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DIREITO ADMINISTRATIVO II – 9º PER.

– REVISÃO DO 1º BIMESTRE

1. Assinale a alternativa que distingue corretamente servidão administrativa de


requisição administrativa.
a) Na servidão administrativa, a indenização, se cabível, é posterior ao ato
praticado, enquanto que na requisição administrativa ela é prévia.
b) A servidão administrativa incide sobre bens móveis, imóveis e serviço,
enquanto a requisição administrativa só incide sobre bens imóveis.
c) A servidão administrativa caracteriza-se pela transitoriedade, enquanto a
requisição administrativa tem caráter de definitivo.
d) A servidão administrativa tem natureza jurídica de direito real da
Administração, enquanto requisição administrativa é direito pessoal da
Administração.
e) A instituição de servidão administrativa pressupõe perigo público iminente
enquanto para a requisição administrativa basta a existência de interesse
público.

2. Assinale a alternativa que corretamente discorre acerca da desapropriação


indireta.
a) Para realizar a desapropriação indireta basta afetar o bem particular ao fim
público.
b) É uma espécie de desapropriação de fato, permitida expressamente pela
legislação.
c) Em nenhuma hipótese o tombamento ambiental acarretará desapropriação
indireta.
d) O proprietário poderá sempre solicitar em juízo que o Poder Público restitua
a coisa.
e) É um esbulho possessório praticado pelo Estado, que invade área privada
sem contraditório ou indenização.

3. O tombamento é uma forma de intervenção na propriedade pela qual o


Poder Público procura proteger o patrimônio cultural brasileiro. Em relação aos
efeitos do tombamento, é possível afirmar que:
a) o tombamento não impede o proprietário de gravar o bem livremente através
de penhor, anticrese ou hipoteca
b) é vedado ao proprietário reparar, pintar ou restaurar o bem tombado
c) não há restrições para a vizinhança do prédio tombado
d) importa supressão da propriedade privada, devendo ser levado a registro no
Ofício de Registro de Imóveis respectivo.

4. Quanto às limitações ao direito de propriedade, assinale a alternativa


correta.
a) A servidão administrativa é direito real que incide sobre bem imóvel visando
a execução de obra ou serviço público.
b) A limitação administrativa tem caráter individual e oneroso por comportar
indenização.
c) O tombamento não recai sobre bens móveis.
d) A desapropriação é forma derivada da aquisição da propriedade.
e) A requisição administrativa é direito pessoal que incide somente sobre bens
imóveis em caso de iminente perigo ou calamidade pública.

5. O desvio de finalidade na desapropriação, ou seja, o uso do bem


desapropriado para fim diverso daquele mencionado no ato expropriatório
denomina-se:
a) retrocessão.
b) desdestinação.
c) adestinação.
d) desapropriação indireta.
e) tredestinação.

6. Um Município foi atingido por extraordinárias e fortes chuvas no mês de


janeiro de 2014, que deixaram centenas de desabrigados. Em razão do
iminente perigo público, inclusive diante da necessidade de remoção de
diversas famílias que moravam em área de risco, a administração pública
municipal, após a lotação dos prédios públicos disponíveis, viu-se obrigada a
utilizar o prédio de uma escola particular. Por não concordar com a medida,
João, o proprietário da escola particular, buscou orientação jurídica, sendo
informado de que se tratava de estado de calamidade pública, reconhecido por
decreto municipal, que autorizava a intervenção do Estado na propriedade
particular, com vistas à satisfação do interesse público. O instituto em tela se
chama .
a) servidão administrativa, tendo o particular direito à posterior indenização, se
houver dano.
b) requisição, tendo o particular direito à indenização ulterior, se houver dano.
c) ocupação temporária, tendo o particular direito à posterior indenização, se
houver dano.
d) ocupação temporária, tendo o particular direito à prévia indenização,
independentemente da comprovação do dano.
e) limitação administrativa, tendo o particular direito à indenização ulterior,
independentemente da comprovação do dano.

7. A Constituição da República, no Art. 5º, dispõe que é garantido o direito de


propriedade, mas alerta que a propriedade atenderá à sua função social. O
Estado pode intervir na propriedade de forma supressiva, caso da
desapropriação, que consiste em procedimento de direito público pelo qual o
poder público transfere para si a propriedade de terceiro. Em tema de
desapropriação, é lícito afirmar que :
a) os concessionários de serviços públicos podem promover desapropriações
mediante autorização expressa, constante de lei ou contrato.
b) a desapropriação confiscatória ocorre quando há cultura ilegal de plantas
psicotrópicas, não havendo indenização prévia ao proprietário, sendo
ressarcido apenas o valor venal do imóvel (sem benfeitorias), após avaliação
judicial.
c) os Estados podem desapropriar bens da União e dos Municípios, quando
houver interesse público, com prévia indenização.
d) bens móveis não podem ser desapropriados.
e) a desapropriação tem duas fases: a decretatória (com o decreto de interesse
público feito pelo chefe do poder executivo) e executória (sendo imprescindível
processo judicial no qual se discute o valor da indenização).

8. Analisando a intervenção do Estado na propriedade privada, é INCORRETO


afirmar que:
a) a requisição administrativa, diante de perigo público, assegura indenização
ulterior, caso seja constatada a existência de dano.
b) a ocupação temporária não comporta indenização, desde que efetivada de
forma regular.
c) a servidão administrativa impõe indenização, quando importar em limitação
expressiva ao conteúdo da propriedade.
d) a desapropriação por interesse social não impõe que o bem expropriado seja
retido no patrimônio do Poder Público.

9. Um imóvel, nas proximidades da Casa Blanca, em Xapuri – AC, onde teria


morado um importante cronista esportivo nascido na cidade, foi tombado como
patrimônio cultural, histórico e arquitetônico. Sobre o tombamento, é
CORRETO afirmar que o ato
a) não retira a propriedade do titular e não tem a indenização como requisito de
validade.
b) não retira a propriedade do titular, mas só tem eficácia se previamente
indenizado.
c) retira a propriedade do titular, mas está sujeito à prévia indenização.
d) retira a propriedade do titular e não está sujeito à indenização.

10. No que tange à intervenção do Estado na propriedade privada, a


mais drástica dessas medidas é a desapropriação. Com relação a essa
modalidade de intervenção é correto afirmar que:
a) os bens gravados com inalienabilidade não poderão ser desapropriados.
b) a desapropriação do imóvel urbano por descumprimento de sua função
social será indenizada previamente e em dinheiro.
c) a desapropriação do imóvel rural por descumprimento de sua função social
será indenizada previamente e em dinheiro.
d) uma vez consolidada a desapropriação indireta, o proprietário não
poderá reaver o imóvel restando-lhe apenas buscar sua indenização.
e) somente a administração direta poderá mover a ação de
desapropriação.

11. Sobre a desapropriação é INCORRETO afirmar:


a) A desapropriação por descumprimento da função social da propriedade rural
é de competência exclusiva da União, ao passo que a desapropriação por
descumprimento da função social da propriedade urbana é de competência
exclusiva dos Municípios.
b) A declaração de utilidade pública transfere o bem para o patrimônio público
e incide compulsoriamente sobre o proprietário, sujeitando-o, a partir daí, às
operações materiais e aos atos administrativos e judiciais necessários à
efetivação da medida.
c) A declaração expropriatória pode ser feita pelo Poder Executivo, por meio de
decreto, ou pelo Legislativo, por meio de lei, cabendo, neste último caso, ao
Executivo tomar as medidas necessárias à efetivação da desapropriação,
independentemente de autorização legislativa.
d) A competência para promover a desapropriação é tanto das pessoas
jurídicas competentes para editar o ato declaratório, como também das
entidades, públicas ou particulares, que ajam por delegação do Poder Público,
feita por lei ou contrato.
e) No curso do processo judicial só podem ser discutidas questões relativas ao
preço ou a vício processual, uma vez que, nos termos do art. 20 do Decreto-lei
nº 3.365/41, “a contestação só poderá versar sobre o vício do processo judicial
ou impugnação do preço; qualquer outra questão deverá ser decidida por ação
direta”.

12. Uma empresa privada, concessionária de serviço público de distribuição de


gás, está sendo processada em ação de indenização movida por um
administrado que se feriu gravemente ao cair em um bueiro que estava com a
tampa deslocada. Pretende o administrado a responsabilização objetiva da
empresa. A decisão de processar a concessionária de serviço público
a) não possui amparo no ordenamento jurídico pois deveria ter sido ajuizada
em face da concessionária e do Estado, vez que há solidariedade na
responsabilidade.
b) possui amparo no ordenamento jurídico vigente, vez que as concessionárias
de serviço público respondem objetivamente pelos danos que causarem no
desempenho de suas atividades.
c) não é coerente com o ordenamento jurídico, que restringe a
responsabilidade objetiva ao Estado.
d) possui amparo no ordenamento jurídico, mas a empresa responde sob a
modalidade subjetiva, porque tem personalidade jurídica de direito privado.
e) não possui amparo legal, tendo em vista que se tratou de evento de força-
maior, inevitável e imprevisível.

13. Suponha que um servidor público tenha cometido erro na alimentação do


sistema informatizado de distribuição de ações judiciais, o que levou a
constar, equivocadamente, a existência de antecedente criminal para
determinado cidadão. Essa situação gerou prejuízos concretos para o
cidadão, que foi preterido em processo de seleção para emprego de vigilante
e também obrigado a desocupar o quarto na pensão onde residia. Diante
dessa situação, referido cidadão
a) possui direito de obter indenização do servidor pelos prejuízos suportados,
independentemente de comprovação de dolo ou culpa, em caráter subsidiário
à responsabilidade objetiva do Estado.
b) possui direito de obter do Estado a indenização pelos danos materiais e
morais sofridos, condicionado à comprovação da culpa in elegendo ou in
vigilando da Administração.
c) poderá acionar judicial ou administrativamente o servidor que cometeu a
falha, o qual possui responsabilidade objetiva pelos prejuízos comprovados.
d) possui direito de ser indenizado pelo Estado pelos prejuízos decorrentes da
conduta do servidor público, independentemente da comprovação de dolo ou
culpa deste.
e) poderá demandar, administrativa ou judicialmente, o Estado e o servidor,
que possuem responsabilidade pelos danos causados por ação ou omissão,
respondendo o Estado em caráter subsidiário em relação ao servidor.

14. Sobre a responsabilidade civil do Estado, analise as afirmativas a seguir.


I. A responsabilidade civil do Estado pelos danos causados a terceiros
somente restará configurada diante de atos ilícitos.
II. A expressa previsão, em nosso ordenamento, da responsabilidade objetiva
do Estado impede a utilização do caso fortuito ou da culpa da vítima como
causas excludentes da responsabilidade.
III. A responsabilidade objetiva do Estado não dispensa a demonstração do
nexo de causalidade entre a ação ou omissão estatal e o dano causado.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

15. Maria, deficiente visual, dirigiu-se ao posto de saúde municipal para


consulta de urgência, com dor abdominal aguda. A paciente foi encaminhada
para exame de raio X. Mesmo estando cientes da deficiência visual da cidadã,
os funcionários da unidade de saúde não adotaram as medidas pertinentes
consistentes em cuidados especiais com a locomoção e acomodação de
Maria para evitar acidentes e, durante o exame, a paciente sofreu uma queda.
O tombo ocasionou-lhe traumatismo crânio-encefálico, causa de sua morte,
que ocorreu dois dias depois. No caso em tela, aplica-se a responsabilidade
civil:
a) exclusiva, direta e pessoal de todos os funcionários que agiram com culpa;
b) subjetiva do Município, sendo imprescindível a comprovação da culpa de
seus agentes;
c) solidária entre o Município e os funcionários que agiram com culpa;
d) subsidiária do Município, que somente responde pelos danos causados por
seus agentes caso eles sejam insolventes;
e) objetiva do Município, sendo desnecessário comprovar o elemento
subjetivo de seus agentes.

16. Maurício conduzia sua motocicleta de forma imprudente e sem cautela,


com velocidade superior à permitida no local, em via pública municipal
calçada com paralelepípedo e molhada em noite chuvosa. Ao passar por
tampa de bueiro existente na pista, com insignificante desnível em relação ao
leito, Maurício perdeu o controle de sua moto e sofreu acidente fatal. Seus
genitores ajuizaram ação em face do Município, pleiteando indenização pelos
danos materiais e morais. Na hipótese em tela, é correto concluir que:
a) não obstante ser caso, em tese, de responsabilidade civil subjetiva do
Município, o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima, fato que exclui a
responsabilidade do poder público;
b) não obstante ser caso, em tese, de responsabilidade civil objetiva do
Município, o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima, fato que exclui a
responsabilidade do poder público;
c) não obstante ser caso, em tese, de responsabilidade civil subjetiva do
Município, o acidente ocorreu por caso fortuito ou força maior, fato que exclui
a responsabilidade do poder público;
d) aplica-se a responsabilidade civil subjetiva do Município, que tem o dever
de indenizar os autores em razão de sua omissão específica, pela teoria do
risco administrativo;
e) aplica-se a responsabilidade civil objetiva do Município, que tem o dever de
indenizar desde que reste comprovado que seus funcionários responsáveis
pela instalação da tampa do bueiro agiram com dolo ou culpa.

17. Assinale a alternativa CORRETA, após aferir a veracidade das sentenças


abaixo acerca da responsabilidade civil do Estado.
I – A atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça assentou-se no
sentido de que o prazo prescricional da pretensão de reparação civil deduzida
contra a Fazenda Pública é de 5 (cinco) anos.
II – Segundo a doutrina pátria majoritária, em regra, a responsabilidade civil
objetiva do Estado é do tipo “risco integral”.
III – Haverá responsabilidade estatal quando o agente público causador do
dano indenizável estiver no exercício das suas funções ou, ao menos, se
esteja conduzindo a pretexto de exercê-las.
IV – Segundo a teoria da “falta do serviço”, a vítima tem o ônus de comprovar
a conduta culposa do agente público causador do dano.
V – Os entes da Administração Pública direta são solidariamente
responsáveis pelos danos causados pelas concessionárias de serviço público
por eles contratadas.
A alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo,
considerando V para verdadeiro e F para falso, é:
a) VVFVV.
b) VFVFF.
c) FFVFF.
d) FVFVV.
e) VFVFV.

18. Autoridades policiais efetuaram a prisão de determinado cidadão, sob a


acusação de prática de ilícito penal qualificado. Durante a tramitação da ação
penal, o réu persistia alegando sua inocência, afirmando que jamais estivera
no local dos fatos. Dois anos após o início da ação penal, em atendimento de
urgência, as autoridades policiais locais efetuaram a prisão em flagrante de
outro cidadão pela prática de crime da mesma natureza daquele que motivou
a condenação acima mencionada, ocasião em que se constatou homonímia
em relação às duas pessoas. Checados os documentos de identificação,
restou apurado que coincidiam, não só o nome dos homônimos, mas também
de suas genitoras. O primeiro cidadão mencionado terminou por ser absolvido
e posto em liberdade. Em relação a este, considerando o período em que foi
injustamente privado de sua liberdade
a) responde civilmente o Estado, sob a modalidade subjetiva, na medida em
que os atos de determinar e efetuar a prisão são de natureza comissiva e,
como tal, prescindem da demonstração de culpa dos agentes públicos.
b) responde civilmente o Estado em razão da ação ou omissão das
autoridades policiais, não se podendo imputar responsabilidade baseada na
atuação do magistrado da ação penal, tendo em vista que não pode ser
considerado servidor público e, portanto, agente público para fins de
responsabilização.
c) não responde civilmente o Estado, em razão dos agentes públicos terem
agido em estrito cumprimento do dever legal, o que exclui a responsabilidade
ainda que seja identificado nexo de causalidade entre a ação estatal e os
danos causados.
d) responde civilmente o Estado no caso de ser demonstrada ação ou
omissão dos agentes públicos ou mesmo do serviço, incluído o magistrado
que atuou na ação penal, que forme nexo de causalidade com os danos
experimentados pelo cidadão que ficou preso indevidamente.
e) não responde civilmente, salvo se ficar comprovada culpa do magistrado,
ou seja, que tinha como identificar a homonímia, não se estendendo a
responsabilização à atuação dos agentes policiais, em razão do ato ser
escopo de sua atuação.

19. A responsabilidade dos agentes públicos, quando, nesta qualidade,


causam danos a terceiros, é:
a) cumulativa e objetiva.
b) individual e objetiva.
c) concorrente e objetiva.
d) regressiva e subjetiva.
e) subsidiária e subjetiva.

20. Joana, enfermeira ocupante de cargo efetivo em um Hospital Estadual,


durante seu horário de expediente, segurava uma seringa que tinha acabado
de usar e, por descuido, acabou ferindo com a agulha Maria, parente de um
paciente. Maria sofreu significativo rasgo em seu braço, tendo que receber
imediato atendimento médico, sendo necessários vários pontos para suturar a
lesão. No caso em tela, em tema de indenização em favor de Maria, aplica-se
a responsabilidade civil:
a) objetiva do Estado, segundo a qual é imprescindível a comprovação do
elemento subjetivo da conduta de Joana;
b) objetiva do Estado e não cabe ação regressiva do Estado contra Joana,
pela teoria do risco administrativo;
c) objetiva do Estado, segundo a qual não há necessidade de análise do dolo
ou culpa de Joana;
d) subjetiva do Estado, segundo a qual é imprescindível a comprovação do
dolo ou culpa de Joana;
e) subjetiva do Estado e cabe ação regressiva do Estado contra Joana, pela
teoria do risco administrativo.

21. Em face de greve de serventuários da Justiça alguns candidatos à vagas


abertas por uma prestigiada empresa de tecnologia não puderam se submeter
ao correspondente processo seletivo, por não terem logrado obter certidões
necessárias para comprovar a inexistência de antecedentes criminais. A
responsabilidade civil do Estado, perante referidos cidadãos,
a) somente se configura em face de condutas comissivas, sendo afastada,
dada a sua natureza objetiva, quando não identificado o agente causador do
dano.
b) independe de comprovação de dolo ou culpa do agente, elementos esses
que, somente, são requeridos para fins do direito de regresso do Estado
perante o agente.
c) depende da comprovação de dolo ou culpa dos serventuários, não
bastando a comprovação do dano e do nexo de causalidade com ação ou
omissão de agente público.
d) é de natureza subjetiva, ensejando o direito de regresso em face dos
servidores responsabilizados em processo administrativo
e) é de natureza objetiva e independe, portanto, da comprovação do dano,
bastando a identificação do nexo de causalidade.

22. Considere que a viatura “X” da Polícia Civil do Estado do Ceará, durante o
serviço policial, conduzida pelo Policial Civil “Y”, ao ultrapassar um semáforo
vermelho, estando com a sirene ligada, colidiu contra o veículo particular do
cidadão “K”.
Com relação à responsabilidade civil, é correto afirmar que o cidadão “K”, ao
ajuizar a ação em relação ao Estado, para ser indenizado pelos danos que a
viatura provocou em seu veículo, deverá provar que
a) houve o dano resultante da atuação administrativa do Policial Civil “Y”,
independentemente de culpa, em razão da responsabilidade objetiva do
Estado.
b) o Policial Civil “Y” ultrapassou o semáforo vermelho, em razão da
responsabilidade subjetiva do Estado.
c) houve culpa do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade subjetiva do
Estado.
d) houve dolo do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade objetiva do
Estado.
e) houve culpa do Policial Civil “Y”, em razão da responsabilidade objetiva do
Estado.

23. Maria caiu abruptamente em buraco existente na calçada da Rua Sem


Número, o que pôde ser provado por meio de boletim de atendimento médico
feito no hospital Municipal de Niterói, além de fotos do local e do depoimento
de testemunha que presenciou o fato. O acidente resultou em lesões no
tornozelo esquerdo compatíveis com o acidente, tendo as provas documental
e pericial comprovado a precariedade da conservação pública do local.
Diante do caso concreto, assinale a afirmativa correta.
a) A responsabilidade pela conservação das calçadas é dos proprietários dos
imóveis em frente e não do Município, o que afasta a responsabilidade
objetiva do ente público pelo acidente.
b) A ocorrência de omissão é específica do Município, pois a causa do evento
que provocou o dano foi a falta de cumprimento pelo ente público do dever de
conservação e fiscalização das calçadas, para propiciar segurança à
circulação dos pedestres.
c) A responsabilidade perseguida do ente público é subjetiva, razão pela qual
não basta a demonstração do fato, do dano e do nexo causal.
d) Não tendo a municipalidade comprovado nenhuma das causas excludentes
de sua responsabilidade, como fato exclusivo da vítima ou de terceiro, ou de
caso fortuito ou força maior, não responde objetivamente pelos danos
causados à pedestre.
e) A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público é regulada
no Art. 37, § 6º, da Constituição da República, a prever somente a
responsabilidade subjetiva.

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