas para a entrada de cabos aéreos

Situações típicas
Altura mínima da ferragem
com relação ao passeio
Altura mínima do
eletroduto de entrada com
Q)
de entradas aéreas
(m) relação ao passeio (m)
'ºU"
-"'
~
< li
e:
Cabo aéreo do mesmo lado do ed ifício
Cabo aéreo do outro lado da rua
3,5
6
3
3
Edifício e m n íve l inferi or ao do passeio Estudo conjunto com a concessionári a

Os seguintes afastamentos mínimos devem ser observados


entre o cabo telefônico de entrada e os cabos de energia elétrica,
que alimentam o edifício:
• Cabos de baixa tensão: 0,6 m;
• Cabos de alta tensão: 2 m.

O poste particular para a entrada telefônica deve ser usado


sempre que houver recuo da edificação superior a cinco metros,
ou quando não for possível assegurar as alturas mínimas do fio
telefônico em relação ao piso acabado da rua.
Em edificações sem recuo, é permitida a entrada telefônica
direta pela fachada. Para imóveis com recuo, é necessário o poste
particular de acesso.
No caso de edificações já existentes, se o poste de entrada não
permitir as alturas mínimas preestabelecidas pela empresa forne-
cedora de telefonia, será necessário que se substitua o existente
ou que se instale outro poste auxiliar para que o telefone possa ser
ligado dentro dos padrões exigidos.
A distância mínima entre o fio de entrada de energia e o fio de
entrada telefônica, no poste particular, deve ser de 60 cm, e o fio
telefônico deve ficar sempre abaixo do fio de energia.

144
.!!!
e
Figura 17.4 Poste particular para entrada telefônica. .E!
<11
~
<11
Poste particular "O
li)

:~
1 XT2P
"O
...<11
Q.
li)
<11
'ºu-
-
ni
~
l i)
e

Curva de 180°
(bengala)
Fio
telefônico
FE - - - - - Tubo 19 mm (3/4")

Amarração

Caixa externa
para entrada

E
i
!
1
i Curva longa - Haste de aterramento
!i 90° PVC rígido
1 1
"4.;,.........

145
~ CAIXA EXTERNA PARA ENTRADA
-:,
Q)
;':
:, TELEFÔNICA
E"
<C A caixa externa utilizada para entrada telefôn ica deve ser de
Q)
"C chapa de ferro estampada, de 25 cm x 15 cm x 10 cm, própria para
-...
o
Q)
·o
embutir em paredes, provida de fundo de madeira de 15 mm de
espessura e porta com ventilação, tipo veneziana, a ser instalada
Q.
o próxima à base do poste.
Q)
<li
Se a tubulação de entrada do edifício for subterrânea, deverá
"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
terminar em uma caixa subterrânea, que é dimensionada em função
do número total de pontos do edifício, conforme tabela:
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e: Tabela 17.2 Dimensionamento da caixa de entrada do edifício
Dimensões internas
Número total de
Tipo de caixa Comprimento Largura Altura
pontos do edifício
(cm) (cm) (cm)
Até 35 R1 650 35 50
De 36 a 140 R2 107 52 50
De 141 a 420 R3 120 120 130
Acima de 420 1 215 130 180

Figura 17.5 Caixa externa para entrada telefônica.

146
ATERRAMENTO
Objetivando aumentar a segurança do usuário e de seus equi-
pamentos telefônicos contra possíveis descargas atmosféricas, as
empresas concessionárias de telefonia exigem o aterramento do
sistema telefônico.
A haste de aterramento deve ser enterrada verticalmente e,
afastada, no mínimo, 2.500 mm de qualquer haste de aterramento
de energia elétrica e 500 mm de qualquer fundação. A haste de
aterramento de telefonia deve ser do tipo cilíndrico, de aço revestido
galvanicamente em cobre de 10 micra de espessura e dimensões
2,4 m x 15 mm (5/8") com conector apropriado para a conexão do
condutor de aterramento nela.
O condutor de aterramento deve ser de cobre, de seção mínima
de 10 mm2, isolado para 750 volts, cor verde/verde-amarelo, tão
curto e retilíneo quanto possível, sem dobras e emendas, e não ter
dispositivo que possa causar sua interrupção.
O condutor de aterramento deve ser protegido mecanicamente
por meio de eletrodutos de PVC enterrado, com diâmetro mínimo
de 20 mm (1/2").
É importante salientar que o ponto de ligação do condutor de
aterramento ao eletroduto de aterramento deve estar acessível por
ocasião da vistoria das instalações telefônicas. Somente após a sua
aprovação, a haste poderá ser coberta visando a reconstituir o piso.

RAMAL DE ENTRADA TELEFÔNICA


A tubulação de entrada telefônica de um prédio pode ser aérea
ou subterrânea. A tubulação será aérea quando: a rede telefônica
externa da concessionária no local for aérea; o número de pontos
telefônicos previsto para a edificação for igual ou inferior a 21;
for determinado pela concessionária, na aprovação do projeto de
tubulação telefônica do prédio. A tubulação de entrada deve ser
subterrânea quando: a rede externa no local for subterrânea; o
número de pontos telefônicos previsto para a edificação for supe-
rior a 21; o construtor optar pela entrada subterrânea por razões
estéticas; houver determinação da concessionária na aprovação do
projeto de tubulação telefônica da edificação.

147
~ ENTRADA AÉREA
-:,
Q)
;':
:,
e-
<C Figura 17.6 Tubulação de entrada aérea.
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Rede telefônica externa aérea
--····---{----------
Q.
o Cabo telefônico de entrada
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Tubulação de entrada

Q)

'ºU' Ali nhamento

-
~"'
< li
e:
da edificação

Caixa de distribuição -
geral ou sala de DG
1- 111 ,---:11= -=~---·--

··-----·····-----····-

Figura 17.7 Tubulação de entrada aérea com caixa de passagem.

o- f-<

- Tu bulação de entrada

• • o• • Caixa de
Caixa de
p assagem - -
• •
• • ••••
o
•~ distribuição
geral do prédio

148
ENTRADA SUBTERRÂNEA

Figura 17.8 Tubulação de entrada subterrânea.

Rede telefônica externa


(aérea ou subterrânea)
Alinhamento
......... J......... . da edificação

Caixa de distribuição
geral ou sala de DG

Tubulação de entrada

Cabo telefônico de entrada

~--··-----····-----····

PRUMADA TELEFÔNICA
Aprumada telefônica de um prédio corresponde a um conjunto
de meios físicos dispostos verticalmente, destinado à instalação de
blocos e cabos telefônicos para atendimento dos andares. Geral-
mente, é localizada em áreas comuns do prédio que apresentem a
maior continuidade vertical, do último andar até o andar térreo,
onde quase sempre está situada a caixa de distribuição geral.
Um prédio pode possuir mais de uma prumada, em razão de:
existência de obstáculos intransponíveis no trajeto da tubulação
vertical gerando desvio(s) na prumada; arquitetura da edificação
constituída por vários blocos separ ados sobre uma mesma base;
edifícios que possuam várias entradas com áreas de circulação
independentes. As prumadas telefônicas podem variar, de acordo
com as características, finalidades do prédio e o número de pontos
telefônicos acumulados.

149
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.9 Prumada convencional.

e-
<C Prumada
Q)
"C

-...
o
Q)
·o 11

Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:

Térreo o
Caixa de distribuição geral

Figura 17.10 Desvio de prumada.

Prumada

---
Desvio

Prumada

Térreo

150
Figura 17.11 Blocos de edifícios com prumadas independentes.

Prumada 111 Prumada 211 Prumada 311

1 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1 1

11 11 11

11 11 11

11 11 11

1 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1 1

11 11 11

11 11 11

11 11 11

1 1 1 1 1 1

Térreo
1

Subsolo
Bloco A Bloco B Bloco C

151
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.12 Esquema geral da tubulação telefônica de um edifício.

e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Prumada

Q.
o Caixa de distribuição
Q)
<li 5° andar
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU' 4° andar

-
~"'
< li
e:

3? and ar

2? andar

1º andar

Caixa de distribuição
geral
Tubulação
_é_r_re_o_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _.__
_T _____.+--secundária
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _......,_ Passeio
Rua
Tubulação de entrada
Subsolo

Caixa d e entrada
Caixa d e passagem do edifício

152
CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO
As caixas de distribuição (geral ou de passagem) são caixas
providas de uma ou duas portas com dobradiças, fechadura(s)
padronizada(s) e fundo de madeira compensada à prova d'água,
com espessura de 16 mm ou 19 mm. São próprias para instalações
em paredes, sendo encontradas no comércio em dois modelos: de
embutir e de sobrepor.

Figura 17.13 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de embutir).

Moldura de acabamento
1

-
Moldura de acabamento ê ~ >- Dobradiça
1 Fechadura-
padrão -!Hr-----+•

- n- Dobradiça
•------+-11-- Fechadura-
padrão o
~ ,_ Ventilação
-

Ventilação Ventilação

Figura 17.14 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de sobrepor).

1
Fechadura- - - Dobradiça
- padrão -----+•
- ..... Dobradiça 1
,------++-- Fechadura-padrão
~ - Ventilação o 1
- ~ f - - Ventilação

153
~ As caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem
-:,
Q)
;':
:,
devem ser instaladas a 130 cm do seu centro ao piso acabado e
devidamente niveladas, podendo variar de 90 cm a 130 cm quando
E" houver algum impedimento técnico, decorrente das características
<C
Q)
"C de construção do prédio.
-...
o
Q)
·o
As caixas de distribuição devem ser localizadas em áreas co-
muns, obrigatoriamente em áreas internas e cobertas da edificação
Q.
o ou em halls de serviços, se houver. Não devem ser localizadas: em
Q)
<li halls sociais, áreas que dificultam o acesso a elas, no interior de salão
"'u de festas, embutidas em paredes à prova de fogo e atrás de portas.
-
·;:
' Q/
ü:i As caixas de passagem, de distribuição e distribuição geral, ins-
<li
Q) taladas dentro do edifício, são dimensionadas em função do número
'ºU" de pontos telefônicos acumulados em cada trecho da tubulação.
-"'
~
< li
e:
Quando o porte do edifício for tal, que exigir uma caixa de
distribuição geral de grandes dimensões, será necessário projetar
uma sala especial para o distribuidor geral.
As dimensões da sala do distribuidor geral devem ser deter-
minadas em conjunto entre a concessionária e o construtor, e
sua altura deve corresponder à altura do pavimento onde estiver
localizada.
A área necessária para a sala do distribuidor geral, pode ser
determinada em função do número de pontos telefônicos. Esses
critérios não são rígidos e servem apenas como orientação:
• Edifícios com até 1.000 pontos: 6 m 2 ;
• Edifícios com mais de 1.000 pontos: 1 m 2 adicional para
cada 500 pontos ou fração que ultrapassar os 1.000 pontos
iniciais.

+
130 cm

154
j 180º
.!!!
Tabela 17.3 Dimensionamento de caixas internas e
.E!
<11
Pontos Caixa de Caixa de Caixa de
~
acumulados distribuição distribuição passagem <11
"O
na caixa geral li)

Até 5 - - N.1
:~
"O
...<11
Q.
De 6 a 21 N. 4 N .3 N .2 li)
<11
De 22 a 35 N .5 N. 4 N .3 'ºu-
-
ni
~
De 36 a 70 N. 6 N .5 N. 4 l i)
e
D e 71 a 140 N. 7 N. 6 N. 5
De 141 a 280 N. 8 N. 7 N. 6
De 281 a 240 N . 8* N . 7* N . 6*

Acima de 420 Poço d e elevação (ver item 5.9)

* A critério da concessio nária, deverá ser utilizado poço de elevação.

Tabela 17.4 Dimensões padronizadas para as caixas internas

Dimensões internas
Caixas Altura Largura Profundidade
(cm) (cm) (cm)
N. 1 10 10 5
N.2 20 20 12
N.3 40 40 12
N. 4 60 60 12
N. 5 80 80 12

N.6 120 120 12


N. 7 150 150 15
N.8 200 200 20

155
~
CAIXAS DE SAÍDA
-:,
Q)
;':
:, As caixas de saída podem ser de dois tipos: de parede ou de
e-
<C piso. A caixa de saída de parede é de chapa metálica estampada,
Q)
"C
com furações para eletrodutos, própria para instalações embuti-
-...
o
Q)
·o
das em paredes. Essa caixa mede 10 cm x 10 cm x 5 cm. A caixa
de saída de piso é metálica, e própria para instalações embutidas
Q. no piso, provida de tampa removível, medindo 10 cm x 10 cm x
o
Q) 6,5 cm. Ambas as caixas são utilizadas para passagem de fio(s)
<li
telefônico(s) ou instalação de tomada telefônica.
"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
As caixas de saída de parede devem ser instaladas a 30 cm do
centro ao piso, ou 130 cm do centro do piso acabado, para telefones
Q)
de parede.
'ºU'
-"'
~
< li
e:
As caixas de saída de piso devem ser instaladas de modo que
a tampa fique nivelada com o piso acabado.

Figura 17.16 Detalhes de instalação de caixas de saída de parede.

----[I]------------------------{I]------

130cm 130 cm

TE[J------
30 cm :

1 Piso acabado

156
.!!!
e
Figura 17.17 Caixas internas de passagem ou saída de parede. .E!
<11
~
<11
"O
li)

:~
"O
...
<11
Q.
li)
<11
'ºniu-
-
~
l i)
e

Figura 17.18 Instalação de caixa de saída de piso.

1 1 1 Tomada
' 1' '
1'
1
1'
telefônica
Caixa da piso 1, _____________ .. 1 1 1,. _____________
para tomada - 1-+
Piso
'J 1 1 'J

~ ~
,

D
'-"
Caixa de saída da piso
o ~
~

Figura 17.19 Caixa de saída de piso.

Tampa d e latão
removível e
regulável

157
~
TOMADAS DE TELEFONIA
-:,
Q)
;':
:, Embora ainda se encontrem as antigas tomadas de quat ro
E" pinos chatos em um plugue quadrado, o mercado atual apresenta
<C
Q)
"C modelos mais recentes de tomadas de telefonia. Esses modelos
-...
o
Q)
·o
obedecem ao padrão norte-americano, composto por um pequeno
terminal de plástico transparente. Além de mais discreto, ele é o
Q. de uso mais comum para aparelhos importados.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li Figura 17.20 Tomada telefônica padrão.
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

CRITÉRIO PARA PREVISÃO


DE PONTOS TELEFÔNICOS
As tubulações telefônicas são dimensionadas em função do
número de pontos telefônicos previstos para o edifício, acumulados
em cada uma de suas partes. Cada ponto telefônico corresponde à
demanda de um telefone principal ou qualquer outro serviço que
utilize pares físicos e que deva ser conectado à rede pública, não
estando incluídas nessa previsão as extensões dos telefones ou
serviços principais.
Os critérios para a previsão do número de pontos telefônicos
são fixados em função do tipo de edificação e do uso a que se des-
tinam, ou seja:

Residências ou apartamentos
de até dois quartos: um ponto telefônico;
de três quartos: dois pontos telefônicos;
158 de quatro ou mais quartos: t rês pontos telefônicos.
Lojas
Um ponto telefônico para cada 50 m 2 .

Escritórios
Um ponto telefônico para cada 10 m 2 .

Indústrias
área de escritórios: um ponto telefônico a cada 10 m 2 ;
área de produção: estudos especiais, a critério do proprietário.

Cinemas, teatros, supermercados, depósitos,


armazéns, hotéis e outros
estudos especiais, em conjunto com a concessionária, respeitan-
do os limites estabelecidos nos critérios anteriores.

CRITÉRIO PARA PREVISÃO


DE CAIXAS DE SAÍDA
O número de caixas de saída previsto para uma determinada
parte de um edifício deve corresponder ao número de pontos
telefônicos mais as extensões necessárias para aquela parte do
prédio.
O número de caixas de saída e sua localização devem ser
determinados de acordo com os seguintes critérios, respeitan-
do-se sempre os valores estabelecidos na previsão de pontos
telefônicos:

RESIDÊNCIAS OU APARTAMENTOS
Prever, no mínimo, uma caixa de saída na sala, na copa ou
cozinha e nos quartos. As seguintes regras gerais devem ser
observadas na localização dessas caixas de saída:
• Sala - a caixa de saída deve ficar, de preferência, no hall
de entrada, se houver, e sempre que possível, próximo à
cozinha. As caixas previstas devem ser localizadas na
parede, a 30 cm do piso. 159
~ • Quartos - se for conhecida a provável posição das cabecei-
-:,
Q)
;':
:,
ras das camas, as caixas de saída devem ser localizadas ao
lado dessa posição, na parede, a 30 cm do piso.
E"
<C • Cozinha - a caixa de saída deve ser localizada a 1,5 m do
Q)
"C
piso (caixa para telefone de parede) e não deverá ficar
-...
o
Q)
·o nos locais onde provavelmente serão instalados o fogão, a
geladeira, a pia ou os armários .
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
LOJAS
As caixas de saída devem ser projetadas nos locais onde es-
Q)

'ºU" tiverem previstos os balcões, as caixas registradoras, as em-

-"'
~
< li
e:
pacotadeiras e mesas de trabalho, evitando-se as paredes nas
quais estiverem previstas prateleiras ou vitrines.

ESCRITÓRIOS
• Em áreas onde estiverem previstas até 10 caixas de saída,
as mesmas devem ser distribuídas equidistantemente ao
longo das paredes, a 30 cm do piso.
• Em áreas onde estiverem previstas mais de 10 caixas de saí-
da, deverão ser projetadas caixas de saída no piso, de modo
a distribuir uniformemente as caixas previstas dentro da
área a ser atendida. Nesse caso, é necessário projetar uma
malha de piso, com tubulação convencional ou canaletas.

FIO TELEFÔNICO
O fio telefônico praticamente não apresenta problema nas insta-
lações de telefonia, pelo fato de sua fabricação ser regida por normas
rígidas da Telebras, que homologa as empresas fabricantes. Os fios
para uso interno devem possuir condutores de cobre estanhado,
torcidos, isolados com PVC. Eles têm capacidade para dois ou três
condutores e sua seção deve ser de 0,6 mm, podendo ser usados
dentro de dutos ou fixados em paredes e rodapés, com presilhas
especiais. Portanto, as marcas existentes no mercado podem ser
adquiridas sem susto, pois têm a garantia de qualidade da Telebras.
A fiação telefônica deverá estar em um eletroduto separado da
fiação elétrica. Os eletrodutos que abrigam os fios devem ser rígidos,
sem costuras ou rebarbas, de ferro galvanizado, metal esmaltado
a quente, PVC ou similar.

160
.!!!
e
Figura 17.21 Fio telefônico para instalações internas (cor cinza). .E!
<11
~
<11
"O
li)

:~
"O
...<11
Q.
li)
<11
'ºu-
-
ni
~
l i)
e

CANALETAS DE PISO
São dutos de seção retangular de chapa de aço, latão ou PVC,
próprios para instalações no piso. Podem ser de dois tipos, depen-
dendo da sua utilização: duto retangular liso, utilizado para pas-
sagem de fios e/ou cabos telefônicos ou duto retangular modulado,
canaleta provida de luvas p ara saída de fios e/ou cabos telefônicos.
São utilizados dutos retangulares com seções transversais de
25 x 70 mm e 25 x 140 mm, em peças de 3 m de comprimento. As
luvas de saída dos dutos retangulares modulados devem possuir
50 mm de diâmetro, e a distância entre elas deve ser de 150 cm.

161
~
-:,
Q)
;':
:,
Figura 17.22 Canaletas de piso.

E"
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
Q.
o
Q)
<li

"'u
-
·;:
' Q/
ü:i
<li
Q)

'ºU"
-"'
~
< li
e:

Luva de saída
(0 50 mm)

Distância
ent re as luvas

CAIXAS DE DERIVAÇÃO
As caixas de derivação são utilizadas para junção e derivações
de canaletas. São normalmente utilizadas nos sistemas de distri-
buição telefônica de piso.

Figura 17.23 Caixas de derivação.

o o
162
o
O projetista deve ter sempre em mente os símbolos mais usa-
dos, de modo que possa ler (interpretar) os projetos de instalação
elétrica. Existe grande diversidade de representações. Sabendo as
quantidades de pontos de luz, tomadas e o tipo de fornecimento,
o projetista pode elaborar sua simbologia e dar início ao desenho
do projeto elétrico na planta da edificação. De qualquer maneira, a
legenda completa deve abranger todos os símbolos e abreviaturas
utilizados no projeto e ser colocada em todas as pranchas para uma
perfeita interpretação dos desenhos.

SIMBOLOGIA UTILIZADA NAS


INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Os símbolos gráficos para instalações elétricas, por se tratar
de uma forma de linguagem, bem como todo o conjunto que com-
pleta um determinado projeto (esquemas, detalhes, desenhos etc.)
devem ser compreensíveis. A simbologia deve ser clara e de fácil
interpretação para os que a utilizarem. É importante ressaltar que
toda simbologia está subordinada a regras, particularmente, a NBR
5444 - símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

Tabela 18.1 Dutos e distribuição

Símbolo Significado Observações

<e., 25 Eletroduto embutido no teto ou parede

-t_õTs"'- Eletroduto embutido no piso


Todas as dimensões e m mm.
Indicar a seção se não for de 15 mm
Telefone no teto

-·-·- Telefone no piso

(con tinua) 163


~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Tubulação para campaínha, som,
Q)
"C -···---·- anunciador o u outro sistema
Ind icar, na legenda, o sistema passante

-o
Q)
·o... 1
1
Condutor de fase no interior do
Q. eletrod uto
o
Q)
<li
-, Condu tor neutro no interior do
1

"'
u eletroduto
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
1
Condutor de reto rn o no interior do
eletrod uto
Cada traço representa um condutor
Indicar seção, núme ro de condutores,
Q)
núm ero do circuito e a seção dos
'ºU' Conduto r terra no interior do condutores, exceto se forem de
-
~"'
< li
e:
+
T
eletroduto
Condutor positivo no interior do
1,5 mm 2

eletroduto

- Condu tor negativo no interio r do


eletrod uto

_ T_ T_ Ind icar a seção utilizada;


Cordoalha de terra
50. em 50. significa 50 mm 2

__,J.
Leito de cabos com um circui to
passante composto por três fases, cada 25. signifi ca 25 mm 2
, T um por dois cabos de 25 mm 2 mais dois 10. significa 10 mm 2
3 (2 X 25 .) + 2 X 10.
cabos de neutro de seção de 10 mm 2
1
1

- - ..m.. - -
Cai xa de passage m
Caixa de passagem no piso Dimensões em mm
(200 X 200 X 100)

1
1
__ ...0.... __ Caixa de passagem no teto Dimensões em mm
Caixa de passagem
(200 X 200 X 100 )

(rl)
_____jL__ Ind icar a altura e, se necessário,
Cai xa de passage m Caixa de passagem na parede
(200 X 200 X 100)
detalhar (d imensões em mm )

/ Eletroduto que sobe

/ Eletroduto que desce

164
/ Eletroduto que passa descendo

(con tinua)
ra
u
Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação) 'iii
,ra
CC
Símbolo Significado Observações ra
'So
o

/ l l _l l N_
Eletrod uto que passa subindo

No desenho, aparecem quatro sistemas


õ
..e
E
i.ii

A
que são habitualmente:
1- luz e força
Sistema de calha de piso
11 - telefone (Telebrás)
Caixa de passagem
Ili -Telefone (P(A)BX, KS, ramais)
IV - Especiais (Comun icações)
Condutor seção 1,0 mm 2 , fase para
t campaínha
Condutor seção
'= 1,0 mm 2 , neutro para campaínha
Se for de seção maior, ind icá- la

Conduto r seção
! 1,0 mm 2 , retorno para campaínha

Tabela 18.2 Quadros de distribuição


Símbolo Significado Observações

~ Q uad ro parcial de luz e fo rça aparente

Quadro parcial de luz e força embutido

,1.a11..11..11J11 Quadro ge ral de luz e fo rça aparente


Indicar as cargas de luz e m watts e de
fo rça em W ou kW
,li. 1,,,. Quadro ge ral de luz e fo rça embutido

~ Caixa de telefones

1 waii, 1 Caixa para med ido r

165
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.3 Interruptores (simbologia utilizada em plantas)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
"C

-...
o o Interrupto r de uma seção
Letra minúscul a indi ca o ponto
comandado
Q)
·o
Q.
o w Interrupto r de duas seções
Letra s minú sculas indicam os pontos
comandad os

~
Q)
<li
Letras minú sculas indicam os pontos
"'u Interrupto r de três seções
-
·.:::
a
comandados


' Q/
ü:i
<li Letra minúscula indi ca o ponto
Q)
Interruptor paralelo o u Three-Way
'ºU' comandado

-"'
~
< li
e: (J Interruptor intermediário o u Four-Way
Letra minúscul a indi ca o ponto
comandado

@ Botão de minuteria

~
Botão de campainha na parede
(ou comando à distância)

~
Botão d e campainha no piso
(ou comando à distância)

Tabela 18.4 Interruptores (simbologia utilizada em diagramas)

Símbolo Significado Observações

1 1 Fusível Ind icar tensão, correntes no minais

Chave seccionadora com fusíveis, Ind icar te nsão, correntes no minais.


~o- abertura e m carga Ex.: c have tripolar

~
Chave seccionadora com fusíveis, Ind icar tensão, correntes no minais.
abertura com carga Ex.: c have bipolar
Chave seccionadora abertura se m Indicar te nsão, correntes no minais.
~o- carga Ex.: c have mo nopolar

~)-- Chave seccionado ra abe rtura em carga Indicar tensão, correntes nominais

Indicar tensão, corrente, potência,


~ Disjuntor a ó leo capacidade nominal de interrup ção e
polaridade
Indicar te nsão, corrente, potência,
,--... Disjuntor a seco capacidade nominal de interrup ção e
--0 o-
polaridade através de traços
o-
--0-- Chave reve rsara
166 o-
ra
u
Tabela 18.5 Luminárias, refletores, lâmpadas ·;;;
,ra
CC
Símbolo Significado Observações

ª
ra
'So
Ponto de luz incandesce nte no teto A letra minúscula indica o p onto de o
õ
p ara indi car o núm ero de lâmpad as e a comando, e o número entre d ois ..e
-
4
x 100W p otê ncia em w atts traços, o ci rc uito corresp o ndente E
i.ii
Ponto de luz incandesce nte na parede
D eve-se ind icar a altura d a arande la
l : Q x 60W
(arandela)

Ponto de luz incandesce nte no teto


-4 @ x 100W
(embu tid o)

Ponto de luz flu o rescente no teto A letra minúscula indica o p onto de


(ind icar o número d e lâmpadas e na comando e o núm ero entre d ois traços
-4 ~ x 20W legenda o tipo d e partida e reator o ci rcuito corresp o nde nte

JQI,,ow Ponto de luz flu o rescente na pared e D eve-se ind icar a altura d a lum inári a

Ponto de luz flu o rescente no teto


_4.[@l x20W (embutid o)

Ponto de luz incandesce nte no teto


-4-~
em ci rc uito vi gia (e mergência)

_J t, 1
Ponto de luz flu o rescente no teto
em ci rc uito vi gia (e mergência)

1 Sinalização de tráfego (rampas,


entrad as etc.)

(%) Lâmpada d e sinalização

CI Refl eto r
Indicar potência, ten são e tipo de
lâmpadas

00 Pote com du as luminárias p ara


iluminação externa
Indicar potência, ten são e tipo de
lâmpadas

® Lâmpad a o b stáculo

@ M inu teria Di âmetro igual ao do interruptor

(con tinua)

167
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.5 Luminárias, refletores, lâmpadas (continuação)
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
"C

-...
o
Q)
·o
-$- Ponto de luz de e me rgência na parede
com alimentação inde pende nte

Q.
o
Q)
<li
© Exaustor

Moto bomba para bombeamento da


"'u
-
·.:::
' Q/
ü:i
<li
1 1 1
rese rva técnica de água para combate a
incêndio
Q)

'ºU'
-"'
~
< li
e:
Tabela 18.6 Tomadas
Símbolo Significado Observações

Tomada de luz na parede, baixa


1----C:?. (300 mm do piso acabado)
A potência d everá ser indicad a ao lado

~
Tomada de luz a meia altura (1.300 mm em W (exceto se for de 100 W) como
do piso acabado também o núm ero do ci rcuito corres-
pondente e a altura da tomada, se for di-

~
Tomada de luz alta (2.000 mm do piso
ferente da no rmati zada; se a tomada for
acabado)
de força, indicar o número de W ou kW

~ Tomada de luz no piso

~
Saída para telefone exte rn o na parede
(rede Telebrás)

1 '....
Saída para telefone exte rn o na parede
Especificar "h"
a uma altura "h"

1-<J Saída para telefone interno na parede

~ Saída para telefone exte rno no piso

[(g) Saída para telefone interno no piso

~ Tomada para rádio e televisão

(9 Relógio e létrico no teto

(con tinua)

168
ra
u
Tabela 18.6 Tomadas (continuação) 'iii
,ra
CC
Símbolo Significado Observações ra
'So
o
1-(9 Re lógio elétri co na pared e õ
..e
E
i.ii

©> Saída de som, no teto

1-©) Saída de som, na parede Ind icar a altura "h"

~ Cigarra

J--0 Campaínha

® Q uadro anunciad o r
D entro do círculo, indicar o número d e
cham adas em algari smos ro manos

Tabela 18.7 Motores e transformadores


Símbolo Significado Observações

dbG
I© Ge rad o r Indi car as características no minais

t Ml<&l) M otor Indi car as características no minais

---co- Transformad or de potência


Indi car a re lação d e tensões e valo res
no minais

e Transformad or de corrente (um


núcleo)
Indi car a re lação d e esp iras, cl asse d e
exatidão e nível d e isolame nto
í Tranform ado r de potencial
A barra de prim ári o deve ter um traço
mais grosso
Transformad or de corrente (d ois
s!e núcleos)

-§-- Retificado r

169
~
-:,
Q)
;':
:,
Tabela 18.8 Acumuladores
Símbolo Significado Observações
e-
<C
Q)
a) O traço lo ngo representa o polo
"C positivo e o traço curto, o polo
-...
o
Q)
negativo
·o
Q.
o
~~ Acumulador o u elemento de pilha
b) Este símbo lo poderá ser usado para
representar uma bateria se não ho uver
Q) risco de dúvida. Nesse caso, a tensão
<li
ou o número e o tipo dos elementos
"'u
-
·.:::
' Q/
devem ser indicados
ü:i
<li
Q)

'ºU'
~1111~ Bateria de acumuladores o u pilhas.
Forma 1
Sem indicação do número de
elementos

-"'
~
< li
e: ~~-~~ Forma
Bateria de acumuladores o u pilhas.
2
Sem indicação do número de
elementos

170
~
SIMBOLOGIA UTILIZADA NAS INSTALAÇÕES \.1
·;;;
'~
CC
DE TELEFONIA ~
·5o
o
õ
Tabela 18.9 Simbologia básica utilizada nas instalações prediais de telefonia ..o
E
i.ii
Descrição Em planta Em elevação

Caixa de saída o u de passagem para fi os, na parede,


a 30 cm d o ce ntro ao pi so J N. 1 ou 2 <J
Caixa de saída o u de passagem para fi os, na parede,
a 130 cm do centro ao piso ~ N. 1 ou 2 ~ 0
N.1,2, 3 .. . 8

~
Caixa de di stri buição ou passagem para cabos, na
p arede

Caixa de di stribu ição geral


~~ ~D. G.

Centro d o d istribuido r geral


J[ D.G .
IC 1
D .G.
1

Cubícul o em poço d e elevação


11 11 D
Caixa subterrânea para e menda o u passagem d e
cabos (p isos) D
LJ
Caixa de saída o u de passagem, para f ios no p iso
©
Tubul ação desce
~ ~
Tubul ação sobe
~ ~
No piso
Tubul ação No teto
--------

Sumári o d e contage m (a) po ntos po r andar;


(b ) pontos acumulad os no andar
- -
ffi 171